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SEMIOLOGIA PEDIÁTRICA Sara Elisabete Heck ATM 23/1 UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL-CANOAS Professores: Cristiano do Amaral de Leon, Fernanda, Adriana e Ignozy. 2019 INTRODUÇÃO À NEONATOLOGIA • CONCEITOS BÁSICOS: o Como podemos classificar um RN (recém-nascido)¿ ▪ IDADE GESTACIONAL (IG) • Pré-termo (prematuro): < 37semanas • A termo: 37 semanas até 41 + 6 (41 semanas + 6 dias) • Pós-termo (42 semanas ou mais) ▪ MASSA AO NASCER • Sobrepeso (acima de 3.500g) • Adequado (2.500g – 3.500g) • Baixo peso ao nascer (2.500g – 1.500g) • Muito baixo peso (1.500g – 1.000g) • Extremo baixo-peso (menos de 1.000g) ▪ Relação entre IG e peso • PIG (PEQUENO PARA A IDADE GESTACIONAL) o Percentil 10 • AIG (ADEQUADO PARA A IDADE GESTACIONAL) o Entre os percentis 10 e 90 • GIG (GRANDE PARA A IDADE GESTACIONAL) o Percentil 90 • CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL (IG) o Ou pela data da última menstruação o Ou por ultrassonografia o Ou pelo método de Capurro** ▪ (método mais adotado) ▪ Avalia características físicas do RN (diferente de New Ballard, que avalia características físicas e neurológicas) ▪ SOMATÓRIO (P) + 204 / 7 = IG ▪ RN deve ter, pelo menos, 30 semanas, pesar 1,5Kg e deve ser realizado nas primeiras 24 horas de vida. • BOLETIM DE APGAR o Escore que avalia a vitalidade neonatal precoce o Não deve ser usado para determinar o início da reanimação ou definir as manobras que serão adotadas o Dados avaliados: respiração, frequência cardíaca, cor, resposta a estímulos, tônus. P + 204 7 • EXAME FÍSICO GERAL: o Avaliação das fácies, da resposta aos estímulos, da postura, da conformação corporal e do estado nutricional o Comum: presença de lanugem, vérnix (até 36 semanas), ocorrer icterícia (por conta da renovação das hemácias), dermatoses (milium sebáceo, miliárias cristalina, rubra ou pustulosa, eritema tóxico neonatal, melanose pustulosa, mancha mongólica), Sinal de Arlequim (instabilidade vasomotora que é caracterizada por um hemicorpo eritematoso), petéquias na cabeça (durante parto normal pela pressão), impetigo (lembrando que impetigo é processo infeccioso e deve ser tratado com antibiótico). LANUGO VÉRNIX ICTERÍCIA NEONATAL SINAL DE ARLEQUIM • CRÂNIO ▪ Fontanelas • Bregmática (FONTANELA ANTERIOR) o Se fecha entre 14 e 18 meses • Lambdoidea (FONTANELA POSTERIOR) o Se fecha por volta dos 2 meses, ou pode ocorrer de o RN ter ela fechada já o Alteração nas fontanelas está associada a doenças como ▪ Acondroplasia ▪ Hipotireoidismo congênito ▪ Síndrome da rubéola congênita ▪ Hidrocefalia ▪ Raquitismo ▪ Osteogênese imperfeita ▪ Trissomias o Presença de suturas (junturas fibrosas entre os ossos do crânio) BOSSA (EDEMA DE TEC SUBC.) HEMATOMA SUBPERIÓSTEO (TRAUMA) ULTRAPASSA A LINHA DA SUTURA NÃO ULTRAPASSA A LINHA DA SUTURA COM OU SEM EQUIMOSE GERALMENTE OCORRE NO OSSO PARIETAL • AVALIAÇÃO CLÍNICA DO RECÉM-NASCIDO o SALA DE PARTO ▪ A gestação é a termo¿ ▪ Ausência de Mecônio¿ ▪ O RN está respirando ou chorando¿ ▪ O RN tem bom tônus¿ • Se a resposta foi sim para os pontos acima, o RN é de baixo risco e poderá ir para o colo da mãe. ▪ RECEBER O NEONATO DE BAIXO RISCO: • Receber em campos estéreis e pré-aquecidos • Colocá-lo em contato pele-a-pele junto da mãe • Secá-lo • Envolvê-lo com campo estéril, pré-aquecido e seco • Clampeamento do cordão umbilical após três minutos (após a parada da pulsação do cordão), a três centímetros da base do umbigo, envolvendo o coto com gaze embebida de álcool 70% ou clorexidina alcoólica 0,5% • Avaliar o Apgar nos primeiros minutos (1º e 5º) • Realizar exame físico • Iniciar a amamentação após a primeira hora de vida, pois aumenta o vínculo materno-fetal e diminui risco de hemorragia uterina • Identificar neonato com pulseira • Se a mãe e o bebê permanecerem estáveis, ambos serão transferidos para o alojamento conjunto o FR > 30 irpm o FC > 100 bpm o Cor rosada o obs: acrocianose e cor-de-arlequim não significam que o RN não esteja instável ▪ AVALIAÇÃO DO CRÂNIO ▪ AVALIAÇÃO DA FACE • Olhos: o Olhos fechados, mas abrem-se ao ser inclinado para frente (reflexo labiríntico) o Reflexos pupilares presentes o Isocoria o Hemorragia subconjuntival, escleral ou retiniana são comuns o Reflexo vermelho preservado (negativo para catarata congênita) o Leucocoria (se presente, positivo para retinoblastoma, cegueira e rubéola congênita) o Estrabismo é comum e pode persistir até os seis meses • Orelhas: o Pavilhão auricular com formação completa o Implantação normal o Membrana timpânica visível pela otoscopia • Boca: o Língua relativamente grande e frênulo curto (anquiloglossia) o Pérolas de Epstein (pequenos nódulos brancos no palato que representam agrupamento de células epiteliais) ou nódulo de Bohn (na gengiva) – não é viral e nem nada. o Aftas de Bednar (úlceras aftosas no palato) o Dentes neonatais que tendem a cair espontaneamente (cuidar com asfixia) • Narinas: o Simétricas e pérvias ▪ APARELHO CARDIOVASCULAR: • FC entre 120 e 160 após 12 horas de vida • PA sistólica por volta de 70mmHg • Cianose pode indicar cardiopatia ou doença respiratória • Podem ser auscultados sopros transitórios ▪ APARELHO RESPIRATÓRIO • FR de 50 irpm em RN a termo • FR acima de 60 irpm pode indicar doença pulmonar ou cardiovascular // não dar mamadeira • Esforço respiratório leve pode ser encontrado