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Prática do Ensino 1 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos PRÁTICA DO ENSINO Prática do Ensino 1 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos Romão, Melyssa, 2019. Prática do Ensino - Jupiter Press - São Paulo/SP 30 páginas. Palavras-chave: 1. Ensino; 2. Docente; 3. Aprendizagem. Prática do Ensino 2 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos s SUMÁRIO INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................................3 1. ASPECTOS TEÓRICOS NAS CONCEPÇÕES HISTÓRICAS DA FORMAÇÃO DOCENTE ..........................................................................................................................................................4 2. CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO E A FORMAÇÃO DOCENTE ......................................6 2.1 TENDÊNCIAS LIBERAIS ..........................................................................................................7 2.2 TENDÊNCIAS PROGRESSISTAS .......................................................................................8 3. RELAÇÕES ENTRE TRABALHO E EDUCAÇÃO ......................................................................10 4. A NATUREZA DO TRABALHO DOCENTE ..................................................................................12 5. A FORMAÇÃO E A PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE....................................................14 6. A IDENTIDADE PROFISSIONAL .......................................................................................................16 7. CAMPOS E SABERES DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO .........20 8. A PRÁTICA DOCENTE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ..............................24 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................................................27 * * A navegação deste e-book por meio de botões interativos pode variar de funcionalidade dependendo de cada leitor de PDF. Prática do Ensino 3 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos INTRODUÇÃO Pensar na educação é pensar, também, na dinâmica da práxis na atualidade, vem sendo um dos maiores obstáculos já enfrentados pelos educadores no dia a dia em sala de aula. Segundo as reflexões de Freire (1987, p. 64) “práxis significa que, ao mesmo tempo, o sujeito age/reflete e, ao refletir, age”. Ou seja, ele mostra que a teoria e a prática andam sempre de mão dadas. A educação estimula no ensino uma concepção para a doutrina democrática, promove o diálogo e abrange, entre outros pontos, a ação educativa. Com a mesma igualdade que o educador e o educando não são completos, mas vão se compondo ao longo do processo de formação, a construção democrática também acontece numa prática de perspectivas (FREIRE, 1992, p. 10), no qual faz parte da profissão docente situar-se em incessante mudança, aperfeiçoamento e aprendizagem, pois a educação exige constante renovação. Neste material nós estudaremos um pouco sobre os “Aspectos teóricos nas concepções históricas da formação docente”, aspectos essenciais para o saber pedagógico da atualidade. Em seguida, abordaremos sobre as “Concepções de educação e formação docente” que compreendem as Tendências liberais e progressistas. O terceiro tópico refere-se às “Relações entre trabalho e educação” e, no tópico seguinte, sobre a “Natureza do trabalho docente”. Já os tópicos 5 e 6 abordam sobre “A formação e a profissionalização docente” e “A identidade profissional”, respectivamente, e tratam de mostrar a necessidade do desenvolvimento da aprendizagem do docente, tanto para sua formação quanto para sua identidade. Logo em seguida, desenvolvemos sobre os “Campos e saberes da organização do trabalho pedagógico” e, por fim, como se dá “A prática docente na Educação de Jovens e adultos”. Assim, o módulo de Prática do Ensino tem a finalidade proporcionar ao aluno vivências pedagógicas em sala de aula. O presente texto vem direcionando um estudo baseado em teóricos e nos artigos das Leis de Diretrizes e Bases, com conteúdos que abordam as vivências, os desafios e a aprendizagem que são enfrentados no dia a dia de um docente. Prática do Ensino 4 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos 1. ASPECTOS TEÓRICOS NAS CONCEPÇÕES HISTÓRICAS DA FORMAÇÃO DOCENTE A precisão da instrução de professores já havia sido abordada por Comenius, no século XVII, no qual a primeira fundação de ensino atribuído a essa instrução foi criada por São João Batista de La Salle e chamada de Seminário dos Mestres (Duarte, 1986, p. 65-66). Porém, essa necessidade de instrução foi exigida somente após a Revolução francesa, onde surgiu a adversidade da instrução popular. Desde então, originou-se o processo de criação de Escolas Normais como instituições destinadas a preparar professores para a prática de ensinar. Comenius, o criador da didática moderna e um dos maiores educadores do século XVII, foi um dos primeiros a aprofundar sobre a necessidade da educação para as crianças, pois, naquela época, a educação dava-se de forma domiciliar, onde as crianças eram educadas pelos próprios pais. Daí surgiu a primeira organização de ensino, que foi nomeada de Escola Normal. A partir de então, foi estabelecida uma adversidade entre a Escola Normal Superior (comprometida com a formação de professores de nível secundário) e a Escola Normal (direcionada à formação de professores para atuar no ensino primário), que também era distinguida como Escola Normal primária. Alguns dos fundamentos do saber pedagógico têm origem do texto Didactica Magna, escrito por Comenius (1986), no qual se acreditava que só se conseguiria alcançar o sucesso no ensino, se a educação fosse introduzida desde cedo. Foi, em 1802, que Napoleão elaborou a Escola Normal de Pisa, no mesmo modelo da Escola Normal de Paris. A esta escola era atribuída a construção da formação de professores que iriam atuar no ensino secundário. Entretanto, na realidade, não se teve a devida atenção com o preparo didático-pedagógico e essa escola se transformou em uma instituição de estudos complexos. Com isso, outros países, além da França e da Itália, também instalaram as escolas. No Brasil, só após a independência que se pensou na problematização de formar professores competentes para a prática do ensino. Foi na lei das Escolas de Primeiras Letras que ficou definido que os professores fossem doutrinados a partir do ensino correspondente, onde foi preciso a utilização de métodos didáticos. A atenção para a formação dos professores já era necessitada antes do século XIX, pois já existiam escolas particularizadas pelas universidades, criadas desde o século XI. Nessas escolas, provavelmente, existiam professores e os mesmos deveriam receber algum tipo de formação. “Ocorre que, até então, prevalecia o princípio do ‘aprender fazendo’, próprio das corporações de ofício” (Santoni Rugiu, 1998). Com isso, eram nas universidades, nas modalidades de corporação que se enfatizava as ‘artes liberais’ ou intelectuais, confrontadas às ‘artes mecânicas’ Prática do Ensino 5 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos ou manuais, onde se formavam os professores das escolas pequenas que lhes repassaram os conhecimentos que necessitavam de transmissão nas referidas escolas. Todavia, com o início do século XIX, foi preciso propagar instrução básica, no qual foi de encontro à organização dos sistemas nacionais de ensino. Assim, foram