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DAS CONSTRUÇÕES
DAS CONSTRUÇÕES
COORDENADORES
Gildeon Oliveira de Sena
Matheus Leoni Martins Nascimento
Abdala Carim Nabut Neto
© Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos à Ekoa Educação pela Lei nº 9.610, 
de 19 de Fevereiro de 1998. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume ou qualquer parte 
deste livro, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, gravação, 
fotocópia ou outros), essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem como às suas 
características gráficas, sem permissão expressa da Editora.
As informações contidas neste livro foram obtidas pelos autores de fontes consideradas idôneas. No en-
tanto, nem os autores, nem os revisores, nem a 2B Educação devem ser responsabilizados por quaisquer 
erros, omissões ou danos decorrentes do uso indevido destas informações. Este livro é publicado com o 
objetivo de fornecer informações técnico-científicas, mas não de prestar serviços de engenharia ou outros 
serviços profissionais. Se tais serviços forem necessários, um profissional competente deve ser contratado.
Patologia das construções
Igor Muniz
Mirela dos Santos Rios
Mirela dos Santos Rios
Jéssica Farias
Título |
Editor |
Projeto Gráfico e Editoração |
Capa |
Revisão ortográfica |
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Elaboração: Fábio Andrade Gomes - CRB-5/1513 
 
 
 
 
 P312 Patologia das construções / Gildeon 
Oliveira de Sena ... [et al.], autores. – 
Salvador : 2B, 2020. 
 256 p. : il. ; 16x23 cm. 
 
 ISBN 978-85-54815-83-7 
 
 1. Construção civil. 2. Patologia 
(construção civil). 3. Construção - 
Patologia. I. Sena, Gildeon Oliveira, aut. 
 
 
 CDD: 690 
Ekoa Educação
Av. Tancredo Neves, 1283 - Caminho das Árvores
Empresarial Ômega Sala 101
CEP.: 41820-021 - Caminho das Árvores,, Salvador - BA
Telefone: (71) 98126-1149.
www.ekoaeducacao.com.br
atendimento@ekoaeducacao.com.br
AUTORES
Engenheiro Civil pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), pedagogo e especialista em 
Educação pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), tem MBA em Gerenciamento de Obras, 
Produtividade, Racionalização e Desempenho da Construção pelo Instituto de Pós-graduação 
e Graduação (IPOG).
Fundador da Momento Engenharia, atua na área de gestão, controle executivo de obras e 
engenharia diagnóstica; também compartilha conteúdos nas redes sociais através do perfil no 
Instagram (@momento_engenharia) e no site www.engenhariamomento.com.br.
GILDEON OLIVEIRA DE SENA
Engenheiro Civil, mestre (M.Sc.) e doutor (D.Sc.) em Estruturas e Construção Civil pela Uni-
versidade de Brasília (UnB), tem MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil 
e MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, ambos pela Fundação Getúlio Vargas 
(FGV). Gestor de qualidade na construção civil (construction quality management) na US Army 
Corps of Engineers.
Criador do Projeto Construção Civil integrado com as redes sociais (Instagram @constru-
caocivil), atualmente com mais de 205 mil seguidores e com o Website www.construcaocivil.
info, com mais de 70 mil visitas mensais. O projeto possibilitou a detecção de diversos tipos de 
problemas e manifestações patológicas na construção civil, como: corrosão de armaduras em 
estruturas de concreto armado, fissuração, desplacamentos, deformações, recalques de funda-
ção, falhas de projeto, entre outros.
A participação do autor no livro Patologia das Construções busca contribuir também na 
atualização e incrementação constante dos temas abordados na obra com o uso da tecnologia 
dos QR codes e links apresentados no trabalho.
ABDALA CARIM NABUT NETO
Engenheiro Civil, mestre em Estruturas e Construção Civil (UnB) e pós-graduado em Gestão 
de Projetos. É professor em cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Civil em vários 
estados do Brasil. Consultor na área de Patologia das Construções e diretor técnico da Temporim 
Engenharia e Consultoria. 
Atualmente, também divulga conteúdos relacionados à patologia das construções nas re-
des sociais por meio do Instagram (@matheusleoni_eng), Facebook (www.facebook.com/ma-
theusleoni.eng) e YouTube (www.youtube.com/EngenheiroMatheusLeoni).
MATHEUS LEONI MARTINS NASCIMENTO
Engenheira Civil pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e Especialista em Inspe-
ção, Manutenção e Recuperação de Estruturas pela Universidade de Pernambuco (UPE). 
Através do perfil no Instagram @recuperandoestruturas, compartilha conteúdos acadêmicos 
e estudos de caso na área de Patologia das Construções.
Graduação em Engenharia Civil no Centro Universitário IESB. Tem como experiência profissio-
nal a análise de projetos com destaque para a implementação da Base Operacional do Satélite do 
Comando da Aeronáutica (Comaer), em Brasília; e análise e elaboração de orçamentos e memo-
riais descritivos de obras de reforma, pelo Ministério da Cultura. Também possui experiência com 
gestão e acompanhamento de obras na Capital Federal e em Goiás.
NATÁLIA MARIA VIANA LIMA
ANA PAULA ARAÚJO RIBEIRO
Coautora
Engenheira Civil, pós-graduanda em Engenharia de Avaliações e Perícias. Servidora pública 
na área de manutenções de prediais e serviços administrativos.
