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Acidente Vascular Encefálico Alunas: Claudia Calixto Jackeline Obage Joice Lins Julia de Oliveira Pamela Franciscon Rosa Oliveira Roseli Caciraghi Trabalho apresentado à disciplina de Enfermagem em Clinica Médica e Cirúrgica à professora Andrea Karina Camargo Masson Foguel Conceito: O que é AVE? O AVE é uma redução repentina da circulação sanguínea no cérebro, sendo assim é interrompido ou diminuído o suprimento de oxigênio nesse órgão, levando a lesão ou necrose de tecidos cerebrais. Por isso é essencial que a circulação volte ao normal o mais rápido possível. Geralmente quem sofre um AVE tem lesões e incapacidades permanentes e pode ter uma recidiva (ter um AVE novamente). Seqüelas... Quando o AVE ocorre no hemisfério esquerdo sinais e sintomas aparecem no lado direito e quando ocorrem no lado direito eles aparecem no lado esquerdo. Se o AVE causar lesão nos nervos cranianos a disfunção do nervo ocorrerá do mesmo lado da lesão. Um acidente vascular encefálico pode deixar seqüelas como perda de controle motor, fraqueza de um lado de corpo, perda da memória recente ou problemas de comunicação. Essas seqüelas podem ser permanentes ou temporárias desde que ocorra um tratamento adequado. Estimativa-se... Segundo a Organização Mundial da Saúde, o AVE mata 6,2 milhões de pessoas no mundo a cada ano. No Brasil, é a principal causa de morte, com números de óbitos maiores que a dengue, a Aids e até mesmo o câncer de mama, o acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame, traz novas preocupações, tão ou mais importantes que as antigas. Isso porque o mal, que mata 100 mil brasileiros por ano e antes visto com mais prevalência em idosos, não escolhe a idade de suas vítimas. Apesar de acometer idosos com maior freqüência, o AVE pode ocorrer em qualquer idade, principalmente em homens. Tipos de Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico: caracterizado pelo rompimento de um vaso sanguíneo que resulta no derramamento de sangue no cérebro; Isquêmico: se caracteriza pela interrupção da circulação de sangue em determinada área do cérebro devido a um coágulo. Incidência de Acidente Vascular Encefálico Incidência de AVE 80% 20% AVE isquêmico AVE hemorrágico 80 20 de Acidente Vascular Encefálico AVE isquêmico AVE hemorrágico Acidente vascular encefálico do tipo hemorrágico subdivide-se em: Hemorragias Intracerebrais (Cerebral): hemorragia dentro do cérebro, com grande probabilidade de haver seqüelas. Hemorragias Subaracnóides (Meníngeo): hemorragia em volta do cérebro que leva ao rápido aumento da pressão intracraniana. Acidente vascular encefálico do tipo isquêmico subdivide-se em: Lacunar: Ocorre poucas vezes quando há infarto das artérias cerebrais. Embólico: Este tipo de AVE ocorre quando a falta de sangue no cérebro é causada pela presença de algum êmbolo, ar, gordura, tecido ou qualquer corpo estranho nas artérias. Trombótico: É o tipo de AVE mais freqüente. Ocorre quando a interrupção na irrigação sanguínea no cérebro é causada por um trombo ou coágulo sanguíneo. AVCI embólico Causas do AVE Distúrbios de coagulação do sangue; Arritmias cardíacas; Endocardite; Ferimentos na cabeça ou no pescoço que resultam em danos aos vasos sanguíneos na cabeça ou no pescoço; Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos); Insuficiência cardíaca; Infarto agudo do miocárdio; Aterosclerose; Hipotensão também pode causar um AVC isquêmico, embora com menor freqüência (resultados baixos de pressão arterial podem reduzir o fluxo sanguíneo para o cérebro e causar estreitamento das artérias, além disso, algumas cirurgias ou outros processos usados para tratar as artérias carótidas estreitadas podem causar um coágulo de sangue, que se viajar para o cérebro resultará em um AVC isquêmico); Fatores de risco Fatores de risco controláveis: Hipertensão; A fibrilação atrial; Diabetes não controlada; O colesterol alto; Fumantes; Consumo excessivo de álcool; Obesidade; Outros; Fatores de Risco incontrolável: Idade (acima de 65 o risco aumenta); Gênero (Os homens têm mais AVC); O histórico familiar de AVC; Sinais e Sintomas Cefaléia intensa e súbita; Vertigem; Perda da consciência; Elevação da pressão intracraniana, que