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Criminalística: Definição e Histórico

Livro eletrônico sobre Criminalística: definição, histórico e doutrina. Contém introdução, conceitos, objetivos e princípios; apresenta áreas de atuação (odontologia forense, documentoscopia, balística, genética) e inclui resumo, mapas mentais, exercícios, gabarito e gabarito comentado, além de referências.

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SISTEMA DE ENSINO
CRIMINALÍSTICA
Criminalística: Definição, Histórico, 
Doutrina
Livro Eletrônico
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................3
Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina. ................................................................................................4
1. Introdução ao Tema ....................................................................................................................................................4
2. Doutrina Criminalística ............................................................................................................................................4
2.1. Histórico da Criminalística .................................................................................................................................4
2.2. Conceitos de Criminalística ...............................................................................................................................8
2.3. Objetivos da Criminalística ............................................................................................................................. 10
2.4. Princípios da Criminalística .............................................................................................................................11
3. Áreas de Atuação da Criminalística................................................................................................................14
3.1. Odontologia Forense ...........................................................................................................................................14
3.2. Documentoscopia .................................................................................................................................................14
3.3. Perícias em Bombas e Explosivos ...............................................................................................................14
3.4. Perícias de Meio Ambiente ..............................................................................................................................15
3.5. Perícias Contábil e Financeira .......................................................................................................................15
3.6. Perícias de Engenharia ......................................................................................................................................15
3.7. Perícias de Veículos .............................................................................................................................................16
3.8. Perícias em Locais de Crime ...........................................................................................................................16
3.9. Perícias de Química Forense ...........................................................................................................................16
3.10. Perícias em Informática ..................................................................................................................................16
3.11. Balística Forense .................................................................................................................................................17
3.12. Genética Forense ................................................................................................................................................17
3.13. Perícias em Audiovisual e Eletrônicos ...................................................................................................17
3.14. Entomologia Forense .......................................................................................................................................18
Resumo ................................................................................................................................................................................19
Mapas Mentais ................................................................................................................................................................21
Exercícios ...........................................................................................................................................................................23
Gabarito ..............................................................................................................................................................................43
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................44
Referências .......................................................................................................................................................................83
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
ApresentAção
Olá, futuro(a) servidor(a)! Como está? Tudo certo?
Meu nome é Leonardo Guedes e vamos juntos iniciar o nosso curso para o concurso. Sou 
Especialista em Gestão de Segurança Pública pela Universidade de Brasília (2014), Especia-
lista em Investigação Criminal pela Universidade Católica de Brasília (2009) e possuo Mestra-
do em Biologia Molecular pela Universidade de Brasília (2009) e atualmente estou cursando 
Farmácia/UnB.
Sou Perito Criminal da Polícia Civil do Distrito Federal, lotado na Seção de Crimes contra 
o Patrimônio/IC-PCDF. Antes, fui Agente de Polícia da PCDF por quase 10 anos onde adquirir 
vasta experiência para atuar em Investigação Criminal e nas Operações Policiais.
Nesse período atuava muito na parte da Isolamento e Preservação de Local de Crime, prin-
cipalmente homicídios, pois nessa época trabalhava na Seção de Crimes Violentos da Delega-
cia, repartição esta, que cuidada da investigação de crimes contra a vida.
Atuando como Perito Criminal Oficial, passei processar os mais diversos locais de crimes, 
muitos deles sem isolamento e/ou qualquer preservação, e pude notar quão importante são 
esses cuidados para uma boa coleta de vestígios, bem como para corretamente esclarecer 
as circunstâncias do fato ocorrido e buscar os indícios que levam a autoria do delito, sempre 
pautado na metodologia científica.
Atuei, também, como Professor de Investigação Criminal na Escola Superior de Polícia 
Civil do Distrito Federal e ministrei palestras sobre o Panorama Nacional de Homicídios para 
Força Nacional.
Fui aprovado em concursos da área executiva federal, na secretaria de saúde e de educa-
ção do DF, mas minha vida de concurseiro “raiz” sempre foi voltada para as carreiras policiais.
Assim, para te ajudar na aprovação, eu e toda a equipe do GRAN CURSOS, através deste 
livro digital, vamos apresentar de forma bem focada a teoria, além de exercícios, respondendo 
questões de provas anteriores e criando questões inéditas para que você teste seus conheci-
mentos e esteja pronto para qualquer questão que a banca ousar te desafiar.
Neste livro ainda disponibilizarei algumas inéditas e adaptadas de todo conteúdo apresen-
tado para que você possa testar seu conhecimento.
As referências bibliográficas estarão presentes ao final do livro digital, caso queira maior 
aprofundamento sobre o tema. Qualquer dúvida esperarei as perguntas no Fórum do aluno! OK?
Portanto, bons estudos e vamos juntos rumo à aprovação!!!
Leonardo Guedes
Instagram: @prof.leonardo_guedes“Comece agora a escrever seu futuro, pois são as suas ações no presente que irão definir 
seu futuro.”
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
CRIMINALÍSTICA: DEFINIÇÃO, HISTÓRICO, DOUTRINA.
1. Introdução Ao temA
A Criminalística desenvolveu-se, em especial no último século e meio, no seio da polícia 
judiciária, levando a um senso comum de que tal matéria seria de interesse principalmente 
policial. Esse raciocínio é um grande erro, pois é a Justiça a destinatária final. Aos operadores 
do Direito não cabe simplesmente apreciar a prova, mas sim questioná-la, demandar novos 
exames, apontar-lhe os vícios, e, conforme o caso, fortalecer ou descartar uma prova colhida 
na fase pré-processual, de forma a garantir que o conjunto probatório seja o mais completo e 
correto possível (VELHO; GEISER; ESPINDOLA, 2017, p. 1).
A Criminalística é uma ciência que se utiliza do conhecimento de outras ciências para po-
der realizar o seu mister, qual seja, o de extrair informações de qualquer vestígio encontrado 
em um local de infração penal, que propiciem a obtenção de conclusões acerca do fato ocorri-
do, reconstituindo os gestos do agente da infração e, se possível, identificando-o (ESPÍNDOLA, 
2014, p. 250).
Não se pode datar com exatidão a origem da Criminalística, sabe-se, no entanto, que sua 
origem foi fragmentada, proveniente de disciplinas independentes e grande parte dos conhe-
cimentos de Criminalística derivou da Medicina Legal e, posteriormente, constituíram corpo 
de conhecimento próprio. No Brasil, a Ciência Forense surgiu de investigações individuais rea-
lizadas no seio das universidades, por Médicos Legistas, na sua maioria. À medida que a Cri-
minalística se tornou atividade de polícia, distanciou-se cada vez mais da academia, sofrendo 
grande decadência. Isso se acentuou sobremaneira após o golpe de 1964, onde a existência de 
uma perícia autônoma não era vista com bons olhos (GARRIDO; GIOVANELLI, 2006).
2. doutrInA CrImInAlístICA
2.1. HIstórICo dA CrImInAlístICA
O professor Eraldo Rabello, em sua obra Curso de Criminalística, catalogou cronologica-
mente, como evoluíram a Criminalística e seus diferentes ramos, especialmente a Papilosco-
pia e a Medicina Legal, através de dados colhidos em diversas fontes:
Historiadores relatavam a existência de reproduções de impressões a tinta, desenhos em 
cavernas, vestígios de mãos e dedos desde o período pré-histórico. O ilustre professor Rabello, 
exemplifica, que já na velha Roma, o Imperador César já aplicara o método de “exame do local”, 
ou seja, tendo chegado aos seus ouvidos que um de seus servidores, Plantius Silvanius, tendo 
jogado sua mulher, Aprônia, de uma janela, compareceu ao local e foi examinar o seu quarto 
de dormir “e nele encontrou sinais certos de violência”. Considerando que um dos aspectos 
mais importantes da Criminalística é o exame do local do delito, este ato de César foi, talvez 
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a aplicação primeira do método do exame direto de um local de crime, para a constatação do 
ali ocorrido.
Vejamos, a seguir, outros acontecimentos históricos, em destaque informações que julgo 
mais importantes para sua prova:
1. Em 1560, na França, Ambroise Paré falava sobre os ferimentos produzidos por 
arma de fogo;
2. Em 1563, em Portugal, João de Barros, cronista português, publicou observações feitas 
na China sobre tomadas de impressões digitais, palmares e plantares, nos contratos de com-
pra e venda entre pessoas;
3. Em 1651, em Roma, Paolo Zachias publicou “Questões Médicas”, sendo considerado, 
assim, o “pai da Medicina Legal”;
4. Em 1665, Marcelo Malpighi, Professor de Anatomia da Universidade de Bolonha, Itália, 
observava e estudava os relevos papilares das polpas digitais e das palmas das mãos; em 
1686, novamente Malpighi fazia valiosas contribuições ao estudo das impressões papiloscó-
picas, tanto que uma das partes da pele humana leva o nome de “capa de Malpighi”;
5. Em 1753, na França, Boucher realizava estudos sobre balística, disciplina que mais tarde 
se chamaria Balística Forense;
6. Em 1805, na Áustria, teve início o ensino da Medicina Legal; na Escócia, ocorreu em 
1807 e na Alemanha, em 1820; por essa época também se verificou na França e na Itália;
7. Em 1809, a polícia francesa permitiu a inclusão de Eugene François Vidocq, um célebre 
delinquente dessa época, originando, para alguns, o maior equívoco para a investigação poli-
cial, mas, para outros, a transformação em uma das melhores polícias do mundo, já que muitos 
de seus sistemas de investigação foram difundidos a muitos países; em 1811, Vidocq fundou 
a Sûretê (Segurança);
8. Em 1823, Johannes Evangelist Purkinje, num elevado acontecimento da história da da-
tiloscopia, apresentou um tratado como um ensaio de sua tese para obter a graduação de 
Doutor em Medicina, na Universidade de Breslau, na Alemanha; em seus escritos, discorreu 
sobre os desenhos digitais, agrupando-os em nove tipos, assinalando a presença do delta e 
admitindo a possibilidade destes nove tipos serem reduzidos a quatro;
9. Em 1829, na Inglaterra, Sir Robert Peel fundou a Scotland Yard (este nome é originário 
do fato de a polícia de Londres estar ocupando uma construção que antes havia servido de 
residência aos príncipes escoceses, quando visitavam Londres);
10. Em 1840, o italiano Orfila criou a Toxicologia e Ogier aprofundou os estudos em 1872; 
esta ciência auxiliava os juízes a esclarecer certos tipos de delitos, principalmente naqueles 
em que os venenos eram usados com frequência; esta ciência, ou disciplina, também é consi-
derada como precursora da Criminalística;
11. Em 1844, uma bula de Inocêncio VIII recomendava a intervenção dos médicos nos as-
suntos criminais;
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12. Em 1858, William James Herschel, Delegado do Governo inglês na Índia (Bengala) 
iniciou seus estudos sobre as impressões digitais, concluindo pela sua imutabilidade; nessa 
mesma época, o Dr. Henry Faulds, médico inglês, que trabalhava em um hospital de Tóquio, 
observou impressões digitais em peças de cerâmica pré-histórica japonesa, iniciando, desse 
modo, seus estudos sobre impressões digitais, apresentando, finalmente, as seguintes suges-
tões: que as impressões digitais fossem tomadas com tinta preta, de imprensa; que fossem 
examinadas com lente; que existe certa semelhança entre as impressões digitais dos homens 
e dos macacos;
13. Em 1864, Lombroso propôs o Sistema Antropométrico como processo de identificação 
(na Itália);
14. Em 1866, Allan Pinkerton, em Chicago, nos EUA, colocava em prática a fotografia cri-
minal para reconhecimento de delinquentes, disciplina que, posteriormente, seria chamada 
Fotografia Judicial e atualmente se conhece como Fotografia Forense;
15. Em 1882, AlfonsoBertillón criava, em Paris, o Serviço de Identificação Judicial, em que 
ensaiava seu método antropométrico, outra das disciplinas que se incorporaria à Criminalística 
geral; nessa mesma época, Bertillón publicava tese sobre o Retrato Falado, outra das precurso-
ras disciplinas Criminalísticas, constituindo-se na descrição minuciosa de certos característi-
cos cromáticos e morfológicos do indivíduo;
16. Em 1888, na Inglaterra, Sir Francis Galton foi convidado pelo “Real Instituto de Londres” 
para opinar sobre o melhor sistema de identificação; deveria proceder a estudos comparativos 
entre os sistemas de Bertillón (Antropométrico) e o das impressões digitais. Galton concluiu 
pela superioridade deste último e esboçou um sistema de classificação datiloscópico, adotan-
do três tipos, denominados arcos, presilhas e verticilos, publicado na revista Nature;
17. Na Argentina, em 1º/9/1891, Juan Vucetich, Encarregado da Oficina de Identificação de 
La Plata, apresentou um sistema de identificação, denominado Icnofalangometria (combina-
ção dos sistemas de Bertillón com as impressões digitais);
18. Em 1892, em Graz, Áustria, o mais ilustre e distinguido criminalista de todos os tempos, 
o Doutor em Direito Hans Gross (considerado o “PAI DA CRIMINALÍSTICA”) publicou sua obra: 
Manual do Juiz de Instrução – todos os sistemas de Criminalística; em 1893, foi impressa na 
mesma cidade austríaca, a segunda edição de sua obra, e a terceira em 1898. Do conteúdo 
científico desta obra se depreende que o Doutor Hans Gross, em sua época, constituiu a Cri-
minalística com as seguintes matérias: Antropometria, Contabilidade, Criptografia, Desenho 
Forense, Documentoscopia, Explosivos, Fotografia, Grafologia, Acidentes de Trânsito Ferroviá-
rio, Hematologia, Incêndios, Medicina Legal, Química Legal e Interrogatório; Avaliação e Repa-
ração de Danos; Exames de Armas de Fogo; Exames de Armas Brancas; Datiloscopia; Exame 
de Pegadas e Impressões; Escritas Cifradas (uso de símbolos para a formação de frases) etc.
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19. Em 1896, Juan Vucetich (nascido na Croácia, Iugoslávia), consegue que a Polícia do Rio 
da Prata, Argentina, deixe de utilizar o método antropométrico de Bertillón; ainda, reduz a qua-
tro os tipos fundamentais da Datiloscopia, determinados pela presença ou ausência de delta;
20. Em 1899, na Áustria, Hans Gross criou os Arquivos de Antropologia e Criminalística;
21. Em 1902, em Portugal, começou a utilização das impressões plantares e palmares 
como complemento da identificação datiloscópica;
22. Em 1903, no Rio de Janeiro, Brasil, foi fundado o Gabinete de Identificação, onde já es-
tava estabelecido o Sistema Datiloscópico de Vucetich;
23. Em 1908, na Espanha, Constancio Bernaldo de Quiroz reduzia a três as fases da for-
mação e evolução da Polícia Científica: a) uma primeira fase, equívoca, quando os policiais, 
incluindo o Chefe, como Vidocq, eram recrutados entre os próprios delinquentes porque eram 
conhecedores dos criminosos e as artes dos malfeitores; b) uma segunda fase, empírica, na 
qual o pessoal, já não recrutado entre os delinquentes, luta com meios empíricos e com as fa-
culdades naturais, vulgares ou excepcionais; c) uma terceira fase, a científica, em que a estas 
faculdades naturais se unem métodos de investigação técnica fundados na observação racio-
nal e nas experiências químicas, fotográficas etc.;
24. Em 1909, nos Estados Unidos, Osborn publicou um livro intitulado Questioned 
Documents;
25. Em 1920, no México, o Prof. Benjamim Martinez fundou o Gabinete de Identificação e o 
Laboratório de Criminalística;
26. Em 1933, nos Estados Unidos, foi criado o F.B.I. (Federal Bureau of Investigation), em 
Washington, por iniciativa do Procurador- -Geral da República, Mr. Homer Cummings.
Outras Considerações Históricas
No Brasil, a origem da Criminalística também se confunde com a Medicina Legal e 
temos que:
1. No período colonial praticamente não foram produzidos trabalhos científicos de Medici-
na Legal. Em 1814, ocorreu a primeira publicação nacional de Medicina Legal do autor Gonçal-
ves Gomide, médico e senador do Império: “Impugnação analítica ao exame feito pelos clínicos 
Antônio Pedro de Sousa e Manuel Quintão da Silva”. Em 1832, foram criadas as Faculdades 
de Medicina que exigiram teses como pré-requisito à obtenção do grau de doutor. Com isso 
avultaram-se os trabalhos em medicina no Brasil e em 1839 aparecem as primeiras teses de 
Medicina Legal;
2. De 1839 a 1877, não há nenhum trabalho realmente original, a exceção ficou por conta 
da Toxicologia, na qual foram produzidos trabalhos inovadores, principalmente por Francisco 
Ferreira de Abreu, O Barão de Teresópolis;
3. A partir de 1877 inicia-se uma nova fase da Medicina Legal brasileira, com a entrada de 
Agostinho José de Sousa Lima para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Dentre suas 
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várias contribuições, está a criação do ensino prático de Medicina Legal, desenvolvendo a par-
te de laboratório; inauguração do primeiro curso prático de tanatologia forense no necrotério 
da Polícia da Capital Federal, em 1881;
4. Em 1902, o sistema Vocetich, de identificação papiloscópica, foi implantado no Brasil. 
Este sistema já se encontrava em uso no Gabinete de Identificação fundado em 1903 no Rio de 
Janeiro, Capital Federal. Grandes nomes como Félix Pacheco, Carlos Éboli, Evaristo de Veiga, 
Hélio Gomes e Leonídio Ribeiro são destacados iniciadores da Criminalística, apesar da forma-
ção médica da maioria;
5. Em 1913, Oscar Freire consegue viabilizar um acordo entre a Faculdade de Medicina e o 
Governo do Estado da Bahia. Em 1914, Freire funda a Polícia Científica em Salvador ao trazer 
da Suíça para palestras na cidade o Perito Criminal Reiss. Em seguida, vai para São Paulo onde 
inaugura a pesquisa Médico-Legal no estado, contribuindo para o início do Instituto de Medici-
na Legal da Faculdade de Medicina (atual Instituto Oscar Freire), a partir de 1922;
6. Entre os anos de 1943 e 1944 foi criada a Diretoria Geral de Investigações, que englobava 
o Instituto de Identificação Félix Pacheco, o Instituto Médico Legal e o Gabinete de Pesquisas 
Científicas, o qual deu origem ao Instituto de Criminalística;
7. Em 1947, o termo Criminalística foi introduzido no país, por Del Picchia, perito criminal 
aposentado da Polícia Técnica de São Paulo;
8. A Criminalística e a Medicina Legal tiveram sua época de ouro no Rio de Janeiro durante 
as décadas de 40 a 60. Na década de 1950, a solicitação do trabalho pericial científico se tor-
nara rotina aceita pelas autoridades judiciais e policiais;
9. Em 2009, é promulgada a lei que dispõe sobre as perícias oficiais e dá outras providên-
cias – LEI N. 12.030, DE 17 DE SETEMBRO DE 2009;
10. Em 2019, é definido que todos os Institutos de Criminalística deverão ter uma central 
de custódia destinada à guarda e controle dos vestígios, e sua gestão deve ser vinculada di-
retamente ao órgão central de perícia oficial de natureza criminal. (Lei n. 13.964, de 24 de De-
zembro de 2019.)
2.2. ConCeItos de CrImInAlístICA
Como demonstrado na cronologia histórica, o primeiro quem nominou essaciência com a 
expressão “Criminalística” foi o magistrado alemão Hans Gross, que definiu pela primeira vez, 
1893, como sendo:
Estudo global do crime, isto é, uma ciência que devia estudar toda a fenomenologia do crime, e o 
homem como binômio corpo/mente.
Em termos gerais destacam-se os seguintes conceitos para Criminalística:
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AUTOR CONCEITOS DE CRIMINALÍSTICA
HANS GROSS (1893) Criminalística é o estudo da fenomenologia do crime e dos 
métodos práticos de sua investigação.
JOSÉ DEL PICCHIA (1947)
Disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e 
interpretação dos indícios materiais extrínsecos relativos 
ao crime ou à identidade do criminoso. Os exames 
dos vestígios intrínsecos (na pessoa) são da alçada da 
medicina legal.
ASTOLFO TAVARES PAES 
(1966)
É a aplicação de qualquer ciência ou técnica a pesquisa 
e a interpretação de indícios materiais relativos ao crime, 
evidente ou hipotético, e, no caso de confirmação de sua 
ocorrência, à identidade de quem dele tenha participado;
HILÁRIOVEIGA DE 
CARVALHO (1966)
É a parte das ciências criminais que, ao lado da medicina 
legal, tem por finalidade os estudos técnicos e científicos 
dos indícios materiais do delito e da identificação do 
seu autor, colaborando também com outros campos do 
direito que dela careçam
ERALDO RABELLO (1996)
Disciplina autônoma, integrada pelos diferentes ramos 
do conhecimento técnico-científico, auxiliar e informativa 
das atividades policiais e judiciárias de investigação 
criminal, tendo por objeto o estudo dos vestígios 
materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil 
à elucidação e à prova das infrações penais e, ainda, à 
identificação dos autores respectivos.
EMÍLIO FEDERICO PABLO 
BONNET
A Criminalística policial ocupa-se com a identificação do 
indivíduo, do exame dos vestígios, das manchas e rastros, 
da falsificação de documentos ou moedas, das armas 
de fogo e dos explosivos, bem como dos veículos de 
qualquer tipo, quando suspeitos de estarem relacionados 
com um fato doloso, culposo ou acidental.
JOSE LOPES ZARZUELA 
(1995)
Criminalística constituiu o conjunto de conhecimentos 
científicos, técnicos, artísticos etc., destinados à 
apreciação, interpretação e descrição escrita dos 
elementos de ordem material encontrados no local do 
fato, no instrumento de crime e na peça de exame, de 
modo a relacionar uma ou mais pessoas envolvidas 
em um evento, às circunstâncias que deram margem a 
uma ocorrência, de presumível ou de evidente interesse 
judiciário.
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CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
AUTOR CONCEITOS DE CRIMINALÍSTICA
GILBERTO PORTO
Sistema que se dedica à aplicação de faculdades de 
observação e de conhecimento científico que nos levem 
a descobrir, defender, pesar e interpretar os indícios de 
um delito, de modo a sermos conduzidos à descoberta 
do criminoso, possibilitando à Justiça a aplicação da 
justa pena
Analisando todos esses conceitos, você perceberá que em sentido amplo, e sobre o ponto 
de vista prático, a Criminalística é uma ciência que tem como objetivo o reconhecimento e a 
interpretação dos indícios materiais extrínsecos, relativos ao crime ou à identidade do crimino-
so. Nada mais é do que uma ciência de individualização, partindo-se da premissa de que tudo, 
no âmbito das coisas materiais, é único e, por consequência possível de ser individualizado, 
assim, poderemos chegar à identificação de qualquer fato delituoso por intermédio dos exa-
mes periciais que as técnicas criminalísticas disponibilizam ao perito.
Dessa forma, com bem formulado pelo professor Alberi Espíndola, todo objeto tem ca-
racterísticas gerais e específicas que, no seu conjunto, devidamente analisadas com critérios 
rigorosamente técnico-científicos, proporcionarão uma quantidade suficiente dessas caracte-
rísticas capazes de estabelecer a sua identificação precisa. Esse é princípio básico que norteia 
os exames periciais para cada vestígio analisado.
