Prévia do material em texto
FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE E ELETROMAGNETISMO Ismael Mendonça Rezende 3 1 CARGAS ELÉTRICAS E CAMPO ELÉTRICO Apresentação O estudo das cargas elétricas e das forças é um dos fundamentos da Eletrostática, pelo qual é possível compreender como as partículas carregadas interagem entre si por meio da criação de um modelo de carga que nos ajuda a interpretar o comportamento das cargas em materiais isolantes e condutores, que são indispensáveis para o desenvolvimento de dispositivos elétricos. Neste bloco, vamos compreender a importância da lei de Coulomb e verificaremos que ela descreve a força entre duas cargas pontuais, fornecendo a base para calcular a magnitude dessas interações eletrostáticas. Aprenderemos também sobre o modelo de campo elétrico e sobre campo elétrico e a região de influência de uma carga ao seu redor. Veremos que o campo elétrico é uma ferramenta essencial para o estudo de sistemas de múltiplas cargas e de distribuições contínuas, como em anéis, discos, planos e esferas carregadas, já que essas configurações são amplamente usadas na criação de dispositivos práticos, como o capacitor de placas paralelas, que armazena energia em um campo elétrico uniforme. Além disso, o comportamento de partículas carregadas em um campo elétrico é vital para tecnologias avançadas, como os aceleradores de partículas. Estudaremos o movimento de dipolos em campos elétricos e examinaremos como sistemas de cargas opostas, como moléculas polares, interagem com o campo, gerando torque e movimento em campos não uniformes. Por fim, entenderemos que esses conceitos são fundamentais para a teoria da eletrostática e têm grande importância em várias aplicações tecnológicas, como em circuitos elétricos e dispositivos de armazenamento e manipulação de energia. Vamos lá! 4 1.1 Cargas elétricas A força elétrica é uma das forças fundamentais da natureza. Algumas vezes, como na descarga elétrica, as forças elétricas podem ser selvagens e incontroláveis. Por outro lado, a eletricidade sob controle é o fundamento da nossa sociedade moderna e tecnológica. Os dispositivos elétricos variam desde lâmpadas elétricas e motores a computadores e equipamento médico. Tente imaginar como seria viver sem a eletricidade! Desde a antiguidade, o homem relaciona os eventos elétricos, como descargas atmosféricas, ao castigo dos deuses (INPE, s/d). Mas, com o estudo e o controle da eletricidade, ela se provou uma grande aliada no desenvolvimento humano. As cargas elétricas estão em todos os lugares. Pentes eletrificados pelos cabelos que atraem pequenas partículas e roupas de eletrificadas com a fricção com o corpo humano (Melo, s/d) são exemplos práticos disso e de que elas podem ser percebidas facilmente. Vamos iniciar nosso estudo pelo conceito de Cargas Elétricas e, para isso, vamos verificar uma ocorrência simples como eletrizar um pente ou um bastão de vidro. Experimentos simples, como pentear o cabelo e aproximar o pente de pedaços de papel, demonstram o campo elétrico do pente age sobre as cargas do papel. Fonte: https://eletercidade.blogspot.com/2012/09/processo-de-eletrizacao.html Figura 1.1 – Processo de eletrização Benjamin Franklin desenvolveu uma série de experimentos sobre cargas elétricas e provou que existem dois tipos: as cargas positivas e as negativas. Além disso, um detalhe importante evidenciado é que a carga elétrica é sempre conservada em um sistema isolado, ou seja, quando se gera o atrito, essa carga é criada no processo. “carga elétrica é sempre conservada em um sistema isolado” (Carvalho, 1992, p. 1). 