Prévia do material em texto
ELABORAÇÃO DE LAUDO TÉCNICO E PERÍCIAS JUDICIAIS INSPEÇÃO PREDIAL Sumário VÍDEOS ....................................................................................................................... 6 Unidade 1: INSPEÇÃO PREDIAL ............................................................................... 7 Seção 1.1: Inspeção Predial ..................................................................................... 7 Seção 1.2: Engenharia diagnóstica ......................................................................... 7 Seção 1.3: Inspeção predial durante o processo construtivo. ............................ 11 Seção 1.4: Equipamentos utilizados em inspeções prediais. ............................. 16 2: NORMAS TÉCNICAS PARA ENGENHARIA DIAGNOSTICA EM EDIFICAÇÕES. .................................................................................................................................. 22 Seção 2.1: NBR 13752/96: Perícia de Engenharia na Construção Civil. ............. 23 Seção 2.2: NBR 14037: Manual de Uso, Operação ou de Manutenção. .............. 26 Seção 2.2.1: Alertas sobre Riscos e Perigos no Manual .................... 27 Seção 2.2.2: Não faça Propagandas de Marcas ou Parceiros Comerciais. ....................................................................................................... 28 Um cuidado que é preciso ter ao orientar sobre o que fazer em cada procedimento é se manter neutro com relação a recomendação de marcas comerciais. Apesar de algumas marcas serem claramente melhores que outras, há dois problemas em recomendá-las de forma direta: ..................................... 28 Seção 2.3: NBR 5674/2012: Manutenção de edificações. .................................... 34 Referências ............................................................................................................... 42 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós- Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. VÍDEOS Antes de iniciar a leitura do material assista aos vídeos indicados abaixo, que farão a introdução ao assunto e também contribuirão com o conhecimento sobre a área de estudo. • Vídeo 1: O que é inspeção predial? Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9Tcz5A4ZJTM. Sinopse: O check-up predial é uma inspeção, que deve ser periódica, cujo objetivo é avaliar tecnicamente o estado de conformidade de uma edificação, com base nos aspectos de desempenho, vida útil, segurança, conservação, manutenção, utilização, operação e as expectativas dos usuários. • Vídeo 2: Teste de percussão. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PjNgIpgcq0U Sinopse: O teste de percussão em revestimentos, pisos, paredes e fachadas, nós permite identificar problemas no revestimento não visível aos olhos! Por exemplo, em uma fachada, que com o tempo vai tendo danos no rejunte, ou surgimento de fissuras e como identificar se basta corrigir o rejunte ou tratar a fissura? Que não existe um dano maior? O teste de percussão em revestimento vai mostrar se o mesmo continua aderido ou não. Se estiver aderido, de fato, o rejunte ou fissura ainda não causou danos e basta tratar pontualmente, se não, é preciso remover parte desse revestimento não aderido e refazê-lo ● Vídeo 3: Como usar medidor de umidade Klein Tools Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8kf9B_3pzHY Sinopse: Existem diversos equipamentos para trabalhar na engenharia diagnóstica. O vídeo mostra como usar medidor de umidade da Klein Tools. Um equipamento americano que vai melhorar as suas vistorias. As edificações sofrem muito com umidade e na maioria das vezes é possível identificar a umidade pelas manchas, mofos e bolores. Entender como usar medidor de umidade pode auxiliar os seus trabalhos de recebimento de chaves, entrega de obra, inspeção predial. https://www.youtube.com/watch?v=9Tcz5A4ZJTM https://www.youtube.com/watch?v=PjNgIpgcq0U https://www.youtube.com/watch?v=8kf9B_3pzHY Unidade 1: INSPEÇÃO PREDIAL Seção 1.1: Inspeção Predial Quando uma edificação é planejada e construída, o que se espera é que sua vida seja usufruída ao máximo. As edificações são estruturas físicas com finalidade de realizar atividades produtivas de forma direta e indireta, sendo fundamental que estas apresentem condições adequadas para sua destinação. No entanto, para que essa premissa se cumpra é necessária uma atenção mais responsável para nossas edificações, que com tão pouco tempo de uso já apresentam sinais de manifestações patológicas, mau uso e falhas construtivas. Situações como infiltrações, desplacamento de fachadas, desabamentos, incêndios, problemas que poderiam ser evitados se a edificação passasse por cuidados, que fatalmente são negligenciados, através de ações preventivas que asseguraria o funcionamento adequado e a segurança e conforto dos usuários. Uma edificação depende de ações de manutenção e a prática de inspeção predial para detalhar seu estado geral, assim como, seus sistemas construtivos para descobrir possíveis falhas e manifestações. Inspeção predial é o serviço realizado com a finalidade de fazer uma analise geral da edificação, e assim determinar como estão os sistemas e subsistemas, visando preservar o desempenho original da edificação. Inspeção predial insere-se no rol de ferramentas da engenharia diagnostica em edificações, com ações proativas visando á qualidade da edificação, por meio de diagnósticos, prognósticos e prescrições técnicas que favorecem a boa gestão predial no decorrer da vida edilícia. Seção 1.2: Engenharia diagnóstica A Engenharia Diagnóstica é uma área da Engenharia, que abrange o processo de identificação e análise de falhas construtivas e anomalias, além de buscar entender a causa e origem dessas falhas ou patologias. O termo patologia é relacionado à medicina, por ter similaridade entre a análise do corpo humano e suas doenças e de um prédio. As principais