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Questões resolvidas

O que é reenvio?

Prévia do material em texto

I – Direito Internacional Privado
A) Definições de D. Internacional Privado:
É o ramo da ciência jurídica que resolve os conflitos 
de leis no espaço, disciplinando os fatos em 
conexão no espaço com leis divergentes e 
autônomas (Haroldo Valladão).
B) Fontes do Direito Internacional Privado:
Lei: a lei é a fonte primária do direito internacional privado na grande 
maioria dos países. Apenas no século XIX teve início o período das 
codificações quando foram estabelecidas as primeiras normas escritas sobre 
aplicação das leis no espaço. No Brasil as regras de Direito Internacional 
Privado estão disciplinadas na Lei de Introdução as Normas do Direito 
Brasileiro (LICC – atual LINDB) (Dec. Lei n. 4657, de 04-09-1942).
Jurisprudência: a jurisprudência é reconhecida 
como fonte do Direito Internacional Privado 
principalmente nos países europeus, onde, 
inegavelmente, é intensa a circulação de bens, 
pessoas e serviços obrigando os Tribunais a se 
depararem com freqüência com conflitos de 
direito privado com conexão internacional, 
em que dois ou mais ordenamentos jurídicos 
encontram-se coarctados.
Doutrina: a doutrina é também fonte 
reconhecida do direito internacional privado, 
tendo em muito influenciado a evolução da 
disciplina. O grande mérito da doutrina é ter 
elaborado um sistema de regras jurídicas 
constitutivas da parte geral do direito 
internacional privado – são regras, a maioria 
não-escritas, que fundamentam as decisões 
dos tribunais.
1) Domicilio ou lex domicilli: o elemento de conexão do 
domicilio é predominante no Direito Internacional 
Privado. Na América Latina, praticamente todos os países 
adotam o domicilio como indicador do direito aplicável ao 
estatuto pessoal da pessoa física.
A LINDB (Lei de Introdução As Normas de Direito 
Brasileiro), em virtude do teor do art. 7º, abandona o 
princípio da nacionalidade e firma o domicilio como 
elemento de conexão determinante da lei aplicável a 
quando do estatuto pessoal ou da sede jurídica da pessoa. 
1.1)Nacionalidade: um cidadão 
está muito ligado à sua 
nacionalidade principalmente no 
que tange aos direitos da 
personalidade. Esse elemento de 
conexão predominava no Brasil 
até a edição da Lei de Introdução 
ao Código Civil em 1942. 
O elemento de conexão da 
nacionalidade também destina-se 
a solução de conflitos tendo por 
base o estatuto pessoal – à 
semelhança do domicilio -, 
contudo, é um critério político 
que converte a pessoa em súdito 
permanente de um Estado 
ELEMENTOS DE CONEXÃO
2) Lex rei sitae: determina ser aplicável a lei do lugar onde está situada uma coisa. O 
objeto de conexão, neste caso, é o regime jurídico geral dos bens. Assim, designa o 
direito aplicável quanto a aquisição, posse, aos direitos reais, etc, de tais bens.
O art. 8º da LINDB (Lei de Introdução as Normas de Direito Brasileiro) determina que 
a qualificação dos bens é territorial, isto é, afirma que para reger as relações 
concernentes aos bens será aplicada a lei do país em que estiverem situados 
4) Lex loci 
celebrationis –
corresponde a lei 
do lugar onde foi 
celebrado o 
contrato, acordo 
ou avença.
LINDB, art. 9º
Considerações sobre Autonomia da Vontade -
Segundo Nádia de Araújo (Contratos 
Internacionais, p. 14.) os elementos da 
autonomia da vontade podem ser vistos em três 
planos: “de uma parte, o princípio da 
autonomia aparece como o meio privilegiado 
de designação da lei estatal aplicável a um 
contrato internacional. De outro lado, o 
princípio permite às partes subtraírem o seu 
contrato ao direito estatal. Finalmente, a 
autonomia da vontade seria um instrumento de 
aperfeiçoamento do direito por causar a 
