Prévia do material em texto
Saneamento básico no brasil Nome : Bruno Rubens pereira gleidson luiz brandão dos passos ruan victor ribeiro araujo peixoto Introducão Desde a década de 1950 até o final do século passado, o investimento em saneamento básico no Brasil ocorreu pontualmente em alguns períodos específicos, com um destaque para as décadas de 1970 e 1980. Desde a década de 1950 até o final do século passado, o investimento em saneamento básico no Brasil ocorreu pontualmente em alguns períodos específicos, com um destaque para as décadas de 1970 e 1980. Verificar como foram realizados os investimentos em saneamento básico no Brasil, com ênfase no tratamento de esgoto, e discutir como estão sendo disponibilizados os recursos para atender aos aspectos legais aos quais se submetem os municípios neste início de século O acesso à água tratada, coleta e tratamento dos esgotos levam à melhoria da qualidade de vidas das pessoas, sobretudo na saúde Infantil com redução da mortalidade, melhorias na educação, na expansão do turismo, na valorização dos imóveis, na renda do trabalhador, na despoluição dos rios e preservação dos recursos hídricos. A limpeza urbana e a coleta seletiva de lixo são outro aspecto central do saneamento básico. Centrais de triagem do lixo e cooperativas de reciclagem são essenciais para redução da destinação incorreta dos resíduos sólidos. Também é importante associar o sistema de coleta de lixo com aterros sanitários bem estruturados ao invés de lixões, que são locais ruins para destinação dos resíduos, contribuindo para a ocorrência de doenças como a dengue e a leptospirose e trazendo riscos ao meio ambiente, além de ser proibido o descartes de resíduos segundo a Lei de nº 12.305 de agosto de 2010. Embora o direito à saúde esteja previsto no artigo 6° da Constituição Federal brasileira, o Brasil ainda enfrenta grandes disparidades geográficas no que diz respeito ao saneamento básico. Enquanto diversas cidades da região sul e sudeste possuem índice de tratamento de 100%, municípios do norte do pais não chegam a 15% de coleta e tratamento de esgoto. De acordo com o ranking de 2019, o país ainda tem quase 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada, 100 milhões sem coleta de esgotos e somente 46% dos esgotos produzidos no país são tratados. Isso significa um aumento na dificuldade da prevenção de doenças e altos índices de poluição em rios de todo o país. Das 100 maiores cidades brasileiras, 90 apresentam mais de 80% da população com água tratada. Por outro lado, apenas 46 municípios têm mais de 80% da população com coleta de esgoto. Com relação ao tratamento de esgotos, os dados são piores: apenas 22 municípios tratam mais de 80%. Mais de 80% dessas grandes cidades têm perda de água potável nos sistemas de distribuição superiores a 30%, o que indica um grande desafio a ser vencido no setor. Diante disso, como evoluir no acesso a saneamento básico no Brasil? Para que uma parte expressiva da população brasileira possa ter acesso a esses serviços, uma das soluções é os municípios firmarem parcerias com empresas privadas que operam nesse setor. O Brasil precisa de um aporte robusto e constante de investimentos para se desenvolver e, dessa forma, beneficiar a população com mais saúde, preservação ambiental, desenvolvimento social e geração de empregos. AUTORES Alexandre Bevilacqua Leoneti Eliana Leão do Prado Sonia Valle Walter Borges de Oliveira ABCON (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS CONCESSIONÁRIAS PRIVADAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE ÁGUA E ESGOTO). Panorama da participação do setor privado. Disponível em: . Acesso em: 18 dez. 2008a. _____. Concessões privadas em operação. Disponível em: . Acesso em: 18 dez. 2008b. AESBE (ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS DE SANEAMENTO BÁSICO ESTADUAIS). Financiamento de investimentos em saneamento básico: medidas sugeridas para expansão sustentável e modernizadora. 2006. Disponível em: . Acesso em: 10 abr. 2007. BNDES (BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO). A infraestrutura urbana. Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2008a. _____. Apoio ao setor de saneamento. Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2008b. BRASIL. Constituição Federativa do Brasil: emendas constitucionais ns. 1 a 48 devidamente incorporadas. 3. ed. rev. e ampl. Barueri: Manole, 2006. image2.jpg image3.jpg image4.jpg image5.png image1.jpg