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CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL Unidade 4 Cálculo Integral CEO DAVID LIRA STEPHEN BARROS Diretora Editorial ALESSANDRA FERREIRA Gerente Editorial LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria MARINA VARGAS REIS DE PAULA GONÇALVES 4 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 A U TO RI A Marina Vargas Reis de Paula Gonçalves Olá! Sou formada em Matemática, com especialização em Educação Matemática. Meu mestrado e doutorado são na área de Métodos Numéricos em Engenharia. A escolha por trabalhar com pesquisa nessa área se deu pela minha paixão pela Matemática Aplicada. Com esse foco desenvolvi pesquisas na área de movimentação pedonal usando inteligência artificial. Ao longo desses quase 20 anos de carreira, tive a oportunidade de lecionar em cursos presenciais e à distância. Trabalhei e trabalho com estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação, e tenho verdadeira paixão por lecionar. Nos últimos anos, tive a oportunidade de trabalhar com instituições e empresas que produzem conteúdo para a educação à distância e ensino híbrido. Nessa trajetória, experimentei e experimento a cada dia uma nova motivação para continuar lecionando, pois produzir conteúdo envolve se colocar mais e mais no lugar do estudante e se perguntar continuamente se o que você está escrevendo ou falando será realmente compreendido. Por isso, fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. 5CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 ÍC O N ES 6 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 SU M Á RI O Primitivas e integral de Riemann ............................................ 9 Um pouco de história ........................................................................................ 9 Primitivas .............................................................................................................12 Partição de um intervalo ..................................................................................15 Soma de Riemann ..............................................................................................16 Integral Definida e o Teorema Fundamental do Cálculo ..... 24 Teorema fundamental do cálculo ...................................................................25 Propriedades ......................................................................................................35 Integrais Indefinidas e Regras de Integração ...................... 39 Integrais Indefinidas ..........................................................................................40 Regras ou Técnicas de Integração ..................................................................42 Regra da Cadeia ..................................................................................42 Regra da cadeia para integrais definidas ........................................ 47 Integração por Partes .........................................................................49 Integrais de funções trigonométricas ............................................. 53 Integração de funções Racionais (técnica de frações parciais) .. 54 Aplicações do Conceito de Integral ....................................... 58 Área entre Curvas ..............................................................................................59 Volume de Sólidos de Revolução ....................................................................62 Volume por Arruelas .........................................................................................73 7CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 A PR ES EN TA ÇÃ O Olá, estudante! Prepare-se para mergulhar na fascinante aventura do cálculo, desta vez focando no poderoso mundo das integrais. Esses conceitos são fundamentais para a análise matemática e nos ajudam a resolver problemas complexos relacionados a áreas, volumes e outras propriedades de funções contínuas no mundo real. Você já se perguntou como calcular a área sob uma curva ou o volume de um objeto com uma forma irregular? As integrais são a resposta! Ao estudar integrais, você desenvolverá habilidades valiosas e aprenderá a aplicar a matemática para entender e resolver problemas desafiadores em ciência, engenharia e além. Nesta unidade, abordaremos os seguintes tópicos: 1) primitivas e integral de Riemann; 2) integral definida e o teorema fundamental do cálculo; 3) integrais indefinidas e regras de integração; e 4) aplicações do conceito de integral. Cada aula aprofundará sua compreensão das integrais e o preparará para enfrentar problemas avançados e situações práticas. Assim como fizemos ao explorar limites e continuidade, também investigaremos a história e o desenvolvimento das ideias por trás das integrais. Descobriremos como matemáticos como Isaac Newton, Gottfried Leibniz e Bernhard Riemann contribuíram para moldar essas teorias e como se tornaram essenciais para a matemática moderna. Então, está pronto para desvendar os segredos e os desafios das integrais? Junte-se a nós nesta empolgante viagem e explore o mundo das integrais, expandindo seu conhecimento e suas habilidades matemáticas. Vamos lá! 8 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 O BJ ET IV O S Olá! Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos. 1. Definir os conceitos de primitivas e de integral de Riemann, aplicando-os em situações práticas do dia a dia profissional de quem atua em ciências exatas e suas tecnologias. 2. Compreender o conceito de integral definida e o teorema fundamental do cálculo, aplicando-os na resolução de problemas inerentes às práticas profissionais da área de ciências exatas e suas tecnologias. 3. Entender o que são e para que servem as integrais indefinidas, bem como as regras de integração. 4. Aplicar o conceito de cálculo integral nos mais variados contextos do dia a dia das engenharias, das tecnologias e das ciências afins. 9CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Primitivas e integral de Riemann OBJETIVO Neste capítulo, você mergulhará no universo das primitivas e da integral de Riemann, explorando definições, propriedades e a importância desses conceitos em aplicações matemáticas e tecnoló- gicas e nas demais ciências exatas. Ao fim deste estudo, você será capaz de compreender o que são primitivas e a integral de Riemann, identificar suas características e entender sua relação com as funções. Dominar esses conhecimentos é fun- damental para a construção de uma base sólida em matemática e na sua preparação para temas mais avançados, como integrais definidas e téc- nicas de integração. Juntos, vamos desenvolver essa habilidade e descobrir como as primitivas e a integral de Riemann podem ser poderosas fer- ramentas no seu aprendizado e na aplicação prá- tica do cálculo integral! Um pouco de história O embrião do cálculo integral pode ser encontrado na Antiguidade. Os antigos gregos, como Eudoxo de Cnido e Arquimedes, desenvolveram técnicas para calcular áreas e volumes usando o método da exaustão. Esse método consistia em aproximar o valor da área ou do volume por meio de polígonos ou sólidos inscritos e circunscritos, aumentando, gradualmente, o número de lados ou divisões. Arquimedes também calculou o centro de gravidade de figuras planas e sólidos, uma aplicação que, posteriormente, foi facilitada pelo cálculo integral. A verdadeira revolução no cálculo integral ocorreu no século XVII, com os trabalhos de Isaac Newton e Gottfried 10 