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00 Mapas mentais _ Direito Civil _ 45 Exame da OAB

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Direito Civil
Direito civil e a
Constituição Federal
O processo de constitucionalização do direito
privado determina que se tenha uma
interpretação das normas de direito civil
(normas infraconstitucionais) sob a ótica da
Constituição Federal. 
O processo de constitucionalização do direito
privado iniciou com a Constituição Federal de
1988. 
Situações de interpretação
conforme a Constituição Federal
Atenção! Exemplo:
Há disposições dentro do Código Civil que tiveram, através de
julgamentos perante o STF, interpretação à luz da Constituição Federal. 
Os arts. 20 e 21 do Código Civil tratam dos direitos de personalidade, da
questão da intimidade, da vida privada e da imagem da pessoa que possa, de
alguma forma, vir a ser veiculada. 
A ADIN 4815, após julgamento no STF,
passou a permitir a divulgação de
escritos das chamadas biografias sobre
pessoas públicas, independentemente
da autorização dessas pessoas, embora a
redação dos arts. 20 e 21 do CC seja
distinta dessa interpretação que hoje se
tem com relação a esses dispositivos. 
Aplicação no
direito material
Há conteúdos de direito civil que se relacionam com
conteúdos da constituição. 
Exemplo 2: o art. 226, parágrafo 3º e 6º e o 229 da CF, que dispõem
sobre a família como a base de formação da sociedade perante o
Estado, possui relação direta com a previsão das seguintes normas
do direito de família: da união estável, da dissolução do casamento
através do divórcio e da fixação dos alimentos.
Exemplo 1: os arts. 11 a 21 do CC, onde estão dispostos os direitos
de personalidade, derivam do princípio da dignidade da pessoa
humana, pois possuem direta relação com os direitos fundamentais,
como é o caso do exposto no art. 5º, inciso X, da CF. 
Direito Civil, Constituição
e Divisão da Parte Geral
Direito civil parte geral
A parte geral do direito civil se divide
em: pessoas, bens (objetos dos
direitos) e fatos jurídicos (ou seja, o
meio pelo qual nascem, modificam-
se e extinguem-se os direitos).
A parte especial se divide em
obrigações, responsabilidade
civil, contratos, coisas, família
e sucessões. 
Ou seja, é possível a publicação das biografias mesmo
sem a autorização das pessoas biografadas e, caso
venha trazer prejuízo, a pessoa deverá ser indenizada.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com
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Capacidade civil plena = de fato e de direito.
Direitos do nascituro
Art. 5º, CC
Definitiva
Salvo por ocorrência de vício de vontade
(enunciado 397 das Jornadas de Direito Civil).
Legal
Advém da disposição legal;
Em razão de casamento, emprego
público, constituição de empresa ou
colação de grau em curso superior;
Dispensa registro no Cartório do
Registro Civil.
Forma de se antecipar a
capacidade civil plena. 
Irretratável Irrevogável
EmancipaçãoCapacidade de fato e de
direito ou personalidade
jurídica
Pessoas Naturais
Todo indivíduo, a partir do nascimento com vida
(art. 2º, CC) é capaz de direitos e obrigações na
ordem civil (art. 1º, CC). 
Voluntária
Ocorre pela concessão dos pais;
Mediante escritura pública,
independente de homologação
judicial;
Deve ser registrada no Cartório
do Registro Civil.
Judicial
Concedida pelo juiz, nos casos em que
o menor estiver sob tutela;
Pode ocorrer, também, nos casos em
que um dos genitores concordar e o
outro discordar da emancipação;
Deve ser registrada no Cartório do
Registro Civil.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
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Curatela
Representação legal de indivíduo
menor de 18 anos, em razão da
falta de seus pais.
1) Testamentária
2) Legítima
3) Dativa
Art. 1.735, CC: estabelece aqueles que
não podem ser nomeados tutores.
Art. 1.736, CC: determina os indivíduos
que podem se escusar da tutela (prazo
de 05 dias). 
Atenção: alguns atos dependem de
autorização judicial, outros não.
A tutela cessa com o término da
incapacidade (art. 1.763, CC).
Proteção de uma pessoa maior, mas que padece de
alguma incapacidade ou circunstância que impeça
a sua livre e consciente manifestação de vontade. 
Interdição: casos dos incisos II, III e IV do art. 4º do
CC.
Previsão de ordem legal para nomeação (art. 1.775,
CC): 
Cônjuge ou companheiro, não separado
judicialmente ou de fato;
Pai ou a mãe; 
Descendente que se demonstrar mais apto.
Importante
Pessoas Naturais
Incapacidade
absoluta e relativa
Relativa: art. 4º, CC
São incapazes para certos atos ou a
maneira de os exercer:
Tutela e curatela
Tutela
O ato jurídico é praticado, com
assistência do representante legal:
pais, tutores ou curadores.
1) Aqueles entre 16 e 18 anos;
2) Ébrios habituais;
3) Viciados em tóxico;
4) Aqueles que, por causa transitória ou permanente,
não puderem exprimir sua vontade;
5) Pródigos.
Absoluta: art. 3º, CC
Se praticado pelo incapaz: gera a
nulidade do ato.
O ato jurídico é praticado pelo representante
legal: REPRESENTAÇÃO.
São absolutamente incapazes os menores de 16
anos.
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 São intransmissíveis e irrenunciáveis.
Enunciado 528, das Jornadas
de Direito Civil.Direitos da
Personalidade
São derivados da dignidade da pessoa
humana e inerentes aos seres humanos.
Proteção à integridade física.
Doação de órgãos após morte.
Ninguém pode ser obrigado a submeter-se a tratamento
médico ou cirúrgico que importe risco de vida.
ADIn nº 4.815: autorizada a publicação
das “biografias não autorizadas”. 
O nome (prenome e sobrenome) pode ser alterado
mediante requerimento ao Oficial do Registro Civil.
Havendo violação ao direito ao nome, é cabível a
reparação por danos.
No Código Civil, há um rol exemplificativo,
envolvendo integridade física, nome,
intimidade, imagem, honra e vida privada. 
Direito ao próprio corpo
Proteção ao nome Proteção à palavra
e à imagem
Testamentos vitais
Súmula 403 do STJ.
Arts. 13-15, CC
Arts. 16-19, CC
Art. 20 do CC
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Aspectos gerais Objetivo
Trazer proteção aos
dados pessoais, e, por
consequência aos
direitos de personalidade
da pessoa humana, já que
a reunião dessas
informações tem, por
consequência, a
identidade da pessoa.
Aplicação
Do tratamento de
dados pessoais
sensíveisCC.
Atenção: antes da resolução (extinção
do contrato), o art. 479 do CC possibilita a 
revisão do contrato , tendo em vista o 
princípio da conservação contratual. 
Obs: arts. 479 e 317 do CC. 
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Compra e venda
Aspectos gerais
 Conceito: art. 481 do CC. 
Requisitos:
1) Contrato bilateral; 
2) Consensual – se aperfeiçoa com o
acordo de vontade, independente
da entrega da coisa: art. 482 do CC. 
3) Oneroso. 
Elementos da compra e venda
Não há compra e
venda sem coisa.
Coisa e preço
Não há compra e
venda sem preço. 
Coisa
Pode ser a venda de algo que já existe
(atual) ou de bens que virão a existir
(futura) conforme artigo 483 do CC. 
Atenção!
O contrato de compra e venda
será nulo se for deixado para
depois a fixação do preço por
uma das partes. 
Preço
O preço deve sempre ser pago em
dinheiro ou redutível a dinheiro
(cheque, cartão etc.). 
Há vários modos que o preço pode
ser estabelecido:
1) A fixação do preço pode ser dada a taxa
de mercado ou bolsa, em certo e
determinado dia e lugar – Mercado/Bolsa;
2) Pode ser estabelecido que terceiro fixe o
preço – Terceiro; 
3) Pode ser fixado em função dos índices
ou parâmetros – Índices;
4) Costumes;
5) Outra parte. 
Atenção!
Art. 489 do CC
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Compra e vendaCláusulas especiais
da compra e venda 
Retrovenda
Art. 505 a 508 do CC
Só vale para bens imóveis. 
É transmissível a herdeiros.
Preempção ou preferência
Prazo máximo de preferência: 180 dias se for móveis e 2
anos se imóveis. 
É o direito de reaver o imóvel que perdeu. 
Prazo máximo de 3 anos para ‘recomprar’ (resgate
de retrovenda).
É oponível contra herdeiros.
Art. 513 a 520 do CC
Pode ser convencionado que o comprador seja
obrigado a oferecer ao vendedor (antigo dono) caso
queira vender o que comprou. 
Se o comprador não avisar ao vendedor (antigo dono)
que está revendendo a coisa, ele irá responder por
perdas e danos. 
Obs: art. 513, parágrafo único do CC – prazo de extensão
da preferência. 
Limitações à
compra e venda
Venda de ascendente
a descendente
Art. 496 do CC
A anuência do cônjuge e outros
descendentes deve ser expressa. Caso não
tenha o consentimento, será passível de
anulação; 
O prazo para ajuizamento da ação
anulatória é de 2 anos, segundo o artigo 179
do Código Civil. 
Venda de parte indivisa
em condomínio
O condômino não pode alienar sua
parte indivisa a terceira pessoa, se o
outro condômino a quiser, tanto por
tanto. 
Venda entre os cônjuges
Art. 499 do CC
É possível a venda entre cônjuges
com relação aos bens excluídos da
comunhão. 
Vendas especiais - “venda ad
corpus” e “venda ad mensuram”
Art. 500 do CC: apresenta regras para
a compra e venda de bens imóveis. Ex:
venda por metro quadrado. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Contrato de Doação
Características
É o contrato em que o doador transfere
bens ou vantagens para o donatário. 
Liberalidade = doação (banca FGV pode
cobrar assim). 
Natureza jurídica
 Só gera obrigações para uma das partes. Unilateral
Consensual Se aperfeiçoa com a aceitação. 
Solene
A doação deve ser feita por escritura pública ou
instrumento particular. Contudo, em bens móveis de
pequeno valor admitese a doação verbal, desde que
a doação ocorra imediatamente. 
Gratuito Somente uma das partes perde patrimônio. 
Espécies de doação Pura: quando há somente a doação,
não havendo nenhum encargo ao
beneficiário. 
Onerosa ou modal ou com encargo: 
o doador impõe ao donatário uma
incumbência ou a prestação de um
serviço. Caso o donatário não
cumpra o encargo, é possível o
ajuizamento de ação de revogação
de doação (artigo 555 do Código
Civil). 
Feita ao nascituro – art. 542 do CC:
deve haver aceite do seu representante
legal. 
Feita ao absolutamente incapaz - art.
543 do CC: não precisa da aceitação
do representante legal, desde que seja
pura. 
 Entre cônjuges - art. 544 do CC. 
Doação inoficiosa: é aquela que excede o
limite que o doador poderia deixar em
testamento. 
Havendo herdeiros necessários, o
testador só poderá dispor da metade
de seus bens, já que a outra metade
pertence aos herdeiros necessários –
art. 549 do CC.
Doação com cláusula de reversão – art. 547
do CC: podese estipular que se o donatário
morrer antes do doador, os bens doados
irão retornar ao patrimônio do doador. É
vedada a reversão em favor de terceiro. 
Art. 538 ao 564 do CC
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Contrato de Doação 
Doação da parte inoficiosa
Art. 549 do CC
É nula a parte que exceder ao que
poderia dispor em testamento. 
É a chamada doação global ou universal.
Caso isso aconteça, teremos nulidade. 
Art. 548 do CC
Doação de todos os bens do doador
Doação do cônjuge
adultero a seu cúmplice
Art. 550 do CC
Pode ser anulada a doação pelo cônjuge ou
pelos herdeiros necessários. Prazo de 2 anos
depois de dissolvida a sociedade conjugal. 
Art. 555 do CC
Por ingratidão do
donatário
Art. 557 e 558 do CC
Se o donatário atentou contra a vida do
doador ou cometeu crime de homicídio
doloso contra ele; 
Ofensas físicas cometidas pelo donatário
contra o doador; 
Se o injuriou gravemente ou o caluniou; 
Podendo o donatário auxiliar com
alimentos ao doador, e não o faz. 
Por descumprimento de
encargo
Prazo para que se peça a
revogação da doação
1 (um) ano, a contar de quando chegue
ao conhecimento do doador sobre o
fato e que o donatário foi o autor. A ação
é personalíssima, ou seja, somente o
doador pode ajuizá-la. 
Exemplo: João doou para Maria uma casa na praia,
desde que ela construa uma estátua em sua
homenagem (encargo). Porém ela não cumpriu, então
João pode revogar a doação, por descumprimento de
encargo. 
Revogação dadoação
Restrições à doação
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Contrato de troca ou permuta
Troca ou Permuta e Estimatório
Art. 533 do CC
A troca é o contrato pelo qual as partes se obrigam a dar uma
coisa por outra. 
Esta coisa não pode ser dinheiro e é isso que difere a compra e
venda da permuta.
Na compra e venda o preço pago precisa ser dinheiro ou
redutível a dinheiro. 
Contrato estimatório
Arts. 534 a 537 do CC
Contrato de consignação.
As partes são:
Consignante Consignatáriox
Somente vale para bens móveis.
O consignante entrega bens móveis
à outra pessoa, chamado de
consignatário, para que este os
venda pelo preço ajustado. 
 Ex: carro em uma revenda de carros. 
Ao ser vendido, o consignatário
deve pagar o preço ao
consignante. Caso não venda,
deverá devolver o bem ao
consignante. 
Se vender e não pagar: cobrança
ou ação possessória se estiver
com o carro ainda. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
Locação de Coisas
O contrato de locação de coisas pode ser de bem móvel ou imóvel;
A locação de imóveis urbanos rege‑se pela Lei n° 8.245/1991
– a Lei do Inquilinato;
Contrato de
Empréstimo
Locação de Coisas e Empréstimo
A locação de bem móvel pode ser regida pelo Código Civil,
no art. 565 e seguintes, quando não há relação de
consumo. Ou pelo CDC, quando há relação de consumo,
consoante a Lei n° 8.078/1990.
Na locação de coisas, uma das partes se obriga a ceder a outra,
por tempo determinado ou não, o uso e gozo de coisa não
fungível, mediante certa retribuição.
Atenção!
Obrigações do locador: 
A) Entregar ao locatário a coisa alugada; 
B) Manter a coisa no mesmo estado em que foi locada; 
C) Garantir o uso pacífico da coisa durante o tempo do
contrato; 
D) Responde ainda, o locador, por vícios ou defeitos
da coisa, que sejam anteriores a locação.
Obrigações do locatário: art. 569 do CC.
Duas são as espécies de
empréstimos: 
É o empréstimo para uso, gratuito de coisas
infungíveis. 
Contrato de
comodato
Importante:
Características do comodato: unilateral; gratuito; uso;
bens infungíveis; não transfere a propriedade; real.
Mútuo;
Comodato.
Contrato
de mútuo
É o mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis. 
Importante:
Características do mútuo: unilateral;
gratuito; consumo; bens fungíveis;
transfere a propriedade; real.
Pode ser bens móveis ou imóveis, mas precisa
ser infungível.
O contrato se perfectibiliza com a tradição da
coisa.
O mutuário se obriga a restituir ao mutante o
que dele recebeu em coisa do mesmo gênero,
qualidade e quantidade. Ex.: dinheiro.
O bem é emprestado para consumo. 
https://planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8245.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
Prestação de Serviços
Contrato de
Empreitada
Atenção!
Prestação de Serviços e Empreitada
Conceito: art. 594 do CC.
Aqui, o CC tem caráter residual,
aplicando‑se somente para aquelas
relações que não estão disciplinadas
pela CLT e pelo CDC. 
Características
A) Remuneração: é paga pela pessoa que contrata o
prestador de serviços. Se as partes não estipularam
ou não chegaram a um acordo sobre a
remuneração, esta será fixada por arbitramento,
segundo o costume do lugar, o tempo de serviço e
a sua qualidade.
B) Prazo: nunca pode o contrato de prestação de
serviços ultrapassar 4 anos – art. 598 do CC. 
C) Fim do contrato: o prestador de serviços tem
direito a exigir de quem o contratou a declaração
de que o contrato está findo.
Aquele que contratou os serviços não
pode transferir a outra pessoa o direito
aos serviços ajustados. O prestador de
serviços também não pode trazer alguém
em seu lugar para que cumpra com o seu
dever, a menos que o contratante aceite.
Importante
Impossibilidade de substituição 
das partes (prestador e contratante)
As partes contratantes são: empreiteiro
e dono da obra.
Através de um contrato de empreitada,
uma das partes – o empreiteiro – se
compromete a executar determinada
obra.
Não há relação de subordinação. 
De mão de obra, também
chamada empreitada de
lavor; 
Espécies de empreitada
De mão de obra e
materiais, chamada
empreitada global.
Obrigações do
empreiteiro
A) Entregar a coisa no tempo e na forma ajustados; 
B) Pagar os materiais que recebeu, se por imperícia
ou negligência os inutilizar. Esse caso somente é
aplicado na empreitada de mão de obra; 
C) Responde o empreiteiro pela solidez do seu
trabalho. É uma regra do Código Civil - art. 618 do
CC.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
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Contrato de Depósito
Contrato de
Mandato
As partes contratantes são depositante
e depositário. 
Depósito e Mandato
Importante
Voluntário
Conceito: art. 653 do CC.
1) Depósito que se faz em desempenho de
obrigação legal;
2) E o que se efetua por ocasião de alguma
calamidade como inundação, incêndio etc.
Sua principal finalidade é a guarda (e
não uso) de coisa alheia. 