Com entendimento desses conceitos podemos perceber que todo crime que deixa vestí-
gios, concede à Autoridade Policial, a possibilidade de materialização do delito e identificação 
de indivíduos responsáveis por essa conduta delituosa. Juntamente com as informações exis-
tentes nos laudos periciais que são pautados nos princípios e conceitos de Criminalística, po-
derá obter “peças” cruciais para montar o complexo “quebra-cabeças” que é o Inquérito Policial.
Atenção para a definição de JOSÉ DEL PICCHIA (1947), pois é bastante recorrente nas provas 
de concurso público que cobram o conceito de Criminalística.
Disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e interpretação dos indícios materiais extrínsecos 
relativos ao crime ou à identidade do criminoso. Os exames dos vestígios intrínsecos (na pessoa) 
são da alçada da medicina legal.
2.3. objetIvos dA CrImInAlístICA
Para pontuarmos os objetivos da Criminalística é necessário retomar ao conhecimento de 
que sempre quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, 
direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. Neste contexto, a crimina-
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lística se fará, necessariamente, presente por intermédio dos exames em locais de crime, da 
análise, interpretação, exames laboratoriais entre outros.
Estabelecendo como premissa a necessidade da utilização da Criminalística para eviden-
ciar um fato, podemos dizer que entre os objetivos dessa ciência, os principais, seriam volta-
dos para responder as sete perguntas do Heptâmetro de Quintiliano, quais sejam: QUE? QUEM? 
QUANDO? POR QUÊ? COMO? ONDE? E COM QUE AUXÍLIO?
De forma mais sistematizada, podemos definir como objetivos da Criminalística:
i. dar materialidade do fato típico: dizer que aquele fato realmente aconteceu, de que forma 
ele aconteceu, constatando a ocorrência do ilícito penal (QUE; COMO?);
ii. fornecer a dinâmica do evento: verificar os meios e os modos (modus operandi) como 
foi praticado um delito visando sempre fornecer a dinâmica do evento, entretanto, nem sempre 
é possível devido às falhas habituais e dificuldades na preservação da cena do crime (ONDE; 
COMO; QUANDO?);
iii. reconhecimento e interpretação dos indícios materiais extrínsecos a cena do crime. Ou 
seja, analisa aqueles vestígios que foram retirados da cena de crime, que podem ser conteú-
dos biológicos, material como um objeto, por exemplo. O perito, através da criminalística, inter-
preta todos esses vestígios e diz o impacto que tem naquela cena, e interpretar os elementos 
que conduzam a identificação do agente (COM QUE AUXÍLIO?);
iv. identificação de autoria de um delito. Não só falar como aconteceu tal delito, mas quem 
o produziu (QUEM?);
v. elaborar a prova técnica, através da indiciologiamaterial.
2.4. prInCípIos dA CrImInAlístICA
Existem princípios denominados “Científicos da Criminalística” e os “Fundamentais Da Cri-
minalística” esse último mais presentes nas provas de concurso público das carreiras policiais 
do Brasil, falaremos de ambos, mas, enfoque maior será dado aos Princípios Fundamentais da 
Criminalística.
2.4.1. Princípios Fundamentais da Criminalística
a) Princípio da Observação: “Todo contato deixa uma marca” (Edmond Locard).
Em locais de crime, a pesquisa e a busca dos vestígios nem sempre é missão de fácil exe-
cução, sabendo-se que, em muitos casos, tais elementos resultantes da ação delituosa, quer 
originários dos autores, quer originários das vítimas, somente podem ser detectados através 
de análises microscópicas, ou mesmo, aparelhos de altíssima precisão. Mas, o que é impor-
tante ter em mente é que praticamente inexistem ações em que não resultem marcas de pro-
vas, sabendo-se, ainda, que é notória a evolução e pesquisa do instrumental científico capaz de 
detectar esses vestígios, ou mesmo, microvestígios.
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Não confunda Hans Gross (considerado PAI da CRIMINALÍSTICA) com Edmond Locard que foi 
quem criou o primeiro laboratório forense, em Lyon, na França, no ano de 1910.
b) Princípio da Análise: “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”.
A perícia científica visa a definir como o fato ocorreu (teoria), através de uma criteriosa 
coleta de dados (vestígios e indícios), que permitem estabelecer-se conjeturas sobre como se 
desenvolveu o fato, formulando-se hipóteses coerentes sobre ele. É esse o método científico 
que baseiam as condutas periciais, que permitem estabelecer-se, às vezes, no próprio local 
dos exames, uma teoria completa sobre o fenômeno, ou, em outras oportunidades, dependen-
do de exames complementares.
c) Princípio da Interpretação: “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca 
idênticos”.
Este princípio, também chamado de “Princípio da Individualidade”, preconiza que a identi-
ficação deve ser sempre enquadrada em três graus, ou sejam: a identificação genérica, a espe-
cífica e a individual, sendo que os exames periciais deverão sempre alcançar este último grau.
d) Princípio da Descrição: “O resultado de um exame pericial é constante com relação ao 
tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”.
Os resultados dos exames periciais, sempre baseados em princípios científicos, não po-
dem variar pela passagem do tempo; e, ainda, considerando que qualquer teoria científica deve 
gozar da propriedade da refutabilidade, os resultados da perícia, quando expostos através do 
Laudo, devem ser de uma forma bem clara, racionalmente dispostas e bem fundamentadas.
e) Princípio da documentação: “Toda amostra deve ser documentada, desde seu nasci-
mento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer um his-
tórico completo e fiel de sua origem”.
Este princípio, baseado na Cadeia de Custódia da prova material, visa a proteger, segura-
mente, a fidelidade da prova material, evitando a consideração de provas forjadas, incluídas no 
conjunto das demais, para provocar a incriminação ou a inocência de alguém. Todo o caminho 
do vestígio deve ser sempre documentado em cada passo, com documentos que o oficializem, 
de modo a não pairarem dúvidas sobre tais elementos probatórios. A documentação corres-
pondente a cada vestígio pode ser realizada por anotação e despacho do próprio perito que o 
considerou.
2.4.2. Princípios Científicos da Criminalística
Caro(a) aluno(a) apesar de presente nos bons livros de Criminalística, esses princípios nunca 
foram cobrados em prova, vou apresentá-los, pois o importante é você surpreender a banca e 
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não o contrário, de toda sorte tenha em mente que esses princípios podem ser utilizados para 
confundir seus conhecimentos sobre os “PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS”, que esse sim, não 
caem, despencam nas provas de concursos!!!
No ambiente em que surgiu, no cultivo de sua etiologia científica e no atendimento a seus 
bem definidos objetivos, a Criminalística edificou-se como uma das ciências da prova material, 
firmando-se através dos seguintes princípios científicos:
i. Princípio do Uso: os fatos apurados pela Criminalística são produzidos por agentes físi-
cos, químicos ou biológicos;
ii. Princípio da Produção: sobreditos agentes agem produzindo vestígios indicativos de 
suas ocorrências, com uma grande variedade de naturezas, morfologias e estruturas;
iii. Princípio do Intercâmbio: os objetos ou materiais, ao interagirem, permutam caracterís-
ticas ainda que microscópicas;
iv. Princípio da Correspondência de Características: a ação dos agentes mecânicos repro-
duz morfologias caracterizadas pelas naturezas e modos de atuação dos agentes;
v. Princípio da Reconstrução: a aplicação de leis, teorias científicas e conhecimentos tec-
nológicos sobre a complexão dos vestígios remanescentes de uma ocorrência estabelecem 
os nexos causais entre as várias etapas da ocorrência, culminando na reconstrução do evento;
vi. Princípio da Certeza: sendo os princípios técnicos e científicos que presidem os fatos 
criminalísticos inalteráveis e suficientemente comprovados, atestam a certeza das conclusões 
periciais;
vii. Princípio da Probabilidade: em todos os estudos da prova pericial, prepondera a desco-
berta no desconhecido de um número de características que corresponda à característica do 
conhecido. Pela existência destas características comuns, o perito conclui que o conhecido e 
o desconhecido possuem origens comuns devido à impossibilidade de ocorrências indepen-
dentes deste conjunto de características.
2.4.3. Postulados da Criminalística
Dentro da Doutrina Criminalística, admite-se alguns princípios aceitos sem discussão, den-
tre os principais postulados da criminalística, destacam-se:
a) O conteúdo de um Laudo Pericial Criminalístico é invariante com relação ao Perito Cri-
minal que o produziu: como os resultados de uma perícia criminalística são invariavelmente 
baseados em leis científicas, com teorias e experiências consagradas, seja qual for o perito 
que recorrer a estas leis para analisar um fenômeno criminalístico, o resultado não poderá 
depender dele, indivíduo;
b) As conclusões de uma perícia criminalística são independentes dos meios utilizados 
para alcançá-las: utilizando-se os meios adequados para se concluir a respeito do fenômeno 
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criminalístico, esta conclusão, quando forem reproduzidos os exames, será constante, indepen-
dentemente de se haver utilizados meios mais rápidos, mais precisos, mais modernos ou não;
c) A Perícia Criminalística é independente do tempo: principalmentesabendo-se que a ver-
dade é imutável em relação ao tempo decorrido.
3. ÁreAs de AtuAção dA CrImInAlístICA
Como bem vimos, a Criminalística é uma ciência multidisciplinar, e as áreas de atuação são 
imensuráveis, no entanto, o Institutos de Criminalística do Brasil e do Mundo atuam principal-
mente na realização de perícias nas áreas citadas a seguir:
3.1. odontologIA Forense
As perícias odonto-legais são realizadas em casos de crimes contra a integridade física da 
pessoa, com o foco na caracterização da materialidade dos delitos, cabe aos peritos desse se-
tor a realização de exames de corpos de pessoas mortas ou análise de documentação médica. 
Por exemplo, nos casos de desastre em massa e na identificação de pessoas.
3.2. doCumentosCopIA
As perícias documentoscópicas estão presentes, principalmente, no combate aos cri-
mes contra a fraude documental, comumente utilizado nos crimes contra o sistema financei-
ro nacional.
Os profissionais dessa área buscam, através de exames, comparações e análises científi-
cas em documentos, esclarecer a autenticidade do material recolhido, revelando os processos 
e métodos utilizados nas falsificações de papéis e assinaturas. Um dos ramos mais requisita-
dos da documentoscopia é a grafoscopia, técnica utilizada para estabelecer a autenticidade ou 
autoria de textos escritos à mão.
Entre os materiais analisados pelos profissionais dessa área estão qualquer documento 
impresso que seja objeto de investigação policial ou criminal: passaportes, títulos da dívida 
pública, carteiras de habilitação, cédulas de identidade, carteiras profissionais, selos, papel-
-moeda, vistos, certidões e formulários, entre outros.
3.3. períCIAs em bombAs e explosIvos
Ocorrências que envolvem bombas em propriedades públicas e privadas são frequentes no 
Brasil. Nesses caso as equipes são responsáveis por atender a qualquer ocorrência de ameaça 
de bomba, entre outras atividades correlatas, como varreduras de segurança, perícias de pós-
-explosão. Em todo país, peritos criminais participam diariamente de operações de segurança 
e realizam exames, transporte, desativação e destruição de objetos suspeitos, além da coleta 
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de vestígios em locais de pós-explosão de forma preventiva, realizando varreduras em prédios 
ou em eventos.
3.4. períCIAs de meIo AmbIente
Profissionais das áreas de atuação da criminalística ambiental trabalham na realização de 
exames e produção de laudos periciais em crimes que envolvem a fauna, flora, poluição, extra-
ção mineral e invasão de áreas protegidas. Em determinados casos, as perícias incluem ainda, 
exames em sítios arqueológicos, fossilíferos e de patrimônio natural, que visam caracterizar e 
avaliar danos ambientais em áreas alteradas, identificar taxonomicamente organismos vivos 
ou partes deles, classificar minerais e, quando possível, valorizar economicamente os recur-
sos naturais.
Além disso, busca avaliar o impacto ao meio ambiente decorrente da intervenção sobre 
esses organismos ou minerais, conforme a legislação em vigor.
3.5. períCIAs ContÁbIl e FInAnCeIrA
A repressão aos crimes financeiros são focos de atuação da perícia contábil e financeira. 
Os crimes desta natureza consistem em todo delito, sem o uso de violência, danoso a socieda-
de e que tenha como objetivo final a obtenção de lucro.
Inclui as atividades ilegais: crimes do colarinho branco, gestão fraudulenta de instituição 
financeira, evasão de divisas, manutenção de depósitos não declarados no exterior, sonega-
ção fiscal, crimes em licitações, apropriação indébita de contribuição previdenciária, corrupção 
(ativa e passiva), peculato, crimes contra o mercado de capitais, crimes contra as finanças 
públicas, lavagem de dinheiro, entre outros.
Os exames financeiros analisam extratos e documentos provenientes de quebra de sigilo 
bancário e fiscal, com o objetivo de verificar possíveis incompatibilidades entre a movimenta-
ção financeira e as declarações do imposto de renda e evolução patrimonial incompatível.
3.6. períCIAs de engenHArIA
Superfaturamento de licitações, financiamentos e contratos de obras públicas estão entre 
os casos solucionados pelos peritos de engenharia. São eles os responsáveis por analisar 
se uma rede de esgoto foi toda construída, o custo de mercado da escola no interior do es-
tado, se a venda de um imóvel foi abaixo do valor de mercado ou a causa do rompimento de 
uma barragem.
A área de perícias em engenharia tem em seu histórico casos de grande diversidade, tais 
como, desvio de verbas em obras públicas, avaliações de imóveis urbanos e rurais, acidentes 
aéreos e até mesmo análises em obras de arte.
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3.7. períCIAs de veíCulos
Em diversas ocorrências criminais existe a ligação direta ou indireta com um veículo e em 
muitas delas, os veículos envolvidos apresentam uma série de vestígios, cujo processamento 
pode demandar a atuação de profissionais de diferentes áreas da Criminalística.
Entre os diferentes exames realizados em veículos, eles podem visar a busca por altera-
ções no mesmo, a identificação de compartimentos preparados com o fim de ocultar itens ou 
mercadorias, além da análise de sua estrutura.
3.8. períCIAs em loCAIs de CrIme
Para a produção da maioria dos laudos da perícia criminal é preciso, antes de qualquer 
coisa, que o local de crime seja fotografado, analisado e feito a coleta de todos os vestígios 
necessários, que, posteriormente, são submetidos a análises em laboratório.
Os peritos criminais de todo país atendem as ocorrências em locais que envolvam os mais 
diversos tipos de crimes, tais como: incêndios, acidentes de trânsito, desastres, crimes contra 
o patrimônio e pessoas, ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares, entre outros.
3.9. períCIAs de QuímICA Forense
A análise, a caracterização e o desenvolvimento de novas metodologias de exames em 
drogas, fármacos (medicamentos), agrotóxicos, alimentos, tintas, documentos, bebidas, com-
bustíveis, em diferentes formas de apresentação, são atribuições dos profissionais em quími-
ca forense. Os peritos criminais em laboratório, em sua maioria, realizam exames no material 
solicitado, a fim de identificar as substâncias presentes, sua quantidade, princípio ativo, além 
da prerrogativa legal, que tange à parte técnica, ou seja, à licitude da substância.
A maioria dos exames efetuados nos laboratórios de química forense distribuídos pelo Bra-
sil são em drogas proscritas – cocaína, maconha, esctasy e LSD. Em seguida vêm os fármacos 
e os demais (agrotóxicos, fluídos biológicos (toxicologia forense), combustível, fertilizantes, 
acelerantes de incêndio, tintas, alimentos, explosivos, entre outros).
3.10. períCIAs em InFormÁtICA
A perícia em informática desempenha papel fundamental na solução de crimes que uti-
lizam a Internet, entre outros recursos informatizados. Todo trabalho é feito com base em 
exames minuciosos, que vão, desde análises em local de crime na Internet e mídias de ar-
mazenamento, até o rastreamento de mensagens eletrônicas, identificação e localização de 
internautas e sites ilegais.
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Exploração sexual de menores na Internet e fraude contra instituições financeiras estão na 
lista dos principais casos desvendados com a contribuição da Criminalística. Na busca pelos 
responsáveis, os profissionais produzem a prova material que, por meio de exames e laudos 
periciais, evidenciam todos os rastros deixados pelos criminosos.
3.11. bAlístICA Forense
Os peritos dessa área são responsáveis por confirmar a prova da ocorrência de um crime, 
que tenha como objeto principal uma arma de fogo. O trabalho consiste na identificação de 
armas e revelação de caracteres de registro que foram adulterados e suprimidos pelos crimi-
nosos. Além disso, são realizados exames mais completos em armas, munições, entre outros 
elementos, a procura de provas materiais.
3.12. genétICA Forense
As perícias em Genética Forense realizam análises de identificação genética em humanos, 
animais e vegetais. Nos exames com DNA humano, a perícia identifica a origem do mate-
rial biológico questionado deixado no local de crime. Em caso de exame de vínculo genético, 
o objetivo, em geral, é a identificação de restos mortais, principalmente ossadas ou corpos 
carbonizados.
Qualquer tipo de material biológico humano, como sangue, sêmen, saliva, tecido epitelial, 
entre outros, são passíveis de exame.
No caso de espécies animais, o exame de identificação tem por objetivo determinar se o 
material apreendido é originado de algum animal silvestre, o que configura crime, ou ainda, se 
é de espécie ameaçada de extinção. Penas, pele, dentes, ossos, além de outros, são utilizados 
nas análises.
3.13. períCIAs em AudIovIsuAl e eletrônICos
Grampos telefônicos, clonagem de cartões de crédito, centrais de telefonia clandestina, rá-
dios piratas e provedores de Internet ilegais. Estes são alguns dos delitos que, frequentemente, 
exigem a atividade pericial em audiovisuais e eletrônicos.
Os peritos realizam exames que visam identificar a “autenticidade” de imagens estáticas, 
gravações em áudio e vídeo. O objetivo é apurar se não há montagens, trucagens, supressões 
e outras alterações de caráter fraudulento. Eles também realizam exames para a verificação do 
locutor e reconhecimento facial.
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3.14. entomologIA Forense
A Entomologia Forense é a ciência determinada a estudar insetos de diversas ordens em 
procedimentos legais, em destaque para os pertencentes as ordens díptera e Coleóptera. Os 
conhecimentos entomológicos podem servir de auxílio para revelar o modo e a localização da 
morte do indivíduo, além de estimar o tempo de morte ou intervalo post-mortem (IPM). O co-
nhecimento da fauna de insetos, o seu habitat, biologia e comportamento, podem determinar 
inclusive o local onde a morte ocorreu.
O rol de áreas de atuação da Criminalística não é taxativo, a evolução constante dessa 
ciência permite que novas áreas sejam desenvolvidas a cada dia. No nosso estudo apresenta-
mos alguns exemplos dos principais tipos de perícias que são realizadas em todo país através 
dos seus Institutos de Criminalística, para atender as demandas das autoridades policiais e 
judiciárias, dentre outras.
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RESUMO
Nesse livro digital, você deve se atentar para os seguintes pontos:
1. Você estudou diversos acontecimentos históricos, sendo importante destacar os se-
guintes nomes históricos:
i. Paolo Zachias é considerado o “Pai Da Medicina Legal”
ii. Hans Gross é considerado o “Pai Da Criminalística”
iii. Edmond Locard foi quem criou o primeiro laboratório forense, em Lyon, na França, no 
ano de 1910.
iv. Em 1947, o termo Criminalística foi introduzido no Brasil, por Del Picchia, perito criminal 
aposentado da Polícia Técnica de São Paulo.
2. Em termos gerais podemos conceituar Criminalística como uma disciplina autônoma, 
integrada pelos diferentes ramos do conhecimento técnico-científico, auxiliar e informativa 
das atividades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo por objeto o estudo dos 
vestígios materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à elucidação e à prova das 
infrações penais e, ainda, à identificação dos autores respectivos.
3. O conceito de Criminalística introduzido no Brasil, por Del Picchia, aponta essa ciência 
como sendo uma disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e interpretação dos indí-
cios materiais extrínsecos relativos ao crime ou à identidade do criminoso. Os exames dos 
vestígios intrínsecos (na pessoa) são da alçada da medicina legal.
4. De forma mais sistematizada, você deve recordar os 05 (cinco) objetivos da Criminalística:
i. dar materialidade do fato típico;
ii. fornecer a dinâmica do evento;
iii. reconhecimento e interpretação dos indícios materiais extrínsecos a cena do crime;
iv. identificação de autoria de um delito;
v. elaborar a prova técnica, através da indiciologia material.
5. Lembre-se também dos 05 (cinco) Princípios Fundamentais Da Criminalística:
i. Princípio da Observação: “Todo contato deixa uma marca” (Edmond Locard);
ii. Princípio da Análise: “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”;
iii. Princípio da Interpretação: “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênticos”;
iv. Princípio da Descrição: “O resultado de um exame pericial é constante com relação ao 
tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”;
v. Princípio da documentação: “Toda amostra deve ser documentada, desde seu nascimen-
to no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer um histórico 
completo e fiel de sua origem”.
6. Dentro da Doutrina Criminalística, admite-se alguns princípios aceitos sem discussão, 
dentre os principais postulados da criminalística, destacam-se:
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i. O conteúdo de um Laudo Pericial Criminalístico é invariante com relação ao Perito Cri-
minal que o produziu: como os resultados de uma perícia criminalística são invariavelmente 
baseados em leis científicas, com teorias e experiências consagradas, seja qual for o perito 
que recorrer a estas leis para analisar um fenômeno criminalístico, o resultado não poderá 
depender dele, indivíduo;
ii. As conclusões de uma perícia criminalística são independentes dos meios utilizados 
para alcançá-las: utilizando-se os meios adequados para se concluir a respeito do fenômeno 
criminalístico, esta conclusão,quando forem reproduzidos os exames, será constante, indepen-
dentemente de se haver utilizados meios mais rápidos, mais precisos, mais modernos ou não;
iii. A Perícia Criminalística é independente do tempo: principalmente sabendo-se que a 
verdade é imutável em relação ao tempo decorrido.
7. O rol de áreas de atuação da Criminalística não é taxativo, a evolução constante dessa ci-
ência permite que novas áreas sejam desenvolvidas a cada dia. Nesse livro digital foram apre-
sentados alguns exemplos dos principais tipos de perícias que são realizadas em todo país 
através dos seus Institutos de Criminalística, sendo as principais as áreas de atuação voltadas 
para: Odontologia Forense; Documentoscopia; Perícias em Bombas e Explosivos; Perícias de 
Meio Ambiente; Perícias Contábil e Financeira; Perícias de Engenharia; Perícias de Veículos; 
Perícias em Locais de Crime; Perícias de Química Forense; Perícias em Informática; Balística 
Forense; Genética Forense; Perícias em Audiovisual e Eletrônicos; Entomologia Forense;
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MAPAS MENTAIS
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Figura 1 – Mapa Mental das Definições em Criminalística
Princípios 
 Fundamentais
Objetivos
Criminalística
PRINCÍPIO DA OBSERVAÇÃO, “ Todo contato deixa uma marca”
PRINCÍPIO DA ANÁLISE, ”A análise pericial deve sempre seguir o 
método científico”
PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO, ”Dois objetos podem ser inistiguíveis, 
mas nunca idênticos”
PRINCÍPIO DA DESCRIÇÃO, “Oresultado de um exame pericial é constante 
com relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente 
perfeita”
PRINCÍPIO DA DOCUMENTAÇÃO, “Toda amostra deve ser documentada, desde 
o seu nascimento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a 
estabelecer um histórico completo de fiel da sua origem”
i. dar materialidade do fato tipico
ii. fornecer a dinâmica do evento
iii. reconhecimento e interpretação dos indícios 
materiais extrínsecos a cena do crime.
iv. indetificação de autora de um delito.
v. elabora a prova técnica, através da 
indiciologia material.
