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ETIOPATOGENIA 
EM 
PSICOPATOLOGIA
ETIOPATOGENIA
	Etiopatogenia vem do grego aitía, que significa causa, responsabilidade ou culpa, e patogenia.
	O estudo da etiopatogenia é importante para compreender as causas das doenças e os mecanismos patogênicos que atuam sobre o organismo. Isso permite desenvolver tratamentos mais eficazes e direcionados para cada tipo de doença. 
PSICOPATOLOGIA
Engloba:
Nosocronia Psiquiátrica - estudo da instalação, curso e término da doença. 
Etiopatogenia - estudo das causas e teorias psicopatológicas envolvidas. 
Nosologia - reunião dos quadros mórbidos, tanto ao nível de classificação sistemática como de nomenclatura.
Nosografia - descrição pura e simples das doenças mentais.
Antixenia - meios de defesa que o organismo, do ponto de vista físico e psíquico, estabelece contra os fatores nociceptivos.
Terapêutica psiquiátrica.
ETIOPATOGENIA EM PSICOPATOLOGIA 
	A etiopatogenia em psicopatologia é o estudo das causas dos transtornos mentais
O DIAGNÓSTICO
	O termo diagnóstico tem origem grega, significando reconhecimento e, em Medicina, diagnosticar é reconhecer uma patologia em um indivíduo enfermo com um propósito clínico, de comunicação, de investigação.
	Psiquiatria e em Psicologia, essa questão é mais complexa, pois a doença mental é, a princípio, uma doença do “pensar”, uma vez que os comportamentos anômalos são somente a exteriorização de um erro de julgamento.
O DIAGNÓSTICO – Atualidade 
	 Para falarmos em transtornos mentais hoje, falamos não somente de um conglomerado de sintomas e sinais que se agrupam em uma entidade mórbida, mas, principalmente, no prejuízo e no sofrimento do indivíduo por eles afetados.
 	A questão subjetiva do individuo, bem como sua inserção dentro de determinado contexto social, são de indiscutível valor no estabelecimento do conceito.
O DIAGNÓSTICO – Atualidade 
	Zarifian (1986), nos alerta que ao se fazer um diagnóstico, deve-se definir para quem e por que ele é realizado.
Pois muitas vezes, torna-se perigoso generalizá-lo de maneira indiscriminada, não se considerando o contexto no qual é estabelecido, nem seus objetivos e a situação na qual o paciente se encontra. 
	Quando falamos em um diagnostico, o fazemos com uma finalidade e um destino especifico, não o fazendo de maneira generalizável e imutável.
ESTABELECIMENTO DE DIAGNÓSTICO 
Pode-se trabalhar com dois critérios:
O profissional procura reunir todos os elementos conseguidos, através da anamnese e exames, chegando a uma solução.
 É avaliado coletivamente, através de um diagnóstico compreensivo, no qual pode ser visualizada a situação atual do paciente (em seus eixos biológico, psicológico e social), bem como as repercussões futuras do problema, dentro do contexto no qual se insere. 
ESTABELECIMENTO DE DIAGNÓSTICO 
	No 1º critério – ́é um modelo ainda muito utilizado, principalmente dentro do ambiente psicológico. Isso ocasiona uma visão unidirecional do paciente, fazendo com que o vejamos de modo limitado, pouco abrangente e com um viés teórico e ideológico marcantes. 
 
ESTABELECIMENTO DE DIAGNÓSTICO 
	 No 2º critério - Esse modelo, de difícil aplicação, apresenta o risco de a equipe, dita inter ou multidisciplinar, passar a funcionar como “linha de montagem”, onde cada profissional contribui com uma “peça” do “quebra-cabeça” diagnóstico, perdendo-se a dimensão humanística e compreensiva do mesmo.
TIPOS DE PSICOPATOLOGIA
	Dentro da Psicopatologia existem diferentes interpretações e abordagens. Ou seja, são maneiras bem distintas de encarar as doenças mentais e envolvem considerações que precisam fazer parte do dia a dia de um profissional da área.
Tipos:
Psicopatologia cognitivo comportamental
Psicopatologia psicanalítica
Psicopatologia biológica
Psicopatologia sociocultural
Psicopatologia categorial
Psicopatologia dimensional
PSICOPATOLOGIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL
	O fundamento da psicopatologia cognitivo comportamental é que as pessoas têm comportamentos que profissionais podem verificar e regular a partir de estímulos específicos. Ou seja, as disfunções vêm da experiência sociofamiliar e conseguimos corrigi-las a partir de influências específicas.
PSICOPATOLOGIA PSICANALÍTICA
	Quando falamos de psicopatologia psicanalítica, a base de toda a teoria vem de Freud. Ele pregava que todo mundo sofre com conflitos inconscientes, o que exige a análise de um profissional. Então, o trabalho envolve identificar esses conflitos pra que deixem de causar problemas à vida do paciente.
PSICOPATOLOGIA BIOLÓGICA
	O trabalho com psicopatologia biológica tem como principal foco o aspecto biológico das doenças mentais. Ou seja, é uma atuação concentrada no contexto cerebral, as questões neuroquímicas e neurofisiológicas do paciente. Então, é uma abordagem que encara doenças mentais como cerebrais.
PSICOPATOLOGIA SOCIOCULTURAL
 	A psicopatologia sociocultural vê as doenças mentais como resultados de um contexto sociocultural, histórico e simbólico. Ou seja, as pessoas sofrem com esses problemas como consequência do meio em que convivem, o que precisa ser considerado como parte do diagnóstico e tratamento.
PSICOPATOLOGIA CATEGORIAL
	A psicopatologia categorial tem como principal característica a visão de que doenças mentais têm delimitações bem nítidas. Então, o trabalho do profissional envolve identificar esses limites a partir de um estudo biológico.
PSICOPATOLOGIA DIMENSIONAL
	Diferentemente da categorial, a psicopatologia dimensional encara as doenças mentais sob dimensões distintas pra contar com tratamentos mais precisos. Ou seja, uma mesma doença pode estar sob prismas dependendo da idade, da convivência, do comportamento e outros atributos do paciente.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
	
	Ao invés de pensar nos fenômenos psicopatológicos de maneira linear e uniforme (seja biológica ou psicanalítica, por exemplo), temos que pensar que a maior riqueza naquilo que se refere ao seu conhecimento reside exatamente nessa abordagem multifatorial, na qual o conhecimento racional (hipotético dedutivo) é representado pela Psicopatologia.
REFERÊNCIAS
ALBUQUERQUE, M.A. Etiologias em Psiquiatria: Reformulação de conceitos. Temas, 1991; 21:11-9.
ALMEIDA FILHO, N. Anotações sobre epidemiologia e diagnóstico psiquiátrico. Rev Psiq Rio Gr Sul, 1989; 11(2):112-5.
ASSUMPÇÃO JUNIOR, Francisco B. Psicopatologia: aspectos clínicos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
ZARIFIAN, E. Un diagnostic en Psychiatrie. In: GORI, R.;MILLER, J.A.; WARTEL, R. La querelle des diagnostics. Paris: Navarin, 1986.
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