LAÍS ALVES DA SILVA PIRES
Coautora
O livro Patologia das Construções é a mais completa obra voltada para a capacitação do 
Engenheiro Civil. Este livro é dividido nas principais etapas construtivas de uma edificação, são 
elas: fundações, estruturas, alvenaria, revestimento, vedação, cobertura e impermeabilização e 
inspeção e diagnósticos, isso tudo para que o leitor saiba analisar as patologias em cada uma 
das etapas construtivas. Além disso, ele está integrado com a tecnologia de QR Codes, que tem 
links que darão acesso ao leitor a um universo de informações, práticas e teorias para facilitar 
ainda mais seu aprendizado. Contamos, ainda, com uma metodologia que julgamos ser a mais 
apropriada para a capacitação do Engenheiro Civil, com os seguintes recursos:
 ✓ Teoria esquematizada de todos os assuntos; 
 ✓ Quadros, tabelas e esquemas didáticos; 
 ✓ Destaque para as palavras-chave.
Elaborada por professores com sólida formação e conhecimento tanto práticos como te-
óricos, a presente obra é composta por um conjunto de elementos didáticos que, em nossa 
avaliação, otimizam os estudos.
Bons estudos!
Igor Muniz
Editor
PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES
APRESENTAÇÃO
Olá, leitor!
Seguindo as orientações abaixo, você terá acesso a um conteúdo exclusivo do nosso livro 
para tornar o seu aprendizado ainda mais dinâmico. Gostou? Então, é só seguir as orientações 
e aproveitar!
Para ler os QR Codes presentes neste livro, basta que você baixe em seu celular, smartphone 
ou tablet um aplicativo para leitura de QR Code (em alguns aparelhos a própria câmera do ce-
lular já reconhece o QR Code automaticamente). Toda vez que encontrar este símbolo durante 
a leitura, abra o aplicativo ou a câmera do seu celular, aponte a câmera do seu aparelho para a 
imagem e acesse o conteúdo complementar associado ao QR Code.
SUMÁRIO
CAPÍTULO 1CONCEITOS INICIAIS
CAPÍTULO 2PATOLOGIA DAS FUNDAÇÕES DE CONCRETO ARMADO
1. Patologia e Manifestações patológicas ..................................................................................15
Patologia .....................................................................................................................................................................17
Patologia das Construções ..................................................................................................................................21Manifestações Patológicas .................................................................................................................................22
2. Norma de desempenho .......................................................................................................... 26
Desempenho ............................................................................................................................................................28
Vida Útil .......................................................................................................................................................................30
Vida Útil de Projeto ................................................................................................................................................31
3. Quadro resumo .........................................................................................................................33
4. Quadro esquemático ................................................................................................................34
5. Referências .................................................................................................................................36
1. Fundações ..................................................................................................................................39
Fundações superficiais .........................................................................................................................................40 
Fundações profundas ...........................................................................................................................................40
2. Manifestações patológicas em fundações..............................................................................41
Recalque ....................................................................................................................................................................41
Reação álcali-agregado (RAA)............................................................................................................................48
Ataque por sulfatos ................................................................................................................................................51
Formação de etringita tardia (DEF)..................................................................................................................51
3. Teoria na prática ........................................................................................................................52
Estudo de caso 1 .....................................................................................................................................................52
Estudo de caso 2 .....................................................................................................................................................60
4. Quadro resumo ..........................................................................................................................72
5. Quadro esquemático ................................................................................................................73
6. Referências .................................................................................................................................74
CAPÍTULO 4PATOLOGIA EM ALVENARIA
1. Tipos de alvenaria e camadas constituintes dos sistemas ................................................. 119
2. Principais manifestações patológicas em alvenaria........................................................... 122
3. Teoria na prática ..................................................................................................................... 139
4. Quadro resumo ....................................................................................................................... 144
5. Quadro esquemático ............................................................................................................. 145
6. Referências .............................................................................................................................. 146
CAPÍTULO 3PATOLOGIA DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
1. Manifestações patológicas de estruturas de concreto armado ...........................................78
Bolor .............................................................................................................................................................................79
Eflorescências e lixiviação ...................................................................................................................................80
Fissuras ........................................................................................................................................................................81
Sobrecarga .......................................................................................................................................................82
Retração ..........................................................................................................................................................83
Segregação (“ninhos de concretagem”) ........................................................................................................85
Corrosão de armaduras ........................................................................................................................................86
Despassivação por carbonatação ...........................................................................................................90
Despassivação por cloretos ......................................................................................................................91
2. Teoria na prática ........................................................................................................................93
Estudo de caso 1 .....................................................................................................................................................93
Bolor ...................................................................................................................................................................94
Fissuras ..............................................................................................................................................................95
Corrosão de armaduras ..............................................................................................................................97
Estudo de caso 2 .....................................................................................................................................................99
Bolor .................................................................................................................................................................101
Fissuras ............................................................................................................................................................102
Corrosão de armaduras ............................................................................................................................103
Estudo de caso 3 ...................................................................................................................................................105
3. Quadro resumo ....................................................................................................................... 113
4. Quadro esquemático ............................................................................................................. 114
5. Referências .............................................................................................................................. 115
1. . ............ 147
1. . ............ 151
CAPÍTULO 5PATOLOGIA DE REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS E CERÂMICOSCAPÍTULO 6PATOLOGIA DAS COBERTURAS E IMPERMEABILIZAÇÕES
CAPÍTULO 7INSPEÇÃO E DIAGNÓSTICO
1. Introdução – 5W2H, conceitos e procedimentos básicos para avaliação de manifestações 
patológicas das coberturas e impermeabilizações ............................................................ 183
2. Permeabilidade do concreto ................................................................................................. 191
3. Principais sistemas de impermeabilização de coberturas com lajes expostas ............... 194
4. Análise de casos ...................................................................................................................... 210
5. Quadro resumo ....................................................................................................................... 228
6. Quadro esquemático ............................................................................................................. 229
7. Referências .............................................................................................................................. 231
1. Introdução............................................................................................................................... 233
2. Inspeção predial ..................................................................................................................... 235
3. Ensaios para o diagnóstico .................................................................................................... 249
4. Teoria na prática ..................................................................................................................... 251
5. Quadro resumo ....................................................................................................................... 253
6. Quadro esquemático ............................................................................................................. 254
7. Referências .............................................................................................................................. 256
1. Camadas e materiais constituintes dos sistemas de revestimento argamassado e cerâmico 
2. Principais manifestações patológicas em sistemas de revestimento argamassado 
3. Principais manifestações patológicas em revestimentos cerâmicos ................................ 162
4. Teoria na prática ..................................................................................................................... 173
5. Quadro resumo ....................................................................................................................... 177
6. Quadro esquemático ............................................................................................................. 178
7. Referências .............................................................................................................................. 180
CAPÍTULO
O que você verá neste capítulo:
15 
Conceitos Iniciais 1
Patologia e Manifestações patológicas
Patologia
Patologia das Construções
Manifestações Patológicas
Norma de desempenho
Desempenho
Vida Útil
Vida Útil de Projeto
Quadro resumo
Quadro esquemático
Referências
✓
✓
✓
✓
✓
1 – PATOLOGIA E MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
A patologia das edifi cações, também chamada de patologia das cons-
truções, vem sendo um tema bastante estudado nos dias atuais e, a des-
peito desta crescente atenção dedicada às questões relativas à saúde e ao 
desempenho das edifi cações nas últimas décadas, esta é uma preocupa-
ção que remonta a tempos bem antigos.