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Wilhelm Leibniz. Ambos desenvolveram a teoria do cálculo de forma independente e quase simultaneamente, embora suas abordagens fossem ligeiramente diferentes. Newton introduziu o conceito de “fluxions”e trabalhou com séries infinitesimais. Isso permitiu que explicasse os movimentos dos planetas e a queda dos corpos na Terra de maneira precisa e coerente. Já Leibniz desenvolveu a notação que usamos hoje para as integrais (∫) e desenvolveu a regra geral de integração. No século XVIII, outros matemáticos expandiram e apri- moraram a teoria das integrais. Leonhard Euler contribuiu para o campo, generalizando o conceito de função e explorando pro- priedades das integrais. Joseph-Louis Lagrange também desem- penhou um papel importante, especialmente no desenvolvimen- to da integração por partes. Nesse período, o cálculo integral desempenhou um papel crucial no desenvolvimento da mecânica dos fluidos e da teoria da elasticidade. Euler, Daniel Bernoulli e Claude-Louis Navier usaram o cálculo integral para estudar o movimento dos fluidos e a deformação dos sólidos elásticos. Isso teve implicações importantes para a engenharia e o projeto de estruturas, como pontes e edifícios. Modelos matemáticos como os de Navier-Stokes são, até hoje, utilizados no contexto da mecânica dos fluidos. No século XIX, o cálculo integral continuou a evoluir. Augustin-Louis Cauchy formalizou o conceito de limite e estabeleceu uma base rigorosa para o cálculo, enquanto Bernhard Riemann desenvolveu a integral de Riemann, uma abordagem mais geral para calcular integrais que permitiu o cálculo de áreas sob curvas não diferenciáveis. Também no século XIX, o cálculo integral foi aplicado no estudo da termodinâmica e do eletromagnetismo. Lord Kelvin e James Clerk Maxwell usaram o cálculo integral em seus 11CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 trabalhos sobre a teoria do calor e a teoria eletromagnética, respectivamente. Essas aplicações tiveram um impacto duradouro na física, na engenharia e na tecnologia. No século XX e no início do século XXI, o cálculo integral foi expandido e aprimorado ainda mais, com novas abordagens e técnicas sendo desenvolvidas. Os matemáticos exploraram integrais em espaços mais gerais, como as integrais de Lebesgue e as integrais estocásticas. Além disso, com o advento dos computadores, o cálculo integral passou a ser aplicado em muitos problemas da engenharia e das ciências, e foram desenvolvidos métodos numéricos para calcular integrais em casos complexos. Juntos, esses matemáticos estabeleceram a base para a análise matemática moderna e a teoria das integrais e suas aplicações. Suas ideias e seus tratamentos rigorosos permitiram que a matemática evoluísse e abordasse problemas cada vez mais complexos e abstratos em diversas áreas das ciências e engenharias. Ao aprender integrais e suas propriedades, você se aprofundará no legado desses grandes pensadores e desenvolverá uma compreensão mais profunda do cálculo e de seu impacto no avanço da ciência e na vida cotidiana. Por meio do estudo das integrais, você explorará como esses conceitos foram fundamentais para moldar nosso entendimento atual de áreas como mecânica dos fluidos, teoria da elasticidade e otimização de processos. Ao dominar técnicas e aplicações das integrais, você estará apto a enfrentar desafios reais e a contribuir para o progresso científico e tecnológico, seguindo os passos desses grandes matemáticos e inovadores. 12 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Primitivas O conceito de primitiva de uma função parte da ideia de existir uma “operação” que possa ser tratada como o procedimento inverso ao da derivada. Procurar uma primitiva é procurar uma família de funções que, ao serem derivadas, recaem sobre a mesma função (um mesmo resultado). Vamos entender esse conceito. “Uma função F em um intervalo é denominada de primitiva (ou antiderivada) de uma função nesse mesmo intervalo se para todo em (Guidorizzi, 2018, p. 290). EXEMPLO 1 Se for definida por , em que C é uma constante, então . Imagem 4.1 - Gráficos da primitiva e da derivada, respectivamente, das funções e Fonte: Elaborada pela autoria (2023). 13CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Portanto, se for a função definida por , podemos afirmar que é a derivada de e que é uma primitiva de . Note que, se for qualquer primitiva particular de em um intervalo , então toda primitiva de em será dada por , sendo uma constante arbitrária. Se for definida por , então . Se for definida por , então . Portanto, dizemos que F forma uma família de funções em que TEOREMA 1 Se e forem duas funções, tais que para todo no intervalo , então haverá um constante, tal que para todo em . DEMONSTRAÇÃO Vamos considerar uma função h em tal que (1) Portanto, a derivada de h será (2) Mas, se, por hipótese, para todo em , existe uma constante tal que para todo . Assim, de maneira ampla, podemos usar o como balizador para o entendimento da primitiva de uma função. 14 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 TEOREMA 2 Balizador para o entendimento da primitiva de uma função TEOREMA 2 Se for primitiva particular de em um intervalo , então toda antiderivada de em será dada por (3) é uma constante arbitrária, e todas as primitivas de em poderão ser obtidas da equação (3) atribuindo certos valores a . Existem vários processos (regras, propriedades etc.) que podem ser usados para encontrar as primitivas de uma função de uma variável. Mas, antes de entrar nesse assunto, vamos relacionar o que estamos chamando de primitiva com o que chamaremos, daqui para frente, de integrais. Para isso, vamos enunciar uma importante definição para este capítulo. Integral indefinida Se é uma primitiva de , a expressão é chamada de integral indefinida da função e é denotada por Com esses conhecimentos iniciais, já podemos dizer que estamos trabalhando com o que é chamado de cálculo integral. 15CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Pela notação de Leibniz, escrevemos a integral definida na forma . Denotar dessa forma pode ser bastante útil para entender os processos de derivação e integração utilizados. Também auxilia na compreensão de muitas propriedades que ainda vamos enunciar neste capítulo. Na sequência, vamos entender como representar o conceito de integral geometricamente. Para isso, precisaremos do que é conhecido como Soma de Riemann, mas vamos iniciar com o particionamento de um intervalo (ou partição do intervalo). Partição de um intervalo De acordo com Guidorizzi (2018), “Uma partição de um intervalo é um conjunto finito onde (Guidorizzi, 2018, p. 299)”. Fazer uma partição P em um intervalo de é dividir esse intervalo fechado em subintervalos , com . Imagem 4.2 - Partição do intervalo fechado Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Chamamos de amplitude ou tamanho do intervalo a distância entre e . A amplitude de é denotada por . 16 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Dessa forma, podemos calcular a amplitude de cada subintervalo de P da forma IMPORTANTE Os valores para não são iguais, necessariamente. O maior é chamado de “amplitude de P” e denotado por . Portanto, denotaremos uma partição de por . Usaremos o conceito de partição para entender o processo para o cálculo da área sob uma curva ou função. Soma de Riemann Definimos partição baseados no conceito de Guidorizzi e seguiremos com a ideia proposta nessa obra. “Sejam uma função definida em e uma partição de . Para cada índice seja um número em escolhido arbitrariamente” (Guidorizzi, 2018, p. 299). Adotaremos como o ponto médio entre , e, dessa forma, a partição fica representada pela Imagem 1.3. Imagem 4.3 - Visualização dos s em uma partição do intervalo fechado Fonte: Elaborada pela autoria (2023). 17CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Chamamos de soma de Riemann de o número , relativamente à partição e aos números . Observe, geometricamente, essa representação. Imagem 4.4 - Soma de Riemann para a função com sendo o ponto médio entre os subintervalosde P Fonte: Elaborada pela autoria (2023). • Se , será a área do retângulo determinado pelas retas ; ; e . • Se , a área do retângulo será . 18 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.5 - Visualização dos s em uma partição do intervalo fechado Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Geometricamente, podemos interpretar a soma de Riemann como a área da base vezes a altura : ou seja, a diferença entre a soma das áreas dos retângulos que estão acima do eixo e a soma das áreas dos retângulos que estão abaixo do eixo . Imagem 4.6 - Discretização da área da função em relação ao eixo das abscissas Fonte: Elaborada pela autoria (2023). 19CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 ACESSE O vídeo intitulado “Somas de Riemann em nota- ção de somatório”, da plataforma Khan Academy, é uma ferramenta de complementação para essa teoria que acabamos de definir. Por meio da mes- ma linguagem utilizada, é possível acompanhar o desenvolvimento de cada etapa da montagem do somatório para uma função qualquer Vamos trazer mais exemplos. EXEMPLO 3 soma das áreas dos retângulos acima do eixo menos a soma das áreas dos retângulos abaixo do eixo Seja uma função definida em e seja uma partição de . Assim, ou seja, https://pt.khanacademy.org/math/ap-calculus-ab/ab-integration-new/ab-6-3/v/generalizing-a-left-riemann-sum-with-equally-spaced-rectangles 20 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Generalizando Observa-se que a aproximação será melhor quanto menor for o intervalo para cada . Assim, se for contínua em podemos escrever . é o maior intervalo existente entre as partições para . Integral de Riemann Chamamos a integral de Riemann de integral definida de em tal que , desde que o limite exista e dê o mesmo valor para todas as escolhas de . A escolha de no intervalo não necessariamente será o ponto médio. EXEMPLO 4 Seja a função f(x)=x2 integrada no intervalo [-2,2]. Assim, escrevemos . Ainda não vamos nos preocupar com técnicas de resolução, mas observe como ficaria a área abaixo da curva dessa integral fazendo aproximações por Soma de Riemann. Imagem 4.7 - Integração com n=6 intervalos 21CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4Fonte: Elaborada pela autoria (2023). A área abaixo da curva tem valor exato de . Observe que, para n=6, a área aproximada será 5,19. Se aumentarmos o número de intervalos, teremos o seguinte. Imagem 4.8 - Integração com n=25 intervalos Fonte: Elaborada pela autoria (2023). 22 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Observe que, nessa segunda integração, com mais intervalo (n=25), a área se aproximou mais do valor exato. Quanto mais intervalos for possível colocar, ou seja, quando fazemos a base de cada um desses retângulos tender a zero, chegaremos mais próximos do valor exato para a área abaixo da função. ACESSE O vídeo “Integral definida como o limite de uma soma de Riemann”, da plataforma Khan Academy, complementa a ideia desenvolvida nesta seção. RESUMINDO Neste capítulo, nosso objetivo foi apresentar os conceitos fundamentais relacionados às primitivas e à integral de Riemann, com foco na compreensão das ideias e das técnicas envolvidas. Iniciamos com um breve panorama histórico, destacando as contribuições de grandes matemáticos que moldaram o campo da integração. Exploramos o conceito de primitivas, que são funções derivadas inversas e desempenham um papel crucial no cálculo integral. Compreender as primitivas é fundamental para abordar problemas de integração de maneira eficiente e eficaz. Em seguida, discutimos a partição de um intervalo, que nos permite dividir o intervalo de integração em subintervalos menores. A partição é essencial para o processo de integração de Riemann, pois permite aproximar a área sob uma curva por meio da soma das áreas de retângulos ou trapézios. https://pt.khanacademy.org/math/ap-calculus-ab/ab-integration-new/ab-6-3/v/riemann-sums-and-integrals 23CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Por fim, abordamos a soma de Riemann, que é uma técnica para calcular a integral de Riemann ao somar as áreas dos retângulos ou trapézios formados a partir da partição do intervalo. A soma de Riemann nos ajuda a entender como a integral de Riemann aproxima a área sob uma curva e a importância de escolher uma partição adequada. Para consolidar esses conceitos, você pode criar um mapa conceitual que inclua os seguintes elementos e suas relações. • Primitivas e integral de Riemann • Um pouco de história • Primitivas • Partição de um intervalo • Soma de Riemann No mapa conceitual, conecte “Um pouco de história”, “Primitivas”, “Partição de um intervalo” e “Soma de Riemann” sob o tema geral “Primitivas e integral de Riemann”. Isso ajudará a visualizar a estrutura do capítulo e a relação entre os conceitos apresentados. 24 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Integral Definida e o Teorema Fundamental do Cálculo OBJETIVO Neste capítulo, você aprofundará seu conhecimento do campo do cálculo integral, explorando o conceito de integral definida e o teorema fundamental do cálculo, que estabelece a conexão crucial entre derivadas e integrais. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão das aplicações matemáticas e tecnológicas e das demais ciências exatas relacionadas à análise de áreas, volumes e problemas dinâmicos. Ao fim deste estudo, você será capaz de compreender a integral definida e o teorema fundamental do cálculo, identificar suas características e suas aplicações teóricas, bem como entender sua importância no contexto das práticas profissionais da área de ciências exatas e suas tecnologias. Dominar esses conceitos é crucial para a construção de uma base sólida em matemática e na sua preparação para abordar temas mais complexos, como integrais indefinidas e técnicas avançadas de integração. Vamos, juntos, aprimorar suas habilidades e descobrir como a integral definida e o teorema fundamental do cálculo podem ser ferramentas poderosas no seu aprendizado e na compreensão teórica do cálculo integral, criando, assim, uma base sólida para futuras aplicações práticas em suas atividades acadêmicas e profissionais! 25CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Teorema fundamental do cálculo Assumindo a integração por Riemann, enunciaremos um dos teoremas mais importantes do cálculo. TEOREMA 3 Seja uma função contínua no intervalo . A função , dada por , é derivável em todos os pontos interiores ao intervalo , e sua derivada é dada por . Como consequência, se é uma função contínua no intervalo , então é uma primitiva qualquer de , ou seja, . A diferença será indicada por . Dessa forma, . Note que podemos dizer que o Teorema fundamental do Cálculo (TFC) é dividido em duas partes. Parte 1: Teorema Fundamental do Cálculo - parte da integração É representada por . Parte 2: Teorema Fundamental do Cálculo - parte da diferenciação Essa parte fica representada por . 