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BASES NUTRICIONAIS 
DE CÃES E GATOS
UNIDADE I
A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO 
DE CÃES E GATOS
Elaboração
Ana Paula Wagner Markiv
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ..........................................................................................................................4
UNIDADE I
A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS ....................................................................5
CAPÍTULO 1 
PRINCÍPIOS E CONCEITOS BÁSICOS DA NUTRIÇÃO ............................................................. 5
CAPÍTULO 2 
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTÓRIO ........................................................................... 15
CAPÍTULO 3 
DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE NUTRIENTES .......................................................................... 21
REFERÊNCIAS ........................................................................................................................30
4
INTRODUÇÃO
A nutrição animal é uma área que vem crescendo gradativamente. Devido ao 
avanço na sociedade moderna e à mudança no estilo de vida das pessoas, houve um 
crescimento dos lares com animais domésticos, principalmente felinos e caninos. 
Esse cenário incentivou o desenvolvimento e a inovação do mercado de petfood, 
já que a procura por rações balanceadas e de qualidade está maior nos tempos 
atuais. O mercado tem rações disponíveis de acordo com o tipo, seja úmida, seca, 
semi-úmida, com classificações específicas, sendo, econômica, padrão, premium, 
super prêmium e as específicas para doenças, também podendo ser classificada 
para animais filhotes, adultos, geriátricos, cães atletas, período lactação e gestação, 
também sendo específicas para o seu porte ou tamanho. 
A nutrição é o estudo dos alimentos desde as suas ações até as suas funções que 
possam contribuir para o desenvolvimento e crescimento adequado, a manutenção 
dos tecidos no organismo, bem como a manutenção da saúde dos caninos e felinos. 
As diferentes fases da vida possuem suas particulariedades nutricionais, o que levará o animal 
a ter uma vida mais longa e com saúde. É possível o tutor formular a dieta caseira após uma 
avaliação do médico veterinário, conhecendo todas as características dos ingredientes até 
as suas funções. Existem dietas prontas, com rações balanceadas, conforme as necessidades 
de cada tipo de organismo animal, com alta palatabilidade e digestibilidade. 
Tanto o canino como o felino possuem cada um as suas particulariedades no 
desenvolvimento do organismo. Existem animais que toleram mais alguns nutrientes, 
outros menos, há diferenças na sintetização dos nutrientes, minerais, vitaminas, 
carboidratos, aminácidos e proteínas. Logo, todos devem gerar energia para o 
organismo. 
Objetivos 
 » Identificar qual a melhor nutrição para os animais nas diferentes fases da vida.
 » Avaliar as características e funções dos ingredientes adicionados na formulação 
do alimento. 
 » Conhecer os hábitos alimentares dos caninos e felinos para a nutrição adequada. 
 » Reconhecer os fatores que regulam o consumo e a preferência alimentar de cada 
animal.
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UNIDADE I
A ALIMENTAÇÃO E A 
NUTRIÇÃO DE CÃES E 
GATOS
A nutrição é o estudo dos alimentos, das suas ações e funções, sendo elas específicas, 
que contribuem para o crescimento, desenvolvimento e manutenção dos tecidos 
presentes no organismo animal, sendo essencial para a manutenção da saúde dos 
cães e gatos.
Há seis categorias de nutrientes que auxiliam o crescimento e a manutenção dos tecidos 
do corpo, são eles: água, proteínas, gorduras, vitaminas, sais minerais e carboidratos. 
Além disso, os carboidratos, proteínas e lipídeos quando oxidados pelo metabolismo 
animal, geram energia em troca.
CAPÍTULO 1 
PRINCÍPIOS E CONCEITOS BÁSICOS DA NUTRIÇÃO
1.1. Nutrição
É a ciência que estuda as necessidades fisiológicas e bioquímicas dos nutrientes e 
componentes dos alimentos da dieta necessários para a longevidade do pet, garantindo 
o bem-estar animal, imunidade, beleza da pele e pelos, saúde bucal, assim prevenindo 
as doenças degenerativas. 
1.2. Alimento
É toda substância fornecida ao animal, seja ração ou comida caseira, que será mastigado, 
digerido pelos produtos da digestão junto com a saliva, onde irá absorver e metabolizar esse 
alimento para melhor aproveitamento no organismo animal, mantendo a sua sobrevivência.
1.3. Alimentação 
É o estudo da estruturação dos alimentos, seguindo as exigências nutricionais, 
a formulação e o método da distribuição da comida, com um poder aquisitivo 
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UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
agradável, abrangendo todas as necessidades e escolhas dos tutores. A alimentação é 
o fornecimento de alimentos aos animais domésticos, sendo essencial para a sua vida, 
pois precisa atender as suas necessidades nutricionais essenciais. 
1.4. Nutrientes
É qualquer elemento ou composto químico que compõe os alimentos, sendo primordiais 
à vida. Alguns exemplos de nutrientes são as proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais, 
lipídeos, água, gorduras e fibras. Dessa forma, os nutrientes são divididos em dois 
grupos, os macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes são os alimentos com 
altos valores calóricos, sendo os que a nossa estrutura precisa em maior quantidade, os 
carboidratos, lipídeos e água. Já os micronutrientes são encontrados em doses menores 
no nosso corpo e também com baixa quantidade nos alimentos, sendo eles os minerais 
e as vitaminas.
1.5. Nutrientes essenciais
São todos os nutrientes fundamentais que o organismo não produz ou não fornece 
em quantidade necessária para o desenvolvimento dos pets, assim esses nutrientes são 
oriundos de algum alimento para suprir a insuficiência. 
1.6. Metabolismo
O metabolismo é o conjunto de ações que permite a produção de energia e a 
manutenção das células por meio do anabolismo e catabolismo. 
1.7. Digestão
É o conjunto de reações químicas e físicas que ocorrem durante a alteração do 
alimento em nutrientes. Os processos metabólicos ocorrem com o auxílio das enzimas, 
simultaneamente com a absorção dos nutrientes fundamentais para o organismo, assim 
gerando energia. 
1.8. Absorção
É a interferência dos processos físicos e químicos no transporte dos nutrientes, como, por 
exemplo, as vitaminas e os minerais. A absorção dos alimentos ocorre de duas formas: 
direta ou indireta. A forma direta ocorre quando as moléculas são transformadas em 
moléculas mais simples, que irão passar pelo sistema digestivo, onde ocorre a filtração, 
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A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I
assim sendo distribuídas para as células durante o processo metabólico. Já a absorção 
indireta é quando um sustento é ingerido e precisa de outra substância para infiltrar, 
como o ferro, por exemplo, que depende do acompanhamento da vitamina B12 para 
o organismo entrar em ação. Além disso, pode ocorrer a baixa ou alta digestibilidade, 
dependendo da concentração dos minerais e nutrientes na dieta.
1.9. Ingredientes
São todos os elementos presentes em uma ração, seja ela seca ou úmida. Os nutrientes 
específicos na dieta influenciam no privilégio aos animais, assim trazendo uma saúde 
melhor e com maior longevidade. Normalmente, os alimentos que compõem esse produto 
são: minerais, vitaminas, carboidratos, fibras, proteínas e gorduras, como os ômegas. 
