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M E N T O R I A
P R E M I U M 
2 0 2 4
M E N T O R I A
P R E M I U M 
2 0 2 4
EBOOKEBOOK
A N A T O M I A E
F I S I O L O G I A
A N A T O M I A E
F I S I O L O G I A
 
 
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1 
 
Sumário 
UNIDADE 1 – BASES DE ANATOMIA ................................................................................. 2 
Planos e Eixos / Movimentos ............................................................................................................................. 4 
OSSOS ............................................................................................................................................. 8 
Divisão do Esqueleto: ......................................................................................................................................... 9 
Células do Tecido ósseo: ................................................................................................................................. 10 
Articulações ................................................................................................................................... 14 
Classificação das articulações .......................................................................................................................... 16 
Músculos ........................................................................................................................................ 17 
QUESTÕES COMENTADAS – BLOCO 1 ................................................................................... 26 
UNIDADE 2 - INERVAÇÃO DE MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES ..................... 29 
O PLEXO BRAQUIAL .................................................................................................................... 29 
DOENÇAS ESPECÍFICAS DO PLEXO BRAQUIAL ..................................................................... 32 
PARALISIA BRAQUIAL OBSTÉTRICA .............................................................................................................. 32 
• PARALISIA DE ERB (ERB-DUCHENNE) ................................................................................................. 32 
• PARALISIA DE KLUMKE .......................................................................................................................... 33 
SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO ................................................................................................ 33 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO DAS LESÕES DO PLEXO BRAQUIAL ............................................................... 33 
NERVOS DO PLEXO BRAQUIAL – ANATOMIA E LESÕES ...................................................... 35 
NERVO AXILAR (C5 e C6) ................................................................................................................................ 35 
NERVO RADIAL (C5 a T1) ................................................................................................................................. 35 
NERVO MUSCULOCUTÂNEO (C5 a C7) ....................................................................................................... 36 
NERVO MEDIANO (C5 a T1) ........................................................................................................................... 37 
NERVO ULNAR (C8 a T1) .................................................................................................................................. 38 
PLEXO LOMBOSSACRO .............................................................................................................. 39 
NERVO OBTURATÓRIO (L2 a L4) ................................................................................................................... 40 
NERVO FEMORAL (L2-L4) ................................................................................................................................ 40 
NERVO GLÚTEO SUPERIOR (L4 E S1) ............................................................................................................ 41 
GLÚTEO INFERIOR (L5 A S2) ........................................................................................................................... 41 
NERVO CIÁTICO (L4-S3) .................................................................................................................................. 42 
 
 
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2 
NERVO TIBIAL (L5-S2) ....................................................................................................................................... 42 
NERVO FIBULAR COMUM (L4-S2) .................................................................................................................. 43 
UNIDADE 3 – FISIOLOGIA ................................................................................................. 45 
Fisiologia Muscular ....................................................................................................................... 45 
Componentes da Fibra Muscular (Teoria dos filamentos deslizantes) ....................................................... 49 
Etapas da Contração Muscular ........................................................................................................................ 49 
SISTEMAS SENSORIAIS ............................................................................................................... 52 
Fuso Muscular .................................................................................................................................................... 55 
Órgão Tendinoso de Golgi (OTG) .................................................................................................................. 58 
UNIDADE 4 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO ..................................................................... 59 
SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO ............................................................................................................... 59 
Treino de Endurance ......................................................................................................................................... 60 
Treino de Força .................................................................................................................................................. 61 
SISTEMA CARDIOVASCULAR ......................................................................................................................... 61 
Transição do Repouso para o Exercício ......................................................................................................... 63 
Recuperação do Exercício ................................................................................................................................ 63 
 
UNIDADE 1 – BASES DE ANATOMIA 
Conceito de Anatomia 
Anatomia é a ciência que estuda a constituição e o desenvolvimento dos seres. Essa área 
do conhecimento está diretamente relacionada com as estruturas que compõe o ser humano, 
sua localização, suas características e particularidades. 
Posição Anatômica 
A posição anatômica é uma posição de referência padronizada e utilizada mundialmente 
a fim estudarmos a anatomia do corpo humano e determinar a localização das estruturas. 
ATENÇÃO (ANOTE) 
 
 
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Direitos Autorais reservadosLongo do Hálux L5,S1,S2 Flexão do hálux mantendo o tornozelo e demais dedos 
relaxados 
Abdutor do Hálux S1,S2 Separar os dedos 
Flexor Curto dos Dedos S1,S2 Flexão dos dedos 
Flexor Curto do Hálux S1,S2 Flexão da metacarpofalangiana do hálux 
Abdutor do Dedo Mínimo S1,S2 Separar os dedos 
Flexor do Dedo Mínimo S1,S2 Flexão da metacarpofalangiana do dedo mínimo 
Quadrado Plantar S1,S2 Flexão dos dedos 
Interósseos S1,S2 Separar os dedos 
Adutor do Hálux S1,S2 Realiza-se uma abdução passiva do hálux e solicita-se ao 
paciente que o aduza. 
 
QUADRO CLÍNICO 
Perda da plantiflexão e inversão. 
Anestesia da face plantar do pé. 
Arreflexia do aquileu 
Disfunção vasomotora 
Atrofia da panturrilha 
Marcha: pé em garra, marcha talonante e dificuldade na fase de impulsão. 
NERVO FIBULAR COMUM (L4-S2) 
O nervo fibular comum (L4 a S2) supre os músculos da loja anterior e lateral da perna e os 
músculos dorsais do pé: 
flexão dorsal do tornozelo 
eversão do tornozelo 
flexão dorsal dos dedos 
 
 
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Divide-se em nervo fibular profundo e superficial. 
MÚSCULOS 
MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO 
Tibial Anterior L4,L5 Flexão dorsal do pé 
Extensor Longo dos Dedos L5,S1 Extensão dos 4 dedos laterais do pé 
Fibular Terceiro L5,S1 Flexão dorsal e eversão do pé 
Extensor Longo do Hálux L5,S1 Extensão do hálux 
Extensor Curto dos Dedos L5,S1 Extensão dos dedos 
Fibular Longo L5,S1,S2 Flexão plantar e eversão do pé 
Fibular Curto L5,S1,S2 Flexão plantar e eversão do pé 
 
QUADRO CLÍNICO 
Perda da dorsiflexão e eversão 
Anestesia na superfície lateral da perna e dorso do pé 
Disfunção vasomotora 
Pode ocorrer entorses frequentes 
Marcha escarvante 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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UNIDADE 3 – FISIOLOGIA 
Fisiologia Muscular 
Contração Muscular 
A contração muscular ocorre após o músculo ser ativado pela conexão com o sistema 
nervoso. 
As atividades motoras passam pelo comando de um neurônio motor ou motoneurônio. 
Os motoneurônios podem ter seus corpos celulares na medula espinal ou no tronco cerebral, e 
estabelecem contato sináptico com a fibra muscular, liberando acetilcolina (Ach) para a ativação 
da fibra. Esse contato é denominado junção neuromuscular tem, na membrana pós-sináptica (na 
fibra muscular a membrana plasmática é denominada sarcolema), dobras em profusão, de modo 
a aumentar a superfície de contato com os neurotransmissores liberados na fenda sináptica. 
Junção Neuromuscular / Unidade Motora / Placa Motora 
Unidade motora – é o conjunto composto pelo motoneurônio e todas as 
fibras musculares por ele inervadas. 
O local onde o motoneurônio e a célula muscular se encontram é 
chamado junção neuromuscular. 
O sarcolema forma um bolso denominado placa motora terminal. 
Neurotransmissor – acetilcolina. 
Colinesterase – degrada a acetilcolina dentro de 5 m/s após sua liberação, 
tornando possível a repolarização. 
Observe a imagem: 
 
 
 
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A unidade motora é representada pelo número de fibras musculares por neurônio motor 
e em geral se relaciona à função motora específica desse músculo. 
Em geral, músculos que requerem controle motor fino a ração é baixa 
 
 
 
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Constituída pelo neurônio motor e pelas fibras musculares específica que inerva. 
Recrutamento de Unidade Motora 
Refere-se à ativação progressiva de um número crescente de motoneurônios – Princípio 
do Tamanho. 
• Uma das formas pelas quais o SNC pode aumentar a força de contração muscular. 
• O recrutamento é ordenado e sequencial – princípio do tamanho – em ordem 
crescente. 
Tipos de unidade motora: Tipo S, Tipo FR e Tipo FF, suas características são apresentadas 
na figura abaixo: 
 
Fibra Muscular 
• A Fibra Muscular é multinucleadas, cilíndricas e alongadas e possuí estrias 
(proteínas contráteis). 
• O Sarcoplasma é o citoplasma da célula. Contém proteínas, organelas e 
miofibrilas. 
Tipo S 
• Lenta
• Motoneurônios
pequenos
• Fibras lentas e 
altamente 
oxidativas – tipo I.
Tipo FR
• Rápida e 
resistente a fadiga
• Neurônios 
maiores
• Fibras 
intermediárias –
tipo IIa.
Tipo FF
• Rápida e fadigável
• Maiores neurônios
• Fibras rápidas –
tipo IIx
 
 
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• Miofibrilas - estruturas filamentosas que contém as proteínas contráteis (miosina e 
actina) – unidade contrátil. 
• A Subdivisão das miofibrilas é o Sarcômero. 
• Os Sarcômeros são separados uns dos outros por uma lâmina delgada de proteínas 
estruturais chamadas de disco Z. 
Componentes importantes da fibra muscular: 
- Disco Z – ponto de fixação ao sarcolema. 
- Banda A: filamentos de miosina. 
- Banda I: filamentos finos de actina. 
- Zona H: centro do sarcômero. Parte do filamento de miosina que não se sobrepõe ao 
filamento de actina. 
 
 
 
 
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Componentes da Fibra Muscular (Teoria dos filamentos deslizantes) 
- A Miosina é o filamento grosso que tem a capacidade de hidrolisar a molécula 
de ATP; 
- A actina propriamente dita, proteínas globulares que se associam na forma de 
uma dupla hélice, dando o nome ao filamento; 
- A tropomiosina, proteína filamentosa que acompanha cada filamento de 
actina, recobrindo um importante sítio de ligação da actina com a miosina; 
- A troponina, que estabelece ligação tanto com a actina como com a 
tropomiosina. 
- Outra estrutura importante é o Retículo Sarcoplasmático. O Retículo 
Sarcoplasmático é a rede de canais que cercam cada miofibrila – armazenam 
cálcio. 
 