em prematuros na ausência de doença ▪ AVALIAÇÃO DO ABDÔMEN • Fígado palpável até dois centímetros abaixo do RCD • Baço geralmente não palpável, mas pode ser tocado até 1 cm abaixo do RCE • Distensão abdominal presente o Se significativa ao nascer, pensar em obstrução ou perfuração do TGI o Se significativa tardiamente, pensar em obstrução intestinal • Até 24 horas após o nascimento, haverá gás no reto (visível na radiografia) • Presença de artéria umbilical única indica malformação (geralmente renal) • O coto umbilical mumifica na primeira semana e cai até o 10º dia • Palpação de massas podem indicar hidronefrose ou rim policístico • Lembrar que os rins são palpáveis ▪ AVALIAÇÃO DO APARELHO GENITAL • A aderência da glande ao prepúcio é comum • A hiperreflexia durante o choro ou no frio • Hipertrofia das glândulas mamárias também comum • Pequenos lábios podem ser protrusos, pode haver a saída de secreção (sangue ou cristais de úraco) ▪ REFLEXOS • Reflexo de Moro (do abraço) o O “susto” provoca o reflexo de “abraço” o Some aos quatro meses • Reflexo tônico-cervical o Movimenta-se a cabeça do bebe para um dos lados por 15 segundos: os membros do lado para o lado que o bebê olha sofrem extensão; os membros do lado contrário sofrem flexão o Some aos três meses • Reflexo de preensão palmar o Reflexo de pega dos dedos ao tocar a palma da mão do bebe o Some aos seis meses • Reflexo de preensão plantar o Reflexo de pega dos dedos ao tocar a sola do pé do bebe o Some aos quinze meses • Reflexo de Galant o Com o bebe em decúbito ventral na palma da mão do examinador, estimula-se a pele do dorso com um movimento vertical crânio-caudal que provoca flexão do tronco (concavidade virada para o examinador) o Some aos quatro meses • Reflexo do extensor cruzado o Espadachim o Some após um mêse meio • Sinal de Babinski o Extensão dos dedos ao estimular a sola do pé em movimento vertical o Some até os dois anos • Reflexo do apoio plantar e marcha o Ao apoiar os pés do bebê (segurado pelo avaliador pelas axilas) na superfície, haverá uma marcha reflexa o Some aos dois meses • Reflexo de Babkin o Abertura da boca ao pressionar a mão do lactente o Some até os três meses durante vigília e até os seis meses durante o sono • Reflexo de procura o Rotação do pescoço para o lado da bochecha estimulado ao toque o Some até os dois meses • Reflexo do paraquedista o Segurar o bebe em decúbito ventral pela mão do avaliador e aproximá-lo bruscamente da mesa. Como reflexo, ele abrirá os braços o Surge por volta do oitavo mês e permanece para sempre • Reflexo de reptação o Em decúbito ventral na mesa, toca-se a sola dos pés e nota-se uma propulsão do corpo para frente, como se fosse um “rastejo”. o Some aos três meses ▪ AVALIAÇÃO DO SISTEMA ORTOPÉDICO: servem para diagnóstico de displasia de quadril (luxação congênita de quadril) • Manobra de BARLOW e de ORTOLANI • FÁCIES o Atentar a sinais como pregas epicânticas, microftalmia, hipertelorismo ocular, base nasal achatada, filtro longo, micrognatia, baixa implantação das orelhas, palato ogival. o Atentar os olhos ▪ Costumam estar fechados: para abri-los, fazer reflexo labiríntico (trazer para frente e para traz, gentilmente, o bebê ▪ Atentar hemorragias subconjuntivais e retinianas (achados benignos, por conta do parto natural) ▪ Avaliar reflexo vermelho ou reflexo de Brucker (catarata, retinoblastoma, retinopatia da prematuridade, coriorretinite) • Achados anormais: leucoria • Achados normais: reflexo vermelho brilhante • DESENVOLVIMENTO o Há uma perda de peso fisiológica na primeira semana e uma recuperação até o final da segunda o PESO ▪ A criança é pesada deitada até os seus 16Kg ou até completar dois anos de idade ▪ 1º TRIMESTRE DE VIDA: • 25-30g/dia ▪ 2º TRIMESTRE DE VIDA: • 20g/dia ▪ 3º TRIMESTRE DE VIDA: • 15g/dia ▪ 4º TRIMESTRE DE VIDA: • 12-15g/dia ▪ Ou seja: até o 5º mês o peso dobra e ao final do 1º ano espera- se 3X o PERÍMETRO CEFÁLICO ▪ Importante sua aferição correta, pois tem grande importância para rastreamento de atrasos no desenvolvimento neurológico ▪ Até os dois anos de idade ▪ 2cm/mês ▪ 1 cm/mês ▪ 0,5cm/mês ▪ 0,5cm/mês ▪ Ou seja, ganha-se em torno de 12 cm o ESTATURA: ▪ A criança é medida em pé a partir dos seus 2 anos de idade (ALTURA), antes mede-se ela deitada com o estadiômetro (ESTATURA) (P+M) -13 8,5 Alturas PAI + MÃE 2 (P+M) + 13 8,5 2 ▪ Até um ano de idade espera-se 2x ▪ REGRINHA • Nasce com +- 50 • Primeiro trimestre: + 8cm • Segundo trimestre: + 7cm • Terceiro trimestre: + 6cm • Quarto trimestre: + 5cm • 1-2 anos: +10 cm • 2-3 anos: +10 cm • 3-4 anos: +10 cm • Aos 4 anos deve ter +- 1 metro • DESENVOLVIMENTO DO RN o CRÂNIO-CAUDAL, CUBITAL-RADIAL (“GROSSEIRO” - PINÇA/” FINO”) o PRIMEIRO PEGA, DEPOIS SOLTA o MOTOR: Membros fletidos, cabeça lateralizada (tônico-cervical) o ADAPTATIVO: fixa a visão o SOCIAL: prefere a face humana o LINGUAGEM: choro • PRIMEIRO MÊS DE VIDA o MOTOR: pernas mais esticadas, postura tônico-cervical, levanta o queixo quando pronado o ADAPTATIVO: segue 90º (1/4 movimento da cabeça) o SOCIAL: chora o LINGUAGEM: choro • SEGUNDO MÊS DE VIDA o MOTOR: Postura tônico-clônica, levanta a cabeça o ADAPTATIVO: cabeça 180º o SOCIAL: sorriso social o LINGUAGEM: vocalização (consonantal) • TERCEIRO MÊS DE VIDA o MOTOR: Postura tonico-clônica, levanta a cabeça e o tronco, sustenta a cabeça (pendular) o ADAPTATIVO: estende