1.10. Aditivo
São produtos utilizados nos alimentos para que ocorra a melhor aceitação e 
aproveitamento da nutrição, não sendo classificado como ingrediente, por exemplo: 
emulsionantes, conservantes, estabilizantes, antioxidantes. 
1.11. Ração balanceada
É a quantidade de ração necessária para suprir as necessidades diárias na alimentação, 
estando correlacionada com o peso vivo do animal. Portanto, a ração balanceada exige 
a associação de diversos nutrientes específicos na formulação do produto. 
1.12. Alimentos volumosos
São todos os sustentos que possuem na sua constituição alta quantidade defibra bruta 
ou água, sendo superior a 18%, por exemplo: milho, fenos, silagem.
1.13. Alimentos concentrados
Podem ser especificados como energéticos ou proteicos. Os alimentos concentrados, 
são aqueles compostos com nível de fibra bruta inferior a 18% na matéria seca, tal como, 
farelo de arroz, triguilho, milho. 
1.14. Concentrados energéticos
São aqueles alimentos compostos com nível de fibra bruta na matéria seca inferior a 
18% e de proteína bruta inferior a 20%. Podemos citar como exemplo, milho, sorgo.
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UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
1.15. Concentrados proteicos
É toda nutrição composta por alimentos com nível inferior a 18% de fibra bruta, mas 
com 20% de proteína bruta na composição nutricional. Podendo ser produtos de origem 
vegetal ou animal, como farelo de arroz, farelo de soja, caroço de algodão, farelo de 
amendoim, farinha de sangue, farinha de peixe e farinha de ossos. 
1.16. Anabolismo
É um processo natural que ocorre no organismo dos cães e gatos com base na 
sintetização das moléculas presentes. Consequentemente, acontece a formação das 
moléculas simples a partir das moléculas mais complexas. Podendo ser visível por meio 
das atividades físicas. 
1.17. Catabolismo
É a fase em que ocorre a liberação de energia presente no organismo. O catabolismo 
acontece quando se tem noites mal dormidas, ingestão de bebidas alcoólicas e atividade 
física em excesso, assim poderá causar a destruição das moléculas mais complexas, 
transformando-as em simples. 
1.18. Excreção corporal
A excreção corporal inicia-se quando parte dos alimentos e produtos residuais não foram 
digeridos no organismo. Se ocorrer a digestão o corpo estará em equilíbrio fisiológico, 
com ajuda dos órgãos, sendo eles pulmões, rins e pele. 
1.19. Ração
É a alimentação do cão e do gato. Exige a associação de nutrientes essenciais presentes 
na ração, garantindo as necessidades diárias, trazendo longevidade ao animal, resultando 
na qualidade da saúde física e bucal, no pelo brilhante, diminuindo o odor das fezes, 
pensando também no custo/benefício para o tutor. 
1.20. Dieta
É o conjunto de alimentos relacionados à quantidade fornecida, dependendo de qual 
categoria o animal se enquadra, sendo de maneira saudável, atendendo as necessidades 
diárias, sem trazer perda. 
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A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I
1.21. Dieta balanceada
Pode ser chamada de alimentação balanceada, ela requer todas as quantidades 
necessárias de calorias, vitaminas, minerais, fibras, carboidratos, lipídeos, açúcares 
presentes no alimento. Essa dieta irá ser avaliada de maneira individual, pois depende de 
vários fatores, como o peso do animal, idade, sexo, nível de atividade física e presença 
de doenças. 
1.22. Suplemento alimentar
Deve ser manuseado com cautela para não ser usado de maneira errônea, pois pode 
trazer malefícios à saúde. O suplemento alimentar está destinado a complementar a 
dieta, trazendo vitaminas, minerais, fibras e carboidratos que não são encontrados 
na nutrição normal diária do animal. Assim aconselha-se uma avaliação pelo médico 
veterinário para o uso correto desse complemento, lembrando que irá depender de 
animal para animal. 
1.23. Conversão alimentar
É a capacidade de converter um alimento em uma unidade de ganho de peso no animal, 
desse modo, irá medir a sua produtividade. Ou seja, é o consumo total da alimentação, 
dividido pelo ganho de peso do animal, do qual terá como base o custo de produção. 
1.24. Eficiência alimentar
É a medida do ganho de peso do animal ou produtividade dividido pelo consumo de 
alimento. 
1.25. Exigência nutricional 
É determinada pela quantidade diária ingerida de um nutriente para avaliar o nível de 
produção, assim poderá classificar em qual categoria o animal pode se encaixar, seja 
crescimento, manutenção, produção ou reprodução. 
1.26. Deficiência nutricional
Classificada quando há falta ou insuficiência de nutrientes presentes na nutrição, 
podendo trazer prejuízos, pois debilita ou atrasa o desenvolvimento do organismo 
animal.
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1.27. Carência nutricional
Pode estar relacionada ao baixo consumo dos alimentos ricos em nutrientes essenciais, 
trazendo, então, a deficiência nutricional, podendo ser de longo ou curto período. 
E apenas uma nutrição adequada rica nestes nutrientes faltantes pode reverter 
essa falta. 
1.28. Consumo de alimentos 
É um dos fatores essenciais para o desempenho animal, pois somente ele irá 
complementar os nutrientes importantes para o organismo. Consequentemente, estará 
relacionado à quantidade de alimentos ingeridos para ter uma apropriada produção 
animal. Portanto, o consumo de alimentos é a quantidade de comida consumida pelo 
cão ou gato com média em 24 horas.
1.29. Consumo de alimentos
É um dos fatores determinantes e fundamentais para o desenvolvimento do animal, pois 
através do consumo ocorre a ingestão dos nutrientes essenciais. Está relacionado com 
a quantidade de alimentos para o animal suprir suas necessidades, que irá depender da 
concentração dos nutrientes presentes nessa alimentação fornecida. Ou seja, alimento 
com maior qualidade, melhor será a presença de nutrientes específicos, assim maior 
será a sua absorção. O consumo é a quantidade de comida ingerida pelo animal no 
período de 24 horas. 
1.30. Consumo voluntário
É a quantidade de sustento ingerido por um período de tempo, quando o alimento 
está com livre acesso.
1.31. Consumo potencial
É a quantidade de nutrição exigida para que o animal possa suprir as suas necessidades 
diárias.
1.32. Fome
É a sensação fisiológica, sendo desejo ou impulso de comer, quando o corpo 
compreende a necessidade de alimentação. 
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A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I
1.33. Apetite
Um fenômeno chamado impulso, motivação de ingerir um nutriente específico e 
essencial para a vida do animal.
1.34. Fatores reguladores de consumo
Entre os fatores físicos encontram-se o trato digestório, a cinética, o trânsito da digestão, 
tempo de trânsito e degradação. No trato digestório ocorre a digestão e também a 
inibição do consumo de alimentos, por meio da resposta humoral vinda do sistema 
nervoso central.
