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1 de 10faculdade.grancursosonline.com.br PROFESSOR(A): DANIELA LAGE Introdução ao Direito Individual do Trabalho Empregado Objetivo da Aula Distinguir os diversos tipos de empregados, conhecer os elementos específicos de cada um e compreender a aplicação da legislação específica para cada tipo de empregado. Apresentação Olá, aluno(a)! Nesta aula, será estudado o tratamento constitucional concedido aos trabalhadores e aos empregados. Além disso, serão abordados os diversos tipos de empregados existentes nas relações empregatícias, iniciando-se pela sua correta conceituação. Para cada tipo de relação empregatícia, existe uma legislação específica para regulamentar a prestação de serviço. O empregado em domicílio não se confunde com o empregado em teletrabalho, assim como o empregado rural e o empregado doméstico não se confundem com o empregado urbano. De igual forma, será estudado o empregado com cargo de confiança que poderá, somente em algumas circunstâncias, trabalhar sem receber adicional por hora extra. 1. Conceito e Tratamento Constitucional e Infraconstitucional Conforme se extrai da legislação trabalhista, considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a um empregador, mediante salário e com subordinação jurídica. No conceito transcrito acima, há a presença dos cinco elementos fático-jurídicos da relação empregatícia, o que confere a este trabalhador uma tutela jurisdicional específica contida não somente na Consolidação das Leis do Trabalho, mas também na Constituição Federal. Livro Eletrônico 2 de 10faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Daniela Lage 1.1. Tratamento Constitucional A Constituição da República determina no artigo 7º os direitos concedidos aos empregados, embora na redação do dispositivo a palavra empregada seja “trabalhadores”. Estabelece o citado artigo constitucional que, aos empregados, são garantidos os seguintes direitos: • seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; • fundo de garantia do tempo de serviço; • salário-mínimo, fixado em lei; • educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com rea- justes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; • piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho; • irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; • garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; • décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; • remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; • proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; • participação nos lucros, ou resultados (sem caráter salarial); • salário-família (caso o empregado seja considerado trabalhador de baixa renda); • jornada de trabalho de oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; • jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de reveza- mento, salvo negociação coletiva; • repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; • remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal; • férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; • licença-maternidade à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias (este direito foi estendido à mãe adotante); • licença-paternidade de cinco dias, conforme estipulado pelo art. 10, § 1º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para VINICIUS - 02406393240, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 3 de 10faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Daniela Lage • aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo, no mínimo, de trinta dias; • adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; • aposentadoria; • assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas; • seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indeni- zação a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa; • ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescri- cional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho; • proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; • proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência; • proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os pro- fissionais respectivos; • proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qual- quer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. Com relação ao inciso I do art. 7º da Constituição Federal, que trata da proteção conferida à relação de emprego contra despedida arbitrária, cumpre esclarecer que o citado inciso não foi regulamentado por lei complementar, o que torna os efeitos deste inciso sem eficácia. 2. Empregado Doméstico e Rural Antes de iniciar o estudo dos diversos tipos de empregados regulamentados pela CLT ou por lei específica, é necessário ressaltar que, em todas as hipóteses a seguir estudadas, os elementos fático-jurídicos da relação empregatícia devem estar presentes. 