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simulação de prova psicopatologia II

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CENTRO UNIVERSITÁRIO • CURSO DE PSICOLOGIA
SIMULADO — AV2
Disciplina: Psicopatologia Il
Conteúdos: Transtorno do Espectro Autista (TEA), transtornos do neurodesenvolvimento, transtornos alimentares e uso abusivo de álcool e outras drogas.
Questões
0/10 respondidas
Questão 1
TEA
L.R.S., 5 anos, foi encaminhado para avaliação psicológica após a professora perceber dificuldades importantes na interação com outras crianças. Durante as atividades, raramente compartilha o interesse com os colegas, apresenta dificuldade em compreender gestos sociais e mantém conversas pouco recíprocas. A mãe relata que, desde pequeno, demonstra intenso interesse por ventiladores, organiza objetos sempre na mesma sequência e apresenta grande desconforto quando há mudanças inesperadas na rotina. Considerando o conjunto de características apresentadas, a hipótese mais compatível é:
A) Transtorno de ansiedade de separação.
B) Transtorno do Espectro Autista.
C) Transtorno específico da aprendizagem.
D) Transtorno de oposição desafiante.
E) Transtorno de hipersocialização autística.
Questão 2
Neurodesenvolvimento
M.A., 9 anos, apresenta dificuldades persistentes para manter a atenção nas atividades escolares. Frequentemente perde materiais, esquece instruções, parece não escutar quando lhe dirigem a palavra e deixa tarefas incompletas. A professora também relata que ele se levanta em momentos inadequados, interrompe os colegas e responde antes de as perguntas terminarem. As dificuldades aparecem em casa e na escola e prejudicam seu rendimento e suas relações. O quadro sugere:
A) Transtorno do Espectro Autista, necessariamente associado à ausência de linguagem.
B) Transtorno depressivo, caracterizado exclusivamente por desatenção.
C) Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH).
D) Transtorno específico da aprendizagem, necessariamente restrito à leitura.
E) Transtorno de atenção por hiperfocalização social.
Questão 3
TEA
Durante uma avaliação, os pais de uma criança de 7 anos relatam que ela fala fluentemente e apresenta vocabulário amplo. Entretanto, tem dificuldade para perceber quando o interlocutor perde o interesse, interpretar ironias e adaptar sua comunicação a diferentes situações sociais. Também apresenta movimentos repetitivos com as mãos, interesse muito intenso por mapas e sofrimento acentuado diante de alterações na rotina. A profissional explica à família que a presença de fala desenvolvida não exclui a hipótese investigada. Essa afirmação está relacionada:
A) À ideia de que o TEA pode se manifestar com diferentes níveis de linguagem e necessidades de suporte.
B) Ao princípio de que toda criança com TEA apresenta deficiência intelectual grave.
C) À definição de que o TEA é causado exclusivamente pela falta de socialização familiar.
D) À existência de um transtorno denominado autismo de hiperempatia obrigatória.
E) À regra de que a comunicação verbal desenvolvida elimina os critérios de TEA.
Questão 4
Neurodesenvolvimento
P.R., 10 anos, apresenta dificuldade persistente para ler palavras, reconhecer relações entre letras e sons e compreender textos adequados à sua escolaridade. Apesar de receber instrução escolar regular e apoio pedagógico, continua apresentando desempenho muito abaixo do esperado. Em outras atividades, demonstra boa capacidade de raciocínio e compreensão oral. A avaliação não identifica perda sensorial que explique as dificuldades. A hipótese mais compatível é:
A) Transtorno do Espectro Autista, definido pela dificuldade de leitura isolada.
B) Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, obrigatoriamente presente em toda dificuldade escolar.
C) Transtorno de compulsão alimentar.
D) Transtorno específico da aprendizagem, com prejuízo na leitura.
E) Transtorno de leitura por dislexia social.
Questão 5
Transtornos alimentares
C.F., 19 anos, procura atendimento após familiares demonstrarem preocupação com sua perda de peso. Relata medo intenso de engordar, mesmo apresentando peso significativamente baixo para sua idade, altura e condição clínica. Restringe progressivamente a alimentação, evita refeições com outras pessoas e acredita que precisa emagrecer mais, apesar das orientações médicas. Considerando as informações descritas, o quadro é mais compatível com:
A) Transtorno de compulsão alimentar, necessariamente sem preocupação com o peso.
B) Anorexia nervosa.
C) Bulimia nervosa, obrigatoriamente acompanhada de peso muito baixo.
D) Transtorno de ingestão alimentar evitativa/restritiva, definido pelo medo de engordar.
E) Anorexia de saciedade reversa.
Questão 6
Transtornos alimentares
J.M., 22 anos, relata episódios recorrentes nos quais ingere grande quantidade de alimentos em curto período e sente que não consegue controlar o que ou quanto come. Após esses episódios, provoca vômitos e utiliza laxantes por medo de ganhar peso. Refere que sua autoestima depende excessivamente da aparência corporal. Durante a avaliação, não apresenta peso significativamente baixo. O conjunto descrito sugere:
A) Anorexia nervosa, pois qualquer episódio de vômito confirma esse diagnóstico.
