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BASES DA AVALIAÇÃO PSICOLOGICA PSICOMETRIA E TEP Prof. Me. Catalina Naomi Kaneta PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA SP anuncia contratação de mil psicólogos para alunos e professores O governo de São Paulo anunciou hoje um novo programa para ajudar no equilíbrio emocional de alunos, professores e servidores da rede estadual de ensino no contexto da pandemia do novo coronavírus. João Doria (PSDB) disse que a administração estadual já contratou mil profissionais no âmbito do programa Psicólogos da Educação. Os psicólogos vão apoiar o desenvolvimento das ações do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) e orientar profissionais sobre possíveis sinais passíveis de identificação de traumas e abusos entre os alunos, além de conduzir testes e ferramentas psicológicas, conforme planejamento de cada escola https://educacao.uol.com.br/noticias/2020/09/02/sp-anuncia-contratacao-de-mil- psicologos-para-alunos-e-professores.htm?cmpid=copiaecola PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA CRP – 2019-2 O Conselho Regional de Psicologia está questionando licitação aberta no mês de novembro pela Secretaria Estadual de Educação com a finalidade de contratar serviços para realização de avaliação psicológica em alunos da rede pública de ensino e encaminhamento para classes especiais. O assunto não é novo. A proposta do Conselho é que os critérios utilizados nas avaliações sejam revistos e que no processo de avaliação sejam considerados aspectos como as motivações da solicitação, as determinantes sociais que podem causar dificuldades de aprendizagem, para citar apenas alguns exemplos. PATOLOGIZAÇÃO - A questão do reducionismo da Avaliação Psicológica à testagem para a descoberta de uma doença. “ parece-me que há um desejo forte de padronização do comportamento humano. Uma criança que entra na escola e não se comporta da forma esperada pelas pessoas à sua volta é rapidamente taxada de “criança problemática”, sem que se busque a fundo pela causa. Os pais, que querem o melhor para seus filhos, acreditam, buscam ajuda profissional, se veem confrontados com algum diagnóstico “moderno”, remédios são receitados e a criança termina patologizada devido a algo que possivelmente faz simplesmente parte de algo individual, que todos nós temos, e que foge de qualquer forma de padronização”. (Rozenkraz, 2015) Criticas a racionalização da psicologia que busca uma patologia e não o debruçar ao sujeito. A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PATOLOGIZANTE A PROBLEMATICA DA AVALIAÇÃO PSICOLOGICA COMO ALGO TÉCNICO Porque isso ocorre? PSICOLOGIA COMO AREA DA SAUDE O ATO MEDICO PSICOLOGIA AREA SAUDE A Resolução nº 218/97 do Conselho Nacional de Saúde reconhece os psicólogos como profissionais da Saúde. Afinal, o principal objetivo da Psicologia é promover a qualidade de vida do ser humano em sua integridade, considerando aspectos biológicos, psíquicos e sociais. Ato medico: O projeto de lei estabelece quais atos ou procedimentos serão privativos de médicos, quais serão compartilhados com outros profissionais de saúde e quais serão exclusivos desses outros profissionais. O texto proposto tem suscitado debates sobre as competências de cada categoria profissional. Apesar de organizações de médicos se posicionaram a favor dele, diversas vertentes se posicionaram contra o projeto, como profissionais de Psicologia e de Biomedicina Consequências do ato medico - A Medicalização As ciências da saúde são as áreas de estudo relacionadas com a vida, a saúde e a doença, e realizam os seguintes princípios metodológicos e atuações: na fase diagnóstica: anamnese, sondagem, exames clínicos, exames laboratoriais e testes. Na fase de atuação: indicação de medicamentos, aplicação de manobras, massagens, exercícios terapêuticos específicos e atividades físicas, orientações de dietas, posturas e mudança comportamental. Na fase de acompanhamento: comparações de exames e testes, avaliação clínica e retornos periódicos. A “medicalização” da vida é a transformação de situações