5 Ou seja: a soma algébrica de todas as cargas elétricas existentes em um sistema isolado permanece constante. Um exemplo disso é que, ao atritarmos uma haste de plástico à pele quando ambos estão inicialmente descarregados, a haste vai adquirir cargas elétricas negativas (as quais são retiradas da pele). Da mesma forma, a pele adquire cargas elétricas positivas no mesmo módulo das cargas elétricas fornecidas para haste. Observações: • A lei de conservação de cargas elétricas é considerada uma lei universal; • O módulo da carga do elétron ou próton é uma unidade natural de carga elétrica (Young, 2015, p. 4); • A quantidade de carga elétrica é sempre um múltiplo inteiro dessa unidade; • Nenhuma carga elétrica pode ser dividida em uma quantidade menor que a carga de um elétron ou de um próton. (Young, 2015, p. 5). Os fenômenos de atração e repulsão podem ser vistos quando fornecemos atrito (esfregando) uma barra de vidro a um retalho de lã: quando colocamos essas barras juntas elas de repelem, mas, se colocarmos vidro e borracha, elas se atraem. O experimento abaixo acima demonstra que cargas iguais se repelem, e cargas diferentes se atraem. 6 Fonte: Serway e Jewett Jr. (2017) Figura 1.2 – Eletrificação de objetos e reação das cargas elétricas positivas e negativas Assim Franklin definiu as cargas elétricas positivas e negativas: a fricção de um bastão de vidro com a seda, ele fica carregado positivamente. Por outro lado, a fricção de um bastão de plástico com a lã, o deixa carregado negativamente. Com base nessa convenção, as cargas elétricas foram nomeadas na teoria atômica, sendo observado que os elétricos têm cargas negativas e o próton, positivas (Serway; Jewett Jr., 2017). Observação importante: o conceito acima é oposto à teoria de circuitos elétricos, que adota o sentido das cargas elétricas do positivo para o negativo, sendo que o real é do negativo para o positivo. Assim, separamos em análise de circuitos, o termo de “corrente convencional” (do positivo para o negativo) de “corrente de elétrons” (do negativo para o positivo). Para diversos materiais neutros friccionados há uma variação de cargas elétricas. Para isso, foi realizado um levantamento denominado “série triboelétrica”, que indica o sinal da carga após a fricção, de forma que o mais elevado é o que tem maior propriedade de se eletrizar positivamente 7 Fonte: Filho (2007) Figura 1.3 – Série Triboelétrica 1.1.1. Conhecendo os termos históricos da eletricidade Quando a teoria da eletricidade foi desenvolvida no século XXI, não havia conhecimento do átomo. Aliás, a palavra átomo tem origem do grego (a = não, tomo = divisão), ou seja, significa “o que não pode ser dividido”. Os gregos acreditavam que essa matéria seria a menor partícula do universo, que não poderia ser cortada (Souza, 2007) Cabe salientar que, a partir de 1908, os estudos conduzidos por Ernest Rutherford (1871-1937), Hans Geiger (1882-1945) e Ernest Marsden (1889-1970) na Universidade de Manchester levaram à descoberta da divisão da estrutura do átomo em três partes fundamentais. O modelo atómico de Rutherford (E. Rutherford, F.R.S., Universidade de Manchester) foi apresentado numa comunicação efetuada na Manchester Literary and Philosophical Society em 1911 e publicada na revista Philosophical Magazine and Journal of Science, em maio de 1911, com o título “The Scattering of α and β Particles by Matter and the Structure of the Atom. (Côrrea, 2014, p. 2) No artigo, Rutherford afirma