ferramentas diagnosticas são as inspeções e as auditorias, sem embargo da possível utilização das vistorias, perícias e consultorias, e um importante benefício é a concepção de uma hierarquia lógica, e fundamentada, dos serviços prestados pelos profissionais especializados, partindo do nível mais simples qualificado como vistoria em edificações em um nível mais complexo da prestação de serviço, caracterizado pela consultoria em edificação. A hierarquização dos serviços permite que eles sejam ofertados de forma mais precisa e clara ao mercado, evitando que um trabalho seja classificado como imprestável. Para isso, utilizam-se diversos tipos de ferramentas diagnósticas, que seguem uma hierarquia lógica, partindo de níveis mais simples de prestação de serviço até os mais complexos,conforme os itens abaixo: Figura 1: Fluxograma da engenharia legal. Fonte: Livro Inspeção predial total. • Vistoria: Constatação técnica de determinado fato, condição ou direito relativo a um objeto, realizando a verificação in loco. Podemos destacar a vistoria de conclusão de obra, locativa (para alugar um local ou até mesmo para entregá-lo ao proprietário) e vistoria cautelar de vizinhança (laudo de vizinhança); • Inspeção: É a análise técnica de fato, condição ou direito relativo a uma edificação, com base em informações genéricas e na experiência do engenheiro diagnóstico. A inspeção predial é uma das mais famosas inspeções, podendo ser a total, ou até mesmo de um sistema/subsistema específico; • Auditoria: É o testamento técnico, ou não, de conformidade de um fato, condição ou direito relativo a uma edificação. Em síntese são ferramentas para atestar se determinado objeto ou item está de acordo com o previsto; • Perícia: É a determinação da origem, da causa e do mecanismo de ação de um fato, condição ou direito relativo a uma edificação. Esta ferramenta realiza a investigação das causas e origens das não conformidades, realizando ensaios comprobatórios e investigativos, com o objetivo de avaliar de forma mais profunda as suas consequências e resultando em laudos que muitas vezes serão usados na justiça para obter soluções; • Consultoria: É a prescrição técnica a respeito de um fato, condição ou direito relativo a uma edificação. • Sintomatologia: É a confirmação e análise dos índices da situação física das anomalias construtivas e falhas de manutenção. • Etiologia: Início, causa, e efeito, mecanismo de ação das anomalias construtivas e falhas de manutenção. • Terapêutica: Análise das correções das anomalias construtivas e falhas de manutenção. https://www.jmengdiagnostica.com.br/laudo-de-entrega-de-obra https://www.jmengdiagnostica.com.br/laudo-de-entrega-de-obra https://www.jmengdiagnostica.com.br/laudo-de-vistoria-cautelar https://www.jmengdiagnostica.com.br/inspecao-predial .Figura 2: Estudo realizado com as ferramentas da Engenharia Diagnostica. Fonte: Livro Inspeção predial total Seção 1.3: Inspeção predial durante o processo construtivo. O envelhecimento prematuro das edificações é um problema presente em diversos empreendimentos habitacionais, no qual podemos relacionar com o aparecimento de fenômenos patológicos. Segundo a NBR 15575, foram definidas algumas etapas do processo construtivo, denominada “PPEEURD” (Planejamento, Projeto, Execução, Entrega, Uso, Reabilitação e Desconstrução) contemplada e especificada pela Engenharia Diagnóstica. • Planejamento (“P”): Esta etapa tem como finalidade conhecer o local onde a obra será realizada, prever os riscos e possíveis interferências na vizinhança, conhecer o terreno, as condições ambientais e seu entorno, constatar a viabilidade da obra, conhecer o mercado mais vantajoso para qual se destinara o empreendimento. • Projeto (“P”): É a parte que se trata das fazes dos projetos envolvidos em toda construção ao iniciar pela sondagem no terreno desenvolvimento do projeto de fundação, estrutura, alvenaria, hidráulico, elétrico, e protocolar o projeto na prefeitura, também é nesta faze que se define o nível de desempenho que pode ser mínimo, intermediário e máximo. • Execução (“E”): No processo de construção é de responsabilidade do construtor a qualificação dos operários e a inspeção da utilização dos materiais nos processos em execução. • Entrega (“E”): Após a entrega, será de competência dos proprietários ou condomínio proceder com as ações de manutenções. É importante que seja feita uma vistoria pelo profissional responsável pela obra, a fim de confirmar as condições do que está sendo entregue. • Uso (“U”): No período de utilização, o usuário deve utilizar de maneira correta a edificação. Nesta fase, se concentram as inspeções prediais, que oportunizam as manutenções periódicas, garantindo o desempenho esperado da edificação. Caso algo seja encontrado durante as vistorias, que requer mais atenção será realizada uma vistoria mais detalha que resultara no diagnóstico principal e na prescrição de como corrigir a anomalia. Como na maioria dos casos, não é possível trabalhar com a correção de todos os sistemas de uma só vez, é necessário trabalhar com a priorização das atividades: • Defeitos; • Problemas; • Lista de prioridade de correção; • Consultoria ou prescrição para correção dos problemas de maneira gradual. • Plano de manutenção predial. Figura 3: Etapas do processo construtivo. Fonte: http://engenhariadiagnostica.com.br. http://engenhariadiagnostica.com.br/ No entanto, o desempenho de um edifício se dá através dos requisitos fundamentais para a utilização humana. Ainda de acordo com a norma, a vida útil de um imóvel é definida pela duração das atividades para a qual foi projetada, visando manter a qualidade do desempenho predito em norma. A manutenção tem o propósito de restabelecer o desempenho perdido decorrente de problemas patológicos, procurando conservar a eficiência estabelecida em projeto. As manutenções periódicas previstas em projeto necessitam manter os níveis de desempenho dos