eliminação do conflito de leis, pois suas 
normas reguladoras emudeceriam em razão da 
liberdade internacional das convenções”.
Autonomia da vontade - na doutrina brasileira existem três correntes distintas de 
pensamento: a primeira, daqueles enfaticamente contrários à autonomia da 
vontade; a segunda, daqueles a favor, desde que limitada às regras supletivas, 
excluindo-se, portanto, a possibilidade de sua aplicação ao contrato como um 
todo; e finalmente a terceira, daqueles favoráveis a teoria de forma mais ampla. 
Limites a autonomia da vontade – soberania, ordem pública e bons costumes.
02. Aplicação do direito 
estrangeiro no processo
As normas de DIPri integram a 
ordem jurídica interna de cada 
país e devem ser aplicadas pelo 
juiz de oficio. Designam o direito 
aplicável a relações jurídicas de 
direito privado com conexão 
internacional.
O direito a ser aplicado sempre 
será: o direito interno ou o 
direito estrangeiro.
Quanto a aplicação do direito 
interno não há dúvida de que o 
juiz o aplique de oficio.
1º) Consulta-se por primeiro a literatura 
disponível relacionada ao direito estrangeiro 
aplicável.
2º) Outros meios de conhecimento para verificar 
o conteúdo do direito estrangeiro aplicável.
Ex.: na Suíça e na Alemanha frequentemente são consultados 
institutos especializados que oferecem seus serviços e emitem 
pareceres escritos sob a sua responsabilidade.
Ex.: procura de repartições diplomáticas estrangeiras para 
esclarecer duvidas quanto ao direito estrangeiro.
Ex.: solicitação de pareceres escritos elaborados por juristas 
renomados nacionais ou estrangeiros.
No Brasil: utiliza-se todos os meios de conhecimento que 
conduzam a averiguação do direito estrangeiro.
A sentença é ato de soberania que se 
constitui internamente em cada Estado no 
momento em que prolatada pelo juiz 
competente de acordo com sua lex fori. A 
questão da execução de sentenças ou decisões 
estrangeiras decorre da indagação de como 
efetua-la em território diverso da jurisdição 
que a emanou.
A sentença é ato de soberania que se 
constitui internamente em cada Estado no 
momento em que prolatada pelo juiz 
competente de acordo com sua lex fori. A 
questão da execução de sentenças ou decisões 
estrangeiras decorre da indagação de como 
efetua-la em território diverso da jurisdição 
que a emanou.
Neste sentido vale verificar os 
diversos sistemas legislativos 
sobre homologação, aqui 
reunidos por Vicente Grecco 
Filho:
Neste sentido vale verificar os 
diversos sistemas legislativos 
sobre homologação, aqui 
reunidos por Vicente Grecco 
Filho:
- 1º) Sistema de recusa à execução dos julgados estrangeiros: segundo o qual se desconhece o processo de 
homologação ou de exequatur.
-2º) Sistema de revisão absoluta: adotado no direito e jurisprudência franceses, segundo o qual, no processo 
de exequatur, reexamina-se inclusive o mérito da decisão estrangeira, substituindo a nova decisão pela 
estrangeira.
- 3º) Sistema de controle ilimitado: quando é possível o exame do mérito da decisão estrangeira, mas para o 
fim de admiti-la ou rejeitá-la.
- 4º) Sistema de controle limitado: adotado, entre outras, na legislação processual alemã e italiana, segundo 
o qual o julgado estrangeiro é submetido a controle em determinados pontos. Este último é adotado 
tradicionalmente pelo direito brasileiro também chamado de sistema da “delibação”.
Deste modo, hoje, a despeito da divergência doutrinária, no Brasil a validação de uma sentença estrangeira 
ocorre mediante a reunião de certos requisitos e processo de homologação de acordo com a Constituição 
Federal e leis de Direito Internacional Privado e de Processo Civil. (Vicente Greco Filho, Direito processual 
Civil Brasileiro – 2º volume, p. 375-376)
Obrigada!