desenvolvidos como um amplo grupo constituído por um avantajado número de escolas organizadas, seguindo um padrão similar, que se depararam com o problema de instruir professores em grande escala para atuar nas escolas. E a direção tomada, com o intuito de resolver este problema, foi o desenvolvimento das Escolas Normais de nível médio, até então, direcionadas para a formação de professores primários, dando ao nível superior a incumbência de formar os professores secundários. Os principais intentos para realizar a reforma e a organizaçãodas escolas se intensificou após a reforma paulista, no Instituto de Educação Anísio Teixeira, localizada no Distrito Federal e também o Instituto Fernando de Azevedo, de São Paulo. Os dois foram motivados pela ideia da Escola Normal e foram erguidos a nível universitário, onde tornaram-se um alicerce para os estudos superiores de educação e, através deste, difundiram-se cursos de formação para as escolas secundárias. A respeito das alianças históricas, Nunes (1989) e Saviani (1998) apud ROSSI & NEVES (2009, p. 18) afirmam que fatores resultantes da aliança entre a História e a Filosofia da Educação geraram, como aventa a historiografia, algumas orientações que acabaram criando uma representação de que a História da Educação é uma disciplina pequena, periférica, pois foi construída inicialmente por pedagogos que não tinham o devido preparo para o exercício da função de historiador. Essa situação acabou gerando modelos de formação de professores: o modelo dos conteúdos culturais-cognitivos, na qual a formação do professor se estabelecia somente no conhecimento da cultura geral e dos assuntos que eram abordados nos conteúdos da área na qual se ministrava a aula, e o segundo modelo é o pedagógico- didático, onde, distintivamente do primeiro, era marcado pela formação dos professores, que, por sua vez, só estaria completo se o ensino pedagógico-didático estivesse adequado e preparado para os discentes. O modelo pedagógico-didático presume, desde a época de Comenius, que qualquer conteúdo, quando considerado adequado diante das condições do aprendente, estivesse apto de ser ensinado a toda a humanidade. Desta forma, este modelo ficou conhecido por ser antielitista por excelência. Assim, a universidade brasileira é influenciada pelo modelo anglo-saxônico, porém o modelo que prevalece é o napoleônico. Portanto, o modelo pedagógico-didático afirma-se na organização dos currículos de composição para a formação, no qual se torna um componente obrigatório para formar professores de nível secundário (SAVIANI, 2009, p. 149). Prática do Ensino 6 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos 2. CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO E A FORMAÇÃO DOCENTE A educação no Brasil foi baseada em tendências que fundamentam a prática pedagógica e sofrem influências pelo ciclo cultural e político em que a sociedade se encontra, pois passaram a ser levadas ao incentivo dos movimentos sociais e filosóficos. Os teóricos Saviani (1997) e Libâneo (1990), a partir de suas reflexões sobre as tendências pedagógicas, revelam que as tendências fundamentais usadas na educação brasileira são dividas em duas diretrizes fundamentais de pensamento pedagógico: as tendências liberais e as tendências progressistas, nas quais são subdivididas em outras tendências. A tendência liberal está subdividida em: tradicional, renovadora progressiva, renovadora não diretiva e tecnicista. A tendência progressista está subdividida em: libertadora, libertária e crítico-social dos conteúdos, como mostra a figura abaixo: Fotografia 1: Tendências Pedagógicas. Fonte: educador.brasilescola.uol.com.br Essas tendências são a base para a prática pedagógica. Não se deve usar apenas uma delas em toda a sua carreira de docente. Mas sim, procurar conhecer cada uma delas e decidir a que melhor se encaixa ao desempenho acadêmico como docente, com maior eficácia e qualidade de atuação. De acordo com cada Prática do Ensino 7 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos nova situação que surge, usa-se a tendência mais adequada e observa-se que hoje, na prática docente, há uma mistura das mesmas (SAVIANNI, 1997). A seguir, comentaremos sobre as características de cada uma dessas formas de ensino. Porém, ao analisá-las, deve-se lembrar de que uma tendência não substitui a outra, mas ambas convivem na prática escolar. 2.1 TENDÊNCIAS LIBERAIS A tendência liberal considera que a escola tem a missão de preparar os indivíduos para desempenhar papéis sociais, baseadas em suas vocações. Assim, o indivíduo deve se adequar aos valores e normas da sociedade, florescendo a sua cultura individual. Não é como algo aberto ou democrático, mas sim, com uma estimulação da sociedade capitalista. ● Tendências liberais: Tradicional A tendência tradicional foi a primeira fundada no Brasil, trazida pelos padres jesuítas, ela é voltada para as elites burguesas, com o intuito de prepará-los cultural e politicamente. Nesta tendência, o professor é a figura central da aprendizagem e o aluno é apenas um ouvinte passivo de conhecimentos, onde tais conhecimentos eram considerados como verdades absolutas, no qual apenas o professor possuía a razão e o conhecimento para repassar aos alunos. No qual os conteúdos escolares serão separados da realidade social e da capacidade cognitiva de cada aluno, ou seja, não havia preocupação em conhecer a realidade no qual o aluno estava inserido. Sua metodologia é fundamentada na memorização, onde a aprendizagem torna-se mecânica, passiva e repetitiva, ou seja, nesta tendência, acreditava-se que os alunos só aprenderiam se memorizassem todo o conteúdo repassado, testando seus conhecimentos através de questionários. ● Tendências liberais: Renovadora progressiva Esta tendência surgiu para superar a Escola Tradicional com o propósito de recompor o predomínio da burguesia, esta foi a segunda tendência a surgir na educação brasileira. Ela tem como característica a centralização no aluno, sendo reconhecido como seres ativos e curiosos. Possuía a ideia de que o aluno só aprendia fazendo. Sua metodologia prezava pelas tentativas experimentais, pela pesquisa e pelo estudo do meio natural e social. Nesta tendência, o professor deixa de ser apenas um expositor e passa a ter o papel de elaborar situações desafiadoras da aprendizagem, aprender passa a ser uma atividade de descoberta e uma autoaprendizagem, no qual o professor é um facilitador, passando a respeitar e a atender às necessidades individuais de seus discentes, ou seja, o professor passa a se preocupar com o aluno e busca conhecer sobre a sua realidade social. Prática do Ensino 8 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos ● Tendências liberais: Renovadora não diretiva Esta tendência utilizava um método no qual o aluno era o centro. Nela, a escola tinha a missão de formar atitudes nos alunos, preocupando-se mais com a parte psicológica do que com a social ou pedagógica, onde, para aprender, o aluno teria que estar, consideravelmente, ligado com seus entendimentos, sempre havendo mudanças. A educação na escola arcava de uma finalidade de transferir ao aluno a aprendizagem e a construção de conhecimento, levando em consideração suas etapas de desenvolvimento. Os conteúdos escolares passam a ajustar-se aos interesses e etapas do raciocínio dos alunos, tendo uma preocupação maior com suas evoluções e mudanças de personalidade, com o autoconhecimento e com a realização pessoal, indo de encontro aos interesses e