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1946-SURGE ESTREPTOMICINA 
FIM DA DECADA DE 80 - COINFECÇÃO TB 
– HIV 
AGENTES ETIOLOGICOS 
• Bacilo de Koch = mycobacterium 
tuberculosis 
Parede celular que resiste tanto ao 
álcool como ao ar. 
 
• HIV – vírus da imunodeficiência 
humana 
Alta taxa de replicação 
Mutações 
Resistencia aos antiretrovirais 
Lentivírus 
 
Diabetes e desnutrição são fatores que 
podem facilitar a ativação de 
tuberculose. 
Pessoas com HIV podem ter Tb ativa mais 
facilmente e além de ter vários episódios 
da doença. 
HIV é o fator de risco mais forte para a 
tuberculose e a tuberculose é a doença 
infecciosa que mais mata pessoas 
portadoras de HIV. 
O Mycobacterium tuberculosis e o HIV, 
atuando de modo sinérgico, podem levar 
o sistema imunológico à exaustão. A 
imunidade celular, alvo da ação deletéria 
do HIV, é essencial para o controle da 
infecção pelo M. tuberculosis. A resposta 
imune celular, que ocorre 
predominantemente por meio da 
ativação de macrófagos e linfócitos, está 
prejudicada na pessoa vivendo com 
HIV/aids. Além disso, a depleção de 
linfócitos T-CD4+, característica da 
infecção pelo HIV, aumenta a 
suscetibilidade de reativação de focos 
latentes de M. tuberculosis. 
Outro fenômeno que ocorre na 
coinfecção TB-HIV e que tem papel 
importante na evolução da tuberculose 
em pessoas vivendo com HIV é a 
organização deficiente dos granulomas. 
Na imunodeficiência grave, a estrutura do 
granuloma está rompida e o mecanismo 
de contenção dos bacilos está falho, o 
que pode ajudar na disseminação dos 
bacilos e, consequentemente, no 
surgimento de formas extrapulmonares de 
tuberculose. 
 
Pulmões - cavernas - destruição celular / 
dano. 
 
DIAGNOSTICO 
- ANAMNESE CLINICA 
Tosse – seca / com catarro / a 
partir de quando? 
Febre: (geralmente, baixa e no 
final da tarde); 
Sudorese noturna; 
Emagrecimento. 
 
- Raio x de tórax: 
pois aumenta a sensibilidade e a 
especificidade do screening 
baseado em sintomas e ajuda na 
elucidação diagnóstica. 
 
- LEMBRAR QUE: PROVA 
TUBERCULINICA NEGATIVA (-) NÃO 
EXCLUI TB ATIVA EM PVHA 
 
PVHA com imunodeficiência grave 
(contagem de linfócitos T-CD4+ 3 g/dl) e 
desidrogenase láctica (DHL) superior a 250 
unidades. A dosagem do colesterol no 
líquido pode ser > 45 a 60 mg/dl (o que 
corrobora com o diagnóstico), a glicose é 
ligeiramente inferior que a glicemia e o pH 
varia de 7,2 a 7,4. Há predomínio de 
linfócitos (50% a 90%), a baciloscopia em 
geral é negativa e a cultura para 
micobactéria pode ser positiva em 25 a 75% 
dos casos. Vale lembrar que a dosagem da 
ADA (adenosina deaminase) é elevada (>40 
U/L) na grande maioria dos casos. 
Recomenda-se que seja sempre solicitado o 
exame bacteriológico e a cultura de escarro 
desses pacientes para apoiar o diagnóstico, 
uma vez que boa parte dos exames de 
liquido pleural não permitem assegurar o 
diagnóstico de tuberculose pleural. 
Se apesar de todos os exames acima ainda 
não foi possível definir o diagnóstico, pode-
se lançar mão da biópsia pleural. Os 
fragmentos devem ser submetidos à 
baciloscopia e à cultura com identificação 
de micobactéria e teste de sensibilidade 
antimicrobiana, além de exames 
histopatológicos. 
Tuberculose 
gastrointestinal 
Qualquer área anatômica desde a boca até 
o ânus pode ser acometida pela 
tuberculose. A região ileocecal é a mais 
afetada e a que apresenta sintomas mais 
típicos: dor abdominal, diarreia, obstrução 
intestinal, hemorragia e, frequentemente, 
massa palpável. 
 
 
 
 
 
Os sintomas referidos, associados a 
exames radiológicos e endoscópico, com 
muita frequência levam a um diagnóstico 
errado de carcinoma. Em geral, 
colonoscopia e biópsia definem o 
diagnóstico de tuberculose gastrointestinal. 
Tuberculose 
peritoneal 
Em geral, a tuberculose peritoneal resulta 
de outras tuberculoses (por disseminação), 
como a ganglionar, a intestinal, a de 
trompas uterinas ou a tuberculose miliar. A 
associação da tuberculose peritoneal com a 
pleuropulmonar é frequente. 
 
