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SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI - UNIASSELVI 
CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO 
RELATÓRIO PARCIAL 
ESTÁGIO Ill: NUTRIÇÃO CLÍNICA 
JULIETTE SALLES DOS SANTOS 
RIO DE JANEIRO – JULHO/2025
SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI 
CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO 
JULIETTE SALLES DOS SANTOS 
LOCAL DO ESTÁGIO: CLINICA KATHERINE RAFFAELE CORREA VIDAL NUTRIÇÃO 07:00ÁS 13:00 Hrs. 
TUTORA E ORIENTADORA 
DANIELLA MIRANDA DA SILVA 
 Relatório Parcial de Estágio Curricular Supervisionado, apresentado à Uniasselvi-
RJ, como requisito para obtenção do diploma. 
RIO DE JANEIRO – JULHO/2025 DADOS DO ESTAGIÁRIO 
Aluno: Juliette Salles dos Santos 
Data de nascimento: 25/08/1989 
Conclusão do curso: 12/2025 
Endereço: Rua Floriano de Godoi, n°765 Duque de Caxias-RJ Fone: (21)970787757. 
Curso: Nutrição 
Endereço: Av. Perimetral Brigadeiro Lima e Silva, 1771 Bairro: 
Jardim 25 de Agosto. 
Cidade: Duque de Caxias 
CEP: 25071181 
Fone: (21)9812-50197 
DADOS DO ESTÁGIO :RAZÃO SOCIAL Katherine Raffaele Correa Vidal Nutrição Endereço: Rua Aires Saldanha
Bairro: COPACABANA 
Cidade:RIO DE JANEIRO 
Data de fundação: 25/09/2008 
Natureza: Rio de Janeiro 
Área de atuação da empresa: Nutrição Clínica foco em Emagrecimento feminino 
Período de estágio: 14/04/2025 a 06/06/2025
Representante legal da empresa: Katherine Raffaele 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO 3 2. OBJETIVOS 	1 
2.1 OBJETIVO GERAL 	1 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1 
3. DESENVOLVIMENTO 5 
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA NUTRIÇÃO CLINICA 	6 3.2 ATIVIDADES REALIZADAS 3.3 DISCUSSÃO DE CASOS 	8 
3.4 PROTOCOLOS UTILIZANDOS 	9 
3.5 DEMAIS PACIENTES ATENDIDOS 	10 
3.6 ATIVIDADES E MATERIAIS DESENVOLVIDOS
3.7 Relatório de dúvidas e como foram sanadas 	12 
4 Conciderações finais X 
REFERÊNCIAS X APÊNDICES 	X ANEXOS 	X 
1 INTRODUÇÃO 
 O estágio o de Nutrição da Faculdade Uniasselvi, situada em Santa Catarina, foi realizado pela aluna Juliette Salles dos Santos. Esse relatório evidencia as atividades e resultados do estágio supervisionado de Nutrição Clinica município do Rio de Janeiro . Estado do Rio de Janeiro, durante o período de 14/04/2025 a 06/06/2025 com a carga horária de 6 horas diariamente, totalizando 203 horas. Este relato foi elaborado para apresentar um breve panorama da prática de atividades desenvolvidas durante o estágio supervisionado na Clínica Katherine Raffaele. 
A alimentação é um dos pilares fundamentais para a manutenção da saúde e do bem-estar humano, sendo especialmente relevante na área da Nutrição Clínica. Nesse contexto, a atuação do nutricionista visa promover a saúde, prevenir doenças e auxiliar no tratamento de condições clínicas por meio de uma alimentação adequada e individualizada. O trabalho clínico envolve a avaliação do estado nutricional, elaboração de planos alimentares personalizados, acompanhamento da evolução nutricional e a educação alimentar voltada para a mudança de hábitos e comportamentos. Além disso, contribui para a formação de novos profissionais da saúde e para a construção de práticas baseadas em evidências, monitorando a eficácia das intervenções nutricionais realizadas.
Diante das crescentes preocupações com os impactos dos padrões alimentares contemporâneos na saúde e na qualidade de vida, a Nutrição Clínica assume um papel essencial na promoção de escolhas alimentares conscientes, sustentáveis e individualizadas. O nutricionista clínico, ao elaborar planos alimentares personalizados, deve considerar não apenas as necessidades fisiológicas e patológicas do paciente, mas também incentivar o consumo de alimentos minimamente processados, sazonais e de origem sustentável. Essa abordagem contribui para a saúde do indivíduo e, simultaneamente, para a preservação do meio ambiente, promovendo uma alimentação que seja viável economicamente, socialmente justa e respeitosa aos limites ecológicos. Assim, a prática clínica se alinha ao conceito de alimentação sustentável, unindo cuidado nutricional à responsabilidade ambiental, conforme destacado por Martinelli e Cavalli (2019).
O público atendido era prioritariamente composto por mulheres com objetivo de emagrecimento saudável.
Durante o estágio, foram realizadas observações, participação em atendimentos, construção de estratégias de educação nutricional e acompanhamento de protocolos dietoterápicos com foco em perda de peso, saúde metabólica e reeducação alimentar.
 
