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COLETÂNEA Texto I Lei n. 8.069, de 13 de Julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de Julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Diário Oficial da União: Brasília, DF. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm#art266. Acesso em: 02 abr. 2025. Texto II As violências contra crianças e adolescentes são um fenômeno complexo e multifacetado, que está ligado a fatores culturais, sociais e econômicos. As violências são praticadas em qualquer contexto geográfico, em qualquer classe social, vitimam crianças e adolescentes de todas as idades e, na maioria das vezes, partem de pessoas próximas e da confiança das crianças e adolescentes. No Brasil, as violências atingem milhões de meninos e meninas cotidianamente, comprometendo sua qualidade de vida e seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual e social. Na família, a violência contra crianças e adolescentes está muitas vezes associada à violência doméstica ou intrafamiliar e acaba por perpetuar, no núcleo familiar, ciclos de violência que ultrapassam gerações e afetam todos os membros da família. Já em nível comunitário, a violência contra crianças e adolescentes enfraquece o desenvolvimento social e econômico das comunidades ao gerar custos econômicos associados à serviços médicos, psicossociais e educação. Proteção de crianças e adolescentes contra as violências. Unicef Brasil, [s.d.]. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/protecao-de-criancas-e-adolescentes-contra-violencias. Acesso em: 27 mar. 2025. Texto III Violência contra crianças e adolescentes no Brasil: uma luta de toda a sociedade. Saberes e práticas, 02 ago. 2023. Disponível em: https://saberesepraticas.cenpec.org.br/noticias/violencias-contra-criancas-e-adolescentes-uma-luta-de-toda-a-sociedade. Acesso em: 27 mar. 2025. Texto IV As consequências que a violência apresenta na vida de crianças e adolescentes são inúmeras e afetam diretamente o desenvolvimento social e cognitivo das vítimas. Segundo Debora Piccirillo, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV ‒ USP), percebe-se que elas vão desde dificuldades sociais — envolvendo interação com outros indivíduos e questões de sociabilidade — até dificuldades de aprendizagem e comportamento. “A violência não é um problema só no momento em que ela ocorre, mas ela se torna uma questão a longo prazo”, afirma. Além disso, alguns estudos sinalizam que pessoas vítimas de violência, principalmente quando esta acontece na infância, podem, de certa forma, naturalizar essa prática, tornando-se também autoras de violência no futuro. “Isso não quer dizer que necessariamente todo mundo que sofre uma violência vai se tornar um agressor, mas é um elemento que pode colaborar com um comportamento futuro”, adiciona. Betina Barros, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) reflete que o ciclo de violência iniciado a partir desses casos deve ser discutido para que pessoas capacitadas — que vão desde o ambiente escolar até as políticas públicas como um todo — possam atuar para que tais situações não se tornem traumas permanentes. Violência contra crianças e adolescentes é responsabilidade de toda a sociedade. Jornal da USP, 11 ago. 2023. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/violencia-contra-criancas-e-adolescentes-e-responsabilidade-de-toda-a-sociedade/. Acesso em: 27 mar. 2025. Adaptado. ENUNCIADO A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Caminhos para diminuir a violência contra crianças e adolescentes no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. image1.png