pode levar ao coma (no AVCH); Náuseas; Perda súbita da visão ou de um campo visual; Hemiplegia; Desequilíbrio súbito; Fraqueza ou dormência no rosto, braço, perna ou de um lado do corpo; Perda da fala, dificuldade para falar ou entender o que os outros estão dizendo; Alteração súbita da força muscular; Tratamento de Acidente Vascular Encefálico O tratamento de urgência dos pacientes acometidos de AVC é oposto para cada um dos dois casos do distúrbio. No AVCI, procura-se abrir as artérias, permitindo maior fluxo de sangue no cérebro, enquanto no AVCH, o tratamento é voltado para controlar o vazamento de sangue (hemorragia). A escala pré-hospitalar de AVC deverá ser aplicada para reconhecer os sinais mais freqüentes, caso o paciente não esteja com um quadro claro. Dos três itens avaliados, um sinal positivo (com início súbito) é suficiente para suspeitar de um AVC: Face: o socorrista pedirá para o paciente dar um sorriso, para verificar se há desvio da boca; Força: ele pedirá ao paciente para levantar os dois braços e verá se um deles cai por falta de força; Fala: será solicitado ao paciente dizer uma frase qualquer, como “o céu é azul”, para verificar se não há qualquer alteração. Cuidados clínicos de emergência: Entre os cuidados clínicos de emergência estão: Verificar os sinais vitais, como pressão arterial e temperatura axilar; Posicionar a cabeceira da cama a 0°, exceto se houver vômitos (nesse caso manter a 30 graus); Acesso venoso periférico em membro superior não paralisado; Administrar oxigênio por cateter nasal ou máscara, caso o paciente precise; Checagem de glicemia capilar; Determinar o horário de início dos sintomas por meio de questionário ao paciente ou acompanhante; Tratamento AVCI No caso de AVC isquêmico, é possível usar um medicamento chamado alteplase ,que deve ser aplicado em até quatro horas e meia após o início dos sintomas. Esse medicamento diminui em 30% o risco de seqüelas do AVC isquêmico e reduz em 18% a mortalidade. Alteplase: é um tipo de trombolítico que dissolve o coágulo e restabelece o fluxo de sangue no cérebro; se o paciente tiver uma obstrução de uma grande artéria anterior, como a cerebral média, além do alteplase, o correto é levar este paciente para a hemodinâmica, para fazer um cateterismo e desobstruir localmente o vaso. Após o tratamento de emergência para AVC isquêmico, quando a condição se estabilizou, o tratamento se concentra na prevenção de outro AVC e acompanhamento das seqüelas. Alteplase Em alguns casos, é necessária uma cirurgia. Se o paciente tiver obstrução significativa das artérias carótidas no pescoço, ele pode precisar de uma endarterectomia de carótida. Durante esta operação, o cirurgião remove formação de placas nas artérias carótidas para reduzir o risco de ataque isquêmico transitório (TIA) ou AVC. Os benefícios e os riscos desta cirurgia devem ser cuidadosamente avaliados, pois a cirurgia em si pode causar um AVC. Endarterectomia Atualmente existem mais novidades na prevenção e tratamento do AVCI, causado pela obstrução do aporte de sangue para o cérebro: Stent na carótida: O objetivo é romper a placa de aterosclerose na artéria carótida, pressionando-a contra as paredes da artéria e, assim, desobstruir a passagem do sangue. Em seguida, o filtro de proteção cerebral e o introdutor longo são retirados. A seguir a ilustração do stent já inflado para a obstrução da placa: Merci Retriever: Um cateter com uma estrutura espiralada na ponta, funciona como uma espécie de saca-rolhas, na retirada de coágulos que obstruem as artérias cerebrais. Doppler transcraniano: Trata-se de um exame de ultrassom capaz de fotografar o cérebro. Pesquisas recentes sugerem que o exame que usa ondas de baixa freqüência para fazerimagens do cérebro, pode ter efeito terapêutico quando associado a medicamentos, para dissolver os coágulos. Transplante de células-tronco: Células-tronco retiradas da medula do próprio paciente e, colocadas na região cerebral afetada pelo derrame, poderiam reduzir a morte de neurônios na área. O primeiro transplante desse tipo foi feito com sucesso, recentemente no Brasil. Obs: Terapia com células-tronco: O primeiro implante de células-tronco adultas, retiradas da medula óssea do próprio