Prévia do material em texto
M E N T O R I A P R E M I U M 2 0 2 4 M E N T O R I A P R E M I U M 2 0 2 4 EBOOKEBOOK A N A T O M I A E F I S I O L O G I A A N A T O M I A E F I S I O L O G I A Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 1 Sumário UNIDADE 1 – BASES DE ANATOMIA ................................................................................. 2 Planos e Eixos / Movimentos ............................................................................................................................. 4 OSSOS ............................................................................................................................................. 8 Divisão do Esqueleto: ......................................................................................................................................... 9 Células do Tecido ósseo: ................................................................................................................................. 10 Articulações ................................................................................................................................... 14 Classificação das articulações .......................................................................................................................... 16 Músculos ........................................................................................................................................ 17 QUESTÕES COMENTADAS – BLOCO 1 ................................................................................... 26 UNIDADE 2 - INERVAÇÃO DE MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES ..................... 29 O PLEXO BRAQUIAL .................................................................................................................... 29 DOENÇAS ESPECÍFICAS DO PLEXO BRAQUIAL ..................................................................... 32 PARALISIA BRAQUIAL OBSTÉTRICA .............................................................................................................. 32 • PARALISIA DE ERB (ERB-DUCHENNE) ................................................................................................. 32 • PARALISIA DE KLUMKE .......................................................................................................................... 33 SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO ................................................................................................ 33 DIAGNÓSTICO CLÍNICO DAS LESÕES DO PLEXO BRAQUIAL ............................................................... 33 NERVOS DO PLEXO BRAQUIAL – ANATOMIA E LESÕES ...................................................... 35 NERVO AXILAR (C5 e C6) ................................................................................................................................ 35 NERVO RADIAL (C5 a T1) ................................................................................................................................. 35 NERVO MUSCULOCUTÂNEO (C5 a C7) ....................................................................................................... 36 NERVO MEDIANO (C5 a T1) ........................................................................................................................... 37 NERVO ULNAR (C8 a T1) .................................................................................................................................. 38 PLEXO LOMBOSSACRO .............................................................................................................. 39 NERVO OBTURATÓRIO (L2 a L4) ................................................................................................................... 40 NERVO FEMORAL (L2-L4) ................................................................................................................................ 40 NERVO GLÚTEO SUPERIOR (L4 E S1) ............................................................................................................ 41 GLÚTEO INFERIOR (L5 A S2) ........................................................................................................................... 41 NERVO CIÁTICO (L4-S3) .................................................................................................................................. 42 Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 2 NERVO TIBIAL (L5-S2) ....................................................................................................................................... 42 NERVO FIBULAR COMUM (L4-S2) .................................................................................................................. 43 UNIDADE 3 – FISIOLOGIA ................................................................................................. 45 Fisiologia Muscular ....................................................................................................................... 45 Componentes da Fibra Muscular (Teoria dos filamentos deslizantes) ....................................................... 49 Etapas da Contração Muscular ........................................................................................................................ 49 SISTEMAS SENSORIAIS ............................................................................................................... 52 Fuso Muscular .................................................................................................................................................... 55 Órgão Tendinoso de Golgi (OTG) .................................................................................................................. 58 UNIDADE 4 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO ..................................................................... 59 SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO ............................................................................................................... 59 Treino de Endurance ......................................................................................................................................... 60 Treino de Força .................................................................................................................................................. 61 SISTEMA CARDIOVASCULAR ......................................................................................................................... 61 Transição do Repouso para o Exercício ......................................................................................................... 63 Recuperação do Exercício ................................................................................................................................ 63 UNIDADE 1 – BASES DE ANATOMIA Conceito de Anatomia Anatomia é a ciência que estuda a constituição e o desenvolvimento dos seres. Essa área do conhecimento está diretamente relacionada com as estruturas que compõe o ser humano, sua localização, suas características e particularidades. Posição Anatômica A posição anatômica é uma posição de referência padronizada e utilizada mundialmente a fim estudarmos a anatomia do corpo humano e determinar a localização das estruturas. ATENÇÃO (ANOTE) Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservadosLongo do Hálux L5,S1,S2 Flexão do hálux mantendo o tornozelo e demais dedos relaxados Abdutor do Hálux S1,S2 Separar os dedos Flexor Curto dos Dedos S1,S2 Flexão dos dedos Flexor Curto do Hálux S1,S2 Flexão da metacarpofalangiana do hálux Abdutor do Dedo Mínimo S1,S2 Separar os dedos Flexor do Dedo Mínimo S1,S2 Flexão da metacarpofalangiana do dedo mínimo Quadrado Plantar S1,S2 Flexão dos dedos Interósseos S1,S2 Separar os dedos Adutor do Hálux S1,S2 Realiza-se uma abdução passiva do hálux e solicita-se ao paciente que o aduza. QUADRO CLÍNICO Perda da plantiflexão e inversão. Anestesia da face plantar do pé. Arreflexia do aquileu Disfunção vasomotora Atrofia da panturrilha Marcha: pé em garra, marcha talonante e dificuldade na fase de impulsão. NERVO FIBULAR COMUM (L4-S2) O nervo fibular comum (L4 a S2) supre os músculos da loja anterior e lateral da perna e os músculos dorsais do pé: flexão dorsal do tornozelo eversão do tornozelo flexão dorsal dos dedos Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 44 Divide-se em nervo fibular profundo e superficial. MÚSCULOS MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO Tibial Anterior L4,L5 Flexão dorsal do pé Extensor Longo dos Dedos L5,S1 Extensão dos 4 dedos laterais do pé Fibular Terceiro L5,S1 Flexão dorsal e eversão do pé Extensor Longo do Hálux L5,S1 Extensão do hálux Extensor Curto dos Dedos L5,S1 Extensão dos dedos Fibular Longo L5,S1,S2 Flexão plantar e eversão do pé Fibular Curto L5,S1,S2 Flexão plantar e eversão do pé QUADRO CLÍNICO Perda da dorsiflexão e eversão Anestesia na superfície lateral da perna e dorso do pé Disfunção vasomotora Pode ocorrer entorses frequentes Marcha escarvante Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 45 UNIDADE 3 – FISIOLOGIA Fisiologia Muscular Contração Muscular A contração muscular ocorre após o músculo ser ativado pela conexão com o sistema nervoso. As atividades motoras passam pelo comando de um neurônio motor ou motoneurônio. Os motoneurônios podem ter seus corpos celulares na medula espinal ou no tronco cerebral, e estabelecem contato sináptico com a fibra muscular, liberando acetilcolina (Ach) para a ativação da fibra. Esse contato é denominado junção neuromuscular tem, na membrana pós-sináptica (na fibra muscular a membrana plasmática é denominada sarcolema), dobras em profusão, de modo a aumentar a superfície de contato com os neurotransmissores liberados na fenda sináptica. Junção Neuromuscular / Unidade Motora / Placa Motora Unidade motora – é o conjunto