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BASES NUTRICIONAIS DE CÃES E GATOS UNIDADE I A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS Elaboração Ana Paula Wagner Markiv Produção Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração SUMÁRIO INTRODUÇÃO ..........................................................................................................................4 UNIDADE I A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS ....................................................................5 CAPÍTULO 1 PRINCÍPIOS E CONCEITOS BÁSICOS DA NUTRIÇÃO ............................................................. 5 CAPÍTULO 2 FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTÓRIO ........................................................................... 15 CAPÍTULO 3 DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE NUTRIENTES .......................................................................... 21 REFERÊNCIAS ........................................................................................................................30 4 INTRODUÇÃO A nutrição animal é uma área que vem crescendo gradativamente. Devido ao avanço na sociedade moderna e à mudança no estilo de vida das pessoas, houve um crescimento dos lares com animais domésticos, principalmente felinos e caninos. Esse cenário incentivou o desenvolvimento e a inovação do mercado de petfood, já que a procura por rações balanceadas e de qualidade está maior nos tempos atuais. O mercado tem rações disponíveis de acordo com o tipo, seja úmida, seca, semi-úmida, com classificações específicas, sendo, econômica, padrão, premium, super prêmium e as específicas para doenças, também podendo ser classificada para animais filhotes, adultos, geriátricos, cães atletas, período lactação e gestação, também sendo específicas para o seu porte ou tamanho. A nutrição é o estudo dos alimentos desde as suas ações até as suas funções que possam contribuir para o desenvolvimento e crescimento adequado, a manutenção dos tecidos no organismo, bem como a manutenção da saúde dos caninos e felinos. As diferentes fases da vida possuem suas particulariedades nutricionais, o que levará o animal a ter uma vida mais longa e com saúde. É possível o tutor formular a dieta caseira após uma avaliação do médico veterinário, conhecendo todas as características dos ingredientes até as suas funções. Existem dietas prontas, com rações balanceadas, conforme as necessidades de cada tipo de organismo animal, com alta palatabilidade e digestibilidade. Tanto o canino como o felino possuem cada um as suas particulariedades no desenvolvimento do organismo. Existem animais que toleram mais alguns nutrientes, outros menos, há diferenças na sintetização dos nutrientes, minerais, vitaminas, carboidratos, aminácidos e proteínas. Logo, todos devem gerar energia para o organismo. Objetivos » Identificar qual a melhor nutrição para os animais nas diferentes fases da vida. » Avaliar as características e funções dos ingredientes adicionados na formulação do alimento. » Conhecer os hábitos alimentares dos caninos e felinos para a nutrição adequada. » Reconhecer os fatores que regulam o consumo e a preferência alimentar de cada animal. 5 UNIDADE I A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS A nutrição é o estudo dos alimentos, das suas ações e funções, sendo elas específicas, que contribuem para o crescimento, desenvolvimento e manutenção dos tecidos presentes no organismo animal, sendo essencial para a manutenção da saúde dos cães e gatos. Há seis categorias de nutrientes que auxiliam o crescimento e a manutenção dos tecidos do corpo, são eles: água, proteínas, gorduras, vitaminas, sais minerais e carboidratos. Além disso, os carboidratos, proteínas e lipídeos quando oxidados pelo metabolismo animal, geram energia em troca. CAPÍTULO 1 PRINCÍPIOS E CONCEITOS BÁSICOS DA NUTRIÇÃO 1.1. Nutrição É a ciência que estuda as necessidades fisiológicas e bioquímicas dos nutrientes e componentes dos alimentos da dieta necessários para a longevidade do pet, garantindo o bem-estar animal, imunidade, beleza da pele e pelos, saúde bucal, assim prevenindo as doenças degenerativas. 1.2. Alimento É toda substância fornecida ao animal, seja ração ou comida caseira, que será mastigado, digerido pelos produtos da digestão junto com a saliva, onde irá absorver e metabolizar esse alimento para melhor aproveitamento no organismo animal, mantendo a sua sobrevivência. 1.3. Alimentação É o estudo da estruturação dos alimentos, seguindo as exigências nutricionais, a formulação e o método da distribuição da comida, com um poder aquisitivo 6 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS agradável, abrangendo todas as necessidades e escolhas dos tutores. A alimentação é o fornecimento de alimentos aos animais domésticos, sendo essencial para a sua vida, pois precisa atender as suas necessidades nutricionais essenciais. 1.4. Nutrientes É qualquer elemento ou composto químico que compõe os alimentos, sendo primordiais à vida. Alguns exemplos de nutrientes são as proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais, lipídeos, água, gorduras e fibras. Dessa forma, os nutrientes são divididos em dois grupos, os macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes são os alimentos com altos valores calóricos, sendo os que a nossa estrutura precisa em maior quantidade, os carboidratos, lipídeos e água. Já os micronutrientes são encontrados em doses menores no nosso corpo e também com baixa quantidade nos alimentos, sendo eles os minerais e as vitaminas. 1.5. Nutrientes essenciais São todos os nutrientes fundamentais que o organismo não produz ou não fornece em quantidade necessária para o desenvolvimento dos pets, assim esses nutrientes são oriundos de algum alimento para suprir a insuficiência. 1.6. Metabolismo O metabolismo é o conjunto de ações que permite a produção de energia e a manutenção das células por meio do anabolismo e catabolismo. 1.7. Digestão É o conjunto de reações químicas e físicas que ocorrem durante a alteração do alimento em nutrientes. Os processos metabólicos ocorrem com o auxílio das enzimas, simultaneamente com a absorção dos nutrientes fundamentais para o organismo, assim gerando energia. 1.8. Absorção É a interferência dos processos físicos e químicos no transporte dos nutrientes, como, por exemplo, as vitaminas e os minerais. A absorção dos alimentos ocorre de duas formas: direta ou indireta. A forma direta ocorre quando as moléculas são transformadas em moléculas mais simples, que irão passar pelo sistema digestivo, onde ocorre a filtração, 7 A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I assim sendo distribuídas para as células durante o processo metabólico. Já a absorção indireta é quando um sustento é ingerido e precisa de outra substância para infiltrar, como o ferro, por exemplo, que depende do acompanhamento da vitamina B12 para o organismo entrar em ação. Além disso, pode ocorrer a baixa ou alta digestibilidade, dependendo da concentração dos minerais e nutrientes na dieta. 