que o átomo era composto por uma zona central, o núcleo, com carga positiva; e uma zona difusa à sua volta com carga negativa, a nuvem eletrônica. A figura abaixo apresenta a forma com que o átomo foi definido inicialmente, formado por elétrons em volta do núcleo, em que: 8 a) Núcleo: região central do átomo composta por prótons, partículas positivas com baixo volume e massa elevada (região de maior densidade do átomo). b) Eletrosfera: nuvem eletrônica composta de partículas negativas (elétrons) com espaços vazios entre si. Fonte: Santos (2020) Figura 1.4 – Modelo atômico proposto por Rutherford As cargas elétricas foram medidas por Robert Millikan (1868-1953)em 1909 por meio do experimento da gota de óleo. E a descoberta mais importante é que carga, como a massa, é uma propriedade inerente de prótons e elétrons, e que elas possuem cargas com sinais opostos exatamente no mesmo valor absoluto (Serway; Jewett Jr., 2017). Essa unidade de carga foi nomeada como “unidade fundamental de carga”, que é definida pelo símbolo “𝓮”. Fonte: Silva (2018) Figura 1.5 – Estrutura da matéria 9 Tabela 1.1 – Valores de massa e cargas para elétrons, prótons e nêutrons PARTÍCULA MASSA (KG) CARGA elétron 9,11 x 10-31 - e carga negativa próton 1,67 x 10-27 + e carga positiva nêutron 1,67 x 10-27 0 sem carga Fonte: Freedmen (2015) 1.1.2 Materiais condutores e isolantes A teoria atômica proporcionou uma perfeita noção da corrente elétrica, a qual descreve que os condutores elétricos são materiais nos quais os elétrons livres do átomo podem se movimentar. Assim, pode-se estabelecer uma relação entre materiais isolante e condutores, de forma que: • Em um material condutor, os elétrons estão fracamente ligados ao átomo, e fluem livremente através dele, sendo transportado pela acorrente elétrica; • Em um material isolante, os elétrons estão fortemente ligados ao átomo e têm dificuldade de movimentação, ou pela corrente elétrica (não podem se movimentar livremente). Para melhor entender a possibilidade de ligação do elétron com o átomo, devemos analisar a força exercida por esses elétrons (os quais chamamos de elétrons de valência em Química). A banda de valência tem uma diferença de energia em relação à banda de condução, nesta última existem “vazios” ou “lacunas” resultantes da falta de elétrons. Além disso, a camada de valência é a última camada de distribuição eletrônica de um átomo, na qual os elétrons estão fracamente ligados ao átomo, vindo a se desprender por conta de uma ação externa, tornando-se assim um “elétron livre” e migrando de um átomo para outro. Os elétrons nessa camada são denominados de elétrons de valência e eles podem, em contato com outro átomo, se mover de um para o outro. A camada de valência de um átomo é identificada de forma experimental, porém existem ferramentas que podem prevê-la de acordo com a disposição energética mais provável dos elétrons de um átomo. 10 Fonte: Shutterstock by saran insawat e BlueRingMedia Figura 1.6 – Camada de valência para diferentes materiais condutores O sistema de eletrização por atrito que realiza a quebra de ligações ocorre melhor em moléculas orgânicas grandes, como plástico, lã, pele, etc. Metais, normalmente não podem ser carregados por atrito (Halliday; Resnick; Krane, 2017). Os experimentos com carga elétrica definem o símbolo padrão “q” utilizado para carga com uma variável. Descrevemos quantidade de carga elétrica por meio da fórmula abaixo: 𝒒 = ±𝑵𝒆 𝒒 = ±𝑵𝒑𝒆 − 𝑵𝒆𝒆 = (+𝑵𝒑 − 𝑵𝒆)𝒆 Onde: • 𝒒 = o valor da carga elétrica e a letra (C); • 𝑵 = quantidade de prótons e elétrons encontrado em um corpo; • 𝒆 = elétrons. Observação: • A carga elétrica pode ser representada pelo “𝑞” ou “Q”; • Os objetos macroscópicos, em sua maioria, têm quantidade igual de elétrons e prótons, sendo sua carga líquida (𝑞=0), ou eletricamente neutro. 