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Mapa Mental Direito Civil Direito civil e a Constituição Federal O processo de constitucionalização do direito privado determina que se tenha uma interpretação das normas de direito civil (normas infraconstitucionais) sob a ótica da Constituição Federal. O processo de constitucionalização do direito privado iniciou com a Constituição Federal de 1988. Situações de interpretação conforme a Constituição Federal Atenção! Exemplo: Há disposições dentro do Código Civil que tiveram, através de julgamentos perante o STF, interpretação à luz da Constituição Federal. Os arts. 20 e 21 do Código Civil tratam dos direitos de personalidade, da questão da intimidade, da vida privada e da imagem da pessoa que possa, de alguma forma, vir a ser veiculada. A ADIN 4815, após julgamento no STF, passou a permitir a divulgação de escritos das chamadas biografias sobre pessoas públicas, independentemente da autorização dessas pessoas, embora a redação dos arts. 20 e 21 do CC seja distinta dessa interpretação que hoje se tem com relação a esses dispositivos. Aplicação no direito material Há conteúdos de direito civil que se relacionam com conteúdos da constituição. Exemplo 2: o art. 226, parágrafo 3º e 6º e o 229 da CF, que dispõem sobre a família como a base de formação da sociedade perante o Estado, possui relação direta com a previsão das seguintes normas do direito de família: da união estável, da dissolução do casamento através do divórcio e da fixação dos alimentos. Exemplo 1: os arts. 11 a 21 do CC, onde estão dispostos os direitos de personalidade, derivam do princípio da dignidade da pessoa humana, pois possuem direta relação com os direitos fundamentais, como é o caso do exposto no art. 5º, inciso X, da CF. Direito Civil, Constituição e Divisão da Parte Geral Direito civil parte geral A parte geral do direito civil se divide em: pessoas, bens (objetos dos direitos) e fatos jurídicos (ou seja, o meio pelo qual nascem, modificam- se e extinguem-se os direitos). A parte especial se divide em obrigações, responsabilidade civil, contratos, coisas, família e sucessões. Ou seja, é possível a publicação das biografias mesmo sem a autorização das pessoas biografadas e, caso venha trazer prejuízo, a pessoa deverá ser indenizada. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm Capacidade civil plena = de fato e de direito. Direitos do nascituro Art. 5º, CC Definitiva Salvo por ocorrência de vício de vontade (enunciado 397 das Jornadas de Direito Civil). Legal Advém da disposição legal; Em razão de casamento, emprego público, constituição de empresa ou colação de grau em curso superior; Dispensa registro no Cartório do Registro Civil. Forma de se antecipar a capacidade civil plena. Irretratável Irrevogável EmancipaçãoCapacidade de fato e de direito ou personalidade jurídica Pessoas Naturais Todo indivíduo, a partir do nascimento com vida (art. 2º, CC) é capaz de direitos e obrigações na ordem civil (art. 1º, CC). Voluntária Ocorre pela concessão dos pais; Mediante escritura pública, independente de homologação judicial; Deve ser registrada no Cartório do Registro Civil. Judicial Concedida pelo juiz, nos casos em que o menor estiver sob tutela; Pode ocorrer, também, nos casos em que um dos genitores concordar e o outro discordar da emancipação; Deve ser registrada no Cartório do Registro Civil. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Curatela Representação legal de indivíduo menor de 18 anos, em razão da falta de seus pais. 1) Testamentária 2) Legítima 3) Dativa Art. 1.735, CC: estabelece aqueles que não podem ser nomeados tutores. Art. 1.736, CC: determina os indivíduos que podem se escusar da tutela (prazo de 05 dias). Atenção: alguns atos dependem de autorização judicial, outros não. A tutela cessa com o término da incapacidade (art. 1.763, CC). Proteção de uma pessoa maior, mas que padece de alguma incapacidade ou circunstância que impeça a sua livre e consciente manifestação de vontade. Interdição: casos dos incisos II, III e IV do art. 4º do CC. Previsão de ordem legal para nomeação (art. 1.775, CC): Cônjuge ou companheiro, não separado judicialmente ou de fato; Pai ou a mãe; Descendente que se demonstrar mais apto. Importante Pessoas Naturais Incapacidade absoluta e relativa Relativa: art. 4º, CC São incapazes para certos atos ou a maneira de os exercer: Tutela e curatela Tutela O ato jurídico é praticado, com assistência do representante legal: pais, tutores ou curadores. 1) Aqueles entre 16 e 18 anos; 2) Ébrios habituais; 3) Viciados em tóxico; 4) Aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; 5) Pródigos. Absoluta: art. 3º, CC Se praticado pelo incapaz: gera a nulidade do ato. O ato jurídico é praticado pelo representante legal: REPRESENTAÇÃO. São absolutamente incapazes os menores de 16 anos. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm São intransmissíveis e irrenunciáveis. Enunciado 528, das Jornadas de Direito Civil.Direitos da Personalidade São derivados da dignidade da pessoa humana e inerentes aos seres humanos. Proteção à integridade física. Doação de órgãos após morte. Ninguém pode ser obrigado a submeter-se a tratamento médico ou cirúrgico que importe risco de vida. ADIn nº 4.815: autorizada a publicação das “biografias não autorizadas”. O nome (prenome e sobrenome) pode ser alterado mediante requerimento ao Oficial do Registro Civil. Havendo violação ao direito ao nome, é cabível a reparação por danos. No Código Civil, há um rol exemplificativo, envolvendo integridade física, nome, intimidade, imagem, honra e vida privada. Direito ao próprio corpo Proteção ao nome Proteção à palavra e à imagem Testamentos vitais Súmula 403 do STJ. Arts. 13-15, CC Arts. 16-19, CC Art. 20 do CC https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Aspectos gerais Objetivo Trazer proteção aos dados pessoais, e, por consequência aos direitos de personalidade da pessoa humana, já que a reunião dessas informações tem, por consequência, a identidade da pessoa. Aplicação Do tratamento de dados pessoais sensíveisCC. Atenção: antes da resolução (extinção do contrato), o art. 479 do CC possibilita a revisão do contrato , tendo em vista o princípio da conservação contratual. Obs: arts. 479 e 317 do CC. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Compra e venda Aspectos gerais Conceito: art. 481 do CC. Requisitos: 1) Contrato bilateral; 2) Consensual – se aperfeiçoa com o acordo de vontade, independente da entrega da coisa: art. 482 do CC. 3) Oneroso. Elementos da compra e venda Não há compra e venda sem coisa. Coisa e preço Não há compra e venda sem preço. Coisa Pode ser a venda de algo que já existe (atual) ou de bens que virão a existir (futura) conforme artigo 483 do CC. Atenção! O contrato de compra e venda será nulo se for deixado para depois a fixação do preço por uma das partes. Preço O preço deve sempre ser pago em dinheiro ou redutível a dinheiro (cheque, cartão etc.). Há vários modos que o preço pode ser estabelecido: 1) A fixação do preço pode ser dada a taxa de mercado ou bolsa, em certo e determinado dia e lugar – Mercado/Bolsa; 2) Pode ser estabelecido que terceiro fixe o preço – Terceiro; 3) Pode ser fixado em função dos índices ou parâmetros – Índices; 4) Costumes; 5) Outra parte. Atenção! Art. 489 do CC https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Compra e vendaCláusulas especiais da compra e venda Retrovenda Art. 505 a 508 do CC Só vale para bens imóveis. É transmissível a herdeiros. Preempção ou preferência Prazo máximo de preferência: 180 dias se for móveis e 2 anos se imóveis. É o direito de reaver o imóvel que perdeu. Prazo máximo de 3 anos para ‘recomprar’ (resgate de retrovenda). É oponível contra herdeiros. Art. 513 a 520 do CC Pode ser convencionado que o comprador seja obrigado a oferecer ao vendedor (antigo dono) caso queira vender o que comprou. Se o comprador não avisar ao vendedor (antigo dono) que está revendendo a coisa, ele irá responder por perdas e danos. Obs: art. 513, parágrafo único do CC – prazo de extensão da preferência. Limitações à compra e venda Venda de ascendente a descendente Art. 496 do CC A anuência do cônjuge e outros descendentes deve ser expressa. Caso não tenha o consentimento, será passível de anulação; O prazo para ajuizamento da ação anulatória é de 2 anos, segundo o artigo 179 do Código Civil. Venda de parte indivisa em condomínio O condômino não pode alienar sua parte indivisa a terceira pessoa, se o outro condômino a quiser, tanto por tanto. Venda entre os cônjuges Art. 499 do CC É possível a venda entre cônjuges com relação aos bens excluídos da comunhão. Vendas especiais - “venda ad corpus” e “venda ad mensuram” Art. 500 do CC: apresenta regras para a compra e venda de bens imóveis. Ex: venda por metro quadrado. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Contrato de Doação Características É o contrato em que o doador transfere bens ou vantagens para o donatário. Liberalidade = doação (banca FGV pode cobrar assim). Natureza jurídica Só gera obrigações para uma das partes. Unilateral Consensual Se aperfeiçoa com a aceitação. Solene A doação deve ser feita por escritura pública ou instrumento particular. Contudo, em bens móveis de pequeno valor admitese a doação verbal, desde que a doação ocorra imediatamente. Gratuito Somente uma das partes perde patrimônio. Espécies de doação Pura: quando há somente a doação, não havendo nenhum encargo ao beneficiário. Onerosa ou modal ou com encargo: o doador impõe ao donatário uma incumbência ou a prestação de um serviço. Caso o donatário não cumpra o encargo, é possível o ajuizamento de ação de revogação de doação (artigo 555 do Código Civil). Feita ao nascituro – art. 542 do CC: deve haver aceite do seu representante legal. Feita ao absolutamente incapaz - art. 543 do CC: não precisa da aceitação do representante legal, desde que seja pura. Entre cônjuges - art. 544 do CC. Doação inoficiosa: é aquela que excede o limite que o doador poderia deixar em testamento. Havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade de seus bens, já que a outra metade pertence aos herdeiros necessários – art. 549 do CC. Doação com cláusula de reversão – art. 547 do CC: podese estipular que se o donatário morrer antes do doador, os bens doados irão retornar ao patrimônio do doador. É vedada a reversão em favor de terceiro. Art. 538 ao 564 do CC https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Contrato de Doação Doação da parte inoficiosa Art. 549 do CC É nula a parte que exceder ao que poderia dispor em testamento. É a chamada doação global ou universal. Caso isso aconteça, teremos nulidade. Art. 548 do CC Doação de todos os bens do doador Doação do cônjuge adultero a seu cúmplice Art. 550 do CC Pode ser anulada a doação pelo cônjuge ou pelos herdeiros necessários. Prazo de 2 anos depois de dissolvida a sociedade conjugal. Art. 555 do CC Por ingratidão do donatário Art. 557 e 558 do CC Se o donatário atentou contra a vida do doador ou cometeu crime de homicídio doloso contra ele; Ofensas físicas cometidas pelo donatário contra o doador; Se o injuriou gravemente ou o caluniou; Podendo o donatário auxiliar com alimentos ao doador, e não o faz. Por descumprimento de encargo Prazo para que se peça a revogação da doação 1 (um) ano, a contar de quando chegue ao conhecimento do doador sobre o fato e que o donatário foi o autor. A ação é personalíssima, ou seja, somente o doador pode ajuizá-la. Exemplo: João doou para Maria uma casa na praia, desde que ela construa uma estátua em sua homenagem (encargo). Porém ela não cumpriu, então João pode revogar a doação, por descumprimento de encargo. Revogação dadoação Restrições à doação https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Contrato de troca ou permuta Troca ou Permuta e Estimatório Art. 533 do CC A troca é o contrato pelo qual as partes se obrigam a dar uma coisa por outra. Esta coisa não pode ser dinheiro e é isso que difere a compra e venda da permuta. Na compra e venda o preço pago precisa ser dinheiro ou redutível a dinheiro. Contrato estimatório Arts. 534 a 537 do CC Contrato de consignação. As partes são: Consignante Consignatáriox Somente vale para bens móveis. O consignante entrega bens móveis à outra pessoa, chamado de consignatário, para que este os venda pelo preço ajustado. Ex: carro em uma revenda de carros. Ao ser vendido, o consignatário deve pagar o preço ao consignante. Caso não venda, deverá devolver o bem ao consignante. Se vender e não pagar: cobrança ou ação possessória se estiver com o carro ainda. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Locação de Coisas O contrato de locação de coisas pode ser de bem móvel ou imóvel; A locação de imóveis urbanos rege‑se pela Lei n° 8.245/1991 – a Lei do Inquilinato; Contrato de Empréstimo Locação de Coisas e Empréstimo A locação de bem móvel pode ser regida pelo Código Civil, no art. 565 e seguintes, quando não há relação de consumo. Ou pelo CDC, quando há relação de consumo, consoante a Lei n° 8.078/1990. Na locação de coisas, uma das partes se obriga a ceder a outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo de coisa não fungível, mediante certa retribuição. Atenção! Obrigações do locador: A) Entregar ao locatário a coisa alugada; B) Manter a coisa no mesmo estado em que foi locada; C) Garantir o uso pacífico da coisa durante o tempo do contrato; D) Responde ainda, o locador, por vícios ou defeitos da coisa, que sejam anteriores a locação. Obrigações do locatário: art. 569 do CC. Duas são as espécies de empréstimos: É o empréstimo para uso, gratuito de coisas infungíveis. Contrato de comodato Importante: Características do comodato: unilateral; gratuito; uso; bens infungíveis; não transfere a propriedade; real. Mútuo; Comodato. Contrato de mútuo É o mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis. Importante: Características do mútuo: unilateral; gratuito; consumo; bens fungíveis; transfere a propriedade; real. Pode ser bens móveis ou imóveis, mas precisa ser infungível. O contrato se perfectibiliza com a tradição da coisa. O mutuário se obriga a restituir ao mutante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade. Ex.: dinheiro. O bem é emprestado para consumo. https://planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8245.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Prestação de Serviços Contrato de Empreitada Atenção! Prestação de Serviços e Empreitada Conceito: art. 594 do CC. Aqui, o CC tem caráter residual, aplicando‑se somente para aquelas relações que não estão disciplinadas pela CLT e pelo CDC. Características A) Remuneração: é paga pela pessoa que contrata o prestador de serviços. Se as partes não estipularam ou não chegaram a um acordo sobre a remuneração, esta será fixada por arbitramento, segundo o costume do lugar, o tempo de serviço e a sua qualidade. B) Prazo: nunca pode o contrato de prestação de serviços ultrapassar 4 anos – art. 598 do CC. C) Fim do contrato: o prestador de serviços tem direito a exigir de quem o contratou a declaração de que o contrato está findo. Aquele que contratou os serviços não pode transferir a outra pessoa o direito aos serviços ajustados. O prestador de serviços também não pode trazer alguém em seu lugar para que cumpra com o seu dever, a menos que o contratante aceite. Importante Impossibilidade de substituição das partes (prestador e contratante) As partes contratantes são: empreiteiro e dono da obra. Através de um contrato de empreitada, uma das partes – o empreiteiro – se compromete a executar determinada obra. Não há relação de subordinação. De mão de obra, também chamada empreitada de lavor; Espécies de empreitada De mão de obra e materiais, chamada empreitada global. Obrigações do empreiteiro A) Entregar a coisa no tempo e na forma ajustados; B) Pagar os materiais que recebeu, se por imperícia ou negligência os inutilizar. Esse caso somente é aplicado na empreitada de mão de obra; C) Responde o empreiteiro pela solidez do seu trabalho. É uma regra do Código Civil - art. 618 do CC. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Contrato de Depósito Contrato de Mandato As partes contratantes são depositante e depositário. Depósito e Mandato Importante Voluntário Conceito: art. 653 do CC. 1) Depósito que se faz em desempenho de obrigação legal; 2) E o que se efetua por ocasião de alguma calamidade como inundação, incêndio etc. Sua principal finalidade é a guarda (e não uso) de coisa alheia. Como regra é um contrato gratuito, a não ser que haja convenção em contrário ou resultante de atividade negocial ou se o depositário praticar isso por profissão. Se o depósito for oneroso e a retribuição do depositário não constar de lei, nem resultar de ajuste, será determinada pelos usos do lugar, e, na falta destes, por arbitramento. Há dois tipos de depósito: voluntário e necessário. Artigos 627 a 646 do CC. É aquele livremente ajustado pelas partes. Por meio dele, o depositante confia ao depositário a guarda de uma coisa móvel. Necessário Artigos 647 a 652 do CC. É aquele em que o depositante é forçado pelas circunstâncias a efetuar o depósito com pessoas desconhecidas. O mandatário representa o mandante dentro dos poderes a ele conferidos. Tipos de mandato: Legais Quando a lei confere poderes aos representantes. Ex.: pais, tutores, curadores. Judiciais São os representantes nomeados pelo juiz. Ex.: inventariantes. Convencionais Quando recebem procuração para agir em nome do mandante. Ex.: advogado. Importante O mandato judicial só pode ser exercido por quem possa atuar em juízo, isto é, pessoas habilitadas como advogado. Há 2 espécies: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Contrato de Comissão Contrato de Agência e Distribuição Comissão, Agência e Distribuição As partes são: Exemplo Comitente: em favor de quem o comissário se obriga a realizar negócios; Comissário: se obriga, perante terceiros, em seu próprio nome, figurando no contrato como parte. No contrato de comissão é comumente fixada uma percentagem sobre as vendas para o comissário. Não estipulada a remuneração devida ao comissário, será ela arbitrada segundo os usos do lugar. Agências de viagens que contratando em seu próprio nome pela venda de passagens aéreas, fazem jus a remuneração devida com as vendas. Pagamento do agente ou distribuidor Terão direito à remuneração correspondente aos negócios concluídos dentro de sua zona, ainda que sem a sua interferência.Agentes de seguros, agentes de futebol, etc. Exemplos de agentes Todas as despesas com a agência ou a distribuição correm por conta do agente oudistribuidor. Configura se o contrato de agência quando uma pessoa assume, em caráter não eventual e sem vínculos de dependência, a obrigação de promover, a conta de outra, a realização de certos negócios, em zona determinada. As partes são chamadas de agente e de proponente. Características - corretagem A Lei n° 6.530/1978 trata sobre a profissão de corretor. Do transporte de coisas Contrato de transporte é aquele em que alguém se obriga a transportar de um lugar para outro, coisas ou pessoas mediante uma retribuição. O transporte pode ser de pessoas ou coisas. As regras do CC também devem ser aplicadas, conforme arts. 722 ao 729 do CC. Por esse contrato, uma pessoa, não ligada à outra em virtude de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer outra relação de dependência, obriga‑se a obter para a segunda um ou mais negócios conforme as instruções recebidas. A função do corretor é aproximar as pessoas que estiverem interessadas no negócio = mediação com diligência e prudência (art. 723 do CC). Direitos e deveres do corretor 2) Executar a mediação com diligência e prudência. 1) Prestar ao cliente todas as informações sobre o andamento dos negócios; Remuneração do corretorCorretagem e Transporte Se não estiver fixada em lei, nem ajustada entre as partes, será arbitrada segundo a natureza do negócio e os usos locais. Contrato de Exclusividade - art. 726 do CC. Importante Características - transporte Importante Art. 736: não se subordina as normas do contrato de transporte o feito gratuitamente, por amizade ou cortesia. Direitos e obrigações do transportador Do transporte de coisas Não pode recusar passageiros, salvo os casos previstos em regramentos, ou se as condições de higiene e saúde do interessado assim justificarem. Importante: a responsabilidade contratual do transportador por acidente com o passageiro não pode ser afastada por culpa de terceiro, contra o qual tem ação regressiva. O transportador está sujeito aos horários e itinerários previstos, sob pena de responder por perdas e danos, salvo força maior; A coisa, entregue ao transportador, deve estar caracterizada pela sua natureza, valor, peso e quantidade para que não se confunda com outras. O destinatário deve ser indicado, ao menos, com nome e endereço. Quando receber a coisa, o transportador deve emitir o chamado conhecimento de transporte. São deveres https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6530.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Considera‑se contrato de seguro aquele pelo qual uma das partes, denominada segurador, se obriga a garantir interesse legítimo da outra, intitulada segurado, relativo à pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados. Importante Súmula nº 620 do STJ; Súmula nº 616 do STJ; No contrato de seguro, o segurado paga o prêmio – prestações – ao segurador, que assume o risco do segurado. A seguradora deve pagar ao segurado uma indenização caso ocorra o evento inesperado (sinistro). Elementos do contrato de seguros Segurador: contratante que, assumindo os riscos, indenizará o segurado na hipótese de sinistro. Segurado: quem paga o prêmio e assim transfere o risco para o segurador. Risco: é o acontecimento futuro e incerto e é o próprio objeto do seguro. Atenção: art. 762 do CC. Prêmio: é o que paga o seguro ao segurador. Atenção: art. 764 do CC. Apólice ou bilhete de seguro: é o instrumento do contrato. Princípio da boa‑fé: art. 765 + art. 766 do CC. Nos seguros pessoais, a indenização paga deve ser a fixada na apólice de seguros, já que os bens cobertos pelo seguro não têm valor (inestimáveis). Contrato de Seguro Súmulas do STJ sobre seguro Súmula nº 610 do STJ; Súmula nº 609 do STJ; Súmula nº 632 do STJ; Súmula nº 188 do STF; Súmula nº 537 do STJ; Súmula nº 529 do STJ. Seguro de pessoa Pode ser feito por ato inter vivos ou causa mortis. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Importante Art. 818 do CC Características Caráter acessório, já que depende da existência do contrato principal; O ato do credor que torne impossível a sub‑rogação nos seus direitos e preferências; Contrato de Fiança Extinção da fiança Conceito Contrato solene: art. 819 do CC; Unilateral, já que uma vez celebrado, só gera obrigações do fiador para com o credor; Gratuito, já que fiador nada recebe em troca. Benefício de ordem O benefício de ordem consiste em um privilégio, conferido ao fiador, de exigir que os bens do devedor principal sejam excutidos antes dos seus. Benefício da divisão Art. 829 do CC A moratória concedida ao devedor, sem o consentimento do fiador; Dação em pagamento: a dação em pagamento coloca fim ao contrato principal, e, portanto, também ao de fiança. Retardamento do credor na execução: quando oferecido o benefício de ordem, e o credor retarda muito em promover a execução. Súmulas do STJ sobre fiança Súmula nº 332 do STJ; Súmula nº 656 do STJ. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Regra Jogo Contrato de constituição de renda O objetivo do contrato de constituição de renda é o de proteger o instituidor que, ainda que proprietário dos bens, não está seguro de como conseguir o suficiente para sua sobrevivência. Em geral esse prazo é até a morte do instituidor. Mas pode haver convenção em contrário. Pode ser gratuito ou oneroso: no gratuito nada é entregue. No oneroso o instituidor entrega para o rendeiro bens móveis ou imóveis. Do jogo e da aposta É o ajuste pelo qual duas ou mais pessoas se obrigam a pagar certa soma para a pessoa que vença na prática de determinado ato. Perder ou ganhar depende da atuação e da participação efetiva de cada jogador. Aposta É o resultado não depende da participação das partes. Não há participação delas. Resultado depende de um ato ou fato alheio e incerto. Observação: apesar da diferença em conceituação, o tratamento legal dado a ambos é o mesmo. As dívidas de jogo ou de aposta não obrigam ao pagamento. Importante Se foram pagas, quem pagou não pode querer de volta o pagamento. Exceção Pode solicitar de volta o pagamento, se esse jogo ou aposta foi ganho com dolo ou se quem perdeu for menor ou interdito. A dívida de jogo/aposta constitui obrigação natural = o ganhador não dispõe de ação para exigir seu pagamento. Contrato de transação Constituição de renda, jogo e aposta, transação e compromisso As partes previnem ou terminam relações jurídicas controvertidas, por meio de concessões mútuas: art. 840 do CC. É o resultado de um acordo de vontades para evitar riscos de futura demanda ou para extinguir litígios judiciais já existentes. Contrato de compromisso e arbitragem Arbitragem é o acordo de vontade em que as partes entregam para árbitros a solução dos conflitos – é regida pela Lei n° 9.307/1996. Aqui, as partes preferem não se submeterem a uma decisão judicial. Arts. 851 a 853 do CC. Importante https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9307.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm São elementos necessários: Promessa de recompensa Obriga aquela pessoa queemitiu a declaração de vontade a cumprir a sua promessa. Não depende de aceitação para a formação, por isso é um ato unilateral de vontade. Publicidade da promessa (torna‑la pública); Ocorre quando uma pessoa, sem autorização do interessado, acaba por intervir em negócio alheio, com o intuito de auxiliar a pessoa que não pode cuidar do negócio naquele momento. Pagamento indevido É espécie, do qual enriquecimento sem causa é gênero. Para que ocorra a devolução dos valores, é necessário que o pagamento tenha sido comprovadamente feito com erro. Especificação da condição ou serviço a ser realizado; Indicação da recompensa. Gestão de negócios Atos unilaterais de vontade Enriquecimento sem causa Carla faz “pix” para conta errada. Carla demonstra que agiu com erro e, como consequência, tem direito à devolução. Caso não ocorra devolução, Carla deverá ajuizar ação de repetição de indébito contra quem recebeu o valor. Exemplo Há vários tipos de enriquecimento sem causa: pagamento indevido, construção em imóvel alheio de boa‑fé, etc. São elementos necessários: Enriquecimento de uma parte; Empobrecimento do outro; Relação de causalidade entre os dois fatos; Ausência de razão (contrato, lei, etc.); Aspectos geraisArt. 853-A do CC Agente de garantias Contrato de Administração Fiduciária de Garantias Exemplo Incluído pela Lei 14.711/2023 como uma nova espécie de contrato no Código Civil A palavra fiduciário significa “confiança”. “Terceirização” das cobranças. Um exemplo de garantia fidejussória é a fiança, na qual o fiador se obriga com seu patrimônio a responder dívida que não é sua, mas do devedor principal. Partes do contrato Credor e o chamado agente de garantia. Objeto do contrato Gestão de garantias oferecidas. O devedor tem empréstimos com o credor que são garantidos por penhor, hipotecas, etc. O agente de garantia poderá gerir, cobrar, fiscalizar essas garantias. Se o devedor não pagar a dívida, o agente de garantias poderá cobrar judicial ou extrajudicialmente a execução da garantia. O agente de garantias irá atuar em benefício do credor e no interesse deste. O agente de garantia irá atuar em nome próprio e não em nome do devedor, apenas estará agindo no interesse de outra pessoa (credor). Mesmo não sendo o titular do crédito, ele poderá atuar em nome próprio na cobrança de dívidas. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14711.htm Conceito de ato ilícito: responsabilidade civil Quem causou o perigo é mesma pessoa que cometeu o dano = não há ato ilícito e não responde. Art. 929 do CC. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram. Abuso de direito. É conhecida como teoria dos atos emulativos. Importante: Quem causou o perigo foi diferente de quem sofreu o dano = não há ato ilícito, mas responde. Responsabilidade civil Art. 930 do CC. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo. Art. 186 do CC: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.” Ato jurídico ilícito: violar direito e causar dano. Art. 187 do CC: “Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.” Excludentes de ilicitude Atos ilícitos Art. 188 do CC Art. 188 do CC I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido; II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Pressupostos (elementos) Se a responsabilidade for subjetiva, são eles: 1. Conduta humana; 2. Culpa genérica ou “lato sensu”; 3. Nexo causal; e 4. Dano (artigo 927, caput, do CC). Para haver a obrigação de indenizar, deve a presença de alguns elementos de responsabilidade civil. Se a responsabilidade for objetiva, são eles: 1. Conduta humana; 2. Nexo causal; 3. Dano (artigo 927, p.ú., do CC). Características dos elementos 1) Conduta humana Ação (conduta positiva) ou omissão (conduta negativa). Poderá ser dolosa (com intenção) ou culposa (sem intenção) mas agindo com imprudência, imperícia e negligência. 2) Culpa É necessária quando a responsabilidade for do tipo subjetiva. Envolve dolo (intenção) e culpa (sem intenção, porém com imprudência, negligência ou imperícia). Dolo: intenção do agente em causar dano. Elementos da responsabilidade civil e Excludentes Culpa “stricto sensu” ou em sentido estrito: não há a intenção de violar um dever jurídico. Há 3 modalidades de culpa: Imprudência: ausência de cuidado + ação; Negligência: falta de cuidado + omissão; Imperícia: falta de qualificação para desempenhar determinada função. 4) Dano É uma ligação entre conduta e dano. 3) Nexo de causalidade Danos clássicos ou tradicionais: materiais/patrimoniais e morais; Danos novos ou contemporâneos: danos estéticos, danos morais coletivos, danos sociais e danos por perda de uma chance. Súmula 387 do STJ.Atenção! Excludentes do nexo de causalidade Se não há nexo, não há obrigação de indenizar – nexo causal está presente tanto na responsabilidade subjetiva quanto na objetiva. Ou seja, não nexo causal, quando: Culpa exclusiva ou fato exclusivo da vítima; Culpa exclusiva ou fato exclusivo de terceiro (exceção art. 735 do CC); Caso fortuito e força maior. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Aspectos gerais Art. 935 do CC: a responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal. Responsabilidade civil e criminal Importante Se no criminal foi decidido sobre existência de fato e/ou autoria, então haverá dependência entre as esferas cível e criminal e não se pode mais discutir, no cível, o que foi decidido no penal. Responsabilidade civil Casos do Código Civil Responsabilidade por fato de terceiro: arts. 932, 933 e 934 do CC; Responsabilidade subsidiária do incapaz: art. 928 do CC. Atenção! Fato de animal: art. 936 do CC; Ruína de um prédio ou construção: art. 937 do CC; Objetos caídos ou lançados: art. 938 do CC. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Responsabilidade Civil Responsabilidade subjetiva Art. 927, caput, do CC É baseada na teoria da culpa, já que é necessária a verificação de culpa, para que se possa configurar tal requisito. Elementos que são necessários: Conduta humana; Culpa; Nexo causal; Dano. Responsabilidadeobjetiva Art. 927, § único, do CC É baseada na teoria do risco, sendo que há várias modalidades da teoria: 1) Teoria do risco administrativo: artigo 37, §6º, da CF; 2) Teoria do risco da atividade: artigo 927, parágrafo único, segunda parte; 3) Teoria do risco-proveito: risco decorre de uma atividade lucrativa; 4) Teoria do risco integral: Elementos que são necessários: Conduta humana; Nexo causal; Dano. Importante O CC diz que haverá responsabilidade objetiva em duas situações: Nos casos expressos em lei. Exemplo: CDC, arts. 932 e 936 do Código Civil, etc. Responsabilidade do incapaz Art. 928 do CC A responsabilidade do incapaz é subsidiária, ou seja, primeiro respondem os responsáveis pelo incapaz. Se estas pessoas não tiverem condições financeiras ou não forem obrigadas a tanto, então se irá responsabilizar o incapaz. A indenização deverá ser equitativa e, se privar o incapaz ou as pessoas que dele dependam do seu sustento, então tal indenização não terá lugar. Se discute a respeito da responsabilidade do incapaz ser ou não subsidiária. No entanto, a jurisprudência e a doutrina dizem que sim, em decorrência do artigo 928, ela será subsidiária, não tendo aplicação o parágrafo único do artigo 942. Atenção Art. 928, parágrafo único, diz que: Atenção Art. 942, parágrafo único diz que: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Responsabilidade Civil Indenização Arts. 944 a 954 do CC Aspectos gerais A indenização mede-se pela extensão do dano (art. 944). Quem estiver obrigado a reparar o dano causado deverá fazê-lo. A indenização, sempre que possível, deverá recolocar a vítima na posição anterior, a compensando pelos danos sofridos. O que mede a indenização é o dano, e não a culpa. Atenção! Mesmo em casos de culpa levíssima, teremos a responsabilização do ofensor, se ele causou dano a outra pessoa. O que diz a lei? Art. 945 – culpa concorrente: “Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.” Se a culpa for exclusiva da vítima, não teremos responsabilização do ofensor, já que é causa que quebra o nexo causal. Art. 946 – obrigação indeterminada: quando nem o contrato nem a lei estipular o valor de indenização a ser pago, o valor então deverá ser averiguado durante a fase processual de fixação de valor (liquidação de sentença ou durante a instrução). Importante: Art. 949: um exemplo de “outro prejuízo” seriam os danos morais ou estéticos, por exemplo. Art. 950: a indenização aqui é a indenização pela perda da capacidade de trabalho. Art. 951: trata da responsabilidade subjetiva dos profissionais liberais, em especial, da área de saúde, em geral. Art. 952: segundo a jurisprudência, animais de estimação também podem se enquadrar aqui, existindo “valor de afeição”. Art. 953: indenizações por crimes contra a honra. Lembre-se! O dano pode atingir tanto a honra objetiva, quanto subjetiva. Caso a vítima não consiga comprovar o prejuízo material, caberá ao juiz fixar o valor da indenização. Art. 954: situações de condenações, por exemplo, contra o Estado e agentes públicos, em virtude de prisão ilegal. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Posse: classificação Conceito Posse é o domínio físico que alguém tem sobre a coisa, que vem a ser protegido pelo Direito, sendo, portanto, concedido efeitos jurídicos a este domínio (art. 1.196, do CC). Aquisição da posse Ocorre no momento em que os poderes inerentes à propriedade passam a ser exercidos pelo possuidor (art. 1.204, do CC). Esta aquisição pode se dar de duas formas: 1) Originária: ocorre pelo apossamento ou ocupação, quando o sujeito assume o controle da coisa. Ex.: alguém que encontra um celular no lixo. 2) Derivada: ocorre pela tradição, ou seja, quando o antigo possuidor transmite ao atual possuidor o domínio fático da coisa. Tipos de posse Perda da posse Ocorre quando alguém deixa de agir como se dono/proprietário fosse - arts. 1.223 e 1.224, do CC. A perda pode ocorrer de várias formas, mas quatro delas são as principais: Derrelicção, ou abandono voluntário da coisa; Tradição, que é quando há a transmissão voluntária da posse a terceiro; Esbulho, que é quando a posse é tomada/subtraída do seu possuidor, contra sua vontade; Destruição da coisa, ou seja, quando a coisa deixa de existir. Detenção x Posse Sujeito sabe que a coisa não é sua - art. 1.198, do CC. Detenção Posse Sujeito que possui o domínio físico da coisa e age como se dono fosse. Posse direta e posse indireta: Art. 1.197, do CC. Composse: Art. 1.199, do CC. Posse justa e injusta: Art. 1.200, do CC. Posse de boa e má-fé: Art. 1.201, do CC. Posse com justo título e sem justo título. Posse nova e posse velha. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Posse: efeitos Efeitos da posse Efeitos processuais Os efeitos materiais dizem respeito à: Percepção dos frutos e suas consequências; Ao direito à indenização; Retenção das benfeitorias, Responsabilidades; Ao direito de usucapião. Os efeitos imateriais dizem respeito à: Possibilidade de utilização dos interditos possessórios; Ações possessórias; Legítima defesa da posse e do desforço imediato. A usucapião ocorre em razão do exercício de posse de uma coisa por certo tempo e gera a chamada prescrição aquisitiva. A proteção possessória pode ocorrer pelosatos de defesa desforço imediato ou pelas ações possessórias (art. 1.210, do CC). Atenção! Em se tratando de ações, a parte de procedimento está tratada no CPC (art. 554 e seguintes). Ações possessórias É permitido ao possuidor defender sua posse. São três as principais ações possessórias: Caso de ameaça ou risco ao exercício da posse do titular. Proteção de perigo iminente. Caso de turbação ou perturbação à posse. Preservação da posse. Caso de esbulho ou retirada da posse. Devolução da posse. Cabível sempre que houver invasão, mesmo que parcial, do imóvel. Observações processuais Fungibilidade das possessórias. Art. 554, do CPC. Art. 555, do CPC. Possibilidade de cumulação de pedidos. Natureza dúplice das possessórias. Art. 556, do CPC. Arts. 1.210 ao 1.222 do CC 1) Interdito proibitório 2) Ação de manutenção de posse 3) Ação de reintegração de posse https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Direito de propriedade Arts. 1.225 - 1.227, do CC É um direito real; Conceito: Este direito consiste em poder usar, gozar e dispor do bem, podendo, também, reavê-lo contra aquele que injustamente o detenha ou possua – art. 1.228 do CC. Direitos reais Direito de uso Utilização da coisa conforme as permissões legislativas. Ex.: direito de vizinhança, a desapropriação ou o tombamento. Direito de gozo ou fruição Possibilidade de retirar da coisa os frutos que ela produz. Ex.: a locação de um imóvel. Direito de reinvindicação Possibilidade de, através de ação petitória, reivindicar a coisa de quem a detenha injustamente. Se liga! Estes quatro atributos da propriedade: gozar, reivindicar, usar e dispor, são resumidos na sigla GRUD. Legislação importante Art. 1.228, § 1°: determina que o direito de propriedade deve ser exercido conforme sua função social; Arts. 1.233-1.237: tratam da descoberta. Assim, quem encontrar a coisa, deverá restitui-la ao dono, e a não devolução constitui crime de “apropriação de coisa achada”. Enunciados das Jornadas de Direito Civil sobre essa temática: 82-84, 240, 241, 304-310 e 496 . Direito de disposição Poder de transmitir a terceiro, por ato entre vivos (compra e venda) ou causa mortis (testamento), de forma onerosa ou gratuita. Se uma pessoa tiver todos estes atributos, terá a propriedade plena. Propriedade: aspectos gerais Direito fundamental, inscrito no art. 5°, XXII, da CF. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm Propriedade Aquisição da propriedade imóvel por acessão Conceitos importantes Acessão: aquisição originária, refere-se ao direito do proprietário sobre tudo o que for incorporado ao bem. Trata-se de uma anexação de um bem acessório novo a um bem principal já existente. Pode ocorrer por formação de ilhas, aluvião, avulsão, abandono de álveo, plantações e construções - art. 1.248, do CC. Formação de ilhas Art. 1.249, do CC As ilhas que se formarem em correntes comuns (rios não navegáveis) ou particulares pertencem aos proprietários ribeirinhos fronteiros, observadas algumas regras (incisos do artigo mencionado). Aluvião São acréscimos formados por depósitos e aterros naturais de forma quase imperceptível - art. 1.250, do CC. Estes acréscimos formam-se em razão do desvio natural do leito de rios ou por depósito de sedimentos e aderem à propriedade do terreno em que houve o acréscimo, sem que haja o dever de indenização por parte deste proprietário. Avulsão Há um deslocamento natural, mas brusco de terras de um terreno, que acaba se unindo a outro - art. 1.251, do CC. Para que ocorra avulsão, o deslocamento deve se dar por força natural brasileira, ou seja, sem culpa do proprietário do imóvel de onde se desloca a terra. Abandono do álveo Ocorre quando um curso d’água muda seu curso, de forma natural. Assim, o curso anterior (álveo) acaba sendo abandonado - art. 1.252, do CC. O álveo abandonado é dividido entre os terrenos marginais, através de uma linha imaginária. Plantações e construções: as plantações e construções, são bens móveis que acedem ao imóvel por conduta humana. Ver arts. 1.253, 1.254, 1.255 e 1.256, do CC. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Usucapião extraordinária Art. 1.242 do CC Usucapião ordinária Usucapião especial rural Usucapião especial urbana Usucapião especial urbana por abandono do lar conjugal Posse ad usucapionem e lapso temporal de 15 anos. Dispensa a existência de justo título e boa-fé. Redução de prazo: o prazo poderá ser reduzido para dez anos se o imóvel for utilizado para moradia habitual ou se tiver sido realizada obra ou serviço de caráter produtivo. Art. 1.238 do CC Posse ad usucapionem, lapso temporal de dez anos, justo título (título hábil a transferir a propriedade) e boa-fé (desconhecer ou inexistir eventuais vícios que maculem a posse). Redução de prazo: o prazo reduz-se para cinco anos se o imóvel tiver sido adquirido, de forma onerosa, devidamente registrado e, posteriormente, tiver o registro cancelado e desde que os possuidores tenham estabelecido lá sua moradia ou realizado investimentos de interesse social e econômico. Art. 1.239, CC + art. 191, CF Posse ad usucapionem, lapso temporal incontestado e ininterrupto de cinco anos, área rural de até 50 hectares, produtividade ou moradia, não ser proprietário de outro imóvel urbano ou rural. Art. 1.240, CC + art. 183, CF Posse ad usucapionem; lapso temporal incontestado e ininterrupto de cinco anos; área urbana de até 250 m², usada para moradia; não ser proprietário de outro imóvel urbano ou rural. Art. 1.240-A, CC Posse ad usuca-pionem exercida de forma direta; lapso temporal incontestado e ininterrupto de dois anos; área urbana de até 250 m², usada para moradia (posse direta), da qual o usucapiente seja proprietário em conjunto com ex-cônjuge ou companheiro que tenha abandonado o lar; não ser proprietário de outro imóvel urbano ou rural. Núcleos urbanos informais (aqueles clandestinos, irregulares ou nos quais não foi possível realizar, por qualquer modo, a titulação de seus ocupantes, ainda que atendida a legislação vigente à época de sua implantação ou regularização); Art. 10, Lei nº 10.257/2001 Posse ad usucapionem; lapso temporal de cinco anos; área por possuidor inferior a 250 m²; não serem os possuidores proprietários de outro imóvel urbano ou rural. A pretensão de usucapião dos possuidores deve ser julgada por sentença, na qual o juiz irá determinar a formação de um condomínio indivisível entre os pos- suidores, e a cada um caberá uma fração ideal igual da área do terreno, independentemente da área ocu-pada. Usucapião de bens móveis e imóveis Propriedade Usucapião especial urbana coletiva https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htmhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Direito de vizinhança Passagem de cabos e tubulações Arts. 1.286 e 1.287 do CC Possibilidade de passagem forçada de cabos e tubulações, referentes a serviços de utilidade pública, pelo imóvel vizinho. Águas Arts. 1.288 - 1.296 do CC Toda propriedade, para que possa cumprir com sua função social, necessita ser servida de água sem que existam obstruções que impeçam o fluxo das águas naturais. Conceito Os direitos de vizinhança são limites impostos ao exercício da propriedade, tendo em vista a convivência social, e que se relacionam aos limites, às linhas que separam os prédios vizinhos. Limites do direito de vizinhança Uso da propriedade Arts. 1.277 e 1.281, do CC Arts. 1.282 - 1.284, do CC Árvores limítrofes Art. 1.285 do CC Passagem forçada O proprietário de uma coisa/prédio não pode usar de sua propriedade de forma a impedir ou limitar o exercício da propriedade por parte do prédio vizinho. Havendo árvores sobre a linha divisória entre duas propriedades, presume-se que as mesmas pertençam a ambos os prédios (espécie de um condomínio necessário). O dono do prédio encravado – sem acesso – pode exigir do vizinho a passagem forçada. Atenção! A passagem forçada é diferente da servidão de passagem. Limites entre prédios e do direito de tapagem Arts. 1.297 e 1.298 do CC É permitida a construção, para fins de demarcação entre os imóveis, de cercas, muros, valas ou qualquer forma de separação. Direito de construir Arts. 1.299 - 1.313 do CC O proprietário tem o direito de construir sobre seu terreno devendo respeitar os direitos de vizinhanças. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Condomínio Conceito Ocorre quando houver mais de um titular sobre o mesmo direito de propriedade, cada um com uma fração ideal sobre a mesma coisa. Tipos de condomínio Decorre de instituição das partes, através de contrato ou por doação ou herança. Direito de preferência - art. 504, do CC. Pode ser desfeito a qualquer tempo. Art. 1.327 do CC. Deriva de determinação legal. Arts. 1.331-1358 do CC. Formado por unidades autônomas. Art. 1.358-A no CC. É uma forma de condomínio edilício, mas sem construção. Seria a regulamentação dos chamados “condomínios fechados”. Arts. 1.358-B-1.358-U, do CC. Trata-se de uma forma de condomínio, geralmente utilizada para locais de lazer, em que se divide a utilização do imóvel em tempo fixo. Ex.: aquisição de um apartamento/casa na praia por três pessoas. Condomínio voluntário ou convencional Condomínio legal ou necessário Condomínio edilício Condomínio de lotes Multipropriedade ou “time sharing” https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Propriedades Temporárias Regra geral Propriedade resolúvel A propriedade é perpétua, perene. Observação: lei prevê algumas formas de propriedade especial que são temporárias: a propriedade resolúvel e a propriedade fiduciária. É aquela que pode ser resolvida pelo implemento de uma condição resolutiva ou pelo termo final. Ex.: compra e venda com cláusula de retrovenda (vendedor se reserva o direito de recomprar dentro de certo prazo – até três anos). Ex.: disposição testamentária com cláusula de fideicomisso e o direito do fiduciário – art. 1.953, do CC. Propriedade fiduciária Decorre de uma causa contida no próprio título de propriedade, que se fundamenta em um contrato de alienação fiduciária em garantia, geralmente utilizado com relação a veículos. O devedor (fiduciante), embora mantenha a posse direta do bem, transfere a propriedade do mesmo ao credor (fiduciário). Art. 1.361, do CC + Decreto-Lei n° 911/1969. A propriedade fiduciária configura-se pelo registro do título no Registro de Títulos e documentos ou, no caso de veículos, junto ao DETRAN. Caso não for quitada, o credor deve alienar judicial ou extrajudicialmente o bem. A propriedade fiduciária se dá em garantia de bens móveis ou imóveis, segundo o art. 1.367, do CC. No que diz respeito a bens imóveis, aplica-se a Lei n° 9.514/1997, art. 22 e seguintes. É vedado o pacto comissório (art. 1.365, do CC), ou seja, ficar com a coisa se a dívida não for paga. Atenção! https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1965-1988/Del0911.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9514.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm ServidãoSuperfície Vencido o prazo, o proprietário do terreno passa a ter a propriedade, também, sobre a construção, independentemente de indenização, salvo estipulação em contrário. Extinção A servidão traz utilidade para um imóvel (dominante) em detrimento do outro (serviente). Pode se constituir, também, através de usucapião. A servidão é facultativa. É, também, direito real de gozo ou fruição. Atenção Importante Usufruto O proprietário tem os direitos de dispor e reivindicar, mas não pode usar, nem fruir do bem que lhe pertence. Concede a terceiro o direito de usar e fruir da coisa alheia por determinado período de tempo. Uso Direito de utilizar a coisa para o seu próprio bem. Deve estar inscrito no Cartório de Registro de Imóveis. Possibilidade de fruir quando as necessidades do usuário ou da família o exigirem. Habitação Laje Direito de usar a coisa para fins de moradia. Não permite alugar, nem emprestar a coisa. Direito real de habitação convencional: Registro no Cartório de Registro de Imóveis. As construções acima (lajes) serão consideradas unidades imobiliárias autônomas, tendo matrícula própria no Registro de Imóveis. O direito de usar, de locar o imóvel é do usufrutuário. O direito de vender o imóvel é do nu-proprietário. Art. 1.369, CC Art. 1.379, CC Arts. 1.510-A - 1.510-E, CC Direitos Reais sobre Coisa Alheia e de Garantia A passagem forçadaé compulsória e exige pagamento de indenização. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Extinção Direito real de aquisição Penhor Hipoteca É proveniente de promessa de compra e venda, com cláusula de irrevogabilidade e devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis. Anticrese O direito real pelo qual o devedor entrega ao credor o bem imóvel, autorizando que ele perceba os frutos e rendimentos da coisa, compensando-os na dívida Penhor; Hipoteca; Anticrese. Garantia real sobre bem móvel, através da qual o devedor entrega ao credor o bem, sendo, ainda, exigido o registro do instrumento de penhor no Cartório de Títulos e documentos. Arts. 1.419 - 1.510 do CC Constitui-se a garantia real sobre coisa imóvel quando o contrato é levado a registro. No caso dos móveis, basta a tradição, se a lei não exigir, também, o registro. Garantia real que recai, como regra, sobre imóveis, podendo incidir, também, sobre alguns móveis previstos na lei. Pode recair, ainda, sobre direitos reais. Necessita de registro no Cartório de Registro de Imóveis. Penhor rural (art. 1.438 a 1.446, CC); Penhor industrial e mercantil (art. 1.447 a 1.450, CC); Penhor de direitos e títulos de crédito (art. 1.451 a 1.460, CC); Penhor de veículos (art. 1.461 a 1.466, CC); Penhor legal (art. 1.467 a 1.472, CC). Eventuais deteriorações que o imóvel sofrer por culpa do credor anticrético serão por ele respondidas, assim como os frutos que não forem percebidos. Direitos Reais sobre Coisa Alheia e de Garantia Hipótese de ação de adjudicação compulsória, mesmo não havendo registro. Súmula 239 do STJ Direito real de garantia https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.stj.jus.br/docs_internet/VerbetesSTJ_asc.pdf Direito das famílias Aspectos gerais Personalíssimo; Pertence ao ramo do Direito Privado. Embora possua um viés público, pois seus institutos são considerados de ordem pública, sendo, inclusive, protegidos pela Constituição Federal (art. 226, por exemplo). O viés público que o Direito de Família possui, se dá em razão do especial interesse que o Estado tem na proteção da família como célula básica, de especial importância na sociedade e para que o próprio Estado se mantenha. O direito de família protege as relações pessoais e patrimoniais dos indivíduos. São várias as formas possíveis de constituir família: Mosaico Fruto de divórcios e novos casamentos = “os meus, os teus e os nossos filhos”, ou seja, membros que foram partes de famílias anteriores e que se dissolveram e que compunham essa nova família. Se encontra a partir do art. 1.511 do CC. Intransferível; Intransmissível; Irrevogável; Princípios do Direito de Família Princípio da dignidade da pessoa humana; Princípio da proteção integral da criança, do adolescente e do idoso; Princípio da igualdade; Princípio da liberdade; Princípio da afetividade; Princípio da solidariedade. Socioafetiva Família Tradicional Originária do casamento de duas pessoas (matrimônio). Informal Originária da união estável de duas pessoas, onde não há um vínculo formal (o casamento). Monoparental Um dos pais e sua prole. Homoafetiva Originária de relações homoafetivas (casais homossexuais). Famílias em que nem todos os indivíduos possuem uma vinculação biológica, mas sim afetiva, que permite o reconhecimento do vínculo jurídico. Paralela ou simultânea Uma família paralela à outra. Não há proteção do judiciário no âmbito do direito de família, mas há a existência desse tipo de família. Poliafetiva Uma mesma relação com pessoas diferentes ao mesmo tempo e em conjunto (trisal). Não há proteção do tribunal, mas sabe-se que existe. Características do Direito de Família Irrenunciável. Multiespécie Modelo de família constituída pelos donos e animais de estimação – membros não humanos, etc. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Casamento por procuração PRAZO DA PROCURAÇÃO: 90 dias, pública e com poderes especiais. Casamento celebrado por autoridade religiosa, mas tem validade, pois atende aos requisitos civis. Ocorre quando uma das partes não pode estar presente no momento da celebração do casamento. Espécies de casamento Observa as normas do Direito Civil (habilitação perante Oficial do Registro Civil, celebração por juiz de paz, registro no Registro Civil). Casamento civil Casamento religioso com efeitos civis Casamento nuncupativo Ocorre quando um dos nubentes está em iminente risco de vida. Art. 1.512, CC Art. 1.515, CC Art. 1.542, CC Art. 1.540 a 1.542, CC Direito Matrimonial Capacidade para o casamento Idade mínima para casar: 16 anos. Dos 16 aos 18 anos: necessidade de autorização de ambos os pais, salvo se for emancipado. Se um deles não concordar: suprimento judicial de consentimento. Nesse caso, o regime de bens será o de separação obrigatória. Essa autorização pode ser revogada até o momento da celebração do casamento (art. 1.518 do CC). A negativa da licença para casar, por um dos pais, pode ser suprida pelo juiz (art. 1.519 do CC). Quantidade de testemunhas: 06 testemunhas, que não podem ter parentesco (em linha reta ou colateral, até 2º grau) com os nubentes. É o casamento de brasileiro, realizado no estrangeiro, perante a autoridade consular brasileira, sujeitando-se, assim, às leis brasileiras e não à legislação local. Casamento consular https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Impedimento matrimonial Trata-se de uma vedação (“não podem”) da realização do casamento com relação ao: 1) Parentesco; 2) Vínculo; 3) Prática de crime. Consequência: nulidade Art. 1.548, II, do CC Atenção! A declaração de nulidade pode ser buscada pelos interessados ou pelo Ministério Público a qualquer tempo - art. 1.549 do CC. Os impedimentos podem ser opostos, em declaração escrita, assinada e com provas, no processo de habilitação e até o momento da celebração, por qualquer pessoa capaz - art. 1.522 do CC. Causas suspensivas do casamento Art. 1.523 do CC Art. 1.521 do CC Trata-se de uma proteção (“não devem”) do Estado. Consequência Impõe sanções de natureza econômica = obrigatoriedade do regime de separação obrigatória de bens. Atenção! As causas suspensivas podem ser arguidas, no processo de habilitação, no prazo do edital de proclamas, pelos parentes em linha reta ou colateral até 2° grau (consanguíneos ou afins) - art. 1.524 do CC. Art. 1.641, I, do CC Direito Matrimonial: impedimentos e causas suspensivas https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.comhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Casamento anulável Casamento nulo Art. 1.550 do CC O casamento que for celebrado com a violação dos impedimentos previstos no art. 1.521 do CC será eivado de nulidade. 1) necessária ação judicial; 2) proposta pelo interessado ou pelo Ministério Público; 3) sentença retroage seus efeitos até a data da celebração do casamento. Art. 1.548 do CC Para a declaração de nulidade do casamento: Ocorre em situações menos graves, quando celebrado em detrimento do interesse de pessoas que o legislador quer proteger. Para requerer a anulação do casamento: 1) possui prazos certos, conforme incisos do 1.560 do CC; 2) os prazos são decadenciais para buscar a invalidação entre 180 dias e quatro anos, conforme previsões dos arts. 1.555 e 1.560 do CC; 3) não sendo requerido dentro do prazo, convalesce pelo decurso do tempo. Efeitos Art. 1.561 do CC Produz efeitos: Com relação ao cônjuge de boa-fé, no período entre a celebração e o trânsito em julgado da sentença que o desconstitui; Com relação aos filhos, todos os efeitos se operam. Retroatividade dos efeitos: Direito Matrimonial: casamento nulo, anulável e efeitos Se a sentença determinar a nulidade ou anulação, retroage até a data da celebração. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Aquele existente entre pessoas que mantêm entre si um vínculo biológico (de sangue), que descendem de um ancestral comum, de forma direta ou indireta. Poderá ser: Derivado da adoção; Derivado da afinidade (existente entre o cônjuge e os parentes do outro em virtude do casamento/ união estável - (art. 1.595 e parágrafos, CC); Parentesco Art. 1.591 e seguintes, CC Colateral/transversal: irmãos (2º grau); sobrinhos e tios (3º grau); primos, sobrinhos-netos e tios-avós (4º grau). Limita-se ao: Natural Art. 1.593, CC Civil Art. 1.593, CC Direito de Família Derivado da afetividade (reconhecimento da paternidade ou maternidade apenas com base em laços afetivos). O parentesco por afinidade na linha reta (sogro, sogra, genro, nora, enteado) não se extingue, gerando impedimentos para o casamento (art. 1.521, II) Depende de laudo pericial. Pode prevalecer em detrimento do parentesco biológico. Linhas Reta: ascendentes e descendentes. Não tem limite de grau. 4º grau (sucessões); 3º grau (casamento); 2º grau (obrigação alimentar). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Regime de Bens Pacto antenupcial Celebrado o casamento, o pacto produz efeitos entre o casal. Para produzir efeitos perante terceiros, necessita ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis do domicílio do casal. Mutabilidade Cuidado Outorga conjugal Art. 1.653, CC Art. 1.639, § 2º, CC Possibilidade de alterar o regime de bens após a celebração do casamento, desde que: Por ação judicial, movida por ambos os cônjuges; Apurada a procedência das razões invocadas; Ressalvados os direitos de terceiros. Comunhão universal, separação convencional/total e participação final nos aquestos. Regimes que necessitam de pacto antenupcial: Regula a vida patrimonial do casal ; Aspectos gerais Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, vigorará, quanto aos bens entre os cônjuges, o regime da comunhão parcial (art. 1640, CC). Regime legal Dispositivo – comunhão parcial de bens: art. 1.658 e seguintes, CC Bens comunicáveis: art. 1.660, CC. Bens incomunicáveis: arts. 1.659 e 1.661, CC. Obrigatório – separação obrigatória: art. 1.641, CC Tratando-se de pessoa com mais de 70 anos, o STF fixou entendimento de que é facultativa a separação obrigatória de bens, desde que seja lavrado pacto antinupcial - ARE 1309642 Princípio da liberdade dos pactos: permite que o casal defina o regime de bens que atendem às suas necessidades; Cuidado Art. 1.647, CC Exigência da manifestação de consentimento entre os cônjuges quando um deles praticar ato que afete o patrimônio do casal. Dispensa da outorga somente se o regime for o de separação convencional de bens. Art. 1.656. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final nos aquestos, poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis, desde que particulares. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm#:~:text=Art.%201.656.%20No%20pacto%20antenupcial%2C%20que%20adotar%20o%20regime%20de%20participa%C3%A7%C3%A3o%20final%20nos%20aq%C3%BCestos%2C%20poder%2Dse%2D%C3%A1%20convencionar%20a%20livre%20disposi%C3%A7%C3%A3o%20dos%20bens%20im%C3%B3veis%2C%20desde%20que%20particulares. Regime de bens Regime da separação convencional (ou absoluta) de bens Regime de comunhão universal de bens É a comunhão de todos os bens dos cônjuges, presentes e futuros, bem como de suas dívidas. É a metade ideal do patrimônio comum para cada cônjuge. Bens incomunicáveis - art. 1.668 do CC: tais bens não serão partilháveis por ocasião do divórcio ou dissolução de união estável. Cada consorte conserva o domínio, a posse e a administração de seus bens presentes e futuros. Existem dois patrimônios bem separados: o do marido e o da mulher, sem qualquer comunicabilidade. Regime da participação final nos aquestos Art. 1.667 e seguintes do CC Atenção! Há entendimento, por parte do STJ, quanto a instrumentos de profissão, verbas trabalhistas eFGTS recebidos durante o matrimônio, que são comuns. Art. 1.672 e seguintes do CC Cada cônjuge conserva como de seu domínio os haveres que trouxe para o casamento, e os conseguidos ao longo de sua duração, administrando-os e aproveitando os seus frutos, como se fosse uma separação total. Na dissolução do vínculo conjugal, procede-se à divisão do acervo adquirido a título oneroso, como se fosse uma comunhão parcial. Atenção! A divisão dos bens, ao final, é feita somente daqueles adquiridos de forma onerosa, e nos quais tenha havido a participação. Não é meação, é participação no patrimônio. Pode ser estabelecida no pacto antenupcial a livre disposição dos bens imóveis, sem necessidade de anuência do outro cônjuge para alienar ou gravar - art. 1.656 do CC. Qualquer um dos cônjuges pode alienar ou gravar seus bens sem anuência do outro - art. 1.647. Ativo e passivo são separados, de maneira que nenhuma dívida se comunica, seja ela anterior, seja ela posterior ao matrimônio. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Relação entre duas pessoas (independentemente do sexo), cuja convivência seja pública, contínua e duradoura; Objetivo imediato de constituição de família. Extinção Art. 1.723, CC e art. 226, p. 3º, CF Companheiros podem fazer a declaração de união estável e escolher o regime que melhor se encaixa na situação. Aplicam-se à união estável os mesmos impedimentos legais para o casamento (art. 1.723, § 1º, CC). União estável Elementos essenciais Impedimentos à união estável O fato de um dos conviventes estar casado, mas separado de fato ou judicialmente, não obsta a configuração da união estável. Regime de bens Se não fizer, aplica-se o regime de comunhão parcial (art. 1.725, CC); Cuidar: Atenção: O provimento 149 do CNJ permite alteração do regime de bens e conversão da união estável em casamento diretamente no Cartório de Registro Civil. Coabitação não é um elemento essencial (Súmula 382 STF). Cuidar: Quando houver mais de uma união estável, ou duas famílias paralelas, considerando a comprovação do início de cada relação, somente a primeira configurará união estável. Se um dos conviventes tiver mais de 70 anos, aplica-se o regime da separação obrigatória de bens (súmula 655 do STJ). Cuidado! Direito de Família https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Divórcio É meio voluntário e viabiliza que as partes possam contrair novos vínculos, com outras pessoas; Partilha de bens no divórcio: decorre do divórcio judicial, mas não é pré-requisito para sua concessão, pois pode haver divórcio sem a prévia partilha de bens (art. 1.581, do CC e Súmula n° 197 do STJ. Atenção! EC 66/2010: não há mais a exigência de prazos de separação prévia para a realização do divórcio (art. 226, § 6°, da CF), mas as disposições seguem vigentes nos arts. 693 e 733, do CPC. Dissolução do Casamento Divórcio realizado no exterior Se litigioso, deverá passar pela homologação da sentença estrangeira pelo STJ; Se consensual, poderá ser reconhecido no Brasil sem que seja necessário proceder à homologação. Apenas para divórcios consensuais simples, pois havendo definição de guarda, partilha de bens e demais cláusulas, é necessária a homologação do STJ. Atenção! https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm Responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto. Somente não será fixada a guarda compartilhada quando: Compartilhada É a REGRA no ordenamento jurídico brasileiro, sendo fixada até mesmo quando há litígio entre genitores. Se o juiz verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, deferirá a guarda a pessoa que revele compatibilidade com a natureza da medida. Cuidar! b) Quando o magistrado entender melhor pela fixação de outra espécie de guarda; a) Um dos genitores declarar que não deseja a guarda; c) Quando houver elementos que evidenciem a probabilidade de risco de violência doméstica ou familiar. Um dos genitores detém a guarda física da criança/adolescente e o outro, o direito de visitas. Art. 1.583 e seguintes, CC a) Quando um dos genitores manifestar que não tem interesse em deter a guarda do filho (art. 1.584, § 2º, do CC); Unilateral Modalidade deferida nos seguintes casos: c) Quando houver consenso entre os pais. Guarda b) Quando um deles não tiver condições de exercer a guarda; Direito de Família https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Filiação Filiação Serve para casos em que o genitor não possa registrar, por já estar morto ou ausente do local de domicílio, por exemplo; Reconhecimento dos filhos O reconhecimento é o ato que declara a filiação, estabelecendo, juridicamente o parentesco entre pai, mãe e filho; Presunção legal de filiação: art. 1.597 do CC; Essa presunção não é absoluta, sendo ilidida por meio de prova em contrário; A ação que contesta a paternidade é a negatória de paternidade, proposta pelo pai, a qualquer tempo - art. 1.601 do CC; Prova da filiação: a prova da filiação é feita pela certidão de nascimento registrada no Registro Civil - art. 1.603 e seguintes do CC. O reconhecimento de estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível, imprescritível e irrevogável; O reconhecimento de filho pode ser: 1) Reconhecimento voluntário: feito no registro do nascimento, com o comparecimento dos genitores; por escritura pública ou escrito particular, arquivado em cartório; por testamento; por manifestação direta e expressa perante o juiz - art. 1.609, CC e Lei n° 8.560/1992. Aqui, se o filho for maior de idade, é necessário seu consentimento - art. 1.614, CC. 2) Reconhecimento oficioso: quando apenas a mãe comparecer ao Cartório de Registro Civil e indicar o nome do pai, o registrador deverá remeter ao juiz a certidão do registro e o nome do pai indicado, devidamente qualificado, para que oficiosamente se verifique a procedência da imputação da paternidade - Lei n° 8.560/1992, art. 2°. 