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1 
 
SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI - UNIASSELVI 
CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL 
ESTÁGIO III: NUTRIÇÃO CLÍNICA 
 
 
 
 
 
ROBSNEIDE EVANGELISTA DA SILVA BARBOSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARABÁ – NOVEMBRO/2024 
 
2 
 
SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI - UNIASSELVI 
CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO 
 
 
 
 
 
 
ROBSNEIDE EVANGELISTA DA SILVA BARBOSA 
 
 
CLÍNICA NATURAL CENTER 
 
 
 
 
 
 
Relatório Final de Estágio Curricular 
Supervisionado, apresentado a 
Uniasselvi, como requisito para 
obtenção do diploma. 
 
 
ORIENTADORA: 
 
ANA PAULA KRONHARDT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARABÁ – NOVEMBRO/2024 
 
3 
 
Dados do estágiário 
 
Aluno: Robsneide Evangelista da Silva Barbosa 
Data de nascimento: 02/03/1979 
Conclusão do curso: 2024 
Endereço: Rua Tocantins nº 66 Bairro São Luis 
Fone: (94) 9 9155-0203 
 
Curso: Bacharel em Nutrição 
Endereço: Polo Uniasselvi 
Bairro: Nova Marabá 
Cidade: Marabá 
CEP: 68507-620 
Fone: (94) 2101-3990 
 
 
Dados do estágio 
Razão social: Edilson V. Lima & Cia LTDA 
Endereço: V 301 Folha 30 SN Quadra 06 Lote 19 B 
Bairro: Nova Marabá 
Cidade: Marabá 
Data de fundação: 24/06/2008 
Natureza: Sociedade empresária limitada 
Área de atuação da empresa: Atividades de práticas integrativas e complementares 
em saúde humana 
Número de empregados: 04 
Período de estágio: 23/10/2024 a 09/12/2024 
Representante legal da empresa: Edilson Vitoriano Lima 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
ÍNDICE 
 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................5 
2. OBJETIVOS ....................................................................................................7 
2.1 OBJETIVO GERAL ........................................................................................7 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .........................................................................7 
3. DESENVOLVIMENTO ....................................................................................8 
3.1 HISTÓRICO E CARACTERÍSTICA DO ESTABELECIMENTO......................8 
3.2 PERFIL DOS PACIENTES...........................................................................10 
3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA DO NUTRICIONISTA DO SERVIÇO.....11 
3.4 CASO CLÍNICO............................................................................................14 
3.5 DEMAIS PACIENTES ATENDIDOS............................................................16 
3.6 ATIVIDADES E MATERIAIS DESENVOLVIDOS.........................................17 
3.7 RELATÓRIO DE DÚVIDAS E COMO FORAM SANADAS ..........................18 
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS...........................................................................19 
REFERÊNCIAS ................................................................................................21 
APÊNDICES .....................................................................................................23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A atuação do nutricionista na área clínica destaca-se como fundamental 
para o cuidado integral à saúde dos pacientes, oferecendo suporte na 
prevenção, tratamento e recuperação de diversas condições clínicas por meio 
de intervenções alimentares individualizadas. Segundo Costa e Silva (2020, p. 
32), "o nutricionista clínico desempenha um papel essencial na avaliação e 
manejo nutricional de pacientes, contribuindo para o tratamento de doenças 
crônicas e na promoção de uma melhor qualidade de vida". Esse profissional 
utiliza uma abordagem baseada em evidências científicas, pautando suas 
decisões em diretrizes atualizadas e pesquisas recentes que comprovam a 
eficácia da intervenção nutricional em diversos contextos clínicos (SILVA; 
ANDRADE, 2019). 
A presença do nutricionista na equipe de saúde clínica é justificada pela 
sua capacidade de avaliar, planejar e acompanhar o estado nutricional de 
pacientes, promovendo intervenções específicas para diferentes condições 
fisiopatológicas. Como aponta Oliveira (2019), "o cuidado nutricional é um 
componente essencial nos planos terapêuticos de pacientes internados e 
ambulatoriais, reforçando o papel do nutricionista como profissional 
indispensável na equipe multidisciplinar" (p. 44). Esse suporte é embasado na 
avaliação nutricional detalhada, que envolve a análise de exames laboratoriais, 
avaliação antropométrica e histórico alimentar, aspectos que permitem uma 
visão ampla e detalhada da saúde do paciente, segundo o Ministério da Saúde 
(BRASIL, 2017). 
No âmbito das práticas clínicas, o relacionamento com o paciente é um 
fator determinante para o sucesso do tratamento, pois a criação de um vínculo 
de confiança e a adoção de uma postura ética e humanizada garantem uma 
maior adesão às recomendações alimentares. Santos e Almeida (2021) 
ressaltam que a relação nutricionista-paciente deve ser baseada em empatia, 
escuta ativa e respeito pela individualidade de cada paciente, de forma que "o 
vínculo profissional favorece a construção de estratégias eficazes e realistas 
para a adesão ao plano alimentar proposto" (p. 66). 
A interação do nutricionista com a equipe multiprofissional é outro aspecto 
relevante, pois a saúde do paciente é entendida de forma integral, com cada 
6 
 