2.1. Empregado Rural O empregado rural, ou seja, o trabalhador rural, nem sempre recebeu a mesma proteção legislativa dispensada ao empregado urbano. Alguns fatores podem explicar essa situação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para VINICIUS - 02406393240, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 4 de 10faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Daniela Lage Primeiro, porque o trabalho rural, assim como o doméstico, é proveniente do trabalho escravo. Segundo, porque o próprio legislador era detentor de terras e explorador rural. Terceiro, porque em 1943, ano da publicação da Consolidação das Leis do Trabalho, a maior parte dos trabalhadores no Brasil estava inserida no meio rural ou no ambiente doméstico. Ora, então, se a CLT era destinada exclusivamente aos empregados urbanos, haja vista que o art. 7º exclui de sua proteção os empregados rurais e domésticos, as normas celetistas se destinavam a um contingente muito reduzido de empregados no Brasil, o que atendeu aos interesses da elite dominante à época. Somente a partir da década de 1960 é que se passou a conferir aos trabalhadores rurais a extensão de parte da legislação trabalhista, com o advento da Lei n. 4.214, de 1963, denominada Estatuto do Trabalhador Rural. Em 1973, foi publicada a Lei n. 5.889, denominada Lei do Trabalho Rural, que passaria a reger as relações empregatícias dos trabalhadores rurais, assegurando direitos similares àqueles destinados aos urbanos, dispostos na CLT. Contudo, somente com o advento da Constituição Federal, em 1988, é que houve a fixação quase plena de paridade entre urbanos e rurais, por força do art. 7º, inciso IX, do diploma constitucional. A paridade total ocorreu em 2000, com a Emenda à Constituição n. 28, que unificou os prazos prescricionais de urbanos e rurais, tendo em vista que, antes disso, havia apenas a prescrição bienal aplicável ao urbano; a prescrição quinquenal no curso do contratonão era aplicada ao rurícola. 2.1.1. Conceito A identificação do empregado rural está prevista na Lei n. 5.889/1973, que o define como a pessoa física que presta serviços em propriedade rural ou em prédio rústico, de forma não eventual a empregador rural, mediante subordinação. Fica evidente, assim, que o empregado rural possui todos os elementos fático-jurídicos do urbano, com o acréscimo de outros dois: a) para ser identificado como rurícola, o empregado necessita prestar serviços em local situado em meio rural ou localizado em zona urbana, desde que exerça atividade agroeconômica; b) para a caracterização do empregado rural, é decisivo que este preste serviços para empregador rural. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para VINICIUS - 02406393240, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 5 de 10faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Daniela Lage Para melhor compreensão, cumpre esclarecer que constituem atividades agroeconômicas a pecuária, a agricultura, o turismo rural e a exploração industrial realizada na forma do § 5º do art. 2º do Decreto n. 73.626/1974, regulamentador da Lei do Trabalho Rural. 2.1.2. Peculiaridades do Empregado Rural A Lei do Trabalho Rural determina a concessão de alguns direitos ao empregado rural, distintos dos garantidos ao empregado urbano. • Aviso prévio – o empregado rural dispensado sem justa causa tem direito à redução de um dia por semana para buscar novo emprego. O urbano tem direito à redução de duas horas diárias ou sete dias corridos, conforme estabelecido pela CLT; • Intervalo intrajornada – ao empregado rural que tenha jornada superior a 6 horas é garantido o intervalo intrajornada de acordo com os usos e costumes da região. Ao empregado urbano que tenha jornada superior a 6 horas, o intervalo intrajornada será de, no mínimo, 1 hora e, no máximo, 2 horas; • Trabalho noturno – é devido ao empregado rural o adicional noturno de 25%, no período compreendido entre 20h e 4h, se a atividade for exercida na pecuária, ou no período compreendido entre 21h e 5h, se o rurícola trabalhar na lavoura. O adicional noturno devido ao empregado rural é de 20%, desde que o empregado trabalhe no período compreendido entre 22h e 5h. 2.2. Empregado Doméstico O empregado doméstico, assim como o empregado rural, foi excluído da esfera normativa da CLT por força do art. 7º, alínea “b”. Tal exclusão é explicada pela escravidão, que perdurou, na prática, por anos, mesmo após a abolição da escravatura. Certo é que o trabalho doméstico permaneceu sem regulamentação específica até 1972, quando foi editada a Lei n. 5.859. Posteriormente, em 1988, a Constituição Federal estendeu aos empregados domésticos alguns dos direitos concedidos aos trabalhadores rurais e urbanos. Ressalta-se que este dispositivo constitucional não revogou a restrição imposta pelo artigo 7º, alínea “a” da CLT. Com a publicação da Lei n. 10.208/2001, foi concedido aos empregados domésticos o direito aos depósitos de FGTS de forma facultativa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para VINICIUS - 02406393240, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 6 de 10faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Daniela Lage A Lei n. 11.324/2006 estendeu às empregadas domésticas gestantes o direito à garantia provisória de emprego, bem como o direito a férias de 30 dias corridos e feriados, além da proibição de descontos por concessão de utilidades. Contudo, em que pese a evolução normativa descrita, muito tímida e lenta, frisa-se que, em 2013, o Brasil deu um importante passo rumo à efetivação dos direitos fundamentais trabalhistas ao promulgar a Emenda à Constituição n. 72 de 2013, que alterou o parágrafo único do art. 7º da Constituição da República e estendeu aos empregados domésticos direitos que, anteriormente, eram exclusivos dos urbanos. Em junho de 2015, foi promulgada a Lei Complementar n. 150/2015, que passou a regulamentar o trabalho doméstico, garantindo os direitos já assegurados pela EC n. 72/2013, além de outros novos. 