Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original
INVESTIGAÇÃO CRIMINAL E A CIÊNCIA Introdução às ciências forenses: na prática é igual ao CSI? Professora: Crisliane Machado EMENTA: A proposta dessa eletiva é abordar conceitos da área de investigação forense, como impressões digitais, intervalo pós-morte, pegadas e manchas de sangue, estimulando o raciocínio investigativo e o pensamento crítico e criativo. Os aspectos de uma cena de crime serão analisados e estudados do ponto de vista da ciência, utilizando diferentes áreas (biologia, química, física e matemática) para desvendar um crime. TEMA: O que é ciência forense e sua história Forense é um termo relativo aos tribunais ou ao Direito. Palavra derivada do Latim forum, foro como “relativo aos tribunais e à Justiça”. Houve uma época em que descobrir a autoria de um crime dependia fortemente de testemunhos e confissões. Muitas vezes a justiça acabava sendo feita após processos em que predominava a má intenção dos falsos testemunhos ou a tortura, que levava a pessoa a dizer qualquer coisa para interromper as barbaridades a que era submetida. Atualmente, isso se faz através de provas de diversos tipos e análise dos vestígios deixados na cena do crime, os peritos, especialistas nas mais diversas áreas, conseguem chegar a um criminoso. Ciência Forense é a aplicação de um conjunto de técnicas científicas para responder a questões relacionadas ao Direito, podendo se aplicar a crimes ou atos civis. O primeiro registo da Prática Forense data do século VII, na China onde Ti Yen Chieh se tornou famoso por utilizar a lógica e as provas forenses para resolver crimes. Mais tarde no século XII, também na China, foi escrito um livro que explicava como reconhecer sinais de afogamento e estrangulamento, e como as feridas podiam revelar o tipo e o tamanho da arma utilizada. Em meados do século XVII já se ensinava medicina forense em várias universidades da Europa. Os instrumentos que foram surgindo progressivamente da revolução científica foram implementados rapidamente na luta contra o crime. Em 1908, foi criado o “Instituto de Polícia Científica” na Universidade de Lausanne na França.A criação de laboratórios policiais nos EUA, ocorreu entre 1920 e 1930 e na década de 1950, a solicitação do trabalho pericial científico já se tornara rotina aceita pelas autoridades judiciais e policiais . A Criminalística como a conhecemos teria seu início quando Hans Gross, no final do século XIX, propôs que os métodos da Ciência moderna fossem utilizados para solucionar casos criminais. No Brasil, a origem da Criminalística confunde-se com a da Medicina Legal, deixando, ainda no início, a Universidade os primeiros estudos de vestígios de disparos em armas de fogo e a produção de reagentes para a identificação de manchas de sangue foram feitos por peritos legistas na sua maioria. Área de atuação das ciências forense Toda vertente científica que pode ser utilizada para a elucidação de questões de interesse judicial, recebe o nome forense. Então toda a área que pode contribuir com essas questões leva esse nome, por exemplo: Biologia Forense, Química Forense, Física Forense entre muitas outras. A Ciência Forense é uma área interdisciplinar e seu objetivo é dar suporte às investigações relativas à justiça civil e criminal. Em investigações de crimes, o foco principal do profissional forense é confirmar a autoria ou descartar o envolvimento do(s) suspeito(s). As técnicas usadas permitem que seja possível identificar se uma pessoa, por exemplo, esteve ou não na cena do crime a partir de uma simples impressão digital, ou então um fio de cabelo encontrado no local do crime. Em algumas situações, os especialistas forenses utilizam a tecnologia dos testes de DNA, as análises da autenticidade de obras de arte e de documentos ou, ainda, o exame de combustíveis adulterados, entre outras análises (Chemello, 