1.9. Ingredientes São todos os elementos presentes em uma ração, seja ela seca ou úmida. Os nutrientes específicos na dieta influenciam no privilégio aos animais, assim trazendo uma saúde melhor e com maior longevidade. Normalmente, os alimentos que compõem esse produto são: minerais, vitaminas, carboidratos, fibras, proteínas e gorduras, como os ômegas. 1.10. Aditivo São produtos utilizados nos alimentos para que ocorra a melhor aceitação e aproveitamento da nutrição, não sendo classificado como ingrediente, por exemplo: emulsionantes, conservantes, estabilizantes, antioxidantes. 1.11. Ração balanceada É a quantidade de ração necessária para suprir as necessidades diárias na alimentação, estando correlacionada com o peso vivo do animal. Portanto, a ração balanceada exige a associação de diversos nutrientes específicos na formulação do produto. 1.12. Alimentos volumosos São todos os sustentos que possuem na sua constituição alta quantidade defibra bruta ou água, sendo superior a 18%, por exemplo: milho, fenos, silagem. 1.13. Alimentos concentrados Podem ser especificados como energéticos ou proteicos. Os alimentos concentrados, são aqueles compostos com nível de fibra bruta inferior a 18% na matéria seca, tal como, farelo de arroz, triguilho, milho. 1.14. Concentrados energéticos São aqueles alimentos compostos com nível de fibra bruta na matéria seca inferior a 18% e de proteína bruta inferior a 20%. Podemos citar como exemplo, milho, sorgo. 8 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS 1.15. Concentrados proteicos É toda nutrição composta por alimentos com nível inferior a 18% de fibra bruta, mas com 20% de proteína bruta na composição nutricional. Podendo ser produtos de origem vegetal ou animal, como farelo de arroz, farelo de soja, caroço de algodão, farelo de amendoim, farinha de sangue, farinha de peixe e farinha de ossos. 1.16. Anabolismo É um processo natural que ocorre no organismo dos cães e gatos com base na sintetização das moléculas presentes. Consequentemente, acontece a formação das moléculas simples a partir das moléculas mais complexas. Podendo ser visível por meio das atividades físicas. 1.17. Catabolismo É a fase em que ocorre a liberação de energia presente no organismo. O catabolismo acontece quando se tem noites mal dormidas, ingestão de bebidas alcoólicas e atividade física em excesso, assim poderá causar a destruição das moléculas mais complexas, transformando-as em simples. 1.18. Excreção corporal A excreção corporal inicia-se quando parte dos alimentos e produtos residuais não foram digeridos no organismo. Se ocorrer a digestão o corpo estará em equilíbrio fisiológico, com ajuda dos órgãos, sendo eles pulmões, rins e pele. 1.19. Ração É a alimentação do cão e do gato. Exige a associação de nutrientes essenciais presentes na ração, garantindo as necessidades diárias, trazendo longevidade ao animal, resultando na qualidade da saúde física e bucal, no pelo brilhante, diminuindo o odor das fezes, pensando também no custo/benefício para o tutor. 1.20. Dieta É o conjunto de alimentos relacionados à quantidade fornecida, dependendo de qual categoria o animal se enquadra, sendo de maneira saudável, atendendo as necessidades diárias, sem trazer perda. 9 A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I 1.21. Dieta balanceada Pode ser chamada de alimentação balanceada, ela requer todas as quantidades necessárias de calorias, vitaminas, minerais, fibras, carboidratos, lipídeos, açúcares presentes no alimento. Essa dieta irá ser avaliada de maneira individual, pois depende de vários fatores, como o peso do animal, idade, sexo, nível de atividade física e presença de doenças. 1.22. Suplemento alimentar Deve ser manuseado com cautela para não ser usado de maneira errônea, pois pode trazer malefícios à saúde. O suplemento alimentar está destinado a complementar a dieta, trazendo vitaminas, minerais, fibras e carboidratos que não são encontrados na nutrição normal diária do animal. Assim aconselha-se uma avaliação pelo médico veterinário para o uso correto desse complemento, lembrando que irá depender de animal para animal. 1.23. Conversão alimentar É a capacidade de converter um alimento em uma unidade de ganho de peso no animal, desse modo, irá medir a sua produtividade. Ou seja, é o consumo total da alimentação, dividido pelo ganho de peso do animal, do qual terá como base o custo de produção. 1.24. Eficiência alimentar É a medida do ganho de peso do animal ou produtividade dividido pelo consumo de alimento. 1.25. Exigência nutricional É determinada pela quantidade diária ingerida de um nutriente para avaliar o nível de produção, assim poderá classificar em qual categoria o animal pode se encaixar, seja crescimento, manutenção, produção ou reprodução. 1.26. Deficiência nutricional Classificada quando há falta ou insuficiência de nutrientes presentes na nutrição, podendo trazer prejuízos, pois debilita ou atrasa o desenvolvimento do organismo animal. 10 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS 1.27. Carência nutricional Pode estar relacionada ao baixo consumo dos alimentos ricos em nutrientes essenciais, trazendo, então, a deficiência nutricional, podendo ser de longo ou curto período. E apenas uma nutrição adequada rica nestes nutrientes faltantes pode reverter essa falta. 1.28. Consumo de alimentos É um dos fatores essenciais para o desempenho animal, pois somente ele irá complementar os nutrientes importantes para o organismo. Consequentemente, estará relacionado à quantidade de alimentos ingeridos para ter uma apropriada produção animal. Portanto, o consumo de alimentos é a quantidade de comida consumida pelo cão ou gato com média em 24 horas. 1.29. Consumo de alimentos É um dos fatores determinantes e fundamentais para o desenvolvimento do animal, pois através do consumo ocorre a ingestão dos nutrientes essenciais. Está relacionado com a quantidade de alimentos para o animal suprir suas necessidades, que irá depender da concentração dos nutrientes presentes nessa alimentação fornecida. Ou seja, alimento com maior qualidade, melhor será a presença de nutrientes específicos, assim maior será a sua absorção. O consumo é a quantidade de comida ingerida pelo animal no período de 24 horas. 1.30. Consumo voluntário É a quantidade de sustento ingerido por um período de tempo, quando o alimento está com livre acesso. 1.31. Consumo potencial É a quantidade de nutrição exigida para que o animal possa suprir as suas necessidades diárias. 1.32. Fome É a sensação fisiológica, sendo desejo ou impulso de comer, quando o corpo compreende a necessidade de alimentação. 11 A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I 1.33. Apetite Um fenômeno chamado impulso, motivação de ingerir um nutriente específico e essencial para a vida do animal. 