26 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Algumas obras trazem a demonstração de vários dos teoremas que trazemos para este capítulo. Caso tenha interesse de analisá-los, sugirmos as obras de Guidorizzi (2018), Stewart (2014) e Flemming e Gonçalves (2006). ACESSE A demonstração do Teorema Fundamental do Cálculo também pode ser encontrada na plataforma Khan Academy. Além disso, a plataforma é cheia de exercícios para fixar o conteúdo. Sugerimos, fortemente, que acessem, assistam e resolvam os exercícios. EXEMPLO Calcule . Solução , ou seja, . https://pt.khanacademy.org/math/ap-calculus-ab/ab-integration-new/ab-6-7/a/proof-of-fundamental-theorem-of-calculus 27CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.9 - Gráfico de Fonte: Elaborada pela autora. Esse gráfico ilustra a relação entre a integral de no intervalo e a diferença entre os valores da antiderivada nesse intervalo, mostrando, visualmente,a equação do Teorema Fundamental do Cálculo: . Vamos a mais dois exemplos. EXEMPLO Calcule . Solução , 28 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 ou seja, . Imagem 4.10 - Gráfico de Fonte: Elaborada pela autora. Calcule . Solução , ou seja, . 29CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.11 - Visualização geométrica da área calculada por meio da equação Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Se , então , se existir. EXEMPLO Calcule . Solução Se , então . Se existe, então . 30 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 EXEMPLO Calcule . TEOREMA 4 Vamos supor que a função seja contínua no intervalo fechado . Se e forem, respectivamente, os valores mínimo e máximo de em , ou seja, , então (4) Demonstração: Como é contínua em , o teorema do valor extremo garante a existência de e de . Vimos que (5) (6) Como para todo , temos . De (5), segue-se que 31CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 (7) Da mesma forma, como para todo , segue-se que . De (6), temos que (8) Combinando (7) e (8), tem-se que (9) Vamos usar a função no intervalo como exemplo e calcular e . Para ilustrar a desigualdade graficamente, podemos criar um gráfico que mostre a função contínua f(x) no intervalo fechado [a, b], as linhas horizontais m e M e a área sob a curva f(x) no intervalo [a, b]. Dessa forma, podemos ver que a área sob a curva está contida entre as áreas dos retângulos formados pelos valores mínimo (m) e máximo (M) da função no intervalo. 32 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.12 - no intervalo [0,2] Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Os retângulos formados pelos valores mínimo (m) e máximo (M) da função no intervalo são mostrados em verde e vermelho, respectivamente. A área sob a curva está contida entre as áreas dos retângulos, ilustrando a desigualdade . Por fim, nesta seção, não poderia faltar o teorema do valor médio para integrais. Teorema 5 Teorema do Valor Médio Se a função for contínua no intervalo fechado , existe um número em , tal que . 33CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Demonstração Como é contínua em do teorema do valor extremo, apresenta valores de máximo e mínimo em . Seja o mínimo que ocorre em . Assim, tal que (10) Seja o valor máximo ocorrendo em . Portanto, tal que (11) Temos, então, (12) Do (Teorema 4), segue-se que (13) Dividindo por , com (14) Mas, de (10) e (11), tem-se e . Logo, . 34 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Assim, podemos concluir que existe algum em um intervalo fechado contendo e , tal que . Logo, (15) Suponha que a função contínua f(x) seja . Graficamente, teremos o seguinte. Imagem 4.13 - TVM por no intervalo [0,2] Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Vamos avaliar um exemplo. EXEMPLO: Ache o valor tal que se . 35CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Solução Logo, , ou seja . Como então . Com isso, concluímos que . Logo, . Imagem 4.14 - Aplicação do Teorema fundamental do cálculo Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Propriedades Acabamos de explorar o conceito de integral definida, que nos permite calcular a integral em um intervalo pré-estabelecido. A seguir, vamos nos aprofundar em algumas propriedades importantes que nos ajudarão a resolver problemas nesse contexto. 36 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Conhecer as propriedades associadas às integrais é fundamental para selecionar a abordagem adequada ao resolver problemas de integração. Portanto, apresentaremos algumas propriedades aplicáveis às integrais definidas que também serão úteis para trabalhar com integrais indefinidas. Essas propriedades facilitarão sua compreensão e sua habilidade na resolução de problemas envolvendo integrais e aprimorarão sua eficiência ao abordar diferentes situações de integração. • é integrável em e . EXEMPLO • é integrável em , e . • Se em então . Como então . • Se e é integrável em e , então . 37CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Ao dominar essas propriedades, você não apenas aumentará sua eficiência e sua compreensão na abordagem dos problemas de integração, mas também desenvolverá habilidades fundamentais para aplicar esses conceitos em diversas áreas das ciências exatas. RESUMINDO Neste capítulo, nosso objetivo foi apresentar os conceitos-chave relacionados à integral definida e ao teorema fundamental do cálculo, focando a compreensão das ideias e das técnicas subjacentes. Esses tópicos desempenham um papel crucial no estudo do cálculo integral e de suas aplicações. Iniciamos com o teorema fundamental do cálculo, que estabelece a conexão entre a derivada e a integral, permitindo-nos calcular integrais definidas de maneira eficiente. Esse teorema é a base do cálculo integral e é vital para entender como a integração e a diferenciação estão relacionadas. Em seguida, exploramos as propriedades das integrais definidas, que nos ajudam a simplificar e a resolver problemas de integração de maneira mais eficaz. Compreender e aplicar essas propriedades são passos essenciais para lidar com uma ampla gama de problemas de integração, bem como para desenvolver habilidades analíticas e de resolução de problemas. 38 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Para consolidar esses conceitos, você pode criar um mapa conceitual que inclua os seguintes elementos e suas relações. • Integral definida e o teorema fundamental do cálculo • Teorema fundamental do cálculo • Propriedades No mapa conceitual, conecte “Teorema funda- mental do cálculo” e “Propriedades” sob o tema geral “Integral definida e o teorema fundamental do cálculo”. Isso ajudará a visualizar a estrutura do capítulo e a relação entre os conceitos apre- sentados. Com esse entendimento, você estará mais preparado para lidar com problemas avan- çados e aplicações práticas envolvendo integrais definidas e o teorema fundamental do cálculo. 39CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Integrais Indefinidas e Regras de Integração OBJETIVO Neste capítulo, você explorará o fascinante mundo das integrais indefinidas e as regras de integração, aprofundando sua compreensão das técnicas e dos conceitos fundamentais do cálculo integral. As integrais indefinidas e as regras de integração são cruciais para resolver uma ampla variedade de problemas matemáticos e aplicar o cálculo integral em contextos práticos. Na verdade, sem essas técnicas, quase ficamos de braços cruzados. Sendo assim, vamos não só as apresentar, mas também treiná-las. Ao fim deste estudo, você será capaz de entender o que são integrais indefinidas e para que servem, assim como de conhecer e aplicar as principais regras de integração, como a integração por substituição e a integração por partes. Dominar esses conceitos e técnicas é essencial para a construção de uma base sólida em matemática e sua preparação para abordar problemas mais complexos e desafiadores. Vamos, juntos, desenvolver suas habilidades e descobrir como as integrais indefinidas e as regras de integração podem ser poderosas ferramentas no seu aprendizado e na aplicação prática do cálculo integral em suas atividades acadêmicas e profissionais! 