Como regra é um contrato gratuito, a
não ser que haja convenção em
contrário ou resultante de atividade
negocial ou se o depositário praticar
isso por profissão.
Se o depósito for oneroso e a
retribuição do depositário não
constar de lei, nem resultar de
ajuste, será determinada pelos
usos do lugar, e, na falta destes,
por arbitramento. 
Há dois tipos de depósito:
voluntário e necessário.
Artigos 627 a 646 do CC. 
É aquele livremente ajustado pelas
partes. Por meio dele, o depositante
confia ao depositário a guarda de uma
coisa móvel.
Necessário
Artigos 647 a 652 do CC.
É aquele em que o depositante é
forçado pelas circunstâncias a efetuar o
depósito com pessoas desconhecidas. 
O mandatário representa
o mandante dentro dos
poderes a ele conferidos.
Tipos de mandato:
Legais
Quando a lei confere poderes aos
representantes. Ex.: pais, tutores,
curadores. 
Judiciais
São os representantes nomeados pelo
juiz. Ex.: inventariantes. 
Convencionais
Quando recebem procuração para agir
em nome do mandante. Ex.: advogado.
Importante
O mandato judicial só pode ser
exercido por quem possa atuar
em juízo, isto é, pessoas
habilitadas como advogado. 
Há 2 espécies: 
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Contrato de
Comissão
Contrato de Agência
e Distribuição
Comissão, Agência e Distribuição
As partes são: 
Exemplo
Comitente: em favor de quem o comissário se
obriga a realizar negócios; 
Comissário: se obriga, perante terceiros, em seu
próprio nome, figurando no contrato como
parte.
No contrato de comissão é comumente fixada uma
percentagem sobre as vendas para o comissário. 
Não estipulada a remuneração devida ao comissário,
será ela arbitrada segundo os usos do lugar. 
Agências de viagens que contratando em
seu próprio nome pela venda de
passagens aéreas, fazem jus a
remuneração devida com as vendas.
Pagamento do agente ou distribuidor
Terão direito à remuneração correspondente
aos negócios concluídos dentro de sua zona,
ainda que sem a sua interferência.Agentes de seguros,
agentes de futebol, etc.
Exemplos de agentes
Todas as despesas com a agência ou a
distribuição correm por conta do agente oudistribuidor.
Configura se o contrato de agência quando
uma pessoa assume, em caráter não
eventual e sem vínculos de dependência, a
obrigação de promover, a conta de outra, a
realização de certos negócios, em zona
determinada. 
As partes são chamadas de agente e de
proponente.
Características
- corretagem
A Lei n° 6.530/1978 trata sobre a profissão de corretor. 
Do transporte de coisas
Contrato de transporte é aquele em
que alguém se obriga a transportar
de um lugar para outro, coisas ou
pessoas mediante uma retribuição.
O transporte pode ser de pessoas
ou coisas.
As regras do CC também devem ser aplicadas, conforme arts.
722 ao 729 do CC.
Por esse contrato, uma pessoa, não ligada à outra em virtude
de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer outra
relação de dependência, obriga‑se a obter para a segunda um
ou mais negócios conforme as instruções recebidas. 
A função do corretor é aproximar as pessoas
que estiverem interessadas no negócio =
mediação com diligência e prudência (art. 723
do CC).
Direitos e
deveres do
corretor
2) Executar a mediação com
diligência e prudência.
1) Prestar ao cliente todas as
informações sobre o andamento
dos negócios;
Remuneração
do corretorCorretagem e Transporte
Se não estiver fixada em lei, nem
ajustada entre as partes, será
arbitrada segundo a natureza do
negócio e os usos locais. 
Contrato de Exclusividade - art.
726 do CC.
Importante
Características
- transporte
Importante
Art. 736: não se subordina
as normas do contrato de
transporte o feito
gratuitamente, por amizade
ou cortesia.
Direitos e obrigações do transportador
Do transporte de coisas
Não pode recusar passageiros, salvo os casos
previstos em regramentos, ou se as condições de
higiene e saúde do interessado assim justificarem.
Importante: a responsabilidade contratual do transportador
por acidente com o passageiro não pode ser afastada por
culpa de terceiro, contra o qual tem ação regressiva.
O transportador está sujeito aos horários e
itinerários previstos, sob pena de responder por
perdas e danos, salvo força maior;
A coisa, entregue ao transportador, deve
estar caracterizada pela sua natureza, valor,
peso e quantidade para que não se
confunda com outras. 
O destinatário deve ser indicado, ao menos,
com nome e endereço. 
Quando receber a coisa, o transportador
deve emitir o chamado conhecimento de
transporte. 
São deveres
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6530.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Considera‑se contrato de seguro aquele
pelo qual uma das partes, denominada
segurador, se obriga a garantir interesse
legítimo da outra, intitulada segurado,
relativo à pessoa ou a coisa, contra riscos
predeterminados. 
Importante
Súmula nº 620 do STJ; Súmula nº 616 do STJ;
No contrato de seguro, o segurado paga o
prêmio – prestações – ao segurador, que
assume o risco do segurado. 
A seguradora deve pagar ao segurado uma
indenização caso ocorra o evento
inesperado (sinistro). 
Elementos do
contrato de seguros
Segurador: contratante que, assumindo os riscos, indenizará o
segurado na hipótese de sinistro. 
Segurado: quem paga o prêmio e assim transfere o risco para o
segurador. 
Risco: é o acontecimento futuro e incerto e é o próprio objeto do
seguro. Atenção: art. 762 do CC.
Prêmio: é o que paga o seguro ao segurador. Atenção: art. 764 do
CC.
Apólice ou bilhete de seguro: é o instrumento do contrato.
Princípio da boa‑fé: art. 765 + art. 766
do CC.
Nos seguros pessoais, a indenização paga deve
ser a fixada na apólice de seguros, já que os bens
cobertos pelo seguro não têm valor (inestimáveis). 
Contrato de Seguro
Súmulas do STJ sobre seguro
Súmula nº 610 do STJ; Súmula nº 609 do STJ;
Súmula nº 632 do STJ; Súmula nº 188 do STF; 
Súmula nº 537 do STJ; Súmula nº 529 do STJ.
Seguro de pessoa
Pode ser feito por ato inter vivos ou causa mortis.
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Importante
Art. 818 do CC
Características
Caráter acessório, já que depende da existência do contrato principal;
O ato do credor que torne impossível a sub‑rogação nos seus direitos
e preferências;
Contrato de Fiança
Extinção da fiança
Conceito
Contrato solene: art. 819 do CC;
Unilateral, já que uma vez celebrado, só gera obrigações do fiador
para com o credor;
Gratuito, já que fiador nada recebe em troca. 
Benefício de ordem
O benefício de ordem consiste em um privilégio, conferido
ao fiador, de exigir que os bens do devedor principal sejam
excutidos antes dos seus.
Benefício da
divisão
Art. 829 do CC
A moratória concedida ao devedor, sem o consentimento do fiador;
Dação em pagamento: a dação em pagamento coloca fim ao contrato
principal, e, portanto, também ao de fiança. 
Retardamento do credor na execução: quando oferecido o benefício
de ordem, e o credor retarda muito em promover a execução. 
Súmulas do STJ sobre fiança
Súmula nº 332 do STJ; 
Súmula nº 656 do STJ. 
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Regra
Jogo
Contrato de
constituição de renda
O objetivo do contrato de constituição de renda é
o de proteger o instituidor que, ainda que
proprietário dos bens, não está seguro de como
conseguir o suficiente para sua sobrevivência. 
Em geral esse prazo é até a morte do instituidor.
Mas pode haver convenção em contrário. 
Pode ser gratuito ou oneroso: no gratuito nada é
entregue. No oneroso o instituidor entrega para o
rendeiro bens móveis ou imóveis. 
Do jogo e da aposta
É o ajuste pelo qual duas ou mais pessoas se obrigam a
pagar certa soma para a pessoa que vença na prática
de determinado ato. Perder ou ganhar depende da
atuação e da participação efetiva de cada jogador. 
Aposta
É o resultado não depende da participação das partes.
Não há participação delas. Resultado depende de um
ato ou fato alheio e incerto. 
Observação: apesar da diferença em conceituação, o
tratamento legal dado a ambos é o mesmo. 
As dívidas de
jogo ou de
aposta não
obrigam ao
pagamento.
Importante
Se foram pagas, quem pagou
não pode querer de volta o
pagamento. 
Exceção
Pode solicitar de volta o
pagamento, se esse jogo ou
aposta foi ganho com dolo ou
se quem perdeu for menor ou
interdito. 
A dívida de
jogo/aposta
constitui
obrigação natural
= o ganhador não
dispõe de ação
para exigir seu
pagamento.
Contrato de
transação
Constituição de renda, jogo e
aposta, transação e compromisso 
As partes previnem ou terminam
relações jurídicas controvertidas,
por meio de concessões mútuas:
art. 840 do CC.
É o resultado de um acordo de
vontades para evitar riscos de
futura demanda ou para extinguir
litígios judiciais já existentes.
Contrato de compromisso e
arbitragem
Arbitragem é o acordo de vontade em que as
partes entregam para árbitros a solução dos
conflitos – é regida pela Lei n° 9.307/1996.
Aqui, as partes preferem não se submeterem
a uma decisão judicial.
Arts. 851 a 853 do CC.
Importante
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9307.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
São elementos necessários:
Promessa de
recompensa
Obriga aquela pessoa queemitiu a
declaração de vontade a cumprir a sua
promessa. 
Não depende de aceitação para a
formação, por isso é um ato unilateral
de vontade. Publicidade da promessa (torna‑la pública); 
Ocorre quando uma pessoa, sem autorização do interessado,
acaba por intervir em negócio alheio, com o intuito de auxiliar a
pessoa que não pode cuidar do negócio naquele momento. 
Pagamento indevido
É espécie, do qual enriquecimento sem causa é gênero. 
Para que ocorra a devolução dos valores, é necessário
que o pagamento tenha sido comprovadamente feito
com erro. 
Especificação da condição ou serviço a
ser realizado; 
Indicação da recompensa. 
Gestão de negócios
Atos unilaterais de vontade
Enriquecimento sem causa
Carla faz “pix” para conta errada. Carla demonstra que agiu
com erro e, como consequência, tem direito à devolução.
Caso não ocorra devolução, Carla deverá ajuizar ação de
repetição de indébito contra quem recebeu o valor. 
Exemplo
Há vários tipos de enriquecimento sem causa: pagamento
indevido, construção em imóvel alheio de boa‑fé, etc. 
São elementos necessários:
Enriquecimento de uma parte; 
Empobrecimento do outro; 
Relação de causalidade entre os dois fatos; 
Ausência de razão (contrato, lei, etc.); 
Aspectos geraisArt. 853-A do CC
Agente de
garantias
Contrato de Administração
Fiduciária de Garantias
Exemplo Incluído pela Lei 14.711/2023
como uma nova espécie de
contrato no Código Civil
A palavra fiduciário significa “confiança”. 
“Terceirização” das cobranças.
Um exemplo de garantia fidejussória é a
fiança, na qual o fiador se obriga com seu
patrimônio a responder dívida que não é sua,
mas do devedor principal. 
Partes do contrato
Credor e o chamado agente de garantia. 
Objeto do contrato
Gestão de garantias oferecidas. 
O devedor tem empréstimos com o credor
que são garantidos por penhor, hipotecas,
etc. 
O agente de garantia poderá gerir, cobrar, fiscalizar essas
garantias. 
Se o devedor não pagar a dívida, o agente de garantias
poderá cobrar judicial ou extrajudicialmente a execução
da garantia. 
O agente de garantias irá atuar em benefício do credor e
no interesse deste. 
O agente de garantia irá atuar em nome próprio e não
em nome do devedor, apenas estará agindo no
interesse de outra pessoa (credor). 
Mesmo não sendo o titular do crédito, ele poderá atuar
em nome próprio na cobrança de dívidas. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14711.htm
Conceito de ato ilícito:
responsabilidade civil
Quem causou o perigo é mesma
pessoa que cometeu o dano = não
há ato ilícito e não responde. 
Art. 929 do CC. Se a pessoa lesada, ou
o dono da coisa, no caso do inciso II do
art. 188, não forem culpados do perigo,
assistir-lhes-á direito à indenização do
prejuízo que sofreram.
Abuso de direito.
É conhecida como teoria dos atos emulativos. 
Importante:
Quem causou o perigo foi
diferente de quem sofreu o dano =
não há ato ilícito, mas responde.
Responsabilidade civil
Art. 930 do CC. No caso do inciso II do
art. 188, se o perigo ocorrer por culpa
de terceiro, contra este terá o autor do
dano ação regressiva para haver a
importância que tiver ressarcido ao
lesado.
No caso do inciso II, o ato será
legítimo somente quando as
circunstâncias o tornarem
absolutamente necessário, não
excedendo os limites do
indispensável para a remoção
do perigo.
Art. 186 do CC: “Aquele que, por ação ou omissão
voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e
causar dano a outrem, ainda que exclusivamente
moral, comete ato ilícito.”
Ato jurídico ilícito: violar direito e causar dano.
Art. 187 do CC: “Também comete ato ilícito o titular de
um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela
boa-fé ou pelos bons costumes.”
Excludentes de ilicitude
Atos ilícitos
Art. 188 do CC
Art. 188 do CC
I - os praticados em legítima defesa ou no
exercício regular de um direito reconhecido;
II - a deterioração ou destruição da coisa
alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover
perigo iminente.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Pressupostos (elementos)
Se a responsabilidade for subjetiva, são eles: 
1. Conduta humana; 
2. Culpa genérica ou “lato sensu”; 
3. Nexo causal; e 
4. Dano (artigo 927, caput, do CC).
Para haver a obrigação
de indenizar, deve a
presença de alguns
elementos de
responsabilidade civil.
Se a responsabilidade for objetiva, são eles: 
1. Conduta humana; 
2. Nexo causal;
3. Dano (artigo 927, p.ú., do CC).
Características dos elementos
1) Conduta humana
Ação (conduta positiva) ou omissão (conduta negativa).
Poderá ser dolosa (com intenção) ou culposa (sem intenção)
mas agindo com imprudência, imperícia e negligência. 
2) Culpa
É necessária quando a responsabilidade for do tipo subjetiva.
Envolve dolo (intenção) e culpa (sem intenção, porém com
imprudência, negligência ou imperícia). 
Dolo: intenção do agente em causar dano. 
Elementos da responsabilidade
civil e Excludentes
Culpa “stricto sensu” ou em sentido estrito:
não há a intenção de violar um dever
jurídico. Há 3 modalidades de culpa:
Imprudência: ausência de cuidado + ação; 
Negligência: falta de cuidado + omissão;
Imperícia: falta de qualificação para 
desempenhar determinada função.
4) Dano
É uma ligação entre conduta e dano.
3) Nexo de causalidade
Danos clássicos ou tradicionais:
materiais/patrimoniais e morais; 
Danos novos ou contemporâneos:
danos estéticos, danos morais
coletivos, danos sociais e danos
por perda de uma chance.
Súmula 387 do STJ.Atenção!
Excludentes do nexo
de causalidade
Se não há nexo, não há obrigação de
indenizar – nexo causal está presente
tanto na responsabilidade subjetiva
quanto na objetiva.
Ou seja, não nexo causal, quando:
Culpa exclusiva ou fato exclusivo da
vítima; 
Culpa exclusiva ou fato exclusivo de
terceiro (exceção art. 735 do CC);
Caso fortuito e força maior. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
Aspectos gerais
Art. 935 do CC: a responsabilidade civil é
independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a existência do fato,
ou sobre quem seja o seu autor, quando
estas questões se acharem decididas no
juízo criminal.
Responsabilidade civil e criminal
Importante
Se no criminal foi decidido sobre
existência de fato e/ou autoria, então
haverá dependência entre as esferas
cível e criminal e não se pode mais
discutir, no cível, o que foi decidido
no penal.
Responsabilidade civil
Casos do Código Civil
Responsabilidade por fato de terceiro:
arts. 932, 933 e 934 do CC;
Responsabilidade subsidiária do incapaz: art. 928 do CC.
Atenção!
Fato de animal: art. 936 do CC;
Ruína de um prédio ou construção: art. 937 do CC;
Objetos caídos ou lançados: art. 938 do CC.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
Responsabilidade Civil
Responsabilidade
subjetiva
Art. 927, caput, do CC 
É baseada na teoria da culpa, já que é necessária a
verificação de culpa, para que se possa configurar tal
requisito. 
Elementos que são necessários:
Conduta humana; 
Culpa; 
 Nexo causal; 
Dano. 
Responsabilidadeobjetiva
Art. 927, § único, do CC 
É baseada na teoria do risco, sendo que há várias modalidades da teoria: 
1) Teoria do risco administrativo: artigo 37, §6º, da CF;
2) Teoria do risco da atividade: artigo 927, parágrafo único,
segunda parte;
3) Teoria do risco-proveito: risco decorre de uma atividade
lucrativa;
4) Teoria do risco integral: 
Elementos que são necessários:
Conduta humana; 
 Nexo causal; 
Dano. 
Importante
O CC diz que haverá responsabilidade objetiva
em duas situações: 
Nos casos expressos em lei. Exemplo:
CDC, arts. 932 e 936 do Código Civil, etc. 
Responsabilidade
do incapaz
Art. 928 do CC 
A responsabilidade do incapaz é
subsidiária, ou seja, primeiro
respondem os responsáveis pelo
incapaz. 
Se estas pessoas não tiverem
condições financeiras ou não forem
obrigadas a tanto, então se irá
responsabilizar o incapaz. 
A indenização deverá ser equitativa e, se privar o incapaz ou as pessoas
que dele dependam do seu sustento, então tal indenização não terá
lugar. 