1.34. Fatores reguladores de consumo Entre os fatores físicos encontram-se o trato digestório, a cinética, o trânsito da digestão, tempo de trânsito e degradação. No trato digestório ocorre a digestão e também a inibição do consumo de alimentos, por meio da resposta humoral vinda do sistema nervoso central. Por outro lado, o comportamento ingestivo e a seletividade estão relacionados com as características e o ambiente. Desse modo, o animal pode inibir ou intensificar o consumo de alimentos. Portanto, as características intrínsecas são odor, aparência visual, sabor, aroma e textura. 1.35. Teorias sobre a regulação do consumo Existem diversas teorias para a regulação do consumo de alimentos, o que irá determinar qual será específica, é a espécie. A teoria glicostática foi descrita por Mayer (s/d), ela estuda as variações dos teores glicêmicos, que irão induzir a saciedade ou a fome no animal. A tese lipostática de Kennedy (s/d) relata os efeitos das variações lipídicas para supervisionar o consumo de nutrição, diz que a saciedade é controlada pelo hipotálamo quando o acúmulo energético está acima do normal. Segundo Mertens (s/d), a sua teoria apresenta duas formas de avaliar os animais poligástricos, sendo a teoria do feedback metabólico (em que os animais têm máxima produtividade, genética e alta taxa de nutrientes quando os nutrientes encontram- se em excesso, o consumo será interrompido), e a teoria do equilíbrio físico (estuda os alimentos de baixa digestabilidade, mas com alto potencial de enchimento, consequentemente irá inibir o consumo). As hipóteses mais simples são as unifatoriais, e as mais complexas são multifatoriais. Estando relacionadas à teoria de Tolkamp e Ketelaars (s/d), que relataram que a energia líquida é aprimorada com o uso de oxigênio. A qual irá diminuir a produção de radicais livres. Portanto, para Forbes (s/d), essa teoria não é viável, pois se trata de uma suposição fortalecedora. 12 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS 1.36. Papel de agentes fisiológicosno controle do consumo Essa pesquisa é realizada por meio de estudos com animais de laboratório, normalmente camundongos. Dessa maneira, tem como objetivo distinguir o metabolismo do homem, sendo provável investigar quais são os agentes fisiológicos, e qual o papel dos nutrientes a ponto de analisar o controle do consumo diário de cada animal. 1.37. Glicose É uma das fontes fundamentais de energia, sendo um carboidrato monossacarídeo. A glicose tem a passagem para as células no organismo em razão do pâncreas, ele é encarregado de produzir o hormônio chamado insulina, sendo o causador da energia presente no corpo, além de regular a homeostasia, da mesma forma que o glucagon. 1.38. Glucagon É um hormônio gerado pelas células alfa do pâncreas, com a sua finalidade contrária à da glicose. O glucagon faz com que o nível de glicose no sangue aumente, apesar de sua função, é um hormônio importantíssimo para o organismo, que atua principalmente no fígado, proporcionando a síntese de glicogênio, desde que a glicose adentre o fígado. 1.39. Insulina É produzida pelas células beta do pâncreas, é um sacarídeo, fundamental na manutenção da glicose no organismo. Desse modo controla o consumo energético. Com o nível baixo, faz com que estimule o consumo de alimento, gerando gastos energéticos. Porém, quando não há dissipação de energia a glicose fica armazenada no organismo, consequentemente gerando o ganho de peso. Por outro lado, este hormônio é fundamental para os cães e gatos que possuem atividades físicas ativas, em razão de eliminar peso ou ganhar massa muscular magra. 1.40. Adrenalina Também chamada de epinefrina, é um hormônio simpaticomimético e neurotransmissor, sendo ativada no organismo por meio do estresse. É produzida pelas glândulas suprarrenais, localizadas acima do rim. Quando presente, faz com que a tensão muscular aumente, ativando ainda mais o coração, consequentemente, aumentando os batimentos 13 A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I cardíacos, contraindo alguns músculos e relaxando outros, o que irá minimizar o nível do consumo de alimentos. 1.41. Grelina É o hormônio da fome, é um peptídeo produzido pelas células de épsilon principalmente no estômago, mas também no pâncreas, nos intestinos e no hipotálamo. A sua formação surge no momento em que o estômago se encontra vazio, após a nutrição o seu nível decresce. 1.42. Leptina É um peptídeo substanciado, sendo secretado pelo tecido adiposo e pela placenta. O nível desse hormônio no organismo está correlacionado com a quantidade de gordura no corpo, portanto, quanto maior a gordura armazenada, maior será a quantidade de leptina encontrada. 1.43. Somatotropina, ou somatostatina É um hormônio proteico responsável pelo crescimento e na reserva corporal, o qual é produzido no hipotálamo e liberado pela hipófise anterior. 1.44. Neuropeptídeo Y É um elemento habilitado para fazer a comunicação com os neurônios presentes no cérebro. Pode ser encontrado em lugares como, hipocampo (HPC), córtex frontal e amígdala, são essas regiões que controlam o sistema emocional (estresse, ansiedade, medo, memória etc.). Um dos seus papéis mais importantes é a estimulação da fome, consequentemente, fará com que ocorra o consumo de alimento. Além do mais, pode ser chamado de neuropeptídeo Y (NPY), assim, existe em grande volume no sistema nervoso central e no sistema nervoso periférico. 1.45. Peptídeo YY É um hormônio peptídico expelido por meio das células endócrinas L na porção distal do intestino. É similar ao neuropeptídeo Y (NPY), por agir no sistema nervoso central, onde irá minimizar o trânsito da digestão, assim irá aumentar a saciedade, fazendo com que ocorra a diminuição do apetite e a ingestão de alimentos. 14 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS 1.46. Colecistocinina/Colecistoquinina (CCK) É um hormônio gastrointestinal ativo na vesícula biliar, sob a forma de peptídeos. Há dois modelos dessa substância, a forma com 33 aminoácidos (CCK – 33), e a outra com oito aminoácidos (CCK – 8). A presença de alimentos no duodeno irá estimular a liberação do CCK diretamente para a corrente sanguínea. Quando ocorre a diminuição da ingestão de alimentos, irá gerar à saciedade, assim ocorrendo a inibição do consumo. Por outro lado, quando o nível do hormônio estiver acima do normal, causará náuseas, vômitos, e consequentemente anorexia e bulimia. 1.47. Digestibilidade É a capacidade de os animais absorverem os nutrientes presentes na alimentação ingerida. 15 CAPÍTULO 2 FISIOLOGIA DO APARELHO DIGESTÓRIO O sistema digestivo tem uma atribuição fundamental na digestão dos alimentos e na absorção dos nutrientes, para que possa circular pelo corpo e contribuir com a manutenção, reparo, crescimento, e assim gerar energia para o organismo. Podemos encontrar na alimentação três classes de necessidades nutricionais, de proteínas, de lipídeos e de carboidratos. Tendo como finalidade do processo da digestão a remoção das ligações dos compostos, onde ocorre a hidrólise (quebra) dos compostos em água. Sendo que cada enzima tem a sua função. Nos caninos e felinos, o trato digestivo começa com um simples tubo oco, com estruturas e funções específicas. Ao ingerir um alimento, ele passa pela boca e vai em direção ao reto. A passagem do alimento é auxiliada pelos movimentos peristálticos, que são ondas de contrações das vísceras para a condução do bolo fecal. 