sistemas e seus materiais acima do mínimo previsto em norma. De acordo com a norma NBR 15575, a vida útil da edificação deixa de existir quando os níveis mínimos não são atingidos. Figura 4: Desempenho da edificação ao longo do tempo. Fonte: Revista Concreto, IBRACON, 2013. Tornou-se um ponto de extrema importância, a manutenção de edificações para que a mesma atenda às necessidades de seus usuários por um longo período. No setor da manutenção há categorias distintas como: • Preditiva: Tem como principal objetivo prognosticar o surgimento de um problema ou degradação, estabelecendo previamente, a correção, voltada para expandir seu período de durabilidade e por fim conduzindo para o processo de manutenção preventiva. • Preventiva: Esse tipo de manutenção visa à correção de falhas antes que elas aconteçam, evitando assim a necessidade de reparo. Medidas técnicas como inspeções periódicas garantem um desempenho satisfatório da edificação. • Corretiva: É a atividade realizada após o aparecimento de falhas/patologias e visa recuperar a capacidade de desempenho e vida útil da estrutura. • Detectiva: Tem como propósito tratar a origem da patologia, ao invés de tratar somente a manifestação patológica em si. A variedade de questões diagnósticas é muito ampla, pois abrange a o desempenho e as patologias nas edificações. Visualização geral de algumas das principais áreas de investigação está representada pela árvore diagnóstica: Assim sendo, cabe a indagação: “Apenas essas quatro ferramentas de investigação (vistoria, inspeção, auditoria e perícia) respondem a todas as questões diagnósticas?”. A resposta a essa indagação permite as duas vertentes: sim e não: Figura 5: Árvore Diagnóstica. Fonte: Ferramentas de investigação Técnica (Tito Lívio Ferreira Gomide). • Sim: Caso se considere a vistoria como uma constatação, a inspeção como uma análise, a auditoria como uma inter-relação e a perícia como uma inferência, pois todas as fases do desenvolvimento intelectual de uma investigação técnica estão contempladas nessas quatro ferramentas. Figura 6: Ferramentas de Investigação. Fonte: Ferramentas de investigação Técnica (Tito Lívio Ferreira Gomide). • Não: Caso se entenda que há muitas respostas diagnósticas fornecidas diretamente pela tecnologia e informática, sem a necessidade de qualquer inferência intelectual direta do Engenheiro Diagnóstico. Nesse sentido, poderiam ser enquadrados como outras ferramentasdiagnósticas os resultados dos levantamentos topográficos, sondagens, ensaios laboratoriais, protótipos, BIM e outras modernas tecnologias. Figura 7: Ferramentas Diagnósticas complementares. Fonte: Ferramentas de investigação Técnica (Tito Lívio Ferreira Gomide). Seção 1.4: Equipamentos utilizados em inspeções prediais. Sendo o trabalho de inspeção predial realizado da maneira correta, respeitando o período correto, é possível evitar diversos riscos a edificação, além de trazer economia, pois é comprovado por diversos estudos que a manutenção preventiva é muito mais econômica que a manutenção corretiva, que precisa ser executada por já ter um problema identificado e que precisa ser corrigido. A norma sita uma inspeção sensorial, não sendo exigido por ela nenhum tipo de ensaio durante a vistoria. Porém, o profissional tem que trabalhar sempre pensando no desempenho da vistoria e na satisfação do cliente, logo podem utilizar alguns equipamentos que irão auxiliar e agregar na vistoria além de fornecer maiores dados sobre a edificação. Seguem algumas opções de equipamentos e processos que podem ser utilizados neste processo: • Teste a percussão com martelo ABS: Através deste teste, é possível mapear toda a região inspecionada de forma a localizar os pontos que apresentam sons cavos ou ocos, identificando possíveis problemas de aderência, que podem levar ao descolamento do revestimento. Figura 8: Martelo ABS Haste de metal Fonte: Google. • Medidor de umidade: O medidor de umidade é responsável por medir e controlar o teor de umidade em um material. Além dos diversos materiais mencionados que podem ser medidos com um medidor de umidade, há também várias características de funcionamento que podem alterar entre eles. Porém, desde os mais modernos até os mais simples, todos eles possuem sensores que podem quantificar com precisão a umidade, desde que bem utilizados. Sensores de umidade funcionam com dois eletrodos para conduzir corrente elétrica pelo material especifico, (podendo ser, concreto/solo e parede, madeira, grãos, entre outros), fazendo a leitura de umidade relativa por comparação com a resistência, pois a água diminui a resistência, enquanto o material seco conduz com mais dificuldade. Figura 9: Medidor de umidade. Fonte: Google. • Pacômetro: É um detector de materiais, é essencial na área de perícia de construção civil. Esse aparelho ajuda a detectar materiais construtivos não visíveis numa inspeção. O objeto, além de ser pequeno e fácil de usar, funciona como um scanner e faz uma análise dos elementos estruturais. Além disso, possui uma metodologia não destrutiva e preventiva, visto que apresenta os materiais presentes dentro de paredes, pilares ou vigas, impedindo uma perfuração inadequada e facilitando a inspeção, pois não precisará quebrar a estrutura para verificar como estão as barras de aço, por exemplo, dentro da parede. O detector possui variações, algumas mais avançadas e outras mais simples, porém sempre capazes de fazer análise em vários materiais como concreto, alvenaria e drywall. Segundo a Bosch, uma empresa multinacional que produz o aparelho, o pacômetro pode verificar os materiais não visíveis, o D-tect 120 usado na Saletto pode detectar materiais até 100mm dentro de uma parede, porém essa distância muda, de acordo com a tecnologia presente no mesmo. Os modelos mais avançados também são capazes de identificar o diâmetro aproximado das barras de aço presentes na construção. Há também uma diferenciação dos objetos