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01/05/2024
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CURSO DE DIREITO
RELAÇÕES JURÍDICAS INTERNACIONAIS
A ONU E O TPI
Profa. Henara Marques
2024.1
1. Explicar as atribuições das cortes
internacionais e do tribunal penal
internacional.
2. Examinar a composição da ONU.
OBJETIVOS DE 
APRENDIZAGEM
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A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
• É uma organização internacional surgida a partir da Carta das Nações
Unidas. A grande preocupação dos Estados ao criar a mencionada
Organização Internacional era constituir um sistema que pudesse
garantir maior segurança e paz no campo internacional, bem como criar
um sistema de proteção aos direitos humanos em razão das atrocidades
que haviam sido praticadas ao longo da história.
• A Carta das Nações Unidas foi assinada na cidade de São Francisco, nos
EUA, em 26 de junho de 1945, por isso é conhecida também como “Carta
de São Francisco”.
ONU: PROPÓSITOS E PRINCÍPIOS
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ONU: MEMBROS
Artigo 3
Os MEMBROS ORIGINAIS das Nações Unidas serão os Estados que, tendo participado da
Conferência das Nações Unidas sobre a Organização. Internacional, realizada em São
Francisco, ou, tendo assinado previamente a Declaração das Nações Unidas, de 1 de
janeiro de 1942, assinarem a presente Carta, e a ratificarem, de acordo com o Artigo
110.
Artigo 4
1. A ADMISSÃO como Membro das Nações Unidas fica aberta a todos os Estados
amantes da paz que aceitarem as obrigações contidas na presente Carta e que, a juízo da
Organização, estiverem aptos e dispostos a cumprir tais obrigações.
2. A admissão de qualquer desses Estados como Membros das Nações Unidas será
efetuada por decisão da Assembleia Geral, mediante recomendação do Conselho de
Segurança.
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É POSSÍVEL QUE UM PAÍS SEJA SUSPENSO OU 
EXPULSO DA ONU?
Artigo 5
O Membro das Nações Unidas, contra o qual for levada a efeito AÇÃO
PREVENTIVA OU COERCITIVA por parte do Conselho de Segurança, poderá ser
suspenso do exercício dos direitos e privilégios de Membro pela Assembleia
Geral, mediante recomendação do Conselho de Segurança. O exercício desses
direitos e privilégios poderá ser restabelecido pelo conselho de Segurança.
Artigo 6
Membro das Nações Unidas que houver VIOLADO PERSISTENTEMENTE OS
PRINCÍPIOS CONTIDOS NA PRESENTE CARTA, poderá ser expulso da
Organização pela Assembleia Geral mediante recomendação do Conselho de
Segurança.
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ONU: ÓRGÃOS
Art. 7º, Carta ONU A Assembleia Geral é o órgão
deliberativo da ONU, composto pelos
Estados-membros da organização.
Portanto, os 193 países membros
compõem a Assembleia Geral. Cada
um deles poderá indicar até cinco
membros. (arts. 9 e 10).
Quando uma matéria for objeto de
discussão perante o Conselho de
Segurança da ONU não poderá ser
objeto de análise pela Assembleia
Geral (art. 11 e 12).
ONU: ÓRGÃOS
Art. 7º, Carta ONU
De acordo com o art. 13, a Assembleia Geral
iniciará estudos e fará recomendações com
o fim de:
• promover cooperação internacional no
terreno político;
• incentivar o desenvolvimento progressivo
do direito internacional e a sua
codificação; e
• promover cooperação internacional nos
terrenos econômico, social, cultural,
educacional e sanitário; e
• favorecer o pleno gozo dos direitos
humanos e das liberdades fundamentais,
por parte de todos os povos, sem
distinção de raça, sexo, língua ou religião.
Da recomendação poderá constar orientação para
a adoção de medidas pacíficas (art. 14).