Figura 2 – Mapa Mental para Princípios Fundamentais e Objetivos da Criminalística
Postulados
Área de Atuação
Criminalística
a. O conteúdo de um Laudo Pericial 
Criminalistico é invariante com relação ao 
Perito Criminal que o produziu: como os 
resultados de uma perícia criminalística saõ 
invariavelmente baseados em leis científicas, 
com teorias e experiências consagradas, seja 
qual for o perito que recorrer a estas leis para 
analisar um fenômeno criminalistico. O 
resultado não poderá depender dele, indivívuo;
b. As conclusões de uma perícia criminalística 
são independentes dos meios utilizados para 
alcançá-las; utilizando-se os meios adequados 
para se concluir a respeito do fenômeno 
criminalístico, esta conclusão, quando forem 
reproduzidos os exames, será constante, 
independentemente de se haver utilizados 
meios mais rápidos, mais precios, mais 
modernos ou não ;
c. A perícia Criminalística é independente do 
tempo: principalmente sabendo-se que a 
 verdade é imutável em relação ao tempo 
decorrido. 
1. Medicina Legal e Odontologia Forense
2. Documentoscopia
3. Perícias em Bombas e Explosivos
4. Perícias de Meio Ambiente
5. Perícias Contábil e financeira
6. Perícias de Engenharia
7. Perícias de Veiculos
8. Perícias em Locais de Crime
9. Perícias de Química Forence
10. Perícias em Informática
11. Balística Forense
12. Genética Forense
13. Perírias em Audiovisual e Eletrônicos
14. Entomologia Forense
Figura 3 – Mapa Mental para Postulados e Áreas de Atuação.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
EXERCÍCIOS
001. (INSTITUTO AOCP/AGENTE DE NECRÓPSIA/ITEP-RN/2021) A Criminalística, como 
disciplina, teve uma conceituação aceita em 1947, por ocasião do Primeiro Congresso Nacio-
nal de Polícia Técnica. Sobre esse conceito de Criminalística, assinale a alternativa correta.
a) Disciplina técnica com interface jurídica, que concorre para a elucidação de infrações pe-
nais, tendo como objetivo primário a tipificação penal.
b) Disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e a interpretação dos indícios materiais 
extrínsecos, relativos ao crime ou à identidade do criminoso.
c) Área do conhecimento jurídico caracterizada pelo ramo de estudo tradicionalmente voltado 
à atividade de jurisdição de um Estado soberano no julgamento do acusado de praticar um 
crime, envolvendo o procedimento de legitimação do direito de punir estatal.
d) Disciplina responsável pelo exame dos vestígios intrínsecos ao corpo da pessoa.
e) Área que regula o exercício do poder punitivo do Estado, tendo por pressuposto de ação 
delitos e, como consequência, as penas.
002. (INSTITUTO AOCP/PERITO CRIMINAL/COMPUTAÇÃO/ITEP-RN/2021) Alguns dos 
princípios da criminalística podem receber várias denominações. Um deles, por exemplo, pode 
ser igualmente chamado de Princípio da Interpretação, Princípio do Uso ou Princípio de Kirk. 
Tal princípio pode ser sintetizado pela frase:
a) “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênticos”.
b) “Todo contato deixa uma marca”.
c) “O tempo que passa é a verdade que foge”.
d) “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”.
e) “Visum et repertum”.
003. (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE TÉCNICO FORENSE/ADMINISTRAÇÃO /ITEP-
-RN/2021) Um dos nomes mais conhecidos dos estudiosos da Criminalística é o de Hans 
Gross, isso porque ele:
a) afirmou que “todo contato deixa uma marca”, fundando um dos princípios da criminalística.
b) demonstrou que “o tempo que passa é a verdade que foge”, urgindo para uma investigação 
rápida e breve.
c) fundou a “Escola de Polícia Científica” em Roma, edificando as bases da criminalísti-
ca moderna.
d) cunhou o termo “Criminalística” em um livro que reúne conhecimentos de várias ciências e 
disciplinas.
e) teve Edmond Locard por discípulo e fundamentou os conhecimentos científicos aplicados à 
investigação criminal.
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CRIMINALÍSTICA
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004. (IADES/PERITO CRIMINAL/VERIFICAÇÃO DE APRENDIZAGEM/2ª PROVA/PC-
-DF/2019) A Criminalística é a ciência sobre a qual se apoia a prova pericial. Com base nos ra-
mos mais diversos do conhecimento científico, a Criminalística atua no sentido de reconstruir 
um fato do passado, mas sempre com uma característica singular: o lastro da cientificidade. 
Com base nos conhecimentos relacionadosà Criminalística, assinale a alternativa correta.
a) O uso do conhecimento científico para a produção da prova é anterior ao século 19. Entre-
tanto, a sistematização da matéria ocorreu apenas em meados do século 20, com Edmond 
Locard, após a publicação do respectivo livro Criminal Investigation, que foi traduzido para o 
português como Manual para Juízes de Instrução. O livro tinha a finalidade de mostrar a apli-
cação da ciência na investigação criminal, facilitando, assim, o trabalho dos juízes no processo 
decisório.
b) “Todo contato deixa uma marca”. Com essa armação, o austríaco Hans Gross apresentou 
para a comunidade científica o que ficou conhecido como princípio da troca, que até os dias de 
hoje serve como orientação para o trabalho pericial nos locais de crime.
c) A Criminalística surge nas universidades, portanto, em um contexto totalmente diferente 
do ambiente policial. Entretanto, em 1910, surge, em Lyon, na França, o primeiro laboratório 
forense dentro da estrutura organizacional da polícia, graças ao trabalho de Hans Gross. A ex-
periência se mostrou bem-sucedida, uma vez que a prova pericial passou a ser produzida por 
profissionais que viviam a realidade da polícia, e, em pouco tempo, outros departamentos de 
polícia levaram para o interior das próprias organizações os laboratórios forenses e os respec-
tivos especialistas.
d) Após consolidação da Criminalística como ciência, novos saberes foram desenvolvidos, 
e, com base nesses saberes, surgiram outras ciências, como a sociologia, a psicologia e a 
criminologia.
e) O perito criminal é o profissional que utiliza o próprio conhecimento científico para produzir 
a prova pericial, que deve ser imparcial e isenta de vícios. Por apresentar essas características, 
a prova pericial possui a propriedade da transversalidade, ou seja, trata-se de um elemento 
utilizado não somente na fase do inquérito policial, mas também na fase processual da perse-
cução penal.
005. (IADES/PERITO CRIMINAL/VERIFICAÇÃO DE APRENDIZAGEM/2ª PROVA/PC-
-DF/2019) Em relação aos cinco Princípios da Criminalística, assim definidos por Dorea, assi-
nale a alternativa correta.
a) Princípio da Observação: tem base na célebre frase de Edmond Locard, o Sherlock Holmes 
da França: “Todo contato deixa uma marca”. Apesar de haver uma grande quantidade de ações 
que não resultem em marcas de provas e de que a evolução e pesquisa no instrumental cien-
tífico não são capazes de detectar vestígios ou microvestígios, o (a) perito(a) criminal deve 
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embasar-se na observação e no empirismo para realizar os respectivos exames periciais, con-
centrando ali os próprios esforços.
b) Princípio da Análise: “A análise pericial nem sempre deve seguir o método científico”. A pe-
rícia empírica visa a determinar uma das tantas possibilidades de como o fato ocorreu. O (A) 
perito(a) criminal deve realizar uma coleta de dados que permita o estabelecimento de con-
jecturas a respeito de como se desenvolveu o fato, formulando quaisquer hipóteses sobre ele.
c) Princípio da Interpretação (ou Princípio da Individualidade): “Dois objetos indistinguíveis são 
sempre idênticos”. Esse princípio preconiza que a identificação deve ser sempre enquadrada 
em um único grau – identificação genérica. Os exames periciais deverão sempre alcançar esse 
grau a m de se permitir a individualização.
d) Princípio da Documentação: “Toda amostra deve ser documentada, desde seu nascimento 
no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer um histórico com-
pleto e fiel de sua origem”. Esse princípio tem base na Cadeia de Custódia da prova material e 
visa a proteger a fidelidade desta, evitando a consideração de provas forjadas.
e) Princípio da Descrição: “O resultado de um exame pericial nem sempre é constante com 
relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem técnica”. A linguagem do Laudo de Perícia 
Criminal deve atender aos usos e costumes da linguagem técnica referente à área de perícia. 
Caso o usuário do Laudo não tenha formação suficiente ou não consiga interpretar a peça téc-
nica, caberá a ele adquirir a formação adequada, pois o (a) perito(a) criminal não deve colocar 
notas de rodapé ou fazer uso de qualquer outra ferramenta linguística e redacional para expli-
car termos técnicos ou partes do Laudo que, porventura, sejam de difícil interpretação.
006. (IADES/PERITO CRIMINAL/VERIFICAÇÃO DE APRENDIZAGEM/2ª PROVA/PC-
-DF/2019) A Enciclopédia Saraiva de Direito define “criminalística” como: Conjunto de conhe-
cimentos que, reunindo as contribuições de várias ciências, indica os meios para descobrir 
os crimes, identificar os seus autores e encontrá-los, utilizando-se subsídios da química, da 
antropologia, da psicologia, da medicina legal, da psiquiatria, da datiloscopia etc., que são con-
sideradas ciências auxiliares do Direito Penal.
A respeito dos diversos conceitos de Criminalística, assinale a alternativa correta.
a) Para Edmond Locard, Criminalística é a “investigação não sistemática de prova do delito, 
sendo realizada sem a necessidade de se estabelecer provas indiciárias, contudo, com todo o 
escopo agrupado em um corpo de doutrinas”.
b) Para Porto, Criminalística representa “um sistema não dedicado à aplicação de faculdade 
de observações, mas que se utiliza de conhecimentos empíricos que nos levem a descobrir, 
defender, pesar e interpretar os indícios de um delito, de modo a sermos conduzidos à desco-
berta do criminoso, possibilitando à Justiça a aplicação da justa pena”.
c) Em 1947, na cidade de São Paulo, no 1º Congresso Nacional de Polícia Técnica, os profis-
sionais de perícia apresentaram a Criminalística como sendo “uma quase-disciplina que tem 
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por objetivo o reconhecimento e interpretação das evidências materiais intrínsecas relativas 
ao crime ou à identidade do criminoso”.
d) Para Hans Gross – o Pai da Criminalística –, a Criminalística é a ciência jurídica utilizada 
pela Justiça Criminal, com o objetivo de condenar os criminosos mais diversos.
e) Eraldo Rabelo (1996) conceitua a Criminalística como sendo “a disciplina autônoma, integra-
da pelos diferentes ramos do conhecimento técnico científico, auxiliar e informativa das ativi-
dades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo por objeto o estudo dos vestígios 
materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à elucidação e à prova das infrações 
penais e, ainda, à identificação dos autores respectivos”.
007. (FADESP/PERITO CRIMINAL/ENGENHARIA CIVIL/CPC-RENATO CHAVES/2019) O 
conceito de criminalística como disciplina autônoma, integrada pelos diferentes ramos do co-
nhecimento técnico científico, auxiliar e informativa das atividades policiais e judiciárias de in-
vestigação criminal, que tem por objeto o estudo dos vestígios materiais extrínsecos à pessoa 
física, no que tiver de útil à elucidação e à prova das infrações penais e, ainda, à identificação 
dos autores respectivos. Esse conceito foi definido por:
a) José Del Picchia.
b) Hans Gross.
c) Eraldo Rabello.
d) Paolo Zachias.
e) José Lopes Zarzuela.
008. (INSTITUTO AOCP/AGENTE TÉCNICO FORENSE/ITEP-RN/2018) Historicamente,a 
Criminalística recebeu muitos nomes sinonímicos, como Polícia Técnica, Policiologia e Ci-
ência Policial. Porém começou a prevalecer o nome “criminalística” após ter sido o termo 
cunhado por:
a) Oscar Freire.
b) Paul L. Kirk.
c) Edmond Locard.
d) Hans Gross.
e) Gilberto Porto.
009. (INSTITUTO AOCP/AGENTE DE NECRÓPSIA/ITEP–RN/2018) A Criminalística pode ser 
definida como:
a) uma disciplina autônoma, integrada pelos diferentes ramos do conhecimento técnico-cientí-
fico, auxiliar e informativa das atividades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo 
por objeto o estudo dos vestígios materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à 
elucidação e à prova das infrações penais e, ainda, à identificação dos autores respectivos.
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b) a parte da jurisprudência que tem por objeto o estabelecimento de regras que dirigem a con-
duta do perito e na forma que lhe cumpre dar às suas declarações verbais ou escritas.
c) o conjunto de conhecimentos médicos e paramédicos destinados a servir ao Direito, coo-
perando na elaboração, na interpretação e na execução dos dispositivos legais, no campo de 
ação da ciência aplicada.
d) o ramo das ciências que se ocupa em elucidar as questões da administração da justiça civil 
e criminal que podem ser resolvidas somente à luz dos conhecimentos médicos.
e) a área do direito penal que se ocupa da doutrina criminal envolvida na elucidação material 
do fato, sendo prescindível à elucidação de crimes que deixam vestígios e regida por leis jurídi-
cas e ritos processuais rígidos e imutáveis e cujos resultados e apontamentos são de origem 
empírica, ambígua e inextricável.
010. (INSTITUTO AOCP/PERITO CRIMINAL/QUÍMICO/ITEP-RN/2018) Sobre os Postulados 
e Princípios da Criminalística brasileira, assinale a alternativa correta.
a) De acordo com o Princípio da Observação, também conhecido como Princípio de Locard, o 
vestígio, como toda matéria, é ponderável e, portanto, cabe ao perito criminal o reportar-se ao 
que vê (visum et repertum).
b) O Princípio da Interpretação, também conhecido por Princípio de Kirk, pode ser enunciado 
pela frase “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênticos”.
c) O Princípio da Documentação não se relaciona ao registro cronológico de um vestígio, desde 
seu nascimento até sua disposição final, pois isso cabe à Cadeia de Custódia.
d) Sendo a verdade mutável em relação ao tempo, não se permite postular que a perícia crimi-
nal é independente do tempo.
e) Considerando que o teor de um laudo pericial é personalíssimo, então o conteúdo de um 
laudo pericial será variante de acordo com o perito criminal que o produzir.
011. (FUNDATEC/TÉCNICO EM PERÍCIAS/IGP-RS/2017) Na criminalística, existe um princí-
pio o qual postula que “todo contato deixa uma marca”. A quem pertence essa teoria?
a) Edmond Locard.
b) Hans Gross.
c) Erik Jacquin.
d) Domingos Tocchetto.
e) Teori Zavascki.
012. (FUNDATEC/TÉCNICO EM PERÍCIAS/IGP-RS/2017) Analise as seguintes assertivas so-
bre a definição de Criminalística:
I – Disciplina que tem como objetivo a interpretação de indícios materiais extrínsecos relativos 
ao crime e intrínsecos relativos à pessoa.
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II – Disciplina que tem como princípios fundamentais a observação, a análise, a interpretação, 
a descrição e a documentação.
III – Disciplina que integra os diferentes ramos do conhecimento técnico-científico tendo por 
objeto o estudo dos vestígios materiais extrínsecos à pessoa, atuando de forma auxiliar e in-
formativa nas atividades policiais e judiciárias.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
013. (FUNIVERSA/PERITO MÉDICO-LEGISTA/PC-DF/2015) Com relação aos postulados e 
princípios da criminalística, é correto armar que:
a) o conteúdo de um laudo pericial criminalístico pode sofrer variações conforme o perito cri-
minal que o produzir.
b) mais precisa será a conclusão da perícia, quanto mais rápidos e mais modernos forem os 
meios utilizados pelo perito.
c) todo contato deixa uma marca conforme o princípio da descrição.
d) a análise pericial deve sempre seguir o método científico.
e) dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênticos conforme o princípio da análise.
014. (VUNESP/PC-SP/2014) Criminalística é a disciplina que tem por objetivo, com relação 
ao crime ou à identidade do criminoso:
a) o reconhecimento e a interpretação dos indícios materiais extrínsecos.
b) o reconhecimento e a análise dos fatos materiais intrínsecos.
c) possibilitar a aplicação de teorias criminológicas no evento.
d) aplicar, por via indireta (exame), a dogmática penal-processual penal.
e) exercitar a ciência enquanto realidade normativo-legal.
015. (VUNESP/PERITO CRIMINAL/PC-SP/2014) Criminalística pode ser definida como um 
conjunto de conhecimentos oriundos de várias ciências que permitem:
a) antecipar, logicamente, futuros eventos criminosos.
b) localizar eventos futuros de forma preditiva.
c) descobrir crimes e seus respectivos autores.
d) preventivamente ocupar espaços voltados à macrocriminalidade.
e) informar as atividades de polícia preventiva.
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016. (IESES/AUXILIAR PERICIAL/LABORATÓRIO/IGP-SC/2014) A Criminalística é um sis-
tema de métodos científicos utilizados pela polícia e pelas investigações policiais que tem 
como objetivo:
I – O reconhecimento e a interpretação dos indícios materiais extrínsecas, relativos ao crime 
ou à identidade do criminoso.
II – Auxiliar e informar as atividades policiais e judiciárias de investigação criminal.
III – Interpretar os elementos que conduzam à identificação do promotor do evento.
IV – Realizar exames de vestígios intrínsecos (na pessoa), relativos ao crime.
A sequência correta é:
a) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
b) Apenas a assertiva II está correta.
c) Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
d) As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
017. (IESES/AUXILIAR PERICIAL/CRIMINALÍSTICO/IGP-SC/2014) Autor reconhecido como 
o pai da Criminalística no mundo, publicou o livro Manual Prático de Instruções Jurídicas, que 
deu início ao estudo do sistema de Criminalística, no qual as ciências naturais e as artes eram 
usadas para a elucidação de crimes. A sentença acima se refere:
a) Erwin Höpler.
b) Hans Gross.
c) Cesare Lombroso.
e) Enrico Ferri.
018. (FUNIVERSA/PERITO CRIMINAL/SECTEC-GO/2010) Criminalística é a disciplina que 
tem como objetivo o reconhecimento e a interpretação dos indícios materiais extrínsecos, re-
lativos ao crime ou à identidade do criminoso; esse conceito de criminalística foi dado por:
a) José Del Picchia.
b) Hans Gross.
c) Astolfo Tavares Paes.
d) Paolo Zachias.
e) José Lopes Zarzuela.
019.(FDRH/AUXILIAR DE PERÍCIA/IGP-RS/2008) Considere as armações abaixo acerca da 
definição de Criminalística.
I – É um sistema de conhecimentos técnicos e científicos de diversas ciências, utilizado com 
a mesma finalidade dessas.
II – É o ramo do conhecimento que colabora com as investigações policial e judicial, ouvindo 
depoimentos de pessoas e analisando-os tecnicamente.
III – É a ciência que estuda os vestígios intrínsecos ao corpo humano.
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IV – É a ciência que estuda os vestígios materiais extrínsecos ao corpo humano e os lo-
cais de crime.
Quais estão corretas?
a) Apenas a III.
b) Apenas a IV.
c) Apenas a I e a II.
d) Apenas a I e a III.
e) Apenas a II e a IV.
020. (FDRH/PERITO CRIMINAL/IGP-RS/2008) Sobre a definição de Criminalística considere 
as seguintes afirmações.
I – É a ciência que estuda o crime e o criminoso em tudo que for aplicável à elucidação de um 
crime ou de uma infração penal.
II – É a ciência que estuda as lesões corporais, visando a diagnosticar se ocorreu homicídio, 
suicídio ou acidente.
III – É um sistema de conhecimentos técnico-científicos que estuda os locais de crimes e os 
vestígios materiais, localizados superficialmente ou fora do corpo humano, visando a identifi-
car as circunstâncias e a autoria da infração penal
IV – É o sistema de conhecimentos científicos que estuda os vestígios materiais extrínsecos 
à pessoa física, visando a esclarecer e identificar as circunstâncias do crime e determinar a 
identidade do criminoso.
Quais estão corretas?
a) Apenas a I.
b) Apenas a II.
c) Apenas a II e a IV.
d) Apenas a III e a IV.
021. (CEFET-BA/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-BA/2008) Assinale a alternativa correta.
a) A Criminalística não estuda as circunstâncias do crime cometido.
b) A Criminalística se relaciona com todas as ciências, menos com Medicina Legal.
c) A Criminalística se relaciona com todas as ciências.
d) A Criminalística não é necessária nas investigações policiais.
e) O exame de local de crime não revela vestígio.
022. (CESPE/PERITO CRIMINAL/PC-PB/2008) Criminalística é:
a) a transposição, para o inquérito, do resultado dos exames técnicos realizados no local do 
delito, determinando a materialidade e apontando a autoria.
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b) a ciência que visa ao estudo das armas de fogo, da munição e dos fenômenos e efeitos 
próprios dos disparos dessas armas, no que tiverem de útil ao esclarecimento e à prova de 
questões de fato, no interesse da justiça, tanto penal como civil.
c) a ciência que trata do estudo dos documentos que contêm um registro gráfico.
d) o conjunto de conhecimentos médicos e paramédicos que, no âmbito do direito, concorrem 
para a elaboração, a interpretação e a execução das leis existentes e ainda permite, por meio 
da pesquisa científica, o seu aperfeiçoamento.
e) o sistema que se dedica à aplicação de faculdades de observação e de conhecimento cien-
tífico que levem a descobrir, defender, pesar e interpretar os indícios de um delito, com vistas 
à descoberta do criminoso.
023. (CPCON UEPB/PERITO CRIMINAL OFICIAL/PC-PB/2003/ADAPTADA) A criminalística 
é uma disciplina que surgiu no seio da medicina legal. Na realidade, muitos dos objetos de 
estudos da medicina legal relacionam-se de tal modo aos da criminalística que em muitos 
aspectos se torna difícil afirmar a qual disciplina pertença este ou aquele conjunto de conheci-
mentos. Os conceitos a seguir tratam da criminalística. Analise-os.
I – Criminalística é a parte das ciências criminais que, ao lado da medicina legal, tem por fina-
lidade os estudos técnicos e científicos dos indícios materiais do delito e da identificação do 
seu autor, colaborando também com outros campos do direito que dela careçam.
II – Criminalística é o conjunto de conhecimentos que, reunindo as contribuições de várias 
ciências, indica os meios para desvendar os crimes, identificar os seus autores e encontrá-los, 
utilizando-se dos subsídios da química, da antropologia, da psicologia, da medicina legal, da 
psiquiatria, da datiloscopia etc., que são consideradas ciências auxiliares do direito penal.
III – Criminalística constitui o conjunto de conhecimentos científicos, técnicos, artísticos etc., 
destinados à apreciação, interpretação e descrição escrita dos elementos de ordem material 
encontrados no local do fato, no instrumento de crime e na peça de exame, de modo a relacio-
nar uma ou mais pessoas envolvidas em um evento, às circunstâncias que deram margem a 
uma ocorrência, de presumível ou de evidente interesse judiciário.
Marque a alternativa correta:
a) Apenas I e II estão corretas.
b) Apenas II e III estão corretas.
c) Apenas I e III estão corretas.
d) Todas as afirmativas estão erradas.
e) I, II, e III estão corretas.
