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PROJETO LIVRO DO MÊS 
 
JANEIRO/19 
 
 
Livro: COMPREENDER E INTERPRETAR DESENHOS INFANTIS – Georges Cognet 
Resumo por: Tatiane Castro 
 
COMPREENDER E INTERPRETAR DESENHOS INFANTIS (GEORGES COGNET) 
Capítulo 1: AS CRIANÇAS DESENHAM 
Os desenhos precisam de outros para advir 
- O desenho da criança fala dela mesma, ainda que de maneira inconsciente. 
- O desenho não é estereotipado. Para cada destinatário ele é diferente. 
- O desenho, assim como a linguagem surge da interação com o outro. 
- Rousseau: “Tudo aquilo que não possuímos ao nascermos e de que precisamos quando 
adultos nos é dado pela educação.” 
- A educação não é só instrução, é um chamado à expressão do eu. 
 
Prazer e realidade 
- Embora o grupo de pessoas seja essencial para as produções gráficas das crianças, sua 
origem se encontra no interior de seu psiquismo. (aqui o autor coloca exemplo de 
ilustração feita por um menino com câncer em que ele consegue expressar a doença) 
- O desenho é um precioso indicador do funcionamento psíquico da criança. 
- nem sempre a doença do corpo está em primeiro plano nos desenhos. Estes 
estabelecem um estreito laço com o imaginário – pensamento vem antes da 
representação – Ao mesmo tempo o ato de desenhar alimenta o imaginário. 
- Imaginário: reserva de desejo/prazer. Real: aquilo que é compartilhável. 
Ex.: relação em torno do desenho: os pais das crianças dão sentido aos seus traçados 
assim como o fazem com os balbucios. 
As engrenagens da fantasia 
O imaginário: 
-constrói-se na relação com o outro. 
- Não existe fantasia sem o real. 
O autor traz exemplo de uma menina que desenha abelhas realizando tarefas típicas 
humanas, ou seja, embora ela estivesse fantasiando, trouxe elementos do real para a 
sua produção. 
O simbólico: 
- Os símbolos são culturais, mas também são íntimos. 
Ex.: o sonho para Freud. 
- Se confunde com o desenvolvimento da linguagem e da brincadeira. 
-Exemplo de desenho de criança de dois anos que ao ver fotografia de um pônei 
entende que essa é a representação de um objeto real. 
- Mais tarde seus símbolos se tornarão compartilháveis. 
A estética: 
- Através do desenho a criança exprime o seu sentimento de belo. 
- muitas abandonam o desenho quando se dão conta da crescente discrepância entre 
sua capacidade gráfica e seu desejo de expressão. 
As etapas do tornar-se si mesmo 
-A criança que amadurece um pouco faz uma dupla descoberta: 
1: os traços podem subsistir. 
2: essa atividade é valorizada pelo adulto. 
- O traço nos oferece um certo acesso à interioridade psíquica da criança. 
- O desenho é um bom indicador da maturação fisiológica e psíquica da criança. O 
funcionamento da motricidade básica e o equipamento neurológico refletem-se no 
desenho. 
1º: pontilhados, esfregas espirais ( 2 anos a 2 anos e meio). 
2º: Linhas e figuras fechadas. 
3º: Figurações humanas – Celulares e depois mais parecidas com figuras humanas. 
As crianças são artistas 
- Encontram uma permeabilidade entre: imaginário + real + material + o outro = 
Isso resulta em algo que não é útil. 
Entretanto não é arte, pois o artista tem consciência de sua arte e adquiriu maestria. 
Artista= talento + maestria. 
Então a criança seria mais algo como um artesão de arte, pois ela concebe e realiza 
suas próprias obras. 
Capítulo 2: O DESENHO LIVRE 
Uma produção sem instruções. 
O desenho livre surge como fruto do encontro singular de um criador, levado por sua 
história pessoal, inscrita no seu tempo e um olhar. 
- É uma liberdade relativa. 
Estudos psicológicos do desenho: 6 referências essenciais. 
1- Georges-Henri Luquet: As formas do realismo. 
- realismo fortuito: a criança faz um traçado e depois por alguma semelhança ela o 
nomeia. Ela pode depois dessa nomeação querer completar o desenhopara que 
fique ainda mais parecido com o objeto. 
- realismo falhado: fase em que a criança quer ser realista , mas não consegue. 
Figura do homem-girino é típica dessa fase. 
- realismo intelectual: o desnho contem todos os elementos reais, mesmo os que não 
são vistos. 
Exemplo da alegoria de Platão: 
Para o adulto, o desnho realista deveria ser como uma foto. 
- realismo visual: 
É o desenho do adulto, em que ele desenha o que vê do objeto e não o que ele 
sabe do objeto. 
• Crítica do autor: este teórico não aborda o desenvolvimento das aptidões 
perceptivo-representativas. 
 