 
Etapas da Contração Muscular 
A energia proveniente da quebra do ATP – miosina ATPase – localizada na cabeça da miosina. 
Em repouso – actina e miosina não estão ligadas. 
1º passo: chegada do potencial de ação na junção neuromuscular. 
2º passo: O neurotransmissor (acetilcolina) liberado se difunde na fenda 
sináptica e liga-se aos receptores de acetilcolina no sarcolema (membrana plasmática 
do músculo). 
3º passo: Os receptores de acetilcolina abrem os canais de sódio. 
4º passo: a entrada de sódio na célula muscular inicia um potencial de ação 
que é propagado ao longo do sarcolema e pelos Túbulos T. 
 
 
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5º passo: O potencial de ação nos túbulos T ativa receptores sensíveis à 
voltagem, que por sua vez causam a liberação de cálcio das cisternas terminais do 
retículo sarcoplasmático, para o citosol. 
6º passo: Os íons cálcio ligam-se com a troponina; a troponina muda sua 
conformação, removendo a ação bloqueadora da tropomiosina; os sítios ativos da 
actina são expostos 
7º passo: Contração: as cabeças da miosina ligam e desligam alternadamente, 
empurrando os filamentos de actina em direção ao centro do sarcômero; a liberação 
de energia pela hidrólise do ATP fornece energia ao processo cíclico. 
8º passo: depois que o potencial de ação termina, ocorre o retorno do cálcio 
para o retículo sarcoplasmático por transporte ativo. 
9º passo: o bloqueio dos sítios de ligação da actina (para a miosina) realizado 
pela tropomiosina é restabelecido, a contração termina e a fibra muscular relaxa. 
 
 
 
 
 
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Encurtamento dos sarcômeros. 
- Filamentos de actina passam sobre os miofilamentos de miosina. 
 
 
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- Nenhuma alteração ocorre na largura da banda A. 
- Zona H pode desaparecer. 
Em repouso: 
- Comprimento maior que o ideal – a sobreposição é limitada, poucas pontes cruzadas 
conseguem se fixar. 
- Músculo muito alongado não há sobreposição – geração de tensão. 
- Comprimento menor que o ideal – linhas Z próximas aos filamentos de miosina – 
encurtamento adicional limitado. 
 
 
 
 
 
SISTEMAS SENSORIAIS 
Vamos descrever alguns pontos importantes do sistema sensorial. 
 
 
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 1 – Receptores Sensoriais 
 Utilizamos o termo receptor para nos referirmos às células especializadas para a 
detecção de estímulos, ou seja, elementos físicos ou químicos que entram em contato com elas. 
A fim de exemplificar, temos nos olhos os fotorreceptores, com capacidade de detectar 
quantidades ínfimas de energia eletromagnética, ou seja, os fótons. Em nossas mãos existem 
células especializadas em detectar as deformações mecânicas, possibilitando o tato, ou a dor. 
O trabalho fundamental dessas estruturas é o de ser sensível aos estímulos que vão 
detectar, de modo a promoverem o que chamamos de transdução. 
A transdução é a conversão dos estímulos em potenciais bioelétricos, visto que é com 
esse tipo de sinal de que o nosso Sistema Nervoso processa as informações. Todavia, como os 
estímulos possuem qualidades, e a intensidade é uma delas, o potencial receptor tem que ser 
capaz de sinalizá-la. 
As informações sensoriais, também conhecidas como aferentes são transmitidas para pelo 
menos 3 neurônios antes de chegarem ao córtex cerebral, que vai processá-las e gerar a 
percepção consciente de sermos tocados, e a representação dos campos receptivos periféricos. 
Na Tabela abaixo temos os principais receptores sensoriais somáticos (relacionados ao 
Tato / Propriocepção) 
 
 Vamos dar ênfase nos receptores musculares / proprioceptores: OTG e Fuso 
Muscular 
 
 
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 Esses receptores especiais desempenharão, em seu conjunto, as seguintes 
funções: 
Reconhecimento consciente da posição das partes do corpo entre si. 
Função realizada por receptores localizados nas articulações como ao seu redor. 
 
Na imagem abaixo aparece particularidades desses receptores: 
 
Proprioceptores Musculares 
 Nos músculos estriados esqueléticos os seguintes receptores são importantes: 
 
 
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Informações importantes: 
- FUSOS NEUROMUSCULARES 
- Sensível à mudança do comprimento muscular e suas modificações. 
- Localização na fibra intrafusal. 
- Dispostos em paralelo às fibras musculares. 
 
- ORGAÕES TENDINOSOS DE GOLGI 
- Sensível ao estiramento do tendão. 
- Localização na junção miotendínea. 
- Em série. 
Fuso Muscular 
- Localizados alinhados em paralelos às fibras extrafusais. 
- Quando o músculo é distendido, ocorre o mesmo com o fuso. 
- Músculos envolvidos em movimentos complexos possuem mais fusos. 
- Possui dois tipos de fibras (intrafusais): fibra nuclear do tipo bolsa e fibra nuclear 
em cadeia. 
- As extremidades das fibras intrafusais contém filamentos de actina e miosina e 
possuem capacidade de contração. 
Ilustração: 
Quimioceptores
•São terminações 
nervosas livres. 
Envia informação 
em resposta a 
alterações do pH 
muscular, [ ] 
potássio 
extracelular, O2 e 
CO2
Fusos musculares
•Fornece 
informação sobre o 
comprimento do 
músculo.
Órgãos tendinosos 
de Golgi
•Feedback sobre a 
tensão 
desenvolvida no 
músculo
 
 
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O Fuso Muscular possuí Duas fibras aferentes sensoriais e uma fibra eferente motora 
controlam os fusos. Esse arranjo induz o músculo a se contrair com mais força e a se encurtar, 
cujo resultado final reduz o estímulo de distensão proveniente dos fusos. 
 
 
 
Af
er
en
te
 p
rim
ár
ia Fibra nervosa 
anuloespiralada
Entrelaça-se na região 
média da fibra do tipo 
bolsa
Responde a distenção
Terminações em ramo 
de flores
Faz conexão 
principalmente com a 
fibra em cadeia
Menos sensíveis
 
 
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O Fuso Muscular também possuí fibras eferentes, trata-se do Fibra eferente gama (γ) – 
inerva as extremidades contráteis e estriadas das fibras intrafusais. 
Possui função motora - regula o comprimento e a sensibilidade do fuso e atua na 
estimulação das fibras extrafusais a fim de controlar o Tônus Muscular (observe na figura acima). 
Uma das maneiras de estimular o Fuso Muscular é no Reflexo de Estiramento. Pois essas 
estruturas respondem principalmente ao estiramento. Por ação reflexa inicia a contração mais 
vigorosa para contrabalancear o estiramento. 
Observe essa função na ilustração abaixo: 
 
 
Dessa forma o Fuso Muscular Permite ao músculo ajustar-se automaticamente às 
diferenças na carga e no comprimento, sem necessitarde um processamento imediato da 
informação através dos centros superiores do SNC. 
O mesmo ocorre no Arco Reflexo Monossináptico (Arco Reflexo Miotático) – aquele que 
testamos com o martelinho. 
Na Figura abaixo temos a explicação dos eventos que acompanham o arco reflexo 
monossináptico: 
 
 
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VALE SEMPRE LEMBRAR: 
- Via aferente: Neurônio Sensitivo Ia ou II 
- Centro Integrador: Medula 
- Via eferente: MTN alfa 
Órgão Tendinoso de Golgi (OTG) 
O OTG tem as seguintes características: 
- Localizam-se na junção do tendão com o músculo. 
- Detectam diferenças na tensão do músculo ativo. 
- Atua como um mecanismo sensorial protetor. 
Funcionamento do OTG: 
 
Ilustração: 
Tensão 
excessiva
Transmissão 
de sinais para 
medula
Inibição reflexaRelaxamento
 
 
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59 
 
 
Uma das maneiras de estimular o OTG é quando seguramos uma carga excessiva. 
Observe a figura abaixo para melhor entendimento: 
 
 
 
UNIDADE 4 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO 
Na unidade de Fisiologia do Exercício vamos abordar as principais alterações que a 
prática de exercícios físicos pode promover em diferentes sistemas. Assim como veremos os 
efeitos gerais de diferentes classes de exercícios. 
 
SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO 
 As fibras musculares têm capacidade de alterar suas características morfológicas, 
metabólicas e funcionais em resposta a estímulos específicos. De forma que, a atividade física 
pode promover tais alterações. 
 
 
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60 
Nesse contexto, o treinamento é o principal modulador da plasticidade muscular. 
Desencadeando sinalização intracelular que estimulam o crescimento e adaptação muscular. 
Mas lembre-se sempre que, tais adaptações dependem dos diferentes tipos de exercício, 
intensidade e duração da contração muscular. 
As fibras sofrem regeneração e remodelagem frente as demandas funcionais. O aumento 
de volume (hipertrofia) das fibras musculares existentes representa a maior contribuição para o 
tamanho aumentado dos músculos em virtude do treinamento com sobrecarga. 
Observe a figura abaixo: 
 
 
 Vamos passar algumas características de atividades específicas: 
 
Treino de Endurance 
 No treino de endurance serão realizadas contrações musculares repetidas, 
sustentadas e de baixa intensidade por um período prolongado. Esse tipo de treino promove a 
modificação do tipo de fibra e a transformação do tipo IIx para o IIa. 
Estimulação das células 
satélites
Proliferam e se 
diferencial em novas 
fibras
Síntese de novas fibras
Hiperplasia
Fusão dos núcleos das 
células satélites as 
fibras pré existentes
Síntese de mais 
proteínas para formar 
os elementos 
contráteis
Promove hipertrofia 
das fibras existentes
Estimula a 
transformação das 
fibras existentes em 
outro tipo
 
 
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Treino de Força 
 Para o treino de força, a orientação é que se realize exercício de baixa repetições, 
período curto de tempo e alta intensidade contra uma resistência externa. Nesse sentido o 
objetivo será hipertrofia muscular e produção de força. As adaptações são dose dependentes e 
proporcionais ao aumento da intensidade. 
Para que haja ganho real de massa muscular deve ser realizado o treinamento resistido, 
na frequência mínima de 3 vezes por semana durante 6 meses. 
 
SISTEMA CARDIOVASCULAR 
Os parâmetros cardiovasculares influenciados pelo exercício são: 
ü Frequência cardíaca (FC) 
ü Contratilidade cardíaca 
ü Volume sistólico (volume de ejeção ventricular) 
ü Pressão arterial (PA) 
Observação: As alterações nesses parâmetros refletem o tipo e a intensidade do 
exercício, a duração e as condições ambientais sob as quais o trabalho foi realizado. 
De maneira geral, todas os parâmetros enumerados acima aumentam durante a prática 
de exercícios. 
Observação: no pós-exercício haverá queda dos valores de PA abaixo dos níveis pré 
exercício, esse fenômeno é chamado de Hipotensão Pós exercício e ocorre devido a 
vasodilatação periférica e a estagnação de sangue nos leitos vasculares. Esse efeito pode 
perdurar por 24h. 
 