normais da existência humana em objetos de abordagem por profissionais de saúde, utilizando medicamentos e equipamentos. Consequências do ato medico - A Medicalização A medicalização é um fenômeno cultural de expansão progressiva do campo de intervenção da biomedicina por meio da redefinição de experiências e comportamentos humanos como se fossem problemas médicos (Tesser, 2006). A psiquiatria e o discurso psiquiátrico merecem destaque posto que cada vez mais a proliferação de diagnósticos recai sobre os indivíduos como manifestações de desordem da bioquímica cerebral, mobilizando a prescrição e o consumo, muitas vezes abusivos, de psicofármacos. A medicalização desenfreada se constitui como um fenômeno cultural fundado na ampla gama de sintomas e formas diagnósticas presentes nos manuais, principalmente no DSM - Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais -, desconsiderando aspectos cruciais como as questões políticas, sociais, históricas e culturais, nos quais o sujeito está inserido. PSICOLOGIA AREA HUMANAS A Psicologia é classificada como área das Ciências Humanas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), uma vez que compreende o estudo do ser humano a partir de suas produções e relações sociais. O conceito de humanização do atendimento pressupõe a visão do ser humano por trás da doença. Em avaliação psicológica (em contexto humano) é quando um profissional de psicologia se responsabiliza por uma avaliação, aara além de um contrato de prestação de serviços de busca de uma doença. Ele firma um compromisso afetivo de trazer respostas às aflições dessas famílias, a busca de respostas são importantes mas o acolhimento deverá permear a atuação do profissional que fará a Avaliação. AVALIAÇÃO PSICOLOGICA DELIMITAÇÕES DE TERMOS Segundo a Cartilha (CFP 2013, p13): ➢ Avaliação Psicológica: É um processo amplo de levantamento de dados que envolve a integração informações provenientes de diversas fontes como: entrevistas de história de vida, observações comportamentais, análises documentais e as vezes o uso de testes; ➢ Testagem Psicológica: É considerado um processo que integra a Avaliação Psicológica, isto é pode fazer parte dela, na qual a principal fonte de informação é os testes psicológicos de diferentes tipos. AVALIAÇÃO GERAL (SEM O TERMO PSICOLÓGICO) Uma avaliação pode ser a estimativa do valor de alguma coisa ou de algum trabalho. O valor é a qualidade atribuída, conferida, é a importância dada a algo; pode ser o preço, o custo, o montante, a estimativa em dinheiro de alguma coisa. Entre os tipos de avaliação encontramos: formativa, somativa, diagnóstica e normativa AVALIAÇÃO PSICOLOGICA O termo avaliação psicológica tem sido usado para descrever um conjunto de procedimentos que têm por objetivo coletar dados para em um primeiro momento levantar hipóteses clínicas (diagnosticas) e descrever o funcionamento de indivíduos ou grupos e fazer predições sobre comportamentos ou desempenho com base em teorias psicológicas. A definição de Avaliação Psicológica, de acordo com o Conselho Federal de Psicologia (2013, p.11) é: engloba qualquer atividade, com ou sem o uso de textos, que é compreendido como um processo de investigação no qual se concebe o avaliado e sua demanda, com o intuito de programar a tomada de decisões ao psicólogo. Esta Avaliação Psicológica faz a coleta de dados obtidos por meio de um conjunto de procedimentos confiáveis, entendidos e reconhecidos pela psicologia. A proliferação rápida dos cursos de Psicologia resultou na carência de profissionais devidamente capacitados para suprir essa demanda, comprometendo a qualidade do ensino e a credibilidade nas práticas de AP e em seus instrumentos.Somado a isso, os anos 60 foram caracterizados por crises na Psicologia, ligadas principalmente a questões ideológicas. A influência do humanismo e a popularização da psicanálise no Brasil, com críticas ao positivismo e suas técnicas, marcaram o declínio no uso de testes e na produção acadêmica. Acredita-se que é importante ressaltar a perspectiva da AP não como uma área ou especialidade restrita com