11 • Um objeto é considerado positivamente carregado, se 𝑵𝒑 > 𝑵𝒆; • Um objeto é considerado negativamente carregado, se 𝑵𝒑pequena distância são considerados dipolos elétricos. As grandezas e a sua orientação podem ser descritas pelo momento do dipolo �⃗⃗� , que é representado por um vetor apontando da carga negativa −𝒒 para a carga positiva +𝒒. Os dipolos elétricos podem ser criados por cargas negativas ou positivas. Princípio básico: • Princípio da atração e repulsão: cargas de mesmo sinal se repelem, e as de sinal contrário, se atraem. Fonte: Elaborado pelo autor Figura 1.10 – Dipolo elétrico 1.2.2 Eletrização por contato e por indução A eletrização por contato, como o termo propriamente diz, consiste em tocar dois materiais condutores, sendo que um deles deve estar carregado, pois essa eletrização ocorre com maior frequência em nesse tipo de material. Assim, não há necessidade de energia adicional para fazê-los saltar de um corpo para outro. 16 Fonte: Shutterstock by sharkmoney Figura 1.11 – Eletrização por contato em gerador de Van de Graaff 1.2.3 Eletrização por indução Ocorre quando um corpo carregado, chamado de indutor, aproxima-se de um corpo condutor eletricamente neutro, chamado de induzido. As cargas do indutor fazem com que os elétrons do corpo induzido se movam no interior dele, provocando uma distribuição de cargas. Dessa forma, uma esfera próxima a um bastão carregado de cargas positivas fica com excesso de cargas negativas, enquanto a outra esfera fica com falta de elétrons (positivamente carregada), conforme pode ser visto na figura abaixo: Fonte: Wikimedia Commons (2012), CC BY-SA 3.0. Figura 1.12 – Eletrização por indução 17 1.3 Lei de Coulomb A lei de Coulomb descreve a interações das cargas elétricas, determinando as forças estabelecidas entre si (exercida por uma carga em outra). Este princípio fundamental da eletrostática permite compreender os efeitos sobre as partículas carregadas. Os estudos desenvolvidos por Charles Coulomb (1736–1806) foram concentrados na força exercida por uma carga em outra. Para isso, foi utilizada uma “balança de torção” desenvolvida por ele em um experimento que utilizou esferas pequenas carregadas, as quais eram menores que a distância entre elas, que eram tratadas como cargas puntiformes e foram induzidas para produzir esferas igualmente carregadas para variar a quantidade de carga delas. A força entre duas cargas puntiformes é exercida ao longo da linha entre as cargas. Ela varia com o inverso do quadrado da distância que separa as cargas e é proporcional ao produto das cargas. A força é repulsiva se as cargas tiverem o mesmo sinal e atrativa se elas tiverem sinais opostos. (Tipler; Mosca, 2009, p. 6) Assim, a lei de Coulomb estabelece que a intensidade da força elétrica 𝑭 exercida por uma carga puntiforme 𝒒𝟏 sobre outra carga puntiforme 𝒒𝟐 é diretamente proporcional ao produto de suas cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância 𝒓, sendo dada por: 𝑭 = 𝒌 |𝒒𝟏 × 𝒒𝟐| 𝒓𝟐 Onde: • 𝑭 força em newtons (N) • 𝒌 constante eletrostática 𝒌 = 𝟏 𝟒𝝅𝜺𝟎 = 𝟖, 𝟗𝟗 × 𝟏𝟎𝟗 [𝑵. 𝒎𝟐 𝑪𝟐 ] ≅ 𝟗, 𝟎𝟎 × 𝟏𝟎𝟗 [𝑵. 