024. (CESPE/PERITO CRIMINAL/PC-PB/2009)
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Em locais de crime, a pesquisa e a busca dos vestígios nem sempre é missão de fácil exe-
cução, sabendo-se que, em muitos casos, tais elementos resultantes da ação delituosa, quer 
originários dos autores, quer originários das vítimas, somente podem ser detectados por meio 
de análises microscópicas, ou mesmo aparelhos de altíssima precisão. Mas, o que é importan-
te ter em mente, é que praticamente inexistem ações em que não resultem marcas de provas, 
sabendo-se, ainda, que é notória a evolução e a pesquisa do instrumental científicos capazes 
de detectar esses vestígios, ou mesmo, microvestígios.
Luiz Eduardo Dorea. Criminalística (com adaptações).
Nos trechos acima, segundo os princípios fundamentais da criminalística, definiu-se o 
princípio da:
a) observação.
b) análise.
c) interpretação.
d) da descrição.
e) da documentação
025. (CESPE-CEBRASPE/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-SE/2020) A estrutura do laudo pericial 
emitido pelo Instituto de Criminalística de Sergipe pode variar conforme o tipo de exame e o 
perito subscritor.
026. (INÉDITA/2021) A criminalística, “disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e 
interpretação dos indícios materiais extrínsecos relativos ao crime ou à identidade do crimino-
so”, é norteada por alguns princípios. Assinale a alternativa que NÃO descreve um princípio da 
criminalística.
a) Princípio da QUANTIDADE: “o vestígio deve ser recolhido, sempre que possível, em boa quan-
tidade, para garantir a contraprova”.
b) Princípio da DOCUMENTAÇÃO: “toda amostra deve ser documentada, desde seu nascimen-
to no local de crime até sua análise e descrição final”.
c) Princípio da OBSERVAÇÃO: “todo contato deixa uma marca”.
d) Princípio da INTERPRETAÇÃO ou da INDIVIDUALIDADE: “dois objetos podem ser indistinguí-
veis, mas nunca idênticos”.
e) Princípio da ANÁLISE: “a análise pericial deve sempre seguir o método científico”.
027. (INÉDITA/2021)Segundo Eraldo Rabelo, a Criminalística pode ser entendida como “disci-
plina autônoma, integrada pelos diferentes ramos do conhecimento técnico científico, auxiliar 
e informativa das atividades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo por objeto 
o estudo dos vestígios materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à elucidação 
e à prova das infrações penais e, ainda, a identificação dos autores respectivos”, sobre esse 
assunto, marque a opção correta:
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a) Os objetivos principais da Criminalística são: auxiliar e informar os interessados na inves-
tigação criminal, examinar e esclarecer uma infração penal, e, como está presente dentro da 
estrutura policial, busca sempre responder aos quesitos demandados pela Promotoria interes-
sada na acusação do indivíduo.
b) Os princípios que regem a Criminalística são: alicerce científico, impessoalidade, imparcia-
lidade e metodologia.
c) Dentre os Princípios da Criminalística, podemos citar o Princípio da Interpretação também 
conhecido como Princípio da Individualidade, que determina que todas as amostras devem ser 
documentadas a fim de preservar a sua história desde o local de crime até seu descarte.
d) São cinco os Princípios que regem a Criminalística: Princípio da Observação ou da Troca 
de Locard; Princípio da Análise; Princípio da Interpretação ou da Individualidade; Princípio da 
Descrição e Princípio da Documentação.
e) A forma de se atingir os objetivos propostos para a Criminalística se dá por meio da coleta 
de vestígios materiais, identificando-os de forma direta ou indireta, coletá-los, acondicioná-los 
e esclarecê-los pelas perícias internas. São exemplos de vestígios materiais buscados pela 
atuação dos Peritos Oficiais, uma mancha de sangue, uma arma de fogo, projéteis, interroga-
tório de testemunhas, marcas pneumáticas e acareação.
028. (INÉDITA/2021) De acordo com a origem, aspectos e conceitos da criminalística, assina-
le a alternativa que contém a quantidade de itens corretos.
I – A origem da criminalística é controversa, para alguns autores, a criminalística surgiu a partir 
da Medicina Legal, enquanto outros defendem uma procedência fragmentada e há ainda auto-
res que contestam a ordem da origem.
II – Edmond Locard é considerado o pai da criminalística e definiu esta como sendo “sistema 
de métodos científicos utilizados pela polícia e pelas investigações policiais”.
III – Edmond Locard responsável pela fundação do Laboratório de Polícia Técnica de Lion é o 
autor do princípio de que “todo contato deixa uma marca”.
IV – Segundo Dorea, são Princípios da Criminalística:
PRINCÍPIO DA OBSERVAÇÃO, “Todo contato deixa uma marca”; PRINCÍPIO DA ANÁLISE, “A 
análise pericial deve sempre seguir o método científico”; PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO, 
“Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênticos”; PRINCÍPIO DA DESCRIÇÃO, “O 
resultado de um exame pericial é constante com relação ao tempo e deve ser exposto em lin-
guagem ética e juridicamente perfeita”; PRINCÍPIO DA DOCUMENTAÇÃO, “Toda amostra deve 
ser documentada, desde o seu nascimento no local de crime até sua análise e descrição final, 
de forma a se estabelecer um histórico completo e fiel da sua origem”.
a) 0.
b) 1.
c) 2.
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d) 3.
e) 4.
029. (INÉDITA/2021) De acordo com os Aspectos Gerais e Conceitos de Interesse da Crimina-
lística, responda o item correto.
a) De acordo com o princípio da Interpretação o resultado de exame pericial é constante com 
relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita.
b) De acordo com o princípio da Observação a análise pericial deve sempre seguir o método 
científico. A perícia científica visa a determinar como o fato ocorreu por meio de uma criteriosa 
coleta de dados que permite o estabelecimento de conjecturas sobre como se desenvolveu o 
fato, formulando-se hipóteses coerentes sobre ele.
c) De acordo com o princípio da Descrição todo contato deixa uma marca. Praticamente inexis-
tem ações em que não resultem marcas de provas, sabendo-se, ainda, que é notória a evolução 
e pesquisa no instrumental científico capaz de detectar esses vestígios ou microvestígios.
d) De acordo com o princípio da Documentação toda amostra deve ser documentada, desde 
seu nascimento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer 
um histórico completo e fiel de sua origem.
e) De acordo com o princípio da Análise, dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nun-
ca idênticos. Preconiza que a identificação deve ser sempre enquadrada em três graus: iden-
tificação genérica, específica e individual. Os exames periciais deverão sempre alcançar o 
último grau.
030. (INÉDITA/2021) Sobre a história da criminalística, assinale a questão correta:
a) A criminalística surgiu no século XIX e o primeiro Instituto de Criminalística criado surgiu na 
Áustria, na Universidade de Graz fundado por Hans Gross.
b) O princípio da troca de Edmond Locard indica que geralmente quando alguém adentra em 
um espaço físico, este o altera, mesmo que inconscientemente. Muitas vezes esse indivíduo 
deixa algo e algo é levado com ele.
c) A criminalística, originada dentro da organização policial, atua, com lastro na ciência, como 
promovedora dos direitos humanos, produzindo provas sem vícios, sempre em busca da ver-
dade possível.
d) Hans Gross foi um pioneiro da Ciência Forense, conhecido também como o Sherlock Hol-
mes da França. Formulou o princípio básico de ciência forense: “Todo contato deixa uma mar-
ca”, que ficou conhecido como o princípio de Troca. Como todo princípio, baseia-se em uma 
ideia simples, mas de grande profundidade
031. (INÉDITA/2021) Julgue os itens e assinale a alternativa correta:
I – ( ) As atividades relacionadas à Criminalística encontravam-se dispersas nas universidades, 
não havendo uma organização centralizada desse serviço nas unidades policiais. O Laborató-
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rio de Polícia Técnica, de Lyon, primeiro do gênero em todo mundo, foi criado por intervenção 
direta de Edmond Locard.
II – ( ) No Brasil, a Criminalística começou a ganhar corpo nos anos 1920. Em São Paulo, essa 
atividade adentrou na organização policial por intermédio da Lei n. 2034/1924, a qual criou a 
Delegacia Técnica Policial.
III – ( ) Criada para auxiliar a investigação criminal, a Criminalística arvora-se do conhecimento 
científico das mais diversas áreas para alicerçar conclusões relacionadas a um fato considera-
do delituoso. Seu papel primordial é recontar um fato do passado e apontar o autor desse fato 
a partir da ciência.
IV – ( ) A partir da experiência de Locard, outros departamentos de polícia passaram a trazer, 
para o interior de suas organizações, oslaboratórios forenses e seus especialistas. De forma 
rápida, vários países europeus passaram a inserir a atividade forense dentro de suas estruturas.
V – ( ) O entrelaçamento organizacional tornou-se comum e a atividade forense passou a rela-
cionar-se nuclearmente com a atividade investigativa.
a) E – C – C – C – C
b) C – C – C – C – C
c) C – E – C – C – C
d) C – C – C – E – C
e) C – C – C – C – E
032. (INÉDITA/2022) De acordo com os Aspectos Gerais e Conceitos de Interesse da Crimina-
lística, responda o item correto.
a) De acordo com o princípio da Interpretação o resultado de exame pericial é constante com 
relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita.
b) De acordo com o princípio da Observação a análise pericial deve sempre seguir o método 
científico. A perícia científica visa a determinar como o fato ocorreu por meio de uma criteriosa 
coleta de dados que permite o estabelecimento de conjecturas sobre como se desenvolveu o 
fato, formulando-se hipóteses coerentes sobre ele.
c) De acordo com o princípio da Descrição todo contato deixa uma marca. Praticamente inexis-
tem ações em que não resultem marcas de provas, sabendo-se, ainda, que é notória a evolução 
e pesquisa no instrumental científico capaz de detectar esses vestígios ou microvestígios.
d) De acordo com o princípio da Documentação toda amostra deve ser documentada, desde 
seu nascimento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer 
um histórico completo e fiel de sua origem.
e) De acordo com o princípio da Análise, dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nun-
ca idênticos. Preconiza que a identificação deve ser sempre enquadrada em três graus: iden-
tificação genérica, específica e individual. Os exames periciais deverão sempre alcançar o 
último grau.
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033. (INÉDITA/2022) Julgue os itens e assinale a alternativa correta:
I – ( ) As atividades relacionadas à Criminalística encontravam-se dispersas nas universidades, 
não havendo uma organização centralizada desse serviço nas unidades policiais. O Laborató-
rio de Polícia Técnica, de Lyon, primeiro do gênero em todo mundo, foi criado por intervenção 
direta de Edmond Locard.
II – ( ) No Brasil, a Criminalística começou a ganhar corpo nos anos 1920. Em São Paulo, essa 
atividade adentrou na organização policial por intermédio da Lei n. 2034/1924, a qual criou a 
Delegacia Técnica Policial.
III – ( ) Criada para auxiliar a investigação criminal, a Criminalística arvora-se do conhecimento 
científico das mais diversas áreas para alicerçar conclusões relacionadas a um fato considera-
do delituoso. Seu papel primordial é recontar um fato do passado e apontar o autor desse fato 
a partir da ciência.
IV – ( ) A partir da experiência de Locard, outros departamentos de polícia passaram a trazer, 
para o interior de suas organizações, os laboratórios forenses e seus especialistas. De forma 
rápida, vários países europeus passaram a inserir a atividade forense dentro de suas estruturas.
V – ( ) O entrelaçamento organizacional tornou-se comum e a atividade forense passou a rela-
cionar-se nuclearmente com a atividade investigativa.
a) E – C – C – C – C.
b) C – C – C – C – C.
c) C – E – C – C – C.
d) C – C – C – E – C.
e) C – C – C – C – E.
034. (INÉDITA/2022) Assinale alternativa incorreta quanto aos objetivos da análise de vestí-
gios em um local de crime:
a) demonstrar subjetivamente a existência do fato delituoso.
b) estabelecer a dinâmica dos fatos.
c) identificação da autoria e vítima do crime.
d) para reprodução simulada dos fatos.
035. (INÉDITA/2022) Um perito criminal foi requisitado para uma ocorrência em um terreno 
baldio, no qual se encontrava um cadáver, com várias feridas perfuro-contusas, no interior de 
um veículo automobilístico. Chegando ao local o perito constatou a falta de isolamento e um 
número considerável de populares ao redor do veículo. Diante do exposto classifique o local 
apresentado.
a) O local de crime relatado classifica-se como: Interno, Mediato e Idôneo.
b) O local de crime relatado classifica-se como: Externo, Mediato e Idôneo.
c) O local de crime relatado classifica-se como: Externo, Imediato e Idôneo.
d) O local de crime relatado classifica-se como: Interno, Mediato e Inidôneo
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e) O local de crime relatado classifica-se como: Externo, Imediato e Inidôneo.
036. (INÉDITA/2022) Assinale o item correto:
a) O corpo de delito é o rastro da prática delituosa, deixado por alguém.
b) Os vestígios materiais são aqueles que não ficam registrados e perdem-se assim que finda 
a conduta delituosa.
c) O corpo de delito pode ser classificado como direto e indireto. Sendo o Direto aquele reali-
zado, em regra, por peritos oficiais, e o Indireto aquele que surge por outros meios de prova, 
como o testemunho.
d) Vestígios materiais são aqueles que não guardam relação alguma com o que se deseja provar.
037. (INÉDITA/2022) Julgue os itens:
I – Local de crime pode ser classificado quanto ao LUGAR/ÁREA em locais: INTERNO: locais 
situados em ambientes fechados, tanto em imóveis como em veículos; EXTERNO: são os es-
paços a céu aberto, não se restringindo apenas a locais públicos, mas também locais privados 
que não demandam proteção contra os infortúnios da natureza, o que carece de uma atenção 
maior por parte dos profissionais que estão encarregados de preservar o local; e RELACIONA-
DOS: é o sítio que está distante do local que ocorreu a consumação, porém a este está asso-
ciado por conter vestígios e indícios do crime.
II – Local público ou aberto é o local de crime onde não há a interferência direta da população, 
pois nesses locais o acesso das forças de segurança é mais rápido que nos locais privado ou 
fechado. Nesses locais o Estado tem dificuldades de se preservar, visto que necessita da auto-
rização do proprietário para adentrar na propriedade.
III – Vestígio coletado em local de crime será qualificado como uma evidência após a compe-
tente análise pericial e a constatação de sua relação com o fato delituoso.
a) C – C – E.
b) C – C – C.
c) C – E – C.
d) C – E – E.
e) E – E – C.
038. (INÉDITA/2022) Peça técnica formal que apresenta o resultado de uma perícia. Nele 
deve ser relatado tudo o que fora objeto dos exames levado a efeito pelos peritos. Ou seja, 
é um documento técnico-formal que exprime o resultado do trabalho do perito. A afirmação 
acima se refere a:
a) Prova testemunhal.
b) Laudo pericial.
c) Parecer Técnico.
d) Corpo de delito.
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e) Relatório
039. (INÉDITA/2022) “Ato de evitar que se altere o estado das coisas, devendo isolar e preser-
var o ambiente imediato, mediato e relacionado aos vestígios e local de crime”. A afirmação 
acima se referea:
Tenha em mente as etapas da cadeia de custódia:
a) Reconhecimento.
b) Isolamento.
c) Fixação.
d) Coleta.
e) Acondicionamento.
040. (INÉDITA/2022) São exemplos de fontes de vestígios materiais e físicos que podem ser 
explorados pelo Perito Criminal, EXCETO:
a) Cadáver no local do crime.
b) Oitiva das testemunhas colhidas na delegacia.
c) Vestes do suspeito e seu ambiente.
d) Local do crime relacionado.
e) Veículo localizado depois de décadas
041. (INÉDITA/2022) Considerando a classificação de locais de crime, assinale o item correto:
a) Conforme o ordenamento jurídico, o suicídio propriamente dito não é crime, portanto o local 
não será tratado como local de crime.
b) Alterações parciais no local de crime não o torna inidôneo, pois ainda preserva os vestígios 
principais necessários para o levantamento pericial
c) Considerando a classificação de locais de crimes quanto à situação, eles podem ser dividi-
dos em preservados e não preservados.
d) Locais relacionados são aqueles que apresentam nexo causal com o crime ora apurado, já 
que se conectam a um mesmo fato. Por exemplo, o crime de homicídio foi praticado em um 
local, e o cadáver foi ocultado em outro cenário.
e) Local imediato constitui as adjacências, os arredores do local onde ocorreu o fato.
042. (INÉDITA/2022) A criminalística, “disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e 
interpretação dos indícios materiais extrínsecos relativos ao crime ou à identidade do crimino-
so”, é norteada por alguns princípios. Assinale a alternativa que NÃO descreve um princípio da 
criminalística.
a) Princípio da QUANTIDADE: “o vestígio deve ser recolhido, sempre que possível, em boa quan-
tidade, para garantir a contraprova”.
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b) Princípio da DOCUMENTAÇÃO: “toda amostra deve ser documentada, desde seu nascimen-
to no local de crime até sua análise e descrição final”.
c) Princípio da OBSERVAÇÃO: “todo contato deixa uma marca”.
d) Princípio da INTERPRETAÇÃO ou da INDIVIDUALIDADE: “dois objetos podem ser indistinguí-
veis, mas nunca idênticos”.
e) Princípio da ANÁLISE: “a análise pericial deve sempre seguir o método científico”.
043. (INÉDITA/2022) Sobre a história da criminalística, assinale a questão correta:
a) A criminalística surgiu no século XIX e o primeiro Instituto de Criminalística criado surgiu na 
Áustria, na Universidade de Graz fundado por Hans Gross.
b) O princípio da troca de Edmond Locard indica que geralmente quando alguém adentra em 
um espaço físico, este o altera, mesmo que inconscientemente. Muitas vezes esse indivíduo 
deixa algo e algo é levado com ele.
c) A criminalística, originada dentro da organização policial, atua, com lastro na ciência, como 
promovedora dos direitos humanos, produzindo provas sem vícios, sempre em busca da ver-
dade possível.
d) Hans Gross foi um pioneiro da Ciência Forense, conhecido também como o Sherlock Hol-
mes da França. Formulou o princípio básico de ciência forense: “Todo contato deixa uma mar-
ca”, que ficou conhecido como o princípio de Troca. Como todo princípio, baseia-se em uma 
ideia simples, mas de grande profundidade.
044. (INÉDITA/2022) Com relação a local de crime, preservação e reconhecimento de vestí-
gios, julgue os itens e em seguida marque a opção correta:
I – ( ) Os exames periciais são divididos em 2 (dois) grupos: exames externos e exames internos.
II – ( ) As perícias externas estão associadas a locais de crimes.
III – ( ) Local de crime é o espaço físico a respeito do qual haja suspeita suficientes de que 
tenha havido nele um delito penal ou pelo menos parte dele.
IV – ( ) Local de crime pode ser classificado como mediato e imediato. Sendo que local imedia-
to é aquele onde a ação principal ocorreu.
V – ( ) A autoridade policial, em regra, é o profissional responsável por processar a cena do crime
Marque a opção correta.
a) V – V – F – V – V.
b) V – V – V – V – F.
c) V – V – V – V – V.
d) F – V – V – V – F.
e) F – V – V – V – V.
045. (INÉDITA/2022) Acerca do assunto Cadeia de Custódia e sua importância, marque a op-
ção correta:
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a) É o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar os vestígios 
desde a sua coleta até seu descarte. Abrange o tempo no qual a amostra está sendo manu-
seada. O perito coletor do vestígio será sempre o único responsável pela amostra, fato que 
somente os seus dados ficarão cadastrados na identificação da amostra.
b) A Cadeia de Custódia é utilizada para manter e documentar a história cronológica do vestí-
gio, permitindo a rastreabilidade da amostra desde o preparo do recipiente coletor, da coleta, 
do transporte, do recebimento, do acondicionamento e da análise. Isso servirá para garantir a 
integridade do vestígio e promove a credibilidade e robustez à prova pericial.
c) As etapas principais da Cadeia de Custódia segundo a Portaria n. 82 da SENASP são: reco-
nhecimento, fixação, coleta, acondicionamento, transporte, recebimento, processamento, ar-
mazenamento, descarte. Sobre o último, o descarte poderá ser realizado a qualquer momento 
a depender somente do chefe da seção da Central de Vestígios.
d) A Cadeia de Custódia ainda é muita falha dentro da Polícias Civis, visto que não há uma 
regulamentação ou seção específica para a guarda e armazenamento de vestígios nas institui-
ções em geral.
e) A Cadeia de Custódia somente será utilizada em caso de vestígios biológicos decorrentes 
do exame de local de crime em situações de Morte Violenta.
046. (INÉDITA/2022) De acordo com os Aspectos Gerais e Conceitos de Interesse da Crimina-
lística, responda o item incorreto.
a) Vestígio verdadeiros: São, a princípio, todos os vestígios encontrados numa sena de crime, 
até que se prove o contrário. Mudando o referencial, também os ilusórios e os forjados passam 
a ser verdadeiros.
b) Corpo de Delito: Conjunto de elementos materiais que constituem o delito, enquanto podem 
ser observados pela inspeção ocular, exteriorizando-se pelos vestígios deixados.
c) Vestígios Ilusórios: São aqueles que não têm relação com o referencial. Uma ponta de ci-
garro que já se encontrasse em um local onde o corpo foi encontrado, compondo o cenário, é 
um exemplo.
d) Indício: Vestígio que, mesmo depois de submetido às análises, não permite estabelecer uma 
relação com o crime em estudo.
e) Vestígios Forjados: São aqueles vestígios produzidos por interesse do criminoso, muitas 
vezes na tentativa de desviar as conclusões que se poderia extrair do local.
047. (INÉDITA/2022) Segundo Eraldo Rabelo, a Criminalística pode ser entendida como “disci-
plina autônoma, integrada pelos diferentes ramos do conhecimento técnico científico, auxiliar 
e informativa das atividades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo por objeto 
o estudo dos vestígios materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à elucidação 
e à prova das infrações penais e, ainda, a identificação dos autores respectivos”, sobre esse 
assunto, marque a opção correta:
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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a) Os objetivos principais da Criminalística são: auxiliar e informar os interessados na inves-
tigação criminal, examinar e esclarecer uma infração penal, e, como está presente dentro da 
estrutura policial, busca sempre responder aos quesitos demandados pela Promotoria interes-
sada na acusação do indivíduo.
b) Os princípios que regem a Criminalística são: alicerce científico, impessoalidade, imparcia-
lidade e metodologia.
c) Dentre os Princípios da Criminalística, podemos citar o Princípio da Interpretação também 
conhecido como Princípio da Individualidade, que determina que todas as amostras devem ser 
documentadas a fim de preservar a sua história desde o local de crime até seu descarte.
d) São cinco os Princípios que regem a Criminalística: Princípio da Observação ou da Troca 
de Locard; Princípio da Análise; Princípio da Interpretação ou da Individualidade; Princípio da 
Descrição e Princípio da Documentação.
e) A forma de se atingir os objetivos propostos para a Criminalística se dá por meio da coleta 
de vestígios materiais, identificando-os de forma direta ou indireta, coletá-los, acondicioná-los 
e esclarecê-los pelas perícias internas. São exemplos de vestígios materiais buscados pela 
atuação dos Peritos Oficiais, uma mancha de sangue, uma arma de fogo, projéteis, interroga-
tório de testemunhas, marcas pneumáticas e acareação.
048. (INÉDITA/2022) De acordo com a origem, aspectos e conceitos da criminalística, respon-
da o item que contém a quantidades de itens corretos.
I – A origem da criminalística é controversa, para alguns autores, a criminalística surgiu a partir 
da Medicina Legal, enquanto outros defendem uma procedência fragmentada e há ainda auto-
res que contestam a ordem da origem.
