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Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 2 SUMÁRIO NEONATOLOGIA ..................................................................................................................................... 4 REANIMACAO NEONATAL ....................................................................................................................... 7 TRIAGEM NEONATAL ........................................................................................................................... 17 DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO RN .................................................................................................... 20 ICTERICIA NEONATAL ............................................................................................................................ 23 INFECCOES CONGENITAS ...................................................................................................................... 26 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO....................................................................................30 PUBERDADE....................................................................................................................34 DISTÚRBIOS CARENCIAIS DE MICRONUTRIENTES .................................................................................. 37 DESNUTRIÇÃO ...................................................................................................................................... 40 BAIXA ESTATURA...............................................................................................................41 OBESIDADE....................................................................................................................42 ALEITAMENTO MATERNO ..................................................................................................................... 44 INFECCOES DAS VIAS AEREAS SUPERIORES........................................... ..................................50 INFECCOES DAS VIAS AEREAS INFERIORES........................................................ .....................60 GASTROENTERITE.............................................................................................................66 DOENCAS EXANTEMATICAS .................................................................................................................. 73 IMUNIZACOES ...................................................................................................................................... 78 INFECCAO DO TRATO URINARIO .......................................................................................................... 95 SUPORTE DE VIDA ...............................................................................................................................100 MAUS TRATOS .....................................................................................................................................103 TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA .................................................................................................109 TDAH ...................................................................................................................................................110 Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 3 NEONATOLOGIA Neonatologia: é uma área de atuação dentro da Pediatria que visa a assistência ao Recém-Nascido em seu Período Neonatal que transcorre desde o primeiro atendimento em sala de parto até o 28° dia de vida. A importância desta área para o médico generalista e principalmente para nós em processo de revalidação vem do seguinte motivo. A alta mortalidade, cerca de 70% dos óbitos do primeiro ano de vida ocorrem no período neonatal, e grande maioria de suas causas são evitáveis por meio de uma boa assistência ao parto, e o Recém-nascido neste período. Sendo assim o médico generalista deve ter a competência básica para realizar desde o primeiro atendimento do RN em sala de parto, até o acompanhamento dele no transcorrer deste período. Dito isso vamos resgatar 2 conceitos primordiais da neonatologia em questões médico-legais. Que são as definições que devemos dominar para o preenchimento das Declarações de Nascido vivo, e Óbito fetal. Nascido vivo: Caracterizado quando existe a expulsão completa do produto do corpo materno, independente da duração da gravidez, ou peso, consideramos a presença de quaisquer sinal de vida: Respira, Chora, Pulsação do cordão umbilical, Movimentos efetivos ou contrações musculares, batimento cardíaco constatado pelo médico mesmo que seja por 1 segundo. Neste caso devemos preencher a Declaração de Nascido Vivo. Óbito fetal: É o óbito de um produto da concepção antes da expulsão ou extração completa do corpo materno, após as 20 semanas de gestação, e com peso maior a 500gramas, sem a constatação de nenhum sinal de vida. Neste caso deve ser preenchida é a Declaração de Óbito fetal. P.S se menor a 20 semanas de idade gestacional e com peso inferior a 500gr. Devemos considerar ABORTO e não óbito fetal. Classificamos nosso RN de acordo ao seu peso e idade gestacional, e tais classificações nos trazem um prognóstico quanto ao risco de vida do RN, e as principais patologias que devemos buscar e suspeitar para cada caso. A seguir analisaremos as classificações do RN de acordo a OMS. PESO AO NASCER RN com baixo peso ao nascer Menor a 2.500gr (1.500gr a 2.499 gr.) RN com muito baixo peso ao nascer Menor a 1.500gr (1.000gr. a 1.499gr) RN com extremo baixo peso ao nascer Menor a 1.000 gr. Macrossômico Maior a 4.000 gr IDADE GESTACIONAL PRÉ-TERMO Menor a 37 semanas completas de Gestação Obs.: Pré-termo tardio: 34 a 36 semanas e 6 dias de IG Pré-termo extremo: menor de 28 semanas de IG. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 4 A TERMO De 37 semanas a 41 semanas e seis dias de IG. PÓS-TERMO Maior a 42 semanas de gestação PESO CORRELACIONADO A IDADE GESTACIONAL Adequado para idade gestacional (AIG) Entre os percentis Z entre 10 e 90 Pequeno para idade gestacional (PIG) Percentil Z abaixo a 10 Grande para idade gestacional (GIG) Percentil Z acima a 90 Nas classificações citadas acima, as variantes encontradas de maior risco para o RN, são: prematuridade, e o baixo peso ao nascer sendo elas inversamente proporcional a sua sobrevida, quanto mais prematuro, e com menor peso ao nascer, maior o risco de óbito e complicações. Escores na sala de parto Com toda certeza os mais badalados e que vocês devem conhecer são: APGAR SILVERMAN-ANDERSEN CAPURRO/ NEW BALLARD Deixarei na sequencia ambos os Escores e seu uso para cada situação... porém atualmente tanto na prática médica diária quanto nas provas seja de residência médica ou revalidação, seu uso vem decaindo e sendo menos cobrados. O fato é que diferente do que ocorria a alguns anos atrás, atualmente eles não são mais usados para a decisão de condutas em sala de parto e diagnósticos, na realidade o grande valor deles é refletido em diagnósticos retrospectivos, e na avaliação da atenção perinatal, e até mesmo pré-natal, já que como citei anteriormente um bom seguimento pré-natal e uma boa assistência ao RN em sala de parto, diminuem significativamente complicações e risco de óbito. - Escore de apgar – É uma avaliação clínica do recém-nascido (RN), proposta pela anestesista Virginia Apgar, na década de 1950, mas muito utilizada até os dias atuais, devido à facilidade de aplicá-la. É utilizado para demonstrar as condições do nascimento, e consiste na avaliação da respiração, frequência cardíaca, cor, resposta a estímulos e tônus ao nascimento. Esse escore não definirá a necessidade ou não de manobras de reanimação neonatal, mas também será importante para avaliação da resposta e da eficácia dessasmanobras, caso tenham sido utilizadas. Mas como ele é calculado e por quais parâmetros? No 1º e 5º minutos de vida. Cada parâmetro clínico recebe uma pontuação de 0, 1 ou 2 e, com isso, a pontuação mínima é 0 e a pontuação máxima é 10. Mas como interpretar o Escore? Um escore baixo indica a presença de asfixia neonatal, e um escore alto , indica a ausência dessa asfixia. Mas é possível que o resultado da escala apresente falso-positivos e falso-negativos. A pontuação do primeiro minuto está relacionada ao pH do cordão umbilical, sendo um índice de depressão Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 5 Intraparto, isso poderá acarretar complicações deletérias a se a pontuação do 1º minuto for baixa, e permanecer baixa após o 5º minuto, longo prazo. Há um consenso de que um escore de Apgar de 7 a 10 significa uma criança sadia e, quando menor que 7, é um sinal de alerta para atenção especial. Se o escore for menor ou igual a 6, deverá continuar a ser calculado com intervalos de 5 minutos, até o 20º minuto de vida. Um Apgar baixo no 20º minuto é compatível com mau prognóstico, como mortalidade ou alguma disfunção neurológica. SINAL 0 1 2 Esforço respiratório Respiração ausente Respiração irregular Respiração regular; choro Frequência cardíaca Ausente Menor que 100 bpm Maior que 100 bpm Tônus muscular Totalmente flácido Alguma flexão de extremidades Movimentos ativos Irritabilidade reflexa Sem resposta Alguma reação Tosse ou espirro Cor Cianose central ou palidez Cianose de extremidades Róseo REANIMAÇÃO NEONATAL Não significa o atendimento feito dentro da UTIN, mas o atendimento ao RN na sala de parto! 1 a cada 10 RN necessita de ajuda para respirar após o parto. A mortalidade de crianças menores de 5 anos caiu drasticamente no mundo, com 3,6 milhões a menos de mortes em 2013, comparada ao ano 2000. Essa redução é atribuída à prevenção e tratamento de doenças infecciosas no período pós-neonatal. As três principais causas de mortes neonatais a cada ano no mundo são: Complicações da prematuridade Eventos relacionados ao parto Infecções O Brasil, com uma população ao redor de 200 milhões e 3 milhões de nascimentos por ano, reduziu as mortes de crianças abaixo de 5 anos em 78% entre 1990 e 2013, atingindo a Meta de Desenvolvimento do Milênio preconizada pela OMS. Em 2013 a mortalidade neonatal no Brasil correspondeu a 69% dos óbitos infantis e, 76% ocorreram entre 0-6 dias após o nascimento (1° semana). A maior parte dessas mortes aconteceu no primeiro dia de vida. As intervenções para reduzir a morbidade e a mortalidade neonatal associadas à asfixia perinatal e à síndrome de aspiração de mecônio incluem: Medidas de prevenção primária, com melhora da saúde materna, reconhecimento de situações de risco no pré- natal, disponibilização de recursos humanos capacitados para Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 6 1) Medidas de prevenção primaria, com melhora da saúde materna, reconhecimento de situações de risco no pré-natal, disponibilização de recursos humanos capacitados para atender ao parto e reconhecer complicações obstétricas. 2) Tratamento do evento, que consiste na reanimação neonatal imediata. 3) Tratamento das complicações do processo asfíxico, compreendendo o reconhecimento da asfixia e suas complicações. A reanimação, definida de forma ampla como o apoio especializado para uma transição bem sucedida ao nascer, tem sido um foco maior dentre os esforços para diminuir a mortalidade neonatal precoce. No Brasil, nascem cerca de três milhões de crianças ao ano. A maioria delas nasce com boa vitalidade, entretanto manobras de reanimação podem ser necessárias de maneira inesperada. Sendo essencial o conhecimento e a habilidade em reanimação neonatal para todos os profissionais que atendem ao RN em sala de parto. Estima-se que, a cada ano, 300.000 RN necessitem ajuda para iniciar e manter a respiração ao nascer. 1:10 RN necessitam de Ventilação por pressão positiva (VPP) no 1° minuto de vida. 1:100 RN necessitam de intubação e/ou massagem cardíaca em sala de parto. 1:1000 RN necessitam além das manobras acima, de medicações especificas. PREPARO PARA A ASSISTÊNCIA AO RN. Os pilares desta preparação: Anamnese Materna. Separação de materiais para RCP neonatal. *SELECIONAR – TESTAR – ORGANIZAR – LOCAL DE FÁCIL ACESSO* Equipe treinada em Reanimação Neonatal PREFERENCIALMENTE 1 PEDIATRA NA EQUIPE. Temperatura da sala de parto • Ambiente: 23° a 26° C. Antissepsia e uso de EPI’S para Biossegurança da Equipe. Todo material necessário para a reanimação deve ser preparado, testado e estar disponível em local de fácil acesso, antes do nascimento. Esse material é destinado à avaliação do paciente, manutenção da temperatura, aspiração de vias aéreas, ventilação e administração de medicações. Fonte de calor Material para cateterismo umbilical Fonte de oxigênio umidificado Material de proteção pessoal Aspirador com manômetro Estetoscópio Sondas para aspiração traqueal e gástrica Saco plástico para RNs pré-termo Balão auto inflável Relógio com contador de segundos Máscaras faciais para RN pré-termo e a termo. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 7 Aparato de sucção funcionando Laringoscópio com lâminas retas nº 0 e 1 Pilhas sobressalentes Tubos endotraqueais nº 2,5 – 3,0 – 3,5 Medicações: adrenalina, naloxone, bicarbonato e NaCl 0,9% Logo após o nascimento, a equipe deve estar voltada exclusivamente aos cuidados com o RN, sem perder tempo ou dispersar a atenção com a busca e/ou o ajuste do material. Verificar de modo sistemático e padronizado todo material que pode ser necessário antes de cada nascimento. Considerando-se a frequência de RN que precisam de algum procedimento de reanimação e a rapidez com que tais manobras devem ser iniciadas, é fundamental que pelo menos um profissional de saúde capaz de realizar os passos iniciais e a ventilação com pressão positiva por meio de máscara facial esteja presente em todo parto. A única responsabilidade desse profissional deve ser o atendimento ao RN. AVALIAÇÃO DA VITALIDADE AO NASCER SIM para as 3 perguntas... Estou a frente de um RN de Boa vitalidade. Não há necessidade de manobras de Reanimação. Estou apta a realizar os PASSOS INICIAIS. 1. PASSOS INICIAIS. 2. CLAMPEAMENTO DO CORDÃO. 3. AMAMENTAÇÃO NA 1° HORA DE VIDA. 4. CONTATO PELE A PELE MATERNA. PASSOS INICIAIS AQUECER a criança em unidade de calor radiante. Receber o RN em campos aquecidos. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 8 Se RN <34 semanas – aquecer com envoltório plástico de polietileno e touca dupla. O RN não tem o centro termorregulador maduro por este motivo tem uma grande tendência a perder calor para o ambiente. Além do mais ele nasce banhado em líquido amniótico que se assemelha ao álcool em relação a temperatura e volatilidade. Se deixamos o RN entrar em hipotermia, é bem provável que ele saia da sala de reanimação para uma UTI neonatal, já que ele gera uma resposta compensatória a perca de calor, promovendo um esgotamento adrenérgico, e chegando a um estado de coma ou alteração dos níveis de consciência. POSICIONAR a cabeça do RN com leve extensão, realizando LEVE CEFALODECLIVE. O médico, pediatra idealmente deve estar posicionado com a cabeça do RN voltada para si. Já que dentro de poucos segundos ele pode necessitar de manobras, e esta posição irá auxilia-lo nesses processos. E também para auxiliar que as vias aéreas continuem pérvias para a entrada de ar. No RN pré termo <34 semanas, pode ser necessário o uso de coxins adequados para a estabilização cervical, devido a imadurez neuromuscular. ASPIRAR vias aéreas do RN sehouver necessidade. (EX: indicação de VPP, liquido meconial, excesso de secreções.) Não se deve aspirar sem necessidade, já que a aspiração pode promover uma manobra vagal, e bradicardizar o RN. Primeiramente boca e depois o nariz. SECAR vigorosamente realizando estimulo tátil, RETIRAR campos úmidos. Evitar a perca de calor. Estes passos devem ser feitos em 30 segundos. Simultaneamente aos passos iniciais devemos realizar a aferição de: Frequência Cardíaca Ritmo respiratório Já que estes são os parâmetros que iremos utilizar para decidir as próximas condutas. CLAMPEAMENTO DO CORDÃO UMBILICAL Logo após a extração completa do produto da cavidade uterina, se avaliam as 3 perguntas de ouro citadas a cima. E em caso de SIM para as 3... podemos realizar o clampeamento tardio do cordão umbilical. Estudos afirmam que esta prática melhora os índices hematimétricos do RN em torno dos 3- 6 meses de vida, o que contribui para que não haja uma acentuação do período fisiológico de anemia que o RN passa nessa fase. Alguns outros estudos dizem que esta pratica pode aumentar o requerimento de fototerapia, já que o grande volume sanguíneo recebido, pode gerar uma hemólise acentuada, levando a uma Icterícia patológica. No RN >34 semanas pode ser realizado entre 1-3 minutos de vida. Já no RN <34 semanas o tempo estipulado, é de 30- 60 segundos, o que é considerado um clampeamento precoce. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 9 Em casos que o RN responda NÃO a mais de 2 perguntas devemos passar o RN imediatamente para os passos iniciais e reanimação. Por conta disso, devemos realizar o clampeamento imediato do cordão levando o RN para a mesa de Reanimação. Outro caso onde o cordão deve ser clampeado imediatamente é se a circulação placentária não estiver intacta (EX: descolamento de placenta, placenta prévia, rotura, prolapso ou nó de cordão). SE RESPONDEMOS NÃO A MAIS DE 2 PERGUNTAS... Devemos realizar em 30 seg. CLAMPEAMENTO PASSOS INICIAIS AFERIÇÃO SIMULTANEA DE FREQUÊNCIA CARDIACA E RITMO RESPIRATÓRIO. Se neste momento constatamos FC >100 BPM RITMO RESPIRATÓRIO REGULAR Este RN não necessita dos proximos passos e pode estar junto a mãe. Embora se constatamos que exista uma FC <100 BPM A frequência cardíaca deve se aferida de maneira sistemática, com estetoscópio no précordio, no tempo de 6 segundos e multiplicada por 10 para obtenção de resultado. RITMO RESPIRATÓRIO IRREGULAR Este paramêtro constatamos apenas pela simples visualização dos movimentos respiratórios. (Desconforto respiratório- Gemencia expiratória, retrações costais, batimento de asa nasal, gasping, head bobbing) Neste RN devemos iniciar ainda no 1° MINUTO DE VIDA (Golden Minute) A PRINCIPAL MEDIDA DA REANIMAÇÃO QUE É A VPP ( VENTILAÇÃO POR PRESSÃO POSITIVA). VENTILAÇÃO POR PRESSÃO POSITIVA É o procedimento mais importante e efetivo da reanimação neonatal em sala de parto. Deve ser iniciada no 1° minuto de vida (The Golden minute). Simultaneamente ao Inicio da VPP, a equipe deve acoplar um Oxímetro de pulso no membro superior direito para avaliação da SAT O2 pré ductal. Também deve ser acoplado um Monitor Cardíaco (com 3 eletrodos) para avaliação continua da Frequência Cardíaca durante as manobras. O dispositivo mais usado e conhecido para a realização da VPP é o reservório auto inflável e máscara. O principal parâmetro para avaliação da eficácia da VPP e da manobras de ventilação é : - Frequência cardíaca - Portanto a mesma deve ser monitorada constante e estritamente. Esperamos com a VPP o aumento de FC, o que nos indica manobras adequadas.. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 10 Quanto a concentração de O2 que devemos passar. VPP com mascára para RN >/= 34 SEMANAS: Ventilar Inicialmente com ar ambiente, oferecer FiO2 DE 21% Em geral estes RN’s não precisam da Suplementação de O2. VPP com máscara para RN < 34 SEMANAS: Ventilar com Fio2 suplementar DE 30% desde o início. Em ambos os casos a oferta de O2 so pode se aumentada após a checagem da técnica e da saturação de O2 pré- ductal. Quanto a técnica a ser utilizada nas manobras. Frequência: 40 A 60 vezes por minuto. Ritmo – ‘’ APERTA, SOLTA, SOLTA ... ‘’ MINIMO 2 PROFISSIONAIS DE SAÚDE Balão autoinflável com válvula de escape limitada: Entre 30 – 40 mmHg. A VPP apesar de ser a principal manobra apresenta contraindicações Ventilação com máscara facial não efetiva, e/ou prolongada. Necessidade de Compressões Cardiacas. Hérnia Diafragmática. • Abdome excavado, ictus cardíaco a direita, ausência de murmúrio vesicular, ruídos hidroaéreos no tórax. • (Diante deste caso inserção imediata de sonda gástrica) Ambas situações acima são indicações absolutas para Intubação Orotraqueal. AVALIAÇÃO DA SATURAÇÃO PRÉ-DUCTAL. O sangue pré-ductal tem maior conteúdo de oxigênio irriga o cérebro, o coração e as adrenais, os orgão diana do RN. O sangue pós-ductal, que apresenta menor quantidade de oxigênio porque se mistura com o sangue proveniente do ventrículo direito através do canal arterial, é responsável por irrigar os demais órgãos. A avaliação deste paramêtro é fundamental durante a VPP ou qualquer outro tipo de ventilação e admistração de O2. Para avaliar isso devemos instalar um Oximetro de pulso em Membro Superior direito no inicio das manobras de VPP. Já que as titulações oferecidas de O2 irão ser decididas atraves deste parametro. De acordo com os minutos de vida temos uma SAT 02 pré ductal esperada, se esses valores estiverem a baixo do normal, deveremos aumentar a nossa oferta de oxigênio. Este aumento deverá ser realizado de 20% em 20% até chegar a oferta máxima de 100%. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 11 Se chegarmos a este valor e o nosso RN seguir em desconforto respiratório, temos uma VPP ineficaz e/ou prolongada, e isso nos indica INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL COM VENTILAÇAO MECÂNICA. Deixo abaixo a tabela de SAT O2 pré ductal esperada. MASSAGEM CARDÍACA EXTERNA Segundo processo mais importante da RCP NEONATAL. Só pode ser iniciada após a Intubação Orotraqueal. Iremos inicia-la se após o primeiro ciclo de 30 segundos de VPP ,se a Frequência Cardíaca diminuir ou continuar abaixo de 60 bpm, e após a checagem da técnica. A MCE reduz a eficácia da ventilação, portanto só pode ser iniciada uma vez que expansão e ventilação pulmonares estiverem bem estabelecidas. Ainda que na 1° avaliação da FC ela esteja Bradicardica <60 bpm, iremos iniciar a VPP primeiro, e após 1 ciclo a MCE. TÉCNICA ADEQUADA No RN a técnica mais adequada e mais utilizada são as compressões de DOIS POLEGARES. Nesta técnica o médico responsável pela realização destas manobras devem abracar o torax do RN com suas mãos e colocar os dedos na região précordial, JUSTAPOSTOS, e nunca sobrepostos. Já que a utlização da técnica de dedos sobrepostos causa lesóes como Pneumotoráx e lesões hepaticas. O mesmos deve atentar-se a força aplicada, e pressionar o tórax do RN no maximo 1/3 na compressão. E deixa-lo expandir por si só. RELAÇÃO VENTILAÇÃO-COMPRESSÃO: 3 Massagens para 1 ventilação 1,2,3 ventilo... 