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Slide - Principios Basicos da Avaliação Psicologica

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BASES DA AVALIAÇÃO PSICOLOGICA
PSICOMETRIA E TEP 
Prof. Me. Catalina Naomi Kaneta
PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
 SP anuncia contratação de mil psicólogos para alunos e professores
 O governo de São Paulo anunciou hoje um novo programa para ajudar no 
equilíbrio emocional de alunos, professores e servidores da rede estadual de 
ensino no contexto da pandemia do novo coronavírus. João Doria (PSDB) disse 
que a administração estadual já contratou mil profissionais no âmbito do 
programa Psicólogos da Educação.
 Os psicólogos vão apoiar o desenvolvimento das ações do Programa de 
Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) e orientar 
profissionais sobre possíveis sinais passíveis de identificação de traumas e 
abusos entre os alunos, além de conduzir testes e ferramentas psicológicas, 
conforme planejamento de cada escola
 https://educacao.uol.com.br/noticias/2020/09/02/sp-anuncia-contratacao-de-mil-
psicologos-para-alunos-e-professores.htm?cmpid=copiaecola
PROBLEMATIZANDO 
A AVALIAÇÃO 
PSICOLÓGICA
PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
CRP – 2019-2
 O Conselho Regional de Psicologia está questionando licitação 
aberta no mês de novembro pela Secretaria Estadual de Educação 
com a finalidade de contratar serviços para realização de 
avaliação psicológica em alunos da rede pública de ensino e 
encaminhamento para classes especiais.
 O assunto não é novo. A proposta do Conselho é que os critérios 
utilizados nas avaliações sejam revistos e que no processo de 
avaliação sejam considerados aspectos como as motivações da 
solicitação, as determinantes sociais que podem causar 
dificuldades de aprendizagem, para citar apenas alguns exemplos.
 PATOLOGIZAÇÃO - A questão do reducionismo da Avaliação Psicológica à testagem 
para a descoberta de uma doença. 
“ parece-me que há um desejo forte de padronização do comportamento humano. 
Uma criança que entra na escola e não se comporta da forma esperada pelas pessoas 
à sua volta é rapidamente taxada de “criança problemática”, sem que se busque a 
fundo pela causa. Os pais, que querem o melhor para seus filhos, acreditam, buscam 
ajuda profissional, se veem confrontados com algum diagnóstico “moderno”, 
remédios são receitados e a criança termina patologizada devido a algo que 
possivelmente faz simplesmente parte de algo individual, que todos nós temos, e 
que foge de qualquer forma de padronização”. (Rozenkraz, 2015)
 Criticas a racionalização da psicologia que busca uma patologia e não o debruçar 
ao sujeito. 
A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PATOLOGIZANTE
A PROBLEMATICA DA AVALIAÇÃO PSICOLOGICA COMO ALGO TÉCNICO
Porque isso ocorre? 
PSICOLOGIA COMO AREA DA SAUDE
O ATO MEDICO 
PSICOLOGIA AREA SAUDE
 A Resolução nº 218/97 do Conselho Nacional de Saúde reconhece os psicólogos 
como profissionais da Saúde. Afinal, o principal objetivo da Psicologia é promover 
a qualidade de vida do ser humano em sua integridade, considerando aspectos 
biológicos, psíquicos e sociais.
 Ato medico: O projeto de lei estabelece quais atos ou procedimentos serão 
privativos de médicos, quais serão compartilhados com outros profissionais de 
saúde e quais serão exclusivos desses outros profissionais. O texto proposto tem 
suscitado debates sobre as competências de cada categoria profissional. Apesar de 
organizações de médicos se posicionaram a favor dele, diversas vertentes se 
posicionaram contra o projeto, como profissionais de Psicologia e de Biomedicina
Consequências do ato medico - A Medicalização
 As ciências da saúde são as áreas de estudo relacionadas com a vida, a saúde e a 
doença, e realizam os seguintes princípios metodológicos e atuações: na fase 
diagnóstica: anamnese, sondagem, exames clínicos, exames laboratoriais e testes. 
Na fase de atuação: indicação de medicamentos, aplicação de manobras, 
massagens, exercícios terapêuticos específicos e atividades físicas, orientações de 
dietas, posturas e mudança comportamental. Na fase de acompanhamento: 
comparações de exames e testes, avaliação clínica e retornos periódicos.
 A “medicalização” da vida é a transformação de situações normais da existência 
humana em objetos de abordagem por profissionais de saúde, utilizando 
medicamentos e equipamentos. 