B) Transtorno de compulsão alimentar, mesmo com comportamentos compensatórios recorrentes.
C) Bulimia nervosa.
D) Transtorno de ingestão alimentar evitativa/restritiva, caracterizado pelo medo de engordar.
E) Transtorno de compulsão alimentar purgativa, como categoria diagnóstica independente obrigatória.
Questão 7
Transtornos alimentares
A.S., 28 anos, relata que, várias vezes por semana, come grandes quantidades de alimentos mesmo sem sentir fome. Durante os episódios, come rapidamente, sente que perdeu o controle e continua até experimentar desconforto físico. Depois, sente vergonha e culpa, evita contar o que aconteceu e procura comer escondida. Nega provocar vômitos, utilizar laxantes ou praticar outros comportamentos compensatórios de maneira recorrente. A hipótese mais compatível é:
A) Transtorno de compulsão alimentar.
B) Bulimia nervosa, obrigatoriamente definida pela ausência de compulsão alimentar.
C) Anorexia nervosa, pois todo episódio de ingestão excessiva implica baixo peso.
D) Transtorno de restrição alimentar compulsiva inversa.
E) Transtorno de ansiedade social, como explicação suficiente para todos os sintomas alimentares.
Questão 8
Uso de álcool e outras drogas
R.F., 42 anos, relata que começou a consumir bebidas alcoólicas socialmente, mas passou a beber diariamente. Nos últimos meses, percebe que precisa consumir quantidades maiores para obter o mesmo efeito. Tentou reduzir o consumo em diversas ocasiões, mas não conseguiu. Continua bebendo apesar de conflitos familiares e faltas ao trabalho. Quando interrompe abruptamente o uso, apresenta tremores, sudorese, ansiedade e náuseas. O quadro sugere:
A) Uso recreativo sem consequências clínicas, pois o consumo começou socialmente.
B) Transtorno de ansiedade primário como explicação obrigatória para todos os sintomas.
C) Intoxicação alcoólica isolada, sem possibilidade de um padrão problemático persistente.
D) Transtorno por uso de álcool, com sinais que podem indicar abstinência.
E) Síndrome de alcoolização compensatória permanente.
Questão 9
Uso de álcool e outras drogas
T.G., 25 anos, utiliza estimulantes em festas para permanecer acordado por longos períodos. Recentemente, passou a consumir a substância com maior frequência, abandonou compromissos e continuou usando mesmo após episódios de intensa ansiedade e conflitos com pessoas próximas. Relata que tentou parar, mas voltou a consumir. Durante a entrevista, a psicóloga diferencia os efeitos imediatos da substância do padrão persistente de consumo e dos prejuízos associados. Essa distinção permite compreender que:
A) A presença de qualquer efeito desagradável confirma, isoladamente, dependência.
B) A intoxicação, a abstinência e o transtorno por uso de substâncias são conceitos distintos, embora possam coexistir.
C) O transtorno por uso de substâncias só existe quando a pessoa apresenta sintomas psicóticos.
D) O consumo de estimulantes não pode produzir consequências psicológicas ou funcionais.E) O quadro corresponde necessariamente a uma síndrome de hiperestimulação narcótica, categoria diagnóstica formal.
Questão 10
Integração diagnóstica
Durante uma entrevista no CAPS, uma mulher de 35 anos relata consumo frequente de álcool para lidar com sentimentos desagradáveis. Refere que já tentou interromper o uso, mas retorna a beber, deixa de cumprir obrigações e continua consumindo mesmo após perceber prejuízos à saúde e aos relacionamentos. A família informa que ela costuma minimizar as consequências e afirma que consegue parar quando quiser. Considerando a avaliação psicopatológica, a conduta mais adequada é:
A) Descartar qualquer transtorno porque a paciente afirma que consegue parar.
B) Concluir que existe necessariamente um transtorno de personalidade devido à minimização dos problemas.
C) Diagnosticar dependência apenas com base no relato familiar, sem investigar o padrão de consumo.
D) Considerar o uso abusivo como prova automática de psicose.
E) Investigar os critérios de transtorno por uso de álcool, a gravidade, os riscos clínicos e os prejuízos funcionais.
Como pensar como a professora durante a prova
Antes de marcar qualquer alternativa, siga esta sequência:
1. Identifique a categoria: o caso descreve dificuldades do desenvolvimento, comportamentos alimentares ou consequências do consumo de substâncias?
2. Encontre as pistas centrais: não se prenda apenas à primeira informação do caso. Procure o conjunto de sintomas.
3. Elimine alternativas incompatíveis: uma opção pode parecer plausível, mas contradizer um dado importante do enunciado.
4. Desconfie de palavras absolutas: expressões como “sempre”, “obrigatoriamente”, “exclusivamente” e “necessariamente” merecem atenção. Elas não tornam uma alternativa automaticamente errada, mas exigem conferir se a afirmação é realmente válida.
5. Confira se o termo existe: palavras com aparência científica não são necessariamente diagnósticos reconhecidos. É preciso verificar o conceito, não apenas a sonoridade.

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