1,2,3 ventilo... Neste ritmo oferecemos ao RN uma FC: 90 BPM FR: 30 TOTALIZANDO 120 MOVIMENTOS SINCRONICOS POR MINUTO. Para a realização da MCE devemos ter no minímo 3 profissionais treinados em RCP neonatal. Onde 1 irá ficar responsável pelas compressões, outro pela ventilação e outro para neste momento estar monitorizando FC e ritmo respiratório, preparando drogas que podem ser utilizadas nos próximos passos, assim como tambem garantindo um VIA para administração, a ideal neste caso seria a cateterização da via umbilical. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 12 Os ciclos aqui já nãosão mais de 30 segundos como na VPP. São de 60 segundos completos, ao final de cada ciclo devemos checar ao paramêtros de eficácia e a técnica adequada. Se após 1 ciclo de VPP e MCE de 60 segundos com técnica adequada não houver melhoria. Passamos ao 3° passo. USO DE MEDICAÇÕES Nossa principal droga aqui é a ADRENALINA/EPINEFRINA Está indicada após a falha da ventilação mecânica e MCE. A melhor via para ser administrada em mais rápida de drogas durante a reanimação é a veia umbilical. O cateter deve ser inserido 2-3 cm apenas até o ponto de refluxo de sangue. Apenas a primeira dose pode ser realizada por via ENDOTRAQUEAL (pelo próprio tubo de IOT) A dose nestes casos é maior, já que a absorção por via endotraqueal é menor e mais incerta. DOSES. ADRENALINA (1:1000): 1ML + 9 ML S.F0,9%: • DOSE: 0,01 – 0,03 mg/kg (0,1 ml – 0,3 ml/kg) • REPETIR a cada 3 – 5 minutos se FC <60. EXPANSOR DE VOLUME Se não houver resposta após a 1ª dose de adrenalina e houver suspeita de hipovolemia deve ser administrado EXPANSOR DE VOLUME. Qual expansor? Solução cristaloide S.F 0,9% (10ml/kg) Quando suspeitar de Hipovolemia no RN? (descolamento de placenta, placenta prévia, hematoma retroplacentario, hemorragia vaginal, transfusão feto- fetal, ou alterações de perfusão significativas como palidez, pele marmórea.) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 13 LIQUIDO MECONIAL NÃO COMPOE MAIS OS PARÂMETROS DE VITALIDADE DO RECÉM NASCIDO. Já que inicialmente o fato do RN nascer banhado em mecônio não muda as condutas iniciais independente da sua vitalidade. Se RN banhado em liquido meconial + Boa vitalidade ( A TERMO, RESPIRANDO, BOM TONUS) PASSOS INICIAIS + JUNTO A MÃE. RN banhado em liquido meconial com vitalidade comprometida ( 1 ou mais ‘NÃO’ as 3 perguntas ) Passos iniciais em 30seg. CLAMP imediato de cordão. Se FC <100 bpm, ou Respiração irregular, apneia: - VPP por 30 seg. e Reavaliar FC. - Se não houver melhoria ou sinais francos de obstrução - Realizar IOT. Aspirar Hipofaringe e traqueia sob visualização direta com o próprio tubo e extubar. - Realizar este processo 1 única vez. TRIAGEM NEONATAL Trata-se de uma triagem neonatal para a identificação de distúrbios congênitos e hereditários em geral transtornos raros, porém graves, e com grande repercussão na vida do RN caso diagnosticados de forma tardia. A pergunta queridinha das provas neste tema são com certeza, as doenças que são rastreadas: - Hipotiroidismo congênito - Deficiência de biotinidase - Hiperplasia de adrenal congênita - Fenilcetonúria - Fibrose cística - Anemia falciforme. PLUS: - Deficiência de G6PD - Galactosemia Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 14 Triagem metabólica Teste do pezinho (3H3F) Não pode ser feito nas primeiras 48 hrs de vida porque terá resultado falso positivo para hipotireoidismo (estresse do parto) e falso negativo para fenilcetonúria (não começou a consumir leite ainda) Entre o terceiro e quinto dia de vida Hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatia, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase NÃO FAZ PARTE GALACTOSEMIA E DEFICIÊNCIA DE G6PD Teste de Oximetria o Teste do coraçãozinho: Identificar cardiopatias congênitas críticas (levará a criança a óbito quando o canal arterial fechar) Cardiopatias congênitas críticas: São consideradas cardiopatias congênitas críticas aquelas onde a apresentação clínica decorre do fechamento do canal ou seja cardiopatias canal-dependentes, tais como : Cardiopatias com fluxo pulmonar dependente do canal arterial Atresia pulmonar e similares Cardiopatias com fluxo sistêmico dependente do canal arterial Síndrome de hipoplasia do coração esquerdo, coartação de aorta crítica e similares Avaliar entre 24-48 hrs de vida a SaPO2 no MSD e qualquer Membro inferior Normal: >/= 95% e diferença de medidas < 3% Alterado: repetir teste após 1 hora, se manter alteração fazer ECO em até 24 hrs. Reflexo vermelho o Feita com oftalmoscópio o Normal: reflexo é bilateral e simétrico o Rastreia retinoblastoma, catarata congênita Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 15 Triagem auditiva o Emissão otoacústica (pré-neural) o Fone no conduto auditivo externo e emite um clic sonoro que vibra membrana timpânica, ossos do ouvido, cóclea, depois se emite a vibração de volta para o aparelho. NÃO avalia surdez neuro sensorial Triagem do frênulo lingual Teste da linguinha: avaliar a presença de anquiloglossia (encurtamento do frênulo lingual) que pode impedir a amamentação normal. O teste da linguinha é realizado em recém-nascidos para detectar alterações do freio da língua, como a língua presa, cientificamente chamada de anquiloglossia. Esta alteração é muito comum e ocorre quando a membrana que prende a língua na parte de baixo da boca é muito curta, dificultando os movimentos da língua. Além disso, o teste da linguinha é feito para avaliar a espessura e de que forma o freio da língua está fixado, além de analisar como o bebê movimenta a língua e se apresenta dificuldades para sugar o leite materno. Assim, é importante que o teste da linguinha seja feito o mais cedo possível, de preferência nos primeiros meses de vida do bebê, pois dessa forma é possível identificar alterações do freio da língua o quanto antes para evitar consequências como dificuldades na amamentação ou para comer alimentos sólidos, alteração na estrutura dos dentes e na fala. Vale lembrar que apesar de simples, rápido e barato, ele é preconizado pelos manuais do ministério da saúde, porém não defendido pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 16 Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 17 DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO RN Doença da Membrana Hialina (Síndrome do desconforto respiratório) Etiopatogenia: diminuição da concentração de surfactante alveolar o Surfactante: a partir de 24 sem começa ser produzido, mistura de lipídeos com proteínas, com ação de diminuir a tensão superficial, então sua falta acarreta em colapso alveolar, levando a mini atelectasias em todo parênquima pulmonar com desenvolvimento de hipoxemia e hipercapnia. História: prematuridade < 34 sem, sexo masculino, Diabetes materno. (Insulina atrasa a maturação pulmonar), cortisol acelera a maturação. Clínica: o Início nas primeiras horas. o Taquipneia o Sinais de desconforto respiratório Radiografia: o Padrão de infiltrado reticulo granular difuso (aerobroncograma) – padrão de vidro fosco o Volume diminuído Tratamento: o Oxigênio por capacete (hood) não é mais recomendado. o CPAP nasal: promove estabilização alveolar o Ventilação mecânica o Surfactante traqueal para criança com doença bem estabelecida o Antibiótico Prevenção: o Corticoide antenatal PNEUMONIA / SEPSE NEONATAL Precoce: nas primeiras 48 hrs de vida, por mecanismo ascendente, intraparto o GBS ou Gram-negativos entéricos (E. coli) Tardia: após o 7mo dia, nosocomial, comunitária o Estafilococos (aureus e coagulase neg) o Bacterias gram negativas o Fungos (RN < 1000g, nutrição parenteral total, antibióticos) História: o Ruptura prolongada de membranas > 18 hrs o Corioamnionite o Colonização materna por germes patogênicos (GBS) o Prematuridade Clínica: o Pode haver período assintomático o Desconforto respiratório o Doença sistêmica Distermia (febre e hipotermia) Alteração do estado de alerta, cardiocirculatória (hipotensão, perfusão) e gastrointestinal Avaliação complementar:o RX tórax da sepse precoce é igual da membrana hialina Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 18 o Hemograma Neutropenia (infec. Bacteriana) Relação I/T ≥ 0,2 (soma de todos os neutrófilos imaturos e divido pelos neutrófilos totais) o Culturas: Hemocultura Cultura de liquor (controversa) Urinocultura (infecção tardia) Tratamento: o Precoce: ampicilina + Aminoglicosídeo Cobertura para GBS + gram-negativos! o Na sepse tardia, o ATB depende do perfil de resistência bacteriana da UTI. Geralmente um agente com cobertura para staphylococcus e outros agentes. TAQUIPNEIA TRANSITÓRIA (SX DO PULMÃO ÚMIDO) Retardo da absorção do líquido pulmonar História: o Ausência de trabalho de parto o Cesariana ELETIVA o Termo/pré-termo limítrofe Clínica: o Início nas primeiras horas de vida. o Desconforto moderado o Rápida resolução (até 3 dias) Radiologia: o Congestão hiliar o Aumento da trama vascular o Líquido cisural; derrame o Cardiomegalia o Hiperinsuflação Tratamento: o Oxigenoterapia com FiO2 < 40% o Suporte geral (nutricional) SÍNDROME DE ASPIRAÇÃO MECONIAL Etiopatogenia: aspiração de mecônio intraútero: bloqueio expiratório / pneumonite química História: o LA meconial o Sofrimento fetal o Termo e pós-termo Clínica: o Desconforto respiratório GRAVE Radiologia: o Infiltrado alveolar grosseiro: infiltrações em um lugar e outro o Pneumotórax Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 19 o Volume pulmonar aumentado Tratamento: o Ventilação mecânica o Antibióticoterapia o Surfactante pela reação inflamatória intensa Como evitar a SAM? RN AT sem sinais de asfixia o Nenhuma medida especial – colo materno! RN deprimido o Passos iniciais: APAS (aquecer, posicionar, aspirar boca e narina, secar)! o Se necessário, VPP! o IOT apenas após ventilar ICTERÍCIA NEONATAL Icterícia fisiológica Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 20 A icterícia é uma coloração amarelada da pele das mucosas como consequência do aumento sérico das bilirrubinas. Na maior parte das vezes relaciona-se a um processo patológico, porém 60% dos RN a termo ficam ictéricos na primeira semana de vida, e este geralmente é um processo fisiológico. A hemoglobina é degradada e forma bilirrubina indireta (BI), a qual é hidrossolúvel e deve ser eliminada, e para isso precisa ser transformada em lipossolúvel. A BI liga-se a albumina, é captada pelo hepatócito e nele sofre conjugação com 1 ou 2 moléculas de ácido glicurônico, formando um mono ou diglicurinídeo (BD), através da glicuroniltransferase. A BD lipossolúvel pode ser excretada na bile e ser retirada do organismo pelo intestino. Na vida fetal a bilirrubina é excretada pela placenta - apenas na sua forma indireta (BI) - logo, a captação e conjugação do RN é diminuída ao nascimento. O RN tem produção exagerada de bilirrubinas pois possui: Produção exagerada de bilirrubina → a Bb é proveniente da degradação do heme da Hb (que leva à formação da bilirrubina indireta) – o RN possui muitas hemácias (pelo reflexo da hipóxia intra-uterina) e a meia-vida de suas hemácias é mais curta Captação e conjugação deficientes (pela diminuição da atividade da glicuroniltransferase) → durante a vida fetal quem excreta a bilirrubina é a placenta (e a placenta excreta a bilirrubina indireta), logo, os mecanismos de captação / conjugação precisam amadurecer nos primeiros dias de vida, pois na vida intra- útero, a conjugação não é útil, uma vez que a Bb é excretada em sua forma indireta Aumento do ciclo êntero-hepatico (aumento da atividade da betaglicuronidase) → nos primeiros dias de vida, o trânsito intestinal é mais lento, o que proporciona maior tempo para a ação da betaglicuronidase Causa comum de icterícia neonatal. Apenas pelo aumento de BI. Na vida fetal a bilirrubina permanece na forma indireta e a sua eliminação é feita pela placenta. O RN tem produção exagerada de BI (HTO alto e meia-vida curta), seu fígado é imaturo, e nos primeiros dias de vida o RN tem aumento da circulação êntero-hepática (reabsorção de bilirrubina pela glicuronidase no intestino). Ictericia NÃO fisiológica Início < 24/36 horas de vida. Aumento > 5 mg/dl/dia o normal é 3 mg/dl/dia Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 21 Nível elevado de bilirrubina >12 mg/dl em RN á termo ou alcança a ZONA 3 (passou do umbigo é sinal de perigo) Outras alterações clínicas Icterícia Persistente (7-10 dias no RNT E RNpT 10-14 dias) Colestase Aumento de bilirrubina direta. Zonas de Kramer – a progressão da icterícia é crânio-caudal I – Face (6 mg/dL) II – Tronco até o umbigo (9 mg/dL) III – umbigo até joelhos (> 12 mg/dL) passou do umbigo, sinal de perigo! IV – Joelhos até tornozelos e cotovelos até punhos (15 mg/dL) V – Mãos e pés (16 mg/dL) ICTERÍCIA PRECOCE Anemia hemolítica (causa mais frequente) Incompatibilidade materno-fetal o Incompatibilidade Rh: mãe Rh negativo e RN Rh positivo, mãe previamente sensibilizada na gestação anterior, se houver coombs indireto positivo indica sensibilização. No RN se faz o Coombs direto e se for positivo indica anticorpos nas hemácias. o Incompatibilidade ABO: Mãe é O e o RN é A ou B, pode ocorrer na primeira gestação, o Coombs direto pode ser positivo ou negativo e não afasta a incompatibilidade Esferocitose: Coombs direto sempre negativo Deficiência de G6PD: Coombs direto sempre negativo Avaliação complementar: o BT e frações + HTo + Reticulócitos o TS, fator RH e CD no RN o Hematoscopia (destruição dos esferócitos – esferocitose e incompatibilidade ABO) ICTERÍCIA PERSISTENTE OU TARDIA Sempre avaliar BT e BTF Aumento de BI o Icterícia do leite materno: RN apenas com icterícia sem mais nenhuma comorbilidade. Icterícia devido alguma substância no leite, em casos de Bilirrubina muito alto deve ser suspendida a alimentação por leite materno por 24-48 hrs, e depois volta com a alimentação. o Icterícia do aleitamento: primeiros dias de vida, devido a pouca ingestão láctea, e ocorre então o aumento da circulação êntero-hepática. Corrigir técnica de amamentação e aumentar a ingesta de leite. o Tratamento: cuidado pois a BI é neurotóxica (kernicterus) Fototerapia Icterícia nas primeiras 24 hrs/vida Bilirrubina T > 17 sempre Exsanguineotransfusão Incompatibilidade RH grave Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 22 Aumento de BD: o Atresia de vias biliares: após o nascimento a criança evolui com um processo de fibrose da árvore extra-hepática, tipicamente ficam ictéricas após a 2-3 semana de vida. ICTERÍCIA + SINAIS DE COLESTASE (colúria, acolia), Tratamento é a cirurgia de KASAI (portoenterostomia) nas primeiras 8 semanas de vida INFECCOES CONGENITAS São aquelas que se estabelecem por VIA HEMATOGÊNICA TRANSPLACENTÁRIA Quando suspeitar? Maioria das crianças: assintomáticas Suspeita com doença ou sorologia materna ATENÇÃO: IgM no RN = INFECÇÃO IgG no RN = PODE SER MATERNA SINTOMÁTICAS Quadro antenatal (abortamento, CIUR, prematuridade) Quando inespecífico ou específico Visceral (hepatomegalia) – Ocular (coriorrenitite, catarata, microftalmia) – Neurológico – Cutâneo (icterícia, exantema maculopapular, exantema petequial ou purpúrico) – Medula (plaquetopenia) Sequelas (neurológica / visual / auditiva) SÍFILIS – Treponema pallidum A transmissão pode ocorrer em qualquer estágio da doença materna. Risco maior na sífilis 1ª e 2ª! SÍFILIS PRECOCE (<2 anos) RINITE SIFILÍTICA = obstrução nasal intensa e secreção sanguinolenta LESÕES CUTÂNEASE MUCOSAS Placas mucosas Condiloma plano – lesão úmida ao redor de orifícios (ânus, p.ex.) Pênfigo – exantema vesico-bolhoso, geralmente palmo-plantar LESÕES ÓSSEAS - Periostite – porção longa de ossos longos e também nos ossos planos - Rx com sinal de duplo-contorno (reação periosteal) o Osteocondrite – reação inflamatória na articulação + metáfise. São lesões dolorosas, a criança chora durante a manipulação ou movimentação o Pseudoparalisia de Parrot: ↓mobilidade secundária à dor presente na sífilis congênita Avaliação do RN Para todo RN o qual a mãe teve diagnóstico de sífilis durante a gestação - Avaliação clínica cuidadosa - VDRL de sangue periférico – avalia a atividade da doença e grau de lesão tecidual. Os anticorpos avaliados pelo VDRL são IgM e IgG. Pode representar apenas a passagem de AC maternos. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 23 Hemograma Anemia plaquetas ou WBC Punção lombar VDRL Celularidade aumentada (>25/mm³) Proteínas (> 150mg/dL) Raio-x de ossos longos Osteocondrite / periostite Tratamento Como foi o tratamento da gestante? Saber caracterizar o tratamento inadequado! TRATAMENTO INADEQUADO Tratamento não penicilínico Inadequado para a fase Incompleto < 30 dias antes do parto Parceiro não tratado Mãe NÃO TRATADA / INADEQUADAMENTE TRATADA Realizar todos os exames e tratar todos os casos! LÍQUOR ALTERADO Penicilina cristalina IV 10 dias LÍQUOR NORMAL E OUTRA ALTERAÇÃO Penicilina cristalina IV 10 dias OU Penicilina procaína IM 10 dias ASSSINTOMÁTICO E TODOS OS EXAMES NORMAIS (VRDL NR) Penicilina benzatina em dose única (acompanhamento) (*) Se não houver certeza de acompanhamento, tratar por 10 dias, uma vez que a dose única pode não erradicar completamente o Treponema. MÃE ADEQUADAMENTE TRATADA VDRL do RN sempre! RN SINTOMÁTICO ou VDRL > materno Todos os exames e tratar Penicilina cristalina ou penicilina procaína RN ASSINTOMÁTICO e VDRL menor ou igual ao materno Acompanhamento Sem acompanhamento: exames + tratamento RN ASSINTOMÁTICO e VDRL não reagente Acompanhamento ou Penicilina benzatina (sem acompanhamento) ACOMPANHAMENTO Acompanhamento clínico VDRL seriado Punção lombar a cada 6 meses (se alterado) Avaliação auditiva e visual (semestralmente nos primeiros dois anos de vida) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 24 TOXOPLASMOSE - Toxoplasma gondii A doença aguda pode se resolver sozinha, mas o paciente não fica curado, estabelecendo uma infecção latente, a qual não transmite para o feto, exceto se reativação em imunodeprimida. A transmissão para o feto ocorre durante a infecção aguda! Diagnóstico da gestante IgM IgG Índice de avidez de IgG* Alguns dias após a infecção = IgM (+) → pode permanecer detectável por até 1 ano Cerca de 2 semanas após a infecção = IgG (+) → permanece positiva pelo resto da vida (*) IgG com alto índice de avidez → indica que a infecção ocorreu há mais de 3 - 4 meses (12 - 16 semanas) Investigação do feto USG Amniocentese (PCR do LA – identificação do DNA do toxoplasma no líquido amniótico) TRATAMENTO NA GESTANTE No momento do diagnóstico ESPIRAMICINA Principal objetivo: evitar a infecção fetal Infecção fetal documentada SULFADIAZINA + PIRIMETAMINA + ÁCIDO FOLÍNICO (após 1º trimestre) MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS INVESTIGAÇÃO DO RN TRÍADE DE SABIN --- Coriorretinite Hidrocefalia Calcificações difusas Sorologia Fundo de olho Imagem do SNC Avaliação LCR Tratamento Sulfadiazina + Pirimetamina + ácido folínico → durante o 1º ano de vida, para reduzir a circulação do T. gondii. Corticoide – se reação inflamatória acentuada (coriorretinite grave, proteína LCR > 1g/dL) Citomegalovirose – CMV da família dos herpes-vírus O vírus permanece para sempre no organismo, na forma de infecção latente. A transmissão geralmente ocorre na infecção aguda, porém é possível ocorrer pela reativação de uma infecção latente. O bebê em 90% dos casos de citomegalovirose é assintomático. Existem 3 manifestações inespecíficas que podem aparecer com mais frequência: Microcefalia PIG Exantema petequial purpúrico Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 25 MANIFESTAÇÕES ESPECÍFICAS CALCIFICAÇÕES PERIVENTRICULARES TRATAMENTO Ganciclovir IV por 6 semanas O tratamento reduz o risco de sequelas neurológicas e surdez neurossensorial. Infecção congênita pelo CMV é a principal causa de surdez neurossensorial não hereditária na infância Rubéola Congênita Só irá transmitir o vírus da rubéola a mulher que é primoinfectada durante a gestação. A mulher que é infectada no primeiro trimestre neste caso tem grandes chances de infectar o concepto, e, o problema é que infecções nesse período tem grandes chances também de repercussões clínicas, com consequências graves. Clinica Catarata → pesquisa do reflexo vermelho (alteração: reflexo assimétrico / reflexo branco / leucocoria) Surdez (é uma das manifestações mais frequentes nas crianças sintomáticas) Cardiopatia congênita (só estará presente quando a infecção tiver ocorrido nas primeiras semanas de gestação – particularmente nas primeiras 8 semanas) → principais: PCA e estenose de artéria pulmonar Tratamento: manejo de sequelas (corrigir catarata, etc...) Evitar transmissão! RN / lactente com síndrome da rubéola congênita tem excreção prolongada do vírus (essa criança não pode ter contato com uma gestante suscetível) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 26 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO Crescimento/Desenvolvimento/Puberdade O crescimento é uma avaliação quantitativa, mensurada pelo ganho de peso e estatura. Já o desenvolvimento é uma aferição qualitativa, em que se procura pelo ganho de capacidades cada vez mais complexas. Determinantes: Fatores intrínsecos (genética), fatores extrínsecos (nutrição) Fases do Crescimento Intrauterino: de maior crescimento, depende do fator ambiental (placenta) Lactente: nos primeiros 2 anos de vida, depende de fatores extrínsecos (nutrição) (intenso e desacelerado) o Peso: Estatura: PC: Nascer: 3,400-3,500 kg Nascer: 50 cm Nascer:35cm 1° Tri: 700g/mês 1° sem: 15cm 1° Tri: 2cm/mês 2° Tri: 600g/mês 2° sem: 10cm 2° Tri: 1cm/mês 3° Tri: 500g/mês 2° Sem:0,5cm/mês 4° Tri: 400g/mês* 1° ano:12cm Infantil: Do final do segundo ano de vida até a puberdade, o potencial genético é o grande determinante – GH dependente, única fase que pode haver uma desaceleração do crescimento sem significado patológico. É uma de crescimento mais estável. Puberal: maracada pela liberação dos esteróides sexuais, observada uma aceleração do crescimento (pico de estirão) e logo depois uma desaceleração do crescimento com posterior calcificação das cartilagens e término do crecimento. Tipos de Crescimento Geral: respeita as fases descritas acima (musculoesquelético, órgãos). Neurológico: crescimento quase pleno até os 2 anos. Linfóide: picos aos 7 anos, caindo no início da puberdade (por isso, tonsilas relativamente grandes, maior que a de adultos) Genital: pouco até a puberdade Avaliação do Crescimento 1º Passo – paramâtros antropomêtricos – obter valores o Peso e altura (até 2 anos é comprimento/deitado, >2 anos é altura/em pé). o Perímetro cefálico (glabela e occipito) até 2 anos de idade Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 27 2º Passo – interpretar valores 1) Comparar com crianças saudáveis (percentis e escore Z) a. gráficos do OMS com percentis 3, 15, 50, 85 e 97. Em troca, entre os percentis 3 e 97 encontramos a normalidade. Percentil 50 – mediana. b. Percentil: representa a posição que um determinado valor ocupa em uma distribuição ordenada de valores. 