composto pelo motoneurônio e todas as fibras musculares por ele inervadas. O local onde o motoneurônio e a célula muscular se encontram é chamado junção neuromuscular. O sarcolema forma um bolso denominado placa motora terminal. Neurotransmissor – acetilcolina. Colinesterase – degrada a acetilcolina dentro de 5 m/s após sua liberação, tornando possível a repolarização. Observe a imagem: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 46 A unidade motora é representada pelo número de fibras musculares por neurônio motor e em geral se relaciona à função motora específica desse músculo. Em geral, músculos que requerem controle motor fino a ração é baixa Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 47 Constituída pelo neurônio motor e pelas fibras musculares específica que inerva. Recrutamento de Unidade Motora Refere-se à ativação progressiva de um número crescente de motoneurônios – Princípio do Tamanho. • Uma das formas pelas quais o SNC pode aumentar a força de contração muscular. • O recrutamento é ordenado e sequencial – princípio do tamanho – em ordem crescente. Tipos de unidade motora: Tipo S, Tipo FR e Tipo FF, suas características são apresentadas na figura abaixo: Fibra Muscular • A Fibra Muscular é multinucleadas, cilíndricas e alongadas e possuí estrias (proteínas contráteis). • O Sarcoplasma é o citoplasma da célula. Contém proteínas, organelas e miofibrilas. Tipo S • Lenta • Motoneurônios pequenos • Fibras lentas e altamente oxidativas – tipo I. Tipo FR • Rápida e resistente a fadiga • Neurônios maiores • Fibras intermediárias – tipo IIa. Tipo FF • Rápida e fadigável • Maiores neurônios • Fibras rápidas – tipo IIx Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 48 • Miofibrilas - estruturas filamentosas que contém as proteínas contráteis (miosina e actina) – unidade contrátil. • A Subdivisão das miofibrilas é o Sarcômero. • Os Sarcômeros são separados uns dos outros por uma lâmina delgada de proteínas estruturais chamadas de disco Z. Componentes importantes da fibra muscular: - Disco Z – ponto de fixação ao sarcolema. - Banda A: filamentos de miosina. - Banda I: filamentos finos de actina. - Zona H: centro do sarcômero. Parte do filamento de miosina que não se sobrepõe ao filamento de actina. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 49 Componentes da Fibra Muscular (Teoria dos filamentos deslizantes) - A Miosina é o filamento grosso que tem a capacidade de hidrolisar a molécula de ATP; - A actina propriamente dita, proteínas globulares que se associam na forma de uma dupla hélice, dando o nome ao filamento; - A tropomiosina, proteína filamentosa que acompanha cada filamento de actina, recobrindo um importante sítio de ligação da actina com a miosina; - A troponina, que estabelece ligação tanto com a actina como com a tropomiosina. - Outra estrutura importante é o Retículo Sarcoplasmático. O Retículo Sarcoplasmático é a rede de canais que cercam cada miofibrila – armazenam cálcio. Etapas da Contração Muscular A energia proveniente da quebra do ATP – miosina ATPase – localizada na cabeça da miosina. Em repouso – actina e miosina não estão ligadas. 1º passo: chegada do potencial de ação na junção neuromuscular. 2º passo: O neurotransmissor (acetilcolina) liberado se difunde na fenda sináptica e liga-se aos receptores de acetilcolina no sarcolema (membrana plasmática do músculo). 3º passo: Os receptores de acetilcolina abrem os canais de sódio. 4º passo: a entrada de sódio na célula muscular inicia um potencial de ação que é propagado ao longo do sarcolema e pelos Túbulos T. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapiaTelegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 50 5º passo: O potencial de ação nos túbulos T ativa receptores sensíveis à voltagem, que por sua vez causam a liberação de cálcio das cisternas terminais do retículo sarcoplasmático, para o citosol. 6º passo: Os íons cálcio ligam-se com a troponina; a troponina muda sua conformação, removendo a ação bloqueadora da tropomiosina; os sítios ativos da actina são expostos 7º passo: Contração: as cabeças da miosina ligam e desligam alternadamente, empurrando os filamentos de actina em direção ao centro do sarcômero; a liberação de energia pela hidrólise do ATP fornece energia ao processo cíclico. 8º passo: depois que o potencial de ação termina, ocorre o retorno do cálcio para o retículo sarcoplasmático por transporte ativo. 9º passo: o bloqueio dos sítios de ligação da actina (para a miosina) realizado pela tropomiosina é restabelecido, a contração termina e a fibra muscular relaxa. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 51 Encurtamento dos sarcômeros. - Filamentos de actina passam sobre os miofilamentos de miosina. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 52 - Nenhuma alteração ocorre na largura da banda A. - Zona H pode desaparecer. Em repouso: - Comprimento maior que o ideal – a sobreposição é limitada, poucas pontes cruzadas conseguem se fixar. - Músculo muito alongado não há sobreposição – geração de tensão. - Comprimento menor que o ideal – linhas Z próximas aos filamentos de miosina – encurtamento adicional limitado. SISTEMAS SENSORIAIS Vamos descrever alguns pontos importantes do sistema sensorial. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 53 1 – Receptores Sensoriais Utilizamos o termo receptor para nos referirmos às células especializadas para a detecção de estímulos, ou seja, elementos físicos ou químicos que entram em contato com elas. A fim de exemplificar, temos nos olhos os fotorreceptores, com capacidade de detectar quantidades ínfimas de energia eletromagnética, ou seja, os fótons. Em nossas mãos existem células especializadas em detectar as deformações mecânicas, possibilitando o tato, ou a dor. O trabalho fundamental dessas estruturas é o de ser sensível aos estímulos que vão detectar, de modo a promoverem o que chamamos de transdução. A transdução é a conversão dos estímulos em potenciais bioelétricos, visto que é com esse tipo de sinal de que o nosso Sistema Nervoso processa as informações. Todavia, como os estímulos possuem qualidades, e a intensidade é uma delas, o potencial receptor tem que ser capaz de sinalizá-la. As informações sensoriais, também conhecidas como aferentes são transmitidas para pelo menos 3 neurônios antes de chegarem ao córtex cerebral, que vai processá-las e gerar a percepção consciente de sermos tocados, e a representação dos campos receptivos periféricos. Na Tabela abaixo temos os principais receptores sensoriais somáticos (relacionados ao Tato / Propriocepção) Vamos dar ênfase nos receptores musculares / proprioceptores: OTG e Fuso Muscular Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 54 Esses receptores especiais desempenharão, em seu conjunto, as seguintes funções: Reconhecimento consciente da posição das partes do corpo entre si. Função realizada por receptores localizados nas articulações como ao seu redor. Na imagem abaixo aparece particularidades desses receptores: Proprioceptores Musculares Nos músculos estriados esqueléticos os seguintes receptores são importantes: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 55 Informações importantes: - FUSOS NEUROMUSCULARES - Sensível à mudança do comprimento muscular e suas modificações. - Localização na fibra intrafusal. - Dispostos em paralelo às fibras musculares. - ORGAÕES TENDINOSOS DE GOLGI - Sensível ao estiramento do tendão. - Localização na junção miotendínea. - Em série. Fuso Muscular - Localizados alinhados em paralelos às fibras extrafusais. - Quando o músculo é distendido, ocorre o mesmo com o fuso. - Músculos envolvidos em movimentos complexos possuem mais fusos. - Possui dois tipos de fibras (intrafusais): fibra nuclear do tipo bolsa e fibra nuclear em cadeia. - As extremidades das fibras intrafusais contém filamentos de actina e miosina e possuem capacidade de contração. Ilustração: Quimioceptores •São terminações nervosas livres. Envia informação em resposta a alterações do pH muscular, [ ] potássio extracelular, O2 e CO2 Fusos musculares •Fornece informação sobre o comprimento do músculo. Órgãos tendinosos de Golgi •Feedback sobre a tensão desenvolvida no músculo Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 56 O Fuso Muscular possuí Duas fibras aferentes sensoriais e uma fibra eferente motora controlam os fusos. Esse arranjo induz o músculo a se contrair com mais força e a se encurtar, cujo resultado final reduz o estímulo de distensão proveniente dos fusos. Af er en te p rim ár ia Fibra nervosa anuloespiralada Entrelaça-se na região média da fibra do tipo bolsa Responde a distenção Terminações em ramo de flores Faz conexão principalmente com a fibra em cadeia Menos sensíveis Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 57 O Fuso Muscular também possuí fibras eferentes, trata-se do Fibra eferente gama (γ) – inerva as extremidades contráteis e estriadas das fibras intrafusais. Possui função motora - regula o comprimento e a sensibilidade do fuso e atua na estimulação das fibras extrafusais a fim de controlar o Tônus Muscular (observe na figura acima). Uma das maneiras de estimular o Fuso Muscular é no Reflexo de Estiramento. Pois essas estruturas respondem principalmente ao estiramento. Por ação reflexa inicia a contração mais vigorosa para contrabalancear o estiramento. Observe essa função na ilustração abaixo: Dessa forma o Fuso Muscular Permite ao músculo ajustar-se automaticamente às diferenças na carga e no comprimento, sem necessitarde um processamento imediato da informação através dos centros superiores do SNC. O mesmo ocorre no Arco Reflexo Monossináptico (Arco Reflexo Miotático) – aquele que testamos com o martelinho. Na Figura abaixo temos a explicação dos eventos que acompanham o arco reflexo monossináptico: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 58 VALE SEMPRE LEMBRAR: - Via aferente: Neurônio Sensitivo Ia ou II - Centro Integrador: Medula - Via eferente: MTN alfa Órgão Tendinoso de Golgi (OTG) O OTG tem as seguintes características: - Localizam-se na junção do tendão com o músculo. - Detectam diferenças na tensão do músculo ativo. - Atua como um mecanismo sensorial protetor. Funcionamento do OTG: Ilustração: Tensão excessiva Transmissão de sinais para medula Inibição reflexaRelaxamento Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 59 Uma das maneiras de estimular o OTG é quando seguramos uma carga excessiva. Observe a figura abaixo para melhor entendimento: UNIDADE 4 – FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO Na unidade de Fisiologia do Exercício vamos abordar as principais alterações que a prática de exercícios físicos pode promover em diferentes sistemas. Assim como veremos os efeitos gerais de diferentes classes de exercícios. SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO As fibras musculares têm capacidade de alterar suas características morfológicas, metabólicas e funcionais em resposta a estímulos específicos. De forma que, a atividade física pode promover tais alterações. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 60 Nesse contexto, o treinamento é o principal modulador da plasticidade muscular. Desencadeando sinalização intracelular que estimulam o crescimento e adaptação muscular. Mas lembre-se sempre que, tais adaptações dependem dos diferentes tipos de exercício, intensidade e duração da contração muscular. As fibras sofrem regeneração e remodelagem frente as demandas funcionais. O aumento de volume (hipertrofia) das fibras musculares existentes representa a maior contribuição para o tamanho aumentado dos músculos em virtude do treinamento com sobrecarga. Observe a figura abaixo: Vamos passar algumas características de atividades específicas: Treino de Endurance No treino de endurance serão realizadas contrações musculares repetidas, sustentadas e de baixa intensidade por um período prolongado. Esse tipo de treino promove a modificação do tipo de fibra e a transformação do tipo IIx para o IIa. Estimulação das células satélites Proliferam e se diferencial em novas fibras Síntese de novas fibras Hiperplasia Fusão dos núcleos das células satélites as fibras pré existentes Síntese de mais proteínas para formar os elementos contráteis Promove hipertrofia das fibras existentes Estimula a transformação das fibras existentes em outro tipo Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 61 Treino de Força Para o treino de força, a orientação é que se realize exercício de baixa repetições, período curto de tempo e alta intensidade contra uma resistência externa. Nesse sentido o objetivo será hipertrofia muscular e produção de força. As adaptações são dose dependentes e proporcionais ao aumento da intensidade. Para que haja ganho real de massa muscular deve ser realizado o treinamento resistido, na frequência mínima de 3 vezes por semana durante 6 meses. SISTEMA CARDIOVASCULAR Os parâmetros cardiovasculares influenciados pelo exercício são: ü Frequência cardíaca (FC) ü Contratilidade cardíaca ü Volume sistólico (volume de ejeção ventricular) ü Pressão arterial (PA) Observação: As alterações nesses parâmetros refletem o tipo e a intensidade do exercício, a duração e as condições ambientais sob as quais o trabalho foi realizado. De maneira geral, todas os parâmetros enumerados acima aumentam durante a prática de exercícios. Observação: no pós-exercício haverá queda dos valores de PA abaixo dos níveis pré exercício, esse fenômeno é chamado de Hipotensão Pós exercício e ocorre devido a vasodilatação periférica e a estagnação de sangue nos leitos vasculares. Esse efeito pode perdurar por 24h. - A pós-carga é minimizada durante o exercício devido a dilatação arteriolar e a diminuição da resist6encia vascular periférica. - Esta dilatação arteriolar nos músculos em trabalho reduz a pós-carga e facilita o bombeamento cardíaco de um volume maior de sangue. - A força de contração do miocárdio aumento, ejetando um volume maior de sangue devido a ação das catecolaminas (adrenalina e noradrenalina). - Durante o exercício intenso, a necessidade metabólica de oxigênio na musculatura esquelética aumenta em muitas vezes. Para atender a esta demanda elevada por oxigênio há aumento de fluxo sanguíneo para o músculo em contração. A distribuição de oxigênio é realizada por meio de dois mecanismos: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 62 1 - aumento do débito cardíaco e 2 - redistribuição do fluxo sanguíneo dos órgãos inativos para a musculatura esquelética em trabalho - O aumento é diretamente proporcional ao consumo máximo de oxigênio (VO2máx) necessário para a realização do exercício (entende-se VO2máx como a capacidade aeróbica máxima). Aumento do Débito Cardíaco (DC) O aumento do DC é mediado por um aumento do volume sistólico e da frequência cardíaca. Em indivíduos sem treinamento ou moderadamente treinados, o volume sistólico não aumenta além de uma carga de trabalho de 40-60% do VO2máx → Tempo de enchimento ventricular é menor. Em intensidades superiores a elevação do débito cardíaco se dá por meio de elevações apenas da frequência cardíaca. O débito cardíaco máximo tende a diminuir de modo linear tanto em homens quanto em mulheres após 30 anos de idade→ Devido a ↓ FC máxima com a idade. Redistribuição do Débito Cardíaco durante o exercício Ocorre ↑ do fluxo sanguíneo para o músculo e ↓ para os órgãos menos ativos, como fígado, rins e trato gastrointestinal A mudança do fluxo sanguíneo é determinada pela intensidade do exercício. Isso significa que o aumento é linear em função do %VO2máx. O fluxo sanguíneo absoluto que chega ao encéfalo é levemente maior do que os valores observados em repouso. Isto é uma consequência do débito cardíaco elevado durante o exercício. Observe a figura abaixo: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição63 Transição do Repouso para o Exercício No início da atividade ocorre rápido aumento da frequência cardíaca, volume sistólico e débito cardíaco. Se a taxa de trabalho for constante e estiver abaixo do limiar do lactato, um platô de estado estável em termos de frequência cardíaca, volume sistólico e débito cardíaco é alcançado dentro de 2-3 minutos. Recuperação do Exercício A recuperação do exercício, assim como todas as variáveis estudadas dependem do tipo de exercício realizado. Tipo de exercício: baixa intensidade e de curta duração = recuperação rápida. A velocidade de recuperação varia de um indivíduo para outro. Indivíduos treinados: potência de recuperação melhor do que em pessoas destreinadas. FC: indivíduos treinados recuperam-se mais rápido porque não atingem frequências cardíacas tão altas quanto aquelas alcançadas pelos indivíduos sem treinamento. A recuperação do exercício prolongado é bem mais lenta. Observe a figura abaixo: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 64 O resumo das principais respostas cardiovasculares ao exercício será apresentado na figura abaixo:à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 3 A descrição da posição anatômica é: O corpo está em postura ereta (em ortostatismo) com os membros superiores estendidos ao lado do tronco e as palmas das mãos voltadas para frente. A cabeça e os pés apontam para frente e o olhar deve estar horizontalizado. Os pés devem estar levemente afastados e rodados para fora. Exemplos de posturas na posição anatômica: Figura: Posição Anatômica. Fonte: Filho e Pereira – Anatomia Geral, 2015. RESUMO Posição Anatômica: ortostatismo, olhar horizontalizado, palmas das mãos voltadas para frente, pé levemente afastados. Ainda nesse momento de introdução é válido lembrar das divisões do corpo humano: - Divisão inicial: cabeça, pescoço, tronco e membros. - Tronco: se subdivide em tórax e abdômen. - Membros: se subdividem em superiores e inferiores. - Membros superiores: Cintura escapular, ombro, braço, antebraço e mão. - Membros inferiores: Cintura pélvica, coxa, perna e pé. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 4 Divisão do corpo: Figura: Divisão do Corpo. Fonte: Filho e Pereira – Anatomia Geral, 2015. Planos e Eixos / Movimentos Na anatomia o corpo é dividido por meio de planos. E o movimento de qualquer articulação ocorre dentro de um plano imaginário. Cada plano se projeta em torno de um eixo que lhe é perpendicular. O eixo é o ponto central no qual uma articulação gira. O movimento humano se baseia em três planos que se movem em torno de três eixos. Para melhor compreendermos os movimentos, cada um dos planos e dos eixos é descrito a partir da Posição Anatômica. - Plano de Secção Sagital Mediano: divide o corpo humano em metades direita e esquerda. - Plano de Secção Frontal ou Coronal: divide o corpo humano em partes anterior e posterior. - Plano de Secção Transversal: divide o corpo humano em partes superior e inferior. Planos Anatômicos: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 5 Fonte: Van de Graaff, KENT. Anatomia Humana, 2003 Esse assunto é fácil, mas é muito importante que não esqueçamos, por tal motivo, observe as imagens abaixo e anote nas figuras quais são os planos que dividem o corpo. Escreva os planos que estão dividindo o corpo nas imagens abaixo: Agora confira novamente: ATENÇÃO (ANOTE) Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 6 Plano sagital: divide o corpo em duas metades, direita e esquerda. Plano coronal: divide o corpo em duas metades, anterior e posterior. Plano transverso: divide o corpo em duas metades, superior e inferior. Existem três EIXOS: 1- Eixo Látero-Lateral: estende-se de um lado ao outro, da direita para esquerda, perpendicular ao plano sagital. Esse eixo também é conhecido como Transversal ou Horizontal. Esse eixo possibilita os movimentos de flexão e extensão. Ex.: Articulação do ombro, do cotovelo. Eixo látero-lateral (Transversal ou Horizontal): 2 - Eixo Anteroposterior: estende-se em sentido anterior para posterior, perpendicular ao plano frontal. Esse eixo também é chamado de sagital. Esse eixo possibilita os movimentos de abdução e adução. Ex.: Articulação do ombro, do quadril. Eixo Anteroposterior (Sagital): 3 - Eixo Longitudinal: estende-se de cima para perpendicular ao plano transversal. Esse eixo possibilita os movimentos de rotação lateral e rotação medial. Ex.: Articulação do ombro, do cotovelo. Eixo Longitudinal: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 7 RESUMO: Eixo Látero – Lateral (Transversal ou Horizontal): Vai da direita para a esquerda. Eixo Anteroposterior (Sagital): vai da frente para trás. Eixo Longitudinal: vai de cima para baixo. Querido aluno, a exploração dos Planos e Eixos Anatômicos não se esgota aqui, como você pode ter notado, os Planos e Eixos estão associados com os movimentos articulares. A fim de FIXAR bem este conteúdo, visto que é um conteúdo muito cobrado em provas de concurso, vale a pena TOMAR NOTA do resumo abaixo: MOVIMENTOS ARTICULARES X PLANOS E EIXOS Os movimentos que ocorrem no PLANO SAGITAL essencialmente o fazem em direção anteroposterior. São exemplos: FLEXÃO, EXTENSÃO E HIPEREXTENSÃO. Esses movimentos giram em torno do EIXO HORIZONTAL ou TRANSVERSAL. Os movimentos que ocorrem no PLANO FRONTAL OU CORONAL são os deslocam o corpo para a lateral. São exemplos: INCLINAÇÃO LATERAL, ABDUÇÃO E ADUÇÃO. Tais movimentos acontecem ao redor de um EIXO SAGITAL ou EIXO ÂNTERO- POSTERIOR. Já no PLANO HORIZONTAL OU TRANVERSO ocorrem os movimentos rotacionais. São exemplos: ROTAÇÃO LATERAL E MEDIAL; SUPINAÇÃO E PRONAÇÃO; ABDUÇÃO HORIZONTAL E ADUÇÃO HORIZONTAL DO OMBRO. Os movimentos deste plano ocorrem do redor do EIXO LONGITUDINAL. RESUMO (ANOTE) MOVIMENTO PLANO EIXO Flexão / Extensão Sagital Horizontal Látero-lateral Abdução / Adução Frontal Sagital Anteroposterior Rotações Transversal Longitudinal Aqui tem um resumo de movimentos que aparecem muito em provas de concurso: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 8 OSSOS O Sistema Esquelético é considerado o elemento passivo do movimento, enquanto, o Sistema Muscular é considerado o elemento ativo do movimento e as articulações, que se interpõem entre os ossos, denominadas de Sistema Articular, irão permitir este movimento. Aproximadamente um quinto do peso total de um indivíduo saudável é composto por seus ossos. O esqueleto humano é uma estrutura resistente, viva e flexível que tem dentre suas funções sustentar e proteger tecidos e órgãos do corpo. Funções do Esqueleto Humano: - Sustentação e conformidade: base estrutural para o corpo, sustenta os tecidos moles e fixa os tendões musculares. - Proteção: protege os órgãos internos. - Participação na alavancagem: por ser o ponto de fixação dos tendões ajuda na função muscular de deslocamento. - Hematopoiese: produção de células sanguíneas na medula óssea. - Homeostasia mineral: armazenamento de minerais como o cálcio e o fósforo. - Armazenamento de energia: armazena lipídeos na medula óssea. Divisão do esqueleto: Esqueleto axial e apendicular. - Esqueleto Axial: forma o eixo do corpo, constituído pelos ossos do crânio e face, coluna vertebral, costelas e esterno. (formado por 80 ossos, sendo 28 ossos entre crânio e face. E 26ossos da coluna vertebral, 24 costelas, um osso esterno e um osso hioide). - Esqueleto Apendicular: formado pelos ossos dos membros superiores e inferiores. A junção destas duas porções se faz por meio de estruturas ósseas denominadas cinturas: escapular ou torácica (formada pela escápula e clavícula) e pélvica (formada pelos ossos do quadril). O osso do quadril é formado pelos ossos ílio, pube e ísquio. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 9 Divisão do Esqueleto: Figura: Divisão do Esqueleto. Fonte: Filho e Pereira – Anatomia Geral, 2015. RESUMO Esqueleto Axial: parte central do corpo. Esqueleto Apendicular: cinturas escapulares e pélvica e membros Os ossos podem ser classificados quanto a forma, como demonstrado na figura abaixo: Ossos longos, laminares e curtos: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 10 Ossos irregulares, pneumáticos e sesamóides Figuras: Ossos – classificação pela forma. Sobotta – Atlas de anatomia humana, 2008. Tem alguns pontos relacionados a arquitetura óssea que são extremamente importantes de relembrarmos. Podemos observar em estudos microscópicos que o tecido do osso é formado por substância óssea compacta e esponjosa: • Substância compacta: as lamelas de tecido ósseo estão intimamente unidas umas às outras pelas suas faces, sem que haja espaço livre interposto. Por ser mais densa e sólida é responsável pela resistência dos ossos. Topograficamente estão dispostas nos ossos longos, planos, irregulares e curtos. • Substância esponjosa: Nesta substância as áreas dos ossos estão constituídas por trabéculas ósseas dispostas em forma de rede irregular em tamanho e forma e são responsáveis por alguma elasticidade óssea. • Periósteo: Descrito como um tecido conjuntivo que envolve externamente o osso, exceto nas superfícies articulares. Responsável pela nutrição e inervação do osso devido suas artérias e nervos penetrarem no tecido ósseo. • Endósteo: Fina camada de tecido conjuntivo que reveste o canal medular de um osso. Células do Tecido ósseo: O osso é o mais rígido dos tecidos conjuntivos. Ele é composto por colágeno, fosfato de cálcio, água, proteínas amorfas e células. O sistema ósseo é um sistema orgânico que se encontra em constate processo de remodelação, isso decorre da ação permanente dos osteoblastos, que são células responsáveis pela formação de ossos e dos osteoclastos, que são células que promovem reabsorção óssea. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 11 CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO Osteogênicas: são as primeiras células a surgirem. Sofrem mitose para tornaram-se osteoblastos. São encontrados no periósteo, no endósteo. Osteoblastos: produzem a matriz orgânica – colágeno tipo I, proteoglicanas e glicoproteínas. Possuem prolongamentos que se ligam a outros osteoblastos (responsáveis pela formação dos canalículos), ficam dispostos lado a lado, possuem forma cubóide (maior atividade) ou forma achatada (menor atividade). São capazes de concentrar fosfato de cálcio (participando da mineralização da matriz). São encontrados nas membranas conjuntivas. Osteócitos: foram osteoblastos que ficaram aprisionados pela matriz óssea. Fazem a manutenção da matriz óssea. Atuam em cavidades (lacunas) e se comunicam para outros osteócitos através dos canalículos (permitem o fluxo intercelular de íons e pequenas moléculas). Osteoclastos: células multinucleadas. Possuem movimentos. São macrófagos do tecido ósseo. Participam da reabsorção (destruição da matriz óssea) e da remodelação óssea. São formados pela fusão de monócitos. Secretam ácido (H), colagenase e enzimas que atacam a matriz e liberam cálcio. Nas duas primeiras décadas de vida, predominam a formação, há incremento progressivo da massa óssea; após a soltura das epífises, persiste ainda predomínio construtivo ósseo, no entanto, esse processo já ocorra em um ritmo menor. O ser humano atinge o seu pico de massa óssea, ou seja, a maior massa óssea possível na quarta década de vida. Á partir desse momento, a taxa de formação óssea praticamente estabiliza- se, enquanto a reabsorção aumenta. Como consequência, passa a ocorrer perda progressiva, absoluta, da massa óssea que existia até o momento no organismo da pessoa, esse processo é conhecido como osteopenia fisiológica. Uma vez que, a formação diminui e a reabsorção aumenta, desequilibrando a balança no sentido da reabsorção. COMPLEXOS ÓSSEOS QUE MAIS APARECEM EM PROVAS DE COCNURSO Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 12 Ossos da cabeça: N OSSOS 1 Frontal 2 Parietal 3 Temporal 4 Occipital 5 Nasal 6 Maxilar 7 Mandíbula 8 Malar 9 Esfenóide 10 Etmóide 11 Vômer Vértebras: N OSSOS 1 7 Vértebras Cervicais 2 12 Vértebras Torácicas 3 5 Vértebras Lombares 4 3 ou 4 Vértebras Coccígeas Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 13 Ossos da mão: RESUMO:OSSOS DO CARPO: 1ª fileira (proximal - de lateral para medial): escafoide, semilunar, piramidal, pisiforme. 2ª fileira (distal – de lateral para medial): trapézio, trapezoide, capitato, hamato (ou uncinato). O semilunar e o escafoide se articulam com o rádio. Percebam que nenhum osso do carpo se articula diretamente com a ulna. Ossos do pé: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 14 RESUMO: RETROPÉ: Tálus e Calcâneo MÉDIOPÉ: Navicular, Cubóide e Cuneiforme ANTEPÉ: Metatarsos e falanges OBS: Sugiro que, você ESTUDE todos os OSSOS do corpo humano, caso você tenha dificuldade com a localização e nomenclatura dos ossos. Articulações As articulações são um arranjo estrutural que une 2 ou mais ossos em seu ponto de encontro. Portanto, as articulações representam o meio de união entre dois ou mais componentes do Sistema Esquelético Na realidade, várias estruturas anatômicas estão envolvidas na composição de uma articulação e desempenham importante papel na estabilidade ou na mobilidade articular. As principais são expostas no Quadro abaixo: Componentes estruturais de uma articulação Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 15 Estrutura Explicação Classificados Osso Tecido conjuntivo que forma uma articulação Tecido sólido/rígido Cartilagem hialina Cobertura translúcida que protege as extremidades ósseas Tecido mole FibrocartilagemCartilagem mais resistente que a acomodação de forças de pressão, fricção e cisalhamento (disco ou meniscos) Tecido mole LÍQUIDO SINOVIAL Líquido transparente e espesso que lubrifica uma articulação Não se aplica LIGAMENTO Tecido conjuntivo denso que une um osso a outro, promovendo estabilidade Tecido mole TENDÃO Tecido conjuntivo que une o músculo ao osso e que atua no movimento articular Tecido mole MÚSCULO Tecido que possui contratilidade para criar movimento articular Tecido mole Os 3 grandes grupos de articulações do corpo humano são: - Fibrosas ou sólidas (Sinartrose): Nestas articulações o elemento que se interpõe aos ossos que se articulam é o tecido conjuntivo fibroso. A mobilidade nestas articulações é significativamente reduzida, embora o tecido conjuntivo interposto confira uma discreta flexibilidade. - Cartilaginosas (Anfiartroses): Nestas articulações o tecido que se interpõe é cartilaginoso. Nas anfiartroses os ossos são unidos por cartilagem que permite pequenos movimentos nestas articulações, por isso conhecida como articulações de movimentos limitados. - Sinoviais (Diartroses): a maioria das articulações do corpo é do tipo sinovial. Nestas articulações as superfícies articulares dos ossos são recobertas por uma cartilagem e unidas por ligamentos revestidos por uma membrana sinovial. Em alguns casos estas articulações podem ser divididas completamente ou não por um disco ou menisco articular, cuja periferia se mantém contínua com a cápsula fibrosa, enquanto suas faces livres estão cobertas por membrana sinovial. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 16 Classificação das articulações As articulações são classificadas de maneira a identificar a função de cada uma delas, em particular. O Quadro abaixo apresenta um resumo da classificação das articulações: Classe Principal Tipo Exemplo Sinartrose 1. Sutura 2. Gonfose 3. Sindesmose 1. Sutura Coronal 2. Dente 3. Articulação radioulnar distal Anfiartrose 1. Sínfise 2. Sincondrose 1. Sínfise Púbica 2. 1ª articulação Esternocostal Diartrose Uniaxial 1. Gínglimo 2. Pivô 1. Interfalangiana 2. Articulação atlantoaxial Biaxial 1. Condilar / Elipsoide 2. Selar 1.Articulação Metacarpofalangiana 2. Articulação Radiocarpal / Carpometacarpiana Triaxial 1. Esferóide 1. Quadril As articulações SINOVIAIS ainda podem ser classificadas de acordo com os movimentos: - Monoaxial: esta articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo, chamado de um grau de liberdade. Neste tipo de articulação apenas flexão e extensão são permitidas. Exemplo: gínglimo ou em dobradiça. - Biaxial: diz-se articulação biaxial quando esta realiza movimentos em torno de dois eixos, chamado de dois graus de liberdade. São as articulações que realizam, por exemplo, flexão, extensão, abdução e adução. Exemplos: condilar e selar. - Triaxial: diz-se articulação triaxial quando esta realiza movimentos em três eixos, chamado de três graus de liberdade. São as articulações que realizam além de extensão, flexão, adução e abdução, também permitem o movimento de rotação. Exemplo: articulação esferoide ou enartrose. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 17 Exemplos de articulações: Monoaxial: Biaxial: Triaxial: ATENÇÃO Em relação as provas de concurso, as articulações que mais aparecem nas questões são: Músculos Os músculos são estruturas anatômicas de formas e comprimentos variáveis, formadas por miócitos e que se inserem aos ossos através de tendões, são caracterizados pela cotovelo GÍNGLIMO punho CONDILÓIDE radiounaures TROCÓIDES ESFERÓIDEquadril Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 18 contração (capacidade de diminuir o comprimento) e relaxamento, onde estas ações movimentam partes do corpo, inclusive os órgãos internos. Os músculos são capazes de transformar energia química em energia mecânica. Conceito Os músculos são constituídos por células (fibras musculares) com capacidade de contração e relaxamento. De forma que a principal função do sistema muscular é o movimento. Ele é o único tecido do corpo que tem a capacidade de contrair e, portanto, mover as outras partes do corpo. Outra função relacionada ao movimento é o fluxo de substâncias dentro do corpo. Os músculos cardíacos e lisos são os principais responsáveis pelo transporte de substâncias como o sangue e os alimentos de uma parte do corpo para outra. O Corpo humano contém mais de 400 músculos esqueléticos, os quais representam cerca de 40 a 50% da massa corporal total. ATENÇÃO (ANOTE) O tecido muscular apresenta as seguintes propriedades: - Extensibilidade: capacidade de aumentar o seu comprimento. - Elasticidade: capacidade de retornar a seu comprimento original após a deformação. - Contratilidade: capacidade do músculo se encurtar ao receber estimulação suficiente - Irritabilidade: capacidade de responder a um estímulo. Tipos de Músculos No corpo humano temos 3 tipos de músculos, o músculo estriado esquelético, o músculo estriado cardíaco e o músculo liso. - Músculo Estriado Esquelético: possuem estrias transversais, são voluntários e estão fixados ao esqueleto. - Músculo Estriado Cardíaco: possui estrias transversais, é involuntário e está presente na camada média (miocárdio) da parede do coração. - Músculo Liso: não possuem estrias transversais, são involuntários e encontrados principalmente nas vísceras. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 19 Nessa aula daremos destaque ao Músculo Estriado Esquelético. - Envoltórios: Endomísio, perimísio e epimísio Os músculos esqueléticos são envolvidos por camadas de tecido conjuntivo, segundo esta organização (de fora para dentro): - Epimísio: camada de tecido conjuntivo mais externa, geralmente fundida com a fáscia muscular, que envolve os músculos. - Perimísio: reveste os fascículos, constituindo proteção e trajeto para nervos e vasos sanguíneos. - Endomísio: camada e tecido conjuntivo que reveste cada fibra muscular. Leva os capilares e nervos que nutem e inervam cada fibra muscular. Observe a estrutura: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 20 Composição Os músculos são compostos por três unidades: ventre muscular, tendão ou aponeurose e fáscia. - Ventre Muscular: porção média do músculo, trata-se da porção contrátil (ativa) - Tendão: é uma estrutura em forma de corda ou tiras, nas extremidades dos músculos. Inserem, ou seja, ligam um músculo a um osso. É formado principalmente de fibrascolágenas entrelaçadas com tecido conjuntivo frouxo. - Aponeurose: Possuem formato de lâminas. Também tem função de inserir ou conectar os músculos aos ossos. É composta por fibras colágenas compactas entremeadas por tecido conjuntivo frouxo. - Fáscias: são lâminas de tecido conjuntivo (fibrocartilaginoso) que envolve cada músculo individualmente. Tem como função: servir como uma bainha de contenção que favorece a eficiência do trabalho muscular, facilita o deslizamento do músculo e pode servir de inserção para alguns músculos. Origem e Inserção Muscular - Origem: extremidade muscular fixada na peça óssea que NÃO se desloca. É também chamada de ponto fixo. Geralmente próxima. - Inserção: é a extremidade muscular que está fixada na peça óssea que se desloca. Também chamada e ponto móvel. Geralmente Distal. São várias as formas de se classificar os músculos esqueléticos: Quanto à Explicação Forma e Arranjo de fibras Paralelas / Oblíquas Origem Número de tendões de origem Inserção Número de tendões de inserção Ventre Muscular Número de ventre Ação Movimento que produz Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 21 - Classificação Quanto a forma / Quanto ao arranjo das fibras musculares CLASSIFICAÇÃO Fusiforme Possuem fibras longas e paralelas com grande capacidade de encurtamento e alta velocidade de contração. Peniforme Possuem fibras curtas e diagonais com menor capacidade de encurtamento e baixa velocidade de contração. - Classificação quanto a ação Flexores / Extensores Abdutores / Adutores Rotadores Laterais / Rotadores Mediais Pronadores / Supinadores / Inversores / Eversores Acompanhe na figura abaixo as ações musculares: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 22 - Quanto à função, em um determinado movimento: os músculos são classificados em: (ATENÇÃO) a) agonista, é o músculo ou grupo de músculos responsável pela ação principal de um movimento, por exemplo, o m. quadríceps femoral é o agonista no movimento de estender a articulação do joelho; b) antagonista, é o músculo ou grupo de músculos que se opõem à ação do agonista, por exemplo, o m. bíceps femoral se opõe à ação do m. quadríceps femoral quando a articulação do joelho é estendida; c) fixador ou postural, este é um músculo ou grupo de músculos que fixam as articulações para que a ação principal seja realizada, por exemplo, os músculos que mantêm o membro superior unido ao tronco se contraem como fixadores para permitir que o m. deltóide atue sobre a articulação do ombro; e d) sinergista, é o músculo ou grupo de músculos que estabilizam as articulações, evitando movimentos indesejáveis que poderiam ser realizados pela ação do agonista, por exemplo, na flexão dos dedos da mão, o m. flexor longo dos dedos atravessa as articulações do cotovelo e do punho para realizar a flexão dos dedos. A flexão do cotovelo e do punho não ocorre, durante esse movimento, devido à ação de músculos sinergistas que estabilizam as articulações evitando, assim, movimentos não desejados que poderiam ser realizados pelo agonista. Dependendo do movimento a ser efetuado, o músculo ou grupo de músculos podem atuar como agonista, antagonista, fixador ou até mesmo como um sinergista. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 23 Tipos de contração muscular (ATENÇÃO / ANOTE) Ação Muscular Dinâmica: CONTRAÇÃO MUSCULAR ISOTÔNICA: As contrações concêntricas e excêntricas são algumas vezes chamadas de isotônicas (“iso”, Mesma; tônicas, “tensão”). Entretanto, o termo contração isotônica é incorreto, pois a tensão produzida pelo grupo muscular oscila muito, mesmo que a resistência seja constante ao longo da amplitude do movimento. Ação Muscular Concêntrica: Ocorre quando um peso está sendo levantado (uma força está sendo gerada) e os músculos envolvidos estão se encurtando. Ação Muscular Excêntrica: Ocorre quando um peso está sendo abaixado de maneira controlada, e os músculos também estão sendo alongados de forma controlada. Ação Muscular Isométrica: Ocorre quando um músculo é ativado e desenvolve força sem gerar movimento em uma articulação. CONTRAÇÃO ISOCINÉTICA É a contração máxima de um grupo muscular em velocidade constante ao longo de toda a amplitude do movimento articular (“iso”, mesmo; cinética”, movimento). A velocidade de contração é controlada mecanicamente de modo que o membro gire em uma velocidade estabelecida (p.ex., 40°/s). Principais grupos musculares Grupos Musculares que mais aparecem em provas de concurso: GRUPO MÚSCULOS AÇÃO MUSCULAR Músculos Mastigatórios Temporal, Masseter, Pterigoide medial e lateral Mastigação Abdominais Reto abdominal, Oblíquos externo, Oblíquo interno, Transverso do abdome Flexão de tronco Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 24 Quadríceps Reto femoral, Vasto lateral, Vasto medial e vasto intermédio. Extensão do Joelho Isquiotibiais Bíceps femoral, Semitendinoso e Semimembranoso Flexão do joelho Tríceps Sural Gastrocnêmios e Sóleo Plantiflexão Músculos da Pata de Ganso Semitendinoso, Sartório e Grácil Flexão do joelho e Rotação Interna da Tíbia. Músculos do Manguito Rotador Supraespinhal, Infraespinhal, Subescapular e Redondo Menor Estabilidade da articulação do ombro. OBS: Sugiro que, você ESTUDE todos os MÚSCULOS do corpo humano (ORIGEM, INSERÇÃO, AÇÃO MUSCULAR E PRINCIPAIS GRUPOS), caso você tenha dificuldade com a localização e nomenclatura desses músculos. Tipos de Fibras Musculares É sempre bom relembramos aspectos relacionados aos tipos de fibras musculares, esse é um assunto recorrente em provas de concurso. Resumidamente, podemos ver na figura abaixo como se classificam as fibras musculares: A classificação das fibras musculares depende de 3 características: capacidade oxidativa, tipo de isoforma de miosina, abundância de proteína contrátil (actina e miosina). Na figura abaixo está a explicação dessas 3 variáveis: Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 25 FIBRAS DO TIPO I - Também chamadas de fibras oxidativas lentas ou fibras de contração lenta. - Tem alta capacidade de metabolismo aeróbio e alta resistência à fadiga. Temos as seguintes características: FIBRAS DO TIPO IIX - Também chamadas de fibras de contração rápida ou fibras glicolíticas rápidas. - Tem capacidade limitada de metabolismo aeróbio. Temos as seguintes características: FIBRAS DO TIPO IIA - Também chamadas de fibras intermediárias ou fibras glicolíticas oxidativas rápidas. - Mistura de características das fibrasdo tipo I e IIx. Capacidade oxidativa •Nº de mitocôndria (capacidade de produzir ATP) •Nº de capilares (Garantia de oferta de O2) •Quantidade de mioglobina (Transporte de O2 da membrana para a mitocôndria) Tipo de isoforma de miosina •Diferem quanto a atividade da ATPase •Cada uma tem uma velocidade que quebra o ATP •Quanto maior a velocidade de quebra maior a velocidade de encurtamento muscular. Abundância de proteína contrátil (actina e miosina) •Quanto maior a quantidade proteínas, maior força. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 26 Peço que você analise o quadro abaixo com bastante atenção a fim de fixar as diferenças entre os tipos de fibras musculares: QUESTÕES COMENTADAS – BLOCO 1 QUESTÃO 01 IBFC – PREFEITURA DE CONTAGEM – MG A contração muscular se caracteriza como um processo fisiológico onde produz-se tensão muscular, por deslizamento dos miofilamentos, após o desenvolvimento de um estímulo ao(s) músculo(s). Em relação aos tipos de contração muscular, analise: Nesta contração muscular onde verifica-se criação de força e movimentação de uma determinada carga, com o afastamento de segmentos ósseos, assim como alongamento do músculo. Assinale a alternativa que apresenta o tipo de contração descrita acima. A. Isométrica concêntrica B. Isotônica excêntrica C. Isotônica concêntrica D. Isométrica excêntrica Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 27 COMENTÁRIO: A afirmativa refere-se a contração isotônica excêntrica, uma vez que o enunciado diz que existe a criação de força com afastamento (alongamento). Concêntrica: Há aproximação / encurtamento. Isométrica: contração estacionária Isotônica: contração onde há movimento articular. GABARITO: B QUESTÃO 02 FUNDATEC – 2022 – PREFEITURA DE ESTEIO – RS É uma forma de exercício em que um músculo se contrai e produz força sem uma mudança apreciável no seu comprimento e sem movimento articular visível. As fontes de resistência para esse exercício incluem sustentar- se contra uma força aplicada manualmente, segurar um peso em uma posição específica, manter uma posição contra uma posição específica, manter uma posição contra a resistência do peso corporal ou empurrar ou puxar um objeto imóvel. Essa descrição se refere a qual exercício? A. Concêntrico. B. Isométrico. C. Isotônico. D. Excêntrico. E. Isocinético. COMENTÁRIO: A contração estática, sem provocar movimentação é a contração isométrica. QUESTÃO 03 (AMAUC Órgão: Prefeitura de Peritiba - SC – 2022) A posição anatômica do corpo é a posição ereta, com a face direcionada para frente, membros superiores nas laterais do corpo, palmas direcionadas para frente e dedos da mão e polegares estendidos. Esta é a posição de referência para definições e descrições dos planos e eixos corporais. Marque a alternativa CORRETA sobre planos e eixos: A) Plano coronal - é horizontal e estende-se na direção látero-lateral. Seu nome deriva da direção da sutura coronal do crânio. Também é denominado plano frontal ou lateral e divide o corpo nas porções anterior e posterior. B) Eixo coronal - está localizado no plano sagital, estende-se horizontalmente na direção látero-lateral. C) Plano sagital - é vertical e estende-se na direção ântero-posterior. Seu nome deriva da direção da sutura sagital do crânio. Também pode ser denominado plano ântero-posterior. O plano sagital mediano, ou médio-sagita divide o corpo nas metades direita e esquerda. D) Eixo longitudinal - estende-se verticalmente na direção crânio-caudal. Os movimentos de flexão e extensão ocorrem sobre este eixo num plano transverso. E) Eixo coronal - está localizado no plano coronal, estende-se verticalmente na direção crânio-caudal. COMENTÁRIO: Vamos analisar as afirmativas: A) Plano coronal - é horizontal e estende-se na direção látero-lateral. Seu nome deriva da direção da sutura coronal do crânio. Também é denominado plano frontal ou lateral e divide o corpo nas porções anterior e posterior. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 28 Errada. O plano coronal é VERTICAL. Estende-se na direção látero-lateral. Seu nome deriva da direção da sutura coronal do crânio. Também é denominado plano FRONTAL e divide o corpo nas porções anterior e posterior. B) Eixo coronal - está localizado no plano sagital, estende-se horizontalmente na direção látero-lateral. Errada. O eixo coronal (látero-lateral ou horizontal) é PERPENDICULAR ao plano sagital, estende-se horizontalmente na direção látero-lateral. C) Plano sagital - é vertical e estende-se na direção ântero-posterior. Seu nome deriva da direção da sutura sagital do crânio. Também pode ser denominado plano ântero-posterior. O plano sagital mediano, ou médio-sagita divide o corpo nas metades direita e esquerda. Correta. D) Eixo longitudinal - estende-se verticalmente na direção crânio-caudal. Os movimentos de flexão e extensão ocorrem sobre este eixo num plano transverso. Errada. O eixo longitudinal estende-se verticalmente na direção crânio-caudal. Os movimentos de ROTAÇÃO (INTERNA E EXTERNA / MEDIAL E LATERAL) ocorrem sobre este eixo num plano transverso. E) Eixo coronal - está localizado no plano coronal, estende-se verticalmente na direção crânio-caudal. Errada. O eixo coronal (látero-lateral ou horizontal) é PERPENDICULAR ao plano sagital, estende-se horizontalmente na direção látero-lateral. GABARITO: C QUESTÃO 04 (INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de João Pessoa - PB – 2021) Sobre os eixos e planos anatômicos, assinale a alternativa correta. A) O plano transversal divide o corpo em duas partes iguais. B) O eixo longitudinal permite movimentos de flexão e extensão. C) O plano sagital divide o corpo em parte superior e inferior. D) O plano coronal divide o corpo em anterior e posterior. E) O eixo anteroposterior permite movimentos de rotação. COMENTÁRIO: Vamos analisar as afirmativas: A) O plano transversal divide o corpo em duas partes iguais. Errada. O plano transverso divide o corpo em duas metades, a superior e a inferior e elas não são iguais. B) O eixo longitudinal permite movimentos de flexão e extensão. Errada. O eixo longitudinal permite os movimentos de ROTAÇÃO. C) O plano sagital divide o corpo em parte superior e inferior. Errada. O plano sagital divide o corpo em duas metades, a esquerda e a direita. D) O plano coronal divide o corpo em anterior e posterior. Correta. E) O eixo anteroposterior permite movimentos de rotação. Errada. O eixo anteroposterior permite os movimentos de ABDUÇÃO e ADUÇÃO (relacionado com o plano coronal ou frontal). GABARITO: D QUESTÃO 05 (AMEOSC Órgão: Prefeitura de Palma Sola - SC – 2021) Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 29 As fibras musculares são classificadas em lentas e rápidas, assim sendo, alguns indivíduos conseguem ter mais resistência e outros mais velocidade. Existem três tipos defibras musculares primárias nos seres humanos, sobre essa classificação, preencha a segunda coluna, de acordo a primeira: Primeira coluna: Tipo de fibras musculares: (1)Tipo 1. (2)Tipo 2B. (3)Tipo 2A. Segunda coluna: Contração muscular: ( )Lenta oxidativa. ( )Rápida oxidativa. ( )Rápida glicolítica. Assinale a alternativa que apresenta o preenchimento CORRETO da segunda coluna, de cima para baixo: A) 1, 3, 2. B) 2, 