finalidade em si mesma, mas como o processo que é a base fundamental para a tomada de decisão do psicólogo em suas ações e intervenções no exercício profissional. A AP deveria ser a atividade mais básica do psicólogo, dada a sua relevância nos contextos de diagnóstico e intervenção. AVALIAÇÃO PSICOLOGICA Embora historicamente alvo de questionamentos, embasados principalmente no uso inadequado dos testes psicológicos, na falta de qualidade dos instrumentos, na baixa qualidade dos laudos e nos diagnósticos equivocados (Alves, 2009), atualmente o que se nota é um movimento de retomada da área, impulsionado pela publicação da Resolução nº 002/2003 do Conselho Federal de Psicologia, com a criação do Sistema de Avaliação dos Testes Psicológicos (Satepsi) e com o estabelecimento do ano 2011 como o Ano da Avaliação Psicológica. Somado a isso, 2019 o documento de laudos psicológicos 2022 a cartilha sobre avaliação psicologica SATEPSI PSICOMETRIA Prof. Msc. Catalina Naomi Kaneta Psicometria A psicometria é o ramo da psicologia que se orienta à medição dos processos psíquicos. Para isso, desenvolve estudos que permitem atribuir um valores (numéricos ou não) aos seus fenomenos possibilitando comparar as características psicológicas de diferentes pessoas de forma objetiva. Pode-se dizer que, através da psicometria, é dado um valor a um atributo psíquico de um individuo, esse valor permite ao especialista realizar comparações objetivas com outros resultados de outras pessoas assim como com os valores médios populacionais, comprovando-se assim a existência de um fenômeno. A psicometria está presente em diversas áreas de estudo da psicologia. E essa ramificação da psicologia foi utilizada pelos primeiros estudiosos mas foi no final do século XIX, no entanto, foi quando se iniciaram experimentos com ela. Pensamento psicometrico Embora muitas vezes criticado, mensurar na psicologia não é fazer julgamentos morais ou estabelecer critério de certo ou errado e sim buscar entender a partir de teorias e técnicas especificas (cientificas) as diferenças individuais, no que diz respeito às suas capacidades, habilidades, características de personalidade, comportamentos ou algum possível conflito (interno ou externo) de determinada pessoa. Mesmo parecendo contraditório a possibilidade de valorar algo sem forma (abstrato) como aspectos psíquicos, a métrica esta presente em varias teorias, desde a comportamental até mesmo a psicanálise. Pensamento psicometrico Com a psicometria, é possível estabelecer uma certa forma para o nível de inteligência, emotividade, sociabilidade, atenção concentrada, maturidade motora, criatividade, personalidade e diversas outras variáveis. Há também formas de avaliar transtornos psicológicos, como o transtorno afetivo bipolar e a depressão. É importante ter em conta que registar e medir questões psíquicas não é fácil, já que são características que não estão disponíveis concretamente. A psicometria é uma alternativa para trazer um pouco mais de objetividade para o trabalho do psicólogo. Aliando conhecimentos psicológicos aos saberes da estatística, ela permite que os psicólogos trabalhem com informações mais precisas, facilitando a realização de diagnósticos e otimizando a realização das atividades desse profissional. PENSAMENTO PSICOMETRICO Demorar muito tempo para fazer um diagnóstico é problemático e prejudica o paciente. Quando o sujeito sofre com alguma questão, ele deseja ter resultados rápidos e efetivos. Com informações objetivas e precisas dos conhecimentos psicométricos, é possível fazer o diagnóstico com mais rapidez. Assim, dá para estabelecer uma direção para o tratamento com mais facilidade. Além deste beneficio a habilidade psicométrica ajuda o dialogo do psicólogo com outra áreas da saude, mas racionalistas, sem deixar de lado as questões qualitativas e subjetivas. AVALIAÇÃO PSICOLOGICA - PROCESSO A maior expressão de uma concepção obsoleta de AP parece estar relacionada aos profissionais que consideraram o uso de testes como sinônimo de AP ou como sendo condição sine qua non do processo avaliativo. Esse