Por outro lado, o comportamento ingestivo e a seletividade estão relacionados com as 
características e o ambiente. Desse modo, o animal pode inibir ou intensificar o consumo 
de alimentos. Portanto, as características intrínsecas são odor, aparência visual, sabor, 
aroma e textura.
1.35. Teorias sobre a regulação do consumo
Existem diversas teorias para a regulação do consumo de alimentos, o que irá determinar 
qual será específica, é a espécie.
A teoria glicostática foi descrita por Mayer (s/d), ela estuda as variações dos teores 
glicêmicos, que irão induzir a saciedade ou a fome no animal. 
A tese lipostática de Kennedy (s/d) relata os efeitos das variações lipídicas para 
supervisionar o consumo de nutrição, diz que a saciedade é controlada pelo hipotálamo 
quando o acúmulo energético está acima do normal. 
Segundo Mertens (s/d), a sua teoria apresenta duas formas de avaliar os animais 
poligástricos, sendo a teoria do feedback metabólico (em que os animais têm máxima 
produtividade, genética e alta taxa de nutrientes quando os nutrientes encontram-
se em excesso, o consumo será interrompido), e a teoria do equilíbrio físico (estuda 
os alimentos de baixa digestabilidade, mas com alto potencial de enchimento, 
consequentemente irá inibir o consumo). 
As hipóteses mais simples são as unifatoriais, e as mais complexas são multifatoriais. 
Estando relacionadas à teoria de Tolkamp e Ketelaars (s/d), que relataram que a energia 
líquida é aprimorada com o uso de oxigênio. A qual irá diminuir a produção de radicais 
livres. Portanto, para Forbes (s/d), essa teoria não é viável, pois se trata de uma suposição 
fortalecedora.
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UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
1.36. Papel de agentes fisiológicosno controle 
do consumo
Essa pesquisa é realizada por meio de estudos com animais de laboratório, normalmente 
camundongos. Dessa maneira, tem como objetivo distinguir o metabolismo do homem, 
sendo provável investigar quais são os agentes fisiológicos, e qual o papel dos nutrientes 
a ponto de analisar o controle do consumo diário de cada animal. 
1.37. Glicose
É uma das fontes fundamentais de energia, sendo um carboidrato monossacarídeo. 
A glicose tem a passagem para as células no organismo em razão do pâncreas, ele é 
encarregado de produzir o hormônio chamado insulina, sendo o causador da energia 
presente no corpo, além de regular a homeostasia, da mesma forma que o glucagon. 
1.38. Glucagon
É um hormônio gerado pelas células alfa do pâncreas, com a sua finalidade contrária 
à da glicose. O glucagon faz com que o nível de glicose no sangue aumente, 
apesar de sua função, é um hormônio importantíssimo para o organismo, que atua 
principalmente no fígado, proporcionando a síntese de glicogênio, desde que a glicose 
adentre o fígado. 
1.39. Insulina
É produzida pelas células beta do pâncreas, é um sacarídeo, fundamental na manutenção 
da glicose no organismo. Desse modo controla o consumo energético. Com o nível 
baixo, faz com que estimule o consumo de alimento, gerando gastos energéticos. 
Porém, quando não há dissipação de energia a glicose fica armazenada no organismo, 
consequentemente gerando o ganho de peso. Por outro lado, este hormônio é 
fundamental para os cães e gatos que possuem atividades físicas ativas, em razão de 
eliminar peso ou ganhar massa muscular magra.
1.40. Adrenalina
Também chamada de epinefrina, é um hormônio simpaticomimético e neurotransmissor, 
sendo ativada no organismo por meio do estresse. É produzida pelas glândulas 
suprarrenais, localizadas acima do rim. Quando presente, faz com que a tensão muscular 
aumente, ativando ainda mais o coração, consequentemente, aumentando os batimentos 
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A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I
cardíacos, contraindo alguns músculos e relaxando outros, o que irá minimizar o nível 
do consumo de alimentos. 
1.41. Grelina
É o hormônio da fome, é um peptídeo produzido pelas células de épsilon principalmente 
no estômago, mas também no pâncreas, nos intestinos e no hipotálamo. A sua formação 
surge no momento em que o estômago se encontra vazio, após a nutrição o seu nível 
decresce. 
1.42. Leptina
É um peptídeo substanciado, sendo secretado pelo tecido adiposo e pela placenta. 
O nível desse hormônio no organismo está correlacionado com a quantidade de gordura 
no corpo, portanto, quanto maior a gordura armazenada, maior será a quantidade de 
leptina encontrada. 
1.43. Somatotropina, ou somatostatina
É um hormônio proteico responsável pelo crescimento e na reserva corporal, o qual é 
produzido no hipotálamo e liberado pela hipófise anterior. 
1.44. Neuropeptídeo Y
É um elemento habilitado para fazer a comunicação com os neurônios presentes no 
cérebro. Pode ser encontrado em lugares como, hipocampo (HPC), córtex frontal e 
amígdala, são essas regiões que controlam o sistema emocional (estresse, ansiedade, 
medo, memória etc.). Um dos seus papéis mais importantes é a estimulação da fome, 
consequentemente, fará com que ocorra o consumo de alimento. Além do mais, pode 
ser chamado de neuropeptídeo Y (NPY), assim, existe em grande volume no sistema 
nervoso central e no sistema nervoso periférico. 
1.45. Peptídeo YY
É um hormônio peptídico expelido por meio das células endócrinas L na porção distal 
do intestino. É similar ao neuropeptídeo Y (NPY), por agir no sistema nervoso central, 
onde irá minimizar o trânsito da digestão, assim irá aumentar a saciedade, fazendo com 
que ocorra a diminuição do apetite e a ingestão de alimentos. 
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UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
1.46. Colecistocinina/Colecistoquinina (CCK)
É um hormônio gastrointestinal ativo na vesícula biliar, sob a forma de peptídeos. Há dois 
modelos dessa substância, a forma com 33 aminoácidos (CCK – 33), e a outra com oito 
aminoácidos (CCK – 8). A presença de alimentos no duodeno irá estimular a liberação do 
CCK diretamente para a corrente sanguínea. Quando ocorre a diminuição da ingestão 
de alimentos, irá gerar à saciedade, assim ocorrendo a inibição do consumo. Por outro 
lado, quando o nível do hormônio estiver acima do normal, causará náuseas, vômitos, 
e consequentemente anorexia e bulimia. 
1.47. Digestibilidade 
É a capacidade de os animais absorverem os nutrientes presentes na alimentação 
ingerida. 
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CAPÍTULO 2 
FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTÓRIO
O sistema digestivo tem uma atribuição fundamental na digestão dos alimentos e 
na absorção dos nutrientes, para que possa circular pelo corpo e contribuir com a 
manutenção, reparo, crescimento, e assim gerar energia para o organismo. 
Podemos encontrar na alimentação três classes de necessidades nutricionais, de 
proteínas, de lipídeos e de carboidratos. Tendo como finalidade do processo da digestão 
a remoção das ligações dos compostos, onde ocorre a hidrólise (quebra) dos compostos 
em água. Sendo que cada enzima tem a sua função.