Se discute a respeito da responsabilidade do
incapaz ser ou não subsidiária. No entanto, a
jurisprudência e a doutrina dizem que sim,
em decorrência do artigo 928, ela será
subsidiária, não tendo aplicação o parágrafo
único do artigo 942. 
Atenção
 Art. 928, parágrafo único, diz que: 
Atenção
Art. 942, parágrafo único diz que: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Responsabilidade Civil
Indenização
Arts. 944 a 954 do CC 
Aspectos gerais
A indenização mede-se pela 
extensão do dano (art. 944). 
Quem estiver obrigado a
reparar o dano causado
deverá fazê-lo. 
A indenização, sempre que possível, deverá recolocar a vítima na
posição anterior, a compensando pelos danos sofridos. 
O que mede a indenização é o dano, e não a culpa. 
Atenção!
Mesmo em casos de culpa levíssima, teremos a responsabilização do
ofensor, se ele causou dano a outra pessoa. 
O que diz a lei?
Art. 945 – culpa concorrente: “Se a vítima tiver concorrido culposamente para o
evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de
sua culpa em confronto com a do autor do dano.” 
Se a culpa for exclusiva da vítima,
não teremos responsabilização
do ofensor, já que é causa que
quebra o nexo causal. 
Art. 946 – obrigação indeterminada:
quando nem o contrato nem a lei
estipular o valor de indenização a ser
pago, o valor então deverá ser
averiguado durante a fase processual
de fixação de valor (liquidação de
sentença ou durante a instrução). 
Importante:
Art. 949: um exemplo de “outro prejuízo”
seriam os danos morais ou estéticos, por
exemplo.
Art. 950: a indenização aqui é a
indenização pela perda da capacidade de
trabalho. 
Art. 951: trata da responsabilidade subjetiva
dos profissionais liberais, em especial, da
área de saúde, em geral. 
Art. 952: segundo a jurisprudência,
animais de estimação também podem se
enquadrar aqui, existindo “valor de
afeição”. 
Art. 953: indenizações por crimes contra a
honra. 
Lembre-se! O dano pode atingir tanto a
honra objetiva, quanto subjetiva. Caso
a vítima não consiga comprovar o
prejuízo material, caberá ao juiz fixar o
valor da indenização. 
Art. 954: situações de condenações, por
exemplo, contra o Estado e agentes
públicos, em virtude de prisão ilegal. 
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Posse: classificação
Conceito
Posse é o domínio físico que alguém tem sobre
a coisa, que vem a ser protegido pelo Direito,
sendo, portanto, concedido efeitos jurídicos a
este domínio (art. 1.196, do CC). 
Aquisição da posse
Ocorre no momento em que os poderes
inerentes à propriedade passam a ser exercidos
pelo possuidor (art. 1.204, do CC). 
 Esta aquisição pode se dar de duas formas: 
1) Originária: ocorre pelo apossamento ou ocupação, quando o
sujeito assume o controle da coisa. Ex.: alguém que encontra um
celular no lixo. 
2) Derivada: ocorre pela tradição, ou seja, quando o antigo
possuidor transmite ao atual possuidor o domínio fático da coisa.
Tipos de posse
Perda da
posse
Ocorre quando alguém deixa de agir como se dono/proprietário
fosse - arts. 1.223 e 1.224, do CC. 
A perda pode ocorrer de várias formas, mas quatro delas são as
principais: 
Derrelicção, ou abandono voluntário da coisa; 
Tradição, que é quando há a transmissão voluntária
da posse a terceiro; 
Esbulho, que é quando a posse é tomada/subtraída
do seu possuidor, contra sua vontade; 
Destruição da coisa, ou seja, quando a coisa deixa
de existir.
Detenção x Posse
Sujeito sabe que a
coisa não é sua - art.
1.198, do CC. 
Detenção Posse
Sujeito que possui o
domínio físico da coisa e
age como se dono fosse. 
Posse direta e posse indireta:
Art. 1.197, do CC.
Composse:
Art. 1.199, do CC.
Posse justa e injusta:
Art. 1.200, do CC.
Posse de boa e má-fé:
Art. 1.201, do CC.
Posse com justo título e sem
justo título. 
Posse nova e posse velha. 
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Posse: efeitos
Efeitos da posse Efeitos processuais
 Os efeitos materiais dizem respeito à: 
Percepção dos frutos e suas consequências; 
Ao direito à indenização; 
Retenção das benfeitorias, 
Responsabilidades; 
Ao direito de usucapião. 
 Os efeitos imateriais dizem respeito à: 
Possibilidade de utilização dos
interditos possessórios; 
Ações possessórias; 
Legítima defesa da posse e do
desforço imediato.
A usucapião ocorre em razão do exercício de posse de uma coisa
por certo tempo e gera a chamada prescrição aquisitiva. 
A proteção possessória pode ocorrer pelosatos de defesa desforço
imediato ou pelas ações possessórias (art. 1.210, do CC).
Atenção!
Em se tratando de ações, a parte de procedimento está tratada
no CPC (art. 554 e seguintes). 
Ações possessórias
É permitido ao possuidor defender sua posse. 
 São três as principais ações possessórias: 
Caso de ameaça ou risco ao exercício da
posse do titular. Proteção de perigo iminente. 
Caso de turbação ou perturbação à
posse. Preservação da posse. 
Caso de esbulho ou retirada da posse.
Devolução da posse. Cabível sempre
que houver invasão, mesmo que
parcial, do imóvel. 
Observações processuais
Fungibilidade das possessórias.
Art. 554, do CPC.
Art. 555, do CPC.
Possibilidade de cumulação de pedidos. 
Natureza dúplice das possessórias. 
Art. 556, do CPC.
Arts. 1.210 ao
1.222 do CC
1) Interdito proibitório
2) Ação de manutenção de posse
3) Ação de reintegração de posse
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Direito de propriedade
Arts. 1.225 - 1.227, do CC
 É um direito real;
Conceito:
Este direito consiste em poder usar, gozar e
dispor do bem, podendo, também, reavê-lo 
contra aquele que injustamente o detenha ou
possua – art. 1.228 do CC. 
Direitos reais
Direito de uso
Utilização da coisa conforme as permissões legislativas.
Ex.: direito de vizinhança, a desapropriação ou o
tombamento. 
Direito de gozo ou fruição
Possibilidade de retirar da coisa os frutos que ela
produz. Ex.: a locação de um imóvel. 
Direito de reinvindicação
Possibilidade de, através de ação petitória,
reivindicar a coisa de quem a detenha injustamente. 
Se liga! Estes quatro atributos da propriedade:
gozar, reivindicar, usar e dispor, são resumidos na
sigla GRUD. 
Legislação
importante
Art. 1.228, § 1°: determina que o direito de propriedade deve ser exercido
conforme sua função social; 
Arts. 1.233-1.237: tratam da descoberta. Assim, quem encontrar a coisa,
deverá restitui-la ao dono, e a não devolução constitui crime de
“apropriação de coisa achada”. 
Enunciados das Jornadas de Direito Civil sobre essa temática: 82-84, 240,
241, 304-310 e 496 . 
Direito de disposição
Poder de transmitir a terceiro, por ato entre
vivos (compra e venda) ou causa mortis
(testamento), de forma onerosa ou gratuita. 
Se uma pessoa tiver todos estes atributos, terá a
propriedade plena.
Propriedade:
aspectos gerais
Direito fundamental, inscrito no art. 5°, XXII, da CF.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
Propriedade
Aquisição da propriedade
imóvel por acessão
Conceitos importantes
Acessão: aquisição originária, refere-se ao direito do
proprietário sobre tudo o que for incorporado ao bem. 
Trata-se de uma anexação de um bem acessório novo a um
bem principal já existente. Pode ocorrer por formação de 
ilhas, aluvião, avulsão, abandono de álveo, plantações e
construções - art. 1.248, do CC. 
Formação de ilhas
Art. 1.249, do CC
As ilhas que se formarem em correntes comuns (rios não
navegáveis) ou particulares pertencem aos proprietários
ribeirinhos fronteiros, observadas algumas regras
(incisos do artigo mencionado). 
Aluvião
São acréscimos formados por depósitos
e aterros naturais de forma quase
imperceptível - art. 1.250, do CC.
Estes acréscimos formam-se em razão do
desvio natural do leito de rios ou por
depósito de sedimentos e aderem à
propriedade do terreno em que houve o
acréscimo, sem que haja o dever de
indenização por parte deste proprietário. 
Avulsão
Há um deslocamento natural, mas brusco
de terras de um terreno, que acaba se
unindo a outro - art. 1.251, do CC.
Para que ocorra avulsão, o deslocamento
deve se dar por força natural brasileira,
ou seja, sem culpa do proprietário do
imóvel de onde se desloca a terra.
Abandono do álveo
Ocorre quando um curso d’água muda seu
curso, de forma natural.
Assim, o curso anterior (álveo) acaba sendo
abandonado - art. 1.252, do CC. O álveo
abandonado é dividido entre os terrenos
marginais, através de uma linha imaginária. 
Plantações e construções: as plantações e
construções, são bens móveis que acedem ao
imóvel por conduta humana. Ver arts. 1.253,
1.254, 1.255 e 1.256, do CC. 
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Usucapião extraordinária
Art. 1.242 do CC
Usucapião ordinária Usucapião especial rural
Usucapião especial urbana Usucapião especial urbana por 
abandono do lar conjugal 
Posse ad usucapionem e lapso temporal
de 15 anos. Dispensa a existência de justo
título e boa-fé. Redução de prazo: o
prazo poderá ser reduzido para dez anos
se o imóvel for utilizado para moradia
habitual ou se tiver sido realizada obra ou
serviço de caráter produtivo.
Art. 1.238 do CC
Posse ad usucapionem, lapso temporal de dez
anos, justo título (título hábil a transferir a
propriedade) e boa-fé (desconhecer ou inexistir
eventuais vícios que maculem a posse). Redução
de prazo: o prazo reduz-se para cinco anos se o
imóvel tiver sido adquirido, de forma onerosa,
devidamente registrado e, posteriormente, tiver o
registro cancelado e desde que os possuidores
tenham estabelecido lá sua moradia ou realizado
investimentos de interesse social e econômico.
Art. 1.239, CC + art. 191, CF
Posse ad usucapionem, lapso
temporal incontestado e ininterrupto
de cinco anos, área rural de até 50
hectares, produtividade ou moradia,
não ser proprietário de outro imóvel
urbano ou rural.
Art. 1.240, CC + art. 183, CF
Posse ad usucapionem; lapso
temporal incontestado e ininterrupto
de cinco anos; área urbana de até
250 m², usada para moradia; não ser
proprietário de outro imóvel urbano
ou rural.
Art. 1.240-A, CC
Posse ad usuca-pionem exercida de forma direta;
lapso temporal incontestado e ininterrupto de dois
anos; área urbana de até 250 m², usada para
moradia (posse direta), da qual o usucapiente seja
proprietário em conjunto com ex-cônjuge ou
companheiro que tenha abandonado o lar; não ser
proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
Núcleos urbanos informais (aqueles clandestinos,
irregulares ou nos quais não foi possível realizar, por
qualquer modo, a titulação de seus ocupantes, ainda
que atendida a legislação vigente à época de sua
implantação ou regularização);
Art. 10, Lei nº 10.257/2001
Posse ad usucapionem; lapso temporal de cinco anos;
área por possuidor inferior a 250 m²; não serem os
possuidores proprietários de outro imóvel urbano ou
rural.
A pretensão de usucapião dos possuidores deve ser
julgada por sentença, na qual o juiz irá determinar a
formação de um condomínio indivisível entre os pos-
suidores, e a cada um caberá uma fração ideal igual da
área do terreno, independentemente da área ocu-pada.
Usucapião de bens 
móveis e imóveis 
Propriedade Usucapião especial urbana coletiva 
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Direito de vizinhança
Passagem de cabos e tubulações
Arts. 1.286 e 1.287 do CC
Possibilidade de passagem forçada
de cabos e tubulações, referentes a
serviços de utilidade pública, pelo
imóvel vizinho. 
Águas 
Arts. 1.288 - 1.296 do CC
Toda propriedade, para que
possa cumprir com sua função
social, necessita ser servida de
água sem que existam
obstruções que impeçam o
fluxo das águas naturais. 
Conceito
Os direitos de vizinhança são
limites impostos ao exercício da
propriedade, tendo em vista a
convivência social, e que se
relacionam aos limites, às linhas
que separam os prédios vizinhos.
Limites do direito de
vizinhança
Uso da propriedade
Arts. 1.277 e 1.281, do CC Arts. 1.282 - 1.284, do CC
Árvores limítrofes
Art. 1.285 do CC
Passagem forçada 
O proprietário de uma
coisa/prédio não pode usar de
sua propriedade de forma a
impedir ou limitar o exercício
da propriedade por parte do
prédio vizinho. 
Havendo árvores sobre a linha
divisória entre duas propriedades,
presume-se que as mesmas
pertençam a ambos os prédios
(espécie de um condomínio
necessário). 
O dono do prédio encravado –
sem acesso – pode exigir do
vizinho a passagem forçada. 
Atenção! A passagem forçada
é diferente da servidão de
passagem. Limites entre prédios e
do direito de tapagem 
Arts. 1.297 e 1.298 do CC
É permitida a construção, para
fins de demarcação entre os
imóveis, de cercas, muros, valas
ou qualquer forma de separação. 
Direito de construir 
Arts. 1.299 - 1.313 do CC
O proprietário tem o direito de
construir sobre seu terreno
devendo respeitar os direitos
de vizinhanças. 
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Condomínio
Conceito
Ocorre quando houver mais de um
titular sobre o mesmo direito de
propriedade, cada um com uma
fração ideal sobre a mesma coisa. 
Tipos de condomínio 
Decorre de instituição das partes,
através de contrato ou por doação ou
herança. 
Direito de preferência - art. 504, do CC. 
Pode ser desfeito a qualquer tempo. 
Art. 1.327 do CC. 
Deriva de determinação legal. 
Arts. 1.331-1358 do CC.
Formado por unidades autônomas.
Art. 1.358-A no CC.
É uma forma de condomínio
edilício, mas sem construção. Seria
a regulamentação dos chamados
“condomínios fechados”. 
Arts. 1.358-B-1.358-U, do CC.
Trata-se de uma forma de condomínio,
geralmente utilizada para locais de
lazer, em que se divide a utilização do
imóvel em tempo fixo. Ex.: aquisição
de um apartamento/casa na praia por
três pessoas. 
Condomínio voluntário
ou convencional
Condomínio legal
ou necessário
Condomínio edilício
Condomínio de lotes
Multipropriedade ou
“time sharing”
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Propriedades Temporárias
Regra geral Propriedade resolúvel
A propriedade é perpétua, perene.
Observação: lei prevê algumas formas de
propriedade especial que são temporárias: a 
propriedade resolúvel e a propriedade
fiduciária. 
É aquela que pode ser resolvida pelo implemento de uma condição
resolutiva ou pelo termo final. 
Ex.: compra e venda com cláusula de retrovenda (vendedor se
reserva o direito de recomprar dentro de certo prazo – até três
anos). 
Ex.: disposição testamentária com cláusula de fideicomisso e o
direito do fiduciário – art. 1.953, do CC. 
Propriedade fiduciária
Decorre de uma causa contida no próprio
título de propriedade, que se fundamenta em
um contrato de alienação fiduciária em
garantia, geralmente utilizado com relação a
veículos. 
O devedor (fiduciante), embora mantenha a posse direta do bem, transfere a
propriedade do mesmo ao credor (fiduciário). 
Art. 1.361, do CC + Decreto-Lei n° 911/1969. 
A propriedade fiduciária configura-se pelo registro do título no Registro de Títulos e
documentos ou, no caso de veículos, junto ao DETRAN. 
Caso não for quitada, o credor deve alienar judicial ou extrajudicialmente o bem.
A propriedade fiduciária se dá em garantia de bens móveis ou imóveis, segundo o art.
1.367, do CC. 
No que diz respeito a bens imóveis, aplica-se a Lei n° 9.514/1997, art. 22 e seguintes. 
É vedado o pacto comissório (art. 1.365, do CC), ou seja, ficar
com a coisa se a dívida não for paga. Atenção!
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1965-1988/Del0911.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9514.htm
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ServidãoSuperfície 
Vencido o prazo, o proprietário do
terreno passa a ter a propriedade,
também, sobre a construção,
independentemente de indenização,
salvo estipulação em contrário. 
Extinção
A servidão traz utilidade para um
imóvel (dominante) em detrimento
do outro (serviente).
Pode se constituir, também,
através de usucapião.
A servidão é facultativa. É, também,
direito real de gozo ou fruição.
Atenção
Importante
Usufruto
O proprietário tem os direitos
de dispor e reivindicar, mas
não pode usar, nem fruir do
bem que lhe pertence.
Concede a terceiro o direito de
usar e fruir da coisa alheia por
determinado período de tempo.
Uso
Direito de utilizar a coisa para
o seu próprio bem.
Deve estar inscrito no Cartório
de Registro de Imóveis.
Possibilidade de fruir quando
as necessidades do usuário ou
da família o exigirem.
Habitação
Laje
Direito de usar a coisa
para fins de moradia.
Não permite alugar,
nem emprestar a coisa.
Direito real de habitação
convencional: Registro
no Cartório de Registro
de Imóveis.
As construções acima (lajes)
serão consideradas unidades
imobiliárias autônomas, tendo
matrícula própria no Registro
de Imóveis.
O direito de usar, de locar o
imóvel é do usufrutuário.
O direito de vender o imóvel
é do nu-proprietário.