profissional oferecendo uma perspectiva única e complementar ao cuidado. 
Nesse sentido, segundo Lopes et al. (2022), "a atuação conjunta com médicos, 
enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais potencializa os resultados do 
tratamento e promove uma visão mais holística da saúde" (p. 23). A prática 
colaborativa é essencial para que o nutricionista consiga avaliar melhor as 
condições de cada paciente e adaptar as condutas de acordo com as demandas 
de cada caso. 
Em resumo, o papel do nutricionista clínico é essencial na promoção da 
saúde e no suporte nutricional especializado, garantindo que cada intervenção 
seja sustentada por uma base científica robusta e alinhada às diretrizes atuais. 
A atuação ética e humanizada, bem como a integração com a equipe 
multiprofissional, configura-se como pilares da prática clínica, permitindo o 
desenvolvimento de um cuidado personalizado e eficaz que contribui para o 
bem-estar dos pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
2 OBJETIVOS 
 
2.1 OBJETIVO GERAL 
 
Integrar os conhecimentos teóricos com a prática nas áreas de assistência 
nutricional internação hospitalar, internação domiciliar (Home care), SPA e 
assistência ambulatorial a partir do acompanhamento diário e/ou conforme 
calendário de visita domiciliar e consulta e individual do paciente para 
desenvolver a sua capacidade e habilidade em investigar, diagnosticar, planejar, 
supervisionar e avaliar as atividades de terapia nutricional direcionando a 
conduta a recuperação baseada nos fatores clínicos, fisiológicos, patológicos, 
sociais, culturais e psicológicos de cada paciente. 
 
2.2 OBJETIVOS ESPECIFÍCOS 
 
 Avaliar, diagnosticar e acompanhar pacientes sadios e enfermos, no intuito de 
promover, manter ou recuperar o estado nutricional; 
 Planejar, prescrever, analisar, supervisionar e avaliar dietas e suplementos 
dietéticos para indivíduos sadios e enfermos 
 Atuar em equipes multiprofissionais de assistência a pacientes. 
 Ter domínio sobre aplicação de técnicas de avaliação nutricional, tais como 
circunferências e dobras cutâneas, na avaliação da composição corporal de 
indivíduos sadios e enfermos; 
 Aplicar conhecimentos sobre a composição, propriedades e transformações dos 
alimentos e seu aproveitamento pelo organismo humano, na atenção dietética; 
 Estimar as necessidades nutricionais nas diversas faixas etárias e situações 
clínicas; 
 Elaborar a orientação nutricional e o planejamento alimentar e nutricional, 
incluindoprescrição dietética e suplementação; 
 Atuar em equipes multiprofissionais destinadas a planejar, coordenar, 
supervisionar, implementar, executar e avaliar atividades na área de alimentação 
e nutrição e de saúde. 
 
 
8 
 
3 DESENVOLVIMENTO 
 
3.1 HISTÓRICO E CARACTERÍSTICAS DO ESTABELECIMENTO 
 
A Clínica Natural Center foi fundada em 24 de junho de 2008, com a missão 
de oferecer serviços de saúde de qualidade à comunidade local. Desde sua 
criação, o estabelecimento tem se dedicado a promover cuidados integrados e 
humanizados, visando atender às necessidades dos pacientes de maneira 
abrangente. Sua fundação representa um marco para a região, consolidando-se 
como um centro de referência em saúde e bem-estar. 
Localizada na V 301, Folha 30 SN Quadra 06 Lote 19 B, em Nova Marabá, 
a Clínica está situada em uma área estratégica, próxima a residências e logo 
atrás do Shopping Center Pátio Marabá. Essa localização favorece o acesso da 
comunidade local e regional, contribuindo para sua atuação como um ponto 
importante de assistência à saúde. O mapa abaixo ilustra a localização 
estratégica do estabelecimento, destacando sua inserção geográfica e a 
proximidade com pontos de referência importantes da região. 
 