Consequências do ato medico - A Medicalização
 A medicalização é um fenômeno cultural de expansão progressiva do campo de intervenção 
da biomedicina por meio da redefinição de experiências e comportamentos humanos como 
se fossem problemas médicos (Tesser, 2006). A psiquiatria e o discurso psiquiátrico 
merecem destaque posto que cada vez mais a proliferação de diagnósticos recai sobre os 
indivíduos como manifestações de desordem da bioquímica cerebral, mobilizando a 
prescrição e o consumo, muitas vezes abusivos, de psicofármacos.
 A medicalização desenfreada se constitui como um fenômeno cultural fundado na ampla 
gama de sintomas e formas diagnósticas presentes nos manuais, principalmente no DSM - 
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais -, desconsiderando aspectos 
cruciais como as questões políticas, sociais, históricas e culturais, nos quais o sujeito está 
inserido.
PSICOLOGIA AREA HUMANAS
 A Psicologia é classificada como área das Ciências Humanas pelo Conselho Nacional de 
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), uma vez que compreende o estudo 
do ser humano a partir de suas produções e relações sociais.
 O conceito de humanização do atendimento pressupõe a visão do ser humano por trás 
da doença.
 Em avaliação psicológica (em contexto humano) é quando um profissional de 
psicologia se responsabiliza por uma avaliação, aara além de um contrato de 
prestação de serviços de busca de uma doença. Ele firma um compromisso afetivo de 
trazer respostas às aflições dessas famílias, a busca de respostas são importantes mas 
o acolhimento deverá permear a atuação do profissional que fará a Avaliação.
AVALIAÇÃO PSICOLOGICA
DELIMITAÇÕES DE TERMOS
 Segundo a Cartilha (CFP 2013, p13):
➢ Avaliação Psicológica: É um processo amplo de levantamento de dados que envolve a 
integração informações provenientes de diversas fontes como: entrevistas de história 
de vida, observações comportamentais, análises documentais e as vezes o uso de 
testes; 
➢ Testagem Psicológica: É considerado um processo que integra a Avaliação Psicológica, 
isto é pode fazer parte dela, na qual a principal fonte de informação é os testes 
psicológicos de diferentes tipos.
AVALIAÇÃO GERAL (SEM O TERMO PSICOLÓGICO) 
 Uma avaliação pode ser a estimativa do valor de alguma coisa ou de algum 
trabalho. 
 O valor é a qualidade atribuída, conferida, é a importância dada a algo; 
pode ser o preço, o custo, o montante, a estimativa em dinheiro de alguma 
coisa. 
 Entre os tipos de avaliação encontramos: formativa, somativa, diagnóstica e 
normativa
AVALIAÇÃO PSICOLOGICA
 O termo avaliação psicológica tem sido usado para descrever um conjunto de 
procedimentos que têm por objetivo coletar dados para em um primeiro momento 
levantar hipóteses clínicas (diagnosticas) e descrever o funcionamento de indivíduos 
ou grupos e fazer predições sobre comportamentos ou desempenho com base em 
teorias psicológicas. 
 A definição de Avaliação Psicológica, de acordo com o Conselho Federal de Psicologia (2013, 
p.11) é: engloba qualquer atividade, com ou sem o uso de textos, que é compreendido como 
um processo de investigação no qual se concebe o avaliado e sua demanda, com o intuito de 
programar a tomada de decisões ao psicólogo. Esta Avaliação Psicológica faz a coleta de dados 
obtidos por meio de um conjunto de procedimentos confiáveis, entendidos e reconhecidos 
pela psicologia.
 A proliferação rápida dos cursos de Psicologia resultou na 
carência de profissionais devidamente capacitados para suprir 
essa demanda, comprometendo a qualidade do ensino e a 
credibilidade nas práticas de AP e em seus instrumentos.Somado a isso, os anos 60 foram caracterizados por crises na 
Psicologia, ligadas principalmente a questões ideológicas. A 
influência do humanismo e a popularização da psicanálise no 
Brasil, com críticas ao positivismo e suas técnicas, marcaram o 
declínio no uso de testes e na produção acadêmica. 
 Acredita-se que é importante ressaltar a perspectiva da AP não 
como uma área ou especialidade restrita com finalidade em si 
mesma, mas como o processo que é a base fundamental para a 
tomada de decisão do psicólogo em suas ações e intervenções 
no exercício profissional. A AP deveria ser a atividade mais 
básica do psicólogo, dada a sua relevância nos contextos de 
diagnóstico e intervenção.