Nos caninos e felinos, o trato digestivo começa com um simples tubo oco, com estruturas 
e funções específicas. Ao ingerir um alimento, ele passa pela boca e vai em direção ao 
reto. A passagem do alimento é auxiliada pelos movimentos peristálticos, que são ondas 
de contrações das vísceras para a condução do bolo fecal. 
2.1. Boca
Quando o alimento é colocado na boca, ocorre a estimulação da produção da saliva, 
os sentidos são estimulados, com auxílio da visão e do olfato, ocorre uma resposta 
gustativa. No entanto, a produção de saliva é aumentada quando se coloca um alimento 
na boca ao sentir o sabor e a textura. 
A saliva tem uma leve acidez, o muco irá lubrificar a boca no ato de engolir, para que a 
passagem dos alimentos ocorra com maior facilidade. A amilase salivar é uma enzima 
que será ativada para que possa realizar a digestão do amido.
Os felinos realizam a decomposição mecânica dos alimentos, já os caninos geralmente 
engolem o alimento inteiro sem mastigar. Os dentes dos caninos e felinos são 
apropriados para se alimentarem de carnes, com facilidade de abocanhar, rasgar e 
mastigar o alimento, tendo comportamento carnívoro.
2.2. Esôfago
No processo de deglutição, ocorre a passagem do alimento da boca para o esôfago, 
sendo representado por um tubo curto que irá chegar até o estômago. 
As células presentes produzem mais muco para facilitar ainda mais a passagem do 
alimento, assim ativará os movimentos peristálticos, que os empurrarão até o estômago. 
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UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
Na base do esôfago há um anel de células musculares, também chamadas de esfíncter 
cardíaco (na entrada do estômago). Quando contraído, ocorre a estimulação do 
relaxamento por meio das ondas peristálticas, para que possa adentrar o alimento no 
estômago. Portanto, não ocorre o relaxamento do estômago devido ao processo de 
refluxo.
2.3. Estômago
Tem como função a reserva de alimentos após as refeições, assim iniciará a digestão 
das proteínas e a produção dos elementos para o intestino delgado. No entanto, ele é 
dividido em duas porções: o corpo e o antro. A porção do corpo tem paredes elásticas, 
permitindo armazenar grandes quantidades de alimentos sem ser pressionado. A mucosa 
do corpo é composta pelo epitélio e tecido subjacente, onde há produção de muco, 
ácido hidroclórico e proteases. As proteases são enzimas que irão digerir as proteínas 
ao serem quebradas por cadeias longas de peptídeos menores. 
A enzima pepsina é secretada para que não ocorra a digestão das células, mas auxilia 
na proteção do estômago com a produção de um muco que reveste as suas paredes. Já 
o pepsinogênio é convertido em pepsina por meio do ácido hidroclórico, para auxiliar 
no funcionamento das enzimas. Portanto, a produção do muco, do ácido e das enzimas 
vai depender da estimulação doalimento presente, do sistema hormonal e nervoso. 
A gastrina é um hormônio que estimula a produção das enzimas e dos ácidos no 
estômago, assim elevando a motilidade. Também é produzido nas células da mucosa 
antral, onde ocorre a produção da solução alcalina, e assim liberado na corrente 
sanguínea, chegando até o estômago onde há alimento. Esta liberação é autolimitante, 
quando há presença da secreção ácida, ocorre a queda do pH e a liberação de gastrina 
é cessada. 
Quando os restos alimentares passam para o intestino delgado com o acompanhamento 
dos lipídeos, ocorre a estimulação dos hormônios duodenal e enterogastrona, que 
interrompe a formação de ácido. A estimulação da secreção é feita por meio dos reflexos 
das respostas gustativas como, cheiro, gosto e visão da nutrição, assim produzindo 
uma secreção rica em proteases e ácidos para auxiliar a passagem do alimento até o 
estômago, onde se mistura antes de entrar no intestino delgado, através das ondas 
mistas que aumentam com o comprimento até atingir o antro muscular, assim forma 
um líquido espesso e leitoso chamado quimo.
A velocidade da liberação desse líquido tem a interferência das condições da digestão, 
na porção final, chamada porção distal, onde há um anel de músculo chamado esfíncter 
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A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I
pilórico que está contraído, com a presença das forças peristálticas bastante resistente 
ocorrendo o relaxamento do esfíncter para que possa ocorrer a passagem do quimo 
para o duodeno. Portanto, o intestino delgado não recebe o quimo dependendo da sua 
necessidade, assim como as enzimas gástricas. No entanto, com a presença do quimo, 
ácidos e lipídeos, no duodeno decorre a dificuldade dos movimentos peristálticos no 
estômago, desse modo, gerando a redução da sua taxa de esvaziamento. 
2.4. Intestino delgado
2.4.1. Digestão
Durante esse processo, há mais produção do quimo no duodeno, podendo ocorrer na 
mucosa duodenal e no pâncreas. No pâncreas acontece a produção da insulina, que 
tem auxílio da glândula exócrina que secreta os hormônios externamente, e da glândula 
endócrina que os secreta na corrente sanguínea. Podendo secretar bicarbonato como 
forma de sal no intestino para neutralizar o quimo ácido que foi depositado, assim 
balanceando o pH para a adequação das enzimas pancreáticas intestinais, que são as 
proteases inativas, amilases e lipases, assim catalisando o final da digestão. 
Esse ajustamento na produção pancreática está sendo administrado pelos hormônios 
secretina e pancreozimina, uma e outra são realizadas pelas células presentes na mucosa 
intestinal, assim sendo liberadas para a corrente sanguínea no organismo animal. 
Também há a presença do hormônio colecistocinina que age na contração da vesícula 
biliar, bem como na libertação da bile armazenada, que possui um fluido produzido 
pelo fígado que é depositado no ducto biliar no duodeno. A secretina é liberada através 
dos ácidos no intestino, assim estimulando a liberação dos volumes de bicarbonato 
pelo pâncreas, controlando a velocidade do fluxo da bile. Entretanto, a pancreozimina 
advém da assiduidade do alimento fracionado no processo da digestão, incentivando 
a liberação dos sucos ricos em enzimas.
No entanto, ela possui sais biliares, pigmentos e resquício de hormônios e metabólitos 
que estão no fígado. Os sais biliares não são considerados enzimas, tem como função 
a emulsificação das gorduras. A bile irá agir na quebra dos lipídeos, transformandos em 
glóbulos diminutos, assim ocorre a atuação das lipases.
O intestino delgado tem seu diâmetro bem menor comparado ao intestino grosso, 
além do seu comprimento. A digestão completa só acontece quando as proteínas 
digestíveis, carboidratos e lipídeos são reduzidas para aminoácidos, glicerol, dipeptídeos, 
monossacarídeos e ácidos graxos para que possa ser absorvida como água, vitaminas 
e minerais. 
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UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
2.4.2. Absorção
Acontece quando há a transferência do material digerido para o lúmen do intestino, seguindo 
para os vasos sanguíneos ou linfáticos. A absorção já acontece no estômago e no intestino 
grosso, mas a maior parte ocorre no intestino delgado. 