2.1. Boca Quando o alimento é colocado na boca, ocorre a estimulação da produção da saliva, os sentidos são estimulados, com auxílio da visão e do olfato, ocorre uma resposta gustativa. No entanto, a produção de saliva é aumentada quando se coloca um alimento na boca ao sentir o sabor e a textura. A saliva tem uma leve acidez, o muco irá lubrificar a boca no ato de engolir, para que a passagem dos alimentos ocorra com maior facilidade. A amilase salivar é uma enzima que será ativada para que possa realizar a digestão do amido. Os felinos realizam a decomposição mecânica dos alimentos, já os caninos geralmente engolem o alimento inteiro sem mastigar. Os dentes dos caninos e felinos são apropriados para se alimentarem de carnes, com facilidade de abocanhar, rasgar e mastigar o alimento, tendo comportamento carnívoro. 2.2. Esôfago No processo de deglutição, ocorre a passagem do alimento da boca para o esôfago, sendo representado por um tubo curto que irá chegar até o estômago. As células presentes produzem mais muco para facilitar ainda mais a passagem do alimento, assim ativará os movimentos peristálticos, que os empurrarão até o estômago. 16 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS Na base do esôfago há um anel de células musculares, também chamadas de esfíncter cardíaco (na entrada do estômago). Quando contraído, ocorre a estimulação do relaxamento por meio das ondas peristálticas, para que possa adentrar o alimento no estômago. Portanto, não ocorre o relaxamento do estômago devido ao processo de refluxo. 2.3. Estômago Tem como função a reserva de alimentos após as refeições, assim iniciará a digestão das proteínas e a produção dos elementos para o intestino delgado. No entanto, ele é dividido em duas porções: o corpo e o antro. A porção do corpo tem paredes elásticas, permitindo armazenar grandes quantidades de alimentos sem ser pressionado. A mucosa do corpo é composta pelo epitélio e tecido subjacente, onde há produção de muco, ácido hidroclórico e proteases. As proteases são enzimas que irão digerir as proteínas ao serem quebradas por cadeias longas de peptídeos menores. A enzima pepsina é secretada para que não ocorra a digestão das células, mas auxilia na proteção do estômago com a produção de um muco que reveste as suas paredes. Já o pepsinogênio é convertido em pepsina por meio do ácido hidroclórico, para auxiliar no funcionamento das enzimas. Portanto, a produção do muco, do ácido e das enzimas vai depender da estimulação doalimento presente, do sistema hormonal e nervoso. A gastrina é um hormônio que estimula a produção das enzimas e dos ácidos no estômago, assim elevando a motilidade. Também é produzido nas células da mucosa antral, onde ocorre a produção da solução alcalina, e assim liberado na corrente sanguínea, chegando até o estômago onde há alimento. Esta liberação é autolimitante, quando há presença da secreção ácida, ocorre a queda do pH e a liberação de gastrina é cessada. Quando os restos alimentares passam para o intestino delgado com o acompanhamento dos lipídeos, ocorre a estimulação dos hormônios duodenal e enterogastrona, que interrompe a formação de ácido. A estimulação da secreção é feita por meio dos reflexos das respostas gustativas como, cheiro, gosto e visão da nutrição, assim produzindo uma secreção rica em proteases e ácidos para auxiliar a passagem do alimento até o estômago, onde se mistura antes de entrar no intestino delgado, através das ondas mistas que aumentam com o comprimento até atingir o antro muscular, assim forma um líquido espesso e leitoso chamado quimo. A velocidade da liberação desse líquido tem a interferência das condições da digestão, na porção final, chamada porção distal, onde há um anel de músculo chamado esfíncter 17 A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I pilórico que está contraído, com a presença das forças peristálticas bastante resistente ocorrendo o relaxamento do esfíncter para que possa ocorrer a passagem do quimo para o duodeno. Portanto, o intestino delgado não recebe o quimo dependendo da sua necessidade, assim como as enzimas gástricas. No entanto, com a presença do quimo, ácidos e lipídeos, no duodeno decorre a dificuldade dos movimentos peristálticos no estômago, desse modo, gerando a redução da sua taxa de esvaziamento. 2.4. Intestino delgado 2.4.1. Digestão Durante esse processo, há mais produção do quimo no duodeno, podendo ocorrer na mucosa duodenal e no pâncreas. No pâncreas acontece a produção da insulina, que tem auxílio da glândula exócrina que secreta os hormônios externamente, e da glândula endócrina que os secreta na corrente sanguínea. Podendo secretar bicarbonato como forma de sal no intestino para neutralizar o quimo ácido que foi depositado, assim balanceando o pH para a adequação das enzimas pancreáticas intestinais, que são as proteases inativas, amilases e lipases, assim catalisando o final da digestão. Esse ajustamento na produção pancreática está sendo administrado pelos hormônios secretina e pancreozimina, uma e outra são realizadas pelas células presentes na mucosa intestinal, assim sendo liberadas para a corrente sanguínea no organismo animal. Também há a presença do hormônio colecistocinina que age na contração da vesícula biliar, bem como na libertação da bile armazenada, que possui um fluido produzido pelo fígado que é depositado no ducto biliar no duodeno. A secretina é liberada através dos ácidos no intestino, assim estimulando a liberação dos volumes de bicarbonato pelo pâncreas, controlando a velocidade do fluxo da bile. Entretanto, a pancreozimina advém da assiduidade do alimento fracionado no processo da digestão, incentivando a liberação dos sucos ricos em enzimas. No entanto, ela possui sais biliares, pigmentos e resquício de hormônios e metabólitos que estão no fígado. Os sais biliares não são considerados enzimas, tem como função a emulsificação das gorduras. A bile irá agir na quebra dos lipídeos, transformandos em glóbulos diminutos, assim ocorre a atuação das lipases. O intestino delgado tem seu diâmetro bem menor comparado ao intestino grosso, além do seu comprimento. A digestão completa só acontece quando as proteínas digestíveis, carboidratos e lipídeos são reduzidas para aminoácidos, glicerol, dipeptídeos, monossacarídeos e ácidos graxos para que possa ser absorvida como água, vitaminas e minerais. 