São encontradas referências a este assunto, por exemplo, no código 
de Hamurabi, um texto mesopotâmio escrito há cerca de 4.000 anos, que 
apresenta um conjunto de leis escritas para a sociedade daquela época, 
porém muito conhecida por sua referência à lei de talião, aquela do “olho 
por olho, dente por dente”.
Gildeon Oliveira de Sena
CAPÍTULO 1
16 
O código de Hamurabi dedica uma seção à atividade de construtores 
e arquitetos, sendo evidente em seus artigos que aspectos como desem-
penho, qualidade e segurança das edificações já despertavam a atenção 
naquele tempo, a ponto de figurar no texto da lei. Vejamos o que postula-
vam tais artigos:
229º - Se um arquiteto constrói para alguém e não o faz so-
lidamente e a casa que ele construiu cai e fere de morte o 
proprietário, esse arquiteto deverá ser morto.
230º - Se fere de morte o filho do proprietário, deverá ser 
morto o filho do arquiteto.
231º - Se mata um escravo do proprietário ele deverá dar ao 
proprietário da casa escravo por escravo.
232º - Se destrói bens, deverá indenizar tudo que destruiu e por-
que não executou solidamente a casa por ele construída, assim 
que essa é abatida, ele deverá refazer à sua custa a casa abatida.
233º - Se um arquiteto constrói para alguém uma casa e não 
a leva ao fim, se as paredes são viciosas, o arquiteto deverá à 
sua custa consolidar as paredes.
Vale atentar-se ao olhar já aguçado para o processo de construção das 
habitações humanas no que diz respeito à segurança e bem-estar de seus 
moradores, e de como este seria já um vislumbre do que a patologia das 
edificações viria a se dedicar.
Entretanto, antes de avançarmos para a seção seguinte, aproveitando 
o ensejo dessa preocupação com a segurança e desempenho das edifica-
ções, iniciada ainda na antiguidade, deixemos registrada a reflexão sobre 
a responsabilidade técnica, civil e penal (ou criminal) que repousam sobre 
o profissional da engenharia e também da arquitetura nos dias de hoje.
De acordo com Fonseca (2017), a responsabilidade técnica preconiza 
“o cumprimento das normas, dos encargos e das exigências de natureza 
técnica”, já a responsabilidade civil diz respeito à aplicação de medidas 
que obriguem a reparação de dano moral ou patrimonial causado a ter-
ceiros e se fundamenta no Novo Código Civil Brasileiro e nas Leis 5.194/66 
e 6.496/77. Por fim, a responsabilidade penal ou criminal pode acabar su-
jeitando o profissional à pena de reclusão, a depender da gravidade das 
ações por ele cometidas, relativas ao exercício de sua profissão.
CONCEITOS INICIAIS 
17 
PATOLOGIA
O termo patologia aqui utilizado no universo das construções é, de 
fato, uma analogia ao emprego deste mesmo termo na área da saúde, o 
qual tem sua origem no grego, de uma derivação dos termos pathos, que 
significa sofrimento, doença, e logos, significando ciência, estudo. Desta 
forma, a patologia seria o estudo das doenças de modo geral, represen-
tando um estado ou condição anormal cujas causas podem ser conhe-
cidas ou desconhecidas. Esta definição vale tanto para a área da Medicina 
quanto para outras áreas do conhecimento humano, tal como a Engenharia.
Ainda no âmbito das ciências biológicas, a patologia se debruça sobre 
o estudo de toda e qualquer anomalia nas estruturas e funcionamento 
dos organismos vivos, alterações essas que podem estar (e geralmente 
estão) sob a ação de doenças. Uma particularidade, no entanto, encon-
trada nessas doenças às quais os organismos são submetidos é que elas 
possuem, na sua gênese, uma causa (ou até mais de uma) que vai resultar 
nas alterações observadas e que acabam sendo manifestadas por meio de 
sintomas.