40 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Integrais Indefinidas Observamos que o processo chamado, inicialmente, de antiderivação, ou seja, o processo de encontrar a primitiva de uma função nada mais é do que o cálculo de integrais de uma forma mais generalizada, quando não conhecemos, diretamente, o intervalo de integração, como ocorre na integral de Riemann. Essas integrais são chamadas, também, de “integrais indefinidas”. A seguir, veremos alguns processos para encontrar essas funções. Como a antiderivação é a operação inversa da diferenciação, os teoremas de antiderivação podem ser obtidos dos teoremas de diferenciação. Assim, podemos escrevero seguinte. . , com constante. . . A regra da potência, muito útil para o processo de derivação, tem a sua versão para integrais. • com . Vamos resolver alguns exemplos. 41CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 EXEMPLO Os teoremas para primitivas de funções trigonométricas também seguem os teoremas para diferenciação. • • • • • • 42 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Note que, para as funções seno e cosseno, temos um processo cíclico, assim como nas derivadas. Todas essas regras nos permitem resolver muitos casos de integração, como vimos nos exemplos. Mas existem alguns casos que não abordamos. Veremos a seguir. Regras ou Técnicas de Integração Existem várias técnicas para calcular integrais, como in- tegração por substituição, integração por partes, integração de funções racionais por frações parciais e integração trigonométri- ca. Além disso, em casos mais complexos, às vezes precisamos recorrer a métodos numéricos, como a regra dos trapézios e a regra de Simpson. Vamos aprender mais algumas técnicas. Regra da Cadeia Seguindo o caminho do uso de propriedades para resolver situações que envolvem integrais, nesta seção, traremos um importante teorema, conhecido como Regra da Cadeia para integrais ou regra da substituição e sua demonstração. De forma prática, é usado como mais uma técnica de resolução. TEOREMA 6 Seja uma função diferenciável, com sua imagem um intervalo . Suponha que seja uma função definida em e que seja uma função primitiva de em . 43CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Então, . Demonstração Por hipótese (16) Pela regra da cadeia para diferenciação (17) Substituindo (16) em (17), (18) ou seja, (19) Se for uma diferenciável cuja imagem é um intervalo e for contínua em , então (20) Dessa forma, se , então . 44 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 ACESSE Já trouxemos algumas indicações de vídeos da plataforma Khan Academy e sugerimos mais um sobre o conceito de regra da cadeia para integrais, também chamada de regra da cadeia reversa. O vídeo traz uma explicação teórica vinculada a um exemplo, permitindo mais contato com esse conceito e, assim, entender e fixar melhor esse importante teorema do cálculo. Agora, suponha que temos duas funções, e . Queremos encontrar a integral de . De acordo com a regra da cadeia, podemos escrever essa integral como , em que é uma primitiva de . Nesse caso, uma primitiva para é . Então, queremos encontrar a integral de . Vamos representar as funções graficamente. https://pt.khanacademy.org/math/calculus-home/integration-techniques-calc/reverse-chain-rule-calc/v/reverse-chain-rule-introduction 45CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.15 - Regra da cadeia Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Nesse gráfico, mostramos a área sob a curva de e os valores de F(g(x)) nos pontos a e b. A diferença entre os valores de nesses dois pontos corresponde à área sob a curva de . Vamos analisar mais exemplos. EXEMPLO Calcule . Solução Assim, temos 46 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Resolvendo para , temos . Voltando a equação para , temos . Calcule . Solução Assim, temos Resolvendo para , temos . Voltando a equação para , temos . Com isso, vimos a regra da cadeia aplicada às primitivas, mas o mesmo raciocínio pode ser usado para as integrais definidas, sendo que o intervalo será conhecido. 47CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Agora, na aplicação da regra da cadeia para integrais em casos em que temos integrais definidas, conhecemos o domínio de integração. Regra da cadeia para integrais definidas Quando comparamos com u, precisamos tomar o cuidado de ajustar os intervalos de integração para essa nova função. Assim, se for contínua em um intervalo conhecido, e for contínua na imagem de , teremos (21) Observe que o intervalo de integração precisou ser ajustado em relação à mudança de variável. É importante que fique claro que tanto a mudança de variável como o ajuste do intervalo não altera o valor final da área a ser encontrada. Portanto, geometricamente, tanto como fornecerá a mesma área final. Vejamos um passo a passo para resolução. Passo 1) Identificar e comparar com . Passo 2) Ajustar os intervalos de integração de forma que, se , então . Passo 3) Derivar os dois lados dessa equação em relação a . Passo 4) Isolar . Usamos a variável x como padrão, mas poderia ser qualquer outra variável. Passo 5) Substituir por na integral e pelo resultado encontrado no passo 4. Substituir, também, os novos intervalos de integração. 48 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Passo 6) Simplificar a função, de forma que restem apenas elementos da variável . Passo 7) Resolver a integral em relação a . Perceba que, nesse caso, não precisamos retornar para a variável original, pois, como conhecemos os intervalos de integração, o resultado será numérico. Segue um exemplo que será discutido após a resolução. EXEMPLO Determine a área A da função . Solução Passo 1) . Passo 2) e se . Passo 3) Como u=2t-1, então . Passo 4) . Passo 5) . Passo 6) . Passo 7) . 49CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.16 – Comparação entre áreas Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Chamamos a atenção para as áreas encontradas na Imagem 4.16: geometricamente, são diferentes, mas a área total é igual. Nesse caso, A1=A2. Integração por Partes Em alguns casos, a regra da cadeia para integrais não é suficiente para encontrarmos a primitiva de uma função. Nesse caso, podemos usar uma regra conhecida como “integração por partes”. Tomando, como referência, as obras de Anton et al. (2014) e Stewart (2017), vamos entender esse processo. Suponhamos f e g, definidas e deriváveis em um mesmo intervalo I determinado. Temos . 50 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Assim, isolando f(x)g’(x), obtemos . Agora, vamos supor que admite primitiva em I. Note que é uma primitiva de , portanto f(x) g’(x) também admitirá primitiva em I. Logo, (22) Essa é a regra da integração por partes. A equação (22) é denotada, comumente, por . . A seguir, resolveremos um exemplo aplicando essa técnica. EXEMPLO Calcule . Solução Como realizaremos uma substituição de variáveis e alguns ajustes algébricos antes mesmo de começarmos a resolver a integral, é interessante deixarmos um quadro explicativo com esses ajustes. 51CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Como , então . É necessário acrescentar a constante de integração “C” todas as vezes em que resolvermos integrais indefinidas. Com a integração por partes, é possível resolver muitos problemas envolvendo integrais. ACESSE Para reforçar esse conceito, sugerimos dois vídeos que abordam a teoria e apresentam exemplos resolvidos. O primeiro é um vídeo da plataforma Khan Academy, que, além de oferecer explicações claras, permite que você resolva exercícios na própria plataforma para auxiliar na fixação do conteúdo. Introdução à Integração por Partes. O segundo vídeo, para proporcionar uma variedade maior de exemplos e abordagens diferentes desse conceito, é “Integral por partes - exemplo explicado” do canal Projeto Plin. Ambos os vídeos são excelentes recursos para aprimorar seu conhecimento sobre a integração por partes e oferecem perspectivas distintas sobre o tema, permitindo uma compreensão mais profunda. https://pt.khanacademy.org/math/ap-calculus-bc/bc-integration-new/bc-6-11/v/deriving-integration-by-parts-formula https://www.youtube.com/watch?v=LoiKf5BmMq0 52 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Com a integração por partes, é possível resolver muitos problemas envolvendo integrais. No próximo exemplo, usaremos as duas técnicas (regra da cadeia e integração por partes). EXEMPLO Conhecendo a função , encontre a primitiva de Solução A primitiva de é dada por . Logo,basta integrar a função Assim, fazendo , teremos Logo, . Substituindo na integral, teremos , Mas, como , então . Note que ainda não conseguimos resolver essa integral de maneira direta. Usaremos, para resolvê-la, a integração por partes. Como a variável u já foi usada, chamaremos as partes de t e dk. Portanto, . 53CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Logo, . Integrais de funções trigonométricas Quando precisamos integrar funções trigonométricas, é comum usarmos a integração por partes. Vejamos a resolução do exemplo na sequência. EXEMPLO Calcule usando integração por partes. Solução Neste ponto, aplicamos a integração por partes: . Logo, Note que temos uma integral na resposta que apresenta o mesmo grau de dificuldade da integral inicial. Contudo, nesta etapa, usaremos a identidade trigonométrica, para finalizar o processo de integração. 54 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Como temos dos dois lados da igualdade, podemos organizar esse termo do lado esquerdo da igualdade: . Assim, . Por fim, . Observe que, nesse exemplo, usamos uma identidade trigonométrica, mas também era possível aplicar uma segunda integração por partes, resolvendo, assim, . O resultado obtido seria o mesmo. Na sequência, veremos mais uma técnica de integração que permite integrar funções racionais. Integração de funções Racionais (técnica de frações parciais) Quando precisamos integrar funções racionais, podemos cair em seis casos diferentes (e suas variações). A possibilidade de fatorar tais funções racionais facilita o processo de integração e é interpretada como técnica. Vejamos, na sequência, como realizar essas fatorações. 55CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Teorema 7 Integração de funções racionais Sejam , reais dados, com . Então, existem constantes tais que 1. 2. 3. 4. 5. Assumindo , , reais dados, se , então existem constantes tais que 6. 7. 56 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 SAIBA MAIS Como em todas as técnicas, a resolução de exercícios é parte fundamental para a fixação. Assim, sugerimos que acesse a página E-Cálculo, que contém muitos exemplos resolvidos da integração de funções racionais. Disponível aqui. Com a apresentação e a exemplificação das teorias e das técnicas de integração, tanto para integrais definidas quanto para indefinidas, você tem as ferramentas essenciais para aplicar esses conhecimentos em diversas situações. Essa base sólida permitirá que você utilize a integração de maneira eficiente e eficaz, abrindo um leque de possibilidades para a resolução de problemas e aplicações. RESUMINDO Neste capítulo, nosso objetivo foi apresentar os conceitos fundamentais relacionados às integrais indefinidas e às regras de integração, com foco na compreensão das técnicas envolvidas. Esses tópicos são essenciais para o estudo do cálculo integral e suas aplicações em diversos campos das ciências exatas e das tecnologias. Começamos com as integrais indefinidas, que são integrais sem limites específicos e representam uma família de funções primitivas. Entender as integrais indefinidas é crucial para abordar problemas de integração de maneira eficiente e eficaz. http://ecalculo.if.usp.br/integrais/tecnicas_prim/fracoes/exercicios_frac/exercicios_frac.htm http://ecalculo.if.usp.br/integrais/tecnicas_prim/fracoes/exercicios_frac/exercicios_frac.htm 57CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Em seguida, exploramos as regras ou técnicas de integração, que nos permitem resolver integrais de várias funções de maneira sistemática. Discutimos a regra da cadeia, a integração por partes e a integração de funções racionais utilizando a técnica de frações parciais. Essas técnicas são fundamentais para lidar com uma ampla variedade de problemas de integração e desenvolver habilidades analíticas e de resolução de problemas. Para consolidar esses conceitos, você pode criar um mapa conceitual que inclua os seguintes elementos e suas relações. • Integrais indefinidas e regras de integração • Integrais indefinidas • Regras ou técnicas de integração Regra da cadeia Integração por partes Integração de funções racionais (técnica de frações parciais) No mapa conceitual, conecte “Integrais indefinidas” e “Regras ou técnicas de integração” sob o tema geral “Integrais indefinidas e regras de integração”. Isso ajudará a visualizar a estrutura do capítulo e a relação entre os conceitos apresentados. Com esse entendimento, você estará mais preparado para lidar com problemas avançados e as aplicações práticas envolvendo integrais indefinidas e as regras de integração. 58 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Aplicações do Conceito de Integral OBJETIVO Neste capítulo, você explorará as diversas e fascinantes aplicações do conceito de cálculo integral nos mais variados contextos do dia a dia das engenharias, das tecnologias e das ciências afins. O cálculo integral é uma ferramenta poderosa e versátil que desempenha um papel fundamental na resolução de problemas complexos, no desenvolvimento de inovações e na transformação do mundo ao nosso redor. Ao fim deste estudo, você será capaz de aplicar o conceito de cálculo integral em diferentes con- textos, como calcular áreas e volumes de objetos irregulares, analisar o comportamento de siste- mas dinâmicos e otimizar processos em enge- nharias, tecnologias e ciências afins. Além disso, você compreenderá a importância dessa ferra- menta matemática na solução de problemas prá- ticos e desafiadores, enfrentando desafios reais em suas atividades acadêmicas e profissionais. Juntos, vamos aprimorar suas habilidades e mer- gulhar em exemplos concretos e empolgantes, descobrindo como as aplicações do cálculo inte- gral podem ser úteis e impactantes no seu apren- dizado e na sua atuação profissional em enge- nharias, tecnologias e ciências afins. Ao dominar essas aplicações, você estará bem equipado para explorar as maravilhas do cálculo integral e en- frentar os desafios do mundo real com confiança e habilidade! 59CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Área entre Curvas Assim como temos muitas aplicações que dependem do uso das derivadas, podemos encontrar diversas aplicações utilizando o conceito de integrais. O fato de termos uma ferramenta poderosa para o cálculo de áreas e, ainda, uma ferramenta que permite operações inversas às derivadas nos ajuda a imaginar a gama de possibilidades. Vamos trazer as principais aplicações na área do cálculo, mas podemos extrapolar esse conhecimento para muitas outras áreas. Quando falamos em aplicações do conceito de integrais de funções de uma variável, o primeiro exemplo que vem à cabeça é o dos sólidos de revolução. Outra aplicação bem importante é o cálculo para a área entre curvas. Vamos ver essas aplicações e como proceder matematicamente em cada um dos diferentes casos. Nesta seção, vamos definir uma importante relação do uso da integral, que é o cálculo da área entre curvas. Para isso vamos usar a definição de Stewart, (2014, p. 382) que diz o seguinte: “A área da região limitada pelas curvas , , e pelas retas e , onde e são contínuas e para todo em , é ”. Usando a discretização do domínio e a soma de Riemann, esse processo pode ser entendido da seguinte forma: . 60 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.17 - Discretização pela ideia de Riemann para o cálculo de área entre duas funções Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Dessa forma, tomando como ponto médio entre e lembrando que pode assumir qualquer posição nesse intervalo, teremos, pela Soma de Riemann, que Fazendo , ou seja, , teremos . Pela Soma de Riemann, tomando escrevemos EXEMPLO Encontre a área da região limitada acima por , abaixo por e nas laterais por e . 61CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Solução Usando a discretização do domínio por Riemann no intervaloentre x=0 e x=2, obteremos a representação a seguir. Imagem 4.18 - Discretização no n=15 Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Imagem 4.19 - Discretização com n=250 Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Note que o cálculo da área entre duas funções segue o mesmo princípio usado na Soma de Riemann para uma única função, sendo que, quanto maior for o valor de n, ou seja, quanto menor for a base dos retângulos usados para discretizar o domínio, mais próximo estaremos da área exata. Isso nos permite escrever o seguinte. Imagem 4.20 - Área entre e Fonte: Elaborada pela autoria (2023). 62 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Obtemos, assim, a área exata unidades de área (u.a.). SAIBA MAIS Para desenhar esse gráfico, usamos o Geogebra com a função “integral entre (função, função, valor inicial, valor final)”. Caso tenha interesse de visualizar essa função e esse gráfico especificamente, acesse o endereço eletrônico disponível. Você poderá utilizar o Geogebra como ferramenta auxiliar em todos os gráficos do capítulo e do conteúdo de cálculo como um todo. Portanto, para calcular a área entre curvas, recaímos em uma propriedade das integrais: a de poder integrar a subtração entre duas funções. Volume de Sólidos de Revolução A ideia de um sólido de revolução é poder imaginar uma figura plana construída por meio de uma função f(x) limitada em um intervalo aberto ]a,b[ que, ao “girar” (rotacionar) em torno de um dos eixos do plano cartesiano, gera um sólido. Esse sólido carrega o nome que dá sua origem: sólido de revolução. https://www.geogebra.org/graphing/uzgrjby7 63CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.21 - Diversos tipos de sólidos de revolução Cone Sólido Cilindro circular reto Fonte: Wikimedia Commons. Fonte: Wikimedia Commons Esfera sólida Fonte: Wikimedia Commons . As imagens representam sólidos originados pela rotação em torno do eixo x, mas também podemos avaliar rotações ao redor do eixo y. Vamos aplicar o conceito de integral para calcular o volume desses sólidos. Iniciaremos essa representação por um método conhecido como “volume por fatiamento”. A ideia por trás dessa técnica é a de fatiar um sólido ao longo do seu domínio com uma espessura tão pequena quanto for possível (infinitesimal) e somar todas as áreas dessas secções transversais ao longo desse domínio. 64 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.22 - Volume por fatiamento Fonte: Stewart (2017, p. 389). Note que o domínio é particionado de forma similar às somas de Riemann. Dessa forma, se for possível somar todas as áreas geradas pela intersecção entre o sólido, , e um plano, perpendicular ao eixo das abscissas, será possível obter o volume de . Assim, seja um sólido S, gerado pela rotação de uma função em torno do eixo das abscissas, com domínio conhecido. Seja, também, a área formada pela interseção entre um plano , perpendicularmente ao eixo , e o sólido , conforme indica a Imagem 4.23. 65CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.23 - Área da seção transversal Fonte: Stewart (2017, p. 390). Considerando que é tão pequeno quanto for possível, então o volume de será dado por (23) Agora, seja a função , rotacionada em torno do eixo x e no intervalo x ∈ [0, 4]. 66 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.24 - Função rotacionada em torno do eixo das abscissas Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Aplicar o fatiamento nesse sólido é particioná-lo em discos, de acordo com as imagens a seguir. Imagem 4.25 - Sólido de revolução particionado em discos Fonte: Elaborada pela autoria (2023). 67CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Com os discos reunidos, temos o seguinte. Imagem 4.26 - Sólido de revolução particionado em discos para Fonte: Elaborado pela autoria (2023). Note que, ao fatiarmos esse sólido, a área A(x) gerada, com , é a área de um círculo. Imagem 4.27 - Sólido de revolução particionado em discos Fonte: Adaptada de Stewart (2017). 68 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Na geometria plana, a área de círculos é dada pela equação , portanto, se conhecermos o raio de cada fatia (ou disco) ao longo do domínio determinado, poderemos aplicar a equação (23). Como o raio desse círculo será a função , então a equação (23) passa a ser escrita da forma seguinte: (24) A mesma ideia pode ser aplicada quando a rotação se dá em torno do eixo y. A diferença, nesse caso, é que o volume será construído a partir de seções transversais ao sólido, perpendiculares ao eixo das ordenadas. Dessa forma, não teremos , mas trabalharemos com . Essa mudança transforma a equação (23) em (25) . Com isso, para funções x=g(y) que rotacionam em torno do eixo y, teremos (26) Agora, vamos resolver alguns exemplos aplicando o cálculo de volumes por discos com rotação em torno do eixo x e do eixo y. Vejamos o primeiro exemplo. 69CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 EXEMPLO Encontre o volume do sólido obtido pela rotação em torno do eixo da região sob a curva de a . Note que esse exemplo foi iniciado no bloco anterior. Agora, vamos resolvê-lo. Solução Quando fatiamos o sólido gerado pela rotação de em torno do eixo das abscissas, no intervalo para x entre 0 e 4, obtemos discos de raio . Logo, podemos somar todos esses discos usando . Portanto, teremos . Imagem 4.28 - Volume do sólido de revolução de em torno de Fonte: Elaborada pela autoria (2023). 