𝒎𝟐 𝑪𝟐 ] • 𝒒𝟏e 𝒒𝟐 cargas elétricas (c) • 𝒓 distância entre as cargas (m) • 𝜺𝟎 pemissibilidade do espaço livre farad por metro (F/m) = [ 𝑪𝟐 𝑵𝒎𝟐] o 𝜺𝟎 = 𝟖, 𝟖𝟓𝟒 × 𝟏𝟎−𝟏𝟐 ≅ 𝟏 𝟑𝟔𝝅 × 𝟏𝟎−𝟗 [ 𝑭 𝒎 ] 18 Assim, a equação pode ser escrita: 𝑭 = |𝒒𝟏 × 𝒒𝟐| 𝒓𝟐 𝟏 𝟒𝝅𝜺𝟎 = |𝒒𝟏 × 𝒒𝟐| 𝟒𝝅𝜺𝟎𝒓𝟐 Para Coulomb, a constante k depende da unidade utilizada tanto para a distância quanto para carga. Para os estudos, a unidade fundamental de carga é adotada com o valor de: 𝒆 = 𝟏, 𝟔𝟎 × 𝟏𝟎−𝟏𝟗[𝑪] Essa unidade é muito pequena, tendo em vista que 1 C equivale a: 𝟏𝑪 = 𝟔, 𝟐𝟓 × 𝟏𝟎𝟏𝟖[𝐩𝐫ó𝐭𝐨𝐧𝐬] A lei de Coulomb trata de uma lei de forças vetoriais e, para isso faremos o uso de operações com vetores que já são de conhecimento em nossas operações matemáticas, pois quanto menor a distância entre as cargas elétricas, maior é a força de atração ou de repulsão entre elas. Se 𝒒𝟏está localizado em uma posição 𝒓𝟏⃗⃗⃗⃗ e 𝒒𝟐está localizado em uma posição 𝒓𝟐⃗⃗⃗⃗ , a força �⃗⃗� 𝟏𝟐 exercida pelas cargas 𝒒𝟏 e 𝒒𝟐, a lei de Coulomb pode ser descrita na forma vetorial pela fórmula abaixo: �⃗⃗� 𝟏𝟐 = 𝒌|𝒒𝟏𝒒𝟐| 𝒓𝟏𝟐 𝟐 �̂�𝟏𝟐 Onde: • �⃗� 𝟏𝟐 = �⃗� 𝟐 − �⃗� 𝟏 vetor que aponta de 𝒒𝟏 a 𝒒𝟐 • �̂�𝟏𝟐= �̂�𝟏𝟐 𝒓𝟏𝟐 vetor unitário na mesma direção e sentido. 19 Fonte: Tipler e Mosca (2009) Figura 1.10 – Lei de Coulomb (forma vetorial) a) Carga 𝒒𝟏 na posição �⃗� 𝟏 e carga 𝒒𝟐 na posição de �⃗� 𝟐 em relação a origem 0; b) A força �⃗⃗� 𝟏𝟐exercida em 𝒒𝟏e em 𝒒𝟐 está na direção e sentido de e �⃗� 𝟏𝟐 = �⃗� 𝟐 − �⃗� 𝟏 se ambas as cargas tiverem o mesmo sinal; e no sentido oposto se elas tiverem sinais opostos. O vetor unitário �̂�𝟏𝟐= �̂�𝟏𝟐 𝒓𝟏𝟐 está na direção e sentido da linha que une 𝒒𝟏 a 𝒒𝟐. Conclusão Neste Bloco, vimos que o estudo de cargas elétricas e forças é fundamental para compreender como as partículas interagem eletrostaticamente. Exploramos as propriedades das cargas positivas e negativas e como elas se comportam em diferentes tipos de materiais, como os isolantes (que não permitem a movimentação de cargas) e os condutores (onde as cargas se deslocam livremente). A lei de Coulomb foi apresentada como a descrição matemática da força entre duas cargas, mostrando que a força é diretamente proporcional ao produto das cargas, e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas. Esse entendimento é complementado pelo conceito de campo elétrico, uma região de influência ao redor de uma carga, o que permite visualizar e calcular os efeitos das cargas no espaço. Estudamos que o campo elétrico criado por múltiplas cargas pontuais pode ser obtido pela soma dos campos individuais, enquanto que para distribuições contínuas de carga, como em anéis, discos, planos e esferas carregadas, é necessário usar técnicas de integração. Essas configurações são essenciais em dispositivos como os capacitores 20 que armazenam energia elétrica. Um exemplo importante é o capacitor de placas paralelas, que cria um campo elétrico uniforme entre duas placas. Também aprendemos sobre o movimento de uma partícula carregada em um campo elétrico, onde a partícula experimenta uma força que a acelera na direção do campo (para cargas positivas), ou no sentido oposto (para cargas negativas). O comportamento de um dipolo em um campo elétrico foi analisado, mostrando como sistemas com cargas opostas (como moléculas polares) são afetados pelo torque que os alinha ao campo. Em campos não uniformes, o dipolo pode sofrer também uma força resultante, um princípio utilizado em diversas tecnologias, como as pinças ópticas. Esses conceitos são cruciais para a eletrostática, que possui aplicações tanto teóricas, como na física de partículas, quanto práticas, como em circuitos eletrônicos e tecnologias modernas de armazenamento e manipulação de energia