Este contexto trazido do universo da medicina foi o pano de fundo para 
a analogia elaborada e utilizada pelos engenheiros civis, que introduziram 
termos das ciências biológicas nas questões relacionadas às construções, 
inclusive na literatura de engenharia civil mundo afora. O ponto chave 
para a adesão desses termos é a correspondência (guardadas as devidas 
proporções) traçada entre, por exemplo, uma edificação e o corpo huma-
no, que são os objetos de estudo destas duas grandes áreas do conheci-
mento humano.
Para França et al. (2011), não é difícil estabelecer uma analogia entre 
os elementos estruturais de um edifício e o esqueleto humano, uma vez 
que a função de ambos seria prover sustentação, conforme se verifica nas 
Figuras 1 e 2.
Assim, também se encontramsimilaridades entre os elementos de al-
venaria e a musculatura do corpo, que teriam como ponto em comum 
preencher as estruturas anteriores, complementando-as, conforme visto 
nas Figuras 3 e 4.
CAPÍTULO 1
18 
1 Disponível em: Acesso em: 20 de dez. de 2018
Figura 1 – Esqueleto Humano.
Fonte: Portal Canal Cederj1
Figura 2 – Modelo Estrutural de edificação elaborado no software TQS.
 
Fonte: Captura de Tela do Software TQS 21 pelo autor.
CONCEITOS INICIAIS 
19 
2 Disponível em: 
Acesso em: 20 de dez. de 2018
3 Disponível em: 
Acesso em: 21 de dez. de 2018
Figura 3 – Sistema Muscular Humano.
Fonte: Portal Anatomy Library2
Figura 4 – Alvenaria de vedação de uma edificação.
Fonte: Portal AECweb3
CAPÍTULO 1
20 
É possível, ainda, relacionar as instalações prediais (elétrica, hidrossani-
tárias, gás) ao sistema circulatório; a função de ambos seria o transporte 
por dutos de elementos essenciais ao funcionamento e esta relação pode 
ser observada nas Figuras 5 e 6.
Figura 5 – Sistema circulatório humano.
 
Fonte: Portal Anatomia em Foco4
Figura 6 – Sistema hidrossanitário residencial.
 
Fonte: Portal Projetos Revit5
4 Disponível em: Acesso em: 21 de dez. de 2018
5 Disponível em: Acesso em: 22 de dez. de 2018.
CONCEITOS INICIAIS 
21 
Vale ressaltar que as semelhanças entre corpo humano e estruturas 
das edificações não param nas funções exercidas por ambos. Percebe-se 
que, quando se trata de anomalias no funcionamento, as soluções ado-
tadas partem de princípios comuns: quando o corpo padece com uma 
enfermidade que afeta seu bom funcionamento, ele pode ser tratado com 
medicamentos, uma edificação também pode passar por reparos para re-
cuperação de seu uso esperado (FRANÇA et al. 2011).
Entretanto, assim como o médico precisa conhecer a fundo as causas 
de uma enfermidade para poder aplicar o correto tratamento, adminis-
trando os remédios adequados, o especialista precisa conhecer bem as 
causas das anomalias nas edificações para propor as soluções mais ade-
quadas a cada situação, e isso requer cada vez mais que os engenheiros se 
tornem especialistas nesta área.
PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES
A partir desses exemplos, é possível estabelecer uma definição para o 
termo patologia das construções, a qual seria a área da engenharia res-
ponsável por investigar as manifestações patológicas possíveis de ocorre-
rem em uma construção (CAPORRINO, 2018, p. 12).
Para completarmos essa analogia e avançarmos para outras definições 
importantes, França et al. (2011) apresentam ainda mais algumas relações 
entre termos e seus significados que valem a pena serem citadas:
Profilaxia – remete aos meios para evitar ou prevenir doenças. Na En-
genharia, seriam as medidas utilizadas para evitar anomalias ou proble-
mas na edificação. Vem do grego prophýlaxis, significando cautela.
Diagnóstico – diz respeito ao conhecimento acerca de algo, o qual 
pode ser obtido através de exames. Na Engenharia, seria a fase de identifi-
cação e descrição da origem e causa dos problemas na edificação.
Prognóstico – está associado ao julgamento médico, a partir da etapa 
de diagnóstico e considerando as possibilidades terapêuticas, em que o 
objetivo seria estipular qual seria a evolução do problema com o passar do 
tempo. Deriva do latim prognosticu - pro = "antecipado, anterior, prévio" + 
gnosticu = "alusivo ao conhecimento de".
Terapia – está associada ao tratamento da enfermidade. Na Engenha-
ria, seriam as soluções ou medidas estabelecidas, a partir das etapas an-
teriores, para que que se possam ser sanadas as anomalias identificadas.
CAPÍTULO 1
22 
Anamnese – palavra que deriva do grego ana – “trazer de novo” e 
mnesis – “memória” e caracteriza-se por uma entrevista conduzida pelo 
profissional da área da saúde com o intuito de estabelecer, junto ao seu 
paciente, qual é o ponto de partida no diagnóstico da enfermidade, ou 
seja, uma entrevista para relacionar cada fato que esteja ligado à doença 
e ao paciente.
MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
Uma vez estabelecida essa compreensão acerca de como a engenha-
ria se inspirou na Medicina ao longo do tempo para chegar ao estudo da 
patologia das construções, avançamos agora para o conceito de manifes-
tação patológica. Por manifestações patológicas se entendem as degra-
dações identificadas na edificação, as quais podem ser geradas durante o 
período de execução da obra (quer por emprego de métodos construtivos 
ou materiais inapropriados), ou na própria elaboração do projeto ou ainda 
adquiridas ao longo do tempo pela utilização da edificação.