- A pós-carga é minimizada durante o exercício devido a dilatação arteriolar e a 
diminuição da resist6encia vascular periférica. 
- Esta dilatação arteriolar nos músculos em trabalho reduz a pós-carga e facilita o 
bombeamento cardíaco de um volume maior de sangue. 
- A força de contração do miocárdio aumento, ejetando um volume maior de sangue 
devido a ação das catecolaminas (adrenalina e noradrenalina). 
- Durante o exercício intenso, a necessidade metabólica de oxigênio na musculatura 
esquelética aumenta em muitas vezes. 
Para atender a esta demanda elevada por oxigênio há aumento de fluxo sanguíneo para 
o músculo em contração. 
A distribuição de oxigênio é realizada por meio de dois mecanismos: 
 
 
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62 
1 - aumento do débito cardíaco e 
2 - redistribuição do fluxo sanguíneo dos órgãos inativos para a 
musculatura esquelética em trabalho 
- O aumento é diretamente proporcional ao consumo máximo de 
oxigênio (VO2máx) necessário para a realização do exercício (entende-se 
VO2máx como a capacidade aeróbica máxima). 
Aumento do Débito Cardíaco (DC) 
O aumento do DC é mediado por um aumento do volume sistólico e da frequência 
cardíaca. 
Em indivíduos sem treinamento ou moderadamente treinados, o volume sistólico não 
aumenta além de uma carga de trabalho de 40-60% do VO2máx → Tempo de enchimento 
ventricular é menor. 
Em intensidades superiores a elevação do débito cardíaco se dá por meio de elevações 
apenas da frequência cardíaca. 
O débito cardíaco máximo tende a diminuir de modo linear tanto em homens quanto em 
mulheres após 30 anos de idade→ Devido a ↓ FC máxima com a idade. 
 
Redistribuição do Débito Cardíaco durante o exercício 
Ocorre ↑ do fluxo sanguíneo para o músculo e ↓ para os órgãos menos ativos, como 
fígado, rins e trato gastrointestinal 
A mudança do fluxo sanguíneo é determinada pela intensidade do exercício. 
Isso significa que o aumento é linear em função do %VO2máx. 
O fluxo sanguíneo absoluto que chega ao encéfalo é levemente maior do que os valores 
observados em repouso. Isto é uma consequência do débito cardíaco elevado durante o 
exercício. 
Observe a figura abaixo: 
 
 
 
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Transição do Repouso para o Exercício 
No início da atividade ocorre rápido aumento da frequência cardíaca, volume sistólico e 
débito cardíaco. Se a taxa de trabalho for constante e estiver abaixo do limiar do lactato, um 
platô de estado estável em termos de frequência cardíaca, volume sistólico e débito cardíaco é 
alcançado dentro de 2-3 minutos. 
Recuperação do Exercício 
A recuperação do exercício, assim como todas as variáveis estudadas dependem do tipo 
de exercício realizado. 
Tipo de exercício: baixa intensidade e de curta duração = recuperação rápida. A 
velocidade de recuperação varia de um indivíduo para outro. Indivíduos treinados: potência de 
recuperação melhor do que em pessoas destreinadas. 
FC: indivíduos treinados recuperam-se mais rápido porque não atingem frequências 
cardíacas tão altas quanto aquelas alcançadas pelos indivíduos sem treinamento. A recuperação 
do exercício prolongado é bem mais lenta. 
Observe a figura abaixo: 
 
 
 
 
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64 
 
 
O resumo das principais respostas cardiovasculares ao exercício será apresentado na figura 
abaixo:à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 
 
 
3 
A descrição da posição anatômica é: O corpo está em postura ereta (em 
ortostatismo) com os membros superiores estendidos ao lado do tronco e as 
palmas das mãos voltadas para frente. A cabeça e os pés apontam para frente 
e o olhar deve estar horizontalizado. Os pés devem estar levemente afastados e 
rodados para fora. 
Exemplos de posturas na posição anatômica: 
 
Figura: Posição Anatômica. Fonte: Filho e Pereira – Anatomia Geral, 2015. 
RESUMO 
Posição Anatômica: ortostatismo, olhar horizontalizado, palmas das mãos 
voltadas para frente, pé levemente afastados. 
 
Ainda nesse momento de introdução é válido lembrar das divisões do corpo humano: 
 - Divisão inicial: cabeça, pescoço, tronco e membros. 
 - Tronco: se subdivide em tórax e abdômen. 
 - Membros: se subdividem em superiores e inferiores. 
 - Membros superiores: Cintura escapular, ombro, braço, antebraço e mão. 
 - Membros inferiores: Cintura pélvica, coxa, perna e pé. 
 
 
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4 
Divisão do corpo: 
 
Figura: Divisão do Corpo. Fonte: Filho e Pereira – Anatomia Geral, 2015. 
Planos e Eixos / Movimentos 
Na anatomia o corpo é dividido por meio de planos. E o movimento de qualquer 
articulação ocorre dentro de um plano imaginário. Cada plano se projeta em torno de um eixo 
que lhe é perpendicular. O eixo é o ponto central no qual uma articulação gira. 
O movimento humano se baseia em três planos que se movem em torno de três eixos. 
Para melhor compreendermos os movimentos, cada um dos planos e dos eixos é descrito a 
partir da Posição Anatômica. 
 
- Plano de Secção Sagital Mediano: divide o corpo humano em metades direita e 
esquerda. 
- Plano de Secção Frontal ou Coronal: divide o corpo humano em partes anterior e 
posterior. 
- Plano de Secção Transversal: divide o corpo humano em partes superior e inferior. 
 
Planos Anatômicos: 
 
 
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5 
 
Fonte: Van de Graaff, KENT. Anatomia Humana, 2003 
 
 Esse assunto é fácil, mas é muito importante que não esqueçamos, por tal motivo, 
observe as imagens abaixo e anote nas figuras quais são os planos que dividem o corpo. 
 
 Escreva os planos que estão dividindo o corpo nas imagens abaixo: 
 
 
Agora confira novamente: 
 
ATENÇÃO (ANOTE) 
 
 
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6 
Plano sagital: divide o corpo em duas metades, direita e esquerda. 
Plano coronal: divide o corpo em duas metades, anterior e posterior. 
Plano transverso: divide o corpo em duas metades, superior e inferior. 
 Existem três EIXOS: 
1- Eixo Látero-Lateral: estende-se de um lado ao outro, da direita para esquerda, perpendicular ao plano 
sagital. Esse eixo também é conhecido como Transversal ou Horizontal. Esse eixo possibilita os movimentos de 
flexão e extensão. Ex.: Articulação do ombro, do cotovelo. 
Eixo látero-lateral (Transversal ou Horizontal): 
 
2 - Eixo Anteroposterior: estende-se em sentido anterior para posterior, perpendicular ao plano frontal. 
Esse eixo também é chamado de sagital. Esse eixo possibilita os movimentos de abdução e adução. Ex.: Articulação 
do ombro, do quadril. 
Eixo Anteroposterior (Sagital): 
 
3 - Eixo Longitudinal: estende-se de cima para perpendicular ao plano transversal. Esse eixo possibilita os 
movimentos de rotação lateral e rotação medial. Ex.: Articulação do ombro, do cotovelo. 
Eixo Longitudinal: 
 
 
 
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7 
RESUMO: 
Eixo Látero – Lateral (Transversal ou Horizontal): Vai da direita para a 
esquerda. 
Eixo Anteroposterior (Sagital): vai da frente para trás. 
Eixo Longitudinal: vai de cima para baixo. 
Querido aluno, a exploração dos Planos e Eixos Anatômicos não se esgota aqui, como 
você pode ter notado, os Planos e Eixos estão associados com os movimentos articulares. 
A fim de FIXAR bem este conteúdo, visto que é um conteúdo muito cobrado em provas 
de concurso, vale a pena TOMAR NOTA do resumo abaixo: 
MOVIMENTOS ARTICULARES X PLANOS E EIXOS 
Os movimentos que ocorrem no PLANO SAGITAL essencialmente o fazem em direção 
anteroposterior. São exemplos: FLEXÃO, EXTENSÃO E HIPEREXTENSÃO. Esses movimentos 
giram em torno do EIXO HORIZONTAL ou TRANSVERSAL. 
 Os movimentos que ocorrem no PLANO FRONTAL OU CORONAL são os 
deslocam o corpo para a lateral. São exemplos: INCLINAÇÃO LATERAL, ABDUÇÃO E 
ADUÇÃO. Tais movimentos acontecem ao redor de um EIXO SAGITAL ou EIXO ÂNTERO-
POSTERIOR. 
 Já no PLANO HORIZONTAL OU TRANVERSO ocorrem os movimentos 
rotacionais. São exemplos: ROTAÇÃO LATERAL E MEDIAL; SUPINAÇÃO E PRONAÇÃO; 
ABDUÇÃO HORIZONTAL E ADUÇÃO HORIZONTAL DO OMBRO. Os movimentos deste 
plano ocorrem do redor do EIXO LONGITUDINAL. 
RESUMO (ANOTE) 
MOVIMENTO PLANO EIXO 
 
Flexão / Extensão 
 
Sagital 
 
Horizontal 
Látero-lateral 
 
Abdução / Adução 
 
 
Frontal 
 
Sagital 
Anteroposterior 
 
Rotações 
 
Transversal 
 
Longitudinal 
 
 
 
 
Aqui tem um resumo de movimentos que aparecem muito em provas de concurso: 
 
 
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8 
 
OSSOS 
O Sistema Esquelético é considerado o elemento passivo do movimento, enquanto, o 
Sistema Muscular é considerado o elemento ativo do movimento e as articulações, que se 
interpõem entre os ossos, denominadas de Sistema Articular, irão permitir este movimento. 
Aproximadamente um quinto do peso total de um indivíduo saudável é composto por 
seus ossos. O esqueleto humano é uma estrutura resistente, viva e flexível que tem dentre suas 
funções sustentar e proteger tecidos e órgãos do corpo. 
 Funções do Esqueleto Humano: 
- Sustentação e conformidade: base estrutural para o corpo, sustenta os tecidos moles 
e fixa os tendões musculares. 
- Proteção: protege os órgãos internos. 
- Participação na alavancagem: por ser o ponto de fixação dos tendões ajuda na 
função muscular de deslocamento. 
- Hematopoiese: produção de células sanguíneas na medula óssea. 
- Homeostasia mineral: armazenamento de minerais como o cálcio e o fósforo. 
- Armazenamento de energia: armazena lipídeos na medula óssea. 
Divisão do esqueleto: Esqueleto axial e apendicular. 
 - Esqueleto Axial: forma o eixo do corpo, constituído pelos ossos do crânio e 
face, coluna vertebral, costelas e esterno. (formado por 80 ossos, sendo 28 ossos 
entre crânio e face. E 26ossos da coluna vertebral, 24 costelas, um osso esterno e um 
osso hioide). 
 - Esqueleto Apendicular: formado pelos ossos dos membros superiores e 
inferiores. A junção destas duas porções se faz por meio de estruturas ósseas 
denominadas cinturas: escapular ou torácica (formada pela escápula e clavícula) e 
pélvica (formada pelos ossos do quadril). O osso do quadril é formado pelos ossos 
ílio, pube e ísquio. 
 
