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Jurisdição internacional
Jurisdição no CPC
Jurisdição é o poder do Estado de julgar os conflitos, quando provocado a fazê-lo. 
Art. 16. A jurisdição civil é exercida pelos juízes e pelos tribunais em todo o território nacional, conforme as disposições deste Código. 
Princípios da Jurisdição Nacional
1 – Princípio da efetividade:  os países delimitam a jurisdição sobre processos que eles entendem que poderão, posteriormente, ser cumpridos.  
2 – Princípio do interesse: os países delimitam a jurisdição sobre processos que entendem que é de interesse do Estado.  
3 – Princípio da submissão: os países respeitam a decisão das partes na eleição da jurisdição internacional (contratos internacionais). 
O ordenamento jurídico brasileiro delimitou como sendo parte de sua jurisdição as demandas cuja decisão gere efeitos em território nacional ou em Estado estrangeiro que reconheça tal decisão, tornando sua atuação útil e eficaz. 
Limites da jurisdição nacional 
Jurisdição Internacional Concorrente e Exclusiva
Concorrente – matérias em que se admite atuação tanto da jurisdição civil brasileira (regra) como da jurisdição civil internacional (exceção). Isso significa que o processo pode correr tanto no Brasil como no exterior, mas sendo a jurisdição internacional excepcional, para a sentença ter validade no território brasileiro, ela deve ser homologada pelo STJ. 
se o juiz estrangeiro julgar a lide, transitada em julgado, admite-se a utilização da sentença estrangeira no Brasil. 
Exclusiva – matérias que, por estarem ligadas à soberania nacional, admitem exclusivamente atuação da jurisdição civil brasileira. Nem mesmo a homologação da sentença ou a cláusula de eleição de foro farão a sentença estrangeira produzir efeitos no Brasil.  
a sentença estrangeira será ineficaz.  
DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL E DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
JURISDIÇÃO CONCORRENTE NO CPC
Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que:
I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; ainda que o réu seja estrangeiro, pelo fato de possuir residência fixa em no Brasil, seus processos poderão ser julgados aqui. 
II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; se dois contratantes argentinos fixam a entrega de determinado produto em território brasileiro, o processo poderá ser julgado no Brasil.  
III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil. em um acidente de trânsito envolvendo dois uruguaios no Estado do Rio Grande do Sul, por se tratar de fato que ocorreu em solo brasileiro, aqui pode correr o processo. 
Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, considera-se domiciliada no Brasil a pessoa jurídica estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal.
Normas reguladoras da Jurisdição Concorrente
 Art. 24. A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil.
Parágrafo único. A pendência de causa perante a jurisdição brasileira não impede a homologação de sentença judicial estrangeira quando exigida para produzir efeitos no Brasil.
Podem haver processos simultâneos propostos perante a jurisdição brasileira e a estrangeira. Ambos irão tramitar até a decisão final, sem que seja configurada litispendência, mas será aplicada a sentença que transitar em julgado primeiro.  Neste caso o processo que ainda estiver em curso, mesmo que nos trâmites de homologação de sentença estrangeira, será extinto.
No caso da sentença estrangeira, sendo ela homologada pelo STJ, o processo em trâmite no Brasil também é extinto sem julgamento de mérito, pelas mesmas razões. 
Exceção:
Tratado internacional ou acordo bilateral entre o Brasil e país estrangeiro: havendo no acordo prevenção da competência para algum dos países, passa a ser jurisdição exclusiva, de acordo com os termos do acordo, não podendo tramitar ambas as ações ao mesmo tempo. 
Art. 25. Não compete à autoridade judiciária brasileira o processamento e o julgamento da ação quando houver cláusula de eleição de foro exclusivo estrangeiro em contrato internacional, arguida pelo réu na contestação.
§ 1º Não se aplica o disposto no caput às hipóteses de competência internacional exclusiva previstas neste Capítulo.
§ 2º Aplica-se à hipótese do caput o art. 63, §§ 1º a 4º . (procedimento da alegação de incompetência absoluta ou relativa). 
EXCEÇÃO:
Eleição de foro: se as partes elegeram um país para exercer a jurisdição sobre possíveis conflitos, desde que aleguem a cláusula de eleição, a competência deixa de ser concorrente e passa a prevalecer o que foi definido pelas partes. 
Obs.: Regras sobre eleição de foro 
Só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir expressamente a determinado negócio jurídico; 
Deve ser alegada em preliminar de contestação, seguindo o procedimento da alegação de incompetência. 