Souza e Ripper (1998) afirmam que o processo de sistematização do 
estudo da patologia das construções nos últimos tempos, e em específico 
no que diz respeito à patologia das estruturas (mas que pode também 
ser estendido perfeitamente às demais áreas ou sistemas das edificações), 
conduz ao estabelecimento de uma classificação preliminar dos proble-
mas ou manifestações patológicas em dois grandes segmentos: os sim-
ples e os complexos.
Neste caso, as manifestações patológicas simples se remetem àquelas 
que podem ser analisadas e resolvidas através de uma padronização, sen-
do mais evidentes tanto o diagnóstico quanto o tratamento das mesmas 
e não demandando que o profissional responsável obrigatoriamente pos-
sua conhecimentos elevados sobre o tema.
Um exemplo disso seria uma situação de corrosão de armaduras em 
um pilar, causando o desplacamento de concreto e argamassa de reves-
timento no mesmo, por conta de falta de cobrimento adequado para as 
armaduras e baixa qualidade do concreto utilizado, o que pode ser cons-
tatado em uma análise visual, conforme demonstrado na Figura 7.
CONCEITOS INICIAIS 
23 
Figura 7 – Corrosão de armaduras em pilar.
Fonte: Autor.
Os problemas patológicos complexos seriam aqueles que demandam 
análise muito mais criteriosa e detalhada, cujos mecanismos de diagnóstico, 
inspeção e consequentemente de tratamento se distanciam daqueles mais 
convencionais e de rotina. Neste caso, espera-se que o responsável técnico 
possua conhecimentos mais aprofundados sobre a patologia das constru-
ções, para que se alcance com êxito a solução dos problemas encontrados.
A exemplo disso, poderíamos citar as manifestações patológicas relacio-
nadas à umidade, pois nem sempre o local onde a infiltração se manifesta 
por meio de manchas, mofo ou bolor, fissuras, entre outros, coincide com 
o local de origem. Então, apenas uma constatação visual não é suficiente, 
sendo necessária uma investigação e métodos mais apurados, tais como a 
termografia infravermelha. O QR Code da Figura 8 conduz a um vídeo pro-
duzido pelo professor Matheus Leoni, no qual ele utiliza o recurso da termo-
grafia para auxiliar na identificação da infiltração em uma edificação.
Não obstante, cabe enfatizar uma ressalva sobre a distinção entre os 
termos patologia e manifestação patológica, tendo em vista uma con-
fusão recorrente no uso dos mesmos. A patologia das edificações é o ramo 
da engenharia (ciência) responsável pelo estudo das causas e mecanis-
mos de anomalias e problemas nas estruturas, enquanto a manifestação 
patológica é a própria expressão desses problemas encontrados nas edi-
ficações. Não raramente esses termos distintos são utilizados equivoca-
damente como sinônimos, e muito frequentemente encontram-se mani-
CAPÍTULO 1
24 
festações patológicas sendo referenciadas como “patologias” não só por 
leigos, mas também por profissionais.
Figura 8 – Identificação de infiltração com o auxílio da termografia.
 
Fonte: Perfil no Instagram do Prof. Matheus Leoni (@matheusleoni_eng).
França et al. (2011) chamam a atenção para o correto emprego de am-
bos os termos citando o seguinteexemplo para ajudar na compreensão: 
uma fissura encontrada em uma edificação não seria uma patologia (uma 
vez que esta é a ciência que estuda este tipo de problema), mas sim uma 
manifestação patológica, ou seja, um sintoma que indica um mecanismo 
de degradação (doença), o qual poderia estar acontecendo (causa) por 
conta de um processo de corrosão de armaduras, ou por deformação ex-
cessiva da estrutura etc.
Uma vez identificado que as manifestações patológicas podem ter ori-
gem desde as etapas iniciais da edificação (projeto e execução) e se esten-
der para o tempo decorrido de sua utilização, percebe-se que, a despeito 
de se haver registros da preocupação com estas questões desde tempos 
antigos, este cuidado não conseguiu acompanhar, durante muito tem-
po, o avanço tecnológico e o emprego de novos materiais e métodos nas 
construções.
Neste ponto, cabe um parêntese para explorar alguns conceitos funda-
mentais relacionados às manifestações patológicas, trazidos por Helene 
(1992), os quais são:
Causa – Geralmente associada a um agente, o qual seria aquele res-
ponsável por desencadear a manifestação patológica. A exemplo, cita-se o 
surgimento de fissura em uma viga de concreto armado por ação de mo-
CONCEITOS INICIAIS 
25 
mento fletor, cujo agente causador seria a carga à qual a viga se encontra 
submetida, pois, caso não haja a ação da carga, não haveria a fissura.
Origem – Helene (1992) apresenta a origem da manifestação patológi-
ca relacionada à determinação da etapa ou fase do processo de constru-
ção onde a mesma teve seu início. Essas fases podem ser: planejamento, 
projeto, fabricação de materiais, execução propriamente dita e uso.
Mecanismo – É o processo através do qual a manifestação patológica se 
instaura e desenvolve. Neste sentido, “conhecer o mecanismo do problema 
é fundamental para uma terapêutica adequada” (HELENE, 1992, p. 20).
A sede por conhecimento da humanidade promoveu grandes trans-
formações tecnológicas na busca por construções que fossem se adap-
tando às suas necessidades e facilitando sua vida em constante evolução. 
Entretanto, esse crescimento acelerado na descoberta de novos materiais 
e no desenvolvimento de novas técnicas tem como um ponto negativo 
algo que é bastante comum pelo “encantamento” com as novidades: o 
descuido ou desatenção às consequências (até porque muitas delas só se 
manifestam bem depois).