que os aparelhos conseguem identificar, os mais tecnológicos identificam não só o aço bem como tubos de PVC, fiações elétricas, madeira e tubos de cobre. Figura 10: Pacômetro. Fonte: Google. • Janelas de inspeção: é uma pequena abertura feita em determinados pontos (aberturas que não representam nenhum risco para a edificação) para o profissional conseguir entender/analisar o que esta acontecendo naquele local. Se houve a união de materiais diferentes, ou se esta havendo desplacamento apenas da cerâmica, ou também do reboco, o que esta causando a umidade. • Trena: Equipamento usado para medir os mais variados itens, como pisos, paredes, superfícies, entre outros materiais. Tipos de trena: Trena Longa – Terrenos, Construções e Áreas Externas; Trenas Manuais – Distâncias Menores, Móveis e Paredes; Trenas a Laser e Digitais – Medições à Distância. Figura 11: Tipos de trena. Fonte: Google. • Fissurómetro: É constituído por duas partes, designadas por “A” e “B”, executadas em plástico flexível e transparente. A primeira, em forma de “T”, tem imprimido dois traços de referência em esquadria. A segunda, de forma rectangular, tem impresso um reticulado graduado em 0,5 mm, e é dotada de duas ranhuras nas quais a parte “A” vem introduzida, por forma a que os traços de referência e o reticulado fiquem sobrepostos e centrados. O fissurómetro é fornecido com as duas partes fixadas na posição atrás descrita, por meio de dois pequenos autocolantes. Faz ainda parte do equipamento de ensaio o material de fixação, que pode ser: cola de contato, fita adesiva de dupla face, agrafos, pequenos pregos de aço ou mesmo parafusos com buchas, colocados em furos de pequeno diâmetro. Para medir a abertura das fissuras e fendas, é utilizado, comparador de fissuras, e/ou medidor óptico. O primeiro consiste em um retângulo de plástico transparente, com diferentes traços de espessuras conhecidas e que por comparação visual permite estimar a abertura das fissuras. O segundo é constituído por um conjunto óptico focável, cujo campo de visão pode ser iluminado por uma lâmpada alimentada por uma pilha. A lente graduada permite medições com um rigor de 0,02mm. A utilização destes equipamentos dependerá do rigor pretendido na monitorização e da variação da abertura das fissuras durante o período da monitorização. Figura 12: Fissurómetro. Fonte: Google. • Lanterna: Lanterna elétrica é um instrumento utilizado para iluminação, sendo geralmente portátil, que usa pilhas baterias para gerar energia luminosa. Figura 13: Tipos de lanterna. Fonte: Google. • Alicate: É amplamente utilizado tanto profissionalmente quanto em casa. Ele combina as funções dos alicates de bico e de pressão, podendo ser usado tanto para cortar quanto para apertar objetos. Figura 14: Alicate universal. Fonte: Google. 2: NORMAS TÉCNICAS PARA ENGENHARIA DIAGNOSTICA EM EDIFICAÇÕES. Ao atuar na área de engenharia, possuem várias normas técnicas das quais o engenheiro precisa se amparar. É de grande importância que o engenheiro busque amparo nas normas técnicas qualquer atividade relacionada, que for executar. No Brasil existem mais de 8.100 normas técnicas, sendo 5.582 da NBR (Normas técnicas brasileiras). É importante que o engenheiro siga a norma para que execute a função de forma correta e que siga também as diretrizes do código de defesa do consumidor. • Art. 39, inciso VIII do código de defesa do consumidor, que aponta que todo serviço executado ou produto colocado no mercado precisa atender as normas técnicas vigentes para aquele item. Figura 15: Código de defesa do consumidor Art. 39. Fonte: site jus Brasil: www.jusbrasil.com.br Seção 2.1: NBR 13752/96: Perícia de Engenharia na Construção Civil. Esta norma fixa as diretrizes básicas, conceitos, critérios e procedimentos relativos ás perícias de engenharia na construção civil, bem como: a) Classifica o objeto quanto a natureza; b) Institui a terminologia, as convenções e as notações; c) Define a metodologia básica aplicável; d) Estabelece os critérios a serem empregados nos trabalhos; e) Prescrevemdiretrizes para apresentação de laudo e pareceres técnicos. Esta norma é exigida em todas as manifestações escritas de trabalhos periciais de engenharia na construção civil. A realização deste trabalho é de responsabilidade e exclusiva competência dos profissionais legalmente habilitados pelos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA, de acordo com a Lei Federal nº 5194/66 e, entre outras, as Resoluções nº 205, 218 e 345 do CONFEA. Seção 2.1.1: Perícias • Avaliações de bens, frutos e perícias; • Exames; • Vistorias; Seção 2.1.2: Avaliação Análise técnica para identificar valores, custos ou indicadores de viabilidade econômica, para um determinado objetivo, finalidade e data, consideradas determinadas premissas, ressalvas e condições limitantes. Seção 2.1.3: Exame Constatação de fatos ou situações com descrição minuciosa dos elementos de interesse para estabelecer um processo investigativo tecnicamente fundamentado que permita analisar a existência ou inexistência de possíveis nexos causais, tendo por objeto bens móveis ou documentos. Pode ainda revelar responsabilidades e apontar consequências. Seção 2.1.4: Vistorias Constatação de fatos ou situações com descrição minuciosa dos elementos que os constituem. Pode ter o propósito de caracterizar tipologia, estado de conservação, padrão construtivo, idade, anomalias ou outras características. Não há determinação de causas, responsabilidades e soluções. • Análise comparativa de conformidade: Constatação de fatos ou situações com descrição minuciosa dos elementos que os constituem com o propósito de verificar atendimento a requisitos e padrões estabelecidos em projetos, memoriais descritivos, normas técnicas, legislações específicas, manuais técnicos e outros documentos desenvolvidos por fabricantes e prestadores de serviço, boletins técnicos de produtos e procedimentos, dados de fabricantes