2.2.1 Conceito A Lei n. 5.859/1972 define o empregado doméstico como pessoa física que trabalha de forma pessoal, contínua, subordinada e mediante salário, para pessoa física ou família, em âmbito familiar, que não explore atividade lucrativa. Assim como ocorre com os demais empregados, há na relação doméstica, obrigatoriamente, a presença dos elementos fático-jurídicos, muito embora haja uma distinção. Para a configuração da relação empregatícia dos trabalhadores rurais e urbanos, o elemento da não eventualidade deve estar presente. Com relação aos empregados domésticos, esse elemento é substituído pelo elemento da continuidade, mais rígido e específico. Trabalho contínuo significa trabalho exercido de forma permanente, por um lapso temporal, que, no caso dos domésticos, já vem definido pela lei: para que o trabalho seja contínuo, o doméstico deve trabalhar, no mínimo, por 3 dias; caso contrário, não será considerado empregado, e sim trabalhador eventual, ou também denominado diarista. Ademais, para que o empregado seja identificado como doméstico, além dos elementos fático-jurídicos necessários para a configuração do vínculo empregatício, há a necessidade de constatar dois elementos: • o empregado doméstico deve trabalhar para pessoa física ou família; • as atividades desenvolvidas pelo empregado doméstico devem ser prestadas em âmbito residencial ou familiar; • sem finalidade lucrativa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para VINICIUS - 02406393240, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 7 de 10faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Daniela Lage 3. Empregados Especiais Superada a fase de distinção entre trabalhadores urbanos, rurais e domésticos, é necessária a abordagem dos empregados em suas diversas formas de prestação de serviços. 3.1. Empregado em Domicílio Segundo o que determina o art. 6º da CLT, não pode haver distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e aquele executado no domicílio do empregado. Dessa forma, estando presentes os cinco pressupostos caracterizadores do vínculo empregatício, não importa se o empregado realiza o objeto do contrato de trabalho em sua própria casa. O questionamento que pode existir se limita à existência ou não dos elementos da pessoalidade e subordinação. A doutrina e a jurisprudência caminham juntas no entendimento de que o fato de o empregado ser auxiliado por pessoas da família não descaracterizaria, por si só, a pessoalidade. O que não se admite é a contratação de terceiros por ele mesmo remunerados. Com relação à subordinação, o fato de o empregado não estar trabalhando no mesmo espaço físico do empregador não é impeditivo para que este continue direcionando a forma da prestação de serviços. 3.1.1. Características O empregado que exerce atividade externa incompatível com a fiscalização de jornada, em local não fixo, pode não estar submetido ao controle de jornada, o que acarreta a não recepção de horas extras. Para tanto, é imprescindível que não haja, de fato, qualquer tipo de controle de jornada sobre este empregado. Tal exceção está disposta no art. 62, inciso I, da CLT. 3.2. Empregado Exercente de Cargo de Confiança Segundo parte da doutrina, existe um tipo de empregado, investido de mandato com poderes de gestão, que age com autonomia e, muitas vezes, em nome do empregador, denominado “alto empregado”. Para que este empregado seja considerado, de fato, um empregado de confiança, não basta que, na sua Carteira de Trabalhoe Previdência Social, conste como função o cargo de gerência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para VINICIUS - 02406393240, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 8 de 10faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Daniela Lage Em decorrência do princípio da primazia da realidade sobre a forma, é necessário que este empregado exerça, na prática, atos compatíveis com seu poder de gestão, tais como: admitir e dispensar empregados, aplicar atos disciplinares aos empregados, quando necessário, e se ausentar sem necessitar da anuência do empregador, entre outros. 3.2.1. Características Determina o art. 62, inciso II, da CLT que o empregado com poder de gestão poderá não ter sua jornada controlada. Contudo, o inciso em comento não deve ser interpretado de forma isolada; há o parágrafo único do mesmo artigo que o complementa. Neste contexto, para que o empregado não seja submetido ao controle de jornada e, por consequência, não faça jus ao recebimento de horas extras, é necessário provar a existência de dois elementos configuradores: • Poder de gestão: compreendido como tal o poder concedido ao empregado de re- presentar a figura do próprio empregador, podendo contratar, dispensar, dar ordens, contratar financiamentos etc.; • Diferença remuneratória do empregado, a qual deve ser, no mínimo, 40% superior ao salário efetivo. Desde já, ressalta-se que tal parcela deve estar discriminada no contracheque do empregado. Ressalta-se que, para o enquadramento no inciso II do art. 62 da CLT, não basta constar na CTPS do empregado o cargo de gerência; há que se provar sua efetiva condição de empregado gestor com poder de mando. 