Figura 1 – Localização da Clínica Natural Center 
 
Fonte: Google Maps. 
9 
 
Figura 2 - Fachada do local 
 
Fonte: Google Maps. 
 
A Clínica Natural Center conta com uma equipe multidisciplinar composta 
por um nutricionista, um médico, um enfermeiro e um fisioterapeuta. Esses 
profissionais desempenham papéis fundamentais no atendimento integral aos 
pacientes, garantindo que as necessidades sejam atendidas de maneira 
personalizada e eficiente. Os setores de atendimento são variados e incluem o 
Setor de Home Care, voltado ao atendimento domiciliar, além de um SPA, 
consultórios de especialidades, quiropraxia e fisioterapia. 
10 
 
Com um total de quatro colaboradores, distribuídos entre funções 
administrativas, operacionais e de atendimento direto, o estabelecimento 
consegue atender a uma média de 400 pacientes por mês. Essa demanda reflete 
a confiança da comunidade nos serviços oferecidos pela clínica e na qualidade 
do cuidado prestado. Entre os serviços de saúde disponibilizados, destacam-se 
as consultas ambulatoriais, o atendimento domiciliar, as terapias especializadas 
como fisioterapia e nutrição e os programas de acompanhamento de doenças 
crônicas. 
A Clínica opera de segunda a sexta-feira, com horário de funcionamento 
das 9h às 18h, oferecendo uma rotina de atendimento acessível para seus 
pacientes. Com essa estrutura bem definida e uma abordagem humanizada, o 
estabelecimento mantém seu compromisso de melhorar a qualidade de vida da 
população, integrando saúde e bem-estar em cada atendimento realizado. 
 
3.2 PERFIL DOS PACIENTES 
 
No atendimento nutricional clínico, o objetivo é proporcionar uma 
assistência especializada e individualizada, que vise à promoção da saúde e à 
prevenção e tratamento de agravos relacionados à alimentação. Dentre os 
objetivos específicos, destaca-se a orientação sobre práticas alimentares 
saudáveis, a adequação do estado nutricional, o apoio no controle e/ou 
recuperação de condições clínicas específicas (como obesidade, diabetes, 
hipertensão, entre outros) e a promoção de hábitos de vida que favoreçam o 
bem-estar e a qualidade de vida. 
Os pacientes atendidos no âmbito clínico apresentam uma diversidade 
significativa em termos de classe socioeconômica, escolaridade, faixa etária, 
gênero, perfil de saúde e perfil nutricional. 
A população atendida abrange indivíduos com maior poder aquisitivo que 
utilizam planos de saúde ou atendimento particular. O nível de escolaridade 
também varia amplamente, influenciando na compreensão das orientações 
nutricionais e na adesão ao plano alimentar proposto. 
A faixa etária é variada, incluindo desde crianças e adolescentes até 
adultos e idosos, cada grupo com demandas nutricionais e de saúde específicas. 
Observa-se, no entanto, uma predominância de adultos e idosos, especialmente 
11 
 
em casos de doenças crônicas que demandam acompanhamento nutricional 
contínuo. Quanto ao gênero, há um equilíbrio na proporção de homens e 
mulheres atendidos, com algumas diferenças nas demandas nutricionais e de 
saúde, conforme o perfil de cada grupo. 
A maioria dos pacientes apresenta condições clínicas que demandam 
acompanhamento nutricional específico, como obesidade, diabetes mellitus, 
hipertensão arterial, dislipidemias e doenças gastrointestinais. Há também um 
grupo crescente de pacientes interessados em acompanhamento preventivo, 
buscando melhorar o estado nutricional e prevenir o surgimento de patologias. 
No perfil nutricional, são comuns casos de desnutrição ou sobrepeso e 
obesidade, refletindo o cenário nutricional atual que combina desnutrição e 
doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). 
Em relação aos hábitos de vida, observa-se que muitos pacientes 
enfrentam desafios na adesão a práticas alimentares saudáveis e na inclusão de 
atividades físicas na rotina. O sedentarismo e o consumo de alimentos 
ultraprocessados são comportamentos frequentemente encontrados, e o 
atendimento nutricional busca incentivar mudanças que contribuam para um 
estilo de vida mais equilibrado e saudável. 
O atendimento é oferecido através de convênios e atendimento particular. 
Nos convênios e atendimentos particulares, o atendimento geralmente é mais 
detalhado, permitindo um acompanhamento mais próximo e maior 
disponibilidade de tempo para discussões e esclarecimento de dúvidas. 
Além disso, a disponibilidade de recursos pode variar entre as 
modalidades, sendo que, em atendimentos particulares, os pacientes podem ter 
acesso a exames e acompanhamento de outros profissionais com maior 
facilidade, o que pode otimizar o plano nutricional. 
 
