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Tatiane Antonovz
Sistemas contábeisSI
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A Série Universitária foi desenvolvida pelo Senac São Paulo 
com o intuito de preparar profissionais para o mercado de 
trabalho. Os títulos abrangem diversas áreas, abordando 
desde conhecimentos teóricos e práticos adequados às 
exigências profissionais até a formação ética e sólida.
Sistemas contábeis apresenta os conceitos de tecnologia 
da informação, dos sistemas e subsistemas e sua relação 
com as empresas. A obra ainda explora os modelos 
de gestão e o tema do planejamento e uso de diversas 
ferramentas de informação. Adicionalmente, apresenta 
os sistemas de informação na organização. Destaca-se o 
papel dos enterprise resource planning (ERP) – ou sistemas 
integrados de gestão empresarial – e sua aplicação nas 
empresas. Outros pontos explorados são a aquisição de 
um sistema contábil e a possibilidade de desenvolvimento 
dessas ferramentas para uma organização. Por fim, o livro 
apresenta aspectos de tecnologia da informação, questões 
éticas e outras que fazem parte da rotina dos profissionais 
envolvidos com a área. O objetivo é proporcionar ao leitor 
uma visão geral sobre elementos e características dos 
sistemas contábeis.
SISTEMAS CONTÁBEIS
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Simone M. P. Vieira – CRB 8a/4771)
Antonovz, Tatiane
  Sistemas contábeis / Tatiane Antonovz. – São Paulo : Editora Senac 
São Paulo, 2024. (Série Universitária)
  Bibliografia.
  e-ISBN 978-85-396-4795-8 (ePub/2024)
  e-ISBN 978-85-396-4793-4 (PDF/2024)
  1. Contabilidade 2. Administração financeira 3. Sistemas 
contábeis 4. Sistemas de informação empresarial 5. Gestão 6. ERP 
I. Título. II. Série. 
23-2062g CDD – 657
 658.15
BISAC BUS001010
 BUS001000
Índice para catálogo sistemático:
1. Contabilidade 657
2. Administração financeira 658.15
SISTEMAS CONTÁBEIS
Tatiane Antonovz
Administração Regional do Senac no Estado de São Paulo
Presidente do Conselho Regional
Abram Szajman
Diretor do Departamento Regional
Luiz Francisco de A. Salgado
Superintendente Universitário e de Desenvolvimento
Luiz Carlos Dourado
Editora Senac São Paulo
Conselho Editorial
Luiz Francisco de A. Salgado 
Luiz Carlos Dourado 
Darcio Sayad Maia 
Lucila Mara Sbrana Sciotti 
Luís Américo Tousi Botelho
Gerente/Publisher
Luís Américo Tousi Botelho 
Coordenação Editorial
Verônica Pirani de Oliveira
Prospecção
Dolores Crisci Manzano
Administrativo
Verônica Pirani de Oliveira
Comercial
Aldair Novais Pereira
Coordenação de Arte
Antonio Carlos De Angelis
Coordenação de E-books
Rodolfo Santana
Coordenação de Revisão de Texto
Marcelo Nardeli
Acompanhamento Pedagógico
Otacilia da Paz Pereira
Designer Educacional
Ágatha Veiga
Revisão Técnica
Magali Aparecida Camazano
Preparação e Revisão de Texto
Cibele Machado
Projeto Gráfico
Alexandre Lemes da Silva 
Emília Corrêa Abreu
Capa
Antonio Carlos De Angelis
Editoração Eletrônica e Ilustrações
Tiago Filu
Imagens
Adobe Stock Photos
Proibida a reprodução sem autorização expressa.
Todos os direitos desta edição reservados à
Editora Senac São Paulo
Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, 823 – Prédio Editora
Jurubatuba – CEP 04696-000 – São Paulo – SP
Tel. (11) 2187 4450
editora@sp.senac.br
https://www.editorasenacsp.com.br
© Editora Senac São Paulo, 2024
Sumário
Capítulo 1
Conceitos básicos e a empresa 
vista como um sistema, 7
1 Ambiente da tecnologia 
da informação, 8
2 Conceitos de sistemas 
e subsistemas, 10
3 A empresa como um sistema, 13
4 Conceitos básicos sobre sistemas 
de informação, 15
Considerações finais, 17
Referências, 18
Capítulo 2
Sistemas de informação, modelo 
de gestão e processo de 
gerência, 21
1 Modelos de gestão, 23
2 Processo gerencial: planejamento, 
execução e controle, 25
3 Planejamento estratégico versus 
planejamento operacional, 26
4 Planos de duração determinada 
X planos de duração 
indeterminada, 28
5 Orçamentos, instrumentos ou tipos 
de planos, 30
6 Papel do sistema de informações 
no contexto do processo 
gerencial, 32
Considerações finais, 34
Referências, 35
Capítulo 3
Sistemas de informação da 
empresa, 37
1 Principais áreas operacionais 
das organizações, 38
2 Sistema administrativo 
e financeiro, 39
3 Sistema contábil, 40
4 Sistema de recursos humanos, 43
5 Sistema de produção, 44
6 Sistema de comercialização 
e serviços, 45
7 Outros sistemas de apoio à gestão: 
CRM, SCM, HSC, GRC, Business 
Intelligence (BI), 46
Considerações finais, 48
Referências, 49
Capítulo 4
O ERP e a contabilidade, 51
1 Características do Enterprise 
Resource Planning (ERP), 52
2 Parametrizações do ERP 
e a contabilidade, 54
3 Processo de geração de relatórios 
e demonstrações contábeis por 
meio do ERP, 55
4 Funcionamento do ERP nas 
atividades de controles internos 
da empresa, 56
5 Auditoria do ERP, 58
Considerações finais, 59
Referências, 60
6 Sistemas contábeis
Capítulo 5
Gerenciamento de banco 
de dados, 63
1 Diferença entre dados 
e informações, 64
2 Gerenciamento de dados: aspectos 
fundamentais e softwares 
de gerenciamento, 65
3 Dicionário de dados, 67
4 Big Data, 69
5 Dashboards e scorecards, 70
6 Blockchain e outras tendências, 71
7 Inteligência Artificial, 73
Considerações finais, 74
Referências, 75
Capítulo 6
Aquisição de um sistema de 
informação contábil e de gestão 
de projetos, 77
1 Contexto da aquisição de um 
novo sistema, 78
2 Fases da análise até a 
implementação do sistema 
adquirido, 80
3 O que são projetos? O que 
são projetos de sistemas da 
informação?, 82
4 Gerenciamento de projetos 
de sistema da informação, 84
Considerações finais, 87
Referências, 89
Capítulo 7
Visão geral do processo 
de desenvolvimento de um 
sistema de informação contábil 
e gerencial, 91
1 Anteprojeto de sistemas 
(protótipos), 93
2 Projeto lógico, 94
3 Projeto físico, 96
4 Implementação, 97
Considerações finais, 99
Referências, 100
Capítulo 8
Segurança em SI e questões 
éticas, sociais e profissionais 
em um SI empresarial, 101
1 Segurança lógica, 103
2 Confidencialidade (privacy) 
e controle de acesso ao banco 
de dados, 104
3 Vulnerabilidades técnicas, 
prevenção e plano de 
contingência, 105
4 Comportamento e habilidades do(a) 
gestor(a) do sistema de informação 
contábil, 107
5 Perfil do(a) profissional 
e responsabilidade de 
desenvolvedores e usuários 
de sistemas, 108
6 Plano de ética na área de TI, 110
Considerações finais, 111
Referências, 112
Sobre a autora, 115
M
aterial para uso exclusivo de aluno m
atriculado em
 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
partilham
ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo. 7
Capítulo 1
Conceitos básicos 
e a empresa vista 
como um sistema
Neste capítulo vamos entender como a tecnologia da informação (TI) 
desempenha um papel crucial nas operações modernas das organiza-
ções, independentemente do seu tamanho ou setor de atuação. Explo-
raremos o ambiente em constante evolução da TI, compreendendo seu 
impacto no mundo empresarial e na sociedade em geral.
Para entender a natureza interconectada da TI, é fundamental com-
preender os conceitos de sistemas e subsistemas. Abordaremos como 
os sistemas são compostos por elementos interdependentes que traba-
lham juntos para alcançar um objetivo comum. Discutiremos também a 
noção de subsistemas, que são partes menores de um sistema maior, 
mas igualmente importantes para o funcionamento integrado do todo.
8 Sistemas contábeis
Na sequência, será apresentada uma perspectiva sistêmica essencial 
para compreender o funcionamentode ter-
mos e conceitos essenciais para o sucesso organizacional. Entre esses, 
destacam-se: 
 • Customer Relationship Management (CRM): visa fortalecer o rela-
cionamento com clientes; 
 • Supply Chain Management (SCM): otimiza a cadeia de suprimentos;
 • Homogeneous System Copy (HSC): é uma prática crucial na ges-
tão de sistemas de TI;
 • Governança, Riscos e Compliance (GRC): assegura conformidade 
e eficiência;
 • Business Intelligence (BI): transforma dados em insights valiosos 
para a tomada de decisões estratégicas.
Cada um desses elementos desempenha um papel vital na busca pela 
excelência operacional e competitiva no mundo dos negócios.
47Sistemas de informação da empresa
Para a coleta de dados relativos à comercialização e suas relações, 
a empresa pode utilizar sistemas como o Customer Relationship Mana-
gement (CRM), que está focado no controle e relacionamento com os 
clientes. Essa ferramenta pode ser integrada com outros sistemas de 
gestão, como o controle de vendas e financeiro da empresa, proporcio-
nando uma visão mais completa dos dados (Cruz, 2019).
Ainda segundo o autor, a Supply Chain Management (SCM), gestão 
da cadeia de suprimentos em português, é uma abordagem estratégica 
para integrar e gerenciar todos os processos e fluxos de informações 
relacionados à produção, estoque, logística, distribuição e venda de pro-
dutos ou serviços de uma empresa. Nesse contexto, o SCM refere-se a 
uma plataforma tecnológica que suporta e otimiza as operações da 
cadeia de suprimentos. 
O Homogeneous System Copy (HSC) é um procedimento técnico uti-
lizado em sistemas de tecnologia da informação, especialmente em sis-
temas SAP (Systems, Applications and Products in Data Processing) para 
realizar a cópia de um ambiente completo de produção para outro ambiente, 
como um ambiente de desenvolvimento ou teste. Essa cópia é realizada 
de forma homogênea, ou seja, o sistema é replicado mantendo a mesma 
versão, configurações, dados e estrutura do sistema original.
Por sua vez, a aplicação de aspectos de Governança, Riscos e Com-
pliance (GRC) se trata de um conjunto de práticas, processos e ferramen-
tas utilizadas pelas empresas para garantir que as operações sejam rea-
lizadas de acordo com as leis, regulamentos, políticas internas e padrões 
éticos, além de gerenciar os riscos associados ao negócio. 
Já a implementação da Inteligência de Negócios, também conhecida 
como Business Intelligence (BI), pode ser uma estratégia eficaz para a 
empresa. Essa abordagem envolve o uso de diversas ferramentas que 
permitem organizar, analisar e disponibilizar informações de forma aces-
sível aos gerentes para que eles possam tomar decisões gerenciais mais 
acertadas (Padoveze, 2019).
48 Sistemas contábeis
Considerações finais
Neste capítulo, exploramos as principais áreas operacionais das orga-
nizações e a importância dos sistemas de informação para o bom fun-
cionamento e a tomada de decisões estratégicas. Compreendemos que 
os sistemas administrativo e financeiro desempenham um papel crucial 
na gestão dos recursos, garantindo a eficiência e a transparência das 
operações financeiras.
O sistema contábil, por sua vez, é essencial para o registro e a aná-
lise das transações financeiras, fornecendo informações precisas para 
a elaboração de demonstrações financeiras e o cumprimento das obri-
gações legais. Nesse contexto, o reporte fiscal, especialmente o Sistema 
Público de Escrituração Digital (Sped), o Sped Contábil, o Sped Fiscal e 
o eSocial, destacam-se como ferramentas fundamentais para a confor-
midade com a legislação tributária e previdenciária.
O sistema de recursos humanos revela-se indispensável para a ges-
tão eficiente do capital humano, promovendo o desenvolvimento dos 
colaboradores e impulsionando o crescimento da organização. Ao mesmo 
tempo, o sistema de produção desempenha um papel vital na otimiza-
ção dos processos produtivos, aumentando a eficiência e a qualidade 
dos produtos e serviços oferecidos. O sistema de comercialização e ser-
viços assume um papel estratégico, permitindo que as organizações con-
quistem e mantenham clientes satisfeitos, contribuindo para a constru-
ção de uma imagem positiva no mercado.
Além disso, destacamos outros sistemas de apoio à gestão, como 
CRM, SCM, HSC, GRC e Business Intelligence (BI), que oferecem insights 
valiosos e informações relevantes para embasar a tomada de decisões 
em todos os níveis organizacionais.
49Sistemas de informação da empresa
Referências
BRASIL. Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007. Institui o sistema público de 
escrituração digital – Sped. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 22 jan. 2007. 
Disponível em: http://www.normaslegais.com.br/legislacao/decreto6022_2007.
htm. Acesso em: 15 ago. 2023.
BRASIL. Decreto nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014. Institui o sistema de 
escrituração digital das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas – eSocial 
e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 12 dez. 2007. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/decreto/
d8373.htm. Acesso em: 15 ago. 2023.
CRUZ, T. Sistemas de informações gerenciais e operacionais: tecnologias da 
informação e as organizações do século 21. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
FILHO, J. G. P.; KRUGER, S. eSocial: modernidade na prestação de informações 
ao governo federal. São Paulo: Atlas, 2015.
GIL, A. L.; BIANCOLINO, C. A.; BORGES, T. N. Sistemas de informações contábeis: 
uma abordagem gerencial. São Paulo: Saraiva, 2013.
OLIVEIRA, E. Contabilidade digital. São Paulo: Atlas, 2014.
PADOVEZE, C. L. Sistemas de informações contábeis: fundamentos e análises. 
8. ed. São Paulo: Atlas, 2019. 
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. DE. Tecnologia da informação aplicada a sistemas 
de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas 
de informação nas empresas. 9. ed. rev e ampl ed. São Paulo: Atlas, 2013.
SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL (SPED). Homapage. Sped, 2023. 
Disponível em: http://sped.rfb.gov.br/. Acesso em: 15 ago. 2023.
M
aterial para uso exclusivo de aluno m
atriculado em
 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
partilham
ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo. 51
Capítulo 4
O ERP e a 
contabilidade
O primeiro tópico deste capítulo explora as características distintivas 
do ERP, delineando sua capacidade de centralizar informações, automa-
tizar processos e conectar diversas áreas funcionais. Essa abordagem 
integrada é particularmente relevante para a contabilidade, pois, nessa 
área, a precisão dos dados e a agilidade das operações são imperativas 
para cumprir regulamentações e diretrizes financeiras.
52 Sistemas contábeis
Em seguida, adentramos as parametrizações do ERP e seu impacto 
na contabilidade. A configuração adequada do sistema é essencial para 
garantir que as transações financeiras sejam registradas de maneira con-
sistente e em conformidade com os padrões contábeis. 
O processo de geração de relatórios e demonstrações contábeis é 
então abordado em detalhes. Mostramos como o ERP agrega dados de 
várias fontes e os transforma em informações financeiras essenciais, 
como balanços, demonstrações de resultados e fluxos de caixa. A auto-
mação desse processo não apenas economiza tempo, mas também 
reduz erros e melhora a visibilidade dos resultados financeiros.
Ao considerar o funcionamento do ERP nas atividades de controles 
internos da empresa, examinamos como o sistema pode ser configu-
rado para impor salvaguardas e garantir que os procedimentos sejam 
executados conforme os regulamentos e políticas estabelecidos. Os 
recursos do ERP permitem a implementação de fluxos de trabalho apro-
vados, autenticação de usuários e controle de acesso, garantindo a inte-
gridade dos dados financeiros.
Por fim, exploramos a importância da auditoria do ERP. Dada a cen-
tralização dos dados e a interconexão dos processos,é vital que as audi-
torias avaliem a integridade dos registros financeiros, a segurança do 
sistema e o cumprimento das regulamentações. Analisamos como os 
auditores podem avaliar o ambiente ERP para assegurar a precisão, a 
confiabilidade e a conformidade das informações contábeis.
1 Características do Enterprise Resource 
Planning (ERP)
Um sistema ERP (Enterprise Resource Planning), que significa plane-
jamento de recursos empresariais em inglês, desempenha um papel fun-
damental em auxiliar os gestores no monitoramento das vendas, no 
acompanhamento dos pedidos de compra e na eficiente gestão das 
53O ERP e a contabilidade
finanças de uma organização. Não se restringindo apenas aos proces-
sos operacionais, o ERP também atende às demandas gerenciais rela-
cionadas à gestão de pessoas (Padoveze, 2019).
Na prática, a implementação de um sistema ERP aprimora a eficiên-
cia das tarefas desempenhadas pela empresa ao proporcionar um acom-
panhamento integrado dos processos, gerando melhorias não só nas 
operações da empresa, mas também impactando sua visão estratégica. 
Esse aspecto é alcançado por meio da integração dos diferentes seto-
res da organização, substituindo o uso de sistemas distintos por cada 
departamento, o que poderia resultar em dificuldades de comunicação 
e erros de integração ou entrada de dados.
A integração promovida pelo ERP reduz significativamente o tempo 
gasto em cada procedimento e melhora a comunicação entre os seto-
res. O ERP contribui para minimizar impasses com fornecedores e clien-
tes, garantindo que obrigações sejam cumpridas e que informações 
corretas estejam disponíveis antes de solicitar pagamentos aos clien-
tes, além de contribuir de forma importante para o processo de tomada 
de decisão.
Por exemplo, a integração pode ocorrer entre o setor financeiro e o 
setor de recursos humanos. Os dados da folha são buscados na estru-
tura do sistema ERP e, em seguida, lançados para pagamento pelo setor 
financeiro. Dessa forma, o sistema ERP contribui para que a gestão empre-
sarial evite erros de processamento, o que poderia levar ao desconten-
tamento dos funcionários e até mesmo a problemas judiciais futuros, 
como ações trabalhistas (Caiçara Júnior, 2015).
Com todas as obrigações efetivamente gerenciadas pelo ERP, a ges-
tão empresarial obtém os melhores resultados para o negócio, evi-
tando passivos desnecessários tanto no presente quanto no futuro. O 
sistema pode facilitar a interação contínua entre todos os departamen-
tos de uma entidade, criando uma sinergia que beneficia a todos.
54 Sistemas contábeis
À medida que o fluxo de informações aumenta, surge uma preocupa-
ção natural com a segurança dos dados gerados nas organizações. Um 
ERP só será verdadeiramente vantajoso para uma entidade se for seguro. 
É essencial que informações sigilosas, como segredos industriais, sejam 
protegidas de possíveis violações internas ou externas. 
Além disso, outros dados sensíveis que possam comprometer a ima-
gem da organização também precisam ser mantidos em sigilo e restri-
tos ao acesso de pessoas autorizadas. A segurança da informação é 
uma preocupação primordial para garantir o bom funcionamento e a con-
fiabilidade de um sistema ERP na gestão empresarial.
2 Parametrizações do ERP e a contabilidade
A parametrização de ERP é um processo que envolve a configuração 
e customização do sistema para atender às necessidades específicas 
organizacionais. Deve ser definido como as operações e processos da 
empresa serão refletidos no sistema, incluindo a integração contábil.
Algumas áreas de parametrização relevantes para a contabilidade em 
um ERP incluem, por exemplo, o plano de contas, por meio da definição 
da estrutura da conta contábil, como as categorias e subcategorias. Isso 
ajuda a organizar as transações financeiras e categorizá-las corretamente 
(Rezende; Abreu, 2013). Outra parametrização inclui os centros de cus-
tos e de lucro usados para alocar e acompanhar despesas e receitas em 
diferentes partes da organização. A parametrização deve refletir a estru-
tura da empresa e suas unidades organizacionais. 
A definição de documentos financeiros inclui faturas, recibos, notas 
fiscais e outros documentos relacionados às transações financeiras. 
A parametrização deve garantir, principalmente, a conformidade socie-
tária e tributária da organização. A parametrização é ainda um processo 
que deve incluir, por exemplo, as taxas de impostos aplicáveis, as regras 
de cálculo e os tratamentos fiscais especiais (Padoveze, 2019).
55O ERP e a contabilidade
Por exemplo, um ERP precisa da definição dos fluxos de trabalho para 
a compra e venda de produtos e serviços, incluindo a geração de fatu-
ras, pagamentos e reconciliações. A parametrização deve permitir a con-
ciliação bancária automática, em que as transações bancárias são recon-
ciliadas com as transações no sistema.
PARA SABER MAIS 
Leia o artigo Saiba como integrar o ERP da sua empresa para conhecer 
algumas vantagens e funcionalidades de um ERP e saber como eles são 
usados nas empresas (Sebrae, 2023).
A parametrização de um ERP deve permitir a rastreabilidade das tran-
sações para fins de auditoria interna e externa, além de ser altamente 
específica para cada empresa e sua estrutura organizacional, processos 
e requisitos. Geralmente, ela é feita por profissionais de TI ou consulto-
res especializados na ferramenta em colaboração com especialistas 
financeiros e contábeis da empresa.
3 Processo de geração de relatórios 
e demonstrações contábeis por meio 
do ERP
A geração de relatórios e demonstrações contábeis por meio de um 
ERP é um processo fundamental para avaliar a saúde financeira e o 
desempenho de uma empresa. Essa fermenta registra todas as transa-
ções financeiras que ocorrem na empresa, incluindo compras, vendas, 
despesas, receitas, pagamentos, entre outras. Esses dados são armaze-
nados no sistema de maneira organizada (Oliveira, 2014).
Ainda segundo o autor, as transações são automaticamente ou manual-
mente categorizadas em contas contábeis apropriadas no plano de 
56 Sistemas contábeis
contas definido no ERP. Isso ajuda a agrupar as transações de acordo 
com a estrutura contábil da empresa. O ERP geralmente está integrado 
a outros módulos, como vendas, compras, estoque e recursos humanos. 
Essa integração garante que todas as transações sejam refletidas com 
precisão nos módulos financeiros.
Além dos relatórios financeiros padrão, muitos ERPs permitem que 
as empresas criem relatórios personalizados para atender às suas neces-
sidades específicas, por exemplo, relatórios de custos, receitas, entre 
outros. Isso pode ser feito usando ferramentas que são incorporadas no 
sistema. Em períodos regulares (mensais, trimestrais, anuais) ou defini-
dos pela empresa, a equipe contábil realiza o fechamento contábil. Isso 
envolve a reconciliação de contas, ajustes de lançamentos contábeis, 
provisões e outras atividades para garantir que os registros contábeis 
estejam precisos e atualizados.
Com base nos dados atualizados e ajustados, o ERP gera as demons-
trações contábeis finais, como o balanço patrimonial, a demonstração 
de resultados e o fluxo de caixa, entre outras. As demonstrações contá-
beis geradas são revisadas e analisadas por profissionais financeiros 
para avaliar o desempenho da empresa, identificar tendências, tomar 
decisões estratégicas e cumprir obrigações regulatórias (Padoveze, 2019).
4 Funcionamento do ERP nas atividades 
de controles internos da empresa
Um ERP desempenha um papel essencial nas atividades de contro-
les internos de uma empresa, auxiliando na organização, monitoramento 
e garantia de que os processos internos ocorram de maneira eficiente e 
adequada às suas necessidades (Imoniana, 2016). 
Controles internos são um conjunto de políticas, procedimentos, prá-
ticas e sistemas implementados por uma organização para garantir 
57O ERP e a contabilidade
que suas operações sejam conduzidas de maneira eficaz e eficiente, 
seus ativossejam protegidos contra perdas e fraudes, e que seus rela-
tórios financeiros sejam confiáveis e estejam em conformidade com 
as normas regulatórias e contábeis.
Podem, por exemplo, ser definidos fluxos de trabalho e procedimen-
tos padronizados para diferentes atividades empresariais. Isso ajuda a 
garantir que os processos sejam executados de maneira consistente, 
minimizando erros e inconsistências. O ERP permite configurar níveis de 
acesso aos dados com base em funções e responsabilidades. Isso evita 
que informações sensíveis sejam acessadas por pessoas não autoriza-
das e ajuda a manter a segurança dos dados. 