Art. 1.369, CC
Art. 1.379, CC
Arts. 1.510-A - 1.510-E, CC
Direitos Reais sobre Coisa
Alheia e de Garantia
A passagem forçadaé compulsória
e exige pagamento de indenização. 
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Extinção
Direito real de
aquisição
Penhor
Hipoteca
É proveniente de promessa
de compra e venda, com
cláusula de irrevogabilidade
e devidamente registrada
no Cartório de Registro de
Imóveis.
Anticrese
O direito real pelo qual o devedor
entrega ao credor o bem imóvel,
autorizando que ele perceba os
frutos e rendimentos da coisa,
compensando-os na dívida
Penhor;
Hipoteca;
Anticrese.
Garantia real sobre bem móvel, através da qual o
devedor entrega ao credor o bem, sendo, ainda,
exigido o registro do instrumento de penhor no
Cartório de Títulos e documentos.
Arts. 1.419 - 1.510
do CC
Constitui-se a garantia real sobre
coisa imóvel quando o contrato é
levado a registro. No caso dos
móveis, basta a tradição, se a lei não
exigir, também, o registro.
Garantia real que recai, como
regra, sobre imóveis, podendo
incidir, também, sobre alguns
móveis previstos na lei. 
Pode recair, ainda, sobre direitos
reais. Necessita de registro no
Cartório de Registro de Imóveis. 
Penhor rural (art. 1.438 a 1.446, CC);
Penhor industrial e mercantil (art. 1.447 a
1.450, CC);
Penhor de direitos e títulos de crédito (art.
1.451 a 1.460, CC);
Penhor de veículos (art. 1.461 a 1.466, CC);
Penhor legal (art. 1.467 a 1.472, CC).
Eventuais deteriorações que o
imóvel sofrer por culpa do credor
anticrético serão por ele
respondidas, assim como os frutos
que não forem percebidos.
Direitos Reais sobre Coisa
Alheia e de Garantia
Hipótese de ação de
adjudicação compulsória,
mesmo não havendo
registro.
Súmula 239 do STJ
Direito real de
garantia
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
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https://www.stj.jus.br/docs_internet/VerbetesSTJ_asc.pdf
Direito das famílias
Aspectos gerais
Personalíssimo;
Pertence ao ramo do Direito Privado.
Embora possua um viés público, pois seus institutos são
considerados de ordem pública, sendo, inclusive, protegidos pela
Constituição Federal (art. 226, por exemplo).
O viés público que o Direito de Família possui, se dá em
razão do especial interesse que o Estado tem na proteção
da família como célula básica, de especial importância na
sociedade e para que o próprio Estado se mantenha. 
O direito de família protege as relações pessoais e patrimoniais
dos indivíduos. 
São várias as formas possíveis de constituir
família: 
Mosaico
Fruto de divórcios e novos casamentos = “os meus,
os teus e os nossos filhos”, ou seja, membros que
foram partes de famílias anteriores e que se
dissolveram e que compunham essa nova família.
Se encontra a partir do art. 1.511 do CC.
 Intransferível; 
 Intransmissível; 
 Irrevogável; 
 Princípios do Direito de Família
Princípio da dignidade da pessoa humana;
Princípio da proteção integral da criança, do adolescente e do idoso;
 
Princípio da igualdade;
Princípio da liberdade;
Princípio da afetividade;
Princípio da solidariedade.
Socioafetiva
Família
Tradicional
Originária do casamento de duas pessoas
(matrimônio).
Informal
Originária da união estável de duas pessoas,
onde não há um vínculo formal (o casamento).
Monoparental
Um dos pais e sua prole.
Homoafetiva
Originária de relações homoafetivas (casais
homossexuais). 
Famílias em que nem todos os indivíduos
possuem uma vinculação biológica, mas sim
afetiva, que permite o reconhecimento do
vínculo jurídico. 
Paralela ou simultânea
Uma família paralela à outra. Não há proteção
do judiciário no âmbito do direito de família,
mas há a existência desse tipo de família. 
Poliafetiva
Uma mesma relação com pessoas diferentes ao
mesmo tempo e em conjunto (trisal). Não há
proteção do tribunal, mas sabe-se que existe. 
Características do
Direito de Família
 Irrenunciável. 
Multiespécie
Modelo de família constituída pelos donos e animais
de estimação – membros não humanos, etc.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
Casamento por procuração
PRAZO DA PROCURAÇÃO: 90 dias,
pública e com poderes especiais.
Casamento celebrado por autoridade
religiosa, mas tem validade, pois
atende aos requisitos civis. 
Ocorre quando uma das partes não
pode estar presente no momento da
celebração do casamento.
Espécies de casamento
Observa as normas do Direito Civil (habilitação
perante Oficial do Registro Civil, celebração por
juiz de paz, registro no Registro Civil).
Casamento civil
Casamento religioso
com efeitos civis
Casamento nuncupativo
Ocorre quando um dos nubentes está
em iminente risco de vida.
Art. 1.512, CC
Art. 1.515, CC
Art. 1.542, CC Art. 1.540 a 1.542, CC
Direito Matrimonial
Capacidade para o
casamento
Idade mínima para casar: 16 anos.
Dos 16 aos 18 anos: necessidade de autorização de ambos os
pais, salvo se for emancipado. 
Se um deles não concordar: suprimento judicial de
consentimento. Nesse caso, o regime de bens será o de
separação obrigatória.
Essa autorização pode ser
revogada até o momento da
celebração do casamento
(art. 1.518 do CC).
A negativa da licença para
casar, por um dos pais, pode
ser suprida pelo juiz (art.
1.519 do CC).
Quantidade de testemunhas: 
06 testemunhas, que não podem
ter parentesco (em linha reta ou
colateral, até 2º grau) com os
nubentes.
É o casamento de brasileiro,
realizado no estrangeiro, perante a
autoridade consular brasileira,
sujeitando-se, assim, às leis
brasileiras e não à legislação local. 
Casamento consular
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
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Impedimento matrimonial
Trata-se de uma vedação (“não podem”) da
realização do casamento com relação ao:
1) Parentesco;
2) Vínculo;
3) Prática de crime.
Consequência: nulidade
Art. 1.548, II, do CC
Atenção!
A declaração de nulidade pode ser buscada
pelos interessados ou pelo Ministério Público
a qualquer tempo - art. 1.549 do CC.
Os impedimentos podem ser opostos, em
declaração escrita, assinada e com provas, no
processo de habilitação e até o momento da
celebração, por qualquer pessoa capaz - art. 1.522
do CC.
Causas suspensivas do
casamento
Art. 1.523 do CC
Art. 1.521 do CC
Trata-se de uma proteção (“não devem”) do Estado. 
Consequência
Impõe sanções de natureza
econômica = obrigatoriedade do
regime de separação obrigatória
de bens.
Atenção!
As causas suspensivas podem ser arguidas, no
processo de habilitação, no prazo do edital de
proclamas, pelos parentes em linha reta ou colateral até
2° grau (consanguíneos ou afins) - art. 1.524 do CC. 
Art. 1.641, I, do CC
Direito Matrimonial:
impedimentos e
causas suspensivas
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.comhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com
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Casamento anulável Casamento nulo
Art. 1.550 do CC
O casamento que for celebrado com a violação
dos impedimentos previstos no art. 1.521 do CC
será eivado de nulidade.
1) necessária ação judicial;
2) proposta pelo interessado ou
pelo Ministério Público;
3) sentença retroage seus efeitos
até a data da celebração do
casamento.
Art. 1.548 do CC 
Para a declaração de nulidade
do casamento: 
Ocorre em situações menos graves, quando
celebrado em detrimento do interesse de
pessoas que o legislador quer proteger. 
Para requerer a anulação do
casamento: 
1) possui prazos certos, conforme
incisos do 1.560 do CC;
2) os prazos são decadenciais para
buscar a invalidação entre 180 dias
e quatro anos, conforme previsões
dos arts. 1.555 e 1.560 do CC;
3) não sendo requerido dentro do
prazo, convalesce pelo decurso do
tempo.
Efeitos
Art. 1.561 do CC Produz efeitos:
Com relação ao cônjuge de boa-fé, no
período entre a celebração e o trânsito em
julgado da sentença que o desconstitui;
Com relação aos filhos, todos os efeitos se
operam. 
Retroatividade dos efeitos:
Direito Matrimonial:
casamento nulo,
anulável e efeitos
Se a sentença determinar a nulidade ou
anulação, retroage até a data da celebração.
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Aquele existente entre pessoas que
mantêm entre si um vínculo biológico (de
sangue), que descendem de um ancestral
comum, de forma direta ou indireta.
Poderá ser:
Derivado da adoção;
Derivado da afinidade (existente entre o cônjuge e os
parentes do outro em virtude do casamento/ união
estável - (art. 1.595 e parágrafos, CC);
Parentesco
Art. 1.591 e seguintes, CC
Colateral/transversal: irmãos (2º grau);
sobrinhos e tios (3º grau); primos,
sobrinhos-netos e tios-avós (4º grau).
Limita-se ao:
Natural
Art. 1.593, CC
Civil
Art. 1.593, CC
Direito de Família
Derivado da afetividade (reconhecimento da
paternidade ou maternidade apenas com base em
laços afetivos).
O parentesco por afinidade na
linha reta (sogro, sogra, genro,
nora, enteado) não se extingue,
gerando impedimentos para o
casamento (art. 1.521, II)
Depende de laudo pericial. 
Pode prevalecer em detrimento do
parentesco biológico.
Linhas
Reta: ascendentes e
descendentes. Não
tem limite de grau.
4º grau (sucessões); 
3º grau (casamento); 
2º grau (obrigação alimentar).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
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Regime de Bens
Pacto antenupcial
Celebrado o casamento, o pacto
produz efeitos entre o casal. Para
produzir efeitos perante terceiros,
necessita ser registrado no Cartório de
Registro de Imóveis do domicílio do
casal.
Mutabilidade
Cuidado
Outorga conjugal
Art. 1.653, CC 
Art. 1.639, § 2º, CC 
Possibilidade de alterar o regime de
bens após a celebração do casamento,
desde que: 
Por ação judicial, movida por ambos
os cônjuges; 
Apurada a procedência das razões
invocadas; 
Ressalvados os direitos de terceiros. 
Comunhão universal,
separação convencional/total
e participação final nos
aquestos.
Regimes que necessitam de
pacto antenupcial:
Regula a vida patrimonial do casal ;
Aspectos gerais
Não havendo convenção, ou sendo ela
nula ou ineficaz, vigorará, quanto aos
bens entre os cônjuges, o regime da
comunhão parcial (art. 1640, CC).
Regime legal
Dispositivo – comunhão parcial de
bens: art. 1.658 e seguintes, CC
Bens comunicáveis: art. 1.660, CC. 
Bens incomunicáveis: arts. 1.659 e 1.661, CC. 
Obrigatório – separação obrigatória: art. 1.641, CC
Tratando-se de pessoa com mais de 70 anos,
o STF fixou entendimento de que é facultativa
a separação obrigatória de bens, desde que
seja lavrado pacto antinupcial - ARE 1309642 
Princípio da liberdade dos pactos:
permite que o casal defina o regime de
bens que atendem às suas necessidades; 
Cuidado
Art. 1.647, CC 
Exigência da manifestação de consentimento entre os
cônjuges quando um deles praticar ato que afete o
patrimônio do casal.
Dispensa da outorga somente se o regime for o de
separação convencional de bens.
Art. 1.656. No pacto antenupcial, que adotar o regime de
participação final nos aquestos, poder-se-á convencionar a
livre disposição dos bens imóveis, desde que particulares.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
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Regime
de bens
Regime da separação
convencional (ou
absoluta) de bens
Regime de comunhão
universal de bens
É a comunhão de todos os bens dos cônjuges, presentes e
futuros, bem como de suas dívidas.
É a metade ideal do patrimônio comum para cada cônjuge.
Bens incomunicáveis - art. 1.668 do CC: tais bens
não serão partilháveis por ocasião do divórcio ou
dissolução de união estável. 
Cada consorte conserva o domínio, a posse e a
administração de seus bens presentes e futuros.
Existem dois patrimônios bem separados: o do marido
e o da mulher, sem qualquer comunicabilidade. 
Regime da participação
final nos aquestos
Art. 1.667 e seguintes do CC 
Atenção!
Há entendimento, por parte do STJ, quanto a
instrumentos de profissão, verbas trabalhistas eFGTS recebidos durante o matrimônio, que são
comuns.
Art. 1.672 e seguintes do CC
Cada cônjuge conserva como de seu
domínio os haveres que trouxe para o
casamento, e os conseguidos ao longo
de sua duração, administrando-os e
aproveitando os seus frutos, como se
fosse uma separação total.
Na dissolução do vínculo conjugal,
procede-se à divisão do acervo
adquirido a título oneroso, como se
fosse uma comunhão parcial.
Atenção!
A divisão dos bens, ao final, é feita
somente daqueles adquiridos de forma
onerosa, e nos quais tenha havido a
participação. 
Não é meação, é participação no patrimônio. 
Pode ser estabelecida no pacto
antenupcial a livre disposição dos bens
imóveis, sem necessidade de anuência
do outro cônjuge para alienar ou gravar -
art. 1.656 do CC.
Qualquer um dos cônjuges pode alienar ou
gravar seus bens sem anuência do outro -
art. 1.647. 
Ativo e passivo são separados, de maneira
que nenhuma dívida se comunica, seja ela
anterior, seja ela posterior ao matrimônio. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com
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Relação entre duas pessoas (independentemente
do sexo), cuja convivência seja pública, contínua
e duradoura;
Objetivo imediato de constituição de família.
Extinção
Art. 1.723, CC e art. 226, p. 3º, CF
Companheiros podem fazer a declaração de união estável
e escolher o regime que melhor se encaixa na situação. 
Aplicam-se à união estável os mesmos impedimentos
legais para o casamento (art. 1.723, § 1º, CC).
União estável
Elementos essenciais
Impedimentos à união estável
O fato de um dos conviventes estar casado, mas
separado de fato ou judicialmente, não obsta a
configuração da união estável.
Regime de bens
Se não fizer, aplica-se o regime de comunhão
parcial (art. 1.725, CC);
Cuidar:
Atenção:
O provimento 149 do CNJ permite alteração do
regime de bens e conversão da união estável
em casamento diretamente no Cartório de
Registro Civil.
Coabitação não é um elemento essencial
(Súmula 382 STF).
Cuidar:
Quando houver mais de uma união estável, ou
duas famílias paralelas, considerando a
comprovação do início de cada relação, somente
a primeira configurará união estável.
Se um dos conviventes tiver mais de 70 anos,
aplica-se o regime da separação obrigatória de
bens (súmula 655 do STJ).
Cuidado!
Direito de Família
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
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Divórcio
É meio voluntário e viabiliza que as partes possam
contrair novos vínculos, com outras pessoas;
Partilha de bens no divórcio: decorre do divórcio
judicial, mas não é pré-requisito para sua
concessão, pois pode haver divórcio sem a prévia
partilha de bens (art. 1.581, do CC e Súmula n° 197
do STJ.
Atenção!
EC 66/2010: não há mais a exigência de
prazos de separação prévia para a
realização do divórcio (art. 226, § 6°, da
CF), mas as disposições seguem vigentes
nos arts. 693 e 733, do CPC.
Dissolução do Casamento
Divórcio realizado no exterior
Se litigioso, deverá passar pela homologação
da sentença estrangeira pelo STJ;
Se consensual, poderá ser reconhecido no
Brasil sem que seja necessário proceder à
homologação.
Apenas para divórcios consensuais simples,
pois havendo definição de guarda, partilha de
bens e demais cláusulas, é necessária a
homologação do STJ. 
Atenção!
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.com
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm
Responsabilização conjunta e o exercício de
direitos e deveres do pai e da mãe que não
vivam sob o mesmo teto.
Somente não será fixada a guarda compartilhada
quando:
Compartilhada
É a REGRA no ordenamento jurídico brasileiro,
sendo fixada até mesmo quando há litígio entre
genitores.
Se o juiz verificar que o filho não deve
permanecer sob a guarda do pai ou da mãe,
deferirá a guarda a pessoa que revele
compatibilidade com a natureza da medida.
Cuidar!
b) Quando o magistrado entender melhor pela
fixação de outra espécie de guarda;
a) Um dos genitores declarar que não deseja a
guarda;
c) Quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade de risco de violência doméstica ou
familiar.
Um dos genitores detém a guarda física da
criança/adolescente e o outro, o direito de
visitas.
Art. 1.583 e seguintes, CC
a) Quando um dos genitores manifestar que
não tem interesse em deter a guarda do filho
(art. 1.584, § 2º, do CC);
Unilateral
Modalidade deferida nos seguintes casos:
c) Quando houver consenso entre os pais.
Guarda
b) Quando um deles não tiver condições de exercer a guarda;
Direito de Família
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
Filiação
Filiação
Serve para casos em que o genitor não possa
registrar, por já estar morto ou ausente do local
de domicílio, por exemplo;
Reconhecimento dos filhos
O reconhecimento é o ato que declara a filiação,
estabelecendo, juridicamente o parentesco entre pai,
mãe e filho;
Presunção legal de filiação: art. 1.597 do CC;
Essa presunção não é absoluta, sendo ilidida
por meio de prova em contrário;
A ação que contesta a paternidade é a
negatória de paternidade, proposta pelo pai, a
qualquer tempo - art. 1.601 do CC;
Prova da filiação: a prova da filiação é feita pela
certidão de nascimento registrada no Registro
Civil - art. 1.603 e seguintes do CC. 