 
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9 
Divisão do Esqueleto: 
 
Figura: Divisão do Esqueleto. Fonte: Filho e Pereira – Anatomia Geral, 2015. 
 
RESUMO 
Esqueleto Axial: parte central do corpo. 
Esqueleto Apendicular: cinturas escapulares e pélvica e membros 
 
Os ossos podem ser classificados quanto a forma, como demonstrado na figura abaixo: 
Ossos longos, laminares e curtos: 
 
 
 
 
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10 
Ossos irregulares, pneumáticos e sesamóides 
 
Figuras: Ossos – classificação pela forma. Sobotta – Atlas de anatomia humana, 2008. 
 
 Tem alguns pontos relacionados a arquitetura óssea que são extremamente 
importantes de relembrarmos. Podemos observar em estudos microscópicos que o tecido do 
osso é formado por substância óssea compacta e esponjosa: 
• Substância compacta: as lamelas de tecido ósseo estão intimamente unidas 
umas às outras pelas suas faces, sem que haja espaço livre interposto. Por ser mais 
densa e sólida é responsável pela resistência dos ossos. Topograficamente estão 
dispostas nos ossos longos, planos, irregulares e curtos. 
• Substância esponjosa: Nesta substância as áreas dos ossos estão constituídas 
por trabéculas ósseas dispostas em forma de rede irregular em tamanho e forma e 
são responsáveis por alguma elasticidade óssea. 
• Periósteo: Descrito como um tecido conjuntivo que envolve externamente o 
osso, exceto nas superfícies articulares. Responsável pela nutrição e inervação do 
osso devido suas artérias e nervos penetrarem no tecido ósseo. 
• Endósteo: Fina camada de tecido conjuntivo que reveste o canal medular de 
um osso. 
 Células do Tecido ósseo: 
O osso é o mais rígido dos tecidos conjuntivos. Ele é composto por colágeno, fosfato de 
cálcio, água, proteínas amorfas e células. O sistema ósseo é um sistema orgânico que se 
encontra em constate processo de remodelação, isso decorre da ação permanente dos 
osteoblastos, que são células responsáveis pela formação de ossos e dos osteoclastos, que são 
células que promovem reabsorção óssea. 
 
 
 
 
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11 
CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO 
Osteogênicas: são as primeiras células a surgirem. Sofrem mitose para 
tornaram-se osteoblastos. São encontrados no periósteo, no endósteo. 
 
Osteoblastos: produzem a matriz orgânica – colágeno tipo I, proteoglicanas 
e glicoproteínas. Possuem prolongamentos que se ligam a outros osteoblastos 
(responsáveis pela formação dos canalículos), ficam dispostos lado a lado, possuem 
forma cubóide (maior atividade) ou forma achatada (menor atividade). São capazes 
de concentrar fosfato de cálcio (participando da mineralização da matriz). São 
encontrados nas membranas conjuntivas. 
 
Osteócitos: foram osteoblastos que ficaram aprisionados pela matriz óssea. 
Fazem a manutenção da matriz óssea. Atuam em cavidades (lacunas) e se comunicam 
para outros osteócitos através dos canalículos (permitem o fluxo intercelular de íons 
e pequenas moléculas). 
 
Osteoclastos: células multinucleadas. Possuem movimentos. São macrófagos 
do tecido ósseo. Participam da reabsorção (destruição da matriz óssea) e da 
remodelação óssea. São formados pela fusão de monócitos. Secretam ácido (H), 
colagenase e enzimas que atacam a matriz e liberam cálcio. 
 
 Nas duas primeiras décadas de vida, predominam a formação, há incremento 
progressivo da massa óssea; após a soltura das epífises, persiste ainda predomínio 
construtivo ósseo, no entanto, esse processo já ocorra em um ritmo menor. O ser 
humano atinge o seu pico de massa óssea, ou seja, a maior massa óssea possível na 
quarta década de vida. 
 Á partir desse momento, a taxa de formação óssea praticamente estabiliza-
se, enquanto a reabsorção aumenta. Como consequência, passa a ocorrer perda 
progressiva, absoluta, da massa óssea que existia até o momento no organismo da 
pessoa, esse processo é conhecido como osteopenia fisiológica. Uma vez que, a 
formação diminui e a reabsorção aumenta, desequilibrando a balança no sentido da 
reabsorção. 
 
 
 
 
 
COMPLEXOS ÓSSEOS QUE MAIS APARECEM EM PROVAS DE COCNURSO 
 
 
 
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12 
Ossos da cabeça: 
N OSSOS 
1 Frontal 
2 Parietal 
3 Temporal 
4 Occipital 
5 Nasal 
6 Maxilar 
7 Mandíbula 
8 Malar 
9 Esfenóide 
10 Etmóide 
11 Vômer 
 
 
 
 Vértebras: 
N OSSOS 
1 7 Vértebras Cervicais 
2 12 Vértebras Torácicas 
3 5 Vértebras Lombares 
4 3 ou 4 Vértebras Coccígeas 
 
 
 
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13 
 
 
 
Ossos da mão: 
 
 
RESUMO:OSSOS DO CARPO: 
1ª fileira (proximal - de lateral para medial): escafoide, semilunar, piramidal, pisiforme. 
2ª fileira (distal – de lateral para medial): trapézio, trapezoide, capitato, hamato (ou 
uncinato). 
 
O semilunar e o escafoide se articulam com o rádio. Percebam que nenhum osso do 
carpo se articula diretamente com a ulna. 
Ossos do pé: 
 
 
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14 
 
RESUMO: 
RETROPÉ: Tálus e Calcâneo 
MÉDIOPÉ: Navicular, Cubóide e Cuneiforme 
ANTEPÉ: Metatarsos e falanges 
 
OBS: Sugiro que, você ESTUDE todos os OSSOS do corpo humano, caso você tenha 
dificuldade com a localização e nomenclatura dos ossos. 
 
Articulações 
As articulações são um arranjo estrutural que une 2 ou mais ossos em seu ponto de 
encontro. Portanto, as articulações representam o meio de união entre dois ou mais 
componentes do Sistema Esquelético 
Na realidade, várias estruturas anatômicas estão envolvidas na composição de uma 
articulação e desempenham importante papel na estabilidade ou na mobilidade articular. As 
principais são expostas no Quadro abaixo: 
 
 
 
 
 
 Componentes estruturais de uma articulação 
 
 
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15 
 
Estrutura Explicação Classificados 
Osso Tecido conjuntivo que forma uma articulação Tecido 
sólido/rígido 
Cartilagem hialina Cobertura translúcida que protege as extremidades 
ósseas 
Tecido mole 
FibrocartilagemCartilagem mais resistente que a acomodação de 
forças de pressão, fricção e cisalhamento (disco ou 
meniscos) 
Tecido mole 
LÍQUIDO 
SINOVIAL 
Líquido transparente e espesso que lubrifica uma 
articulação 
Não se aplica 
LIGAMENTO Tecido conjuntivo denso que une um osso a outro, 
promovendo estabilidade 
Tecido mole 
TENDÃO Tecido conjuntivo que une o músculo ao osso e que 
atua no movimento articular 
Tecido mole 
MÚSCULO Tecido que possui contratilidade para criar movimento 
articular 
Tecido mole 
 
 Os 3 grandes grupos de articulações do corpo humano são: 
 
 - Fibrosas ou sólidas (Sinartrose): Nestas articulações o elemento 
que se interpõe aos ossos que se articulam é o tecido conjuntivo fibroso. A 
mobilidade nestas articulações é significativamente reduzida, embora o tecido 
conjuntivo interposto confira uma discreta flexibilidade. 
 
 - Cartilaginosas (Anfiartroses): Nestas articulações o tecido que se 
interpõe é cartilaginoso. Nas anfiartroses os ossos são unidos por cartilagem 
que permite pequenos movimentos nestas articulações, por isso conhecida 
como articulações de movimentos limitados. 
 
 - Sinoviais (Diartroses): a maioria das articulações do corpo é do 
tipo sinovial. Nestas articulações as superfícies articulares dos ossos são 
recobertas por uma cartilagem e unidas por ligamentos revestidos por uma 
membrana sinovial. Em alguns casos estas articulações podem ser divididas 
completamente ou não por um disco ou menisco articular, cuja periferia se 
mantém contínua com a cápsula fibrosa, enquanto suas faces livres estão 
cobertas por membrana sinovial. 
 
 
 
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16 
Classificação das articulações 
As articulações são classificadas de maneira a identificar a função de cada uma delas, em 
particular. O Quadro abaixo apresenta um resumo da classificação das articulações: 
 
Classe Principal Tipo Exemplo 
 
 
Sinartrose 
1. Sutura 
2. Gonfose 
3. Sindesmose 
1. Sutura Coronal 
2. Dente 
3. Articulação radioulnar distal 
 
 
Anfiartrose 
1. Sínfise 
2. Sincondrose 
1. Sínfise Púbica 
2. 1ª articulação 
Esternocostal 
 
 
 
 
Diartrose 
Uniaxial 
1. Gínglimo 
2. Pivô 
 
1. Interfalangiana 
2. Articulação atlantoaxial 
Biaxial 
1. Condilar / Elipsoide 
2. Selar 
 
1.Articulação 
Metacarpofalangiana 
2. Articulação 
Radiocarpal / 
Carpometacarpiana 
Triaxial 
1. Esferóide 
 
1. Quadril 
 
 As articulações SINOVIAIS ainda podem ser classificadas de acordo com os movimentos: 
 - Monoaxial: esta articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo, chamado de 
um grau de liberdade. Neste tipo de articulação apenas flexão e extensão são permitidas. Exemplo: 
gínglimo ou em dobradiça. 
 
 - Biaxial: diz-se articulação biaxial quando esta realiza movimentos em torno de dois eixos, 
chamado de dois graus de liberdade. São as articulações que realizam, por exemplo, flexão, extensão, 
abdução e adução. Exemplos: condilar e selar. 
 
 - Triaxial: diz-se articulação triaxial quando esta realiza movimentos em três eixos, chamado 
de três graus de liberdade. São as articulações que realizam além de extensão, flexão, adução e 
abdução, também permitem o movimento de rotação. Exemplo: articulação esferoide ou enartrose. 
 
