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PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL 
NO HABEAS CORPUS. PRISÃO TEMPORÁRIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 
INDÍCIOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE. NECESSIDADE PARA O AVANÇO 
DAS INVESTIGAÇÕES. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 
AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Diante da ausência de previsão legal 
de pedido de reconsideração e verificada a observância do prazo para 
interposição do recurso cabível contra decisão monocrática terminativa, em 
atenção ao princípio da instrumentalidade das formas, conheço do presente 
pedido como agravo regimental. 2. A prisão temporária do paciente foi decretada 
com fundamento na existência de indícios concretos de autoria e materialidade do 
crime de tráfico de entorpecentes, nos termos do art. 33 da Lei n. 11.343/06.
3. A decisão impugnada demonstrou a necessidade da medida cautelar para a 
continuidade das investigações, evidenciando risco de interferência no curso do 
procedimento investigatório. 
4. A jurisprudência consolidada desta Corte não admite a substituição da prisão 
temporária por domiciliar apenas com fundamento na existência de filhos 
menores, sendo necessária a comprovação da imprescindibilidade dos cuidados 
paternos, o que não foi demonstrado no caso concreto. 5. Agravo regimental não 
provido.
(RCD no HC n. 978.373/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta 
Turma, julgado em 12/3/2025, DJEN de 19/3/2025.)
7. A primariedade, bons antecedentes, residência fixa e trabalho lícito do paciente 
não afastam a decretação da prisão temporária quando a medida estiver 
fundamentada em elementos concretos de imprescindibilidade e periculosidade 
do agente para a ordem pública e para o desenvolvimento das investigações.
8. A decisão que decretou a prisão temporária encontra-se devidamente 
fundamentada e atende aos requisitos do art. 93, IX, da Constituição Federal, do 
art. 1º da Lei nº 7.960/1989 e dos critérios fixados pelo Supremo Tribunal Federal 
no julgamento da ADI 4109 , não se verificando flagrante ilegalidade apta a 
justificar sua revogação.
STJ, AgRg no HC 956607 / SP
Prazo
Art. 2° A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da 
autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 
(cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada 
necessidade.
Lei dos crimes hediondos
Art. 2º, § 4º A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei no 7.960, de 21 de 
dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) 
dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada 
necessidade. 
Lei 7960
§ 1° Na hipótese de representação da autoridade policial, o Juiz, antes de decidir, 
ouvirá o Ministério Público.
§ 2° O despacho que decretar a prisão temporária deverá ser fundamentado e 
prolatado dentro do prazo de 24 (vinte e quatro) horas, contadas a partir do 
recebimento da representação ou do requerimento.
§ 3° O Juiz poderá, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público e do 
Advogado, determinar que o preso lhe seja apresentado, solicitar informações e 
esclarecimentos da autoridade policial e submetê-lo a exame de corpo de delito.
§ 4° Decretada a prisão temporária, expedir-se-á mandado de prisão, em duas 
vias, uma das quais será entregue ao indiciado e servirá como nota de culpa.
§ 4º-A O mandado de prisão conterá necessariamente o período de duração da 
prisão temporária estabelecido no caput deste artigo, bem como o dia em que o 
preso deverá ser libertado. (Incluído pela Lei nº 13.869. de 2019)
§ 5° A prisão somente poderá ser executada depois da expedição de mandado 
judicial.
§ 6° Efetuada a prisão, a autoridade policial informará o preso dos direitos 
previstos no art. 5° da Constituição Federal.
§ 7º Decorrido o prazo contido no mandado de prisão, a autoridade responsável 
pela custódia deverá, independentemente de nova ordem da autoridade judicial, 
pôr imediatamente o preso em liberdade, salvo se já tiver sido comunicada da 
prorrogação da prisão temporária ou da decretação da prisão preventiva. 
(Redação dada pela Lei nº 13.869. de 2019) 
§ 8º Inclui-se o dia do cumprimento do mandado de prisão no cômputo do prazo 
de prisão temporária. (Incluído pela Lei nº 13.869. de 2019)
Art. 3° Os presos temporários deverão permanecer, obrigatoriamente, separados 
dos demais detentos.
Art. 4° O art. 4° da Lei n° 4.898, de 9 de dezembro de 1965, fica acrescido da 
alínea i, com a seguinte redação:
"Art. 4° ...............................................................
i) prolongar a execução de prisão temporária, de pena ou de medida de 
segurança, deixando de expedir em tempo oportuno ou de cumprir 
imediatamente ordem de liberdade;"
Art. 5° Em todas as comarcas e seções judiciárias haverá um plantão permanente 
de vinte e quatro horas do Poder Judiciário e do Ministério Público para 
apreciação dos pedidos de prisão temporária.
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO 
PREVENTIVA. PRÉVIA MANIFESTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 
NULIDADE. SÚMULA N. 523/STF. NÃO COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. 
ATUAÇÃO DA MAGISTRADA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADES. 
PRECEDENTES. JURISPRUDÊNCIA DO STJ. 1. Não há se falar em prisão 
preventiva decretada ex officio na hipótese em que houve prévia manifestação do 
Ministério Público por aplicação de medida restritiva diversa, no caso, a prisão 
temporária. 2. Para a decretação da nulidade apontada, deveria o agravante 
comprovar efetivo prejuízo ocorrido, tendo em vista o previsto no art. 563 do CPP, 
bem como o teor da Súmula n. 523/STF, consagrando o princípio pas de nullité
sans grief - "no processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas 
a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu" - situação 
não ocorrida nos presentes autos. 3... (AgRg no RHC n. 192.292/BA, relator 
Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, 
julgado em 18/6/2024, DJe de 25/6/2024.)
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