a mão para pegar objetos o SOCIAL: contato social o LINGUAGEM: sons guturais (grrrr, prrrrr, brrrr) • QUARTO MÊS DE VIDA o MOTOR: Cabeça centralizada, olha para as mãos na linha média, sustenta a cabeça o ADAPTATIVO: pega cubital o SOCIAL: ri alto o LINGUAGEM: sons guturais • QUINTO MÊS DE VIDA ATÉ UM ANO: +- 75cm ATÉ DOIS ANOS: +-85cm ATÉ TRÊS ANOS: +-95cm ATÉ QUATRO ANOS: +- 105cm o Rola • SEXTO MÊS DE VIDA o Senta com apoio • SEXTO AO SÉTIMO MÊS DE VIDA (FASE TRONCULAR) o MOTOR: rola, senta com apoio o ADAPTATIVO: pega radial, transfere objetos de mãos o SOCIAL: prefere a mãe o LINGUAGEM: polissílabos vogais (lalação) • NONO AO DÉCIMO MÊS DE VIDA o MOTOR: senta sozinho sem apoio, engatinha o ADAPTATIVO: segura objetos (pinça), solta objetos se retirados o SOCIAL: estranha, acena, bate palmas, brinca de “cadê¿” o LINGUAGEM: polissílabos (mama, papa) • DÉCIMO SEGUNDO MÊS DE VIDA o MOTOR: anda com apoio, levanta sozinho o ADAPTATIVO: apanha objeto (pinça), entrega objeto quando solicitado o SOCIAL: interage (vestir, brincar) o LINGUAGEM: algumas palavras • ALEITAMENTO MATERNO Segundo a OMS e à sociedade brasileira de pediatria (SBP), recomenda-se o aleitamento materno EXCLUSIVO até os seis meses de idade, e, a partir dessa idade, como o leite materno se torna insuficiente, é necessária a introdução de outros alimentos, desde que não sejam outros tipos de leite, sendo o materno uma fonte importante de imunoglobulinas, vitaminas, proteínas e energia que deve ser mantida até, no mínimo, os dois anos de idade. • DEFINIÇÕES: o Aleitamento materno exclusivo: leite materno e apenas leite, não sendo necessária a introdução de outros líquidos ou alimentos, excetuando o reforço de ferro e de vitamina D. o Aleitamento materno predominante: leite materno, água, sucos de frutas e chás. o Aleitamento materno complementado: leite materno e alimentos sólidos ou semissólidos (papinha). Outros tipos de leite não são considerados complementares. o Aleitamento materno misto ou parcial: além do leite materno, é fornecido à criança outros tipos de leite. • VANTAGENS: o Para o bebê ▪ Alimento completo ▪ Prevenção e diminuição da mortalidade infantil, além da gravidade e da incidência de doenças infecciosas diarreicas, imunoalérgicas (asma, dermatite), respiratórias. o Para a mãe ▪ Prevenção de hemorragia pós-parto ao favorecer a dequitação placentária, a involução uterina, a perda de peso ▪ Método contraceptivo nos primeiros 6 meses ▪ Remineralização óssea ▪ Redução do risco de câncer de mama ▪ Proteção contra DM2 ▪ Promove perda ponderal de 704Kcal/dia ▪ Economia e eficácia ▪ Obs: reflexo de fergusson: liberação de ocitocina e consequente contração uterina pelo estímulo da sucção • PREPARO PARA A AMAMENTAÇÃO o As mamas não precisam ser “preparadas” o Não usar sabonetes ou outras coisas, pois podem provocar rachaduras e dificultar a pega pelo bebê o Expor a mama ao sol por alguns minutos o Se os mamilos não são normais, ou seja, se eles são invertidos ou protrusos, algumas técnicas antes da mamada podem auxiliar na pega ▪ Estímulo ao toque ▪ Compressas frias ▪ Sucção com bomba ou com seringa o As duas mamas devem ser oferecidas e esvaziadas • A PEGA o POSICIONAMENTO: ▪ Rosto do bebê de frente para a mama, com o nariz encostado no mamilo ▪ Cabeça e tronco alinhados ▪ Corpo do bebê próximo ao da mãe (barriga com barriga) ▪ Pescoço levemente estendido ▪ Corpo bem apoiado pelos braços da mãe o PEGA: ▪ Boca do bebê bem aberta e englobando maior parte da aréola ▪ Lábio inferior invertido ▪ Queixo tocandoa mama ▪ Língua sobre a gengiva inferior e com as bordar curvadas para cima ▪ Deglutição visível e audível o SINAIS DE TÉCNICA INCORRETA: ▪ Ruídos da língua ▪ Mama muito esticada ou deformada durante a mamada ▪ Dor à amamentação ▪ Bochechas encovadas durante a amamentação LEITE HUMANO LEITE DE VACA Água ok falta água Calorias suficientes (75Kcal/100ml) menos calorias (66) 6,8 g/100ml lactose 4,9 4-4,5g/100ml gordura 4 Proteínas ok proteínas em excesso 7 mEq/L sódio 22 13 mEq/L potássio 35 340 mEq/L cálcio 1170 Iguais quantidades de ferro, mas no leite materno há a presença de lactosferina, necessária para sua absorção. Logo, o leite materno protege contra anemia ferropriva. IgA, IgM e IgG Leucítitos Lactoferrina Lisozima Fator bífidus Lipase Ausência de bactérias presença **Fator bífidus: fator que favorece o crescimento e o desenvolvimento da microbiota • FASES DA PRODUÇÃO LÁCTEA o Colostro ▪ Secretado nos primeiros cinco dias após o parto ▪ Tem mais eletrólitos, proteínas, vitaminas lipossolúveis, minerais e imunoglobulinas, mas possui menos gordura, lactose e vitaminas hidrossolúveis do que o leite maduro ▪ Facilita a eliminação do mecônio o Leite de transição ▪ Entre 6 e 10 dias até a segunda semana o Leite maduro ▪ A parti da segunda quinzena após o parto ▪ Tem maior teor lipídico e calórico e menor proteico o Leite de mães de bebês prematuros ▪ Mais rico em proteínas (com maior concentração de Aas essenciais), gorduras, sódio, cloro, vitaminas A e E A U S Ê N C I A ▪ Menor de lactose e de vitamina C • Método Canguru o AMOR, CALOR E ALEITAMENTO MATERNO o Norma de atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso ▪ Amamentação exclusiva ▪ Posição canguru ▪ Acompanhamento ambulatorial • REFLEXOS DOS BEBÊS À AMAMENTAÇÃO o Reflexo dos pontos cardeais ou de Bursa: busca pelo estímulo que