Porém, já há algumas décadas a engenharia vem dedicando uma aten-
ção especial ao ramo da patologia das edificações, fazendo com que esse 
cenário histórico venha se modificando bastante. Bauer (1992) chama a 
atenção para os crescentes estudos, cursos, reuniões técnicas e publica-
ções em todo o mundo sobre a patologia das edificações, e isto por volta 
da década de 80 do século passado. Souza e Ripper (1998, p. 16) pontuam 
que, desde o início da década de 70 do século passado, a preocupação 
sobre as edificações vem se estendendo de sua capacidade de resistência 
a esforços para abarcar também a sua capacidade de resistência à ação do 
tempo e do uso.
Souza e Ripper (1998) tomam como base a patologia das estruturas 
– entretanto seu pensamento pode se estender de forma igual para a pa-
tologia das edificações – pontuando que esta área trilha seu caminho par-
tindo do “cadastramento da situação existente e pelo estudo detalhado 
de alguns casos de sintomas patológicos” (SOUZA e RIPPER, 1998, p. 15). 
Do estudo desse acervo construído, a patologia das edificações se desen-
volve, apropriando-se também da consolidação de conceitos, processos e 
métodos, possibilitando o aprimoramento desse campo ainda muito am-
plo a ser desbravado. 
Neste sentido, a Norma Brasileira (NBR) 15575-2013 – Edificações Ha-
bitacionais – Desempenho, da Associação Brasileira de Normas Técnicas 
CAPÍTULO 1
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(ABNT), representa um avanço significativo no cenário nacional nos últi-
mos anos em relação ao debate e ao estabelecimento de parâmetros em 
busca da minimização na ocorrência de manifestações patológicas.
2 – NORMA DE DESEMPENHO
Em julho de 2013 passou a vigorar no Brasil a ABNT NBR 15575-2013 
– Edificações Habitacionais – Desempenho. Esta norma, dentre seus obje-
tivos, estabelece critérios que visam o desempenho e segurança em edi-
ficações habitacionais (e infelizmente no Brasil ainda não existem normas 
específicas para outros tipos de edificações, tais como a NBR 15575-2013).
Como expresso no próprio nome e também como é mais conhecida 
entre os profissionais, a Norma de Desempenho corrobora as discussões 
na área da patologia das construções na medida em que a sua observação 
contribui para a redução na ocorrência das manifestações patológicas.
Para explorarmos melhor o conceito de desempenho e algumas outras 
definições trazidas por esta norma e já que vínhamos traçando o caminho 
percorrido pela patologia das construções em sua evolução enquanto ci-
ência, vejamos agora um pouco do pano de fundo histórico até a chegada 
da norma de desempenho, traçado pelo portal Buidin6:
• Muitas décadas antes da última atualização da NBR 15575, estudos 
sobre o tema já haviam sido iniciados e em 1975 já se encontram re-
gistros do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Pau-
lo (IPT) começando a abordagem dessa temática em suas pesquisas.
• Novos estudos na área são iniciados nas décadas de 80 e 90 do 
século passado, tendo acontecido uma pesquisa em 1998, em par-
ceria do IPT, o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade 
do Habitat (PBQP-H), que resultaram na criação de uma Comissão 
de Estudos da ABNT dois anos depois.
• Ainda no ano de 2000, essas pesquisas foram alteradas para as co-
nhecidas normas, a partir de convênio estabelecido entre ABNT, 
caixa Econômica Federal e Ministério da Ciência e Tecnologia.
• Em 2007, a primeira edição da ABNT NBR 15575 foi disponibilizada 
6 BUILDIN, Tudo sobre a Norma de Desempenho. Disponível em: Acesso em: 22 de dez. de 2018.
CONCEITOS INICIAIS 
27 
para consulta pública.
• Os trabalhos seguiram e em 2008 foi publicado o primeiro docu-
mento relacionado à Norma de Desempenho, sendo que ficou 
para 2010 a exigibilidade da NBR.
• Chegando em 2010, houve um adiamento na exigibilidade da 
norma NBR 15575, a qual foi adiada para 2012 e novamente posta 
para consulta pública, com nova avaliação de suas exigências.
• Entretanto, somente no ano de 2013 a NBR 15575 veio de fato a 
vigorar e passou então a ser reconhecida em todo o mundo, tendo 
por objetivo a melhoria na qualidade das edificações habitacionais.
O conjunto normativo na NBR 15575 compreende um total de seis par-
tes, as quais são:
• Parte 1: Requisitos gerais;
• Parte 2: Requisitos para os sistemas estruturais;
• Parte 3: Requisitos para os sistemas de pisos;
• Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas 
e externas;
• Parte 5: Requisitos para os sistemas de coberturas;
• Parte 6: Requisitos para os sistemas hidrossanitários.
A organização de cada uma destas partes da NBR 15575 foi feita a partir 
de elementos da construção, contemplando uma sequência de exigências 
relativas à segurança (segurança estrutural, segurança contra incêndio, se-
gurança no uso e operação), habitabilidade (estanqueidade, desempenho 
térmico e acústico, desempenho lumínico, saúde, higiene e qualidade do 
ar, funcionalidade e acessibilidade, conforto tátil e antropodinâmico) e 
sustentabilidade (durabilidade, manutenibilidade e impacto ambiental).
CAPÍTULO 1
28 
DESEMPENHO
A definição de desempenho, trazida pela própria norma, diz respeito 
ao “comportamento em uso de uma edificação e de seus sistemas”. 
Ainda sobre o conceito de desempenho, vale citar também a definição 
abordada pela International Organization for Standardization (ISO) 15686-
1 – General principles and framework, para a qual desempenho em uso 
seria “o nível qualitativo crítico de uma propriedade em qualquer tempo, 
ou seja, correspondente ao comportamento em condições de serviço ou 
uso”(NASCIMENTO, 2016, p. 8). A ISO 15686, elaborada pela British Stan-
dard Institution (BSI) em 2011, é uma espécie de norma de desempenho 
internacional e também tem um papel importante na compreensão dos 
aspectos relacionados ao desempenho e vida útil das edificações.