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ONU: ÓRGÃOS
Art. 7º, Carta ONU
Artigo 18
1. Cada Membro da Assembleia Geral terá um voto.
2. As decisões da Assembleia Geral, em questões
importantes, serão tomadas por maioria de dois
terços dos Membros presentes e votantes. Essas
questões compreenderão: recomendações relativas à
manutenção da paz e da segurança internacionais; à
eleição dos Membros não permanentes do Conselho
de Segurança; à eleição dos Membros do Conselho
Econômico e Social; à eleição dos Membros dos
Conselho de Tutela, de acordo como parágrafo 1 (c)
do Artigo 86; à admissão de novos Membros das
Nações Unidas; à suspensão dos direitos e privilégios
de Membros; à expulsão dos Membros; questões
referentes o funcionamento do sistema de tutela e
questões orçamentárias.
3. As decisões sobre outras questões, inclusive a
determinação de categoria adicionais de assuntos a
serem debatidos por uma maioria dos membros
presentes e que votem.
OBS: Ler art. 19.
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ONU: ÓRGÃOS
Art. 7º, Carta ONU É composto por cinco membros
permanentes (China, França, Rússia,
Inglaterra e Estados Unidos) e por 10
membros não permanentes, que são
eleitos pela Assembleia Geral para
mandatos de dois anos, tendo em
vista “contribuição dos Membros das
Nações Unidas para a manutenção da
paz e da segurança internacionais e
para os outros propósitos da
Organização e também a distribuição
geográfica equitativa”. Cada membro
do Conselho de Segurança terá um
representante (art. 23).
Os países eleitos para o biênio de 2024 e 2025 foram: Argélia,
Guiana, Coreia do Sul, Serra Leoa e Eslovênia como
integrantes rotativos do Conselho. Equador, Japão Malta,
Moçambique e Suíça foram eleitos em 2023 e ficarão até
dezembro de 2024.
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ONU: ÓRGÃOS
Art. 7º, Carta ONU
Cada membro integrante do
Conselho de Segurança possui
direito a um voto, sendo que as
deliberações processuais serão
tomadas pelo voto de 9 dos 15
membros, ao passo que as
questões materiais, em que pese
sejam necessários 9 votos, todos
os integrantes do bloco
permanente devem se manifestar
favoravelmente (art. 27)
ONU: ÓRGÃOS
Art. 7º, Carta ONU
As sessões do Conselho de
Segurança são contínuas e
periódicas, admitindo-se a reunião
fora das sedes da ONU (arts. 28 a
30)
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Artigo 33
1. As partes em uma controvérsia, que possa vir a
constituir uma ameaça à paz e à segurança
internacionais, procurarão, antes de tudo, chegar
a uma solução por negociação, inquérito,
mediação, conciliação, arbitragem, solução
judicial, recurso a entidades ou acordos
regionais, ou a qualquer outro meio pacífico à
sua escolha.
2. O Conselho de Segurança convidará, quando
julgar necessário, as referidas partes a resolver,
por tais meios, suas controvérsias.
Artigo 34
O Conselho de Segurança poderá investigar sobre
qualquer controvérsia ou situação suscetível de
provocar atritos entre as Nações ou dar origem a
uma controvérsia, a fim de determinar se a
continuação de tal controvérsia ou situação pode
constituir ameaça à manutenção da paz e da
segurança internacionais.
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ONU: ÓRGÃOS
Art. 7º, Carta ONU
Se constatada qualquer ameaça à paz, o
Conselho de Segurança fará recomendações
ou adotará medidas dentre as previstas.
Entre as medidas que podem ser tomadas
pelo Conselho de Segurança destacam-se a
interrupção das relações econômicas, dos
meios de comunicação (ferroviário,
marítimo, aéreo, postal, telegráfico) e das
relações diplomáticas.
Se as três medidas acima forem
inadequadas será possível, ainda, a tomada
de ações mais drásticas, com utilização das
forças aéreas, navais ou terrestres para o
fim de restabelecer a paz e a segurança
internacionais (arts. 39 a 51).