3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA DO NUTRICIONISTA DO SERVIÇO 
 
O nutricionista clínico desempenha um papel essencial na promoção e no 
cuidado da saúde dos pacientes, organizando uma rotina pautada em avaliações 
detalhadas, planejamento nutricional personalizado e acompanhamento 
constante dos pacientes. A seguir estão descritos os principais aspectos que 
definem a rotina diária deste profissional no ambiente clínico. 
12 
 
O nutricionista clínico possui formação em Nutrição, geralmente com 
especializações em áreas correlatas, como Nutrição Clínica, Nutrição Funcional 
ou Nutrição Esportiva, dependendo do perfil de atendimento. Manter-se 
atualizado é fundamental, e o profissional participa regularmente de cursos, 
congressos e workshops voltados a práticas nutricionais avançadas, novas 
estratégias dietoterápicas e estudos clínicos, assegurando um embasamento 
científico nas suas intervenções. 
O horário de trabalho pode variar conforme o local de atuação. Em clínicas 
ou hospitais, pode haver uma escala de plantão, exigindo horários de trabalho 
alternados, como diurno ou noturno. Já em consultórios privados, o nutricionista 
tende a ter horários fixos e uma agenda mais organizada. A gestão do tempo é 
primordial, pois o nutricionista deve conciliar a consulta direta com o paciente, o 
planejamento dietético e o acompanhamento dos prontuários e relatórios de 
evolução. 
Entre as atribuições do nutricionista estão a avaliação nutricional inicial, a 
elaboração de diagnósticos nutricionais, o desenvolvimento e a prescrição de 
planos alimentares individualizados, o monitoramento e a reavaliação periódica 
dos pacientes. Ele também deve orientar e educar o paciente sobre práticas 
alimentares e, em casos específicos, coordenar a equipe multidisciplinar para 
ajustes necessários na intervenção nutricional. O nutricionista tem a 
responsabilidade de acompanhar e registrar as evoluções no estado nutricional, 
atualizando o prontuário e adaptando as recomendações conforme a resposta 
clínica do paciente. 
Para avaliar emonitorar o estado nutricional, o nutricionista utiliza 
equipamentos variados, como balança de bioimpedância (para análise de 
composição corporal), estadiômetro (para medir a altura), fita métrica e 
adipômetro (para avaliar a distribuição de gordura corporal). Em alguns casos, 
também pode dispor de equipamentos avançados como a bioimpedância, que 
oferece dados sobre massa magra e percentual de gordura, fundamentais para 
um diagnóstico mais preciso e embasado cientificamente. 
O embasamento científico do nutricionista clínico é amplo, integrando 
estudos atualizados sobre fisiologia humana, metabolismo, nutrição clínica e 
dietoterapia. A prática baseia-se em guias alimentares, estudos clínicos de 
intervenção nutricional e recomendações de órgãos de referência, como a 
13 
 
Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Nutrição. O 
profissional utiliza também diretrizes e protocolos atualizados, especialmente 
para tratar condições específicas como diabetes, doenças cardiovasculares e 
obesidade, buscando garantir que a prática seja sempre fundamentada em 
evidências robustas. 
As estratégias nutricionais são personalizadas conforme o perfil e as 
necessidades do paciente. O nutricionista pode empregar abordagens como 
dietas hipocalóricas para perda de peso, dietas hipossódicas para controle de 
hipertensão, ajustes no consumo de carboidratos para controle glicêmico em 
pacientes diabéticos e recomendações de suplementação vitamínica e mineral, 
se necessário. Em alguns casos, são utilizadas abordagens de alimentação 
funcional e introdução de alimentos anti-inflamatórios para melhorar a resposta 
do organismo em casos de doenças crônicas. O acompanhamento é constante, 
ajustando a dieta conforme a evolução e o objetivo traçado com o paciente. 
A rotina do nutricionista também envolve processos administrativos e 
financeiros, como a gestão de prontuários, preenchimento de fichas de evolução 
e controle das consultas. No contexto do atendimento particular ou em 
consultórios, o profissional lida com a emissão de recibos, controle de 
agendamentos e o registro de documentações que envolvem a responsabilidade 
técnica. Em estabelecimentos maiores, como clínicas e hospitais, há também 
uma preocupação com alvarás e licenciamentos para o funcionamento 
adequado do serviço e a conformidade com regulamentações vigentes da 
Vigilância Sanitária e do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). 
O atendimento nutricional destaca-se pela personalização e pelo suporte 
contínuo, adaptando-se às necessidades de cada paciente. Diferenciais incluem 
o uso de tecnologias modernas para avaliação corporal, como a bioimpedância, 
e a incorporação de estratégias de educação nutricional que buscam aumentar 
a adesão e autonomia do paciente. Além disso, o nutricionista adota uma 
abordagem empática e motivacional, entendendo as dificuldades de cada 
paciente para oferecer soluções realistas e sustentáveis que promovam a 
melhoria da qualidade de vida e o bem-estar. 
 