Um bom sistema de controles internos envolve a segregação de fun-
ções, garantindo que nenhuma pessoa tenha controle absoluto sobre 
todo o processo. O ERP possui ferramentas que permitem a configura-
ção de permissões de acesso, assegurando essa segregação. Os siste-
mas registram todas as transações e atividades realizadas pela empresa 
relacionadas às suas transações. Isso cria uma trilha de auditoria que 
pode ser usada para rastrear quem fez o quê e quando. Isso é valioso 
para a detecção e prevenção de fraudes. 
O ERP pode automatizar o processo de aprovações e autorizações 
para transações críticas. Isso garante que as despesas, investimentos e 
outras atividades importantes sejam revisadas e aprovadas por pessoas 
autorizadas. Essas ferramentas ajudam a manter registros precisos das 
transações financeiras e automatiza a reconciliação bancária e contábil. 
Isso ajuda a identificar discrepâncias e garantir que os registros finan-
ceiros estejam em ordem. 
O controle de estoque, por exemplo, é fundamental para muitas 
empresas, logo, por meio do ERP são monitorados os níveis de esto-
que e os movimentos de produtos, o que ajuda a prevenir estoques insu-
ficientes ou excessivos. O ERP pode ser configurado para aplicar regras 
fiscais e regulatórias às transações, garantindo que a empresa esteja 
58 Sistemas contábeis
em conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis. Essas solu-
ções fornecem visibilidade em tempo real sobre as operações. Isso per-
mite que os gestores identifiquem problemas rapidamente e tomem 
medidas corretivas.
Os dados do ERP são normalmente armazenados centralmente e são 
protegidos por políticas de backup. Isso ajuda a evitar a perda de dados 
e a manter a continuidade dos negócios. Um sistema ERP é uma ferra-
menta valiosa para melhorar a eficiência operacional e a integridade dos 
controles internos de uma empresa. 
No entanto, é importante ressaltar que o sucesso dos controles internos 
não depende apenas do sistema ERP, mas também da definição adequada 
de processos, treinamento de funcionários e monitoramento contínuo.
5 Auditoria do ERP
A auditoria de ERP ou auditoria de sistemas é um processo de avalia-
ção independente e sistemática das operações e controles relacionados 
a um ERP específico em uma organização. A auditoria de ERP tem como 
objetivo verificar a eficácia, segurança e conformidade do sistema ERP 
e de seus processos subjacentes. A seguir, apresentamos algumas manei-
ras de definir a auditoria de ERP.
A auditoria do ERP envolve a avaliação independente dos controles 
internos, processos e dados do sistema para garantir a integridade, 
confiabilidade e segurança das informações financeiras e operacionais 
da empresa. O planejamento define escopo da auditoria, identificando 
os processos e áreas específicas do ERP que serão examinadas (Imo-
niana, 2016). 
Na auditoria de ERP, deve-se considerar a complexidade do sistema, 
a estrutura organizacional e as regulamentações aplicáveis. Além disso, 
é preciso que se obtenha um profundo conhecimento do sistema ERP 
em uso, incluindo a configuração, fluxos de processos, permissões de 
59O ERP e a contabilidade
acesso, relatórios gerados e integrações com outros sistemas (Oli-
veira, 2014).
Analisar os controles internos implementados no ERP visa garantir 
que eles estejam adequados para mitigar riscos de fraude, erros e aces-
sos nãos autorizados. Essa análise envolve avaliar a segregação de fun-
ções, trilhas de auditoria, autorizações, entre outras. A verificação de fun-
ções inclui aspectos como regras fiscais, cálculos de impostos, aprovações 
de transações e segurança.
Na sequência, deve-se realizar testes de amostra em transações reais 
para verificar se os processos do ERP estão funcionando conforme o 
esperado e se os controles estão sendo aplicados corretamente. É neces-
sário avaliar a segurança de acesso ao ERP, incluindo a gestão de senhas, 
autenticação de usuários, níveis de acesso, e criar medidas para preve-
nir acesso não autorizado.
A auditoria de dados auxilia na precisão e integridade dos dados arma-
zenados no ERP, garantindo que os números apresentados nos relatórios 
sejam consistentes com as transações originais. Realizar testes de estresse 
para avaliar como o sistema ERP trabalha com volumes elevados de tran-
sações, verificar se existem vulnerabilidades de segurança que possam 
ser exploradas, identificar riscos potenciais, fraquezas nos controles e 
áreas de melhoria no sistema ERP são outras etapas que permitem sanar 
problemas na área para mitigar os riscos e aprimorar os processos. 
Considerações finais
Neste capítulo foi possível entender a parametrizações do ERP e sua 
relação com a contabilidade, fica claro que a configuração adequada é 
um pilar essencial para a precisão e a consistência das operações con-
tábeis. Essas parametrizações garantem que os dados financeiros sejam 
classificados, reconhecidos e apresentados de acordo com as normas 
e regulamentações contábeis vigentes.
60 Sistemas contábeis
O processo de geração de relatórios e demonstrações contábeis por 
meio do ERP oferece uma perspectiva enriquecedora sobre como a tec-
nologia pode transformar informações brutas em insights acionáveis. 
Essa automação não apenas acelera a produção de relatórios, mas tam-
bém aumenta a precisão e a confiabilidade dos resultados financeiros.
O funcionamento do ERP nas atividades de controle interno da empresa 
reforça a importância de salvaguardar os ativos financeiros e garantir a 
conformidade regulatória. Ao unificar processos e estabelecer fluxos 
seguros de trabalho, o ERP desempenha um papel essencial na prote-
ção dos dados financeiros e na mitigação de riscos.
Por fim, a auditoria do ERP emerge como um componente crítico para 
assegurar a validade e a integridade das informações contábeis. A com-
plexidade dos sistemas ERP exige uma avaliação minuciosa para verifi-
car se os registros financeiros estão em conformidade com os padrões 
contábeis, se os controles internos são eficazes e se a segurança do sis-
tema é mantida.
Em conjunto, esses tópicos delineiam uma jornada desde as carac-
terísticas fundamentais do ERP até sua aplicação prática na gestão con-
tábil, controle interno e auditoria. Por meio da compreensão desses ele-
mentos, as organizações estão equipadas para utilizar plenamente os 
benefícios do ERP, impulsionando uma gestão financeira eficiente, con-
fiável e em conformidade com as melhores práticas do setor. 
Referências
CAIÇARA JÚNIOR, C. Sistemas integrados de gestão: ERP uma abordagem 
gerencial. 2. ed. Curitiba: Intersaberes, 2015.
IMONIANA, J. O. Auditoria de sistemas de informação. 3. ed. São Paulo: Atlas, 
2016.
61O ERP e a contabilidade
OLIVEIRA, D. DE P. R. DE. Sistemas de informações gerenciais: estratégias, 
táticas, operacionais. 17. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
OLIVEIRA, E. Contabilidade digital. São Paulo: Atlas, 2014.
PADOVEZE, C. L. Sistemas de informações contábeis: fundamentos e análises. 
8. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. DE. Tecnologia da informação aplicada a sistemas 
de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas 
de informação nas empresas. 9. ed. rev e ampl ed. São Paulo: Atlas, 2013.
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Disponível em: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/saiba-como-integrar-o-erp-da-sua-empresa,a64878dc541d3810VgnVCM100000d701210aR
CRD. Acesso em: 9 set. 2023.
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Capítulo 5
Gerenciamento de 
banco de dados
O primeiro tema do presente capítulo explora a distinção fundamen-
tal entre dados e informações, destacando que os dados são os elemen-
tos brutos, e não processados, enquanto a informação é a representa-
ção significativa e contextualizada desses dados. Isso nos conduz a uma 
compreensão mais profunda do gerenciamento de dados, revelando a 
importância de aspectos fundamentais como coleta, armazenamento, 
organização e integração. 
64 Sistemas contábeis
O dicionário de dados surge como uma ferramenta indispensável para 
a padronização e documentação das informações. Esse recurso não ape-
nas descreve os elementos de dados, mas também fornece diretrizes 
para garantir a qualidade, consistência e rastreabilidade dos dados em 
um ecossistema complexo.
No cenário contemporâneo, a ascensão do Big Data revolucionou a 
maneira como percebemos e processamos informações. Nesse contexto, 
exploramos a dimensão massiva, velocidade e variedade dos dados que 
desafiam as capacidades convencionais de armazenamento e análise.
Além disso, destacamos a importância dos painéis de controle 
(dashboards) e dos scorecards como ferramentas fundamentais para a 
visualização e monitoramento de métricas-chave, permitindo que as orga-
nizações avaliem seu desempenho de maneira objetiva.
À medida que examinamos a constante evolução tecnológica, não 
podemos ignorar o impacto da tecnologia blockchain e outras tendên-
cias emergentes. Essas inovações, incluindo blockchain, inteligência arti-
ficial e mais, estão redefinindo indústrias, promovendo maior transpa-
rência, segurança e eficiência em diversos domínios.
Por fim, exploramos a inteligência artificial (IA), em que máquinas 
capacitadas a aprender e raciocinar estão transformando nossa relação 
com a tecnologia. Desde aprendizado de máquina até processamento 
de linguagem natural, a IA permeia diversos aspectos de nossas vidas, 
impulsionando avanços significativos em medicina, finanças, indústria e 
muito mais.
1 Diferença entre dados e informações
Dados e informações são termos relacionados que possuem signifi-
cados diferenciados no contexto da gestão empresarial e no processa-
mento de informações. 
65Gerenciamento de banco de dados
Os dados são fatos brutos, elementos individuais que podem ser cole-
tados, medidos e registrados. Eles são representações objetivas de obser-
vações ou valores quantitativos e qualitativos (Padoveze, 2019). 
Já a informação é o resultado do processamento, organização e inter-
pretação do que foi observado nos dados. Ela fornece significado e con-
texto aos dados, tornando-os úteis para tomar decisões ou entender 
situações. A informação é a transformação dos dados em algo com-
preensível e relevante.
Imagine que uma empresa está coletando informações sobre a pro-
dutividade dos funcionários em uma linha de montagem, aspecto esse 
ligado à contabilidade de custos, e posteriormente ao processo de tomada 
de decisões. Ela registra o número de unidades produzidas por cada fun-
cionário a cada hora, sem qualquer contexto adicional. Alguns dados bru-
tos podem ser representados pelos funcionários A, B e C com 35, 28 e 
41 unidades, respectivamente. 
Agora, imagine que a empresa processa esses dados para calcular a 
média de produção por hora para cada funcionário durante um mês. Eles 
também comparam esses números com uma meta de produção defi-
nida pela empresa. Assim, se o funcionário A produziu, em média, 35 uni-
dades por hora, superou a meta da empresa de 30 unidades por hora.
Entende-se que os dados originais (o número de unidades produzi-
das por funcionário a cada hora) foram processados e contextualizados 
para fornecer informações úteis sobre a produtividade dos funcionários 
em relação às metas da empresa.
2 Gerenciamento de dados: aspectos 
fundamentais e softwares de gerenciamento
O gerenciamento de dados é um processo essencial para organizar, 
armazenar, recuperar, manipular e proteger dados e informações de forma 
66 Sistemas contábeis
eficiente e eficaz. Ele abrange vários aspectos, desde a coleta e armaze-
namento até a análise e a tomada de decisões. Esses processos são exe-
cutados por sistemas como os Enterprise Resource Planning (ERP) ou 
sistema integrado de gestão empresarial, em português (Gil; Augusto; 
Nascimento, 2013). O ERP deve ter como aliada a contabilidade e a con-
troladoria das organizações. 
Para os autores, alguns elementos fundamentais do gerenciamento 
de dados incluem a obtenção de dados de várias fontes, como senso-
res, formulários on-line, transações comerciais, entre outros. É impor-
tante garantir a qualidade e a integridade dos dados desde o início.
O gerenciamento de dados ocorre no departamento de Sistemas de 
Informação (SI), que abrange a gestão de bancos de dados e softwares, 
além de outros serviços essenciais. Plataformas de computação desem-
penham um papel fundamental ao facilitar a interligação de colaborado-
res, clientes e fornecedores no ambiente digital (Laudon; Laudon, 2013).
Já o armazenamento refere-se à forma como os dados são manti-
dos. Pode envolver bancos de dados tradicionais, sistemas de armaze-
namento em nuvem ou outras soluções de armazenamento. O objetivo 
é garantir acesso rápido e seguro aos dados quando necessário. Os dados 
devem ser organizados de maneira lógica e estruturada para permitir a 
fácil recuperação e análise, o que é feito por meio de bancos de dados 
(Oliveira, 2018).
A capacidade de encontrar e acessar dados quando necessário é cru-
cial. Ela envolve a criação de consultas eficientes e a utilização de índi-
ces para acelerar a busca. Muitas vezes, os dados vêm de várias fontes 
e precisam ser integrados para criar uma visão completa e precisa. Isso 
pode envolver a padronização de formatos e a reconciliação de diferen-
ças nos dados.
A análise de dados visa extrair informações e percepções úteis aos 
usuários e pode envolver técnicas como mineração de dados, aprendi-
zado de máquina e análise estatística. A proteção dos dados contra 
67Gerenciamento de banco de dados
acesso não autorizado é fundamental, ela inclui, entre outras possibili-
dades, medidas como criptografia, autenticação e autorização (Gonçal-
ves; Riccio, 2009). Efetuar cópias de segurança dos dados é essencial 
para evitar perdas em caso de falhas no sistema ou outros incidentes.
Quanto a softwares de gerenciamento de dados, existem várias opções 
disponíveis, como os sistemas de gerenciamento de bancos de dados 
(DBMS), que incluem MySQL, PostgreSQL, Oracle, Microsoft SQL Server. 
Eles oferecem uma estrutura para armazenar, acessar e manipular dados 
de maneira eficiente. Por sua vez, os sistemas de armazenamento em 
nuvem, como Amazon S3 e Google Cloud Storage, entre outros, permi-
tem o armazenamento e gerenciamento escalável de dados na nuvem 
(Gomes, 2023).
As ferramentas de integração de dados, por sua vez, incluem Apache 
Nifi e Talend, entre outras, que facilitam a integração de dados de várias 
fontes. As de modelagem e análise, como o R e Python, são amplamente 
utilizadas para análise estatística e modelagem de dados. E, por fim, fer-
ramentas de ETL (extração, transformação e carga), ajudam a mover 
dados de fontes diversas para um local centralizado, transformando-os 
conforme necessário (Vellosso, 2022).
Atenta-se, ainda, para o fato de que o gerenciamento de dados desem-
penha um papel de destaque nas operações empresariais modernas e 
que a contabilidade e a controladoria complementam tal questão e se 
destacam ao coletar, analisar e relatar os dados financeiros que orien-
tam as decisões estratégicas da organização. O uso eficaz de softwaresde gerenciamento de dados pode melhorar ainda mais a eficiência e a 
precisão desse processo.
3 Dicionário de dados
Um dicionário de dados é uma ferramenta fundamental no gerencia-
mento de dados e no desenvolvimento de sistemas de informações. É 
68 Sistemas contábeis
um documento ou conjunto de documentos que descrevem detalhada-
mente os elementos utilizados em um sistema, aplicativo ou organiza-
ção (Oliveira, 2018). 
As informações contidas em um dicionário de dados podem incluir 
definições de dados, que são instruções claras e concisas de cada ele-
mento de dados, incluindo seu nome, significado e uso. Os atributos são 
características específicas de cada elemento de dados, como tipo, tama-
nho, formato e restrições (Oliveira, 2018).
Os metadados, por sua vez, são informações sobre a origem dos 
dados, a última atualização, a fonte, os proprietários e outras informa-
ções relacionadas à gestão dos dados. Existem também as descrições 
das relações entre diferentes elementos de dados, como chaves primá-
rias e estrangeiras em um banco de dados relacional (Cruz, 2015).
Um dicionário de dados ainda é composto por exemplos de dados 
reais ou simulados que ilustram como os elementos de dados são usa-
dos. O contexto permite as descrições de como os dados são usados 
em diferentes processos ou sistemas.
Essas ferramentas contam também com regras ou critérios que defi-
nem como os dados devem ser validados ou verificados para garantir a 
integridade e a qualidade do que é gerado. O histórico, por sua vez, apre-
senta informações sobre as alterações ao longo do tempo, incluindo ver-
sões anteriores dos elementos de dados.
Os utilizadores e permissões estão ligados a informações sobre quem 
tem acesso aos dados e quais permissões são atribuídas. Já os mapas 
de transformação são atribuições que ocorrem quando estes são trans-
formados de uma forma para outra (por exemplo ETL). Esses mapas 
podem ser documentados no dicionário de dados e ainda contam com 
diretrizes para a nomenclatura, formatação e uso consistente dos dados.
Um dicionário de dados é uma ferramenta vital para garantir a con-
sistência, a integridade e a qualidade dos dados em uma organização. 
69Gerenciamento de banco de dados
Ele ajuda os desenvolvedores, analistas de dados, administradores de 
banco de dados e outras partes interessadas a entenderem o que é 
gerado, colaborarem de maneira eficaz e evitar erros de interpretação. 
4 Big Data
Big Data se refere a conjuntos de dados de grande volume e comple-
xidade que excedem a capacidade de processamento e gerenciamento 
dos sistemas tradicionais de bancos de dados. Esses conjuntos de dados 
são representados por algumas características (Padoveze, 2019). Esse 
conjunto de dados é caracterizado por três Vs. O volume se refere à escala 
dos dados. Os conjuntos de dados em Big Data são, muitas vezes, tão 
grandes que não podem ser gerenciados com facilidade usando siste-
mas de banco de dados convencionais (Vilenky, 2021).
A velocidade representa a taxa em que os dados são gerados e pro-
cessados. Com a crescente adoção de dispositivos conectados à inter-
net, sensores e outras fontes de dados em tempo real, o ritmo de gera-
ção de dados aumentou significativamente.
A variedade refere-se à diversidade de tipos de dados. Os dados em 
Big Data podem incluir estruturas variadas, como textos, imagens, áudios, 
vídeos, dados de redes sociais e geoespaciais, entre outros. Existe ainda 
a veracidade, que se refere à confiabilidade e qualidade dos dados. Como 
os dados podem ser provenientes de diversas fontes, garantir sua preci-
são e confiabilidade é um desafio. 
O valor refere-se à necessidade de extrair valor e insights úteis dos 
dados. Coletar e armazenar grandes quantidades de dados não é sufi-
ciente; é importante transformar esses dados em informações úteis. Por 
fim, a variabilidade está ligada à inconsistência e à variação nos forma-
tos dos dados. Essa variação pode dificultar o processamento e a aná-
lise dos dados.
70 Sistemas contábeis
O Big Data tem aplicações em diversos campos, como análise de mer-
cado, medicina, ciência, finanças, manufatura e muito mais, permitindo 
insights mais profundos e tomadas de decisões mais informadas com 
base em informações mais amplas e complexas.
Sua aplicação, na contabilidade e nas finanças, pode ser exemplifi-
cada por uma empresa de varejo que possui milhares de transações 
financeiras diárias, incluindo vendas, compras, pagamentos a fornece-
dores e recebimentos de clientes. O uso de Big Data nesse contexto pode 
ajudar a identificar e prevenir fraudes financeiras de maneira eficaz. 
Por meio dessa tecnologia pode ser feita a coleta diária dos dados 
financeiros, sua análise e comparação com outros períodos e empresas. 
Caso exista algum desvio, ele poderá ser identificado, além da possibili-
dade de definir alertas com base nas anomalias, bem como ter ações 
que podem ser definidas para evitar tais questões. 
5 Dashboards e scorecards
Dashboards e scorecards são ferramentas ou soluções de visualiza-
ção que ajudam a apresentar informações de maneira clara e concisa, 
permitindo que as organizações monitorem e avaliem o desempenho, 
tomem decisões informadas e identifiquem tendências importantes. 
Embora ambos sejam utilizados para fornecer insights e informações, 
eles têm propósitos ligeiramente diferentes e geralmente são usados em 
contextos distintos.
Um dashboard é uma interface visual que exibe um resumo de infor-
mações relevantes em um único local, frequentemente em forma de pai-
nel. Reúne dados de várias fontes e os apresenta de maneira visualmente 
atraente, com gráficos, tabelas, indicadores e outros elementos. 
Dashboards podem ser personalizados para atender às necessidades 
específicas de um usuário ou equipe, permitindo que eles vejam infor-
mações-chave em tempo real.
71Gerenciamento de banco de dados
Os dashboards são frequentemente usados para monitorar o desem-
penho de negócios, rastrear métricas-chave, identificar problemas ou 
oportunidades e facilitar a tomada de decisões rápidas. Por exemplo, 
um dashboard de vendas pode mostrar gráficos de vendas mensais, 
metas de vendas, taxas de conversão e outras métricas relacionadas 
às vendas.
Um scorecard é uma ferramenta de medição e monitoramento que 
ajuda a avaliar o progresso em relação a metas e objetivos específicos. 
Ele normalmente é composto por uma série de indicadores ou métricas 
estrategicamente selecionados, que são usados para avaliar o desem-
penho de uma organização, projeto, equipe ou indivíduo. Os scorecards 
permitem que as partes interessadas identifiquem rapidamente onde 
estão atingindo as metas e onde há necessidade de melhorias (Gonçal-
ves; Riccio, 2009).
Os scorecards são frequentemente usados para comunicar o pro-
gresso em relação a objetivos estratégicos de alto nível. Eles podem 
incluir metas quantitativas, indicadores-chave de desempenho (KPIs) e 
níveis de realização. Um exemplo de scorecard é o balanced scorecard, 
uma metodologia que ajuda a traduzir a estratégia de uma organização 
em medidas tangíveis e acompanháveis e que pode ser amplamente apli-
cada à contabilidade e controladoria.
Enquanto os dashboards são ferramentas de visualização de dados 
que exibem informações em tempo real, os scorecards são usados para 
monitorar o progresso em relação a metas estratégicas. Ambas as fer-
ramentas são valiosas para ajudar as organizações a entenderem melhor 
seu desempenho e tomar decisões informadas.
6 Blockchain e outras tendências
Nas organizações e na vida das pessoas, o blockchain tem se desta-
cado como uma tendência na área tecnológica. Ele pode ser definido 
72 Sistemas contábeis
como uma tecnologia de registro distribuído que oferece um meio seguro 
e transparente para registrar transações e dados de forma imutável. Ele 
é mais conhecido por ser a base das criptomoedas como o bitcoin, mas 
suas aplicações vão além disso. 
O blockchain tem o potencial de revolucionar setores como finanças,cadeia de suprimentos, saúde, votação eletrônica e muito mais, aumen-
tando a confiança e a segurança das transações on-line (Vilenky, 2021). 
Essa tecnologia tem o potencial de causar um impacto significativo na 
contabilidade, principalmente no que diz respeito à segurança, transpa-
rência e eficiência dos processos financeiros.
Já o edge computing envolve o processamento de dados mais pró-
ximo de sua fonte, reduzindo a latência e melhorando o desempenho, que 
é crucial para aplicações em tempo real, como a automação industrial. A 
tecnologia 5G promete velocidades de conexão mais rápidas e latência 
reduzida, o que abrirá caminho para novas aplicações, como carros autô-
nomos e outras formas de tecnologia que podem ser usadas em empre-
sas. Também pode ser usada por empresas, integrando informações e 
permitindo a geração de informações cada vez mais tempestivas.
Essas tecnologias estão revolucionando a medicina, permitindo a cria-
ção de novas terapias e até mesmo a edição do DNA para tratar doen-
ças genéticas. A crescente preocupação com o meio ambiente está impul-
sionando inovações em energias renováveis, armazenamento de energia 
e tecnologias sustentáveis. A robótica, por exemplo, está se expandindo 
além da manufatura para áreas como saúde, serviços, agricultura e até 
mesmo tarefas domésticas.
Essas são apenas algumas das muitas tendências tecnológicas que 
estão moldando nosso mundo. Cada uma delas oferece oportunidades 
e desafios únicos, e sua combinação está transformando a forma como 
vivemos, trabalhamos e interagimos com o mundo.
73Gerenciamento de banco de dados
7 Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial (IA) é um campo da ciência da computação 
que se concentra no desenvolvimento de sistemas e máquinas capazes 
de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana. O 
objetivo da IA é criar sistemas que possam aprender, raciocinar, com-
preender, resolver problemas e tomar decisões de maneira autônoma, 
simulando algumas das capacidades cognitivas humanas (Lopes; San-
tos; Pinheiro, 2014).
PARA SABER MAIS 
O artigo “O que é IA? Saiba mais sobre inteligência artificial” (Oracle, [s. d.]), 
presente nas Referências do presente capítulo, pode auxiliá-lo a entender 
o que é IA e seus principais elementos.