Na área superficial do intestino delgado há vilosidades, que são dobras numerosas, em 
formato de dedos, em alguns caninos essa área pode ser considerada um assoalho. Os 
movimentos mistos da parede intestinal e das vilosidades certificam que não há matéria 
nessa superfície epitelial, tendo uma densa rede de capilares que assegura de não haver 
concentrações de nutrientes absorvidos, ocorrendo a impossibilidade da absorção.
No entanto, a absorção pode ocorrer de forma passiva, com a concentração ou gradiente 
osmótico, e de forma ativa, com relação aos gastos de energia, resultando como bombas 
por meio das membranas ou células. 
A difusão passiva é limitada, decorrente dos aminoácidos e monossacarídeos. Os 
aminoácidos são absorvidos de forma ativa pelos sistemas de transporte, depois para as 
células presentes na mucosa e consequentemente se disseminar na corrente sanguínea. 
O pouco da proteína absorvida é transformado em dipeptídeo (dois aminoácidos) de 
forma ativa por ligações peptídicas que quebram dentro da célula na parede do vilo, 
assim os aminoácidos liberados vão para o sangue. Nos animais recém-nascidos, tem a 
capacidade de absorver os anticorpos maternos, presentes no colostro da fêmea. Esse 
processo é conhecido como pinocitose. 
Os monossacarídeos são catados de forma ativa pelo complexo de carreamento sob a 
ação da captação de sódio e cálcio. Os aminoácidos e açúcares podem ser absorvidos 
pelos capilares vilosos, dirigindo até a veia porta, desviando o sangue e chegando ao 
fígado antes que atinja o coração e ocorra a recirculação. 
No fígado acontecerá a conversão da glicose absorvida em glicogênio, e armazenada 
até que aconteça a quebra da glicose para ser transformada em glicogênio e armazenar 
a glicose. Esse processo é controlado pelo hormônio glucagon. O nível de glicose 
circulante no organismo deve ser condicionado para que possa ser suprido quando 
houver a necessidade de energia para os tecidos e o cérebro. Contudo, os aminoácidos 
presentes no sague podem ser absorvidos pelas células quando houver a necessidade. 
Por outro lado, o excesso pode ser transformado pelo fígado em outros aminoácidos, 
assim como, a ureia pode ser secretada pelo rim.
A absorção das gorduras é diferente dos carboidratos e proteínas, do mesmo modo 
que os ácidos graxos e glicerol que são difíceis de serem consumidos pelos capilares 
dos vilos, assim, a maior absorção ocorre nos sistemas linfáticos dos vilos. 
19
A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I
Os elementos da digestão são os ácidos graxos, glicerol, lipídeos e triglicerídeos, 
insolúveis em água. Logo, criam micelas com os sais biliares e a lisolecitina, que estão 
presentes no fluido intestinal. Os ácidos graxos são compostos de cadeia longa, 
relacionados aos sais biliares que irão estruturar os ácidos coleicos solúveis em água. Os 
sais biliares e as lisolecitina não são filtrados juntamente com os lipídeos e retorna para 
o lúmen intestinal. Após a absorção, acontece a ressintetização das células na mucosa 
do intestino, assim os triglicerídeos e os fosfolípideos são estruturados e desprendidos 
para o sistema linfático. No entanto, os ácidos graxos, juntamente com o glicerol, são 
compostos de cadeia curta que entram no sistema porta, assim a linfa chega até a 
circulação venosa, que está próxima ao coração. 
Os minerais são filtrados de forma ionizada por meio da absorção, podendo variar de 
acordo com o local. No jejuno a captação do sódio está relacionada com a ativação da 
glicose, no íleo é completamente ativo, no intestino grosso é mais ativo ainda, devido 
aos gradientes de concentração serem mais fortes. A absorvência dos minerais procede 
dos níveis no sangue e dos fatores hormonais.
As vitaminas hidrossolúveis que são absorvidaspassivamente e em algum momento de 
forma ativa, faz parte dos elementos do complexo B, no entanto, a vitamina B12 pode 
ser ingerida apenas ligada a uma proteína que é gerada na mucosa gástrica. 
No entanto, as vitaminas lipossolúveis, sendo elas as vitaminas A, D, E e K, são solúveis, 
estão interligadas com os sais biliares no auxílio da sua filtração. Se o organismo fizer 
uma absorção e digestão correta de lipídeos, normalmente a assimilação das vitaminas 
lipossolúveis também estará correta. 
A infiltração da água ocorre de forma passiva de um gradiente osmótico por difusão. A 
maior parte dela absorvida é no intestino delgado, mas um pouco ocorre no estômago e 
no intestino grosso. A alteração da ingestão de água causará a desidratação rapidamente, 
assim as secreções aquosas presentes no intestino estão extintas. 
2.5. O intestino grosso
A substância do intestino delgado adentra no intestino grosso através da válvula 
ileocecal. Pouquíssima quantidade do alimento e da água ingerida chega até o intestino 
grosso. O intestino grosso não possui vilosidades, a absorção neste órgão é limitada, 
podendo ser capaz de absorver pequena quantidade de eletrólitos e água, porém, não 
tem a capacidade dos mecanismos de transporte dos nutrientes orgânicos.
A absorção da água ocorre de forma com que passe pelos espaços intercelulares, 
dependendo do gradiente. O nível de absorção pode ser afetado de acordo com os 
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UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
hormônios angiotensina e aldosterona, dependendo das condições do estado fluído 
do organismo. 
O íleo e o cólon compõem o intestino grosso, são sensíveis, possuem uma leve atividade 
que impossibilita a ação da secretina, gastrina e pancrozimina sob a obtenção da água. 
As doenças que podem decorrer no trato digestivo, podem estar relacionadas à absorção 
precária de água, causando alterações nos mecanismos ou resultando em diarreia. 
Quando a absorção for forte, as fezes ficam endurecidas, com dificuldade em evacuar 
podendo causar constipação. Os vômitos são motivados pelas toxinas ou venenos que 
agravam a parede estomacal ou também pode ser chamada de doenças do esfíncter 
pírico. Quando o animal apresentar diarreia e vômito ao mesmo tempo pode ser fatal, 
devido à perda de íons inorgânicos e a desidratação. No entanto, as fezes diferenciadas 
e as náuseas podem ser motivo de uma alteração na dieta do animal, seja a mudança 
da alimentação ou uma superalimentação. 
21
CAPÍTULO 3 
DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE NUTRIENTES
O aparelho digestório compõe o organismo, sendo fundamental para a ingestão dos 
alimentos desde sua transformação até a absorção, porém, tudo aquilo que não é 
absorvido pelo organismo, vai ser excretado nas fezes. O trato gastrintestinal é 
considerado como um canal que começa na cavidade oral e vai até o orifício anal. 