resultado foi observado também por Strapasson, Silva e Teodoro (2010) em uma pesquisa sobre AP, em que alguns profissionais abordados se recusaram a responder, justificando que não utilizavam testes psicológicos. A força desse equívoco parece residir em aspectos históricos e sociais, como o papel da Psicometria e dos testes no desenvolvimento da Psicologia e na AP; evidências de um ensino baseado em uma cultura mecânica do aprendizado de testes (Noronha e cols., 2005); e o destaque desses instrumentos na produção científica (Barroso, 2010; Chiodi & Wechsler, 2008; Joly, Berberian, Andrade, & Teixeira, 2010; Joly, Silva, Nunes, & Souza, 2007; Suehiro, 2009). TERMINOLOGIAS Avaliação Psicologica Hipotese diagnostica Psicodiagnostico Diagnostico Diferencial Hipotese Diagnostica Hipotese diagnostica Uma hipótese diagnóstica é um diagnóstico preliminar, levantado pelos profissionais da saude em função dos dados clínicos e laboratoriais disponíveis ao final da consulta. É uma hipótese de trabalho, que irá nortear de maneira geral e flexível, os próximos passos da investigação clínica. Hipóteses diagnósticas podem também dirigir intervenções terapêuticas preliminares, particularmente em situações de urgência, mas nunca serão as bússolas orientadoras definitivas da terapia. Elas se tornarão os orientadores definitivos dos passos subsequentes a serem seguidos, somente a partir do momento em que forem confirmadas, quando tornam-se então diagnósticos definitivos. Hipotese diagnostica É importante definir exatamente o que significa uma hipótese e o método hipotético-dedutivo. Uma hipótese é uma declaração afirmativa relacionada a uma situação que pode ser verdadeira ou falsa (embora uma incerteza sobre sua verdade ou falsidade sempre exista na prática). O método hipotético- dedutivo é o procedimento de testagem da hipótese. A hipótese permite a dedução de quais testes podem ou devem ser realizados para avaliar sua verossimilhança (grau de verdade ou falsidade de uma hipótese). O método hipotético-dedutivo também pode ser chamado de método crítico ou da tentativa e erro e foi descrito por Popper. Apresentado o problema, o investigador lança uma hipótese para explicá-lo. Depois, deduz-se da hipótese os testes com potencial para refutá-la. Se o resultado dos testes refutar a hipótese, ela é eliminada. Se o resultado dos testes não refutar a hipótese, ela é suportada ou corroborada Hipotese diagnostica Para formularmos hipóteses, devemos ter conhecimentos prévios dos transtornos possíveis, seus sintomas, fatores de etiologia e incidência associados aos fatores de predição (prognósticos), tratamento e rede de encaminhamento; Para nos instrumentalizar sobre os transtornos devemos ter conhecimento principalmente do Código Internacional de Doenças 10ª Edição (CID 10), como conhecimento suplementar DSM V, CIF, entre outros manuais (tem o do Dalgalarrondo que acho bem interessante); Estes códigos, manuais tem atualização periódica, de acordo com os estudos das áreas e suas publicações atualizações Hipotese diagnostica A hipótese diagnostica é traçada através do exame psiquico O exame psíquico é uma avaliação do estado mental atual do paciente, tal como uma foto, este exame corresponde a condição observada no momento; Esta condição é variável, eportanto, caso após uma semana este quadro se altere devemos reavaliar; Observando: - aspectos comportamentais: aparência e comportamentos gerais; humor; fluxo de pensamento; - aspectos cognitivos: conteúdo do pensamento; percepção; cognição; insigth e julgamento; Hipotese diagnostica Exame psíquico - O exame do estado mental. É possível sistematizá-lo? (2005) Apresentação Atitude Contato Consciência Atenção Orientação Memória Senso-percepção Pensamento Crítica e Noção de Doença Humor e Afeto Psicomotricidade Hipotese diagnostica A hipótese diagnostica também é traçada por uma ação compreensiva. O modelo compreensivo abrange a explicitação das funções das perturbações e dos motivos inconscientes que as mantêm. O psicólogo tem o objetivo de elucidar os determinantes, e se possível a origem das perturbações da