ONU: ÓRGÃOS
Art. 7º, Carta ONU
É o órgão judicial das Nações Unidas,
composto por 15 juízes, com competência
contenciosa e consultiva.
• Exemplo de atuação contenciosa: em abril
de 1999, a Iugoslávia ingressou contra
Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Itália,
Holanda, Portugal, Espanha, Inglaterra e EUA
acusando-os de bombardear o território
iugoslavo, violando, desta forma, os preceitos
da Carta das Nações.
• Exemplo de atuação consultiva: em abril de
1999, a Corte Internacional de Justiça,
proferiu o que se denomina de “Opinião
Consultiva” relativamente à imunidade
processual dos Relatores Especiais de
Direitos Humanos. (PIOVESAN, 2022)
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ONU: ÓRGÃOS
Art. 7º, Carta ONU Tem competência facultativa ou
voluntarista. Restringe-se às causas cíveis.
Sendo responsável pelo julgamento de
acusados de descumprirem as obrigações
internacionais, nãoatuando no julgamento
de pessoas acusadas de praticarem crimes
contra a humanidade.
O Estatuto da Corte internacional de Justiça
é composto por todos os membros da ONU
e poderá ser composto, também, por um
Estado que não seja membro segundo
condições fixadas pela Assembleia Geral,
mediante recomendação do Conselho de
Segurança (art. 93).
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Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/11/05/brasileiro-e-eleito-juiz-da-corte-internacional-
de-justica-em-haia.ghtml
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ONU: ÓRGÃOS
São voltados exclusivamente para a atuação
na área dos direitos humanos. O Conselho de Direitos Humanos é órgão
especial encarregado de averiguar o
cumprimento das normas de Direitos
Humanos em relação aos Estados Membros.
Criado em 2006, pela Resolução 60/251.
Para a permanência de determinado
membro no Conselho de Direitos Humanos,
exige-se o envio de relatórios periódicos os
quais são analisados pelos relatores
especiais de Direitos Humanos.
ONU: ÓRGÃOS
São voltados exclusivamente para a atuação
na área dos direitos humanos.
Os relatores especiais de Direitos Humanos
são escolhidos pelo próprio Conselho em
razão das qualidades pessoais no trato e
entendimento dos Direitos Humanos.
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ONU: ÓRGÃOS
São voltados exclusivamente para a atuação
na área dos direitos humanos.
Realizam visitas aos países para coletar
informações, bem como, para, se
necessário, solicitar ao Estado violador de
direitos humanos que dê atenção à situação
no sentido de evita-la e repará-la. Após a
visita, os relatores subscrevem um relatório
que recomenda a tomada de providências e
o encaminha ao Conselho de Direitos
Humanos e à Assembleia Geral da ONU.
ONU: ÓRGÃOS
Voltados exclusivamente para a atuação na
área dos direitos humanos:
Constitui um órgão com sede na cidade de
Genebra, tem por finalidade oferecer
suporte administrativo e técnico aos
procedimentos especiais do Conselho de
Direitos Humanos.
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O TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL - TPI
É um organismo internacional criado pelo Estatuto de Roma,
sendo aprovado em 1998 após longo período de discussão
perante a Comissão de Direito Internacional da ONU.
Internacionalmente, o Estatuto passou a vigorar em 2002,
após a ratificação por 60 países. Em 2003, o Tribunal Penal
Internacional iniciou formalmente suas atividades.
No âmbito do direito interno, o Estatuto de Roma restou
internalizado com a aprovação do Decreto nº 4.388/2002.
A criação dos primeiros Tribunais sobre a temática remonta o pós-
segunda Guerra Mundial, com a criação do Tribunal de Nuremberg
e do Tribunal de Tóquio. Muito embora demonstrassem um esforço
pela efetivação dos direitos das vítimas de guerras, foram
formuladas críticas contundentes:
 tribunais foram constituídos após a prática dos crimes;
 foram aplicadas leis penais retroativas;
 foram criados por vencedores de guerra (característica muito
marcante no Tribunal de Nuremberg); e
 desconsideraram os crimes praticados pelos soldados aliados.