A IA abrange uma ampla variedade de técnicas, algoritmos e aborda-
gens, sendo dividida em várias subáreas, algumas das quais incluem o 
aprendizado de máquina (machine learning). Essa é uma abordagem em 
que os sistemas são projetados para aprender e melhorar a partir de 
dados. Algoritmos de aprendizado de máquina permitem que os siste-
mas identifiquem padrões nos dados e tomem decisões ou façam pre-
visões com base nesses padrões.
A IA oferece muitas oportunidades de aprimoramento na contabili-
dade, permitindo maior eficiência, precisão e automação em várias tare-
fas. Por exemplo, com ela podem ser automatizadas tarefas repetitivas, 
pode ser feito o processamento e análise de dados de forma mais asser-
tiva, detecção de fraudes, o uso de chatbots, entre outros. 
O processamento de linguagem natural (PLN) envolve a capacidade 
de os computadores entenderem, interpretarem e gerarem linguagem 
74 Sistemas contábeis
humana. Isso é usado em chatbots, que são programas de computa-
dor ou inteligência artificial projetados para simular interações huma-
nas em conversas via texto, tradução automática, análise de sentimento 
e muito mais.
Por exemplo, suponha que uma loja on-line de eletrônicos implemen-
tou um chatbot em seu site para ajudar os clientes a navegar pelos pro-
dutos, fazer pedidos e tirar dúvidas frequentes. Essa solução pode ser 
usada, entre outras situações, já nas boas-vindas e introdução da empresa. 
Um cliente acessa o site da empresa em busca de um novo smartphone. 
O chatbot é ativado automaticamente e cumprimenta o cliente com uma 
mensagem de boas-vindas, como “Olá, como posso ajudá-lo hoje?”, entre 
outras possibilidades que impactam na rotina empresarial, agilizando 
tarefas e contribuindo para a redução de custos. 
A IA está mudando rapidamente a forma como interagimos com a 
tecnologia e está transformando muitos aspectos de nossas vidas e da 
sociedade. No entanto, também traz desafios éticos, como questões de 
privacidade, desigualdade e o impacto nos empregos.
Considerações finais
O gerenciamento de dados, uma atividade que envolve a coleta, arma-
zenamento, organização e análise dos dados, emerge como um processo 
essencial para transformar os dados em informações significativas. 
Explorar os aspectos fundamentais desse processo nos permite reco-
nhecer a necessidade de ferramentas avançadas, como os softwares de 
gerenciamento de dados, que tornam possível o tratamento eficaz de 
quantidades massivas de informações.
Dentro desse ecossistema, o dicionário de dados se destaca como um 
guia confiável, oferecendo clareza e consistência em meio à complexi-
dade dos dados. A padronização e documentação dos elementos de dados 
não apenas aprimoram a qualidade dos resultados, mas também estabe-
lecem um terreno sólido para a tomada de decisões informadas.
75Gerenciamento de banco de dados
A escalada exponencial no volume, velocidade e variedade dos dados 
dá origem ao conceito revolucionário de Big Data. Com a capacidade de 
extrair insights profundos de enormes conjuntos de dados, surge uma 
nova dimensão de análise que transcende as limitações anteriores.
A visualização eficaz de dados ganha vida por meio dos dashboards 
e scorecards, simplificando métricas complexas em representações 
visuais que tornam mais fácil a compreensão e tomada de decisões em 
tempo real.
O presente capítulo não estaria completo sem uma exploração das 
tendências tecnológicas que moldam nosso futuro. O blockchain, com 
sua capacidade de criar registros imutáveis e transparentes, e a inteli-
gência artificial, com sua habilidade de aprender e automatizar, estão 
alterando a forma como interagimos com dados e sistemas.
Referências
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DOMPTM (documentação, organização e melhoria de processos). São Paulo: 
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Capítulo 6
 Aquisição de um 
sistema de 
informação contábil e 
de gestão de projetos 
Uma empresa pode ter várias razões para considerar a aquisição de 
um novo sistema contábil. A implementação de uma ferramenta moderna 
e eficiente pode trazer diversos benefíciospara a organização, que vão 
desde a atualização tecnológica, passando pela melhoria na eficiência 
de processos e possibilidade de maior conformidade regulatória, além 
dos impactos positivos na tomada de decisão. 
78 Sistemas contábeis
Os avanços tecnológicos rápidos e a crescente demanda por solu-
ções mais eficientes e personalizadas impulsionam as organizações a 
buscarem sistemas de informação que se alinhem às suas metas e estra-
tégias de negócios. Ao adentrar nas fases da análise até a implementa-
ção do sistema adquirido, examinaremos cada etapa dessa jornada com 
um foco particular na compreensão das necessidades da organização, 
na seleção da solução adequada, no desenvolvimento ou configuração 
e, por fim, na implantação bem-sucedida. 
Discutiremos o conceito fundamental de projetos e como eles se apli-
cam especificamente aos sistemas de informação. A implementação de 
um novo sistema envolve uma série de atividades coordenadas que visam 
alcançar objetivos específicos, como melhorar processos, aumentar a 
eficiência ou melhorar a experiência do cliente de acordo com a área, por 
exemplo, em processos contábeis e outros relacionados.
O gerenciamento de projetos de sistema de informação desempenha 
um papel fundamental no sucesso dessa empreitada. Serão apresenta-
das três abordagens ou ferramentas amplamente reconhecidas que auxi-
liam no gerenciamento de projetos: o PMI (Project Management Insti-
tute) e seu guia PMBOK (Project Management Body of Knowledge), a 
norma ISO 21500 e o Scrum. 
À medida que nos aprofundamos neste capítulo, a aquisição e imple-
mentação de sistemas de informação emerge como um processo mul-
tifacetado que transcende as tecnologias. É uma jornada estratégica que 
requer uma abordagem estruturada e a aplicação de princípios de geren-
ciamento de projetos sólidos para garantir o sucesso, a eficiência e a rea-
lização dos objetivos organizacionais.
1 Contexto da aquisição de um novo sistema
A aquisição de um novo sistema de informação (SI) normalmente é 
baseada nas crescentes demandas do ambiente empresarial 
79Aquisição de um sistema de informação contábil e de gestão de projetos 
contemporâneo. À medida que a tecnologia avança a ritmo acelerado e 
as organizações buscam se manter competitivas e adaptáveis, a aquisi-
ção de um novo sistema de informação se torna uma necessidade 
estratégica para impulsionar a eficiência operacional, a inovação e o cres-
cimento sustentável. 
Neste ponto, pode-se citar a necessidade cada vez maior de informa-
ções para o processo de tomada de decisão, o que pode levar a aquisi-
ções de soluções que, além de serem utilizadas na contabilidade, pode-
rão ter módulos para a tomada de decisões. Com isso também se 
destacam os sistemas de informações gerenciais (SIG) e sua necessi-
dade cada vez maior de integração com outras áreas.
Nesse cenário em constante mudança, as empresas enfrentam desa-
fios e oportunidades únicas. A rápida evolução das tecnologias, a cres-
cente complexidade das operações comerciais e a necessidade de tomada 
de decisões ágeis colocam uma pressão constante sobre os sistemas 
de informação existentes. Muitas vezes, os sistemas utilizados não con-
seguem acompanhar as novas demandas, resultando em gargalos, falta 
de integração e ineficiências operacionais.
Além disso, as expectativas dos clientes e as demandas regulatórias 
estão em constante evolução, exigindo que as empresas se adaptem 
rapidamente para manter a conformidade e atender às necessidades em 
constante mudança. A aquisição de um novo SI pode oferecer soluções 
para esses desafios, permitindo a modernização de processos, a coleta 
e análise de dados em tempo real e a automação de tarefas rotineiras.
Em um mundo cada vez mais interconectado, a necessidade de com-
partilhar informações de maneira eficiente entre diferentes departa-
mentos e locais também impulsiona a busca por sistemas de informa-
ção empresarial mais integrados e colaborativos. A aquisição de um 
novo sistema pode facilitar a comunicação interna, melhorar a visibili-
dade das operações e otimizar a coordenação entre equipes (Azanha 
et al., 2017).
80 Sistemas contábeis
Fica evidente que a aquisição de um novo SI não é apenas uma atua-
lização tecnológica, mas uma estratégia essencial para impulsionar a agi-
lidade, a competitividade e a inovação (Rezende; Abreu, 2013). Ao adotar 
um novo sistema que atenda às necessidades específicas da organiza-
ção, as empresas podem se posicionar de maneira mais sólida para enfren-
tar os desafios do mercado e aproveitar as oportunidades emergentes.
Se tomarmos, por exemplo, a necessidade contábil de uma empresa, 
a aquisição de um SI está ligada à busca constante pela melhoria no pro-
cesso de tomada de decisão, que é baseada, entre outros fatores, na 
necessidade crescente de atualização tecnológica e de eficiência empre-
sarial. Adicionalmente, fatores como a conformidade em relação aos 
aspectos societários e fiscais e a necessidade de integração com outros 
setores, permite maior agilidade nos processos, redução de erros e, con-
sequentemente, redução de custos. 
Quando essas soluções são voltadas para a tomada de decisões, a 
aquisição de um SIG visa, além dos aspectos de eficiência, a redução de 
erros e custos e uma melhor base informacional para os responsáveis 
pelas decisões empresariais. 
2 Fases da análise até a implementação 
do sistema adquirido
Quando é tomada a decisão em relação à aquisição de um SI, uma 
empresa precisa definir qual ou ainda quais departamentos serão afeta-
dos, que tipo de solução ela precisa, bem como a parte de recursos huma-
nos e materiais que serão envolvidos. Caso ela implemente um SI na área 
contábil, por exemplo, precisa verificar a solução que melhor atenda suas 
necessidades, bem como outras questões ligadas ao custo-benefício de 
tal ferramenta.
Após a decisão, as fases da análise até a implementação do SI adqui-
rido compreendem uma jornada estratégica que visa garantir que o novo 
81Aquisição de um sistema de informação contábil e de gestão de projetos 
sistema atenda às necessidades da organização, seja implementado 
com sucesso e gere os resultados esperados (Azanha et al., 2017). Essas 
fases podem variar de acordo com as soluções escolhidas, tamanho e 
complexidade do negócio e outros fatores. 
O ponto de partida é compreender as necessidades da organização 
e os requisitos específicos do sistema. Isso envolve conversas com sta-
keholders ou partes interessadas, a análise de processos existentes e a 
identificação de lacunas que o novo sistema deve preencher. Com base 
nos requisitos, a organização pode avaliar diferentes soluções disponí-
veis no mercado ou considerar a possibilidade de desenvolvimento per-
sonalizado (Padoveze, 2015). 
As partes interessadas podem, nesse contexto, ser representadas por 
gestores e outros tomadores de decisão, por exemplo. Assim, a imple-
mentação de uma solução tecnológica pode ser uma demanda desses 
usuários para a emissão de relatórios de acordo com suas necessida-
des, bem como para uma maior agilidade e integração de processos. 
Segundo o autor, a seleção envolve análise detalhada das opções, con-
siderando fatores como custo, funcionalidades, suporte e escalabilidade. 
Dependendo da solução escolhida, o desenvolvimento personalizado ou 
a configuração da solução podem ser necessários. Nessa fase, os recur-
sos técnicos trabalham para garantir que o sistema seja projetado e ajus-
tado para atender às necessidades específicas da organização.
Após o desenvolvimento ou configuração, o sistema passa por tes-
tes rigorosos para garantir que todas as funcionalidades estejam ope-
rando conforme o esperado. Testes de desempenho, segurança e usa-
bilidade são realizados para identificar e corrigir quaisquer problemas. 
Os usuários finais e as equipes envolvidas precisam ser treinados no uso 
do novo sistema. Isso inclui familiarização com as funções, navegação 
e resolução de problemas básicos. 
82 Sistemas contábeisO novo sistema é incorporado à infraestrutura existente da empresa. 
Essa fase envolve a migração de dados, a integração com outros siste-
mas e a configuração dos ambientes de produção. O sistema é lançado 
oficialmente para uso, o que pode ocorrer de forma gradual, começando 
com uma equipe ou departamento específico antes de ser implemen-
tado em toda a organização. 
Na aquisição de um SI contábil, por exemplo, a participação da equipe 
de contabilidade é fundamental para garantir uma transição suave e bem-
-sucedida. Os profissionais da área desempenham um papel essencial 
em todo o processo, desde a avaliação das necessidades até a imple-
mentação e manutenção contínua do sistema.
Com isso, após o lançamento, o sistema é continuamente monito-
rado para garantir seu bom funcionamento e identificar possíveis proble-
mas. A organização também avalia se o sistema está atingindo os resul-
tados desejados. Com base no monitoramento e nas avaliações, ajustes 
e melhorias podem ser realizados para otimizar ainda mais o sistema e 
garantir sua eficácia.
Essas fases, embora variem em complexidade e duração depen-
dendo do projeto, formam um roteiro essencial para garantir uma aqui-
sição e implementação bem-sucedidas do novo sistema de informa-
ção. Cada etapa é crítica para assegurar que o sistema atenda às 
expectativas da organização, esteja alinhado com seus objetivos e pro-
mova eficiência e inovação.
3 O que são projetos? O que são projetos 
de sistemas da informação?
Um projeto, de maneira geral, é uma empreitada temporária com um 
conjunto definido de objetivos que devem ser alcançados por meio de 
atividades planejadas e coordenadas. Assim, os projetos de sistemas de 
informação (SI) são iniciativas planejadas e executadas para 
83Aquisição de um sistema de informação contábil e de gestão de projetos 
desenvolver, implementar, aprimorar ou modificar sistemas de informa-
ção em uma organização. 
Esses projetos têm como objetivo principal melhorar a capacidade da 
organização de coletar, armazenar, processar, gerenciar e utilizar infor-
mações de maneira eficaz para apoiar suas operações, tomadas de deci-
sões e atingir seus objetivos estratégicos.
Um projeto de SI pode incluir a criação de sistemas totalmente novos 
para atender a necessidades específicas da organização. Isso pode incluir 
sistemas de gerenciamento de recursos humanos (RH), de gestão de 
relacionamento com o cliente (CRM), de contabilidade, gestão de esto-
que, entre outros.
Adicionalmente, os projetos de SI visam aprimorar sistemas já existen-
tes. Isso pode incluir a atualização de software, a otimização de desempe-
nho, a implementação de novos recursos ou a correção de problemas. 
Outra possibilidade ocorre em organizações com SI diversos e inde-
pendentes. Os projetos podem focar na integração desses sistemas para 
permitir o fluxo suave de dados e informações entre eles. Isso é espe-
cialmente relevante em empresas que adotam sistemas distintos em 
diferentes departamentos.
Um sistema ultrapassado também pode ser objeto de um projeto 
de SI. Nesse quesito, podem ser usadas suas funcionalidades para pla-
nejar e executar a migração de dados de um sistema para outro de 
forma precisa, garantindo que os dados sejam preservados e conti-
nuem acessíveis. 
Também se verifica a aplicação de projetos da área para melhoria da 
segurança da informação, implementando medidas para proteger dados 
sensíveis e reduzir riscos de violações de segurança. Esses projetos, de 
acordo com suas características, podem ser temporários ou duradou-
ros. Adicionalmente, poderão ser aplicados a uma área específica ou à 
empresa como um todo.
84 Sistemas contábeis
4 Gerenciamento de projetos de sistema 
da informação
O gerenciamento de projetos de sistema da informação é a aplicação 
de princípios, processos e metodologias específicas para planejar, coor-
denar, executar e monitorar empreendimentos temporários que envol-
vem o desenvolvimento, implementação ou melhoria de sistemas de 
informação dentro de uma organização (Padoveze, 2015). 
Esse processo visa garantir que os projetos sejam concluídos dentro 
do prazo e do orçamento e escopo definidos, além de alcançar os obje-
tivos e resultados esperados. Envolve o uso eficaz de recursos financei-
ros e humanos, a coordenação de equipes, a identificação e mitigação 
de riscos e a avaliação contínua para garantir o sucesso do projeto e a 
entrega de valor para a organização. Serão abordadas três principais fer-
ramentas ou processos que podem auxiliar nesta tarefa: PMBOK, Norma 
ISO 21500 e Scrum.
Se tomarmos como exemplo a área contábil, a ferramenta mais ade-
quada será definida como base nos recursos disponíveis, bem como no 
volume de transações e outras características do departamento ou 
empresa, bem como nas necessidades dos usuários. 
4.1 PMI e PMBOK
O PMI (Project Management Institute) ou Instituto de Gerenciamento 
de Projetos é uma renomada organização internacional sem fins lucra-
tivos dedicada ao avanço do gerenciamento de projetos. Fundado em 
1969, o PMI desempenha um papel vital no estabelecimento de padrões 
e práticas para a disciplina de gerenciamento de projetos em várias indús-
trias e setores.
85Aquisição de um sistema de informação contábil e de gestão de projetos 
O PMBOK (Project Management Body of Knowledge) ou Corpo de 
Conhecimento em Gerenciamento de Projetos é um guia de boas práti-
cas publicado pelo PMI. Ele fornece uma estrutura abrangente para o 
gerenciamento de projetos, abordando áreas-chave, processos e técni-
cas utilizadas para planejar, executar, controlar e finalizar projetos com 
sucesso. O PMBOK abrange diversos aspectos, como definição de escopo, 
gerenciamento de custos, prazos, riscos, comunicação, qualidade e inte-
gração de projetos (Cruz, 2019).
Embora o PMBOK seja altamente respeitado, vale ressaltar que ele 
não é uma metodologia específica de gerenciamento de projetos, mas 
sim um guia que oferece uma estrutura sólida para o entendimento dos 
princípios e processos envolvidos no gerenciamento de projetos.
4.2 Norma ISO 21500
A norma ISO 21500 é um padrão internacional desenvolvido pela Inter-
national Organization for Standardization (ISO), que fornece orientações 
gerais sobre o gerenciamento de projetos. Oferece uma estrutura e um 
conjunto de princípios que podem ser aplicados a uma ampla variedade 
de projetos, independentemente do tamanho, complexidade ou setor 
(Santos et al., 2017).
A ISO 21500 não é uma metodologia prescritiva, como o PMBOK do 
PMI. Em vez disso, ela oferece um guia de boas práticas para o geren-
ciamento de projetos, abrangendo diversos aspectos, como planeja-
mento, execução, monitoramento, controle e encerramento. A norma 
visa estabelecer uma base comum para o entendimento e a implemen-
tação eficaz de processos de gerenciamento de projetos em diferen-
tes contextos.
Essa norma é relevante para organizações que desejam adotar uma 
abordagem de gerenciamento de projetos que esteja alinhada com padrões 
internacionais e que possa ser aplicada de maneira flexível a projetos de 
86 Sistemas contábeis
diferentes naturezas. A ISO 21500 oferece um conjunto de princípios e 
diretrizes que podem ser adaptados às necessidades específicas de cada 
projeto e organização, contribuindo para a eficácia e o sucesso de pro-
jetos (Santos et al., 2017).
4.3 Scrum
O Scrum é uma metodologia ágil amplamente utilizada para geren-
ciar projetos, especialmente aqueles que envolvem o desenvolvimento 
de produtos ou software. Ele se concentra na colaboração, na flexibili-
dade e na entrega incremental de valor. 
IMPORTANTE 
Metodologias ágeis são abordagens de desenvolvimento de software e 
gerenciamento de projetos que enfatizam a flexibilidade, colaboração e 
entrega incremental de produtos ou projetos.
Uma metodologia ágil é criada para se adaptar às mudanças cons-
tantes, permitindo que as equipes entreguem valor de forma mais rápida 
e eficaz. As metodologias ágeis se diferenciam das tradicionaisde desen-
volvimento de software, como o modelo em cascata, por serem interati-
vas e colaborativas (Maschietto et al., 2020).
Segundo os autores, o Scrum, que faz parte das metodologias ágeis, 
foi originalmente criado para o desenvolvimento de software, mas suas 
abordagens flexíveis têm sido aplicadas em diversos contextos, incluindo 
negócios, marketing e outras áreas.
No Scrum, o projeto é dividido em ciclos chamados de sprints. Cada 
sprint geralmente dura de duas a quatro semanas e envolve um conjunto 
definido de atividades a serem concluídas nesse período. As principais 
características do Scrum incluem a definição de papéis. São definidos 
87Aquisição de um sistema de informação contábil e de gestão de projetos 
papéis específicos, como, por exemplo, o Scrum Master, que é respon-
sável por facilitar o processo, o Product Owner (PO) ou dono do produto, 
que representa as necessidades dos principais interessados e a equipe 
de desenvolvimento.
O Scrum usa artefatos simples para rastrear o progresso e garantir a 
transparência, como o product backlog (ou lista de tarefas a fazer) e o 
sprint backlog, que são as tarefas selecionadas para o sprint, e o incre-
mento, que é a versão do produto após o sprint. O Scrum inclui ainda reu-
niões regulares, como o sprint planning, ou planejamento do sprint, o 
daily standup, que são reuniões diárias de acompanhamento, e o sprint 
review, que é uma revisão do sprint, bem como o sprint retrospective (ou 
retrospectiva do sprint) para avaliar o progresso, identificar desafios e 
planejar ajustes.
A cada sprint, uma parte funcional do produto é entregue, permitindo 
que as equipes obtenham feedback mais cedo e ajustem o desenvolvi-
mento com base nesse feedback. O Scrum é flexível e permite ajustes 
durante o projeto para acomodar mudanças de requisitos ou novas ideias. 
O Scrum enfatiza a colaboração, a comunicação aberta, a melhoria 
contínua e a entrega de valor constante. Ele é popular por sua aborda-
gem ágil, que permite responder às mudanças de forma rápida e eficaz. 
As equipes que adotam o Scrum podem se beneficiar de maior eficiên-
cia, entrega de produtos mais alinhados às necessidades do cliente e 
uma abordagem colaborativa que envolve todos os stakeholders ao longo 
do projeto.
Considerações finais
À medida que encerramos este capítulo, uma compreensão abran-
gente sobre a aquisição e implementação de Sistemas de Informação 
(SI) emerge como um elemento vital para a adaptação e o sucesso das 
organizações no ambiente empresarial em constante transformação. Foi 
88 Sistemas contábeis
possível compreender que quando falamos de soluções para a área con-
tábil, é preciso definir as necessidades, entender as características e ter 
auxílio dos profissionais da área para encontrar a solução mais adequada 
para o departamento ou empresa.
O contexto da aquisição de um novo sistema ressalta a necessidade 
imperativa das empresas modernizarem suas operações e processos 
para se manterem competitivas e eficientes. A tecnologia é o motor que 
impulsiona a inovação e a adaptação aos desafios contemporâneos.
As fases da análise até a implementação do sistema adquirido deli-
neiam a trajetória complexa e multidimensional que acompanha essa 
transição. Desde a identificação das necessidades até a efetivação do 
sistema, cada etapa é crucial para assegurar a harmonização entre as 
metas da organização e as capacidades do sistema adotado.
A compreensão do que são projetos e, especificamente, projetos de 
sistema da informação, reforça que a implementação de novos siste-
mas é uma empreitada temporária, com objetivos claros e específicos. 
Esses projetos são o veículo pelo qual as organizações renovam sua 
infraestrutura tecnológica para atender às suas demandas em cons-
tante evolução.
O gerenciamento de projetos de sistema da informação, abordado 
por meio das metodologias PMI/PMBOK, ISO 21500 e Scrum, fornece os 
fundamentos necessários para assegurar a execução bem-sucedida des-
ses empreendimentos complexos. Cada uma dessas abordagens ofe-
rece uma perspectiva única sobre como planejar, executar e controlar 
projetos, desde uma abordagem estruturada e sequencial até uma abor-
dagem ágil e interativa.
89Aquisição de um sistema de informação contábil e de gestão de projetos 
Referências
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comercial ou desenvolver internamente. Revista Sistemas & Gestão, Niterói, RJ, 
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SANTOS, T. A. et al. Gestão de projetos: uma análise crítica da norma ISO 21500. 
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Capítulo 7
Visão geral 
do processo de 
desenvolvimento 
de um sistema de 
informação contábil 
e gerencial
Por diversas razões, uma empresa pode, por exemplo, resolver insta-
lar ou otimizar um Sistema de Informação (SI) na área de contabilidade, 
que será essencial para alimentar tanto o Sistema de Informação Con-
tábil (SIC) quanto o Sistema de Informação Gerencial (SIG). Essas razões 
podem estar ligadas ao aumento da capacidade de processamento de 
dados, que pode ser um diferencial na gestão financeira, a melhorias na 
eficiência e eficácia dos processos em geral, entre outras. 