AVALIAÇÃO PSICOLOGICA
 Embora historicamente alvo de questionamentos, embasados 
principalmente no uso inadequado dos testes psicológicos, na falta de 
qualidade dos instrumentos, na baixa qualidade dos laudos e nos 
diagnósticos equivocados (Alves, 2009), atualmente o que se nota é 
um movimento de retomada da área, impulsionado pela publicação da 
Resolução nº 002/2003 do Conselho Federal de Psicologia, com a 
criação do Sistema de Avaliação dos Testes Psicológicos (Satepsi) e 
com o estabelecimento do ano 2011 como o Ano da Avaliação 
Psicológica.
 Somado a isso, 2019 o documento de laudos psicológicos
 2022 a cartilha sobre avaliação psicologica
SATEPSI
PSICOMETRIA
Prof. Msc. Catalina Naomi Kaneta
Psicometria
 A psicometria é o ramo da psicologia que se orienta à medição dos processos 
psíquicos. Para isso, desenvolve estudos que permitem atribuir um valores 
(numéricos ou não) aos seus fenomenos possibilitando comparar as 
características psicológicas de diferentes pessoas de forma objetiva.
 Pode-se dizer que, através da psicometria, é dado um valor a um atributo 
psíquico de um individuo, esse valor permite ao especialista realizar 
comparações objetivas com outros resultados de outras pessoas assim como 
com os valores médios populacionais, comprovando-se assim a existência de 
um fenômeno. 
 A psicometria está presente em diversas áreas de estudo da psicologia. E essa 
ramificação da psicologia foi utilizada pelos primeiros estudiosos mas foi no 
final do século XIX, no entanto, foi quando se iniciaram experimentos com 
ela.
Pensamento psicometrico
 Embora muitas vezes criticado, mensurar na psicologia não é fazer 
julgamentos morais ou estabelecer critério de certo ou errado e sim buscar 
entender a partir de teorias e técnicas especificas (cientificas) as diferenças 
individuais, no que diz respeito às suas capacidades, habilidades, 
características de personalidade, comportamentos ou algum possível conflito 
(interno ou externo) de determinada pessoa.
 Mesmo parecendo contraditório a possibilidade de valorar algo sem forma 
(abstrato) como aspectos psíquicos, a métrica esta presente em varias 
teorias, desde a comportamental até mesmo a psicanálise. 
Pensamento psicometrico
 Com a psicometria, é possível estabelecer uma certa forma para o nível de 
inteligência, emotividade, sociabilidade, atenção concentrada, maturidade 
motora, criatividade, personalidade e diversas outras variáveis. Há também 
formas de avaliar transtornos psicológicos, como o transtorno afetivo bipolar 
e a depressão.
 É importante ter em conta que registar e medir questões psíquicas não é 
fácil, já que são características que não estão disponíveis concretamente. 
 A psicometria é uma alternativa para trazer um pouco mais de objetividade 
para o trabalho do psicólogo. Aliando conhecimentos psicológicos aos saberes 
da estatística, ela permite que os psicólogos trabalhem com informações mais 
precisas, facilitando a realização de diagnósticos e otimizando a realização 
das atividades desse profissional.
PENSAMENTO PSICOMETRICO
 Demorar muito tempo para fazer um diagnóstico é problemático e prejudica o 
paciente. Quando o sujeito sofre com alguma questão, ele deseja ter 
resultados rápidos e efetivos. Com informações objetivas e precisas dos 
conhecimentos psicométricos, é possível fazer o diagnóstico com mais 
rapidez. Assim, dá para estabelecer uma direção para o tratamento com mais 
facilidade.
 Além deste beneficio a habilidade psicométrica ajuda o dialogo do psicólogo 
com outra áreas da saude, mas racionalistas, sem deixar de lado as questões 
qualitativas e subjetivas. 
AVALIAÇÃO PSICOLOGICA - PROCESSO
 A maior expressão de uma concepção obsoleta de AP parece estar 
relacionada aos profissionais que consideraram o uso de testes como 
sinônimo de AP ou como sendo condição sine qua non do processo 
avaliativo. Esse resultado foi observado também por Strapasson, 
Silva e Teodoro (2010) em uma pesquisa sobre AP, em que alguns 
profissionais abordados se recusaram a responder, justificando que 
não utilizavam testes psicológicos. A força desse equívoco parece 
residir em aspectos históricos e sociais, como o papel da Psicometria 
e dos testes no desenvolvimento da Psicologia e na AP; evidências de 
um ensino baseado em uma cultura mecânica do aprendizado de 
testes (Noronha e cols., 2005); e o destaque desses instrumentos na 
produção científica (Barroso, 2010; Chiodi & Wechsler, 2008; Joly, 
Berberian, Andrade, & Teixeira, 2010; Joly, Silva, Nunes, & Souza, 
2007; Suehiro, 2009).