de produtos, sistemas, equipamentos, máquinas, contratos e material publicitário. • Análise de causalidade: Constatação de fatos ou situações com descrição minuciosa dos elementos que os constituem com desenvolvimento de processo investigativo tecnicamente fundamentado que permita analisar a existência ou inexistência de possíveis nexos causais. Pode ainda revelar responsabilidades e apontar consequências. Seção 2.1.5: Requisitos • Gerais: Os requisitos a serem observados estão condicionados à abrangência das investigações, à confiabilidade e adequação das informações obtidas, à qualidade das análises técnicas efetuadas e ao grau de subjetividade inerente ao trabalho. O nível de detalhamento e de aprofundamento de uma perícia está diretamente relacionado à sua natureza, objetivo, finalidade e elementos disponíveis. • Essenciais: Levantamento e descrição dos elementos que permitam ao perito fazer seu trabalho e fundamentar sua convicção e conclusão devendo constar, quando for cabível, a anamnese do caso identificando as datas de ocorrência dos eventos, documentação pertinente, relatório fotográfico e desenhos elucidativos. • Análise e fundamentação, contemplando o que seja necessário para o entendimento da matéria expostas de forma clara, objetiva, inteligíveis e apoiadas em referências técnicas pertinentes e identificadas à exceção dos casos de vistorias de constatação. Quando for cabível, em função do objetivo, finalidade, natureza e espécie da perícia, devem-se: • Verificar, através de inspeção visual, testes e ensaios, conformidades nos termos definidos no item 4.1.6 d.2. • Caracterizar, classificar e quantificar a extensão de anomalias e danos observados, com as informações necessárias e suficientes para permitir a estimativa ou apuração dos custos de reparação segmentadas quanto às respectivas origens. Exemplos: Defeitos, vícios, falhas de manutenção, avarias, mutilações, decrepitude. Eis o ponto nevrálgico de uma perícia, em que o profissional emprestará todo o seu conhecimento técnico para analisar, classificar e indicar as causas dos danos ou eventos encontrados, fornecendo elementos para orientar e fundamentar decisões ou julgamento. “Carlos Pinto Del Mar - Direito na Construção Civil – Editoras PINI e LEUD”. Nas questões que envolvem a construção civil, não raro se encontram trabalhos periciais em que os peritos simplesmente relacionam anomalias e seus elementos constituintes, sem, contudo, considerar os diversos fatores que podem ter dado causa: se são de origem construtiva, se estão associados à decrepitude; à deterioração por falta de manutenção; a avarias ou até mutilações. Seção 2.2: NBR 14037: Manual de Uso, Operação ou de Manutenção. Este manual deve ser entregue pela construtora com explicações sobre cuidados e manutenções da edificação. A NBR 14037 é a norma que regulariza a forma como se devem ser feitos os manuais de operação, uso e manutenção de uma edificação. De forma mais simples, é o manual de como criar manuais de manutenção. O foco da NBR 14037 deve ser em perceber como as orientações destacam a necessidade de se fazer algo facilmente entendido por quem lê. • Em primeiro lugar, a linguagem do manual deve ser bem clara e fácil de entender, com palavras e expressões simples e linguagem didática. Nada de usar linguagem muito complexa, como um contrato jurídico ou técnico demais. Esse cuidado facilita muito a compreensão das informações e faz com que os leitores logo estejam prontos para agir de acordo com o que leram. Além disso, até a forma como as informações são organizadas no manual tem de ser pensada para facilitar a compreensão. • O detalhamento do manual vai depender muito da complexidade da edificação. Mas, de forma geral, quanto mais complexa for a percepção sobre algum procedimento, maior o nível de detalhe e profundidade deve ser aplicada na explicação dele. Caso contrário, alguém poderia achar que certo aspecto descrito no manual não é tão importante, só porque não o entendeu direito. Apesar disso, via de regra é importante que o manual seja bem prático e direto ao ponto, apenas com a quantidade de informações técnicas essenciais para realizar as tarefas. A NBR 14037 destaca o grande valor de usar muitos recursos visuais para facilitar o entendimento das orientações e a aplicação delas. A própria norma sugere os seguintes: • Muitas ilustrações e exemplos; • Variação na tipografia, para tornar a leitura mais interessante e agradável, além de destacar informações mais importantes; • Quadros de recapitulação e resumo do conteúdo de cada capítulo. Seção 2.2.1: Alertas sobre Riscos e Perigos no Manual • É fundamental que o manual contenha alertas sobre possíveis riscos a que os profissionais estão sujeitos caso realizem (ou deixem de realizar) determinados procedimentos. • Ainda que a manutenção seja indispensável, os profissionais precisam estar cientes de seu risco para que tomem as devidas medidas de segurança na preparação. • Não deixe de alertar para o que pode acontecer se algum dos itens do manual for ignorado. Quanto maior o risco em caso de negligência, maior deve ser o alerta. Seção 2.2.2: Não faça Propagandas de Marcas ou Parceiros Comerciais. Um cuidado que é preciso ter ao orientar sobre o que fazer em cada procedimento é se manter neutro com relação a recomendação de marcas comerciais. Apesar de algumas marcas serem claramente melhores que outras, há dois problemas em recomendá-las de forma direta: • Pode ser que, com o tempo, a marca perca qualidade com relação aos concorrentes e se torne inferior a eles. • A simples recomendação de uma marca pode dar a ideia de que o manual é, na verdade, uma peça de marketing ou catálogo de vendas disfarçado. • O ideal é passar as especificações de peças e componentes, nãomarcas. Assim o leitor pode comprar só os itens com a qualidade necessária em qualquer situação. Seção 2.2.3: Torne o Material Acessível em Formato Impresso. Os meios