O reconhecimento de estado de filiação é direito
personalíssimo, indisponível, imprescritível e
irrevogável;
 O reconhecimento de filho pode ser:
1) Reconhecimento voluntário: feito no registro do nascimento, com o
comparecimento dos genitores; por escritura pública ou escrito particular,
arquivado em cartório; por testamento; por manifestação direta e expressa
perante o juiz - art. 1.609, CC e Lei n° 8.560/1992. Aqui, se o filho for maior de
idade, é necessário seu consentimento - art. 1.614, CC.
2) Reconhecimento oficioso: quando apenas a mãe comparecer ao Cartório
de Registro Civil e indicar o nome do pai, o registrador deverá remeter ao juiz
a certidão do registro e o nome do pai indicado, devidamente qualificado,
para que oficiosamente se verifique a procedência da imputação da
paternidade - Lei n° 8.560/1992, art. 2°.
3) Reconhecimento judicial: resulta de sentença proferida em ação de
investigação de paternidade, intentada pelo filho. 
Exame de DNA: o exame de DNA é a
prova mais contundente quanto à
filiação. Súmula 301 do STJ.
Atenção!
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Alimentos
Aspectos gerais
Obrigações de prestar alimentos: dever familiar de
sustento (poder familiar) ≠ obrigação alimentar
(fixada judicialmente). 
Alimentos gravídicos
São as prestações mensais pagas entre parentes e
ex-cônjuges/companheiros ao alimentando.
Características da obrigação alimentar: 
1) Personalíssima; 
2) Irrenunciável; 
3) Imprescritível; 
4) Irrestituível;Princípios
Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD (Lei nº 13.709/2018);
Versa sobre o tratamento dos dados pessoais, fornecidos
ou coletados por meio de cadastro, seja por pessoas físicas,
jurídicas ou pelo Poder Público.
Atenção:
Entende-se por dados pessoais – o nome, endereço,
redes sociais, etc., consoante previsão do art. 5º, I da
LGPD – pois oferecem uma informação e, quando
reunidos, podem levar à identificação de uma pessoa.
Art. 3º da LGPD
A LGPD é aplicada aos dados, independentemente
de sua localização, desde que: 
A operação de tratamento seja realizada no
território nacional; 
A atividade de tratamento tenha por objetivo
a oferta ou o fornecimento de bens ou
serviços ou o tratamento de dados de
indivíduos localizados no território nacional;
ou 
Os dados pessoais, objeto do tratamento,
tenham sido coletados no território nacional.
A LGPD não é aplicável nas
hipóteses previstas do seu art. 4º.
São chamados de “sensíveis”, aqueles dados pessoais
que se referem à origem racial ou étnica, convicção
religiosa, opinião política, filiação a sindicato, etc.; 
Art. 6º da LGPD
Atenção:
Esse tipo de dado pessoal detalha a vida privada da
pessoa humana e pode lhe causar graves prejuízos, por
isso, terão uma proteção maior por parte da LGPD.
2. A disponibilização de forma clara,
adequada e ostensiva acerca de algumas
regulamentações, quais sejam: a finalidade
específica do tratamento; a forma e duração
do tratamento, observados os segredos
comercial e industrial; a identificação do
controlador; as informações de contato do
controlador; as informações acerca do uso
compartilhado de dados pelo controlador e a
finalidade; as responsabilidades dos agentes
que realizarão o tratamento; e os direitos do
titular, com menção explícita aos direitos
contidos no art. 18 desta Lei.
LGPD no Direito de
Personalidade
As atividades de tratamento de dados pessoais
deverão observar a boa-fé e os seguintes
princípios: I) finalidade; II) adequação; III)
necessidade; IV) livre acesso; V) qualidade; VI)
transparência; VII) segurança VIII) prevenção;
IX) não discriminação e X) responsabilização e
prestação de contas.
Importante:
Para a efetivação do princípio do livre acesso,
é direito do titular de dados (art. 9º da LGPD):
1. O acesso facilitado às informações sobre o
tratamento de seus dados;
Esse tipo de dado só poderá ser tratado
nas hipóteses previstas no art. 11 da LGPD.
Importante:
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Pessoa jurídica de direito público X
pessoa jurídica de direito privado
Criação
Desconsideração da
personalidade jurídica Incidente de desconsideração da
personalidade jurídica
As pessoas jurídicas de direito público estão descritas no art. 41
do Código Civil e se dividem em: 
Pessoas jurídicas de direito público interno: União, Estados,
DF e Municípios; Autarquias, Associações Públicas e demais
entidades de caráter público definidas por Lei. 
Pessoas jurídicas de direito público externo ou
internacional: organismos internacionais (ONU, OEA) e os
estados estrangeiros. 
As pessoas jurídicas de direito privado estão descritas no art. 44
do Código Civil e as que serão estudadas, enquanto direito civil,
serão as Associações e Fundações.
A criação da pessoa jurídica ocorre através de
um estatuto social ou de um contrato social. 
O simples fato de um grupo de pessoas naturais criar uma pessoa
jurídica não dá à essa pessoa jurídica a personalidade jurídica. 
Ou seja, a criação bem como os atos constitutivos de criação, devem
passar por um processo de registro no Cartório de Registro Civil das
Pessoas Jurídicas ou na Junta Comercial para se obter a personalidade
jurídica própria (art. 45 do CC). 
Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de
finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da
parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo,
desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de
obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou
de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo
abuso (art. 50 do CC). 
§1º e 2º conceituam o abuso da
personalidade jurídica, configurado
pelo desvio de finalidade ou pela
confusão patrimonial. 
Atenção:
Serve para desconsiderar a personalidade jurídica. Pode ser
utilizado em qualquer momento processual, tanto em
processo de execução ou em fase inicial.
Se for deferido pelo juiz, determinará que, por obrigação da
pessoa jurídica, atinja-se bens do sócio ou vice-versa. 
Personalidade jurídica própria é diferente da personalidade
jurídica do seu sócio/administrador (art. 49-A). 
Pessoas Jurídicas: Criação e
Desconsideração da Personalidade
Atenção:
Art. 133 e 134 do CPC
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Fundações
Diferente das associações, as fundações possuem dupla
característica: destinação de patrimônio e finalidade específica. 
Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura
pública ou testamento, dotação especial de bens livres,
especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a
maneira de administrá-la (art. 62 do CC). 
Ou seja, o instituidor destinará a totalidade dos seus bens, se
não tiver herdeiros necessários, ou parte de seus bens, caso
possua herdeiros necessários, para a criação da fundação. 
Constituem-se as associações pela união de
pessoas que se organizem para fins não
econômicos. Não há, entre os associados, direitos
e obrigações recíprocos. 
Ou seja, as associações são aquelas pessoas
jurídicas de direito privado que são formadas com
uma determina finalidade, mas que não tem
característica a finalidade econômica. Isso quer
dizer que a associação não tem finalidade
lucrativa, ou seja, não há um dono que irá receber
esses lucros.
Todo valor recebido é reinvestido na própria
associação. 
Exemplo: associação com finalidade
educacional, cultural, histórica,
artística, entre outros. 
Associação é diferente de empresa.
Empresa visa o lucro, associação não
tem essa finalidade de trazer
dividendos/valores para o seu
proprietário, pois não tem um
proprietário, é um grupo de pessoas
que forma aquela organização. 
Associação é criada através do Estatuto
Social: requisitos art. 54 do CC. 
É livre o direito de associação. 
Art. 57 do CC – exclusão do associado se houver justa
causa. 
A associação pode ser extinta nas seguintes
hipóteses: a) deliberação dos associados pela sua5) Divisível; 
6) Não solidária.
Pressupostos de fixação: proporção entre a
necessidade de quem recebe e na possibilidade
de quem paga (art. 1.694, § 1°, CC).Havendo modificação do binômio necessidade x possibilidade, é possível a
alteração do quantum fixado a título de alimentos (art. 1.699 do CC).
A constituição de nova família por parte do alimentante, por si só, não o
exonera da obrigação alimentar. Para isso, o alimentante deve comprovar
que não existe mais a necessidade por parte do alimentando (Súmula 358
do STJ).
Sujeitos da obrigação alimentícia: a ordem de
exigência é a seguinte:
1) pai/mãe; na falta destes
2) avós; na falta destes
3) bisavós; na ausência de ascendentes
4) descendentes; na ausência destes
5) colaterais de 2° grau (irmãos). 
São alimentos fixados em benefício da mulher
gestante, contra o suposto pai, para que possa
atender às despesas especiais de pré-parto. 
Uma vez fixados, perdurarão até o nascimento
da criança, quando serão automaticamente
convertidos em alimentos para a criança - art.
6°, parágrafo único da Lei.
Majoração, minoração e
exoneração
Lei 11.804/2008
Cuidado!
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Alimentos
Ação de alimentos Esta ação é imprescritível e deve ser proposta
no local de domicílio do alimentando – art. 53,
II, do CPC/2015. 
Lei n° 5.478/1968 - rito especial para
a ação de alimentos. 
A sentença fixará os alimentos definitivos, com
base no binômio necessidade x possibilidade.
O valor da causa será 12 vezes o valor do
pedido (art. 292, III, do CPC). 
Execução da
obrigação alimentar
A prestação alimentar utiliza o
procedimento do rito da prisão ou da
constrição de bens e pode ser cobrada
judicialmente por meio de: 
a) Cumprimento de sentença –
quando houver título executivo
judicial; 
b) Execução por processo
autônomo – quando houver título
executivo extrajudicial. 
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Abertura da
sucessão
Comoriência 
Morte simultânea = quando duas ou mais pessoas
falecem ao mesmo tempo, mesmo que em lugares
distintos.
Uma não terá capacidade sucessória quanto a outra,
dada a necessidade de sobreviver ao autor da herança
para suceder.
Aspectos importantes
Princípio da Saisine: momento que haverá a
transmissão da herança, ou seja, dos bens, dívidas,
créditos e obrigações – art. 1.784. 
A sucessão é aberta com o óbito. 
Qualquer disposição sobre herança de pessoa viva é
vedada pelo ordenamento jurídico - art. 426, CC.
Real
Art. 7º, CC
Sem decretação de ausência; 
Provável morte de quem estava em perigo de vida –
ação de justificativa após fim das buscas;
Desaparecido ou prisioneiro de guerra não encontrado até dois anos
após o término da guerra – ação de justificativa após 2 anos do
término da guerra.
Morte
Presumida 
Art. 6º + art. 22, CC
Com decretação de ausência; 
Alguém que desaparece sem dar notícias;
Nesses casos, esgotadas as buscas e diligências, o
juiz definirá, por sentença, a data e horário da
morte;
3 fases: curadoria dos bens do ausente + sucessão
provisória + sucessão definitiva (nesse momento
considera-se a morte). Obs.: + de 80 anos e + de 5
anos sem notícias = sucessão definitiva.
Art. 8º, CC
Atenção!
Características
1) Transmissão da herança aos herdeiros;
2) Exato instante da morte - Princípio da Saisine;
3) Todo unitário e indivisível - arts. 1.791 e 1.792, CC;
4) Aplicação das regras do condomínio;
5) Cessão da quota hereditária por cessão de direitos
hereditários - arts. 1.793 e 1.794, CC;
6) Direito de preferência entre os co-herdeiros
(exercer no prazo de 180 dias) - art. 1.795, CC.
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Capacidade
sucessória
Capacidade
hereditáriaNão tem legitimidade
sucessória
Pessoa viva (nascida) ou já concebida no momento
da abertura da sucessão.
Legítima
A pessoa que, a rogo, escreveu o
testamento, nem o seu cônjuge ou
companheiro, ou os seus ascendentes
e irmãos;
Se alguma dessas pessoas mencionadas acima forem nomeadas, gerará
a nulidade – art. 1.802 do CC.
Atenção!
É a legitimidade para
se ser herdeiro.
Art. 1.798 do CC
Testamentária
Arts. 1.798 + 1.799 do CC
Pessoa viva (nascida) ou já concebida no
momento da abertura da sucessão;
Pessoa ainda não concebida, desde que
vivos os pais;
Pessoas jurídicas; 
Fundações (art. 63 do CC).
As testemunhas do testamento;
O concubino do testador casado, salvo
se este, sem culpa sua, estiver separado
de fato do cônjuge há mais de cinco
anos;
O tabelião, civil ou militar, ou o
comandante ou escrivão, perante quem
se fizer, assim como o que fizer ou
aprovar o testamento.
Não pode ser herdeiro ou legatário
Art. 1.801 do CC
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Aceitação e Renúncia
Aceitação
É a anuência do beneficiário em
receber a herança, confirmando a
transmissão ocorrida com a morte -
art. 1.805 do CC.
Poderá ocorrer de três formas:
A aceitação gera efeitos imediatos e
definitivos.
1) Expressa: através de algum
documento - por escrito público ou
particular;
2) Tácita: a partir de algum ato
que demonstre a intenção de
aceitar a herança; 
3) Presumida – art. 1.807 do CC –
quando algum interessado (ex.:
credor do herdeiro) em que o
herdeiro aceite a herança
requerer ao juiz.
A aceitação ainda pode ser: 
Direta: quando oriunda do
próprio herdeiro;
Indireta: quando alguém faz
pelo herdeiro, ou seja, por
terceiros – ex.: art. 1.809 do CC.
Renúncia
É quando o herdeiro não quer
receber a herança. 
A renúncia da herança deve ser
sempre expressa, por instrumento
público ou termo nos autos (art.
1.806 do CC). 
Não existe renúncia em favor de
alguém. 
Consequências:
1) Uma vez havendo a renúncia, a parte
do renunciante acresce aos herdeiros
de mesma classe (art. 1.810 do CC). 
2) Se o herdeiro renunciar, os seus
herdeiros não herdam. 
3) Inexiste direito de representação. 
4) Não pode haver aceitação ou
renúncia da herança de forma parcial
ou sob condição (art. 1.808 do CC). 
5) O herdeiro não pode renunciar à
herança prejudicando credores. 
Com a morte, abre-se a
sucessão e a transmissão opera-
se desde logo. 
Mas o herdeiro não é obrigado a
receber a herança. 
Ele possui a faculdade de
aceitá-la ou renunciá-la.
Art. 1.812 do CC: são
irrevogáveis os atos de
aceitação ou de renúncia da
herança. Uma vez manifestados,
não haverá possibilidade de
revogartal ato.
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Exclusão da Sucessão
Aspecto geral
Pode decorrer da Lei
(indignidade) ou pela vontade
do autor da herança
(deserdação).
Deserdação
Hipóteses do art. 1.814 + 1.962 + 1.963
do CC;
Só atinge os herdeiros necessários
(1.845 do CC);
Necessita de manifestação da vontade
do autor da herança, em testamento –
deve indicar a causa da deserdação; 
A exclusão depende da Ação de
Deserdação;
Prazo – 4 anos – abertura do
testamento; 
Não comporta perdão, pois o ato
correspondente é praticado em
testamento (ato de última vontade). 
Pode, contudo, novo testamento
revogar o anterior.
Observação
Indignidade
Hipóteses do art. 1.814 do CC - atentado
contra a vida, honra ou liberdade; 
Independe de manifestação;
Serve para qualquer dos herdeiros:
legítimo ou testamentário;
Essa exclusão depende de uma sentença
cível - por meio de uma Ação de
Indignidade – art. 1.815 do CC.
Art. 1.815-A: sentença penal.
Atenção!
Efeitos: são pessoais – art. 1.816 do CC;
Prazo – 4 anos – abertura da sucessão; 
Admite reabilitação, mediante perdão do ofendido; 
Nem sempre os fatos são anteriores à morte do
autor da herança.
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Herança Jacente e Vacante;
Petição de Herança 
Herança jacente
Petição de herança
É a ação pela qual o cônjuge, companheiro ou
herdeiros, poderão reclamar o seu direito, uma
vez declarada, por sentença, a vacância – art. 743,
§2º, do CPC.
Se o autor da herança não tiver
deixado herdeiros, o patrimônio não
ficará ‘solto’. Nesse caso, diz-se ser a
herança jacente – art. 1.819 do CC.
Herança vacante
Não havendo herdeiro habilitado, após 1
(um) ano da publicação do edital, a herança
será declarada vacante – art. 743 do CPC.
Deve-se observar que, por força da Súmula n° 149
do STF, a ação de investigação de paternidade
(que visa o reconhecimento da filiação) é
imprescritível, mas que a petição de herança não
o é e, neste caso, já que a lei não prevê prazo
menor, prescreve no prazo do art. 205 do CC, ou
seja, dez anos. 
Pode ocorrer, por qualquer razão, que algum
herdeiro não seja relacionado no inventário e na
partilha. Assim, sua condição jurídica de herdeiro
não é reconhecida. Nesse caso, para que ele possa
ter seu direito reconhecido e, então, receber
parcela que lhe cabia na universalidade, deverá
ingressar com uma ação judicial. Esse também é o
caso da petição de herança (art. 1.824 do CC).
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Herdeiros Necessários
e Liberdade de Dispor
Liberdade de dispor Regra geral
A sucessão pode se dar por lei (sucessão legítima,
que obedece à ordem da vocação hereditária - art.
1.829, CC) ou por disposição de última vontade
(sucessão testamentária).
Havendo herdeiros necessários,
a liberdade de dispor é restrita
a metade da herança. 
Para excluir os colaterais da sucessão,
basta que o autor da herança
disponha, por testamento, sem os
contemplar - art. 1.850, CC.
Os herdeiros legítimos são aqueles chamados de
‘necessários’, quais sejam: os descendentes,
ascendentes e cônjuge, nos termos do art. 1.845 do CC.
Logo, o herdeiro poderá ser legítimo ou
testamentário.