motivações do aluno. A metodologia utilizada é através de atividades de sensibilidade, expressão e comunicação interpessoal, dando grande importância aos trabalhos em grupo. A relação entre aluno e professor passa a ser marcada pela afetividade, isto é, o professor não é mais meramente um repassador de conteúdos e sim, passa a ensinar e, ao mesmo tempo, aprender com seus alunos, havendo, assim, uma troca de ensino-aprendizagem de docentes e discentes. ● Tendências liberais: Tecnicista O método utilizado é aquele no qual o aluno é visto como o que detém passivamente os conhecimentos, onde devem ser acumulados na mente através de associações, ou seja, um método de memorização e aprendizagem. O professor é visto como um especialista, o qual repassava todos os conhecimentos da aplicação de manuais e conteúdos. Está diretamente ligado ao sistema produtivo, tendo como objetivo aperfeiçoar a ordem social, formando, então, mão de obra especializada para o mercado de trabalho. Esta tendência é marcada pela profissionalizaçãoe manipula o indivíduo para aperfeiçoá-lo ao modelo tecnicista. Tem como metodologia a valorização de aspectos mensuráveis e observáveis, dando prioridade e ênfase aos testes. Nesta tendência, o professor era o ligamento entre a verdade científica e o aluno, era um técnico responsável pela eficácia do ensino. 2.2 TENDÊNCIAS PROGRESSISTAS Essas tendências partem de um julgamento das realidades sociais e sustentam contidamente as finalidades sociopolíticas da educação. É uma tendência que não se ajusta com as ideias inseridas pelo capitalismo. O progresso e a difusão da análise marxista da sociedade propiciaram o progresso da tendência progressista, que está subdividida em três correntes: Libertadora, Libertária e Crítico-social dos conteúdos. Prática do Ensino 9 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos Tendências progressistas: Libertadora Esta tendência é intitulada como pedagogia de Paulo Freire, pois tem uma ligação entre a educação, a luta e a composição de classes do oprimido, a qual Paulo Freire defendia. Nela o saber que mais importa é o de ter uma compreensão da realidade vivida, além da procura pela conversão social, a circunstância de libertação através da concepção da consciência crítica gradualmente com a ordem de classes. Sua metodologia é baseada tendo a discussão de temas sociais e políticos como o centro. Nesta tendência, a relação entre professor e aluno é nivelada, onde ambos fazem parte do ato de educar e de aprender, o professor apenas sistematiza as atividades e atua junto aos alunos, propiciando, assim, uma troca de conhecimentos e aprendizagem. Tendências progressistas: Libertária Nesta tendência, a busca pela modificação da personalidade se dá num sentido libertário e de autogestão. Principia-se da hipótese de que somente o que é vivenciado pelo aprendente é agregado e aplicado em novas circunstâncias, por isso, o saber estruturado só terá destaque se for válido o seu uso prático. Sua metodologia destaca a livre expressão no contexto cultural e na educação harmoniosa. Os conteúdos, independentemente de serem possibilitados, destacam as lutas sociais, na qual a metodologia é referente à vivência em grupo e não são exigidos pelos alunos. O professor é considerado um conselheiro que está sempre disponível ao aluno, converte-se em um orientador grupal, sem ditar suas ideias e seus princípios. Tendências progressistas: Crítico-social dos conteúdos Esta tendência surgiu no Brasil ao final dos anos 70, destacando a prevalência de realçar os conteúdos na sua comparação com as realidades sociais, tornando- se indispensável enfatizar o conhecimento histórico. Sua metodologia é baseada em instruir o aluno para enfrentar o mundo adulto, tendo uma atuação organizada e ativa na democratização da sociedade, por meio de consecução de conteúdos e da socialização. O aluno é o ponto central do ensino-aprendizagem. Os conhecimentos são elaborados por meio das vivências pessoais e sociais no qual os alunos passam. O professor é apenas aquele que media o conhecimento entre os conteúdos e os alunos. Prática do Ensino 10 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos 3. RELAÇÕES ENTRE TRABALHO E EDUCAÇÃO Para Saviani (1996, p. 152), “trabalho significa o ato de agir sobre a natureza, adaptando-a às necessidades humanas.” Baseando-se na definição de Saviani (1996), pode-se perceber que “o trabalho é uma essência humana, mostrando como o homem necessita produzir para ter seu meio de sobrevivência garantido”. Referente ao princípio do capital humano, a relação entre trabalho e educação acercou-se a partir da década de 70, fazendo com que a educação alcançasse uma grande importância para a economia, pois ela aperfeiçoa o trabalho, dando qualidade à mão de obra. A escolarização ou o processo de instrução devem possibilitar a conquista das habilidades técnicas, pois os conteúdos do trabalho necessitam do conhecimento teórico que oportuniza ao trabalhador perceber todo o procedimento que demanda o trabalho que é realizado. A formação profissional, em conjunto com a educação, deve possibilitar a aprendizagem sobre os princípios da relação entre o homem e a natureza, o progresso da capacidade de fazer ciência e tecnologia e a formar uma compreensão mais cidadã. Os conceitos sobre a relação entre trabalho e educação são diversos e refletem as contraditórias que existem entre as classes sociais. Entretanto, não existe atividade humana da qual se possa excluir toda e qualquer atividade intelectual, assim como toda atividade intelectual exige algum tipo de esforço físico ou atividade instrumental, o trabalho é uma atividade que envolve, ao mesmo tempo, a prática e a teoria, a ação e a reflexão (Kuenzer, 2014). Na sociedade antiga, com o crescimento da produção, o trabalho e a apropriação privada da terra foram divididos, provocando a suspensão da singularidade que vigora nas comunidades primitivas. A posse das terras dividiu os homens em duas classes, as classes dos proprietários e a dos não-proprietários. Assim, com o começo dos domínios privados, a classe dos proprietários não mais trabalhava, pois a outra classe trabalhava por eles e pelas suas famílias. Dessa forma, essa divisão dos homens em classes provocou a divisão na educação, que foi dividida em duas partes: uma para a classe proprietária, chamada de educação dos homens livres, e outra para a classe não-proprietária, chamada de educação dos escravos e serviçais. Da educação dos homens livres, originou-se as escolas, sendo vista como um lugar onde se iam os que tinham tempo livre, os ociosos. A partir de então, foi desenvolvida uma forma própria de educação, em oposição ao que era pertinente ao processo produtivo. Por esses aspectos, essa nova forma de educação passou a ser conhecida como a educação propriamente dita, rematando a separação entre educação e trabalho. Saviani (2007), em seu texto A relação trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos, aborda o sentido ontológico e histórico no qual atribui- Prática do Ensino 11 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos se a relação de trabalho e educação e determina a sua interpretação materialista da realidade humana. Na sua visão de realidade humana, Saviani (2007, p. 152) dizia que “os termos ontológico e histórico não estariam ligados por uma conjunção coordenativa aditiva como está posto no enunciado do título”. O autor determinava que não se procede aprofundar-se em fundamentações ontológicas