3) Reconhecimento judicial: resulta de sentença proferida em ação de investigação de paternidade, intentada pelo filho. Exame de DNA: o exame de DNA é a prova mais contundente quanto à filiação. Súmula 301 do STJ. Atenção! https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8560.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8560.htm Alimentos Aspectos gerais Obrigações de prestar alimentos: dever familiar de sustento (poder familiar) ≠ obrigação alimentar (fixada judicialmente). Alimentos gravídicos São as prestações mensais pagas entre parentes e ex-cônjuges/companheiros ao alimentando. Características da obrigação alimentar: 1) Personalíssima; 2) Irrenunciável; 3) Imprescritível; 4) Irrestituível;Princípios Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD (Lei nº 13.709/2018); Versa sobre o tratamento dos dados pessoais, fornecidos ou coletados por meio de cadastro, seja por pessoas físicas, jurídicas ou pelo Poder Público. Atenção: Entende-se por dados pessoais – o nome, endereço, redes sociais, etc., consoante previsão do art. 5º, I da LGPD – pois oferecem uma informação e, quando reunidos, podem levar à identificação de uma pessoa. Art. 3º da LGPD A LGPD é aplicada aos dados, independentemente de sua localização, desde que: A operação de tratamento seja realizada no território nacional; A atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou o fornecimento de bens ou serviços ou o tratamento de dados de indivíduos localizados no território nacional; ou Os dados pessoais, objeto do tratamento, tenham sido coletados no território nacional. A LGPD não é aplicável nas hipóteses previstas do seu art. 4º. São chamados de “sensíveis”, aqueles dados pessoais que se referem à origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato, etc.; Art. 6º da LGPD Atenção: Esse tipo de dado pessoal detalha a vida privada da pessoa humana e pode lhe causar graves prejuízos, por isso, terão uma proteção maior por parte da LGPD. 2. A disponibilização de forma clara, adequada e ostensiva acerca de algumas regulamentações, quais sejam: a finalidade específica do tratamento; a forma e duração do tratamento, observados os segredos comercial e industrial; a identificação do controlador; as informações de contato do controlador; as informações acerca do uso compartilhado de dados pelo controlador e a finalidade; as responsabilidades dos agentes que realizarão o tratamento; e os direitos do titular, com menção explícita aos direitos contidos no art. 18 desta Lei. LGPD no Direito de Personalidade As atividades de tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os seguintes princípios: I) finalidade; II) adequação; III) necessidade; IV) livre acesso; V) qualidade; VI) transparência; VII) segurança VIII) prevenção; IX) não discriminação e X) responsabilização e prestação de contas. Importante: Para a efetivação do princípio do livre acesso, é direito do titular de dados (art. 9º da LGPD): 1. O acesso facilitado às informações sobre o tratamento de seus dados; Esse tipo de dado só poderá ser tratado nas hipóteses previstas no art. 11 da LGPD. Importante: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm Pessoa jurídica de direito público X pessoa jurídica de direito privado Criação Desconsideração da personalidade jurídica Incidente de desconsideração da personalidade jurídica As pessoas jurídicas de direito público estão descritas no art. 41 do Código Civil e se dividem em: Pessoas jurídicas de direito público interno: União, Estados, DF e Municípios; Autarquias, Associações Públicas e demais entidades de caráter público definidas por Lei. Pessoas jurídicas de direito público externo ou internacional: organismos internacionais (ONU, OEA) e os estados estrangeiros. As pessoas jurídicas de direito privado estão descritas no art. 44 do Código Civil e as que serão estudadas, enquanto direito civil, serão as Associações e Fundações. A criação da pessoa jurídica ocorre através de um estatuto social ou de um contrato social. O simples fato de um grupo de pessoas naturais criar uma pessoa jurídica não dá à essa pessoa jurídica a personalidade jurídica. Ou seja, a criação bem como os atos constitutivos de criação, devem passar por um processo de registro no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas ou na Junta Comercial para se obter a personalidade jurídica própria (art. 45 do CC). Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso (art. 50 do CC). §1º e 2º conceituam o abuso da personalidade jurídica, configurado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. Atenção: Serve para desconsiderar a personalidade jurídica. Pode ser utilizado em qualquer momento processual, tanto em processo de execução ou em fase inicial. Se for deferido pelo juiz, determinará que, por obrigação da pessoa jurídica, atinja-se bens do sócio ou vice-versa. Personalidade jurídica própria é diferente da personalidade jurídica do seu sócio/administrador (art. 49-A). Pessoas Jurídicas: Criação e Desconsideração da Personalidade Atenção: Art. 133 e 134 do CPC https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#:~:text=Art.%20133.%20O%20incidente,desconsidera%C3%A7%C3%A3o%20da%20personalidade%20jur%C3%ADdica. Fundações Diferente das associações, as fundações possuem dupla característica: destinação de patrimônio e finalidade específica. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la (art. 62 do CC). Ou seja, o instituidor destinará a totalidade dos seus bens, se não tiver herdeiros necessários, ou parte de seus bens, caso possua herdeiros necessários, para a criação da fundação. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos. Ou seja, as associações são aquelas pessoas jurídicas de direito privado que são formadas com uma determina finalidade, mas que não tem característica a finalidade econômica. Isso quer dizer que a associação não tem finalidade lucrativa, ou seja, não há um dono que irá receber esses lucros. Todo valor recebido é reinvestido na própria associação. Exemplo: associação com finalidade educacional, cultural, histórica, artística, entre outros. Associação é diferente de empresa. Empresa visa o lucro, associação não tem essa finalidade de trazer dividendos/valores para o seu proprietário, pois não tem um proprietário, é um grupo de pessoas que forma aquela organização. Associação é criada através do Estatuto Social: requisitos art. 54 do CC. É livre o direito de associação. Art. 57 do CC – exclusão do associado se houver justa causa. A associação pode ser extinta nas seguintes hipóteses: a) deliberação dos associados pela sua5) Divisível; 6) Não solidária. Pressupostos de fixação: proporção entre a necessidade de quem recebe e na possibilidade de quem paga (art. 1.694, § 1°, CC).Havendo modificação do binômio necessidade x possibilidade, é possível a alteração do quantum fixado a título de alimentos (art. 1.699 do CC). A constituição de nova família por parte do alimentante, por si só, não o exonera da obrigação alimentar. Para isso, o alimentante deve comprovar que não existe mais a necessidade por parte do alimentando (Súmula 358 do STJ). Sujeitos da obrigação alimentícia: a ordem de exigência é a seguinte: 1) pai/mãe; na falta destes 2) avós; na falta destes 3) bisavós; na ausência de ascendentes 4) descendentes; na ausência destes 5) colaterais de 2° grau (irmãos). São alimentos fixados em benefício da mulher gestante, contra o suposto pai, para que possa atender às despesas especiais de pré-parto. Uma vez fixados, perdurarão até o nascimento da criança, quando serão automaticamente convertidos em alimentos para a criança - art. 6°, parágrafo único da Lei. Majoração, minoração e exoneração Lei 11.804/2008 Cuidado! https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11804.htm https://planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11804.htm https://planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11804.htm Alimentos Ação de alimentos Esta ação é imprescritível e deve ser proposta no local de domicílio do alimentando – art. 53, II, do CPC/2015. Lei n° 5.478/1968 - rito especial para a ação de alimentos. A sentença fixará os alimentos definitivos, com base no binômio necessidade x possibilidade. O valor da causa será 12 vezes o valor do pedido (art. 292, III, do CPC). Execução da obrigação alimentar A prestação alimentar utiliza o procedimento do rito da prisão ou da constrição de bens e pode ser cobrada judicialmente por meio de: a) Cumprimento de sentença – quando houver título executivo judicial; b) Execução por processo autônomo – quando houver título executivo extrajudicial. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm Abertura da sucessão Comoriência Morte simultânea = quando duas ou mais pessoas falecem ao mesmo tempo, mesmo que em lugares distintos. Uma não terá capacidade sucessória quanto a outra, dada a necessidade de sobreviver ao autor da herança para suceder. Aspectos importantes Princípio da Saisine: momento que haverá a transmissão da herança, ou seja, dos bens, dívidas, créditos e obrigações – art. 1.784. A sucessão é aberta com o óbito. Qualquer disposição sobre herança de pessoa viva é vedada pelo ordenamento jurídico - art. 426, CC. Real Art. 7º, CC Sem decretação de ausência; Provável morte de quem estava em perigo de vida – ação de justificativa após fim das buscas; Desaparecido ou prisioneiro de guerra não encontrado até dois anos após o término da guerra – ação de justificativa após 2 anos do término da guerra. Morte Presumida Art. 6º + art. 22, CC Com decretação de ausência; Alguém que desaparece sem dar notícias; Nesses casos, esgotadas as buscas e diligências, o juiz definirá, por sentença, a data e horário da morte; 3 fases: curadoria dos bens do ausente + sucessão provisória + sucessão definitiva (nesse momento considera-se a morte). Obs.: + de 80 anos e + de 5 anos sem notícias = sucessão definitiva. Art. 8º, CC Atenção! Características 1) Transmissão da herança aos herdeiros; 2) Exato instante da morte - Princípio da Saisine; 3) Todo unitário e indivisível - arts. 1.791 e 1.792, CC; 4) Aplicação das regras do condomínio; 5) Cessão da quota hereditária por cessão de direitos hereditários - arts. 1.793 e 1.794, CC; 6) Direito de preferência entre os co-herdeiros (exercer no prazo de 180 dias) - art. 1.795, CC. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Capacidade sucessória Capacidade hereditáriaNão tem legitimidade sucessória Pessoa viva (nascida) ou já concebida no momento da abertura da sucessão. Legítima A pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, nem o seu cônjuge ou companheiro, ou os seus ascendentes e irmãos; Se alguma dessas pessoas mencionadas acima forem nomeadas, gerará a nulidade – art. 1.802 do CC. Atenção! É a legitimidade para se ser herdeiro. Art. 1.798 do CC Testamentária Arts. 1.798 + 1.799 do CC Pessoa viva (nascida) ou já concebida no momento da abertura da sucessão; Pessoa ainda não concebida, desde que vivos os pais; Pessoas jurídicas; Fundações (art. 63 do CC). As testemunhas do testamento; O concubino do testador casado, salvo se este, sem culpa sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de cinco anos; O tabelião, civil ou militar, ou o comandante ou escrivão, perante quem se fizer, assim como o que fizer ou aprovar o testamento. Não pode ser herdeiro ou legatário Art. 1.801 do CC https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Aceitação e Renúncia Aceitação É a anuência do beneficiário em receber a herança, confirmando a transmissão ocorrida com a morte - art. 1.805 do CC. Poderá ocorrer de três formas: A aceitação gera efeitos imediatos e definitivos. 1) Expressa: através de algum documento - por escrito público ou particular; 2) Tácita: a partir de algum ato que demonstre a intenção de aceitar a herança; 3) Presumida – art. 1.807 do CC – quando algum interessado (ex.: credor do herdeiro) em que o herdeiro aceite a herança requerer ao juiz. A aceitação ainda pode ser: Direta: quando oriunda do próprio herdeiro; Indireta: quando alguém faz pelo herdeiro, ou seja, por terceiros – ex.: art. 1.809 do CC. Renúncia É quando o herdeiro não quer receber a herança. A renúncia da herança deve ser sempre expressa, por instrumento público ou termo nos autos (art. 1.806 do CC). Não existe renúncia em favor de alguém. Consequências: 1) Uma vez havendo a renúncia, a parte do renunciante acresce aos herdeiros de mesma classe (art. 1.810 do CC). 2) Se o herdeiro renunciar, os seus herdeiros não herdam. 3) Inexiste direito de representação. 4) Não pode haver aceitação ou renúncia da herança de forma parcial ou sob condição (art. 1.808 do CC). 5) O herdeiro não pode renunciar à herança prejudicando credores. Com a morte, abre-se a sucessão e a transmissão opera- se desde logo. Mas o herdeiro não é obrigado a receber a herança. Ele possui a faculdade de aceitá-la ou renunciá-la. Art. 1.812 do CC: são irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança. Uma vez manifestados, não haverá possibilidade de revogartal ato. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Exclusão da Sucessão Aspecto geral Pode decorrer da Lei (indignidade) ou pela vontade do autor da herança (deserdação). Deserdação Hipóteses do art. 1.814 + 1.962 + 1.963 do CC; Só atinge os herdeiros necessários (1.845 do CC); Necessita de manifestação da vontade do autor da herança, em testamento – deve indicar a causa da deserdação; A exclusão depende da Ação de Deserdação; Prazo – 4 anos – abertura do testamento; Não comporta perdão, pois o ato correspondente é praticado em testamento (ato de última vontade). Pode, contudo, novo testamento revogar o anterior. Observação Indignidade Hipóteses do art. 1.814 do CC - atentado contra a vida, honra ou liberdade; Independe de manifestação; Serve para qualquer dos herdeiros: legítimo ou testamentário; Essa exclusão depende de uma sentença cível - por meio de uma Ação de Indignidade – art. 1.815 do CC. Art. 1.815-A: sentença penal. Atenção! Efeitos: são pessoais – art. 1.816 do CC; Prazo – 4 anos – abertura da sucessão; Admite reabilitação, mediante perdão do ofendido; Nem sempre os fatos são anteriores à morte do autor da herança. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Herança Jacente e Vacante; Petição de Herança Herança jacente Petição de herança É a ação pela qual o cônjuge, companheiro ou herdeiros, poderão reclamar o seu direito, uma vez declarada, por sentença, a vacância – art. 743, §2º, do CPC. Se o autor da herança não tiver deixado herdeiros, o patrimônio não ficará ‘solto’. Nesse caso, diz-se ser a herança jacente – art. 1.819 do CC. Herança vacante Não havendo herdeiro habilitado, após 1 (um) ano da publicação do edital, a herança será declarada vacante – art. 743 do CPC. Deve-se observar que, por força da Súmula n° 149 do STF, a ação de investigação de paternidade (que visa o reconhecimento da filiação) é imprescritível, mas que a petição de herança não o é e, neste caso, já que a lei não prevê prazo menor, prescreve no prazo do art. 205 do CC, ou seja, dez anos. Pode ocorrer, por qualquer razão, que algum herdeiro não seja relacionado no inventário e na partilha. Assim, sua condição jurídica de herdeiro não é reconhecida. Nesse caso, para que ele possa ter seu direito reconhecido e, então, receber parcela que lhe cabia na universalidade, deverá ingressar com uma ação judicial. Esse também é o caso da petição de herança (art. 1.824 do CC). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Herdeiros Necessários e Liberdade de Dispor Liberdade de dispor Regra geral A sucessão pode se dar por lei (sucessão legítima, que obedece à ordem da vocação hereditária - art. 1.829, CC) ou por disposição de última vontade (sucessão testamentária). Havendo herdeiros necessários, a liberdade de dispor é restrita a metade da herança. Para excluir os colaterais da sucessão, basta que o autor da herança disponha, por testamento, sem os contemplar - art. 1.850, CC. Os herdeiros legítimos são aqueles chamados de ‘necessários’, quais sejam: os descendentes, ascendentes e cônjuge, nos termos do art. 1.845 do CC. Logo, o herdeiro poderá ser legítimo ou testamentário. Herdeiros necessários Legítima: havendo herdeiros necessários, o autor da herança, por testamento, somente pode dispor da metade da herança, pois a outra metade compreende a reserva de legítima (arts. 1.789 e 1.846, CC). O cálculo da legítima é feito a partir do ativo da herança, ou seja, sobre a herança líquida, descontadas as dívidas e despesas de funeral. Havendo apenas herdeiros colaterais ou também chamados de facultativos, a liberdade de dispor será plena. Atenção! https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Sucessão dos descendentes, em concorrência com o cônjuge ou companheiro sobrevivente Art. 1.829, I, CC Falecendo alguém na condição de solteiro, primeiro chama-se a sucessão os seus descendentes. Regime da comunhão universal de bens: sobrevivente não herda; Regime de separação obrigatória de bens: sobrevivente não herda. Atenção: Súmula nº 377 do STF; Comunhão parcial de bens, quando o falecido não tem bens particulares: sobrevivente não herda; Comunhão parcial de bens, quando o falecido tem bens particulares: sobrevivente herda; Separação convencional de bens: sobrevivente herda; Regime de participação final nos aquestos: sobrevivente herda. Sucessão dos ascendentes, em concorrência com o cônjuge ou companheiro sobrevivente Art. 1.829, II, CC Falecendo indivíduo solteiro, na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes. Cônjuge ou companheiro sobrevivente como herdeiros exclusivos Art. 1.829, III, CC Falecendo, o indivíduo, sem deixar descendentes ou ascendentes, mas deixando o cônjuge ou o companheiro, estes herdarão a totalidade do patrimônio (50% dos bens comuns por meação e, o restante, por herança). Art. 1.829, IV, CC Não havendo descendentes, nem ascendentes, nem sobrevivente, os colaterais até o 4º grau são chamados à sucessão. Ordem do patrimônio hereditário: 1º) os irmãos (parentes em 2º grau); 2º) tios e sobrinhos (parentes em 3º grau); 3º) primos e tios avós e sobrinhos-netos (parentes colaterais em 4º grau). Na sucessão colateral, há a representação, ainda que de forma excepcional, quando é permitido que os filhos de irmãos representem o pré-morto (art. 1.840, CC). Colaterais Atenção Cuidado: Sucessão Legítima: Ordem da Vocação Hereditária https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htmhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Sucessão Testamentária: Espécies de Testamento Espécies de testamento Aspectos importantes Pela sucessão testamentária, o autor da herança dispõe do seu patrimônio, obedecendo à sua vontade. Dividem-se em formas ordinárias (pode ser livremente escolhida pelas pessoas) e especiais (determinadas por circunstâncias e situações excepcionais). O testamento é ato personalíssimo e essencialmente revogável (art. 1.858 do CC). A liberdade de dispor por testamento será: Art. 1.860: além dos incapazes, não podem testar os que, no ato de fazê- lo, não tiverem pleno discernimento, podendo os maiores de 16 anos testar. Atenção! 1) Limitada nos casos de haver herdeiros necessários; 2) Plena, quando houver apenas herdeiros facultativos (art. 1.857 do CC). Toda pessoa capaz, pode dispor por testamento. Efeitos Inicia a partir do óbito do autor da herança; Eventual invalidade deve ser discutida a partir do registro do testamento, no prazo de cinco anos - art. 1.859, CC. São anuláveis as disposições testamentárias viciadas por erro, dolo ou coação, extinguindo-se em quatro anos o direito de anular a disposição – art. 1.909, CC. Ordinárias Arts. 1.881-1.885 do CC. Especiais 1) Marítimo - arts. 1.888 a 1.892, CC; 2) Aeronáutico - arts. 1.888 a 1.892, CC; 3) Militar - art. 1.893, CC; 4) Nuncupativo. 1) Testamento público Arts. 1.864-1.867 do CC; 2) Testamento cerrado Arts. 1.868-1.875 do CC; 3) Testamento particular Arts. 1.876-1.880 do CC; 4) Codicilo https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Sucessão Testamentária Revogação O testamento será revogado: De forma expressa ou tácita, quando em testamento posterior, dispuser de forma distinta do anterior; De forma total, em novo testamento; ou parcial quando limita-se ao tópico atingido – art. 1.970 do CC. Redução de disposições testamentárias Art. 1.966, CC Se o testador avançou na legítima do herdeiro necessário de que tinha conhecimento, o testamento reduz-se à liberalidade para o efeito de restaurar por inteiro a quota legalmente reservada. Em síntese: Autor da herança testa; Sabendo da existência de herdeiro necessário; Autor da herança ultrapassa o limite da liberdade de dispor; Autor da herança falece; Testamento não é cumprido = reduz-se as disposições ao limite da parte disponível; Sucessão será 50% legítima e 50% testamentária. Rompimento Art. 1.973, CC O testamento rompe-se sempre que, ao dispor dela, o autor da herança não sabia da existência de herdeiros necessários, vindo a descobri-los após a elaboração do documento (causa superveniente). Em síntese: Autor da herança testa; Sem saber da existência de herdeiro necessário; Herdeiro necessário aparece após testamento; Autor da herança falece; Testamento não é cumprido = rompe-se; Sucessão será exclusivamente legítima. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Ritos de Inventário Arts. 610-658 do CPC Inventário judicial pelo rito tradicional Fase de impugnações: prazo de 15 dias - art. 627, CPC. Avaliação dos bens inventariados: Fazenda Estadual – arts. 629 e 630, CPC. Últimas declarações: aqui, o inventariante poderá confirmar ou retificar as primeiras – art. 636, CPC. Pagamento dos impostos: Secretaria da Fazenda Estadual - art. 637, CPC. Nomeação de inventariante (administrador dos bens do espólio): o juiz nomeará o inventariante, conforme ordem preferencial do art. 617 e seguintes, CPC. Primeiras declarações: prestadas pelo inventariante, no prazo de 20 dias, por petição firmada, por procurador com poderes especiais - art. 620, CPC. Citação dos interessados: Ministério Público - se houver herdeiro incapaz; Fazenda Pública e do testamenteiro, caso haja testamento - art. 626, CPC. Abertura do inventário: 2 (dois) meses a contar do óbito - art. 611, CPC. Legitimidade para requerer o inventário: arts. 615 e 616, CPC. Foro competente: último domicílio do falecido - art. 48, CPC. Administrador provisório: art. 617, CPC; art. 1.797, CC e art. 613, CPC. As partes podem optar pela partilha extrajudicial, realizada no Tabelionato de Notas, desde que todos sejam capazes e concordes. Inventário administrativo Art. 610, § 1° do CPCInventário judicial pelo rito do arrolamento comum Aplica-se aos casos em que o valor dos bens do espólio for inferior a 1.000 salários-mínimos. Inventário judicial pelo rito do arrolamento sumário Arts. 659 do CPC Apectos gerais O procedimento de inventário é previsto no art. 610 e seguintes do CPC. Inventário conjunto: excepcionalmente é possível que seja realizado o inventário de duas pessoas ao mesmo tempo, no mesmo processo, visando à economia processual - art. 672 do CPC. Inventário judicial: utilizado quando há consenso das partes ou em casos de haver testamento, litígio ou interessado incapaz. Pode ser feito pelo rito tradicional; rito do arrolamento sumário ou, pelo rito do arrolamento comum. É uma forma simplificada de inventário-partilha, quando todos os herdeiros são maiores, capazes e a partilha é amigável. É desburocratizado e dispensa a lavratura de termos de quaisquer espécies - art. 660, CPC. Todos os atos são realizados de uma só vez e o juiz apenas o homologa - art. 2.015, CC. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htmhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com Colação e sonegação Sonegação Colação O bem é trazido à colação, quando houver doação de ascendente para descendente, após aberta a sucessão, objetivando igualar as legítimas - art. 2.002, CC. Os bens a serem colacionados terão seu valor calculado pelo valor do tempo da abertura da sucessão - art. 639, parágrafo único, do CPC. Isenção: quando, na doação, o doador tiver deixado, de forma expressa, que aquele bem sai de sua parte disponível, com a sua morte, o herdeiro ficará isento da colação - art. 2.005 do CC. Haverá sonegação se o inventariante omitir qualquer informação relacionada aos herdeiros, bens e dívidas. Delito civil de sonegação = sujeito às penas dos arts. 1.992 e 1.993 do CC. Consequência: remoção do cargo de inventariante e perda do direito sobre o bem sonegado. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.comextinção; b) de forma administrativa; c) por sentença do juiz que determine a extinção. Art. 61 do CC – em todas essas situações deve haver a dissolução da sociedade, ou seja, deve ser analisado o que existe de ativo e passivo de patrimônio. Pessoas Jurídicas: Associações e Fundações Associações Art. 62 e seguintes do CC Esse instituidor poderá inclusive, determinar quem será responsável por elaborar o Estatuto daquela fundação. Ele próprio pode elaborar; ele pode indicar quem elabore ou, ainda, na falta do responsável, o Ministério Público tem a função de fazer, já que possui a função de zelar pelas fundações. Art. 62, parágrafo único: finalidades da fundação quando criada. Art. 63: quando insuficientes para constituir a fundação, os bens a ela destinados serão, se de outro modo não dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. Atenção! Atenção! Atenção! Art. 53 e seguintes do CC Atenção! https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm PeculiariadesAspectos gerais Domicílio Função: é o lugar onde serão cumpridas as obrigações. O domicílio trata-se do domicílio civil das pessoas. Art. 70 a 78 do CC Regra geral: o domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo (art. 70). Pessoa com pluralidade de domicílios: considerar-se-á domicílio seu qualquer deles (art. 71). Lugar de residência habitual em um determinado local, mas com atividade profissional em local diferente: cumprimento da obrigação no local onde exerce a profissão (art. 72). Indivíduo que não tem residência habitual – exemplo é o artista de circo: cumprimento da obrigação no local onde for encontrada (art. 73). Mudança de domicílio: quando muda o local de residência. Intenção manifesta de mudar-se (art. 74). Indivíduos que têm domicílio necessário (art. 76): O incapaz: será o domicílio de seus pais ou de seus representantes legais; Servidor público: local onde tiver lotado para exercer a sua função; Preso: no local do cumprimento da pena; Militar: onde servir ou na sede do comando que estiver subordinado; Marítimo: local onde o navio estiver matriculado. Agente diplomático do Brasil que for citado no exterior: Foro ou domicílio de eleição: permite que toda vez que há contrato escrito, as partes estabeleçam o lugar de cumprimento das obrigações provenientes daquele contrato: art. 78. Domicílio da Pessoa Jurídica: Sede das diretorias e administrações; havendo filiais cada uma responde pelas obrigações ali constituídas. Capitais do Estado; DF; União; Sede do Município (art. 75). Privado Público Extraterritorialidade – deve indicar no Brasil, onde tem domicílio. Se não indicar, poderá ser demandado no DF ou no último ponto do território brasileiro no qual teve domicílio. Regra especial: art. 77. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Características gerais O direito à moradia é um direito fundamental social, garantido constitucionalmente, através do art. 6°, CF. Bem de família legal Sumulas importantes com relação ao bem de família Bem de família voluntário Bem de Família A instituição de bem de família visa afetar bens para o destino especial de abrigar a família, protegendo- os da penhora. Pode ser de duas espécies. Quando há um único imóvel registrado no nome. É a lei que protege. Lei n° 8.009/1990 institui o bem de família legal: impede a penhora do único bem imóvel de natureza residencial, urbano ou rural = impenhorabilidade independentemente da vontade = regra. Este imóvel não responderá por qualquer tipo de dívida: civil, comercial, fiscal, previdenciária ou qualquer natureza – art. 1° da Lei n° 8.009/1990, pode ser oposta a impenhorabilidade em qualquer tempo ou grau de jurisdição. Exceções: art. 3º da Lei n° 8.009/1990 = permitem a penhora do único imóvel. Atenção: Não cabe contra débito alimentar. Instituído/escolhido pelo proprietário ou entidade familiar (art. 1.711, CC). Impenhorável por dívidas posteriores (art. 1.715, CC). Deve ser registrado no CRI (art. 1.714, CC). Prédio urbano ou rural. Limites: 1/3 do patrimônio líquido do instituidor (ao tempo da instituição). Duração – a isenção dura enquanto viverem os cônjuges ou companheiros ou enquanto os filhos forem menores de idade (art. 1.716, CC). Súmula nº 449 do STJ: “A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui bem de família para efeito de penhora”. Súmula nº 486 do STJ: “É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família”. Súmula nº 364 do STJ: “O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel pertencente a pessoas solteiras, separadas e viúvas”. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8009.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8009.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8009.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm São aqueles que não dependem da existência de outro para que possa existir. Podem ser: Bens Jurídicos Definição Classificação do Código Civil Bens considerados em si mesmos; Bens reciprocamente considerados; Art. 79 e ss do CC Bem é tudo aquilo que possa corresponder às solicitações de nossos desejos, podendo ser tanto os objetos corpóreos e materiais (coisas), quanto os ideais e imateriais. Bens públicos; Bens privados. Bens considerados em si mesmos Art. 79 a 81 do CC Bens imóveis Não podem ser transportados de um lugar para outro, sem que sua substância se altere. Natureza -> solo (só ele). Acessão (o que se gruda ao bem imóvel por natureza) -> pode ser natural (árvore) ou artificial (prédio). Bens móveis Art. 82 a 84 do CC Por natureza -> semoventes, ou seja, que se movem sozinhos. Propriamente ditos -> carro, celular, mesa (movimenta com auxílio externo). Bens consumíveis e inconsumíveis Art. 86 do CC Consumíveis: o uso importa na destruição (alimentos) ou estão a venda (livro da livraria). Inconsumíveis: suportam o uso continuado (carro, roupa). Bens fungíveis e infungíveis Art. 85 do CC Fungível: é o que admite a substituição. Ex: soja, arroz, milho. Infungível: não admitea substituição. Ex: quadro do pintor famoso. Bens singulares e coletivos Art. 89 e 91 do CC Singulares: considerados em sua individualidade, representadas por uma unidade (cavalo, livro, árvore). Coletivos: compostos de várias coisas singulares (biblioteca, floresta). Bens divisíveis e indivisíveis Art. 87 e 88 do CC Divisíveis: podem ser fracionados, sem alterar a substância (grãos, dinheiro). Indivisíveis: não podem ser fracionados (cavalo). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Bens Jurídicos Principal: é o que possui autonomia, existe por si próprio. Bens reciprocamente considerados Art. 92 do CC Acessório: depende do principal para existir. Acessório Principal Bens públicos e particulares Públicos: pertencentes às pessoas de direito público interno – art. 98 do CC. Particulares: o que não é público; particular – iniciativa privada. não estão sujeitos à usucapião. Atenção: Bens de uso comum do povo: praças, ruas, etc. – art. 103. Pode se pagar pelo uso. Bens de uso especial: prestação/execução de serviços públicos. Bens dominicais: patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real de cada entidade. São aqueles bens cuja existência dependem da existência de outra. Ex: pertenças (art 93 do CC) e as benfeitorias (art. 96 e 97). As benfeitorias podem ser divididas em necessárias (evitar estragos – ex.: reparo no telhado); úteis (melhora o uso – ex.: criar uma garagem na casa) e voluptuárias (mero deleite, recreação – ex.: piscina). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Fatos Jurídicos Fato é todo e qualquer acontecimento. Esse fato passa a ser jurídico quando esse acontecimento trouxer efeitos aquisitivos, conservativos, modificativos ou extintivos de direitos. Conceito Classificação Ordinário = o transcurso do tempo; Lícito = pode ser dividido em dois tipos: Em sentido estrito: ação humana, manifestação de vontade, mas ela não tem a possibilidade de escolher os efeitos que serão produzidos a partir daquela conduta humana, pois os efeitos a própria legislação prevê, como por exemplo, o reconhecimento de filiação. Em negócio jurídico: tem manifestação humana de vontade e essa pode escolher os efeitos, se serão imediatos, se estarão subordinados à um elemento futuro e incerto, etc). Ilícito = gera o ato ilícito e, todo aquele que por ação ou omissão, causar dano a outrem, pratica ato ilícito e terá o dever de indenizar. Está no meio, ou seja, entre o fato jurídico e o ato jurídico. Ato jurídico Fato jurídico em sentido estrito Ato-fato jurídico Todo e qualquer acontecimento proveniente da natureza. Pode ser lícito ou ilícito. Extraordinário = um temporal que cause dano ao telhado de uma residência – temporal é fato gerador para a garantia do seguro. Aqui, há uma ação humana (ato) sem manifestação de vontade. Difere do fato jurídico, pois aqui há ação humana. Pode ser lícito ou ilícito. Ex: união estável. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm 3) Eficácia Elemento acidental que consiste em um evento futuro e incerto (art. 121 do CC). Elemento acidental caracterizado pela ocorrência de acontecimento futuro, porém certo. O termo pode ser inicial ou final (data da produção de efeitos). Determinação acessória ao negócio jurídico principal, que impõe um dever ou ônus ao beneficiário. O encargo não suspende a aquisição ou o exercício do direito, salvo se o encargo for condição suspensiva (art. 136 do CC). Partes/agentes, vontade, objeto e forma. Partes/agentes capazes, vontade livre e não viciada, objeto lícito, possível, determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei. 1) Existência Condição Termo Modo ou encargo A condição pode determinar o início da produção de efeitos do negócio (art. 125 do CC) ou o término (art. 127 do CC). Negócio Jurídico: Aspectos Gerais O negócio jurídico deve ser analisado sob três planos 2) Validade http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Coação São 7 os defeitos jurídicos: erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão, fraude contra credores e simulação. Anulação da fraude contra credores se dá através da Ação Pauliana. Aspectos gerais Geram anulação do negócio: erro, dolo, coação, estado de perigo e lesão. Importante! O prazo para buscar a anulação do negócio jurídico eivado de erro, dolo, coação, lesão, estado de perigo e fraude contra credores é de quatros anos, a contar da celebração do negócio, nos termos do art. 178, do CC. Geram nulidade do negócio jurídico: único defeito que gera a nulidade é a simulação. Erro É o engano. Ocorre quando eu me equivoco sozinho. Art. 138 e seg. do CC Significa dizer que o agente atua de modo que não seria sua vontade, se conhecesse a verdade. Art. 145 e seg. do CC Dolo É diferente do erro. Aqui a pessoa é enganada. Alguém, se utilizando de um artifício malicioso e induz a pessoa a celebrar um negócio jurídico, cuja pessoa não realizaria, se soubesse a realidade dos fatos. Pode ser provocado pela parte com quem se celebra o negócio ou por terceiro (com anuência daquele que se beneficia com o negócio). Pode ocorrer por ação ou por omissão e, ainda, pode ser recíproco ou bilateral, que ocorre quando ambas as partes agem dolosamente. Art. 151 e seg. do CC Pressão física ou moral exercida sobre o negociante, obrigando-o a assumir uma obrigação que não quer, fundada em temor de dano iminente e considerável ao paciente, seus familiares ou seus bens. Atenção! Art. 152 do CC. Não se considera coação: art. 153 do CC. Negócio Jurídico: Defeitos https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Estado de perigo Art. 156 do CC Ocorre quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa. Para que esteja presente o defeito, a outra parte deve ter conhecimento da situação de risco que atinge o primeiro (elemento subjetivo). Art. 157 do CC Lesão Aqui, a necessidade é de qualquer coisa, diferente do estado de perigo, onde há necessidade de salvar a mim mesmo ou o outro como no estado de perigo. Prejuízo resultante da desproporção entre as prestações de um contrato celebrado em razão da premente necessidade (necessitar ou precisar de algo) ou inexperiênciade uma das partes. Não haverá anulação do negócio se as partes fizerem acerto e houver um aumento da prestação ou diminuição do preço, conforme o caso de onerosidade excessiva. Fraude contra credores Simulação Art. 158 a 165 do CC Configura-se na atuação maliciosa e fraudulenta do devedor, já insolvente ou na iminência de tornar-se insolvente, que, de forma gratuita (art. 158) ou onerosa (art. 159), dispõe do seu patrimônio e prejudica os credores quirografários. A ação que visa a anulação deste negócio é a Ação Pauliana ou Revocatória, podendo ser proposta contra o devedor e aquele que, com ele, celebra a estipulação fraudulenta ou terceiros. Art. 167 do CC É o único vício do negócio jurídico que gera a nulidade do negócio. Configura-se por uma declaração enganosa que visa produzir efeito diverso daquele indicado. Há um desacordo entre a vontade declarada e a vontade real, e as duas partes negociantes estão mancomunadas e objetivam iludir a terceiros. Negócio Jurídico: Defeitos https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Negócio Jurídico: Invalidade A invalidade pode ser absoluta (nulidade) ou relativa (anulação). Ambas se aplicam tanto para o negócio jurídico quanto a qualquer ato jurídico em sentido estrito – art. 185 do CC. Invalidade absoluta = nulidade É a forma de invalidade absoluta, que não tem prazo para ser pleiteada. Hipóteses: Não convalesce pelo decurso do tempo (art. 169, CC). Pode ser buscada a invalidade a qualquer tempo. Arts. 166 e 167, CC – negócio celebrado por absolutamente incapaz; objeto ilícito, impossível ou indeterminável; motivo ilícito; não revestido da forma prescrita em lei; se não for observada solenidade essencial; objetivo de fraudar lei imperativa; se a lei o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática; negócio simulado. Não pode ser confirmado pelas partes (art. 169, CC). Invalidade relativa = anulação/anulabilidade É a forma de invalidade relativa, tendo prazo para ser pleiteada. Art. 171, CC: negócio celebrado por relativamente incapaz, sem a devida assistência; vício do negócio jurídico: erro, dolo, coação, lesão, estado de perigo ou fraude a credores; outros casos especificados pela lei como de anulabilidade. Ex.: arts. 1.647 e 1.649, CC; art. 496, CC. Convalesce pelo decurso do tempo: prazo de quatro anos para propor ação de anulação. Art. 178, CC: Quando a lei não fizer previsão de prazo para anulação, será ele de dois anos (art. 179, CC). Pode ser confirmado pelas partes (arts. 172-174, CC). Atenção! Hipóteses: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm O transcurso do tempo gera efeitos aquisitivos ou extintivos de direitos. Quando se fala em prescrição e decadência, refere-se ao transcurso do tempo que gera a perda de direitos em razão da inércia do titular. Prescrição e Decadência Características Prescrição Existe um direito; Este direito é violado; Nasce para o titular uma pretensão de cobrança; Deve ser exercida nos prazos dos arts. 205 e 206 do CC. Decadência Há a prática de um ato/negócio pela parte ou por terceiro; Em razão desse ato/negócio nasce um direito; Deve ser exercido no prazo estabelecido; Geralmente o dispositivo que prevê o direito, já traz o prazo. Se não trouxer, é de 2 anos, conforme art. 179 do CC. Decadência É a perda do direito potestativo pela inércia de seu titular no período determinado pela lei. Na decadência, o prazo começa a correr no momento em que o direito nasce e os prazos decadenciais estão previstos na disposição que prevê o direito a ser exercido (art. 207 e seguintes, CC). A decadência pode ser legal ou convencional. No caso da decadência convencional, estabelece o art. 211 do CC que a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação. 1 ano: para revogação da doação por ingratidão ou diante da inexecução do encargo. 1 ano e 1 dia: para desfazer janela, sacada, terraço ou goteira sobre o seu prédio, em face do vizinho. Prazo conta-se da conclusão da obra (art. 1.302 do CC). 3 anos: anulação de casamento celebrado com erro essencial quanto à pessoa do outro, contados da data da celebração. 4 anos: para anular negócio jurídico celebrado com vício do consentimento. 5 anos: para impugnar a validade de testamento, contados da data do seu registro. Arts. 207 e ss do CC Os prazos decadenciais estão previstos em locais esparsos na legislação. Exemplos: 30 dias: para o comprador propor ação em que pretenda rescindir o contrato e reaver o preço pago pela coisa móvel (art. 445 do CC). 60 dias: para o exercício do direito de preferência, caso inexista prazo estipulado, na coisa imóvel, contados da data em que o comprador tiver notificado o vendedor (art. 516 do CC). 180 dias: para o exercício do direito de preferência do condômino a quem não tenha sido dado tal direito e o imóvel tenha sido vendido a terceiro (art. 504, CC). O juiz deve, de ofício, reconhecer a decadência, quando for legal (art. 210 do CC). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8906.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8906.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Prescrição e Decadência Prescrição É a perda da pretensão de reparação do direito violado (reparação do dano, cobrança da dívida, ressarcimento de despesas etc.), em razão da inércia do titular, dentro do prazo previsto pela lei (arts. 205 e 206, CC). O prazo prescricional inicia no momento em que há a violação do direito. Pode haver renúncia da prescrição somente após a ocorrência/consumação (art. 191, CC). Arts. 205 e 206 do CC Os prazos prescricionais podem ser Quando não houver prazo especial, o prazo prescricional é de dez anos, tanto para ações reais quanto para pessoais (art. 205 do CC). Especiais: Prazos prescricionais (art. 192, CC) não podem ser alterados pelas partes. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição (art. 193, CC). O juiz pode, de ofício, reconhecer a prescrição. Cabe ação contra os representantes que deram causa à prescrição (art. 195, CC). A prescrição iniciada contrauma pessoa continua a correr contra o sucessor (art. 196, CC). Causas que impedem ou suspendem a prescrição: Art. 202 do CC. Art. 197 do CC. Art. 201 do CC. Causas que interrompem a prescrição: Observação: a interrupção só pode ocorrer uma vez. São prazos mais exíguos, previstos especificamente no art. 206 do CC, e podem ser de um, dois, três, quatro ou cinco anos. Ordinários: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8906.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Obrigação de dar coisa certa Arts. 233-242, CC Tanto na obrigação de entregar como na de restituir, o devedor se compromete a ENTREGAR ou RESTITUIR algo específico, que pode ser tanto bem móvel quanto imóvel. Obrigação de dar coisa incerta Arts. 243-246, CC O objeto da obrigação não é algo específico, mas precisa ser, ao menos, indicado por gênero e quantidade. Ou seja, deve ser ao menos determinável. O gênero nunca perece (art. 246 do CC). Antes da escolha, a obrigação continuava sendo INCERTA, e se houver o perecimento/deterioração, não poderá o devedor alegá-lo em defesa, ainda que tais fatos tenham ocorrido por caso fortuito ou força maior. Obrigação de fazer (arts. 247-249, CC); Obrigação de não fazer (arts. 250- 251, CC); Obrigações alternativas (art. 253, CC); Obrigação divisível (art. 257, CC); Obrigação indivisível (art. 258, CC). Atenção Importante! Modalidades de Obrigações Entregar Restituir Perecimento (perda total): Deterioração (perda parcial): Perecimento (perda total): Deterioração (perda parcial) Com culpa: art. 234, 2ª parte do CC; Sem culpa: art. 234, 1ª parte do CC. Com culpa: art. 236 do CC; Sem culpa: art. 235 do CC. Com culpa: art. 239 do CC; Sem culpa: art. 238 do CC. Com culpa: art. 240 do CC; Sem culpa: art. 240 do CC. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Regra principal Cada CREDOR pode exigir de cada DEVEDOR o cumprimento da obrigação por inteiro. Cada DEVEDOR pode pagar a qualquer um de seus CREDORES a dívida toda. A solidariedade não se presume, resulta da lei ou da vontade das partes. Solidariedade ativa Solidariedade passiva Arts. 267-274, CC Credor pode exigir a prestação por inteiro: art. 267, CC; Falecimento de um dos credores solidários: art. 270, CC; Manutenção da solidariedade: art. 271, CC; Arts. 275-285, CC Cobrança da integralidade da dívida: havendo mais de um devedor, o credor poderá exigir de qualquer um o pagamento da dívida toda; Morte de um dos devedores solidários: art. 276, CC; Remissão e pagamento parcial: art. 277, CC; Impossibilidade de prestação: art. 279, CC; Renúncia: o credor pode renunciar a solidariedade somente para um devedor ou total (em favor de todos os devedores), conforme art. 282, CC. Renúncia à solidariedade (devedor ainda fica devendo a sua quota-parte) Perdão da dívida (é a remissão, ou seja, devedor não deve mais nada) Obrigações Solidárias Importante https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Requisitos do pagamento Qual o objeto do pagamento Adimplemento e Extinção das Obrigações Aqui se usa as palavras solvens (quem paga) e accipiens (quem recebe) e não exatamente credor e devedor. Terceiro não interessado (amigo, por exemplo): ao pagar, não se sub-roga, mas tem direito de regresso contra o devedor, se fizer o pagamento em seu nome. Se fizer em nome do devedor, será como uma doação e então não terá direito à reembolso. Lugar do pagamento Arts. 304-307, CC Cumpridas tais exigências, teremos a extinção da obrigação através do pagamento. Se uma delas não for cumprida, poderá ser aplicado o ditado de que: “quem paga mal, paga duas vezes”. Importante! Quem paga Regra: devedor. Atenção!! Quem paga Para quem se paga Tempo do pagamento Para quem se paga Art. 309 e 310, CC O pagamento será feito ao credor ou a quem de direito represente este credor. Pagamento feito cientemente ao credor incapaz como regra não terá validade, mas se provar que o pagamento reverteu em benefício do incapaz, então será válido. Exceção: terceiro interessado que quer pagar, exemplo: fiador. Ao pagar, sub- roga-se nos direitos do credor primitivo. Art. 304 ao 333 do CC. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Objeto do pagamento e sua prova Art. 313 a 326, CC Do tempo do pagamento Art. 331 a 333 do CC Adimplemento e Extinção das Obrigações 4) Contratação de pagamento em moeda estrangeira e em ouro, quando não há autorização legislativa, é tida como nula – artigo 318. 5) Prova: o devedor que paga, tem direito à quitação regular e pode reter o pagamento, se não lhe for entregue a quitação. Quitação é a prova efetiva do pagamento e seus requisitos se encontram noartigo 320. 6) Presunções de pagamento: são presunções relativas, ou seja, admitem prova em contrário: arts. 322, 323 e 324 do CC. 1) Objeto: o devedor e credor não são obrigados a pagar ou receber um objeto diferente do contratado, ainda que sejam mais valiosos. 2) Princípio do Nominalismo – art. 315: as dívidas em dinheiro devem ser pagas em moeda corrente nacional e pelo valor nominal. 