 
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17 
 Exemplos de articulações: 
 
Monoaxial: 
 
 Biaxial: 
 
 
 Triaxial: 
 
ATENÇÃO 
Em relação as provas de concurso, as articulações que mais aparecem nas 
questões são: 
 
 
Músculos 
 Os músculos são estruturas anatômicas de formas e comprimentos variáveis, 
formadas por miócitos e que se inserem aos ossos através de tendões, são caracterizados pela 
cotovelo GÍNGLIMO
punho CONDILÓIDE
radiounaures TROCÓIDES
ESFERÓIDEquadril
 
 
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18 
contração (capacidade de diminuir o comprimento) e relaxamento, onde estas ações 
movimentam partes do corpo, inclusive os órgãos internos. Os músculos são capazes de 
transformar energia química em energia mecânica. 
Conceito 
Os músculos são constituídos por células (fibras musculares) com capacidade de 
contração e relaxamento. De forma que a principal função do sistema muscular é o movimento. 
Ele é o único tecido do corpo que tem a capacidade de contrair e, portanto, mover as 
outras partes do corpo. 
Outra função relacionada ao movimento é o fluxo de substâncias dentro do corpo. Os 
músculos cardíacos e lisos são os principais responsáveis pelo transporte de substâncias como 
o sangue e os alimentos de uma parte do corpo para outra. 
O Corpo humano contém mais de 400 músculos esqueléticos, os quais representam cerca 
de 40 a 50% da massa corporal total. 
ATENÇÃO (ANOTE) 
O tecido muscular apresenta as seguintes propriedades: 
 - Extensibilidade: capacidade de aumentar o seu comprimento. 
 - Elasticidade: capacidade de retornar a seu comprimento original 
após a deformação. 
 - Contratilidade: capacidade do músculo se encurtar ao receber 
estimulação suficiente 
 - Irritabilidade: capacidade de responder a um estímulo. 
Tipos de Músculos 
No corpo humano temos 3 tipos de músculos, o músculo estriado 
esquelético, o músculo estriado cardíaco e o músculo liso. 
- Músculo Estriado Esquelético: possuem estrias transversais, são 
voluntários e estão fixados ao esqueleto. 
- Músculo Estriado Cardíaco: possui estrias transversais, é involuntário e 
está presente na camada média (miocárdio) da parede do coração. 
- Músculo Liso: não possuem estrias transversais, são involuntários e 
encontrados principalmente nas vísceras. 
 
 
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 Nessa aula daremos destaque ao Músculo Estriado Esquelético. 
- Envoltórios: Endomísio, perimísio e epimísio 
Os músculos esqueléticos são envolvidos por camadas de tecido conjuntivo, segundo 
esta organização (de fora para dentro): 
 - Epimísio: camada de tecido conjuntivo mais externa, geralmente fundida com a 
fáscia muscular, que envolve os músculos. 
 - Perimísio: reveste os fascículos, constituindo proteção e trajeto para nervos e 
vasos sanguíneos. 
 - Endomísio: camada e tecido conjuntivo que reveste cada fibra muscular. Leva os 
capilares e nervos que nutem e inervam cada fibra muscular. 
 
Observe a estrutura: 
 
 
 
 
 
 
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Composição 
Os músculos são compostos por três unidades: ventre muscular, tendão ou aponeurose e 
fáscia. 
 - Ventre Muscular: porção média do músculo, trata-se da porção contrátil (ativa) 
 - Tendão: é uma estrutura em forma de corda ou tiras, nas extremidades dos músculos. 
Inserem, ou seja, ligam um músculo a um osso. É formado principalmente de fibrascolágenas 
entrelaçadas com tecido conjuntivo frouxo. 
 - Aponeurose: Possuem formato de lâminas. Também tem função de inserir ou conectar 
os músculos aos ossos. É composta por fibras colágenas compactas entremeadas por tecido 
conjuntivo frouxo. 
 - Fáscias: são lâminas de tecido conjuntivo (fibrocartilaginoso) que envolve cada músculo 
individualmente. Tem como função: servir como uma bainha de contenção que favorece a 
eficiência do trabalho muscular, facilita o deslizamento do músculo e pode servir de inserção para 
alguns músculos. 
Origem e Inserção Muscular 
 - Origem: extremidade muscular fixada na peça óssea que NÃO se desloca. 
É também chamada de ponto fixo. Geralmente próxima. 
 - Inserção: é a extremidade muscular que está fixada na peça óssea que se 
desloca. Também chamada e ponto móvel. Geralmente Distal. 
 
 São várias as formas de se classificar os músculos esqueléticos: 
 
Quanto à Explicação 
Forma e Arranjo de fibras Paralelas / Oblíquas 
Origem Número de tendões de origem 
Inserção Número de tendões de 
inserção 
Ventre Muscular Número de ventre 
Ação Movimento que produz 
 
 
 
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- Classificação Quanto a forma / Quanto ao arranjo das fibras musculares 
CLASSIFICAÇÃO 
Fusiforme Possuem 
fibras longas e 
paralelas com 
grande 
capacidade de 
encurtamento 
e alta 
velocidade de 
contração. 
 
Peniforme Possuem 
fibras curtas e 
diagonais com 
menor 
capacidade de 
encurtamento 
e baixa 
velocidade de 
contração. 
 
 
- Classificação quanto a ação 
Flexores / Extensores 
Abdutores / Adutores 
Rotadores Laterais / Rotadores Mediais 
Pronadores / Supinadores / Inversores / Eversores 
 
Acompanhe na figura abaixo as ações musculares: 
 
 
 
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- Quanto à função, em um determinado movimento: os músculos são 
classificados em: (ATENÇÃO) 
a) agonista, é o músculo ou grupo de músculos responsável pela ação principal 
de um movimento, por exemplo, o m. quadríceps femoral é o agonista no movimento 
de estender a articulação do joelho; 
b) antagonista, é o músculo ou grupo de músculos que se opõem à ação do 
agonista, por exemplo, o m. bíceps femoral se opõe à ação do m. quadríceps femoral 
quando a articulação do joelho é estendida; 
c) fixador ou postural, este é um músculo ou grupo de músculos que fixam as 
articulações para que a ação principal seja realizada, por exemplo, os músculos que 
mantêm o membro superior unido ao tronco se contraem como fixadores para 
permitir que o m. deltóide atue sobre a articulação do ombro; e 
d) sinergista, é o músculo ou grupo de músculos que estabilizam as 
articulações, evitando movimentos indesejáveis que poderiam ser realizados pela 
ação do agonista, por exemplo, na flexão dos dedos da mão, o m. flexor longo dos 
dedos atravessa as articulações do cotovelo e do punho para realizar a flexão dos 
dedos. A flexão do cotovelo e do punho não ocorre, durante esse movimento, devido 
à ação de músculos sinergistas que estabilizam as articulações evitando, assim, 
movimentos não desejados que poderiam ser realizados pelo agonista. 
Dependendo do movimento a ser efetuado, o músculo ou grupo de músculos 
podem atuar como agonista, antagonista, fixador ou até mesmo como um sinergista. 
 
 
 
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Tipos de contração muscular (ATENÇÃO / ANOTE) 
Ação Muscular Dinâmica: 
 
CONTRAÇÃO MUSCULAR ISOTÔNICA: As contrações concêntricas e excêntricas são 
algumas vezes chamadas de isotônicas (“iso”, Mesma; tônicas, “tensão”). Entretanto, o termo 
contração isotônica é incorreto, pois a tensão produzida pelo grupo muscular oscila muito, mesmo 
que a resistência seja constante ao longo da amplitude do movimento. 
Ação Muscular Concêntrica: Ocorre quando um peso está sendo levantado (uma força 
está sendo gerada) e os músculos envolvidos estão se encurtando. 
 Ação Muscular Excêntrica: Ocorre quando um peso está sendo abaixado de maneira 
controlada, e os músculos também estão sendo alongados de forma controlada. 
 
Ação Muscular Isométrica: 
 
Ocorre quando um músculo é ativado e desenvolve força sem gerar 
movimento em uma articulação. 
 
CONTRAÇÃO ISOCINÉTICA 
É a contração máxima de um grupo muscular em velocidade constante ao 
longo de toda a amplitude do movimento articular (“iso”, mesmo; cinética”, 
movimento). A velocidade de contração é controlada mecanicamente de modo que 
o membro gire em uma velocidade estabelecida (p.ex., 40°/s). 
Principais grupos musculares 
Grupos Musculares que mais aparecem em provas de concurso: 
 
GRUPO MÚSCULOS AÇÃO MUSCULAR 
Músculos Mastigatórios Temporal, Masseter, 
Pterigoide medial e lateral 
Mastigação 
Abdominais Reto abdominal, Oblíquos 
externo, Oblíquo interno, 
Transverso do abdome 
Flexão de tronco 
 
 
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Quadríceps Reto femoral, Vasto lateral, 
Vasto medial e vasto 
intermédio. 
Extensão do Joelho 
Isquiotibiais Bíceps femoral, 
Semitendinoso e 
Semimembranoso 
Flexão do joelho 
Tríceps Sural Gastrocnêmios e Sóleo Plantiflexão 
Músculos da Pata de 
Ganso 
Semitendinoso, Sartório e 
Grácil 
Flexão do joelho e Rotação 
Interna da Tíbia. 
Músculos do Manguito 
Rotador 
Supraespinhal, 
Infraespinhal, Subescapular 
e Redondo Menor 
Estabilidade da articulação 
do ombro. 
 
OBS: Sugiro que, você ESTUDE todos os MÚSCULOS do corpo humano (ORIGEM, 
INSERÇÃO, AÇÃO MUSCULAR E PRINCIPAIS GRUPOS), caso você tenha dificuldade com a 
localização e nomenclatura desses músculos. 
 
Tipos de Fibras Musculares 
 É sempre bom relembramos aspectos relacionados aos tipos de fibras musculares, 
esse é um assunto recorrente em provas de concurso. 
 Resumidamente, podemos ver na figura abaixo como se classificam as fibras 
musculares: 
 
 
 
A classificação das fibras musculares depende de 3 características: capacidade oxidativa, 
tipo de isoforma de miosina, abundância de proteína contrátil (actina e miosina). Na figura 
abaixo está a explicação dessas 3 variáveis: 
 
 
 
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 FIBRAS DO TIPO I 
- Também chamadas de fibras oxidativas lentas ou fibras de contração lenta. 
- Tem alta capacidade de metabolismo aeróbio e alta resistência à fadiga. 
Temos as seguintes características: 
 
 
FIBRAS DO TIPO IIX 
- Também chamadas de fibras de contração rápida ou fibras glicolíticas rápidas. 
- Tem capacidade limitada de metabolismo aeróbio. 
 