Não obstante a ideia de desempenho abordada pela NBR 15575 tenha 
sido pensada com o objetivo final de atendimento às necessidades da-
queles que viverão nas edificações construídas, o conhecimento acerca 
das manifestações patológicas se beneficia disso, uma vez que, para se 
atender as necessidades do usuário, é necessário que se previna o surgi-
mento de problemas desse tipo.
Atrelado ao conceito de desempenho, estão alguns outros termos que a 
NBR 15575 pontua e que ajudam na construção do entendimento sobre a 
qualidade buscada para as edificações habitacionais. Esses outros termos são:
• Requisitos de desempenho – Seriam as condições qualitativas dos 
atributos que a edificação habitacional precisa possuir, juntamente 
com seus sistemas, de maneira que também atendam aos requisitos 
de usuário, a saber: segurança, habitabilidade e sustentabilidade.
• Critérios de desempenho – Dizem respeito as especificações de 
cunho quantitativo dos requisitos de desempenho. Esses critérios 
são apresentados na forma de quantidades mensuráveis, que pos-
sam ser objetivamente determinados dentro dos requisitos mencio-
nados anteriormente.
• Durabilidade – Descrita como a capacidade que a edificação ou 
seus sistemas possuem para desempenhar suas funções com o 
passar do tempo, de acordo com as condições de uso e também de 
manutenção especificadas pelo manual de uso, operação e manu-
tenção. O termo é comumente associado de forma qualitativa à situ-
ação na qual a edificação e seus sistemas mantêm seu desempenho 
ao longo da vida útil.
CONCEITOS INICIAIS 
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• Manutenção – Refere-se ao conjunto de atividades a serem execu-
tadas a fim de que se assegure a conservação ou mesmo a recupe-
ração da capacidade funcional da edificação e dos sistemas que a 
compõem, de modo que sejam atendidas as necessidades de segu-
rança do usuário.
Acerca ainda da manutenção, faz-se necessário abordar seus os 
principais tipos, quais sejam: manutenção corretiva, manutenção 
preventiva e manutenção preditiva.
• Manutenção Corretiva – Trata-se da modalidade de manutenção 
mais dispendiosa, uma vez que é caracterizada pela tomada de 
ação no sentido do reparo ou recuperação apenas depois da ocor-
rência da falha, ou seja, o famoso “esperar quebrar para consertar”. 
Sobre essa questão do custo da manutenção corretiva, Tutikian e Pa-
checo (2013) reforçam o que postula a lei de Sitter (1984), que atribui um 
custo para correção crescente, em progressão geométrica em uma razão 
de cinco, para as etapas de planejamento, execução, manutenção preven-
tiva e manutenção corretiva. Assim sendo, o gasto com a manutenção cor-
retiva é 125 vezes maior que o gasto na etapa de planejamento.
• Manutenção Preventiva – De acordo com Gomide et al. (2006), “é 
aquela que atua antecipadamente, para que não haja a reparação”. 
Para que cumpra com esse objetivo, é preciso que as atividades se-
jam programadas em datas previamente estabelecidas, seguindo 
critérios técnicos e administrativos, balizados por dados estatísticos 
ou então o histórico de manutenções anteriores.
• Manutenção Preditiva – É a atividade de manutenção pautada 
pelo estudo dos equipamentos e sistemas, através da análise de 
seus comportamentos em uso, objetivando predizer e identificar 
eventuais anomalias, contribuindo assim, inclusive, para o direcio-
namento de ações e implementação dos procedimentos a serem 
realizados na manutenção preventiva. De maneira geral, as ma-
nutenções preditivas estão relacionadas às inspeções e monito-
ramentos, que buscam predizer ações necessárias para manter os 
sistemas em funcionamento.
CAPÍTULO 1
30 
E, para enfatizar a importância da manutenção no desempenho das 
edificações, Correia (2013) chama a atenção para a necessidade de se im-
plantar um Programa de Manutenção, com rotinas de inspeção e manu-
tenção estabelecidas e rigorosamente realizadas, contando com registro 
claro feito pelo profissional responsável, de forma que se permita uma 
gestão eficaz desse processo.
• Manutenibilidade – Trata do nível de facilidade que um sistema, 
elemento ou componente possui para que seja mantido ou reco-
locado no estado no qual possa executar suas funções requeridas, 
de acordo com condições de uso especificadas, quando a manu-
tenção é executada sob condições determinadas, procedimentos 
e meios prescritos.
• Degradação – Diz respeito à diminuição no desempenho da edifi-
cação ou de seus sistemas em decorrência da atuação de um ou de 
vários agentes de degradação.
• Agente de Degradação – Está associado a tudo aquilo que atua so-
bre um sistema, de forma a colaborar na redução de seu desempenho
A partir da apresentação desses conceitos abordados pela NBR 15575 e 
em conformidade com a essência da patologia das edificações – que é in-
vestigar as causas das manifestações patológicas, colaborando assim para 
a prevenção e mitigação das mesmas – se chega ao entendimento que 
uma das principais vantagens da aplicação desta norma reside na possibi-
lidade de os imóveis apresentarem um tempo de uso muito maior ao lon-
go do tempo. Em tese, quer dizer que as edificações poderão durar muito 
mais em decorrência dos cuidados adotados durante a sua execução e ao 
longo da sua utilização.
Essas questões sobre a durabilidade da edificação e a possibilidade de 
extensão da mesma são salientadas no texto da NBR 15575 ao serem apre-
sentados os conceitos de Vida Útil (VU) e Vida Útil de Projeto (VUP).