92 Sistemas contábeis
Neste capítulo, vamos compreender como o estágio de anteprojeto 
de sistemas marca o início do ciclo de desenvolvimento. Nessa fase, a 
ênfase recai sobre a compreensão das necessidades dos stakeholders e 
a definição clara dos requisitos do sistema. Para auxiliar nesse processo, 
muitas vezes são utilizados protótipos, que podem ser modelos iniciais 
do sistema, maquetes ou até mesmo demonstrações simplificadas. 
Com uma compreensão sólida dos requisitos estabelecidos, o pro-
cesso avança para o estágio de projeto lógico. Os desenvolvedores come-
çam a conceituar a arquitetura geral do sistema, definindo suas princi-
pais funcionalidades, módulos e interações. Aqui, o foco está na elaboração 
de modelos abstratos, como diagramas de fluxo, diagramas de classes 
e diagramas de sequência. O projeto lógico visa criar uma representação 
coerente e estruturada do sistema, permitindo que os desenvolvedores 
tenham uma visão holística do que será construído.
Com base no projeto lógico, a próxima etapa é o projeto físico. Nesse 
estágio, os detalhes técnicos entram em foco. Os modelos abstratos do 
projeto lógico são traduzidos em especificações concretas, incluindo a 
seleção de tecnologias, a definição de bancos de dados, a alocação de 
recursos e a elaboração de interfaces de usuário. O projeto físico é cru-
cial para garantir que o sistema seja viável em termos de implementa-
ção e desempenho. Aqui, a colaboração entre diferentes especialistas, 
como desenvolvedores, designers de interface e engenheiros de banco 
de dados, é essencial para o sucesso do projeto.
A fase final do ciclo de desenvolvimento é a implementação. Nesse 
estágio, as especificações detalhadas do projeto físico são transforma-
das em código de software real. Os desenvolvedores seguem as dire-
trizes estabelecidas, escrevem o código-fonte, realizam testes unitá-
rios e integram os diferentes módulos do sistema. A implementação é 
um processo interativo em que os testes e ajustes são contínuos,garan-
tindo que o software seja funcional, livre de erros e atenda aos requisi-
tos definidos.
93Visão geral do processo de desenvolvimento de um sistema de informação contábil e gerencial
1 Anteprojeto de sistemas (protótipos)
Suponha que uma organização decida pela compra, criação ou atua-
lização de um sistema de informação (SI) utilizado em suas operações 
que irá impactar diversas áreas, incluindo a contabilidade, e que irá ali-
mentar, entre outros, o Sistema de Informação Contábil (SIC) e o Sistema 
de Informação Gerencial (SIG). Nesse contexto, ela precisa seguir eta-
pas ou passos que são representados pelo anteprojeto de sistemas (pro-
tótipos), projeto lógico, projeto físico e implementação. Estes visam garan-
tir o sucesso e a eficácia de um novo sistema de software ou uma grande 
atualização em um sistema existente (Padoveze, 2015). 
Além disso, a organização precisa passar, de forma simultânea, a 
implementação do SI por algumas etapas que irão envolver a organiza-
ção de forma propriamente dita e seus recursos, sejam materiais ou 
humanos. Estes incluem, entre outras possibilidades, o reconhecimento 
da necessidade, análise de alternativas, orçamentação e a comunicação 
com a equipe de trabalho. 
Para isso, o anteprojeto de SI, muitas vezes também referido como 
protótipo, é uma etapa inicial e crucial no ciclo de desenvolvimento de 
sistemas de software. Essa fase envolve a criação de versões simplifi-
cadas e iniciais do sistema que ajudam a visualizar e validar os requisi-
tos e funcionalidades do projeto antes de prosseguir com seu desenvol-
vimento completo (Sordi; Meireles, 2019).
O objetivo principal do anteprojeto de SI é permitir que os stakehol-
ders, incluindo clientes, usuários finais, designers e desenvolvedores, 
tenham uma representação tangível e interativa das características do 
sistema que está sendo proposto. Isso ajuda a identificar lacunas, con-
flitos ou problemas nos requisitos e nas expectativas desde o início do 
processo, evitando retrabalho e reduzindo custos no longo prazo. Traba-
lhando com o SIC e o SIG, por exemplo, devem ser observadas as 
94 Sistemas contábeis
necessidades de cada uma dessas áreas, já que a solução irá permitir 
alimentar as informações necessárias.
Existem diferentes tipos de protótipos que podem ser utilizados no 
anteprojeto de sistemas, como, por exemplo, os protótipos descartáveis, 
que são criados com o objetivo de serem descartados após a validação 
dos requisitos. São desenvolvidos rapidamente e não são projetados para 
serem integrados ao sistema final.
Os protótipos evolutivos, por sua vez, são continuamente desenvolvi-
dos e refinados à medida que os requisitos se tornam mais claros. Podem, 
eventualmente, evoluir para o sistema final, incorporando gradualmente 
as funcionalidades planejadas. Existem também os protótipos de simu-
lação, que são representações interativas do sistema e simulam seu com-
portamento sem implementar completamente todas as funcionalidades. 
Isso é útil para testar conceitos complexos ou cenários específicos.
Os protótipos incrementais ocorrem quando o sistema é construído 
em partes, com cada divisão representando um incremento adicional de 
funcionalidade. Cada incremento é um protótipo que agrega valor ao SI 
em desenvolvimento. A principal vantagem do uso de protótipos no ante-
projeto de sistemas é a possibilidade de envolver os usuários finais desde 
o início, garantindo que suas necessidades e expectativas sejam atendi-
das. Também ajudam a identificar e resolver problemas de usabilidade, 
fluxo de trabalho e requisitos, que podem não ter sido compreendidos 
corretamente no início do projeto.
2 Projeto lógico
Para que a empresa dê sequência à implementação de um SI, o pro-
jeto lógico é uma etapa intermediária no ciclo de desenvolvimento de sis-
temas de software que ocorre após a definição dos requisitos do protó-
tipo e antes da elaboração detalhada do projeto físico. Nessa fase, o 
objetivo é criar uma representação abstrata e estruturada do sistema, 
95Visão geral do processo de desenvolvimento de um sistema de informação contábil e gerencial
definindo sua arquitetura, componentes principais, fluxo de informações 
e interações entre os diferentes módulos (Rezende; Abreu, 2013).
Para os autores, o projeto lógico se concentra em como o sistema fun-
cionará logicamente, sem entrar em detalhes técnicos específicos de imple-
mentação. Ele visa capturar os principais aspectos do sistema de maneira 
clara e compreensível, oferecendo uma visão geral de como as funciona-
lidades serão organizadas e como os dados fluirão dentro do sistema.
Alguns dos principais elementos abordados no projeto lógico incluem 
a arquitetura do sistema, que está ligada à sua estrutura, diferentes módu-
los, componentes e suas interações. Isso ajuda a entender como partes 
distintas dessa ferramenta se encaixam e se comunicam.
Já os modelos de dados que fazem parte dessa etapa partem da cria-
ção de diagramas ou representações visuais que mostram como os 
dados serão organizados e armazenados dentro do SI. Isso pode envol-
ver diagramas de entidade-relacionamento, de classes ou outros mode-
los. O fluxo de processos parte da descrição das atividades e fluxos de 
trabalho do sistema, identificando como as informações serão proces-
sadas e como as ações serão realizadas.
Outro elemento do projeto lógico são as interfaces de usuário, sendo 
que sua definição fará com que os usuários possam acessar as funcio-
nalidades do sistema, que podem envolver esboços de telas, descrições 
de interações e fluxos de navegação (Rezende; Abreu, 2013). 
As interfaces fazem parte da rotina das organizações e são represen-
tadas, por exemplo, em um Sistema Integrado de Gestão (SIG), utilizado 
também pela contabilidade, pelo painel de controle personalizado com 
ferramentas e gráficos que mostram informações vitais, como receitas, 
despesas, estoque atual, pedidos em aberto, entre outros. 
96 Sistemas contábeis
3 Projeto físico
O projeto físico é uma etapa subsequente no ciclo de desenvolvimento 
de um SI que ocorre após a conclusão da etapa lógica. Nessa fase, a 
ênfase se desloca dos aspectos conceituais e abstratos para os deta-
lhes técnicos e práticos da implementação do sistema. O objetivo prin-
cipal do projeto físico é traduzir as especificações do projeto lógico em 
definições concretas que possam ser implementadas e executadas em 
um ambiente real (Rezende; Abreu, 2013).
Durante o projeto físico, os desenvolvedores detalham as decisões de 
design, selecionam as tecnologias apropriadas e delineiam os compo-
nentes técnicos do sistema. Alguns dos principais aspectos abordados 
nessa etapa incluem a seleção de tecnologias que partem da escolha 
das linguagens de programação, frameworks, bancos de dados e outras 
ferramentas técnicas que serão usadas para implementar o sistema.
A definição de bancos de dados está ligada ao projeto das estruturas 
de banco de dados, incluindo tabelas, relacionamentos, índices e consul-
tas. Isso envolve a modelagem detalhada dos dados a serem armazena-
dos e processados pelo sistema. Já a elaboração de interfaces permite o 
detalhamento para o usuário, incluindo o design visual das telas, os ele-
mentos de interação, como é o caso da definição de botões de usabilidade 
e formulários, os fluxos de navegação, entre outros elementos (Cruz, 2019).
Por sua vez, a estruturação do código é o momento de organização 
e arquitetura do código-fonte do SI, dividindo-o em módulos, classes ou 
componentes que realizam funções específicas. A alocação de recursos 
trata do dimensionamento dos recursos técnicos necessários para o sis-
tema, como capacidade de armazenamento, poder de processamento e 
largura de banda. Os módulos, por exemplo, estão ligados à definição de 
como ocorrerão os lançamentos de contas patrimoniais e de resultado, 
geração de relatórios, cálculo de impostos, entre outros, o que impacta 
97Visão geral do processo de desenvolvimento de um sistema de informaçãodas organizações. Nesse tópico, 
examinaremos a empresa como um sistema complexo, composto por 
diversos componentes, incluindo recursos humanos, departamentos, 
tecnologias, processos e cultura organizacional.
Veremos que os sistemas de informação (SI) representam uma cate-
goria específica de sistemas com o propósito de coletar, armazenar, pro-
cessar e disponibilizar informações relevantes para o funcionamento 
de uma organização. Entenderemos que, para que uma empresa alcance 
sua missão por meio de um SI eficaz, é necessário estabelecer uma 
associação sólida entre a estratégia da empresa e as funcionalidades 
dessa ferramenta.
Além disso, compreenderemos como sistemas de informações con-
tábeis desempenham um papel fundamental na gestão e tomada de deci-
sões das empresas. Eles fornecem dados financeiros e contábeis que 
auxiliam os gestores em diversos níveis a entenderem o desempenho 
financeiro da empresa e a tomarem decisões informadas.
1 Ambiente da tecnologia da informação
O ambiente da tecnologia da informação (TI) está relacionado com 
o conjunto de condições, recursos, tecnologias e pessoas que com-
põem o cenário em que a área de TI opera dentro de uma organização 
ou em um contexto mais amplo. Esse ambiente é dinâmico e está em 
constante evolução devido ao rápido avanço das tecnologias e às 
mudanças nas necessidades das empresas e da sociedade (Gonçal-
ves; Riccio, 2009).
A infraestrutura de TI é um dos principais elementos da tecnologia da 
informação e compreende, entre outros aspectos, o hardware (servidores, 
computadores, dispositivos de rede, dispositivos móveis), o software (sis-
temas operacionais, aplicativos, bancos de dados) e as redes (cabos, 
9Conceitos básicos e a empresa vista como um sistema
roteadores e switches) (Laudon; Laudon, 2013). Estes e outros são utiliza-
dos para o suporte às operações de TI e integração à rotina empresarial.
PARA PENSAR 
Você já parou para pensar que o ambiente da TI ainda é composto pelos 
profissionais que atuam na área? Entre estes, podem ser citados analis-
tas, desenvolvedores, administradores de sistemas, especialistas em 
segurança da informação, gerentes de projeto e outros, que são respon-
sáveis por projetar, implementar e manter os sistemas de informação.
Segundo Gonçalves e Riccio (2009), outros elementos que compõem 
o ambiente da TI são os procedimentos ligados aos fluxos de trabalho e 
práticas recomendadas que regem como as atividades de TI são reali-
zadas. Esses elementos podem incluir a gestão de projetos, desenvolvi-
mento de software, governança de TI, gerenciamento de serviços e segu-
rança cibernética, entre outros.
As informações e dados que são coletados, armazenados, processa-
dos e analisados para fins comerciais ou operacionais também podem 
ser elencados como parte do ambiente da TI, uma vez que são essen-
ciais para seu funcionamento.
Para que dados e informações possam estar seguros no ambiente 
da TI são necessárias medidas e estratégias para proteger os ativos da 
área contra ameaças como ataques cibernéticos, violações de dados e 
acesso não autorizado. Logo, as medidas de segurança não só fazem 
parte da TI, como são essenciais para sua funcionabilidade e segurança 
(Cruz, 2019). 
A inovação tecnológica é outra variável presente no ambiente da TI. 
Dessa forma, novas tecnologias emergentes podem impactar significa-
tivamente as operações de TI e trazer novas oportunidades para as 
organizações. 
10 Sistemas contábeis
Acompanhando a evolução de tal ambiente, o uso de cloud compu-
ting se destaca. Também a adoção cada vez maior de serviços em nuvem, 
que permitem que as empresas acessem recursos de TI escaláveis e fle-
xíveis sem investimentos significativos em infraestrutura física.
O cloud computing é um modelo de prestação de serviços de com-
putação baseado na internet. Nessa forma de trabalho, os recursos de 
hardware e software são fornecidos sob demanda pela internet, permi-
tindo o acesso remoto e flexível a uma ampla gama de serviços e apli-
cativos (Cruz, 2019). 
A gestão eficaz do ambiente de TI é essencial para que as organiza-
ções alcancem seus objetivos de negócios e se mantenham competiti-
vas no mercado atual. Isso requer uma abordagem estratégica que envolve 
alinhamento entre TI e as metas da empresa, investimentos adequados 
em tecnologia, recrutamento e desenvolvimento de talentos e uma pos-
tura proativa com relação à segurança cibernética (Oliveira, 2018).
2 Conceitos de sistemas e subsistemas
Um sistema, na teoria da administração, é uma entidade composta 
por partes inter-relacionadas que funcionam juntas para atingir um obje-
tivo comum. Ele pode ser uma organização inteira ou uma parte dela, 
como um departamento ou uma equipe.
Já um subsistema é uma parte menor de um sistema maior. Geral-
mente, um sistema é composto por vários subsistemas que desempe-
nham funções específicas no contexto geral. Cada subsistema contribui 
para o funcionamento e o alcance dos objetivos do sistema como um todo.
Logo, no universo dos conceitos de gestão, os sistemas se destacam 
como entidades de máxima complexidade e abrangência. Na esfera 
gerencial, um sistema se caracteriza por ser uma intrincada teia de ele-
mentos, cujas interações mútuas comprovam a vastidão de sua 
11Conceitos básicos e a empresa vista como um sistema
complexidade (Gil; Biancolino; Borges, 2013). Ainda segundo os autores, 
um sistema pode ser descrito como um agrupamento de elementos autô-
nomos, cada qual com a possibilidade de operar de forma independente 
e ordenada. No entanto, em determinado momento, esses elementos 
acabam se entrelaçando, culminando na criação de algo maior e de maior 
complexidade – o que se configura como o sistema de gestão.
Outra definição a ser considerada para o conceito de sistema remete 
a um conjunto de partes independentes que, ao interagirem, se integram 
em uma unidade, impulsionadas por um objetivo comum. Todavia, para 
alcançar tal sintonia, essas partes devem exercer funções específicas 
nessa engrenagem coesa.
De forma geral, o funcionamento dos sistemas se baseia no proces-
samento dos recursos que entram, atravessando a etapa do processa-
mento e resultando na saída ou produto do sistema em questão. Esses 
elementos que compõem um sistema podem ser identificados da seguinte 
maneira (Padoveze, 2019):
1. Entradas: representam o ponto primordial, o motor propulsor de 
um sistema. É por meio dessas entradas que o sistema adquire 
sua funcionalidade completa.
2. Processamento: responsável por efetuar as alterações necessá-
rias para transformar as entradas em saídas desejadas.
3. Saídas: constituem o propósito fundamental de todo sistema. Além 
de serem sua razão de existir, precisam estar alinhadas com os 
objetivos específicos de cada sistema.
A sinergia empresarial surge da combinação eficaz dos três compo-
nentes mencionados acima: entradas, processamento e saídas. Para 
alcançar esse nível de sinergia, é necessário um conjunto coordenado 
de ações que englobem todos os elementos de um sistema ou entidade 
empresarial. Dessa forma, busca-se melhorar os resultados, superando 
o desempenho obtido por trabalhos isolados.
12 Sistemas contábeis
É essencial compreender não apenas as partes individuais de um sis-
tema, mas também as inter-relações entre elas para uma visão abran-
gente do contexto. Essas inter-relações têm o poder de elevar o resul-
tado além da soma das partes isoladas, reforçando o conceito de sinergia. 
Além disso, destacam-se características que não seriam visíveis ao ana-
lisar os componentes isoladamente (Padoveze, 2019).
Com isso, a fim de alcançar a sua missão, que conta com o impor-
tante auxílio do SI, a organização encontra-se imersa em um sistema ins-
titucional que envolve diversos elementos. Esse sistema empresarial é 
composto por subsistemas que, de acordo com Luz (2014), são as par-
tes em que o sistema total se divide.
Figura 1 – Subsistemas da empresaSubsistemas da empresa
Social
Institucional
Gestão
Organizacionalcontábil e gerencial
diretamente a área em que o SI será implementado. Por exemplo, obser-
vando a contabilidade, haverá impactos ligados ao SIC e SIG.
A definição de protocolos ocorre com a especificação desses elemen-
tos de comunicação que o sistema usará para interagir com outros sis-
temas ou serviços externos. No planejamento de testes é feita a elabo-
ração de planos de testes que garantam que todas as funcionalidades 
do sistema estejam implementadas corretamente e que ele funcione de 
forma adequada.
O projeto físico também envolve a colaboração entre diferentes espe-
cialistas, como desenvolvedores, designers de interface, arquitetos de 
software e engenheiros de bancos de dados, além da própria equipe de 
trabalho da empresa. A contabilidade também deverá fazer parte desse 
processo, auxiliando nas definições quando necessário, de acordo com 
suas necessidades, que irão impactar o SIC e o SIG. 
4 Implementação
A implementação de um projeto de sistemas é a etapa em que o tra-
balho teórico e de planejamento se transforma em ação tangível. É nesse 
estágio que o código é escrito, os componentes são integrados e o sis-
tema é construído para atender aos requisitos e especificações defini-
dos nas etapas anteriores do ciclo de desenvolvimento. 
Antes de começar a escrever o código, é necessário configurar o 
ambiente de desenvolvimento. Isso inclui instalar as ferramentas de 
desenvolvimento necessárias, configurar servidores, bancos de dados e 
outras tecnologias que serão usadas no projeto. O desenvolvimento de 
código ocorre quando os desenvolvedores escrevem o código-fonte do 
sistema de acordo com as especificações definidas no projeto físico. 
Cada funcionalidade é implementada seguindo as melhores práticas de 
codificação e arquitetura de software.
98 Sistemas contábeis
Testes unitários são criados para verificar se cada componente ou 
módulo funciona individualmente como deveria. Eles ajudam a identifi-
car erros e problemas específicos em partes isoladas do sistema. A inte-
gração de componentes ocorre à medida que os módulos individuais 
são desenvolvidos e testados, garantindo que os diferentes componen-
tes se comuniquem corretamente e que as interações funcionem con-
forme o planejado. Nesse momento, verifica-se, por exemplo, se a con-
tabilidade está devidamente integrada com o tributário e outras partes 
correlatas do sistema.
Os testes de integração, por sua vez, são observados quando os com-
ponentes são ligados e são realizados testes para verificar se o sistema 
funciona como um todo. Os testes podem revelar problemas que não 
eram evidentes nos testes unitários. Já os testes de aceitação e usabili-
dade ocorrem após a integração. São realizados testes de aceitação, nos 
quais os usuários finais ou representantes dos interessados na empresa 
testam o sistema para garantir que atenda aos requisitos e expectativas. 
Testes de usabilidade também são realizados para verificar a facilidade 
de uso e a experiência do usuário.
Depois dos testes, podem ser feitos ajustes, correções de erros e refi-
namentos no sistema. Essa é uma etapa interativa em que os desenvol-
vedores trabalham para resolver problemas identificados durante os tes-
tes. A etapa de documentação é observada durante a implementação. É 
importante documentar o código, as funcionalidades e os processos para 
facilitar a manutenção futura e a compreensão do sistema por outros 
membros da equipe.
Na sequência, uma vez que o SI tenha passado por testes rigorosos 
e seja considerado pronto, ele é implantado em um ambiente de produ-
ção ou em um ambiente de teste com características próximas às do 
ambiente de produção. Depois da implantação, o sistema é monitorado 
em busca de problemas e melhorias contínuas. As atualizações e corre-
ções são aplicadas conforme necessário para garantir o bom funciona-
mento do sistema.
99Visão geral do processo de desenvolvimento de um sistema de informação contábil e gerencial
Considerações finais
Foi possível entender que o desenvolvimento de um SI é um empreen-
dimento complexo e multifacetado, que exige uma abordagem estrutu-
rada e bem definida para garantir o sucesso do projeto, que pode ocor-
rer por diversos motivos, entre eles a necessidade de se processar mais 
dados ou ainda de otimizar as soluções já existentes na empresa. Os 
estágios do anteprojeto de sistemas, projeto lógico, projeto físico e imple-
mentação desempenham papéis distintos e complementares nesse pro-
cesso, culminando na criação de soluções tecnológicas eficientes e ali-
nhadas às necessidades dos usuários.
No estágio inicial de anteprojeto de sistemas, a utilização de protóti-
pos desempenha um papel fundamental. Os protótipos fornecem uma 
maneira tangível de entender e comunicar os requisitos do SI, permitindo 
a exploração interativa das funcionalidades e a validação das expectati-
vas dos stakeholders. Isso não apenas contribui para a clareza dos requi-
sitos, mas também fortalece a colaboração entre desenvolvedores, desig-
ners e usuários finais.
O projeto lógico, por sua vez, traduz os requisitos em uma arquite-
tura de alto nível. A criação de modelos abstratos, como diagramas e 
fluxos, permite uma representação visual e estruturada do sistema, faci-
litando a análise de sua estrutura e funcionalidades. Essa fase é crucial 
para alinhar a visão geral do sistema com as regras de negócios e os 
requisitos operacionais.
No estágio do projeto físico, o foco se desloca para os detalhes téc-
nicos e a implementação concreta. A seleção de tecnologias apropria-
das, a definição de bancos de dados e a especificação das interfaces do 
usuário garantem que o sistema seja viável e eficiente. A colaboração 
interdisciplinar é essencial nessa fase, uma vez que a expertise de dife-
rentes especialistas contribui para uma implementação coesa e 
100 Sistemas contábeis
funcional. Aqui, destaca-se a participação da contabilidade quando essas 
soluções têm conexão com a informação que será gerada para a área.
Finalmente, a implementação transforma os conceitos em realidade 
por meio da escrita de código de software. Essa fase envolve testes rigo-
rosos e ajustes interativos para garantir a qualidade e a estabilidade do 
sistema resultante. 
Referências
CRUZ, T. Sistemas de informações gerenciais e operacionais: tecnologias da 
informação e as organizações do século 21. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
PADOVEZE, C. L. Sistemas de informações contábeis: fundamentos e análises. 
7. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. DE. Tecnologia da informação aplicada a sistemas 
de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas 
de informação nas empresas. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2013.
SORDI, J. O. DE; MEIRELES, M. Administração de sistemas de informação. São 
Paulo: Saraiva Educação, 2019.
M
aterial para uso exclusivo de aluno m
atriculado em
 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
partilham
ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo. 101
Capítulo 8
Segurança em SI 
e questões 
éticas, sociais 
e profissionais em 
um SI empresarial
Para que uma empresa confie em sua informação contábil e, de forma 
geral, para que esta seja gerada de forma ágil e tempestiva, alguns requi-
sitos precisam ser observados. Veremos que a segurança lógica é um 
pilar fundamental para a proteção dos ativos de informação de uma 
102 Sistemas contábeis
organização. Neste capítulo, vamos explorar as medidas e estratégias 
adotadas para salvaguardar os sistemas contra ameaças internas e exter-
nas, abordando desde a autenticação e autorização até a detecção de 
intrusões e a prevenção de ataques cibernéticos.