3) Revisão contratual por fato superveniente – art. 317: para que ocorra é necessária uma imprevisibilidade somada a uma onerosidade excessiva = teoria da imprevisão. Lugar do pagamento Regra: o pagamento será feito no domicílio do devedor. Domicílio do credor ou outro domicílio escolhido. Designados dois ou mais lugares, caberá ao credor escolher qual domicílio será efetuado o pagamento. Art. 327 a 330 do CC Regra: a dívida deve ser paga na data do vencimento – art. 331. Exceção: se não houver data de pagamento, o cumprimento da obrigação poderá ser exigido à vista. Possibilidade de vencimento antecipado da dívida – art. 333. Ao contrato de mútuo: tem regra própria no artigo 592 do CC. Atenção! https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Da consignação em pagamento Art. 334 a 345, CC Depósito feito pelo devedor ou terceiro de uma coisa devida, para que consiga se liberar da obrigação - judicial ou em estabelecimento bancário. É tratado também no Código de Processo Civil, artigos 539 e seguintes do CPC. Uma vez julgada procedente a ação de consignação, teremos a liberação do devedor, que não será considerado inadimplente. Hipóteses do pagamento em consignação – art. 335 do CC. Atenção!! Importante! A consignação deverá ser requerida no lugar do pagamento – art. 337 do CC. Do pagamento com sub-rogação Art. 346 a 351, CC Exemplo: 346, III do CC. É o caso do fiador que paga a dívida do devedor, para que não seja responsabilizado pelo pagamento. A sub-rogação pode ser entendida como a substituição de uma pessoa por outra, realizada através do pagamento. Importante! Na sub-rogação não há a extinção da dívida e sim a substituição de uma pessoa por outra através do pagamento. Não há o surgimento de nova dívida. Há dois tipos de sub-rogação Legal: Sub-rogação legal ou automática = deriva da lei – Art. 346. Observação: Na sub-rogação legal o sub-rogado não poderá exercer os direitos e as ações do credor, senão até à soma que tiver desembolsado para desobrigar o devedor. Convencional: Sub-rogação convencional = deriva do contrato – Art. 347. Adimplemento e Extinção das Obrigações https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Da imputação em pagamento Imputar significa escolher, eleger, indicar. Quando um devedor tiver várias dívidas com um mesmo credor, sendo elas líquidas e vencidas, este mesmo devedor poderá escolher qual delas ele quer pagar. Requisitos para a imputação: Mesmo credor e devedor; Plural de dívidas; Líquidas e vencidas; Débitos da mesma natureza. Regra: quem deverá escolher qual dívida será paga, é o devedor – art. 352. Exceção: se o devedor nada fizer, se transfere o direito de escolha ao credor – art. 353. Caso nem o devedor, nem credor se manifestem – art. 355. Atenção! Art. 352 a 355, CC Dação em pagamento Art. 356 a 359, CC A dação ocorre quando o credor consente em receber objeto diferente do contratado (ex: substituição de dinheiro por bens móvel ou imóvel). Atenção! Art. 359: Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se-á a obrigação primitiva, ficando sem efeito a quitação dada, ressalvados os direitos de terceiros. Novação Art. 360 a 367, CC Através da novação temos a extinção da obrigação anterior, com a criação de uma nova – art. 361. O principal efeito é a extinção da dívida antiga, com todos os seus acessórios e garantias. Não é possível que haja novação de obrigações nulas e extintas – art. 367. Mas obrigação meramente anulável sim, pode ser objeto de novação. Hipóteses de novação – art. 360. Adimplemento e Extinção das Obrigações https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Art. 368 a 380, CC Quando duas ou mais pessoas forem, ao mesmo tempo, credoras e devedora umas das outras, extinguindo-se a obrigação até onde se compensarem. Requisitos: Sujeitos são credores e devedores entre eles; Dívidas líquidas vencidas e fungíveis; Se houver determinação de qualidade, somente se compensam se for a mesma qualidade. A compensação pode ser: A) Legal: decorre da lei e independe da vontade das partes. B) Convencional: decorre de acordo de vontades entre as partes. Prazos de favor não obstam a compensação - artigo 372. Prazos de favor são prazos que os credores dão para seus devedores, de forma a aumentar o prazo para pagamento. Há casos em que não é possível a compensação - artigo 373. Adimplemento e Extinção das Obrigações Compensação Não haverá compensação quando as partes, por mútuo acordo, a excluírem, ou no caso de renúncia prévia de uma delas. Sendo a mesma pessoa obrigada por várias dívidas compensáveis, serão observadas, no compensá-las, as regras estabelecidas quanto à imputação do pagamento. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Confusão A Remissão é o perdão da dívida que é concedida pelo credor ao devedor. Para que se tenhaa liberação do devedor, é necessário que ele aceite o perdão. Ou seja, é um negócio jurídico bilateral. A remissão pode recair sobre a dívida inteira ou sobre parte dela. Art. 385 a 388, CCArt. 381 a 384, CC Pode ocorrer por um ato “inter vivos” ou “causa mortis”. Pode ser total ou parcial, ou seja, ocorrer com relação a toda a dívida ou somente de parte dela. Remissão de dívidas Há formas de perdão expresso (escrito) e tácito. Um exemplo de remissão tácita ocorre no artigo 386, em que o credor devolve o título da obrigação (cheque, por exemplo) ao devedor. No entanto, se devolver, restituir o objeto empenhado (garantia do penhor) não significa que perdoou a dívida, mas sim que não quer mais a garantia – artigo 387. Para lembrar A confusão ocorre quando na mesma pessoa se confunde as figuras de credor e devedor. 1) Consignação: quando se quer realizar o pagamento, no sentido de cumprir com a obrigação, mas não se consegue, então se consigna. 2) Sub-rogação: substituição de uma pessoa por outra realizada através do pagamento. 3) Imputação: escolhe qual dívida, líquida e vencida, se quer pagar. 4) Dação: quando o credor aceita receber um objeto diferente do contratado. 5) Novação: contratação de nova dívida para extinguir a anterior. 6) Compensação: mesmo credor e devedor com reciprocidade de dívidas líquidas e vencidas. 7) Remissão: perdão. Adimplemento e Extinção das Obrigações 8) Confusão: confunde na mesma pessoa, as figuras do credor e devedor. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Mora Inadimplemento absoluto Juros Arts. 394-401, CC Inadimplemento relativo, parcial ou mora é o atraso ou até mesmo o cumprimento incompleto da obrigação. A obrigação ainda pode ser adimplida: PURGA DA MORA (art. 401, CC) A obrigação não pode mais ser cumprida. Ela se tornou inútil para o credor. 1) Mora ex re ou mora automática; 2) Mora ex persona ou mora pendente; 3) Mora irregular ou presumida. Chamada de mora accipiendi, creditoris ou credenti. Responde pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização monetária e honorários de advogado (art. 395, CC). Chamada de mora solvendi ou mora debendi. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora (art. 396, CC). Arts. 402-405, CC Danos emergentes + Lucros cessantes Teoria adotada: dano direto e imediato. Arts. 406-407, CC Classificação: legais, convencionais e moratórios. Compensatórios ou remuneratórios: decorrem de uma utilização acordada de determinado capital. Mora do credor Importante Inadimplemento Mora do devedor Classificação da mora Obriga o credor a ressarcir as despesas empregadas em conservá-la, e sujeita-o a recebê-la pela estimação mais favorável ao devedor, Perdas e danos https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm Inadimplemento Cláusula penal Art. 408 ao 416, CC É uma punição. É uma penalidade de natureza civil e tem a ver com o inadimplemento obrigacional. Ela é contratada pelas partes e ocorre em caso de inadimplemento do contrato. É uma obrigação acessória e tem o fim de obter o cumprimento do contrato. A cláusula penal pode ser classificada em: cláusula penal moratória e cláusula penal compensatória. Caso de inadimplemento parcial, em que ainda é possível o cumprimento. Serve para a punição de quem retardou em efetuar o pagamento. Não compensa o inadimplemento, nem substitui o pagamento. Aplica-se o art. 411. É uma pré fixação de perdas e danos. No caso de inexecução total da obrigação. Aplica-se o artigo 412. Se a cláusula penal tiver um valor excessivo, deverá o juiz reduzir: art. 413. Não é necessária a comprovação de culpa do devedor, para que se possa solicitar a incidência da cláusula penal: art. 416 do CC. Atenção! Ainda que o prejuízo exceda o previsto na cláusula penal, não pode o credor exigir indenização suplementar se assim não foi convencionado e o tiver sido, a pena vale como mínimo da indenização, competindo ao credor provar o prejuízo excedente. Contudo, se no contrato estiver previsto tal possibilidade, a multa compensatória será já o mínimo de indenização. Cabe ao credor então comprovar o prejuízo excedente. Arras ou sinal Arras é um sinal dado em um negócio, em dinheiro ou outro bem móvel entregue por uma parte à outra. Art. 417 a 420, CC São muito comuns em promessa de compra e venda de imóvel. Em dinheiro ou bem móvel. Cláusula penal moratória: Quando consta no contrato a possibilidade de arrependimento. Aqui as arras terão função unicamente indenizatória, já que as partes podiam se arrepender, se assim quisessem – artigo 420. Com cláusula de arrependimento e sem perdas e danos. Há dois tipos de arras: Confirmatórias Penitenciais Quando não é estipulado no contrato a possibilidade de arrependimento quanto à celebração do contrato definitivo - artigo 418. A parte que sofreu com o inadimplemento do outro poderá pedir indenização suplementar ou execução, se provar o prejuízo – artigo 419. Como não está estipulado no contrato a possibilidade de arrependimento, não cumprido o contrato, já incide as arras. Sem cláusula de arrependimento e com perdas e danos. Cláusula penal compensatória: Penitenciais: Confirmatórias: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.oab.org.br/publicacoes/AbrirPDF?LivroId=0000004085 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Formação de contratos Preliminares Contratos atípicos Art. 425 do CC Princípio do consensualismo Art. 422 do CC Art. 482 do CC É um princípio que limita a própria autonomia da vontade, já que impede que o contrato prevaleça se estiver em desacordo com o interesse social. Pode ser definido como uma regra geral de conduta em que as partes contratantes devem observar desde a fase preliminar dos contratos até o próprio cumprimento e execução. Como regra, os contratos são perfeitos com a aceitação. Há, no entanto, contratos que são perfeitos com a tradição, que é o caso do contrato de comodato (art. 579 do CC), por exemplo. É perfeitamente possível a contratação de contratos não previstos no Código Civil. Contudo, é necessário que esses contratos respeitem as normas do Código Civil. Bilaterais Formação dos contratos Exceção Contrato entre presentes: pessoas frente a frente, por telefone ou outro meio de comunicação semelhante. Regra Contrato entre ausentes: feito por carta, por exemplo. Quando está perfeito o contrato entre pessoas ausentes? Como regra, de acordo com o art. 434 “caput”, quando se expede a aceitação. Aplicação da teoria da expedição. Onde o contrato é celebrado? No lugar que ele foi proposto – art. 435. Função social do contrato Art. 421 do CC Princípio da boa-fé objetiva Proposta, desde que séria e consciente, obriga o proponente (art. 427). Deixa de ser obrigatória a proposta (art. 428). Proposta e aceitação O Código Civil veda a contratação sobre herança de pessoa vida.Tal proibição está no art. 426. “Pacto corvina” e demais artigos Caso haja tal contratação, tal negócio jurídico seria nulo, por força dos arts. 166, II, e 166, VII (2ª parte). Forma tácita ou expressa. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Estipulação em favor de terceiro Formação de contratos Arts. 436 a 438, do CC As partes são estipulante e promitente que, ao contratar, estabelecem que uma terceira pessoa será beneficiária de algo. Um exemplo é o caso de João/estipulante contratar com Carlos/promitente que quando a filha de João fizer 23 anos, Carlos deverá entregar para ela uma certa quantia em dinheiro. Conforme os artigos do Código Civil, o estipulante pode se reservar o direito de trocar o beneficiário. Tal troca pode ser realizada por ato “inter vivos” ou “causa mortis”. Promessa de fato de terceiro Arts. 439 a 440, do CC A promessa de fato de terceiro é um tipo de contrato no qual um dos contratantes se compromete a trazer outra pessoa para o contrato para cumprir determinada obrigação. Artigos importantes! Parte geral: artigos 421 até 480 do CC. Parte especial: artigos 481 até 853 do CC. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Vícios Redibitórios e Evicção Vícios redibitórios São vícios ocultos que tornam o bem impróprio para o uso e/ou lhe diminuam o valor. Requisitos: Vício oculto; Preexistente; Grave; Contrato oneroso. Ações cabíveis – ações edilícias: Redibir o contrato, ou seja, voltar ao “status quo antes”. O contrato será desfeito com a devolução dos valores pagos, inclusive eventuais despesas de contrato. Ação redibitória Art. 441 do CC O contrato é mantido, mas é solicitado um abatimento. Ação estimatória ou “quanti minoris” Art. 442 do CC Móvel (180 dias) Móvel (30 dias) Prazo para a ajuizamento da ação – contados da ciência do defeito Prazos para a manifestação do defeito Imóvel (1 ano) Imóvel (1 ano) Obs.: o prazo para ajuizamento da ação será reduzido à metade se o comprador já estava na posse do bem (art. 445, segunda parte). Caso esteja de boa-fé, ainda assim responderia pelas ações redibitórias ou estimatórias. Caso o vendedor estiver de má-fé (sabia ou tinha condições de saber do defeito): além do que prevê a lei, também poderá ter que pagar perdas e danos ao comprador - art. 443 do CC. Arts. 441 a 446, do CC https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.oab.org.br/publicacoes/AbrirPDF?LivroId=0000004085 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.oab.org.br/publicacoes/AbrirPDF?LivroId=0000004085 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Vícios Redibitórios e Evicção Evicção Arts. 447 a 457, do CC Evicção é a perda total ou parcial de um bem, em regra, por meio de uma sentença judicial, mas que também pode ocorrer por ato administrativo. No caso da sentença judicial ela atribui a outra pessoa o bem. Partes na evicção O alienante, que transferiu a coisa de forma onerosa; O evicto (adquirente), que perdeu a coisa adquirida; O evictor (autor da ação), que ganhou a ação judicial. Requisitos da evicção Perda total ou parcial da propriedade; A aquisição tenha sido realizada de forma onerosa; Anterioridade do direito daquele que ganhou a ação judicial. Direitos do evicto Lembrando que evicto é aquele que perdeu a coisa em virtude de sentença judicial: 1) Responsabilidade total: art. 450 do CC Salvo estipulação em contrário, o evicto tem direito: Restituição integral do preço; Indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; Indenização pelas despesas dos contratos; Pelos prejuízos que diretamente resultarem da evicção; A responsabilidade decorre da lei; Mesmo que o contrato seja omisso, ela existirá de acordo com a lei. Custas judiciais e honorários do advogado. 2) Responsabilidade parcial: art. 449 do CC Podem as partes excluir a responsabilidade pela evicção. Contudo, mesmo com a existência de tal cláusula, se a evicção se der, tem direito o evicto (aquele que perdeu a coisa) a recobrar o preço que pagou pela coisa evicta, com algumas condições: Se não soube do risco da evicção; ou Se informado, não assumiu o risco da evicção. 3) Isenção de responsabilidade pelo vendedor: art. 457 do CC Quando o comprador sabe que está adquirindo bem alheio ou litigioso, caso venha a perder, não poderá demandar contra quem lhe vendeu. Obs.: se houve evicção parcial e não total da coisa, ocorrerá: Perda considerável: poderá o evicto (quem perdeu parcialmente o bem) optar: entre a rescisão do contrato ou a restituição da parte do preço do desfalque; Se a perda não for considerável, pode apenas pleitear a indenização e não a rescisão do contrato. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm Extinção dos contratos Formas Resolução; Resilição; Exceção do contrato não cumprido; Resolução ou revisão por onerosidade excessiva. Resilição Art. 472 e 473, do CC Não há inadimplemento, mas as partes não querem mais o contrato. Unilateral: Um dos lados coloca fim no contrato, somente quando a lei permitir. É necessária uma notificação à outra parte - art. 473 do CC. Bilateral: Trata-se do distrato: as partes (ambas) desfazem o contrato por livre vontade. Atenção: a lei solicita que seja realizado da mesma forma do contrato - art. 472 do CC. Resolução Quando há o inadimplemento do contrato: art. 475 do CC. Pode ser expressa ou tácita – art. 474 do CC. Poderá requerer: Cumprimento + perdas e danos Desfazimento + perdas e danos Teoria do adimplemento substancial: Se já houve o pagamento da maior parte do contrato, o credor não poderá solicitar a resolução, somente o cumprimento. Exceção do contrato não cumprido É uma defesa: art. 476 do CC; Contratos bilaterais; Ocorre quando uma das partes não cumpriu a sua obrigação no contrato, mas quer que a outra parte cumpra a dela; Assim, a parte que foi demandada 1ª poderá alegar em defesa, dentro da contestação, como matéria de mérito, a chamada exceção do contrato não cumprido (“eu não cumpri a minha parte porque a outra parte não cumpriu a dela primeiro”. Atenção! Art. 477 é chamado, pela doutrina, de exceção de inseguridade. Resolução ou revisão por onerosidade excessiva Características: Contrato comutativo; Contrato de prestação continuadas ou diferida; Fator imprevisível; Aumenta de forma excessiva o valor para uma das partes. Teoria da imprevisão: art. 478 do