e, posteriormente, históricas, ou vice-versa, pois o ser humano e o ser do trabalho são históricos. Com a chegada da revolução tecnológica, a sociedade brasileira sofreu um grande impacto causado pelos novos meios de produção e o processo de reorganização do trabalho, exigindo, então, uma revisão nos currículos formativos e nas relações educativas em todos os níveis de ensino. Além do mais, as tecnologias inovadoras ajudaram no acelerado crescimento de informações no sistema de comunicação no qual sugerem novas possibilidades. Isso exige a formação de profissionais qualificados, cuja formação deve acompanhar o ritmo de mudanças em que a sociedade tem passado. No Brasil, a institucionalização do sistema começa a ser traçada pela legislação, no final do século XX, onde a Lei de Diretrizes e Bases (n. 9394/96) estabelece que incide tanto sobre a educação básica, quanto sobre a educação profissional, e sobre as reformas curriculares que reorientam a prática pedagógica. Assim, a relação entre trabalho e educação acontece no modelo capitalista, pois a sociedade necessita aumentar a produtividade, pelo consumismo que a sociedade moderna está inserida. Por este motivo, torna-se de grande importância a qualificação e atualização dos profissionais em relação às tecnologias para conseguir acompanhar as inovações diárias. Prática do Ensino 12 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos 4. A NATUREZA DO TRABALHO DOCENTE A natureza do trabalho docente desenvolveu-se de maneiraexperimentada entre os séculos XV e XVI. Posteriormente, viu-se o trabalho docente como uma ocupação imposta aos educadores religiosos, no qual os mesmos tinham duas funções: a de evangelizar e a de educar. “Em uma fase seguinte, a função docente foi ainda delegada a leigos pela necessidade de se atender uma demanda criada pela primeira divisão social do trabalho, que separou o trabalho manual do trabalho intelectual” (BUSSMANN; ABBUD, 2002). A partir de então, há uma mudança na geração do trabalho docente, agora “considerado como características mais técnicas e profissionais do que vocacionais e sacerdotais, cuja tradição data do século XVI, quando se visava à leitura de textos religiosos” (HYPOLITO, 1997; KREUTZ, 1986; NÓVOA, 1991). Segundo Tardif (2007), “o trabalho docente é compreendido como uma forma particular de trabalho sobre o humano, ou seja, uma atividade em que se dedica ao seu “objeto” de trabalho, que é justamente um outro ser humano, no modo fundamental da interação humana”. Diante desta interação, o professor fortalece suas ações, propiciando uma reflexão sobre sua própria prática, no intuito da modificação de sua realidade social e educativa. Com isso, o trabalho docente passa a ser indispensável para a existência do ser humano, pois a sua composição histórica só acontecerá a partir da influência com o ambiente físico, social e cultural, fruto do processo educativo. Diante disso, mostra-se claro a dificuldade do processo educacional, onde se abrange o trabalho do professor e o ato de educar, pelo fato de se estabelecer como contribuição ou função que se unem em uma só profissão. Cabral (2006) dizia que “a mudança no trabalho docente ocorre por não ser a docência estática ou imutável, mas sim por ser um processo dinâmico que, no decorrer de seu desenvolvimento, envolve outros atores, novos conhecimentos, novos contextos”, ou seja, os professores, ou qualquer outra profissão, estão em constante aprendizagem, nunca deixam de aprender. Segundo Berger e Luckmann (1985), “a interiorização constitui a base primeiramente da compreensão de nossos semelhantes e, em segundo lugar, da apreensão do mundo como realidade social dotada de sentido”. Essa interação faz com que o professor arque como um possibilitador de novas relações em seu ambiente de trabalho, onde não são só os seus saberes que são valorizados, mas sim que haja uma troca de conhecimentos e experiências entre o docente e o discente, mais conhecido como ensino-aprendizagem. A representação do professor se transfigurou bastante, pois houve uma transformação no processo de aprendizagem. O professor dos anos 70 apropriavase de bastante conteúdo, memorizava-os e repassava aos alunos. Posteriormente, já nos anos 80 e 90, a tecnologia foi acercando o mundo do Prática do Ensino 13 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos professor e o mesmo tinha que aprender a conviver com os novos desafios no ambiente escolar. Logo após, no ano 2000, o professor passou a sofrer mais exigências, tendo que expor suas várias competências e interação, tanto com os alunos, quanto com os colegas de trabalho, precisou deixar de ensinar pelo método tradicional e teve que se atualizar, buscando meios de interação com os alunos, chamando a atenção deles para a aula, com recursos a eles familiarizados. Atualmente, o professor é bem mais do que apenas um transmissor de conteúdos, ele transformou-se em transmissor de conhecimentos para formador de cidadãos e mediador de informações. São cobrados a terem uma relação de ensino-aprendizado com seus alunos, levando em consideração sobre quem é o aluno a quem se ensina e quais as experiências sociais vividas por ele, tornando, assim, um professor que se preocupa com o bem estar social e intelectual do seu aluno. No que concerne ao desenvolvimento tecnológico e científico, os professores precisam e devem estar preparados e qualificados, pois a evolução da educação a distância tem gerado muitas discussões sobre o trabalho docente, principalmente em relação ao uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação). A educação a distância existe na sociedade há muito mais tempo, pois esta modalidade, por muitos anos, realizou cursos profissionalizantes via correio e por meio de livros e/ou revistas. Desta forma, o professor está diretamente associado à transformação social da educação. Prática do Ensino 14 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos 5. A FORMAÇÃO E A PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE “Na era do conhecimento e numa época de mudanças, a questão da formação de professores vem assumindo posição de urgência nos espaços escolares” (PERRENOUD, 2001). Fica, então, subentendido que a formação do professor é substancial para a prática da educação, na qual está constituída o lugar de sua qualificação rotineira do ambiente escolar. Entender a formação do professor requer uma reflexão fundamental de que ser professor é ser um profissional da educação que lhe dá com pessoas de diferentes classes sociais. Assim, compreendemos o que leva este profissional de educação a um procedimento definitivo de formação, sempre a procura de mais conhecimento por meio das metodologias que sustentam a prática pedagógica. Ou seja, a educação é um processo de humanização. De acordo com a legislação brasileira, para o profissional poder realizar a profissão docente, ele tem de se preparar para efetuar suas atividades conforme as condições que o mercado de trabalho impõe. Assim como permanecer em contínua inovação e entusiasmo para elaboração dos materiais de trabalho, bem como planejar seu trabalho pedagógico. A preparação dos saberes sofre influências das tecnologias inovadoras, no espaço e no tempo. Por isso, o professor atuante precisa estar atualizado e adaptado com tais mudanças. “O professor do século XXI precisa, então, ser um profissional da educação com espírito aguçado e muita vontade para aprender, razão pela qual o processo de formação torna-se mais e mais veemente para responder