2) observar a curva de crescimento (tendência da curva da criança e se é ascendente e paralela, deve-se analisar se a criança está mantendo seu nível de crecimento, ou houve queda, exemplo do percentil 97 para o 50.) Decoreba: o PESO – 1º trimestre, 700 g/m; 2º trimestre, 600 g/m; 3º trimestre, 500 g/m; 4º trimestre, 400 g/m. Ou seja, duplica com 4-5 meses e triplica no primeiro ano. o ESTATURA – 1º semestre, 15 cm; 2º semestre, 10 cm; 2 e 3º anos, 10 cm/ano; pré-escolar, 7 a 8 cm/ano; escolar, 6 a 7 cm/ano o P. CEFÁLICO (a termo, 35 cm; 47 cm ao fim do 1º ano) – 1º trimestre, 2cm/m; 2º trimestre, 1cm/m; 2º semestre, 0,5cm/m. Desenvolvimento: Avaliação: o Motora (a): andar ou levantar-se o Motricidade adaptativa/fina (b): movimentos finos com mão; movimento de pinça. o Social (c): interação com os outros o Linguagem (d): comunicação com os outros Regras Básicas (desenvolvimento sequencial e previsível) o Motricidade: crânio-caudal o Motricidade fina: cúbito-radial; primeiro pega, depois solta o Marcos expressam períodos de desenvolvimento: diferenciar idade média e idade esperada (limite) para determinada capacidade. 1) RN: a. Motor: Membros Fletidos; postura tônica-cervical (PTC); cabeça pendente. b. Adaptativo: fixa a visão c. Social: prefere a face humana d. Linguagem: nada 2) 1 mês de vida: a. M: Pernas mais estendidas, PTC, levanta o queixo quando em decúbito ventral Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 28 b. A: Acompanha objeto por 90% c. S: Sorri – não em resposta a algo; sorriso “bobo” d. L: Nada 3) 2 meses: a. M: PTC; levanta a cabeça quando em decúbito ventral b. A: Acompanha o objeto por 180º c. S: Sorri socialmente d. L: Vocaliza 4) 3 meses: a. M: PTC, levanta a cabeça e tronco quando em decúbito ventral; sustentação pendular da cabeça b. A: Estende a mão para objeto c. S: Contato social mais duradouro d. L: Sons guturais 5) *4 meses: a. M: Cabeça centralizada; olha para as mãos na linha média; sustenta cabeça firme. b. A: Pega cubital, perda do reflexo pressão palmar c. S: Ri alto d. L: Sons guturais 6) 6 a 7 meses (28 semanas) a. M: Rola, senta sem apoio por pouco tempo b. A: Pega radial; transfere objetos entre as mãos c. S: Prefere a mãe a everybody else d. L: Polissíbalos vogais (lalação) 7) *9 – 10 meses (40 SEM) a. M: Senta sozinho e sem apoio; pode engatinha; passos para o lado quando sustentado por alguém b. A: Segura objetos com pinça entre polegar e indicador não perfeitamente; solta objetos se retirados c. *S: Estranha; acena; bate palmas; brinca de “cadê” (pelo desenvolvimento do sentido de permanência do objeto) – começa a chorar à noite, pq sabe que lhe trará a mãe. d. Polissíbalos (mama, papa) 8) 12 meses a. M: Anda com apoio; levanta sozinho b. A: Apanha objetos com pinça entre polegar e indicador; entrega objetos quando solicitados c. S: Interage – brinca, ajuda a lhe vestirem d. L: Algumas palavras (pouco mais que mama, papa) ROTINA DE PUERICULTURA SEGUNDO O MINISTERIO DA SAUDE. De acordo ao ministério da saúde as consultas devem ocorrer com a seguinte periodicidade: 1 semana de vida, 1 mês, 2 meses, 4 meses, 6 meses, 9 meses, 12 meses, 18 meses, 24 meses. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 29 Após os 2 anos: anualmente, próximas a data de aniversario. As consultas devem ser preferencialmente feitas por um pediatra, ou serem acompanhadas na UBS. Em todas as consultas se deve avaliar: Crescimento: peso, estatura, e perímetro cefálico (até os 2 anos). Desenvolvimento neuropsicomotor: conduta motora grosseira e fina, adaptativa, linguagem, social- emocional. Marcos do desenvolvimento. Avaliar estado nutricional e alimentação fornecida a criança. Calendário vacinal. Identificação de problemas de risco no entorno ambiental familiar, doenças, e riscos para a saúde. Orientação para a prevenção de acidentes na infância. REFLEXOS PRIMITIVOS DO RN. São respostas motoras estereotipadas deflagradas por um estimulo externo de um examinador. São chamados de primitivos porque não são aprendidos ou voluntários. Tem caráter transitório e com seu desaparecimento é permitido o surgimento de condutas motoras voluntarias aprendidas e mediadas pelo controle cortical. Seu controle e avaliação são em relação ao desaparecimento, já que a persistência dos reflexos por mais tempo do que o normal é de cunho patológico, e impede que o córtex assuma o controle de funções cognitivas e motoras. Puberdade Adolescência: ocorre alterações biológica, social, psicológica. o OMS: 10-20 anos Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 30 o ECA: 12-18 anos Puberdade – apenas biológico Gonadarca e Adrenarca que é devido a ativação do eixo GnRH de forma pulsátil que libera LH/FSH e estimula os esteroides gonadais. Sexo feminino: 8-13 anos Sexo masculino: 9-14 anos o Desenvolvimento reprodutor o Caracteres sexuais secundários o Aceleração do crescimento e término. Telarca: Surgimento do broto mamário Pubarca: Aparecimento da pilificação genital – dependente da adrenal na mulher e do testículo no homem Menarca: Primeira menstruação Ginecomastia: Apenas no menino (dois terços terão durante a puberdade, podendo ser bilateral ou unilateral) TANNER Meninas o M – mama – do 1 ao 5, sendo 1 ausência e 5 padrão do adulto. M1: Pré-puberal M2: Broto mamário (telarca), tecido glandular mamário apenas abaixo da auréola (pode começar o pico do estirão) M3: Aumento da mama e aréola (pico do crescimento 8-9 cm/ano) M4: Duplo contorno (Menarca 2-2,5 anos após a telarca), (crescimento desacelerado). M5: Mama madura o P – pêlos – do 1 ao 5, sendo 1 ausência e 5 padrão do adulto. P1: pré-puberal P2: Pubarca (adrenarca), pelos apenas nos grandes lábios P3: Sínfise púbica, pelo mais escuro, mais enrolado P4: Grande quantidade P5: Chega a raiz das coxas Meninos o G – testículos-pênis – do 1 ao 5. G2 é início da puberdade, precedendo o crescimento do pênis; G3, aumento do comprimento; G4, aumento do diâmetro; G5 é padrão adulto. G1: Pré-puberal G2: Pênis infantil, aumento volume testicular ≥ 4mm (orquidômetro de Prader) G3: aumento pênis comprimento G4: aumento pênis diâmetro (pico de crescimento 9-10 cm/ano, *lembrar da idade de início da puberdade) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 31 G5: Genitália adulta o P – pêlos – do 1 ao 5 ou 6, sendo 1 ausência e 5 padrão do adulto. 6 seria com crescimento ascendente, em direção a cicatriz umbilical, em losango. Cronologia - Feminino Telarca: 8 aos 13 anos. O início da aceleração do crescimento se dá antes dela. Pico de crescimento de 8,3 cm/ano (Tanner M3) Menarca: 2 a 2,5 anos após a telarca, em M4. Nessa fase, já há desaceleração do crescimento Cronologia – Masculino Início: 9 aos 14 anos. Se dá por um testículo de >= 4 ml (orquidômetro de Prader) Pico de crescimento (10 a 12 ml de testículo): 9,5 cm/ano (G4) Puberdade Precoce: caracter sexual secundário e aceleração do crescimento antes da hora, o problema é que para de crescer antes da hora, levando a adultos de baixa estatura. Pode ser devida a alteração: Central: GnRH dependente (verdadeira), ativação precoce do eixo, causas podem seridiopática (principal no feminino) ou por lesão SNC (principal no masculino), sendo mais comum no sexo feminino que no masculino. Aumento de gonadotrofinas. Periférica: GnRH independente (pseudopuberdade), doença gonadal (tumor testicular, ovariano) doença gonadal (hiperplasia adrenal congênita, tumor de adrenal). Avaliar volume testicular (diminuído ou assimétrico). Meninas: <8 anos Meninos: <9 anos Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 32 Distúrbios Carenciais de Micronutrientes Vitaminas Lipossolúveis Vitamina A Fontes animais (retinóis- fígado bovino)/ Vegetais (carotenoides-coloração amarelada, laranjada); Absorvida principalmente no duodeno Ação nos epitélios, principalmente no ocular (cones e bastonetes) Deficiência: hiperceratose epitelial generalizada (metaplasia) o Olhos: Hemeralopia: cegueira noturna, sintoma mais precoce Xeroftalmia Infecções/ceratomalácia (fragilidade córnea) /rompimento Manchas de Bitot (patognomônica) /obstrução ducto lacrimal o Gerais: Déficit de crescimento, diarreia crônica, aumento da pressão intracraniana Causas: Déficit de ingestão (desnutrição); Déficit de absorção Diagnóstico: Clínico, pode pedir dosagem de vitamina A Tratamento: (prevenção), Megadose, geralmente se faz uma dose com 6 meses, e aumenta essa dose de 1- 5 anos; Cuidado com Hiperdosagem (iatrogênica): Hipervitaminose o Pseudotumor cerebral (clássico): papiledema, HTCraniana o Anorexia/ déficit ponderal o Descamação/ hiperostose Vitamina D Fontes: o Animais, fontes vegetais, ambos são responsáveis por 20% de nossa vit D o Endógena (vitamina D3 (subcutânea)→Clacidiol (fígado)→calcitriol (rins)). O sol que ativa a vitamina D é o das 10:00-16:00 hrs, responsável por 80% da vit D absorvida; Hormônio: Função hormonal nos ossos (ativação de osteoclastos via PTH); Intestino (reabsorção de cálcio e fósforo); Rins (reabsorção de cálcio e controle do fósforo); Paratireoides (supressão de PTH); Causas de deficiência: Nutricional, congênita, genética, baixa absorção, doença renal crônica Mulheres que pretendem engravidar tem que fazer reposição de vitamina D Deficiência Clínica o Raquitismo em crianças e osteomalácia em adultos Bossas frontais (frente proeminente), craniotabes, rosário raquítico (sulco de Harrison), alargamento das extremidades ósseas, alterações axiais e periféricas, fraqueza muscular, déficit de crescimento e desenvolvimento Diagnóstico deficiência: cálcio (normal ou baixo), fósforo (baixo), PTH (alto), fosfatasa alcalina (alta), para dosar vit D (25-OH-vitamina D, Normal >30 e <100) Radiológico (fases tardias): punho, joelho e crânio (rarefação óssea, fraturas em galho verde, duplo contorno periosteal, alargamento epifisário/epífises “em taça” Tratamento: o Prevenção Universal para todas as crianças de 1 ano de idade 400 UI/ dia e até 2 anos 600 UI/dia o Gestantes que fazem suplementação com vitamina D tem seus filhos com menor chances de terem no futuro doenças respiratórias, IVAS e Infecções vias aéreas inferiores. Vitamina E Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 33 Vitamina antioxidante Rara situação de carência nutricional Atenção para prematuro (pois a maior parte da vitamina passada da mãe para o concepto ocorre nas últimas semanas de gestação) o Hemólise (anemia hemolítica-estresse oxidativo) e alterações neurológicas (ataxia por ataque de radicais livres). Vitamina K Fontes: Fontes exógenas e endógenas (bactérias da flora saprófita colônica) Função principal: facilitar ação do cálcio na síntese de fatores de coagulação (II, VII, IX,X) Causa de Deficiência: recém-nascido (principal fonte é endógena e pouca bactéria colônica), baixa ingestão, baixa absorção, antibióticos Deficiência clínica: o Doença hemorrágica do RN Precoce (até 2 sem), sangramento do coto umbilical ou Tardia, mais letal, sangramento intracraniano Sempre administrar vitamina K parenteral Vitaminas Hidrossolúveis Complexo B B1-Tiamina Funções: Regeneração de NADP (glicólise) e síntese de acetilcolina Deficiência: neurite periférica (todas do complexo B por participarem da síntese da bainha de mielina) + beribéri o Beribéri “seco”: palidez, flacidez, dispneia, taquicardia, hepatomegalia o Beribéri “molhado”: Desnutrição, ICC de alto débito (acúmulo de glicogênio no músculo cardíaco), Anasarca o Todas as 2 acompanhadas de neurite periférica, pode haver encefalopatia de Wernick (taxia e confusão mental) B3-Niacina Deficiência: pelagra, doença dos 3 (D) o Dermatite: áreas expostas, hiperpigmentação (bolhas, úlceras) o Diarreia: crônica o Demência: desmielinização B6- Piridoxina Funções principais: metabolismo energético global + síntese de ARA, neurotransmissores e de heme Deficiência: atenção para convulsões em RN (convulsões intratáveis), pesquisar mães que fizeram uso de Isoniazida na gravidez B9- Ácido Fólico Absorção nas partes mais baixas do intestino Deficiência: Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 34 o Ingestão inadequada, baixa absorção, drogas Manifestações clínicas: o Anemia macrocítica, glossite, anorexia, defeito no fechamento do tubo neural (encefalocele, meningoencefalocele) B12- Cianocobalamina Deficiência: ingestão inadequada, baixa absorção com ausência de Fator Intrínseco (anemia perniciosa) ou doenças ileais, drogas (antiácidos) Manifestações clínicas o Anemia (macrocítica), glossite, anorexia o Deficiência na absorção de folato (aumento de ácido metilmalônico) o Alterações neurológicas “ataxia proprioceptiva” Vitamina C Funções: formação de colágeno, Absorção intestinal de ferro vegetal, síntese de neurotransmissores Deficiência: o Escorbuto: anorexia, irritabilidade, hiperalgia de MMII (posição “de rã”), alterações cutaneomucosas, sangramento gengival Micronutrientes Iodo: Atenção para gestantes, feto precisa muito de iodo Zinco: o Fontes animais o Cuidado com excesso de fibras (leva deficiência) o Participação no sistema imune, reprodutor e regeneração epitelial o Acrodermatite enteropática (defeito de absorção genético) o Reposição na diarreia aguda Cobre: o Catalizador de reações cutâneas e de síntese de neurotransmissores Desnutrição Primária se falta nutriente em pcte previamente hígido; secundária se decorrente de alguma doença *cça magra com estatura normal desnutrição aguda; magro e baixo desnutrição crônica; baixo com peso normal desnutrido pregresso. Formas Clínicas 1. Kwashiorkor – deficiência protéica com ingesta energética normal a. Instalação ráida após o desmame b. Apatia e anorexia c. EDEMA E ANASARCA i. Hipoalbunemia + aumento da permeabilidade vascular d. Hepatomegalia por esteatose e. Alteração dos cabelos e pele i. Sinal da Bandeira – cabelo hiper e hipopigmentado Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 35 ii. Pele – placas hiperpigmentadas e áreas hipopigmentadas f. Subcutâneo preservado 2. Marasmo – deficiência global de energia e proteína a. Instalação mais lenta, no primeiro ano b. Irritabilidade, apetite variável c. Ausência de tecido adiposo d. Fácie senil/simiesca e. Hipotrofia muscular + hipotonia f. Sem edema 3. Kwashiorkor marasmático – mistura dos dois, sendo o mais grave Laboratório Hipoalbuminemia Hipoglicemia Hiponatremia (com Na+ corporal normal) falta ATP para bomba de sódio e potássio. Não corrigir a natramia; apenas a desnutrição HipoK e HipoMg reais Anemia e linfopenia por atrofia tímica (menos linfócitos T) Tratamento Fase de estabilização (1 a 7 dias) o Evitar morte: infecções, hipotermia,hipoglicemia e distúrbios hidroeletrolíticos. Ou seja: Ampicilina + aminoglicosídeos EV se grave, agasalhar, hidratação VO (menos sódio e mais potássio) ou EV se paciente chocado. o Dieta habitual – não hiperalimentar Para interromper catabolismo SNG se necessário Suplementar potássio, magnésio e zinco (Ferro não) Polivitamínicos (Vit A e Compl. B) Fase de Reabilitação (2-6 semanas) o Marca inicial – retorno do apetite o Maior ingesta protéica (para fazer o catch up) o Ferro o Alta para tto ambulatorial Fase de follow-up (7 – 26 semanas) o Pesagem semanal Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 36 Baixa Estatura A baixo de score z -2 ou < percentil 3 Variantes normais do crescimento o Baixa estatura genétia (familiar) o Retardo constitucional/baixa estatura constitucional Condições Mórbidas o Doenças de grandes sistemas orgânicos, causando desnutrição secundária o Doenças endócrinas: deficiência de GH, hipotireoidismo e cushing – aumento de peso com diminuição da estatua. o Doenças genéticas: acondroplasias, sd. cromossômicas Avaliação o Ver se estatura está de fato baixa o Velocidade de crescimento em um período de meio ou 1 ano Normal em pré-pubere é de 5 a 7 anos Se anormal, patológico; se normal, variante: retardo constitucional ou baixa estatura familiar Relação peso/altura o Nutrido ou obeso – dça endócrina o Magro – desnutrição secundária o Estatura dos pais Somar 6,5 à média para os meninos; diminuir 6,5 para as meninas o Complementares Rx de mãos e punhos esquerdo para ver idade óssea Cariótipo OBESIDADE Obesidade IMC E > 1 E > 2 E > 3 0-5 anos Risco de Sobre Peso Sobre Peso Obesidade 5-19 anos Sobre Peso Obesidade Obesidade Grave CDC 2 anos p85-94 --> Sobre Peso >=p95 --> Obesidade ETIOLOGIA Primária Secundária COMO DEFINIR? IMC = PESO (kg) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 37 ALTURA (m)² COMORBIDADES HAS Dislipidemia Esteatose hepática Resistencia insulínica (acantose)/ diabetes mellitus Síndrome metabólica TRATAMENTO Sem comorbidades: o 2-7 anos: manutenção do peso o > 7 anos: redução gradual do peso Com comorbidades: redução gradual do peso Planejamento dietético Esclarecimento: o que é obesidade, quais os riscos e que não será necessária dieta restrita Comportamento: hábitos (fazer refeições sentadas à mesa), refeições/dia (5 a 6 refeições por dia) Quantidade: diminuir a quantidade das porções Qualidade: substituir alguns alimentos Manutenção Atividades físicas Atividade diária: 1 hora/dia Diminuição das atividades sedentárias Tratamento medicamentoso (excepcional) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 38 ALEITAMENTO MATERNO Recomendações Atuais: Aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses Aos 6 meses: alimentação complementar AM Exclusivo: Leite Materno ou Leite humano e nada mais (pode medicações, vitaminas, minerais). *AM Predominante: LM + Líquidos (chá/sucos...) outros leites não entram nessa definição, não há recomendação para esse tipo de prática, isso diminui a ingestão de leite materno e corre o risco de infecção pelo alimento. Suco < 1 ano é PROIBIDO. AM Complementado: Leite Humano + sólidos/semissólidos, manter até 2 anos no mínimo. Composição do leite: Proteínas: quanto menor melhor, devido a sobrecarga renal o Caseína: apresenta-se em < quantidade no LM e > no da vaca o Proteína do soro: > quantidade no LM e < no da vaca, proteína de maior fácil digestão. Beta lactoglobulina presente no leite da vaca é altamente alergênica. Leite humano: devido a <% de proteínas então tem menor sobrecarga renal; maior digestibilidade (+ proteína do soro), menos alergênico (Alfa-lactoalbumina), menos eletrólitos (Sódio e Calcio), mais lactose (carboidrato- glicose+lactose) levando a fezes mais amolecidas (por isso é comum leite de vaca produzir prisão de ventre, por ter menos lactose). LH é rico em gordura (colesterol e LC-PUFA), o colesterol diminui o risco de dislipidemia no futuro, os LC-PUFA (ARA/DHA) são fundamentais para a formação da retina e para terminar a mielinização do SNC. O Ferro é semelhante entre o LH e LV, o que muda é a biodisponibilidade maior do leite humano (lactoferrina). Fatores protetores: o Imonoglobulina (IgA secretória): fator de proteção altamente específico para a criança amamentada, específicos para os patógenos em contato com a mãe e filho. o Lisozima: enzima que destrói MO, e aumenta a partir dos 6 meses de lactação. o Lactoferrina: ação bacteriostática, pois impede que bactérias utilizem a molécula de ferro para seu crescimento. o Fator bífido: glicoproteína utilizada no metabolismo da flora saprófita, impedindo a proliferação de flora patogênica. o Lactoperoxidase: proteína que destrói certas bactérias. o Calcio: o leite humano tem menos cálcio, mas a sua absorção é maior que a do leite de vaca. Modificações no Leite: Durante a lactação: o Colostro: secretado entre 3º e 5º dia da criança, + proteínas, + eletrólitos, > quantidade de vitamina A - lipossolúvel (coloração amarelada). o Leite intermediário: intervalo entre o colostro e maduro o Leite maduro: secretado por volta do 10º ao 14º dia de vida da criança, + lactose, + gordura. Durante a MAMADA: o Leite anterior: Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 39 o Leite Posterior: + gordura o Por isso se deve manter a criança no peito até o momento de esvaziar a mama, para que consuma o leite posterior que tem + gordura e produz maior saciedade e ganho de peso. Durante o dia: aumenta a gordura, ou seja, pela noite há mais gordura no leite E na ausência materna? LHO: leite humano ordenhado pode ficar armazenado 12 horas na geladeira e 15 dias no freezer. E na impossibilidade do LM? Fórmula infantil, a criança não deve receber leite de vaca no primeiro ano de vida. Quando inevitável: LV o < 4 meses: diluído, acrescentar óleo (cozinha) o > 4 meses: não diluído, NÃO COLOCAR açúcar (depois dos 2 anos), achocolatado. Fisiologia da lactação – Lactogênese Gestação: estrogênio e progesterona (preparo das mamas): progesterona estimula a proliferação dos alvéolos mamários, estrogênio estimula a proliferação dos ductos (estrogênio-escoa leite). Prolactina (ação inibida durante a gestação) Após nascimento: estágio 2 da Lactogênese, quando a placenta sai ocorre a apojadura (fim da inibição da Lactogênese), produção de leite independente de estímulos. Durante a lactação: Estágio 3, nesta fase necessita de 2 estímulos, sucção da mama e esvaziamento mamário. A sucção do complexo mamilo-alveolar leva estímulos a hipófise anterior que produz mais prolactina e leva a formação de mais leite, também através desse mesmo estímulo faz com que a hipófise posterior produza ocitocina que leva a ejeção do leite através das células mioepiteliais. O esvaziamento é necessário para aumentar a sensibilidade do alvéolo a prolactina. Estímulos adrenérgicos atrapalham na liberação de ocitocina, impedindo o correto esvaziamento da mama, estímulos como dor, estresse. Técnica de amamentação: Posicionamento: o Criança bem apoiada o Cabeça e tronco no mesmo eixo o Corpo próximo ao da mãe (barriga com barriga) o Rosto de frente para a mama. Pega: o Boca bem aberta o Labio inferior evertido o Aréola mais visível acima da boca o Queixo toca a mama. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 40 COMO SABER SE A CRIANÇA ESTÁ SENDO BEM ALIMENTADA Choro X (parâmetro ruim) Peso (o ganho ponderal é um marcador de nutrição) – lembrar que nos primeiros diasde vida a criança pode perder até 10% do peso de nascimento Diurese (bem alimentada = bem hidratada e com diurese satisfatória; 6 - 8 vezes ao dia) Queixas comuns de técnica incorreta: Fissuras: boca no mamilo em vez da aréola, corrigir através da pega correta, mudança de posição, ordenhar antes da mamada (estimular o reflexo de ejeção para que a criança faça uma mamada mais suave), aplicação do leite sob a fissura (Ministério da saúde não reconhece). Ingurgitamento: Grande acúmulo de leite na mama, pode ser patológico causando edema na mama (aumentada difusamente, hiperemiada, pele brilhosa), conduta é esvaziar a mama com aleitamento em livre demanda, ordenhar antes da mamada para facilitar a pega, esvaziar as mamas em caso da mama se manter com o volume muito aumentado, e intervalos de mamadas compressas frias (crioterapia-discreta vasoconstrição). Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 41 Mastite: reação inflamatória mais localizada em um quadrante da mama, pode ser inflamatório ou infeccioso, conduta é esvaziar a mama mantendo o aleitamento com a técnica correta, se houver infecção ATB (aureus- cefalexina, amoxi-clavulanato), antibiótico fazer se não haver melhora pós-esvaziamento, ou se houver indícios de manifestação sistêmica (febre alta, calafrios), o quadro pode evoluir em abscesso sendo necessário a drenagem. “Leite fraco”: avaliação objetiva (se há boa alimentação ou não), avaliar ganho ponderal de peso (lembrando que RN perde até 10% de seu peso nos primeiros dias de vida), se estiver com peso satisfatório mantenha a amamentação e avalia técnica correta. Se há peso diminuído avaliar se está havendo aleitamento em livre demanda, se a mulher está esvaziando a mama garantindo que a criança está recebendo o leite posterior CONTRAINDICAÇÕES – ALEITAMENTO MATERNO DOENÇAS MATERNAS ABSOLUTAS: HIV HTLV PSICOSE PUERPERAL GRAVE Obs.: a mulher com psicose puerperal poderia manter a amamentação desde que com supervisão (e isso inclusive poderia ajudar no tratamento da puérpera) OCASIONAIS: HERPES: se lesão herpética em atividade (o risco de transmissão do vírus para a criança se estabelece quando a criança tem o contato direto com lesões em atividade) – lesões vesiculares, geralmente agrupadas sobre base hiperemiada. CITOMEGALIA (< 32 sem): quando a mulher tem infecção aguda pelo CMV existe a possibilidade de que o vírus saia pelo leite e infecte a criança. Caso a criança tenha mais de 32 sem, isso não terá nenhum problema, pois não apresentará nenhuma repercussão clínica; já, caso a criança tenha < 32 sem, o quadro de infecção pelo CMV pode ser grave. NÃO CONTRAINDICAM: TUBERCULOSE: o problema não é a secreção da micobactéria pelo leite, mas sim o contato da Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 42 Profilaxia contra anemia Ferropriva (SBP) Utiliz a-se o Ferro elementar (lembrando de calcular a dose quando for sulfato ferroso ou outras bases de ferro) IG > 37 semanas e PN > 2,5 kg: o < 3m: manter em AME ou Fórmula Infantil (não recebe Fe) o > 3m: 1 mg/kg/dia de Fe até 2 anos (exceto se recebe > 500 ml/dia FI) < 2,5 kg ou PMT: o Recebe Fe a partir dos 30 dias até 2 anos o 1º ano: < 1000g: 4 mg/kg/dia Fe < 1500g: 3 <2500g: 2 o 2º ano: 1 mg/kg/dia Fe Profilaxia de Vitamina D (SBP) – (MS não orienta) Iniciar na primeira semana de vida Até 12 meses: 400 U/dia (2 gotas) 12 – 24 meses: 600 U/dia criança com as secreções respiratórias – mesmo a mulher bacilífera pode amamentar: basta que a amamentação seja em local arejado e com máscara – além disso, o RN deve receber isoniazida e a BCG adiada HEPATITE B: além de dar vacina, a criança também receberá a imunoglobulina – assim a criança pode ser amamentada HEPATITE A / C DOENÇAS DO LACTENTE GALACTOSEMIA – erro inato no metabolismo da galactose (não consegue metabolizar), de maneira que esta acaba se acumulando em vários tecidos. Não pode: leite humano e nenhum outro tipo de leite que contenha galactose em sua composição. É uma das raras exceções em que crianças < 6 meses são alimentadas com leite de soja FENILCETONÚRIA - erro inato no metabolismo de um aminoácido (fenilalanina), não convertendo em tirosina, com acúmulo de FEN em vários tecidos corporais e desenvolvimento de sequelas irreversíveis (por isso a fenilcetonúria faz parte da triagem neonatal). Mesmo quem tem fenilcetonúria precisa receber uma pequena quantidade de FEN em sua dieta (pois é um aa essencial), assim ele receberá pequena quantidade de LM + fórmula isenta de FEN + monitorização de níveis séricos do aminoácido USO DE MEDICAMENTOS SAIS DE OURO AMIODARONA IMUNOSSUPRESSORES e CITOTÓXICOS RADIOFÁRMACOS GANCICLOVIR E LINEZOLIDA Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 43 Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 44 Infecções das Vias Aéreas Superiores Pode acometer qualquer ponto da via respiratória – desde a fossa nasal até o alvéolo pulmonar. Qual IRA (sítio anatômico)? - Buscar sinais-chaves! ESTRIDOR: obstrução das vias de condução extrapleurais (principalmente ao nível da laringe) TAQUIPNEIA: doença nas vias aéreas inferiores. Até os 5 anos de idade, a presença de taquipneia é a grande marca de doença das vias aéreas inferiores (parênquima pulmonar). Até 2 meses ≥ 60 irpm 2 - 12 meses ≥ 50 irpm 1 - 5 anos ≥ 40 irpm 5 - 8 anos ≥ 30 irpm > 8 anos ≥ 20 irpm SEM TAQUIPNEIA, SEM ESTRIDOR IVAS (INFECÇÕES DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES) Resfriado comum (+ frequente) Complicações dos resfriados: OMA, sinusite bacteriana aguda Faringoamigdalite bacteriana. RESFRIADO COMUM Definição: é uma infecção vírica aguda do trato respiratório superior que cursa com rinorreia e obstrução nasal como principais sintomas. Também pode ser chamado de rinosinusíte. Etiologia: Rinovirus: mais de 200 sorotipos de rinovírus humanos, responsáveis por 50% dos casos de RC em adultos e crianças. Coronavírus Influenza: normalmente gripe (mas baixa) Virus sincitial respiratório: faz bronquiolite Parainfluenza: faz faringite Metaneumovirus humano Virus paragripais e adenovírus Epidemiologia: Crianças pequenas apresentam em promedio 6-8 resfriados cada ano, e de 10-15% apresentam ao menos 12 infecções ao ano. Essa incidência diminui com a idade, sendo que adultos apresentam apenas 2-3 resfriados ao ano. As crianças que não vão a creches apresentam 50% menos resfriados durante ao ano. E quando começa a escola as crianças de creches apresentam menos taxas de infecção do que as que não frequentavam a mesma. A deficiência de lectina de união a manosa com deterioro da imunidade inata pode estar associada ao maior número de incidência de resfriados. Patogenia: Os vírus do resfriado comum se disseminam por três mecanismos: Contato direto com as mãos (autoinoculação da própria mucosa nasal, ou das conjuntivas depois de tocar a uma pessoa ou objeto contaminado). Inalação de aerosoles: de partículas pequenas transportadas no ar pela tosse. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 45 Depósitos de aerosoles: de partículas grandes que se expulsam durante espirros e aterrissam sobre a mucosa nasal ou conjuntival. Manifestações clínicas: os sintomas de resfriado comum variam dependendo da idade e do vírus. Lactantes: predominam a febre e a secreção nasal (Hialina e posterior purulenta esverdeada), o primeiro sintoma se percebe como uma dor ou incomodo na garganta e depois se agrega a rinorreia e a secreção nasal. A dor de garganta se resolve com rapidez, deforma que o segundo e terceiro dia de doença prevaleça a rinorreia e a obstrução nasal. Tosse: predominantemente noturna (pelo gotejamento pós-nasal), se produz em 2/3 das crianças e pode persistir de 1-2 semanas. Odinofagia com hiperemia de mucosas Febre baixa. Mas pode ser alta (especialmente se influeza ou adenovirus) OBS: Vírus gripais, VSR, Metaneumovirus humano e adenovírus tem maior probabilidade que o coronavirus e rinovírus de produzir febre e sintomas constitucionais. Outros sintomas: cefaleia, ronqueira, irritabilidade, dificuldade para dormir e diminuição do apetite. NÃO costuma haver vômitos e diarreia. Duração: O resfriado comum costuma durar 1 semana, mas as vezes pode se estender até 2 semanas (10%) Pode ser identificado linfadenopatia cervical anterior e injeção conjuntival Diagnóstico: a principal meta do diagnóstico é fazer o diagnóstico diferencial de doenças que se assemelham com o resfriado comum. Os patógenos viricos podem ser detectados mediante reação em cadeia de polimerasa, cultivo, detecção de antígenos ou métodos serológicos. Tratamento: De suporte e preventivo. Hidratação oral adequada para fluidificar as secreções e acalmar a mucosa respiratória. Ingestão de líquidos mornos pode acalmar a mucosa, aumentar o fluxo mucoso nasal e soltar as secreções respiratórias. Desobstrução nasal com Solução salina nasal tópica (seringa ou spray) pode eliminar transitoriamente as secreções e a irrigação com solução salina pode reduzir os sintomas. Zinco: em pastilhas orais em pacientes previamente sanos reduz a duração dos sintomas mas não sua intensidade, o zinco inibe a função da protease 3C do rinovírus, uma enzima essencial para a replicação do vírus. Se tomado por 5 meses pode reduzir a incidência de aparição de refriados. Obstrução nasal: pode ser utilizado fármacos adrenérgicos tópicos ou orais como descongestionantes nasais em adultos e crianças maiores que 6 anos (xilometazolina, oximetazolina e fenilefrina) tanto em forma de gotas como inalador nasal. Se deve evitar uso prolongado devido ao seu efeito de rebote que causa renite medicamentosa (sensação de obstrução nasal). Vapores aromáticos (mentol) dão a percepção de permeabilidade nasal. Rinorreia: Antihistamínicos de primeira geração diminui a rinorreia em 25-30% devido sua ação anticolinérgica, também pode ser tratada com bromuro de ipratropio tópico (pode produzir irritação nasal e epistaxe) Dor de garganta e febre: (Dipirona, paracetamol, ibuprofeno é o único AINE permitido) principalmente se houver queixas de mialgias e cefaleia. NÃO ADMINISTRAR AAS ele, em associação com o Influenza ou Varicela, pode causar Síndrome de Reye (encefalopatia + disfunção hepática) Tosse: não há necessidade de suprimir a tosse em pacientes com catarro, ela geralmente ocorre por irritação das vias respiratórias superiores secundaria ao gotejo pós nasal. O mel (5-10 ml em crianças maior ou igual a 1 ano de idade) tem efeito de alívio na tosse noturna, deve ser evitada em menores de 1 ano devido ao risco Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 46 de botulismo. A codeína e o dextrometorfano não tem efeito sobre a tosse em resfriados. Expectorantes como a guaifenesina não são eficazes. A combinação de alcanfor, mentol e eucalipto pode aliviar a tosse noturna. Complicações: A mais importante e comum é a otite media aguda OMA (30%), pode vir indicada por nova aparição de febre e dor de ouvido depois dos primeiros dias de sintoma de resfriado. o Infecção bacteriana com inflamação da orelha média o Fisiopatologia: Disfunção tubária com acúmulo de secreção no ouvido médio e proliferação bacteriana o Mais comum abaixo dos 2 anos (tuba auditiva mais curta e horizontalizada) – 80% das crianças até 3 anos terão ao menos 1 episódio de OMA o Etiologia 1º Pneumococo; 2º H. influenzae Não tipável; 3º Moraxella Catarrhalis o Clínica História de resfriado recente Irritabilidade e choro Febre pode ter Otalgia (criança chorosa e irritadiça) Otorréia se houver perfuração da membrana timpânica. Alivia a dor (também presente na otite externa (banho de piscina)) o Diagnóstico Otoscopia Normal é uma membrana timpânica transparente, brilhante, com triângulo luminoso presente, côncava ou plana e móvel Na OMA: opaca ou hiperemiada (no resfriado, se apresentam assim mesmo) e abaulada (sugestivo de OMA) o Tratamento Analgesia e avaliar antibioticoterapia: Indicação ATB American Association of Pediatrics 2013 o < 6 meses ATB em todos (nessa faixa etária, tem mais chance de complicação e o sistema imune é pior) o Entre 6 e 24 meses ATB se quadro grave (dor > 48 horas moderada ou intensa ou febre ≥ 39ºC) ou otorreia ou bilateral o ≥ 2 anos: Graves e otorreia ATB = Amoxicilina (há pneumococo resistente por menor afinidade PBP (proteína ligadora penicilina) e haemophilus e moraxella resistente por beta lactamase). Dose padrão 40 a 50mg/kg/dia por 10 dias***; dose dobrada na suspeita de pneumococo resistente (< 2 anos, creche, atb nos últimos 30 dias). Amoxicilina + clavulanato se falha terapêutica ou se OMA + conjuntivite (sugestivo de “EYEmófilo”) e Uso de ATB recente (< 30 dias). o Complicação da OMA 1) Perfuração Timpânica normalmente cicatrizam em 3 meses; se não, encaminhar para o otorrino. 2) Otite Média Serosa (O.M com efusão) Efusão sem inflamação exuberante. Observação por três meses e se não melhorar (líquido ainda na região timpânica), mandar para o otorrino. Havendo déficit de audição, cirurgia (tubo de ventilação – tubo de timpanostomia) 3) Mastoidite Aguda (inflamação do periósteo) Hiperemia e/ou dor retroauricular Deslocamento do pavilhão auricular Internar e ATB EV Outra complicação do Resfriado Sinusite Bacteriana Aguda (< 30 dias) Até os 5 anos, apenas seios etmoidais e maxilares (pequenos ainda) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 47 Clínica o Resfriado “arrastado” (≥ 10 dias) Coriza mucopurulenta abundante Tosse intensa, diurna (se pacte não tossir durante a consulta, pense em outro Dx) e noturna mais intensa o Resfriado grave ≥ 3 dias consecutivos Febre alta e coriza mucopurulenta + tosse o Quadro que piora após melhorar (bifásico) Diagnóstico é clínico (NÃO PEDIR Rx) Agentes Etiológicos = OMA Diagnóstico diferencial o Corpo estranho – rinorréia unilateral, fétida e sanguinolenta o Rinite alérgica – prurido/espirros; palidez de mucosas; eosinofilia. o Sífilis – primeiros três meses de vida; obstrução intensa; secreção sanguinolenta. Tratamento (mesmos agentes etiológicos da OMA) S.F. 0,9% intranasal ATB (amoxicilina) até 7 dias após melhora clínica. o Complicações 1) Celulite Orbitária Proptose Dor à movimentação Edema na conjuntiva – queilose Cd: Internar, TC e ATB EV 2) Celulite Periorbitária Só tem edema e hiperemia. Como o acometimento é pré-septal apenas, não há proptose, dor à movimentação ocular. Diagnóstico Diferencial: Rinite alérgica: coceira importante e espirros, eosinófilos nasais Rinite vasomotora: desencadeada por irritantes, mudanças no tempo, alimentos, etc Rinite medicamentosa: antecedente de uso de descongestionantes nasais. Corpo estranho: secreção fétida unilateral, secreções nasais hemorrágicas. Sinusite: presença de febre, cefaleia ou dor facial, ou edema periorbitário ou persistência de rinorreia ou tosse durante mais de 14 dias. Tosse ferina: inicio de tosse paroxística persistente ou intensa Sifilis congênita: rinorreia persistente que se inicia nos primeiros 3 meses de vida FARINGITE AGUDA Definição: é a inflamação da faringe, pode produzir eritema, edema, exsudados ou um enantema (úlceras e vesículas). A causa mais comum é viral mas o mais preocupante é a bacteriana. Etiologia Viral éa causa predominante de infecções, sendo os principais: o Virus gripais e Paragripais o Adenovirus: faringite simultânea com conjuntivite e adenomegalia pré-auricular, síndrome denominada febre faringoconjuntival, persistindo a faringite por 7 dias e a conjuntivite por até 14 dias. Infecção que pode ser epidêmica ou esporádica, tendo seus brotes associados a exposições em piscinas. o coronavirus Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 48 o Enterovirus: lesões papulovesiculares e úlceras na orofaringe posterior, dor de garganta intenso e febre são característicos da herpangina, além de vesículas palmoplantares e em tronco e extremidades (Coxsackie A16) o rinovirus o VSR e Citomegalovirus o Mononucleose infecciosa (Vírus de Epstein-Barr): adenopatia cervical posterior, fadiga, esplenomegalia, exantema pós-amoxicilina, linfocitose com atipia, LFN epitroclear Se prescrever ATB achando que seja uma faringite estreptocócica, ocorrerá o exantema corporal. o VHS: gingivoestomatites e vesículas ulceradas em toda faringe anterior e nos lábios, febre elevada e dificuldade para tomar líquidos por via oral, podendo dura 14 dias. tto com flogo-oral, hexomedine (cuidado em menores de 3 anos, por ser anestésico e poder gerar aspiração), PCT e cogitar tratamento do monilíase. o Herpangina: (Coxsackie A): febre alta, úlceras no palato; Coxsackie A faz Sd Mão-Pé-Boca. o Metaneumovirus humano o Virus sarampo: eritema faríngeo difuso e intenso com manchas de koplik e enantema patognomônico. Bacteriano: causa muito importante devido sua toma do estado geral: o ESTREPTOCOCCUS PYOGENES (EGA): infrequente antes dos 2-3 anos de idade, bastante frequente em crianças de 5-15 anos, mais prevalente no inverno e primavera, disseminação rápida entre irmãos e companheiros de colégio. Período de incubação de 2-5 dias, tem início rápido de Dor de garganta intenso Febre e manifestações inespecíficas (dor abdominal, vômitos) e podem preceder a odinofagia Amigdalas aumentadas de tamanho e cobertas por exsudato branco, acinzentado ou amarelento que pode estar tingido com sangue Petequias ou lesões na faringe posterior e úvula Língua pode ter papilas inflamadas (língua de fresa). Adenopatia cervical Obs: não há tosse, coriza, e manifestações catarrais. o Estreptococcus do grupo C e G e A. haemolyticum: são diagnosticados na maioria das vezes em adolescentes e adultos com quadro de faringite semelhante ao EBHGA e pode haver um exantema escarlitiniforme em infecções por A. haemolyticum. o Fusobacterium necrophorum: causa frequente de faringite em adolescentes e adultos (15-30 anos) com incidência de 10-48% em faringite não causada por EBHGA, pode se associar a aparição de síndrome de Lemierre (tromboflebite séptica da veia yugular interna, além de febre, dor de garganta , faringite exudativa e abscesso periamigdalino , além de dor e tumefação do pescoço e paciente com aspecto tóxico. Diagnóstico: O diagnóstico pode ser feito através do cultivo faríngeo e prova de detecção rápida de antígenos (PDRA), são as provas diagnósticas do EGA. Teste antigênico rápido (grande especificidade e pequena sensibilidade), se (+) inicia tratamento, se (-) realizar cultura. (Pode demorar até 9 dias o tratamento esperando a cultura) Estudos de bactérias distintas do EGA se realiza com pouca frequência, e se deve reservar a pacientes com sintomas persistentes e sintomas indicativos de faringite bacteriana distinta EGA, por exemplo no caso de suspeita de infecção gonocócica ou abuso sexual. Não se dispõe de cultivos viricos e geralmente são muito caros e lentos para ter utilidade clínica. A reação em cadeia de polimerasa é bastante rápido e o estudo mediante reação em cadeia de polimerasa multiplex Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 49 para patógenos respiratórios pode identificar diversos vírus e bactérias, mas não há tratamento específico para a maioria dos vírus, tornando este estudo habitualmente não necessário. Tratamento: Deve sempre ser tratada para evitar a complicação de FR Analgesia e antipirético Penicilina benzatina: Benzetacil dose única o Ou Amoxicilina ou Clavulin por 10 dias 50mg/kg/dia até 1g/kg/dia em dose única diária o Ou Eritromicina (10d) ou Azitromicina (5d) – macrolídeos caso alergia a Penicilinas Complicações: Abscesso periamigdaliano (mais comum em adolescente e adulto jovem) o Amigdalite, disfagia, sialorreia, trismo (não consegue abrir a boca), desvio de úvula o Tratamento: drenar e mais ATB oral ou parenteral com cobertura para anaeróbios da cavidade oral (clindamicina) o Aspiração por agulha ou incisão e drenagem Abscesso retrofaríngeo o Infecção dos LFN retrofaríngeos o Só ocorre em pacientes < 5 anos (gânglios no espaço retrofaríngeo, depois esses gânglios involuem) o Potencial complicação para qualquer infecção de VAS o Pensar quando: IVAS recente, febre alta e odinofagia importante, disfagia e sialorréia, dor a mobilização do pescoço (Dxd de torcicolo na infância). o Diagnóstico: Rx perfil do pescoço/ TC Cervical o Tratamento: internar e ATB EV COM ESTRIDOR (FR VARIÁVEL) DOENÇAS PERIGLÓTICAS O grande marcador clínico do acometimento laríngeo é o estridor. O estridor é um ruído predominantemente inspiratório que iremos escutar quando há obstrução nas vias de condução extrapleurais. Inspiração → tendência ao colabamento da laringe Expira ção → o calibr e das grand es vias tende a aumentar CRUP (Laringotraqueobronquite Viral Aguda) Definição: forma mais frequente de obstrução aguda da via aérea superior, se refere a infecção vírica das regiões glótica e subglótica. Alguns autores dividem: Laringotraqueite: formas mais frequentes e típicas de crup Laringotraqueobronquite: formas mais graves, uma complicação da laringotraqueíte associada a uma sobreinfecção bacteriana aos 5-7 dias de evolução clínica. O paciente com estridor é um paciente que apresenta uma obstrução (ex.: edema na mucosa da laringe). O calibre do lúmen da laringe diminui; caso haja edema, haverá uma redução ainda maior do calibre de passagem do ar durante a inspiração. Essa oscilação do ar leva ao surgimento do estridor. Na expiração o calibre da via aérea volta a aumentar e assim o ar consegue passar. O estridor também pode estar presente na expiração, mas nesse caso teremos uma obstrução muito mais importante! Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 50 Etiologia: Virus paragripais (1, 2 e 3) – 75% dos casos (“Lembrar que vírus Paragripal não Para de descer) Vírus gripais A e B: vírus gripal A se relaciona com casos graves de laringotraqueobronquite Adenovirus VSR Mycoplasma pneumoniae Epidemiologia: Mais frequente em crianças entre 3 meses e 5 anos, com incidência máxima aos 2 anos de vida, mais comum em meninos e no final do outono e no inverno, ocorre frequentes recaídas entre os 3 e 6 anos de idade. Manifestação Clínica: Rinorreia, Faringite, Tosse leve, Febrícula: 1-3 dias antes de aparição dos sinais e sintomas de obstrução da via aérea superior Tosse de cachorro (ladrante ou metálica), ronqueira e estridor inspiratório. Febrícula pode persistir ou aumentar até 39-40 graus ou estar afebril. Os sintomas pioram pela noite e vão diminuindo de intensidade com o passar dos dias e desaparecem por completo depois de 1 semana. A criança prefere estar sentado na cama ou de pé Outros membros da família podem estar com uma doença respiratória leve como laringite. EF: voz rouca, coriza, faringe normal ou ligeiramente inflamada com um ligeiro incremento da frequência respiratória. Complicação: obstrução da via aérea superior com incremento da frequência respiratória, aleteo nasal, retração supraesternais, infraesternal e intercostais e estridorcontínuo. Diagnóstico: Diagnóstico é clínico Radiografia PA de pescoço: típica estenose infraglotica ou sinal da agulha (torre ou ponta de lápis. Tratamento: Estridor em repouso: nebulização de adrenalina e corticóide VO ou IM (dexametasona dose única) o Manter por observação por 2-4h após nebulização e corticoide o Adrenalina: 0,5 ml/kg, máximo 5 ml. Não precisa diluir Sem estridor: CTC Complicação Traqueíte bacteriana (S. aureus) crupe evoluindo com febre alta e piora clínica; resposta parcial ou ausente à adrenalina. Secreção purulenta na tráquea. Conduta: internar, ATB Parenteral e considerar IOT. Diagnóstico Diferencial: Laringite estrudulosa (crupe espasmódico) o Despertar súbito com estridor, rouquidão e tosse metálica sem pródomos significativos EPIGLOTITE AGUDA (SUPRAGLOTITE) Definição: Inflamação aguda e rapidamente progressiva da epiglote ou de outras estruturas supraglóticas como os repliegues sritenoepiglóticos. Fisiopatologia: Doenças periglóticas cursam com estridor, que é predominantemente inspiratório devido ao edema da laringe que faz com que o ar tenha uma certa resistência ao passar ocasionando este ruído. Etiologia: Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 51 Streptococcus pyogenes S. pneumoniae H. influenzae não tipificado Staphylococcus aureus H. influenzae tipo B em crianças não vacinadas Epidemiologia: Hoje se vê mais casos em adultos que consulta por faringite, pode ser observado em crianças insuficientemente vacinados. Manifestação clínica: Tosse pouco frequente Primeira manifestação pode ser a dificuldade respiratória O paciente chega com um quadro de dor de garganta e febre de início súbito, que em poucas horas evolui para um aspecto tóxico com dificuldade respiratória com babeo, utilização de músculos acessórios para a respiração, aleteo nasal, hiperextensão do pescoço, boca aberta. Evoluindo para uma disnea com cianose rapidamente progressiva com coma. Dificuldade respiratória e estridor (predominantemente inspiratório; aponta obstrução subglótica). Estridor expiratório é sinal de gravidade. Posição de Tripé: anteriorização do tórax e hiperextensão cervical Diagnóstico: Se visualiza uma epiglote grande de cor vermelho cereja. Radiografia lateral do pescoço: sinal clássico do polegar Tratamento: Esses pacientes devem ser acompanhados de perto para uma possível intubação nasotraqueal, endotraqueal ou com menos frequência traqueostomia. Essas crianças que necessitam de intubação permanecem de 2-3 dias intubados já que a resposta a antibióticos é rápida. LARINGITE INFECCIOSA AGUDA Definição: infecção frequente, leve, causada na maior parte dos casos por vírus sendo a difteria uma exceção. Manifestação clínica: Dor de garganta Tosse e ronqueira. Dificuldade respiratória é rara, salvo em lactantes pequenos. Edema inflamatório de cordas vocais e tecido infraglótico CRUP ESPASMÓDICO Definição: afetação que recorda clinicamente a laringotraqueobronquite aguda Etiologia: Viral em alguns casos Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 52 Alérgicos e psicológicos são mais comuns Pode ser uma reação alérgica frente a antígenos víricos Epidemiologia: afetação mais frequente em crianças de 1-3 anos, mais frequente a tarde ou pela noite Manifestação clínica: Paciente não refere antecedente de quadro prodrômico viral nem febre Quadro começa de forma súbita, mas pode estar precedido por coriza leve a moderada e ronqueira. Criança desperta com tosse metálica ou ladrante, inspiração ruidosa e dificuldade inspiratória. Em geral não tem febre, a gravidade dos sintomas diminui em várias horas No dia seguinte o paciente se apresenta bem, mas com disfonia ligeira e tosse. Durante a 1 ou 2 TRATAMENTO GERAL PARA OBSTRUÇÕESINFLAMATÓRIAS AGUDAS DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES. Para crianças com CRUP é o controle da via respiratória e tratamento da hipóxia. Adrenalina racêmica nebulizada: tratamento aceito para CRUP moderado a grave, por vasoconstricção capilar e diminuição do edema da mucosa laríngea. Se pode administrar a dose de 0,25-0,75 ml de adrenalina racêmica a 2,25% diluída em 3 ml de soro salino normal com uma frequência de até 20 minutos. A adrenalina nebulizada se deve administrar no estridor em repouso moderado a grave, quando exista possibilidade de ter que intubar o paciente, quando exista dificuldade respiratória ou hipóxia. A atividade da adrenalina raxemica dura 2 horas, depois disso deve avaliar o paciente de forma atenta para averiguar se não a retorno dos sintomas, pode ser dada a alta de forma segura depois de 2-3 horas em paciente que não apresente estridor em repouso., que tenha normalidade da entrada de ar, oximetria de pulso e nível de consciência normal e que haja recebido corticoides. Adrenalina e corticoides não tem efeito na epiglotite Corticóide tem efeito benéfico no crup viral, sendo uma dose única de dexametasona 0,6 mg/kg IM ou Oral, a budesonida nebulizada surge o mesmo efeito da dexametasona. Infecção das vias aéreas inferiores COM TAQUIPNEIA, SEM ESTRIDOR PNEUMONIA (NAC) Definição: inflamação do parênquima pulmonar, principal causa de morte em crianças menores de 5 anos. A Taquipnéia sem outro foco óbvio de infecção (estridor, p. ex) é o grande marcador de afetação da via aérea inferior = PNM < 2 meses ≥ 60 irpm 2 a 12 meses ≥ 50 irpm 1 a 5 anos ≥ 40 irpm Correto é fazer ao longo de 1 minuto a contagem ou em 30 seg em momentos diferentes. Caso tenha febre, passar antitérmico e fazer a contagem novamente, porque a febre tende a aumentar a FR. Etiologia: Pode ser bacteriana, viral (bronquiolite viral, que, excetuando nos RNs, é a mais comum) ou atípica. Pneumonia bacteriana: quadro mais grave Pneumonia atípica: quadro insidioso Pneumonia viral (Bronquiolite): sibilos Causas não infecciosas: aspiração (de alimento ou ácido gástrico, corpo estranho, etanol, metanol, substâncias lipoideas), reações de hipersensibilidade, e pneumonia induzida por fármaco ou radiação. PNEUMONIA RECORRENTE: 2 ou mais episódios de pneumonia em 1 ano, ou 3 ou mais casos de pneumonia a qualquer momento. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 53 Manifestações clínicas: Superior: renite e tosse de vários dias Febre: baixa nas víricas e moderada a alta nas bacterianas Taquipneia: sinal mais frequente Aumento do trabalho respiratório, tiraje intercostal, subcostal e supraesternal, aleteo nasal e utilização dos músculos acessórios. Cianose e letargia: infecções mais graves, sobre tudo em lactantes. Auscultação: crepitantes disseminados, sibilancias e roncos no campo pulmonar afetado, diminuição do MV. o Quando se instala a consolidação ou complicações (derrame pleural ou empiema) se produz macicez a percussão e pode haver diminuição dos ruídos respiratórios, além de um retraso do movimento do tórax do lado afetado. Distensão abdominal: consequência da dilatação gástrica pelo ar que a criança traga, ou por um íleo. A dor abdominal é frequente em pneumonias de lóbulos inferiores. Falso aumento do fígado: pelo deslocamento caudal do diafragma que empurra o fígado em direção caudal devido a hiperinsuflação dos pulmões. DIAGNÓSTICO Radiografia Infiltrado na radiografia de tórax (PA e lateral) S. pneumoniae: produz edema local e causa a típica afetação lobular focal. S. aureus: broncopneumonia, que pode ser unilateral e pode haver extensas áreas de necrose hemorrágica e cavitação irregular do parênquima pulmonar, o que ocasiona pneumatocele, empiema e alguns casos fístula broncopulmonar. Pneumonia Vírica: hiperinsuflação com infiltrados intersticiais bilaterais e manguitos peribronquiais. A presença de derramepleural importante, consolidação lobular e febre elevada ao início da doença sugere infecção bacteriana. OBS: não é necessário repetir a radiografia de tórax para demonstrar a cura dos pacientes com pneumonia não complicada. Laboratório: Leucócitos: o Pneumonia vírica: normal ou alto, não superando 20.000 cel/mm3, com predomínio de linfócitos. o Pneumonía bacteriana: entre 15.000 e 40.000 com predomínio de granulocitos. o Pneumonía neumocócica: maior reconto de leucócitos, e elevação da eritrosedimentação, da procalcitonina e da concentração de proteína C reativa. O diagnóstico definitivo de infecção bacteriana preciso se da através: o Cultivo do microorganismo no (sangue, líquido pleural ou pulmão) Fatores que indicam internação da criança com pneumonia Idade menor que 6 meses Anemia drepanocítica com síndrome torácico agudo Afetação de múltiplos lóbulos Imunodepressão Aspecto tóxico Dificuldade respiratória moderada a grave Necessidade de oxigênio suplementário Pneumonia complicada (derrame pleural, empiema, abscesso, fístula broncopleural) Desidratação Vômitos e intolerância aos líquidos e medicamentos via orais Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 54 Ausência de resposta a um tratamento antibiótico oral adequado Fatores sociais (impossibilidade dos pais de administrar medicamentos em casa ou realizar um seguimento adequado) Complicações: Derrame parapneumônico e empiema ( S. aureus, S. pneumoniae, S. pyogenes) Tratamento: AMBULATORIAL >2 meses: Amoxicilina VO por 10 dias Reavaliação em 48 horas HOSPITALAR >2 meses: Ampicilina + Gentamicina <2 meses: Penicilina cristalina IV FALHA TERAPÊUTICA Principal complicação: DERRAME PLEURAL. O que é causa de falha terapêutica é o derrame pleural infectado, ou seja, um empiema, o qual não melhora apenas com ATB, necessitando drenagem torácica. Derrame pleural parapneumônico: saber se é um exsudato inflamatório ou se já evoluiu com formação de empiema. Eventualmente, as bactérias que estavam causando a PNM podem atingir o espaço pleural e começam a proliferar no líquido pleural, causando um exsudato infectado (empiema). Para saber se o paciente com derrame pleural tem somente um exsudato ou se já tem um empiema realiza-se toracocentese e avaliação do líquido pleural. Transudato Sem características inflamatórias Exsudato Proteína e LDH elevados; associado com doença pleural - O exsudato pode ser inflamatório ou um empiema (este só se resolve com a drenagem). FALHA APÓS 48-72h RADIOGRAFIA DERRAME → TORACOCENTESE Em estágios iniciais, o líquido pode ainda não apresentar aspecto purulento, assim, podemos lançar mão de outros parâmetros bioquímicos: pH < 7,2; glicose diminuída < 40mg/dl, presença de bactérias (pelo gram ou cultura)... EMPIEMA Purulento pH < 7,2 Glicose < 40 mg/dL Bactérias DRENAGEM e MANTER ESQUEMA ATB Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 55 PNEUMONIA ATÍPICA Atípicos: causam pneumonia de forma um pouco diferente daquela causada pelo pneumococo Quadro arrastado e cheio de manifestações extrapulmonares Não melhoram com penicilina Microrganismos não crescem em meios de cultura convencionais PNEUMONIA AFEBRIL DO LACTENTE ETIOLOGIA: Chlamydia trachomatis PARTO VAGINAL (Ou cesárea com bolsa rota prévia) A clamídia irá colonizar a criança em dois pontos principais: conjuntiva e nasofaringe – e a partir daí teremos as manifestações clínicas! QUADRO CLÍNICO Conjuntivite no RN: deve ser tratada com ATB sistêmico, pois além do tratamento da conjuntivite também queremos eliminar o microrganismo da nasofaringe, caso contrário a criança poderá evoluir com PNM Pneumonia: 1º trimestre Início insidioso (AFEBRIL) Tosse intensa + taquipneia EXAMES COMPLEMENTARES Hemograma Eosinofilia Radiografia Infiltrado intersticial (não há o padrão de condensação como o encontrado nas pneumonias bacterianas; o que iremos ver é um infiltrado intersticial ou uma hiperinsuflação). TRATAMENTO MACROLÍDEOS (azitromicina ou eritromicina) Obs.: eritromicina: está tipicamente associada a um maior risco para o desenvolvimento de estenose hipertrófica de piloro. A descrição de tosse emetizante sempre deve nos fazer lembrar de um diagnóstico diferencial da PNM afebril do lactente → COQUELUCHE! BRONQUIOLITE Definição: doença de etiologia predominantemente viral, que cursa com obstrução bronquiolar por edema, muco e restos celulares. Etiologia: VSR é responsável por mais de 50% dos casos, outros M.O. são vírus paragripal, adenovírus, rinovírus e mycoplasma, além de casos cada vez mais frequentes de metaneumovírus humano e bocavírus humano. Epidemiologia: mais frequente em meninos, principalmente os que não receberam leite materna. Frequente em filhos de mães jovens ou mães que fumaram durante a gestação. Familiares de maior idade são uma fonte frequente de infecção. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 56 Manifestação clínica: Paciente que acode ao serviço de saúde relatando infecção superior leve com espirros, e rinorreia transparente que pode estar acompanhada de hiporexia e febre de 38,5-39 graus. Pode ter como fator de risco um contato com uma pessoa de maior idade com um síndrome respiratório leve na semana previa. Gradualmente o quadro evolui para uma dificuldade respiratória com tosse sibilante paroxística, disnea e irritabilidade, podendo apresentar taquipneia e anorexia. A apneia pode ser mais explícita que as sibilâncias nas primeiras fases da doença, principalmente em crianças menor que 2 meses. Diagnóstico Radiografia de tórax PA E Lateral: não indicada de forma sistemática em crianças com bronquiolite não complicada. Se observam infiltrados reticulonodulares e áreas de atelectasias que são bastante comuns. Se observam sinais de hiperinsuflação, aumento do diâmetro anteroposterior do tórax, retificação de arcos costais e do diafragma, aumento da transparência pulmonar. Tratamento: Avaliar necessidade de internação Mesmos da pneumonia bacteriana, EXCETO: < 3 meses Prematuros < 32 semanas TRATAMENTO HOSPITALAR Oxigenoterapia (se SpO2 <90%) CNAF HV, se necessário: Solução isotônica Avaliar Nebulização com solução hipertônica (NaCL 3%) NÃO INDICAR: Beta-2 agonistas; Corticoides Fisioterapia respiratória PREVENÇÃO: PAVALIZUMABE 5 meses 1x/mês MS: < 1 ano: Prematuro < 29 semanas < 2 anos: Com cardiopatia congênita ou doença pulmonar da prematuridade Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 57 COQUELUCHE AGENTE: Bordetella pertussis 3 FASES: 1) FASE CATARRAL 2) FASE PAROXÍSTICA → ocorrência de paroxismos de tosse intensa (ACESSOS DE TOSSE, tipicamente seguidos pela emissão de um GUINCHO) < 3 meses: TOSSE + APNEIA + CIANOSE Eventualmente pode convulsionar 3) FASE DE CONVALESCENÇA HEMOGRAMA “Reação leucemoide” (leucocitose muito intensa) + linfocitose Enquanto a criança não recebeu a vacina, ela estará suscetível à infecção. A imunidade após a infecção/vacina não é duradoura – os títulos de anticorpos vão progressivamente diminuindo (se a mãe foi vacinada muito tempo antes, não terá ACs suficientes para proteger o RN) Todas as gestantes a partir da 27ª semana recebem uma dose de tríplice bacteriana acelular → produção de ACs que passam pela placenta → o bebê estará protegido antes mesmo dele ter sido imunizado! TRATAMENTO Azitromicina (1ª escolha) – 10mg/kg/dia VO 1x/dia por 5 dias Claritromicina Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 58 GASTROENTERITE Diarreia AgudaDefinição: aumento de volume e frequência das evacuações (≥ 3x/dia), com diminuição da consistência das fezes. > 10ml/kg/dia ou mudança no padrão de evacuações habitual normal. Classificação Aguda é aquela com até 14 dias – normalmente infecciosa e autolimitada (o risco é desidratação e desnutrição); Persistente é aquela entre 14 e 30 – normalmente pós infecciosa; Crônica é aquela com mais de 30 dias – de variadas etiologias Complicações: Desidratação Desnutrição ou agravamento do mesmo Mecanismos: Osmótica: Acúmulo intraluminal de solutos (quadros infecciosos, geralmente virais, podem impedir a absorção de certos nutrientes que aumentam a Osmolaridade intraluminal). Melhora com o jejum. Secretória: Secreção ativa de eletrólitos pelo enterócito (alguma substância liberada por vírus ou bactéria ativa o enterócito e faz uma secreção ativa pelo enterócito). Jejum não melhora. Invasiva: Inflamação, menor absorção. Devido a uma invasão da mucosa por microorganismos, com mais frequência na região colonica, tipicamente resultado de uma colite. Presença de sangue, secreção purulenta, diminuindo absorção e a quantidade de água no bolo fecal. Formas Clínicas Diarreia Aguda Aquosa Definição: aumento de volume e frequência das evacuações (≥ 3x/dia), com diminuição da consistência das fezes. Etiologia: Rotavírus – mecanismo osmótico e secretório Tropismo pelos enterócitos do topo da vilosidade levando ao achatamento vilositário que são os que produzem dissacaridase (lactase, p. ex), causando ↓ dos mesmos diminuição da lactase que impede a absorção do leite, mantendo o mesmo na luz intestinal levando a diarreia Por mais que o jejum melhore a clínica (como em toda diarreia osmótica), é o alimento induz o desenvolvimento das vilosidades. Dessa maneira, não orientar pelo jejum completo. O rotavírus secreta a toxina NSP4, que leva à diarreia secretória também. Diarreia grave em < 2 anos No início do quadro, é possível que haja só vômitos (precedendo por 1 a 2 dias a diarreia) Obs: É possível ter mais de uma vez rotavirose na vida. Contudo, há formação de anticorpos cruzados, de maneira que a prima-infecção será mais grave (eis a razão de nos vacinarmos) Quadro autolimitado que dura em geral < 1 semana. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 59 Outros vírus: Norovírus: devido a vacinação contra rotavirus, hoje os norovírus são uma grande causa de diarreia, está associado a SURTOS de doença diarreica (creches). E. coli – mecanismo secretório Enterotoxigênica causa mais comum bacteriana de diarreia secretória em países não desenvolvidos (não faz lise celular; apenas ativa mecanismos intra-celulares que secretam NaCl e H²O) o É a causa mais comum de diarreia dos turistas (exterior) e causa mais comum de diarreia aguda bacteriana no nosso meio. Enteropatogênica: Pode ser uma causa de diarreia persistente (faz contato direto com a superfície do enterócito) tbm causa diarreia secretória (e osmótica). Menos comum, mas causa diarreia em < 2 anos em crianças sem hx de aleitamento materno. Vibrio cholerae – mecanismo secretório Causa comum de diarreia quando ocorre tragédias ambientais (terremotos, contaminação de água) Pode causar perda de até 1 litro de água por hora Fezes em água de arroz Enterotoxina – age no canal do cloro, perde muito sódio e junto a água. É a toxina mais potente quando se trata de diarreias. Giardíase – mecanismo osmótico Comuníssima e assintomática. Pode causar diarreia aguda, persistente, intermitente. Ele atapeta o intestino, dificultando a absorção. Não tem valor se achado na coprocultura se diarreia agudo. Disenteria Os agentes que causam disenteria podem também causar apenas diarreia aquosa; a recíproca NÃO é verdadeira Etiologias: Shigella Principal causa de disenteria (Brasil) Faz invasão da mucosa colonica – sangue e pus nas fezes, dor abdominal, febre, tenesmo. Acomete cólon – diarreia menos volumosa e com mais evacuações Sintomas neurológicos: cefaléia, alucinação, crise convulsivas (manifestações de mecanismo desconhecido). Esses sintomas podem anteceder a GECA Síndrome Hemolítico-Urêmica – anemia hemolítica micro-angiopática, plaquetopenia e IRA. A toxina causa lesão no glomérulo renal levando a microtrombos no glomérulo que consome plaquetas e causa lesão das hemácias (esquizócitos). Campylobacter jejuni: faz artrite reativa e Guillain-Barré (poliradiculopatia desmielinizante aguda ascendente– paralisia flácida) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 60 E. Coli Enteroinvasiva (clínica igual à Shigella) Entero-hemorrágica (STEC): disenteria sem febre (principal causadora de SHU) o Até 10% faz SHU (O157:H7) o Outro nome: E. coli Shiga-like o Encontrada em leite não pausterizado, carne mal cozida – não há transmissão inter-humana o CUIDADO: Se prescrever antibiótico na E.coli com toxina Shiga, aumentam as chances de desenvolver SHU. Só prescrever quando tem estado geral comprometido. Salmonella Pode fazer bacteremia de baixa virulência. Porém, se em falciforme (pelo risco de osteomielite), imunodeprimidos e < 3meses, fazer coprocultura se suspeita e depois ATBterapia Parasitas Entaboeba histolytica colite amebiana CLASSIFICAÇÃO AVALIAÇÃO DA DESIDRATAÇÃO MÍNIMA OU SEM DESIDRATAÇÃO DESIDRATAÇÃO LEVE OU MODERADA DESIDRATAÇÃO GRAVE Perda Penderal < 3% entre 3 e 9% > 9% Condição* Alerta Irritada Letárgica (Shock) Sede* Normal Sedenta Incapaz Sinal da prega (no abdômen)* Rapidamente Lento (< 2 segundos) Muito lentamente (> 2 segundos) Olhos* Normais Fundos Fundos ou Muito fundos FC/Pulsos* Normal/cheio Aumentada/débil Muito aumentada e débil Enchimento Capilar (fechar a mão do pcte por 15 seg) < 3 segundos entre 3 e 5 segundos > 5 segundos Lágrimas Presentes Ausentes/diminuídas Ausentes Mucosas Úmidas Secas Muito secas Diurese Normal Diminuída Mínima *Bastam esses serem avaliados **A presença de dois sinais faz o Dx (considerar sempre os piores) Tratamento Soluções Glicossalinas orais *Absorção de sódio se dá de duas maneiras: Simporte com a Glicose e Eletroneutro (NaCl por H+ e HCO3-) esta está comprometida na GEA Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 61 Soro Caseiro: 1 copo de 200 ml de água + 1 medida rasa de sal (uma pitada) + 2 medidas rasas de açúcar (um punhado ou 8 pitadas) o Equivale a 40-50 mEq/l de sódio o Capaz de manter a hidratação; contudo, não trata a desidratação. Ou seja, oferecer apenas para o paciente ainda hidratado. Solução Reidratante Oral o SRO Padrão – 311mEq/l. Tem muito Na+ (90mEq/l) pode fazer Hipernatremia e aumentar a diarreia viral. o SRO Reduzida – 245 mEq/l menor taxa de perda fecal, menos vômitos, diminui tempo de doença e diminui necessidade de hidratação EV. Tem algo em torno de 75 mEq/l de sódio Soluções Cristalóides EV o SF 0,9% Planos de tratamento Plano A - pcte não desidratado Plano B - desidratação leve ou moderada* Plano C - desidratação grave Solução Aumentar ingestão hídrica (soluções caseiras) TRO: SRO RL ou S.F. 0,9% Local Domiciliar Na UPA/UBS Na UPA/UBS Como A cada evacuação: 50 a 100 ml < 1 ano ou 10 kg; 100 a 200 ml > 1 ano ou 10 Kg 75ml/kg em 4 horas; dar em colheradas ou goles 100ml/kg; >1a em 3h; <1a em 6h TRO tão logo seja possível Alimentação Habitual, depois que melhorar acrescentar um lance a mais por 2 semanas Suspender; manter só Aleitamento Materno Suspender Obviamente Reavaliação Voltar se muco ou sangue nas fezes Peso, diurese, hidratação frequentemente Após 3 a 6 horas Orientações 1) Sinais de desidratação (escrevê-los no prontuário e receituário) Dps de hidratada, alta com plano A com SRO Dps dehidratada, alta com plano A com SRO *Gastroclise: 20 - 30mL/kg/hora na dificuldade de ingesta da SRO; no vômito persistente; na distensão abdominal pós TRO com RHA + e na perda de peso 2 horas após TRO **Suplementar com zinco por 10 dias: < 6 meses, 10mg/d; maior, o dobro. Reduz a duração e gravidade da doença e diminui risco de recorrência Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 62 Tratamento Específico Shigelose: ciprofloxacina (abandonando) ou ceftriaxona IM Salmonelose com fator de risco: ceftriaxona IM ou Ampicilina Cólera: azitromicina ou Doxi (tratamento de escolha nos adultos) Parasitose: específico (na giardíase, apenas se