3.3. Empregado em Regime de Teletrabalho Novidade trazida pela reforma trabalhista, o empregado no regime de teletrabalho está inserido no art. 62, inciso III, e no art. 75-A da CLT. Inicialmente, o intuito do legislador era criar uma figura de empregado que, mesmo submetido ao controle patronal de jornada, não teria direito ao recebimento de horas extras. Ainda que possa parecer um tanto quanto esdrúxulo e impróprio, ao inserir o teletrabalho no inciso III do art. 62, sem qualquer condição complementar imposta, a consequência era essa: o empregado que prestasse serviço fora das dependências do empregador não receberia horas extras, ainda que submetido à fiscalização. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para VINICIUS - 02406393240, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 9 de 10faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Daniela Lage Contudo, em 2022, com a edição da Lei n. 14.442, essa situação foi corrigida. Assim, o inciso III do art. 62 passou a determinar que somente os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por produção ou tarefa estariam dispensados do controle de jornada. 3.3.1. Características De acordo com o art. 75-B da CLT, será configurado o teletrabalho quando o empregado: • trabalhar preponderantemente fora das dependências do empregador, sem que isso configure atividade externa, ou seja, em local fixo; • utilizar os serviços de tecnologia de informação e de comunicação. Além disso, os artigos seguintes estabelecem que: • mesmo que o empregado utilize equipamentos tecnológicos ou ferramentas digitais fora de sua jornada de trabalho, não terá esse período considerado como tempo à dis- posição, salvo se houver previsão em norma coletiva ou acordo individual em contrário; • o comparecimento do empregado, ainda que de modo habitual, às dependências do empregador, não descaracteriza o regime de teletrabalho; • o regime de teletrabalho ou trabalho remoto pode ser adotado para estagiários e aprendizes; • ao contrato de trabalho do empregado admitido no Brasil que realizar o teletrabalho fora do território nacional, aplica-se a legislação brasileira, salvo se houver outra norma mais benéfica; • a prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deve estar prevista no con- trato individual de trabalho do empregado; • a alteração entre o regime presencial e o de teletrabalho somente é possível no caso de mútuo acordo entre as partes; • poderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial por von- tade do empregador, sem anuência do empregado, garantido um prazo de transição mínimo de quinze dias; • as despesas resultantes do retorno ao trabalho presencial, na hipótese de o em- pregado optar pela realização do teletrabalho ou trabalho remoto fora do local da contratação, não serão da responsabilidade do empregador, salvo disposição em contrário estipulada entre as partes; • a responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, será prevista em contrato escrito e não integrará o salário do empregado; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para VINICIUS - 02406393240, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 10 de 10faculdade.grancursosonline.com.br Professor(a): Daniela Lage • os empregados com deficiência e os empregados com filhos ou crianças sob sua guarda judicial até quatro anos terão prioridade na alocação em vagas com funções que possam ser exercidas na modalidade teletrabalho ou remoto. Considerações Finais da Aula Empregado é a pessoa física que presta serviços de natureza não eventual, ou contínua, no caso dos domésticos, com pessoalidade, a um empregador, mediante salário e subordinação jurídica. A relação empregatícia pode ser estabelecida com diversos tipos de empregados, desde que estejam presentes os elementos fático-jurídicos da relação de emprego. Nesse sentido, pode-se citar o empregado rural, o empregado doméstico, o empregado submetido ao regime de teletrabalho e o empregado com poder de gestão, muitas vezes denominado gerente. Cada tipo de relação empregatícia acima exemplificada possui tratamento jurídico específico, com características e efeitos distintos. Material Complementar Curso de Direito do Trabalho 2016, Alice Monteiro de Barros, Capítulo IX. A autora, de forma objetiva, discorre sobre a figura do empregado, incluindo exemplos, citações e transcrições de jurisprudência. Referências BRASIL. Consolidação das leis do trabalho. São Paulo: Saraiva, 2019. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidente da República, 2024. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ constituicao.htm. Acesso em: 24 jun. 2024. CASSAR, V. B. Direito do trabalho. Rio de Janeiro: Método, 2014. DELGADO, M. G. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: Podivm, 2024. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para VINICIUS - 02406393240, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm Aspectos Históricos do Direito do Trabalho Conceito, Princípios e Fontes Relação de Trabalho e Relação de Emprego Empregado Empregador