VIDA ÚTIL
De acordo com a NBR 15575, a VU de uma edificação é uma medida 
temporal sobre sua durabilidade ou de seus sistemas, ou seja, o tempo 
em que esses elementos conseguem desempenhar as funções ou ativida-
CONCEITOS INICIAIS 
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des para os quais foram projetados, de modo que sejam aferidos os níveis 
mínimos de desempenho requeridos por esta norma, levando em consi-
deração, inclusive, a realização das ações de manutenção. Ações estas que 
devem constar no manual de uso, operação e manutenção da edificação. 
Este manual, por sua vez, é elaborado com base nas orientações trazi-
das na ABNT NBR 14037 – 2014 – Diretrizes para elaboração de manuais 
de uso, operação e manutenção das edificações — Requisitos para elabo-
ração e apresentação dos conteúdos, a qual estabelece desde o responsá-
vel pela elaboração e entrega (o construtor), o conteúdo a ser incluído no 
manual, até a linguagem a ser utilizada (para que seja de fácil compreen-
são) e também a maneira como será disponibilizado.
O manual utiliza ainda como referência para sua elaboração a ABNT 
NBR 5674: 2012 – Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema 
de gestão de manutenção, no que diz respeito ao provimento de informa-
ções técnicas necessárias para desenvolvimento das atividades de opera-
ção, uso e manutenção da edificação.
Vale citar que a NBR 15575 traz uma observação sobre o conceito de VU, 
de modo que não se confunda VU com prazo de garantia legal ou contratual.
Além das operações de manutenção, alguns outros fatores influenciam 
também na VU da edificação, tais como: o uso apropriado da mesma e de 
suas partes, possíveis alterações no clima, níveis de poluição da região e 
mudanças no entorno com o passar do tempo etc.
Desta forma, o valor final alcançado pela VU será composto pelo valor 
teórico da VUP sob influência positiva ou negativa destes fatores listados. 
Em outras palavras, se negligenciado o cumprimento integral dos progra-
mas definidos no manual de uso, operação e manutenção da edificação, 
bem como a incidência de ações anormais do meio ambiente, poderá ser 
verificado o desenvolvimento de manifestações patológicas, o que oca-
sionará a redução do tempo de vida útil, podendo este ficar menor que o 
prazo teórico calculado como vida útil de projeto.
VIDA ÚTILDE PROJETO
Ainda de acordo com a NBR 15575, a VUP é o intervalo de tempo estimado 
para o qual um sistema é projetado, de modo que cumpra com os requisitos 
de desempenho requeridos pela norma, ou seja, é uma estimativa teórica.
CAPÍTULO 1
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O atendimento dos critérios mínimos para a VUP colabora para que não 
sejam entregues edifi cações que possuam durabilidade inadequada e que 
possam comprometer o valor do bem, trazendo assim prejuízos ao usuário.
A NBR 15575 apresenta uma relação entre a vida útil da edifi cação e a 
realização de ações de manutenção, na qual é possível verifi car o prolon-
gamento considerável da vida útil quando da realização das manutenções.
Uma vez apresentado todo este arcabouço conceitual, avancemos então, 
nos capítulos seguintes, para um conhecimento mais pormenorizado sobre 
patologia das construções. O enfoque será em alguns dos elementos das cons-
truções mais comuns, de maneira que seja possível conhecer e analisar as mani-
festações patológicas às quais estes elementos podem estar submetidos.
Por fi m, para informações adicionais acerca desta introdução à patolo-
gia das construções, você pode acessar o QR Code da Figura 9, para ser re-
direcionado para uma página a qual será atualizada constantemente com 
informações relevantes a respeito deste tema.
Figura 9 – QR code contendo mais casos, análises, 
detalhes e as imagens coloridas e em alta resolução 
de introdução à patologia das construções. 
Fonte: Autor.
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QUADRO RESUMO
Palavras-Chave Descrição
Patologia Estudo das doenças de modo geral.
Patologia das construções
Área da Engenharia responsável por investigar 
as manifestações patológicas.
Manifestação patológica
Expressão resultante da degradação identifica-
da na edificação, podendo ser gerada durante 
execução da obra, do projeto ou adquirida ao 
longo do tempo.
Norma de Desempenho
NBR 15575/2013 – Conjunto de requisitos e 
critérios estabelecidos para uma edificação 
habitacional e seus sistemas, com base em 
requisitos do usuário, independentemente da 
sua forma ou dos materiais constituintes.
Desempenho
Comportamento em uso de uma edificação e 
de seus sistemas.
Durabilidade
A capacidade que a edificação ou seus sistemas 
possuem para desempenhar suas funções com 
o passar do tempo.
Manutenção
Conjunto de atividades para se assegurar a 
conservação ou recuperação da capacidade 
funcional de uma edificação.
Manutenibilidade
Nível de facilidade que um sistema, elemento 
ou componente possui para que seja mantido 
ou recolocado no estado ideal de uso.
Degradação Diminuição no desempenho da edificação.
Agente de Degradação
Tudo aquilo que atua sobre um sistema, redu-
zindo seu desempenho.
Vida Útil
É uma medida temporal sobre a durabilidade 
de uma edificação ou de seus sistemas.
Vida Útil de Projeto
Intervalo de tempo estimado para o qual um 
sistema é projetado, de modo que cumpra com 
os requisitos de desempenho.
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QUADRO ESQUEMÁTICO
Patologia das Edificações
Patologia
Profilaxia
Anamnese
Diagnóstico
Prognóstico
Terapia
Manifestações Patológicas
Causa
Origem
Mecanismo

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