eletrônicos são muito úteis, e até pode ser que os seus manuais de uso e manutenção sejam acessados desses aparelhos. Mas sempre deve ter uma cópia impressa facilmente acessível, ou a possibilidade de imprimir rapidamente o conteúdo, inteiro ou em partes. A NBR 14037 é importante para manter os prédios seguros e bem cuidados, uma vez que orienta a como criar os manuais de uso e manutenção da forma certa. A clareza das informações é o ponto chave para isso, e quem seguir as diretrizes da norma terá grandes chances de manter as edificações em ótimo estado por um longo tempo. https://www.sienge.com.br/blog/mapa-de-risco-na-construcao-civil-dicas-de-seguranca Seção 2.2.4: Análise Documental. Deve-se analisar o conteúdo da documentação disponível, bem como sua compatibilidade, ou não, no sentido de resgatar providencias para torná-las disponíveis para o acervo documental da edificação. Na inspeção predial, é recomendável a verificação prévia de documentos específicos, tais como a convenção condominial e o manual de uso operação e manutenção, quando disponível, ou outro(s), visando à análise de parâmetros pertinentes para definição do tipo e padrão do edifício em estudo. Recomenda-se adotar, no caso de edificações condominiais, a tabela do anexo A da NBR 14.037 – Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações da ABNT, consoante segue: ANEXO A da NBR 14037 da ABNT - Da Documentação técnica e legal do condomínio A Tabela A.1 relaciona os principais documentos que devem fazer parte da documentação do condomínio, sendo que alguns deles são entregues pela construtora ou incorporadora e os demais devem ser providenciados pelo condomínio, conforme Tabela A.1 Tabela 1: Incumbência pelo fornecimento inicial a cargo da construtora ou incorporadora, Incumbência pela renovação a cargo do proprietário ou condomínio e periodicidades. Fonte: www.institutodeengenharia.org.br/ A periodicidade de renovação e o conteúdo da tabela 1 devem ser ajustados individualmente, em função das exigências locais da legislação municipal, estadual ou ainda da legislação federal vigente. Os documentos elencados devem ser mantidos em local seguro e seu conteúdo somente deve ser utilizado para fins de garantia de funcionalidade do edifício e comprobatória de atendimento a quesitos legais. Seção 2.3: NBR 5674/2012: Manutenção de edificações. Esta Norma fixa os procedimentos de orientação para organização de um sistema de manutenção de edificações. Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: • Desempenho: Capacidade de atendimento das necessidades dos usuários da edificação. • Edificação: Produto constituído pelo conjunto de elementos definidos e integrados em conformidade com os princípios e técnicas da Engenharia e da Arquitetura para, ao integrar a urbanização, desempenhar funções ambientais em níveis adequados. • Inspeção: Avaliação do estado da edificação e de suas partes constituintes, realizada para orientar as atividades de manutenção. • Manual de operação, uso e manutenção: Documento que reúne apropriadamente todas as informações necessárias para orientar as atividades de operação, uso e manutenção da edificação. • Manutenção: Conjunto de atividades a serem realizadas para conservar ou recuperar a capacidade funcional da edificação e de suas partes constituintes de atender as necessidades e segurança dos seus usuários. • Necessidades dos usuários: Exigências de segurança, saúde, conforto, adequação ao uso e economia cujo atendimento é condição para realização das atividades previstas no projeto. • Planejamento (dos serviços de manutenção): Elaboração de uma previsão detalhada dos métodos de trabalho, ferramentas e equipamentos necessários, condições especiais de acesso, cronograma de realização e duração dos serviços de manutenção. • Previsão orçamentária: Estimativa do custo para a realização de um programa de manutenção. • Programação (dos serviços de manutenção): Elaboração de um cronograma para a realização dos serviços de manutenção. • Projeto: Descrição gráfica e escrita das características de um serviço ou obra de Engenharia ou de Arquitetura, definindo seus atributos técnicos, econômicos, financeiros e legais. O proprietário de uma edificação, responsável pela sua manutenção, deve observar o estabelecido nas normas técnicas e no manual de operação, uso e manutenção de sua edificação, se houver. No caso de propriedade condominial, os proprietários condôminos, responsáveis pela manutenção de partes autônomas individualizadas e corresponsáveis pelo conjunto da edificação, devem observar e fazer observar o estabelecido nas normas técnicas e no manual de operação, uso e manutenção de sua edificação, se houver. O proprietário pode delegar a gestão da manutenção de uma edificação para empresa ou profissional legalmente habilitado. A empresa ou profissional contratado assume a responsabilidade técnica pelo sistema de manutenção da edificação e deve: • Assessorar o proprietário nas decisões sobre a manutenção da edificação, inclusive na organização do sistema de manutenção; • Providenciar e manter atualizados os registros da edificação; • Realizar as inspeções na edificação, apresentando relatórios periódicos sobre suas condições, identificando e classificando os serviços de manutenção necessários; • Preparar previsões orçamentárias; • Definir planos de manutenção; • Realizar ou supervisionar a realização de projetos e a programação dos serviços de manutenção; • Orçar os serviços de manutenção; • Realizar ou assessorar o proprietário na contratação de serviços de terceiros para a realização da manutenção da edificação, quando for o caso; • Supervisionar a execução dos serviços de manutenção; • Definir e programar um sistema de gestão da qualidade dos serviços de manutenção; • Orientar os usuários sobre o uso adequado da edificação em conformidade com o estabelecido nas normas técnicas e no manual de operação, uso e manutenção de sua