Obriga os herdeiros e sucessores das partes; 
Se a cláusula de eleição de foro for abusiva, antes da citação, ela pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu; 
Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na contestação, sob pena de preclusão; 
Ineficaz para as matérias de competência internacional exclusiva. (TIBURCIO, 2020)
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações.
§ 1º A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir expressamente a determinado negócio jurídico.
§ 2º O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes.
§ 3º Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu.
§ 4º Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na contestação, sob pena de preclusão.
  Art. 22. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações:
I - de alimentos, quando:
a) o credor tiver domicílio ou residência no Brasil; Se o alimentando estiver no Brasil, o país tem interesse em protegê-lo
b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, recebimento de renda ou obtenção de benefícios econômicos; Se o alimentante tem patrimônio no Brasil, o Estado poderá, efetivamente, garantir a prestação de alimentos. Desse modo, o alimentando, mesmo que estrangeiro ou domiciliado no estrangeiro, poderá ingressar com ação no Brasil. 
II - decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil; facilita o acesso ao Poder Judiciário pelo consumidor lesado
III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional. permite que as partes fixem o foro brasileiro como competente para julgar o processo.
 Como é concorrente, se o processo for julgado no estrangeiro, a sentença pode ser homologada no Brasil.  
JURISDIÇÃO EXCLUSIVA NO CPC
Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra:
I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil;
II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento particular e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional;
III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o titular seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional.
Sucessão de bens estrangeiros:
O inciso XXI, do art. 5º da CF, estabelece que “a sucessão de bens de estrangeiros situadosno País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do ‘de cujus’”. A regra prevista na Constituição é de direito material, portanto, não altera a jurisdição brasileira, uma vez que o magistrado brasileiro será sempre competente para julgar essa demanda, mas ele poderá aplicar a lei brasileira ou a lei estrangeira, dependendo de qual for mais favorável para os filhos e cônjuge do falecido. (TIBURCIO, 2020)
DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
“A cooperação jurídica internacional (CJI) consiste no conjunto de regras internacionais e nacionais que rege atos de colaboração entre Estados, ou mesmo entre Estados e organizações internacionais, com o objetivo de facilitar e concretizar o acesso à justiça.” (RAMOS, 2021)
Será regida por tratado de que o Brasil faz parte, na falta de tratado, a cooperação jurídica internacional pode ser realizada mediante a promessa de reciprocidade pela via diplomática.
DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
Art. 26. A cooperação jurídica internacional será regida por tratado de que o Brasil faz parte e observará:
I - o respeito às garantias do devido processo legal no Estado requerente;
II - a igualdade de tratamento entre nacionais e estrangeiros, residentes ou não no Brasil, em relação ao acesso à justiça e à tramitação dos processos, assegurando-se assistência judiciária aos necessitados;
III - a publicidade processual, exceto nas hipóteses de sigilo previstas na legislação brasileira ou na do Estado requerente;
IV - a existência de autoridade central para recepção e transmissão dos pedidos de cooperação;
V - a espontaneidade na transmissão de informações a autoridades estrangeiras.
§ 1º Na ausência de tratado, a cooperação jurídica internacional poderá realizar-se com base em reciprocidade, manifestada por via diplomática.
§ 2º Não se exigirá a reciprocidade referida no § 1º para homologação de sentença estrangeira.
§ 3º Na cooperação jurídica internacional não será admitida a prática de atos que contrariem ou que produzam resultados incompatíveis com as normas fundamentais que regem o Estado brasileiro.
§ 4º O Ministério da Justiça exercerá as funções de autoridade central na ausência de designação específica.
Leitura indicada: páginas 195 – 226 - RAMOS, André de C. CURSO DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO, link no último slide
Art. 27. A cooperação jurídica internacional terá por objeto:
I - citação, intimação e notificação judicial e extrajudicial;
II - colheita de provas e obtenção de informações;
III - homologação e cumprimento de decisão; 
IV - concessão de medida judicial de urgência;
V - assistência jurídica internacional;
VI - qualquer outra medida judicial ou extrajudicial não proibida pela lei brasileira. (ou seja, não são taxativas as hipóteses)
A carta rogatória consiste em veículo que transporta pedidos de assistência jurídica internacional de um Estado a outro, dando cumprimento a ato vinculado à instauração e desenvolvimento de processo cível ou penal.
Homologação e cumprimento de sentença estrangeira
Delibação é termo oriundo do latim “delibatio”, que significa, nesse contexto, examinar superficialmente ou externamente.
A natureza jurídica do instituto da homologação de sentença estrangeira no Brasil é de uma ação judicial constitutiva, pela qual se dá eficácia interna a comando estrangeiro, sendo feita uma análise de contenciosidade limitada no Superior Tribunal de Justiça.
CPC, arts. 960 a 965, fez remissão aos tratados e ao Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. 
O art. 963 do novo CPC estabelece os seguintes requisitos indispensáveis da homologação da decisão:
 I – ser proferida por autoridade competente; 
II – ser precedida de citação regular, ainda que verificada a revelia; 
III – ser eficaz no país em que foi proferida; 
IV – não ofender a coisa julgada brasileira; 
V – estar acompanhada de tradução oficial, salvo disposição que a dispense prevista em tratado; 
VI – não conter manifesta ofensa à ordem pública. (RAMOS, 2021)
DA HOMOLOGAÇÃO DE DECISÃO ESTRANGEIRA E DA CONCESSÃO DO EXEQUATUR À CARTA ROGATÓRIA
 Art. 960. A homologação de decisão estrangeira será requerida por ação de homologação de decisão estrangeira, salvo disposição especial em sentido contrário prevista em tratado.
§ 1º A decisão interlocutória estrangeira poderá ser executada no Brasil por meio de carta rogatória.
§ 2º A homologação obedecerá ao que dispuserem os tratados em vigor no Brasil e o Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
§ 3º A homologação de decisão arbitral estrangeira obedecerá ao disposto em tratado e em lei, aplicando-se, subsidiariamente, as disposições deste Capítulo.
 Art. 961. A decisão estrangeira somente terá eficácia no Brasil após a homologação de sentença estrangeira ou a concessão do exequatur às cartas rogatórias, salvo disposição em sentido contrário de lei ou tratado.
§ 1º É passível de homologação a decisão judicial definitiva, bem como a decisão não judicial que, pela lei brasileira, teria natureza jurisdicional.
§ 2º A decisão estrangeira poderá ser homologada parcialmente.
§ 3º A autoridade judiciária brasileira poderá deferir pedidos de urgência e realizar atos de execução provisória no processo de homologação de decisão estrangeira.
§ 4º Haverá homologação de decisão estrangeira para fins de execução fiscal quando prevista em tratado ou em promessa de reciprocidade apresentada à autoridade brasileira.
§ 5º A sentença estrangeira de divórcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente de homologação pelo Superior Tribunal de Justiça.
§ 6º Na hipótese do § 5º, competirá a qualquer juiz examinar a validade da decisão, em caráter principal ou incidental, quando essa questão for suscitada em processo de sua competência.
Art. 962. É passível de execução a decisão estrangeira concessiva de medida de urgência.
§ 1º A execução no Brasil de decisão interlocutória estrangeira concessiva de medida de urgência dar-se-á por carta rogatória.
§ 2º A medida de urgência concedida sem audiência do réu poderá ser executada, desde que garantido o contraditório em momento posterior.
§ 3º O juízo sobre a urgência da medida compete exclusivamente à autoridade jurisdicional prolatora da decisão estrangeira.
§ 4º Quando dispensada a homologação para que a sentença estrangeira produza efeitos no Brasil, a decisão concessiva de medida de urgência dependerá, para produzir efeitos, de ter sua validade expressamente reconhecida pelo juiz competente para dar-lhe cumprimento, dispensada a homologação pelo Superior Tribunal de Justiça.
 Art. 963. Constituem requisitos indispensáveis à homologação da decisão:
I - ser proferida por autoridade competente;
II - ser precedida de citação regular, ainda que verificada a revelia;
III - ser eficaz no país em que foi proferida;
IV - não ofender a coisa julgada brasileira;
V - estar acompanhada de tradução oficial, salvo disposição que a dispense prevista em tratado;
VI - não conter manifesta ofensa à ordem pública.
Parágrafo único. Para a concessão do exequatur às cartas rogatórias, observar-se-ão os pressupostos previstos no caput deste artigo e no art. 962, § 2º . 
Art. 964. Não será homologada a decisão estrangeira na hipótese de competência exclusiva da autoridade judiciária brasileira.
Parágrafo único. O dispositivo também se aplica à concessão do exequatur à carta rogatória.
 Art. 965. O cumprimento de decisão estrangeira far-se-á perante o juízo federal competente, a requerimento da parte, conforme as normas estabelecidas para o cumprimento de decisão nacional.
Parágrafo único. O pedido de execução deverá ser instruído com cópia autenticada da decisão homologatória ou do exequatur , conforme o caso.
FONTES
Código de Processo Civil
Constituição Federal
TIBURCIO, Ana Luiza. Limites da Jurisdição Nacional: resumos de Direito Processual Civil. 2020. Disponível em: https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/limites-da-jurisdicao-nacional/
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