personalidade, por isso é necessário o esforço, para elucidar os componentes do mundo interno. A estruturação do processo diagnóstico de tipo compreensivo requer a familiarização do profissional com a Psicanálise e os fenômenos mentais, assim como reconhecer os fenômenos inconscientes dos conflitos, dinâmica familiar, estrutura e a organização latente da personalidade. RESUMO HIPOTESE DIAGNOSTICA Queixa e demanda Conhecimento prévio sobre teoria e CID-10 (DSM-V) Exame Psiquico Comportamentais Cognitivos PSICODIAGNOSTICO DEFINIÇÃO O psicodiagnóstico compreende um conjunto de testes, técnicas e procedimentos que objetivam chegar a uma conclusão em relação ao estado psicológico do paciente. Em síntese, o psicodiagnóstico é uma avaliação psicológica, cujo objetivo é avaliar os sintomas, costumes e comportamento dos pacientes, aprofundar-se neles e estudá-los, a fim de encontrar um possível diagnóstico psicológico. O psicodiagnóstico serve como uma comprovação e confirmação das hipóteses iniciais do psiquiatra/psicólogo, ou médico especialista. Por isso, é aplicado um conjunto de procedimentos diferenciados, e que variam de pessoa para pessoa. QUANDO FAZER Os pacientes encaminhados para o Psicodiagnóstico geralmente apresentam, entre outros motivos: Problemas de aprendizagem, tais como problemas afetivos, de agressividade, (Cunha e Benetti 2009; Santos 2006), problemas de relacionamento sociais e comportamentais (Louzada, 2003; Maravioski Serralta, 2011). Também pode ser necessária a avaliação de outros profissionais para diagnosticar esses pacientes, tais como: Fonoaudiólogos, Neurologistas, Psiquiatras, Psicopedagogos. QUANDO FAZER De acordo com CUNHA (2000), os objetivos clínicos do psicodiagnóstico são: Investigar aspectos da personalidade quanto aspectos cognitivos abordar os possíveis sintomas; Investigar questões do desenvolvimento; Investigar questões Neuropsicológicas; Investigar características adaptativas e desadaptarias, entre outros permitindo assim, que se chegue a um Prognóstico e á melhor estratégia e ou á abordagem terapêutica necessária. Realização de diagnóstico diferencial Exemplo: Aluno com dificuldades de escrita – Hipotese: Dislexia “Os indivíduos que vão fazer parte dos critérios de inclusão...” Os critério de inclusão dos sujeitos de pesquisa são... Objetivos específicos, essa pesquisa procura mostrar e tentar responder que os anabolizantes influenciam na valorização do corpo e sua objetificação que por sua vez, fatores que passam despercebidos no cotidiano das pessoas Essa pesquisa procura mostrar e tentar responder que o uso de anabolizantes eles são influenciados por fatores que as vezes passam despercebidos no cotidiano das pessoas como a valorização do corpo e sua objetificação. O que é dislexia Essa condição ligada à funcionalidade cerebral é responsável por gerar problemas nos circuitos e conexões do cérebro. Importante salientar que essas áreas não se desenvolvem de maneira correta, o que leva a uma insuficiência de ligações entre as áreas responsáveis pela formação das competências de leitura e escrita. DIAGNOSTICO Nível Intelectual – WISC-IV/ WAIS III /WASI – Matrizes Coloridas Raven Psicomotor – Teste Gestáltico Psicomotor de Bender Atenção e Controle Inibitório - D2, Trail Making, Stroop/Pontos Coloridos Função executiva – Figura Complexa de Rey Projetivos – Desenho Livre, HTP, Desenho da Família, TAT e Papel de Carta Diagnostico diferencial Profa. Msc. Catalina naomi kaneta Com base na medicina Em medicina, diagnóstico diferencial é um método sistemático usado para identificar doenças. É feito, essencialmente, por processo de eliminação. Nem todo diagnóstico médico é diferencial, assim como nem todo psicodiagnóstico é diferencial. O diagnóstico diferencial pode ser a continuação de uma hipótese formulada pelo médico - tendo como base a sintomatologia (sinais e sintomas) apresentada pelo paciente durante o exame clínico - segundo a qual ele restringe o seu diagnóstico a um grupo de possibilidades que, dadas as suas semelhanças com o quadro clínico em questão, não podem deixar de ser elencadas