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O TPI começa a ganhar contornos iniciais com a Convenção para a
Prevenção e Repressão ao Crime de Genocídio, aprovada em 1948.
Em 1951 é criado um Comitê dentro da Comissão de Direito
Internacional da ONU que executa trabalhos no sentido de criar o
TPI, contudo, resta suspenso por mais de 35 anos.
Já no ano de 1989, os trabalhos são restabelecidos após a queda do
Muro de Berlim, cujos trabalhos são intensificados especialmente
após a criação de tribunais ad hoc para julgar crimes praticados na
antiga Iugoslávia e em Ruanda, em 1993 e 1994.
Em 1998 resta aprovado o Estatuto de Roma, que cria o Tribunal
Penal Internacional, formado por 18 juízes.
TPI: ÓRGÃOS
Presidência do TPI é composta por 3
Juízes que atuarão pelo período de
3 anos e são responsáveis pela
administração do órgão. É o que
estabelece o art. 38, 1, do Estatuto.
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TPI: ÓRGÃOS
Constituem verdadeiras Câmaras,
pois são seções especializadas do
Tribunal:
• Seção de Recursos;
• Seção de Julgamento em Primeira
Instância;
• Seção de Instrução.
TPI: ÓRGÃOS
Constitui um órgão autônomo do
Tribunal, que possui competência
para receber denúncias sobre
crimes, para examiná-las, investigá-
las e propor ações perante o
Tribunal. Semelhante ao MP.
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TPI: ÓRGÃOS
Possui como encargo as
atividades administrativas do
órgão.
Segundo a doutrina a jurisdição TPI é definida a partir dos critérios: material, pessoal,
temporal e territorial:
1. A competência do Tribunal restringir-se-á aos crimes mais graves, que afetam a
comunidade internacional no seu conjunto. Nos termos do presente Estatuto, o Tribunal
terá competência para julgar os seguintes crimes:
a) O crime de genocídio;
b) Crimes contra a humanidade;
c) Crimes de guerra;
d) O crime de agressão.
2. O Tribunal poderá exercer a sua competência em relação ao crime de agressão desde
que, nos termos dos artigos 121 e 123, seja aprovada uma disposição em que se defina o
crime e se enunciem as condições em que o Tribunal terá competência relativamente a
este crime. Tal disposição deve ser compatível com as disposições pertinentes da Carta
das Nações Unidas.
JURISDIÇÃO
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Art. 6º Para os efeitos do presente Estatuto, entende-se por
"genocídio", qualquer um dos atos que a seguir se enumeram,
praticado com intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo
nacional, étnico, racial ou religioso, enquanto tal:
a) Homicídio de membros do grupo;
b) Ofensas graves à integridade física ou mental de membros do grupo;
c) Sujeição intencional do grupo a condições de vida com vista a
provocar a sua destruição física,
total ou parcial;
d) Imposição de medidas destinadas a impedir nascimentos no seio do
grupo;
e) Transferência, à força, de crianças do grupo para outro grupo.
Art. 7º, 1. Para os efeitos do presente Estatuto, entende-se por "crime contra a humanidade", qualquer um dos atos seguintes, quando cometido no
quadro de um ataque, generalizado ou sistemático, contra qualquer população civil, havendo conhecimento desse ataque:
a) Homicídio;
b) Extermínio;
c) Escravidão;
d) Deportação ou transferência forçada de uma população;
e) Prisão ou outra forma de privação da liberdade física grave, em violação das normas fundamentais de direito internacional;
f) Tortura;
g) Agressão sexual, escravatura sexual, prostituição forçada, gravidez forçada, esterilização forçada ou qualquer outra forma de violência no campo
sexual de gravidade comparável;
h) Perseguição de um grupo ou coletividade que possa ser identificado, por motivos políticos, raciais, nacionais, étnicos, culturais, religiosos ou de
gênero, tal como definido no parágrafo 3o, ou em função de outros critérios universalmente reconhecidos como inaceitáveis no direito
internacional, relacionados com qualquer ato referido neste parágrafo ou com qualquer crime da competência do Tribunal;
i) Desaparecimento forçado de pessoas;
j) Crime de apartheid;
k) Outros atos desumanos de caráter semelhante, que causem intencionalmente grande sofrimento, ou afetem gravemente a integridade física ou a
saúde física ou mental.