diarreia persistente). Tratar Entamoeba histolytica na colite refretária ao tratamento de shigelose. Observações: Refrigerantes – osmolaridade muito grande; aumenta diarreia Antieméticos (Sd extra-piramidal; sonolência) o Plasil, bromoprida completamente contra-indicados o Ondonsetrona pode usar no plano B (vonau, zofran e outros nomes) Nelson faz Sub Lingual Inibidores da Peristalse (loperamida – Imosec®) Adsorventes aumentam a consistência das fezes. Tem ação única de “cosmético fecal” Probióticos é conhecida a sua ação benéfica na diarreia por ATB e viral (inclusive pode ser usado na profilaxia). Aparentemente, diminui também o tempo de doença na GECA. Prescrever se quiser. Racecadotrila (Tiorfan): inibidor da encefalinase (encefalinas reduzem secreção de água e eletrólitos no intestino) Diarreia persistente Avaliar redução de lactose Intolerância à Lactose Falta da dissacaridase lactase Produzida pelos enterócitos da borda da vilosidade Pode ser 1ª ou 2ª o 1ª congênita (raríssima) ou hipolactasia do tipo adulto (aquela que meio universo tem) o 2ª uma GECA – ou Dça Celíaca – causa achatamento das vilosidades e, consequentemente, uma intolerância à lactose passageira Mecanismo: Diarreia + lactose chega intacta ao cólon, onde é fermentada, levando à formação de ácidos orgânicos e gases flatulência, fezes explosivas, distensão abdominal e irritação da mucosa perianal PLANO C >1a: 3h <1a: 6h 30 ml/kg 30 m 1h 70 ml/kg 2h 30m 5h CDC- 20 ml/kg de SF o mais rápido Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 63 DOENÇAS EXANTEMÁTICAS Doenças cuja manifestação clínica principal é a presença de uma erupção cutânea Período de Incubação Pródromos Exantema 1 – 3 semanas (nas doenças exantemáticas virais) Febre, sinais típicos, enantemas Já transmite! Tipo Progressão Descamação Exantema + febre presente: sarampo e rubéola Exantema + sem febre: eritema infeccioso, exantema súbito SARAMPO “Parampo 36” Vírus da família Paramixovírus Doença de notificação compulsória imediata! PRÓDROMOS EXANTEMA Febre, tosse, coriza, conjuntivite (fotofobia) Enantema (manchas de KOPLIK): lesão brancacenta envolta por um halo de hiperemia, caracteristicamente na face interna das bochechas (patognomônico) TIPO: MORBILIFORME (lesões máculo-papulares com tendência à confluência e permeio de pele sã) INÍCIO: fronte, nuca, retroauricular (linha de implantação dos cabelos) PROGRESSÃO: craniocaudal lenta DESCAMAÇÃO: furfurácea Complicações Otite média aguda (mais comum) Pneumonia (mais mata) o A PNM pode ser pelo próprio vírus do sarampo (PNM de células gigantes) ou uma PNM bacteriana secundária. Encefalite (alta letalidade; não é comum) Tratamento: Vitamina A Profilaxia Pós-contato o Vacina: até 3º dia (vacina de bloqueio) – para fins de bloqueio a primeira dose pode ser feita a partir dos 6 meses (mas essa dose não deve ser considerada para a rotina) o Imunoglobulina padrão: até 6º dia → grávidas, < 6 meses e imunocomprometidos (que sejam suscetíveis) RUBÉOLA Togavírus PRÓDROMOS EXANTEMA LINFADENOPATIA RETROAURICULAR, TIPO: RUBEOLIFORME (as lesões máculo- Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 64 OCCIPITAL e CERVICAL SINAL DE FORSCHHEIMER (lesões róseas, puntiformes, no palato) → é bastante característico da rubéola, mas não é patognomônico papulares são isoladas) PROGRESSÃO: craniocaudal rápida DESCAMAÇÃO: Ausente ERITEMA INFECCIOSO Parvovírus B19 Ao surgir a erupção cutânea não há mais eliminação viral PRÓDROMOS EXANTEMA Inexistentes ou inespecíficos TRIFÁSICO FASE 1 Face esbofeteada (hiperemia / eritema em região malar) FASE 2 Exantema reticulado / rendilhado (exantema máculo- papular com centro claro) + exantema → superfícies extensoras Progressão: craniocaudal Descamação: ausente / discreta FASE 3 Recidiva (sol, calor, atividade física) – 1 a 3 semanas EXANTEMA SÚBITO O HHV-6 é um membro da família dos herpes vírus, os quais podem estabelecer uma infecção latente ou persistente. O HHV-6 pode estabelecer uma infecção latente nas glândulas salivares. É uma doença de lactentes Complicação mais comum: crise febril Diagnóstico diferencial não infeccioso → farmacodermia (prurido, eosinofilia) PRÓDROMOS EXANTEMA FEBRE ALTA (39-40°C) Some em crise. Logo após, surge o exantema! TIPO: MACULOPAPULAR PROGRESSÃO: início no TRONCO CENTRÍFUGA (vai para as extremidades) Tende a desaparecer rapidamente, sem descamação VARICELA “Varicela 54” Infecção primária pelo vírus Varicela-Zoster (VVZ) Febre na fase prodrômica que persiste até 3-4 dias do início do exantema Lesões em crostas → não é mais infectante (paciente pode voltar às atividades habituais) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 65 Profilaxia pós-contato Vacina: até 5 dias após exposição IGHAVZ: até 4 dias (96h) o Imunodeprimidos o Grávidas o RNPT (< 28 sem: sempre / ≥ 28 sem: se mãe não teve varicela) o RN de mãe com varicela de 5 dias antes até 2 dias após o parto o Controle de surto hospitalar em < 9 meses Tratamento ACICLOVIR VO – encurta a fase da viremia o Maiores de 12 anos DOENÇA MÃO-PÉ-BOCA Coxsackie A16 Vesículas em mãos e pés, pápulas em região glútea Vesículas em cavidade oral ESCARLATINA PRÓDROMOS EXANTEMA DOENÇA ESTREPTOCÓCICA: FARINGITE ENANTEMA: LÍNGUA EM MORANGO (papilas linguais hiperemiadas e hipertrofiadas) → 1º Língua em morango branco / 2º Língua em morango vermelho TIPO: MICROPAPULAR (pele com aspecto de lixa) SINAL DE PASTIA = acentuação do exantema nas áreas de dobras (principalmente: fossa antecubital) SINAL DE FILATOV (palidez perioral) PROGRESSÃO: CENTRÍFUGA DESCAMAÇÃO: LAMELAR ou LAMINAR Tratamento: PENICILINA BENZATINA Principal diagnóstico diferencial: doença de Kawasaki DOENÇA DE KAWASAKI A causa da doença ainda não é bem estabelecida, mas diversos fatores parecem apontar para uma causa de provável origem infecciosa. Parece haver ainda alguma predisposição genética, o que explicaria a maior incidência da doença em crianças de origem asiática, independentemente do local de moradia. FEBRE (5 DIAS) + Conjuntivite Alterações em lábios / cavidade oral Adenomegalia Exantema Alterações em extremidades PRÓDROMOS EXANTEMA INESPECÍFICOS TIPO: VESICULAR PLEOMÓRFICO Mácula → pápula → vesícula → pústula → crosta Pode ocorrer infecção secundária Pruriginoso / acomete mucosas PROGRESSÃO: centrífuga; mas com distribuição centrípeta Descamação ausente Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 66 Mais comum em < 5 anos o A escarlatina é mais comum em > 5 anos DOENÇA PRÓDROMOS EXANTEMA COMPLICAÇÕES SARAMPO (Paramixovírus) Tosse Fotofobia Koplik Linha do cabelo Descamação furfurácea Otite média aguda Pneumonia RUBÉOLA (Togavírus) Linfadenopati a --- Artropatia Rubéola congênita ERITEMA INFECCIOSO (Parvovírus B19) ---Face esbofeteada Exantema rendilhado Recidiva Crise aplásica Artropatia EXANTEMA SÚBITO (Herpes vírus humano tipo 6) Febre alta – some em crise Início no tronco Crise febril ESCARLATINA (S. pyogenes) Exotoxina pirogênica Faringite Língua em morango Micropapular Filatov (peribucal) Pastia (pregas) Supurativas Febre reumática GNPE VARICELA (Vírus varicela-zoster) --- Vesículas Pleomorfismo Infecção 2ária Varicela progressiva SNC: ataxia cerebelar SÍNDROME DA PELE ESCALDADA Síndrome de Ritter Causada pelo S. aureus (cepas 71 e 55) exfoliatinas A e B (clivagem da epiderme) Crianças < 5 anos; bom estado geral Pode variar de pequenas bolhas até extensas lesões com sintomas sistêmicos Eritema difuso e brilhante, acentuado em áreas periorificiais e flexuras de membros Tratamento: oxacilina DOENÇA MÃO-PÉ-BOCA Causada pelo Coxsackie A16 Clínica: vesículas em mãos e pés, pápulas em região glútea; vesículas em cavidade oral INFECÇÕES VIRAIS HERPANGINA Vírus Coxsackie A (enterovírus) Úlceras na cavidade oral (lesões ulceradas envoltas por halo de hiperemia, tipicamente localizadas predominantemente na cavidade posterior da orofaringe – palato mole, úvula, pilares; diferentemente da gengivoestomatite-herpética) Lactentes e pré-escolares ADENOVIROSE Conjuntivite Febre faringo-conjuntival – faringite exsudativa com conjuntivite Sintomas de IVAS MONONUCLEOSE EBV (Epstein-Barr Vírus) Linfadenopatia generalizada Esplenomegalia Linfocitose com atipia Exantema máculopapular após amoxicilina (rash) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 67 IMUNIZAÇÕES “Imunizar” é definido no dicionário como “Tornar ou ficar imune a determinado agente patogênico, a uma doença infecciosa”. Ou seja, é o ato de proteger-se de determinada patologia. E como isso funciona? Há dois tipos de imunização, vamos conhecê-los. IMUNIZAÇÃO PASSIVA É a introdução no organismo de anticorpos já prontos, como soro e imunoglobulinas. Ela também é a forma que o feto recebe anticorpos maternos. Como vantagem, a proteção é imediata e não depende do sistema imune de quem está recebendo. Ou seja, deve ser utilizada em situações que o indivíduo não pode esperar a formação de anticorpos. Como desvantagem, não gera memória imunológica. IMUNIZAÇÃO ATIVA É a introdução no organismo de antígenos, que irão gerar resposta imune. Pode ser natural, por meio da própria doença, ou artificial, por meio das vacinas. A vantagem é gerar memória imunológica e a desvantagem, demorar de 10 a 14 dias para produzir anticorpos. Falaremos mais sobre isso à frente. O QUE SÃO VACINAS? As vacinas são micro-organismos inteiros ou parte deles injetados no corpo para prevenção de doenças infecciosas. Apesar de a maioria induzir uma boa proteção contra infecções, a resposta imune dos indivíduos é geneticamente determinada, portanto as respostas às vacinas não são iguais. Isso explica por que nenhuma vacina tem 100% de eficácia. Elas são divididas em dois grandes grupos: vivas atenuadas e inativadas. VIVAS ATENUADAS São vacinas que contém o patógeno, entretanto de uma forma enfraquecida, na qual ele perdeu a capacidade de produzir a doença em imunocompetentes. Elas imitam o ciclo da doença, estimulando a resposta humoral e celular, produzindo uma espécie de infecção branda. É como se você ficasse doente, mas de uma forma leve. A partir daí, você cria anticorpos próprios contra a doença e fica protegido em futuros contatos com o patógeno. Essa imitação do ciclo faz com que elas tenham como vantagem proporcionar uma imunidade mais duradoura que as inativadas, além de necessitarem de um número menor de doses para criar proteção efetiva. Como desvantagem, são perigosas para imunodeprimidos, imunodeficientes e gestantes, pois mesmo um agente enfraquecido pode causar doença nesses grupos. A maioria delas é de aplicação subcutânea. INATIVADAS As vacinas inativadas não contêm o patógeno vivo, portanto não têm capacidade de produzir a doença e não imitam o ciclo de infecção. Elas ativam apenas a resposta humoral, a não ser que você a conjugue com uma proteína, nesse caso elas ativam também a resposta celular e aumentam a resposta imune. Exatamente por não conterem o patógeno, elas têm como vantagem serem seguras para imunodeprimidos, imunodeficientes e gestantes. Como desvantagens, a imunidade gerada pode ser mais curta, necessitando de doses de reforço e precisando de um número maior de doses para produzir a imunidade ideal. A maioria delas é aplicada via intramuscular. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 68 O quadro abaixo coloca cada vacina em sua devida classificação e você precisa conhecê-lo! Vivas atenuadas Inativadas Bacterianas BCG Difteria Tétano Coqueluche Meningocócicas C, B e ACWY Pneumocócicas 7, 10, 13 e 23 valente Haemophilus influenzae tipo B Virais Rotavírus Febre amarela Sarampo Caxumba Rubéola Varicela Pólio oral Dengue Herpes- zoster Hepatites A e B HPV Pólio inativada Raiva Influenza Para lembrar sem decorar, a maioria das vivas atenuadas é viral, a exceção é a BCG. Já a maioria das inativadas é bacteriana, e as exceções são as hepatites, HPV, pólio inativada, raiva e influenza. Uma dúvida comum do dia a dia de consultório e nas provas de Residência é se podemos aplicar várias vacinas no mesmo dia. A resposta é sim! É seguro e eficaz coadministrar vacinas no mesmo dia. Vacinas inativadas com inativadas ou com vivas podem ser administradas no mesmo dia ou com qualquer intervalo de tempo. Vacinas vivas, se não administradas no mesmo dia, precisam de 4 semanas de intervalo entre elas. Há uma exceção, e fique atento, pois é pegadinha de prova! As vacinas que contêm sarampo — tríplice ou tetra viral com a febre amarela em crianças menores de 2 anos — não podem ser administradas no mesmo dia. Deve ser respeitado um intervalo mínimo de 15 dias entre elas, 30 dias idealmente. Estudos mostraram que há perda de imunogenicidade quando aplicadas juntas. Já a coadministração de vacinas vivas atenuadas e de imunoglobulinas não é indicada. A indicação é esperar no mínimo 3 meses entre uma e outra. No caso da imunoglobulina anti-varicela-zoster, o tempo recomendado é de 5 meses. A administração de vacinas após transfusão de sangue também deve obedecer a um intervalo mínimo de 5 meses, de acordo com o Ministério da Saúde. Quanto à coadministração de vacinas com antitérmicos, é contraindicada, exceto pela vacina meningocócica B, a qual está liberada para ser aplicada com paracetamol. ESQUEMA VACINAL O esquema vacinal depende de cada vacina e é definido como o número de doses que deve ser feito para atingir a imunidade ideal. Pacientes vacinados com um menor número de doses que o ideal podem apresentar a doença ou uma forma branda dela. Quando o esquema vacinal estiver incompleto, devemos sempre completá-lo com as doses que faltam, não há necessidade de reiniciar a vacinação para nenhuma vacina. Segue a frase utilizada pela Sociedade Brasileira de Imunizações que define muito bem o caso: Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 69 “DOSE DADA NÃO É DOSE PERDIDA.” Agora, uma questão recorrente de provas é a ausência ou perda de carteirinha! Nesse caso, siga a rima: “Sem comprovação, devemos fazer a revacinação”. Sempre que o paciente não apresentar comprovação vacinal, devemos revacinar. Fique atento com a BCG, pois, se o paciente apresentar cicatriz vacinal, isso serve como comprovação! IMUNIDADE DE REBANHO Ocorre quando um conjunto de pessoas se torna imune a uma doença, seja natural ou por vacina. Com isso, elas não se infectam com a doença e impedem a propagação dela. Os beneficiados são os que não têm proteção, por não terem se infectado previamente com a doençaou por não terem feito a vacina. CONTRAINDICAÇÕES DAS VACINAS Fique ligado, pois este tópico é o queridinho de todas as provas quando o assunto é imunização! As vacinas têm poucas contraindicações absolutas. Anafilaxia em dose anterior e alergia grave a algum dos componentes contraindicam a vacina a qual o paciente apresenta alergia. Imunodeprimidos, imunodeficientes e gestantes não devem aplicar vacina viva atenuada sob o risco de infectarem-se. As vacinas inativadas são seguras para esses pacientes. Doença febril aguda contraindica a vacina no momento da doença, devendo ser aplicada após a resolução do quadro. Agora, o que é doença febril aguda? O Ministério da Saúde não explica! Então, vamos de acordo com nossa prática clínica: seria aquela criança com febre e queda do estado geral. Agora, fique ligado nas falsas contraindicações de vacinas, que a banca adora colocar para o confundir: Uso de corticosteroides: apenas é contraindicado se feito em doses imunossupressoras (>2mg/kg/dia de prednisona ou equivalente por 14 dias ou mais). Corticoides inalatórios ou tópicos não impedem a vacinação. • Doenças agudas afebris. • Uso de antibiótico. • História familiar de alergias e crises convulsivas. • Dermatites. • Choro e febre persistentes pós-vacinação prévia. • Desnutrição. • Filhos de mães HIV positivo: a criança exposta ao HIV vertical deve ser vacinada com todas as vacinas do calendário até que se prove laboratorialmente ou clinicamente a imunodepressão. Vacinas inativadas podem ser feitas independentemente do estado imune do paciente. CALENDÁRIOS VACINAIS Caro aluno, a maioria das questões vai cobrar conhecimento do Calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Ele pode ser dividido em calendário da criança, do adolescente, do adulto e do idoso. Os indígenas também apresentam calendário próprio para cada faixa de idade, mas não vimos eles serem cobrados em provas. É fundamental decorar os calendários para responder às questões, e você deve encontrar a melhor maneira de fazer isso. Uma dica pessoal: desenhe o calendário em cada questão que você for responder. Vai facilitar a visualização e estimular sua memória. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 70 INFLUENZA: campanhas anuais (crianças 6m – 5a) dT: reforço 10 / 10 anos CALENDÁRIOS ESPECIAIS Além desses, temos duas situações que você precisa conhecer, pois são muito cobradas em provas: calendário das gestantes e dos prematuros. Contraindicações Falsas Verdadeiras Doenças comuns benignas (resfriado, diarreia, impetigo...) Doenças moderadas ou graves (febre) Alergia não-grave à dose prévia Anafilaxia Desnutrição Imunossupressão* Prednisona ≥ 2 mg/kg/dia (> 14 dias) História familiar de eventos adversos Hospitalização (exceto VOP) Grávidas* *Não podem receber vacinas de agentes vivos Dose baixa de corticoide BCG BCG é uma vacina viva atenuada composta pela bactéria de origem bovina Mycobacterium bovis (atenção, a BCG não é produzida com Mycobacterium tuberculosis!). Ela protege contra formas graves da doença tuberculosa: meningoencefalite e miliar (há pouca proteção contra a forma pulmonar!). Ao nascer BCG, hepatite B (BB) 2 meses Pentavalente Poliomielite – V1P Pneumocócica – 10 Rotavírus – VORH (4 Ps) 3 meses Meningococo C – MnC 4 meses = 2 meses 5 meses = 3 meses 6 meses Pentavalente Poliomielite – V1P (6 doenças) 9 meses Febre amarela (em áreas recomendadas ou indivíduos que se deslocam) 12 meses Tríplice viral Pneumocócica – 10 Meningococo sorogrupo C – MnC 15 meses Tetraviral Hepatite A DTP (difteria, tétano e coqueluche) Poliomielite – VOP 4 anos DTP Poliomielite – VOP Varicela ADOL HPV + Meningo-C Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 71 A administração é intradérmica em deltoide direito. A lesão provocada pela vacinação evolui em 6 a 12 semanas após a aplicação, tornando-se uma crosta e depois um cicatriz. A BCG deve ser aplicada ao nascer, em todos os bebês maiores de 2.000 gramas. Caso o recém-nascido não tenha esse peso, é necessário adiar a vacinação até ele o atingir. REVACINAÇÃO ATENÇÃO, Medworker! Aqui está grande parte das questões das provas de Residência Médica sobre BCG! Não há necessidade de revacinar crianças sem cicatriz vacinal, nem realizar exames, simplesmente considere a criança como imune. CONTRAINDICAÇÕES E REAÇÕES ADVERSAS Por ser uma vacina viva atenuada, é contraindicada para imunossuprimidos, imunodeficientes e gestantes. As reações adversas são pouco frequentes. O mais comum é o enfartamento ganglionar único ou múltiplo, localizado em região axilar, supra ou infraclavicular homolateral à vacina. Ele é móvel, indolor e mede até 3cm de diâmetro, não é acompanhado de sintomas sistêmicos e não necessita de tratamento. SITUAÇÕES ESPECIAIS • Bebês de mães HIV positivo, independentemente do tratamento materno, devem receber a vacina ao nascer, pois ainda não temos comprovação clínica nem laboratorial de imunossupressão. Crianças mais velhas só devem ser vacinadas se não forem imunodeficientes. • Filhos de mãe com tuberculose bacilífera ativa no momento do parto não devem ser vacinados ao nascer. Devem iniciar isoniazida na dose de 10mg/kg/dia e manter a medicação por 3 meses. Após, realizar PPD; se não reativo, vacinar. Se reativo, não vacinar e manter a isoniazida por mais 3 meses. • Contactantes de hanseníase. Maiores de um ano que tenham contatos intradomiciliares com portadores de hanseníase devem ser vacinados com uma dose a mais de BCG. HEPATITE B A vacina para hepatite B é inativada e sua administração é intramuscular. Está disponível para todas as faixas etárias no esquema de três doses, sendo o intervalo entre as doses de um mês da primeira para a segunda e de 6 meses entre a primeira e a terceira (0-1-6 meses). No calendário da criança do PNI, estão indicadas quatro doses das vacinas. A primeira para todas as crianças ao nascer, independentemente de idade gestacional e peso, e as outras três aos 2, 4 e 6 meses dentro da vacina combinada pentavalente, que iremos conhecer a seguir. Por ser inativada, é segura para imunodeprimidos e gestantes. IMUNOGLOBULINA ANTI-HEPATITE B É indicada para indivíduos suscetíveis, ou seja, com esquema vacinal incompleto ou desconhecido, pós- exposição à doença em casos de: • RNs filhos de mãe HBsAg positivas. • Vítimas de acidentes com material biológico. • Comunicantes sexuais de casos agudos de hepatite B. • Vítimas de violência sexual. • Imunodeprimidos mesmo que previamente vacinados. SITUAÇÕES ESPECIAIS ATENÇÃO, MEDWORKER! TÓPICO MUITO RECORRENTE EM TODAS AS PROVAS! Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 72 • RNs filhos de mães HBsAg positivas Nesse caso, está indicada ao nascer, além da vacina contra hepatite B, uma dose de imunoglobulina antihepatite B em até 12 horas após o parto, em dose única. Elas devem ser aplicadas em grupos musculares diferentes, ou seja, se uma for aplicada na coxa direita, a outra será aplicada na coxa esquerda. • RNs prematuros A vacina é indicada ao nascer para todos os neonatos independentemente do peso e da idade gestacional. Entretanto, em crianças com peso de nascimento menor ou igual a 2 quilos ou com idade gestacional menor de 33 semanas, deve-se obrigatoriamente aplicar quatro doses, sendo elas no esquema de 0, 1, 2 e 6 meses de vida ou 0, 2, 4 e 6 meses de vida. • Transplantados de órgãos sólidos que necessitem de quimioterapia, corticoterapia ou radioterapia, pacientes renais crônicos pré-diálise ou hemodialisados Necessitam obrigatoriamentede quatro doses da vacina com o volume de administração dobrado. • Profissionais de saúde Devem aplicar as três doses da vacina e realizar sorologia posteriormente para confirmar a imunidade. São considerados imunizados aqueles com anticorpos anti-HBs >10 UI/ml. FAMÍLIA DTP As vacinas contra difteria, tétano e coqueluche (pertussis) andam juntas, em vacinas combinadas inativadas, administradas por via intramuscular, que chamamos de “Família DTP”. Elas contêm toxoide diftérico, toxoide tetânico, bactérias Bordetella pertussis mortas ou antígenos da coqueluche. As vacinas que contêm esses componentes serão estudadas a seguir. São elas: DTPw, DTPa, DT, dT e dTpa. DTPw – TRÍPLICE BACTERIANA INFANTIL DE CÉLULAS INTEIRAS É uma vacina inativada que contém toxoides diftérico, tetânico e bactérias Bordetella pertussis inativadas (mortas). Por conter a Bordetella inteira, ela é chamada de DTP de células inteiras (w = whole cells). Está presente no Programa Nacional de Imunizações dentro da vacina pentavalente, também chamada de Penta Brasil (DTPw + hepatite B + Haemophilus influenzae tipo B). A pentavalente está indicada no esquema de três doses, aos 2, 4 e 6 meses. Os reforços são aplicados aos 15 meses e 4 a 6 anos com a DTPw. Idade máxima de aplicação: 7 anos. DTPa - TRÍPLICE BACTERIANA INFANTIL ACELULAR Vacina inativada que contém os toxoides diftérico, tetânico e antígenos inativados da Bordetella Pertussis: toxoide pertussis, pertactina e hemaglutinina filamentosa. Pela ausência do micro-organismo inteiro, é chamada de DTP acelular. Indicada no esquema de cinco doses, aos 2, 4 e 6 meses, com reforços aos 15 meses e 4 a 6 anos. Idade máxima de aplicação: 7 anos. Está disponível no sistema privado de imunizações para vacinação de rotina das crianças ou nos CRIEs para pacientes que sofreram episódio hipotônico-hiporresponsivo ou crise convulsiva após a administração de DTPw. Por ser acelular, ela apresenta menos reações adversas e é igualmente imunogênica em comparação com a DTPw. DT – DUPLA BACTERIANA INFANTIL Vacina inativada que apresenta apenas toxoides diftérico e tetânico, sem o componente da coqueluche. Indicada para pacientes que não podem receber a DTPw ou a DTPa por terem apresentado encefalopatia em até 7 dias após essas vacinas. Disponível apenas nos CRIEs para menores de 7 anos. dT – DUPLA BACTERIANA ADULTA Vacina inativada que apresenta toxoide diftérico em menor volume que as anteriores (preste atenção em como o “d” está em minúsculo!) e toxoide tetânico. Indicada, pelo PNI, como reforço a cada 10 anos após a última dose de DTPw ou DTPa (o que ocorre geralmente dos 4 aos 6 anos). Indicada para maiores de 7 anos. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 73 dTpa – TRÍPLICE BACTERIANA ADULTA ACELULAR Vacina inativada que apresenta toxoide diftérico em menor volume que as infantis, toxoide tetânico e componente acelular da coqueluche. Indicada pelas Sociedades para reforço a cada 10 anos, em substituição da dT em maiores de 7 anos, mas disponível apenas no sistema privado de imunizações. No PNI, está indicada para gestantes da 20ª semana de gravidez até os 45 dias após o parto em dose única, e para profissionais de saúde que atuam em salas de parto a cada 10 anos. REAÇÕES ADVERSAS E CONTRAINDICAÇÕES PARE! RESPIRE FUNDO E PRESTE BEM ATENÇÃO AQUI! “TÓPICO QUENTE” PARA PROVAS!! O grande “vilão” da família DTP é o componente da coqueluche! Ele não é o único, mas é o principal responsável pela maioria dos eventos adversos da vacina! Apesar de a maioria das reações ser branda, como dor, edema e vermelhidão locais, febre e mal-estar, temos quatro situações que você precisa conhecer relacionadas à vacina DTP de células inteiras e, consequentemente, à vacina pentavalente do PNI. 1. Febre e choro persistentes: irritabilidade e febre podem ocorrer após algumas horas da aplicação da vacina. Apesar de ser um evento dramático e preocupante para a maioria dos pais, é benigno e autolimitado a algumas horas. Não contraindica doses subsequentes da vacina. 2. Episódio hipotônico-hiporresponsivo: ocorre em até 48 horas após a vacina e caracteriza-se por hipotonia muscular, pouca responsividade a estímulos externos, cianose e palidez. Também é benigno e autolimitado, porém contraindica a vacinação com DTPw e indica a DTPa em doses subsequentes. 3. Convulsões tônico-clônicas generalizadas: ocorrem em até 72 horas após vacina e podem, ou não, estar acompanhadas de febre. Contraindicam a vacinação com DTPw e indicam a DTPa em doses subsequentes. 4. Encefalopatia pós-vacinal: ocorre em até 7 dias e caracteriza-se por paralisias motoras, deficiências sensitivas e crises convulsivas focais ou generalizadas. Contraindica a aplicação do componente pertussis, então indica-se o uso de DT. SITUAÇÃO INDICAÇÃO Febre ou choro persistentes Não contraindica a vacinação Episódio hipotônico-hiporresponsivo até 48h depois Utilizar a DTPa Crise convulsiva até 72h após Utilizar a vacina DTPa Encefalopatia até 7 dias após Utilizar a vacina DT PREVENÇÃO DO TÉTANO ACIDENTAL O tétano acidental pode levar a uma alta morbimortalidade do paciente. Apesar da recomendação de aplicarmos a vacina dT a cada 10 anos para a prevenção da doença, quando nos deparamos com um paciente ferido, temos que analisar sua situação vacinal para indicar apenas cuidados locais, vacinação de reforço ou imunoglobulina antitetânica. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 74 Vamos analisar para não precisarmos decorar! 1. Quando o paciente apresentar um esquema vacinal completo e a última dose tiver sido aplicada há menos de 5 anos, não há necessidade de vacina ou imunoglobulina. 2. Ferimentos superficiais, limpos, sem corpos estranhos ou tecidos desvitalizados são chamados de “ferimentos com risco mínimo de tétano” e devem ser lavados, desinfectados e desbridados. Não utilizamos imunoglobulina nesses casos. Aplicamos vacina se: • Esquema vacinal desconhecido (3 doses). • Esquema vacinal incompleto (completar o esquema). • Última dose da vacina há mais de 10 anos (1 dose de reforço). 3. Ferimento profundo, superficial sujo, com corpos estranhos, tecidos desvitalizados, queimaduras, ferimentos puntiformes, ferimentos por armas brancas ou de fogo, mordeduras, politraumas ou fraturas expostas são chamados de “ferimentos com alto risco de tétano” e irão utilizar vacina (exceto se última dose há menos de 5 anos, conforme falamos em cima) e imunoglobulina se: • Esquema vacinal desconhecido. • Esquema vacinal incompleto. • Última dose da vacina há mais de 5 anos em situações especiais: imunodeprimidos, desnutrido grave, idoso. • Última dose há mais de 10 anos e o médico julgar que o ferimento não será cuidado apropriadamente. VACINA CONTRA HAEMOPHILUS INFLUENZAE TIPO B Pouco cobrada em provas! É uma vacina inativada de administração intramuscular. Pelo PNI, é aplicada aos 2, 4 e 6 meses na vacina combinada pentavalente. A Sociedade Brasileira de Imunizações e de Pediatria recomenda uma dose de reforço aos 15 meses. VACINAS CONTRA POLIOMIELITE A poliomielite era uma doença muito prevalente no mundo e no Brasil. Quando a vacina foi introduzida no calendário vacinal, houve redução no número de casos e, em 1989, ocorreu o último registro da doença no Brasil. Em 1994, a circulação do vírus selvagem foi considerada erradicada das Américas. Mas, o vírus vacinal continuava circulando e causando, mesmo que raramente, poliomielite associada à vacina. Por isso, a Organização Mundial de Saúde recomendou, a longo prazo, a troca da vacina oral pela inativada, e é isso que o Brasil tem feito. A vacina oral foi mantida no calendário pelo menor custo e por ser de mais fácil aplicação. Além disso, ela promove imunidade de Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP1841655229564775 rebanho, ao competir com o vírus selvagem no intestino, ideal para proteção de uma possível reintrodução desse mesmo vírus trazido por viajantes de outros países. Portanto, hoje, temos duas vacinas disponíveis no Brasil. • Vacina inativada contra poliomielite (VIP ou Salk): composta por poliovírus 1, 2 e 3 mortos. Administração intramuscular. Tem como vantagem ser inativada e não causar reações adversas graves. • Vacina oral viva atenuada contra poliomielite (VOP ou Sabin): composta por poliovírus 1 e 3. Administração oral. Tem como vantagem ser de menor custo e fácil aplicação. É excretada pelas fezes, então tem a capacidade de causar imunidade de rebanho aos não vacinados, ao competir com o vírus selvagem no intestino. Como desvantagem, pode causar poliomielite associada à vacina. No calendário da criança do PNI, estão indicadas cinco doses das vacinas: • Aos 2, 4 e 6 meses, na forma inativada. • Aos 15 meses e 4 anos, na forma oral. Além disso, o governo tem feito campanhas de vacinação com doses extras da vacina oral para crianças maiores de 1 ano a menores de 5 anos. REAÇÕES ADVERSAS E CONTRAINDICAÇÕES A pólio inativada é segura, sem contraindicações ou reações adversas graves. Quanto à pólio oral, primeira coisa a saber é que os vírus vacinais são excretados nas fezes dos imunizados durante 4 a 6 semanas, portanto ela não pode ser aplicada em comunicantes de imunodeficientes e em ambiente hospitalar. Nesses casos, deve-se utilizar a vacina inativada em substituição. A segunda é que o evento adverso mais severo que poderá ocorrer após a administração da VOP é a poliomielite associada à vacina, que pode acontecer no próprio imunizado ou em seus contactantes. VACINA CONTRA ROTAVÍRUS Vacina composta de vírus vivos atenuados. A administração é por via oral e a absorção inicia já na mucosa oral, portanto não revacinamos se a criança não engolir a vacina. No calendário da criança do PNI, estão indicadas duas doses das vacinas. Aos 2 e 4 meses. A vacina do rotavírus tem idades limites para ser aplicada e isso é muito cobrado em provas! Primeira dose Idade mínima: 1 mês e 15 dias Idade máxima: 3 meses e 15 dias Segunda dose Idade mínima: 3 meses e 15 dias Idade máxima: 7 meses e 29 dias REAÇÕES ADVERSAS E CONTRAINDICAÇÕES Apesar de os vírus vacinais serem excretados nas fezes, diferente da vacina contra poliomielite, a contra o rotavírus mostrou-se segura e pode ser feita em contactantes de imunodeprimidos, porém é contraindicada em ambiente hospitalar. ATENÇÃO, ATUALIZAÇÃO! Em 2019, o poliovírus 3 foi considerado erradicado globalmente. Até o momento, nenhuma medida foi tomada no Brasil, mas fique sempre atento às notícias, pois isso poderá mudar nos próximos meses. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 76 A vacina é contraindicada em casos de imunodepressão, malformações do trato gastrointestinal, história de invaginação intestinal e enterocolite necrosante. Pode causar hematoquezia em lactentes. VACINAS PNEUMOCÓCICAS Vacinas inativadas compostas por sorotipos do pneumococo administradas por via intramuscular. Atualmente, temos três vacinas disponíveis: PNEUMOCÓCICA 10-VALENTE Vacina presente no PNI. Indicada aos 2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses. PNEUMOCÓCICA 13-VALENTE Presente no sistema privado de imunizações e nos CRIEs. As Sociedades Brasileiras de Imunizações e de Pediatria recomendam utilizá-la em substituição à pneumocócica 10-valente. Indicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforço aos 12 meses. PNEUMOCÓCICA 23-VALENTE Vacina polissacarídea composta de 23 sorotipos de pneumococo. Disponível no sistema privado de imunizações e nos CRIEs. Indicada no PNI para maiores de 60 anos que sejam acamados ou moradores de instituições fechadas em dose única. Nos CRIEs, está disponível a partir dos 2 anos de idade para pacientes com maior risco de doenças pneumocócicas, como pacientes com HIV, oncológicos, transplantados, asplênicos, nefropatas, pneumopatas, entre outros. VACINAS MENINGOCÓCICAS Vacinas inativadas compostas por sorotipos do meningococo administradas por via intramuscular. Atualmente, temos três vacinas disponíveis: meningocócica C, meningocócica ACWY e meningocócica B. No Brasil, o sorotipo C é o mais prevalente, se considerarmos todas as faixas etárias. Com a introdução da vacina, a incidência diminuiu entre as crianças menores de 10 anos. Proporcionalmente, houve aumento na incidência do sorogrupo B nessa faixa etária. O sorotipo W é o terceiro mais frequente no Brasil e o número um em Santa Catarina. Não há relatos da presença do A no país. MENINGOCÓCICA C Vacina conjugada presente no PNI, a qual contém o sorotipo C. Indicada aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses. MENINGOCÓCICA ACWY Vacina conjugada composta pelos sorotipos A, C, W e Y. As Sociedades Brasileiras de Imunizações e de Pediatria recomendam utilizá-la em substituição à meningocócica C aos 3, 5 e 12 meses, com reforços aos 4 anos e na adolescência. ATENÇÃO, ATUALIZAÇÃO! Em 2020, o Ministério da Saúde introduziu essa vacina para dois novos grupos: • No PNI, para adolescentes de 11 a 12 anos em dose única. • Maiores de 13 anos portadores de hemoglobinúria paroxística noturna em uso de eculizumabe no esquema de duas doses com reforço a cada 3 anos. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 77 MENINGOCÓCICA B Vacina disponível apenas no sistema privado de imunizações e indicada pelas Sociedades aos 3, 5 e 12 meses. VACINA CONTRA FEBRE AMARELA Vacina viva atenuada composta por vírus da febre amarela enfraquecidos, aplicada subcutânea. Antigamente, a doença era endêmica de algumas regiões do Brasil e a vacina estava indicada apenas para moradores dessas áreas ou para quem fosse viajar a essas regiões, mas ultimamente temos vivido um surto em todo território nacional, que levou o governo, em 2019, a tornar a vacina obrigatória para todo Brasil. A vacina é indicada a partir dos 9 meses de idade. Em situações de surto, pode ser aplicada a partir dos 6 meses. Desde 2020, as crianças que receberam a primeira dose antes dos 4 anos de idade devem fazer um reforço ao completarem essa idade. Quem inicia a vacinação com mais de 4 anos deve receber apenas uma dose para vida toda. REAÇÕES ADVERSAS E CONTRAINDICAÇÕES A doença neurológica associada à vacina é um evento adverso raro. Como vacina viva, mais uma vez, é contraindicada para imunodeprimidos e gestantes. Fique atento, ela também é contraindicada para mulheres que amamentam até o bebê completar seis meses de vida. Se a vacinação for indispensável, suspender o aleitamento materno por 10 a 14 dias e utilizar fórmula infantil ou leite do banco de leite materno. FEBRE AMARELA – NÃO VACINAR MÃES QUE AMAMENTAM ATÉ O 6º MÊS. A vacina também contém traços de proteínas do ovo, portanto ela não deve ser feita apenas em pacientes com histórico de anafilaxia a esse alimento; histórico de reações leves não contraindicam a vacinação. Lembrete! Alérgicos graves a ovo Febre amarela: contraindicada em paciente com anafilaxia prévia. VACINA CONTRA SARAMPO, CAXUMBA, RUBÉOLA E VARICELA Vacinas vivas atenuadas compostas por vírus enfraquecidos do sarampo, caxumba, rubéola e varicela, aplicadas via subcutânea. VACINA TRÍPLICE VIRAL Essa vacina é composta pelas primeiras doses de proteção contra sarampo, caxumba e rubéola e está indicada pelo PNI para ser aplicada aos 12 meses. Para crianças, adolescentes e adultos até 29 anos não vacinados, a indicação é: realizar duas doses. Adultos de 30 a 59 anos, aplicar dose única. Para contactantes de sarampo, caxumba e rubéola imunocompetentes, a vacina de bloqueio está indicada até 72 horas após exposição. É importante ressaltar que essavacina é independente e não substitui nenhuma dose do esquema. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 78 VACINA TETRA VIRAL É composta pelas segundas doses de proteção contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), primeira dose contra a varicela e está indicada aos 15 meses pelo PNI. VACINA VARICELA ISOLADA Composta pela segunda dose de proteção contra varicela, indicada aos 4 anos pelo PNI. Também é indicada para contactantes de varicela maiores de 9 meses, imunocompetentes, em 3 a 5 dias após exposição. REAÇÕES ADVERSAS E CONTRAINDICAÇÕES Como vacinas vivas, novamente, são contraindicadas para imunodeprimidos e gestantes. As vacinas tríplice e tetra viral, assim como a febre amarela, contêm traços de proteínas do ovo, porém elas não estão contraindicadas nesses casos, apenas há a ressalva de aplicá-las em ambiente hospitalar. Síndrome de Reye - Essa síndrome tem causa desconhecida, mas está associada a infecções por influenza e varicela em crianças que utilizam ácido acetilsalicílico (AAS) de modo contínuo. Nesses casos, devemos suspender o uso do AAS por 6 semanas para receber as vacinas que contenham varicela. IMUNOGLOBULINA ANTI-SARAMPO E ANTI-VARICELA-ZOSTER Para contactantes não imunizados previamente com duas doses das vacinas e que não podem ser imunizados com elas. Para o sarampo, em até 6 dias após a exposição. Para a varicela, em até 96 horas após a exposição. Observe para quem são indicadas: CONTACTANTES DE SARAMPO VACINA Maiores de 6 meses imunocompetentes Até 72 horas após exposição IMUNOGLOBULINA Menores de 6 meses Imunodeprimidos; Gestantes Até 6 dias após exposição ATENÇÃO, ATUALIZAÇÃO! Em situações de surto, o Ministério da Saúde instituiu uma dose a mais da vacina dos 6 aos 12 meses. Ela era chamada de “dose zero”, pois não entrava na contagem do esquema vacinal. No final de 2020, essa dose foi suspensa em estados que controlaram a transmissão da doença. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 79 CONTACTANTES DE VARICELA VACINA Maiores de 9 meses imunocompetentes Até 3 a 5 dias após exposição IMUNOGLOBULINA Imunodeprimidos Gestantes Menores de um ano em contato hospitalar com o vírus RNs de mães que desenvolveram a doença 5 dias antes ou 2 dias após o parto Prematuros >28 semanas, cuja mãe nunca teve varicela Prematuros Até 96 horas após exposição É importante salientar que o bloqueio dos contactantes não inclui o uso de antivirais, eles são apenas tratamento. Os contactantes de rubéola imunocompetentes devem receber apenas vacinação com a tríplice viral de bloqueio em até 72 horas após a exposição. Não há imunoglobulina disponível. No caso de paciente com caxumba, ele deve ser isolado e os contactantes que não tiverem duas doses da vacina tríplice viral devem ser imunizados em até 72 horas após contato. Também não há imunoglobulina disponível. VACINA CONTRA HEPATITE A Vacina inativada composta por patógeno inteiro sem capacidade de produzir doença administrada intramuscular. Indicada no PNI aos 15 meses de idade em dose única, com idade limite de 4 anos, 11 meses e 29 dias. As Sociedades indicam aplicar duas doses aos 12 e 18 meses. VACINA CONTRA HPV Vacina inativada composta por proteínas do patógeno, administrada intramuscular. A vacina presente no PNI é a HPV tetravalente e protege contra os tipos 6,11,16 e 18. Ela está indicada para: Indicações da vacina contra HPV Meninas de 9 a 14 anos Duas doses Com 6 meses de intervalo entre elas Meninos de 11 a 14 anos Duas doses Com 6 meses de intervalo entre elas Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 80 Pacientes de 9 a 26 anos do sexo masculino e de 9 a 45 anos do sexo feminino, portadores de HIV, transplantados ou oncológicos em uso de terapia imunossupressora Três doses Com intervalos de 1 a 2 meses entre a primeira e a segunda dose e 6 meses entre a primeira e a terceira As Sociedades indicam a vacina para mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26 anos. Apesar de ser uma vacina inativada, ela é contraindicada em gestantes. VACINA INFLUENZA Vacina inativada composta por proteínas do patógeno, administrada via intramuscular ou subcutânea. Preste bem atenção neste conceito, pois quem nunca ouviu “Tomei a vacina da gripe e fiquei gripado”? Não tem como, pois ela não contém o vírus! O examinador vai tentar confundi-lo na prova, não caia nessa! No PNI, a vacina disponível é a trivalente. Primeiro ela é disponibilizada para os grupos de risco. Em 2020, foram eles: • Maiores de 55 anos • Crianças de 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias • Grávidas e puérperas até 45 dias pós-parto • Profissionais da saúde • Profissionais das forças de segurança e salvamento • Doentes crônicos • Caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários • Professores • Indígenas • Privados de liberdade As duas vacinas só estão licenciadas para maiores de 6 meses. Crianças até 9 anos que se vacinam pela primeira vez devem aplicar duas doses, com 30 dias de intervalo entre elas. Deve ser aplicada anualmente. REAÇÕES ADVERSAS E CONTRAINDICAÇÕES Apesar de ser cultivada em embriões de galinha, ela não é contraindicada para pacientes com reações alérgicas, nem mesmo as graves, mas deve ser feita em ambiente hospitalar. PALIVIZUMABE Imunoglobulina derivada de anticorpo monoclonal. Previne contra a infecção por vírus sincicial respiratório, causador de bronquiolite e Lembrete! Alérgicos graves a ovo Febre amarela: contraindicada em paciente com anafilaxia prévia. Tríplice e tetra viral: não são contraindicadas, aplicar em ambiente hospitalar. Influenza: não é contraindicada, aplicar em ambiente hospitalar. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 81 pneumonia principalmente em lactentes. Está disponível apenas nos CRIEs para pacientes especiais. São eles: • Recém-nascidos pré-termo menores de 29 semanas de idade gestacional, no primeiro ano de vida. • Recém-nascidos pré-termo nascidos com 29 a 32 semanas de idade gestacional, até o sexto mês. • Portadores de cardiopatias congênitas, com repercussão hemodinâmica desde que em tratamento para a doença de base, nos dois primeiros anos de vida. • Portadores de distúrbios pulmonares da prematuridade, nos dois primeiros anos de vida. Lembre-se de que a doença pulmonar crônica da prematuridade é causada por pneumopatia em prematuros menores de 32 semanas que necessitaram de oxigênio por mais de 28 dias após o nascimento. VACINA E SORO CONTRA RAIVA Vacina inativada que contém o vírus morto e é administrada via intramuscular. OU Soro (imunoglobulina) homólogo intramuscular utilizado após exposição ao vírus. Indicada por pré-exposição em indivíduos de risco que se expõem a animais, como, por exemplo, os veterinários, aplicada em três doses. Ou pós-exposição, que segue o protocolo do Ministério da Saúde. Para lembrar sem decorar, temos estas situações: 1. Animais sem suspeita de estarem doentes: • Se acidente leve, apenas lavar e observar por 10 dias. Retornar à unidade de atendimento se o animal morrer, desaparecer ou adoecer. • Se acidente grave, fazer duas doses da vacina e observar por 10 dias. Retornar à unidade de atendimento se o animal morrer, desaparecer ou adoecer. 2. Animais com suspeita de estarem doentes: • Se acidente leve, fazer duas doses da vacina e observar por 10 dias. Retornar à unidade de atendimento se o animal morrer, desaparecer ou adoecer. • Se acidente grave, fazer soro antirrábico e quatro doses de vacina e observar por 10 dias. Retornar à unidade de atendimento se o animal morrer, desaparecer ou adoecer. 3. Animais doentes, mortos, desaparecidos ou silvestres: •Se acidente leve, fazer quatro doses da vacina. • Se acidente grave, fazer soro antirrábico e quatro doses de vacina. 4. Animais silvestres: • Soro antirrábico e quatro doses da vacina. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 82 Infecção do Trato Urinário Definição: Proliferação de um agente infeccioso em uma região do trato urinário que deveria se manter estéril, com reação inflamatória dessa multiplicação de M.O. Frequência – 1 a 3% nas meninas e 1% nos meninos 1º pico de incidência (meninos 5:1) é no primeiro ano de vida. O principal fator de risco é anomalia de trato urinário, e elas são mais comuns no sexo masculino. 2º pico (meninas 10:1) controle esfincteriano 3º pico (meninas) início da atividade sexual Importância: São frequentes Recorrentes se não for tratada suas causas Sequelas podem vir a ocorrer em episódios recorrentes (HAS, Dç renal crônica) Mecanismo: Via ascendente (principal): bactéria no períneo ou prepúcio ascende pela uretra e se multiplica na bexiga, depois consegue ascender pelos ureteres, alcança a pelve renal, reflui para dentro do parênquima renal e causa pielonefrite. Via hematogênica: no período neonatal, foco infeccioso qualquer com disseminação do microorganismo e posterior instalação no parênquima renal Fatores de risco Ausência de circuncisão Sexo feminino: uretra feminina é mais curta e o epitélio urológico feminino favorece mais a adesão bacteriana. Obstrução urinária: o Válvula de uretra posterior: malformação congênita na qual existe um folheto membranoso na porção da uretra prostática, neste caso os achados podem ser hidronefrose bilateral fetal, distensão vesical (globo vesical palpável), jato urinário fraco Disfunção miccional e/ou constipação (distúrbios que muitas vezes andam de mãos dadas) Refluxo Vesicoureteral: grande fator de risco para pielonefrite (mais comum) Etiologia: E. coli: fímbrias P Proteus: cálculos coraliformes (de estruvita), alcaliniza a urina Outros gram-negativos: Klebsiella, pseudomonas (paciente pós manipulação cirúrgica de via urinária) Gram + (enterococos – colonizam sulco balanoprepucial; S. saprophyticus – adolescentes sexualmente ativos) Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 83 Vírus (Adenovírus) cistite hemorrágica vírus 11 e 21 Quadro clínico Febre > 39°C, pode ser a única manifestação, ITU é a principal causa de febre sem sinais de localização; Cistite: Disúria, polaciúria, estrangúria, dor suprapúbica (crianças maiores); Incontinência urinária em crianças que já tinham alcançado o controle esfincteriano; Pielonefrite: com ou sem sintomas de cistite, calafrio, dor lombar, manifestações inespecíficas; o Atenção: A incidência de pielonefrite é maior em crianças menores de 1 ano Manifestações inespecíficas: vômito, dor abdominal difusa Diagnóstico Criança com febre e EAS normal afasta a ideia de ITU, o que não torna necessidade o pedido de urinocultura EAS (urina I, sumário) o Bioquímica: fita reagente Esterase leucocitária (inflamação) - Sensível Nitrito (Bactérias Gram -) – Específico o Sedimento: Leucócitos: microscópio (≥ 5 leuc/campo), contagem automática (10.000/ml) Bacterioscopia/ Gram Urocultura o Bacteriúria significativa: ≥ 100.000 UFC/ml Como colher: o Jato médio: jato correndo e passa o frasco no meio do jato médio (≥ 100.000 UFC/ml). Em crianças sem controle esfincteriano pode ser feita a percussão da região suprapúbica e passagem na região sacral, através disso ocorre o estímulo a micção. o Saco coletor (alto VPN): negativo tem mais valor devido a contaminação alta. o Cateterismo: + se ≥ 50.000; o Punção suprapúbica: + se diferente de zero (à exceção de gram positivos), no Nelson ≥ 50.000. Cuidado com a Bacteriúria assintomática, não deve ser tratado pois é um quadro autolimitado Tratamento Sempre colher urinocultura antes de iniciar o tratamento Cistite (3-5 dias): Tratamento ambulatorial o Bactrim (Sulfametoxazol-trimetoprim), cuidado com E. coli com resistência. o Nitrofurantoína o Cefalexina Pielonefrite (7 a 14 dias): o Hospitalar: Graves (sinais sepse), < 3 meses, comprometimento do estado geral Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 84 Hospitalar ampicilina-gentamicina ou Ceftriaxona (não pega muito bem gram +), amoxicilina- clavulanato IV Ambulatorial ceftriaxona IM, cefexima, ciprofloxacino (cobre bem pseudomonas) Não pode a nitrofurantoína para tto da pielonefrite, não alcança o nível adequado no parênquima renal. Refluxo Vesicoureteral Primário: alteração na inserção do ureter na bexiga o Primário idiopático (mais comum): alteração no ângulo de implantação do ureter na bexiga. Resolução espontânea (de acordo com o Grau) o Divertículos o Duplicação o Ectopia ureteral o Ureterocele com duplicação Secundário: Alteração com aumento na pressão vesical que faz com que vença a resistência do ureter colabado pelo músculo detrusor da bexiga o Alteração neurológica o Válvula de uretra posterior Graus de refluxo: Os graus 1 e 2 não são preocupantes, havendo resolução espontânea na maioria das vezes. Os demais demandam profilaxia para ITU e correção cirúrgica no insucesso; à exceção do grau 5 com presenças de cicatrizes à cintilografia renal com DMSA, que já indica cx. Profilaxia: usamos as mesmas medicações para o tratamento da ITU Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 85 Exames de imagem na ITU USG de rim e vias urinárias: vê malformações e alterações grosseiras Cintilografia renal com DMSA: (Padrão-ouro para Dx de pielonefrite) avalia o parênquima renal, identifica a pielonefrite (captação alterada no local inflamatório), na fase crônica identifica cicatrizes Uretrocistrografia Miccional: diagnostica e classifica o refluxo vesico-ureteral DTPA analisa função de cada rim (pré doação, por exemplo) Quando indicar os exames diagnósticos? Guidelines americanos (Nelson) o Após primeiro episódio pielonefrite (2-24 meses) USG e, se alterado, uretrocistografia miccional (UCM) o Após segundo episódio pielonefrite: UCM sempre SBP o ITU confirmada < 2 anos: USG e UCM > 2 anos: USG e se alteração UCM Atenção: toda criança, independente de idade e sexo, que tenha diagnóstico de ITU merece uma investigação por imagem; Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 86 SUPORTE DE VIDA PEDIÁTRICO- PALS Diferenças no atendimento pediátrico: < 1 ano (exceto RN) 1 ano até a puberdade (meninas: telarca / meninos: pelos axilares) A partir da puberdade: igual ao adulto PBLS (SUPORTE BÁSICO DE VIDA PEDIÁTRICO) Avaliar segurança da cena Se a cena for segura → avaliar a responsividade do paciente IRRESPONSIVO Gritar por ajuda / usar celular (se apropriado) Avaliar RESPIRAÇÃO E PULSO (simultânea) Ambos ausentes → PCR: iniciar RCP. Nas crianças, a parada ocorre muito mais por hipóxia/asfixia – em ritmos não chocáveis (assistolia/ AESP). Em caso de colapso súbito testemunhado, a criança mais provavelmente deve ter parado por causa cardíaca (em um ritmo chocável) – assim, nessa situação, chamar ajuda com DEA torna-se uma prioridade! INICIAR RCP (C – A – B) Fazer 2 minutos de RCP Partir para buscar ajuda / DEA (Apenas se alguém não tiver feito isso anteriormente) CHECAR RITMO > 1 ano < 1 ano PULSO (até 10s) Carotídeo Femoral Braquial COMPRESSÃO (100-120/min) Profundidade: 5 cm 1 ou 2 mãos Profundidade: 4 cm 2 dedos ou 2 polegares* COMPRESSÃO: VENTILAÇÃO 1 Socorrista = 30:2 2 Socorristas=15:2 VENTILAÇÃO Boca a boca Boca a boca-nariz (*) a técnica dos 2 polegares é melhor, mas deve ser realizada apenas com 2 socorristas e por prof. de saúde treinados Se colapso súbito testemunhado: chamar ajuda CHOCÁVEL CHOQUE + RCP 2’ NÃO CHOCÁVEL RCP 2’ Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 87 PALS – SUPORTE DE VIDA AVANÇADO PEDIÁTRICO AVALIAR SE A CRIANÇA ESTÁ EM PARADA CARDÍACA INICIAR RCP E CHECAR RITMO No ambiente hospitalar, ambu sempre conectado a uma fonte de O2 RITMO CHOCÁVEL? CHOCÁVEL NÃO CHOCÁVEL (FV/TV) (AESP/ASSISTOLIA) (*) Assistolia → verificar cabos, ganhos e derivações ASSISTOLIA / AESP RCP 2 minutos Acesso IV / IO Adrenalina (a cada 3-5’) Considerar IOT ** RITMO CHOCÁVEL ? NÃO RCP 2 minutos Tratar causas reversíveis (5H e 5T) Lembrar também da hipoglicemia RITMO CHOCÁVEL? NÃO (*) As compressões não precisam ser mais coordenadas com as ventilações. As compressões deverão ser feitas em uma frequência de 100-120/min e as ventilações 10x/min (1 ventilação a cada 6 segundos). FV / TV SEM PULSO RCP 2 minutos Acesso IV / IO CHOCÁVEL? Sim RCP 2 minutos Adrenalina (a cada 3-5 min) Considerar IOT CHOCÁVEL? Sim RCP 2 minutos Amiodarona* ou Lidocaína (*) No PALS a amiodarona pode ser repetida mais duas vezes (**) Carga máxima: aumentar até 10J/kg ou até a carga do adulto 2J/kg 4J/kg Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 88 IOT < 1 ano 3,5 1-2 anos 4 Sem cuff (> 2 anos) (idade)/4 + 4 Com cuff (> 2 anos) (idade)/4 + 3,5 OBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS POR CORPO ESTRANHO Grave: não consegue respirar/falar/tossir > 1 ano: manobra de Heimlich < 1 ano: 5 golpes no dorso alternados com 5 compressões torácicas Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 89 MAUS TRATOS A síndrome do bebê sacudido (SBS) é uma lesão cerebral grave, gerada por uma ou mais sacudidas violentas do corpo da criança. Ocorre, de forma mais frequente, em crianças de até dois anos de idade. É uma forma de abuso infantil que pode resultar em dano cerebral permanente ou morte. Os bebês apresentam musculatura cervical fraca e, geralmente, lutam para sustentar a cabeça, que é pesada. A cabeça de uma criança representa 10 a 15% do seu peso corporal, em comparação com a cabeça de um adulto médio, que contribui com 2 a 3%3. Se um bebê é sacudido com força, seu cérebro frágil se move para frente e para trás dentro do crânio. As forças de aceleração, desaceleração e rotação (que surgem ao se sacudir o corpo de uma criança) movimentam, de forma brusca, a massa encefálica do bebê. As velocidades são diferentes, entre a parte superior (mais livre) e o tronco encefálico, que se chocam com a calota craniana, promovendo diversos tipos de lesões teciduais e vasculares, ou por contusão, ou por rompimento, ou por cisalhamento. Isso causa hematomas, edema e sangramento. A SBS geralmente ocorre quando um dos pais ou o cuidador sacode um bebê ou criança pequena devido à frustração ou raiva – geralmente porque a criança não para de chorar. A SBS raramente é causada por quedas menores ou brincadeiras. Fatores de risco Expectativas irrealistas dos bebês; Pai e/ou mãe jovem e/ou solteiro (a); Estresse do pai ou da mãe ou do cuidador; Violência doméstica; Abuso de álcool e/ou outras substâncias; Situações familiares instáveis; Pai e/ou mãe com depressão; Pai e/ou mãe com história de maus tratos na infância. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 https://pebmed.com.br/saiba-o-que-e-o-tsunami-cerebral-apos-a-hemorragia-subaracnoidea/ https://pebmed.com.br/violencia-contra-a-crianca-e-o-adolescente-como-manejar/ 90 Homens costumam causar mais a SBS do que mulheres. Etnia, status socioeconômico ou etnia não desempenham um papel significativo na incidência de SBS. Manifestações clínicas As manifestações clínicas da SBS incluem: Alteração do nível de consciência; Confusão ou irritabilidade; Sonolência; Problemas respiratórios; Hipoventilação; Recusa alimentar; Vômitos; Palidez ou cianose; Convulsões; Déficits motores; Fraturas de arcos costais posteriores – em até 50% dos casos; Coma. Muitas vezes, pode culminar em óbito. É comum a criança não apresentar nenhum sinal de lesão física externa. Às vezes, apenas o rosto está machucado. Outras manifestações da SBS incluem hemorragias subdurais, subaracnóideas e retinianas. A combinação de fraturas não explicadas, hemorragias cerebrais e retinianas é altamente sugestiva de SBS. Hemorragias retinianas na SBS geralmente se manifestam como numerosas hemorragias multicamadas de toda a retina em ambos os olhos, muitas delas com uma mancha branca no centro (manchas de Roth). No entanto, as hemorragias retinianas não são patognomônicas para a SBS, mas também pode ocorrer associadas a várias outras condições, incluindo trauma durante o parto vaginal, infecções, coagulopatias, leucemia e síndrome de Terson. Embora a data precisa das hemorragias retinianas na SBS seja impossível de ser estipulada, as hemorragias intrarretinianas geralmente se resolvem em dias ou algumas semanas, enquanto as hemorragias pré-retinianas podem persistir por vários meses. Complicações Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 91 Mesmo os quadros mais leves de SBS podem causar danos irreversíveis ao cérebro. Muitas crianças evoluem para óbito. Os sobreviventes podem apresentar complicações permanentes, como: Cegueira parcial ou total; Atrasos no desenvolvimento, problemas de aprendizagem ou problemas de comportamento; Deficiência intelectual; Convulsões; Paralisia cerebral. Muitas crianças com SBS mostram sinais e sintomas de abuso infantil anterior. Em formas leves, uma criança pode parecer normal após as sacudidas, porém, com o passar do tempo, pode desenvolver problemas físicos ou comportamentais. Como diagnosticar e tratar a síndrome do bebê sacudido Radiografias de ossos (incluindo braços, mãos, pernas, pés, coluna, costelas e crânio) podem ser usadas para determinar se as fraturas são acidentais ou intencionais. Esses exames também podem ajudar a encontrar fraturas antigas. Ressonância magnética de crânio A ressonância magnética (RM) de crânio é capaz de mostrar se ocorreu alguma hemorragia e até que ponto. Geralmente, hemorragias pré-retinianas, intracranianas e sub-retinianas indicam alguma forma de trauma do sistema nervoso central (SNC), incluindo SBS. A RM é favorável quando o diagnóstico de SBS não é claro, pois pode revelar contusões, hematomas e hemorragias, e tem demonstrado ser mais sensível no diagnóstico de SBS do que a tomografia computadorizada (TC). A RM por difusão fornece resultados ainda mais precisos, pois pode mostrar lesões parenquimatosas cerebrais que sugerem isquemia cerebral, um componente da SBS. Como a RM é difícil de realizar em uma criança instável, geralmente é realizada dois a três ou mais dias após a lesão. Tomografia computadorizada Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 92 Uma TC de crânio pode ajudar a detectar lesões que precisam de intervenção urgente. Também pode ser realizada uma TC de abdome para determinar se há lesões adicionais. Fundo de olho Os exames oftalmológicos avaliam a hemorragia retiniana, que é um bom indicador da gravidade do trauma. A frequência de hemorragia retiniana em bebês com SBSé de 53 a 80%. Na ausência de sinais externos de abuso, as hemorragias retinianas aumentam a suspeita de SBS. As pregas retinianas e a retinosquise traumática são indicadores raros de trauma de SNC, mas particularmente ocorrem no SBS. TC de emissão de fóton único (SPECT) Pode ser usada para revelar o fluxo sanguíneo cerebral e avaliar atrasos no crescimento físico e mental. Coloração imuno-histoquímica da proteína precursora de β-amiloide (β-amyloid precursor protein β-APP) Importante na avaliação das lesões do SBS em nível clínico e forense. O processo detecta lesões axonais no crânio e identifica axônios imunorreativos que auxiliam no diagnóstico de SBS. Embora a coloração de H&E (Hematoxilina- Eosina) seja mais comumente usada, o β-APP é uma ótima ferramenta usada em conjunto com outros testes. Diagnóstico diferencial As seguintes condições fazem diagnóstico diferencial com SBS: Processos infecciosos (como sepse e meningite); Doenças metabólicas; Atraso do desenvolvimento neuropsicomotor; Síndrome da morte súbita do lactente; Coagulopatias; Malformações arteriovenosas; Parto eutócico ou distócico; Acidúria glutárica tipo I; Retinopatia da prematuridade; Retinopatia de Terson; Retinopatia de Purtscher; Doenças hematológicas; Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 93 Rotura de aneurisma; Traumatismo craniano acidental. Tratamento O tratamento para SBS pode incluir suporte ventilatório e neurocirurgia. O tratamento neurocirúrgico é semelhante ao das hemorragias cranianas em geral. A cirurgia de evacuação e as trepanações (Burr Hole Craniotomy) são dois procedimentos conhecidos de drenagem cirúrgica para SBS. As hemorragias subdurais causadas pelo SBS podem ser tratadas por drenagem e lavagem com estreptoquinase para lise. O monitoramento da relação entre pressão intracraniana e hemorragia retiniana pode revelar a extensão do trauma, mas não necessariamente diagnostica o SBS. Prevenção A orientação de profissionais de saúde para os pais de bebês com suspeita de SBS pode impedir a sua recorrência. É importante educar as populações de alto risco sobre as consequências da SBS. Os pediatras estão em posição de reconhecer e prevenir a SBS. Da mesma forma, os profissionais de enfermagem entram em contato com bebês e cuidadores e podem ser úteis no reconhecimento da SBS. Para evitar mais danos à saúde mental e física da criança, é vital que o cuidador entre em contato com um centro de assistência médica e divulgue o incidente o mais rápido possível para garantir que o médico faça o diagnóstico correto e trate adequadamente o paciente. Notificação No Brasil, para todas as apresentações de violência ou na sua suspeita, dois órgãos devem ser notificados: o Conselho Tutelar e o SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 https://pebmed.com.br/traumatismo-cranioencefalico-em-criancas-ressonancia-ou-tomografia/ 94 Transtorno do espectro autista Como na maioria das condições especiais de saúde, o tratamento precoce é sempre a alternativa mais desejada. Quanto mais cedo a regulação dos sintomas e a estimulação de aprendizados se inicia, mais conquistas são possíveis a curto, médio e longo prazo. Segundo o jornal o Globo, uma das pesquisas mais recentes sobre diagnóstico do transtorno do espectro autista demonstra que quando os tratamentos para o autismo se iniciam em crianças de 3 anos, a melhora chega a ser de 80%. O mesmo estudo compara os resultados de pacientes que iniciam o tratamento ainda antes, ou seja, com menos de 3 anos, nesses casos, o percentual de melhora chega a alcançar 90% . O cenário é bastante otimista! Se for possível fazer o diagnóstico (ou pelo menos identificar os traços de TEA) com 1 ano e 6 meses e iniciar as intervenções na linguagem e comportamento, com o engajamento e apoio da família, a probabilidade é de que a criança saia de um grupo de autismo severo para um médio, e do médio para o leve. Os tratamentos para autismo sempre devem em conta as necessidades individuais da pessoa com o transtorno. Alguns podem se concentrar mais em um tipo de especialidade, enquanto outros podem se beneficiar de todas as terapias no mesmo nível de intensidade. Funciona mais ou menos assim: um autista entre severo e moderado poderá ganhar no tratamento com um fonoaudiólogo o aprendizado de engolir a saliva. Também pode trabalhar para desenvolver a mastigação correta, por exemplo. Isso significaria menos chances de sofrer um engasgue. Enquanto isso, um autista leve, pode trabalhar dentro da mesma especialidade, a modulação do seu tom de voz. Ele também pode melhorar sua capacidade de verbalizar as palavras de maneira mais fluída e natural, por exemplo. Por isso, não existe certo ou errado. Dentro da mesma especialidade, profissional, paciente e cuidadores (no caso dos autistas mais comprometidos) irão planejar o tratamento de acordo com as necessidades percebidas. O objetivo sempre será desenvolver as áreas em que pacientes e especialistas identifiquem serem mais importantes. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 95 TDAH O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD. Quais são os sintomas de TDAH? O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas: 1) Desatenção 2) Hiperatividade-impulsividade O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como “avoadas”, “vivendo no mundo da lua” Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites. Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos . Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão. Quais são as causas do TDAH? Já existem inúmeros estudos em todo o mundo – inclusive no Brasil – demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (as práticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos. Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento. O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios). Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647 96 Existem causas queforam investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões. O tratamento de crianças e adolescentes com TDAH baseia-se na intervenção multidisciplinar envolvendo profissionais das áreas médicas, saúde mental e pedagógica, em conjunto com os pais. O profissional de saúde deve educar a família sobre o transtorno, através de informações claras e precisas, a fim de que aprendam a lidar com os sintomas dos seus filhos. Intervenções no âmbito escolar também são importantes e, muitas vezes, é necessário um acompanhamento psicopedagógico centrado na forma do aprendizado, como por exemplo, nos aspectos ligados à organização e ao planejamento do tempo e das atividades. O tratamento reeducativo psicomotor pode ser indicado para melhorar o controle do movimento. Em relação às intervenções psicoterápicas centradas na criança ou adolescente, as mais estudadas e com maior evidência científica de eficácia para os sintomas centrais do transtorno (desatenção, hiperatividade, impulsividade), bem como, para o manejo de sintomas comportamentais comumente associados (oposição, desafio, teimosia), são as cognitivo-comportamentais, especialmente os tratamentos comportamentais. Sobre as influências psicofarmacológicas, a literatura claramente apresenta os estimulantes como as medicações de primeira escolha para este transtorno: No Brasil, existem duas categorias de estimulantes encontrados no mercado: o Metilfenidato e a Lis-dexanfetamina. Cerca de 70% dos pacientes com TDAH, respondem adequadamente aos estimulantes, com redução de pelo menos 50% dos sintomas básicos do transtorno e os toleram bem. Os eventos adversos mais frequentemente associados ao uso de estimulantes são: perda de apetite, insônia, irritabilidade, cefaléia e sintomas gastrointestinais. Como outros medicamentos utilizados, considerados como 2ª linha, existem os Antidepressivos Tricíclicos (ADT), indicados quando não há resposta aos estimulantes. Alguns estudos também demonstram a eficácia da Bupropiona (Antidepressivo) e da clonidina no TDAH. São usadas quando houver presença de comorbidades que contra-indiquem o uso dos estimulantes ou quando estes não forem tolerados. Existe uma nova opção farmacológica para o tratamento do TDAH, recentemente aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos, a Atomoxetina, mas não está disponível no Brasil. A Atomoxetina é um fármaco não estimulante, sendo um potente inibidor seletivo da recaptura de noradrenalina e, possuindo baixa afinidade por outros receptores e neurotransmissores. Licensed to Aline Dias - aline_diaas@hotmail.com - HP18416552295647