3, 1. C) 2, 1, 3. D) 3, 2, 1. COMENTÁRIO: A correlação correta é: Tipo 1 - Lenta oxidativa. Tipo 2B - Rápida oxidativa. Tipo 2ª - Rápida glicolítica. GABARITO: A UNIDADE 2 - INERVAÇÃO DE MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES Nessa unidade estudaremos os elementos que realizam a inervação de membros superiores e inferiores, assim como, estudaremos as principais lesões. Pois esse assunto é muito frequente e correlato em provas de concursos. O PLEXO BRAQUIAL ANATOMIA DO PLEXO BRAQUIAL • CONSTITUIÇÃO - é formado pela união dos ramos ventrais dos quatros nervos cervicais inferiores (C5,C6,C7,C8) e pela maior parte do ramo ventral do primeiro nervo torácico (T1). Eventualmente, pode haver contribuição de C4 (plexo braquial prefixado) ou de T2 (plexo braquial pós-fixado) Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 30 TRONCOS: •Tronco superior: C5 e C6 •Tronco médio: C7 •Tronco inferior: C8 e T1 Cada tronco possuí uma divisão anterior e outra posterior que se organizarão para formar os fascículos ou cordões. FASCÍCULOS: •Fascículo posterior: união das 3 porções posteriores dos troncos (superior, médio e inferior). •Fascículo lateral: união das divisões anteriores do tronco superior e médio. •Fascículo medial: divisão anterior do tronco inferior. OBS: Os nomes dos fascículos: posterior, lateral e medial referem-se às suas relações anatômicas com a artéria axilar. NERVOS: - Os ramos terminais do plexo braquial originados do fascículo lateral são os nervos: MUSCULOCUTÂNEO e MEDIANO (ramo lateral). - Os nervos terminais do fascículo medial são: MEDIANO (ramo medial) e ULNAR. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 31 - Os nervos terminais do fascículo posterior são: AXILAR e RADIAL. LESÕES DO PLEXO BRAQUIAL Aproximadamente 10% das lesões do sistema nervoso periférico envolvem o plexo braquial e 14% das lesões nervosas periféricas que ocorrem em membro superior o afetam. Existem dois picos de incidência das lesões do plexo braquial: 1 – Ocorre na Paralisia Braquial Obstétrica. A relação é de 1;1 entre homens e mulheres. 2 – Ocorre por traumas, entre 20-30 anos, e 90% dos pacientes são do sexo masculino. • As lesões do plexo braquial costumam ser unilaterais. ETIOLOGIA DAS LESÕES DE PELXO BRAQUIAL 1 TRAÇÃO Estiramento do Plexo Braquial 2 CONTUSÃO Trauma Fechado / Pancada 3 LACERAÇÃO Trauma aberto / Arma branca 4 COMPRESSÃO Pode ser interna ou externa 5 ISQUEMIA Diminuição do aporte sanguíneo Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 32 DOENÇAS ESPECÍFICAS DO PLEXO BRAQUIAL PARALISIA BRAQUIAL OBSTÉTRICA EPIDEMIOLOGIA: São acometidos igualmente indivíduos de ambos os sexos. As lesões são, geralmente, unilaterais. O membro superior direito sofre um número maior de lesões do que o esquerdo. FISIOPATOLOGIA: A lesão é causada por um tracionamento sobre a porção supraclavicular do plexo braquial em geral está relacionada a um parto difícil. FATORES PREDISPONENTES - Recém-nascido (RN) grandes para a idade gestacional. - Parto prolongado e difícil. - Obesidade materna. - Mão multípara. - Excesso de sedação materna. - Baixa estatura materna. - Apresentação pélvica do RN. CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES 1 – PARALISIA DE ERB: lesão do tronco superior ou das raízes C5-C6. 2 – LESÃO DO TRONCO SUPERIOR E MÉDIO: acomete as raízes C5, C6 e C7. 3 – LESÃO DIFUSA DO PLEXO BRAQUIAL: imprevisível. 4 – PARALISIA DE KLUMPKE: avulsão das raízes C8-T1. As lesões que mais aparecem nas provas de concurso, são: • PARALISIA DE ERB (ERB-DUCHENNE) - Tipo mais comum de lesão do Plexo Braquial. - Músculos afetados: supraespinhal, infraespinhal, deltoide, bíceps, redondo menor, braquiorradial, extensor longo e curto do carpo e supinador. - o paciente em decúbito dorsal mantém o braço aduzido e rodado medialmente, o cotovelo estendido e o antebraço pronado. Os dedos das mãos encontram-se fletidos devido a fraqueza dos extensores. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 33 • PARALISIA DE KLUMKE - Tipo mais raro de lesão do Plexo Braquial. - Paralisia dos músculos da mão, não apresenta fraqueza da musculatura proximal. - Em geral ocorre avulsão das raízes. - Músculos afetados: flexor ulnar do carpo, flexor profundo dos dedos, musculatura intrínseca da mão (lumbricais, interósseos, região tênar e hipotênar). SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO Trata-se de um grupo de doenças que compromete os vasos sanguíneos e/ou nervos em alguns pontos entre a base do pescoço e a axila. Há alguns fatores que predispõe a ocorrência da síndrome: 1 – Costela cervical; 2 – Primeira costela deformada; 3 – Hipertonia dos escalenos (síndrome do escaleno anterior); 4 – Compressão do tronco inferior (Síndrome do Desfiladeiro Torácico Neurogênica); DIAGNÓSTICO CLÍNICO DAS LESÕES DO PLEXO BRAQUIAL Descrevemos a seguir as principais apresentações clínicas decorrentes dos diversos níveis de lesão do plexo braquial. LESÕES SUPRACLAVICULARES As estruturas que podem ser lesadas nas plexopatias supraclaviculares são as raízes: C5, C6, C7, C8 e T1. E os troncos superior, médio e inferior. Podendo haver combinação de estruturas lesionadas. LESÃO DO TRONCO SUPERIOR Atinge as raízes C5 e C6 ou o Tronco Superior (C5-C6). Trata-se da lesão de Erb (Erb-Duchenne) descrita na Paralisa Braquial Obstétrica. LESÕES DO PLEXO INTERMEDIÁRIO (RAIZ C7 / Tronco Médio) Lesão extremamente rara. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 34 Sintomas: parestesia do dorso do antebraço, dorso da mão e dedo médio da mão. Perda do reflexo tricipital. Perda de força dos seguintes músculos: tríceps, extensores radiais longo e curto do carpo, extensor ulnar do carpo, pronador redondo e flexor radial do carpo. LESÃO DO PLEXO INFERIOR (RAÍZES C8-T1 ou Tronco Inferior) Trata-se da lesão de Klumpke descrita na Paralisia Braquial Obstétrica. As lesões infraclaviculares acometem os fascículos do plexo braquial (medial, lateral e posterior) e os ramos terminais (nervos: ulnar, mediano, musculocutâneo, radial e axilar). LESÕES DO FASCÍCULO LATERAL Essas lesões acometem os nervos Musculocutâneo e Mediano (raiz lateral). Sintomas: alteraçãosensitiva na face anterolateral do antebraço e polegar. Paralisia dos músculos bíceps, pronador redondo e flexor radial do carpo e hiporreflexia bicipital. Movimentos comprometidos: flexão do cotovelo e pronação do antebraço. LESÕES DO FASCÍCULO MEDIAL Essa lesão acomete os nervos Ulnar e Mediano (raiz medial) Sintomas: alteração de sensibilidade na face medial do braço, antebraço, mão e dedos anular e mínimo. Paralisia dos músculos flexores superficial e profundo dos dedos, lumbricais e interósseos, flexor ulnar do carpo. Movimentos comprometidos: flexão dos dedos, extensão de interfalangianas, adução e abdução dos dedos, desvio ulnar. LESÕES DO FASCÍCULO POSTERIOR Nessa lesão serão comprometidos os seguintes nervos: Subescapular, Toracodorsal, Axilar e Radial. Sintomas: perda sensitiva sobre o deltoide e base do polegar. Paralisia dos músculos deltoide, grande dorsal, subescapular, tríceps, extensor radial longo e curto do carpo, extensor ulnar do carpo, extensor comum dos dedos, extensor do polegar e extensor do indicador. Movimentos comprometidos: abdução, flexão, extensão, rotação interna e externa do braço, extensão do cotovelo, extensão de punho e dedos. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 35 NERVOS DO PLEXO BRAQUIAL – ANATOMIA E LESÕES NERVO AXILAR (C5 e C6) O nervo axilar origina-se dos segmentos espinhais C5 e C6 e é o menor ramo do fascículo posterior. Inerva os músculos: deltoide e redondo menor. MÚSCULOS Quadro Clínico: Paralisia do deltoide: Diminuição de FM na abdução do ombro; Atrofia do deltoide; Paralisia do redondo menor - não gera déficit; Anestesia - na face superior e lateral do braço (sobre o deltóide). NERVO RADIAL (C5 a T1) O nervo radial é a continuação do fascículo posterior do plexo braquial e suas fibras nervosas se originam dos seguimento espinhais C5, C6, C7, C8 e T1, trata-se do maior ramo do plexo braquial. Inerva os músculos: Tríceps, Ancôneo, Braquiorradial, Extensor radial longo e curto do carpo, Supinador, Extensor comum dos dedos, Extensor do dedo mínimo, Extensor ulnar do carpo, Abdutor longo do polegar, Extensor curto do polegar e Extensor do indicador. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 36 MÚSCULOS (MIÓTOMO) MÚSCULO RAÍZES FASCÍCULO TESTE DE FUNÇÃO MUSCULAR Tríceps C7, C8, T1 Posterior Extensão do cotovelo Ancôneo C7,C8 Posterior Extensão do cotovelo Braquiorradial C5,C6 Posterior Flexão do antebraço em posição neutra Extensor radial longo e curto do carpo C6,C7 Posterior Extensão do punho com desvio radial Supinador C5,C6 Posterior Supinação do antebraço Extensor comum dos dedos e extensor do dedo mínimo C6,C7 Posterior Extensão das metacarpofalangianas Abdutor longo do polegar C7,C8 Posterior Abdução radial do polegar Extensor longo do polegar C7,C8 Posterior Extensão das interfalangianas do polegar Extensor curto do polegar C7,C8 Posterior Extensão da metacarpofalangiana do polegar Extensor do indicador C7,C8 Posterior Extensão da metacarpofalangiana do indicador com os demais dedos fletidos LESÕES DO NERVO RADIAL - Quadro Clínico: Paralisia do Tríceps Impossibilidade de estender o braço e antebraço (Paralisia da musculatura extensora) Punho Caído – impossibilidade de extensão. Perda da extensão das metacarpofalangianas Perda da extensão do polegar Perda do desvio radial Anestesia – dorso da mão, 1o/2o/3o e metade do 4o dedo. Arreflexia Tricipital NERVO MUSCULOCUTÂNEO (C5 a C7) As fibras nervosas do nervo musculocutâneo originam-se dos segmentos espinhais C5 e C6, podendo receber contribuição de C7. Inerva os músculos: Bíceps, Braquial e Coracobraquial. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 37 MÚSCULO MÚSCULO RAÍZES FASCÍCULO TESTE DE FUNÇÃO MUSCULAR Bíceps C5-C6 Lateral Flexão e supinação do antebraço Braquial C5-C6 Lateral Flexão do cotovelo em pronação Coracobraquial C6-C7 Lateral Flexão do ombro com o cotovelo fletido a 90º LESÕES DO NERVO MUSCULOCUTÂNEO - Quadro Clínico: Paralisia do Bíceps (diminuição na FM de flexão de cotovelo) Paresia na supinação Paralisia do coracobraquial e braquial - não gera déficit Anestesia na margem lateral do antebraço Atrofia muscular do bíceps e braquial NERVO MEDIANO (C5 a T1) As fibras nervosas do Nervo Mediano originam-se nos segmentos espinhais C6, C7, C8 e T1, podendo receber contribuição de C5. O nervo mediano é formado a partir de ramos terminais dos fascículos lateral e medial. O nervo mediano inerva os seguintes músculos: Pronador redondo, Flexor radial do carpo, Palmar longo, Flexor superficial dos dedos, Oponente do polegar, Abdutor curto do polegar, Flexor curto do polegar (cabeça lateral), Lumbricais (1º e 2º), Flexor profundo dos dedos (porção destinada aos dedos indicador e médio), Flexor longo do polegar e Pronador quadrado. MÚSCULOS MÚSCULO RAÍZES FASCÍCULO TESTE DE FUNÇÃO MUSCULAR Pronador Redondo C6, C7 Lateral Pronação do antebraço Flexor Radial do Carpo C6,C7,C8 Lateral e Medial Flexão do punho com desvio radial Palmar Longo C7,C8,T1 Lateral e Medial Fazer um formato de taça com as palmas das mãos Flexor Superficial dos Dedos C7,C8,T1 Lateral e Medial Flexão das interfalangeanas proximais dos dedos indicador, médio, anular e mínimo. Oponente do Polegar C8,T1 Medial Oposição do polegar em direção ao dedo mínimo Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 38 Abdutor Curto do Polegar C8,T1 Medial Abdução palmar do polegar (sentido perpendicular a palma da mão) Flexor Curto do Polegar (cabeça lateral) C8,T1 Medial Flexão da metacarpofalangiana do polegar. Lumbricais (1º e 2º) C8,T1 Medial Estender a interfalangeana dos dedos indicador e médio estando suas metacarpofalangianas em flexão. Flexor Profundo dos dedos (porção destinada aos dedos indicador e médio) C8, T1 Medial Flexão das interfalangeanas distais dos dedos indicador e médio. Flexor Longo do Polegar C7,C8, T1 Lateral e Medial Flexão da falange distal do polegar. Pronador quadrado C7,C8,T1 Lateral e Medial Pronação do antebraço. LESÕES DO NERVO MEDIANO - Quadro Clínico: Paralisia de todos os músculos inervados (Incapacidade de fletir a ITF do médio, indicador, anular e mínimo) Paresia na pronação Desvio ulnar Perda da flexão, oponência e pinça do polegar Dor em queimação Anestesia 1o / 2o / 3o e metade do 4o dedo – face palmar. Atrofia tênar. NERVO ULNAR (C8 a T1) As fibras nervosas para o nervo ulnar originam-se nos segmentos espinhais C8,T1. Ele é uma continuidade do fascículo medial. MÚSCULOS MÚSCULO RAÍZES FASCÍCULO TESTE DE FUNÇÃO MUSCULAR Flexor Ulnar do Carpo C8, T1 Medial Flexão do punho com desvio ulnar Flexor Profundo dos Dedos (porção destinada aos dedos anular e mínimo) C8, T1 Medial Flexão das falanges distais dos dedos anular e mínimo Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiroFacebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 39 Abdutor do Dedo Mínimo C8, T1 Medial Abdução do dedo mínimo Oponente do Dedo Mínimo C8, T1 Medial Oposição do dedo mínimo em direção ao polegar. Interósseos Palmares (1º, 2º, 3º) C8, T1 Medial 1º - desvio ulnar do indicador 2º - desvio radial do anular 3º - desvio radial do dedo mínimo Interósseos Dorsais (1º, 2º, 3º,4º) C8, T1 Medial 1º - desvio radial do dedo indicador 2º - desvio radial do dedo médio 3º - desvio ulnar do dedo médio 4º - desvio ulnar do dedo anular Lumbricais (3º e 4º) C8, T1 Medial Extensão das interfalangianas dos dedos anular e mínimo com as metacarpofalangianas em flexão. Adutor do Polegar C8, T1 Medial Adução do Polegar Flexor Curto do Polegar (cabeça medial) C8, T1 Medial Flexão da metacarpofalangiana do polegar. LESÕES DO NERVO ULNAR - Quadro Clínico: Paralisia de toda mm inervada Déficits na mão e dedos Mão em semigarra (anular e mínimo) Anestesia da região hipotênar (metade do 4o e 5o dedos – face palmar e dorsal) PLEXO LOMBOSSACRO O plexo Lombossacro inerva os membros inferiores. É formado pela união dos plexos lombar e sacral, possuí padrão anatômico mais simples que o plexo braquial, uma vez que os nervos periféricos dele originados dele são derivados diretamente das divisões anteriores ou posteriores dos ramos primários anteriores dos nervos espinhais de T12-S4. O plexo lombar: raízes de L1, L2, L3, e a maior parte de L4. O plexo sacro: pequena parte de L4, L5, S1, S2, S3. Os dois plexos se organizam em divisões anteriores e posteriores os ramos apenas bifurcam-se diretamente em divisão anterior e posterior, destinadas as musculaturas primitivas anterior e posterior dos membros inferiores. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 40 NERVO OBTURATÓRIO (L2 a L4) O nervo obturatório ou obturador é formado a partir da união da divisão anterior dos ramos primários anteriores de L2, L3 e L4 Inerva a musculatura ADUTORA da coxa. MÚSCULO MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO Adutor Longo L2,L3,L4 Adução da coxa Adutor Curto L2,L3,L4 Adução da coxa Adutor Magno L2,L3,L4, L5 Adução da coxa e flexão do joelho Grácil L2,L3,L4 Adução da coxa e flexão do joelho QUADRO CLÍNICO Paresia de adução da coxa. Hipo/Anestesia: pequeno triângulo de anestesia situado no meio do campo anatômico. NERVO FEMORAL (L2-L4) É o maior ramo do plexo lombar, sendo formado pela união da divisão posterior dos ramos primários anteriores de L2,L3 e L4. Inerva a musculatura flexora do quadril. MÚSCULOS MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO Iliopsoas L2,L3,L4 Flexão da coxa com o joelho fletido com mais de 90º Pectíneo L2,L3,L4 Adução da coxa Sartório L2,L3,L4 Flexão, abdução e rotação externa da coxa. Reto Femoral L2,L3,L4 Flexão do quadril com o joelho estendido. Vasto Lateral L2,L3,L4 Elevar o membro inferior com o joelho estendido Vasto Medial L2,L3,L4 Elevar o membro inferior com o joelho estendido Sensibilidade: Região medial da coxa, côndilo medial, região medial da perna e medial do pé. QUADRO CLÍNICO: Perda funcional da flexão do quadril e extensão do joelho. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 41 Anestesia: superfície anteromedial da coxa e face medial desde o joelho até o maléolo interno Arreflexia patelar Atrofia na região anterior da coxa Incapacidade de fixar o joelho durante a marcha NERVOS GLÚTEOS Os nervos glúteos são: O nervo Glúteo Superior e o nervo Glúteo Inferior. NERVO GLÚTEO SUPERIOR (L4 E S1) É formado pela união das raízes L4, L5 e S1. Inerva os músculos: glúteo médio, glúteo mínimo e tensor da fáscia lata, que em conjunto abduzem e rodam internamente a articulação coxofemoral. MÚSCULOS MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO Glúteo Mínimo L4,L5,S1 Abdução da coxa Glúteo Médio L4,L5,S1 Abdução da coxa Tensor da Fáscia Lata L4,L5,S1 Abdução da coxa com o quadril fletido QUADRO CLÍNICO Paresia do músculo glúteo médio. Sinal de Trendelemburg Marcha de Trendelemburg GLÚTEO INFERIOR (L5 A S2) Formado pela união das raízes L5, S1 e S2. Inerva o músculo: glúteo máximo, o mais potente músculo extensor da coxa. MÚSCULOS MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO Glúteo Máximo L5,S1,S2 Extensão da coxa com o joelho fletido (teste em decúbito ventral) Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 42 QUADRO CLÍNICO Paresia do músculo glúteo máximo. Atrofia da nádega. Marcha do Glúteo Máximo. Incapacidade de correr. NERVO CIÁTICO (L4-S3) O nervo ciático ou isquiático é constituído de duas divisões independentes, fibular comum e tibial, que geralmente estão unidas por tecido conjuntivo, que se separam na porção inferior da coxa (atrás do joelho). É composto de duas partes: o nervo tibial e o nervo fibular comum. O nervo ciático, ciático é o prolongamento principal de todas as raízes que formam o plexo sacro. É o maior nervo do corpo humano, sendo formado pela união das raízes L4, L5, S1, S2 e S3. Em sua porção intrapélvica, o nervo ciático fornece vários ramos como os nervos que inervam os músculos: rotadores externos da coxa: obturador interno, gêmeo superior e inferior, piriforme e quadrado femoral (L4 a S1). A lesão pode provocar fraqueza no movimento de rotação externa. Na coxa, aparecem os ramos destinados ao grupo dos flexores do joelho. MÚSCULOS MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO Semimembranoso L5, S1, S2 Flexão do joelho e rotação interna da tíbia. Semitendíneo L5, S1, S2 Flexão do joelho e rotação interna da tíbia. Bíceps Femoral (cabeça longa) L5, S1 Flexão do joelho. Bíceps Femoral (cabeça curta) L5, S1, S2 Flexão do joelho. QUADRO CLÍNICO Paralisia dos músculos isquiotibiais. Paralisia de todos os músculos abaixo do joelho. Incapacidade de realizar os seguintes movimentos: flexão do joelho, dorsiflexão e plantiflexão NERVO TIBIAL (L5-S2) O nervo tibial é uma divisão do nervo ciático, origina-se acima da fossa poplítea, quando ocorre a separação do nervo ciático em tibial e fibular comum. Instagram: https://www.instagram.com/profmararibeiro Facebook: https://www.facebook.com/Profmararibeiro Youtube: https://www.youtube.com/c/ProfMaraRibeirofisioterapia Telegram: https://t.me/profmararibeiro Direitos Autorais reservados à Prof. Mara Ribeiro. Proibida Venda, Cópia e Distribuição 43 O nervo tibial (L4 a S3) supre os músculos da panturrilha destinados a: • flexão plantar e inversão do pé • flexão plantar dos dedos. • Inerva os músculos intrínsecos, cuja função é a manutenção do arco plantar MÚSCULOS MÚSCULOS RAÍZES TESTE DE FUNÇÃO Poplíteo L5,S1 Flexão do joelho e rotação interna da tíbia. Gastrocnêmios S1,S2 Flexão plantar do pé com joelho estendido Sóleo L5,S1,S2 Flexão plantar do pé com o joelho fletido Tibial Posterior L5,S1 Inversão do pé em flexão plantar Flexor Longo dos Dedos L5,S1,S2 Flexão dos dedos sem fletir o tornozelo Flexor