Herdeiros necessários
Legítima: havendo herdeiros necessários, o autor da
herança, por testamento, somente pode dispor da
metade da herança, pois a outra metade compreende a
reserva de legítima (arts. 1.789 e 1.846, CC).
O cálculo da legítima é feito a partir do ativo da
herança, ou seja, sobre a herança líquida, descontadas
as dívidas e despesas de funeral.
Havendo apenas herdeiros
colaterais ou também chamados
de facultativos, a liberdade de
dispor será plena.
Atenção!
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Sucessão dos descendentes,
em concorrência com o
cônjuge ou companheiro
sobrevivente
Art. 1.829, I, CC 
Falecendo alguém na condição de
solteiro, primeiro chama-se a
sucessão os seus descendentes. 
Regime da comunhão universal de bens: sobrevivente
não herda;
Regime de separação obrigatória de bens: sobrevivente
não herda. Atenção: Súmula nº 377 do STF;
Comunhão parcial de bens, quando o falecido não tem
bens particulares: sobrevivente não herda; 
Comunhão parcial de bens, quando o falecido tem bens
particulares: sobrevivente herda;
Separação convencional de bens: sobrevivente herda;
Regime de participação final nos aquestos:
sobrevivente herda. 
Sucessão dos ascendentes, em
concorrência com o cônjuge ou
companheiro sobrevivente
Art. 1.829, II, CC 
Falecendo indivíduo solteiro, na falta
de descendentes, são chamados à
sucessão os ascendentes. 
Cônjuge ou companheiro sobrevivente
como herdeiros exclusivos 
Art. 1.829, III, CC 
Falecendo, o indivíduo, sem deixar
descendentes ou ascendentes, mas
deixando o cônjuge ou o companheiro,
estes herdarão a totalidade do
patrimônio (50% dos bens comuns por
meação e, o restante, por herança).
Art. 1.829, IV, CC
Não havendo descendentes, nem ascendentes,
nem sobrevivente, os colaterais até o 4º grau
são chamados à sucessão. 
Ordem do patrimônio hereditário: 
1º) os irmãos (parentes em 2º grau); 
2º) tios e sobrinhos (parentes em 3º grau); 
3º) primos e tios avós e sobrinhos-netos
(parentes colaterais em 4º grau). 
Na sucessão colateral, há a
representação, ainda que de forma
excepcional, quando é permitido
que os filhos de irmãos representem
o pré-morto (art. 1.840, CC). 
Colaterais
Atenção
Cuidado:
Sucessão Legítima: Ordem
da Vocação Hereditária
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Sucessão Testamentária:
Espécies de Testamento
Espécies de
testamento
Aspectos importantes
Pela sucessão testamentária, o autor da herança dispõe do
seu patrimônio, obedecendo à sua vontade. Dividem-se em formas ordinárias
(pode ser livremente escolhida
pelas pessoas) e especiais
(determinadas por circunstâncias e
situações excepcionais).
O testamento é ato personalíssimo e
essencialmente revogável (art. 1.858
do CC). 
A liberdade de dispor por testamento será:
Art. 1.860: além dos incapazes, não
podem testar os que, no ato de fazê-
lo, não tiverem pleno discernimento,
podendo os maiores de 16 anos testar. 
Atenção!
1) Limitada nos casos de haver herdeiros necessários; 
2) Plena, quando houver apenas herdeiros facultativos
(art. 1.857 do CC). 
Toda pessoa capaz, pode dispor
por testamento. 
Efeitos
Inicia a partir do óbito do autor da herança; 
Eventual invalidade deve ser discutida a
partir do registro do testamento, no prazo
de cinco anos - art. 1.859, CC.
São anuláveis as disposições testamentárias
viciadas por erro, dolo ou coação,
extinguindo-se em quatro anos o direito de
anular a disposição – art. 1.909, CC.
Ordinárias
Arts. 1.881-1.885 do CC.
Especiais
1) Marítimo - arts. 1.888 a 1.892, CC; 
2) Aeronáutico - arts. 1.888 a 1.892, CC; 
3) Militar - art. 1.893, CC;
4) Nuncupativo.
1) Testamento público
Arts. 1.864-1.867 do CC;
2) Testamento cerrado 
Arts. 1.868-1.875 do CC;
3) Testamento particular
Arts. 1.876-1.880 do CC;
4) Codicilo 
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Sucessão Testamentária
Revogação
O testamento será revogado:
De forma expressa ou tácita, quando em
testamento posterior, dispuser de forma
distinta do anterior;
De forma total, em novo testamento; ou
parcial quando limita-se ao tópico atingido –
art. 1.970 do CC.
Redução de disposições
testamentárias
Art. 1.966, CC
Se o testador avançou na legítima do herdeiro
necessário de que tinha conhecimento, o
testamento reduz-se à liberalidade para o efeito
de restaurar por inteiro a quota legalmente
reservada.
Em síntese:
Autor da herança testa;
Sabendo da existência de herdeiro
necessário;
Autor da herança ultrapassa o
limite da liberdade de dispor;
Autor da herança falece;
Testamento não é cumprido =
reduz-se as disposições ao limite
da parte disponível; 
Sucessão será 50% legítima e 50%
testamentária.
Rompimento
Art. 1.973, CC
O testamento rompe-se sempre que,
ao dispor dela, o autor da herança não
sabia da existência de herdeiros
necessários, vindo a descobri-los após
a elaboração do documento (causa
superveniente). 
Em síntese:
Autor da herança testa;
Sem saber da existência de
herdeiro necessário;
Herdeiro necessário aparece
após testamento;
Autor da herança falece;
Testamento não é cumprido =
rompe-se; 
Sucessão será exclusivamente
legítima.
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Ritos de Inventário
Arts. 610-658 do CPC
Inventário judicial
pelo rito tradicional
Fase de impugnações: prazo de 15
dias - art. 627, CPC. 
Avaliação dos bens inventariados:
Fazenda Estadual – arts. 629 e 630,
CPC.
Últimas declarações: aqui, o
inventariante poderá confirmar ou
retificar as primeiras – art. 636, CPC.
Pagamento dos impostos: Secretaria
da Fazenda Estadual - art. 637, CPC.
Nomeação de inventariante (administrador dos bens
do espólio): o juiz nomeará o inventariante, conforme
ordem preferencial do art. 617 e seguintes, CPC.
Primeiras declarações: prestadas pelo inventariante,
no prazo de 20 dias, por petição firmada, por
procurador com poderes especiais - art. 620, CPC.
Citação dos interessados: Ministério Público - se
houver herdeiro incapaz; Fazenda Pública e do
testamenteiro, caso haja testamento - art. 626, CPC. 
Abertura do inventário: 2 (dois)
meses a contar do óbito - art. 611,
CPC.
Legitimidade para requerer o
inventário: arts. 615 e 616, CPC.
Foro competente: último domicílio
do falecido - art. 48, CPC.
Administrador provisório: art. 617,
CPC; art. 1.797, CC e art. 613, CPC.
As partes podem optar pela partilha
extrajudicial, realizada no Tabelionato de
Notas, desde que todos sejam capazes e
concordes.
Inventário
administrativo
Art. 610, § 1° do CPCInventário judicial pelo rito
do arrolamento comum 
Aplica-se aos casos em que o valor
dos bens do espólio for inferior a
1.000 salários-mínimos.
Inventário judicial pelo rito
do arrolamento sumário
Arts. 659 do CPC Apectos gerais
O procedimento de inventário é previsto no art. 610 e seguintes do CPC.
Inventário conjunto: excepcionalmente é possível que seja realizado o
inventário de duas pessoas ao mesmo tempo, no mesmo processo,
visando à economia processual - art. 672 do CPC.
Inventário judicial: utilizado quando há consenso das partes ou em casos
de haver testamento, litígio ou interessado incapaz. Pode ser feito pelo
rito tradicional; rito do arrolamento sumário ou, pelo rito do arrolamento
comum.
É uma forma simplificada de inventário-partilha,
quando todos os herdeiros são maiores,
capazes e a partilha é amigável. 
É desburocratizado e dispensa a lavratura de
termos de quaisquer espécies - art. 660, CPC.
Todos os atos são realizados de uma só vez e o
juiz apenas o homologa - art. 2.015, CC.
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Colação e sonegação
Sonegação
Colação
O bem é trazido à colação, quando houver
doação de ascendente para descendente,
após aberta a sucessão, objetivando igualar
as legítimas - art. 2.002, CC.
Os bens a serem colacionados terão seu
valor calculado pelo valor do tempo da
abertura da sucessão - art. 639, parágrafo
único, do CPC.
Isenção: quando, na doação, o doador tiver
deixado, de forma expressa, que aquele bem
sai de sua parte disponível, com a sua morte,
o herdeiro ficará isento da colação - art.
2.005 do CC. 
Haverá sonegação se o inventariante
omitir qualquer informação relacionada
aos herdeiros, bens e dívidas. 
Delito civil de sonegação = sujeito às
penas dos arts. 1.992 e 1.993 do CC.
Consequência: remoção do cargo de
inventariante e perda do direito sobre o
bem sonegado.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm?ref=blog.suitebras.comextinção; b) de forma administrativa; c) por sentença
do juiz que determine a extinção. 
Art. 61 do CC – em todas essas situações deve haver a
dissolução da sociedade, ou seja, deve ser analisado
o que existe de ativo e passivo de patrimônio. 
Pessoas Jurídicas: Associações e Fundações
Associações
Art. 62 e seguintes do CC
Esse instituidor poderá inclusive, determinar quem será responsável
por elaborar o Estatuto daquela fundação. Ele próprio pode
elaborar; ele pode indicar quem elabore ou, ainda, na falta do
responsável, o Ministério Público tem a função de fazer, já que
possui a função de zelar pelas fundações. 
Art. 62, parágrafo único: finalidades da fundação quando criada. 
Art. 63: quando insuficientes para constituir a fundação, os bens a
ela destinados serão, se de outro modo não dispuser o instituidor,
incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou
semelhante.
Atenção!
Atenção!
Atenção!
Art. 53 e seguintes do CC
Atenção!
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PeculiariadesAspectos gerais
Domicílio
Função: é o lugar onde serão cumpridas as
obrigações. 
O domicílio trata-se do domicílio civil das pessoas. 
Art. 70 a 78 do CC
Regra geral: o domicílio da pessoa natural é o
lugar onde ela estabelece a sua residência com
ânimo definitivo (art. 70). 
Pessoa com pluralidade de domicílios: considerar-se-á
domicílio seu qualquer deles (art. 71). 
Lugar de residência habitual em um determinado
local, mas com atividade profissional em local
diferente: cumprimento da obrigação no local onde
exerce a profissão (art. 72). 
Indivíduo que não tem residência habitual – exemplo é
o artista de circo: cumprimento da obrigação no local
onde for encontrada (art. 73). 
Mudança de domicílio: quando muda o local de
residência. Intenção manifesta de mudar-se (art. 74). 
Indivíduos que têm domicílio necessário (art.
76): 
O incapaz: será o domicílio de seus
pais ou de seus representantes
legais; 
Servidor público: local onde tiver
lotado para exercer a sua função; 
Preso: no local do cumprimento da
pena; 
Militar: onde servir ou na sede do
comando que estiver subordinado; 
Marítimo: local onde o navio estiver
matriculado. 
Agente diplomático do Brasil que for citado
no exterior: 
Foro ou domicílio de eleição: permite que
toda vez que há contrato escrito, as partes
estabeleçam o lugar de cumprimento das
obrigações provenientes daquele contrato: 
art. 78. 
Domicílio da Pessoa Jurídica: 
Sede das diretorias e administrações;
havendo filiais cada uma responde
pelas obrigações ali constituídas.
Capitais do Estado; DF; União; Sede do
Município (art. 75). 
Privado
Público
Extraterritorialidade – deve indicar no
Brasil, onde tem domicílio. 
Se não indicar, poderá ser demandado
no DF ou no último ponto do território
brasileiro no qual teve domicílio.
Regra especial: art. 77. 
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Características gerais
O direito à moradia é um direito fundamental
social, garantido constitucionalmente, através do
art. 6°, CF. 
Bem de família legal
Sumulas importantes com
relação ao bem de família
Bem de família voluntário
Bem de Família
A instituição de bem de família visa afetar bens para
o destino especial de abrigar a família, protegendo-
os da penhora. Pode ser de duas espécies. 
Quando há um único imóvel registrado
no nome. É a lei que protege. 
Lei n° 8.009/1990 institui o bem de
família legal: impede a penhora do único
bem imóvel de natureza residencial,
urbano ou rural = impenhorabilidade
independentemente da vontade = regra. 
Este imóvel não responderá por
qualquer tipo de dívida: civil, comercial,
fiscal, previdenciária ou qualquer
natureza – art. 1° da Lei n° 8.009/1990,
pode ser oposta a impenhorabilidade
em qualquer tempo ou grau de
jurisdição. 
 Exceções: art. 3º da Lei n° 8.009/1990
= permitem a penhora do único imóvel. 
Atenção:
Não cabe contra débito
alimentar. 
Instituído/escolhido pelo proprietário ou entidade familiar (art.
1.711, CC). 
Impenhorável por dívidas posteriores (art. 1.715, CC).
Deve ser registrado no CRI (art. 1.714, CC). 
Prédio urbano ou rural. 
Limites: 1/3 do patrimônio líquido do instituidor (ao tempo da
instituição). 
Duração – a isenção dura enquanto viverem os cônjuges ou
companheiros ou enquanto os filhos forem menores de idade (art.
1.716, CC). 
Súmula nº 449 do STJ: “A vaga de garagem que possui matrícula
própria no registro de imóveis não constitui bem de família para
efeito de penhora”. 
Súmula nº 486 do STJ: “É impenhorável o único imóvel
residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a
renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a
moradia da sua família”. 
Súmula nº 364 do STJ: “O conceito de impenhorabilidade de
bem de família abrange também o imóvel pertencente a pessoas
solteiras, separadas e viúvas”. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8009.htm
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São aqueles que não dependem
da existência de outro para que
possa existir. Podem ser: Bens Jurídicos
Definição
Classificação do
Código Civil
 Bens considerados em si mesmos; 
 Bens reciprocamente considerados; 
Art. 79 e ss do CC
Bem é tudo aquilo que possa corresponder às solicitações de
nossos desejos, podendo ser tanto os objetos corpóreos e
materiais (coisas), quanto os ideais e imateriais. 
 Bens públicos; 
 Bens privados. 
Bens considerados em si
mesmos
Art. 79 a 81 do CC
Bens imóveis
Não podem ser transportados de um lugar para
outro, sem que sua substância se altere. 
Natureza -> solo (só ele). 
Acessão (o que se gruda ao bem imóvel por
natureza) -> pode ser natural (árvore) ou artificial
(prédio). 
Bens móveis
Art. 82 a 84 do CC
Por natureza -> semoventes, ou seja, que se
movem sozinhos. 
Propriamente ditos -> carro, celular, mesa
(movimenta com auxílio externo). 
Bens consumíveis e inconsumíveis
Art. 86 do CC
Consumíveis: o uso importa na destruição
(alimentos) ou estão a venda (livro da
livraria). 
Inconsumíveis: suportam o uso continuado
(carro, roupa). 
Bens fungíveis e infungíveis
Art. 85 do CC
Fungível: é o que admite a substituição. Ex:
soja, arroz, milho. 
Infungível: não admitea substituição. Ex:
quadro do pintor famoso. 
Bens singulares e coletivos
Art. 89 e 91 do CC
Singulares: considerados em sua
individualidade, representadas por
uma unidade (cavalo, livro, árvore). 
Coletivos: compostos de várias coisas
singulares (biblioteca, floresta). 
Bens divisíveis e indivisíveis
Art. 87 e 88 do CC
Divisíveis: podem ser fracionados, sem
alterar a substância (grãos, dinheiro). 
Indivisíveis: não podem ser fracionados
(cavalo). 
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Bens Jurídicos
Principal: é o que possui autonomia, existe
por si próprio. 
Bens reciprocamente considerados
Art. 92 do CC
Acessório: depende do principal para existir. 
Acessório
Principal
Bens públicos e particulares
Públicos: pertencentes às pessoas de direito público
interno – art. 98 do CC. Particulares: o que não é público;
particular – iniciativa privada. 
 não estão sujeitos à usucapião. Atenção:
Bens de uso comum do povo: praças, ruas, etc. – art. 103. Pode se
pagar pelo uso. 
Bens de uso especial: prestação/execução de serviços públicos. 
Bens dominicais: patrimônio das pessoas jurídicas de direito
público, como objeto de direito pessoal ou real de cada entidade. 
São aqueles bens cuja existência dependem
da existência de outra.
Ex: pertenças (art 93 do CC) e as benfeitorias (art. 96
e 97). 
As benfeitorias podem ser divididas em necessárias
(evitar estragos – ex.: reparo no telhado); úteis
(melhora o uso – ex.: criar uma garagem na casa) e
voluptuárias (mero deleite, recreação – ex.: piscina). 
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Fatos Jurídicos
Fato é todo e qualquer acontecimento. Esse fato passa a ser jurídico quando esse
acontecimento trouxer efeitos aquisitivos, conservativos,
modificativos ou extintivos de direitos. 
Conceito
Classificação
Ordinário = o transcurso do
tempo; 
Lícito = pode ser dividido em dois tipos: 
Em sentido estrito: ação humana, manifestação de vontade,
mas ela não tem a possibilidade de escolher os efeitos que
serão produzidos a partir daquela conduta humana, pois os
efeitos a própria legislação prevê, como por exemplo, o
reconhecimento de filiação. 
Em negócio jurídico: tem manifestação humana de vontade e
essa pode escolher os efeitos, se serão imediatos, se estarão
subordinados à um elemento futuro e incerto, etc). 
