Prévia do material em texto
Resumo sobre o Transporte e Metabolismo dos Hormônios Tireoidianos Os hormônios tireoidianos, principalmente a T4 (tiroxina) e a T3 (triiodotironina), desempenham papéis cruciais na regulação do metabolismo e no desenvolvimento do organismo. Após serem liberados pela glândula tireoide, a maioria desses hormônios (cerca de 70%) se liga a proteínas plasmáticas, sendo a globulina ligadora da tireoide a principal responsável por essa ligação. Outras proteínas, como a transtiretina e a albumina, também participam desse processo, ligando 10% e 15% da T4, respectivamente, e 25% da T3. Apenas uma fração muito pequena dos hormônios circula livremente (0,03% de T4 e 0,3% de T3), e é essa fração que está disponível para penetrar nas células e se ligar aos receptores hormonais. A T4, por se ligar mais firmemente às proteínas, possui uma meia-vida mais longa (cerca de 7 dias) em comparação à T3, que tem uma meia-vida de apenas 1 dia. O metabolismo dos hormônios tireoidianos é um processo complexo que envolve a conversão da T4 em T3 através da ação de enzimas chamadas desiodinases. Existem três tipos principais de desiodinases: D1 e D2, que ativam a T4, e D3, que a inativa. A desiodação ocorre principalmente no fígado e nos rins, onde a T4 é convertida em T3, a forma mais ativa do hormônio. Aproximadamente 80% da T4 é desiodada, resultando na produção de T3, enquanto uma parte menor é convertida em T3 reversa (rT3), que possui pouca atividade biológica. O metabolismo dos hormônios tireoidianos é, portanto, um processo sequencial que culmina na ativação e, eventualmente, na inativação dos hormônios, com a excreção ocorrendo após conjugação hepática. Os hormônios tireoidianos exercem suas funções através de mecanismos de ação gênica e não gênica. A ação gênica ocorre quando os hormônios se ligam a receptores nucleares, que atuam como fatores de transcrição, regulando a expressão gênica. Por outro lado, a ação não gênica envolve respostas rápidas que não dependem da entrada do hormônio na célula. Os efeitos fisiológicos dos hormônios tireoidianos são amplos e incluem a regulação do crescimento, desenvolvimento, metabolismo e função de praticamente todos os órgãos do corpo. Eles são essenciais para a produção de calor, a regulação da contração muscular, a função cardíaca, o desenvolvimento do sistema nervoso, a saúde óssea e a função reprodutiva. A deficiência ou o excesso de hormônios tireoidianos pode levar a diversas condições clínicas, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, que afetam significativamente a saúde e o bem-estar. Destaques Ligação Proteica: A maioria dos hormônios tireoidianos circula ligada a proteínas, com a globulina ligadora da tireoide sendo a principal. Metabolismo: A T4 é convertida em T3 por desiodinases, com a T3 sendo a forma mais ativa do hormônio. Mecanismos de Ação: Os hormônios atuam por meio de ações gênicas e não gênicas, influenciando a expressão gênica e provocando respostas rápidas. Funções Fisiológicas: Os hormônios tireoidianos são essenciais para o crescimento, metabolismo, função cardíaca, desenvolvimento do sistema nervoso e saúde óssea. Implicações Clínicas: Desequilíbrios nos níveis de hormônios tireoidianos podem resultar em condições como hipotireoidismo e hipertireoidismo, afetando a saúde geral.