	2 	OBJETIVOS 
2.1 OBJETIVOS GERAL 
A Lei do Estágio, também conhecida como Lei 11.788/2008, é o dispositivo legal que regulamenta o estágio no Brasil. Foi criado para proporcionar aos alunos a oportunidade de vivenciar o exercício profissional e complementar a sua formação acadêmica, estabelecendo direitos e obrigações tanto para os estagiários quanto para as instituições de ensino e empresas. Desenvolvido em ambiente de trabalho como atividade escolar supervisionada, o programa visa preparar os alunos para o trabalho produtivo, proporcionando-lhes a oportunidade de aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos durante a sua formação académica. Podem participar alunos do ensino superior, ensino médio, ensino médio profissionalizante e educação especial. A carga horária máxima de um estágio é regulamentada por lei e leva em consideração o nível de escolaridade do aluno. Para o ensino superior e o ensino profissional intermediário, a carga horária máxima é de 6 horas diárias e 30 horas semanais. Para o ensino secundário geral e o ensino especial, a carga horária máxima é reduzida para 4 horas diárias e 20 horas semanais. Os estágios extracurriculares supervisionados dos cursos de Nutrição da Uniasselvi visam proporcionar aos alunos a capacidade de realizar atividades práticas em ambiente real de trabalho, como parte de sua formação profissional, por meio do desenvolvimento de competências técnico-científicas ou por meio sociopolítico. . . compromisso com a sociedade. Essa conexão reafirma aos alunos que uma mudança no horizonte de carreira é uma boa oportunidade para aprimorar e/ou desenvolver habilidades importantes, para construir uma carreira mais flexível de forma colaborativa e interdisciplinar, para aprender desde cedo a lidar com as dificuldades de qualquer teoria do que funcionará, porque a graduação não é suficiente para dar aos alunos uma compreensão das normas da indústria. 
O estágio supervisionado vai muito além de um simples cumprimento de exigências acadêmicas. Ele é uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. Além de ser um importante instrumento de integração entre universidade, escola e comunidade (FILHO, 2010). Por isso, o presente estudo foi desenvolvido a fim de trazer a público a importância do Estágio Supervisionado no processo de formação do profissional docente. Também relata a importância da experiência prática aliada aos conhecimentos teóricos na vida dos acadêmicos de graduação. 
Vivenciar a prática da Nutrição Clínica, aplicando os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso na condução de atendimentos nutricionais reais.
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
· Aplicar técnicas de avaliação nutricional (anamnese, recordatório alimentar, avaliação antropométrica).
· Elaborar e propor planos alimentares individualizados. 
· Participar de ações de educação nutricional e orientação alimentar.
· Identificar dificuldades de adesão ao tratamento e propor estratégias motivacionais. 
· Aprimorar habilidades de comunicação e empatia no atendimento nutricional.
 