Ilícito = gera o ato ilícito e, todo aquele que por ação ou omissão,
causar dano a outrem, pratica ato ilícito e terá o dever de indenizar. 
Está no meio, ou seja, entre o fato
jurídico e o ato jurídico. 
Ato jurídico
Fato jurídico em sentido estrito Ato-fato jurídico
Todo e qualquer acontecimento
proveniente da natureza. Pode ser
lícito ou ilícito.
Extraordinário = um temporal
que cause dano ao telhado de
uma residência – temporal é fato
gerador para a garantia do
seguro. 
Aqui, há uma ação humana (ato)
sem manifestação de vontade.
Difere do fato jurídico, pois aqui há ação
humana. Pode ser lícito ou ilícito.
Ex: união estável. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
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3) Eficácia
Elemento acidental que consiste
em um evento futuro e incerto
(art. 121 do CC). 
Elemento acidental caracterizado
pela ocorrência de acontecimento
futuro, porém certo. O termo
pode ser inicial ou final (data da
produção de efeitos). 
Determinação acessória ao negócio
jurídico principal, que impõe um
dever ou ônus ao beneficiário.
O encargo não suspende a
aquisição ou o exercício do
direito, salvo se o encargo
for condição suspensiva
(art. 136 do CC).
Partes/agentes, vontade,
objeto e forma. 
Partes/agentes capazes, vontade livre e
não viciada, objeto lícito, possível,
determinado ou determinável e forma
prescrita ou não defesa em lei.
1) Existência
Condição
Termo Modo ou encargo
A condição pode determinar o
início da produção de efeitos do
negócio (art. 125 do CC) ou o
término (art. 127 do CC).
Negócio Jurídico:
Aspectos Gerais
O negócio jurídico deve
ser analisado sob três
planos 
2) Validade
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Coação
São 7 os defeitos jurídicos: erro, dolo, coação, estado de
perigo, lesão, fraude contra credores e simulação. 
Anulação da fraude contra credores se dá através da Ação
Pauliana. 
Aspectos gerais
Geram anulação do negócio: erro, dolo, coação, estado
de perigo e lesão. 
Importante!
O prazo para buscar a anulação do negócio jurídico eivado de erro, dolo,
coação, lesão, estado de perigo e fraude contra credores é de quatros
anos, a contar da celebração do negócio, nos termos do art. 178, do CC. 
Geram nulidade do negócio jurídico: único
defeito que gera a nulidade é a simulação. 
 
Erro
É o engano. Ocorre quando eu me
equivoco sozinho. 
Art. 138 e seg. do CC
Significa dizer que o agente atua de
modo que não seria sua vontade, se
conhecesse a verdade. Art. 145 e seg. do CC
Dolo
É diferente do erro. Aqui a pessoa é enganada. Alguém, se
utilizando de um artifício malicioso e induz a pessoa a celebrar
um negócio jurídico, cuja pessoa não realizaria, se soubesse a
realidade dos fatos. 
 Pode ser provocado pela parte com quem se celebra o negócio ou por
terceiro (com anuência daquele que se beneficia com o negócio). Pode
ocorrer por ação ou por omissão e, ainda, pode ser recíproco ou bilateral,
que ocorre quando ambas as partes agem dolosamente. 
Art. 151 e seg. do CC
Pressão física ou moral exercida sobre o negociante,
obrigando-o a assumir uma obrigação que não quer,
fundada em temor de dano iminente e considerável ao
paciente, seus familiares ou seus bens. 
Atenção!
 Art. 152 do CC. 
Não se considera coação: art. 153 do CC. 
Negócio Jurídico:
Defeitos
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Estado de perigo
Art. 156 do CC
Ocorre quando alguém, premido da necessidade de
salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano
conhecido pela outra parte, assume obrigação
excessivamente onerosa. 
Para que esteja presente o defeito, a outra parte
deve ter conhecimento da situação de risco que
atinge o primeiro (elemento subjetivo). 
Art. 157 do CC
Lesão
Aqui, a necessidade é de qualquer coisa, diferente do estado de
perigo, onde há necessidade de salvar a mim mesmo ou o outro como
no estado de perigo. 
Prejuízo resultante da desproporção entre as prestações de um
contrato celebrado em razão da premente necessidade (necessitar ou
precisar de algo) ou inexperiênciade uma das partes. Não haverá
anulação do negócio se as partes fizerem acerto e houver um aumento
da prestação ou diminuição do preço, conforme o caso de
onerosidade excessiva. 
Fraude contra credores
Simulação
Art. 158 a 165 do CC
Configura-se na atuação maliciosa e fraudulenta do devedor, já
insolvente ou na iminência de tornar-se insolvente, que, de forma
gratuita (art. 158) ou onerosa (art. 159), dispõe do seu patrimônio e
prejudica os credores quirografários. 
A ação que visa a anulação deste negócio é a Ação Pauliana ou
Revocatória, podendo ser proposta contra o devedor e aquele que,
com ele, celebra a estipulação fraudulenta ou terceiros. 
Art. 167 do CC
É o único vício do negócio jurídico que gera a nulidade
do negócio. 
Configura-se por uma declaração enganosa que visa
produzir efeito diverso daquele indicado. Há um
desacordo entre a vontade declarada e a vontade real, e
as duas partes negociantes estão mancomunadas e
objetivam iludir a terceiros. 
Negócio Jurídico:
Defeitos
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Negócio Jurídico:
Invalidade
A invalidade pode ser absoluta (nulidade) ou relativa
(anulação). 
Ambas se aplicam tanto para o negócio jurídico quanto a
qualquer ato jurídico em sentido estrito – art. 185 do CC. 
Invalidade absoluta
= nulidade
É a forma de invalidade absoluta, que 
não tem prazo para ser pleiteada. 
Hipóteses: 
Não convalesce pelo decurso do tempo (art. 169, CC). Pode ser buscada a
invalidade a qualquer tempo. 
Arts. 166 e 167, CC – negócio celebrado por absolutamente incapaz; objeto
ilícito, impossível ou indeterminável; motivo ilícito; não revestido da forma
prescrita em lei; se não for observada solenidade essencial; objetivo de fraudar
lei imperativa; se a lei o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática; negócio
simulado. 
Não pode ser confirmado pelas partes (art. 169, CC). 
Invalidade relativa =
anulação/anulabilidade
É a forma de invalidade relativa, 
tendo prazo para ser pleiteada. 
Art. 171, CC: negócio celebrado por
relativamente incapaz, sem a devida
assistência; vício do negócio jurídico: erro,
dolo, coação, lesão, estado de perigo ou fraude
a credores; outros casos especificados pela lei
como de anulabilidade. Ex.: arts. 1.647 e 1.649,
CC; art. 496, CC. 
Convalesce pelo decurso do tempo: prazo de
quatro anos para propor ação de anulação. 
Art. 178, CC: Quando a lei não fizer
previsão de prazo para anulação, será
ele de dois anos (art. 179, CC). 
Pode ser confirmado pelas partes (arts. 172-174,
CC). 
Atenção!
 Hipóteses: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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O transcurso do tempo gera efeitos
aquisitivos ou extintivos de direitos. Quando
se fala em prescrição e decadência, refere-se
ao transcurso do tempo que gera a perda de
direitos em razão da inércia do titular. 
Prescrição e Decadência
Características
Prescrição
Existe um direito; 
Este direito é violado; 
Nasce para o titular uma pretensão
de cobrança;
Deve ser exercida nos prazos dos
arts. 205 e 206 do CC. 
Decadência
Há a prática de um ato/negócio pela parte ou por
terceiro; 
Em razão desse ato/negócio nasce um direito; 
Deve ser exercido no prazo estabelecido; 
Geralmente o dispositivo que prevê o direito, já
traz o prazo. Se não trouxer, é de 2 anos,
conforme art. 179 do CC. 
Decadência
É a perda do direito potestativo pela inércia de seu
titular no período determinado pela lei. Na
decadência, o prazo começa a correr no momento
em que o direito nasce e os prazos decadenciais
estão previstos na disposição que prevê o direito a
ser exercido (art. 207 e seguintes, CC). 
A decadência pode ser legal ou convencional. No
caso da decadência convencional, estabelece o
art. 211 do CC que a parte a quem aproveita pode
alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz
não pode suprir a alegação. 
1 ano: para revogação da doação por
ingratidão ou diante da inexecução do
encargo. 
1 ano e 1 dia: para desfazer janela, sacada,
terraço ou goteira sobre o seu prédio, em
face do vizinho. Prazo conta-se da conclusão
da obra (art. 1.302 do CC). 
3 anos: anulação de casamento celebrado
com erro essencial quanto à pessoa do outro,
contados da data da celebração. 
4 anos: para anular negócio jurídico
celebrado com vício do consentimento. 
5 anos: para impugnar a validade de
testamento, contados da data do seu registro. 
Arts. 207 e ss do CC
Os prazos decadenciais estão previstos em
locais esparsos na legislação. 
Exemplos:
30 dias: para o comprador propor ação em
que pretenda rescindir o contrato e reaver o
preço pago pela coisa móvel (art. 445 do CC). 
60 dias: para o exercício do direito de
preferência, caso inexista prazo estipulado,
na coisa imóvel, contados da data em que o
comprador tiver notificado o vendedor (art.
516 do CC). 
180 dias: para o exercício do direito de
preferência do condômino a quem não tenha
sido dado tal direito e o imóvel tenha sido
vendido a terceiro (art. 504, CC). 
O juiz deve, de ofício, reconhecer a decadência,
quando for legal (art. 210 do CC). 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8906.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Prescrição e Decadência
Prescrição
É a perda da pretensão de reparação do direito violado
(reparação do dano, cobrança da dívida, ressarcimento
de despesas etc.), em razão da inércia do titular,
dentro do prazo previsto pela lei (arts. 205 e 206, CC). 
O prazo prescricional inicia no momento em que há a
violação do direito. 
Pode haver renúncia da prescrição somente após a
ocorrência/consumação (art. 191, CC). 
Arts. 205 e 206 do CC
Os prazos prescricionais podem ser
Quando não houver prazo especial,
o prazo prescricional é de dez anos,
tanto para ações reais quanto para
pessoais (art. 205 do CC). 
Especiais: 
Prazos prescricionais (art. 192, CC) não podem ser
alterados pelas partes. 
A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de
jurisdição (art. 193, CC). 
O juiz pode, de ofício, reconhecer a prescrição. 
Cabe ação contra os representantes que deram causa
à prescrição (art. 195, CC). 
A prescrição iniciada contrauma pessoa continua a
correr contra o sucessor (art. 196, CC). 
Causas que impedem ou suspendem a prescrição: 
Art. 202 do CC. 
Art. 197 do CC. Art. 201 do CC.
Causas que interrompem a prescrição:
Observação: a interrupção
só pode ocorrer uma vez. 
São prazos mais exíguos, previstos
especificamente no art. 206 do CC,
e podem ser de um, dois, três,
quatro ou cinco anos. 
Ordinários:
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Obrigação de dar
coisa certa 
Arts. 233-242, CC 
Tanto na obrigação de entregar
como na de restituir, o devedor se
compromete a ENTREGAR ou
RESTITUIR algo específico, que pode
ser tanto bem móvel quanto imóvel. 
Obrigação de dar
coisa incerta
Arts. 243-246, CC 
O objeto da obrigação não é
algo específico, mas precisa ser,
ao menos, indicado por gênero
e quantidade. Ou seja, deve ser
ao menos determinável. O gênero nunca perece (art. 246 do CC).
Antes da escolha, a obrigação continuava
sendo INCERTA, e se houver o
perecimento/deterioração, não poderá o
devedor alegá-lo em defesa, ainda que
tais fatos tenham ocorrido por caso
fortuito ou força maior. 
Obrigação de fazer (arts. 247-249,
CC); 
Obrigação de não fazer (arts. 250-
251, CC);
Obrigações alternativas (art. 253,
CC);
Obrigação divisível (art. 257, CC);
Obrigação indivisível (art. 258, CC). 
Atenção
Importante!
Modalidades de
Obrigações
Entregar Restituir
Perecimento (perda total):
Deterioração (perda parcial):
Perecimento (perda total):
Deterioração (perda parcial)
Com culpa: art. 234, 2ª parte
do CC;
Sem culpa: art. 234, 1ª parte
do CC.
Com culpa: art. 236 do CC;
Sem culpa: art. 235 do CC.
Com culpa: art. 239 do CC;
Sem culpa: art. 238 do CC.
Com culpa: art. 240 do CC;
Sem culpa: art. 240 do CC.
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Regra principal
Cada CREDOR pode exigir de cada DEVEDOR o
cumprimento da obrigação por inteiro. 
Cada DEVEDOR pode pagar a qualquer um de
seus CREDORES a dívida toda. 
A solidariedade não se presume, resulta da
lei ou da vontade das partes. 
Solidariedade ativa
Solidariedade passiva
Arts. 267-274, CC 
Credor pode exigir a prestação por inteiro:
art. 267, CC;
Falecimento de um dos credores solidários:
art. 270, CC; 
Manutenção da solidariedade: art. 271, CC;
Arts. 275-285, CC
Cobrança da integralidade da dívida: havendo mais de um devedor, o credor
poderá exigir de qualquer um o pagamento da dívida toda;
Morte de um dos devedores solidários: art. 276, CC;
Remissão e pagamento parcial: art. 277, CC;
Impossibilidade de prestação: art. 279, CC;
Renúncia: o credor pode renunciar a solidariedade somente para um devedor
ou total (em favor de todos os devedores), conforme art. 282, CC. 
Renúncia à solidariedade (devedor
ainda fica devendo a sua quota-parte) 
Perdão da dívida (é a remissão, ou
seja, devedor não deve mais nada)
Obrigações Solidárias
Importante
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Requisitos do
pagamento
Qual o objeto do pagamento
Adimplemento e Extinção
das Obrigações
Aqui se usa as palavras solvens (quem
paga) e accipiens (quem recebe) e não
exatamente credor e devedor. 
Terceiro não interessado (amigo, por
exemplo): ao pagar, não se sub-roga, mas
tem direito de regresso contra o devedor, se
fizer o pagamento em seu nome. Se fizer em
nome do devedor, será como uma doação e
então não terá direito à reembolso. 
Lugar do pagamento
Arts. 304-307, CC 
Cumpridas tais exigências, teremos a
extinção da obrigação através do
pagamento. Se uma delas não for
cumprida, poderá ser aplicado o ditado de
que: “quem paga mal, paga duas vezes”. 
Importante!
Quem paga
Regra: devedor. 
Atenção!!
Quem paga
Para quem se paga
Tempo do pagamento
Para quem se paga
Art. 309 e 310, CC
O pagamento será feito ao credor ou a
quem de direito represente este credor. 
Pagamento feito cientemente ao credor
incapaz como regra não terá validade,
mas se provar que o pagamento
reverteu em benefício do incapaz,
então será válido. 
Exceção: terceiro interessado que quer
pagar, exemplo: fiador. Ao pagar, sub-
roga-se nos direitos do credor primitivo. 
Art. 304 ao 333 do CC.
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Objeto do pagamento e
sua prova
Art. 313 a 326, CC
Do tempo do pagamento
Art. 331 a 333 do CC
Adimplemento e Extinção
das Obrigações
4) Contratação de pagamento em moeda estrangeira e
em ouro, quando não há autorização legislativa, é tida
como nula – artigo 318. 
5) Prova: o devedor que paga, tem direito à quitação
regular e pode reter o pagamento, se não lhe for entregue
a quitação. Quitação é a prova efetiva do pagamento e
seus requisitos se encontram noartigo 320. 
6) Presunções de pagamento: são presunções relativas,
ou seja, admitem prova em contrário: arts. 322, 323 e 324
do CC. 
1) Objeto: o devedor e credor não são obrigados a
pagar ou receber um objeto diferente do contratado,
ainda que sejam mais valiosos. 
2) Princípio do Nominalismo – art. 315: as dívidas em
dinheiro devem ser pagas em moeda corrente
nacional e pelo valor nominal. 
3) Revisão contratual por fato superveniente – art.
317: para que ocorra é necessária uma
imprevisibilidade somada a uma onerosidade
excessiva = teoria da imprevisão. 
Lugar do pagamento
Regra: o pagamento será feito no domicílio do devedor.
Domicílio do credor ou outro domicílio escolhido.
Designados dois ou mais lugares, caberá ao credor escolher qual
domicílio será efetuado o pagamento. 
Art. 327 a 330 do CC
Regra: a dívida deve ser paga na data do vencimento – art. 331. 
Exceção: se não houver data de pagamento, o cumprimento da
obrigação poderá ser exigido à vista.
Possibilidade de vencimento antecipado da dívida – art. 333. 
Ao contrato de mútuo: tem regra
própria no artigo 592 do CC. 
Atenção!
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Da consignação em
pagamento
Art. 334 a 345, CC
Depósito feito pelo devedor ou terceiro de uma
coisa devida, para que consiga se liberar da
obrigação - judicial ou em estabelecimento
bancário. 
É tratado também no Código de Processo Civil,
artigos 539 e seguintes do CPC. 
Uma vez julgada procedente a ação de
consignação, teremos a liberação do devedor,
que não será considerado inadimplente. 
Hipóteses do pagamento em consignação – art.
335 do CC.
Atenção!!
Importante!
A consignação deverá ser requerida no lugar do
pagamento – art. 337 do CC. 
 
Do pagamento com
sub-rogação
Art. 346 a 351, CC
Exemplo: 346, III do CC. É o caso do fiador
que paga a dívida do devedor, para que não
seja responsabilizado pelo pagamento. 
A sub-rogação pode ser entendida como a
substituição de uma pessoa por outra,
realizada através do pagamento. 