edificação, se houver; • Assessorar o proprietário em situações de emergência. Exime-se da responsabilidade técnica a empresa ou profissional quando o seu parecer técnico não for observado pelo proprietário ou usuários da edificação. O sistema de manutenção deve possuir uma estrutura de documentação e registro de informações permanentemente atualizado para propiciar economia na realização dos serviços de manutenção, reduzir a incerteza no projeto e execução dos serviços de manutenção e auxiliar no planejamento de serviços futuros. Seção 2.4: NBR 15575: Norma de Desempenho. A NBR 15575 é uma norma que trata do desempenho de edificações habitacionais e apresenta características indispensáveis de uma obra para o consumidor, com o objetivo de prezar pelo conforto, acessibilidade, higiene, estabilidade, vida útil da construção, segurança estrutural e contra incêndios. Embora nem todos esses aspectos estejam presentes conscientemente na análise antes de adquirir um novo imóvel, eles com certeza determinarão, cedo ou tarde, se foi ou não uma boa compra. A norma empenha-se em atender as exigências dos usuários ao longo dos anos, dando uma grande importância à habitabilidade e à duração da qualidade da edificação, considerando além da fase construtiva, todo seu uso. Nesse sentido, todos os participantes do processo de construção, compra e utilizações estão inseridas e têm suas responsabilidades: projetistas,fornecedores de material, construtores, incorporadores e clientes. Seção 2.4.1: Exigências da NBR 15575 A NBR 15575 é dividida em 6 partes, são elas: • Parte 1: Requisitos gerais; • Parte 2: Requisitos para os sistemas estruturais; • Parte 3: Requisitos para os sistemas de pisos; • Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas – SVVIE; • Parte 5: Requisitos para o sistema de coberturas; • Parte 6: Requisitos para os sistemas hidros sanitários. Na parte 1 da norma é abordado sobre o desempenho da edificação, visando o bem estar do morador. Neste tema, existem três grupos de requisitos: segurança, sustentabilidade e habitabilidade. No primeiro item, é exigido segurança estrutural, contra incêndios e no uso e operação da construção. Quanto à sustentabilidade, a NBR 15575 abrange a durabilidade, a manutenção e os impactos ambientais da obra. https://www.mobussconstrucao.com.br/blog/2018/04/partes-interessadas-iso-9001-2015/ https://www.mobussconstrucao.com.br/blog/2018/03/nr-21-no-canteiro-de-obras/ As exigências de habitabilidade são responsáveis por manter a satisfação do cliente durante a utilização do imóvel. Elas estão presentes no dia a dia e no convívio entre proprietários: ➢ Estanqueidade da água A umidade é uma das maiores fontes de formação de fungos, doenças respiratórias e outras complicações. Ela é decorrente da falta de controle da estanqueidade da água. Além de estar associada a problemas de saúde dos usuários, também está relacionada diretamente à durabilidade da construção, principalmente devido à corrosão. A norma NBR 15575 estabelece critérios de estanqueidade nas seguintes áreas da edificação: fachadas, pisos de locais molhados, coberturas, instalações hidros sanitárias e demais elementos da obra que possam estar sujeitos ao uso de água. As regiões citadas correspondem a: • Lugares molhados, que podem resultar em lâminas d’água durante a utilização; • E molháveis que apenas recebem respingos d’água; Portanto, para atender os requisitos de habitabilidade, é preciso haver estanqueidade em todos eles. ➢ Desempenho térmico O desempenho térmico influencia no conforto do usuário durante a realização de suas atividades diárias, assim como em seu sono, e contribui para a economia de energia. É possível obter desempenho térmico através de condicionamento artificial, seja na refrigeração ou calefação. Porém, a norma NBR 15575 não trata disso – foca apenas nos critérios de desempenho em condições naturais de insolação, ventilação e outras. Para conseguir um desempenho térmico favorável ao usuário, deve-se levar em conta uma condição média, já que o nível de satisfação varia dependendo dos moradores (número de pessoas, idade, sexo, condições fisiológicas e psicológicas) e das características do imóvel em si (quantidade de mobília, finalidade do imóvel, atividades exercidas em seu interior). Através dessa condição média, as características do local da obra (topografia, temperatura e umidade do ar, direção e velocidade do evento, etc) e da própria edificação (materiais, número de pavimentos, dimensões, pé-direito, orientação das fachadas, etc) podem ser trabalhadas, obtendo, assim, a habitabilidade necessária. ➢ Desempenho acústico O desempenho acústico é um requisito importante de habitabilidade e um dos mais sensíveis ao usuário no cotidiano. Para cumprir essa exigência, é preciso evitar os ruídos gerados pela circulação de veículos, pelas atividades nas áreas comuns do edifício (em caso de apartamentos), música alta, ruídos sonoros provenientes dos vizinhos, entre outros. Faz-se necessária, então, a adequação de certos componentes da construção, como fachadas, coberturas, entrepisos e paredes, para um isolamento acústico eficiente. A norma define a intensidade de ruídos autorizados para cada local, eles estão divididos em classes 1, 2 e 3. ➢ Desempenho luminoso A NBR 15575 estipula os níveis requeridos para iluminações naturais e artificiais, englobando as exigências de outra norma, a NBR 5413, que fala apenas de iluminações artificiais. As exigências da NBR 5413 levam em consideração a iluminação para várias atividades do dia a dia, em diferentes tipos de edificações (moradias, escolas, comércio, etc). Já a norma de desempenho NBR 15575 apresenta medições para a luz diurna e artificial em edifícios habitacionais. ➢ Saúde, higiene e qualidade do ar. A construção habitacional, de acordo com a NBR 15575, deve ter níveis aceitáveis de material particulado em suspensão, microrganismos, bactérias e gases tóxicos, além