	3 	DESENVOLVIMENTO 
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA Nutrição Clínica 
A Clínica de Nutrição Katherine Raffaele é um espaço especializado em atendimento nutricional individualizado, com foco em mulheres que desejam emagrecer de forma saudável e sustentável. Localizada em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, a clínica possui uma estrutura acolhedora, com consultórios equipadospara avaliação antropométrica, bioimpedância e orientações personalizadas.
O modelo de atendimento segue o enfoque da nutrição funcional e comportamental, visando não apenas a perda de peso, mas a construção de uma nova relação com os alimentos e com o corpo.
A equipe é composta por nutricionista responsável, estagiária, recepcionista e apoio administrativo. A clínica oferece atendimento ambulatorial individualizado. Não possui leitos, por se tratar de serviço ambulatorial. A média de atendimentos mensais varia entre 80 e 120 pacientes.
Serviços oferecidos: avaliação nutricional, prescrição dietética, bioimpedância, planejamento alimentar, acompanhamento clínico e ações de educação nutricional.
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 Localização Clinica Katherine Raffaele 
 
Fonte: Google Maps (2025) 
 
Imagem 2: Foto da Nutricionista responsável 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Autora (2025) 
 
 
 
3.2 PERFIL DOS PARTICIPANTES 
 O objetivo do atendimento nutricional é proporcionar emagrecimento saudável, reeducação alimentar e melhora da qualidade de vida. O público atendido é majoritariamente feminino, com idades entre 25 e 55 anos, pertencente à classe média, com escolaridade média a superior completa.
A clínica atende pacientes com sobrepeso, obesidade, resistência à insulina, distúrbios alimentares, síndrome metabólica e questões relacionadas à compulsão alimentar.
Os atendimentos são particulares ou por convênios específicos. Todos os pacientes recebem atendimento individualizado, independentemente da forma de pagamento.
 
 
 
 
 
 
 3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA DO NUTRICIONISTA DO SERVIÇO 
A nutricionista responsável, Katherine Raffaele, possui formação em Nutrição com especialização em Nutrição Clínica e Comportamental, além de constantes atualizações por meio de cursos e congressos.
Horário de trabalho: das 9h às 17h, com agendamentos prévios.
Atividades diárias:
· Avaliação nutricional individual;
· Aplicação de bioimpedância;
· Prescrição de planos alimentares;
· Monitoramento de evolução;
· Estratégias de adesão e motivação.
Equipamentos utilizados: balança digital, estadiômetro, fita métrica, adipômetro e bioimpedância.
Base científica: literatura atualizada, diretrizes da SBAN e CRN, estudos da nutrição funcional e comportamental.
Estratégias nutricionais:
· Prescrição de dietas hipocalóricas e densas em nutrientes;
· Fracionamento alimentar;
· Estímulo ao consumo de alimentos minimamente processados;
· Aplicação de escalas de saciedade e diário alimentar;
· Práticas de mindfulness e reeducação alimentar.
Aspectos administrativos:
A clínica possui alvará sanitário, registro de responsabilidade técnica no CRN e segue todos os trâmites legais para funcionamento.
Diferenciais do atendimento:
· Abordagem empática e humanizada;
· Estratégias comportamentais;
· Foco na adesão e construção de hábitos duradouros;
· Individualização total do tratamento.
3.4 CASO CLÍNICO 1
Anamnese – Ambulatorial / Clínica Estética com foco em emagrecimento
· Identificação: J.S.C., 38 anos, feminina
· Motivo da consulta: Dificuldade para emagrecer após gestação. Relata aumento de peso de 10 kg nos últimos 2 anos.
· Histórico familiar: Mãe e avó com obesidade e hipertensão.
· Histórico pessoal: Gestação há 2 anos, cesárea. Sem doenças diagnosticadas.
· Hábitos alimentares: Consome doces diariamente, costuma pular o café da manhã.
· Estilo de vida: Trabalha sentada, 10h/dia. Caminhadas leves aos fins de semana.
· Sono: 5–6h/dia
· Hidratação: 1 litro de água/dia, em média
NRS 2022:
Pontuação: 2 – Paciente em risco leve de desnutrição (comportamental, sem perda de peso recente, mas com ingestão inadequada).
Avaliação Nutricional
Antropometria
· Peso: 88 kg
· Altura: 1,62 m
· IMC: 33,5 kg/m² (Obesidade Grau I)
· Circunferência abdominal: 100 cm
Medicamentos
· Nenhum uso contínuo
Exames Laboratoriais
· Glicemia de jejum: 99 mg/dL (limítrofe)
· Colesterol total: 215 mg/dL (limítrofe)
· HDL: 38 mg/dL (baixo)
· Triglicerídeos: 175 mg/dL (elevado)
· Vitamina D: 22 ng/mL (insuficiente)
Interpretação: Risco metabólico aumentado, possível resistência à insulina.
Exame físico
· Pele seca, queixas de fadiga, unhas quebradiças.
· Sem edemas ou sinais inflamatórios.
Diagnóstico Nutricional (DIDN)
· Excesso de gordura corporal relacionado à ingestão excessiva de açúcar e baixa atividade física evidenciado por IMC elevado, exames laboratoriais alterados e relato alimentar.
Necessidades Nutricionais (estimadas com VET de 1400 kcal/dia)
· Proteínas: 1,2 g/kg → 88 x 1,2 = ~105g (420 kcal)
· Gorduras: 25% do VET → ~39g (350 kcal)
· Carboidratos: 45–50% do VET → ~160g (630 kcal)
· Micronutrientes: foco em vitamina D, magnésio, zinco e complexo B.
Conduta Nutricional
Diretrizes utilizadas
· Diretrizes Brasileiras de Obesidade (ABESO)
· Guia Alimentar para a População Brasileira
Plano dietético
· Dieta hipocalórica de 1400 kcal, distribuída em 5 refeições/dia
· Inclusão de alimentos fontes de fibras, proteínas magras, frutas com baixo índice glicêmico
· Restrição de açúcares simples e gordura saturada
Exemplo de plano diário (resumo)
· Café da manhã: pão francês sem miolo, ovo, café com canela
· Almoço: arroz, feijão, frango grelhado, legumes, salada verde
· Lanches com frutas, whey, aveia
· Jantar: carne magra + vegetais
· 1 quadradinho de chocolate ao leite após o almoço
Orientações nutricionais
· Mastigação consciente
· Hidratação adequada
· Evitar pular refeições
· Controle de porções
· Atividade física leve a moderada
Materiais entregues
· Plano alimentar impresso
· Lista de substituições
· Ebook “Alimentação saudável na rotina”
Continuidade do atendimento
· Acompanhamento agendado para 30 dias
· Proposta de acompanhamento quinzenal se necessário
 