Nos mamíferos o aparelho digestivo possui boca, esôfago, estômago, intestino delgado, 
intestino grosso e o ânus, sendo que cada espécie animal terá as suas particularidades, 
devido a capacidade da digestão e absorção dos alimentos ingeridos. Lembrando que 
encontramos animais monogástricos e poligástricos. Animais monogástricos são os 
herbívoros, onívoros e carnívoros tendo apenas um estômago, já os poligástricos são os 
herbívoros que também se alimentam de vegetais como a celulose, podendo fornecer 
alimentos concentrados como farinhas de carnes, esses animais possuem três ou quatro 
estômagos. As aves são consideradas insetívoras, herbívoras, onívoras, carnívoras e 
granívoras. 
Com a ingestão de alimento, o hipotálamo no sistema nervoso é ativado, devido às 
informações que geram fome ou saciedade. Há a participação dos órgãos dos sentidos 
(visão, olfato, gustação) junto com a deglutição no esôfago ou no estômago, através 
dos ácidos. O nível glicêmico é um elemento regulador que irá comunicar o hipotálamo. 
A digestão inicia-se na boca, onde o alimento é ingerido pelos animais, sendo que cada 
animal ingere de uma forma, dependendo de cada espécie. A comida fica na cavidade 
bucal até ser triturada e engolida, dando início a digestão parcial.
3.1. Arcada dentária
A arcada dentária possui dentes superiores e inferiores, formando a mordida, se 
colocar as duas arcadas dentárias uma em cima da outra não fará encaixe correto, este 
movimento de deslize lateral faz com que ocorra a trituração do alimento.
3.2. Secreção salivar
A saliva é produzida pelas glândulas salivares, possuindo três pares, é um produto misto 
que tem função bioquímica e mecânica. Sendo o maior dos pares a secreção serosa, 
depois a submandibular e sublingual que possui uma secreção mucosa. 
A cavidade bucal receberá estímulo do sistema nervoso parassimpático, assim aumenta 
a produção de saliva na boca. As glândulas parótidas são inervadas pelo glossofaríngeo, 
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UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
e as outras duas pelo nervo craniano facial. Portanto, já se ouviu falar que a produção da 
secreção salivar viscosa vem do estímulo simpático, mas com menos fluxo de líquidos 
para as glândulas, assim ficando com a aparência mais viscosa. 
O volume salivar varia de acordo com o tempo e tipo de alimento presente na boca, 
o pH da saliva nos cães é alcalino, com média em 7,6. São considerados funções 
mecânicas a lubrificação oro-esofágica, aglutinação do bolo, podendo estar presente 
as enzimas amilolíticas que fazem a quebra do amido em maltose, dextrinas e 
maltoriose. 
3.3. Digestão gástrica
Tem início no estômago com a frequência dos alimentos, assim dando início à produção 
das secreções estomacais, podendo ativar a pepsina, gastrina, muco e ácido clorídrico 
(HCl). Com a existência do ritmo circadiano, há a renovação celular, que é a migração 
das células mais intensas para o lúmen do estômago, no entanto, a renovação não 
acontece de forma igual em todas as regiões, pois na região antral leva dois dias e na 
região fúndica de um a três dias, podendo obter influência do hormônio do crescimento 
(GH). Nas mucosas superficiais e gerais há presença de muco, nas parietais ou oxínticas 
é o ácido clorídrico, nas zimogênicas ou parietais são o pepsinogênio, já nas mucosas 
do colo e mucosidades a gastrina.
A presença do muco é fundamental para a proteção das paredes do estômago devido 
à presença de HCL e às enzimas. 
3.4. Secreção da pepsina
É o conjunto de enzimas que derivam do pepsinogênio, o pH prejudica a transformação 
de pepsinogênio em pepsina, devido ao nível de acidez. A pepsina tem como função 
realizar o desdobramento das proteínas encontradas no estômago, podendo ter impacto 
da gelatinase e tributirase. 
Tendo como exemplo a ingestão do ácido acetil salicílico e o diclofenaco, pode causar 
aumento da permeabilidade na mucosa gástrica, e assim o surgimento de úlceras e 
gastrite, com a ingestão do omeprazol no caso dos animais que possuem o aparecimento 
das gastrites e úlceras irá impossibilitar a produção do HCl.
O processo da acidificação gástrica é iniciado com a liberação da acetil-colina (Ach) 
pelo nervo vago, a histamina é estável com os receptores H2, gastrina é liberta para a luz 
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A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I
gástrica, em seguida é absorvida pela circulação e liberada novamente para o estômago, 
assim estimulando a secreção de H+.
3.5. Digestão intestinal
Para ocorrer a digestão, é preciso que o duodeno esteja com o pH alcalino, este processo 
pode ocorrer de duas formas, primeiro o sistema vagal libera estímulo pancreático para 
ocorrer a liberação da solução alcalina, já o segundo é mais importante e eficaz, ocorre a 
produção dos hormônios duodenal, a secretina que é executado as células S. Essa secretina 
é absorvida, e passa a estar presente na corrente sanguínea para ser transportada para o 
pâncreas, assim libera a secreção hidrolática rica em bicabornato (HCO3), no decorrer da 
produção da alcalinização, o duodeno está pronto para adquirir as enzimas do pâncreas, 
e em seguida ocorre a liberação da substânciapancreozimina (CCK-PZ), que significa 
colecistocinina-pancreozimina, com a presença dos aminoácidos e dos ácidos graxos.
Quando o hormônio está na circulação irá atingir o pâncreas em seguida libera as 
enzimas, tendo três grupos dessas enzimas no suco pancreático, a amilase, lípases e 
proteases. A amilase vem do amido cru ou cozido, seu pH está entre 4 a 11, dando 
o surgimento da maltotriose, maltose e dextrinas. As enzimas proteolíticas são as 
quimotripsinas e tripsinas, advindo do quimotripsinogênio e tripsinogênio, porém, 
para que ocorra essa conversão, precisa da enteroquinase, que pode ser inativada pelas 
bactérias presente no cólon. 
As lipases convertem os lipídeos em ácidos graxos e glicerol, assim são consumidos pelos 
vasos linfáticos no mesentério, indo até o quilo e em seguida para o ducto torácico que vai 
até o coração através dos vasos sanguíneos, chegam no fígado pelos vasos mesentéricos. 
Portanto, o suco pancreático pode alterar uma porcentagem das enzimas proteolíticas, 
lipolíticas e amilolíticas, dependendo da adaptação da alimentação, tendo uma dieta 
com alto nível em caseína ocasionará no aumento das enzimas proteolíticas. 
3.6. Secreção biliar
Possui dois caminhos no organismo dos animais, eles têm a presença da vesícula, onde 
a secreção vai direto no duodeno ou pode ser depositada na vesícula biliar nos períodos 
sem alimentação, portanto, a bile é mais fluída, e a que fica na vesícula é mais xaroposa 
devido à reabsorção de líquidos. 
No entanto, a função da bile é contribuir com a digestão das gorduras, assim 
emulsificando os lipídeos para que as ações das enzimas lipolíticas são favorecidas 
no pâncreas. As substâncias coleréticas aumentam a secreção da bile, auxiliando na 
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UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
eliminação. A ausência da bile dificulta a digestão de gorduras que passam a ser 
excretadas nas fezes, sendo possível a visualização da sua presença devido à coloração 
do bolo alimentar. 