tocou a bochecha o Reflexo de sucção: o contato do mamilo com a parte posterior da língua e com o palato estimula a sucção o Reflexo de deglutição: deglutição do líquido em contato com a orofaringe. Este reflexo pode estar ausente ou prejudicado em prematuros de 34 semanas ou menos. • AFFECÇÕES DA MAMA o Ingurgitamento mamário ▪ Fisiológico: mamas cheias, pesadas e quentes, sem sinais de hiperemia ou de edema. Drena-se o leite com facilidade ▪ Algumas mulheres apresentam febre, mal-estar, mamas edemaciadas, doloridas e sente dificuldade para drenar o o leite. ▪ Nos dois casos há drenagem insuficiente do leite ▪ Pq¿ • Amamentação incorreta • Mamadas espaçadas • Separação da mãe e do bebê ▪ Como corrigir¿ • Livre demanda de mamada • Ordenhar o excesso de leite • Sutiã apropriado etc • Talvez ibuprofeno • Massagem circular o Dor e trauma mamilares ▪ Fissuras, bolhas, equimoses, candidíase, síndrome de Reynaud. ▪ O que fazer¿ • Pega e posicionamento correto • Manter mamilos secos, expondo-os ao sol • Ordenhar um pouco de leite antes da mamada o Mastite ▪ Processo inflamatório por estase do leite e infecção ▪ Staphylococcus aureus, strepcococcus e E. coli ▪ O que fazer¿ • Pega e posicionamento correto • Manter mamilos secos, expondo-os ao sol • Ordenhar um pouco de leite antes da mamada • Ibuprofeno • Antibiótico • Não contraindicar a amamentação o ABSCESSO MAMÁRIO ▪ Intensa dor, nódulo palpável e flutuante de pus, febre. Causado por Staphylo auerus ▪ Amamentação segura, ainda que a OMS não recomende. • IMUNIZAÇÕES o TIPOS ▪ Ativa: vacina ou toxoide • Ex: vacina • Indução da resposta imune no organismo ▪ Passiva: uso de anticorpos • Ação temporária • Ex: mãe-filho o MITOS ▪ Com febre; ▪ Desnutrida; ▪ Com doenças comuns, como resfriados ou outras infecções respiratórias com tosse e coriza; ▪ Com diarreia leve ou moderada; ▪ Com doenças de pele; ▪ Tomando antibióticos; ▪ Com baixo peso ao nascer ou se for prematura (exceto BCG – não aplicar esta vacina em crianças com peso inferior a 2 kg); ▪ Que esteja internada num hospital – exceção POLIO ORAL; • O vírus é excretado pelas fezes durante muito tempo ▪ Que tenha história e/ou diagnóstico clínico pregresso de tuberculose, hepatite B, coqueluche, difteria, tétano, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela, no que diz respeito à aplicação das respectivas vacinas; ▪ Que tenha antecedente familiar de convulsão; • DTP -> DTPa ▪ Que faça TRATAMENTO SISTÊMICO COM CORTICOSTEROIDES nas seguintes situações: • curta duração (inferior a duas semanas), independente da dose; • doses baixas ou moderadas, independentemente do tempo; • tratamento prolongado, em dias alternados, com corticosteroides de ação curta; • doses de manutenção fisiológica. ▪ Alergia, exceto as de caráter anafilático, relacionada com os componentes das vacinas. o CONTRAINDICAÇÕES VERDADEIRAS ▪ Doença febril aguda grave; ▪ Doença anafilática a dose prévia; ▪ Imunodepressão (vacina de vírus vivo: PVO, MMR e varicela); ▪ Uso de corticoide em doses imunossupressoras (2mg/kg/dia mais 14 dias); ▪ Crianças que desenvolveram encefalopatia até após 7 dias da administração da DPT; o QUANDO ADIAR¿ ▪ Episódio agudo de doença com evolução febril ▪ Até 90 dias após o uso de imunossupressores ou corticoides em altas doses ▪ Até 3 semanas após transfusão de plasma fresco ou imunoglobulina o VACINAS ▪ BCG • Dose única ao nascer até 4 anos, 11 meses e 29 dias • Peso mínimo de 2Kg • Se não tem a cicatriz até os seis meses, não precisa repetir a dose • Se contato com hanseníase, segunda dose após seis meses à aplicação da primeira • Se a mãe tomou imunossupressor durante a gestação, adiar a vacina • Se mãe com HIV, filho recebe vacina até os 18 meses, se assintomático e sem sinais de imunodeficiência • Evolução: o Nódulo (2ª semana) – úlcera (5ª-6ª semana) – cicatriz (8ª-13ª semana) o 8% com adenite axilar, abscesso ▪ HEPATITE B E PENTA ( • 1 dose ao nascer e deve ser administrada até 30 dias após o nascimento • Para crianças que iniciam esquema vacinal a partir de 1 (um) mês de idade até 4 (quatro) anos 11 meses e 29 dias: o Em recém-nascidos de MÃES PORTADORAS DA HEPATITE B, administrar a vacina e a imunoglobulina humana anti-hepatite B, preferencialmente nas primeiras 12 HORAS, podendo a IMUNOGLOBULINA ser administrada no máximo ATÉ 7 (SETE) DIAS DE VIDA. o ADMINISTRAR 3 (TRÊS) DOSES DA VACINA PENTA (vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, hepatite B e Haemophilus influenzae B, com intervalo de 60 dias entre as doses. o Crianças com peso de nascimento inferior a 2kg ou IG < 33 semanas devem receber, OBRIGATORIAMENTE, além da dose ao nascer, mais 3 doses da vacina (total de 4 doses = 0, 2, 4, 6 meses). ▪ DTP (difteria, tétano e coqueluche) • prevenção de formas graves • Quando possível, aplicar DTPa pelo MENOR RISCO DE REATOGENICIDADE (SBP) o Convulsão até 72 hs após a aplicação ▪ Aplicar DTPa o Síndrome hipotônica hiporresponsiva até 48 hs após a aplicação ▪ Aplicar DTPa o Encefalopatia até 7 dias após a aplicação ▪ c) Aplicar dT o Reação anafilática ▪ Não aplicar • GESTANTES devem receber uma dose da vacina dTpa a partir da 20ª semana de gestação, a CADA GRAVIDEZ. ▪ POLIOMIELITE • Vírus vivo atenuado (sabin – VOP): o barata, fácil administração, imunidadehumoral e intestinal, favorece imunização de não- vacinados; o vírus é excretado por 4 a 6 semanas pelas fezes