 
 
14 
 
3.4 CASO CLÍNICO 
 
 Caso Clínico 1: Paciente A.G.S. com Diabetes Tipo 2 
A paciente, A.G.S., é uma mulher de 55 anos, casada e dona de casa. Sua 
queixa principal é o controle da glicemia e a perda de peso. Ela tem um histórico 
clínico de diabetes tipo 2 diagnosticado há 8 anos e relata sintomas como 
cansaço constante e formigamento nos pés. Seu histórico alimentar revela um 
consumo elevado de carboidratos simples e uma baixa ingestão de vegetais e 
fibras. Além disso, a paciente apresenta um estilo de vida sedentário, sem prática 
regular de atividade física. 
A avaliação antropométrica da paciente mostra um peso de 84 kg, altura 
de 1,60 m, e um IMC de 32,8 kg/m², caracterizando obesidade grau I. A 
circunferência da cintura é de 110 cm, indicando risco aumentado para doenças 
cardiovasculares. A paciente está em uso de metformina (antidiabético oral) e 
losartana (anti-hipertensivo). Os exames laboratoriais revelam uma glicemia de 
jejum de 160 mg/dL, acima do valor de referência (50 mg/dL). O exame físico revela 
lipodistrofia abdominal e sinais de neuropatia periférica nos pés. 
O diagnóstico clínico inclui diabetes tipo 2, obesidade e dislipidemia. No 
aspecto nutricional, a paciente apresenta um consumo excessivo de 
carboidratos simples, baixa ingestão de fibras e um estilo de vida sedentário, 
fatores que contribuem para o desequilíbrio no controle glicêmico e para o ganho 
de peso. 
A paciente necessita de uma dieta com 1600 kcal/dia, distribuídas da 
seguinte forma: 45% de carboidratos (180 g/dia), priorizando alimentos de baixo 
índice glicêmico; 20% de proteínas (80 g/dia); e 35% de lipídios (62 g/dia), com 
ênfase em gorduras monoinsaturadas e ômega-3. A ingestão de fibras deve ser 
de 25 a 30 g/dia. 
As diretrizes utilizadas para a conduta nutricional foram as da Sociedade 
Brasileira de Diabetes e da Organização Mundial da Saúde (OMS). O plano 
dietético proposto inclui: 
 Café da manhã: 1 fatia de pão integral, 1 fatia de queijo branco e café sem 
15 
 