paciente, em paciente com acidente vascular cerebral (AVC) agudo foi feito pela equipe Pró-Cardíaca, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no dia 24 de agosto de 2004. A paciente teve boa recuperação, levando a crer, que a experiência poderá mudar o tratamento de pessoas com o problema em todo o mundo. Tratamento AVCH O tratamento pode ser cirúrgico ou clínico, dependendo do volume da lesão, da localização e da condição clínica do paciente. Mesmo os pacientes tratados cirurgicamente recebem todo o suporte clínico e de reabilitação. O tratamento clínico tem o objetivo de controlar a pressão arterial, complicações como crises convulsivas e infecções. A terapia correta nas primeiras horas e dias é dar remédios na veia para baixar a pressão arterial, se a pressão estiver acima de 140/90mmHg. O alvo de PA atualmente para a fase aguda, primeiras horas e dias de tratamento de um AVC hemorrágico, é manter a pressão menor de 140/90mmHg. Além disso, o paciente deve ser internado em UTI ou NeuroUTI, para melhor monitoramento, pois estes pacientes podem complicar e piorar. Quando o hematoma, o sangramento, é muito grande, e o paciente está entrando em coma ou tem alto risco para isso, às vezes é indicada cirurgia para retirada do hematoma. O tratamento cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro. Em alguns casos, coloca-se um cateter para avaliar a pressão dentro do crânio, que aumenta por conta do inchaço do cérebro após o sangramento. Em algumas situações, o tratamento cirúrgico é decidido por esta medida e não realizado logo na entrada do paciente no hospital, principalmente porque alguns têm um novo sangramento poucas horas depois do primeiro. A reabilitação deve ser iniciada logo que a condição do paciente permita e é uma parte do tratamento. Como seu início depende das condições do paciente, somente deve ser feita quando não há perigo de piorar o estado neurológico ou clínico. Um bom programa de reabilitação conta com uma equipe de fonoaudiologia, fisioterapia, enfermagem e terapia ocupacional, que deverá traçar um plano terapêutico individualizado, baseado nas seqüelas neurológicas, garantindo a qualidade de vida do paciente. Cuidados de Enfermagem Preparar o cliente para cirurgia se houver indicação; Ensinar o cliente a realizar exercícios ativos nos membros não afetados, no mínimo quatro vezes por semana (na reabilitação); Encorajar a deambulação por períodos curtos e freqüentes (na reabilitação); Apoiar as extremidades com travesseiros, para evitar ou reduzir o edema ( no caso de avc hemorrágico) ; Posicionar em alinhamento para prevenir complicações; Auxiliar nos cuidados diários como higiene geral, vestir-se, alimentar se; Administrar medicações conforme prescrição medica; Aferir sinais vitais; Assegurar-se de que o cliente está tendo uma nutrição adequada e de acordo com a prescrição da nutricionista, o cliente deve visualizar a bandeja de alimento e sentar-se ereto com a cabeça inclinada ligeiramente para frente; se necessário utilizar sonda nasogástrica; Na fase aguda deve-se afrouxar as roupas apertadas e manter a oxigenação adequada; caso o cliente esteja inconsciente ele deve ser deitada em posição de segurança, se necessário, aspirar as secreções; auxiliar na introdução de uma via respiratória artificial e administrar oxigênio suplementar, se for necessário; Oferecer a cada 2 horas o urinol ou a comadre, em caso de incontinência urinária, oferecer a cada hora, caso seja de extrema necessidade, utilizar cateter urinário, utilizar-se de cuidados para evitar infecção; Estabelecer com o cliente metas realistas, fazer com que a família participe sempre que possível, deixar que o cliente participe como puder para diminuir o sentimento de dependência, oferecer apoio psicológico e compreender as mudanças de humor ( para a reabilitação); image2.jpeg image3.png image4.gif image5.jpeg image1.jpeg Planilha_do_Microsoft_Office_Excel1.xlsx Plan1 Incidência de AVE de Acidente Vascular Encefálico AVE isquêmico 80 AVE hemorrágico 20 Para redimensionar o intervalo de dados do gráfico, arraste o canto inferior direito do intervalo. image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.png image14.jpeg image15.png image16.jpeg image17.png