às demandas do mundo contemporâneo com competência e profissionalismo” (Hamze, 2011). “A profissionalização é um processo através do qual os trabalhadores melhoram o seu estatuto, elevam os seus rendimentos e aumentam o seu poder, a sua autonomia” (Nóvoa, 1992, p.23). Assim, o professor pode ser considerado como um teórico-prático que desenvolveu, através de muito estudo e experiência, a capacidade de realizar sua função com autonomia e responsabilidade. Existem muitas discussões quanto ao trabalho que o professor exerce, pois muitas vezes se relaciona a uma atividade técnica, criada pelo conhecimento produzido pelos cientistas. Essas convicções estão associadas a expectativas tradicionais que as instituições sobrepõe em cima do professor, no qual o mesmo tem seu trabalho designado como uma missão, onde exige tornar-se um modelo exemplar, capaz de transformar comportamentos. A profissão docente expressa duas especialidades que a distingue das demais. A especificidade acadêmica que trata dos conhecimentos e do saber fazer, que remete ao ensino de conhecimentos e técnicas, o profissionalismo. E a especialidade pedagógica/humanista que nos remete à aptidão de formar Prática do Ensino 15 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos cidadãos críticos que possam transformar realidades. De acordo com as ideias de Morin (2001), torna-se viável categorizar a profissão docente como uma profissão de difícil atuação, definida pela dúvida e pela ambiguidade das ocupações. Por isso, perante as mudanças e os desafios que vêm ocorrendo na educação, sua complexidade no contexto da sociedade atual, é imposto ao professor ações e conhecimentos polivalentes. Demo (2004) dizia que “ser profissional da educação hoje é, acima de tudo, saber continuamente renovar sua profissão, ou seja, o professor nunca sabe de tudo, ele está em constante processo de aprendizagem, construindo e reconstruindo o saber”. Ele é um eterno aprendiz. Na sociedade em que vivemos,é imposto à prática educativa várias de- mandas, tanto no contexto social como no contexto institucional e pessoal. Incorporado ao contexto social, o professor moderno passa a ponderar sua atuação em sala e repensar sobre os grandes desafios profissionais que encara, tendo a finalidade de atender aos requisitos do atual contexto da sociedade, assim como começa a aprender a conviver mais com os interesses e pensamentos dos alunos e pais no cotidiano escolar. No contexto institucional, o professor é convocado a envolver-se energicamente nas definições que as vertentes pedagógicas e políticas da escola devem seguir, bem como definir formas apropriadas para transferir o amplo conhecimento que será ministrado em suas aulas e, por fim, elaborar e conduzir projetos de trabalho. Já no contexto pessoal, o professor é convidado a ter atitudes e tomadas de decisões de modo mais acentuado sobre seu próprio trajeto formador e profissional, aos poucos ir acabando com a cultura de isolamento profissional e a debater e reivindicar condições que permitam viabilizar a essência do próprio trabalho. Para se tornar um bom docente e acompanhar a evolução tanto dos alunos quanto da tecnologia, o professor precisa estar qualificado, atualizado e sempre em busca de uma formação contínua para conseguir atingir o objetivo do profissional da educação que é de formar cidadãos de bem, formadores de opiniões e que tenham a capacidade de transformar a realidade. Prática do Ensino 16 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos 6. A IDENTIDADE PROFISSIONAL O contexto educacional está em constante mudança, obrigando os profissionais a estabelecerem garantias formais e informais para que suas competências estejam sempre atualizadas. Vivemos em uma sociedade que exige dos profissionais uma permanente atividade de formação e aprendizagem. A partir desse contexto, surgem recomendações que exigem do professor mais do que estar dedicado em sala de aula. Entretanto, convidado a enxergar sua profissão como algo de sustentabilidade e preparo, agregado a muito saber teórico. De acordo com Rubem Alves (1998), há uma diferença entre professor e educador: “professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão, é vocação. E toda uma vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança” (apud FERACINE 1998, p. 50). “Vendo o professor por essa ponto de vista, fica claro que ele tem um papel social a cumprir, papel este que se delimita a provocar conflitos intelectuais, para que, na busca do equilíbrio, o aluno se desenvolva” (FREITAS, 2005, p. 95). De acordo com Libanêo (2005), “a profissão de professor combina sistematicamente elementos teóricos com situações práticas reais”. É complexo refletir na probabilidade de educar fora de uma circunstância concreta e de uma realidade definida. Por essa razão, o destaque na prática como atuação formativa é um dos pontos centrais a serem considerados, com resultados definitivos para a formação profissional. Diante do exposto, pode-se considerar que a profissão docente possui individualidades que a diferenciam das demais profissões, pois não é suficiente apenas carregar uma graduação, é preciso dedicação, coisa que não se alcança apenas pelo simples querer ser, mas que só será alcançado quando se tem compromisso deste profissional, sob uma ação marcada pela ética e pelo compromisso de crescer, tanto no plano profissional quanto pessoal. Para articular sobre as particularidades da identidade profissional docente, de início, é necessário entender como é representado e como se dá a identidade profissional do professor. Segundo DUBAR (1997): as identidades profissionais são especializadas, que dizem respeito às ati- vidades, também especializadas, ou seja, respeitando mundos institucio- nais específicos ligados a saberes e a papéis mais ou menos ligados com a divisão social do trabalho. Desta maneira, o professor obtém um ambiente no qual pode desenvolver o seu ofício, normatizado pelas características da docência, unificando, assim, na sua identidade social e pessoal, a sua identidade profissional, como defende JURASAITE-HARBISON (2005): Prática do Ensino 17 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos é crucial a investigação acerca da identidade profissional, com base na ideia de que esta resulta de uma interface entre as experiências pessoais dos professores e o contexto social, cultural e institucional do seu quo- tidiano, ou seja, o processo de formação do professor é um processo de socialização, que pode deduzir as interações sociais. Esses também são elementos que contribuem para a construção da identidade profissional. Para PIMENTA E ANASTASIOU (2002), no que diz respeito à identidade profissional: a construção da identidade docente baseia-se nos valores de cada indi- víduo, no modo como cada um constrói as suas histórias, no modo como cada um se situa no mundo enquanto professor, nas suas representações, nos seus saberes, nas suas angústias e anseios. Diante do exposto, podemos perceber que o processo de construção da identidade profissional é representado como um processo difícil que é importante conhecer mais profundamente, pois é pelo entendimento dos acontecimentos que se torna possível aperfeiçoar os processos. Segundo CANRINUS et al.40 (2011), considera-se também que a satisfação dos professores no trabalho, a autoeficácia, o compromisso profissional e a mudança no nível da motivação, assumem como fortes in- dicadores da identidade profissional docente, levando em consideração de que a