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elaboradas. A mediação é fundamental: o sentido é construído pelo leitor, guiado por um 
mediador. O professor tem papel central, pois ao ler para os alunos e mostrar 
encantamento, incentiva o desejo de ler. A mediação exige cuidado, pois compreender um
texto envolve significado, reflexão e confronto, não memorização mecânica. Assim, a 
leitura na escola forma sujeitos-leitores ativos.
A leitura na contemporaneidade muda com as tecnologias digitais, que 
transformam a relação entre leitor e texto. A experiência sensorial se altera: em vez de 
folhear páginas e ver o livro como um todo, o leitor usa dispositivos, telas e novos gestos. 
A materialidade digital cria outras formas de comportamento e práticas de leitura.
Os gêneros textuais também mudam. Muitos têm equivalentes digitais (como carta 
e e-mail, diário e blog) e novos gêneros surgem, embora muitos tenham características 
semelhantes aos antigos. Para ler digitalmente, o leitor precisa acessar sites, aplicativos 
ou arquivos (PDF, epub, HTML), lidar com memória, bateria e conexão, e pode ler em 
qualquer lugar, assim como no impresso.
Com essas mudanças, os níveis de letramento se ampliam. O termo passa a ser 
visto no plural, pois diferentes linguagens convivem no mesmo suporte digital: imagens, 
sons, vídeos, cores, movimentos. Esses elementos são modos semióticos, e seu uso 
conjunto caracteriza a multimodalidade. Na escrita digital e na leitura em telas, esses 
modos influenciam o sentido do texto.
Existem textos digitalizados que apenas reproduzem o impresso, e outros que 
apresentam alto nível de multimodalidade e interatividade, com sons, animações e 
movimentos. Já a literatura criada diretamente em ambiente digital utiliza recursos mais 
complexos, como hipertextos, realidade aumentada, 3D e elementos de jogos.
Pesquisas mostram controvérsias entre leitura digital e impressa, especialmente 
quanto à linearidade e à participação do leitor, mas indicam que a perda de foco depende 
mais do leitor do que do texto. Estudos com crianças destacam a importância da 
mediação adulta para orientar gestos, comportamentos e compreensão, e mostram que 
elas recorrem a conhecimentos de gêneros e experiências da leitura impressa para 
entender textos digitais.
As leituras digitais variam em interatividade, coautoria, participação e postura do 
leitor, dependendo do gênero e dos recursos usados. A diversidade e complexidade dos 
textos digitais impedem limitar as formas de leitura possíveis nesse novo suporte.

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