18 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS 2.4.2. Absorção Acontece quando há a transferência do material digerido para o lúmen do intestino, seguindo para os vasos sanguíneos ou linfáticos. A absorção já acontece no estômago e no intestino grosso, mas a maior parte ocorre no intestino delgado. Na área superficial do intestino delgado há vilosidades, que são dobras numerosas, em formato de dedos, em alguns caninos essa área pode ser considerada um assoalho. Os movimentos mistos da parede intestinal e das vilosidades certificam que não há matéria nessa superfície epitelial, tendo uma densa rede de capilares que assegura de não haver concentrações de nutrientes absorvidos, ocorrendo a impossibilidade da absorção. No entanto, a absorção pode ocorrer de forma passiva, com a concentração ou gradiente osmótico, e de forma ativa, com relação aos gastos de energia, resultando como bombas por meio das membranas ou células. A difusão passiva é limitada, decorrente dos aminoácidos e monossacarídeos. Os aminoácidos são absorvidos de forma ativa pelos sistemas de transporte, depois para as células presentes na mucosa e consequentemente se disseminar na corrente sanguínea. O pouco da proteína absorvida é transformado em dipeptídeo (dois aminoácidos) de forma ativa por ligações peptídicas que quebram dentro da célula na parede do vilo, assim os aminoácidos liberados vão para o sangue. Nos animais recém-nascidos, tem a capacidade de absorver os anticorpos maternos, presentes no colostro da fêmea. Esse processo é conhecido como pinocitose. Os monossacarídeos são catados de forma ativa pelo complexo de carreamento sob a ação da captação de sódio e cálcio. Os aminoácidos e açúcares podem ser absorvidos pelos capilares vilosos, dirigindo até a veia porta, desviando o sangue e chegando ao fígado antes que atinja o coração e ocorra a recirculação. No fígado acontecerá a conversão da glicose absorvida em glicogênio, e armazenada até que aconteça a quebra da glicose para ser transformada em glicogênio e armazenar a glicose. Esse processo é controlado pelo hormônio glucagon. O nível de glicose circulante no organismo deve ser condicionado para que possa ser suprido quando houver a necessidade de energia para os tecidos e o cérebro. Contudo, os aminoácidos presentes no sague podem ser absorvidos pelas células quando houver a necessidade. Por outro lado, o excesso pode ser transformado pelo fígado em outros aminoácidos, assim como, a ureia pode ser secretada pelo rim. A absorção das gorduras é diferente dos carboidratos e proteínas, do mesmo modo que os ácidos graxos e glicerol que são difíceis de serem consumidos pelos capilares dos vilos, assim, a maior absorção ocorre nos sistemas linfáticos dos vilos. 19 A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I Os elementos da digestão são os ácidos graxos, glicerol, lipídeos e triglicerídeos, insolúveis em água. Logo, criam micelas com os sais biliares e a lisolecitina, que estão presentes no fluido intestinal. Os ácidos graxos são compostos de cadeia longa, relacionados aos sais biliares que irão estruturar os ácidos coleicos solúveis em água. Os sais biliares e as lisolecitina não são filtrados juntamente com os lipídeos e retorna para o lúmen intestinal. Após a absorção, acontece a ressintetização das células na mucosa do intestino, assim os triglicerídeos e os fosfolípideos são estruturados e desprendidos para o sistema linfático. No entanto, os ácidos graxos, juntamente com o glicerol, são compostos de cadeia curta que entram no sistema porta, assim a linfa chega até a circulação venosa, que está próxima ao coração. Os minerais são filtrados de forma ionizada por meio da absorção, podendo variar de acordo com o local. No jejuno a captação do sódio está relacionada com a ativação da glicose, no íleo é completamente ativo, no intestino grosso é mais ativo ainda, devido aos gradientes de concentração serem mais fortes. A absorvência dos minerais procede dos níveis no sangue e dos fatores hormonais. As vitaminas hidrossolúveis que são absorvidaspassivamente e em algum momento de forma ativa, faz parte dos elementos do complexo B, no entanto, a vitamina B12 pode ser ingerida apenas ligada a uma proteína que é gerada na mucosa gástrica. No entanto, as vitaminas lipossolúveis, sendo elas as vitaminas A, D, E e K, são solúveis, estão interligadas com os sais biliares no auxílio da sua filtração. Se o organismo fizer uma absorção e digestão correta de lipídeos, normalmente a assimilação das vitaminas lipossolúveis também estará correta. A infiltração da água ocorre de forma passiva de um gradiente osmótico por difusão. A maior parte dela absorvida é no intestino delgado, mas um pouco ocorre no estômago e no intestino grosso. A alteração da ingestão de água causará a desidratação rapidamente, assim as secreções aquosas presentes no intestino estão extintas. 2.5. O intestino grosso A substância do intestino delgado adentra no intestino grosso através da válvula ileocecal. Pouquíssima quantidade do alimento e da água ingerida chega até o intestino grosso. O intestino grosso não possui vilosidades, a absorção neste órgão é limitada, podendo ser capaz de absorver pequena quantidade de eletrólitos e água, porém, não tem a capacidade dos mecanismos de transporte dos nutrientes orgânicos. A absorção da água ocorre de forma com que passe pelos espaços intercelulares, dependendo do gradiente. O nível de absorção pode ser afetado de acordo com os 20 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS hormônios angiotensina e aldosterona, dependendo das condições do estado fluído do organismo. O íleo e o cólon compõem o intestino grosso, são sensíveis, possuem uma leve atividade que impossibilita a ação da secretina, gastrina e pancrozimina sob a obtenção da água. As doenças que podem decorrer no trato digestivo, podem estar relacionadas à absorção precária de água, causando alterações nos mecanismos ou resultando em diarreia. Quando a absorção for forte, as fezes ficam endurecidas, com dificuldade em evacuar podendo causar constipação. Os vômitos são motivados pelas toxinas ou venenos que agravam a parede estomacal ou também pode ser chamada de doenças do esfíncter pírico. Quando o animal apresentar diarreia e vômito ao mesmo tempo pode ser fatal, devido à perda de íons inorgânicos e a desidratação. No entanto, as fezes diferenciadas e as náuseas podem ser motivo de uma alteração na dieta do animal, seja a mudança da alimentação ou uma superalimentação. 