Prévia do material em texto
Administração de Materiais Prof. Thiago Costa Natureza • Como o início do conceito da logís6ca empresarial, o lugar do fluxo de suprimentos no escopo da disciplina não era claro. (ênfase na distribuição Asica). • Só recentemente a adm de materiais foi efe6vamente integrada à logís6ca. • Cus to s da mov imentação de suprimentos comparado aos custos da distribuição Asica. (média 3% a 7% das vendas suprimentos / 14% a 21% das vendas distribuição Asica). Canal de Suprimento • Assim como na distribuição Asica, existe um canal de distribuição para os fluxos de produtos e informações no suprimento Asico. • Essas são importantes para adm de materiais, pois elas afetam pr inc ipa lmente a e conomia e eficác i a do movimento de materiais. Canal de Suprimento • As tarefas mais importantes são: • (1) inicialização e transmissão das ordens (pedidos) de compras, • ( 2 ) t r a n s p o r t e d o s carregamentos até o local da fábrica, • (3) manutenção dos estoques na planta. Canal de Suprimento • A mo6vação da adm de materiais é sa6sfazer às necessidades de sistemas de operação, tais como uma l i n h a d e p r odu ç ão n a manufatura ou um processo ope ra c i ona l de banco , hospital etc. • As operações da empresa são os clientes para o gerente de materiais da firma. Ciclo de suprimento usual • As necessidades da linha de produção -‐> ordens de compra. • Um comprador seleciona fornecedores que a6ngem requisitos de (preço, entrega e qualidade exigidos). • Ordem de compra (consta com importantes informações logís6cas como quan6dade a ser embarcada, des6no de entrega, data requerida para entrega), é enviada à firma fornecedora. • A entrega é arranjada pelo fornecedor ou pela firma compradora, conforme os acordos de preço. • Após a recepção, o carregamento é subme6do à inspeção de qualidade e colocado no estoque até ser necessário para operações. Canal de Suprimento • Existem uma série de outras a6vidades que apoiam o ciclo primário de adm de materiais, são elas: • Obtenção, embalagem de proteção, armazenagem, manuseio de materiais e manutenção de informações. • Com exceção da obtenção, as d ema i s a 6 v i d a d e s s ã o s e m e l h a n t e s a q u e l a s executadas na parte da d i s t r i b u i ç ã o A s i c a d a organização. Objetivos da Adm. de Materiais • A importância da boa adm de materiais pode ser mais bem apreciada quando os bens n e c e s s á r i o s n ã o e s t ã o disponíveis no instante correto para atender às necessidades de produção ou operação. • Ex: linha de montagem parada, d e v i d o à f a l t a d e um componente barato ou de uma peça para manutenção de parte da linha de produção. Objetivos da Adm. de Materiais • Boa adm de materiais significa coordenar a movimentação de suprimentos com as exigências de operação. • Isso significa aplicar o conceito de custo total às a6vidades de suprimento de modo a 6rar vantagem da oposição das curvas de custo. • ou seja, o obje6vo deve ser: prover o material certo, no local de operação certo, no i n s t an t e c o r r e to e em condição u6lizável ao custo mínimo. Responsabilidade compartilhada • A logís6ca moderna agrega o suprimento e a distribuição dentro d o p o s s í v e l n u m a ú n i c a organização. • Diferenças no 6po de transporte u6 l i z a do , n e c e s s i d ade s d e armazenagem e caracterís6cas dos produtos muitas vezes servem para jus6ficar a separação entre adm do suprimento e da distribuição. • Entretanto, a tarefa de adm tráfego ou estoques é similar, tanto num caso como no outro, e a adm integrada pode melhorar a coordenação das a6vidades e diminuir o custo administra6vo. Administração de Materiais • É importante ressaltar que uma das a6vidades que diferem a adm de materias da distribuição é a a 6 v i d a d e d e a p o i o (obtenção). • Também é de suma importância destacar a diferença entre obtenção e compras. Administração de Materiais • O processo de compras é e x t e n s o e e n vo l v e ma i s a6vidades do que aquelas diretamente relacionadas com movimentação e armazenagem de mercadorias. • En t r e t an t o , d ua s d e s s a s a 6 v i d a d e s i n fl u e n c i a m significa6vamente a eficiência do fluxo de bens. • (1) seleção de fornecedores e; • (2) colocação de pedidos em determinado fornecedor. Administração de Materiais • A seleção de fornecedores está atrelada ao preço, qualidade, con6nuidade de fornecimento e localização. • A localização dos fornecedores interessa ao pessoal de logís6ca porque ela representa o ponto de par6da geográfico a par6r do qual os bens devem ser entregues. • *A distância entre fontes de suprimento e o comprador influencia o tempo necessário para obter as mercadorias, além de afetar a confiabi l idade dos prazos de entrega. Administração de Materiais • A colocação de pedidos em determinado fornecedor também afeta a eficiência da logís6ca. • A ordem de compra especifica as quan6dades e possivelmente as instruções de entrega. • É o documento primordial para iniciar o fluxo de produtos no canal de fornecimento. • Coordenação falha entre os processos de compra e de movimentação