II – Edmond Locard é considerado o pai da criminalística e definiu esta como sendo “sistema 
de métodos científicos utilizados pela polícia e pelas investigações policiais”.
III – Edmond Locard responsável pela fundação do Laboratório de Polícia Técnica de Lion é o 
autor do princípio de que “todo contato deixa uma marca”.
IV – Segundo Dorea, são Princípios da Criminalística: PRINCÍPIO DA OBSERVAÇÃO, “Todo con-
tato deixa uma marca”; PRINCÍPIO DA ANÁLISE, “A análise pericial deve sempre seguir o mé-
todo científico”; PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO, “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas 
nunca idênticos”; PRINCÍPIO DA DESCRIÇÃO, “O resultado de um exame pericial é constante 
com relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”; PRIN-
CÍPIO DA DOCUMENTAÇÃO, “Toda amostra deve ser documentada, desde o seu nascimento 
no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer um histórico 
completo e fiel da sua origem”.
a) 0.
b) 1.
c) 2.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
d) 3.
e) 4.
049. (INÉDITA/2022) Assinale o item correto:
a) O corpo de delito é o rastro da prática delituosa, deixado por alguém.
b) Os vestígios materiais são aqueles que não ficam registrados e perdem-se assim que finda 
a conduta delituosa.
c) O corpo de delito pode ser classificado como direto e indireto. Sendo o Direto aquele rea-
lizado, em regra, por peritos oficiais e o Indireto aquele que surge por outros meios de prova, 
como o testemunho.
d) Vestígios materiais são aqueles que não guardam relação alguma com o que se deseja provar.
050. (INÉDITA/2022) Considerando os vestígios encontrados em locais de crime, é correto 
afirmar que:
a) Geralmente as marcas deixadas pelo uso de ferramentas em locais de crime são patentes.
b) O processo de coleta é igual, no entanto, o transporte de uma pegada positiva latente em um 
suporte (folha é diferente do transporte de uma impressão digital.
c) A coleta e o transporte de uma marca morfológica de um calçado, solado ou pegada não 
podem ser feito por meio de modelagem.
d) Vestígios de impressões papiloscópicas latentes apresentam dificuldade para a respectiva 
análise digital.
e) As marcas produzidas por pneus em processo giratório durante a aceleração não reprodu-
zem os desenhos das bandas de rodagem e, portanto, não devem ser consideradas vestígios.
051. (INÉDITA/2022) Considerando o assunto Perícia: Definição, Conceitos e Prazos, é corre-
to armar que:
a) o assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz e após a conclusão dos exa-
mes e elaboração do laudo pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão.
b) as partes podem requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova ou para responde-
rem a quesitos, desde que o mandado de intimação e os quesitos ou questões a serem escla-
recidos sejam encaminhados com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, podendo os peritos 
apresentarem as respostas em laudo complementar.
c) o laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 15 (quinze) dias, podendo este prazo ser 
prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos.
d) a nomeação dos peritos far-se-á no juízo deprecante no exame por precatória.
e) O exame pericial, na falta de perito oficial, será realizado por uma pessoa idônea, portadora 
de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem ha-
bilitação técnica relacionada com a natureza do exame.
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GABARITO
1. b
2. a
3. d
4. e
5. d
6. e
7. c
8. d
9. a
10. b
11. a
12. d
13. d
14. a
15. c
16. a
17. b
18. a
19. b
20. d
21. c
22. e
23. e
24. a
25. C
26. a
27. d
28. d
29. d
30. a
31. b
32. d
33. b
34. a
35. e
36. c
37. c
38. b
39. b
40. b
41. d
42. a
43. a
44. b
45. b
46. d
47. d
48. d
49. d
50. a
51. a
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GABARITO COMENTADO
001. (INSTITUTO AOCP/AGENTE DE NECRÓPSIA/ITEP-RN/2021) A Criminalística, como 
disciplina, teve uma conceituação aceita em 1947, por ocasião do Primeiro Congresso Nacio-
nal de Polícia Técnica. Sobre esse conceito de Criminalística, assinale a alternativa correta.
a) Disciplina técnica com interface jurídica, que concorre para a elucidação de infrações pe-
nais, tendo como objetivo primário a tipificação penal.
b) Disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e a interpretação dos indícios materiais 
extrínsecos, relativos ao crime ou à identidade do criminoso.
c) Área do conhecimento jurídico caracterizada pelo ramo de estudo tradicionalmente voltado 
à atividade de jurisdição de um Estado soberano no julgamento do acusado de praticar um 
crime, envolvendo o procedimento de legitimação do direito de punir estatal.
d) Disciplina responsável pelo exame dos vestígios intrínsecos ao corpo da pessoa.
e) Área que regula o exercíciodo poder punitivo do Estado, tendo por pressuposto de ação 
delitos e, como consequência, as penas.
a) Errada. Tipificação penal não é objetivo principal.
b) Certa. Atenção para a definição de José Del Picchia (1947), pois é bastante recorrente nas 
provas de concurso público que cobram o conceito de Criminalística.
Disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e interpretação dos indícios materiais extrínsecos 
relativos ao crime ou à identidade do criminoso. Os exames dos vestígios intrínsecos (na pessoa) 
são da alçada da medicina legal.
c) Errada. Criminalística é uma disciplina autônoma e multidisciplinar.
d) Errada. Vestígios extrínsecos.
e) Errada. Relembre as definições pelo mapa mental.
Letra b.
002. (INSTITUTO AOCP/PERITO CRIMINAL/COMPUTAÇÃO/ITEP-RN/2021) Alguns dos 
princípios da criminalística podem receber várias denominações. Um deles, por exemplo, pode 
ser igualmente chamado de Princípio da Interpretação, Princípio do Uso ou Princípio de Kirk. 
Tal princípio pode ser sintetizado pela frase:
a) “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênticos”.
b) “Todo contato deixa uma marca”.
c) “O tempo que passa é a verdade que foge”.
d) “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”.
e) “Visum et repertum”.
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a) Certa. Relembre:
Princípio da Interpretação: “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênticos”.
Este princípio, também chamado de “Princípio da Individualidade”, preconiza que a identifica-
ção deve ser sempre enquadrada em três graus, ou sejam: a identificação genérica, a especí-
fica e a individual, sendo que os exames periciais deverão sempre alcançar este último grau.
b) Errada. Princípio da Observação: “Todo contato deixa uma marca” (Edmond Locard).
c) Errada. Na investigação criminal o tempo assume um fator de grande relevância. À medida 
que o tempo passa, a probabilidade de se apurar cabalmente a verdade vai diminuindo ou, nas 
palavras de Edmond Locard, “o tempo que passa é a verdade que foge”.
d) Errada. Princípio da Análise: “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”.
e) Errada. A expressão “Visum et repertum” (visto e relatado), refere-se à descrição parte essen-
cial e importante de um laudo pericial.
Letra a.
003. (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE TÉCNICO FORENSE/ADMINISTRAÇÃO /ITEP-
-RN/2021) Um dos nomes mais conhecidos dos estudiosos da Criminalística é o de Hans 
Gross, isso porque ele:
a) afirmou que “todo contato deixa uma marca”, fundando um dos princípios da criminalística.
b) demonstrou que “o tempo que passa é a verdade que foge”, urgindo para uma investigação 
rápida e breve.
c) fundou a “Escola de Polícia Científica” em Roma, edificando as bases da criminalísti-
ca moderna.
d) cunhou o termo “Criminalística” em um livro que reúne conhecimentos de várias ciências e 
disciplinas.
e) teve Edmond Locard por discípulo e fundamentou os conhecimentos científicos aplicados à 
investigação criminal.
O gabarito da questão é a letra “d”.
Relembre:
Em 1892, em Graz, Áustria, o mais ilustre e distinguido criminalista de todos os tempos, o 
Doutor em Direito Hans Gross (considerado o “PAI DA CRIMINALÍSTICA”) publicou sua obra: 
Manual do Juiz de Instrução – todos os sistemas de Criminalística; em 1893, foi impressa na 
mesma cidade austríaca, a segunda edição de sua obra, e a terceira em 1898. Do conteúdo 
científico desta obra se depreende que o Doutor Hans Gross, em sua época, constituiu a Cri-
minalística com as seguintes matérias: Antropometria, Contabilidade, Criptografia, Desenho 
Forense, Documentoscopia, Explosivos, Fotografia, Grafologia, Acidentes de Trânsito Ferroviá-
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rio, Hematologia, Incêndios, Medicina Legal, Química Legal e Interrogatório; Avaliação e Repa-
ração de Danos; Exames de Armas de Fogo; Exames de Armas Brancas; Datiloscopia; Exame 
de Pegadas e Impressões; Escritas Cifradas (uso de símbolos para a formação de frases) etc.
Letra d.
004. (IADES/PERITO CRIMINAL/VERIFICAÇÃO DE APRENDIZAGEM/2ª PROVA/PC-
-DF/2019) A Criminalística é a ciência sobre a qual se apoia a prova pericial. Com base nos ra-
mos mais diversos do conhecimento científico, a Criminalística atua no sentido de reconstruir 
um fato do passado, mas sempre com uma característica singular: o lastro da cientificidade. 
Com base nos conhecimentos relacionados à Criminalística, assinale a alternativa correta.
a) O uso do conhecimento científico para a produção da prova é anterior ao século 19. Entre-
tanto, a sistematização da matéria ocorreu apenas em meados do século 20, com Edmond 
Locard, após a publicação do respectivo livro Criminal Investigation, que foi traduzido para o 
português como Manual para Juízes de Instrução. O livro tinha a finalidade de mostrar a apli-
cação da ciência na investigação criminal, facilitando, assim, o trabalho dos juízes no processo 
decisório.
b) “Todo contato deixa uma marca”. Com essa armação, o austríaco Hans Gross apresentou 
para a comunidade científica o que ficou conhecido como princípio da troca, que até os dias de 
hoje serve como orientação para o trabalho pericial nos locais de crime.
c) A Criminalística surge nas universidades, portanto, em um contexto totalmente diferente 
do ambiente policial. Entretanto, em 1910, surge, em Lyon, na França, o primeiro laboratório 
forense dentro da estrutura organizacional da polícia, graças ao trabalho de Hans Gross. A ex-
periência se mostrou bem-sucedida, uma vez que a prova pericial passou a ser produzida por 
profissionais que viviam a realidade da polícia, e, em pouco tempo, outros departamentos de 
polícia levaram para o interior das próprias organizações os laboratórios forenses e os respec-
tivos especialistas.
d) Após consolidação da Criminalística como ciência, novos saberes foram desenvolvidos, 
e, com base nesses saberes, surgiram outras ciências, como a sociologia, a psicologia e a 
criminologia.
e) O perito criminal é o profissional que utiliza o próprio conhecimento científico para produzir 
a prova pericial, que deve ser imparcial e isenta de vícios. Por apresentar essas características, 
a prova pericial possui a propriedade da transversalidade, ou seja, trata-se de um elemento 
utilizado não somente na fase do inquérito policial, mas também na fase processual da perse-
cução penal.
a) Errada. O erro está na indicação da autoria para Edmond Locard, quem publicou a obra Ma-
nual do Juiz de Instrução – todos os sistemas de Criminalística foi Hans Gross (considerado o 
“PAI DA CRIMINALÍSTICA”).
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b) Errada. Novamente o examinador tenta confundir o candidato (a), pois a frase “Todo Contato 
Deixa Uma Marca” (Princípio da Observação) é de Edmond Locard.
c) Errada. quem criou o primeiro laboratório forense,em Lyon, na França, no ano de 1910, foi 
Edmond Locard.
d) Errada. Sociologia, a psicologia e a criminologia são ciências que se desenvolveram em 
épocas e períodos independentes da Criminalística.
Letra e.
005. (IADES/PERITO CRIMINAL/VERIFICAÇÃO DE APRENDIZAGEM/2ª PROVA/PC-
-DF/2019) Em relação aos cinco Princípios da Criminalística, assim definidos por Dorea, assi-
nale a alternativa correta.
a) Princípio da Observação: tem base na célebre frase de Edmond Locard, o Sherlock Holmes 
da França: “Todo contato deixa uma marca”. Apesar de haver uma grande quantidade de ações 
que não resultem em marcas de provas e de que a evolução e pesquisa no instrumental cien-
tífico não são capazes de detectar vestígios ou microvestígios, o (a) perito(a) criminal deve 
embasar-se na observação e no empirismo para realizar os respectivos exames periciais, con-
centrando ali os próprios esforços.
b) Princípio da Análise: “A análise pericial nem sempre deve seguir o método científico”. A pe-
rícia empírica visa a determinar uma das tantas possibilidades de como o fato ocorreu. O (A) 
perito(a) criminal deve realizar uma coleta de dados que permita o estabelecimento de con-
jecturas a respeito de como se desenvolveu o fato, formulando quaisquer hipóteses sobre ele.
c) Princípio da Interpretação (ou Princípio da Individualidade): “Dois objetos indistinguíveis são 
sempre idênticos”. Esse princípio preconiza que a identificação deve ser sempre enquadrada 
em um único grau – identificação genérica. Os exames periciais deverão sempre alcançar esse 
grau a m de se permitir a individualização.
d) Princípio da Documentação: “Toda amostra deve ser documentada, desde seu nascimento 
no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer um histórico com-
pleto e fiel de sua origem”. Esse princípio tem base na Cadeia de Custódia da prova material e 
visa a proteger a fidelidade desta, evitando a consideração de provas forjadas.
e) Princípio da Descrição: “O resultado de um exame pericial nem sempre é constante com 
relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem técnica”. A linguagem do Laudo de Perícia 
Criminal deve atender aos usos e costumes da linguagem técnica referente à área de perícia. 
Caso o usuário do Laudo não tenha formação suficiente ou não consiga interpretar a peça téc-
nica, caberá a ele adquirir a formação adequada, pois o (a) perito(a) criminal não deve colocar 
notas de rodapé ou fazer uso de qualquer outra ferramenta linguística e redacional para expli-
car termos técnicos ou partes do Laudo que, porventura, sejam de difícil interpretação.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
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a) Errada. Praticamente inexistem ações em que não resultem marcas de provas e o perito 
criminal deve embasar-se na ciência em não no empirismo.
b) Errada. Princípio da Análise: “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”.
c) Errada. Princípio da Interpretação: “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca 
idênticos”.
d) Errada. Princípio da Descrição: “O resultado de um exame pericial é constante com relação 
ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”.
Letra d.
006. (IADES/PERITO CRIMINAL/VERIFICAÇÃO DE APRENDIZAGEM/2ª PROVA/PC-
-DF/2019) A Enciclopédia Saraiva de Direito define “criminalística” como: Conjunto de conhe-
cimentos que, reunindo as contribuições de várias ciências, indica os meios para descobrir 
os crimes, identificar os seus autores e encontrá-los, utilizando-se subsídios da química, da 
antropologia, da psicologia, da medicina legal, da psiquiatria, da datiloscopia etc., que são con-
sideradas ciências auxiliares do Direito Penal.
A respeito dos diversos conceitos de Criminalística, assinale a alternativa correta.
a) Para Edmond Locard, Criminalística é a “investigação não sistemática de prova do delito, 
sendo realizada sem a necessidade de se estabelecer provas indiciárias, contudo, com todo o 
escopo agrupado em um corpo de doutrinas”.
b) Para Porto, Criminalística representa “um sistema não dedicado à aplicação de faculdade 
de observações, mas que se utiliza de conhecimentos empíricos que nos levem a descobrir, 
defender, pesar e interpretar os indícios de um delito, de modo a sermos conduzidos à desco-
berta do criminoso, possibilitando à Justiça a aplicação da justa pena”.
c) Em 1947, na cidade de São Paulo, no 1º Congresso Nacional de Polícia Técnica, os profis-
sionais de perícia apresentaram a Criminalística como sendo “uma quase-disciplina que tem 
por objetivo o reconhecimento e interpretação das evidências materiais intrínsecas relativas 
ao crime ou à identidade do criminoso”.
d) Para Hans Gross – o Pai da Criminalística –, a Criminalística é a ciência jurídica utilizada 
pela Justiça Criminal, com o objetivo de condenar os criminosos mais diversos.
e) Eraldo Rabelo (1996) conceitua a Criminalística como sendo “a disciplina autônoma, integra-
da pelos diferentes ramos do conhecimento técnico científico, auxiliar e informativa das ativi-
dades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo por objeto o estudo dos vestígios 
materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à elucidação e à prova das infrações 
penais e, ainda, à identificação dos autores respectivos”.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
AUTOR CONCEITOS DE CRIMINALÍSTICA
HANS GROSS (1893)
Criminalística é o estudo da fenomenologia 
do crime e dos métodos práticos de sua 
investigação.
JOSÉ DEL PICCHIA (1947)
Disciplina que tem por objetivo o 
reconhecimento e interpretação dos indícios 
materiais extrínsecos relativos ao crime ou 
à identidade do criminoso. Os exames dos 
vestígios intrínsecos (na pessoa) são da alçada 
da medicina legal.
ASTOLFO TAVARES PAES (1966)
É a aplicação de qualquer ciência ou técnica 
a pesquisa e a interpretação de indícios 
materiais relativos ao crime, evidente ou 
hipotético, e, no caso de confirmação de sua 
ocorrência, à identidade de quem dele tenha 
participado;
HILÁRIOVEIGA DE CARVALHO 
(1966)
É a parte das ciências criminais que, ao lado 
da medicina legal, tem por finalidade os 
estudos técnicos e científicos dos indícios 
materiais do delito e da identificação do seu 
autor, colaborando também com outros 
campos do direito que dela careçam
ERALDO RABELLO (1996)
Disciplina autônoma, integrada pelos 
diferentes ramos do conhecimento técnico-
científico, auxiliar e informativa das atividades 
policiais e judiciárias de investigação criminal, 
tendo por objeto o estudo dos vestígios 
materiais extrínsecos à pessoa física, no 
que tiver de útil à elucidação e à prova das 
infrações penais e, ainda, à identificação dos 
autores respectivos.
EMÍLIO FEDERICO PABLO 
BONNET
A Criminalística policial ocupa-se com 
a identificação do indivíduo, do exame 
dos vestígios, das manchas e rastros, da 
falsificação de documentos ou moedas, 
das armas de fogo e dos explosivos, bem 
como dos veículos de qualquer tipo, quando 
suspeitos de estarem relacionados com um 
fato doloso, culposo ou acidental.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
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AUTOR CONCEITOS DE CRIMINALÍSTICA
JOSE LOPES ZARZUELA (1995)
Criminalística constituiu o conjunto de 
conhecimentos científicos, técnicos, artísticos 
etc., destinados à apreciação, interpretação 
e descrição escrita dos elementos de ordem 
material encontrados no local do fato, no 
instrumento de crime e na peça de exame, 
de modo a relacionar uma ou mais pessoas 
envolvidas em um evento, às circunstâncias 
que deram margem a uma ocorrência, 
de presumível ou de evidente interesse 
judiciário.
GILBERTO PORTO
Sistema que se dedica à aplicação de 
faculdades de observação e de conhecimento 
científico que nos levem a descobrir, 
defender, pesar e interpretar os indícios de 
um delito, de modo a sermos conduzidos à 
descoberta do criminoso, possibilitando à 
Justiça a aplicação da justa pena
a) Errada. Vide tabela.
b) Errada. Vide tabela.
c) Errada. Vide tabela.
d) Errada. Vide tabela.
e) Certa. Vide tabela.
Letra e.
007. (FADESP/PERITO CRIMINAL/ENGENHARIA CIVIL/CPC-RENATO CHAVES/2019) O 
conceito de criminalística como disciplina autônoma, integrada pelos diferentes ramos do co-
nhecimento técnico científico, auxiliar e informativa das atividades policiais e judiciárias de in-
vestigação criminal, que tem por objeto o estudo dos vestígios materiais extrínsecos à pessoa 
física, no que tiver de útil à elucidação e à prova das infrações penais e, ainda, à identificação 
dos autores respectivos. Esse conceito foi definido por:
a) José Del Picchia.
b) Hans Gross.
c) Eraldo Rabello.
d) Paolo Zachias.
e) José Lopes Zarzuela.
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Questão bem recorrente em concursos públicos para essa disciplina, portanto, com as explica-
ções, a tabela e o mapa mental de definições no material você conseguirá facilmente respon-
der a essas questões.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
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Leonardo Guedes
a) Errada. Vide mapa.
b) Errada. Vide mapa.
c) Certa. Vide mapa.
d) Errada. Paolo Zachias é considerado para muitos o “PAI DA MEDICINA LEGAL”.
e) Errada. Vide mapa.
Letra c.
008. (INSTITUTO AOCP/AGENTE TÉCNICO FORENSE/ITEP-RN/2018) Historicamente, a 
Criminalística recebeu muitos nomes sinonímicos, como Polícia Técnica, Policiologia e Ci-
ência Policial. Porém começou a prevalecer o nome “criminalística” após ter sido o termo 
cunhado por:
a) Oscar Freire.
b) Paul L. Kirk.
c) Edmond Locard.
d) Hans Gross.
e) Gilberto Porto.
Essa é uma questão pontual e recorrente, então lembre-se: foi Hans Gross – Juiz de instrução 
e professor de Direito Penal, autor da obra “System Der Kriminalistik” (Sistema de Criminalís-
tica), considerado o “PAI DA CRIMINALÍSTICA” –, que primeiro definiu o termo “Criminalística” 
e não cofunda com Edmond Locard disse que na criminalística, postulou que “Todo contato 
deixa uma marca”.
Letra d.
009. (INSTITUTO AOCP/AGENTE DE NECRÓPSIA/ITEP–RN/2018) A Criminalística pode ser 
definida como:
a) uma disciplina autônoma, integrada pelos diferentes ramos do conhecimento técnico-cientí-
fico, auxiliar e informativa das atividades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo 
por objeto o estudo dos vestígios materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à 
elucidação e à prova das infrações penais e, ainda, à identificação dos autores respectivos.
b) a parte da jurisprudência que tem por objeto o estabelecimento de regras que dirigem a con-
duta do perito e na forma que lhe cumpre dar às suas declarações verbais ou escritas.
c) o conjunto de conhecimentos médicos e paramédicos destinados a servir ao Direito, coo-
perando na elaboração, na interpretação e na execução dos dispositivos legais, no campo de 
ação da ciência aplicada.
d) o ramo das ciências que se ocupa em elucidar as questões da administração da justiça civil 
e criminal que podem ser resolvidas somente à luz dos conhecimentos médicos.
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e) a área do direito penal que se ocupa da doutrina criminal envolvida na elucidação material 
do fato, sendo prescindível à elucidação de crimes que deixam vestígios e regida por leis jurídi-
cas e ritos processuais rígidos e imutáveis e cujos resultados e apontamentos são de origem 
empírica, ambígua e inextricável.
a) Certa. Definição de Eraldo Rabello.
b) Errada. Não é parte da jurisprudência, trata-se de uma disciplina e/ou ciência autônoma.
c) Errada. Conhecimentos multidisciplinar e não apenas médicos e paramédicos.
d) Errada. Erro está em “... somente conhecimentos médicos”.
e) Errada. Trata-se de disciplina autônoma e seus resultados são pautados no método científi-
co e não de forma empírica, ambígua e inextricável.
Letra a.