como provável. A partir do diagnóstico diferencial, o médico pode selecionar testes terapêuticos, ou ainda, exames complementares específicos a fim de se obter um diagnóstico final ou de certeza. Em psicologia Diagnóstico Diferencial, em psicologia “investiga regularidades e também irregularidades e inconsistências do quadro sintomático, utiliza-se dos resultados dos testes para diferenciar categorias nosológica e níveis de funcionamento (compreensivo)” (Cunha, 2000, p. 28). É considerado uma prática imprescindível ao psicólogo, tornando necessário que esse profissional tenha conhecimentos avançados de psicopatologia, assim como experiência e pensamento clínico. Nosologia (do grego antigo νόσος, translit. nósos): "doença" + -λογία -logia, "estudo", de 'logos', "discurso", "tratado", "razão" [carece de fontes]) é a ciência que trata da classificação das doenças. A Avaliação Compreensiva “avalia funções do ego para facilitar a indicação de recursos terapêuticos, já que a determinação do nível de funcionamento é especialmente importante para a indicação terapêutica, definindo limites da responsabilidade profissional” O CLASSICO DA PSIQUIATRIA E PSICOLOGIA Diagnostico diferencial em saude mental Em Psicologia NEUROSES Um distúrbio neurótico pode ser qualquer desequilíbrio mental que causa ou resulta em angústia. As neuroses são fruto de tentativas ineficazes de lidar com conflitos e traumas inconscientes. O que distingue a neurose da normalidade é assim a intensidade do comportamento e a incapacidade do doente de resolver os conflitos internos e externos de maneira satisfatória. PSICOSES Psicose, ou uma desordem psicótica refere-se a qualquer estado mental que prejudica o pensamento, percepção e julgamento. A pessoa que experimenta um episódio psicótico pode ter diversos sintomas, como alucinações, paranoia, e até experimentar uma mudança na personalidade. PERVERSAO Ao se analisar a trajetória da perversão enquanto definição detém-se inicialmente à Medicina, que trazia uma visão patológica que a caracterizava como um “desvio”. Freud (1905), em “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade", remete à criança enquanto ser sexual e à sua característica perverso-polimorfa, que pode permanecer no adulto, trazendo também as neuroses como o “negativo” da perversão. A partir de 1919, Freud começou a relacionar perversão e o complexo de Édipo, o que trouxe contribuições para os estudos lacanianos da perversão enquanto estrutura psíquica. Perversão seria a ação ou efeito de perverter, de contrariar as leis da natureza e da vida moral. perversão estrutura-se sobre uma vontade de transgredir a ordem natural das coisas, de perturbar a norma social. Seria sim um fenômeno sexual, mas também social, físico, político e estrutural.PERVERSAO No que tange ao aparelho psíquico do perverso, surge uma nova formatação, diferente dos neuróticos e psicóticos. Agora o ego negocia suas exigências com os desejos do id e com a realidade. Os perversos colocam em prática aquilo que os neuróticos não têm coragem de manifestar. Inclusive, estes reprimem, recalcam muitos dos atos característicos dos perversos, isto é, na perversão é possível considerar, ao mesmo tempo, as exigências do id e as da realidade, sem que uma anule ou interfira na outra. Não há nem o recalcamento dos desejos, como ocorre na neurose, nem rejeição à realidade, como ocorre na psicose (AULAGNIER-SPAIRANI, 1967). A perversão é uma estrutura de personalidade na que a busca pelo prazer é constante. A pessoa sabe que existem normas, são capazes de reconhecê-las, mas tendem a transgredi-las. No lugar de sentir culpa ou remordimento, o perverso costuma desfrutar desses momentos, não mostrando quaisquer sinais de ansiedade. PERVERSAO No que tange ao aparelho psíquico do perverso, surge uma nova formatação, diferente dos neuróticos e psicóticos. Agora o ego negocia suas exigências com os desejos do id e com a realidade. Os perversos colocam em prática aquilo que os neuróticos não têm coragem de manifestar. Inclusive, estes reprimem, recalcam muitos dos atos característicos dos