Temos as seguintes características: 
 
 
FIBRAS DO TIPO IIA 
 - Também chamadas de fibras intermediárias ou fibras glicolíticas oxidativas rápidas. 
- Mistura de características das fibrasdo tipo I e IIx. 
Capacidade oxidativa
•Nº de mitocôndria
(capacidade de produzir
ATP)
•Nº de capilares (Garantia de
oferta de O2)
•Quantidade de mioglobina
(Transporte de O2 da
membrana para a
mitocôndria)
Tipo de isoforma de miosina
•Diferem quanto a atividade
da ATPase
•Cada uma tem uma
velocidade que quebra o
ATP
•Quanto maior a velocidade
de quebra maior a
velocidade de
encurtamento muscular.
Abundância de proteína 
contrátil (actina e miosina)
•Quanto maior a quantidade
proteínas, maior força.
 
 
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 Peço que você analise o quadro abaixo com bastante atenção a fim de fixar as 
diferenças entre os tipos de fibras musculares: 
 
 
 
QUESTÕES COMENTADAS – BLOCO 1 
QUESTÃO 01 
IBFC – PREFEITURA DE CONTAGEM – MG 
A contração muscular se caracteriza como um processo fisiológico onde produz-se tensão muscular, por 
deslizamento dos miofilamentos, após o desenvolvimento de um estímulo ao(s) músculo(s). Em relação aos tipos 
de contração muscular, analise: 
Nesta contração muscular onde verifica-se criação de força e movimentação de uma determinada carga, 
com o afastamento de segmentos ósseos, assim como alongamento do músculo. 
Assinale a alternativa que apresenta o tipo de contração descrita acima. 
A. Isométrica concêntrica 
B. Isotônica excêntrica 
C. Isotônica concêntrica 
D. Isométrica excêntrica 
 
 
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COMENTÁRIO: A afirmativa refere-se a contração isotônica excêntrica, uma vez que o enunciado diz que 
existe a criação de força com afastamento (alongamento). 
Concêntrica: Há aproximação / encurtamento. 
Isométrica: contração estacionária 
Isotônica: contração onde há movimento articular. 
 
GABARITO: B 
 
QUESTÃO 02 
 
FUNDATEC – 2022 – PREFEITURA DE ESTEIO – RS 
É uma forma de exercício em que um músculo se contrai e produz força sem uma mudança apreciável no 
seu comprimento e sem movimento articular visível. As fontes de resistência para esse exercício incluem sustentar-
se contra uma força aplicada manualmente, segurar um peso em uma posição específica, manter uma posição 
contra uma posição específica, manter uma posição contra a resistência do peso corporal ou empurrar ou puxar um 
objeto imóvel. Essa descrição se refere a qual exercício? 
A. Concêntrico. 
B. Isométrico. 
C. Isotônico. 
D. Excêntrico. 
E. Isocinético. 
COMENTÁRIO: 
A contração estática, sem provocar movimentação é a contração isométrica. 
 
QUESTÃO 03 
 
(AMAUC Órgão: Prefeitura de Peritiba - SC – 2022) 
A posição anatômica do corpo é a posição ereta, com a face direcionada para frente, membros superiores 
nas laterais do corpo, palmas direcionadas para frente e dedos da mão e polegares estendidos. Esta é a posição 
de referência para definições e descrições dos planos e eixos corporais. Marque a alternativa CORRETA sobre 
planos e eixos: 
A) Plano coronal - é horizontal e estende-se na direção látero-lateral. Seu nome deriva da direção da sutura 
coronal do crânio. Também é denominado plano frontal ou lateral e divide o corpo nas porções anterior e posterior. 
B) Eixo coronal - está localizado no plano sagital, estende-se horizontalmente na direção látero-lateral. 
C) Plano sagital - é vertical e estende-se na direção ântero-posterior. Seu nome deriva da direção da sutura 
sagital do crânio. Também pode ser denominado plano ântero-posterior. O plano sagital mediano, ou médio-sagita 
divide o corpo nas metades direita e esquerda. 
D) Eixo longitudinal - estende-se verticalmente na direção crânio-caudal. Os movimentos de flexão e 
extensão ocorrem sobre este eixo num plano transverso. 
E) Eixo coronal - está localizado no plano coronal, estende-se verticalmente na direção crânio-caudal. 
 
COMENTÁRIO: 
Vamos analisar as afirmativas: 
A) Plano coronal - é horizontal e estende-se na direção látero-lateral. Seu nome deriva da direção da sutura 
coronal do crânio. Também é denominado plano frontal ou lateral e divide o corpo nas porções anterior e posterior. 
 
 
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Errada. O plano coronal é VERTICAL. Estende-se na direção látero-lateral. Seu nome deriva da direção da 
sutura coronal do crânio. Também é denominado plano FRONTAL e divide o corpo nas porções anterior e posterior. 
B) Eixo coronal - está localizado no plano sagital, estende-se horizontalmente na direção látero-lateral. 
Errada. O eixo coronal (látero-lateral ou horizontal) é PERPENDICULAR ao plano sagital, estende-se 
horizontalmente na direção látero-lateral. 
C) Plano sagital - é vertical e estende-se na direção ântero-posterior. Seu nome deriva da direção da sutura 
sagital do crânio. Também pode ser denominado plano ântero-posterior. O plano sagital mediano, ou médio-sagita 
divide o corpo nas metades direita e esquerda. 
Correta. 
D) Eixo longitudinal - estende-se verticalmente na direção crânio-caudal. Os movimentos de flexão e 
extensão ocorrem sobre este eixo num plano transverso. 
Errada. O eixo longitudinal estende-se verticalmente na direção crânio-caudal. Os movimentos de 
ROTAÇÃO (INTERNA E EXTERNA / MEDIAL E LATERAL) ocorrem sobre este eixo num plano transverso. 
E) Eixo coronal - está localizado no plano coronal, estende-se verticalmente na direção crânio-caudal. 
Errada. O eixo coronal (látero-lateral ou horizontal) é PERPENDICULAR ao plano sagital, estende-se 
horizontalmente na direção látero-lateral. 
GABARITO: C 
 
QUESTÃO 04 
(INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de João Pessoa - PB – 2021) 
Sobre os eixos e planos anatômicos, assinale a alternativa correta. 
A) O plano transversal divide o corpo em duas partes iguais. 
B) O eixo longitudinal permite movimentos de flexão e extensão. 
C) O plano sagital divide o corpo em parte superior e inferior. 
D) O plano coronal divide o corpo em anterior e posterior. 
E) O eixo anteroposterior permite movimentos de rotação. 
 
COMENTÁRIO: 
Vamos analisar as afirmativas: 
A) O plano transversal divide o corpo em duas partes iguais. 
Errada. O plano transverso divide o corpo em duas metades, a superior e a inferior e elas não são iguais. 
B) O eixo longitudinal permite movimentos de flexão e extensão. 
Errada. O eixo longitudinal permite os movimentos de ROTAÇÃO. 
C) O plano sagital divide o corpo em parte superior e inferior. 
Errada. O plano sagital divide o corpo em duas metades, a esquerda e a direita. 
D) O plano coronal divide o corpo em anterior e posterior. 
Correta. 
E) O eixo anteroposterior permite movimentos de rotação. 
Errada. O eixo anteroposterior permite os movimentos de ABDUÇÃO e ADUÇÃO (relacionado com o plano coronal 
ou frontal). 
GABARITO: D 
QUESTÃO 05 
(AMEOSC Órgão: Prefeitura de Palma Sola - SC – 2021) 
 
 
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As fibras musculares são classificadas em lentas e rápidas, assim sendo, alguns indivíduos conseguem ter mais 
resistência e outros mais velocidade. Existem três tipos defibras musculares primárias nos seres humanos, sobre 
essa classificação, preencha a segunda coluna, de acordo a primeira: 
Primeira coluna: Tipo de fibras musculares: 
(1)Tipo 1. 
(2)Tipo 2B. 
(3)Tipo 2A. 
Segunda coluna: Contração muscular: 
( )Lenta oxidativa. 
( )Rápida oxidativa. 
( )Rápida glicolítica. 
Assinale a alternativa que apresenta o preenchimento CORRETO da segunda coluna, de cima para baixo: 
A) 1, 3, 2. 
B) 2, 3, 1. 
C) 2, 1, 3. 
D) 3, 2, 1. 
COMENTÁRIO: 
A correlação correta é: 
Tipo 1 - Lenta oxidativa. 
Tipo 2B - Rápida oxidativa. 
Tipo 2ª - Rápida glicolítica. 
GABARITO: A 
UNIDADE 2 - INERVAÇÃO DE MEMBROS 
SUPERIORES E INFERIORES 
 Nessa unidade estudaremos os elementos que realizam a inervação de membros 
superiores e inferiores, assim como, estudaremos as principais lesões. Pois esse assunto é muito 
frequente e correlato em provas de concursos. 
O PLEXO BRAQUIAL 
ANATOMIA DO PLEXO BRAQUIAL 
• CONSTITUIÇÃO - é formado pela união dos ramos ventrais dos quatros nervos cervicais 
inferiores (C5,C6,C7,C8) e pela maior parte do ramo ventral do primeiro nervo torácico (T1). 
Eventualmente, pode haver contribuição de C4 (plexo braquial prefixado) ou de T2 (plexo 
braquial pós-fixado) 
 
 
 
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TRONCOS: 
•Tronco superior: C5 e C6 
•Tronco médio: C7 
•Tronco inferior: C8 e T1 
Cada tronco possuí uma divisão anterior e outra posterior que se organizarão para formar 
os fascículos ou cordões. 
 
FASCÍCULOS: 
•Fascículo posterior: união das 3 porções posteriores dos troncos (superior, médio e 
inferior). 
•Fascículo lateral: união das divisões anteriores do tronco superior e médio. 
•Fascículo medial: divisão anterior do tronco inferior. 
OBS: Os nomes dos fascículos: posterior, lateral e medial referem-se às suas relações 
anatômicas com a artéria axilar. 
 
 
 
NERVOS: 
- Os ramos terminais do plexo braquial originados do fascículo lateral são os nervos: 
MUSCULOCUTÂNEO e MEDIANO (ramo lateral). 
- Os nervos terminais do fascículo medial são: MEDIANO (ramo medial) e ULNAR. 
 
 
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31 
- Os nervos terminais do fascículo posterior são: AXILAR e RADIAL. 
LESÕES DO PLEXO BRAQUIAL 
Aproximadamente 10% das lesões do sistema nervoso periférico envolvem o plexo 
braquial e 14% das lesões nervosas periféricas que ocorrem em membro superior o afetam. 
Existem dois picos de incidência das lesões do plexo braquial: 
 
1 – Ocorre na Paralisia Braquial Obstétrica. A relação é de 1;1 entre homens e mulheres. 
2 – Ocorre por traumas, entre 20-30 anos, e 90% dos pacientes são do sexo masculino. 
• As lesões do plexo braquial costumam ser unilaterais. 
 