2006). Envolvimento de: criminologia, entomologia, antropologia, toxicologia,psicologia e psiquiatria, biologia, medicina legal, odontologia, balística. Os peritos criminais trabalham de forma interdisciplinar. As áreas da perícia pode ser divida como exemplo listados a seguir: ● Criminologia ( Estudo da gênese e desenvolvimento do crime). ● Psicologia e Psiquiatria (Estudo da vontade, das doenças mentais. Graças a elas determina-se a vontade, as capacidades civil e penal). ● Entomologia ( Insetos na cena do crime ou Corpo). ● Antropologia (origem do ser humano, características como crânio feminino e masculino). ● Toxicologia (Intoxicação, corpo envenenado, coloração diferentes nas partes do corpo). ● Genética (Estudo do DNA). ● Balística (Tipo de arma, calibre, trajetória do projétil) ● Odontologia ( arcada dentária, sinais do palato) ● Medicina Legal ( aplicação dos conhecimentos médicos aos problemas judiciais). ● Tanatologia (Estudo do tempo da morte ). ● Sexologia Forense: Trata da Erotologia, Himenologia e Obstetricia forense, analisando a sexualidade em seu tríplice aspecto quanto aos efeitos sociais: normalidade, patológico e criminológico ● Química Forense: Estudo de materiais como tintura, vidros, solos, metais, plásticos, explosivos e derivados do petróleo. fonte: mundo forense blog Quais são os requisitos para ser um perito criminal? Para trabalhar como perito criminal o profissional precisa prestar concurso público, além de ter uma graduação. Muitos estados exigem graduação específica. O concurso conta com provas com questões objetivas e discursivas, e também existe uma avaliação física e psicológica . Após a aprovação no concurso, a pessoa ainda precisa frequentar uma formação na academia de polícia. A seguir lista de algumas graduações aceitas pelos concurso que ofertam vaga para perito criminal, lembrando que pode ser na esfera estadual ou federal. ● Farmácia ● Química ● Engenharias ( civil, elétrica, mecânica, computação entre outras) ● Física ● Biologia ● Odontologia ● Tecnologia da informação ● Contabilidade ● Medicina ● Administração ● Psicologia ● Veterinária, entre outras. Verdade ou mito: CSI e realidade No seriado "CSI", muitas pessoas podem observar peritos encontrando e coletando provas na cena do crime, fazendo o sangue aparecer como se fosse uma mágica e colhendo informações de todas as pessoas nas proximidades, fazem aproximação de imagem de vídeo quando querem identificar o rosto ou uma placa de carro. Muitos de nós acreditam entender bem o processo e há rumores de que os bandidos estão enganando os mocinhos usando as dicas que aprendem nestes programas. Mas será que Hollywood está mostrando o processo corretamente? Será que os peritos de cena do crime encaminham as suas amostras de DNA ao laboratório? Será que interrogam suspeitos e capturam maus elementos ou o seu trabalho se restringe somente a coletar indícios? fonte: revista abril-2016- Elizabeth Devine. A imagem acima mostra a americana Elizabeth Devine, perita criminal aposentada e produtora executiva do seriado CSI Miami.Trabalhou durante 15 anos no Los Angeles Sheriff’s, departamento de polícia da cidade californiana, e se tornou especialista em investigações de cenas de crime, o que a levou a trabalhar em casos famosos. Após a aposentadoria, começou a trabalhar na televisão, orientando e dirigindo atores do seriado CSI: Investigação Criminal. Também participou das franquias CSI: Miami e CSI: New York. Alguns dos casos apresentados nas séries foram baseados em crimes que Elizabeth investigou durante sua carreira policial. A produtora lista algumas “mentiras” retratadas no episódio. ● teste de DNA nunca são rápidos ● Impressões digitais não são facílimas de serem coletadas ● Analistas forenses sabem tudo de tudo ● O trabalho forense é pouco burocrático ● Zoom em filmagens não ficam nítidas. Papel da policia civil, policia militar e do perito