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Resumo Direito Civil - pessoa física ou natural
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Direito Civil Universidade Católica do SalvadorUniversidade Católica do Salvador

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Resumo sobre Direito Civil – Pessoa Física ou Natural A personalidade jurídica é um conceito fundamental no Direito Civil, referindo-se à capacidade que um indivíduo possui para ser titular de direitos e deveres dentro do ordenamento jurídico. Essa qualidade de ser considerado uma "pessoa" é o alicerce para a aquisição de outros direitos. No contexto jurídico, aqueles que possuem personalidade são denominados Sujeitos de Direito , englobando tanto pessoas físicas quanto jurídicas. O artigo 1º do Código Civil Brasileiro estabelece que toda pessoa é capaz de contrair direitos e deveres, embora existam também os chamados Entes Despersonalizados , que, apesar de não possuírem personalidade jurídica, têm capacidade judiciária, como é o caso de massas falidas e heranças vacantes. Pessoa Física: Definição e Aquisição de Personalidade A pessoa física é definida como um ser humano dotado de complexidade biopsicológica, que possui direitos e deveres e interage no âmbito jurídico através de atos civis. O Código Civil Brasileiro determina que a aquisição da personalidade jurídica se inicia com o nascimento com vida, que é caracterizado pelo funcionamento do aparelho cardiorrespiratório após a expulsão do ventre materno. O artigo 2º do Código Civil afirma que a personalidade civil começa com o nascimento, mas também protege os direitos do nascituro desde a concepção. Essa abordagem é conhecida como Teoria Natalista , que reconhece a personalidade jurídica do recém-nascido, mesmo que ele venha a falecer logo após o nascimento, o que é crucial para a análise da sucessão. Após o nascimento, a pessoa física deve ser registrada, um ato que é meramente declaratório e retroage à data do nascimento com vida, conferindo eficácia ex-tunc. O conceito de nascituro refere-se ao ser já concebido, mas ainda não nascido, que possui vida intrauterina. Embora a lei não o considere uma pessoa, ela protege seus direitos desde a concepção. A doutrina distingue entre a personalidade jurídica formal , que é adquirida desde a concepção e se relaciona a direitos extrapatrimoniais, e a personalidade jurídica material , que depende do nascimento com vida e se refere a direitos patrimoniais. Capacidade e Incapacidade A capacidade é a medida jurídica da personalidade e se divide em duas categorias: a Capacidade de Direito (ou Jurídica), que é a capacidade genérica adquirida com a personalidade, e a Capacidade de Fato (ou de exercício), que é a habilidade de praticar atos da vida civil de forma autônoma. Aqueles que não possuem capacidade de fato são considerados incapazes . Quando uma pessoa física possui ambas as capacidades, ela é dita ter Capacidade Jurídica Plena . O Código Civil também menciona a vênia conjugal , que é a autorização necessária para a prática de certos atos civis, como a alienação de bens imóveis, que deve ser concedida pelo cônjuge. A incapacidade pode ser classificada em absoluta e relativa . A incapacidade absoluta, que se aplica a menores de 16 anos, é definida pelo critério etário. Já a incapacidade relativa, que abrange maiores de 16 e menores de 18 anos, é uma novidade introduzida pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (EPD), que alterou a classificação de algumas incapacidades. A prodigalidade , que é o comportamento de dilapidar patrimônio sem razão, é um exemplo de situação que pode levar à interdição do indivíduo para proteger seu mínimo existencial. Emancipação e Cessação da Incapacidade A emancipação é um ato que antecipa a capacidade plena e pode ocorrer de forma voluntária, judicial ou legal. A emancipação voluntária é concedida pelos pais, enquanto a judicial é determinada pelo tutor em um processo judicial. A emancipação legal ocorre em situações específicas, como casamento ou colação de grau em ensino superior. A cessação da incapacidade pode ocorrer com a maioridade ou a revisão do processo de interdição, além da emancipação, que é um ato irretratável e irrevogável. A legislação também aborda a capacidade dos indígenas, que são regidos por normas específicas, considerando os sivícolas como absolutamente incapazes. A representação e a assistência são os meios de suprir a incapacidade, sendo que a incapacidade absoluta requer representação, enquanto a relativa necessita de assistência. A compreensão desses conceitos é essencial para a aplicação do Direito Civil, especialmente no que diz respeito à proteção dos direitos das pessoas e à regulação de suas interações jurídicas. Destaques A personalidade jurídica é a capacidade de ser titular de direitos e deveres, sendo fundamental para a estrutura do Direito Civil. A aquisição da personalidade jurídica para pessoas físicas ocorre com o nascimento com vida, conforme a Teoria Natalista. A capacidade é dividida em capacidade de direito e capacidade de fato, com a incapacidade podendo ser absoluta ou relativa. A emancipação é um ato que antecipa a capacidade plena e pode ocorrer de várias formas, enquanto a cessação da incapacidade pode se dar por maioridade ou revisão de interdição. A legislação específica regula a capacidade dos indígenas, considerando-os em situações de incapacidade absoluta.

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