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Aula 9- Abordagem Psicossocial e a Política de Atenção Integral à Mulher no Climatério: As políticas para a mulher no climatério são as ações de assistência à mulher climatérica na ABS. Deve-se realizar uma assistência integral para as mulheres, principalmente, das minorias. Aspectos Psicossociais da Mulher no Climatério: - Subjetividade da mulher; - Percepção individual da mulher sobre as mudanças em seu corpo; - Necessidade de suporte psicossocial; - Envelhecimento associado ao climatério pode causar sofrimento psíquico. O climatério é a fase do ciclo reprodutivo que corresponde ao seu final, ao aspecto oposto da puberdade e adolescência. Ela é bastante duradoura, pois o organismo feminino necessita de um período razoável para se adaptar à condição de infertilidade, por isso acontece em etapas. Seu grande marco é a última menstruação, chamada de menopausa (passado 12 meses depois), aspecto oposto à menarca. Para atingir a última menstruação o organismo elabora uma suspensão gradativa, com menstruações irregulares que começam mais intensas e depois em intervalos cada vez mais longos, chamada de perimenopausa. O fim é subjetivo, mas a tendência é de que haja uma estabilização das alterações, assim como seu fim. Pré-Menopausa → primeiras quedas dos hormônios, geralmente lentas e leves, entre 38 e 42 anos. Menopausa → é a última menstruação, em média aos 50 anos, após um período de meses ou anos irregulares. Pós-Menopausa → entre 52,55 e até 60 a 65 anos; há uma fase de redução hormonal mais drástica, onde a mulher pode ter perdas funcionais importantes. Ana Carolina R. Gualdi - Turma IX Aula 9- Abordagem Psicossocial e a Política de Atenção Integral à Mulher no Climatério: As menstruações irregulares ocorridas na perimenopausa podem ser anovulatórias, como ocorre nos primeiros ciclos da puberdade → atresia ovular/folicular. A queda hormonal recebe influência direta do hipotálamo e também da alimentação. O endométrio para sua proliferação pela redução da progesterona, cessando a descamação e a menstruação. Nas mamas, existe uma lipossubstituição; vai de densa a lipossubstituída → pede ultrassom. A síndrome do climatério refere-se a uma série de alterações, tanto fisiológicas quanto algumas patológicas, que afetam vários órgãos e sistemas. No homem é chamado de andropausa (sem tanto declínio hormonal e mais tarde). São sinais bem estabelecidos ou irregulares (sinais negativos), com frequência incerta. Depende de fatores: tabagismo, obesidade, presença pregressa de sintomas pré-menstruais, estresse, ansiedade e sedentarismo. As subdivisões clínicas sindrômicas pode ser: - Manifestações Neurogênicas - fogachos, sudorese, palpitação, cefaléia, tontura, parestesia e artralgia; - Manifestações Psicogênicas - irritabilidade, ansiedade, depressão, insônia, tontura, perda de memória e alteração da libido; - Outras manifestações gerais - atrofia urogenital progressiva, ganho de peso, doenças cardiovasculares, dislipidemias e osteoporose. - Manifestações vasomotoras → fogachos ou calorões, geralmente associados à ansiedade. Caracterizados por hiperemia na face, pescoço e tórax, sensação de calor intenso, sudorese, vasodilatação e aumento da frequência cardíaca/palpitações; dura de minutos a uma hora, sendo recorrente ou raro. - Fisiopatologia desconhecida, mas acredita-se que a causa é a redução do estrogênio: alteração dos neurotransmissores gerando instabilidade no centro termorregulador do hipotálamo. - A medicina tradicional chinesa define como a redução do Yin (frio), permitindo que o Yang (quente) suba demasiadamente. Sintomatologia: - Redução hormonal: hormônios sexuais; - Atrofia no aparelho genital; - Secura vaginal/redução da lubrificação; - Pele e cabelos secos e sem brilho; - Cefaleia; - Insônia; - Labilidade emocional, depressão, ansiedade, irritabilidade e choro fácil; - Redução da libido; - Alterações vasomotoras; - Cansaço físico e mental, dificuldade de concentração e de memorização. Ana Carolina R. Gualdi - Turma IX Aula 9- Abordagem Psicossocial e a Política de Atenção Integral à Mulher no Climatério: Os distúrbios/alterações podem incluir: - Alterações cardiovasculares: a queda hormonal afeta o sistema cardiocirculatório, aumentando o risco de doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, AVC/E, arteriosclerose, hipertensão arterial e hiperlipidemia). - Há associações desta fase com a maior incidência de cânceres ginecológicos de mama, endométrio e ovário. - Há tendência ao aumento de peso. - Cistos ovarianos ou/e mamários tendem a surgir. - Pode ocorrer redução da densidade óssea, desencadeando osteopenia e depois osteoporose. - O nível de estrogênio mantém o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea. - Por isso, as mulheres são as mais atingidas pela osteoporose, já que os níveis de estrogênio caem, reduzindo a reabsorção de cálcio, tornando os ossos mais frágeis. - Podem ocorrer incontinência urinária por esforço e prolapso genital; - A hipoestrogenia pode desencadear doenças mentais. Medidas Gerais para orientação: - Incentivar dieta balanceada e diminuir gorduras, sal, enlatados e doces; - Incentivar atividade física; - Banho de sol; - Relaxamento físico e mental; - Exercícios mentais para memória e percepção. A sexualidade no climatério precisa conter o auxílio de hormonoterapia e do uso de lubrificante. Ana Carolina R. Gualdi - Turma IX