010. (INSTITUTO AOCP/PERITO CRIMINAL/QUÍMICO/ITEP-RN/2018) Sobre os Postulados 
e Princípios da Criminalística brasileira, assinale a alternativa correta.
a) De acordo com o Princípio da Observação, também conhecido como Princípio de Locard, o 
vestígio, como toda matéria, é ponderável e, portanto, cabe ao perito criminal o reportar-se ao 
que vê (visum et repertum).
b) O Princípio da Interpretação, também conhecido por Princípio de Kirk, pode ser enunciado 
pela frase “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênticos”.
c) O Princípio da Documentação não se relaciona ao registro cronológico de um vestígio, desde 
seu nascimento até sua disposição final, pois isso cabe à Cadeia de Custódia.
d) Sendo a verdade mutável em relação ao tempo, não se permite postular que a perícia crimi-
nal é independente do tempo.
e) Considerando que o teor de um laudo pericial é personalíssimo, então o conteúdo de um 
laudo pericial será variante de acordo com o perito criminal que o produzir.
a) Errada. Princípio da Observação: “Todo contato deixa uma marca” (Edmond Locard).
b) Certa. Princípio da Interpretação: “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idên-
ticos” (Princípio de Kirk).
c) Errada. Princípio da Documentação: Cadeia de custódia da prova material. “Toda amostra 
deve ser documentada, desde seu nascimento na cena do crime até sua análise e descrição 
final, de forma a se estabelecer um histórico completo e fiel de sua origem”.
d) Errada. Princípio da Descrição: “O resultado de um exame pericial é constante com relação 
ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”.
e) Errada. Lembre-se: Princípio da Descrição: “O resultado de um exame pericial é constante 
com relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
Letra b.
011. (FUNDATEC/TÉCNICO EM PERÍCIAS/IGP-RS/2017) Na criminalística, existe um princí-
pio o qual postula que “todo contato deixa uma marca”. A quem pertence essa teoria?
a) Edmond Locard.
b) Hans Gross.
c) Erik Jacquin.
d) Domingos Tocchetto.
e) Teori Zavascki.
Uma questão muito fácil, mas recorrente em concursos que cobram essa disciplina, sempre 
buscando confundir o candidato. O examinador busca trocar as contribuições de Edmond Lo-
card e Hans Gross na Criminalística, dois autores que você não pode deixar de conhecer e fixar.
Letra a.
012. (FUNDATEC/TÉCNICO EM PERÍCIAS/IGP-RS/2017) Analise as seguintes assertivas so-
bre a definição de Criminalística:
I – Disciplina que tem como objetivo a interpretação de indícios materiais extrínsecos relativos 
ao crime e intrínsecos relativos à pessoa.
II – Disciplina que tem como princípios fundamentais a observação, a análise, a interpretação, 
a descrição e a documentação.
III – Disciplina que integra os diferentes ramos do conhecimento técnico-científico tendo por 
objeto o estudo dos vestígios materiais extrínsecos à pessoa, atuando de forma auxiliar e in-
formativa nas atividades policiais e judiciárias.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
O gabarito é a letra “d”. O erro do item I está em intrínsecos “... relativos ao crime e intrínsecos 
relativos à pessoa.”. Lembre-se de que o objeto da Criminalística é o estudo dos vestígios ma-
teriais extrínsecos à pessoa, atuando de forma auxiliar e informativa nas atividades policiais 
e judiciárias.
Letra d.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
013. (FUNIVERSA/PERITO MÉDICO-LEGISTA/PC-DF/2015) Com relação aos postulados e 
princípios da criminalística, é correto armar que:
a) o conteúdo de um laudo pericial criminalístico pode sofrer variações conforme o perito cri-
minal que o produzir.
b) mais precisa será a conclusão da perícia, quanto mais rápidos e mais modernos forem os 
meios utilizados pelo perito.
c) todo contato deixa uma marca conforme o princípio da descrição.
d) a análise pericial deve sempre seguir o método científico.
e) dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênticos conforme o princípio da análise.
a) Errada. Lembre-se: Princípio da Descrição: “O resultado de um exame pericial é constante 
com relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”.
b) Errada. Veja o que diz o Princípio da Análise: “A análise pericial deve sempre seguir o método 
científico”.
c) Errada. Princípio da Observação: “Todo contato deixa uma marca” (Edmond Locard).
d) Certa. Princípio da Análise: “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”.
e) Errada. Princípio da Interpretação: “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca 
idênticos”.
Letra d.
014. (VUNESP/PC-SP/2014) Criminalística é a disciplina que tem por objetivo, com relação 
ao crime ou à identidade do criminoso:
a) o reconhecimento e a interpretação dos indícios materiais extrínsecos.
b) o reconhecimento e a análise dos fatos materiais intrínsecos.
c) possibilitar a aplicação de teorias criminológicas no evento.
d) aplicar, por via indireta (exame), a dogmática penal-processual penal.
e) exercitar a ciência enquanto realidade normativo-legal.
Veja que a maior parte das questões requer que o candidato conheça as definições, os prin-
cípios fundamentais e os postulados da Criminalística de forma conceitual. Para responder 
essas questões bastamos lembrar de algumas palavras-chaves: Disciplina autônoma; Multi-
disciplinar e vestígios materiais extrínsecos;
Letra a.
015. (VUNESP/PERITO CRIMINAL/PC-SP/2014) Criminalística pode ser definida como um 
conjunto de conhecimentos oriundos de várias ciências que permitem:
a) antecipar, logicamente, futuros eventos criminosos.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
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b) localizar eventos futuros de forma preditiva.
c) descobrir crimes e seus respectivos autores.
d) preventivamente ocupar espaços voltados à macrocriminalidade.
e) informar as atividades de polícia preventiva.
Para responder a essa questão retomemos à uma revisão dos objetivos da Criminalísti-
ca, são eles:
i. dar materialidade do fato típico;
ii. fornecer a dinâmica do evento;
iii. reconhecimento e interpretação dos indícios materiais extrínsecos a cena do crime;
iv. identificação de autoria de um delito;
v. elaborar a prova técnica, através da indiciologia material.
Nesse sentido, o gabarito da questão é item “c” único que guarda relação com a definição de 
Criminalística e seus objetivos.
Letra c.
016. (IESES/AUXILIAR PERICIAL/LABORATÓRIO/IGP-SC/2014) A Criminalística é um sis-
tema de métodos científicos utilizados pela polícia e pelas investigações policiais que tem 
como objetivo:
I – O reconhecimento e a interpretação dos indícios materiais extrínsecas, relativos ao crime 
ou à identidade do criminoso.
II – Auxiliar e informar as atividades policiais e judiciárias de investigação criminal.
III – Interpretar os elementos que conduzam à identificação do promotor do evento.
IV – Realizar exames de vestígios intrínsecos (na pessoa), relativos ao crime.
A sequência correta é:
a) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
b) Apenas a assertiva II está correta.
c) Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
d) As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
Caro(a) aluno(a), se você chegou até aqui resolvendo as questões de concurso propostas nes-
se material em ordem cronológica, não terá qualquer dificuldade em responder essa questão. 
Verá que examinador quer saber se você consegue distinguir Criminalística x Medicina Legal; 
em que a primeira objetiva o reconhecimento e interpretação dos indícios materiais extrínse-
cos, relativos ao crime ou à identidade do criminoso, enquanto os exames dos vestígios intrín-
secos (na pessoa) são da alçada da Medicina Legal. Portanto o item IV é incorreto e o gabarito 
da questão é a Letra a.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
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Letra a.
017. (IESES/AUXILIAR PERICIAL/CRIMINALÍSTICO/IGP-SC/2014) Autor reconhecido como 
o pai da Criminalística no mundo, publicou o livro Manual Prático de Instruções Jurídicas, que 
deu início ao estudo do sistema de Criminalística, no qual as ciências naturais e as artes eram 
usadas para a elucidação de crimes. A sentença acima se refere:
a) Erwin Höpler.
b) Hans Gross.
c) Cesare Lombroso.
e) Enrico Ferri.
Questão conceitual para você enraizar que Hans Gross foi “PAI DA CRIMINALÍSTICA”.Letra b.
018. (FUNIVERSA/PERITO CRIMINAL/SECTEC-GO/2010) Criminalística é a disciplina que 
tem como objetivo o reconhecimento e a interpretação dos indícios materiais extrínsecos, re-
lativos ao crime ou à identidade do criminoso; esse conceito de criminalística foi dado por:
a) José Del Picchia.
b) Hans Gross.
c) Astolfo Tavares Paes.
d) Paolo Zachias.
e) José Lopes Zarzuela.
Novamente as definições de Criminalística propostas pelos estudiosos do tema, vem sendo 
cobrada. Portanto, meu prezado(a) aluno(a) não erre essa questão na sua prova. Lembre-se 
que serão 05 questões sobre essa disciplina. Não podemos deixar de pontuar esse item tão 
recorrente e extensamente discutido ao longo desse material. Já sabe o que fazer quando 
terminar esse estudo, não é? Já estou prevendo você imprimindo a tabela de conceitos, mar-
cando as palavras chaves e colando em seu local de estudo.
Dessa maneira irá marcar a letra “a” como gabarito da questão.
Letra a.
019. (FDRH/AUXILIAR DE PERÍCIA/IGP-RS/2008) Considere as armações abaixo acerca da 
definição de Criminalística.
I – É um sistema de conhecimentos técnicos e científicos de diversas ciências, utilizado com 
a mesma finalidade dessas.
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II – É o ramo do conhecimento que colabora com as investigações policial e judicial, ouvindo 
depoimentos de pessoas e analisando-os tecnicamente.
III – É a ciência que estuda os vestígios intrínsecos ao corpo humano.
IV – É a ciência que estuda os vestígios materiais extrínsecos ao corpo humano e os lo-
cais de crime.
Quais estão corretas?
a) Apenas a III.
b) Apenas a IV.
c) Apenas a I e a II.
d) Apenas a I e a III.
e) Apenas a II e a IV.
I – Errada. A finalidade da criminalística é autônoma, voltada para elucidação de crimes e de-
finição da autoria.
II – Errada. A criminalística atua na análise e estudos dos vestígios materiais extrínsecos. O 
item descreve uma das funções da Autoridade Policial.
III – Errada. Eraldo Rabelo (1996) conceitua a Criminalística como sendo “a disciplina autôno-
ma, integrada pelos diferentes ramos do conhecimento técnico científico, auxiliar e informativa 
das atividades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo por objeto o estudo dos 
vestígios materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à elucidação e à prova das 
infrações penais e, ainda, à identificação dos autores respectivos”.
IV – Certa. Definição correta de criminalística.
Letra b.
020. (FDRH/PERITO CRIMINAL/IGP-RS/2008) Sobre a definição de Criminalística considere 
as seguintes afirmações.
I – É a ciência que estuda o crime e o criminoso em tudo que for aplicável à elucidação de um 
crime ou de uma infração penal.
II – É a ciência que estuda as lesões corporais, visando a diagnosticar se ocorreu homicídio, 
suicídio ou acidente.
III – É um sistema de conhecimentos técnico-científicos que estuda os locais de crimes e os 
vestígios materiais, localizados superficialmente ou fora do corpo humano, visando a identifi-
car as circunstâncias e a autoria da infração penal
IV – É o sistema de conhecimentos científicos que estuda os vestígios materiais extrínsecos 
à pessoa física, visando a esclarecer e identificar as circunstâncias do crime e determinar a 
identidade do criminoso.
Quais estão corretas?
a) Apenas a I.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
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b) Apenas a II.
c) Apenas a II e a IV.
d) Apenas a III e a IV.
I – Errada. O item reporta aos objetivos da CRIMINOLOGIA.
II – Errada. A Criminalística atua na análise e estudos dos vestígios materiais extrínsecos. O 
item a atuação da MEDICINA LEGAL.
III – Certa. Eraldo Rabelo (1996) conceitua a Criminalística como sendo “a disciplina autôno-
ma, integrada pelos diferentes ramos do conhecimento técnico científico, auxiliar e informativa 
das atividades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo por objeto o estudo dos 
vestígios materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à elucidação e à prova das 
infrações penais e, ainda, à identificação dos autores respectivos”.
IV – Certa. Vide comentário item III.
Letra d.
021. (CEFET-BA/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-BA/2008) Assinale a alternativa correta.
a) A Criminalística não estuda as circunstâncias do crime cometido.
b) A Criminalística se relaciona com todas as ciências, menos com Medicina Legal.
c) A Criminalística se relaciona com todas as ciências.
d) A Criminalística não é necessária nas investigações policiais.
e) O exame de local de crime não revela vestígio.
a) Errada. Um dos objetivos da Criminalística é estudar e elucidar as circunstâncias da in-
fração penal.
b) Errada. Criminalística se relaciona com todas as ciências
d) Errada. Auxilias na elucidação do crime e definição de autoria.
e) Os locais de crime possuem muitos vestígios, sejam eles latentes ou não.
Questão recorrente. Lembremos então novamente que a Criminalística é uma ciência autôno-
ma e multidisciplinar, portanto relaciona-se com todas as ciências.
Letra c.
022. (CESPE/PERITO CRIMINAL/PC-PB/2008) Criminalística é:
a) a transposição, para o inquérito, do resultado dos exames técnicos realizados no local do 
delito, determinando a materialidade e apontando a autoria.
b) a ciência que visa ao estudo das armas de fogo, da munição e dos fenômenos e efeitos 
próprios dos disparos dessas armas, no que tiverem de útil ao esclarecimento e à prova de 
questões de fato, no interesse da justiça, tanto penal como civil.
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c) a ciência que trata do estudo dos documentos que contêm um registro gráfico.
d) o conjunto de conhecimentos médicos e paramédicos que, no âmbito do direito, concorrem 
para a elaboração, a interpretação e a execução das leis existentes e ainda permite, por meio 
da pesquisa científica, o seu aperfeiçoamento.
e) o sistema que se dedica à aplicação de faculdades de observação e de conhecimento cien-
tífico que levem a descobrir, defender, pesar e interpretar os indícios de um delito, com vistas 
à descoberta do criminoso.
a) Errada. Criminalística não é a transposição dos resultados dos exames periciais para o in-
quérito e ela poderá determinar a materialidade e definir a autoria, mas nem sempre.
b) Errada. A alternativa descreve uma das áreas de atuação da Criminalística denominada Ba-
lística Forense.
c) Errada. A alternativa descreve uma das áreas de atuação da Criminalística denominada Ba-
lística Forense Documentoscopia e Grafoscopia.
d) Errada. Conceito relacionado à Medicina Legal.
e) Certa. Definição de Gilberto Porto: “sistema que sistema que se dedica à aplicação de facul-
dades de observação e de conhecimento científico que nos levem a descobrir, defender, pesar 
e interpretar os indícios de um delito, de molde a sermos conduzidos à descoberta do crimino-
so, possibilitando à Justiça a aplicaçãoda justa pena”.
Letra e.
023. (CPCON UEPB/PERITO CRIMINAL OFICIAL/PC-PB/2003/ADAPTADA) A criminalística 
é uma disciplina que surgiu no seio da medicina legal. Na realidade, muitos dos objetos de 
estudos da medicina legal relacionam-se de tal modo aos da criminalística que em muitos 
aspectos se torna difícil afirmar a qual disciplina pertença este ou aquele conjunto de conheci-
mentos. Os conceitos a seguir tratam da criminalística. Analise-os.
I – Criminalística é a parte das ciências criminais que, ao lado da medicina legal, tem por fina-
lidade os estudos técnicos e científicos dos indícios materiais do delito e da identificação do 
seu autor, colaborando também com outros campos do direito que dela careçam.
II – Criminalística é o conjunto de conhecimentos que, reunindo as contribuições de várias 
ciências, indica os meios para desvendar os crimes, identificar os seus autores e encontrá-los, 
utilizando-se dos subsídios da química, da antropologia, da psicologia, da medicina legal, da 
psiquiatria, da datiloscopia etc., que são consideradas ciências auxiliares do direito penal.
III – Criminalística constitui o conjunto de conhecimentos científicos, técnicos, artísticos etc., 
destinados à apreciação, interpretação e descrição escrita dos elementos de ordem material 
encontrados no local do fato, no instrumento de crime e na peça de exame, de modo a relacio-
nar uma ou mais pessoas envolvidas em um evento, às circunstâncias que deram margem a 
uma ocorrência, de presumível ou de evidente interesse judiciário.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
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Marque a alternativa correta:
a) Apenas I e II estão corretas.
b) Apenas II e III estão corretas.
c) Apenas I e III estão corretas.
d) Todas as afirmativas estão erradas.
e) I, II, e III estão corretas.
Todas as assertivas estão corretas. O examinador parafraseou as definições dos diversos au-
tores que já estudamos, mas perceba que se fixarmos as palavras-chave relacionadas à defini-
ção de Criminalística conseguiremos resolver a questão, são elas: Autônoma e multidiscipli-
nar; método científico; estudos de autoria e materialidade; auxiliar as autoridades policiais e 
judiarias.
Letra e.
024. (CESPE/PERITO CRIMINAL/PC-PB/2009)
“Todo contato deixa uma marca”
Edmond Locard
Em locais de crime, a pesquisa e a busca dos vestígios nem sempre é missão de fácil exe-
cução, sabendo-se que, em muitos casos, tais elementos resultantes da ação delituosa, quer 
originários dos autores, quer originários das vítimas, somente podem ser detectados por meio 
de análises microscópicas, ou mesmo aparelhos de altíssima precisão. Mas, o que é importan-
te ter em mente, é que praticamente inexistem ações em que não resultem marcas de provas, 
sabendo-se, ainda, que é notória a evolução e a pesquisa do instrumental científicos capazes 
de detectar esses vestígios, ou mesmo, microvestígios.
Luiz Eduardo Dorea. Criminalística (com adaptações).
Nos trechos acima, segundo os princípios fundamentais da criminalística, definiu-se o 
princípio da:
a) observação.
b) análise.
c) interpretação.
d) da descrição.
e) da documentação
Assunto recorrente nos concursos que cobram Noções de Criminalística. Vamos exaurir esse 
conteúdo e relembrar novamente os conceitos para cada princípio fundamental. Vejamos:
• PRINCÍPIO DA OBSERVAÇÃO, “Todo contato deixa uma marca”;
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• PRINCÍPIO DA ANÁLISE, “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”; 
PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO, “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca 
idênticos”;
• PRINCÍPIO DA DESCRIÇÃO, “O resultado de um exame pericial é constante com relação 
ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”;
• PRINCÍPIO DA DOCUMENTAÇÃO, “Toda amostra deve ser documentada, desde o seu 
nascimento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer 
um histórico completo e fiel da sua origem”.
Letra a.
025. (CESPE-CEBRASPE/DELEGADO DE POLÍCIA/PC-SE/2020) A estrutura do laudo pericial 
emitido pelo Instituto de Criminalística de Sergipe pode variar conforme o tipo de exame e o 
perito subscritor.
A assertiva está correta. O examinador tenta confundir o candidato e induzi-lo a marcar o 
item como errado baseado no seguinte postulado da Criminalística: “O conteúdo de um Laudo 
Pericial Criminalístico é invariante com relação ao Perito Criminal que o produziu: como os re-
sultados de uma perícia criminalística são invariavelmente baseados em leis científicas, com 
teorias e experiências consagradas, seja qual for o perito que recorrer a estas leis para analisar 
um fenômeno criminalístico, o resultado não poderá depender dele, indivíduo;”
Note que o conteúdo do Laudo é invariante e independerá do Perito, mas estrutura pode variar 
conforme o exame. Por exemplo, a estrutura dos laudos de locais de Morte Violenta apresenta 
uma estrutura diferente de um laudo de exame de substâncias proscritas, no entanto, o conte-
údo de ambos os laudos será pautado nas leis e métodos científicos.
Certo.
026. (INÉDITA/2021) A criminalística, “disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e 
interpretação dos indícios materiais extrínsecos relativos ao crime ou à identidade do crimino-
so”, é norteada por alguns princípios. Assinale a alternativa que NÃO descreve um princípio da 
criminalística.
a) Princípio da QUANTIDADE: “o vestígio deve ser recolhido, sempre que possível, em boa quan-
tidade, para garantir a contraprova”.
b) Princípio da DOCUMENTAÇÃO: “toda amostra deve ser documentada, desde seu nascimen-
to no local de crime até sua análise e descrição final”.
c) Princípio da OBSERVAÇÃO: “todo contato deixa uma marca”.
d) Princípio da INTERPRETAÇÃO ou da INDIVIDUALIDADE: “dois objetos podem ser indistinguí-
veis, mas nunca idênticos”.
e) Princípio da ANÁLISE: “a análise pericial deve sempre seguir o método científico”.
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a) Errada. São princípios da Criminalística: Princípio da Observação; Princípio da Análise; Prin-
cípio da Interpretação ou Individualidade; Princípio da Descrição; Princípio da Documentação.
b) Certa. Princípio da documentação: “Toda amostra deve ser documentada, desde seu nas-
cimento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer um his-
tórico completo e fiel de sua origem”. Este princípio, baseado na Cadeia de Custódia da prova 
material, visa a proteger, seguramente, a fidelidade da prova material, evitando a consideração 
de provas forjadas, incluídas no conjunto das demais, para provocar a incriminação ou a ino-
cência de alguém.
c) Certa. Princípio da Observação: “Todo contato deixa uma marca” (Edmond Locard). Em lo-
cais de crime, a pesquisa e a busca dos vestígios nem sempre é missão de fácil execução, sa-
bendo-seque, em muitos casos, tais elementos resultantes da ação delituosa, quer originários 
dos autores, quer originários das vítimas, somente podem ser detectados através de análises 
microscópicas, ou mesmo, aparelhos de altíssima precisão.
d) Certa. Princípio da Análise: “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”. A 
perícia científica visa a definir como o fato ocorreu (teoria), através de uma criteriosa coleta 
de dados (vestígios e indícios), que permitem estabelecer-se conjeturas sobre como se desen-
volveu o fato, formulando-se hipóteses coerentes sobre ele. É esse o método científico que 
baseiam as condutas periciais, que permitem estabelecer-se, às vezes, no próprio local dos 
exames, uma teoria completa sobre o fenômeno, ou, em outras oportunidades, dependendo de 
exames complementares.
e) Certa. Princípio da Interpretação: “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idên-
ticos”. Este princípio, também chamado de “Princípio da Individualidade”, preconiza que a 
identificação deve ser sempre enquadrada em três graus, ou sejam: a identificação genéri-
ca, a específica e a individual, sendo que os exames periciais deverão sempre alcançar este 
último grau.
Letra a.
027. (INÉDITA/2021) Segundo Eraldo Rabelo, a Criminalística pode ser entendida como “disci-
plina autônoma, integrada pelos diferentes ramos do conhecimento técnico científico, auxiliar 
e informativa das atividades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo por objeto 
o estudo dos vestígios materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à elucidação 
e à prova das infrações penais e, ainda, a identificação dos autores respectivos”, sobre esse 
assunto, marque a opção correta:
a) Os objetivos principais da Criminalística são: auxiliar e informar os interessados na inves-
tigação criminal, examinar e esclarecer uma infração penal, e, como está presente dentro da 
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
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estrutura policial, busca sempre responder aos quesitos demandados pela Promotoria interes-
sada na acusação do indivíduo.
b) Os princípios que regem a Criminalística são: alicerce científico, impessoalidade, imparcia-
lidade e metodologia.
c) Dentre os Princípios da Criminalística, podemos citar o Princípio da Interpretação também 
conhecido como Princípio da Individualidade, que determina que todas as amostras devem ser 
documentadas a fim de preservar a sua história desde o local de crime até seu descarte.
d) São cinco os Princípios que regem a Criminalística: Princípio da Observação ou da Troca 
de Locard; Princípio da Análise; Princípio da Interpretação ou da Individualidade; Princípio da 
Descrição e Princípio da Documentação.
e) A forma de se atingir os objetivos propostos para a Criminalística se dá por meio da coleta 
de vestígios materiais, identificando-os de forma direta ou indireta, coletá-los, acondicioná-los 
e esclarecê-los pelas perícias internas. São exemplos de vestígios materiais buscados pela 
atuação dos Peritos Oficiais, uma mancha de sangue, uma arma de fogo, projéteis, interroga-
tório de testemunhas, marcas pneumáticas e acareação.
a) Errada. A Criminalística é pautado no método científico e o resultado das suas análises inde-
pende das partes do processo, poderá servir tanto à acusação como defesa.
b) Errada. São princípios da Criminalística: Princípio da Observação; Princípio da Análise; Prin-
cípio da Interpretação ou Individualidade; Princípio da Descrição; Princípio da Documentação.
c) Errada. O Princípio da Interpretação preconiza que: “Dois objetos podem ser indistinguíveis, 
mas nunca idênticos”. Este princípio, também chamado de “Princípio da Individualidade”.
d) Certa. São esses os princípios fundamentais.
e) Errada. Interrogatório de testemunhas não é uma prova material dentro da Criminalística.