ETIOLOGIA DAS LESÕES DE PELXO BRAQUIAL 
 
 
1 TRAÇÃO Estiramento do Plexo Braquial
2 CONTUSÃO Trauma Fechado / Pancada
3 LACERAÇÃO Trauma aberto / Arma branca
4 COMPRESSÃO Pode ser interna ou externa
5 ISQUEMIA Diminuição do aporte sanguíneo
 
 
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32 
DOENÇAS ESPECÍFICAS DO PLEXO BRAQUIAL 
PARALISIA BRAQUIAL OBSTÉTRICA 
EPIDEMIOLOGIA: 
São acometidos igualmente indivíduos de ambos os sexos. 
 As lesões são, geralmente, unilaterais. 
 O membro superior direito sofre um número maior de lesões do que o esquerdo. 
FISIOPATOLOGIA: A lesão é causada por um tracionamento sobre a porção supraclavicular do 
plexo braquial em geral está relacionada a um parto difícil. 
FATORES PREDISPONENTES 
 - Recém-nascido (RN) grandes para a idade gestacional. 
 - Parto prolongado e difícil. 
 - Obesidade materna. 
 - Mão multípara. 
 - Excesso de sedação materna. 
 - Baixa estatura materna. 
 - Apresentação pélvica do RN. 
CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES 
1 – PARALISIA DE ERB: lesão do tronco superior ou das raízes C5-C6. 
2 – LESÃO DO TRONCO SUPERIOR E MÉDIO: acomete as raízes C5, C6 e C7. 
3 – LESÃO DIFUSA DO PLEXO BRAQUIAL: imprevisível. 
4 – PARALISIA DE KLUMPKE: avulsão das raízes C8-T1. 
 
 As lesões que mais aparecem nas provas de concurso, são: 
• PARALISIA DE ERB (ERB-DUCHENNE) 
- Tipo mais comum de lesão do Plexo Braquial. 
- Músculos afetados: supraespinhal, infraespinhal, deltoide, bíceps, redondo menor, 
braquiorradial, extensor longo e curto do carpo e supinador. 
- o paciente em decúbito dorsal mantém o braço aduzido e rodado medialmente, o 
cotovelo estendido e o antebraço pronado. Os dedos das mãos encontram-se fletidos devido a 
fraqueza dos extensores. 
 
 
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• PARALISIA DE KLUMKE 
- Tipo mais raro de lesão do Plexo Braquial. 
- Paralisia dos músculos da mão, não apresenta fraqueza da musculatura proximal. 
- Em geral ocorre avulsão das raízes. 
- Músculos afetados: flexor ulnar do carpo, flexor profundo dos dedos, musculatura 
intrínseca da mão (lumbricais, interósseos, região tênar e hipotênar). 
 
SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO 
Trata-se de um grupo de doenças que compromete os vasos sanguíneos e/ou nervos em 
alguns pontos entre a base do pescoço e a axila. 
Há alguns fatores que predispõe a ocorrência da síndrome: 
1 – Costela cervical; 
2 – Primeira costela deformada; 
3 – Hipertonia dos escalenos (síndrome do escaleno anterior); 
4 – Compressão do tronco inferior (Síndrome do Desfiladeiro Torácico Neurogênica); 
 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO DAS LESÕES DO PLEXO BRAQUIAL 
 Descrevemos a seguir as principais apresentações clínicas decorrentes dos diversos níveis 
de lesão do plexo braquial. 
LESÕES SUPRACLAVICULARES 
 As estruturas que podem ser lesadas nas plexopatias supraclaviculares são as raízes: C5, 
C6, C7, C8 e T1. E os troncos superior, médio e inferior. Podendo haver combinação de 
estruturas lesionadas. 
LESÃO DO TRONCO SUPERIOR 
 Atinge as raízes C5 e C6 ou o Tronco Superior (C5-C6). 
 Trata-se da lesão de Erb (Erb-Duchenne) descrita na Paralisa Braquial Obstétrica. 
LESÕES DO PLEXO INTERMEDIÁRIO (RAIZ C7 / Tronco Médio) 
 Lesão extremamente rara. 
 
 
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 Sintomas: parestesia do dorso do antebraço, dorso da mão e dedo médio da mão. Perda 
do reflexo tricipital. Perda de força dos seguintes músculos: tríceps, extensores radiais longo e 
curto do carpo, extensor ulnar do carpo, pronador redondo e flexor radial do carpo. 
LESÃO DO PLEXO INFERIOR (RAÍZES C8-T1 ou Tronco Inferior) 
 Trata-se da lesão de Klumpke descrita na Paralisia Braquial Obstétrica. 
 As lesões infraclaviculares acometem os fascículos do plexo braquial (medial, lateral e 
posterior) e os ramos terminais (nervos: ulnar, mediano, musculocutâneo, radial e axilar). 
LESÕES DO FASCÍCULO LATERAL 
 Essas lesões acometem os nervos Musculocutâneo e Mediano (raiz lateral). 
 Sintomas: alteraçãosensitiva na face anterolateral do antebraço e polegar. Paralisia dos 
músculos bíceps, pronador redondo e flexor radial do carpo e hiporreflexia bicipital. 
 Movimentos comprometidos: flexão do cotovelo e pronação do antebraço. 
LESÕES DO FASCÍCULO MEDIAL 
 Essa lesão acomete os nervos Ulnar e Mediano (raiz medial) 
 Sintomas: alteração de sensibilidade na face medial do braço, antebraço, mão e dedos 
anular e mínimo. Paralisia dos músculos flexores superficial e profundo dos dedos, lumbricais e 
interósseos, flexor ulnar do carpo. 
 Movimentos comprometidos: flexão dos dedos, extensão de interfalangianas, adução e 
abdução dos dedos, desvio ulnar. 
LESÕES DO FASCÍCULO POSTERIOR 
 Nessa lesão serão comprometidos os seguintes nervos: Subescapular, Toracodorsal, 
Axilar e Radial. 
 Sintomas: perda sensitiva sobre o deltoide e base do polegar. Paralisia dos músculos 
deltoide, grande dorsal, subescapular, tríceps, extensor radial longo e curto do carpo, extensor 
ulnar do carpo, extensor comum dos dedos, extensor do polegar e extensor do indicador. 
 Movimentos comprometidos: abdução, flexão, extensão, rotação interna e externa do 
braço, extensão do cotovelo, extensão de punho e dedos. 
 
 
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NERVOS DO PLEXO BRAQUIAL – ANATOMIA E LESÕES 
NERVO AXILAR (C5 e C6) 
 O nervo axilar origina-se dos segmentos espinhais C5 e C6 e é o menor ramo do fascículo 
posterior. 
 Inerva os músculos: deltoide e redondo menor. 
MÚSCULOS 
 
Quadro Clínico: 
Paralisia do deltoide: Diminuição de FM na abdução do ombro; 
Atrofia do deltoide; 
Paralisia do redondo menor - não gera déficit; 
Anestesia - na face superior e lateral do braço (sobre o deltóide). 
NERVO RADIAL (C5 a T1) 
 O nervo radial é a continuação do fascículo posterior do plexo braquial e suas fibras 
nervosas se originam dos seguimento espinhais C5, C6, C7, C8 e T1, trata-se do maior ramo do 
plexo braquial. 
 Inerva os músculos: Tríceps, Ancôneo, Braquiorradial, Extensor radial longo e curto do 
carpo, Supinador, Extensor comum dos dedos, Extensor do dedo mínimo, Extensor ulnar do 
carpo, Abdutor longo do polegar, Extensor curto do polegar e Extensor do indicador. 
 
 
 
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MÚSCULOS (MIÓTOMO) 
MÚSCULO RAÍZES FASCÍCULO TESTE DE FUNÇÃO MUSCULAR 
Tríceps C7, C8, T1 Posterior Extensão do cotovelo 
Ancôneo C7,C8 Posterior Extensão do cotovelo 
Braquiorradial C5,C6 Posterior Flexão do antebraço em posição neutra 
Extensor radial 
longo e curto do 
carpo 
C6,C7 Posterior Extensão do punho com desvio radial 
Supinador C5,C6 Posterior Supinação do antebraço 
Extensor comum 
dos dedos e 
extensor do dedo 
mínimo 
C6,C7 Posterior Extensão das metacarpofalangianas 
Abdutor longo do 
polegar 
C7,C8 Posterior Abdução radial do polegar 
Extensor longo do 
polegar 
C7,C8 Posterior Extensão das interfalangianas do 
polegar 
Extensor curto do 
polegar 
C7,C8 Posterior Extensão da metacarpofalangiana do 
polegar 
Extensor do 
indicador 
C7,C8 Posterior Extensão da metacarpofalangiana do 
indicador com os demais dedos fletidos 
 
LESÕES DO NERVO RADIAL - Quadro Clínico: 
Paralisia do Tríceps 
Impossibilidade de estender o braço e antebraço (Paralisia da musculatura extensora) 
Punho Caído – impossibilidade de extensão. 
Perda da extensão das metacarpofalangianas 
Perda da extensão do polegar 
Perda do desvio radial 
Anestesia – dorso da mão, 1o/2o/3o e metade do 4o dedo. 
Arreflexia Tricipital 
NERVO MUSCULOCUTÂNEO (C5 a C7) 
 As fibras nervosas do nervo musculocutâneo originam-se dos segmentos espinhais C5 e 
C6, podendo receber contribuição de C7. 
 Inerva os músculos: Bíceps, Braquial e Coracobraquial. 
 
 
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MÚSCULO 
MÚSCULO RAÍZES FASCÍCULO TESTE DE FUNÇÃO 
MUSCULAR 
Bíceps C5-C6 Lateral Flexão e supinação do 
antebraço 
Braquial C5-C6 Lateral Flexão do cotovelo em 
pronação 
Coracobraquial C6-C7 Lateral Flexão do ombro com o 
cotovelo fletido a 90º 
 
LESÕES DO NERVO MUSCULOCUTÂNEO - Quadro Clínico: 
Paralisia do Bíceps (diminuição na FM de flexão de cotovelo) 
Paresia na supinação 
Paralisia do coracobraquial e braquial - não gera déficit 
Anestesia na margem lateral do antebraço 
Atrofia muscular do bíceps e braquial 
NERVO MEDIANO (C5 a T1) 
 As fibras nervosas do Nervo Mediano originam-se nos segmentos espinhais C6, C7, C8 e 
T1, podendo receber contribuição de C5. 
 O nervo mediano é formado a partir de ramos terminais dos fascículos lateral e medial. 
 O nervo mediano inerva os seguintes músculos: Pronador redondo, Flexor radial do 
carpo, Palmar longo, Flexor superficial dos dedos, Oponente do polegar, Abdutor curto do 
polegar, Flexor curto do polegar (cabeça lateral), Lumbricais (1º e 2º), Flexor profundo dos dedos 
(porção destinada aos dedos indicador e médio), Flexor longo do polegar e Pronador quadrado. 
 