açúcar. 
 Lanche da manhã: 1 maçã. 
 Almoço: 100 g de peito de frango grelhado, 2 colheres (sopa) de arroz 
integral, 1 concha de feijão e salada de folhas verdes com azeite de oliva. 
 Lanche da tarde: 10 amêndoas. 
 Jantar: Omelete de 2 ovos com espinafre e 1 fatia de pão integral. 
 Ceia: 1 copo de leite desnatado. 
Além disso, a paciente foi orientada a reduzir o consumo de alimentos 
industrializados e açúcar, aumentando a ingestão de frutas, vegetais e cereais 
integrais. Foi entregue um guia alimentar específico para portadores de diabetes 
e uma tabela de alimentos com índice glicêmico. O retorno foi agendado para 30 
dias para avaliação da evolução e ajustes na conduta. 
 Caso Clínico 2: Paciente P.C.B. com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) 
O paciente P.C.B., de 48 anos, é um homem, motorista, com queixa 
principal de controle da pressão arterial. Ele foi diagnosticado com hipertensão 
arterial sistêmica (HAS) há 4 anos e tem um histórico familiar de hipertensão e 
infarto. Seu histórico alimentar revela consumo elevado de sal e alimentos 
ultraprocessados, com pouca ingestão de frutas e vegetais. Embora pratique 
caminhadas esporadicamente, sua atividade física é limitada. 
O paciente apresenta um peso de 95 kg, altura de 1,75 m, e um IMC de 31 
kg/m², caracterizando obesidade grau I. Sua circunferência de cintura é de 105 
cm. O paciente está em uso de losartana (anti-hipertensivo) e hidroclorotiazida 
(diurético). A pressão arterial do paciente está elevada, com 150/95 mmHg, 
acima do valor recomendado (com 1 xícara de café. 
 Lanche da manhã: 1 pera. 
 Almoço: 120 g de filé de peixe grelhado, 3 colheres (sopa) de quinoa, 
brócolis no vapor e salada de tomate com azeite e limão. 
 Lanche da tarde: 1 iogurte natural com chia. 
 Jantar: Sopa de legumes com peito de frango desfiado. 
 Ceia: 1 fatia de mamão. 
O paciente foi orientado a reduzir a ingestão de alimentos ricos em sódio, 
priorizar alimentos ricos em potássio (como frutas e vegetais), e aumentar a 
ingestão de água. Foi entregue um folheto educativo sobre a dieta DASH, que 
promove o controle da pressão arterial. O retorno foi agendado para 15 dias, a 
fim de ajustar a conduta conforme a evolução clínica. 
 
3.5 DEMAIS PACIENTES ATENDIDOS: 
 
Quadro 1 – Atendimentos realizados do dia 1 a 5 de novembro 
 
Fonte: Elaborado pela autora. 
17 
 
Quadro 2 – Atendimentos realizados do dia 6 a 10 de novembro 
 
Fonte: Elaborado pela autora. 
 
3.6 ATIVIDADES E MATERIAIS DESENVOLVIDOS 
 
Durante o estágio, foram desenvolvidas diversas atividades relacionadas 
ao atendimento nutricional clínico. Entre as principais tarefas realizadas, 
destaca-se a aplicação de formulários personalizados de anamnese para coleta 
de dados sobre hábitos alimentares, histórico clínico e estado nutricional dos 
pacientes. Além disso, foram realizadas avaliações antropométricas utilizando 
equipamentos como balança digital, estadiômetro e fita métrica, com cálculos de 
indicadores como IMC, percentual de gordura e circunferência abdominal. 
Também foram elaborados planos dietéticos individualizados, adaptados 
aos objetivos e condições de saúde dos pacientes. Esses planos incluíram 
ajustes nos macronutrientes e a inclusão de alimentos funcionais, com foco em 
condições específicas como diabetes, hipertensão e obesidade. 
Outro ponto importante foi o monitoramento nutricional contínuo, que incluiu 
a aplicação de questionários semanais para avaliar a adesão aos planos 
alimentares, a análise da evolução dos dados antropométricos e laboratoriais 
dos pacientes. 
Vale ressaltar que, por questões de espaço físico e pela política da clínica, 
não foi possível realizar atividades lúdicas na sala de espera. O registro 
fotográfico foi realizado apenas com a autorização de uma paciente, conforme 
indicado no Apêndice A, pois a clínica restringe esse tipo de documentação. 
18 
 