Importante!
Na sub-rogação não há a extinção
da dívida e sim a substituição de
uma pessoa por outra através do
pagamento. Não há o surgimento
de nova dívida. 
Há dois tipos de sub-rogação
Legal: Sub-rogação legal ou automática =
deriva da lei – Art. 346.
Observação: Na sub-rogação legal o
sub-rogado não poderá exercer os
direitos e as ações do credor, senão
até à soma que tiver desembolsado
para desobrigar o devedor. 
Convencional: Sub-rogação convencional =
deriva do contrato – Art. 347. 
Adimplemento e Extinção das
Obrigações
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm
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Da imputação em
pagamento
Imputar significa escolher, eleger, indicar. 
Quando um devedor tiver várias dívidas 
com um mesmo credor, sendo elas 
líquidas e vencidas, este mesmo devedor
poderá escolher qual delas ele quer
pagar. 
 Requisitos para a imputação: 
Mesmo credor e devedor; 
Plural de dívidas; 
Líquidas e vencidas; 
Débitos da mesma natureza. 
Regra: quem deverá escolher qual dívida será
paga, é o devedor – art. 352. 
Exceção: se o devedor nada fizer, se transfere
o direito de escolha ao credor – art. 353. 
Caso nem o devedor, nem
credor se manifestem – art. 355. 
Atenção!
Art. 352 a 355, CC
Dação em pagamento
Art. 356 a 359, CC
A dação ocorre quando o credor consente em
receber objeto diferente do contratado (ex:
substituição de dinheiro por bens móvel ou
imóvel). 
Atenção!
Art. 359: Se o credor for evicto da coisa recebida
em pagamento, restabelecer-se-á a obrigação
primitiva, ficando sem efeito a quitação dada,
ressalvados os direitos de terceiros. 
Novação
Art. 360 a 367, CC
Através da novação temos a 
extinção da obrigação anterior, com
a criação de uma nova – art. 361. 
O principal efeito é a extinção da
dívida antiga, com todos os seus
acessórios e garantias. 
Não é possível que haja novação de
obrigações nulas e extintas – art. 367.
Mas obrigação meramente anulável 
sim, pode ser objeto de novação. 
 Hipóteses de novação – art. 360. 
Adimplemento e Extinção das
Obrigações
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Art. 368 a 380, CC
Quando duas ou mais pessoas forem,
ao mesmo tempo, credoras e devedora
umas das outras, extinguindo-se a
obrigação até onde se compensarem. 
Requisitos:
Sujeitos são credores e devedores entre
eles; 
Dívidas líquidas vencidas e fungíveis; 
Se houver determinação de qualidade,
somente se compensam se for a mesma
qualidade. 
 A compensação pode ser:
A) Legal: decorre da lei
e independe da vontade
das partes. 
B) Convencional: decorre
de acordo de vontades
entre as partes. 
Prazos de favor não obstam a
compensação - artigo 372. Prazos de
favor são prazos que os credores dão
para seus devedores, de forma a
aumentar o prazo para pagamento. 
Há casos em que não é possível a
compensação - artigo 373. 
Adimplemento e Extinção das
Obrigações
Compensação
Não haverá compensação quando as
partes, por mútuo acordo, a
excluírem, ou no caso de renúncia
prévia de uma delas. 
Sendo a mesma pessoa obrigada por
várias dívidas compensáveis, serão
observadas, no compensá-las, as
regras estabelecidas quanto à
imputação do pagamento.
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Confusão
A Remissão é o perdão da dívida que é
concedida pelo credor ao devedor. 
Para que se tenhaa liberação do devedor,
é necessário que ele aceite o perdão. Ou
seja, é um negócio jurídico bilateral. 
A remissão pode recair sobre a dívida
inteira ou sobre parte dela. 
Art. 385 a 388, CCArt. 381 a 384, CC
Pode ocorrer por um ato “inter vivos” ou “causa
mortis”. 
Pode ser total ou parcial, ou seja, ocorrer com
relação a toda a dívida ou somente de parte
dela. 
Remissão de dívidas
Há formas de perdão expresso (escrito) e
tácito. 
Um exemplo de remissão tácita ocorre no
artigo 386, em que o credor devolve o título
da obrigação (cheque, por exemplo) ao
devedor. No entanto, se devolver, restituir o
objeto empenhado (garantia do penhor) não
significa que perdoou a dívida, mas sim que
não quer mais a garantia – artigo 387. 
Para lembrar
A confusão ocorre quando na mesma pessoa
se confunde as figuras de credor e devedor. 
1) Consignação: quando se quer realizar o
pagamento, no sentido de cumprir com a obrigação,
mas não se consegue, então se consigna. 
2) Sub-rogação: substituição de uma pessoa por
outra realizada através do pagamento. 
3) Imputação: escolhe qual dívida, líquida e vencida,
se quer pagar. 
4) Dação: quando o credor aceita receber um objeto
diferente do contratado. 
5) Novação: contratação de nova dívida para extinguir
a anterior. 
6) Compensação: mesmo credor e devedor com
reciprocidade de dívidas líquidas e vencidas. 
7) Remissão: perdão.
Adimplemento e Extinção das
Obrigações
8) Confusão: confunde na mesma pessoa, as figuras
do credor e devedor. 
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Mora
Inadimplemento
absoluto
Juros
Arts. 394-401, CC
Inadimplemento relativo,
parcial ou mora é o atraso ou
até mesmo o cumprimento
incompleto da obrigação.
 A obrigação ainda pode
ser adimplida: PURGA DA
MORA (art. 401, CC)
A obrigação não pode mais ser
cumprida. Ela se tornou inútil para o
credor.
1) Mora ex re ou mora automática;
2) Mora ex persona ou mora pendente;
3) Mora irregular ou presumida.
Chamada de mora accipiendi, creditoris ou credenti. 
Responde pelos prejuízos a que sua
mora der causa, mais juros,
atualização monetária e honorários
de advogado (art. 395, CC).
Chamada de mora solvendi ou
mora debendi.
Não havendo fato ou omissão
imputável ao devedor, não incorre
este em mora (art. 396, CC). 
Arts. 402-405, CC
Danos emergentes 
+
Lucros cessantes
Teoria adotada: dano direto e imediato. 
Arts. 406-407, CC
Classificação: legais, convencionais e
moratórios.
Compensatórios ou remuneratórios:
decorrem de uma utilização acordada
de determinado capital. 
Mora do credor
Importante
Inadimplemento
Mora do devedor Classificação da mora
Obriga o credor a ressarcir as despesas
empregadas em conservá-la, e sujeita-o a recebê-la
pela estimação mais favorável ao devedor,
Perdas e danos
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Inadimplemento
Cláusula penal
Art. 408 ao 416, CC
É uma punição. É uma penalidade de natureza civil e
tem a ver com o inadimplemento obrigacional. 
Ela é contratada pelas partes e ocorre em caso de
inadimplemento do contrato. É uma obrigação
acessória e tem o fim de obter o cumprimento do
contrato. 
A cláusula penal pode ser classificada em: cláusula
penal moratória e cláusula penal compensatória. 
Caso de inadimplemento parcial, em que ainda é
possível o cumprimento. Serve para a punição de
quem retardou em efetuar o pagamento. Não
compensa o inadimplemento, nem substitui o
pagamento. Aplica-se o art. 411. 
É uma pré fixação de perdas e danos. No caso de
inexecução total da obrigação. Aplica-se o artigo 412. 
Se a cláusula penal tiver um valor excessivo, deverá o juiz reduzir:
art. 413.
Não é necessária a comprovação de culpa do devedor, para que
se possa solicitar a incidência da cláusula penal: art. 416 do CC. 
Atenção!
Ainda que o prejuízo exceda o previsto na cláusula penal, não
pode o credor exigir indenização suplementar se assim não foi
convencionado e o tiver sido, a pena vale como mínimo da
indenização, competindo ao credor provar o prejuízo excedente. 
Contudo, se no contrato estiver previsto tal possibilidade, a multa
compensatória será já o mínimo de indenização. Cabe ao credor
então comprovar o prejuízo excedente. 
Arras ou sinal
Arras é um sinal dado em um negócio, em
dinheiro ou outro bem móvel entregue por
uma parte à outra. 
Art. 417 a 420, CC
São muito comuns em promessa de compra
e venda de imóvel. 
Em dinheiro ou bem móvel. 
Cláusula penal moratória:
Quando consta no contrato a
possibilidade de arrependimento. 
Aqui as arras terão função
unicamente indenizatória, já que as
partes podiam se arrepender, se
assim quisessem – artigo 420. 
Com cláusula de arrependimento e
sem perdas e danos. 
Há dois tipos de arras:
 Confirmatórias Penitenciais
Quando não é estipulado no contrato a
possibilidade de arrependimento quanto à
celebração do contrato definitivo - artigo 418. 
A parte que sofreu com o inadimplemento do
outro poderá pedir indenização suplementar ou
execução, se provar o prejuízo – artigo 419. 
Como não está estipulado no contrato a
possibilidade de arrependimento, não cumprido
o contrato, já incide as arras. 
Sem cláusula de arrependimento e com perdas
e danos. 
Cláusula penal compensatória:
Penitenciais:
Confirmatórias:
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https://www.oab.org.br/publicacoes/AbrirPDF?LivroId=0000004085
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Formação de contratos
Preliminares
Contratos atípicos
Art. 425 do CC
Princípio do consensualismo
Art. 422 do CC
Art. 482 do CC
É um princípio que limita a própria autonomia
da vontade, já que impede que o contrato
prevaleça se estiver em desacordo com o
interesse social. 
Pode ser definido como uma regra geral de
conduta em que as partes contratantes devem
observar desde a fase preliminar dos contratos
até o próprio cumprimento e execução. 
Como regra, os contratos são perfeitos com a
aceitação. Há, no entanto, contratos que são
perfeitos com a tradição, que é o caso do contrato
de comodato (art. 579 do CC), por exemplo. 
É perfeitamente possível a
contratação de contratos
não previstos no Código
Civil. Contudo, é
necessário que esses
contratos respeitem as
normas do Código Civil. 
Bilaterais
Formação dos contratos
Exceção
Contrato entre presentes: pessoas frente a frente,
por telefone ou outro meio de comunicação
semelhante. Regra
Contrato entre ausentes: feito por carta, por
exemplo. 
Quando está perfeito o contrato entre pessoas
ausentes? Como regra, de acordo com o art. 434
“caput”, quando se expede a aceitação.
Aplicação da teoria da expedição. 
Onde o contrato é celebrado? No lugar que ele foi
proposto – art. 435. 
Função social do contrato
Art. 421 do CC
Princípio da boa-fé objetiva
Proposta, desde que séria e consciente,
obriga o proponente (art. 427). 
Deixa de ser obrigatória a proposta (art. 428). 
Proposta e aceitação
O Código Civil veda a contratação
sobre herança de pessoa vida.Tal
proibição está no art. 426. 
“Pacto corvina” e
demais artigos
Caso haja tal contratação, tal negócio
jurídico seria nulo, por força dos arts.
166, II, e 166, VII (2ª parte). 
Forma tácita ou expressa.
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Estipulação em favor de terceiro
Formação de contratos
Arts. 436 a 438, do CC
As partes são estipulante e promitente que, ao contratar,
estabelecem que uma terceira pessoa será beneficiária de algo. 
Um exemplo é o caso de João/estipulante contratar com
Carlos/promitente que quando a filha de João fizer 23 anos, Carlos
deverá entregar para ela uma certa quantia em dinheiro.
Conforme os artigos do Código Civil, o estipulante pode se
reservar o direito de trocar o beneficiário. Tal troca pode ser
realizada por ato “inter vivos” ou “causa mortis”. 
Promessa de fato de terceiro
Arts. 439 a 440, do CC
A promessa de fato de terceiro é um tipo de contrato
no qual um dos contratantes se compromete a trazer
outra pessoa para o contrato para cumprir
determinada obrigação. 
Artigos importantes!
Parte geral: artigos 421 até 480 do CC. 
Parte especial: artigos 481 até 853 do
CC.
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Vícios Redibitórios e Evicção
Vícios redibitórios
São vícios ocultos que tornam o bem
impróprio para o uso e/ou lhe diminuam
o valor. 
Requisitos:
Vício oculto;
 Preexistente;
 Grave;
Contrato oneroso.
Ações cabíveis – ações edilícias:
Redibir o contrato, ou seja, voltar ao
“status quo antes”. O contrato será
desfeito com a devolução dos
valores pagos, inclusive eventuais
despesas de contrato. 
Ação redibitória
Art. 441 do CC
O contrato é mantido, mas
é solicitado um abatimento. 
Ação estimatória
ou “quanti minoris”
Art. 442 do CC
 Móvel (180 dias) Móvel (30 dias) 
Prazo para a ajuizamento da ação –
contados da ciência do defeito
Prazos para a manifestação
do defeito
 Imóvel (1 ano) Imóvel (1 ano)
Obs.: o prazo para ajuizamento da ação será
reduzido à metade se o comprador já estava na
posse do bem (art. 445, segunda parte). 
Caso esteja de boa-fé, ainda assim responderia
pelas ações redibitórias ou estimatórias. 
Caso o vendedor estiver de má-fé (sabia ou
tinha condições de saber do defeito): além do
que prevê a lei, também poderá ter que pagar
perdas e danos ao comprador - art. 443 do CC. 
Arts. 441 a 446, do CC
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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https://www.oab.org.br/publicacoes/AbrirPDF?LivroId=0000004085
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm
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Vícios Redibitórios e Evicção
Evicção
Arts. 447 a 457, do CC
Evicção é a perda total ou parcial de
um bem, em regra, por meio de
uma sentença judicial, mas que
também pode ocorrer por ato
administrativo. 
No caso da sentença judicial ela
atribui a outra pessoa o bem. 
Partes na evicção
O alienante, que transferiu
a coisa de forma onerosa; 
O evicto (adquirente), que
perdeu a coisa adquirida; 
O evictor (autor da ação),
que ganhou a ação judicial. 
Requisitos da evicção
Perda total ou parcial
da propriedade; 
A aquisição tenha sido
realizada de forma
onerosa; 
Anterioridade do direito
daquele que ganhou a
ação judicial. 
Direitos do evicto
Lembrando que evicto é
aquele que perdeu a coisa
em virtude de sentença
judicial:
1) Responsabilidade total: art. 450 do CC
Salvo estipulação em contrário, o evicto
tem direito: 
Restituição integral do preço; 
Indenização dos frutos que tiver
sido obrigado a restituir; 
Indenização pelas despesas dos
contratos; 
Pelos prejuízos que diretamente
resultarem da evicção; 
A responsabilidade
decorre da lei;
Mesmo que o contrato
seja omisso, ela existirá
de acordo com a lei. 
Custas judiciais e honorários do
advogado. 
2) Responsabilidade parcial: art.
449 do CC
Podem as partes excluir a
responsabilidade pela evicção. 
Contudo, mesmo com a existência
de tal cláusula, se a evicção se der,
tem direito o evicto (aquele que
perdeu a coisa) a recobrar o preço
que pagou pela coisa evicta, com
algumas condições: 
Se não soube do risco da
evicção; ou 
Se informado, não assumiu o
risco da evicção. 
3) Isenção de responsabilidade pelo
vendedor: art. 457 do CC
Quando o comprador sabe que está
adquirindo bem alheio ou litigioso, caso
venha a perder, não poderá demandar contra
quem lhe vendeu.
Obs.: se houve evicção parcial e não total da
coisa, ocorrerá: 
Perda considerável: poderá o evicto (quem
perdeu parcialmente o bem) optar: entre a
rescisão do contrato ou a restituição da
parte do preço do desfalque;
Se a perda não for considerável, pode
apenas pleitear a indenização e não a
rescisão do contrato. 
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Extinção dos contratos
Formas
 Resolução; 
 Resilição; 
Exceção do contrato
não cumprido; 
Resolução ou revisão por
onerosidade excessiva. 
Resilição
Art. 472 e 473, do CC
Não há inadimplemento, mas as partes não
querem mais o contrato.
Unilateral:
Um dos lados coloca fim no contrato,
somente quando a lei permitir. É
necessária uma notificação à outra
parte - art. 473 do CC.
Bilateral:
Trata-se do distrato: as partes (ambas)
desfazem o contrato por livre vontade.
Atenção: a lei solicita que seja realizado da
mesma forma do contrato - art. 472 do CC.
Resolução
Quando há o inadimplemento do
contrato: art. 475 do CC.
Pode ser expressa ou tácita – art. 474 do
CC.
Poderá requerer:
 Cumprimento
 + perdas e danos
Desfazimento 
+ perdas e danos
Teoria do adimplemento substancial:
Se já houve o pagamento da maior parte do
contrato, o credor não poderá solicitar a
resolução, somente o cumprimento. 
Exceção do contrato
não cumprido
 É uma defesa: art. 476 do CC;
 Contratos bilaterais; 
Ocorre quando uma das partes não cumpriu a sua
obrigação no contrato, mas quer que a outra parte
cumpra a dela;
Assim, a parte que foi demandada 1ª poderá alegar
em defesa, dentro da contestação, como matéria de
mérito, a chamada exceção do contrato não
cumprido (“eu não cumpri a minha parte porque a
outra parte não cumpriu a dela primeiro”. 
Atenção!
Art. 477 é chamado, pela doutrina, de 
exceção de inseguridade. 
Resolução ou
revisão por
onerosidade
excessiva
Características:
Contrato comutativo; 
Contrato de prestação continuadas
ou diferida; 
Fator imprevisível; 
Aumenta de forma excessiva o valor
para uma das partes. 
Teoria da imprevisão: art. 478 do

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