3.7. Vômito
É originário da parte central, podendo ser chamada de bulbar ou periférica, onde, 
com as toxinas na corrente sanguínea, incentiva a zona do gatilho na região do bulbo, 
podendo ocorrer a separação ou alteração gástrica. Com isso, os animais começam a 
ingerir capim para ajudar a provocar o vômito. 
Para a prevenção do vômito, pode ser administrado metoclopramina ou aclorpromazina. 
Já os medicamentos que vão provocar o vômito são apomorfina, digitálicos ou até 
mesmo a água morna com sal.
3.8. Absorção
As proteínas, açúcares e lipídeos necessitam ser convertidos para ter as formas 
mais simples e leves. As proteínas são ingeridas pela mucosa intestinal como forma 
de aminoácidos ou tripeptídeos. Os açúcares precisam ser transformados em 
monossacarídeos como a glicose, frutose ou galactose, assim sugados pela mucosa, e 
adentrarem na corrente sanguínea, consequentemente serem distribuídos para o fígado 
como glicogênio e armazenados. Os lipídeos são modificados em triglicerídeos e ácidos 
graxos, para ser infiltrado na mucosa. Portanto, o glicogênio pode se reconverter em 
glicose pela ação da adrenalina. 
3.9. Sistemas homeostáticos
3.9.1. Fome e saciedade
A fome pode ser determinada pela vontade de comer qualquer alimento, sem ser algo 
específico, a vontade é perceptível pela sensação de estômago vazio, quando o corpo 
deixa de ser alimentado por um bom período de tempo, verifica-se uma sensação de 
aperto no estômago, contrações rítmicas e um pressentimento de dor, também chamada 
de dor da fome, que pode dispor de causa psíquica. 
3.9.1.1. Apetite
É um termo denominado quando o animal ou ser humano está com fome, procurando 
um alimento escolhido que já sabe qual deseja. Por outro lado, pode ter outro tipo de 
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A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I
fome, a específica, que é a vontade de comer um alimento salgado ou doce, o qual 
escolha vai depender do nível de glicose ou cloreto de sódio no organismo. 
3.9.1.2. Saciedade
Acontece quando está com o estômago cheio após uma refeição bem-feita. O controle 
da fome e à saciedade pode estar ajustado devido às respostas do hipotálamo, a 
deglutição, a dilatação e os níveis de glicemia, lipemia, aminoacidemia. Logo, pode haver 
circunstâncias psíquicas como a ansiedade e a depressão, ou até mesmo medicamentosa. 
Quando são realizados procedimentos cirúrgicos de redução do estômago, a ingestão 
de alimentos é pequena assim causará o pressentimento de satisfação.
No hipotálamo, há dois reconhecimentos o da fome e da saciedade, a fome é 
estabelecida no hipotálamo lateral, já a saciedade é encontrada no ventro medial 
do hipotálamo. O centro da fome induz a fome e o centro da saciedade controla a 
saciedade, diariamente, sendo disponibilizados apenas quando houver a necessidade 
de se nutrir. No entanto, as amídalas cerebrais, ou corpo amidaloide, junto com o 
comportamento, estão interligadas com o hipotálamo, o que pode estimular essas 
áreas do SNC para atuar nos dois reconhecimentos, não deixando de lado os órgãos 
dos sentidos que estão interligados ao corpo amidaloide. 
Por outro lado, na regulação da ingestão dos alimentos pode haver controle bioquímico 
central, com origem nutricional, e o controle periférico, sendo mecânico, com prazo 
mais curto. A regulação bioquímica avalia os níveis de glicose presente no organismo, 
assim é usada pelas células, onde esse nível vai estar circulante no hipotálamo.
Portanto, há duas teorias, a lipostática, que tem as reservas de gordura com duração 
de logo prazo, e a glicostática, que regula o teor da glicemia. Os impactos fisiológicos 
são de curto período de tempo, pois irão impedir a ingestão de alimentos devido ao 
estômago estar cheio, também pode ocorrer a digestão gástrica, onde o alimento 
ingerido chega ao esôfago e libera as informações para o SNC. Na teoria glicostática, 
a saciedade é ativada posteriormente à filtração da glicose. 
3.10. Mecanismo da sede
Os osmorreceptores que controlam a sede no organismo, são capazes de avaliar o nível 
de hidratação e desidratação corporal, podendo obter esse resultado através de exames 
de sangue no meio extracelular, caso precise de uma outra análise, será dentro das células. 
Conforme a boca secar, há uma necessidade da ingestão de água pelo organismo, 
antes disso, o corpo mandará informações por meio do hormônio antidiurético (ADH), 
localizado no hipotálamo no núcleo supraóptico. 
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UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
Quando administrada uma solução salina hipertônica na carótida, essa entrará e depressa 
chegará ao hipotálamo, no núcleo receptor da osmolaridade, fazendo com que seja 
aumentada. Esse processo causa uma decorrência equivocada, gerando sede no animal, 
que consequentemente irá em busca de água para matar essa “sede falsa”, quando 
a ingestão da água é verdadeira, ocorre o bloqueio da dilatação do estômago e a 
absorção fluidificará os líquidos corporais devido à sua osmolaridade para o teor certo 
e posteriormente matando a sede.
É fundamental lembrar-nos que a sobrecarga tubular renal de solutos, seja a glicose, 
pode prejudicar e fazer com que o animal tenha uma sede excessiva devido à diurese 
formada. Esse processo normalmente acontece nas pessoas ou animais diabéticos 
quando o nível de glicose está alto. No entanto, a excreção de muita urina (poliúria) 
ativa a sede (polidipsia), formando um círculo vicioso, onde se bebe muito e elimina 
urina várias vezes.
3.11. A absorção e digestão do processo não 
fermentativo nos animais 
São processos individuais que estão interligados na mucosa do intestino delgado, 
possuindo uma vasta área de superfície e células epiteliais, com a união permeável entre 
elas, no qual contem glicocálice, muco e uma camada de água. 
A digestão ocorre pela quebra dos fragmentos de alimentos por meio da mastigação, 
em seguida, ocorre a digestão, sendo a digestão química responsável pela diminuição 
dos nutrientes mais complicados para a transformação em moléculas maissimples, onde, 
na fase, luminal a digestão dos carboidratos é somente dos amidos, convertendo em 
polissacarídeos de cadeia curta. No entanto, os açúcares serão absorvidos somente na 
fase membranosa, e as proteínas são gastas pelas enzimas. 
Na fase membranosa, as enzimas digestivas estão presentes na superfície da membrana 
intestinal, tendo enzimas de polissacarídeos essenciais para a digestão, assim, a digestão 
ocorre no microambiente, com a presença de aminoácidos livres na superfície e intracelular. 
A absorção intestinal é realizada com o auxílio do transporte ativo dos nutrientes 
essenciais para as membranas apicais e basolaterais, estando presentes os íons de 
sódio transcelular em busca de energia. O transporte de forma passiva ocorre pelas 
membranas celulares ou pelas junções oclusivas de forma direta, porém, os nutrientes 
que estão na fase membranosa são absorvidos pelo cotransporte de sódio.