TERMINOLOGIAS
Avaliação Psicologica
Hipotese diagnostica
Psicodiagnostico
Diagnostico Diferencial 
Hipotese Diagnostica
Hipotese diagnostica
 Uma hipótese diagnóstica é um diagnóstico preliminar, levantado pelos 
profissionais da saude em função dos dados clínicos e laboratoriais disponíveis 
ao final da consulta. É uma hipótese de trabalho, que irá nortear de maneira 
geral e flexível, os próximos passos da investigação clínica.
 Hipóteses diagnósticas podem também dirigir intervenções terapêuticas 
preliminares, particularmente em situações de urgência, mas nunca serão as 
bússolas orientadoras definitivas da terapia. Elas se tornarão os orientadores 
definitivos dos passos subsequentes a serem seguidos, somente a partir do 
momento em que forem confirmadas, quando tornam-se então diagnósticos 
definitivos.
Hipotese diagnostica
 É importante definir exatamente o que significa uma hipótese e o método 
hipotético-dedutivo. Uma hipótese é uma declaração afirmativa relacionada a 
uma situação que pode ser verdadeira ou falsa (embora uma incerteza sobre 
sua verdade ou falsidade sempre exista na prática). O método hipotético-
dedutivo é o procedimento de testagem da hipótese. A hipótese permite a 
dedução de quais testes podem ou devem ser realizados para avaliar sua 
verossimilhança (grau de verdade ou falsidade de uma hipótese).
 O método hipotético-dedutivo também pode ser chamado de método crítico 
ou da tentativa e erro e foi descrito por Popper. Apresentado o problema, o 
investigador lança uma hipótese para explicá-lo. Depois, deduz-se da hipótese 
os testes com potencial para refutá-la. Se o resultado dos testes refutar a 
hipótese, ela é eliminada. Se o resultado dos testes não refutar a hipótese, 
ela é suportada ou corroborada
Hipotese diagnostica
 Para formularmos hipóteses, devemos ter conhecimentos prévios dos 
transtornos possíveis, seus sintomas, fatores de etiologia e incidência 
associados aos fatores de predição (prognósticos), tratamento e rede de 
encaminhamento;
 Para nos instrumentalizar sobre os transtornos devemos ter conhecimento 
principalmente do Código Internacional de Doenças 10ª Edição (CID 10), como 
conhecimento suplementar DSM V, CIF, entre outros manuais (tem o do 
Dalgalarrondo que acho bem interessante);
 Estes códigos, manuais tem atualização periódica, de acordo com os estudos 
das áreas e suas publicações atualizações
Hipotese diagnostica
 A hipótese diagnostica é traçada através do exame psiquico
 O exame psíquico é uma avaliação do estado mental atual do paciente, tal 
como uma foto, este exame corresponde a condição observada no momento;
 Esta condição é variável, eportanto, caso após uma semana este quadro se 
altere devemos reavaliar;
 Observando:
- aspectos comportamentais: aparência e comportamentos gerais; humor; fluxo 
de pensamento;
- aspectos cognitivos: conteúdo do pensamento; percepção; cognição; insigth e 
julgamento; 
Hipotese diagnostica
 Exame psíquico - O exame do estado mental. É possível sistematizá-lo? (2005)
 Apresentação 
 Atitude 
 Contato Consciência 
 Atenção 
 Orientação 
 Memória 
 Senso-percepção 
 Pensamento Crítica e Noção de Doença 
 Humor e Afeto 
 Psicomotricidade
Hipotese diagnostica
 A hipótese diagnostica também é traçada por uma ação compreensiva. 
 O modelo compreensivo abrange a explicitação das funções das perturbações 
e dos motivos inconscientes que as mantêm. O psicólogo tem o objetivo de 
elucidar os determinantes, e se possível a origem das perturbações da 
personalidade, por isso é necessário o esforço, para elucidar os componentes 
do mundo interno.
 A estruturação do processo diagnóstico de tipo compreensivo requer a 
familiarização do profissional com a Psicanálise e os fenômenos mentais, 
assim como reconhecer os fenômenos inconscientes dos conflitos, dinâmica 
familiar, estrutura e a organização latente da personalidade.
RESUMO HIPOTESE 
DIAGNOSTICA
 Queixa e demanda
 Conhecimento prévio sobre teoria e CID-10 
(DSM-V)
 Exame Psiquico
 Comportamentais
 Cognitivos
PSICODIAGNOSTICO
DEFINIÇÃO
 O psicodiagnóstico compreende um conjunto de testes, técnicas e 
procedimentos que objetivam chegar a uma conclusão em relação ao estado 
psicológico do paciente.