Letra d.
028. (INÉDITA/2021) De acordo com a origem, aspectos e conceitos da criminalística, assina-
le a alternativa que contém a quantidade de itens corretos.
I – A origem da criminalística é controversa, para alguns autores, a criminalística surgiu a partir 
da Medicina Legal, enquanto outros defendem uma procedência fragmentada e há ainda auto-
res que contestam a ordem da origem.
II – Edmond Locard é considerado o pai da criminalística e definiu esta como sendo “sistema 
de métodos científicos utilizados pela polícia e pelas investigações policiais”.
III – Edmond Locard responsável pela fundação do Laboratório de Polícia Técnica de Lion é o 
autor do princípio de que “todo contato deixa uma marca”.
IV – Segundo Dorea, são Princípios da Criminalística:
PRINCÍPIO DA OBSERVAÇÃO, “Todo contato deixa uma marca”; PRINCÍPIO DA ANÁLISE, “A 
análise pericial deve sempre seguir o método científico”; PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO, 
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
“Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênticos”; PRINCÍPIO DA DESCRIÇÃO, “O 
resultado de um exame pericial é constante com relação ao tempo e deve ser exposto em lin-
guagem ética e juridicamente perfeita”; PRINCÍPIO DA DOCUMENTAÇÃO, “Toda amostra deve 
ser documentada, desde o seu nascimento no local de crime até sua análise e descrição final, 
de forma a se estabelecer um histórico completo e fiel da sua origem”.
a) 0.
b) 1.
c) 2.
d) 3.
e) 4.
Apenas o item II está errado. Seria Hans Gross, o considerado o pai da criminalística.
Letra d.
029. (INÉDITA/2021) De acordo com os Aspectos Gerais e Conceitos de Interesse da Crimina-
lística, responda o item correto.
a) De acordo com o princípio da Interpretação o resultado de exame pericial é constante com 
relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita.
b) De acordo com o princípio da Observação a análise pericial deve sempre seguir o método 
científico. A perícia científica visa a determinar como o fato ocorreu por meio de uma criteriosa 
coleta de dados que permite o estabelecimento de conjecturas sobre como se desenvolveu o 
fato, formulando-se hipóteses coerentes sobre ele.
c) De acordo com o princípio da Descrição todo contato deixa uma marca. Praticamente inexis-
tem ações em que não resultem marcas de provas, sabendo-se, ainda, que é notória a evolução 
e pesquisa no instrumental científico capaz de detectar esses vestígios ou microvestígios.
d) De acordo com o princípio da Documentação toda amostra deve ser documentada, desde 
seu nascimento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer 
um histórico completo e fiel de sua origem.
e) De acordo com o princípio da Análise, dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nun-
ca idênticos. Preconiza que a identificação deve ser sempre enquadrada em três graus: iden-
tificação genérica, específica e individual. Os exames periciais deverão sempre alcançar o 
último grau.
Caro(a) aluno(a) creio que fazendo os exercícios e lendo nossos comentários já percebeu que 
não poderá ir para essa prova sem conhecer os Princípios Fundamentais da Criminalística, 
suas definições, objetivos e postulados. Portanto para responder essa questão lembremos e 
fixemos novamente:
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
• PRINCÍPIO DA OBSERVAÇÃO, “Todo contato deixa uma marca”;
• PRINCÍPIO DA ANÁLISE, “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”;
• PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO, “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca 
idênticos”;
• PRINCÍPIO DA DESCRIÇÃO, “O resultado de um exame pericial é constante com relação 
ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”;
• PRINCÍPIO DA DOCUMENTAÇÃO, “Toda amostra deve ser documentada, desde o seu 
nascimento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer 
um histórico completo e fiel da sua origem”.
Letra d.
030. (INÉDITA/2021) Sobre a história da criminalística, assinale a questão correta:
a) A criminalística surgiu no século XIX e o primeiro Instituto de Criminalística criado surgiu na 
Áustria, na Universidade de Graz fundado por Hans Gross.
b) O princípio da troca de Edmond Locard indica que geralmente quando alguém adentra em 
um espaço físico, este o altera, mesmo que inconscientemente. Muitas vezes esse indivíduo 
deixa algo e algo é levado com ele.
c) A criminalística, originada dentro da organização policial, atua, com lastro na ciência, como 
promovedora dos direitos humanos, produzindo provas sem vícios, sempre em busca da ver-
dade possível.
d) Hans Gross foi um pioneiro da Ciência Forense, conhecido também como o Sherlock Hol-
mes da França. Formulou o princípio básico de ciência forense: “Todo contato deixa uma mar-
ca”, que ficou conhecido como o princípio de Troca. Como todo princípio, baseia-se em uma 
ideia simples, mas de grande profundidade
a) Certa. Hans Gross é considerado por isso o PAI DA CRIMINALÍSTICA.
b) Errada. Edmond Locard propôs o PRINCÍPIO DA OBSERVAÇÃO, “Todo contato deixa uma 
marca”, ou seja, sempre e não apenas geralmente como define o item.
c) Errada. A Criminalística surgiu inicialmente nas academias incialmente e foi aos poucos 
sendo levada para dentro das instituições policiais.
d) Errada. Foi Edmond Locard (Saint-Chamond, 13 de dezembro de 1877 – Lyon, 4 de maio 
de 1966) foi um pioneiro da Ciência Forense, conhecido também como o Sherlock Holmes da 
França. Formulou o princípio básico de ciência forense: “Todo contato deixa uma marca”, que 
ficou conhecido como o princípio de Troca de Locard.
Letra a.
031. (INÉDITA/2021) Julgue os itens e assinale a alternativa correta:
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
Leonardo Guedes
I – ( ) As atividades relacionadas à Criminalística encontravam-se dispersas nas universidades, 
não havendo uma organização centralizada desse serviço nas unidades policiais. O Laborató-
rio de Polícia Técnica, de Lyon, primeiro do gênero em todo mundo, foi criado por intervenção 
direta de Edmond Locard.
II – ( ) No Brasil, a Criminalística começou a ganhar corpo nos anos 1920. Em São Paulo, essa 
atividade adentrou na organização policial por intermédio da Lei n. 2034/1924, a qual criou a 
Delegacia Técnica Policial.
III – ( ) Criada para auxiliar a investigação criminal, a Criminalística arvora-se do conhecimento 
científico das mais diversas áreas para alicerçar conclusões relacionadas a um fato considera-
do delituoso. Seu papel primordial é recontar um fato do passado e apontar o autor desse fato 
a partir da ciência.
IV – ( ) A partir da experiência de Locard, outros departamentos de polícia passaram a trazer, 
para o interior de suas organizações, os laboratórios forenses e seus especialistas. De forma 
rápida, vários países europeus passaram a inserir a atividade forense dentro de suas estruturas.
V – ( ) O entrelaçamento organizacional tornou-se comum e a atividade forense passou a rela-
cionar-se nuclearmente com a atividade investigativa.
a) E – C – C – C – C
b) C – C – C – C – C
c) C – E – C – C – C
d) C – C – C – E – C
e) C – C – C – C – E
Todos os itens estão corretos. Veja que os conhecimentos relacionados à história da Crimi-
nalística requerem que o candidato entenda alguns marcos significativos da história, ou seja, 
quem primeiro definiu Criminalística (Hans Gross), quem primeiro criou o Laboratório de Po-
lícia Técnica, de Lyon, primeiro do gênero em todo mundo (Edmond Locard), em que década 
iniciaram os trabalhos forenses no Brasil. Fique atento nesses marcos e não será surpreendido 
pela banca.
Letra b.
032. (INÉDITA/2022) De acordo com os Aspectos Gerais e Conceitos de Interesse da Crimina-
lística, responda o item correto.
a) De acordo com o princípio da Interpretação o resultado de exame pericial é constante com 
relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita.
b) De acordo com o princípio da Observação a análise pericial deve sempre seguir o método 
científico. A perícia científica visa a determinar como o fato ocorreu por meio de uma criteriosa 
coleta de dados que permite o estabelecimento de conjecturas sobre como se desenvolveu o 
fato, formulando-se hipóteses coerentes sobre ele.
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
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c) De acordo com o princípio da Descrição todo contato deixa uma marca. Praticamente inexis-
tem ações em que não resultem marcas de provas, sabendo-se, ainda, que é notória a evolução 
e pesquisa no instrumental científico capaz de detectar esses vestígios ou microvestígios.
d) De acordo com o princípio da Documentação toda amostra deve ser documentada, desde 
seu nascimento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer 
um histórico completo e fiel de sua origem.
e) De acordo com o princípio da Análise, dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nun-
ca idênticos. Preconiza que a identificação deve ser sempre enquadrada em três graus: iden-
tificação genérica, específica e individual. Os exames periciais deverão sempre alcançar o 
último grau.
Questão difícil. Caro(a) aluno(a) creio que fazendo os exercícios e lendo nossos comentários 
já percebeu que não poderá ir para essa prova sem conhecer os Princípios Fundamentais da 
Criminalística, suas definições, objetivos e postulados. Portanto para responder a essa ques-
tão lembremos e fixemos novamente:
• PRINCÍPIO DA OBSERVAÇÃO, “Todo contato deixa uma marca”;
• PRINCÍPIO DA ANÁLISE, “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”;
• PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO, “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca 
idênticos”;
• PRINCÍPIO DA DESCRIÇÃO, “O resultado de um exame pericial é constante com relação 
ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”;
• PRINCÍPIO DA DOCUMENTAÇÃO, “Toda amostra deve ser documentada, desde o seu 
nascimento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer 
um histórico completo e fiel da sua origem”.
Letra d.
033. (INÉDITA/2022) Julgue os itens e assinale a alternativa correta:
I – ( ) As atividades relacionadas à Criminalística encontravam-se dispersas nas universidades, 
não havendo uma organização centralizada desse serviço nas unidades policiais.O Laborató-
rio de Polícia Técnica, de Lyon, primeiro do gênero em todo mundo, foi criado por intervenção 
direta de Edmond Locard.
II – ( ) No Brasil, a Criminalística começou a ganhar corpo nos anos 1920. Em São Paulo, essa 
atividade adentrou na organização policial por intermédio da Lei n. 2034/1924, a qual criou a 
Delegacia Técnica Policial.
III – ( ) Criada para auxiliar a investigação criminal, a Criminalística arvora-se do conhecimento 
científico das mais diversas áreas para alicerçar conclusões relacionadas a um fato considera-
do delituoso. Seu papel primordial é recontar um fato do passado e apontar o autor desse fato 
a partir da ciência.
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CRIMINALÍSTICA
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IV – ( ) A partir da experiência de Locard, outros departamentos de polícia passaram a trazer, 
para o interior de suas organizações, os laboratórios forenses e seus especialistas. De forma 
rápida, vários países europeus passaram a inserir a atividade forense dentro de suas estruturas.
V – ( ) O entrelaçamento organizacional tornou-se comum e a atividade forense passou a rela-
cionar-se nuclearmente com a atividade investigativa.
a) E – C – C – C – C.
b) C – C – C – C – C.
c) C – E – C – C – C.
d) C – C – C – E – C.
e) C – C – C – C – E.
Questão média. Todos os itens estão corretos. Veja que os conhecimentos relacionados à 
história da Criminalística requerem que o candidato entenda alguns marcos significativos da 
história, ou seja, quem primeiro definiu Criminalística (Hans Gross), quem primeiro criou o La-
boratório de Polícia Técnica, de Lyon, primeiro do gênero em todo mundo (Edmond Locard), em 
que década iniciaram os trabalhos forenses no Brasil. Fique atento nesses marcos e não será 
surpreendido pela banca.
Letra b.
034. (INÉDITA/2022) Assinale alternativa incorreta quanto aos objetivos da análise de vestí-
gios em um local de crime:
a) demonstrar subjetivamente a existência do fato delituoso.
b) estabelecer a dinâmica dos fatos.
c) identificação da autoria e vítima do crime.
d) para reprodução simulada dos fatos.
Questão fácil. Considerando as proposições a única que não se enquadra nos objetivos da Cri-
minalística (estudos dos vestígios materiais de forma objetiva e não subjetiva) é a alternativa 
A, pois a análise dos peritos criminais objetiva o reconhecimento e interpretação dos indícios 
materiais extrínsecos a cena do crime. Ou seja, analisa aqueles vestígios que foram retirados 
da cena de crime, que podem ser conteúdos biológicos, material como um objeto, por exem-
plo. O perito, através da criminalística, interpreta todos esses vestígios e diz o impacto que tem 
naquela cena, e interpretar os elementos que conduzam a identificação do agente.
Letra a.
035. (INÉDITA/2022) Um perito criminal foi requisitado para uma ocorrência em um terreno 
baldio, no qual se encontrava um cadáver, com várias feridas perfuro-contusas, no interior de 
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
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um veículo automobilístico. Chegando ao local o perito constatou a falta de isolamento e um 
número considerável de populares ao redor do veículo. Diante do exposto classifique o local 
apresentado.
a) O local de crime relatado classifica-se como: Interno, Mediato e Idôneo.
b) O local de crime relatado classifica-se como: Externo, Mediato e Idôneo.
c) O local de crime relatado classifica-se como: Externo, Imediato e Idôneo.
d) O local de crime relatado classifica-se como: Interno, Mediato e Inidôneo
e) O local de crime relatado classifica-se como: Externo, Imediato e Inidôneo.
Questão média. O local de crime relatado classifica-se como:
• Externo: terreno baldio
• Imediato: local onde concentravam-se o cadáver e a maior parte de outros vestígios.
• Inidôneo: Não preservado. Sem isolamento e presença de populares.
Obs.: � Dependendo do referencial adotado outras classificações podem ser adotadas, no 
entanto, apenas esse conjunto de respostas atende corretamente o comando da ques-
tão sem dupla interpretação.
Letra e.
036. (INÉDITA/2022) Assinale o item correto:
a) O corpo de delito é o rastro da prática delituosa, deixado por alguém.
b) Os vestígios materiais são aqueles que não ficam registrados e perdem-se assim que finda 
a conduta delituosa.
c) O corpo de delito pode ser classificado como direto e indireto. Sendo o Direto aquele reali-
zado, em regra, por peritos oficiais, e o Indireto aquele que surge por outros meios de prova, 
como o testemunho.
d) Vestígios materiais são aqueles que não guardam relação alguma com o que se deseja provar.
Questão média.
a) Errada. Corpo de delito é a materialidade do crime.
b) Errada. Os vestígios materiais ficam registrados. Princípio básico de ciência forense: “Todo 
contato deixa uma marca”, que ficou conhecido como o princípio de Troca de Locard.
d) Errada. Os vestígios materiais encontrados no local podem ou não guardar relação com 
fato. Em locais não preservados é cum a existência de vestígios ilusórios.
Letra c.
037. (INÉDITA/2022) Julgue os itens:
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Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina
CRIMINALÍSTICA
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I – Local de crime pode ser classificado quanto ao LUGAR/ÁREA em locais: INTERNO: locais 
situados em ambientes fechados, tanto em imóveis como em veículos; EXTERNO: são os es-
paços a céu aberto, não se restringindo apenas a locais públicos, mas também locais privados 
que não demandam proteção contra os infortúnios da natureza, o que carece de uma atenção 
maior por parte dos profissionais que estão encarregados de preservar o local; e RELACIONA-
DOS: é o sítio que está distante do local que ocorreu a consumação, porém a este está asso-
ciado por conter vestígios e indícios do crime.
II – Local público ou aberto é o local de crime onde não há a interferência direta da população, 
pois nesses locais o acesso das forças de segurança é mais rápido que nos locais privado ou 
fechado. Nesses locais o Estado tem dificuldades de se preservar, visto que necessita da auto-
rização do proprietário para adentrar na propriedade.
III – Vestígio coletado em local de crime será qualificado como uma evidência após a compe-
tente análise pericial e a constatação de sua relação com o fato delituoso.
a) C – C – E.
b) C – C – C.
c) C – E – C.
d) C – E – E.
e) E – E – C.
Questão média.
I – Certa. As definições estão de acordo com doutrina de Criminalística Moderna.
II – Errada. Vejamos:
a) Quanto ao AFLUXO DE POPULARES (quantidade de pessoas que acessam o local):
i. PÚBLICO OU ABERTO: onde há a interferência direta da população;
ii. PRIVADO OU FECHADO: local de particular, onde a interferência da população é menor.
iii. ERMO (cafezal, selva fechada) um local afastado, isolado, com pouco trânsito de pessoas.
iv. CONCORRIDO (supermercado, loja).
III – Certa. Qualquer alteração no estado das coisas torna o local do fato inidôneo.
Letra c.
038. (INÉDITA/2022) Peça técnica formalque apresenta o resultado de uma perícia. Nele 
deve ser relatado tudo o que fora objeto dos exames levado a efeito pelos peritos. Ou seja, 
é um documento técnico-formal que exprime o resultado do trabalho do perito. A afirmação 
acima se refere a:
a) Prova testemunhal.
b) Laudo pericial.
c) Parecer Técnico.
d) Corpo de delito.
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CRIMINALÍSTICA
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e) Relatório
Questão fácil. O item correto é a letra “b”. Trata-se de uma definição para esse documento cri-
minalístico: Laudo Pericial.
Letra b.
039. (INÉDITA/2022) “Ato de evitar que se altere o estado das coisas, devendo isolar e preser-
var o ambiente imediato, mediato e relacionado aos vestígios e local de crime”. A afirmação 
acima se refere a:
Tenha em mente as etapas da cadeia de custódia:
a) Reconhecimento.
b) Isolamento.
c) Fixação.
d) Coleta.
e) Acondicionamento.
Questão fácil. Relembre as etapas da cadeia de custódia:
I – Reconhecimento: ato de distinguir um elemento como de potencial interesse para a produ-
ção da prova pericial;
II – Isolamento: ato de evitar que se altere o estado das coisas, devendo isolar e preservar o 
ambiente imediato, mediato e relacionado aos vestígios e local de crime;
III – Fixação: descrição detalhada do vestígio conforme se encontra no local de crime ou no 
corpo de delito, e a sua posição na área de exames, podendo ser ilustrada por fotografias, fil-
magens ou croqui, sendo indispensável a sua descrição no laudo pericial produzido pelo perito 
responsável pelo atendimento;
IV – Coleta: ato de recolher o vestígio que será submetido à análise pericial, respeitando suas 
características e natureza;
V – Acondicionamento: procedimento por meio do qual cada vestígio coletado é embalado de 
forma individualizada, de acordo com suas características físicas, químicas e biológicas, para 
posterior análise, com anotação da data, hora e nome de quem realizo u a coleta e o acondi-
cionamento;
VI – Transporte: ato de transferir o vestígio de um local para o outro, utilizando as condições 
adequadas (embalagens, veículos, temperatura, entre outras), de modo a garantir a manuten-
ção de suas características originais, bem como o controle de sua posse;
VII – Recebimento: ato formal de transferência da posse do vestígio, que deve ser documenta-
do com, no mínimo, informações referentes ao número de procedimento e unidade de polícia 
judiciária relacionada, local de origem, nome de quem transportou o vestígio, código de ras-
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treamento, natureza do exame, tipo do vestígio, protocolo, assinatura e identificação de quem 
o recebeu;
VIII – Processamento: exame pericial em si, manipulação do vestígio de acordo com a meto-
dologia adequada às suas características biológicas, físicas e químicas, a fim de se obter o 
resultado desejado, que deverá ser formalizado em laudo produzido por perito;
IX – Armazenamento: procedimento referente à guarda, em condições adequadas, do material 
a ser processado, guardado para realização de contraperícia, descartado ou transportado, com 
vinculação ao número do laudo correspondente;
X – Descarte: procedimento referente à liberação do vestígio, respeitando a legislação vigente 
e, quando pertinente, mediante autorização judicial.
Letra b.
040. (INÉDITA/2022) São exemplos de fontes de vestígios materiais e físicos que podem ser 
explorados pelo Perito Criminal, EXCETO:
a) Cadáver no local do crime.
b) Oitiva das testemunhas colhidas na delegacia.
c) Vestes do suspeito e seu ambiente.
d) Local do crime relacionado.
e) Veículo localizado depois de décadas
Questão média. Para solucionar essa questão, basta entender que a oitiva será tratada como 
prova testemunhal. A prova testemunhal e a prova pericial são exemplos de instrumentos que 
podem ser usados no ordenamento brasileiro.
Aos peritos cabe às análises dos vestígios materiais encontrados no local, sejam pertencentes 
à vítima, ao suspeito e do próprio ambiente.
Letra b.
041. (INÉDITA/2022) Considerando a classificação de locais de crime, assinale o item correto:
a) Conforme o ordenamento jurídico, o suicídio propriamente dito não é crime, portanto o local 
não será tratado como local de crime.
b) Alterações parciais no local de crime não o torna inidôneo, pois ainda preserva os vestígios 
principais necessários para o levantamento pericial
c) Considerando a classificação de locais de crimes quanto à situação, eles podem ser dividi-
dos em preservados e não preservados.
d) Locais relacionados são aqueles que apresentam nexo causal com o crime ora apurado, já 
que se conectam a um mesmo fato. Por exemplo, o crime de homicídio foi praticado em um 
local, e o cadáver foi ocultado em outro cenário.
e) Local imediato constitui as adjacências, os arredores do local onde ocorreu o fato.
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Questão difícil.
a) Errada. Apesar de suicídio não se enquadrar como crime, os ensinamentos de Kehdy (1968) 
para definição de local de crime é: “local de crime é toda área onde tenha ocorrido qualquer 
fato que reclame as providencias da polícia”. Assim pelos conceitos acima destacados, estão 
compreendidos, naturalmente, os crimes de qualquer espécie, bem como todo fato, que não 
constituindo crime (suicídio, por exemplo), deva chegar ao conhecimento da polícia, a fim de 
ser convenientemente esclarecido.
b) Errada. Antes da chegada dos peritos, toda e qualquer alteração no estado normal das coi-
sas torna o local inidôneo.
c) Errada. Classificação quanto à PRESERVAÇÃO: i. IDÔNEO OU PRESERVADO: é o local que 
está completamente intocável, preservado os vestígios e mantidas todas as condições deixa-
das pelos agentes do delito; ii. INIDÔNEO OU NÃO PRESERVADO: em contrapartida aos locais 
idôneos, são os que a preservação foi feita de forma errada, contaminado com vestígios que 
não estão ligados ao fato delituoso.
d) Certa. Trata-se da definição de LOCAL RELACIONADO.
e) Errada. Onde se lê, local imediato; leia-se local mediato.
Letra d.