criminal A função dos Policiais Civis é investigar todos os crimes que aconteçam no estado, exceto os militares, e garantir o cumprimento da lei, fiscalizando e cumprindo mandados judiciais.Também é função da Polícia Civil manter um banco de dados atualizado sobre a população, sendo o órgão responsável pela emissão de Carteiras de Identidade e Atestados de Antecedentes Criminais. Já a Polícia Militar tem caráter preventivo e ostensivo, o que quer dizer que ela deve antecipar a prática de um crime e dar à população a sensação de segurança. Por este motivo, a Polícia Militar está sempre fardada. Já os policiais civis, em sua maioria, não são identificados, para que possam se infiltrar com facilidade nos ambientes. A Polícia Militar tem como objetivo prender o suspeito em flagrante, mas caso não aconteça, a investigação passa à Polícia Civil, que deve ter acesso a tudo que foi feito pela Polícia Militar no início do processo. O Perito Criminal está, a serviço da justiça, especializado em encontrar ou proporcionar a chamada prova técnica ou prova pericial, mediante a análise científica de vestígios produzidos e deixados na prática de delitos. Em vários Estados, os Institutos de Perícias e de Criminalística, órgãos onde estão lotados os Peritos Criminais, não fazem mais parte da estrutura da polícia civil. Em caso de necessidade de perícia: 1) Primeiro, deve-se chamar a Polícia Militar, que atuará no momento do crime. A PM tentará fazer a prisão em flagrante. Caso não seja possível, os policiais militares farão o primeiro reconhecimento e o isolamento da área, para preservar as provas. Eles comunicarão o delegado, para que o mesmo julgue necessário perícia e posterior liberação da equipe para o local. 2) Na cena, os peritos recolheram vestígios e registram. 3) Peritos escrevem um laudo detalhando todo o ocorrido, o qual será anexado ao processo, depois de realizar os exames de balística, pesquisas em banco de dados, necropsia, entre outros. 4) O Inquérito Policial reúne os laudos e detalhes de toda a investigação, com a conclusão que o perito chegou sobre o caso. A Polícia tem até 30 dias para conceder o primeiro parecer ao Ministério Público. Se a investigação não for o suficiente para denunciar o autor, a Polícia Civil pode solicitar um prazo maior para as investigações. 5) Quando o autor do crime é identificado, o Delegado solicita a denúncia ao Ministério Público contra o suspeito e a prisão preventiva. Se o Ministério Público achar que o relatório está completo, envia a solicitação ao Juiz, que pode aceitar, ou não, a denúncia. 6) Caso a perícia seja inconclusiva depois de muito tempo, o Inquérito pode ser arquivado. No entanto, o mesmo pode ser reaberto, mesmo que anos depois, caso outras provas sejam apresentadas. 7) Se for aceita, o inquérito se transforma em uma ação penal, passando por todo o processo de julgamento até a sentença final. Os mandados http://www.politize.com.br/policia-militar/ de prisão que forem expedidos são de responsabilidade da Polícia Civil para serem cumpridos. Série: Seven, os sete crimes capitais. Documentário O CRIME QUASE PERFEITO - Crimes Que Ficaram Na História Referências Bibliográfica Chemello, E., Ciência forense: impressões digitais, Química Virtual, 2006. Disponível em: (http://www.quimica.net/emiliano/artigos/2006dez_forense1.pdf) acessado em 04-12-2020. Calado, F. & Simas, A. (2002) Manual de Procedimentos na Investigação do Local do Crime. Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais, Barro - Loures. Dias F°, C. R., Antedomenico, E., A perícia criminal e a interdisciplinaridade no ensino de ciências naturais, Química Nova na Escola. 2010. Pinheiro, M. F. (2008) CSI Criminal. Oficina Gráfica da Universidade Fernando Pessoa, Lisboa https://www.youtube.com/watch?v=hn7r0ft0sSg https://www.youtube.com/watch?v=hn7r0ft0sSg http://www.quimica.net/emiliano/artigos/2006dez_forense1.pdf