2- Sophie Morgenstern: 
Desapareceu tragicamente em 1940 com a invasão do exército alemão a Paris. 
- Foi a primeira a usar o desenho em psicanálise infantil. 
- utilizou o desenho pela primeira vez para tratar um mutismo psicogênico. 
• Os desenhos mais bonitos não são os mais interessantes. 
• A criança expõe suas angústias no desenho de modo simbólico. 
• Incoerências de proporções carregam significados psicológicos. 
• O clima afetivo determina o caráter da produção. 
• Quanto mais profundo o conflito, mais grave a neurose e mais ricas e originais 
eram as produções dos doentes. 
 
3- Francoise Dolto: O desenho como enigma simbólico 
O desenho sempre revela as circunstancias atuais da vida da criança. 
Nem sempre pode ser interpretado, parcial ou completamente. ( no momento, 
completa Georges Cognet). 
O autor traz uma tabela com interpretações. 
4- Daniel Widlöcher: traçar um perfil psicológico. 
Para ele o que importa não é o desenho em si, e sim o ato de criação. 
Para analisar o desenho, Daniel sugere uma abordagem em 3 níveis: 
1- O valor expressivo do desenho: 
Depende do gesto gráfico: fraco, forte, etc. expressão do caráter e do humor. 
2- Valores expressivos da cor: 
Tabela de cores e interpretações. 
3- Valor narrativo: relativo ao tema que a criança escolhe. 
 
5- Jackeline Royer: O desenho é uma linguagem. 
 
Mesmo considerando os aspectos culturais ela considera aspectos universais que chama 
de LÍNGUA DO DESENHO. Defende que existam gêneros gráficos assim como existem 
gêneros literários. 
Existem 3 leituras possíveis: 
Rápida e intuitiva: perspicácia e experiência do profissional. 
Normativa: Compara a outros da mesma idade. 
Analítica: em que o sujeito se diferencia da massa? 
6- Annie Anzieu: O psicanalista e a criança que desenha. 
 
Para a autora o desenho está no nível intermediário entre a brincadeira e a fala. 
Equivalente das associações livres. 
• Retoma em sua pratica vários aspectos ressaltados pelos autores anteriores. 
 