042. (INÉDITA/2022) A criminalística, “disciplina que tem por objetivo o reconhecimento e 
interpretação dos indícios materiais extrínsecos relativos ao crime ou à identidade do crimino-
so”, é norteada por alguns princípios. Assinale a alternativa que NÃO descreve um princípio da 
criminalística.
a) Princípio da QUANTIDADE: “o vestígio deve ser recolhido, sempre que possível, em boa quan-
tidade, para garantir a contraprova”.
b) Princípio da DOCUMENTAÇÃO: “toda amostra deve ser documentada, desde seu nascimen-
to no local de crime até sua análise e descrição final”.
c) Princípio da OBSERVAÇÃO: “todo contato deixa uma marca”.
d) Princípio da INTERPRETAÇÃO ou da INDIVIDUALIDADE: “dois objetos podem ser indistinguí-
veis, mas nunca idênticos”.
e) Princípio da ANÁLISE: “a análise pericial deve sempre seguir o métodocientífico”.
Questão difícil.
a) Errada. São princípios da Criminalística: Princípio da Observação; Princípio da Análise; Prin-
cípio da Interpretação ou Individualidade; Princípio da Descrição; Princípio da Documentação.
b) Certa. Princípio da documentação: “Toda amostra deve ser documentada, desde seu nas-
cimento no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer um his-
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tórico completo e fiel de sua origem”. Este princípio, baseado na Cadeia de Custódia da prova 
material, visa a proteger, seguramente, a fidelidade da prova material, evitando a consideração 
de provas forjadas, incluídas no conjunto das demais, para provocar a incriminação ou a ino-
cência de alguém.
c) Certa. Princípio da Observação: “Todo contato deixa uma marca” (Edmond Locard). Em lo-
cais de crime, a pesquisa e a busca dos vestígios nem sempre é missão de fácil execução, sa-
bendo-se que, em muitos casos, tais elementos resultantes da ação delituosa, quer originários 
dos autores, quer originários das vítimas, somente podem ser detectados através de análises 
microscópicas, ou mesmo, aparelhos de altíssima precisão.
d) Certa. Princípio da Análise: “A análise pericial deve sempre seguir o método científico”. A 
perícia científica visa a definir como o fato ocorreu (teoria), através de uma criteriosa coleta 
de dados (vestígios e indícios), que permitem estabelecer-se conjeturas sobre como se desen-
volveu o fato, formulando-se hipóteses coerentes sobre ele. É esse o método científico que 
baseiam as condutas periciais, que permitem estabelecer-se, às vezes, no próprio local dos 
exames, uma teoria completa sobre o fenômeno, ou, em outras oportunidades, dependendo de 
exames complementares.
e) Certa. Princípio da Interpretação: “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas nunca idênti-
cos”. Este princípio, também chamado de “Princípio da Individualidade”, preconiza que a identi-
ficação deve ser sempre enquadrada em três graus, ou sejam: a identificação genérica, a espe-
cífica e a individual, sendo que os exames periciais deverão sempre alcançar este último grau.
Letra a.
043. (INÉDITA/2022) Sobre a história da criminalística, assinale a questão correta:
a) A criminalística surgiu no século XIX e o primeiro Instituto de Criminalística criado surgiu na 
Áustria, na Universidade de Graz fundado por Hans Gross.
b) O princípio da troca de Edmond Locard indica que geralmente quando alguém adentra em 
um espaço físico, este o altera, mesmo que inconscientemente. Muitas vezes esse indivíduo 
deixa algo e algo é levado com ele.
c) A criminalística, originada dentro da organização policial, atua, com lastro na ciência, como 
promovedora dos direitos humanos, produzindo provas sem vícios, sempre em busca da ver-
dade possível.
d) Hans Gross foi um pioneiro da Ciência Forense, conhecido também como o Sherlock Hol-
mes da França. Formulou o princípio básico de ciência forense: “Todo contato deixa uma mar-
ca”, que ficou conhecido como o princípio de Troca. Como todo princípio, baseia-se em uma 
ideia simples, mas de grande profundidade.
Questão média.
a) Certa. Hans Gross é considerado por isso o PAI DA CRIMINALÍSTICA.
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b) Errada. Edmond Locard propôs o PRINCÍPIO DA OBSERVAÇÃO, “Todo contato deixa uma 
marca”, ou seja, sempre e não apenas geralmente como define o item.
c) Errada. A Criminalística surgiu inicialmente nas academias incialmente e foi aos poucos 
sendo levada para dentro das instituições policiais.
d) Errada. Foi Edmond Locard (Saint-Chamond, 13 de dezembro de 1877 — Lyon, 4 de maio 
de 1966) foi um pioneiro da Ciência Forense, conhecido também como o Sherlock Holmes da 
França. Formulou o princípio básico de ciência forense: “Todo contato deixa uma marca”, que 
ficou conhecido como o princípio de Troca de Locard.
Letra a.
044. (INÉDITA/2022) Com relação a local de crime, preservação e reconhecimento de vestí-
gios, julgue os itens e em seguida marque a opção correta:
I – ( ) Os exames periciais são divididos em 2 (dois) grupos: exames externos e exames internos.
II – ( ) As perícias externas estão associadas a locais de crimes.
III – ( ) Local de crime é o espaço físico a respeito do qual haja suspeita suficientes de que 
tenha havido nele um delito penal ou pelo menos parte dele.
IV – ( ) Local de crime pode ser classificado como mediato e imediato. Sendo que local imedia-
to é aquele onde a ação principal ocorreu.
V – ( ) A autoridade policial, em regra, é o profissional responsável por processar a cena do crime
Marque a opção correta.
a) V – V – F – V – V.
b) V – V – V – V – F.
c) V – V – V – V – V.
d) F – V – V – V – F.
e) F – V – V – V – V.
Questão fácil.
Apenas o item “e” está errado. A autoridade policial, em regra, é o profissional responsável por 
isolar e preservar a cena do crime. O processamento do local é feito por perito criminal.
Letra b.
045. (INÉDITA/2022) Acerca do assunto Cadeia de Custódia e sua importância, marque a op-
ção correta:
a) É o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar os vestígios 
desde a sua coleta até seu descarte. Abrange o tempo no qual a amostra está sendo manu-
seada. O perito coletor do vestígio será sempre o único responsável pela amostra, fato que 
somente os seus dados ficarão cadastrados na identificação da amostra.
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b) A Cadeia de Custódia é utilizada para manter e documentar a história cronológica do vestí-
gio, permitindo a rastreabilidade da amostra desde o preparo do recipiente coletor, da coleta, 
do transporte, do recebimento, do acondicionamento e da análise. Isso servirá para garantir a 
integridade do vestígio e promove a credibilidade e robustez à prova pericial.
c) As etapas principais da Cadeia de Custódia segundo a Portaria n. 82 da SENASP são: reco-
nhecimento, fixação, coleta, acondicionamento, transporte, recebimento, processamento, ar-
mazenamento, descarte. Sobre o último, o descarte poderá ser realizado a qualquer momento 
a depender somente do chefe da seção da Central de Vestígios.
d) A Cadeia de Custódia ainda é muita falha dentro da Polícias Civis, visto que não há uma 
regulamentação ou seção específica para a guarda e armazenamento de vestígios nas institui-
ções em geral.
e) A Cadeia de Custódia somente será utilizada em caso de vestígios biológicos decorrentes 
do exame de local de crime em situações de Morte Violenta.
Questão difícil. Recorreremos as definições de cadeia de custódia e nesse contexto o item 
correto é o “b”.
Art. 158-A. Considera-se cadeia de custódia o conjunto de todos os procedimentos utilizados para 
manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, 
para rastrear sua posse emanuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte.
§ 1º O início da cadeia de custódia dá-se com a preservação do local de crime ou com procedimen-
tos policiais ou periciais nos quais seja detectada a existência de vestígio.
§ 2º O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da 
prova pericial fica responsável por sua preservação.
§ 3º Vestígio é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se 
relaciona à infração penal.
Art. 158-B. A cadeia de custódia compreende o rastreamento do vestígio nas seguintes etapas:
I – Reconhecimento: ato de distinguir um elemento como de potencial interesse para a produção da 
prova pericial;
II – Isolamento: ato de evitar que se altere o estado das coisas, devendo isolar e preservar o ambien-
te imediato, mediato e relacionado aos vestígios e local de crime;
III – Fixação: descrição detalhada do vestígio conforme se encontra no local de crime ou no corpo 
de delito, e a sua posição na área de exames, podendo ser ilustrada por fotografias, filmagens ou 
croqui, sendo indispensável a sua descrição no laudo pericial produzido pelo perito responsável pelo 
atendimento;
IV – Coleta: ato de recolher o vestígio que será submetido à análise pericial, respeitando suas carac-
terísticas e natureza;
V – Acondicionamento: procedimento por meio do qual cada vestígio coletado é embalado de forma 
individualizada, de acordo com suas características físicas, químicas e biológicas, para posterior 
análise, com anotação da data, hora e nome de quem realizo u a coleta e o acondicionamento;
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VI – Transporte: ato de transferir o vestígio de um local para o outro, utilizando as condições adequa-
das (embalagens, veículos, temperatura, entre outras), de modo a garantir a manutenção de suas 
características originais, bem como o controle de sua posse;
VII – recebimento: ato formal de transferência da posse do vestígio, que deve ser documentado 
com, no mínimo, informações referentes ao número de procedimento e unidade de polícia judiciária 
relacionada, local de origem, nome de quem transportou o vestígio, código de rastreamento, nature-
za do exame, tipo do vestígio, protocolo, assinatura e identificação de quem o recebeu;
VIII – processamento: exame pericial em si, manipulação do vestígio de acordo com a metodologia 
adequada às suas características biológicas, físicas e químicas, a fim de se obter o resultado dese-
jado, que deverá ser formalizado em laudo produzido por perito;
IX – Armazenamento: procedimento referente à guarda, em condições adequadas, do material a ser 
processado, guardado para realização de contraperícia, descartado ou transportado, com vincula-
ção ao número do laudo correspondente;
X – Descarte: procedimento referente à liberação do vestígio, respeitando a legislação vigente e, 
quando pertinente, mediante autorização judicial.
Letra b.
046. (INÉDITA/2022) De acordo com os Aspectos Gerais e Conceitos de Interesse da Crimina-
lística, responda o item incorreto.
a) Vestígio verdadeiros: São, a princípio, todos os vestígios encontrados numa sena de crime, 
até que se prove o contrário. Mudando o referencial, também os ilusórios e os forjados passam 
a ser verdadeiros.
b) Corpo de Delito: Conjunto de elementos materiais que constituem o delito, enquanto podem 
ser observados pela inspeção ocular, exteriorizando-se pelos vestígios deixados.
c) Vestígios Ilusórios: São aqueles que não têm relação com o referencial. Uma ponta de ci-
garro que já se encontrasse em um local onde o corpo foi encontrado, compondo o cenário, é 
um exemplo.
d) Indício: Vestígio que, mesmo depois de submetido às análises, não permite estabelecer uma 
relação com o crime em estudo.
e) Vestígios Forjados: São aqueles vestígios produzidos por interesse do criminoso, muitas 
vezes na tentativa de desviar as conclusões que se poderia extrair do local.
Questão média. O gabarito da questão é a letra “d”. A definição de indício está incorreta. Temos 
nos termos do Art. 239 que: “considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, 
tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras 
circunstâncias”.
Letra d.
047. (INÉDITA/2022) Segundo Eraldo Rabelo, a Criminalística pode ser entendida como “disci-
plina autônoma, integrada pelos diferentes ramos do conhecimento técnico científico, auxiliar 
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e informativa das atividades policiais e judiciárias de investigação criminal, tendo por objeto 
o estudo dos vestígios materiais extrínsecos à pessoa física, no que tiver de útil à elucidação 
e à prova das infrações penais e, ainda, a identificação dos autores respectivos”, sobre esse 
assunto, marque a opção correta:
a) Os objetivos principais da Criminalística são: auxiliar e informar os interessados na inves-
tigação criminal, examinar e esclarecer uma infração penal, e, como está presente dentro da 
estrutura policial, busca sempre responder aos quesitos demandados pela Promotoria interes-
sada na acusação do indivíduo.
b) Os princípios que regem a Criminalística são: alicerce científico, impessoalidade, imparcia-
lidade e metodologia.
c) Dentre os Princípios da Criminalística, podemos citar o Princípio da Interpretação também 
conhecido como Princípio da Individualidade, que determina que todas as amostras devem ser 
documentadas a fim de preservar a sua história desde o local de crime até seu descarte.
d) São cinco os Princípios que regem a Criminalística: Princípio da Observação ou da Troca 
de Locard; Princípio da Análise; Princípio da Interpretação ou da Individualidade; Princípio da 
Descrição e Princípio da Documentação.
e) A forma de se atingir os objetivos propostos para a Criminalística se dá por meio da coleta 
de vestígios materiais, identificando-os de forma direta ou indireta, coletá-los, acondicioná-los 
e esclarecê-los pelas perícias internas. São exemplos de vestígios materiais buscados pela 
atuação dos Peritos Oficiais, uma mancha de sangue, uma arma de fogo, projéteis, interroga-
tório de testemunhas, marcas pneumáticas e acareação.
Questão difícil.
a) Errada. A Criminalística é pautado no método científico e o resultado das suas análises inde-
pende das partes do processo, poderá servir tanto à acusação como defesa.
b) Errada. São princípios da Criminalística: Princípio da Observação; Princípio da Análise; Prin-
cípio da Interpretação ou Individualidade; Princípio da Descrição; Princípio da Documentação.
c) Errada. O Princípio da Interpretação preconiza que: “Dois objetos podem ser indistinguíveis, 
mas nunca idênticos”. Este princípio, também chamado de “Princípio da Individualidade”.
d) Certa. São esses os princípios fundamentais.
e) Errada. Interrogatório de testemunhas não é uma prova material dentro da Criminalística.
Letra d.
048. (INÉDITA/2022) De acordo com a origem, aspectos e conceitos da criminalística, respon-
da o item que contém a quantidades de itens corretos.
I – A origem da criminalística é controversa, para alguns autores, a criminalística surgiu a partir 
da Medicina Legal, enquanto outros defendem uma procedência fragmentada e há aindaauto-
res que contestam a ordem da origem.
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II – Edmond Locard é considerado o pai da criminalística e definiu esta como sendo “sistema 
de métodos científicos utilizados pela polícia e pelas investigações policiais”.
III – Edmond Locard responsável pela fundação do Laboratório de Polícia Técnica de Lion é o 
autor do princípio de que “todo contato deixa uma marca”.
IV – Segundo Dorea, são Princípios da Criminalística: PRINCÍPIO DA OBSERVAÇÃO, “Todo con-
tato deixa uma marca”; PRINCÍPIO DA ANÁLISE, “A análise pericial deve sempre seguir o mé-
todo científico”; PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO, “Dois objetos podem ser indistinguíveis, mas 
nunca idênticos”; PRINCÍPIO DA DESCRIÇÃO, “O resultado de um exame pericial é constante 
com relação ao tempo e deve ser exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”; PRIN-
CÍPIO DA DOCUMENTAÇÃO, “Toda amostra deve ser documentada, desde o seu nascimento 
no local de crime até sua análise e descrição final, de forma a se estabelecer um histórico 
completo e fiel da sua origem”.
a) 0.
b) 1.
c) 2.
d) 3.
e) 4.
Questão média. Apenas o item II está errado. Seria Hans Gross, o considerado o pai da cri-
minalística.
Letra d.
049. (INÉDITA/2022) Assinale o item correto:
a) O corpo de delito é o rastro da prática delituosa, deixado por alguém.
b) Os vestígios materiais são aqueles que não ficam registrados e perdem-se assim que finda 
a conduta delituosa.
c) O corpo de delito pode ser classificado como direto e indireto. Sendo o Direto aquele rea-
lizado, em regra, por peritos oficiais e o Indireto aquele que surge por outros meios de prova, 
como o testemunho.
d) Vestígios materiais são aqueles que não guardam relação alguma com o que se deseja provar.
Questão fácil.
a) Errada. Corpo de delito é a materialidade do crime.
b) Errada. Os vestígios materiais ficam registrados. Princípio básico de ciência forense: “Todo 
contato deixa uma marca”, que ficou conhecido como o princípio de Troca de Locard.
d) Errada. Os vestígios materiais encontrados no local podem ou não guardar relação com 
fato. Em locais não preservados é cum a existência de vestígios ilusórios.
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Letra d.
050. (INÉDITA/2022) Considerando os vestígios encontrados em locais de crime, é correto 
afirmar que:
a) Geralmente as marcas deixadas pelo uso de ferramentas em locais de crime são patentes.
b) O processo de coleta é igual, no entanto, o transporte de uma pegada positiva latente em um 
suporte (folha é diferente do transporte de uma impressão digital.
c) A coleta e o transporte de uma marca morfológica de um calçado, solado ou pegada não 
podem ser feito por meio de modelagem.
d) Vestígios de impressões papiloscópicas latentes apresentam dificuldade para a respectiva 
análise digital.
e) As marcas produzidas por pneus em processo giratório durante a aceleração não reprodu-
zem os desenhos das bandas de rodagem e, portanto, não devem ser consideradas vestígios.
Questão média.
a) Certa. As marcas deixadas por marcas de ferramentas em locais de crime contra o pa-
trimônio, por exemplo, geralmente são visíveis a olho nu, portanto são patentes/ostensivas/
ou visíveis.
b) Errada. As pegadas positivas são aquelas que revelam o desenho do pé (ou do calçado) por 
via de uma substância que atua como tinta (corante). Assim, o pé ou calçado com essa subs-
tância tingidora atuam como uma impressão que deixa a sua marca pelo solo pisado. Podem 
dividir-se visíveis ou latentes. Podem ser transportadas com uma impressão digital na mesma 
folha, por exemplo, no entanto, o processo de coleta e revelação podem ser diferentes.
c) Errada. Com a utilização de materiais líquidos ou pastosos, que se solidificam rapidamente, 
a técnica de modelagem permite reproduzir com excelente fidelidade as marcas comumente 
deixadas nas cenas de crimes.
d) Errada. As impressões latentes podem ser reveladas por diferentes técnicas e geralmente 
são de fácil análise após reveladas.
e) Errada. As impressões de aceleração produzidas com os pneumáticos são consideradas 
vestígios morfológicos.
Letra a.
051. (INÉDITA/2022) Considerando o assunto Perícia: Definição, Conceitos e Prazos, é corre-
to armar que:
a) o assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz e após a conclusão dos exa-
mes e elaboração do laudo pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão.
b) as partes podem requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova ou para responde-
rem a quesitos, desde que o mandado de intimação e os quesitos ou questões a serem escla-
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recidos sejam encaminhados com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, podendo os peritos 
apresentarem as respostas em laudo complementar.
c) o laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 15 (quinze) dias, podendo este prazo ser 
prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos.
d) a nomeação dos peritos far-se-á no juízo deprecante no exame por precatória.
e) O exame pericial, na falta de perito oficial, será realizado por uma pessoa idônea, portadora 
de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem ha-
bilitação técnica relacionada com a natureza do exame.
Questão difícil.
a) Certa. É a redação do parágrafo 4º, do Art. 159. “O assistente técnico atuará a partir de sua 
admissão pelo juiz e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos ofi-
ciais, sendo as partes intimadas desta decisão.”
b) Errada. Onde se lê: 30 (trinta) dias; leia-se 10 (dez) dias. Vide parágrafo 5º, inciso I do 
Art. 159 CPP.
Art. 159, § 5º Durante o curso do processo judicial, é permitido às partes, quanto à perícia:
I – requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova ou para responderem a quesitos, desde 
que o mandado de intimação e os quesitos ou questões a serem esclarecidas sejam encaminhados 
com antecedência mínima de 10 (dez) dias, podendo apresentar as respostas em laudo comple-
mentar;
c) Errada. Onde se lê: 15 (quinze) dias; leia-se 10 (dez) dias. Vide Art. 160.
Os peritos elaborarão o laudo pericial, onde descreverão minuciosamente o que examinarem, e res-
ponderão aos quesitos formulados.
Parágrafo único. O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 dias, podendo este prazo 
ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos.
d) Errada. Onde se lê: deprecante; leia-se deprecado. Vide Art. 177.
Art. 177. No exame por precatória, a nomeação dos peritos far-se-á no juízo deprecado. Havendo, 
porém, no caso de ação privada, acordo das partes, essa nomeação poderá ser feita pelo juiz de-
precante.
d) Errada. Vide Art. 159.
O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma 
de curso superior.(Redação dada pela Lei n. 11.690, de 2008).
§ 1º Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de 
diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação 
técnica relacionada com a natureza do exame.
Letra a.
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REFERÊNCIAS
APCF – Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais. Página inicial. Disponível em: 
http://apcf.org.br/areas-da-pericia/
ESPINDULA, Alberi. Criminalística para Concursos. 2. ed. Campinas, SP: Millennium Edito-
ra, 2014.
GARRIDO, Rodrigo Grazinoli; GIOVANELLI, Alexandre. Criminalística: Origem, Evolução e Desca-
minhos. Cadernos de Ciências Sociais Aplicadas, v. 5, p. 43-60, 2006.
RABELLO, Eraldo. Curso de Criminalística. Porto Alegre, RS: Sagra Luzzatto, 1996.
STUMVOLL,Victor Paulo. Criminalística. 7. ed. Campinas, SP: Millennium Editora, 2019.
VELHO, Jesus Antônio; GEISER, Gustavo Caminoto; ESPÍNDULA, Alberi. Ciências Forenses – 
Uma introdução às principais áreas da Criminalística Moderna. 3. ed. Campinas, SP: Millen-
nium Editora, 2017.
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Especialista em Gestão de Segurança Pública pela Universidade de Brasília (2014), Especialista em 
Investigação Criminal pela Universidade Católica de Brasília (2009), possui graduação em Ciências 
Biológicas pela Universidade de Brasília (2006) e mestrado em Biologia Molecular pela Universidade de 
Brasília (2009). Tem experiência em Investigação Criminal de Homicídios e Crimes Violentos, Perícia 
Criminal e Operações Policiais. Atuou como Professor de Investigação Criminal na Escola Superior de 
Polícia Civil do Distrito Federal e ministra palestras sobre o Panorama Nacional de Homicídios para Força 
Nacional. Tem experiência na área Criminalística, Perícias Externas, Locais de Crime, Genética Humana, 
Imunologia Molecular e Biotecnologia. Aprovado em diversos concursos da área policial, sendo no último 
o 6º lugar no concurso de Perito Criminal do Distrito Federal 2016 – Área Biologia.
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	Apresentação
	Criminalística: Definição, Histórico, Doutrina.
	1. Introdução ao Tema
	2. Doutrina Criminalística
	2.1. Histórico da Criminalística
	2.2. Conceitos de Criminalística
	2.3. Objetivos da Criminalística
	2.4. Princípios da Criminalística
	3. Áreas de Atuação da Criminalística
	3.1. Odontologia Forense
	3.2. Documentoscopia
	3.3. Perícias em Bombas e Explosivos
	3.4. Perícias de Meio Ambiente
	3.5. Perícias Contábil e Financeira
	3.6. Perícias de Engenharia
	3.7. Perícias de Veículos
	3.8. Perícias em Locais de Crime
	3.9. Perícias de Química Forense
	3.10. Perícias em Informática
	3.11. Balística Forense
	3.12. Genética Forense
	3.13. Perícias em Audiovisual e Eletrônicos
	3.14. Entomologia Forense
	Resumo
	Mapas Mentais
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	AVALIAR 5: 
	Página 84:

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