 Em síntese, o psicodiagnóstico é uma avaliação psicológica, cujo objetivo é 
avaliar os sintomas, costumes e comportamento dos pacientes, aprofundar-se 
neles e estudá-los, a fim de encontrar um possível diagnóstico psicológico.
 O psicodiagnóstico serve como uma comprovação e confirmação das hipóteses 
iniciais do psiquiatra/psicólogo, ou médico especialista. Por isso, é aplicado 
um conjunto de procedimentos diferenciados, e que variam de pessoa para 
pessoa.
QUANDO FAZER
 Os pacientes encaminhados para o Psicodiagnóstico geralmente apresentam, 
entre outros motivos:
 Problemas de aprendizagem, tais como problemas afetivos, de agressividade, 
(Cunha e Benetti 2009; Santos 2006), problemas de relacionamento sociais e 
comportamentais (Louzada, 2003; Maravioski Serralta, 2011).
 Também pode ser necessária a avaliação de outros profissionais 
para diagnosticar esses pacientes, tais como: Fonoaudiólogos, Neurologistas, 
Psiquiatras, Psicopedagogos.
QUANDO FAZER
 De acordo com CUNHA (2000), os objetivos clínicos do 
psicodiagnóstico são:
 Investigar aspectos da personalidade quanto aspectos cognitivos abordar 
os possíveis sintomas;
 Investigar questões do desenvolvimento;
 Investigar questões Neuropsicológicas;
 Investigar características adaptativas e desadaptarias, entre outros 
permitindo assim, que se chegue a um Prognóstico e á melhor estratégia 
e ou á abordagem terapêutica necessária.
 Realização de diagnóstico diferencial
Exemplo: Aluno com dificuldades de 
escrita – Hipotese: Dislexia
 “Os indivíduos que vão fazer parte dos critérios de inclusão...”
 Os critério de inclusão dos sujeitos de pesquisa são...
 Objetivos específicos, essa pesquisa procura mostrar e tentar responder que 
os anabolizantes influenciam na valorização do corpo e sua objetificação que 
por sua vez, fatores que passam despercebidos no cotidiano das pessoas
 Essa pesquisa procura mostrar e tentar responder que o uso de anabolizantes eles 
são influenciados por fatores que as vezes passam despercebidos no cotidiano das 
pessoas como a valorização do corpo e sua objetificação. 
O que é dislexia
 Essa condição ligada à funcionalidade cerebral é responsável por gerar 
problemas nos circuitos e conexões do cérebro. Importante salientar que 
essas áreas não se desenvolvem de maneira correta, o que leva a uma 
insuficiência de ligações entre as áreas responsáveis pela formação das 
competências de leitura e escrita.
DIAGNOSTICO
 Nível Intelectual – WISC-IV/ WAIS III /WASI – Matrizes Coloridas Raven 
 Psicomotor – Teste Gestáltico Psicomotor de Bender 
 Atenção e Controle Inibitório - D2, Trail Making, Stroop/Pontos Coloridos 
 Função executiva – Figura Complexa de Rey 
 Projetivos – Desenho Livre, HTP, Desenho da Família, TAT e Papel de Carta
Diagnostico diferencial
Profa. Msc. Catalina naomi kaneta
Com base na medicina
 Em medicina, diagnóstico diferencial é um método sistemático usado para 
identificar doenças. É feito, essencialmente, por processo de eliminação. 
Nem todo diagnóstico médico é diferencial, assim como nem todo 
psicodiagnóstico é diferencial. 
 O diagnóstico diferencial pode ser a continuação de uma hipótese formulada 
pelo médico - tendo como base a sintomatologia (sinais e sintomas) 
apresentada pelo paciente durante o exame clínico - segundo a qual ele 
restringe o seu diagnóstico a um grupo de possibilidades que, dadas as suas 
semelhanças com o quadro clínico em questão, não podem deixar de ser 
elencadas como provável. A partir do diagnóstico diferencial, o médico pode 
selecionar testes terapêuticos, ou ainda, exames complementares específicos 
a fim de se obter um diagnóstico final ou de certeza.
Em psicologia
 Diagnóstico Diferencial, em psicologia “investiga regularidades e também 
irregularidades e inconsistências do quadro sintomático, utiliza-se dos 
resultados dos testes para diferenciar categorias nosológica e níveis de 
funcionamento (compreensivo)” (Cunha, 2000, p. 28). É considerado uma 
prática imprescindível ao psicólogo, tornando necessário que esse profissional 
tenha conhecimentos avançados de psicopatologia, assim como experiência e 
pensamento clínico.