A manutenção da confidencialidade dos dados sensíveis é um dos 
elementos mais importantes para preservar a privacidade e a confiança 
dos clientes e parceiros e das informações que são geradas pela empresa. 
Vamos abordar os mecanismos de controle de acesso ao banco de dados,garantindo que apenas pessoas autorizadas possam acessar informa-
ções confidenciais.
Com a crescente sofisticação das ameaças cibernéticas, a identifica-
ção de vulnerabilidades técnicas e a implementação de medidas preven-
tivas são imperativas. Além disso, a preparação para contingências serve 
para minimizar o impacto de possíveis incidentes de segurança.
O papel do gestor de sistemas de informação contábil envolve uma 
combinação de habilidades técnicas e de liderança. Neste capítulo, vamos 
explorar as competências necessárias para gerir eficazmente sistemas 
de informação, incluindo a capacidade de liderar equipes, tomar decisões 
informadas e comunicar-se efetivamente.
Tanto os desenvolvedores de sistemas quanto os usuários finais têm 
um papel importante na segurança e no desempenho dos sistemas de 
informação, examinaremos o perfil do profissional envolvido, destacando 
as responsabilidades que acompanham tanto a criação quanto o uso 
de sistemas.
A ética na área de TI é um componente vital para o funcionamento 
ético e confiável das operações de uma organização. Abordaremos, 
nesse tópico, a importância de aderir a padrões éticos na gestão de sis-
temas de informação e os benefícios de promover uma cultura ética na 
área de TI.
103Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
1 Segurança lógica
Segurança lógica, também conhecida como segurança de informa-
ções ou cibernética, é uma disciplina que se concentra na proteção das 
informações digitais, dos sistemas de informação e dos recursos tecno-
lógicos de uma organização contra ameaças internas e externas. Ela 
abrange a implementação de medidas, práticas e tecnologias projetadas 
para garantir a confidencialidade, integridade, autenticidade e disponibi-
lidade dos dados e sistemas (Imoniana, 2016).
De acordo com o autor, ao contrário da segurança física, que se con-
centra na proteção de recursos tangíveis, como edifícios e hardware, a 
segurança lógica diz respeito à proteção de dados e processos digitais. 
Alguns dos principais componentes da segurança lógica visam garantir, 
por exemplo, que apenas indivíduos autorizados tenham acesso aos sis-
temas e dados.
A segurança lógica envolve a verificação de identidade ou autentica-
ção e a concessão de permissões específicas ou ainda autorização, fun-
ciona com base nos papéis e responsabilidades dos usuários. Por exem-
plo, na contabilidade, pode ser utilizado o controle de acesso para que 
somente alguns usuários possam inserir contas no plano de contas e 
outros possam apenas fazer lançamentos (Rezende; Abreu, 2013).
Algoritmos matemáticos são aplicados para transformar dados em 
um formato ilegível (criptografado), que só pode ser decifrado com uma 
chave de criptografia específica. Isso protege os dados durante a trans-
missão e armazenamento. O gerenciamento rigoroso dos níveis de acesso 
aos sistemas e informações envolve definir o que pode ser acessado e 
sob quais circunstâncias, minimizando o risco de exposição indevida 
(Imoniana, 2016). Na contabilidade, isso minimiza, por exemplo, o acesso 
a informações financeiras sensíveis e outras ligadas à empresa.
104 Sistemas contábeis
O treinamento dos funcionários em boas práticas de segurança, ris-
cos cibernéticos e como evitar ameaças como phishing, que são tenta-
tivas de obter ilegalmente informações da empresa, senhas, outros dados 
e malware, representado por programas ou códigos maliciosos que 
podem prejudicar a organização, é outro elemento da segurança lógica 
(MPF, 2018). Também se faz necessário o desenvolvimento de procedi-
mentos para lidar com violações de segurança e incidentes cibernéticos, 
minimizando os danos e restaurando a normalidade.
2 Confidencialidade (privacy) e controle 
de acesso ao banco de dados
A confidencialidade, também conhecida como privacidade (privacy), 
é um conceito básico na segurança da informação que se refere à pro-
teção dos dados sensíveis e pessoais de indivíduos ou organizações con-
tra acessos não autorizados (MPF, 2018). 
O controle de ingresso ao banco de dados é uma medida específica 
dentro desse contexto, que visa garantir que apenas pessoas autoriza-
das tenham permissão para visualizar ou manipular determinados con-
juntos de dados armazenados (Cornacchione Junior, 2012). Esse é um 
tópico especialmente sensível na área de contabilidade e finanças, já que 
essa área congrega informações estratégicas da empresa.
Segundo Cornacchione Junior (2012), essa forma de controle é 
uma estratégia específica, usada para implementar a confidenciali-
dade em ambientes digitais nos quais as informações são armazena-
das em bancos de dados. Ele envolve a criação de regras e mecanis-
mos que regulam quem pode acessar, modificar ou excluir determinados 
dados armazenados.
Alguns dos principais componentes do controle de acesso ao banco 
de dados incluem o processo de verificar a identidade de um usuário que 
tenta acessar essas soluções, que geralmente envolvem o uso de 
105Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
credenciais, como nome de usuário e senha. Deve-se também determi-
nar quais ações um usuário autenticado pode realizar no banco de dados 
(Imoniana, 2016). Isso pode envolver a concessão de permissões espe-
cíficas, como leitura, gravação ou exclusão de dados amplamente apli-
cados em softwares de contabilidade.
Segundo Rezende e Abreu (2013), outro ponto é a definição de diferen-
tes níveis de acesso com base em papéis ou funções dos usuários. Por 
exemplo, administradores podem ter entrada total, enquanto usuários regu-
lares têm acesso limitado ou ainda acessos de inserção de informações 
separados daqueles em que há possibilidade de modificação. O processo 
de registrar e monitorar as atividades de acesso ao banco de dados ocorre 
para identificar atividades suspeitas ou não autorizadas. 
Adicionalmente, deve-se proteger os dados armazenados por meio 
da criptografia para que, mesmo que um invasor ganhe acesso, os dados 
estejam ilegíveis sem a chave de descriptografia apropriada, ou seja, que 
não permita que sejam retiradas as proteções do banco de dados. Por 
fim, estabelecer políticas claras que definam quem pode acessar as par-
tes do banco de dados e sob que circunstâncias (Imoniana, 2016).
Ainda segundo Rezende e Abreu (2013), o controle de acesso ao banco 
de dados é essencial para garantir que apenas pessoas autorizadas pos-
sam acessar e manipular os dados, protegendo, assim, a confidenciali-
dade das informações. 
3 Vulnerabilidades técnicas, prevenção 
e plano de contingência
As vulnerabilidades técnicas se referem a pontos fracos ou falhas 
em sistemas, aplicativos, redes ou infraestruturas de TI que podem ser 
explorados por ameaças ou ataques cibernéticos para comprometer a 
segurança e a integridade dos dados. Essas fragilidades podem surgir 
devido a erros de programação, configurações inadequadas, falta de 
106 Sistemas contábeis
atualizações de segurança e outras fraquezas que podem ser explora-
das por atores maliciosos (MPF, 2018).
Ainda segundo o órgão, a prevenção de vulnerabilidades técnicas envolve 
uma série de práticas e medidas destinadas a identificar, mitigar e evitar 
essas brechas antes que sejam exploradas por ameaças cibernéticas. 
Algumas estratégias comuns de prevenção dessas fraquezas incluem 
manter todos os sistemas, aplicativos e dispositivos atualizados com as 
últimas correções de segurança para reparar eventuais vulnerabilidades.
Devem, também, ser realizadas auditorias regulares de segurança 
para identificar e corrigir vulnerabilidades não detectadas e ser feitos tes-
tes controlados para simular ataques cibernéticos e identificar poten-
ciais pontos fracos nos sistemas (Imoniana, 2016).
Outra forma de prevenção é a configuração de sistemas e aplicativos 
com configurações de segurança adequadas para minimizar as exposi-
ções. Deve-se, ainda, monitorar constantemente os sistemas em busca 
de atividades suspeitas ou tentativasde exploração de vulnerabilidades.
Adicionalmente, deve-se utilizar firewalls, que são sistemas de segu-
rança, ou softwares antivírus específicos para bloquear tráfego malicioso 
e identificar malware. Pode-se, adicionalmente, implementar aplicativos 
e sistemas com boas práticas de codificação segura para evitar vulne-
rabilidades de software (Cornacchione Junior, 2012). 
Um plano de contingência, por outro lado, é um conjunto de ações e 
procedimentos preparados para serem implementados em resposta a 
incidentes de segurança ou situações de emergência. Um plano de con-
tingência para vulnerabilidades técnicas visa minimizar o impacto de ata-
ques cibernéticos bem-sucedidos ou outros eventos adversos. 
Os planos de contingência podem ser amplamente aplicados à área 
contábil por meio da avaliação de sistemas, realização de testes de segu-
rança na área e auditorias contínuas nos sistemas.
107Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
O desenvolvimento de procedimentos detalhados para responder a 
incidentes de segurança deve incluir ações imediatas para minimizar o 
dano. A organização deve também estabelecer um plano de comunica-
ção interna e externa para informar as partes interessadas sobre os inci-
dentes e as ações tomadas. A empresa deve, de forma adicional, reali-
zar testes regulares do plano de contingência e treinar os membros da 
equipe para garantir que eles saibam como responder eficazmente a 
situações de emergência.
4 Comportamento e habilidades do(a) 
gestor(a) do sistema de informação contábil
O comportamento e as habilidades do(a) gestor(a) do Sistema de 
Informação Contábil (SIC) desempenham um papel fundamental na efi-
cácia, segurança e sucesso dos sistemas de informação contábil de uma 
organização. Esse profissional desafia e lidera a administração e o desen-
volvimento e realiza a manutenção dos sistemas de informação finan-
ceira e contábil, garantindo que eles atendam às necessidades da orga-
nização de maneira eficiente e segura. 
O gestor do SIC deve ser capaz de liderar equipes, definir metas e 
tomar decisões informadas. Eles precisam identificar os melhores cur-
sos de ação para a implementação, atualização e manutenção dos sis-
temas, considerando fatores técnicos, orçamentários e estratégicos. 
Uma compreensão profunda dos princípios contábeis e financeiros é 
essencial para garantir que os sistemas de informação contábil sejam 
precisos e confiáveis. O gestor também deve estar atualizado com as 
tendências e inovações tecnológicas que afetam a área contábil. Esse 
profissional também deve estar atento aos custos relacionados à área e 
como controlá-los (Gil; Augusto; Nascimento, 2013).
Ainda segundo os autores, os SICs podem enfrentar desafios técnicos, 
operacionais e de conformidade. Com isso, o profissional precisa ser capaz 
108 Sistemas contábeis
de identificar problemas, analisar causas raiz e implementar soluções efi-
cazes. O desenvolvimento, implantação e atualização de sistemas de infor-
mação contábil muitas vezes envolvem projetos complexos. 
Observa-se, ainda, que a tecnologia e as regulamentações estão em 
constante evolução. Logo, um gestor de sistema de informação contá-
bil precisa ser adaptável e capaz de se ajustar a novos cenários, tecno-
logias e mudanças regulatórias. 
Sabe-se que a área contábil lida com informações financeiras sensí-
veis. Nesse contexto, o gestor precisa agir com ética e integridade, garan-
tindo que os dados sejam tratados com confidencialidade e precisão. A 
tecnologia e as melhores práticas contábeis estão em constante mudança, 
assim, o gestor deve ter uma abordagem de aprendizado contínuo para 
se manter atualizado (Padoveze, 2015).
O gestor do SIC desempenha um papel vital na integridade e eficácia 
dos sistemas financeiros e contábeis de uma organização. Suas habili-
dades, conhecimentos e comportamentos influenciam diretamente a 
qualidade das informações contábeis, a conformidade com regulamen-
tações e a tomada de decisões informadas.
5 Perfil do(a) profissional e responsabilidade 
de desenvolvedores e usuários de sistemas
O perfil do(a) profissional da área de Sistemas de Informação (SI) é 
diversificado, abrangendo uma variedade de habilidades técnicas e com-
portamentais que permitem sua atuação de forma exitosa nesse âmbito.
Esse profissional deve possuir um bom entendimento de programa-
ção, desenvolvimento de software, bancos de dados, redes e outras tec-
nologias relevantes. A proficiência em linguagens de programação, fra-
meworks, estruturas e outras ferramentas é essencial, assim como a 
capacidade de identificar e solucionar problemas de maneira eficiente, 
109Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
já que o desenvolvimento e a manutenção de SI frequentemente envol-
vem desafios técnicos (Stair et al., 2021) .
Segundo os autores, dada a rápida evolução da tecnologia, os profis-
sionais dessa área precisam ter uma abordagem de aprendizado contí-
nuo, buscando constantemente se atualizar com as últimas tendências 
e inovações. A comunicação é fundamental para trabalhar em equipe, 
entender os requisitos dos stakeholders e explicar ideias técnicas de 
maneira acessível.
A capacidade de analisar problemas complexos, decompor tarefas 
em etapas menores e avaliar soluções alternativas são outros elemen-
tos de destaque para o sucesso na área. O desenvolvimento de sistemas 
geralmente envolve equipes multidisciplinares, então a colaboração e a 
capacidade de trabalhar bem com outros são fundamentais.
Outra habilidade necessária é fornecer feedback ou ainda retorno 
sobre a usabilidade, eficácia e problemas encontrados no sistema. Além 
disso, tais profissionais devem seguir as políticas e procedimentos de 
segurança e conformidade ao usar o sistema. Existe, também, a neces-
sidade de participação em treinamentos para aprender a utilizar eficaz-
mente o sistema e minimizar possíveis problemas. 
Atuando junto à área contábil propriamente dita, tais profissionais 
devem ter habilidades para promover a criação, implementação e manu-
tenção dos sistemas de informação contábil (SIC). Além disso, devem 
atuar junto à segurança e conformidade, principalmente em relação às 
regulamentações contábeis e fiscais vigentes. 
Com relação aos usuários de SI, eles devem usar as ferramentas tec-
nológicas de maneira segura, evitando compartilhamento de senhas e 
observando os requisitos dos sistemas, devem ainda atentar-se para a 
inserção de dados que estejam de acordo com as políticas contábeis da 
empresa e com a legislação vigente. 
110 Sistemas contábeis
O treinamento e atualização também fazem parte das premissas dos 
usuários de tais soluções, assim como a elementar colaboração com os 
profissionais da área. 
6 Plano de ética na área de TI
Um plano de ética na área de Tecnologia da Informação (TI) é um ins-
trumento ou conjunto de diretrizes, princípios e políticas que orientam o 
comportamento ético e as decisões tomadas por profissionais de TI em 
suas atividades diárias. Ele define as normas e valores que devem ser 
seguidos para garantir a integridade, confiabilidade e responsabilidade 
das ações realizadas no contexto da tecnologia da informação (Audy; 
Andrade; Cidral, 2007).
Esse plano tem relevância para a área contábil, já que busca garantir 
a integridade dos dados contábeis, visando que este esteja completo, 
livre de fraudes e erros sistêmicos. O plano de ética na área de TI pro-
cura ainda garantir a segurança dos dados, protegendo informações e 
primando pela privacidade e confidencialidade das informações contá-
beis e relacionadas. 
O plano de ética em TI tem como objetivo promover a conduta ética 
não apenas na forma como os profissionais de TI interagem com siste-
mas, dados e tecnologias, mas também com colegas, clientes, outras 
áreas, usuários finais e a sociedade em geral (Audy; Andrade; Cidral, 2007).
Um plano de ética na área de TI pode incluir, entre outros elementos, 
o estabelecimentodos valores essenciais que devem nortear as ações 
de profissionais de TI, como honestidade, integridade, transparência, pri-
vacidade, respeito e responsabilidade (Stair et al., 2021). Segundo Audy, 
Andrade e Cidral (2007), além disso, deve-se orientar os profissionais de 
TI sobre as leis e regulamentações que se aplicam ao uso da tecnologia 
da informação, incentivando o cumprimento das normas legais. A defi-
nição de práticas para a coleta, armazenamento e uso ético de informa-
ções pessoais, respeitando a privacidade dos indivíduos.
111Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
Um plano de ética em TI fornece orientações para lidar com dilemas 
e conflitos de interesses que podem surgir nesse ambiente. A ética, nesse 
âmbito, promove a busca constante por aprimoramento e aprendizado, 
garantindo que os profissionais estejam atualizados com as melhores 
práticas e as últimas tecnologias. Esse plano também ajuda a estabele-
cer mecanismos para a aplicação e fiscalização das políticas da área, 
incluindo a responsabilidade de liderança na promoção de uma cultura 
ética na organização. Tal instrumento não apenas contribui para um 
ambiente de trabalho saudável e respeitoso, mas também ajuda a pre-
servar a reputação da organização, a confiança dos stakeholders e a con-
formidade com regulamentações. É uma ferramenta essencial para asse-
gurar que a tecnologia da informação seja usada de maneira responsável, 
íntegra e benéfica para a organização e a sociedade. 
Considerações finais
No desenrolar deste capítulo, exploramos uma gama diversificada de 
tópicos que ilustram a complexidade e a importância inerentes à gestão 
de sistemas de informação contábil. Cada um dos tópicos, desde a segu-
rança lógica até o plano de ética na área de TI, desempenha um papel 
vital na construção de uma base sólida para a administração eficaz e 
segura dos sistemas de informação.
A compreensão da necessidade de proteger os sistemas de informa-
ção contra ameaças crescentes é elementar. A segurança lógica não é 
apenas uma consideração técnica, mas uma salvaguarda para proteger 
ativos de informação críticos e manter a confiança dos stakeholders.
A garantia da confidencialidade dos dados sensíveis é um imperativo 
ético e operacional. Ao controlar o acesso ao banco de dados, as orga-
nizações podem minimizar os riscos de exposição e preservar a privaci-
dade dos indivíduos.
112 Sistemas contábeis
O reconhecimento das vulnerabilidades técnicas e a implementação 
de medidas preventivas são vitais para proteger os sistemas contra amea-
ças cibernéticas em constante evolução. A criação de planos de contin-
gência eficazes contribui para a resiliência do sistema diante de inciden-
tes imprevistos.
A figura do gestor de sistemas de informação contábil desempenha 
um papel central na administração bem-sucedida desses sistemas. As 
competências técnicas, juntamente com a capacidade de liderança e a 
tomada de decisões informadas, são essenciais para conduzir efetiva-
mente os projetos de sistemas.
A colaboração entre desenvolvedores e usuários é fundamental para 
a eficácia dos sistemas de informação. A responsabilidade comparti-
lhada entre essas partes é um pilar que sustenta a criação e a utilização 
ética e funcional dos sistemas.
A ética na área de TI ultrapassa o cumprimento das leis e regulamen-
tos. Ela orienta a conduta dos profissionais, promovendo a integridade, 
a transparência e a responsabilidade em todas as etapas do desenvolvi-
mento e uso dos sistemas de informação.
Referências
AUDY, J. L. N.; ANDRADE, G. K. DE; CIDRAL, A. Fundamentos de sistemas de 
informação. Porto Alegre: Bookman, 2007.
CORNACCHIONE JÚNIOR, E. B. Informática aplicada às áreas de contabilidade, 
administração e economia. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2012.
GIL, A. L.; BIANCOLINO, C. A.; SLAVOV, T. N. B. Sistemas de informações contábeis: 
uma abordagem gerencial. São Paulo: Saraiva, 2013.
IMONIANA, J. O. Auditoria de sistemas de informação. 3. ed. São Paulo: Atlas, 
2016.
113Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (MPF). Crimes cibernéticos. Brasília: MPF, 2018. 
Coletânea de artigos, v.3. Disponível em: https://memorial.mpf.mp.br/nacional/
vitrine-virtual/publicacoes/crimes-ciberneticos-coletanea-de-artigos. Acesso em: 
8 out. 2023.
PADOVEZE, C. L. Sistemas de informações contábeis: fundamentos e análises. 
7. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. DE. Tecnologia da informação aplicada a sistemas 
de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas 
de informação nas empresas. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2013.
STAIR, R. M. et al. Princípios de sistemas de informação. 4. ed. São Paulo: 
Cengage Learning, 2021.
M
aterial para uso exclusivo de aluno m
atriculado em
 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
partilham
ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo. 115
Sobre a autora
Tatiane Antonovz é graduada em ciências contábeis (2005), mes-
tre (2010) e doutora em contabilidade (2020) pela Universidade Fede-
ral do Paraná. Atua na área de Educação a Distância – EaD, com elabo-
ração de material didático, banco de questões e gravação de aulas em 
diversas instituições.
Autora de livros pelas editoras Senac São Paulo, Iesde, Edipro e Inter-
saberes, entre outras, com diversos artigos apresentados e publicados 
em congressos e periódicos nacionais e internacionais. Atua como pro-
fessora na área de ciências contábeis e áreas relacionadas, tanto na gra-
duação quanto na especialização.
Tem experiência em controladoria, adquirida na ExxonMobil, antiga 
proprietária da Esso Brasileira de Petróleo, Mondelez Brasil (Kraft Foods), 
escritórios de contabilidade, entre outros.
M
aterial para uso exclusivo de aluno m
atriculado em
 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
partilham
ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo. 101
Capítulo 8
Segurança em SI 
e questões 
éticas, sociais 
e profissionais em 
um SI empresarial
Para que uma empresa confie em sua informação contábil e, de forma 
geral, para que esta seja gerada de forma ágil e tempestiva, alguns requi-
sitos precisam ser observados. Veremos que a segurança lógica é um 
pilar fundamental para a proteção dos ativos de informação de uma 
102 Sistemas contábeis
organização. Neste capítulo, vamos explorar as medidas e estratégias 
adotadas para salvaguardar os sistemas contra ameaças internas e exter-
nas, abordando desde a autenticação e autorização até a detecção de 
intrusões e a prevenção de ataques cibernéticos.
A manutenção da confidencialidade dos dados sensíveis é um dos 
elementos mais importantes para preservar a privacidade e a confiança 
dos clientes e parceiros e das informações que são geradas pela empresa. 
Vamos abordar os mecanismos de controle de acesso ao banco de dados, 
garantindo que apenas pessoas autorizadas possam acessar informa-
ções confidenciais.
Com a crescente sofisticação das ameaças cibernéticas, a identifica-
ção de vulnerabilidades técnicas e a implementação de medidas preven-
tivas são imperativas. Além disso, a preparação para contingências serve 
para minimizar o impacto de possíveis incidentes de segurança.
O papel do gestor de sistemas de informação contábil envolve uma 
combinação de habilidades técnicas e de liderança. Neste capítulo, vamos 
explorar as competências necessárias para gerir eficazmente sistemas 
de informação, incluindo a capacidade de liderar equipes, tomar decisões 
informadas e comunicar-se efetivamente.
Tanto os desenvolvedores de sistemas quanto os usuários finais têm 
um papel importante na segurança e no desempenho dos sistemas de 
informação, examinaremos o perfil do profissional envolvido, destacando 
as responsabilidades que acompanham tanto a criação quanto o usode sistemas.
A ética na área de TI é um componente vital para o funcionamento 
ético e confiável das operações de uma organização. Abordaremos, 
nesse tópico, a importância de aderir a padrões éticos na gestão de sis-
temas de informação e os benefícios de promover uma cultura ética na 
área de TI.
103Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
1 Segurança lógica
Segurança lógica, também conhecida como segurança de informa-
ções ou cibernética, é uma disciplina que se concentra na proteção das 
informações digitais, dos sistemas de informação e dos recursos tecno-
lógicos de uma organização contra ameaças internas e externas. Ela 
abrange a implementação de medidas, práticas e tecnologias projetadas 
para garantir a confidencialidade, integridade, autenticidade e disponibi-
lidade dos dados e sistemas (Imoniana, 2016).
De acordo com o autor, ao contrário da segurança física, que se con-
centra na proteção de recursos tangíveis, como edifícios e hardware, a 
segurança lógica diz respeito à proteção de dados e processos digitais. 
Alguns dos principais componentes da segurança lógica visam garantir, 
por exemplo, que apenas indivíduos autorizados tenham acesso aos sis-
temas e dados.