de produtos pode l e v a r a c u s t o s l o g ís 6 c o s desnecessários. Administração de Materiais • Obtenção é o termo u6lizado para referir-‐se aos aspectos de compras que têm algum impacto nas a6vidades de m o v i m e n t a ç ã o e armazenagem. • Compras -‐ envolve todas as a6vidades associadas com a f u n ç ão d e c omp r a d e mater ia i s , inc lu indo as funções de movimentação de materiais. Administração de Materiais • A administração de materiais atende poucos clientes ou mesmo um único, enquanto a distribuição Asica atende muitos. • O cliente da administração de materiais é o sistema de operações. • Para realizar suprimento e fi c i e n t e , e x i g e -‐ s e conhecimento básico sobre a geração dos requisitos de produção. Administração de Materiais • Lembre -‐ se que são a s necessidades da produção que es6mulam a criação das ordens de compra, que por sua vez, acionam as entregas de suprimentos. • A administração de materiais g e r a l m e n t e n ã o e s t á preocupada com as previsões de vendas para os produtos finais na mesma medida da administração da distribuição As i ca , po i s o fluxo de supr imento resul ta das necessidades operacionais. Administração de Materiais • Como sup r imentos s ão p r o v i d en c i a do s p a r a a produção? • Existem duas maneiras: • (1) suprimento para produção e; • (2) suprimento para estoque. Suprimento para Estoque • E s t o q u e s a g e m c o m “ amor t e cedo re s ” en t r e suprimento e demanda, ou, neste caso, entre suprimento e necessidades de produção. • São importantes ao sistema de suprimento porque garantem maior disponibilidade de componentes para a linha de produção, diminuem o tempo dedicado pela adm para manter a disponibilidade desejada e podem reduzir custos de estoque. Suprimento para Estoque • Qua i s os pontos que d e v e m o s l e v a r e m consideração para manter um item em estoque, ao invés de comprá-‐lo sob encomenda? Suprimento para Estoque • (1) ser comprado em quan6dades maiores ou iguais a um lote mínimo, • (2) a tabela de preço do fornecedor deve ter descontos por volume, • (3) ser de valor rela6vamente baixo, • (4) ser econômico comprá-‐lo juntamente com outros itens, • (5) pode ser usado numa larga variedade de modelos ou produtos, • (6) ter tabelas de fretes ou requisitos de manuseio que facilitem a compra em grandes lotes, • (7) ter alto grau de incerteza na entrega ou na con6nuidade do suprimento. Suprimento para Estoque • Quando as necessidades de operação são “protegidas” por estoques, são os critérios de controle de estoque que determinam o lançamento das o rdens de compra pa ra ressuprimento • Caso estoques de componentes e s t e j am d i s pon í ve i s , a s necessidades de operação p o d e m s e r a t e n d i d a s diretamente do inventário sem demora. Suprimento direto para produção • Manter em estoque todo mater ia l necessár io para produção pode ser ineficiente. • Ex: Se algum material 6ver valor rela6vamente alto e puder ser u6lizado apenas num número limitado de modelos e produtos. (encomendá-‐lo seria o modo mais econômico de realizar o suprimento). Suprimento direto para produção • M a t e r i a i s ( i t e n s ) encomendados, fluem em q u a n 6 d a d e s p e q u e n a s comparadas com os volumes daqueles comprados para estoques. • Esses materiais necessitam maior atenção por parte da administração, como aumentar comunicações ou acelerar os pedidos. Suprimento direto para produção • O programador de produção necessita de informações confiáveis sobre os tempos de ressuprimento para garan6r que o p lane jamento do suprimento Asico seja feito com precisão razoável. • Empresas industriais u6lizam com maior frequência o processo de suprimento direto para produção. Suprimento direto para produção • A técnica de “puxar” peças, materiais e subconjuntos através do canal de suprimento à m e d i d a q u e h a j a necessidades operacionais, ao invés de atendê-‐las a par6r de estoques, é também conhecida como planejamento ou cálculo de necessidades. • Sua técnica é oriunda do uso de c o m p u t a d o r e s n o planejamento e programação da produção. Suprimento direto para produção • A idéia central do cálculo de necess idades é ev i tar a manutenção de estoques de peças pela colocação de ordens de compra ou produção no tempo exato para ter os materiais chegando na data programada para produção. Suprimento direto para produção • Mas porque o uso também dos estoques? • Tempos de ressuprimento imprecisos. • Redução de custos de compra e transporte ocasionado pelo uso de grandes lotes. • Portanto, ainda permanecem as duas maneiras pelas quais produtos são colocados dentro do canal de suprimento. Administração de Materiais • Lembre-‐se! • A adm de mater ia is l iga-‐se diretamente com operações pelo abastecimento de peças, matérias-‐ primas ou subconjuntos numa base de encomendas diretas ou através de estoques, em antecipação de necessidades de uso. • Seu obje6vo é ter os materiais requeridos no lugar certo e no instante certo, providenciando o movimento de materiais ao custo mínimo rela6vo ao nível de serviço.