3.7 RELATÓRIOS DE DÚVIDAS E COMO FORAM SANADAS 
 
Durante o estágio supervisionado em nutrição clínica, algumas dúvidas 
surgiram relacionadas aos atendimentos realizados e à elaboração das condutas 
nutricionais, as quais foram resolvidas por meio de revisão bibliográfica e 
orientações de profissionais experientes. 
Uma das questões envolveu a adaptação de uma dieta hipocalórica para 
um paciente com obesidade grau I, que também apresentava alergia à proteína 
do leite (APLV). Essa condição dificultava a inclusão de diversas fontes proteicas 
comumente usadas em dietas hipocalóricas, como leite e derivados. Para 
resolver essa questão, consultou-se a literatura científica e as diretrizes 
nutricionais, como as orientações da BRASPEN e da SBAN, sobre alergias 
alimentares. A solução encontrada foi substituir o leite e derivados por bebidas 
vegetais enriquecidas em cálcio e proteínas de origem vegetal, como tofu, grão-
de-bico e ervilha. A abordagem foi validada com o nutricionista preceptor, que 
aprovou as adaptações realizadas. 
Outra dúvida surgiu ao calcular as necessidades energéticas de um 
paciente idoso com baixo peso e sarcopenia. A dificuldade era identificar a 
fórmula mais apropriada, considerando a perda muscular significativa do 
paciente. Para isso, revisou-se a literatura sobre nutrição geriátrica e utilizou-se 
a fórmula de Harris-Benedict ajustada para idosos, conforme as orientações da 
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Além disso, foi incluído 
um fator de correção para sarcopenia, com base no aumento proteico 
recomendado pela literatura, que varia entre 1,2 e 1,5 g/kg de peso corporal. 
Outro desafio foi ajustar a dieta de um paciente diabético com níveis 
elevados de triglicerídeos, que necessitava de controle simultâneo da glicemia e 
das dislipidemias. Após revisão do protocolo da American Diabetes Association 
(ADA), foi possível definir que a dieta deveria priorizar alimentos ricos em fibras, 
gorduras insaturadas e carboidratos de baixo índice glicêmico. Foram feitas 
substituições de alimentos refinados por integrais e aumentada a inclusão de 
fontes de ômega-3, como chia, linhaça e peixes. A conduta foi discutida com o 
nutricionista preceptor, que aprovou as alterações realizadas. 
Por fim, surgiu a dúvida sobre a interpretação dos exames laboratoriais de 
um paciente com anemia ferropriva e doença renal crônica. A principal 
19 
 
dificuldade estava em entender a interação entre os parâmetros de função renal 
e os níveis de ferro sérico, ferritina e transferrina. Para esclarecer essa questão, 
foi consultado o Manual de Diagnóstico e Tratamento da Sociedade Brasileira de 
Nefrologia (SBN), o qual explica como a doença renal interfere nos marcadores 
de anemia. Além disso, foi realizada uma reunião com a equipe multidisciplinar, 
incluindo o médico nefrologista, para alinhar as condutas e discutir a 
suplementação de ferro via oral, considerando as especificidades do caso. 
Essas estratégias demonstraram a importância de integrar conhecimento 
técnico, literatura científica e o apoio da equipe multidisciplinar para a resolução 
das questões clínicas encontradas durante o estágio. 
 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O estágio supervisionado em Nutrição Clínica foi uma experiência 
fundamental para o desenvolvimento tanto teórico quanto prático. Durante esse 
período, foi possível aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso de 
Nutrição e compreender, na prática, a complexidade e a relevância do trabalho 
do nutricionista no cuidado com a saúde dos pacientes. 
Entre os principais aprendizados, destacam-se a aprimoração das 
habilidades na avaliação e diagnóstico nutricional, com ênfase na aplicação de 
técnicas de avaliação antropométrica, interpretação de exames laboratoriais e 
elaboração de diagnósticos precisos. Além disso, a elaboração de planos 
alimentares tornou-se uma tarefa mais desafiadora e enriquecedora, 
considerando a adaptação de planos para as condições clínicas de cada 
paciente, levando em conta suas restrições alimentares e necessidades 
nutricionais. A experiência também evidenciou a importância da atuação 
interdisciplinar, permitindo vivenciar o trabalho em equipe e a colaboração com 
outros profissionais da saúde para garantir um atendimento integral e eficaz aos 
pacientes. 
No entanto, algumas dificuldades foram enfrentadas durante o estágio. A 
adaptação das condutas nutricionais em casos complexos, como pacientes com 
múltiplas comorbidades, exigiu um nível maior de estudo e reflexão. Além disso, 
o tempo limitado de consulta dificultou o atendimento completo de todas as 
demandas do paciente de forma aprofundada. Outro desafio foi a interpretação 
20 
 