MÚSCULOS 
MÚSCULO RAÍZES FASCÍCULO TESTE DE FUNÇÃO MUSCULAR 
Pronador Redondo C6, C7 Lateral Pronação do antebraço 
Flexor Radial do 
Carpo 
C6,C7,C8 Lateral e Medial Flexão do punho com desvio radial 
Palmar Longo C7,C8,T1 Lateral e Medial Fazer um formato de taça com as palmas 
das mãos 
Flexor Superficial 
dos Dedos 
C7,C8,T1 Lateral e Medial Flexão das interfalangeanas proximais 
dos dedos indicador, médio, anular e 
mínimo. 
Oponente do 
Polegar 
C8,T1 Medial Oposição do polegar em direção ao dedo 
mínimo 
 
 
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Abdutor Curto do 
Polegar 
C8,T1 Medial Abdução palmar do polegar (sentido 
perpendicular a palma da mão) 
Flexor Curto do 
Polegar (cabeça 
lateral) 
C8,T1 Medial Flexão da metacarpofalangiana do 
polegar. 
Lumbricais (1º e 2º) C8,T1 Medial Estender a interfalangeana dos dedos 
indicador e médio estando suas 
metacarpofalangianas em flexão. 
Flexor Profundo 
dos dedos (porção 
destinada aos 
dedos indicador e 
médio) 
C8, T1 Medial Flexão das interfalangeanas distais dos 
dedos indicador e médio. 
Flexor Longo do 
Polegar 
C7,C8, T1 Lateral e Medial Flexão da falange distal do polegar. 
Pronador 
quadrado 
C7,C8,T1 Lateral e Medial Pronação do antebraço. 
 
LESÕES DO NERVO MEDIANO - Quadro Clínico: 
Paralisia de todos os músculos inervados (Incapacidade de fletir a ITF do médio, indicador, 
anular e mínimo) 
Paresia na pronação 
Desvio ulnar 
Perda da flexão, oponência e pinça do polegar 
Dor em queimação 
Anestesia 1o / 2o / 3o e metade do 4o dedo – face palmar. 
Atrofia tênar. 
NERVO ULNAR (C8 a T1) 
 As fibras nervosas para o nervo ulnar originam-se nos segmentos espinhais C8,T1. Ele é 
uma continuidade do fascículo medial. 
MÚSCULOS 
MÚSCULO RAÍZES FASCÍCULO TESTE DE FUNÇÃO MUSCULAR 
Flexor Ulnar do 
Carpo 
C8, T1 Medial Flexão do punho com desvio ulnar 
Flexor Profundo dos 
Dedos (porção 
destinada aos 
dedos anular e 
mínimo) 
C8, T1 Medial Flexão das falanges distais dos dedos anular e mínimo 
 
 
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Abdutor do Dedo 
Mínimo 
C8, T1 Medial Abdução do dedo mínimo 
Oponente do Dedo 
Mínimo 
C8, T1 Medial Oposição do dedo mínimo em direção ao polegar. 
Interósseos 
Palmares (1º, 2º, 3º) 
C8, T1 Medial 1º - desvio ulnar do indicador 
2º - desvio radial do anular 
3º - desvio radial do dedo mínimo 
Interósseos Dorsais 
(1º, 2º, 3º,4º) 
C8, T1 Medial 1º - desvio radial do dedo indicador 
2º - desvio radial do dedo médio 
3º - desvio ulnar do dedo médio 
4º - desvio ulnar do dedo anular 
Lumbricais (3º e 4º) C8, T1 Medial Extensão das interfalangianas dos dedos anular e 
mínimo com as metacarpofalangianas em flexão. 
Adutor do Polegar C8, T1 Medial Adução do Polegar 
Flexor Curto do 
Polegar (cabeça 
medial) 
C8, T1 Medial Flexão da metacarpofalangiana do polegar. 
 
LESÕES DO NERVO ULNAR - Quadro Clínico: 
Paralisia de toda mm inervada 
Déficits na mão e dedos 
Mão em semigarra (anular e mínimo) 
Anestesia da região hipotênar (metade do 4o e 5o dedos – face palmar e dorsal) 
 
PLEXO LOMBOSSACRO 
O plexo Lombossacro inerva os membros inferiores. É formado pela união dos plexos 
lombar e sacral, possuí padrão anatômico mais simples que o plexo braquial, uma vez que os 
nervos periféricos dele originados dele são derivados diretamente das divisões anteriores ou 
posteriores dos ramos primários anteriores dos nervos espinhais de T12-S4. 
O plexo lombar: raízes de L1, L2, L3, e a maior parte de L4. 
 O plexo sacro: pequena parte de L4, L5, S1, S2, S3. 
Os dois plexos se organizam em divisões anteriores e posteriores os ramos apenas 
bifurcam-se diretamente em divisão anterior e posterior, destinadas as musculaturas primitivas 
anterior e posterior dos membros inferiores. 
 
 
 
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NERVO OBTURATÓRIO (L2 a L4) 
 O nervo obturatório ou obturador é formado a partir da união da divisão anterior dos 
ramos primários anteriores de L2, L3 e L4 
Inerva a musculatura ADUTORA da coxa. 
MÚSCULO 
MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO 
Adutor Longo L2,L3,L4 Adução da coxa 
Adutor Curto L2,L3,L4 Adução da coxa 
Adutor Magno L2,L3,L4, L5 Adução da coxa e flexão do joelho 
Grácil L2,L3,L4 Adução da coxa e flexão do joelho 
 
QUADRO CLÍNICO 
Paresia de adução da coxa. 
Hipo/Anestesia: pequeno triângulo de anestesia situado no meio do campo anatômico. 
NERVO FEMORAL (L2-L4) 
 É o maior ramo do plexo lombar, sendo formado pela união da divisão posterior dos 
ramos primários anteriores de L2,L3 e L4. 
Inerva a musculatura flexora do quadril. 
MÚSCULOS 
MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO 
Iliopsoas L2,L3,L4 Flexão da coxa com o joelho fletido com mais de 
90º 
Pectíneo L2,L3,L4 Adução da coxa 
Sartório L2,L3,L4 Flexão, abdução e rotação externa da coxa. 
Reto Femoral L2,L3,L4 Flexão do quadril com o joelho estendido. 
Vasto Lateral L2,L3,L4 Elevar o membro inferior com o joelho estendido 
Vasto Medial L2,L3,L4 Elevar o membro inferior com o joelho estendido 
 
Sensibilidade: Região medial da coxa, côndilo medial, região medial da perna e medial do pé. 
 
QUADRO CLÍNICO: 
Perda funcional da flexão do quadril e extensão do joelho. 
 
 
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Anestesia: superfície anteromedial da coxa e face medial desde o joelho até o maléolo interno 
Arreflexia patelar 
Atrofia na região anterior da coxa 
Incapacidade de fixar o joelho durante a marcha 
 
NERVOS GLÚTEOS 
 Os nervos glúteos são: O nervo Glúteo Superior e o nervo Glúteo Inferior. 
NERVO GLÚTEO SUPERIOR (L4 E S1) 
É formado pela união das raízes L4, L5 e S1. 
Inerva os músculos: glúteo médio, glúteo mínimo e tensor da fáscia lata, que em conjunto 
abduzem e rodam internamente a articulação coxofemoral. 
MÚSCULOS 
MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO 
Glúteo Mínimo L4,L5,S1 Abdução da coxa 
Glúteo Médio L4,L5,S1 Abdução da coxa 
Tensor da Fáscia Lata L4,L5,S1 Abdução da coxa com o quadril fletido 
 
QUADRO CLÍNICO 
Paresia do músculo glúteo médio. 
Sinal de Trendelemburg 
Marcha de Trendelemburg 
GLÚTEO INFERIOR (L5 A S2) 
 Formado pela união das raízes L5, S1 e S2. 
Inerva o músculo: glúteo máximo, o mais potente músculo extensor da coxa. 
 
MÚSCULOS 
MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO 
Glúteo Máximo L5,S1,S2 Extensão da coxa com o joelho fletido 
(teste em decúbito ventral) 
 
 
 
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QUADRO CLÍNICO 
Paresia do músculo glúteo máximo. 
Atrofia da nádega. 
Marcha do Glúteo Máximo. 
Incapacidade de correr. 
NERVO CIÁTICO (L4-S3) 
 O nervo ciático ou isquiático é constituído de duas divisões independentes, fibular 
comum e tibial, que geralmente estão unidas por tecido conjuntivo, que se separam na porção 
inferior da coxa (atrás do joelho). 
 É composto de duas partes: o nervo tibial e o nervo fibular comum. 
O nervo ciático, ciático é o prolongamento principal de todas as raízes que formam o plexo 
sacro. É o maior nervo do corpo humano, sendo formado pela união das raízes L4, L5, S1, S2 e 
S3. 
Em sua porção intrapélvica, o nervo ciático fornece vários ramos como os nervos que 
inervam os músculos: rotadores externos da coxa: obturador interno, gêmeo superior e inferior, 
piriforme e quadrado femoral (L4 a S1). 
A lesão pode provocar fraqueza no movimento de rotação externa. 
Na coxa, aparecem os ramos destinados ao grupo dos flexores do joelho. 
MÚSCULOS 
MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO 
Semimembranoso L5, S1, S2 Flexão do joelho e rotação interna da tíbia. 
Semitendíneo L5, S1, S2 Flexão do joelho e rotação interna da tíbia. 
Bíceps Femoral (cabeça longa) L5, S1 Flexão do joelho. 
Bíceps Femoral (cabeça curta) L5, S1, S2 Flexão do joelho. 
 
QUADRO CLÍNICO 
Paralisia dos músculos isquiotibiais. 
Paralisia de todos os músculos abaixo do joelho. 
Incapacidade de realizar os seguintes movimentos: flexão do joelho, dorsiflexão e plantiflexão 
 
NERVO TIBIAL (L5-S2) 
O nervo tibial é uma divisão do nervo ciático, origina-se acima da fossa poplítea, quando ocorre 
a separação do nervo ciático em tibial e fibular comum. 
 
 
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O nervo tibial (L4 a S3) supre os músculos da panturrilha destinados a: 
• flexão plantar e inversão do pé 
• flexão plantar dos dedos. 
• Inerva os músculos intrínsecos, cuja função é a manutenção do arco plantar 
MÚSCULOS 
MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO 
Poplíteo L5,S1 Flexão do joelho e rotação interna da tíbia. 
Gastrocnêmios S1,S2 Flexão plantar do pé com joelho estendido 
Sóleo L5,S1,S2 Flexão plantar do pé com o joelho fletido 
Tibial Posterior L5,S1 Inversão do pé em flexão plantar 
Flexor Longo dos Dedos L5,S1,S2 Flexão dos dedos sem fletir o tornozelo 
Flexor

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