A segurança lógica envolve a verificação de identidade ou autentica-
ção e a concessão de permissões específicas ou ainda autorização, fun-
ciona com base nos papéis e responsabilidades dos usuários. Por exem-
plo, na contabilidade, pode ser utilizado o controle de acesso para que 
somente alguns usuários possam inserir contas no plano de contas e 
outros possam apenas fazer lançamentos (Rezende; Abreu, 2013).
Algoritmos matemáticos são aplicados para transformar dados em 
um formato ilegível (criptografado), que só pode ser decifrado com uma 
chave de criptografia específica. Isso protege os dados durante a trans-
missão e armazenamento. O gerenciamento rigoroso dos níveis de acesso 
aos sistemas e informações envolve definir o que pode ser acessado e 
sob quais circunstâncias, minimizando o risco de exposição indevida 
(Imoniana, 2016). Na contabilidade, isso minimiza, por exemplo, o acesso 
a informações financeiras sensíveis e outras ligadas à empresa.
104 Sistemas contábeis
O treinamento dos funcionários em boas práticas de segurança, ris-
cos cibernéticos e como evitar ameaças como phishing, que são tenta-
tivas de obter ilegalmente informações da empresa, senhas, outros dados 
e malware, representado por programas ou códigos maliciosos que 
podem prejudicar a organização, é outro elemento da segurança lógica 
(MPF, 2018). Também se faz necessário o desenvolvimento de procedi-
mentos para lidar com violações de segurança e incidentes cibernéticos, 
minimizando os danos e restaurando a normalidade.
2 Confidencialidade (privacy) e controle 
de acesso ao banco de dados
A confidencialidade, também conhecida como privacidade (privacy), 
é um conceito básico na segurança da informação que se refere à pro-
teção dos dados sensíveis e pessoais de indivíduos ou organizações con-
tra acessos não autorizados (MPF, 2018). 
O controle de ingresso ao banco de dados é uma medida específica 
dentro desse contexto, que visa garantir que apenas pessoas autoriza-
das tenham permissão para visualizar ou manipular determinados con-
juntos de dados armazenados (Cornacchione Junior, 2012). Esse é um 
tópico especialmente sensível na área de contabilidade e finanças, já que 
essa área congrega informações estratégicas da empresa.
Segundo Cornacchione Junior (2012), essa forma de controle é 
uma estratégia específica, usada para implementar a confidenciali-
dade em ambientes digitais nos quais as informações são armazena-
das em bancos de dados. Ele envolve a criação de regras e mecanis-
mos que regulam quem pode acessar, modificar ou excluir determinados 
dados armazenados.
Alguns dos principais componentes do controle de acesso ao banco 
de dados incluem o processo de verificar a identidade de um usuário que 
tenta acessar essas soluções, que geralmente envolvem o uso de 
105Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
credenciais, como nome de usuário e senha. Deve-se também determi-
nar quais ações um usuário autenticado pode realizar no banco de dados 
(Imoniana, 2016). Isso pode envolver a concessão de permissões espe-
cíficas, como leitura, gravação ou exclusão de dados amplamente apli-
cados em softwares de contabilidade.
Segundo Rezende e Abreu (2013), outro ponto é a definição de diferen-
tes níveis de acesso com base em papéis ou funções dos usuários. Por 
exemplo, administradores podem ter entrada total, enquanto usuários regu-
lares têm acesso limitado ou ainda acessos de inserção de informações 
separados daqueles em que há possibilidade de modificação. O processo 
de registrar e monitorar as atividades de acesso ao banco de dados ocorre 
para identificar atividades suspeitas ou não autorizadas. 
Adicionalmente, deve-se proteger os dados armazenados por meio 
da criptografia para que, mesmo que um invasor ganhe acesso, os dados 
estejam ilegíveis sem a chave de descriptografia apropriada, ou seja, que 
não permita que sejam retiradas as proteções do banco de dados. Por 
fim, estabelecer políticas claras que definam quem pode acessar as par-
tes do banco de dados e sob que circunstâncias (Imoniana, 2016).
Ainda segundo Rezende e Abreu (2013), o controle de acesso ao banco 
de dados é essencial para garantir que apenas pessoas autorizadas pos-
sam acessar e manipular os dados, protegendo, assim, a confidenciali-
dade das informações. 
3 Vulnerabilidades técnicas, prevenção 
e plano de contingência
As vulnerabilidades técnicas se referem a pontos fracos ou falhas 
em sistemas, aplicativos, redes ou infraestruturas de TI que podem ser 
explorados por ameaças ou ataques cibernéticos para comprometer a 
segurança e a integridade dos dados. Essas fragilidades podem surgir 
devido a erros de programação, configurações inadequadas, falta de 
106 Sistemas contábeis
atualizações de segurança e outras fraquezas que podem ser explora-
das por atores maliciosos (MPF, 2018).
Ainda segundo o órgão, a prevenção de vulnerabilidades técnicas envolve 
uma série de práticas e medidas destinadas a identificar, mitigar e evitar 
essas brechas antes que sejam exploradas por ameaças cibernéticas. 
Algumas estratégias comuns de prevenção dessas fraquezas incluem 
manter todos os sistemas, aplicativos e dispositivos atualizados com as 
últimas correções de segurança para reparar eventuais vulnerabilidades.
Devem, também, ser realizadas auditorias regulares de segurança 
para identificar e corrigir vulnerabilidades não detectadas e ser feitos tes-
tes controlados para simular ataques cibernéticos e identificar poten-
ciais pontos fracos nos sistemas (Imoniana, 2016).
Outra forma de prevenção é a configuração de sistemas e aplicativos 
com configurações de segurança adequadas para minimizar as exposi-
ções. Deve-se, ainda, monitorar constantemente os sistemas em busca 
de atividades suspeitas ou tentativas de exploração de vulnerabilidades.
Adicionalmente, deve-se utilizar firewalls, que são sistemas de segu-
rança, ou softwares antivírus específicos para bloquear tráfego malicioso 
e identificar malware. Pode-se, adicionalmente, implementar aplicativos 
e sistemas com boas práticas de codificação segura para evitar vulne-
rabilidades de software (Cornacchione Junior, 2012). 
Um plano de contingência, por outro lado, é um conjunto de ações e 
procedimentos preparados para serem implementados em resposta a 
incidentes de segurança ou situações de emergência. Um plano de con-
tingência para vulnerabilidades técnicas visa minimizar o impacto de ata-
ques cibernéticos bem-sucedidos ou outros eventos adversos. 
Os planos de contingência podem ser amplamente aplicados à área 
contábil por meio da avaliação de sistemas, realização de testes de segu-
rança na área e auditorias contínuas nos sistemas.
107Segurança em SI e questões éticas, sociaise profissionais em um SI empresarial 
O desenvolvimento de procedimentos detalhados para responder a 
incidentes de segurança deve incluir ações imediatas para minimizar o 
dano. A organização deve também estabelecer um plano de comunica-
ção interna e externa para informar as partes interessadas sobre os inci-
dentes e as ações tomadas. A empresa deve, de forma adicional, reali-
zar testes regulares do plano de contingência e treinar os membros da 
equipe para garantir que eles saibam como responder eficazmente a 
situações de emergência.
4 Comportamento e habilidades do(a) 
gestor(a) do sistema de informação contábil
O comportamento e as habilidades do(a) gestor(a) do Sistema de 
Informação Contábil (SIC) desempenham um papel fundamental na efi-
cácia, segurança e sucesso dos sistemas de informação contábil de uma 
organização. Esse profissional desafia e lidera a administração e o desen-
volvimento e realiza a manutenção dos sistemas de informação finan-
ceira e contábil, garantindo que eles atendam às necessidades da orga-
nização de maneira eficiente e segura. 
O gestor do SIC deve ser capaz de liderar equipes, definir metas e 
tomar decisões informadas. Eles precisam identificar os melhores cur-
sos de ação para a implementação, atualização e manutenção dos sis-
temas, considerando fatores técnicos, orçamentários e estratégicos. 
Uma compreensão profunda dos princípios contábeis e financeiros é 
essencial para garantir que os sistemas de informação contábil sejam 
precisos e confiáveis. O gestor também deve estar atualizado com as 
tendências e inovações tecnológicas que afetam a área contábil. Esse 
profissional também deve estar atento aos custos relacionados à área e 
como controlá-los (Gil; Augusto; Nascimento, 2013).
Ainda segundo os autores, os SICs podem enfrentar desafios técnicos, 
operacionais e de conformidade. Com isso, o profissional precisa ser capaz 
108 Sistemas contábeis
de identificar problemas, analisar causas raiz e implementar soluções efi-
cazes. O desenvolvimento, implantação e atualização de sistemas de infor-
mação contábil muitas vezes envolvem projetos complexos. 
Observa-se, ainda, que a tecnologia e as regulamentações estão em 
constante evolução. Logo, um gestor de sistema de informação contá-
bil precisa ser adaptável e capaz de se ajustar a novos cenários, tecno-
logias e mudanças regulatórias. 
Sabe-se que a área contábil lida com informações financeiras sensí-
veis. Nesse contexto, o gestor precisa agir com ética e integridade, garan-
tindo que os dados sejam tratados com confidencialidade e precisão. A 
tecnologia e as melhores práticas contábeis estão em constante mudança, 
assim, o gestor deve ter uma abordagem de aprendizado contínuo para 
se manter atualizado (Padoveze, 2015).
O gestor do SIC desempenha um papel vital na integridade e eficácia 
dos sistemas financeiros e contábeis de uma organização. Suas habili-
dades, conhecimentos e comportamentos influenciam diretamente a 
qualidade das informações contábeis, a conformidade com regulamen-
tações e a tomada de decisões informadas.
5 Perfil do(a) profissional e responsabilidade 
de desenvolvedores e usuários de sistemas
O perfil do(a) profissional da área de Sistemas de Informação (SI) é 
diversificado, abrangendo uma variedade de habilidades técnicas e com-
portamentais que permitem sua atuação de forma exitosa nesse âmbito.
Esse profissional deve possuir um bom entendimento de programa-
ção, desenvolvimento de software, bancos de dados, redes e outras tec-
nologias relevantes. A proficiência em linguagens de programação, fra-
meworks, estruturas e outras ferramentas é essencial, assim como a 
capacidade de identificar e solucionar problemas de maneira eficiente, 
109Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
já que o desenvolvimento e a manutenção de SI frequentemente envol-
vem desafios técnicos (Stair et al., 2021) .
Segundo os autores, dada a rápida evolução da tecnologia, os profis-
sionais dessa área precisam ter uma abordagem de aprendizado contí-
nuo, buscando constantemente se atualizar com as últimas tendências 
e inovações. A comunicação é fundamental para trabalhar em equipe, 
entender os requisitos dos stakeholders e explicar ideias técnicas de 
maneira acessível.
A capacidade de analisar problemas complexos, decompor tarefas 
em etapas menores e avaliar soluções alternativas são outros elemen-
tos de destaque para o sucesso na área. O desenvolvimento de sistemas 
geralmente envolve equipes multidisciplinares, então a colaboração e a 
capacidade de trabalhar bem com outros são fundamentais.
Outra habilidade necessária é fornecer feedback ou ainda retorno 
sobre a usabilidade, eficácia e problemas encontrados no sistema. Além 
disso, tais profissionais devem seguir as políticas e procedimentos de 
segurança e conformidade ao usar o sistema. Existe, também, a neces-
sidade de participação em treinamentos para aprender a utilizar eficaz-
mente o sistema e minimizar possíveis problemas. 
Atuando junto à área contábil propriamente dita, tais profissionais 
devem ter habilidades para promover a criação, implementação e manu-
tenção dos sistemas de informação contábil (SIC). Além disso, devem 
atuar junto à segurança e conformidade, principalmente em relação às 
regulamentações contábeis e fiscais vigentes. 
Com relação aos usuários de SI, eles devem usar as ferramentas tec-
nológicas de maneira segura, evitando compartilhamento de senhas e 
observando os requisitos dos sistemas, devem ainda atentar-se para a 
inserção de dados que estejam de acordo com as políticas contábeis da 
empresa e com a legislação vigente. 
110 Sistemas contábeis
O treinamento e atualização também fazem parte das premissas dos 
usuários de tais soluções, assim como a elementar colaboração com os 
profissionais da área. 
6 Plano de ética na área de TI
Um plano de ética na área de Tecnologia da Informação (TI) é um ins-
trumento ou conjunto de diretrizes, princípios e políticas que orientam o 
comportamento ético e as decisões tomadas por profissionais de TI em 
suas atividades diárias. Ele define as normas e valores que devem ser 
seguidos para garantir a integridade, confiabilidade e responsabilidade 
das ações realizadas no contexto da tecnologia da informação (Audy; 
Andrade; Cidral, 2007).
Esse plano tem relevância para a área contábil, já que busca garantir 
a integridade dos dados contábeis, visando que este esteja completo, 
livre de fraudes e erros sistêmicos. O plano de ética na área de TI pro-
cura ainda garantir a segurança dos dados, protegendo informações e 
primando pela privacidade e confidencialidade das informações contá-
beis e relacionadas. 
O plano de ética em TI tem como objetivo promover a conduta ética 
não apenas na forma como os profissionais de TI interagem com siste-
mas, dados e tecnologias, mas também com colegas, clientes, outras 
áreas, usuários finais e a sociedade em geral (Audy; Andrade; Cidral, 2007).
Um plano de ética na área de TI pode incluir, entre outros elementos, 
o estabelecimento dos valores essenciais que devem nortear as ações 
de profissionais de TI, como honestidade, integridade, transparência, pri-
vacidade, respeito e responsabilidade (Stair et al., 2021). Segundo Audy, 
Andrade e Cidral (2007), além disso, deve-se orientar os profissionais de 
TI sobre as leis e regulamentações que se aplicam ao uso da tecnologia 
da informação, incentivando o cumprimento das normas legais. A defi-
nição de práticas para a coleta, armazenamento e uso ético de informa-
ções pessoais, respeitando a privacidade dos indivíduos.
111Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
Um plano de ética em TI fornece orientações para lidar com dilemas 
e conflitos de interesses que podem surgir nesse ambiente. A ética, nesse 
âmbito, promove a busca constante por aprimoramento e aprendizado, 
garantindo que os profissionais estejam atualizados com as melhores 
práticas e as últimas tecnologias.Esse plano também ajuda a estabele-
cer mecanismos para a aplicação e fiscalização das políticas da área, 
incluindo a responsabilidade de liderança na promoção de uma cultura 
ética na organização. Tal instrumento não apenas contribui para um 
ambiente de trabalho saudável e respeitoso, mas também ajuda a pre-
servar a reputação da organização, a confiança dos stakeholders e a con-
formidade com regulamentações. É uma ferramenta essencial para asse-
gurar que a tecnologia da informação seja usada de maneira responsável, 
íntegra e benéfica para a organização e a sociedade. 
Considerações finais
No desenrolar deste capítulo, exploramos uma gama diversificada de 
tópicos que ilustram a complexidade e a importância inerentes à gestão 
de sistemas de informação contábil. Cada um dos tópicos, desde a segu-
rança lógica até o plano de ética na área de TI, desempenha um papel 
vital na construção de uma base sólida para a administração eficaz e 
segura dos sistemas de informação.
A compreensão da necessidade de proteger os sistemas de informa-
ção contra ameaças crescentes é elementar. A segurança lógica não é 
apenas uma consideração técnica, mas uma salvaguarda para proteger 
ativos de informação críticos e manter a confiança dos stakeholders.
A garantia da confidencialidade dos dados sensíveis é um imperativo 
ético e operacional. Ao controlar o acesso ao banco de dados, as orga-
nizações podem minimizar os riscos de exposição e preservar a privaci-
dade dos indivíduos.
112 Sistemas contábeis
O reconhecimento das vulnerabilidades técnicas e a implementação 
de medidas preventivas são vitais para proteger os sistemas contra amea-
ças cibernéticas em constante evolução. A criação de planos de contin-
gência eficazes contribui para a resiliência do sistema diante de inciden-
tes imprevistos.
A figura do gestor de sistemas de informação contábil desempenha 
um papel central na administração bem-sucedida desses sistemas. As 
competências técnicas, juntamente com a capacidade de liderança e a 
tomada de decisões informadas, são essenciais para conduzir efetiva-
mente os projetos de sistemas.
A colaboração entre desenvolvedores e usuários é fundamental para 
a eficácia dos sistemas de informação. A responsabilidade comparti-
lhada entre essas partes é um pilar que sustenta a criação e a utilização 
ética e funcional dos sistemas.
A ética na área de TI ultrapassa o cumprimento das leis e regulamen-
tos. Ela orienta a conduta dos profissionais, promovendo a integridade, 
a transparência e a responsabilidade em todas as etapas do desenvolvi-
mento e uso dos sistemas de informação.
Referências
AUDY, J. L. N.; ANDRADE, G. K. DE; CIDRAL, A. Fundamentos de sistemas de 
informação. Porto Alegre: Bookman, 2007.
CORNACCHIONE JÚNIOR, E. B. Informática aplicada às áreas de contabilidade, 
administração e economia. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2012.
GIL, A. L.; BIANCOLINO, C. A.; SLAVOV, T. N. B. Sistemas de informações contábeis: 
uma abordagem gerencial. São Paulo: Saraiva, 2013.
IMONIANA, J. O. Auditoria de sistemas de informação. 3. ed. São Paulo: Atlas, 
2016.
113Segurança em SI e questões éticas, sociais e profissionais em um SI empresarial 
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (MPF). Crimes cibernéticos. Brasília: MPF, 2018. 
Coletânea de artigos, v.3. Disponível em: https://memorial.mpf.mp.br/nacional/
vitrine-virtual/publicacoes/crimes-ciberneticos-coletanea-de-artigos. Acesso em: 
8 out. 2023.
PADOVEZE, C. L. Sistemas de informações contábeis: fundamentos e análises. 
7. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. DE. Tecnologia da informação aplicada a sistemas 
de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas 
de informação nas empresas. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2013.
STAIR, R. M. et al. Princípios de sistemas de informação. 4. ed. São Paulo: 
Cengage Learning, 2021.
M
aterial para uso exclusivo de aluno m
atriculado em
 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
partilham
ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo. 115
Sobre a autora
Tatiane Antonovz é graduada em ciências contábeis (2005), mes-
tre (2010) e doutora em contabilidade (2020) pela Universidade Fede-
ral do Paraná. Atua na área de Educação a Distância – EaD, com elabo-
ração de material didático, banco de questões e gravação de aulas em 
diversas instituições.
Autora de livros pelas editoras Senac São Paulo, Iesde, Edipro e Inter-
saberes, entre outras, com diversos artigos apresentados e publicados 
em congressos e periódicos nacionais e internacionais. Atua como pro-
fessora na área de ciências contábeis e áreas relacionadas, tanto na gra-
duação quanto na especialização.
Tem experiência em controladoria, adquirida na ExxonMobil, antiga 
proprietária da Esso Brasileira de Petróleo, Mondelez Brasil (Kraft Foods), 
escritórios de contabilidade, entre outros.
	capa
	_Hlk141443761
	SIS_CON_01_ACE_2023
	_Hlk141443761
	SIS_CON_02_ACE_2023
	_Hlk141633222
	SIS_CON_03_ACE_2023
	_Hlk145654440
	SIS_CON_04_ACE_2023
	SIS_CON_05_ACE_2023
	SIS_CON_06_ACE_2023
	SIS_CON_07_ACE_2023
	SIS_CON_08_ACE_2023
	SIS_CON_08_ACE_2023Informação
Físico
Fonte: adaptado de Padoveze (2019, p. 20).
O subsistema institucional refere-se às crenças e valores dos proprie-
tários da organização relacionados à sua missão. É pautado nas expec-
tativas e investimentos financeiros e morais para alcançar os objetivos. 
Já o subsistema de gestão baseia-se nas crenças e valores da empresa, 
13Conceitos básicos e a empresa vista como um sistema
otimizando as relações comerciais, considerando o ambiente interno e 
externo. Inclui etapas de planejamento, controle e tomada de decisões.
O subsistema de informações representa as necessidades informa-
cionais da empresa e o fluxo contínuo de informações. É composto por 
múltiplos subsistemas que formam o sistema de informação, utilizado 
como vantagem operacional e competitiva. O subsistema organizacio-
nal está ligado à autoridade da empresa, agrupando atividades em depar-
tamentos e definindo a estrutura administrativa. Inclui definição de auto-
ridade, responsabilidade e distribuição de tarefas.
No caso do subsistema físico, estão representados os elementos 
materiais da empresa, como móveis, utensílios, máquinas e prédios uti-
lizados para a atividade empresarial. Otimiza recursos e aplica eficiência 
e eficácia à gestão. O subsistema social é aquele que compreende os 
elementos humanos da empresa, como colaboradores e cultura organi-
zacional. Inclui necessidades individuais, motivação, liderança, treina-
mentos e afeta diretamente a performance da empresa.
A compreensão de tais relações é de extrema importância para resol-
ver questões empresariais, projetos e qualquer empreendimento que bus-
que aumentar as atividades operacionais. É necessário avaliar e consi-
derar a interdependência desses elementos em um sistema ao mesmo 
tempo em que se respeitam os conceitos teóricos associados à teoria 
geral dos sistemas (TGS).
3 A empresa como um sistema
A teoria geral dos sistemas (TGS) é uma abordagem interdisciplinar 
que foi desenvolvida por Ludwig von Bertalanffy na década de 1930. Ela 
busca estudar os sistemas como um todo, independentemente de sua 
natureza específica e se concentra nas propriedades e princípios comuns 
que podem ser aplicados a todos os sistemas (Padoveze, 2019). A TGS 
14 Sistemas contábeis
é amplamente aplicada em diversas áreas do conhecimento, incluindo 
a administração e a gestão de empresas (Rezende; Abreu, 2013).
O conceito de sistema deriva da TGS, cujas características são res-
paldadas por princípios adaptáveis a uma ampla gama de sistemas, inde-
pendentemente da atividade que eles desempenham. As dinâmicas das 
relações e interações entre os sistemas também estão vinculadas a esses 
princípios específicos.
Com isso, um sistema em interação com o ambiente é considerado 
aberto, o que se aplica às empresas. Entender completamente esse con-
ceito é desafiador devido à complexidade do ambiente. As organizações 
como sistemas abertos são aquelas nas quais a interação social busca 
melhorar a vida das pessoas envolvidas e contribuir para a evolução da 
sociedade. A empresa, visualizada como um sistema aberto, está em 
constante interação e depende das trocas com entidades externas. Essa 
dependência é frequentemente esquecida devido à atividade interna 
intensa. Empresas assim não podem ser isoladamente analisadas, pois 
suas metas podem evoluir devido às transações entre os elementos do 
sistema aberto. A análise dos componentes de um sistema é essencial 
para entender como eles se relacionam, como suas interações contribuem 
para o funcionamento global do sistema e como os objetivos são alcan-
çados. Cada componente desempenha um papel crucial no contexto do 
sistema e, juntos, eles formam uma rede complexa de relações que mol-
dam o comportamento e o desempenho do sistema como um todo.
Essa abordagem da análise de sistemas e de seus componentes é 
essencial em várias áreas do conhecimento, como engenharia, biologia, 
sociologia, administração, entre outras. Compreender os sistemas em 
profundidade permite desenvolver estratégias eficazes para otimizar o 
seu funcionamento, solucionar problemas e atingir os resultados dese-
jados. É uma perspectiva valiosa para o avanço do conhecimento e para 
o desenvolvimento de soluções mais eficientes e eficazes.
15Conceitos básicos e a empresa vista como um sistema
Por outro lado, se a empresa fosse considerada um sistema fechado, 
não conseguiria realizar suas atividades, pois depende da interação com 
outras organizações ao longo do tempo para se manter em funciona-
mento. Outra característica de um sistema fechado é sua falta de inte-
gração no compartilhamento de informações, bem como falta de intera-
ção com o meio em que está inserido. Assim, os sistemas fechados 
podem ser considerados aqueles que não interagem com os outros. Logo, 
uma organização não pode atuar como tal, uma vez que essas intera-
ções ocorrem somente nos sistemas abertos.
4 Conceitos básicos sobre sistemas de 
informação
Uma perspectiva importante relacionada aos sistemas de informa-
ção (SI) é que eles devem ser criados com o intuito de gerar resultados 
úteis para a sociedade, seja de forma direta ou indireta. Essa finalidade 
orienta a busca por funções específicas e um propósito claro para o sis-
tema em questão.
Os fundamentos da TI e dos SI são essenciais no contexto empresa-
rial atual. Eles envolvem a aplicação de tecnologias para coletar, arma-
zenar, processar e transmitir informações com o objetivo de apoiar os 
processos de negócios e a tomada de decisões.