Caracteriza-se pelo ataque sistemático
ou em grandes proporções contra civis.
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Considera-se como crime de guerra atos que
envolvam tanto combatentes como não combatentes,
ainda que envolvidas em conflitos armados internos,
não necessariamente internacionais (art. 8º).
O Estatuto de Roma deixa essa tipificação em aberto
para que seja aprovado um documento posterior para
defini-lo (Art 6º, 2).
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COMPETÊNCIA PESSOAL
O Estatuto de Roma estabelece que menores de 18 anos não
podem ser julgados perante o TPI.
Permite-se que sejam julgados perante o Tribunal todas as
pessoas, independentemente da capacidade funcional.
COMPETÊNCIA TEMPORAL
O Estatuto de Roma estabelece que somente poderá julgar
crimes posteriores à criação do órgão.
Prevê, também, a possibilidade de os Estados declararem
expressamente que oTPI não se aplicaria nos 7 anos
seguintes à criação, a contar da entrada em vigor do Estatuto
(art. 124).
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COMPETÊNCIA TERRITORIAL
O Estatuto de Roma estabelece que estão sujeitos à jurisdição do
TPI os crimes praticados no território de qualquer dos Estados
signatários do documento internacional, praticados por nacionais
ou estrangeiros.
Exceção: O Conselho de Segurança, no uso de suas competências
conferidas pelo Capítulo VII da Carta das Nações Unidas pode
remeter ao Tribunal Penal Internacional, nos termos do artigo 13(b)
do estatuto, situações em que crimes hajam sido cometidos no
território de quaisquer Estados (jus cogens).
LEGITIMADO 
PASSIVO?
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APLICAÇÃO DA JURISDIÇÃO DO TPI
REGRA - Se o Estado for signatário do Estado de Roma está sujeito ao
cumprimento das decisões emanadas do Tribunal Penal Internacional.
Contudo, temos que observar o que diz os princípios da complementariedade e
da cooperação.
Portanto, o TPI não exercerá sua jurisdição quando o Estado, onde ocorreu o
delito, estiver atuando com a investigação ou processando os acusados
(princípio da complementariedade). Como também, impõe aos Estados
signatários a obrigação genérica de cooperar com o TPI na investigação dos fatos
e no processamento da ação criminal internacional (princípio da cooperação).
1ª – Se o Estado, que detém a responsabilidade primária de apurar os fatos,
for incapaz, já tiver exercido ou não tiver a intenção de exercer a jurisdição
interna.
2ª – Se o caso for julgado e a decisão tenha sido no sentido de subtrair a
responsabilidade criminal ou se o processo não for conduzido de forma
independente ou imparcial.
3ª – Se o caso não for considerado grave o suficiente pelas instituições
jurídicas internas.
EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO DA 
COMPLEMENTARIEDADE
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 EXCEÇÃO: crime 
praticado em qualquer 
Estado, sendo a 
situação remetida pelo 
Conselho de Segurança 
da ONU (jus cogens)
REFERÊNCIAS
REZEK, Francisco. Direito internacional público. 19. ed. São Paulo:
Saraiva, 2021. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788553172894/
MAZZUOLI, Valerio de Oliveira. Curso de direito internacional
público. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2021. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/97865596413
07/pages/recent
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