após a vacinação o Administrar o PRIMEIRO REFORÇO aos 15 MESES de idade e o SEGUNDO REFORÇO aos 4 anos de idade. o Até 4 (quatro) anos 11 meses e 29 dias. REPETIR a dose se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar. • vírus inativado (salk – VIP); o não indução de anticorpos protetores, o custo mais elevado, pouca imunidade intestinal o Administrar 3 (TRÊS) DOSES: AOS 2 (DOIS), 4 (QUATRO) E 6 (SEIS) MESES DE IDADE, com intervalo de 60 dias. o Em situação epidemiológica de risco, o intervalo mínimo pode ser de 30 dias entre ela ▪ ROTAVÍRUS • 1ª 2 meses • 2ª 4 meses • Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação, não repetir a dose. ▪ PNEUMOCÓCUCA 10, 13 E 23 • Rede publica de saúde • Pneumo 10: 2, 4 MESES COM REFORÇO AOS 12 MESES • Pneumo 13: Receber até os 5 anos de idade • Pneumo 23: 2 doses com intervalo de dois meses a partir dos dois anos ▪ MENINGOGÓCICA C • 3 e 5 meses + reforço aos 12 meses • Receber até 11 anos a 14 anos 11 meses e 29 dias ▪ TRÍPLICE VIRAL E TETRAVIRAL • SRC: Caxumba, sarampo e rubéola o 1 dose (12 meses) o segunda dose para a população de 20 a 29 anos de idade o contraindicação: todas para vírus vivo, anafilaxia com neomicina, alergia ao ovo • TETRA: varicela + SRC o Vírus vivo atenuado o 1 dose (15 meses pode ser feita até 5 anos no SUS) o Previne a varicela ▪ HEPATITE A • 1 dose (15 meses – pode ser feita até 5 anos no SUS) ▪ HPV • 2 doses da vacina HPV com intervalo de 6 meses • Não adm: meninas grávidas, reação grave à dose anterior ou a algum componente da vacina • Meninas entre 9 e 14 anos • Meninos de 12 e 13 anos / Meninos e homens com HIV de 9 a 26 anos* • Pessoas que CONVIVEM com HIV deverão receber TRÊS DOSES: a segunda dois meses após a primeira, e a terceira seis meses após a primeira. ▪ VARICELA • 1 dose aos 4 anos ▪ FEBRE AMARELA • Febre Amarela silvestre • a partir de 6 meses de idade, principalmente na área rural • Administrar 1 (uma) dose a partir dos 9 (nove) meses de idade. NÃO NECESSITA MAIS DOSE DE REFORÇO • Tomar, pelo menos, 10 dias anteriores à data da viagem a uma área de risco • Em menores de 2 anos de idade primovacinados NÃO ADMINISTRAR a vacina febre amarela SIMULTANEAMENTE com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e/ou tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) e/ ou varicela • Mulheres que estão amamentando bebês MENORES DE 6 MESES, o aleitamento deve ser INTERROMPIDO POR 28 DIAS (NO MÍNIMO 15 DIAS), ▪ INFLUENZA • < 9 anos: 2 doses no primeiro ano (depois 1 dose anual) • > 9 anos: 1 dose anual • Febre, mialgia, cefaléia, cansaço em 48 hs • ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO ANO DE IDADE o Aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, após isso, pode-se iniciar a introdução de alimentos complementares junto ao leite materno. o Mastigação, deglutição, digestão, excreção o Água o Frutas da estação o Importante determinar um horário fixo para a frutinha o Cereais, tubérculos, leguminosas, legumes, verduras, proteínas de origem animal... -> papinha o Alimentos enlatados (aquelas papinhas de mercado) para bebês: quebra-galho... o Adicionar também suplementação de vitamina D e ferro o E quem não pode mamar no seio¿ o No primeiro ano de vida é inadequado dar outro tipo de leite, DAR FÓRMULA como complemento, pois nela há componentes semelhantes ao leite materno, além de nucleotídeos, os quais são importantes para síntese de DNA e de RNA, e de ácidos graxos de cadeia longa (LC-PUFA’s). ▪ Fórmulas da proteína do leite de vaca o NAN PRO (NESTLE) o APTAMIL (DANONE) o ENFAMIL (JOHNSON) o SIMILAG (ABBOT) ▪ A base de cereal (não é leite) o MUCILN (JOHNSON) o MILNUTRI (NESTLE) ▪ RNOMBPN (prematuro de extremo baixo-peso (< 1,5Kg) o Leite materno ▪ + pré-NAN, ou + aptamil pré ▪ 100mL de leite humano acrescido de 5g do produto) ▪ Alergia à proteína do leite de vaca (APLV) o OMS: a partir dos seis meses o FÓRMULAS COM PROTEINAS PARCIALMENTE HIDROLISADAS ▪ NAN SOY ▪ APTAMIL SOY o FÓRMULAS COM PROTEINA EXTENSAMENTE HIDROLISADAS ▪ Sem menifestações GI, mas respiratório ou cutâneo • Althéra (NESTLE) • Aptamil Pepti (DANNONE) ▪ Se há manifestações GI (dor, diarreia com ou sem sangue) • Alfaré (NESTLE) • Pregomin Pepti (DANNONE) o QUEM NÃO SUPERA NADA¿¿¿ Dar suplemento com AAs ▪ ALFAMINO (NESTLE) ▪ NEOCATE (DANNONE/SUPPORT) ▪ Intolerância à lactose o Fórmulas à base de soja (+ 6meses) o Fórmulas lácteas sem lactose (- 6meses) ▪ NAN SL ▪ APTAMIL SL ▪ História familiar de atopia (asma, rinite, urticária) o Fórmulas parcialmente hidrolisadas ▪ APTAMIL HÁ ▪ NAN SUPREME ▪ Cólicas no lactente e constipação o NAN CONFOR o APTAMIL ACTIVE ▪ Refluxo Gastroesofágico (AR - ANTIRREFLUXO) o NAN AR o APTAMIL AR ▪ OBS SOBRE PRE E PROBIÓTICOS o Proibidos em 2013 pela anvisa o PRE: carboidratos que estimulam proliferação bacteriana no cólon o PRO: micro-organismos vivos que alteram microbiota do TGI o SUPLEMENTAÇÃO ▪ Vit. D: pró-hormônio (secoesteroide) • D2 e D3 (RELEVANTE D3, colecalciferol) • sintetizado na pele e importante para mineralização óssea • Síntese endógena • Carência: raquitismo, cardiopatia, neoplasia, DM1, asma, obesidade... • Indicado a partir da primeira semana de vida • PRA QUEEM VAMOS RECEITAR (BRASIL RULES)¿ o SEIO MATERNO EXCLUSIVO + SOL ou fórmula (>500mg/dia), independente se criança negra ou branca • SBP: o 1 semana até 1 ano: 400 u.i/dia o 1 ano até 