elétrica. REFERÊNCIAS CARVALHO, Claudia Regina Campos de. Módulo IV – Carga Elétrica. São Paulo: Universidade Paulista, 1992. Disponível em: https://adm.online.unip.br/img_ead_dp/38107.PDF. Acesso em: 10 jan. 2025 CÔRREA, Carlos. Modelo atómico de Rutherford. Revista de Ciência Elementar, Porto, v.2, n.2 , p. 2, jun. 2014. Disponível em: https://www.fc.up.pt/pessoas/jfgomes/pdf/vol_2_num_2_76_art_modeloAtomicoRut herford.pdf. Acesso em: 10 jan. 2025. FILHO, Matheus Teodoro da S. Fundamentos de Eletricidade. Rio de Janeiro: LTC, 2007. HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; KRANE, Kenneth S. Física. v.3. 5 ed. Rio de Janeiro, LTC, 2017. INPE. Mitos e Lendas. - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ELAT – Grupo de Eletricidade Atmosférica, Mitos e Lendas. Disponível em: https://adm.online.unip.br/img_ead_dp/38107.PDF21 (http://www.inpe.br/webelat/homepage/menu/el.atm/mitos.php). Acesso em: 10 jan. 2025. KNIGHT, Randall D. Física uma abordagem estratégica: eletricidade e magnetismo v.3. Porto Alegre: Bookman, 2009. MEDEIROS, Alexandre. As Origens Históricas do Eletroscópio. Rev. Bras. Ensino Fís. Recife, v. 24, n.3, p. 353-361, set. 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbef/a/9K7gQgYmJ9bZrLR3T9rJVcm/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 10 jan. 2024. MELO, Pâmella Raphaella. Eletricidade estática. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/eletricidade-estatica.htm. Acesso em 10 jan. 2025. PEREIRA, Cassio Fernando. O Eletroscópio. Professor Cassio Fernando, set. 2010. Disponível em: https://prof-cassiofernando.blogspot.com/2010/09/o- eletroscopio.html?m=1. Acesso em: 10 jan. 2010. SANTOS, Victor. Modelo atômico de Rutherford ou “planetário” (1911). Porto Alegre: UFRGS, 2020. Disponível em: https://www.ufrgs.br/colegiodeaplicacao/wp- content/uploads/2020/09/100-Qui%CC%81mica-semana-26.pdf. Acesso em: 10 jan. 2025. SERWAY, Raymond A.; JR., John W J. Física para Cientistas e Engenheiros - Volume 3 - Eletricidade e magnetismo. São Paulo: Cengage Learning Brasil, 2017. SILVA, Marcelo L. L. da. Física Básica III: Aula 1 – Força Elétrica, Estrutura da Matéria. Pelotas: Universidade Federal de Pelotas, 2018. Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/mllsilva/files/2018/11/Aula_1_Forca_Eletrica.pdf. Acesso em: 10 jan. 2025. SOUZA, Líria Alves de. Leucipo e Demócrito - filosofando sobre átomos. Mundo da Educação. Maio, 2007. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/leucipo-democritofilosofando-sobre- http://www.inpe.br/webelat/homepage/menu/el.atm/mitos.php https://www.ufrgs.br/colegiodeaplicacao/wp-content/uploads/2020/09/100-Qui%CC%81mica-semana-26.pdf https://www.ufrgs.br/colegiodeaplicacao/wp-content/uploads/2020/09/100-Qui%CC%81mica-semana-26.pdf https://wp.ufpel.edu.br/mllsilva/files/2018/11/Aula_1_Forca_Eletrica.pdf 22 atomos.htm#:~:text=A%20palavra%20%E2%80%9C%C3%A1tomo%E2%80%9D%20vem %20do,de%20v%C3%A1rias%20formas%20e%20tamanhos. Acesso em: 10 jan. 2025. TIPLER, Paul A.; MOSCA, Gene. Física para Cientistas e Engenheiros - Vol. 2 - Eletricidade e Magnetismo, ótica. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. YOUNG, Hugh. D.; FREEDMAN, Roger. A. Sears and Zemansky física III: eletromagnetismo. 14. ed. São Paulo: Pearson, 2015. WIKIMEDIA COMMONS. Condução indução. Wikipedia, São Francisco, 2012. Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Condutor_indu%C3%A7%C3%A3o.png. Acesso em: 20 jan. 2025. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Condutor_indu%C3%A7%C3%A3o.png