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APG 3 - SOI III Hipertrofia Cardíaca associada a HAS 1. Entender como ocorre o remodelamento cardíaco e a insuficiência cardíaca na HAS 2. Relacionar as complicações com a HAS As células do nosso corpo são capazes de alterar sua forma de acordo com as alterações nos meios. Os diferentes tipos de alterações são: Hiperplasia: Aumento do número de células de um órgão ou tecido, logo, acomete órgãos e tecidos capazes de realizar divisão mitótica. Metaplasia: Alteração reversível, no qual um tipo de célula é substituído por outro tipo de célula. Exemplo: Células escamosas estratificadas por células epiteliais cilíndricas ciliadas que ocorrem na traqueia e vias respiratórias de um fumante. Atrofia: Diminuição da célula devido a uma carga de trabalho menor. É uma alteração que pode ser reversível. Algumas das causas são por desuso, desnervação ou diminuição do fluxo sanguíneo (nesse caso a célula diminui de tamanho e consequentemente a necessidade energética como forma de sobrevivência). Displasia: Crescimento desordenado de células, como por exemplo em locais precursores de câncer, menor consumo de oxigênio e síntese proteica. Hipertrofia: Aumento do tamanho celular, bem como na quantidade de massa de tecido funcional. Isso se resulta devido ao aumento de trabalho aplicado sobre determinado órgão. Fisiológica: ocorre devido a uma exigência do corpo como o útero na grávidez. Patológica: distúrbios no organismo. como a Hipertensão Arterial Pode ser classificada em Adaptativa: espessamento da bexiga por obstrução contínua do fluxo urinário ou o miocárdio devido a hipertensão. Compensatória: aumento do órgão após uma parte ter sido removida cirurgicamente. Exemplo: rins, se um for retirado o outro aumenta para compensar. Hipertrofia Ventricular E Em caso de hipertensão, a sobrecarga de trabalho necessário para bombear o sangue contra a pressão arterial elevada na aorta resulta em uma intensificação progressiva na massa muscular ventricular esquerda e na necessidade de fluxo sanguíneo coronário. Downloaded by Izabela Rodrigues Teles (izabela.tkmteles@gmail.com) lOMoARcPSD|54967040 APG 3 - SOI III Estímulos (como uma sobrecarga) ligam as vias de transdução de sinal que conduzem à indução de vários genes, que por sua vez estimulam a síntese de muitas proteínas celulares, incluindo fatores de crescimento e proteínas estruturais. Como resultado, há a síntese de mais proteínas e miofilamentos por célula, o que aumenta a força gerada em cada contração, permitindo que a célula atenda a demandas de trabalho aumentadas. Hipertrofia concêntrica: sobrecarga de pressão. Hipertrofia excêntrica: sobrecarga de volume. cardiopatia hiperextensão sistêmica: espessamento da parede do músculo do ventrículo esquerdo. Os cardiomiócitos sofrem aumento do volume do citoplasma e do núcleo. Assim como também aumenta o número de mitocôndrias e ribossomos. cardiopatia hiperextensiva pulmonar: aumento da sobrecarga do ventrículo direito leva a hipertrofia. Insuficiência Cardíaca ● síndrome clínica que ocorre quando anomalias na estrutura e na função do miocárdio prejudicam o débito cardíaco ou diminuem o enchimento ventricular ● entre as causas mais comuns de insuficiência cardíaca, podemos citar DAC, hipertensão, CMD e cardiopatia valvar ● é possível prevenir a insuficiência cardíaca em muitos casos, ou adiar a progressão por meio da detecção e intervenção precoces A insuficiência cardíaca é caracterizada como resultante de um distúrbio funcional ou estrutural do coração. Em síntese, ela pode ser produzida por qualquer condição que reduza sua capacidade de bombeamento sanguíneo (Inabilidade do coração em bombear sangue). O coração consegue se adaptar através de vários mecanismos, um deles é o aumento ou diminuição do débito cardíaco para compensar a atividade ou repouso do indivíduo. A capacidade de elevar o débito cardíaco chama-se reserva cardíaca. Logo, o débito cardíaco é o principal determinante do desempenho da ejeção do coração. Downloaded by Izabela Rodrigues Teles (izabela.tkmteles@gmail.com) lOMoARcPSD|54967040 APG 3 - SOI III A insuficiência cardíaca pode ocorrer na história natural de pacientes com hipertensão, como resultado da atuação de um amplo conjunto de mecanismos adaptativos desencadeados pelo aumento persistente da pós-carga ventricular, resultando em disfunção diastólica ou sistólica. PRÉ CARGA O volume ou as condições de pressão do ventrículo no final da diástole. Se refere às condições adaptativas do ventrículo cheio de sangue antes da ejeção pela sístole. Obs. : Com os ventrículos cheios de sangue eles devem se contrair para ejetar, e para isso eles devem utilizar uma força contra a RP pulmonar e aorta, essa força utilizada para abrir as valvas e distender os vasos é chamado de pós-carga PÓS- CARGA Se refere a pressão (RVP, tensão da parede ventricular) que o músculo cardíaco em contração deve gerar em cima da aorta e da pulmonar para iniciar a sua ejeção sanguínea. Quando temos uma resistência vascular muito grande deve ser gerado um aumento da pressão intraventricular esquerda para primeiro abrir a valva aórtica e, em seguida, mover o sangue para fora, gerando um estresse na parede ventricular. ADESÃO AO TRATAMENTO DA HAS São muitos os fatores que contribuem para a falta de adesão, tais como as dificuldades financeiras, o maior número de medicamentos prescritos, o esquema terapêutico, os efeitos adversos dos medicamentos, a dificuldade de acesso ao sistema de saúde, a inadequação da relação médico-paciente, a característica assintomática da doença. Downloaded by Izabela Rodrigues Teles (izabela.tkmteles@gmail.com) lOMoARcPSD|54967040