Para compreender completamente o funcionamento de um SI e como 
ele se destaca junto à gestão, é necessário desmembrá-lo em elemen-
tos e entender suas funções. Isso proporciona uma compreensão mais 
profunda e ampla do sistema (Padoveze, 2019). Todo sistema possui 
componentes fundamentais, incluindo objetivos que orientam suas ações, 
o ambiente/processo em que opera, entradas/recursos necessários, com-
ponentes internos e saídas resultantes. 
A administração e o controle são cruciais para o funcionamento ade-
quado, juntamente com a avaliação de desempenho (Luz, 2014). Uma 
16 Sistemas contábeis
perspectiva adicional vê os sistemas com objetivos e medidas de desem-
penho, considerando ambiente, recursos, atividades e metas de rendi-
mento como elementos essenciais. Analisando as duas definições, é pos-
sível identificar elementos comuns, como as entradas e saídas do sistema, 
além de todo o processo de transformação envolvido. Também é evi-
dente que os objetivos exercem uma influência importante no processo 
de gestão de qualquer organização empresarial. A figura a seguir ilustra 
como os componentes de um sistema funcionam e como estão interli-
gados com seus elementos.
Figura 2 – Componentes de um sistema
Objetivos
Entradas
Retroalimentação
SaídasProcesso de 
transformação
Co
nt
ro
le
 e
 
av
al
ia
çã
o
Fonte: adaptado de Padoveze (2019, p. 4).
Assim, de acordo com as especificações de Padoveze (2019), os sis-
temas de informação (SI), de forma específica, são compostos por um 
conjunto de recursos que englobam aspectos humanos, materiais e finan-
ceiros, organizados em uma sequência lógica que permite a entrada e o 
processamento de dados para obtenção das informações vitais no 
ambiente empresarial.
Os recursos humanos, conforme apontados por Gil, Biancolino e Bor-
ges (2013), desempenham papéis diversos e interagem na construção, 
elaboração e utilização dos sistemas de informação. Os gestores, sendo 
os principais representantes, atuam como usuários da informação, 
17Conceitos básicos e a empresa vista como um sistema
necessitando de dados corretos e em tempo hábil para embasar suas 
decisões assertivas.
Por outro lado, os desenvolvedores são profissionais especializados 
na modelagem de sistemas, cuja participação é fundamental, pois sua 
atuação impacta diretamente no funcionamento da empresa.
Além desses profissionais, outros também contribuem em situações 
específicas, desenvolvendo soluções ou atuando em problemas emer-
gentesque surgem devido a mudanças na rotina da organização. Todos 
esses membros dos recursos humanos desempenham um papel crucial 
para o bom desempenho e o progresso da empresa.
Outro ponto relevante são os recursos tecnológicos, que se comple-
mentam com os recursos humanos e materiais. Os softwares, assim 
como os profissionais, são considerados recursos essenciais, pois repre-
sentam a evolução tecnológica dos sistemas de informação e são fun-
damentais para o crescimento do ambiente empresarial.
Os recursos financeiros, tanto no contexto dos sistemas de informa-
ção quanto na organização em geral, devem ser encarados como inves-
timentos, e seu planejamento deve ser realizado considerando os retor-
nos a médio ou longo prazo. É importante entender a relevância do 
adequado aporte financeiro para a manutenção e o desenvolvimento dos 
sistemas de informação, assim como para a prosperidade da empresa.
Considerações finais
Neste capítulo, exploramos os fundamentos da tecnologia da infor-
mação (TI) e dos sistemas de informação (SI) e sua importância no con-
texto empresarial. Começamos examinando o ambiente em constante 
evolução da TI e seus elementos, reconhecendo seu impacto transfor-
mador nas organizações e na sociedade. A rápida mudança tecnológica 
impulsiona a inovação, criando novas oportunidades de negócios, mas 
18 Sistemas contábeis
também desafiando as empresas a se adaptarem a um cenário em cons-
tante transformação.
A compreensão dos conceitos de sistemas e subsistemas é fundamen-
tal para perceber como a interdependência entre os elementos dentro de 
um sistema pode influenciar o desempenho global. Identificar os subsis-
temas e suas interações é crucial para otimizar processos, melhorar a efi-
ciência e promover uma abordagem holística na gestão empresarial.
Ao visualizar a empresa como um sistema complexo, percebemos 
que todas as partes trabalham em harmonia para alcançar objetivos com-
partilhados. A interconexão entre os diversos componentes, incluindo 
recursos humanos, tecnologias e cultura organizacional, influencia dire-
tamente o sucesso da organização. 
Uma visão sistêmica da empresa permite a identificação de pontos 
fortes e fracos, possibilitando que sejam tomadas decisões estratégicas 
embasadas em uma compreensão abrangente da organização.
Por fim, abordamos os conceitos básicos sobre sistemas de informa-
ção (SI) e seu papel na coleta, armazenamento, processamento e disse-
minação de informações relevantes para a tomada de decisões geren-
ciais. Os SI são ferramentas poderosas para a automação de processos, 
aprimoramento da colaboração entre os membros da organização e a 
obtenção de vantagens competitivas no mercado. 
Referências
CRUZ, T. Sistemas de informações gerenciais e operacionais: tecnologias da 
informação e as organizações do século 21. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2019. 
GIL, A. L.; BIANCOLINO, C. A.; BORGES, T. N. Sistemas de informações contábeis: 
uma abordagem gerencial. São Paulo: Saraiva, 2013.
GONÇALVES, R. C. DE M. G.; RICCIO, É. L. Sistemas de informação ênfase em 
controladoria e contabilidade. São Paulo: Atlas, 2009. 
19Conceitos básicos e a empresa vista como um sistema
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Essentials of management information systems. 
10. ed. Boston: Pearson, 2013.
LUZ, E. E. DA. Controladoria corporativa. 2. ed. Curitiba: Intersaberes, 2014. 
OLIVEIRA, D. P. R. Sistemas de informações gerenciais: estratégias, táticas, 
operacionais. 17. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
PADOVEZE, C. L. Sistemas de informações contábeis: fundamentos e análises. 
8. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. Tecnologia da informação aplicada a sistemas de 
informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas de 
informação nas empresas. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2013.
21Sistemas de informação, modelo de gestão e processo de gerência
Capítulo 2
Sistemas de 
informação, modelo 
de gestão e 
processo de 
gerência
Vamos entender que o processo gerencial é a espinha dorsal de qual-
quer organização bem-sucedida. Ele engloba três fases essenciais: pla-
nejamento, execução e controle. O planejamento é o ponto de partida, 
os objetivos são definidos, as estratégias delineadas e os recursos alo-
cados. Em seguida, vem a etapa da execução, em que as ações são colo-
cadas em prática e os planos são colocados em ação. Por fim, o con-
trole monitora o desempenho e os resultados, assegurando que as metas 
sejam alcançadas e, se necessário, ajusta os rumos.
22 Sistemas contábeis
Deve-se estar atento ao fato de que a estratégia de uma empresa está 
intrinsecamente ligada à sua missão e faz parte do processo de gover-
nança corporativa. Dessa forma, iremos compreender que a estratégia 
de uma empresa é o meio pelo qual ela busca cumprir sua missão, e a 
governança corporativa fornece a estrutura e os mecanismos para garan-
tir que essa busca seja realizada de forma eficaz e responsável.
Uma distinção fundamental no processo gerencial é a diferença entre 
o planejamento estratégico e o planejamento operacional. O planeja-
mento estratégico abrange a visão geral da organização a longo prazo, 
definindo seus propósitos e metas gerais, e identificando as principais 
ações necessárias para alcançá-las. Em contraste, o planejamento ope-
racional é mais tático e focado no curto prazo. Ele se concentra em deta-
lhar as atividades específicas em cada área da organização para cum-
prir as metas estabelecidas no planejamento estratégico.
Veremos os planos de duração determinada e indeterminada. No pri-
meiro caso, eles têm um período definido para sua implementação e são 
frequentemente associados a objetivos específicos, projetos ou empreen-
dimentos temporários. Por outro lado, os planos de duração indetermi-
nada são mais abertos e flexíveis, aplicando-se a processos contínuos e 
rotineiros da organização.
No contexto do processo gerencial, os orçamentos desempenham 
um papel crucial como instrumentos de planejamento financeiro e de 
representação do plano estratégico convertido em números. Eles tradu-
zem os planos em termos monetários, permitindo uma alocação eficiente 
dos recursos disponíveis e uma previsão dos resultados financeiros.
Em meio ao cenário de negócios em constante evolução, a gestão de 
informações torna-se vital. O sistema de informações gerenciais (SIG) 
desempenha um papel essencial no processo gerencial, fornecendo 
dados e análises em tempo real para apoiar o planejamento, execução 
e controle de maneira informatizada. Com o auxílio do SIG, os gestores 
podem tomar decisões mais embasadas e assertivas, permitindo adap-
tação rápida às mudanças do ambiente empresarial.
23Sistemas de informação, modelo de gestão e processo de gerência
1 Modelos de gestão
Os sistemas de informação (SI) podem atuar em diferentes modelos 
de gestão. Por exemplo, no contexto de uma gestão autoritária, estão 
estreitamente vinculados ao modelo de gestão da empresa. Na gestão 
autoritária, o processo decisório e a administração centralizam-se na alta 
hierarquia da empresa, resultando em sistemas de informação precá-
rios, fechados e também autoritários (Merighi et al., 2013).
Segundo Rezende e Abreu (2013), as decisões e assuntos relevantes 
são discutidos e determinados exclusivamente pela alta administração, 
sem a participação das respectivas unidades departamentais destinatá-
rias. Nesse cenário, cabe a essas unidades apenas aceitar e cumprir as 
diretrizes estabelecidas, sem a possibilidade de contribuir significativa-
mente para as decisões ou aprimorar o processo decisório.
O fluxo de informações é limitado e restrito, com pouca dissemina-
ção de dados e conhecimento para além dos níveis mais altos da hierar-
quia da empresa. Os SI são projetados para atender às necessidades e 
demandas da alta administração, muitas vezes sem considerar a eficiên-
cia e eficácia nas operações diárias das diferentes áreas da empresa 
(Merighi et al., 2013). 
Nesse tipo de gestão, os colaboradores têm pouca autonomiae menos 
participação ativa nas decisões, o que pode levar a uma desmotivação 
geral, falta de engajamento e até resistência às mudanças impostas pela 
administração central. A comunicação de mão única pode gerar lacunas 
no entendimento das necessidades do mercado e dos clientes, resul-
tando em uma adaptação lenta a novas demandas e oportunidades 
(Rezende; Abreu, 2013). 
Portanto, é importante considerar a relevância da sinergia entre os 
modelos de gestão e os SI, a fim de promover uma abordagem mais cola-
borativa e participativa, onde o fluxo de informações seja livre, 
24 Sistemas contábeis
transparente e orientado para a tomada de decisões estratégicas que 
beneficiem a empresa como um todo (Gil; Augusto; Nascimento, 2013). 
Merighi et al. (2013), citam que no modelo de gestão democrática, a 
alta administração adota uma postura mais consultiva e permite a parti-
cipação ativa dos níveis inferiores da empresa no processo decisório. 
Além disso, há espaço para a delegação de responsabilidades, o que faci-
lita a abertura dos SI que, anteriormente, poderiam ser mais fechados.
Nessa abordagem, os assuntos são discutidos de forma ampla, envol-
vendo todos os colaboradores, e a tomada de decisões busca conside-
rar diversas perspectivas e opiniões. No entanto, é importante notar que, 
em alguns casos, mesmo com essa aparência democrática, a execução 
das determinações ainda acaba sendo centralizada nas respectivas uni-
dades departamentais, criando uma dinâmica que se assemelha à ges-
tão autoritária.
Essa aparente contradição pode resultar de vários fatores, como uma 
cultura organizacional arraigada em hierarquia e controle, falta de con-
fiança na capacidade dos níveis inferiores de tomar decisões ou mesmo 
uma resistência da alta administração em abrir mão do controle. Essa 
discrepância entre a gestão democrática e a prática real pode ser consi-
derada uma forma de maquiagem da abordagem democrática, em que 
a aparência de participação é mantida, mas as decisões fundamentais 
ainda permanecem centralizadas.
Apesar disso, a gestão democrática tende a promover um ambiente 
mais inclusivo e colaborativo, com maior engajamento dos colaborado-
res e um fluxo de informações mais aberto. Isso pode levar a melhores 
resultados em termos de inovação, motivação da equipe e capacidade 
de resposta às demandas do mercado. A busca por uma verdadeira ges-
tão democrática requer uma mudança cultural profunda, com ênfase na 
descentralização do poder e na promoção de uma cultura de confiança 
e transparência.
25Sistemas de informação, modelo de gestão e processo de gerência
Na gestão participativa, a alta administração descentraliza o processo 
decisório e permite a delegação e o envolvimento de todos os níveis hie-
rárquicos. A definição de políticas e o controle de resultados são realiza-
dos em conjunto, promovendo sistemas de informação totalmente aber-
tos, transparentes e efetivos (Mendes; Costa; Ferreira, 2014). 
Segundo os autores, os assuntos são discutidos de forma colabora-
tiva, com a efetiva participação das respectivas unidades departamen-
tais destinatárias e as decisões são aceitas e cumpridas por todos os 
envolvidos. A gestão participativa é particularmente indicada para a admi-
nistração de tecnologia da informação e seus recursos, em que o traba-
lho colaborativo e a troca de ideias são fundamentais para o sucesso 
das operações.
Na gestão situacional, a alta administração e a gestão se adaptam 
e atuam de forma momentânea, muitas vezes, desvinculadas das polí-
ticas e regras previamente estabelecidas. As decisões são tomadas de 
acordo com as circunstâncias específicas do momento, podendo ou 
não contar com a participação das respectivas unidades departamen-
tais destinatárias.
2 Processo gerencial: planejamento, 
execução e controle
O processo gerencial ou processo de gestão é uma abordagem fun-
damental para garantir a eficiência e a eficácia das atividades realizadas 
dentro de uma organização. Esse processo geralmente é composto por 
três etapas interligadas e cíclicas: planejamento, execução e controle.
A etapa de planejamento envolve a definição de metas, objetivos e 
estratégias que orientarão as ações da empresa em um determinado 
período. O planejamento consiste em estabelecer direcionamentos, 
26 Sistemas contábeis
identificar recursos necessários, prever possíveis desafios e criar um 
plano de ação para atingir os resultados desejados.
Na execução, os planos e ação delineados no processo de planeja-
mento são colocados em prática. É o momento de executar as ativida-
des, alocar recursos, mobilizar equipes e implementar as estratégias tra-
çadas anteriormente. A execução requer coordenação, comunicação 
eficiente e capacidade de adaptação às mudanças do ambiente 
empresarial.
É necessário monitorar o desempenho das atividades de forma con-
tínua e comparar os resultados alcançados com os objetivos planejados. 
O controle envolve a análise de indicadores de desempenho, a avaliação 
do progresso em relação às metas estabelecidas e a identificação de 
possíveis desvios ou falhas no processo. 
Com base nas informações obtidas, são tomadas ações corretivas 
ou ajustes para garantir que a empresa esteja no caminho certo para 
atingir seus objetivos. O processo de gestão por meio dessas três eta-
pas interligadas possibilita uma gestão mais estruturada e orientada a 
resultados, permitindo que a organização alcance seus objetivos de forma 
mais eficiente e eficaz, alinhados à missão da empresa. 
Além disso, o ciclo contínuo de planejamento, execução e controle 
possibilita a adaptação da empresa às mudanças do mercado e do 
ambiente empresarial, garantindo sua competitividade e sucesso a 
longo prazo.
3 Planejamento estratégico versus 
planejamento operacional
O planejamento, inicialmente desenvolvido no contexto militar para 
vencer o inimigo, teve sua aplicação estendida ao mundo dos negócios 
após a Revolução Industrial, a partir do século XIX. Ao longo do tempo, 
27Sistemas de informação, modelo de gestão e processo de gerência
novas formas de planejamento foram surgindo para atender às deman-
das das organizações em constante evolução.
Por volta dos anos 1960, surgiu o conceito de planejamento de longo 
prazo, que se diferenciava por incorporar projeções, tendências e análise 
de lacunas. Esse tipo de planejamento permitia que as empresas olhas-
sem para o futuro e estabelecessem direcionamentos consistentes. 
Na década de 1970, o planejamento estratégico passou a ganhar espaço 
nas organizações. Esse tipo de planejamento envolve uma análise deta-
lhada dos pontos fortes da organização, das oportunidades e das amea-
ças que podem afetá-la. É uma abordagem que visa definir a direção e 
os objetivos de longo prazo da empresa.
Dentro do planejamento, encontramos três divisões: estratégico, tático 
e operacional. O planejamento estratégico foca em um horizonte de longo 
prazo, geralmente de cinco anos ou mais, e estabelece a visão e a mis-
são da empresa, indicando o lugar que ela pretende chegar.
As metas e objetivos estabelecidos no planejamento estratégico são 
qualitativos, abrangendo questões estratégicas relacionadas a produtos, 
marketing e posicionamento no mercado. Essa abordagem busca garan-
tir que a empresa esteja alinhada com sua visão de futuro e seja capaz 
de adaptar-se às mudanças do ambiente empresarial.
No planejamento tático, que abrange um prazo médio de três a 
cinco anos em que são estabelecidos e mensurados os objetivos tanto 
quantitativos quanto qualitativos da organização. Nessa abordagem, 
são desenvolvidas ações relacionadas à produção, bem como aspec-
tos de financiamento.
Por outro lado, o planejamento operacional detalha minuciosamente 
como as operações serão executadas. Nesse estágio, são colocadas em 
prática ações quantitativas específicas, envolvendo atividades como 
28 Sistemas contábeis
vendas, aquisição de insumos, contratação de colaboradores e desen-
volvimento de tarefas operacionais.
Para queo planejamento estratégico ocorra de forma bem-sucedida, 
podemos resumi-lo em três etapas fundamentais, conforme destacado 
por Lunkes (2007):
1. Elaboração da estratégia ou definição do planejamento: nessa fase, 
a empresa escolhe a estratégia a ser seguida e define o direciona-
mento que será adotado.
2. Implementação da estratégia: ligação entre a estratégia elaborada 
e sua execução na empresa. As ações planejadas começam a ser 
efetivamente postas em prática.
3. Acompanhamento da estratégia ou controle: essa etapa envolve 
o monitoramento contínuo do progresso do planejamento e a veri-
ficação do cumprimento das metas estabelecidas. 
Essas três etapas formam a base do planejamento estratégico, mas 
é possível inserir outras etapas adicionais, conforme a maturidade da 
empresa, as pessoas envolvidas, as questões de sistemas e as ferramen-
tas utilizadas no processo de planejamento. 
O processo de planejamento é flexível e pode ser ajustado para que 
a empresa escolha o melhor caminho que se adapte à sua realidade e 
objetivos específicos. A flexibilidade permite que a empresa se adapte a 
mudanças do ambiente externo e interno, garantindo a eficácia e o sucesso 
do planejamento estratégico.
4 Planos de duração determinada X planos 
de duração indeterminada
Planos de duração determinada e duração indeterminada são duas 
abordagens distintas na gestão e tomada de decisões empresariais. No 
primeiro caso, as metas, objetivos e ações são estabelecidos para um 
29Sistemas de informação, modelo de gestão e processo de gerência
período específico, com um prazo definido para sua execução. Esses pla-
nos geralmente têm uma duração fixa, que pode ser curta, média ou 
longa, e são elaborados com base em previsões, projeções e análises do 
cenário atual e futuro da empresa e do mercado.
Os planos com duração determinada têm foco e clareza que são obser-
vados ao ter um prazo determinado, os objetivos são mais específicos 
e a equipe pode se concentrar em atingi-los dentro do período estabele-
cido. Além disso, como o tempo é limitado, é possível detalhar melhor 
as etapas e ações necessárias para alcançar as metas.
Entretanto, existe uma restrição temporal, uma vez que alguns planos 
podem ser insuficientes para atingir metas mais ambiciosas ou de longo 
prazo. Observa-se, adicionalmente, a rigidez. Essa falta de flexibilidade 
pode dificultar a adaptação a mudanças repentinas ou imprevistas no 
ambiente empresarial.
Os planos de duração indeterminada, por outro lado, são mais aber-
tos e flexíveis, sem um prazo definido para sua conclusão. Eles se con-
centram em direcionar a empresa de forma contínua, adaptando-se às 
condições em constante mudança do mercado.
Como vantagens, tais tipos de planos possuem a adaptabilidade, já 
que a empresa pode responder rapidamente a mudanças e oportunida-
des emergentes no mercado. Esses planos que não possuem restrições 
em relação ao tempo têm uma visão de longo prazo. Ao não estar limi-
tado a prazos específicos, os planos podem abordar metas e objetivos 
de longo alcance.
Entretanto, pode ocorrer nestes planos a falta de foco. A ausência de 
um prazo pode levar a uma dispersão de esforços e ações não prioritá-
rias. Outra desvantagem é a dificuldade na mensuração de resultados: a 
falta de um prazo pode dificultar a avaliação dos resultados e a identifi-
cação de possíveis ajustes nas estratégias.
30 Sistemas contábeis
Em muitos casos, é possível utilizar uma abordagem combinada, em 
que planos de duração determinada são implementados para alcançar 
metas específicas em um período estipulado, enquanto planos de dura-
ção indeterminada garantem a flexibilidade e adaptabilidade da empresa 
a longo prazo. A escolha entre essas abordagens dependerá das carac-
terísticas e necessidades da empresa, bem como do contexto em que 
está inserida.
5 Orçamentos, instrumentos ou tipos 
de planos
Lunkes (2007) conceitua o orçamento como uma peça essencial para 
todos os processos gerenciais, com a flexibilidade de ser implementado 
em diversos formatos, desde os mais simples aos mais sofisticados. O 
orçamento pode desempenhar o papel de estabelecer planos e contro-
les em curto, médio e longo prazo, embora existam divergências de opi-
nião sobre o assunto. 
O orçamento é utilizado como instrumento de controle ou ainda 
plano de autorização para a realização de despesas e investimentos na 
organização. O processo de orçamentação permite projetar cenários 
financeiros futuros com base em dados e informações disponíveis, auxi-
liando na tomada de decisões estratégicas. Ele proporciona uma visão 
global dos recursos disponíveis e das necessidades da organização, per-
mitindo a coordenação eficiente de ações e projetos. O processo de orça-
mentação gera informações relevantes sobre os recursos financeiros, 
possibilitando a identificação de prioridades e direcionando os esforços 
da empresa de maneira mais eficaz.
PARA SABER MAIS 
O orçamento é uma poderosa ferramenta utilizada, entre outras finalida-
des, para o controle gerencial. No artigo Interface dos sistemas de 
31Sistemas de informação, modelo de gestão e processo de gerência
controle gerencial com a estratégia e medidas de desempenho em empresa 
familiar, de Ieda Margarete Oro e Carlos Eduardo Facin Lavarda, é possí-
vel entender como é feito seu uso no processo de tomada de decisão (Oro; 
Lavarda, 2019). 
Essa ferramenta permite que os diversos setores da empresa alinhem 
suas atividades de acordo com as metas e objetivos estratégicos esta-
belecidos, garantindo a coesão e a sinergia entre as áreas. O orçamento 
é uma ferramenta multifacetada, que pode ser aplicada de diversas manei-
ras, desempenhando diferentes papéis na gestão das organizações. Sua 
abrangência e utilidade podem variar de acordo com a realidade e os 
objetivos de cada empresa, tornando-o uma peça fundamental para o 
planejamento e o controle de recursos financeiros.
O orçamento desempenha um papel fundamental na distribuição de 
recursos, no gerenciamento do desempenho de atividades, colaborado-
res e gestores, e na mensuração de aspectos financeiros e outros na 
organização (Lunkes, 2007). É uma ferramenta essencial no sistema 
administrativo de uma empresa, mas requer formalização para obter 
todas as suas vantagens como instrumento de planejamento.
O processo de elaboração do orçamento está intrinsecamente ligado 
aos objetivos definidos na estratégia ou planejamento da organização. 
Sendo flexível, a condução desse processo depende de como a empresa 
aborda sua própria estrutura e elaboração do orçamento.
Geralmente, a controladoria é o órgão responsável pela elaboração 
do orçamento. Essa área da empresa implanta sistemas de informações 
para coletar dados que alimentam tanto o planejamento quanto o pró-
prio orçamento. Cabe ressaltar que este é realizado por vários gestores 
da organização. 