perversos, isto é, na perversão é possível considerar, ao mesmo tempo, as exigências do id e as da realidade, sem que uma anule ou interfira na outra. Não há nem o recalcamento dos desejos, como ocorre na neurose, nem rejeição à realidade, como ocorre na psicose (AULAGNIER-SPAIRANI, 1967). A perversão é uma estrutura de personalidade na que a busca pelo prazer é constante. A pessoa sabe que existem normas, são capazes de reconhecê-las, mas tendem a transgredi-las. No lugar de sentir culpa ou remordimento, o perverso costuma desfrutar desses momentos, não mostrando quaisquer sinais de ansiedade. COMPREENDENDO OS TRANSTORNOS PSICOPATOLOGIA CLASSIFICAÇÃO NOSOLOGICA CID-10 significa "Classificação Internacional de Doenças", e o número 10 indica a versão, ou seja, já foram realizadas 10 atualizações e revisões desse código; DSM-5 é uma sigla inglesa, Diagnostic and Statistical Manual, que significa Manual de Diagnóstico e Estatística e o número 5 da sigla é usado para indicar que já foram feitas cinco revisões CLASSIFICAÇÃO NOSOLOGICA A CID-10 é o critério adotado no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele abrange todas as doenças, incluindo os transtornos mentais, e foi elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O DSM-5 abrange apenas os transtornos mentais e tem sido mais utilizado em ambientes de pesquisa, porque possui itens mais detalhados, em forma de tópicos. Foi elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria CID 10 CID 10 – F00 – F99 – Transtornos Mentais e Comportamentais Transtornos mentais orgânicos, inclusive os sintomáticos (F00 - F09) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa (F10 - F19) Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes (F20 - F29) Transtornos do humor [afetivos] (F30 - F39), Bipolar Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o "stress" e transtornos somatoformes (F40 - F48) - TOC CID 10 Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos (F50 - F59) Transtornos da personalidade e do comportamento do adulto (F60 - F69) - descreve oito tipos de transtornos específicos de personalidade: paranóide; esquizóide; anti-social; emocionalmente instável; histriônico; anancástico; ansioso; e dependente. Retardo mental (F70 - F79) Transtornos do desenvolvimento psicológico (F80 - F89) Transtornos do comportamento e transtornos emocionais que aparecem habitualmente durante a infância ou a adolescência (F90 - F98) Transtorno mental não especificado (F99 - F99) DSM 5 O processo do diagnóstico diferencial do DSM-5 pode ser discriminado em seis passos básicos: 1) excluir a simulação e o transtorno factício, 2) excluir uma etiologia de substância, 3) excluir uma condição médica etiológica, 4) determinar o(s) transtorno(s) primário(s) específico(s), e 5) estabelecer o limite em relação à inexistência de transtorno mental. DSM 5 Excluir a Simulação e Transtorno Factidico Alguns pacientes podem escolher enganar o clínico, produzindo ou fingindo os sintomas. Duas são as condições apresentadas como simulação no DSM-5: transtorno factício e simulação. Ambas são diferenciadas com base na motivação para a fraude. Quando trata-se da conquista de um objetivo claramente reconhecível (p. ex., indenização do seguro, evitação de responsabilidades legais e militares, obtenção de drogas), o paciente é considerado como desempenhando uma simulação. Quando o comportamento enganador está presente mesmo na ausência de uma óbvia recompensa externa, o diagnóstico é o de transtorno factício. DSM 5 Excluir Etiologia de Substância (Incluindo Drogas de Abuso, Medicamentos) A primeira questão que deve sempre ser considerada no diagnóstico diferencial é se os sintomas apresentados surgem a partir de uma substância que está exercendo um efeito direto no sistema nervoso central (SNC). Praticamente qualquer apresentação encontrada em um contexto de saúde mental pode ser causada pelo uso de alguma substância. DSM 5 Excluir um Transtorno Devido a uma Condição Médica Geral Depois de excluir uma etiologia induzida por substância/medicamento, o próximo passo é determinar se os sintomas