de exames laboratoriais com alterações múltiplas, o que demandou mais estudo 
e orientação do preceptor para a tomada de decisões com precisão. 
Para aprimorar ainda mais a formação dos futuros profissionais de 
Nutrição, sugere-se o aumento da carga horária do estágio em Nutrição Clínica, 
permitindo um maior aprofundamento, especialmente em casos complexos. A 
inclusão de oficinas ou workshops práticos voltados para a interpretação de 
exames laboratoriais e a prescrição dietética em situações específicas, como 
nas áreas de oncologia e nefrologia, também seria de grande valia. Além disso, 
o estímulo à produção científica durante o estágio, com a possibilidade de 
construir artigos ou estudos de caso para publicação, pode proporcionar uma 
experiência enriquecedora e preparar melhor os estudantes para a prática 
profissional.A atuação do nutricionista é de extrema importância na promoção da 
saúde, prevenção de doenças e no tratamento de condições clínicas. A 
intervenção nutricional adequada, como destacado por Santos et al. (2020), é 
essencial para o controle de doenças crônicas não transmissíveis, que 
representam um dos maiores desafios para a saúde pública no Brasil. A prática 
clínica do nutricionista vai além do planejamento alimentar, sendo um 
profissional estratégico para a promoção de hábitos saudáveis e para a 
educação nutricional. A literatura reforça que uma abordagem nutricional 
adequada contribui de forma significativa para a qualidade de vida dos indivíduos 
e para a redução da morbidade e mortalidade associadas a doenças nutricionais 
e metabólicas, como apontado por Mahan et al. (2020). 
Em reflexão final, o estágio supervisionado foi uma etapa crucial na 
formação como nutricionista, consolidando o aprendizado teórico e permitindo o 
desenvolvimento de habilidades práticas. A continuidade no estudo e na 
atualização constante é fundamental para oferecer o melhor atendimento 
possível aos futuros pacientes. 
 
 
 
 
 
 
21 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). Resolução CFN nº 600, de 25 
de fevereiro de 2018. Dispõe sobre o Código de Ética e de Conduta do 
Nutricionista. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2. ed. 
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017. 
 
Friedman, G.; Marchini, J. S. Terapia Nutricional na Prática Clínica. São Paulo: 
Sarvier, 2004. 
 
Guedes, D. P. Manual prático para avaliação em educação física. São Paulo: 
Manole, 2013. 
 
Lacerda, M. B.; Martins, P. R. J. Nutrição Clínica: Fundamentos e Prática. São 
Paulo: Editora Manole, 2017. 
 
Lopes, A. M.; Carvalho, E. R.; Pereira, G. F. Abordagens nutricionais em equipe 
multiprofissional: benefícios para o cuidado integral. Jornal de Nutrição e Saúde, 
v. 28, n. 2, p. 22-29, 2022. 
 
Mahan, L. K.; Escott-Stump, S. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11. ed. 
São Paulo: Roca, 2002. 
 
Monteiro, C. A.; Cannon, G.; Levy, R. B.; Moubarac, J. C.; Jaime, P.; Martins, A. 
P.; Canella, D.; Louzada, M.; Parra, D. Dietary guidelines to food-based dietary 
guidelines. Public Health Nutrition, 19(1), 276-283, 2016. 
 
Organização Mundial da Saúde (OMS). Diet, nutrition, and the prevention of 
22 
 
chronic diseases: report of a Joint WHO/FAO expert consultation. World Health 
Organization, 2003. 
 
Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Diretrizes da Sociedade Brasileira de 
Diabetes 2019-2020. Clannad Editora Científica, 2020. 
 
MAHAN, L. K.; RAYMOND, J. L. Krause: Alimentos, nutrição e dietoterapia. 14. 
ed. São Paulo: Elsevier, 2020. 
 
PHILIPPI, S. T. Nutrição e técnica dietética. 5. ed. Barueri: Manole, 2017. 
 
SANTOS, F. F.; Oliveira, G. R.; Lima, R. M. A atuação do nutricionista na 
prevenção de doenças crônicas. Revista Brasileira de Nutrição Clínica, v. 35, n. 2, 
p. 180-185, 2020. 
 
COSTA, R. F.; SILVA, M. A. A importância do nutricionista na equipe 
multiprofissional em contexto hospitalar. Revista Brasileira de Nutrição Clínica, v. 
36, n. 1, p. 32-37, 2020. 
 
OLIVEIRA, T. C. Atuação do nutricionista em ambiente clínico: práticas e desafios 
na promoção da saúde. Revista Brasileira de Saúde e Nutrição, v. 23, n. 3, p. 40-
50, 2019. 
 
SANTOS, P. R.; ALMEIDA, V. S. Relação nutricionista-paciente: estratégias para 
melhorar a adesão ao tratamento. Ciência & Nutrição, v. 7, n. 4, p. 64-71, 2021. 
 
 
 
 
 
 
 
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APÊNDICES 
 
APENDICE A - Avaliação paciente com alergias 
 
 
APENDICE B – Avaliação paciente com obesidade e alergias 
 
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APENDICE C – Aferindo as medidas da paciente 
 
 
APENDICE D – Aferindo a circunferência abdominal

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