No entanto, a absorção dos eletrólitos e da água ocorrem por três mecanismos de 
absorção do sódio e do cloreto, a absorção de eletrólitos é difundida pelo intestino 
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A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I
e a absorção da água é passiva, devido à ativação dos solutos osmóticos. O potássio 
é aspirado pela difusão passiva e os íons de bicarbonato são eliminados pelas células 
digestivas, onde é preciso manter o equilíbrio ácido-básico do organismo. Com isso, há 
o aumento da pressão osmótica luminal no processo da digestão hidrolítica, resultando 
na expulsão ativa da água, onde os eletrólitos das criptas levam à secreção intestinal. 
O fluxo sanguíneo gastrointestinal acontece devido ao movimento da água e dos 
solutos que estão presentes nos espaços laterais e nos capilares dos vilos, fazendo com 
que haja movimento dos líquidos extracelulares e vasculares. Os nutrientes que são 
infiltrados invadem os capilares pela difusão, assim, o sistema osmótico multiplicador 
pode acrescentar a osmolalidade do sangue. 
A absorção e digestão de gorduras ocorre devido à ação detergente e enzimática, com 
isso os lipídeos consumidos pela membrana apical das proteínas transportadoras e 
por meio da difusão simples, são acumulados no quilomícrons antes de se dividir dos 
enterócitos. Já os ácidos biliares são destruídos no íleo pelo sistema cotransporte de 
sódio.
No entanto, as digestões nos neonatos ocorrem nas primeiras horas de vida, porém, as 
proteínas não são gastas por não serem absorvidas. Com o passar do desenvolvimento, 
a dissacaridase intestinal irá converter a lactose em maltose.
Portanto a diarreia pode acontecer devido ao descompasso da secreção com a absorção, 
elas são separadas, mas estão associadas. A digestão é a fragmentação dos nutrientes 
presentes nos alimentos que foram ingeridos pelos animais, através do epitélio intestinal, 
assim, os processos estão interligados, funcionando juntos. 
3.12. Mercado petfood e tendências
Com o passar dos anos, houve uma grande evolução na alimentação dos animais 
domésticos. Nos anos de 1980, a nutrição dos animais era basicamente as sobras de 
comida dos seres humanos, não havia investimentos em fábricas de rações no Brasil. O 
crescimento nessa área ocorreu devido ao desenvolvimento dos centros urbanos e do 
poder aquisitivo dos cidadãos. Com essa evolução, os pets começaram a receber uma 
alimentação sadia, equilibrada com mais variedade e praticidade, além disso, contribuindo 
com o baixo poder econômico dos cidadãos e os hábitos alimentares em casa. 
Segundo à Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos para Animias de Estimação 
(ANFAL PET, 2010), o Brasil perde apenas para os Estados Unidos na quantidade de 
população de cães e gatos do mundo. Estando presentes cerca de 33 milhões de cães, 
17 milhões de gatos e 28 milhões de outros animais domésticos, com isso, apenas 43% 
28
UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS
desses animais são alimentados com produtos industrializados. Confrontando com o 
Reino Unido e a França, esses países alimentam 60 a 80% dos animais com alimentos 
industrializados. 
Segundo Gates (2008), no período da Primeira Guerra Mundial havia enlatados para os 
cães de carne de cavalo, daqueles animais que acabavam falecendo durante a guerra. 
Como os produtos eram enlatados, tinham uma longa validade, assim a produção era 
em grandes proporções e ocorria a exportação. Por conseguinte, na Segunda Guerra 
Mundial já havia a produção de latas de alumínio, assim dispôs do pet food enlatado 
para rações secas. 
Com a evolução, em 1946 as comidas pets estavam em aproximandamente 85% do 
mercado americano. Porém, em 1950, ouve uma nova inovação com a ampliação feita 
pela Purina, onde os ingredientes eram cozidos juntamente com a forma líquida, assim, 
sendo esmagados por um extrusor mecânico, desse modo, ampliando o alimento em 
altas temperaturas para assar e ocorrer a solidificação, dessa maneira, favorecendo a 
durabilidade do alimento. Portanto, esse método ocorre até hoje nas fábricas com as 
produções de rações secas. 
Em 1860, na Inglaterra, a indústria criou o primeiro biscoito canino, invenção de James 
Spratt. Esse produto foi produzido com vegetais, farinha de trigo, beterraba e sangue 
bovino. Com isso, essa criação ficou bem conhecida, chegando em 1890 nos Estados 
Unidos. 
Ao longo dos anos de 1990, a produção dos alimentos recebeu um grande 
desenvolvimento, crescendo 20% anualmente no setor de produtos para animais, assim, 
melhorando o crescimento do poder aquisitivo das pessoas, mundança nos hábitos 
alimentares aumentando, consequentemente, a procura por alimentos industrializados 
e balanceados para os seus pets, melhor conhecimento sobre as informações técnicas na 
nutrição, desenvolvimento das embalagens, tornando mais atraentes para o consumo, 
juntamente com a praticidade e a segurança.
Portanto, o crescimento na Medicina Veterinária na área da nutrição está em grande 
desenvolvimento, com o surgimento de maiores precisões no setor, assim melhorando 
a qualidade de vida do animal, juntamente com a longevidade. 
É um mercado que vem crescendo diariamente, com serviços especializados por 
meio de diagnósticos gerais e especifícos de uma determinada doença, variedade de 
medicamentos, presença de tratamentos alternativos como, homeopatia, fisioterapia, 
acupuntura, alimentos orgânicos para as duas espécies, tudo irá depender da escolha 
e do custo-benefício que o tutor definir. 
29
A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I
O Brasil está em segundo lugar na produção mundial de petfood, tendo aproximadamente 
100 fábricas, classificadas como de pequeno, médio e grande porte. Segundo Souto 
(2013), a produção no Brasil, em 2009, foi de 1,7 milhões de toneladas, tendo como 
faturamento total 64% no mercado, com essa grande inovação o mercado de petfood 
tem fundamental importância para as econômias brasileiras. 
Segundo Lôbo e Machado (2017), o número de médicos veterinários atuando cresce 
anualmente, tendo em média 5 mil profissionais. Em 2012, no Brasil havia 90 mil médicos, 
sendo que em 2015 passou para 105 mil responsáveis, e no período de 2017 cerca de 
117 mil médicos veterinários.
De acordo com a PUCPR (2020), por meio do Conselho Federal de Medicina Veterinária, 
estima-se que 84 mil profissionais atuantes, sendo que o mercado cresce anualmente 
13%, segundo dados do IBGE.
30
REFERÊNCIAS
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	Introdução
	UNIDADE I
	A alimentação e a nutrição de cães e gatos
	Capítulo 1 
	Princípios e conceitos básicos da nutrição
	Capítulo 2 
	Fisiologia do aparelho digestório
	Capítulo 3 
	Digestão e absorção de nutrientes
	Referências

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