construção dessa identidade é um processo que se inicia antes da formação superior, prossegue durante a formação inicial e se prolonga durante o exercício profissional. Assim, busca-se entender como é que os professores formadores desenvolvem a sua identidade no que diz respeito ao contexto formativo, chegando-se a conclusão de que as identidades profissionais vão sendo (re) construídas durante a sua formação e, também, no seu desenvolvimento diário, e na busca de sua conquista por novos conhecimentos e habilidades (SWENNEM et al, 2008). Os estudos de ROBINSON et al. (2005) reconhecem a instrução de professores em conformidade às práticas, como uma forma de otimizar a construção da identidade profissional. Entende-se, então, como o modo da identidade cultural influencia na (re)construção da identidade profissional docente, visto que essas experiências em comunidade de práticas consentem a troca e a concepção de novos fundamentos e técnicas para aprender a solucionar os problemas das novas formas de trabalho. Deste modo, ROGERS (2011) afirma que Prática do Ensino 18 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos sem os processos de aprendizagem e os conhecimentos contextualiza- dos no ambiente específico de ação, o impacto sobre as suas identidades profissionais deixa de ser tão significativo, a reflexão, a partilha, a coopera- ção e a experimentação são ações fundamentais para o desenvolvimento da identidade profissional, os ambientes favoráveis para esse desenvolvi- mento são o contexto real de ação e as comunidades de prática. A profissão docente combina minuciosamente elementos teóricos com acontecimentos da prática. Torna-se dificultoso cogitar a possibilidade de educar em uma situação externa e concreta de uma realidade estabelecida. Por essa razão, o realce na “prática como atividade formativa é um dos aspectos centrais a ser considerado, com consequências decisivas para a formação profissional” (LIBANEO, 2004, p.230). Assimilar a identidade profissional docente está ligado à análise social da sua profissão. Para Freitas (2005), “a função social da escola se cumpre na medida da garantia do acesso aos bens culturais, fundamentais para o exercício da cidadania plena no mundo contemporâneo”. E para o professor estar pronto para almejar a garantia desses acessos culturais e para assegurar uma formação aceitável ao discente, ele terá dedefrontar um dos maiores desafios da atualidade que é a obrigação de estar atualizado em todos os âmbitos da profissão, revisar as teorias que compõem a sua formação, utilizando-as como base para evidenciar a prática pedagógica. O professor considera fundamental para a sua prática pedagógica acom- panhar a evolução sistemática do conhecimento, apesar da sociedade se encontrar em um campo global, em que as distâncias inexistem (no caso da Educação a Distância), as desigualdades sociais permanecem, poucos são os contemplados e inúmeros são excluídos. Ainda encontram-se muitos professores que finalizaram sua graduação de licenciatura e não obtiveram a resposta esperada em relação ao mercado de trabalho e, consequentemente, não conseguem, por questões financeiras ou até mesmo por falta de tempo, essa formação continuada que a sociedade lhe cobra. Existem outros fatores que os professores enfrentam nessa busca de formação continuada, como as políticas de educação que assumem estratégias coerentes com as lógicas de mercado, com as suas implicações ideológicas, mas provocando a incoerência e a confusão no domínio da educação da formação continuada, ou seja, os problemas, as dificuldades, as inadequações, que, através dos programas, das políticas educacionais, dos formatos dos cursos e da falta de tempo para estudo, explicitam as estruturas e dinâmicas do contexto escolar atual, identificando, assim, o fato de a formação continuada muitas vezes não corresponder às exigências da complexidade do seu mundo de trabalho. É importante evidenciar a abordagem que permite deixar definido que a formação contínua é de suma importância para o professor e uma imposição da sociedade atual, ela não pode ser apenas secundária ou temporária (um curso), mas sim, permanente, em constante processo. Prática do Ensino 19 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos Por fim, na concepção de Lipiansky (1998), a identidade compreende-se como uma primeira informação da relação da performance da própria existência com o mundo, tendo como resultado um processo dificultoso, que une a relação consigo e com o outro. Assim como é um fenômeno enérgico, no qual é exercido ao longo da existência. Prática do Ensino 20 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos 7. CAMPOS E SABERES DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO O pedagogo apodera-se de um grande espaço na composição do trabalho pedagógico, sendo um preparador no método de formação cultural que se institui no interior das organizações. Seu trabalho é de grande valia na organização das práticas pedagógicas, pois é ele que media o processo ensino-aprendizagem, de forma a comprovar o aspecto das ações pedagógicas e administrativas. Procurando preencher as necessidades educacionais experimentadas em cada momento da história, o pedagogo tornou-se um profissional citado nas leis de diretrizes e bases da educação nacional como especialista e como generalista. A referida lei (LDB n.º 4.024/61) enfatiza a formação do orientador em seus artigos: Art. 62. A formação do orientador de educação será feita em cursos es- peciais que atendam às condições do grau do tipo de ensino e do meio social a que se destinam; Art. 63. Nas faculdades de filosofia será criado, para a formação de orien- tadores de educação do ensino médio, curso especial a que terão acesso os licenciados em pedagogia, filosofia, psicologia ou ciências sociais [...]; Art. 64. Os orientadores de educação em curso especial a que terão aces- so os diplomados em escolas normais de grau colegial e em institutos de educação, com estágio mínimo de três anos no magistério. Mesmo com a lei assegurando a inserção da orientação educacional, o pedagogo compete com vários profissionais que dispõem de formação em curso especial para responder à função. A partir da homologação da legislação que integra as habilitações dos especialistas, em 20 de dezembro de 1996, foi determinada: Art. 64. A formação de profissionais de educação para administração, pla- nejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educa- ção básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta for- mação, a base comum nacional (LDB nº 9.394/96). Grinspun (2006, p. 11) dizia que aparentemente era fácil a integração, porém, torna-se muito difícil na prá- tica esta efetivação uma vez que os saberes/fazeres desses profissionais foram esculpidos historicamente, em forma que se direcionassem para os alunos, no caso da Orientação e para os professores, no caso da Supervi- são. A nova LDB não menciona claramente a Orientação Educacional. Portanto, gera várias concepções a respeito em alguns de seus artigos. Prática do Ensino 21 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos De acordo com o exposto, a composição do trabalho pedagógico estabelece, em sua maioria, de maneira burocrática, porém, ao se realizar, os papéis se tornam indefinidos, com caminhos espalhados. O Projeto Político Pedagógico (PPP) e o Regimento Escolar reconhecem o trabalho na escola, funcionando como alicerce à organização prática, porém, isso não acontece na realidade. Os trabalhadores