Os principais sinais e sintomas são febre,emagrecimento progressivo e dor 
abdominal. Por isto, o principal diagnóstico 
diferencial da tuberculose peritoneal é o 
abdômen agudo. 
O exame de líquido peritoneal mostra 
exsudato com 500 a 2000 células. A cultura 
para micobactéria do líquido peritoneal é 
positiva em até 25% dos casos e a 
dosagem de adenosina deaminase (ADA) 
pode ajudar. Já os exames de biologia 
molecular (PCR), nesses casos, têm baixa 
sensibilidade. 
Tuberculose renal 
Em geral, a tuberculose renal afeta apenas 
um rim (unilateral). É assintomática na 
maioria dos casos. 
 
Por isso, a avaliação por exames 
complementares é de grande valia para 
esclarecer o diagnóstico: 
• A piúria estéril é típica e pode 
retardar o diagnóstico em vários 
anos; 
• A urocultura para micobactéria (em 
3 amostras) é positiva em 80 % a 
90% dos casos; 
• A urografia excretora é inespecífica 
nas fases precoces, mas 
tardiamente pode revelar necrose da 
papila renal, estreitamento de 
ureteres, hidronefrose, cavitação do 
parênquima e autonefrectomia 
(autoexclusão renal). 
Investigação de 
tuberculose 
pulmonar nos casos 
extrapulmonares 
Casos de tuberculose extrapulmonar podem 
estar associados à tuberculose pulmonar. 
Assim, recomenda-se amostras de escarro 
em todos os casos de tuberculose 
extrapulmonar (para baciloscopias ou teste 
rápido molecular e cultura para micobactéria 
com identificação de espécie e teste de 
sensibilidade antimicrobiano). 
Para saber sobre o tratamento da 
tuberculose em pessoas vivendo com 
HIV/aids, clique aqui. 
 
 
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_MANEJO_CLINICO/1/docs/U2A2R1.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_MANEJO_CLINICO/1/docs/U2A3R1.PDF
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico de 
tuberculose ativa 
em PVHA: 
outros exames 
complementares 
Em muitos casos, é de difícil diagnosticar 
tuberculose em pessoas vivendo com 
HIV/aids (PVHA) apenas por meio de 
exames bacteriológicos. Podem ser 
necessários métodos complementares, 
como exames radiológicos, broncoscopia, 
adenosina deaminase e outros exames 
laboratoriais. 
Exames radiológicos 
Os exames radiológicos são ferramentas 
valiosas para o diagnóstico de tuberculose 
em PVHA. A radiografia de tórax, por 
exemplo, ajuda a avaliar a gravidade da 
lesão pulmonar e a monitorar o tratamento. 
 
Infiltrados nos ápices dos lobos superiores 
ou segmentos superiores dos lobos 
inferiores devem fazer pensar em 
tuberculose. Frente a uma radiografia de 
tórax com adenopatia hilar também se deve 
pensar em tuberculose, independentemente 
do motivo que levou a solicitar a radiografia. 
Entretanto, é importante lembrar que é 
relativamente comum que a radiografia de 
tórax esteja normal em PVHA com 
tuberculose. 
Exame 
Broncoscópico 
A broncoscopia está indicada quando os 
exames de escarro são inconclusivos, mas 
a hipótese diagnóstica de TB pulmonar é 
mantida. O material colhido durante a 
broncoscopia (biópsia e lavado 
broncoalveolar) deve ser encaminhado para 
baciloscopias ou teste rápido molecular 
(TRM-TB), cultura com identificação de 
micobactérias e teste de sensibilidade aos 
antimicrobianos. 
 
Apesar de útil, a broncoscopia permite 
diagnosticar somente 1/3 dos casos de 
tuberculose em PVHA, devido à baixa carga 
bacilar, comum nesses pacientes. Vale 
ressaltar que baciloscopia negativa em 
material de exame broncoscópico não exclui 
tuberculose ativa em PVHA. 
Exames bioquímicos 
Outros exames laboratoriais, embora 
inespecíficos, também podem corroborar 
com o diagnóstico de tuberculose. As 
alterações mais comuns são: anemia 
normocítica e normocrômica, 
hipoalbuminemia e hipergamaglobulinemia. 
 