21 CAPÍTULO 3 DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE NUTRIENTES O aparelho digestório compõe o organismo, sendo fundamental para a ingestão dos alimentos desde sua transformação até a absorção, porém, tudo aquilo que não é absorvido pelo organismo, vai ser excretado nas fezes. O trato gastrintestinal é considerado como um canal que começa na cavidade oral e vai até o orifício anal. Nos mamíferos o aparelho digestivo possui boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e o ânus, sendo que cada espécie animal terá as suas particularidades, devido a capacidade da digestão e absorção dos alimentos ingeridos. Lembrando que encontramos animais monogástricos e poligástricos. Animais monogástricos são os herbívoros, onívoros e carnívoros tendo apenas um estômago, já os poligástricos são os herbívoros que também se alimentam de vegetais como a celulose, podendo fornecer alimentos concentrados como farinhas de carnes, esses animais possuem três ou quatro estômagos. As aves são consideradas insetívoras, herbívoras, onívoras, carnívoras e granívoras. Com a ingestão de alimento, o hipotálamo no sistema nervoso é ativado, devido às informações que geram fome ou saciedade. Há a participação dos órgãos dos sentidos (visão, olfato, gustação) junto com a deglutição no esôfago ou no estômago, através dos ácidos. O nível glicêmico é um elemento regulador que irá comunicar o hipotálamo. A digestão inicia-se na boca, onde o alimento é ingerido pelos animais, sendo que cada animal ingere de uma forma, dependendo de cada espécie. A comida fica na cavidade bucal até ser triturada e engolida, dando início a digestão parcial. 3.1. Arcada dentária A arcada dentária possui dentes superiores e inferiores, formando a mordida, se colocar as duas arcadas dentárias uma em cima da outra não fará encaixe correto, este movimento de deslize lateral faz com que ocorra a trituração do alimento. 3.2. Secreção salivar A saliva é produzida pelas glândulas salivares, possuindo três pares, é um produto misto que tem função bioquímica e mecânica. Sendo o maior dos pares a secreção serosa, depois a submandibular e sublingual que possui uma secreção mucosa. A cavidade bucal receberá estímulo do sistema nervoso parassimpático, assim aumenta a produção de saliva na boca. As glândulas parótidas são inervadas pelo glossofaríngeo, 22 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS e as outras duas pelo nervo craniano facial. Portanto, já se ouviu falar que a produção da secreção salivar viscosa vem do estímulo simpático, mas com menos fluxo de líquidos para as glândulas, assim ficando com a aparência mais viscosa. O volume salivar varia de acordo com o tempo e tipo de alimento presente na boca, o pH da saliva nos cães é alcalino, com média em 7,6. São considerados funções mecânicas a lubrificação oro-esofágica, aglutinação do bolo, podendo estar presente as enzimas amilolíticas que fazem a quebra do amido em maltose, dextrinas e maltoriose. 3.3. Digestão gástrica Tem início no estômago com a frequência dos alimentos, assim dando início à produção das secreções estomacais, podendo ativar a pepsina, gastrina, muco e ácido clorídrico (HCl). Com a existência do ritmo circadiano, há a renovação celular, que é a migração das células mais intensas para o lúmen do estômago, no entanto, a renovação não acontece de forma igual em todas as regiões, pois na região antral leva dois dias e na região fúndica de um a três dias, podendo obter influência do hormônio do crescimento (GH). Nas mucosas superficiais e gerais há presença de muco, nas parietais ou oxínticas é o ácido clorídrico, nas zimogênicas ou parietais são o pepsinogênio, já nas mucosas do colo e mucosidades a gastrina. A presença do muco é fundamental para a proteção das paredes do estômago devido à presença de HCL e às enzimas. 3.4. Secreção da pepsina É o conjunto de enzimas que derivam do pepsinogênio, o pH prejudica a transformação de pepsinogênio em pepsina, devido ao nível de acidez. A pepsina tem como função realizar o desdobramento das proteínas encontradas no estômago, podendo ter impacto da gelatinase e tributirase. Tendo como exemplo a ingestão do ácido acetil salicílico e o diclofenaco, pode causar aumento da permeabilidade na mucosa gástrica, e assim o surgimento de úlceras e gastrite, com a ingestão do omeprazol no caso dos animais que possuem o aparecimento das gastrites e úlceras irá impossibilitar a produção do HCl. O processo da acidificação gástrica é iniciado com a liberação da acetil-colina (Ach) pelo nervo vago, a histamina é estável com os receptores H2, gastrina é liberta para a luz 23 A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I gástrica, em seguida é absorvida pela circulação e liberada novamente para o estômago, assim estimulando a secreção de H+. 3.5. Digestão intestinal Para ocorrer a digestão, é preciso que o duodeno esteja com o pH alcalino, este processo pode ocorrer de duas formas, primeiro o sistema vagal libera estímulo pancreático para ocorrer a liberação da solução alcalina, já o segundo é mais importante e eficaz, ocorre a produção dos hormônios duodenal, a secretina que é executado as células S. Essa secretina é absorvida, e passa a estar presente na corrente sanguínea para ser transportada para o pâncreas, assim libera a secreção hidrolática rica em bicabornato (HCO3), no decorrer da produção da alcalinização, o duodeno está pronto para adquirir as enzimas do pâncreas, e em seguida ocorre a liberação da substânciapancreozimina (CCK-PZ), que significa colecistocinina-pancreozimina, com a presença dos aminoácidos e dos ácidos graxos. Quando o hormônio está na circulação irá atingir o pâncreas em seguida libera as enzimas, tendo três grupos dessas enzimas no suco pancreático, a amilase, lípases e proteases. A amilase vem do amido cru ou cozido, seu pH está entre 4 a 11, dando o surgimento da maltotriose, maltose e dextrinas. As enzimas proteolíticas são as quimotripsinas e tripsinas, advindo do quimotripsinogênio e tripsinogênio, porém, para que ocorra essa conversão, precisa da enteroquinase, que pode ser inativada pelas bactérias presente no cólon. As lipases convertem os lipídeos em ácidos graxos e glicerol, assim são consumidos pelos vasos linfáticos no mesentério, indo até o quilo e em seguida para o ducto torácico que vai até o coração através dos vasos sanguíneos, chegam no fígado pelos vasos mesentéricos. Portanto, o suco pancreático pode alterar uma porcentagem das enzimas proteolíticas, lipolíticas e amilolíticas, dependendo da adaptação da alimentação, tendo uma dieta com alto nível em caseína ocasionará no aumento das enzimas proteolíticas. 3.6. Secreção biliar Possui dois caminhos no organismo dos animais, eles têm a presença da vesícula, onde a secreção vai direto no duodeno ou pode ser depositada na vesícula biliar nos períodos sem alimentação, portanto, a bile é mais fluída, e a que fica na vesícula é mais xaroposa devido à reabsorção de líquidos. No entanto, a função da bile é contribuir com a digestão das gorduras, assim emulsificando os lipídeos para que as ações das enzimas lipolíticas são favorecidas no pâncreas. As substâncias coleréticas aumentam a secreção da bile, auxiliando na 24 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS eliminação. A ausência da bile dificulta a digestão de gorduras que passam a ser excretadas nas fezes, sendo possível a visualização da sua presença devido à coloração do bolo alimentar. 