gastam a maior parte do tempo procurando solucionar problemas com conflitos que surgem de repente, os levando ao desgaste físico e emocional e, consequentemente, à desmotivação profissional. Por esta situação, a preocupação com a execução do processo de ensino-aprendizagem fica para depois. “Na verdade, os pedagogos não trabalham com uma disciplina científica aplicada, mas com uma situação de múltiplos determinismos” (Huberman, 1986, p. 8). Huberman quis mostrar que ainda encontram-se pedagogos que atuam nas escolas ocupando as demandas em equipes pedagógicas, procedendo diversas funções que são ligadas ou não ao seu papel, às vezes são supervisores escolares, outros são coordenadores pedagógicos e ainda orientadores educacionais, e, atualmente, chamados de professores pedagogos. O pedagogo acaba resolvendo conflitos que surgem de uma hora para outra, e acaba abandonando o real objetivo do seu trabalho, que é a efetivação do ensino-aprendizagem e se torna base para atender as demais funções de uma instituição. Afinal, em meio a tantas utilidades do pedagogo, quais realmente são as suas funções? Bom, o pedagogo tem como função: planejar, decidir, coordenar, executar ações, acompanhar e controlar, avaliar as questões didáticas e pedagógicas de forma estruturada com os demais profissionais, buscando a efetivação no processo ensino-aprendizagem. Conforme dizia Pimenta (1985, p. 34): a prática na escola é uma prática coletiva – os pedagogos são profissio- nais necessários na escola: seja nas tarefas de administração, seja nas ta- refas que ajudem o(s) professor(es) no ato de ensinar, pelo conhecimento não apenas dos processos específicos de aprendizagem, mas também da articulação entre os diversos conteúdos e na busca de um projeto – polí- tico coerente. O saber docente não é formado apenas da prática, sendo também sustentado pelas teorias da educação. Diante desta afirmação se esclarece que a teoria tem grande importância, pois, ao apossar-se de fundamentos teórico, há o favorecimento de várias opiniões para tomar uma decisão atitudinal. A comunicação entre os saberes constitui o progresso de uma prática pedagógica emancipada. Um professor vai se graduando na relação entre a teoria e a prática, pois é a partir desta atuação e observação que o professor compõe enquanto pessoa, em plena modificação. Compreender os distintos pareceres de aprendizagem não quer dizer apenas ler o que diferentes teóricos e pensadores falaram ou escreveram sobre o ensino e a aprendizagem, significa Prática do Ensino 22 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos buscar um melhor entendimento da prática educativa de forma que, ao refletir sobre a mesma, possa discutir e agir para transformá-la. O educador poderá instruir quando o mesmo aprender,e desta forma é preciso adquirir consciência, que é obtido com diálogo, trocas de experiências e pesquisa científica. No momento em que o docente se apreende do entendimento e se favorece dos incentivos teóricos referentes às perspectivas da aprendizagem, atribui as melhores maneiras de trabalhar, derrota as dificuldades e observa claramente as novas oportunidades de uma atuação de qualidade. A definição de educação baseia-se em quatro pilares, eles são peças indispensáveis para a comunicação da sociedade. Estes pilares estão unidos em favor de uma prática igualitária que leva o aluno a uma reflexão, sendo criativo, consciente e crítico. Os quatro pilares da educação são: Aprender a Conhecer; Aprender a Fazer; Aprender a Conviver e Aprender a Ser. Aprender a Conhecer: esse pilar refere-se à conquista das ferramentas da consciência, fortalecendo, nos alunos, o raciocínio lógico, a competência de compreender o pensamento conclusivo e instintivo e a memória. O que se é considerável não é somente aguçar nos estudantes essas ferramentas, mas atiçá- los a florescer sua vontade de aprender e querer saber mais e melhor. Aprender a Fazer: esse pilar concede ao aluno uma composição no qual empregará na prática a teoria que lhe foi repassada, é fundamental para que cada indivíduo saiba dialogar através de distintas linguagens. Assim como explicar e escolher quais informações são primordiais e quais ajudam a reorganizar diferentes pontos de vista a serem empregadas na maneira de se viver e de deparar com o tempo e o mundo. Fotografia 2: Os quatro pilares da educação. Fonte: pedagogiaparaconcursos.com.br Prática do Ensino 23 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos ❖Aprender a Conviver: esse domínio da aprendizagem age na área das atitu- des e valores, no qual rodeia um conhecimento e suas ações contra o preconceito e as disputas diárias que se expressam no desafio de viver. Aprender a Ser: nessa aprendizagem, explana-se o pensamento crítico, autônomo, incentiva a criatividade e amplia a evolução de conhecimentos, além de ter em mente um sentido ético e estético diante da sociedade. Não podemos pôr em dúvida o potencial de cada pessoa, é necessário auxiliar para o seu desenvolvimento, obtendo instrumentos que elaboram os juízos e valores do ser independente intelectualmente. A diversidade de personalidades é o que gera a inovação dentro da sociedade. Com base nos 4 pilares da educação, constatamos que muitas mudanças são necessárias no sistema de ensino secular. Só se aprende participando, vivendo e tomando atitudes perante os fatos. Prática do Ensino 24 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos 8. A PRÁTICA DOCENTE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A educação de jovens e adultos é compreendida como uma modalidade de ensino que tem como propósito alfabetizar jovens e adultos que não possuíram oportunidade de estudar o ensino fundamental e médio na idade certa. A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), no artigo 37, “preconiza que a educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria”. Deste modo, esta modalidade oportuniza a esses jovens e adultos o desenvolvimento de sua visão de mundo, o enriquecimento dos saberes e as vastas oportunidades no mercado de trabalho. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) proporciona aos alunos para que obtenham acesso integral à leitura, à escrita, como também os insere no meio cultural, social e econômico, tendo por finalidade permitir ao mesmo o exercício pleno da cidadania. Freire (2008, p. 113) afirma que esta modalidade: Fotografia 3: Educação de Jovens e Adultos. Fonte: búzios.rj.gov.br precisa ser libertadora, pois os conhecimentos repassados na modalida- de EJA precisam ser centrados na realidade dos educandos, para que possam obter um melhor entendimento dos conteúdos explorados e para que os mesmos possam interpretar a realidade de maneira crítica e reflexiva. Muitos dos professores que atuam na EJA não estão aptos para atuar na área de sua atuação. Em geral, são professores aprendizes ou fazem parte do corpo docente do ensino regular. Segundo ROMÃO (2011, p.145), sobre a formação dos docentes: Nota-se que na formação de professores, em nível médio e superior, não se tem observado preocupação com o campo específico da educação de Prática do Ensino 25 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos jovens e adultos. deve-se também considerar as precárias condições de profissionalização e de remuneração dos docentes. Neste entendimento, consideramos que não há um cuidado com relação à qualificação dos professores atuantes no ensino da EJA. No entanto, torna-se perceptível que é insuficiente a oferta de cursos voltados