O orçamento empresarial clássico, conforme descrito por Lunkes 
(2007), engloba estimativas de mão de obra, custos indiretos, despesas 
32 Sistemas contábeis
de vendas e administrativas, bem como insumos em geral. Além disso, 
tradicionalmente, são projetadas as demonstrações contábeis e o orça-
mento de investimento ou de capital é elaborado para prever os valores 
de desembolsos futuros relacionados à aquisição de ativos.
O orçamento de caixa, por exemplo, complementa o orçamento empre-
sarial ao mostrar as possíveis necessidades de desembolso da empresa 
e os fluxos de recursos futuros. Em algumas situações, a entidade pode 
detalhar planos de remuneração variável e outros valores que impactam 
suas finanças, de acordo com a atividade ou forma de funcionamento 
da organização.
O orçamento de Base Zero (OBZ), como o nome sugere, é um método 
diferenciado, pois parte do zero para sua elaboração. O OBZ utiliza per-
guntas como “o que gastar?”, “como?”, “por quê?” e, com base nas res-
postas, são feitos pacotes de decisão para direcionar os gastos. Poste-
riormente, a administração pode avaliar e entender como determinadaação impactou o orçamento.
Por sua vez, o orçamento por atividades (ABB) segue o raciocínio do 
custeio por atividade (ABC), baseado na identificação e alocação dos 
custos de acordo com as atividades realizadas. Nessa abordagem orça-
mentária, identifica-se que um conjunto de atividades gera gastos. São 
definidos processos, que são cadeias de atividades, os quais consomem 
recursos, como os gastos na área hospitalar para atender aos pacien-
tes. Com base nisso, são projetados os valores do orçamento.
6 Papel do sistema de informações 
no contexto do processo gerencial
Conforme Oliveira (2018), os sistemas de informações gerenciais (SIG) 
podem ser conceituados de várias maneiras. Uma definição consiste em 
considerá-los como uma combinação de pessoas, equipamentos, pro-
cedimentos e documentos que coletam, validam e processam dados 
33Sistemas de informação, modelo de gestão e processo de gerência
destinados ao planejamento, orçamento, contabilidade, controle e outros 
processos gerenciais, com diversos propósitos administrativos.
Outra perspectiva do autor é que os SIG são um processo de conver-
são de dados em informações que serão utilizadas na estrutura decisó-
ria da empresa, proporcionando à organização o suporte necessário para 
otimizar seus resultados (Audy; Andrade; Cidral, 2007). 
Segundo os autores, os SIG sintetizam, registram e relatam a situação 
operacional da empresa. Esses sistemas desempenham um papel signi-
ficativo, principalmente para os gestores de nível tático, pois fornecem 
relatórios com indicadores sobre o desempenho de áreas específicas.
De acordo com Caiçara Júnior (2015), os SIG são ferramentas que 
auxiliam as entidades a alcançar suas metas, proporcionando aos ges-
tores uma visão abrangente das operações regulares da empresa e per-
mitindo organização e planejamento otimizados. Esses sistemas podem 
estar relacionados a áreas específicas, como SIG de recursos humanos 
ou industrial.
A implementação e utilização dos SIG têm o propósito de fornecer 
aos gestores uma variedade de relatórios, tanto para analisar questões 
passadas quanto para planejar o futuro da instituição.
Conforme mencionado por Caiçara Júnior (2015), os SIG são ampla-
mente utilizados em várias áreas das organizações, geralmente compos-
tos por subsistemas específicos. Por exemplo, em um ambiente indus-
trial, é comum encontrar subsistemas de engenharia, programação da 
produção e outros que apoiam a atividade produtiva como um todo, for-
mando um sistema integrado.
Além de suas funções gerenciais periódicas e rotineiras, consideradas 
básicas, os SIG podem desempenhar funções analíticas, incorporando 
ferramentas que auxiliam os gestores em suas tomadas de decisões. 
Essas ferramentas utilizam análises quantitativas sobre indicadores finan-
ceiros, observação de tendências e avaliação de riscos, por exemplo. 
34 Sistemas contábeis
No contexto de um SIG financeiro, diversas funções são realizadas, 
incluindo coletar informações precisas, completas e consistentes de 
diversas fontes, fornecer relatórios gerenciais para acompanhar as tran-
sações financeiras da empresa, apoiar decisões relacionadas a políticas 
fiscais e governamentais, facilitar a preparação de demonstrações finan-
ceiras e outros relatórios, como o fluxo de caixa, possibilitar a análise 
financeira e a geração de relatórios, entre outras.
Assim como o SIG industrial, o financeiro é composto por vários módu-
los, incluindo controle contábil, administração do caixa, planejamento 
orçamentário e administração de investimentos, entre outros (Eleuterio, 
2015). Segundo Oliveira (2018), é importante ressaltar que o SIG abrange 
apenas uma parte das informações globais da empresa, obtidas tanto 
do ambiente empresarial externo quanto do sistema de informações 
internas da própria organização.
Por fim, o SIG é parte integrante do processo administrativo da empresa 
e deve estar alinhado com o planejamento, organização e gestão, sendo 
considerado uma ferramenta de extrema importância em cada uma des-
sas etapas (Oliveira, 2018).
Considerações finais
Neste capítulo, foram abordados alguns dos principais tópicos rela-
cionados a sistema de informação, modelo de gestão e processo de 
gerência. Os modelos de gestão são abordagens teóricas que orientam 
as práticas administrativas de uma empresa. Cada modelo possui carac-
terísticas próprias e influencia diretamente a forma como os gestores 
tomam decisões e conduzem suas equipes.
O processo de gestão composto pelas etapas de planejamento, exe-
cução e controle, é essencial para o alcance dos objetivos organizacio-
nais. É o momento de definir metas e traçar estratégias, enquanto a 
35Sistemas de informação, modelo de gestão e processo de gerência
execução envolve colocar em prática as ações planejadas. Já o controle 
permite monitorar o desempenho e corrigir eventuais desvios.
Foi destacada a diferença entre o planejamento estratégico e o ope-
racional. O primeiro está voltado para a visão de longo prazo, direcio-
nando a organização como um todo, enquanto o planejamento opera-
cional foca nas atividades cotidianas e nas operações diárias.
Vimos que a definição da duração dos planos é um aspecto relevante 
na gestão organizacional. Planos de duração determinada têm prazo 
definido para sua execução e são comuns em projetos específicos, 
enquanto planos de duração indeterminada são contínuos, aplicados em 
situações de rotina e adaptação constante.
Compreendemos que os orçamentos desempenham um papel crucial 
na gestão financeira, permitindo a alocação adequada de recursos para 
as atividades planejadas. Eles são apenas um dos instrumentos utiliza-
dos no processo gerencial, que inclui também diversos tipos de planos, 
como os planos de marketing, recursos humanos, produção, entre outros.
Por fim, o sistema de informações exerce um papel cada vez mais 
importante no contexto do processo gerencial. Com o avanço tecnoló-
gico, a coleta e análise de dados tornam-se essenciais para embasar 
decisões estratégicas e operacionais, proporcionando maior agilidade e 
assertividade na condução dos negócios.
Referências
AUDY, J. L. N.; ANDRADE, G. K. DE; CIDRAL, A. Fundamentos de sistemas de 
informação. Porto Alegre: Bookman, 2007.
CAIÇARA JÚNIOR, C. Sistemas integrados de gestão: ERP uma abordagem 
gerencial. 2. ed. Curitiba: Intersaberes, 2015.
ELEUTERIO, M. A. M. Sistemas de informações gerenciais na atualidade. Curitiba: 
Intersaberes, 2015.
36 Sistemas contábeis
GIL, A. L.; AUGUSTO, C. B.; NASCIMENTO, T. B. Sistemas de informações contábeis: 
uma abordagem gerencial. São Paulo: Saraiva, 2013.
LUNKES, R. J. Contabilidade gerencial. Florianópolis: Visual Books, 2007.
MENDES, F.; COSTA, D. V. F.; FERREIRA, V. C. P. Gestão participativa: um estudo 
de caso analisando a caixa de sugestões como ferramenta de gestão. Gestão e 
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MERIGHI, C. DE C. et al. Estudos do comportamento da liderança na Cooperativa 
de Crédito Rural Centro Norte do Mato Grosso do Sul, unidade Chapadão do Sul, 
como fator de desenvolvimento local. Interações, Belo Horizonte, v. 14, n. 2, p. 
165–176, 2013.
OLIVEIRA, D. DE P. R. DE. Sistemas de informações gerenciais: estratégias, 
táticas, operacionais. 17. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
ORO, I. M.; LAVARDA, C. E. F. Interface dos sistemas de controle gerencial com 
a estratégia e medidas de desempenho em empresa familiar. Revista Contabilidade 
& Finanças, São Paulo, v. 30, n. 79, p. 14–27, 2019.
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. DE. Tecnologia da informação aplicada a sistemas 
de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas 
de informação nas empresas. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2013.
37Sistemas de informação da empresa
Capítulo 3
Sistemas de 
informação da 
empresa
Este capítulo tem como objetivo explorar os principais sistemas de 
informações utilizados pelas organizações, abordando suas caracterís-
ticas e importância para o funcionamento harmoniosoe competitivo dos 
negócios. Serão apresentadas as áreas operacionais essenciais, que 
incluem o sistema administrativo e financeiro, o sistema contábil e o 
reporte fiscal, destacando o relevante papel do Sistema Público de Escri-
turação Digital (Sped), Sped Contábil, Sped Fiscal e eSocial no cumpri-
mento das obrigações legais.
38 Sistemas contábeis
Além disso, será analisado o sistema de recursos humanos, que per-
mite a gestão eficiente do capital humano, impulsionando o desenvolvi-
mento e a satisfação dos colaboradores. A produção, outra área funda-
mental, será abordada no contexto dos sistemas de informação que 
otimizam os processos produtivos.
O capítulo também explora o sistema de comercialização e serviços, 
fator determinante para a conquista e manutenção de clientes, bem como 
outros sistemas de apoio à gestão, como o CRM (Customer Relationship 
Management), SCM (Supply Chain Management), HSE (Health, Safety 
and Environment), GRC (Governance, Risk and Compliance) e BI (Busi-
ness Intelligence), que fornecem insights valiosos para a tomada de deci-
sões estratégicas.
Compreender a relevância e o funcionamento adequado dos sistemas 
de informação é essencial para que gestores e profissionais estejam pre-
parados para enfrentar os desafios do mercado globalizado e altamente 
competitivo, garantindo a eficiência, a produtividade e a sustentabilidade 
das organizações em um ambiente em constante evolução.
1 Principais áreas operacionais 
das organizações
As organizações são compostas por várias áreas operacionais, que 
desempenham funções distintas, mas interconectadas, para alcançar os 
objetivos da empresa de forma eficiente e eficaz. As principais áreas ope-
racionais das organizações podem variar de acordo com o tipo e o tama-
nho da organização (Padoveze, 2019).
Já a área de produção e operações da empresa concentra-se na pro-
dução de bens ou prestação de serviços da organização. Envolve o geren-
ciamento da cadeia de suprimentos, controle de qualidade, planejamento 
da produção, logística e gestão de estoque.
39Sistemas de informação da empresa
A área de tecnologia da informação (TI), por sua vez, é aquela encar-
regada de gerenciar a infraestrutura de TI, desenvolvimento de software, 
segurança da informação, suporte técnico e implementação de sistemas 
para apoiar as operações da organização. 
O departamento jurídico e de conformidade é responsável por ques-
tões legais, regulatórias e de conformidade da organização. Isso inclui 
assuntos jurídicos, contratos, proteção de propriedade intelectual e con-
formidade com regulamentações governamentais (Cruz, 2019).
2 Sistema administrativo e financeiro
Um sistema de informação administrativo e financeiro é uma ferra-
menta tecnológica utilizada pelas organizações para automatizar e inte-
grar as atividades relacionadas à gestão administrativa e financeira. Essa 
ferramenta visa agilizar processos, facilitar o acesso às informações rele-
vantes e melhorar a tomada de decisões por meio de dados precisos e 
atualizados. Pode ser implementada como um software específico ou 
como parte de um sistema de gestão empresarial, em inglês: Enterprise 
Resource Planning (ERP) (Gil; Biancolino; Borges, 2013).
Segundo os autores, esses sistemas proporcionam informações valio-
sas para o time de vendas, ajudando-o a identificar oportunidades de 
negócio, elaborar estratégias mais precisas e alcançar melhores resul-
tados. A combinação dessas funcionalidades torna o ERP com módulo 
de gestão comercial uma poderosa ferramenta para impulsionar a efi-
ciência operacional e a satisfação do cliente.
O uso de um ERP também impulsiona, de forma específica, o processo 
de gestão financeira nas empresas. O software permite, por exemplo, 
integração das informações dos departamentos de compras e vendas e 
facilita o processo decisório, possibilitando a utilização de ferramentas 
essenciais de análise, como o fluxo de caixa, fornecendo uma visão mais 
completa da situação financeira da organização (Padoveze, 2019).
40 Sistemas contábeis
A controladoria, área fundamental nas empresas atuais, se beneficia 
de diversas maneiras do uso do software. O ERP auxilia o gestor no cum-
primento das obrigações acessórias, como o Sped (Sistema Público de 
Escrituração Digital Contábil), e na elaboração de outras demonstrações 
contábeis obrigatórias, tornando o processo mais ágil e confiável.
Adicionalmente, a tecnologia do ERP possibilita um controle patri-
monial detalhado do negócio, fornecendo informações precisas sobre 
o patrimônio da empresa e outras que auxiliam no processo de tomada 
de decisões.
3 Sistema contábil
Considerando o sistema de informações contábeis de uma entidade, 
esse é o principal componente do sistema de gestão empresarial com o 
propósito de fornecer aos gestores informações de natureza monetária 
e não monetária para embasar o processo decisório. Destaca-se, nesse 
contexto, o papel das demonstrações contábeis e como elas podem ser 
usadas para o processo de tomada de decisão. 
Todos os subsistemas da empresa trabalham de forma conjunta, 
tendo como objetivo coletar, processar, armazenar e distribuir as infor-
mações necessárias. Os subsistemas de uma empresa se referem a 
componentes ou áreas funcionais que desempenham papéis específi-
cos e inter-relacionados na organização.
O fluxo informacional segue uma dinâmica semelhante à de uma 
empresa industrial, envolvendo entrada de dados, processamento e dis-
ponibilização de informações úteis. Contudo, nesse contexto, não se trata 
de um produto físico, mas sim de informações essenciais para o pro-
cesso decisório.
Para efetivar o sistema de informação contábil, são utilizados recur-
sos que vão além dos dados a serem processados, englobando softwa-
res para processamento, redes para comunicação, hardwares para 
41Sistemas de informação da empresa
instalação e, fundamentalmente, o papel das pessoas, pois nenhum sis-
tema é capaz de funcionar sem a intervenção humana (Oliveira, 2014). 
3.1 Reporte fiscal e sistema público de escrituração 
digital: Sped, Sped Contábil, Sped Fiscal e eSocial
O Sped Contábil (Sistema Público de Escrituração Digital Contábil) é 
um dos componentes do projeto Sped (Sistema Público de Escrituração 
Digital) do governo brasileiro. O Sped Contábil é um sistema criado no 
Brasil em 2007, que opera inteiramente em formato digital para a gera-
ção de informações contábeis e fiscais. Abrange a emissão de notas fis-
cais eletrônicas até o registro contábil e fiscal, todos realizados 
eletronicamente. 
Por meio de sistema contábil próprio, a empresa ou o escritório de 
contabilidade responsável executa a conversão de todas as informa-
ções eletrônicas provenientes de transações de compra e venda em 
registros digitais. Esses registros são, então, transferidos pela internet 
diretamente aos servidores da Receita Federal por meio de uma plata-
forma padronizada. Antes de efetuar a transmissão, a autenticidade e 
integridade dos dados enviados são verificadas por meio da validação 
da assinatura digital da empresa que submete as informações. O Sped 
Contábil tem dois principais objetivos: facilitar a vida do governo e das 
empresas. Isso beneficia o governo ao melhorar a fiscalização e redu-
zir erros manuais, além de diminuir a burocracia no acesso às informa-
ções, agilizando o processo.
PARA SABER MAIS 
Na página oficial do Sped é possível clicar em cada um dos módulos e 
conhecer todas as suas caraterísticas, a legislação ligada ao módulo, 
além de outros elementos (Sped, 2023).
42 Sistemas contábeis
Com a adoção do Sped Contábil, o governo pode realizar uma pré-au-
ditoria imediata ao receber as informações dos contribuintes, identifi-
cando rapidamente eventuais inconsistências operacionais, como gran-
des mudanças, e facilitando a detecção de possíveis problemas. Essa 
efetividade na fiscalização também ajuda a prevenir desvios e crimes tri-
butários. Para as empresas, a adoção do Sped Contábil permitiu elimi-
nar a necessidadede enfrentar filas ou imprevistos que poderiam cau-
sar atrasos e multas na entrega dos documentos, tornando todo o 
processo de envio de documentos mais rápido e confiável. 
O Sped Fiscal (Sistema Público de Escrituração Digital Fiscal), por sua 
vez, tem como objetivo modernizar e simplificar o cumprimento das obri-
gações fiscais das empresas perante os órgãos governamentais. Por 
meio do Sped Fiscal, as empresas devem enviar de forma eletrônica infor-
mações detalhadas sobre suas operações fiscais, tais como a escritura-
ção de documentos fiscais, apuração de impostos, registros de inventá-
rio, entre outros dados relevantes.
Já o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previ-
denciárias e Trabalhistas (eSocial) faz parte da reestruturação e moder-
nização do ambiente empresarial do Brasil. Ele visa simplificar a gestão 
de pessoas e o envio de informações para o governo. O sistema foi con-
siderado inovador ao substituir registros em meios ultrapassados, como 
documentos físicos em papel, evitando perdas, erros e dificuldades de 
armazenamento (Filho; Kruger, 2015). 
As informações serão mantidas em ambiente público virtual seguro 
e sem custo para as empresas, com o prazo de armazenamento de até 
30 anos. O eSocial é uma parte integrante do Sped. No Brasil, sua imple-
mentação foi estabelecida pelo Decreto nº 8.373/2014 (Brasil, 2014). A 
Lei estabelece que o eSocial é uma ferramenta para centralizar o envio 
das informações necessárias para cumprir obrigações fiscais, previden-
ciárias e trabalhistas das empresas. Ele simplifica o processo, unificando 
43Sistemas de informação da empresa
essas informações em um único sistema. O eSocial segue o sucesso de 
projetos anteriores, como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Escrituração 
Contábil Digital (ECD) e o Sped, e foi criado para modernizar a gestão de 
recursos humanos e informações trabalhistas e previdenciárias, aten-
dendo à necessidade geral da sociedade.
4 Sistema de recursos humanos
Um sistema de recursos humanos, também conhecido como sistema 
de gestão de recursos humanos ou sistema de RH, é uma plataforma 
tecnológica desenvolvida para auxiliar na administração das atividades 
e processos relacionados aos recursos humanos de uma organização. 
Essas ferramentas também são conhecidas como Human Capital Mana-
gement (HCM) ou sistema de administração de pessoal.
Um sistema de RH permite, entre outras funcionalidades, o cadastro 
de funcionários, bem como o controle de ponto e frequência, a realiza-
ção da folha de pagamento e a gestão de benefícios. Além disso, pode 
auxiliar no recrutamento e seleção, processo de treinamento e desenvol-
vimento, assim como na avaliação de desempenho dos colaboradores. 
Por meio dessa tecnologia podem ser consultados dados e emitidos 
relatórios diversos. Essas ferramentas têm como objetivo centralizar, 
automatizar e otimizar as tarefas e informações referentes aos colabo-
radores, facilitando a gestão de pessoas e promovendo a eficiência nas 
práticas de RH.
O sistema de RH e a interface contábil desempenham papéis interli-
gados na gestão de uma organização. A integração entre esses dois sis-
temas é fundamental para garantir a precisão e eficiência no registro e 
no gerenciamento de informações relacionadas aos funcionários e às 
obrigações contábeis.
44 Sistemas contábeis
5 Sistema de produção
Um sistema informatizado de controle de produção é uma solução 
tecnológica desenvolvida para gerenciar e monitorar todas as atividades 
e processos relacionados à produção de bens ou serviços em uma 
empresa. Esse tipo de sistema visa aprimorar a eficiência, a precisão e a 
integração das operações de produção, permitindo uma gestão mais efi-
caz e assertiva. Alguns dos principais recursos e funcionalidades presen-
tes em um sistema informatizado de controle de produção são a progra-
mação e planejamento. Tal módulo permite a definição de cronogramas 
de produção, a alocação de recursos e a programação das atividades.
Adicionalmente, quando um sistema informatizado de controle de pro-
dução está integrado com o sistema contábil, ele oferece uma série de 
benefícios significativos para uma organização. Essa integração permite 
que dados cruciais de produção e financeiros fluam de maneira suave entre 
os dois sistemas, melhorando a eficiência e a precisão das operações.
Além disso, a gestão de mão de obra é outra funcionalidade que faci-
lita o controle da equipe de trabalho, a alocação de funcionários e o regis-
tro de horas trabalhadas. Um sistema informatizado de controle de pro-
dução ainda permite o controle de qualidade do processo produtivo. Tal 
tecnologia permite a realização de inspeções e verificações de qualidade 
ao longo do processo de produção. 
Outra possibilidade é a análise de desempenho. Por meio dessa fun-
cionalidade são gerados relatórios e indicadores que fornecem informa-
ções sobre a produtividade, eficiência e desempenho da produção. Além 
disso, a integração com outros sistemas permite que seja conectado a 
Sistemas de Gestão Empresarial (ERP) e outras ferramentas para com-
partilhar informações de forma automática e consistente.
Um ERP de controle de produção ainda permite a otimização de 
processos. Por meio dessa funcionalidade é possível identificar 
45Sistemas de informação da empresa
oportunidades de melhoria nos processos de produção, visando redu-
zir custos e aumentar a eficiência. Com um sistema informatizado de 
controle de produção, as empresas podem obter maior agilidade, trans-
parência e controle em todas as etapas da produção. Além disso, a 
tomada de decisões torna-se mais embasada e estratégica, possibi-
litando uma gestão mais eficiente dos recursos e garantindo a entrega 
de produtos ou serviços de alta qualidade e dentro do prazo.
6 Sistema de comercialização e serviços
A parte comercial de uma organização também poderá contar com 
o uso de ferramentas tecnológicas. Nesse contexto, um sistema infor-
matizado de comercialização e serviços é uma solução desenvolvida 
para auxiliar na gestão e controle das atividades relacionadas à comer-
cialização de produtos e prestação de serviços de uma empresa. 
Esse tipo de sistema visa automatizar e integrar os processos comer-
ciais e operacionais, proporcionando uma visão abrangente e eficiente 
das operações do negócio. Assim como softwares de outras áreas, esse 
sistema é comumente dividido em módulos. 
Entre as funcionalidades desse tipo de tecnologia, pode ser citado o 
módulo de gestão de vendas. Essa interface permite o registro e acom-
panhamento de todas as etapas do processo de comercialização, desde 
o cadastro de clientes até o fechamento da venda. O uso de um sistema 
nessa área permite também a gestão de contratos e serviços. Tal ferra-
menta permite o controle de contratos com clientes, agendamento de 
serviços e acompanhamento de prazos.
O módulo de controle de estoques, por sua vez, monitora o nível de 
estoque de produtos disponíveis para venda, evitando faltas ou exces-
sos de mercadorias. Adicionalmente, podem ser feitos pedidos e orça-
mentos, o que facilita a elaboração e gerenciamento de pedidos de ven-
das e orçamentos para clientes. Outra funcionalidade é o processamento 
46 Sistemas contábeis
do faturamento e emissão de notas fiscais. Com isso, é automatizado o 
faturamento e emissão de notas fiscais para os clientes. 
Outra aplicabilidade do sistema de comercialização e serviços é o 
atendimento ao cliente. Esse módulo permite o gerenciamento e o regis-
tro de atendimentos e solicitações de clientes, entre outras questões rela-
cionadas às vendas. A emissão de relatórios e indicadores também 
poderá ser feita por meio dos softwares empregados na área de comer-
cialização e serviços. Assim, é possível gerar relatórios e gráficos com 
informações sobre vendas, estoque, desempenho comercial, entre outros.
7 Outros sistemas de apoio à gestão: CRM, 
SCM, HSC, GRC, Business Intelligence (BI)
Na atualidade, a gestão empresarial está ligada a uma série

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