2 anos: 600 u.i/dia o Adtil (1 gota tem 400 u.i) ou depura kids (12 gotas têm 400 u.i) • O QUE FAZER PARA AJUDAR O BEBÊ¿ o 2h/semana inverno o bebê ou 30m/semana verão ▪ FERRO • Síntese de Hb • Carência: anemia ferropriva • RN a termo possui reserva por 4 meses; prematuro é incerto. • Fonte alimentar: o Carnes, leguminosas, verduras verdes • Quem precisa¿ o Lactante a termo / AIG > 3 meses o Prematuro: 2mg/kg/dia até 1 ano ou 1mg/kg/dia até 2 anos • Quem não precisa¿ o Menos de três meses ▪ SEMIOLOGIA DO SISTEMA CARDÍACO o Sempre perguntar sobre o primeiro trimestre de gestação, sobre a gravidez atual e sobre as anteriores ▪ Teve intercorrências¿ ▪ como se sente¿ ▪ Teve doenças infecciosas, como rubéola e Coxsackie (enterovírus que infecta principalmente recém-nascidos) ▪ Fez uso de drogas/fármacos, como talidomida, álcool, hidantoína, trimetadiona¿ ▪ Fez Raio-X¿ ▪ Ver a idade materna o Avaliar recém-nascido ▪ Como mama¿ ele cansa¿ ele sua¿ ▪ Taquipneia: importante sinal para IC • Não oferecer mamadeira para criança com FR>60 ▪ Cianose: avaliar extremidades, tanto dormindo quanto mamando • Ver se há cianose perioral ou nos dedos das mãos e dos pés ▪ Crianças em posição de cóceras tem o retorno venoso melhorado, além da oxigenação, diminuindo cianose e reflexos cardiorrespiratórios em decorrência de doenças como IC e T. Fallot ▪ Investigar síncope: situações de baixo débito e com arritmias o Tosse/bronquite o Avaliar: ▪ Déficit ou ganho de peso ▪ Sudorese excessiva ▪ Sinais neurológicos ▪ Cianose ▪ Tosse o Investigar histórico familiar o EXAME FÍSICO: ▪ Inspeção (aspecto físico do paciente) • Aspectos psicológicos • Postura • Expressão facial • Nutrição • Estadomental • Hidratação, perfusão periférica, edema, cianose... ▪ Movimentos cardíacos (inspeção, palpação, percussão do precórdio) ▪ Turgor venoso e perfusão periférica ▪ Pulso e pressão arterial ▪ Ausculta **S. Marfan: Ins. Mitral congênita, prolapso da válvula mitral, dilatação da raiz da aorta **Baqueteamento digital: cardiopatia cianótica com policitemia ▪ Cianose ▪ PALPAÇÃO DOS PULSOS • Em crianças avaliar braquial e femoral ▪ TA a cada consulta em criança acima de 3 anos. Em menos de três anos se prematuros, baixo peso, cardiopatas, alterações urinárias, transplantados, oncológicos, histórico familiar de HAS... ▪ QUESTÃO DE PROVA: o Coarctação de aorta e desidratação: pulso mmii diminuídos comparados aos mmss o Choque séptico: pulso periférico globalmente diminuído o Persistência do canal arterial: pulso periférico (pedioso) aumentado o ▪ Pulso venoso • Avaliar jugular externa em decúbito dorsal o Se estiver pulsando é anormal: hipertensão venosa -> estase no átrio direito (estenose pulmonar, ICC, insuficiência da valva tricúspide) • Palpação dos pulsos carotídeos • Palpação da fossa supra-esternal ▪ Palpação e análise do precordio • À direita do paciente • Analisar velocidade, amplitude e duração ▪ AUSCULTA CARDÍACA • 1ª BULHA: início da sístole e fechamento das valvas AV • 2ª BULHA: início da diástole e fechamento das valvas aórtica e pulmonar • 3ª BULHA: enchimento rápido do ventrículo, presente em doenças de grande distensão ventricular ou sobrecarga. Em crianças pode ser comum. • 4ª BULHA: normal em crianças/adolescentes, marca o fim da diástole e o início da contração atrial A partir daqui eu estava sem tempo e peguei de resumos já existentes -da Luiza Zangalli ATM 2021/1 sistema endócrino -da Karolayne Dittgen Schmegel ATM 2022/1 a partir de sistema respiratório! • SEMIOLOGIA DO SISTEMA ENDÓCRINO 1- DIABETES MELITUS = Tipo I é mais prevalente. o Manifestações clínicas: -Urinárias: Poliúria, noctúria, enurese. -Gastrointestinais: Polifagia, polidipsia, hálito cetônico, dor abdominal, vômitos. -Constitucionais: Perda de peso, crescimento inadequado. -Neurológicos: Visão turva, alteração de sensório, coma. -Outras: Respiração de Kussmaul, suscetibilidade à algumas infecções (candidíase vaginal). o Resistência insulínica: Acantose nigricans. 2- OBESIDADE = Desordem composição corporal. – Joelho Valgo 3- IMC (É o que se usa no cálculo em crianças / Em adultos não é muito preciso), circunferência abdominal. 4- METABOLISMO DO CÁLCIO • RAQUITISMO = perda da mineralização óssea o Atraso pondero-estatural; o Atraso da erupção dentária; o Deformidades ósseas: alargamento de punhos, joelhos, tornozelos; o Fronte proeminente; o Rosário raquítico; o Geno varo; o Irritabilidade; o Sudorese cefálica; o Hipotonia e fraqueza muscular; o Tetania e crises convulsivas; o Alopécia universal • OSTEOGÊNESE IMPERFEITA = Doença genética do colágeno. Fraturas múltiplas na ausência de traumas; Deformidades ósseas; Escleróticas azuis; Dentinogênese imperfeita; Surdez condutiva ou mista (puberdade). 