3.7. Vômito É originário da parte central, podendo ser chamada de bulbar ou periférica, onde, com as toxinas na corrente sanguínea, incentiva a zona do gatilho na região do bulbo, podendo ocorrer a separação ou alteração gástrica. Com isso, os animais começam a ingerir capim para ajudar a provocar o vômito. Para a prevenção do vômito, pode ser administrado metoclopramina ou aclorpromazina. Já os medicamentos que vão provocar o vômito são apomorfina, digitálicos ou até mesmo a água morna com sal. 3.8. Absorção As proteínas, açúcares e lipídeos necessitam ser convertidos para ter as formas mais simples e leves. As proteínas são ingeridas pela mucosa intestinal como forma de aminoácidos ou tripeptídeos. Os açúcares precisam ser transformados em monossacarídeos como a glicose, frutose ou galactose, assim sugados pela mucosa, e adentrarem na corrente sanguínea, consequentemente serem distribuídos para o fígado como glicogênio e armazenados. Os lipídeos são modificados em triglicerídeos e ácidos graxos, para ser infiltrado na mucosa. Portanto, o glicogênio pode se reconverter em glicose pela ação da adrenalina. 3.9. Sistemas homeostáticos 3.9.1. Fome e saciedade A fome pode ser determinada pela vontade de comer qualquer alimento, sem ser algo específico, a vontade é perceptível pela sensação de estômago vazio, quando o corpo deixa de ser alimentado por um bom período de tempo, verifica-se uma sensação de aperto no estômago, contrações rítmicas e um pressentimento de dor, também chamada de dor da fome, que pode dispor de causa psíquica. 3.9.1.1. Apetite É um termo denominado quando o animal ou ser humano está com fome, procurando um alimento escolhido que já sabe qual deseja. Por outro lado, pode ter outro tipo de 25 A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I fome, a específica, que é a vontade de comer um alimento salgado ou doce, o qual escolha vai depender do nível de glicose ou cloreto de sódio no organismo. 3.9.1.2. Saciedade Acontece quando está com o estômago cheio após uma refeição bem-feita. O controle da fome e à saciedade pode estar ajustado devido às respostas do hipotálamo, a deglutição, a dilatação e os níveis de glicemia, lipemia, aminoacidemia. Logo, pode haver circunstâncias psíquicas como a ansiedade e a depressão, ou até mesmo medicamentosa. Quando são realizados procedimentos cirúrgicos de redução do estômago, a ingestão de alimentos é pequena assim causará o pressentimento de satisfação. No hipotálamo, há dois reconhecimentos o da fome e da saciedade, a fome é estabelecida no hipotálamo lateral, já a saciedade é encontrada no ventro medial do hipotálamo. O centro da fome induz a fome e o centro da saciedade controla a saciedade, diariamente, sendo disponibilizados apenas quando houver a necessidade de se nutrir. No entanto, as amídalas cerebrais, ou corpo amidaloide, junto com o comportamento, estão interligadas com o hipotálamo, o que pode estimular essas áreas do SNC para atuar nos dois reconhecimentos, não deixando de lado os órgãos dos sentidos que estão interligados ao corpo amidaloide. Por outro lado, na regulação da ingestão dos alimentos pode haver controle bioquímico central, com origem nutricional, e o controle periférico, sendo mecânico, com prazo mais curto. A regulação bioquímica avalia os níveis de glicose presente no organismo, assim é usada pelas células, onde esse nível vai estar circulante no hipotálamo. Portanto, há duas teorias, a lipostática, que tem as reservas de gordura com duração de logo prazo, e a glicostática, que regula o teor da glicemia. Os impactos fisiológicos são de curto período de tempo, pois irão impedir a ingestão de alimentos devido ao estômago estar cheio, também pode ocorrer a digestão gástrica, onde o alimento ingerido chega ao esôfago e libera as informações para o SNC. Na teoria glicostática, a saciedade é ativada posteriormente à filtração da glicose. 3.10. Mecanismo da sede Os osmorreceptores que controlam a sede no organismo, são capazes de avaliar o nível de hidratação e desidratação corporal, podendo obter esse resultado através de exames de sangue no meio extracelular, caso precise de uma outra análise, será dentro das células. Conforme a boca secar, há uma necessidade da ingestão de água pelo organismo, antes disso, o corpo mandará informações por meio do hormônio antidiurético (ADH), localizado no hipotálamo no núcleo supraóptico. 26 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS Quando administrada uma solução salina hipertônica na carótida, essa entrará e depressa chegará ao hipotálamo, no núcleo receptor da osmolaridade, fazendo com que seja aumentada. Esse processo causa uma decorrência equivocada, gerando sede no animal, que consequentemente irá em busca de água para matar essa “sede falsa”, quando a ingestão da água é verdadeira, ocorre o bloqueio da dilatação do estômago e a absorção fluidificará os líquidos corporais devido à sua osmolaridade para o teor certo e posteriormente matando a sede. É fundamental lembrar-nos que a sobrecarga tubular renal de solutos, seja a glicose, pode prejudicar e fazer com que o animal tenha uma sede excessiva devido à diurese formada. Esse processo normalmente acontece nas pessoas ou animais diabéticos quando o nível de glicose está alto. No entanto, a excreção de muita urina (poliúria) ativa a sede (polidipsia), formando um círculo vicioso, onde se bebe muito e elimina urina várias vezes. 3.11. A absorção e digestão do processo não fermentativo nos animais São processos individuais que estão interligados na mucosa do intestino delgado, possuindo uma vasta área de superfície e células epiteliais, com a união permeável entre elas, no qual contem glicocálice, muco e uma camada de água. A digestão ocorre pela quebra dos fragmentos de alimentos por meio da mastigação, em seguida, ocorre a digestão, sendo a digestão química responsável pela diminuição dos nutrientes mais complicados para a transformação em moléculas maissimples, onde, na fase, luminal a digestão dos carboidratos é somente dos amidos, convertendo em polissacarídeos de cadeia curta. No entanto, os açúcares serão absorvidos somente na fase membranosa, e as proteínas são gastas pelas enzimas. Na fase membranosa, as enzimas digestivas estão presentes na superfície da membrana intestinal, tendo enzimas de polissacarídeos essenciais para a digestão, assim, a digestão ocorre no microambiente, com a presença de aminoácidos livres na superfície e intracelular. A absorção intestinal é realizada com o auxílio do transporte ativo dos nutrientes essenciais para as membranas apicais e basolaterais, estando presentes os íons de sódio transcelular em busca de energia. O transporte de forma passiva ocorre pelas membranas celulares ou pelas junções oclusivas de forma direta, porém, os nutrientes que estão na fase membranosa são absorvidos pelo cotransporte de sódio. No entanto, a absorção dos eletrólitos e da água ocorrem por três mecanismos de absorção do sódio e do cloreto, a absorção de eletrólitos é difundida pelo intestino 27 A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I e a absorção da água é passiva, devido à ativação dos solutos osmóticos. O potássio é aspirado pela difusão passiva e os íons de bicarbonato são eliminados