 3.5 DEMAIS PACIENTES ATENDIDOS
 
. 
 
 
3.6 ATIVIDADES E MATERIAIS DESENVOLVIDOS 
  Elaboração de planos alimentares personalizados
 Aplicação de anamneses completas
 Participação em atendimentos com supervisão
 Criação de materiais educativos (flyers, listas de substituição, receitas fit)
 Organização de planilhas de evolução nutricional
3.7 RELATÓRIO DE DÚVIDAS E COMO FORAM SANADAS
Durante o desenvolvimento das atividades no estágio, surgiram dúvidas pertinentes à prática clínica, fundamentais para o aprimoramento profissional. As principais dúvidas foram:
· Quantificação de proteínas para pacientes com obesidade sem comorbidades: A dúvida surgiu quanto à segurança e eficácia na prescrição de valores mais elevados de proteína. Esta questão foi sanada por meio de discussões com a preceptora, análise das Diretrizes da ABESO (2022) e revisão bibliográfica atualizada. Confirmou-se que a prescrição de até 1,5g/kg de peso é segura e benéfica para manutenção de massa magra e melhora da saciedade em pacientes com obesidade.
· Adequação do plano alimentar para pacientes com restrições socioeconômicas: Houve incerteza sobre como elaborar cardápios acessíveis, mas nutricionalmente adequados. A preceptora orientou sobre a utilização de alimentos regionais, sazonais e de baixo custo, além da adaptação das preparações tradicionais dos pacientes. A consulta ao Guia Alimentar para a População Brasileira também foi essencial para fundamentar essa conduta.
· Interpretação de exames bioquímicos com valores limítrofes: Dúvidas surgiram, principalmente, em relação à interpretação de glicemia de jejum e colesterol em níveis de alerta, mas não patológicos. A questão foi solucionada com apoio da preceptora, estudos complementares e revisão das Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2022).
· Aplicação prática de estratégias comportamentais: Houve dificuldade inicial na abordagem motivacional e na aplicação de técnicas de nutrição comportamental, como escalas de fome e saciedade e incentivo à alimentação consciente. As dúvidas foram sanadas por meio de acompanhamento direto das consultas da nutricionista, leituras específicas (Alvarenga et al., 2019) e discussões de casos.
Esse processo constante de esclarecimentodas dúvidas contribuiu diretamente para a consolidação dos conhecimentos, desenvolvimento da autonomia profissional e segurança na tomada de decisões nutricionais.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A realização do estágio supervisionado em Nutrição Clínica, na Clínica Katherine Raffaele, foi de extrema relevância para minha formação acadêmica e profissional. O estágio proporcionou a vivência prática de situações que até então eram abordadas apenas na teoria, ampliando meu entendimento sobre a atuação do nutricionista clínico, especialmente na área de emagrecimento feminino.
Foi possível aplicar conhecimentos adquiridos ao longo do curso, como avaliação nutricional, elaboração de planos alimentares, interpretação de exames bioquímicos e utilização de estratégias de educação alimentar e nutrição comportamental. Além disso, desenvolvi habilidades essenciais, como empatia, escuta ativa, comunicação assertiva e capacidade de adaptação às necessidades individuais de cada paciente.
Entre os principais desafios encontrados, destacam-se a dificuldade de promover a adesão dos pacientes ao plano alimentar, especialmente em situações de desmotivação, limitações emocionais e financeiras. Contudo, esses desafios foram transformados em oportunidades de aprendizado, aprimorando minha atuação clínica.
Diante dessa experiência, percebo a importância de uma abordagem humanizada, individualizada e baseada em evidências científicas. O acompanhamento nutricional não se limita à prescrição dietética, mas envolve um olhar integral para o paciente, considerando aspectos emocionais, sociais e comportamentais.
Como sugestão de melhoria, considero pertinente que a clínica invista em ações coletivas, como rodas de conversa, oficinas culinárias e parcerias com outros profissionais da saúde, visando ampliar o suporte aos pacientes. Além disso, reforço a importância da atualização constante do profissional de nutrição, diante das inovações científicas e das demandas do mercado.
Concluo que o estágio não apenas consolidou minha escolha profissional, como também fortaleceu meu compromisso com uma prática ética, empática e transformadora, capaz de promover saúde, bem-estar e qualidade de vida.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
· Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO. Diretrizes 2022.
· Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira.
· NRS 2022 – Nutritional Risk Screening.
· Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes.
· Manual de Nutrição Clínica – Cuppari, L.
ALVARENGA, S. A. et al. Nutrição Comportamental. 2. Ed. Barueri: Manole ; 2019,596 p. 
BRASIL. Diário Oficial da União. Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Brasília, DF: 20 set. 1990. 
BRASIL. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 
BRASIL. Lei n.º 6.321, de 14 de abril de 1976. Dispõe sobre a criação do Programa de Alimentação do Trabalhador. Diário Oficial da União, Brasília, 14 abr. 1976. 
BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978. Aprova 
as Normas Regulamentadoras - NR - do Capítulo V, Título II, da Consolidação das 
Leis do Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Diário Oficial da 
União, Brasília, 6 jul. 1978. 
CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS (CFN). Resolução CFN n.º 9, de 
2 de agosto de 2022. Estabelece diretrizes para a atuação do nutricionista em 
Instituições de Longa Permanência para Idosos. Disponível em: http://normativasaude.com.br/index.php/p-p-r-a/. Acesso em: 31 ago. 2024. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Vigilância em Saúde. Departamento de 
Vigilância Epidemiológica. Manual integrado de vigilância, prevenção e controle de 
doenças transmitidas por alimentos / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília: Editora do 
Ministério da Saúde, 2010. 158 p 
ANEXOS: 
 
 
 
 
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