5- ALTERAÇÕES DA TIREOIDE • HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO = Assintomático na maioria dos RN. *Teste do Pézinho*. o Icterícia prolongada; Macroglossia (cretinismo); Choro rouco; Hérnia umbilical; Hipoatividade; Pele seca e enrugada na região frontal; Sucção deficiente; Comprometimento do crescimento. • HIPOTIREOIDISMO o Anamnese: Sonolência, cansaço, astenia; constipação; intolerância ao frio; ganho de peso; desaceleração do crescimento; atraso puberal; presença de outras doenças autoimunes; irregularidade menstrual; HF de tireoidite autoimune. o Exame físico: Face mixedematosa (rosto arredondado, pele seca, nariz grosseiro, cabelo seco e sem brilho, expressão de desânimo); baixa estatura; bócio; pele seca; palidez; obesidade; hirsutismo; fraqueza muscular; epifisiólise femoral (deslizamento da epífise do fêmur). • HIPERTIREOIDISMO = Quadro mais sutil e insidioso. o Hiperatividade; nervosismo; baixo rendimento escolar; fadiga, fraqueza muscular; taquicardia, palpitações; perda de peso; tremores; pele quente; bócio; manifestações oculares (retração palpebral, edema de conjuntiva e periorbitário, diplopia, lacrimejamento, exoftalmia). o Maior número de evacuações, maior diurese. • HIPOPARATIREOIDISMO = menos PTH ou resistência (PTH tira do osso e passa pro sangue) o Diminuição do cálcio sérico e aumento do fosfato, tetania, parestesia, rigidez muscular, cabelo seco, alopecia, unha fraca, dentes hipoplásicos. o Sinal de Chvostek: contratura da face e do lábio superior ao toque o Sinal de Trousseau: Flexão do punho, do cotovelo e adução do polegar ao toque. • INSUFICIÊNCIA ADRENAL o Palidez cutânea; pulso diminuído; cianose de extremidades; hipotensão; taquipneia; perda de peso; escurecimento da pele; diminuição da velocidade de crescimento; dor abdominal; vômitos; fraqueza muscular; cefaléia. • SÍNDROME DE CUSHING (excesso de glicocorticoide, maior secreção de ACTH) o Obesidade; acne; baixa estatura; diabetes; hipertensão; rubor facial; fadiga intensa; estrias violáceas, aumento da circunferência abdominal e atrofia muscular em mmii. • TUMOR ADRENAL o Pubarca; hipertrofia clitóris/pênis; hirsutismo; acne; aumento da massa muscular; aumento da velocidade de crescimento; Irritabilidade; ganho de peso; alteração do timbre da voz; hipertensão; convulsões; síndrome de Cushing. Relacionado com Feocromocitoma (tumor de supra-adrenal) e com neuroblastoma (tumor de células adrenais – maligno e mais comum em crianças até 5 anos) • HIPOPITUITARISMO o EIXO TEIREOIDIANO = Sinais clínicos de hipotireoidismo. o EIXO GONADAL = Micropênis, com ou sem criptoquirdismo, atraso puberal (FSH e LH). o EIXO SOMATOTRÓFICO = Baixa estatura e diminuição da velocidade de crescimento. o EIXO ADRENAL = Clínica de Insuficiência Adrenal (pulso diminuído, hiperpigmentação e taquipneia), porém sem hiperpigmentação e sem perda de sal. o ALTERAÇÃO DE NEUROHIPÓFISE = Poliúria, polidipsia, enurese, febre de origem indeterminada em lactentes. • SEMIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 1- Tosse: a) Vias Aéreas Superiores (amigdalite, adenoide, resfriado, corpo estranho, rinite); b) Laríngea (alteração de voz, estridor, rouquidão); c) Brônquica, broncopulmonar, pleural; d) Compressão por adenopatias, massa, tumor. -> o Choqueluque: tosse típica. --Episódios prolongados terminados em guincho inspiratório. --Emetizante (termina em vômito). 1a fase catarral: semelhante a um resfriado. 2a fase paroxística 3a fase emetizante 2- Período neonatal: a) Laringotraqueomalácia (estridor) – malácia: amolecimento da cartilagem (depois volta ao normal). b) Prematuridade: apneia. c) Pneumonias, traqueobronquite (tosse, taquipneia, cianose). d) Doenças próprias do RN: - Doença da membrana hialina (prematuros) com diminuição/ausência de produção de surfactantes – previnem colabamento ao final da inspiração. - Taquipneia transitória do RN. - Síndrome da aspiração de mecônio (deve ser eliminado apenas depois do nascimento, mas nesse caso o feto libera antes e é aspirado pelos pulmões). 3- Forma do tórax: s) o Redondo (RN) b) o Elíptico (lactente) c) o Conformação da idade adulta (após os 7 anos) d) o Assimétrico: em lactantes prematuros e) o Rosário raquítico: raquitismo (espessamento da junção ósteo-cartilaginosa) f) o Abaulamento: derrame pleural volumoso (líquido no espaço pleural), pneumotóraxhipertensivo. g) Retração: atelectasia unilateral (cobalamento parcial ou total). 4- Padrão respiratório: a) o Lactente: respiração abdominal. b) 3o ano: inicia-se também a respiração torácica. c) Até os 7 anos: mista (abdominal + torácica). d) Depois dos 7 anos: respiração torácica. 4- Frequência respiratória (FR): a) RN = 40-50irpm b) Lactente = 25-35irpm c) Pré-escolar = 20-25irpm d) Escolar = 18-20irpm --Respiração superficial: alcalose metabólica, SNC --Respiração profunda: febre, anemia grave. --Respiração profunda e acelerada: desidratação. --pneia: cessação dos movimentos respiratórios por +20seg com cianose e/ou bradicardia. 5- Ritmos a) Ritmo de Kussmaul: movimentos lentos e profundos (acidose metabólica grave). b) Ritmo de Cheyne-Stokes: apneia alternando com hiperpneia (alteração grave do SNC). c) Respiração periódica: irregular com períodos rápidos de apneia (fisiológica em prematuros, doença de SNC). d) Tiragem (retração): utilização da musculatura acessória para respiração (casos de comprometimento do sistema respiratório). e) Gemidos: ruídos determinados por expiração forçada através da glote semiocluida. • ADOLESCÊNCIA a) Sexo feminino: --o Telarca: 8-13 anos --o Pubarca: um pouco após a telarca --o Menarca: 9-16 anos (em média 2,5 anos após a telarca e 6-12 meses após o pico de crescimento estatural). b) Sexo masculino: --Aumento testicular: 9-14 anos --Pubarca: média de 11,9 anos --Pelos axilares: 12,9 anos --Semenarca: 14-15 anos 1- Critérios de Tanner: monitoração do desenvolvimento puberal. -> Sexo masculino: I. Pênis, testículos e escroto de tamanho infantil, pelos pubianos ausentes. II. (11-15,5 anos): aumento dos