pelas células digestivas, onde é preciso manter o equilíbrio ácido-básico do organismo. Com isso, há o aumento da pressão osmótica luminal no processo da digestão hidrolítica, resultando na expulsão ativa da água, onde os eletrólitos das criptas levam à secreção intestinal. O fluxo sanguíneo gastrointestinal acontece devido ao movimento da água e dos solutos que estão presentes nos espaços laterais e nos capilares dos vilos, fazendo com que haja movimento dos líquidos extracelulares e vasculares. Os nutrientes que são infiltrados invadem os capilares pela difusão, assim, o sistema osmótico multiplicador pode acrescentar a osmolalidade do sangue. A absorção e digestão de gorduras ocorre devido à ação detergente e enzimática, com isso os lipídeos consumidos pela membrana apical das proteínas transportadoras e por meio da difusão simples, são acumulados no quilomícrons antes de se dividir dos enterócitos. Já os ácidos biliares são destruídos no íleo pelo sistema cotransporte de sódio. No entanto, as digestões nos neonatos ocorrem nas primeiras horas de vida, porém, as proteínas não são gastas por não serem absorvidas. Com o passar do desenvolvimento, a dissacaridase intestinal irá converter a lactose em maltose. Portanto a diarreia pode acontecer devido ao descompasso da secreção com a absorção, elas são separadas, mas estão associadas. A digestão é a fragmentação dos nutrientes presentes nos alimentos que foram ingeridos pelos animais, através do epitélio intestinal, assim, os processos estão interligados, funcionando juntos. 3.12. Mercado petfood e tendências Com o passar dos anos, houve uma grande evolução na alimentação dos animais domésticos. Nos anos de 1980, a nutrição dos animais era basicamente as sobras de comida dos seres humanos, não havia investimentos em fábricas de rações no Brasil. O crescimento nessa área ocorreu devido ao desenvolvimento dos centros urbanos e do poder aquisitivo dos cidadãos. Com essa evolução, os pets começaram a receber uma alimentação sadia, equilibrada com mais variedade e praticidade, além disso, contribuindo com o baixo poder econômico dos cidadãos e os hábitos alimentares em casa. Segundo à Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos para Animias de Estimação (ANFAL PET, 2010), o Brasil perde apenas para os Estados Unidos na quantidade de população de cães e gatos do mundo. Estando presentes cerca de 33 milhões de cães, 17 milhões de gatos e 28 milhões de outros animais domésticos, com isso, apenas 43% 28 UNIDADE I | A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS desses animais são alimentados com produtos industrializados. Confrontando com o Reino Unido e a França, esses países alimentam 60 a 80% dos animais com alimentos industrializados. Segundo Gates (2008), no período da Primeira Guerra Mundial havia enlatados para os cães de carne de cavalo, daqueles animais que acabavam falecendo durante a guerra. Como os produtos eram enlatados, tinham uma longa validade, assim a produção era em grandes proporções e ocorria a exportação. Por conseguinte, na Segunda Guerra Mundial já havia a produção de latas de alumínio, assim dispôs do pet food enlatado para rações secas. Com a evolução, em 1946 as comidas pets estavam em aproximandamente 85% do mercado americano. Porém, em 1950, ouve uma nova inovação com a ampliação feita pela Purina, onde os ingredientes eram cozidos juntamente com a forma líquida, assim, sendo esmagados por um extrusor mecânico, desse modo, ampliando o alimento em altas temperaturas para assar e ocorrer a solidificação, dessa maneira, favorecendo a durabilidade do alimento. Portanto, esse método ocorre até hoje nas fábricas com as produções de rações secas. Em 1860, na Inglaterra, a indústria criou o primeiro biscoito canino, invenção de James Spratt. Esse produto foi produzido com vegetais, farinha de trigo, beterraba e sangue bovino. Com isso, essa criação ficou bem conhecida, chegando em 1890 nos Estados Unidos. Ao longo dos anos de 1990, a produção dos alimentos recebeu um grande desenvolvimento, crescendo 20% anualmente no setor de produtos para animais, assim, melhorando o crescimento do poder aquisitivo das pessoas, mundança nos hábitos alimentares aumentando, consequentemente, a procura por alimentos industrializados e balanceados para os seus pets, melhor conhecimento sobre as informações técnicas na nutrição, desenvolvimento das embalagens, tornando mais atraentes para o consumo, juntamente com a praticidade e a segurança. Portanto, o crescimento na Medicina Veterinária na área da nutrição está em grande desenvolvimento, com o surgimento de maiores precisões no setor, assim melhorando a qualidade de vida do animal, juntamente com a longevidade. É um mercado que vem crescendo diariamente, com serviços especializados por meio de diagnósticos gerais e especifícos de uma determinada doença, variedade de medicamentos, presença de tratamentos alternativos como, homeopatia, fisioterapia, acupuntura, alimentos orgânicos para as duas espécies, tudo irá depender da escolha e do custo-benefício que o tutor definir. 29 A ALIMENTAÇÃO E A NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS | UNIDADE I O Brasil está em segundo lugar na produção mundial de petfood, tendo aproximadamente 100 fábricas, classificadas como de pequeno, médio e grande porte. Segundo Souto (2013), a produção no Brasil, em 2009, foi de 1,7 milhões de toneladas, tendo como faturamento total 64% no mercado, com essa grande inovação o mercado de petfood tem fundamental importância para as econômias brasileiras. Segundo Lôbo e Machado (2017), o número de médicos veterinários atuando cresce anualmente, tendo em média 5 mil profissionais. Em 2012, no Brasil havia 90 mil médicos, sendo que em 2015 passou para 105 mil responsáveis, e no período de 2017 cerca de 117 mil médicos veterinários. De acordo com a PUCPR (2020), por meio do Conselho Federal de Medicina Veterinária, estima-se que 84 mil profissionais atuantes, sendo que o mercado cresce anualmente 13%, segundo dados do IBGE. 30 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE ALIMENTOS PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO – ANFAL Pet. Boletim Informativo: Mercado Pet Brasil, Perfil Pet 2010, 2010. ARAÚJO, L. F.; ZANETTI, M. A. Nutrição Animal. Barueri: Manole, 2019. BORGES. F. M. O. Aspectos nutricionais de cães e gatos em várias fases fisiológicas – animal em crescimento x mantença x gestante x idoso. Universidade Federal de Lavras: Minas Gerais, 2009. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/270508665_ASPECTOS_NUTRICIONAIS_DE_ CAES_E_GATOS_EM_VARIAS_FASES_FISIOLOGICAS_-_Animais_em_Crescimento_X_Mantenca_X_Gestante_X_ Idoso. Acesso em: 4 out. 2020.BORGES. 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Introdução UNIDADE I A alimentação e a nutrição de cães e gatos Capítulo 1 Princípios e conceitos básicos da nutrição Capítulo 2 Fisiologia do aparelho digestório Capítulo 3 Digestão e absorção de nutrientes Referências