de prover condições adequadas de salubridade aos usuários e dificultar, por meio de estanques, por exemplo, a infiltração e contaminação por insetos e roedores. No uso da norma, devem, também, ser atendidas as regulamentações da Anvisa, Códigos Sanitários e as legislações em vigor. https://www.normas.com.br/visualizar/abnt-nbr-nm/5254/nbr5413-iluminancia-de-interiores ➢ Funcionalidade e acessibilidade A funcionalidade e acessibilidade da edificação tratam dos espaços suficientes para uma boa experiência do usuário. Por exemplo, espaços suficientes para camas, armários, poltronas e utensílios domésticos necessários à boa habitabilidade do ambiente. Além dos espaços dos cômodos, também podemos citar o pé-direito mínimo (distância livre entre a superfície do piso e a superfície do teto). ➢ Conforto tátil e antropodinâmico. Para o conforto tátil, são estabelecidos critérios de desempenho recomendando a forma e limitando a força necessária para acionamento de trincos, torneiras e outros dispositivos. Esses requisitos levam em consideração princípios de ergonomia, a estatura média das pessoas e a força física passível de ser aplicada por adultos e crianças. Já para o conforto antropodinâmico, são determinados limites quanto à deformidade de pisos, declividade de rampas, velocidade de elevadores, entre outros. Com esses critérios de habitabilidade, a norma NBR 15575 cobre as exigências básicas dos usuários para que as edificações sejam adequadas e confortáveis. Esses requisitos básicos se mostram importantes para manter a qualidade das construções em um nível aceitável, respeitando os proprietários e a sociedade. A NBR 15575 entrou em vigor em 2013, e sua atualização mais recente passou a ser válida a partir de 13 de março de 2022. Seção 2.5: NBR 16747/2020: Inspeção Predial. O objetivo da norma é padronizar os parâmetros mínimos da inspeção predial e do laudo, mas a transformação disso em lei quando sendo papel do município. Ou seja, https://www.mobussconstrucao.com.br/blog/2017/04/requisitos-de-qualidade-na-construcao/ https://www.mobussconstrucao.com.br/blog/2017/04/requisitos-de-qualidade-na-construcao/ a NBR 16.747/2020 em si não funciona como uma lei. Já há jurisprudência atribuindo força de lei as normas técnicas quando não há uma lei que regulamente o tema em determinada localidade. A normativa facilitou a realização de inspeções prediais e a elaboração dos laudos técnicos em alguns aspectos. O engenheiro ou arquiteto responsável pela inspeção pode indicar a necessidade de outros técnicos para complementar o laudo preliminar. Isso acontece, quando há necessidade de analisar Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e Sistemas de gás, por exemplo, o que não é um alerta para síndicos que acreditam que o engenheiro seja capaz de entregar um laudo completo. São alguns dos documentos exigidos para o checklist documental: • Alvarás de elevadores; • Licenças ambientais; • Relatórios de limpeza e desinfecção dos reservatórios de água; • Outorga e licença de poço profundo de captação e água; Além disso, a NBR 16.747/2020: • Conceitua 25 termos relacionados à inspeção predial; • Define as atribuiçõesdos profissionais adequados para a empreitada; • Determina os procedimentos da inspeção, incluindo: etapas da sua metodologia e os objetivos da inspeção, que incluem: • Levantamento de dados e documentação; • Análise dos dados e documentações solicitados e disponibilizados (lista em anexo à norma); • Processo de diagnóstico para identificar características construtivas da edificação; • Vistorias da edificação, considerando a complexidade das instalações existentes; • Classificação das irregulares constatada; • Recomendação das ações necessárias para restauração ou preservação: sistemas, subsistemas e elementos construtivos da edificação; • Priorização das recomendações técnicas; • Orientações para avaliação da manutenção e uso; • Orientações para redação e emissão do LTIP. A inspeção busca contribuir para a gestão da edificação e, “quando realizada com periodicidade regular, contribui com a mitigação de riscos técnicos e econômicos associados à perda do desempenho”. Ou seja, uma inspeção adequada contribui para a segurança e protege o bolso da comunidade. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13752: Pericias de engenharia na construção civil. Rio de Janeiro, 1996. CASTRO, A. et al. ISO: uma ferramenta para a garantia da qualidade no processo produtivo, artigo apresentado no I Encontro Científico e Simpósio de Educação Unisalesiano,17a20deoutubro,DELIC, M.; RADLOVACK, V.; KAMBEROVIC, B.; MAKSIMOVIC R.; PECUJLIJA, M. GEROLLA, Giovanny. Carreira: Perito em Engenharia. São Paulo: Revista Téchne, edição 182. 2011. Laudo técnico de engenharia. Sergipe: Universidade Federal de Sergipe, 2016. SOUZA, R. Qualidade no setor da construção. In: OLIVEIRA, J. O. (Org.). Gestão da qualidade: Tópicos avançados. São Paulo: Pioneira Thomson, 2006. p. 199- 210. GOULART, L. E T., BERNEGOZZI, R. P. O uso das ferramentas da Qualidade na melhoria de processos produtivos. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON INDUSTRIAL ENGINEERING AND OPERATIONS MANAGEMENT, 16., 2010, São Carlos. Anais…São Carlos, 2010. MAXIMIANO, Antônio Cesar Amaru. Administração de projetos: como transformadoras ideias em resultado. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2002. 81p. CHURCHILL, Gilbert A. Marketing: Criando valor para os clientes. São Paulo: Saraia, 2005. https://www.3tentos.com.br/triblog/post https://www.manualdepericias.com.br https://avaliefacil.com.br/tabela-ross https://www.produttivo.com.br https://mail.rrk.com.br https://ibape-nacional.com.br https://www.jusbrasil.com.br https://www.institutodeengenharia.org.br https://www.3tentos.com.br/triblog/post https://www.manualdepericias.com.br/ https://avaliefacil.com.br/tabela-ross https://www.produttivo.com.br/ https://mail.rrk.com.br/ https://ibape-nacional.com.br/