 Nosologia (do grego antigo νόσος, translit. nósos): "doença" + -λογία -logia, "estudo", de 
'logos', "discurso", "tratado", "razão" [carece de fontes]) é a ciência que trata da 
classificação das doenças.
 A Avaliação Compreensiva “avalia funções do ego para facilitar a indicação de recursos 
terapêuticos, já que a determinação do nível de funcionamento é especialmente 
importante para a indicação terapêutica, definindo limites da responsabilidade 
profissional”
O CLASSICO DA PSIQUIATRIA E 
PSICOLOGIA
Diagnostico diferencial em saude mental 
Em Psicologia 
NEUROSES
 Um distúrbio neurótico pode ser 
qualquer desequilíbrio mental que 
causa ou resulta em angústia. 
 As neuroses são fruto de tentativas 
ineficazes de lidar com conflitos e 
traumas inconscientes. O que 
distingue a neurose da normalidade 
é assim a intensidade do 
comportamento e a incapacidade 
do doente de resolver os conflitos 
internos e externos de maneira 
satisfatória.
PSICOSES
 Psicose, ou uma desordem 
psicótica refere-se a qualquer 
estado mental que prejudica o 
pensamento, percepção e 
julgamento. A pessoa que 
experimenta um episódio psicótico 
pode ter diversos sintomas, como 
alucinações, paranoia, e até 
experimentar uma mudança na 
personalidade.
PERVERSAO
 Ao se analisar a trajetória da perversão enquanto definição detém-se 
inicialmente à Medicina, que trazia uma visão patológica que a caracterizava 
como um “desvio”. Freud (1905), em “Três ensaios sobre a teoria da 
sexualidade", remete à criança enquanto ser sexual e à sua característica 
perverso-polimorfa, que pode permanecer no adulto, trazendo também as 
neuroses como o “negativo” da perversão. A partir de 1919, Freud começou a 
relacionar perversão e o complexo de Édipo, o que trouxe contribuições para 
os estudos lacanianos da perversão enquanto estrutura psíquica. Perversão 
seria a ação ou efeito de perverter, de contrariar as leis da natureza e da vida 
moral. perversão estrutura-se sobre uma vontade de transgredir a ordem 
natural das coisas, de perturbar a norma social. Seria sim um fenômeno 
sexual, mas também social, físico, político e estrutural.PERVERSAO
 No que tange ao aparelho psíquico do perverso, surge uma nova formatação, 
diferente dos neuróticos e psicóticos. Agora o ego negocia suas exigências 
com os desejos do id e com a realidade. Os perversos colocam em prática 
aquilo que os neuróticos não têm coragem de manifestar. Inclusive, estes 
reprimem, recalcam muitos dos atos característicos dos perversos, isto é, na 
perversão é possível considerar, ao mesmo tempo, as exigências do id e as da 
realidade, sem que uma anule ou interfira na outra. Não há nem o 
recalcamento dos desejos, como ocorre na neurose, nem rejeição à 
realidade, como ocorre na psicose (AULAGNIER-SPAIRANI, 1967).
 A perversão é uma estrutura de personalidade na que a busca pelo prazer é 
constante. A pessoa sabe que existem normas, são capazes de reconhecê-las, 
mas tendem a transgredi-las.
 No lugar de sentir culpa ou remordimento, o perverso costuma desfrutar 
desses momentos, não mostrando quaisquer sinais de ansiedade.
PERVERSAO
 No que tange ao aparelho psíquico do perverso, surge uma nova formatação, 
diferente dos neuróticos e psicóticos. Agora o ego negocia suas exigências 
com os desejos do id e com a realidade. Os perversos colocam em prática 
aquilo que os neuróticos não têm coragem de manifestar. Inclusive, estes 
reprimem, recalcam muitos dos atos característicos dos perversos, isto é, na 
perversão é possível considerar, ao mesmo tempo, as exigências do id e as da 
realidade, sem que uma anule ou interfira na outra. Não há nem o 
recalcamento dos desejos, como ocorre na neurose, nem rejeição à 
realidade, como ocorre na psicose (AULAGNIER-SPAIRANI, 1967).
 A perversão é uma estrutura de personalidade na que a busca pelo prazer é 
constante. A pessoa sabe que existem normas, são capazes de reconhecê-las, 
mas tendem a transgredi-las.
 No lugar de sentir culpa ou remordimento, o perverso costuma desfrutar 
desses momentos, não mostrando quaisquer sinais de ansiedade.