 
Capitulo 3: EXPRESSOES DOS SINTOMAS PELO DESENHO 
São aspectos muito específicos da psicologia e que devemos conhecer para saber 
encaminhar para trabalho multidisciplinar caso reconheçamos esses sintomas. 
As faces da angústia: não existe desenvolvimento ou maturação sem 
angústia/frustrações/conflitos externos/separações. 
Angústia e organização do EU. 
Os objetos que causam angústia são internos e sem representação. As crianças não 
sabem descrever angústia salvo em manifestações somáticas. 
Às vezes angústia associa-se a uma representação que adquire valor fobiogênico. (ex.: 
O caso do pequeno Hans). 
Desenhos da angústia: Nem sempre a angústia é patológica. É patológica quando 
carece de representações – não consegue expressar a causa do conflito. (ex.: crianças 
hipersensíveis às dificuldades da vida ou tragédias). 
Imagens da depressão: Sintomas de depressão infantil: perda de autoestima, 
dificuldade de concentração, memorização e aprendizagem, distúrbios do sono, 
alimentar, etc. e pode acontecer inibição psicomotora. 
A taxa de depressão na infância é pequena, mas na adolescência ela é cresce. 
Exemplos de desenhos. 
O trauma psíquico: não é o acontecimento que é traumático, mas sim a vivencia 
subjetiva do sujeito que a viveu. 
Técnica dos Brauner: a criança realiza 3 produções com as seguintes temáticas: 
1- Minha vida antes da guerra. 
2- O que eu vi na guerra. 
3- Como imagino minha vida após a guerra. 
*Exemplos de desenhos. 
A agressão sexual: Sintomas não são explícitos, então não sabendo a causa desses 
sintomas e, na impossibilidadeda vítima de falar corre-se o risco de que a criança 
permaneça a mercê do agressor. 
Incesto: é a agressão sexual com as consequências mais frequentes e mais patogênicas. 
Estudo de caso: menina que não queria ir para a escola. 
 
Capítulo 4: O DESENHO EM EXAMES PSICOLÓGICOS 
O desenho favorece socialmente o desenvolvimento pessoal na tenra infância, mas 
ganha status de hobby no começo do ensino primário. 
É prazeroso, pois remete à liberdade dos primeiros anos. 
Contexto e temporalidade: o momento do desenho livre é muito breve e intenso e esses 
testes não são considerados sozinhos, mas em conjunto com testes de avaliação 
intelectual e cognitiva. 
• O psicopedagogo realiza testes gesralmente nos aspectos intelectual, cognitivos e 
projetivos. 
O desenho livre como teste projetivo em psicologia infantil: Tem por objetivo observar 
aspectos da subjetividade do analisado impressos na sua produção. 
TAT: teste de apercepção temática 
CAT: Teste de apercepção temática para crianças 
Consiste em pedir que a criança conte uma história referente a algumas figuras que lhes 
são mostradas. 
• O livro traz uma ficha de controle do teste para crianças e adolescentes. 
Desenho livre: Faça um desenho que conte uma história para mim. 
Nessa altura o autor apresenta exemplos de desenhos produzidos nesse teste e elenca 
27 tópicos a serem observados. 
Ao fim do capítulo o autor apresenta uma ficha com todos esses aspectos relacionados. 
Capítulo 5: TESTES DE DESENHOS TEMÁTICOS 
• Todos os testes nesse capítulo é acompanhado de instruções, explicações de 
como analisar e também de muitos exemplos de aplicações dos testes. 
Desenhos de seres humanos. 
Também importante para determinar como está a construção da noção de esquema 
corporal da criança. 
Etapas da evolução dos desenhos de seres humanos. Antropomorfismos e desenhos de 
seres humanos: evolução da capacidade de simbolizar. 
Teste de Machover 
Teste do boneco de goodnough 
D10 de Jean Le Men 
Consiste em pedir para desenhar uma paisagem com 10 elementos. 
AT9 de Yves Durand 
Pede-se para produzir um desenho e uma narrativa com 9 palavras estímulo. Difere do 
D10 por seus fundamentos teóricos. 
Teste da arvore: 
Pede para que a criança desenhe uma arvore. O autor exemplifica com algumas formas 
de dar a instrução. 
Desenhos da família: 
Família real e família imaginada: A família imaginada é mais rica em 3 aspectos: 
Esta em maior sintonia com as novas configurações familiares. 
Permite expressar particularidades culturais. 
Abre mais espaço para fantasias, projeções, em especial complexos fraternais. 
A senhora de Fay: 
Pode ser aplicado individualmente ou em grupo, como em uma sala de aula, por 
exemplo. 
Mapa da cidade imaginária de Raphael Djan: 
Pede-se que a criança desenhe um mapa da cidade onde ela gostaria de morar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO LIVRO DO MÊS 
 
JANEIRO/19 
 
Por: Tatiane Castro 
 
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