 
 
 
 
Dosagem da 
Adenosina 
deaminase (ADA) 
A dosagem da atividade da adenosina 
deaminase (ADA) em fluidos corporais é um 
exame simples e barato que também pode 
ser usado para o diagnóstico de tuberculose 
extrapulmonar. A ADA pode ser realizada 
em qualquer fluido corpóreo: líquido pleural, 
líquido sinovial, líquido da cavidade 
peritoneal e líquido cefalorraquidiano 
(líquor). Uma dosagem > 30 U/ml é 
considerada positiva para TB. 
Para saber sobre o tratamento da 
tuberculose em pessoas vivendo com 
HIV/aids, clique aqui. 
Indicações de 
tratamento da ILTB 
O tratamento da infecção latente vai ser 
recomendado nas seguintes situações: 
• PVHA com radiografia de tórax 
normal e: 
o prova tuberculínica ≥ a 5 
mm; ou 
o que tenha tido contato com 
um caso de tuberculose 
pulmonar, 
independentemente do 
resultado da prova 
tuberculínica; ou 
o que tenha registro 
documental de ter tido PT ≥ 
5 mm e não ter se 
submetido ao tratamento da 
ILTB na ocasião. 
• PVHA com cicatriz radiológica sem 
tratamento prévio da infecção 
latente da tuberculose, 
independentemente do resultado 
da prova tuberculínica. 
Considerando um recente 
desabastecimento temporário de PPD no 
Brasil para a realização da Prova 
Tuberculínica, é importante conhecer a Nota 
Informativa nº 8, de 2014, 
CGPNCT/DEVEP/SVS/MS, que dispõe 
sobre algumas especificidades de 
indicações do tratamento da ILTB em PVHA 
nessas situações. 
Tratamento da ILTB 
O fármaco usado no tratamento da ILTB é a 
isoniazida. No Brasil, este medicamento 
está disponível somente na rede pública em 
comprimidos de 100 mg. A dose 
recomendada é de 5 mg/kg a 10 mg/kg de 
peso até a dose máxima de 300 mg/dia. 
Dessa forma, de acordo com as faixas de 
peso, as recomendações são as seguintes: 
• 20 kg a 35 kg – 2 comprimidos de 
100 mg/dia; 
• 36 kg e 50 kg – 2 a 3 
comprimidos/dia; e 
• Acima de 50 kg – 3 
comprimidos/dia. 
O tratamento da ILTB em PVHA deve ser 
realizado, idealmente, com 270 doses, por 
um período mínimo de nove meses, que 
pode ser estendido para 12 meses. 
Há evidências de que o uso da isoniazida 
por nove meses protege mais do que o uso 
por seis meses, principalmente em 
pacientes com HIV/aids. Para fazer a opção 
entre seis meses (com 180 doses) e nove 
meses (com 270 doses) de tratamento 
deve-se considerar a viabilidade 
operacional e a adesão do paciente. 
A quantidade de doses tomadas é mais 
importante do que o tempo de tratamento. 
Por isso, recomenda-se que esforços sejam 
feitos para que o paciente complete o total 
de doses programadas mesmo com a 
eventualidade de uso irregular, 
considerando a possível prorrogação do 
tempo de tratamento com o objetivo de 
completar as doses previstas, não 
excedendo esta prorrogação em até três 
meses do tempo inicialmente programado. 
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_MANEJO_CLINICO/1/docs/U2A3R1.PDF
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_MANEJO_CLINICO/1/docs/U2A2R2.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_MANEJO_CLINICO/1/docs/U2A2R2.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_MANEJO_CLINICO/1/docs/U2A2R2.pdf
 
 
 
 
Em gestantes, durante o tratamento da ILTB 
com a isoniazida, recomenda-se o uso de 
piridoxina na dose de 50 mg/dia, 
diariamente, para reduzir o risco de 
toxicidade neurológica no recém-nascido. 
 
 
Modelos de atenção 
na coinfecção TB-
HIV 
A complexidade da 
coinfecção TB-HIV 
A associação TB-HIV traz consequências 
explosivas para os indicadores das duas 
doenças. No Brasil, as taxas de cura da 
tuberculose são menores entre pessoas 
vivendo com HIV/aids (PVHA). 
Complementarmente, o abandono do 
tratamento da tuberculose e as taxas de 
óbito são bem maiores entre PVHA do que 
na população geral. 
As interações imunológicas entre o bacilo 
da tuberculose e o HIV, amplamente 
discutidas na Unidade 2 deste curso, levam 
a manifestações clínicasdiferenciadas, que, 
muitas vezes, demandam recursos 
diagnósticos mais complexos, os quais 
dependem não somente da qualidade dos 
exames, mas também de toda uma 
estrutura logística. Além disso, as 
interações medicamentosas e as reações 
adversas aos medicamentos são mais 
frequentes, o que requer manejo clínico 
diferenciado. 
Ao mesmo tempo, os serviços que atendem 
os pacientes coinfectados por tuberculose e 
HIV precisam disponibilizar medicamentos 
(para tuberculose ativa, para ILTB e para 
HIV) e lidar com diversos instrumentos de 
registro, como fichas de notificação de 
HIV/aids e de tuberculose e os livros de 
acompanhamento de casos de tuberculose . 
As redes de atenção e a 
coinfecção TB-HIV 
Para atender às inúmeras atividades 
esperadas dos serviços que manejam a 
coinfecção TB-HIV, são necessárias 
integração e colaboração entre os 
programas de tuberculose e de HIV/aids. 
Por isso, é importante conhecer um pouco 
sobre as redes de atenção às duas 
doenças. 
A rede de atenção à 
tuberculose 
Veja abaixo a composição da rede de 
atenção à tuberculose, as características 
das referências e os casos que devem ser 
referenciados: 
Atendimento ambulatorial à 
tuberculose 
A rede de atenção às 
PVHA 
Na atenção às PVHA prevalece a 
estratificação de risco dos pacientes, que é 
definida localmente, atendendo a 
especificidades da capacidade instalada da 
rede, considerando infraestrutura e recursos 
humanos. É a partir dessa estratificação 
que se determina onde cada paciente deve 
receber cuidado na rede de atenção. 
Dessa forma, a Atenção Básica pode 
realizar o cuidado compartilhado das PVHA, 
junto ao Serviço Especializado (SAE), ou 
manejar o uso de antirretrovirais para 
pessoas com HIV/aids se possuir 
infraestrutura e recursos humanos para tal. 
O SAE deve ser responsável por atender 
aos casos de maior complexidade, e outros 
de acordo com o que a estratificação de 
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade1/HIPERLINKS/U2A1V2_720p.mp4
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade1/HIPERLINKS/U3A1H2.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade1/HIPERLINKS/U3A1H2.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade1/HIPERLINKS/U3A1H3.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade1/HIPERLINKS/U3A1H4.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade1/HIPERLINKS/U3A1H4.pdf
 
 
 
 
risco local definir. Além disso, os SAE 
também compartilham o cuidado integral 
das PVHA com a Atenção Básica. 
Os hospitais realizam procedimentos de 
maior complexidade, relacionados a 
complicações graves da infecção pelo 
HIV/aids, contrarreferenciando os pacientes 
para o serviço de origem no momento da 
alta. 
Modelos de atenção na 
coinfecção TB-HIV 
Para as pessoas vivendo com HIV/aids que 
estão com tuberculose ativa, propõe-se que 
tanto o tratamento da tuberculose como do 
HIV sejam realizados em um único serviço, 
o Serviço de Atenção Especializada a 
Pessoas Vivendo com HIV/aids (SAE) ou 
qualquer outro serviço de saúde que já 
realize o manejo de antirretrovirais (ARV), 
inclusive da atenção básica. 
Nesse contexto, o Ministério da Saúde, em 
2013, lançou um documento que orienta a 
atenção a esses pacientes. Na época, a 
proposta era que os coinfectados por TB-
HIV fossem sempre acompanhados nos 
SAE. Atualmente, recomenda-se que eles 
sejam acompanhados integralmente em 
único serviço para as duas infecções, desde 
que esse serviço realize o manejo de 
antirretrovirais (ARV). 
Assim, o conteúdo de tal documento será 
explorado neste curso, pois contém 
orientações que podem qualificar a 
assistência à coinfecção. 
 
Procedimentos 
operacionais para 
atenção ao 
coinfectado com TB-
HIV 
A coinfecção TB-HIV possui certas 
peculiaridades que demandam a 
organização dos serviços de saúde que 
manejam antirretrovirais. Nesse sentido, 
algumas ações são consideradas 
prioritárias para o manejo dos coinfectados 
e precisam ser implementadas 
rotineiramente. 
Investigação de 
tuberculose em todas as 
consultas 
Toda a equipe multidisciplinar que lida com 
pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA) 
precisa ter em mente o maior risco de 
desenvolvimento de tuberculose dessas 
pessoas nos vários momentos da evolução 
da infecção pelo HIV. Por isso, recomenda-
se que os quatro sintomas principais de 
tuberculose (tosse, febre, sudorese noturna 
e emagrecimento) sejam investigados a 
cada consulta. 
Acolhimento e 
Aconselhamento 
Outras ações prioritárias são o acolhimento 
e o aconselhamento das pessoas 
coinfectadas por tuberculose e HIV. Um 
bom acolhimento pode melhorar a adesão 
aos dois tratamentos. Além disso, o 
aconselhamento deve abordar tanto 
aspectos do HIV, como características 
específicas da tuberculose. 
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade1/HIPERLINKS/U3A1H5.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade2/HIPERLINKS/U3A2H1.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade2/HIPERLINKS/U3A2H1.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade2/HIPERLINKS/U3A2H2.pdf
https://app4.unasus.gov.br/ppuplayer41/uploads/recursos/SE_UNASUS_0001_COINFECCAO_ORGANIZACAO/7/docs/atividade2/HIPERLINKS/U3A2H2.pdf
 
 
 
 
Atendimento Clínico 
Os pacientes oriundos de outros serviços 
que ainda não iniciaram o tratamento da 
tuberculose precisam ser avaliados por um 
médico no mesmo dia em que são 
acolhidos para começar a tomar os 
medicamentos antituberculose 
imediatamente 
Para aqueles que vêm de outros serviços, 
mas que já iniciaram o tratamento da 
tuberculose, preconiza-se que a consulta 
médica seja agendada em, no máximo, sete 
dias, considerando a gravidade de cada 
caso. 
Os encaminhados da rede privada devem 
ter garantidos a dispensação dos 
medicamentos para os dois tratamentos, 
mediante receita médica adequada. Além 
disso, é importante notificar esses casos no 
SINAN. Nesses casos, o acompanhamento 
médico fica sob responsabilidade do médico 
assistente da rede privada. 
As PVHA com diagnóstico de TB que já 
estavam em acompanhamento no serviço 
que maneja ARV deverão ter acesso ao 
tratamento da tuberculose e ao manejo da 
coinfecção no mesmo serviço. 
Manejo clínico da PVHA 
com TB ativa 
Todas as pessoas que vivem com HIV/Aids 
com TB ativa devem iniciar terapia 
antirretroviral (TARV), independentemente 
da forma clínica da tuberculose e da 
contagem de linfócitos T-CD4+. 
PVHA que ainda não fazem uso de ARV e 
recebem o diagnóstico de tuberculose 
devem ter o tratamento ARV iniciado entre a 
2ª e a 8ª semana após o início do 
tratamento para tuberculose. 
Já os pacientes com linfócitos T-CD4+ 
inferior a 200 cél/mm³ ou com sinais de 
imunodeficiência avançada, devem começar 
a TARV na 2ª semana após o início do 
tratamento para tuberculose. 
Os demais pacientes podem iniciar a TARV 
na 8ª semana, após o término da fase 
intensiva do tratamento da TB. Importante 
lembrar que não se recomenda o início 
concomitante do tratamento para as duas 
infecções. 
A contagem de linfócitos T-CD4+ deve ser 
solicitada antes do início da TARV. 
Entretanto, não se deve aguardar o 
resultado para iniciar o tratamento. O grau 
de imunodeficiência poderá ser estimado 
pela clínica e pelos resultados laboratoriais, 
entre eles: perda ponderal > 10% do peso,candidíase, prurigo, diarreia crônica e 
contagem de linfócitos totaisgerenciais 
são as mais importantes a serem adotadas 
e têm maior impacto na prevenção da 
infecção pelo bacilo da tuberculose em 
unidades de saúde. Estão relacionadas à 
prática do trabalho cotidiano e fazem parte 
da primeira linha na prevenção da 
disseminação da tuberculose em unidades 
de saúde. 
Dentro das medidas administrativas a 
serem adotadas em qualquer unidade de 
saúde, a busca ativa e a correta condução 
do sintomático respiratório (SR) são de 
fundamental importância. 
Os SR são pessoas com suspeita de 
tuberculose pulmonar em atividade e devem 
ser investigados para tuberculose. O 
Programa Nacional de Controle da 
Tuberculose (PNCT) sugere que, ao realizar 
a busca ativa de SR em populações com 
alto risco de adoecimento, como pessoas 
vivendo com HIV/aids, sejam considerados 
SR as pessoas com tosse, 
independentemente do tempo, visando 
aumentar a sensibilidade da busca. 
PVHA sem imunocomprometimento 
avançado, em uso ou não de TARV, podem 
apresentar formas típicas de TB pulmonar 
e, nessa situação, a busca ativa daqueles 
que têm tosse, como preconizado para a 
população em geral, tende a ser eficaz. 
Já as pessoas com imunocomprometimento 
avançado podem apresentar formas 
atípicas, extrapulmonares e/ou 
disseminadas, o que requer valorização de 
outros sintomas inespecíficos, incluindo 
febre, sudorese noturna e emagrecimento. 
A busca ativa do SR deve ser realizada 
permanentemente por todos os serviços de 
saúde e tem grande impacto na interrupção 
precoce da cadeia de transmissão da TB. 
Os serviços que atendem PVHA devem 
viabilizar todas as etapas da estratégia 
operacional de busca ativa. 
No quadro abaixo estão descritas as etapas 
para a busca ativa de sintomáticos 
respiratórios. 
Estratégia operacional da busca ativa 
de sintomático respiratório no SAE 
1) Interrogar sobre a presença e duração 
da tosse para toda clientela do serviço de 
saúde, independentemente do motivo da 
procura. 
2) Orientar os SR identificados para a 
correta coleta do exame de escarro para 
baciloscopias e/ou teste rápido molecular 
para TB, com cultura para M. tuberculosis 
e teste de sensibilidade antimicrobiana. 
3) Coletar duas amostras de escarro: 
uma no momento da identificação do SR 
e outra na manhã do dia seguinte. 
4) Registrar as atividades nos 
instrumentos padronizados (pedido de 
baciloscopia e Livro de Registro de 
Sintomático Respiratório). 
 
 
 
 
5) Estabelecer fluxo para conduta nos 
casos positivos e negativos à 
baciloscopia. 
6) Avaliar rotineiramente a atividade da 
busca por meio dos indicadores 
sugeridos: proporção de sintomáticos 
respiratórios examinados, proporção de 
baciloscopias positivas e proporção da 
meta alcançada. 
Após a identificação do SR, ele deve ser 
orientado a levar o braço ou lenço à boca 
quando tossir ou espirrar. A máscara 
cirúrgica pode ser usada pelo paciente, 
enquanto permanecer na unidade para 
reduzir a disseminação de partículas 
infectantes. O tempo de permanência do 
paciente na unidade deve ser reduzido e, 
por isso, seu atendimento deve ser 
priorizado. 
É importante considerar que em serviços 
especializados para atendimento de PVHA, 
com frequência são também atendidas 
pessoas com doenças transmitidas por 
gotículas, de evolução aguda, como a 
influenza. Ao interrogar as pessoas com o 
objetivo de identificar o SR, podemos 
identificar pacientes com quadros agudos 
com tosse e espirros. Eles também devem 
ser orientados com relação a levar o braço 
ou lenço à boca e nariz ao tossir ou espirrar 
ou utilizarem máscaras cirúrgicas durante 
sua permanência na unidade. O 
atendimento desses pacientes também 
deve ser priorizado, especialmente em 
situações epidêmicas. 
Resumimos as medidas administrativas 
relacionadas à busca ativa de SR com 5 
passos: 
Cinco etapas para prevenção da 
transmissão de tuberculose em 
unidades de saúde 
E
t
a
p
Aç
ão Descrição 
a
s 
1 Ra
stre
ar 
Reconhecer o SR ou paciente 
com TB pulmonar ativa é o 
primeiro passo das medidas 
administrativas. Pode ser 
obtido com a preparação de 
um profissional de saúde para 
realizar a busca ativa de SR 
em todo paciente que chega à 
unidade, interrogando se há 
tosse e há quanto tempo. 
2 Ed
uca
r 
Instruir o SR com relação à 
etiqueta da tosse (levar o braço 
ou lenço à boca quando tossir) 
ou oferecer máscara cirúrgica 
para uso, enquanto 
permanecer na unidade. 
3 Se
par
ar 
O SR ou paciente com TB ativa 
de vias aéreas, ainda 
infectante, deve esperar 
atendimento ou procedimentos 
em áreas bem ventiladas. 
4 Pri
oriz
ar 
Priorizar o atendimento que o 
paciente veio buscar na 
unidade. O paciente deve 
passar à frente na ordem para 
consultas, procedimentos ou 
na dispensação de 
medicamentos. 
5 Inv
esti
gar 
tub
erc
ulo
se 
Proceder à investigação 
necessária para afastar ou 
confirmar o diagnóstico de TB. 
Além disso, é necessário que as medidas 
administrativas sejam identificadas, 
explicitadas e acordadas com os membros 
da equipe. Para isso, é importante fazer um 
diagnóstico da situação de biossegurança 
relacionada à tuberculose na unidade de 
saúde e fazer um plano de atuação que 
contenha propostas e que identifique os 
 
 
 
 
responsáveis por sua execução. O quadro 
abaixo esquematiza os itens que compõem 
tal plano. 
Plano de controle de infecção 
tuberculose em SAE 
• Identificar responsáveis por 
elaboração e monitoramento do 
plano. 
• Fazer um diagnóstico da situação 
de coinfecção na unidade com os 
principais indicadores 
relacionados às duas doenças. 
• Identificar responsáveis por cada 
etapa prevista no plano. 
• Estudar o fluxo do paciente na 
unidade e propor o correto e ágil 
encaminhamento do SR e dos 
doentes com TB ativa nas formas 
pulmonar ou laríngea. 
• Identificar problemas 
relacionados à adequada 
ventilação do ambiente, propor e 
encaminhar soluções. 
• Identificar problemas 
relacionados à disponibilidade de 
insumos, como potes e 
máscaras, por exemplo, e propor 
e encaminhar soluções. 
• Identificar e agilizar fluxo de 
baciloscopia (ou teste rápido 
molecular para tuberculose), 
cultura, teste de sensibilidade 
antimicrobiana, radiografia de 
tórax, além de exames de maior 
complexidade para o diagnóstico 
de TB em PVHA. 
• Treinamento de profissionais de 
saúde. 
• Programa de educação 
continuada para paciente e 
comunidade. 
Medidas de controle 
ambiental ou de 
engenharia 
As unidades de saúde devem ser 
projetadas e construídas com infraestrutura 
adequada às atividades desenvolvidas, de 
acordo com as normas vigentes (RDC no 
50/02; Lei 6.360/76 e suas atualizações). 
A adequação de unidades já existentes 
deve ser considerada e, na maioria das 
vezes, é possível obter soluções que 
diminuam o risco de transmissão de TB 
somente a partir da adaptação dos locais e 
mobiliários existentes, sem a necessidade 
de obras ou investimentos maiores. 
Os objetivos das medidas de controle 
ambiental são: 
1. Promover a redução da 
concentração de partículas 
infectantes no ambiente; 
2. Promover a maximização da 
ventilação natural, controlando o 
fluxo de ar; e 
3. Utilizar, quando necessário, de 
forma adequada, a ventilação 
mecânica, a luz ultravioleta (LUV) e 
os filtros HEPA (High Efficiency 
Particulate Air). 
A seguir estão listadas as principais 
recomendações relacionadas às medidas 
de controle ambiental (ou de engenharia). 
• A ventilação é usada para reduzir a 
concentração de M. tuberculosis 
aerolizado e a probabilidade de 
infecção no estabelecimento. Para 
obter a ventilação adequada 
preconiza-se que a ventilação 
natural seja maximizada; e que a 
ventilação mecânica seja 
corretamente empregada. O uso de 
métodos adicionais, como filtros de 
 
 
 
 
ar, deve ser corretamente 
dimensionado quanto a sua 
necessidade e manutenção.• Janelas devem permanecer abertas 
sempre que seja possível, 
promovendo ventilação natural. 
• É preciso escolher ambientes para 
permanência de possíveis 
sintomáticos respiratórios, tornando 
esses locais os mais ventilados, 
dentro do possível. 
• Havendo condições, devem ser 
designadas áreas externas para 
espera de consultas. 
• Exaustores ou ventiladores devem 
ser posicionados de forma que o ar 
dos ambientes potencialmente 
contaminados se dirija ao exterior e 
não aos demais cômodos da 
instituição, contribuindo para 
direcionar o fluxo de ar de modo 
efetivo no controle da infecção. 
• A mudança de posição de mobiliário 
com o correto posicionamento de 
ventiladores pode ser suficiente para 
adequar uma sala de atendimento 
ou de espera. 
• Especial atenção deve ser dada às 
áreas de coleta de escarro: de 
preferência esta ação deve ocorrer 
em área externa da unidade, 
cuidando para que haja suficiente 
privacidade para o paciente. 
• Nunca se deve utilizar cômodos 
fechados, como banheiros, para a 
coleta de escarro. 
• Escarro induzido só deve ser 
realizado em salas com condições 
adequadas de biossegurança, pois é 
um procedimento que estimula a 
produção de aerossóis. Esses locais 
devem dispor de renovação do ar de 
doze vezes em unidades recém-
projetadas, além de pressão 
negativa em relação aos ambientes 
contíguos. Em geral, a pressão 
negativa pode ser obtida apenas 
com exaustores. 
• A descarga do ar exaurido deve ser 
direcionada para o exterior da 
unidade, para locais afastados de 
outros pacientes, dos profissionais 
de saúde e de sistemas de captação 
de ar. Para isso, se necessário, o 
exaustor pode ser conectado a um 
duto, para que a descarga de ar se 
faça a, pelo menos, sete metros de 
tais locais. 
• Caso não seja viável esse 
direcionamento, uma alternativa é a 
utilização de filtros de alta eficiência 
para ar particulado (filtros Hepa), 
que eliminam os bacilos em 
suspensão, permitindo que o ar seja 
descarregado em ambientes onde 
pessoas circulam. 
• A manutenção de filtros e 
exaustores deve ser estabelecida e 
monitorada pelo plano de controle 
local. 
• Consultórios médicos devem ser 
arejados, com entrada de luz solar e 
janelas abertas. Ventiladores 
direcionados para janela podem 
contribuir para criar um 
direcionamento do fluxo de ar para 
área externa. 
• Exaustores exercem essa função de 
forma mais eficaz e devem ser 
adquiridos levando em consideração 
a capacidade do exaustor e o 
volume de ar da sala que deve ser 
trocada cerca de 6 a 12 vezes por 
hora. 
• A instalação de aparelhos de ar-
condicionado em consultórios 
dificulta a obtenção de exaustão 
adequada. Em locais muito quentes, 
cuja utilização de aparelhos de ar-
condicionado proporciona conforto 
adicional a profissionais e pacientes, 
estudos de fluxo e adequação do 
exaustor devem ser feitos por 
profissionais qualificados. 
• Alternativamente, o aparelho de ar-
condicionado pode ser utilizado nas 
salas comuns, reservando-se uma 
sala com ventilação natural, bem 
iluminada ou com exaustores e 
ventiladores direcionando o fluxo 
 
 
 
 
para o atendimento do paciente com 
suspeita de tuberculose. 
Medidas de proteção 
individual 
O uso de máscaras (respiradores) no 
atendimento de SR ou de pacientes com 
tuberculose deve ser feito de forma 
criteriosa. Muitos profissionais dedicam a 
esse item um valor prioritário, 
negligenciando medidas administrativas e 
de controle ambiental, que certamente 
teriam maior impacto na sua proteção e dos 
demais pacientes. 
Somente as máscaras tipo PFF2, padrão 
brasileiro e da União Europeia, ou N95, 
padrão norte-americano, são eficazes para 
a proteção de profissionais de saúde. 
Devem ser utilizadas somente em áreas de 
alto risco de transmissão, como quartos de 
isolamento respiratório, ambulatório para 
atendimento referenciado de SR, bacilíferos 
e portadores de tuberculose com suspeita 
de resistência ou resistência comprovada 
aos fármacos antituberculose. 
Nos serviços que atendem PVHA, a 
máscara deve ser usada por profissionais 
que assistem pacientes na sala de escarro 
induzido e podem ser utilizadas na sala em 
que o paciente com tuberculose pulmonar 
ainda infectante ou SR será atendido. 
No entanto, o uso de máscaras pelos 
profissionais de saúde somente durante o 
atendimento é de pouca utilidade, já que, 
quando o paciente deixa o local de 
atendimento, os bacilos permanecem no 
ambiente por horas (até mais de 8h), 
dependendo de sua ventilação e 
iluminação. Ou seja, é necessário usar a 
máscara mesmo depois que o paciente saiu 
das instalações. 
É necessário que haja orientação para o 
uso das máscaras PFF2 ou N95, uma vez 
que devem ser perfeitamente adaptadas ao 
rosto do funcionário. 
Um teste simples para verificar a correta 
adaptação à face do profissional de saúde é 
proceder uma inspiração profunda 
verificando se isto promove o colabamento 
da máscara ao rosto. 
As máscaras podem ser reutilizadas 
enquanto estiverem íntegras e secas. 
Para melhor conservação, elas devem ser 
guardadas, após o uso, em envelopes de 
tecido (tipo panos de limpeza com poros) ou 
de papel, mas nunca em sacos plásticos. 
Além disso, não se deve escrever nas 
máscaras, nem as amassar. 
Prevenção de 
Tuberculose entre os 
Profissionais de saúde 
Outro aspecto importante na prevenção da 
tuberculose, especificamente para 
profissionais de saúde, é a prevenção 
secundária, que é o tratamento da infecção 
latente por tuberculose em recém-
infectados, diagnosticados por meio da 
conversão tuberculínica, conforme descrito 
no capítulo de Populações Especiais no 
Manual de Recomendações para o Controle 
da Tuberculose do PNCT, 2011. 
O fluxograma abaixo mostra como se deve 
proceder em relação ao diagnóstico de 
conversão tuberculínica recente. Os 
profissionais de saúde com PT inicialmente 
inferior a 10 mm devem repetir o exame 
anualmente. 
Profissionais de saúde com sinais ou 
sintomas compatíveis com tuberculose 
devem procurar auxílio médico e serem 
submetidos aos exames laboratoriais e 
radiografia de tórax. 
Nos casos de suspeita de tuberculose ativa, 
até que o diagnóstico de tuberculose seja 
excluído, ou até que seja considerado não 
infectante, ou ainda em caso de tuberculose 
pulmonar ou laríngea, o profissional deve 
permanecer afastado das suas atividades. 
 
 
 
 
O acesso ao teste diagnóstico da infecção 
pelo HIV de forma sigilosa e voluntária 
também deve ser garantido para os 
profissionais e voluntários que trabalham 
nos SAE, bem como em qualquer outra 
instituição de saúde. 
 
 
	Tuberculose pleural
	Tuberculose gastrointestinal
	Tuberculose peritoneal
	Tuberculose renal
	Investigação de tuberculose pulmonar nos casos extrapulmonares
	Diagnóstico de tuberculose ativa em PVHA: outros exames complementares
	Exames radiológicos
	Exame Broncoscópico
	Exames bioquímicos
	Dosagem da Adenosina deaminase (ADA)
	Indicações de tratamento da ILTB
	Tratamento da ILTB
	Modelos de atenção na coinfecção TB-HIV
	A complexidade da coinfecção TB-HIV
	As redes de atenção e a coinfecção TB-HIV
	A rede de atenção à tuberculose
	Atendimento ambulatorial à tuberculose
	A rede de atenção às PVHA
	Modelos de atenção na coinfecção TB-HIV
	Procedimentos operacionais para atenção ao coinfectado com TB-HIV
	Investigação de tuberculose em todas as consultas
	Acolhimento e Aconselhamento
	Atendimento Clínico
	Manejo clínico da PVHA com TB ativa
	Seguimento Clínico
	Disponibilização dos medicamentos para tratamento da tuberculose ativa
	Estratégias de adesão
	Disponibilização da Prova Tuberculínica e tratamento da ILTB
	Notificação e Vigilância Epidemiológica
	Avaliação de Contatos de TB
	Referenciamento de Pacientes a Outros serviços
	Medidas de controle da infecção pelo Mycobacterium tuberculosis
	Controle de Infecção pelo Mycobacterium tuberculosisnos serviços que atendem PVHA
	Medidas Administrativas
	Medidas de controle ambiental ou de engenharia
	Medidas de proteção individual
	Prevenção de Tuberculose entre os Profissionais de saúde

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