COMPREENDENDO OS TRANSTORNOS 
PSICOPATOLOGIA 
CLASSIFICAÇÃO NOSOLOGICA
 CID-10 significa "Classificação Internacional de Doenças", e o número 10 
indica a versão, ou seja, já foram realizadas 10 atualizações e revisões desse 
código;
 DSM-5 é uma sigla inglesa, Diagnostic and Statistical Manual, que significa 
Manual de Diagnóstico e Estatística e o número 5 da sigla é usado para indicar 
que já foram feitas cinco revisões
CLASSIFICAÇÃO NOSOLOGICA
 A CID-10 é o critério adotado no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele 
abrange todas as doenças, incluindo os transtornos mentais, e foi elaborado 
pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
 O DSM-5 abrange apenas os transtornos mentais e tem sido mais utilizado 
em ambientes de pesquisa, porque possui itens mais detalhados, em forma 
de tópicos. Foi elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria
CID 10
 CID 10 – F00 – F99 – Transtornos Mentais e Comportamentais
 Transtornos mentais orgânicos, inclusive os sintomáticos (F00 - F09)
 Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substância 
psicoativa (F10 - F19)
 Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes (F20 - F29)
 Transtornos do humor [afetivos] (F30 - F39), Bipolar 
 Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o "stress" e transtornos 
somatoformes (F40 - F48) - TOC
CID 10
 Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores 
físicos (F50 - F59)
 Transtornos da personalidade e do comportamento do adulto (F60 - F69) - 
descreve oito tipos de transtornos específicos de personalidade: paranóide; 
esquizóide; anti-social; emocionalmente instável; histriônico; anancástico; 
ansioso; e dependente.
 Retardo mental (F70 - F79)
 Transtornos do desenvolvimento psicológico (F80 - F89)
 Transtornos do comportamento e transtornos emocionais que aparecem 
habitualmente durante a infância ou a adolescência (F90 - F98)
 Transtorno mental não especificado (F99 - F99)
DSM 5 
 O processo do diagnóstico diferencial do DSM-5 pode ser discriminado em seis 
passos básicos: 1) excluir a simulação e o transtorno factício, 2) excluir uma 
etiologia de substância, 3) excluir uma condição médica etiológica, 4) 
determinar o(s) transtorno(s) primário(s) específico(s), e 5) estabelecer o 
limite em relação à inexistência de transtorno mental. 
DSM 5 
 Excluir a Simulação e Transtorno Factidico
 Alguns pacientes podem escolher enganar o clínico, produzindo ou fingindo os 
sintomas. Duas são as condições apresentadas como simulação no DSM-5: 
transtorno factício e simulação. Ambas são diferenciadas com base na 
motivação para a fraude. Quando trata-se da conquista de um objetivo 
claramente reconhecível (p. ex., indenização do seguro, evitação de 
responsabilidades legais e militares, obtenção de drogas), o paciente é 
considerado como desempenhando uma simulação. Quando o comportamento 
enganador está presente mesmo na ausência de uma óbvia recompensa 
externa, o diagnóstico é o de transtorno factício. 
DSM 5 
 Excluir Etiologia de Substância (Incluindo Drogas de Abuso, Medicamentos)
 A primeira questão que deve sempre ser considerada no diagnóstico 
diferencial é se os sintomas apresentados surgem a partir de uma substância 
que está exercendo um efeito direto no sistema nervoso central (SNC). 
Praticamente qualquer apresentação encontrada em um contexto de saúde 
mental pode ser causada pelo uso de alguma substância. 
DSM 5 
 Excluir um Transtorno Devido a uma Condição Médica Geral 
 Depois de excluir uma etiologia induzida por substância/medicamento, o 
próximo passo é determinar se os sintomas psiquiátricos são devidos aos 
efeitos diretos de uma condição médica geral. Este e o passo precedente do 
diagnóstico diferencial constituem o que era tradicionalmente considerado 
como “exclusões orgânicas” em psiquiatria, nas quais o clínico é solicitado 
primeiro a descartar causas “físicas” da sintomatologia mental
DSM 5 
 Determine o(s) Transtorno(s) Primário(s) Específico(s)
 Determinar qual dentre os transtornos mentais primários do DSM-5 melhor 
explica a sintomatologia apresentada. Vários dos agrupamentos diagnósticos 
no DSM-5 (p. ex., transtorno do espectro da esquizofrenia e outros transtornos 
psicóticos, transtornos de ansiedade, transtornos dissociativos) são 
organizados em torno de uma apresentação comum de sintomas justamente 
para facilitar esse diagnóstico diferencial.