70 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 EXEMPLO Encontre o volume do sólido obtido quando a região sob a curva e acima do intervalo [0, 180] é rotacionada em torno do eixo Solução Para resolver esse exemplo, basta extrair os dados do enunciado e resolver a expressão : Imagem 4.29 - Revolução de sinx no intervalo entre [0,180] em torno de x Elaborada pela autoria (2023). Agora, resolveremos um exemplo cuja função rotaciona em torno do eixo das ordenadas. Vamos avaliá-lo. 71CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 EXEMPLO Calcule o volume de um sólido gerado pela rotação da função em torno do eixo , no intervalo . Solução Note que desejamos rotacionar a função em torno de y. Portanto, temos , mas, como o domínio em x será , então , para . Imagem 4.30 - Área da região rotacionada em torno de y Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Logo, usando escrevemos . O último exemplo deste bloco permitirá que encontremos o volume de uma esfera, estudado, geralmente, na área da geometria espacial, ainda no ensino médio. 72 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 EXEMPLO Rotacione uma região semicircular de raio r em torno do eixo x e calcule o volume da esfera gerada por essa revolução. Imagem 4.31 - Área da região rotacionada em torno de y Fonte: Anton et al. (2014, p. 445). Solução A equação de uma circunferência é dada pela expressão . Assim, a metade superior dessa circunferência será representada pela função . Com isso, conseguimos calcular o volume de uma esfera quando a função f(x) rotaciona em torno do eixo das abscissas. Logo, fazemos . Dessa forma, conseguimos aplicar as integrais no cálculo de volumes de estruturas cujos contornos são descritos por funções. 73CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Volume por Arruelas Agora, resolveremos exemplos em que o volume será descrito pela rotação de duas funções em torno de um dos eixos principais, x ou y. Essa técnica é chamada de volume por arruelas, mas em quase nada se diferencia de tudo o que já definimos nesta aula. Vamos entender. Ao calcularmos a área, aplicando o conceito de integrais entre duas curvas e , com e f, g contínuas, chegamos à seguinte expressão: , com . Desejamos, agora, rotacionar essa área em torno do eixo das abscissas. Imagem 4.32 - Gráficos de f(x) e g(x) Fonte: Elaborada pela autoria (2023). 74 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Note que vamos obter um sólidocom um furo central. Imagem 4.32 - Gráficos de f(x) e g(x) Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Partindo do mesmo princípio adotado para o volume em discos, fazendo, assim, cortes nesse sólido por planos perpendiculares ao eixo x, obteremos uma área chamada de arruela. A área de cada arruela será dada por . Portanto, usando a mesma lógica aplicada no cálculo do volume por discos, teremos (27) . . 75CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Note que, na imagem a seguir, é o raio da circunferência maior, enquanto é o raio da circunferência menor. Imagem 4.34 - Raio das circunferências Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Para o cálculo de volume por arruelas perpendiculares ao eixo y, teremos duas funções, e , com . Logo, para calcular esse volume, fazemos (28) . Note que é o raio da circunferência maior, enquanto é o raio da circunferência menor. EXEMPLO Calcule o volume do sólido de revolução em torno do eixo x, obtido pela rotação de e , com . 76 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Solução Analisaremos, inicialmente, as funções que descrevem a região rotacionada. Imagem 4.35 - Região entre f e g Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Como , fazemos . 77CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Imagem 4.36 - Volume Fonte: Elaborada pela autoria (2023). No próximo exemplo, também calcularemos o volume por arruelas, mas com rotação das funções em torno do eixo das ordenadas. EXEMPLO Calcule o volume do sólido de revolução obtido pela rotação da área formada pelas funções , com em torno de x=-2. Solução Note que a função fornecida é portanto, em primeiro lugar, precisamos calcular a função x=f(y). Logo, temos . Como , teremos . 78 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Essa região ficará determinada como pode ser observado na imagem a seguir. Imagem 4.37 - Região Fonte: Elaborada pela autoria (2023). Como desejamos rotacionar essa área em torno de x=-2, teremos que o raio externo da arruela será igual a e o raio interno da arruela terá raio . Logo, . Vimos, portanto, que, além de calcularmos o volume de uma única função rotacionada, podemos rotacionar regiões construídas por mais de uma função. Outras variações ainda podem ser pensadas para o cálculo de volumes de revolução. 79CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 RESUMINDO Neste capítulo, nosso objetivo foi explorar algumas das aplicações práticas do conceito de integral, focando a compreensão das técnicas envolvidas e a resolução de problemas do mundo real. Essas aplicações demonstram a importância e a versatilidade do cálculo integral em diversas áreas das ciências exatas e das tecnologias. Começamos com a área entre curvas, que envolve o cálculo da área limitada por duas ou mais funções. Discutimos como usar integrais definidas para determinar a área entre curvas e resolvemos exemplos práticos para ilustrar o processo. Em seguida, abordamos o volume de sólidos de revolução, que consiste em calcular o volume de um sólido obtido pela rotação de uma função em torno de um eixo. Exploramos as técnicas de discos e cascas cilíndricas para determinar o volume de sólidos de revolução, aplicando-as em exemplos concretos. Por último, investigamos o volume por arruelas, uma técnica adicional para calcular o volume de sólidos de revolução que envolve a subtração de volumes internos e externos. Essa abordagem é útil para lidar com problemas mais complexos de volume. 80 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 Para consolidar esses conceitos, você pode criar um mapa conceitual que inclua os seguintes elementos e suas relações. • Aplicações do conceito de integral • Área entre curvas • Volume de sólidos de revolução • Volume por arruelas No mapa conceitual, conecte “Área entre curvas”, “Volume de sólidos de revolução” e “Volume por arruelas” sob o tema geral “Aplicações do conceito de integral”. Isso ajudará a visualizar a estrutura do capítulo e a relação entre os conceitos apresentados. Com esse entendimento, você estará mais preparado para aplicar o conceito de integral em diversas situações práticas e resolver problemas do mundo real nas ciências exatas e nas tecnologias. 81CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL U ni da de 4 ANTON, H. et al. Cálculo. 10. ed. Porto Alegre: Bookman, 2014. STEWART, J. Cálculo. 7. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2014. v.1 PISKUNOV, N. Cálculo diferencial e integral. Veja, 1977. THOMAS, G. B.; FINNEY, R. L. Cálculo Diferencial e Integral. São Paulo [s.n.], 1982. RE FE RÊ N CI A S Primitivas e integral de Riemann Um pouco de história Primitivas Partição de um intervalo Soma de Riemann Integral Definida e o Teorema Fundamental do Cálculo Teorema fundamental do cálculo Propriedades Integrais Indefinidas e Regras de Integração Integrais Indefinidas Regras ou Técnicas de Integração Regra da Cadeia Regra da cadeia para integrais definidas Integração por Partes Integrais de funções trigonométricas Integração de funções Racionais (técnica de frações parciais) Aplicações do Conceito de Integral Área entre Curvas Volume de Sólidos de Revolução Volume por Arruelas