testículos e escroto, pele escrotal mais fina e avermelhada, crescimento esparso de pelos finos, longos e discretamente encaracolado, ao longo da base do pênis. III. (11,5-16 anos): continuação do aumento do testículo, escroto e pênis (principalmente em comprimento), pelos mais pigmentosos, espessos e encaracolados em pequena quantidade na sínfise púbica. IV. (12-16,5 anos): continuação do crescimento, pelos do tipo adulto em menor quantidade. V. (15-17 anos): genitais de adulto. -> Sexo feminino: I. Mamas pré-adolescentes, somente elevação da papila, pelos pubianos ausentes. II. (8-13 anos): broto mamária, elevação da mama e da papila, crescimento esparso de pelos longos, finos e lisos ao longo dos grandes lábios. III. (10-14 anos): continuação do aumento da mama e aréola, sem separação de seus contornos, pelos pubianos mais espessos e pigmentados, estendendo-se sobre a sínfise pubiana. IV. (11-15 anos): projeção da aréola e da papila, formando uma elevação acima do nível da mama, pelos do tipo adulto em menor quantidade. V. (13-18 anos): estágio adulto. 7- Estirão da puberdade: Feminino: 8-10 cm/ano Masculino: 10-12 cm/ano • SEMIOLOGIA DO ABDOME 1- Ordem do exame físico: inspeção, ausculta, palpação, percussão. I. Inspeção Forma e mobilidade da parede, malformações, distensão ou escavação, cor (hiperemia, escurecimento) e alterações vasculares, pele, umbigo, peristalse, simetria, pulsações. a) Abdome escavado: casos de hérnia diafragmática - defeito de fechamento do diafragma, fazendo com que as vísceras abdominais migrem para o tórax, causando também hipoplasia pulmonar. b) Pele: cicatrizes, estrias, erupções, lesões, circulação colateral. c) Umbigo: observar contorno (vermelho + quente = infecção), localização, hérnia (geralmente, benigna), lesões. d)Cicatriz umbilical: umbigo amniótico (geleia e vasos) + cutâneo (pele do cordão umbilical). -Canal onfalomesentérico: comunicação entre o umbigo e o íleo. --“parece que meu bebê faz cocô pelo umbigo” -Persistência do úraco: comunicação entre umbigo e bexiga --“parece que meu bebê faz xixi pelo umbigo” -Onfalocele: hérnia do cordão (o cordão não está íntegro), sem pele (rota), vísceras extravasam através do cordão umbilical. -Gastrosquise: hérnia paraumbilical (visualizada antes do nascimento), defeito de fechamento da parede abdominal, vísceras extravasam à direita do cordão umbilical. -Granuloma umbilical: defeito de cicatrização (cauterizar com nitrato de prata). -Onfalite: infecção do cordão umbilical. -Coto umbilical: geleia de Wharton (tecido conjuntivo mucoso), com 2 artérias e 1 veia - cai entre 1-3 semanas. → Artéria umbilical única: relacionada com malformação do aparelho urinário. → 4v e 2a: situação rara, decorrente de fetus in feto (feto parasita). -Depressão do abdome: caquexia ou hérnia diafragmática (abdome escavado e tórax distendido com dificuldade respiratória) -Abaulamento do abdome: a) Aumento da espessura da parede; b) Acúmulo de líquido (ascite: água; hemoperitônio: sangue) ou de gases (pneumoperitônio: ar); c) Meteorismo (gases nas alças do TGI) com espasmos intestinas e distensões abdominais geralmente, decorrente de um processo de aerofagia inconsciente; d) Aumento dos órgãos: massa volumosa (tumores, megalia); e) RN: obstrução intestinal. II. Ausculta Geralmente, a ausculta do QID é suficiente. a) Aumento de RHA: diarreia, obstruções em fase inicial. b) Diminuição de RHA: peritonite, íleo paralítico. c) Borborigmos: RHA altos e prolongados. III. Palpação Superficial: resistência muscular e hipersensibilidade. Profunda: delinear massas (fígado e baço). • Sensibilidade: Dor generalizada (peritonite), dor localizada (apendicite). Sinal de Blumberg: dor na fossa ilíaca direita á palpação e à descompressão (apendicite). Hiperestesia cutânea: peritonite. • Resistência: elástico e uniforme (fisiológico). Hipertonia generalizada: peritonite, tétano (riso sardônico). Hipotonia: desnutrição, raquitismo, hipotireoidismo. Agenesia da musculatura: prune belly (barriga de ameixa seca). • Tumefações: forma, tamanho, mobilidade, consistência, posição. *Hipertrofia de piloro (estenose hipertrófica de piloro): massa com forma e tamanho de azeitona (oliva pilórica); cursa com vômitos, já é detectado no pré-natal. Invaginações: tumor no percurso do cólon, intussuscepção (causa mais comum de obstrução intestinal em crianças, ocorre quando um segmento do intestino delgado “engaveta” em si próprio; causa inchaço, obstrução e, eventualmente, gangrena intestinal). -Suboclusão por Ascaris: tumores móveis, duros e indolores, na região periumbilical. -Ascite: sinal de Piparote + (peteleco numa ponta da barriga e repercussão na outra ponta), macicez que sofre mudança no decúbito. IV. Percussão -Fisiológico: timpânico com áreas de macicez -Aumento do timpanismo: aerofagia, obstruções, pneumoperitônio. -Diminuição do timpanismo: ascite, massa, bexiga distendida. • REGIÃO INGUINAL a) Ânus Inspeção: Imperfuração, fístula, prolapso (exteriorização de órgão), fissuras. Imperfuração com fístula retovestibular (do ânus à vagina): excreção de mecônio e fezes pela vagina. Exteriorização do reto: prolapso retal (pode ser causa de parasitoses). * Fibrose cística: secreções corporais, mucosa do intestino grosso, protração do ânus (prolapso retal). Fissuras: identificação através do mostrador de relógio (por exemplo, fissura anal às 6h).