DSM 5 
 Estabelecer os Limites com a Inexistência de Transtorno Mental 
 Tomados individualmente, muitos dos sintomas incluídos no DSM-5 são 
bastante presentes e não são, por si próprios, indicativos da presença de 
transtorno mental. Durante o curso de suas vidas, muitas pessoas podem 
experimentar períodos de ansiedade, depressão, insônia ou disfunção sexual 
que podem ser considerados como não mais que parte esperada da condição 
humana. Para ficar explícito que nem todo indivíduo nessa situação se 
qualifica para um diagnóstico de transtorno mental, o DSM-5 inclui na maioria 
dos conjuntos de critérios um critério que costuma ser formulado da seguinte 
maneira: “A perturbação causa sofrimento significativo , do ponto de vista 
clínico, ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas 
importantes da vida do indivíduo”. 
AVALIAÇÃO COMPREENSIVA
PASSADO E FUTURO
 A avaliação compreensiva deve recorrer aos dados de estrutura (dados do 
meio, da família e da escola) e aos dados dinâmicos (relacionados com as 
áreas de desenvolvimento) de forma a traçar o perfil da criança e as suas 
necessidades específicas e individuais, tendo por alicerce as suas habilidades, 
competências e aptidões já adquiridas. Esta será uma das bases para 
construir, posteriormente, um ambiente promotor de desenvolvimento sem 
esquecer o que já foi adquirido e vivido, de modo a obterem-se 
aprendizagens significativas.
	Slide 1: BASES DA AVALIAÇÃO PSICOLOGICA PSICOMETRIA E TEP 
	Slide 2: PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃOPSICOLÓGICA
	Slide 3: PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
	Slide 4: PROBLEMATIZANDO A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA CRP – 2019-2
	Slide 5
	Slide 6: Porque isso ocorre? PSICOLOGIA COMO AREA DA SAUDE O ATO MEDICO 
	Slide 7: PSICOLOGIA AREA SAUDE
	Slide 8: Consequências do ato medico - A Medicalização
	Slide 9: Consequências do ato medico - A Medicalização
	Slide 10: PSICOLOGIA AREA HUMANAS
	Slide 11: AVALIAÇÃO PSICOLOGICA
	Slide 12: DELIMITAÇÕES DE TERMOS
	Slide 13: AVALIAÇÃO GERAL (SEM O TERMO PSICOLÓGICO) 
	Slide 14: AVALIAÇÃO PSICOLOGICA
	Slide 15
	Slide 16: AVALIAÇÃO PSICOLOGICA
	Slide 17: SATEPSI
	Slide 18: PSICOMETRIA
	Slide 19: Psicometria
	Slide 20: Pensamento psicometrico
	Slide 21: Pensamento psicometrico
	Slide 22: PENSAMENTO PSICOMETRICO
	Slide 23: AVALIAÇÃO PSICOLOGICA - PROCESSO
	Slide 24: TERMINOLOGIAS
	Slide 25: Hipotese Diagnostica
	Slide 26: Hipotese diagnostica
	Slide 27: Hipotese diagnostica
	Slide 28: Hipotese diagnostica
	Slide 29: Hipotese diagnostica
	Slide 30: Hipotese diagnostica
	Slide 31: Hipotese diagnostica
	Slide 32: RESUMO HIPOTESE DIAGNOSTICA
	Slide 33: PSICODIAGNOSTICO
	Slide 34: DEFINIÇÃO
	Slide 35: QUANDO FAZER
	Slide 36: QUANDO FAZER
	Slide 37: Exemplo: Aluno com dificuldades de escrita – Hipotese: Dislexia
	Slide 38: O que é dislexia
	Slide 39: DIAGNOSTICO
	Slide 40: Diagnostico diferencial
	Slide 41: Com base na medicina
	Slide 42: Em psicologia
	Slide 43: O CLASSICO DA PSIQUIATRIA E PSICOLOGIA
	Slide 44: Em Psicologia 
	Slide 45: PERVERSAO
	Slide 46: PERVERSAO
	Slide 47: PERVERSAO
	Slide 48: COMPREENDENDO OS TRANSTORNOS 
	Slide 49: CLASSIFICAÇÃO NOSOLOGICA
	Slide 50: CLASSIFICAÇÃO NOSOLOGICA
	Slide 51: CID 10
	Slide 52: CID 10
	Slide 53: DSM 5 
	Slide 54: DSM 5 
	Slide 55: DSM 5 
	Slide 56: DSM 5 
	Slide 57: DSM 5 
	Slide 58: DSM 5 
	Slide 59: AVALIAÇÃO COMPREENSIVA
	Slide 60: PASSADO E FUTURO

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