para esta qualificação profissional. Com isso, os professores que dispõem de formação em várias áreas não estão aptos para o ensino da EJA, pois não possuem especialização para a prática do ensino na referida modalidade. Deste modo, por não possuírem conhecimento de atuação e aptidão com a prática docente de jovens e adultos, acarretam, em sua maioria, resultados negativos. Para combater esse grande problema na educação e na prática docente em EJA, as metodologias e recursos didáticos pedagógicos terão de ser de total relevância para a realização das atividades, visto que estes são responsáveis pelo auxílio na elaboração das atividades a serem realizadas. Portanto, estes recursos devem estar à disposição do professor. Em relação ao professor, a respeito da metodologia, deve examinar outras maneiras para trabalhar os conteúdos, levando em consideração a realidade vivenciada pelos alunos, onde tem-se a necessidade de simplificar a linguagem quando for conduzir os conhecimentos e conteúdos pedagógicos. Os docentes da EJA passam por inúmeros desafios no seguimento de sua prática, pois existem diversos fatores apresentados nesta modalidade, como: a diversidade de níveis de aprendizagem dentro de cada turma é enorme, na qual o educador atende, ao mesmo tempo, educandos que se encontram no início e no final da formação; a evasão escolar, causada por vários motivos, como a fadiga dos alunos, pois a grande maioria trabalha durante todo o dia e estuda à noite; a diferença de idade entre os educandos, o que gera conflitos de interesses e de posturas entre os mesmos e, até mesmo, uma impaciência, causando a desmotivação para os estudos; a falta de materiais didáticos específicos e uma grade curricular que não atende às expectativas da realidade desses educandos; a baixa autoestima dos alunos, que não acreditam em sua capacidade de aprender, o que acaba por gerar bloqueios em seu processo de aprendizagem; a rigidez institucional, onde não se tem apoio e incentivo por parte das Secretarias de Educação e, também, a falta de lanches e de transportes para esses alunos. A presença de alunos com liberdade assistida também é um grande desafio, pois os mesmos vão para a escola por determinação judicial e são obrigados a frequentar as aulas: não querem estudar e não querem estar em uma sala onde existe pessoas mais velhas do que eles, ou da mesma faixa etária, mas que não estão na mesma condição, isso se torna difícil para o docente, pois trazer esse aluno para o grupo, já que ele está ali para cumprir uma ordem e não por vontade própria de aprender, torna-se uma atividade que exige bastante paciência e disciplinaridade, para que seja possível integrar esse aluno nas aulas e fazer com Prática do Ensino 26 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos que o mesmo tenha interesse em aprender. Diante de todas essas dificuldades, alguns professores procuram contornar ou minimizar essas situações, porém, em todas, esses educadores devem buscar caminhos alternativos que beneficiem o processo de ensino, procurando co- nhecer o meio social em que o aluno está inserido e, através de dinâmicas, re- dações e outras didáticas, trabalharem cima da realidade de cada um, priorizando os alunos iniciais que revelem mais dificuldades em alguma área do conheci- mento, tendo empatia e se colocando no lugar dos educandos, para desenvolver discussões com todo o corpo docente sobre o processo, trocando experiências com seus colegas, compartilhando dúvidas e descobertas, desenvolvendo pesquisas sobre o trabalho em turmas de EJA, tanto em bibliotecas e em livrarias quanto na internet. Para Freire (1987), “os seres humanos podem refletir sobre suas limitações e projetar a ação para transformar essa realidade que os condiciona”. Assim, esses sujeitos podem atuar sobre a realidade, chegando ao saber por um ato total, de reflexão e de ação. Prática do Ensino 27 Volte ao Sumário Navegue entre os capítulos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABBUD, M. L. M.; BUSSMANN, A. C. Trabalho Docente. In: (Orgs.). Profissão professor: identidade e profissionalização docente. Brasília: Plano, 2002, p. 133- 144. ARROYO, M. G. Ofício de mestre: imagens e auto-imagens. 7.ed. Petrópolis: Vozes, 2000. BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996. ______. Lei n.º 5.540, de 28 de novembro de 1968. Fixa normas de organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média, e dá outras providências. ______. Lei n.º 5.564, de 21 de dezembro de 1968. Provê sobre o exercício da profissão de orientador educacional. BUSSMANN. A. C; ABBUD M. 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Relações entre trabalho e educação 4. A natureza do trabalho docente 5. A formação e a profissionalização docente 6. A identidade profissional 7. Campos e saberes da organização do trabalho pedagógico 8. A prática docente na educação de jovens e adultos Referências Bibliográficas Sumário 51: Page 1: Page 2: Page 3: Page 4: Page 5: Page 6: Page 7: Page 8: Page 9: Page 10: Page 11: Page 12: Page 13: Page 14: Page 15: Page 16: Page 17: Page 18: Page 19: Page 20: Page 21: Page 22: Page 23: Page 24: Page 25: Page 26: Page 27: Page 28: Page 29: Page 30: Page 31: Botão 60173: Page 1: Page 2: Page 3: Page 4: Page 5: Page 6: Page 7: Page 8: Page 9: Page 10: Page 11: Page 12: Page 13: Page 14: Page 15: Page 16: Page 17: Page 18: Page 19: Page 20: Page 21: Page 22: Page 23: Page 24: Page 25: Page 26: Page 27: Page 28: Page 29: Page 30: Page 31: Botão 60174: Page 1: Page 2: Page 3: Page 4: Page 5: Page 6: Page 7: Page 8: Page 9: Page 10: Page 11: Page 12: Page 13: Page 14: Page 15: Page 16: Page 17: Page 18: Page 19: Page 20: Page 21: Page 22: Page 23: Page 24: Page 25: Page 26: Page 27: Page 28: Page 29: Page 30: Page 31: Botão 60175: Page 1: Page 2: Page 3: Page 4: Page 5: Page 6: Page 7: Page 8: Page 9: Page 10: Page 11: Page 12: Page 13: Page 14: Page 15: Page 16: Page 17: Page 18: Page 19: Page 20: Page 21: Page 22: Page 23: Page 24: Page 25: Page 26: Page 27: Page 28: Page 29: Page 30: Page 31: Botão 60176: Page 1: Page 2: Page 3: Page 4: Page 5: Page 6: Page 7: Page 8: Page 9: Page 10: Page 11: Page 12: Page 13: Page 14: Page 15: Page 16: Page 17: Page 18: Page 19: Page 20: Page 21: Page 22: Page 23: Page 24: Page 25: Page 26: Page 27: Page 28: Page 29: Page 30: Page 31: Botão 60179: Page 1: Page 2: Page 3: Page 4: Page 5: Page 6: Page 7: Page 8: Page 9: Page 10: Page 11: Page 12: Page 13: Page 14: Page 15: Page 16: Page 17:Page 18: Page 19: Page 20: Page 21: Page 22: Page 23: Page 24: Page 25: Page 26: Page 27: Page 28: Page 29: Page 30: Page 31: Botão 60188: Page 1: Page 2: Page 3: Page 4: Page 5: Page 6: Page 7: Page 8: Page 9: Page 10: Page 11: Page 12: Page 13: Page 14: Page 15: Page 16: Page 17: Page 18: Page 19: Page 20: Page 21: Page 22: Page 23: Page 24: Page 25: Page 26: Page 27: Page 28: Page 29: Page 30: Page 31: Botão 60189: Page 1: Page 2: Page 3: Page 4: Page 5: Page 6: Page 7: Page 8: Page 9: Page 10: Page 11: Page 12: Page 13: Page 14: Page 15: Page 16: Page 17: Page 18: Page 19: Page 20: Page 21: Page 22: Page 23: Page 24: Page 25: Page 26: Page 27: Page 28: Page 29: Page 30: Page 31: Botão 60190: Page 1: Page 2: Page 3: Page 4: Page 5: Page 6: Page 7: Page 8: Page 9: Page 10: Page 11: Page 12: Page 13: Page 14: Page 15: Page 16: Page 17: Page 18: Page 19: Page 20: Page 21: Page 22: Page 23: Page 24: Page 25: Page 26: Page 27: Page 28: Page 29: Page 30: Page 31: Botão 628: Botão 629: Botão 630: