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Ana Cristina Marques de Carvalho Qualidade em serviços Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Simone M. P. Vieira – CRB 8ª/4771) Carvalho, Ana Cristina Marques de Qualidade em serviços / Ana Cristina Marques de Carvalho – São Paulo : Editora Senac São Paulo, 2022. (Série Universitária) Bibliografia. e-ISBN 978-85-396-3682-2 (ePub/2022) e-ISBN 978-85-396-3683-9 (PDF/2022) 1. Gestão da qualidade 2. Gestão de serviços 3. Prestação de serviços 4. Atendimento ao cliente 5. Relacionamento com o cliente I. Título. II. Série. 22-1687t CDD – 658.562 658.812 BISAC BUS065000 BUS078000 BUS018000 Índice para catálogo sistemático 1. Gestão da qualidade : Prestação de serviços 658.562 2. Clientes : Marketing de relacionamento 658.812 M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . QUALIDADE EM SERVIÇOS Ana Cristina Marques de Carvalho M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Administração Regional do Senac no Estado de São Paulo Presidente do Conselho Regional Abram Szajman Diretor do Departamento Regional Luiz Francisco de A. Salgado Superintendente Universitário e de Desenvolvimento Luiz Carlos Dourado M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Editora Senac São Paulo Conselho Editorial Luiz Francisco de A. Salgado Luiz Carlos Dourado Darcio Sayad Maia Lucila Mara Sbrana Sciotti Luís Américo Tousi Botelho Gerente/Publisher Luís Américo Tousi Botelho Coordenação Editorial/Prospecção Dolores Crisci Manzano Ricardo Diana Administrativo grupoedsadministrativo@sp.senac.br Comercial comercial@editorasenacsp.com.br Acompanhamento Pedagógico Otacília da Paz Pereira Designer Educacional Patrícia Pinheiro de Sant’Ana Revisão Técnica Silmara Cristiane Gomes Revisão de Texto Bruna Baldez Projeto Gráfico Alexandre Lemes da Silva Emília Correa Abreu Capa Antonio Carlos De Angelis Editoração Eletrônica Michel Iuiti Navarro Moreno Ilustrações Dhiego Lucio dos Santos de Almeida Imagens Adobe Stock Photos E-book Rodolfo Santana Proibida a reprodução sem autorização expressa. Todos os direitos desta edição reservados à Editora Senac São Paulo Rua 24 de Maio, 208 – 3o andar Centro – CEP 01041-000 – São Paulo – SP Caixa Postal 1120 – CEP 01032-970 – São Paulo – SP Tel. (11) 2187-4450 – Fax (11) 2187-4486 E-mail: editora@sp.senac.br Home page: http://www.livrariasenac.com.br © Editora Senac São Paulo, 2022 Sumário M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Capítulo 1 Conceitos fundamentais, 7 1 Conceito de serviços e suas características, 8 2 Serviços e sua importância na economia, 12 3 Tipologia de serviços, 17 Considerações finais, 21 Referências, 22 Capítulo 2 Qualidade em serviços, 25 1 Conceitos de qualidade, gestão da qualidade, controle da qualidade e garantia da qualidade, 26 2 Qualidade total em serviços, 30 3 Modelos conceituais e de avaliação da qualidade em serviços, 31 4 Controle do processo em serviços, 35 Considerações finais, 36 Referências, 37 Capítulo 3 Ferramentas para a qualidade de serviços, 41 1 Ferramentas da qualidade, 42 2 Metodologias proprietárias, 48 Considerações finais, 49 Referências, 50 Capítulo 4 Satisfação do cliente, 53 1 Satisfação do cliente: expectativa × percepção, 54 2 Como os clientes avaliam a qualidade dos serviços, 57 3 Modelo dos gaps (lacunas), 58 4 Montando um sistema de informações sobre a qualidade, 61 Considerações finais, 64 Referências, 65 Capítulo 5 Gestão da qualidade das atividades de linha de frente e retaguarda, 69 1 Linha de frente (front office), 70 2 Fidelização e retenção de cliente: processo de front office, 72 3 Processo de formação do nível de satisfação, 74 4 Retaguarda (back office), 78 5 A importância da qualidade na retaguarda dos serviços, 78 6 Análise e desempenho de serviços, 79 7 Controle estatístico do processo aplicado a serviços, 80 Considerações finais, 83 Referências, 83 Capítulo 6 Custos da qualidade, 87 1 Os custos da não qualidade ainda negligenciados em serviços, 88 2 Custos com prevenção, 90 3 Custos com inspeção, 91 4 Custos com falhas internas (back office), 92 5 Custos com falhas externas, 92 6 Mecanismos de certificação da qualidade em serviços, 93 Considerações finais, 95 Referências, 96 6 Qualidade em serviços M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Capítulo 7 Melhoramento de qualidade em serviços, 99 1 Ciclo PDCA: análise e solução de problemas, 100 2 Conceito de produtividade de serviços, 102 3 Produtividade e qualidade, 103 4 Melhorando a qualidade e a produtividade do serviço, 106 Considerações finais, 108 Referências, 108 Capítulo 8 Prevenção e recuperação de falhas em serviços: administrando reclamações e definindo estratégias para recuperar um cliente, 111 1 Situações prováveis de falhas, 112 2 Reclamações do consumidor, 115 3 Dez princípios para a resolução eficaz de um problema, 117 4 Recuperando serviços, 118 5 Garantias dos serviços, 121 Considerações finais, 123 Referências, 123 Sobre a autora, 127 7 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Capítulo 1 Conceitos fundamentais Neste capítulo, vamos explorar os conceitos fundamentais acerca dos serviços. Iniciaremos trazendo a origem do termo, sua utilização por teóricos famosos, bem como exemplos e algumas definições ca- pazes de expressar sua natureza. Posteriormente, detalharemos ca- racterísticas específicas dos serviços que os diferem dos produtos. Apresentaremos também o potencial de crescimento do setor de ser- viços na atual economia em termos de participação no produto interno bruto (PIB) e geração de empregos. Por fim, veremos algumas formas de classificação dos serviços considerando diferentes dimensões. 8 Qualidade em serviços M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . 1 Conceito de serviços e suas características Há mais de dois séculos, tentativas de definição de serviço vêm sen- do realizadas. Inicialmente, a palavra estava associada ao trabalho que os servos faziam para os seus senhores. O famoso economista e filó- sofo AdamSmith (1723-1790) definia bens como algo que era armaze- nado após a produção e trocado por dinheiro e serviços que expirariam. Contribuindo para o tema, o economista francês Jean-Baptiste Say (1767- 1832) argumentou que, tratando-se de serviços, a produção e o consumo eram inseparáveis, motivo pelo qual sugeria a utilização do termo “produ- tos imateriais” (LOVELOCK; WIRTZ; HEMZO, 2020). Para Lovelock, Wirtz e Hemzo (2020), definir serviços não é uma tarefa fácil, já que estes incluem uma grande variedade de atividades distintas e complexas. Entre as muitas definições que hoje podem ser encontradas, todas têm a questão da intangibilidade e do consumo si- multâneo como características-chave dos serviços, que não são pas- síveis de serem tocados, vistos ou sentidos, constituindo-se em atos, experiências, atuações e processos (FITZSIMMONS; FITZSIMMONS, 2014). Cabe ressaltar que muitos serviços, apesar de sua natureza intangível (não palpável), contêm alguns elementos de bens tangíveis (palpáveis), como o cardápio em um restaurante ou o extrato bancário em uma instituição bancária (MELLO, 2017). A seguir, veja uma amostra das definições de serviços. Serviços são atividades econômicas que uma parte oferece a ou- tra […]. Em troca de dinheiro, tempo e esforço, os consumidores de serviços esperam receber o valor do acesso a bens, mão de obra, habilidades profissionais, instalações, redes e sistemas, mas eles não costumam deter a propriedade de qualquer um dos elementos físicos envolvidos (LOVELOCK; WIRTZ; HEMZO, 2020, p. 21). 9Conceitos fundamentais M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. O serviço é tudo aquilo que inclui todas as atividades econômicas cujo resultado não é um simples produto físico ou construção, mas que é consumido no momento em que é gerado e oferece valor agregado em formas que constituem, em essência, os interesses daquele que o adquire (como conveniência, diversão, geração em hora oportuna, conforto ou saúde) (ZEITHAML; BITNER; GREMLER, 2014, p. 4). Para Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014, p. 4), um serviço “é uma experiência perecível, intangível, desenvolvida para um consumidor que desempenha o papel de coprodutor”. Após definirmos serviços, vamos conhecer as principais caracterís- ticas que os diferem dos produtos, a saber: (a) intangibilidade, (b) hete- rogeneidade, (c) inseparabilidade, (d) não existência de transferência de propriedade, (e) simultaneidade e (f) perecibilidade. a. Intangibilidade (ou imaterialidade): refere-se ao fato de os ser- viços, ao contrário dos produtos, não poderem ser vistos, tes- tados, sentidos, ouvidos ou provados antes da aquisição. Tal aspecto faz com que os consumidores tenham dificuldades de fazer uma avaliação prévia, buscando assim evidências (sinais de qualidade) nas instalações (um salão de beleza), nas pes- soas (manicures, cabeleireiros), nos equipamentos (alicates, secadores), nos preços (o valor pago pelos serviços) e tam- bém na rapidez da prestação de serviço (GORNI NETO, 2020). Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014) mencionam que em muitas áreas de serviço, em função do aspecto vago e instável da in- tangibilidade, o governo vem definindo diretrizes para garantir desempenhos aceitáveis, tais como registros, licenciamentos e regulamentações. Por exemplo, projetos de construções públi- cas devem ser aprovados por engenheiros registrados, médicos devem ser licenciados para exercer a profissão e empresas de telefonia devem ter sua atividade regulamentada. 10 Qualidade em serviços M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .b. Heterogeneidade: significa que, como os serviços são geralmen- te ações humanas, nunca são idênticos. Sabe-se que os funcio- nários têm diferentes níveis de desempenho e os clientes nunca são iguais, já que têm expectativas, necessidades e experiências diversas (ZEITHAML; BITNER; GREMLER, 2014). A chave para ga- rantir a coerência e a qualidade uniforme nos serviços fornecidos pode ser a elaboração de procedimentos (definição padronizada de como realizar um processo) e o desenvolvimento de treina- mentos para os empregados (FITZSIMMONS; FITZSIMMONS, 2014). c. Inseparabilidade (ou interatividade): refere-se ao fato dos servi- ços serem produzidos, entregues e consumidos ao mesmo tem- po. Alguns serviços exigem a presença do cliente (por exemplo, o corte do cabelo), outros não (como o conserto de um automóvel). Em ambos os casos, devemos nos preocupar com os seguin- tes aspectos relacionados à prestação de serviço: atenção, bom atendimento e dedicação (GORNI NETO, 2020). d. Não existência de transferência de propriedade: significa que no caso dos serviços não há venda de bens, e sim acesso a re- cursos (como redes de telefonia celular ou parques temáticos), podendo se dar ainda por meio de aluguel por um período de tem- po definido (como um quarto de hotel ou um veículo para viajar). O aspecto do compartilhamento de recursos exige que os geren- tes dediquem atenção especial no sentido de garantir facilidade de conveniência para apanhar e devolver os bens, manutenção e limpeza adequada, além de estratégias para minimizar períodos ociosos (FITZSIMMONS; FITZSIMMONS, 2014). e. Simultaneidade: refere-se ao fato de a maioria dos serviços, ao contrário dos produtos, serem vendidos normalmente com an- tecedência e gerados e consumidos ao mesmo tempo. Em um restaurante, por exemplo, o jantar não é oferecido antes de ser 11Conceitos fundamentais M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. adquirido, sendo produzido e consumido quase simultaneamente (ZEITHAML; BITNER; GREMLER, 2014). f. Perecibilidade: significa que os serviços são perecíveis (transitó- rios), ou seja, não podem ser preservados, revendidos, devolvidos ou estocados para uso ou venda posterior. Pense em um assento vazio em um voo ou um quarto desocupado em um hotel. Outro aspecto da perecibilidade refere-se, por exemplo, às demandas instáveis de mercado. No Brasil, costuma-se almoçar entre meio- -dia e 13 horas. Cabe aos gestores, nesse caso, criar estratégias para minimizar os períodos ociosos, como conceder descontos e promoções em horários específicos. Isso também acontece com a variação de venda de pacotes turísticos no período de férias, exigindo a criação de medidas para aumentar a demanda nos de- mais períodos do ano (FITZSIMMONS; FITZSIMMONS, 2014). O quadro 1 mostra a comparação entre produtos e serviços segundo suas características específicas, bem como os desafios que estas im- põem aos profissionais de marketing. Quadro 1 – Comparação entre produtos e serviços PRODUTOS SERVIÇOS IMPLICAÇÕES Tangíveis Intangíveis Os serviços não podem ser estocados. Os serviços não podem ser patenteados com facilidade. Os serviços não podem ser dispostos nem deslocados rapidamente. Padronizados Heterogêneos A execução de um serviço e a satisfação do cliente dependem das ações do funcionário e do cliente. A qualidade do serviço depende de muitos fatores incontroláveis. Não há certeza de que o serviço executado atende ao que foi proposto e planejado. (cont.) 12 Qualidade em serviços M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S enac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . PRODUTOS SERVIÇOS IMPLICAÇÕES A produção é separada do consumo. A produção e o consumo são simultâneos. Os clientes participam e afetam a transação. Os clientes afetam-se reciprocamente. Os funcionários afetam o desfecho do serviço. A descentralização dos serviços pode se tornar essencial. A produção em massa de serviços é difícil. Não perecíveis Perecíveis É difícil sincronizar a oferta e a demanda em serviços. Os serviços não podem ser devolvidos ou revendidos. Fonte: adaptado de Zeithaml, Bitner e Gremler (2014). PARA PENSAR Considere um produto que você costuma consumir, como uma mochila, um chocolate ou um computador. Quais são as principais características desse produto? Agora pense em um serviço – por exemplo, o atendimen- to veterinário, a hospedagem, a locação de um veículo ou o ensino. Quais são as características desse serviço? São as mesmas dos produtos? 2 Serviços e sua importância na economia Segundo Lovelock, Wirtz e Hemzo (2020) e Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014), o setor de serviços, também denominado se- tor terciário, é dinâmico e envolve várias atividades de extrema re- levância para a economia e para a melhoria da qualidade de vida da sociedade, tais como as citadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): comércio; alojamento e alimentação; trans- portes; comunicações; serviços financeiros; atividades imobiliárias e serviços prestados às empresas; administração pública; saúde; e demais serviços. 13Conceitos fundamentais M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. É importante compreender que os serviços não são atividades pe- riféricas, mas parte integrante da sociedade, uma vez que estão pre- sentes no centro da economia, configurando a base para que ela se mantenha sadia e funcional. Os serviços de infraestrutura, tais como transporte e comunicações, constituem o elo principal entre todos os setores da economia e o consumidor final; são considerados um im- portante pré-requisito para que uma economia se torne industrializada (FITZSIMMONS; FITZSIMMONS, 2014). A figura 1 adiante ilustra o papel decisivo que os serviços exercem na economia. São apresentados os diversos serviços disponíveis na so- ciedade, agrupados nas seguintes categorias: serviços financeiros, ser- viços de infraestrutura, serviços pessoais, manufatura, serviços comer- ciais, serviços de apoio aos negócios, serviços prestados pelo governo e consumidor final (autoatendimento). PARA PENSAR Um importante grupo de serviços disponibilizado à sociedade são os ser- viços de saúde. Estes são realizados por hospitais e clínicas particulares e pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Qual a quantidade de pessoas be- neficiadas pelos serviços do SUS? Que tipos de serviços são oferecidos? 14 Qualidade em serviços M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Figura 1 – O papel dos serviços na economia Serviços financeiros Financiamento Leasing Seguros Manufatura (serviços internos) Finanças Contabilidade Jurídico P&D design Serviços governamentais Militares/policiais/de bombeiros Educacionais Judiciários Serviços de infraestrutura Comunicações Transporte Utilidade pública Serviços bancários Serviços de apoio aos negócios Consultoria Auditoria Propaganda Recolhimento de lixo Serviços comerciais Atacado Varejo Manutenção Serviços pessoais Saúde Restaurantes Hotéis Consumidor = Autoatendimento Fonte: adaptado de Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014). Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014) mencionam que no início do sé- culo XX somente 3 em cada 10 trabalhadores norte-americanos ocu- pavam cargos no setor de serviços; os demais atuavam na agricultura 15Conceitos fundamentais M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. e indústria. Em 1950, essa relação passou de 8 para 10 trabalhadores. Durante os últimos 90 anos, percebeu-se uma importante evolução na sociedade, que deixou de ser baseada predominantemente na manu- fatura e passou a ser baseada em serviços. Alguns fatores foram deci- sivos para o crescimento desse setor, tais como os avanços na tecno- logia da informação, na inovação e nas mudanças demográficas, que geram novas demandas. NA PRÁTICA Um exemplo do impacto da tecnologia da informação no setor de servi- ços é o surgimento de plataformas de serviço, como Uber, Airbnb, iFood, entre outras. O Airbnb, por exemplo, é uma plataforma de serviço de aluguel de hospedagem que permite que qualquer pessoa disponibili- ze ou reserve acomodações ao redor do mundo. Seu grande diferencial é oferecer alternativas às hospedagens tradicionais, incluindo casas e apartamentos em bairros residenciais no Brasil e em mais de 190 paí- ses. Você conhece o Airbnb? Para Lovelock, Wirtz e Hemzo (2020), o setor de serviços tem cres- cido rapidamente em quase todos os países do mundo, inclusive nos países emergentes, chegando a representar, muitas vezes, a metade ou mais do PIB. Nos Estados Unidos e no Brasil, os serviços respon- dem, respectivamente, por 78% e 71% do PIB (TIGRE; PINHEIRO, 2019). Ressalta-se que em nações altamente desenvolvidas os serviços che- gam a responder por 65% a 80% do PIB (LOVELOCK; WIRTZ; HEMZO, 2020). Faria, Sauerbronn e Fontes Filho (2015) entendem que o crescimen- to da participação do setor de serviços no PIB ocorre devido a alguns fatores: crescimento da demanda por serviços de consumo; importân- cia das atividades de propaganda, marketing e distribuição dos produ- tos das empresas; demandas especializadas por produtos financeiros, 16 Qualidade em serviços M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .seguros, legais e de entretenimento; tendência à terceirização das ati- vidades de serviços das empresas industriais e de serviços; crescente habilidade das empresas de serviços na criação de novos produtos e novos mercados, entre outros. Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014) consideram que o setor de ser- viços lidera atualmente a economia. Segundo os autores, durante os últimos 30 anos, mais de 44 milhões de empregos foram criados no setor para absorver a entrada das mulheres na força de trabalho e pro- porcionar uma alternativa à oferta reduzida de trabalho na manufatura. Lovelock, Wirtz e Hemzo (2020) esclarecem que os empregos gera- dos no setor de serviços não estão relacionados somente a cargos de atendimento e baixa remuneração, mas também a indústrias baseadas em conhecimento, como educação e assistência à saúde. Esses cargos tendem a ser bem remunerados, exigem boas qualificações educacio- nais e oferecem carreiras atraentes. Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014) destacam como serviços mais demandados atualmente aqueles liga- dos ao envelhecimento da população e ao atendimento a famílias nas quais ambosos pais trabalham, como as creches. PARA SABER MAIS Considerando a tendência de envelhecimento da população, algumas empresas têm desenvolvido serviços específicos capazes de propor- cionar ao público entretenimento e qualidade de vida. Assista ao vídeo Empresas oferecem serviços especiais para idosos (2017) e conheça as necessidades e possibilidades de atuação nesse mercado de serviços. Outro dado importante é que está havendo uma mudança de uma economia baseada em transações para uma baseada em experiên- cias. Estas criam uma relação pessoal e marcante com o consumidor (FITZSIMMONS; FITZSIMMONS, 2014). 17Conceitos fundamentais M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Tigre e Pinheiro (2019) apontam ainda que os serviços ganharam uma dimensão ampliada na sociedade porque os consumidores estão mais interessados no uso do produto do que na sua posse. Utiliza-se hoje o termo “servitização” para falar da tendência das empresas em integrar produtos e serviços com o objetivo de criar maior utilidade e valor. A IBM, por exemplo, que antes só produzia bens, transformou- -se em uma prestadora de serviços empresariais e de tecnologia, ofe- recendo serviços de consultoria em gestão e integração de sistemas (LOVELOCK; WIRTZ; HEMZO, 2020). NA PRÁTICA Algumas empresas, tais como MRV, Xerox, Brastemp e IBM, têm adota- do a estratégia de servitização a fim de agregar valor aos seus produtos por meio da oferta de serviços relacionados a eles. Dessa forma, pas- sam a ter novas oportunidades de atuação, maior fidelização e menor chance de perder para o concorrente. O Sebrae Minas (SERVITIZAÇÃO…, 2020) acredita que a servitização pode trazer as seguintes vantagens para as organizações: expansão de atuação no mercado; estreitamento do relacionamento com os clientes; mais insights para o desenvolvimento de novos produtos ou serviços, já que o contato permanente permite que se conheça melhor as dores de quem os consome; e menor chance de perder para a concorrência, já que a servitização garante que o produto esteja sempre funcionando. 3 Tipologia de serviços Vamos analisar agora algumas formas de classificar (categorizar) os serviços, lembrando que elas podem auxiliar a organização na bus- ca da compreensão de sua natureza e no desenvolvimento de estraté- gias e políticas específicas (COOK; GOH; CHUNG, 1999 apud PEREIRA MELLO, 2005). 18 Qualidade em serviços M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Segundo Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014 apud SANTOS; COSTA; MONDO, 2014), uma das primeiras tentativas de classificação de servi- ços foi proposta pelos economistas Allan Fisher e Colin Clark na década de 1940. Nela, as atividades produtivas eram classificadas de acordo com os seguintes macrossetores da economia: setor primário (agricul- tura, pecuária e mineração); setor secundário (indústria); e setor terci- ário (serviços). Tal classificação continua sendo utilizada hoje para a definição da composição do PIB. Considerando, entretanto, a natureza específica dos serviços, outras definições têm se mostrado mais eficientes, como a proposta em 1968 pela International Standard Industrial Classification (ISIC). Nessa defi- nição, os serviços são organizados em quatro classes: serviços distri- butivos (serviços que enfatizam o aspecto da entrega); serviços sem fins lucrativos (como os serviços da administração pública e do terceiro setor); serviços às empresas (serviços intermediários para as ativida- des dos demais setores); e serviços ao consumidor (serviços pessoais e sociais oferecidos a indivíduos) (FITZSIMMONS; FITZSIMMONS, 2014 apud SANTOS; COSTA; MONDO, 2014). No Brasil, normalmente utiliza-se a classificação baseada no ramo de atividade em que o serviço se enquadra, sendo esta fornecida pelo IBGE. Os autores Santos, Costa e Mondo (2014) apresentam uma compilação de alguns importantes modelos de classificação dos ser- viços com enfoque mais gerencial. Hoffman e Bateson (2009) classificam os serviços em cinco catego- rias: grau de tangibilidade; nível de habilidade do provedor de serviços (profissional ou não profissional); intensidade do uso de recursos huma- nos; grau de contato com o cliente (alto ou baixo); e meta do provedor de serviços (lucro ou sem lucro). Lovelock e Wright (2001) classificam os serviços em sete categorias: grau de tangibilidade; grau de contato com o cliente; destinatário direto do processo (pessoas ou objetos); tempo e lugar da entrega do serviço 19Conceitos fundamentais M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. (em instalações próprias, onde o cliente está e em canais específicos); grau de personalização ou padronização (o quanto o serviço pode ser customizado); medida na qual a oferta e demanda estão em equilíbrio (referindo-se aos serviços que sofrem com a sazonalidade e os picos de demanda); e medida na qual instalações, equipamento e pessoal par- ticipam da experiência de serviços (serviços que são mais ou menos baseados em evidências físicas). Visando demonstrar que os problemas da administração são co- muns nos diferentes setores de serviços, Schmenner (1986 apud FITZSIMMONS; FITZSIMMONS, 2014) desenvolveu uma matriz de pro- cessos e serviços que combina duas variáreis: grau de intensidade de trabalho (maior custo de capital ou de pessoal) e grau de interação e customização (capacidade de controlar a qualidade do serviço diante da percepção do consumidor). São apresentados quatro quadrantes, e em cada um deles é representada uma categoria de serviço: fábrica de serviços; loja de serviços; serviços de massa; e serviços profissionais. Conforme pode ser visto na figura 2, no quadrante “Fábrica de servi- ços” estão os serviços padronizados e com alto investimento de capi- tal, como companhias aéreas e hotéis. No quadrante “Loja de serviços” estão os serviços que permitem maior customização (personalização), dentro de um ambiente de alto capital, como os serviços hospitalares e os mecânicos. No quadrante “Serviços de massa” estão os serviços não diferenciados, realizados em um ambiente com grande força de tra- balho, como os da rede varejista e atacadista. Por fim, no quadrante “Serviços profissionais” estão os serviços prestados individualmente por especialistas treinados, como os médicos, advogados e contadores. 20 Qualidade em serviços M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Figura 2 – Matriz de processo de serviços Fábrica de serviços Companhias aéreas Transportadoras Hotéis Resorts e recreação Loja de serviços Hospitais Mecânicas Outros serviços de manutenção Serviços de massa Varejista Atacadista Escolas Aspectos de varejo dos bancos comerciais Serviços profissionais Médicos Advogados Contadores Arquitetos Grau de interação e customização Baixo Baixo Alto Alto Gr au d e in te ns id ad e de tr ab al ho Fonte: adaptado de Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014). Outra tipologia de prestação deserviços é proposta por Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014), que considera duas dimensões: quem ou o que é o beneficiário direto de serviços e a natureza tangível do serviço. Isso re- sulta em quatro classificações possíveis, que podem ser visualizadas na figura 3 a seguir: ações tangíveis direcionadas ao cliente, como salão de beleza e saúde; ações tangíveis direcionadas aos bens do cliente, como lavanderia e transporte de carga; ações intangíveis direcionadas ao inte- lecto do cliente, como educação; e ações intangíveis exercidas sobre o patrimônio do cliente, como serviço bancário. 21Conceitos fundamentais M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Figura 3 – Natureza do ato de prestação de serviços Serviços dirigidos ao corpo Saúde Transporte de passageiros Salões de beleza Restaurantes Serviços dirigidos a bens físicos Transporte de carga Consertos e manutenção Lavanderia Cuidados veterinários Serviços dirigidos à mente Educação Comunicação Serviços de informação Teatros e museus Serviços dirigidos a ativos intangíveis Bancos Serviços legais Contabilidade Seguros Valores mobiliários Beneficiário direto do serviço Pessoas Ações tangíveis Bens Ações intangíveis N at ur ez a do a to d e pr es ta çã o de s er vi ço s Fonte: adaptado de Fitzsimmons e Fitzsimmons (2014). Considerações finais Neste capítulo destacamos os seguintes pontos: • Conceito de serviços. • Características dos serviços. • Importância dos serviços na economia. • Formas de classificar os serviços. Como vimos, os serviços possuem características distintas dos pro- dutos, como intangibilidade, heterogeneidade, inseparabilidade, simul- taneidade e perecibilidade. Outro aspecto é que o setor de serviços é 22 Qualidade em serviços M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .bastante dinâmico e movimenta a economia, sendo responsável pela maior geração de PIB e de empregos nos países emergentes e desen- volvidos. Há uma diversidade de indústrias de serviços que são indis- pensáveis para o funcionamento de uma sociedade e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Quando os serviços são classifica- dos em categorias, compreendemos melhor sua natureza e podemos traçar políticas mais específicas. Por fim, entendemos por que os serviços tomaram uma dimensão tão ampliada na sociedade. No próximo capítulo, continuaremos a abor- dar assuntos pertinentes aos serviços, porém com ênfase nos aspectos relacionados à qualidade em serviços, como avaliação, controle e ga- rantia da qualidade. Referências COOK, D. P.; GOH, C.; CHUNG, C. H. Service typologies: a state of the art survey. Production and Operations Management, v. 8, n. 3, p. 318-338, 1999. EMPRESAS oferecem serviços especiais para idosos. Rede Pampa de Comunicação. maio 2017. 1 vídeo (3min36seg). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=YPrNk4EHU64. Acesso em: 12 jul. 2022. FARIA, A.; SAUERBRONN, J. F. R.; FONTES FILHO, J. R. Marketing de serviços. Rio de Janeiro: FGV, 2015. FITZSIMMONS, J.; FITZSIMMONS, M. Administração de serviços: operações, estratégia e tecnologia da informação. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014. GIANOTTI, C. Inovação na saúde: qual será o próximo passo? Exame, 14 dez. 2021. Disponível em: https://exame.com/bussola/inovacao-na-saude-qual- sera-o-proximo-passo/. Acesso em: 3 fev. 2022. 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