psiquiátricos são devidos aos efeitos diretos de uma condição médica geral. Este e o passo precedente do diagnóstico diferencial constituem o que era tradicionalmente considerado como “exclusões orgânicas” em psiquiatria, nas quais o clínico é solicitado primeiro a descartar causas “físicas” da sintomatologia mental DSM 5 Determine o(s) Transtorno(s) Primário(s) Específico(s) Determinar qual dentre os transtornos mentais primários do DSM-5 melhor explica a sintomatologia apresentada. Vários dos agrupamentos diagnósticos no DSM-5 (p. ex., transtorno do espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos, transtornos de ansiedade, transtornos dissociativos) são organizados em torno de uma apresentação comum de sintomas justamente para facilitar esse diagnóstico diferencial. DSM 5 Estabelecer os Limites com a Inexistência de Transtorno Mental Tomados individualmente, muitos dos sintomas incluídos no DSM-5 são bastante presentes e não são, por si próprios, indicativos da presença de transtorno mental. Durante o curso de suas vidas, muitas pessoas podem experimentar períodos de ansiedade, depressão, insônia ou disfunção sexual que podem ser considerados como não mais que parte esperada da condição humana. Para ficar explícito que nem todo indivíduo nessa situação se qualifica para um diagnóstico de transtorno mental, o DSM-5 inclui na maioria dos conjuntos de critérios um critério que costuma ser formulado da seguinte maneira: “A perturbação causa sofrimento significativo , do ponto de vista clínico, ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo”. AVALIAÇÃO COMPREENSIVA PASSADO E FUTURO A avaliação compreensiva deve recorrer aos dados de estrutura (dados do meio, da família e da escola) e aos dados dinâmicos (relacionados com as áreas de desenvolvimento) de forma a traçar o perfil da criança e as suas necessidades específicas e individuais, tendo por alicerce as suas habilidades, competências e aptidões já adquiridas. Esta será uma das bases para construir, posteriormente, um ambiente promotor de desenvolvimento sem esquecer o que já foi adquirido e vivido, de modo a obterem-se aprendizagens significativas. Slide 1: BASES DA AVALIAÇÃO PSICOLOGICA PSICOMETRIA E TEP Slide 2: PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃOPSICOLÓGICA Slide 3: PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA Slide 4: PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA CRP – 2019-2 Slide 5 Slide 6: Porque isso ocorre? PSICOLOGIA COMO AREA DA SAUDE O ATO MEDICO Slide 7: PSICOLOGIA AREA SAUDE Slide 8: Consequências do ato medico - A Medicalização Slide 9: Consequências do ato medico - A Medicalização Slide 10: PSICOLOGIA AREA HUMANAS Slide 11: AVALIAÇÃO PSICOLOGICA Slide 12: DELIMITAÇÕES DE TERMOS Slide 13: AVALIAÇÃO GERAL (SEM O TERMO PSICOLÓGICO) Slide 14: AVALIAÇÃO PSICOLOGICA Slide 15 Slide 16: AVALIAÇÃO PSICOLOGICA Slide 17: SATEPSI Slide 18: PSICOMETRIA Slide 19: Psicometria Slide 20: Pensamento psicometrico Slide 21: Pensamento psicometrico Slide 22: PENSAMENTO PSICOMETRICO Slide 23: AVALIAÇÃO PSICOLOGICA - PROCESSO Slide 24: TERMINOLOGIAS Slide 25: Hipotese Diagnostica Slide 26: Hipotese diagnostica Slide 27: Hipotese diagnostica Slide 28: Hipotese diagnostica Slide 29: Hipotese diagnostica Slide 30: Hipotese diagnostica Slide 31: Hipotese diagnostica Slide 32: RESUMO HIPOTESE DIAGNOSTICA Slide 33: PSICODIAGNOSTICO Slide 34: DEFINIÇÃO Slide 35: QUANDO FAZER Slide 36: QUANDO FAZER Slide 37: Exemplo: Aluno com dificuldades de escrita – Hipotese: Dislexia Slide 38: O que é dislexia Slide 39: DIAGNOSTICO Slide 40: Diagnostico diferencial Slide 41: Com base na medicina Slide 42: Em psicologia Slide 43: O CLASSICO DA PSIQUIATRIA E PSICOLOGIA Slide 44: Em Psicologia Slide 45: PERVERSAO Slide 46: PERVERSAO Slide 47: PERVERSAO Slide 48: COMPREENDENDO OS TRANSTORNOS Slide 49: CLASSIFICAÇÃO NOSOLOGICA Slide 50: CLASSIFICAÇÃO NOSOLOGICA Slide 51: CID 10 Slide 52: CID 10 Slide 53: DSM 5 Slide 54: DSM 5 Slide 55: DSM 5 Slide 56: DSM 5 Slide 57: DSM 5 Slide 58: DSM 5 Slide 59: AVALIAÇÃO COMPREENSIVA Slide 60: PASSADO E FUTURO