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Tópico 01
Saneamento e Análise Ambiental
Saneamento e Saúde Pública
1. Introdução
Recurso natural é qualquer insumo de que os organismos, as
populações e os ecossistemas necessitam para a sua manutenção
(BRAGA,2005, pág. 4). Ainda conforme BRAGA (2005, pág. 5),
os recursos naturais podem ser classificados em duas grandes
categorias, os renováveis e os não renováveis. Os recursos
renováveis são aqueles que, depois de serem utilizados, ficam
disponíveis novamente graças aos ciclos naturais. A água, em seu
ciclo hidrológico, é um exemplo de recurso renovável.
As discussões ambientais geralmente giram em torno da
sustentabilidade, um assunto instigante e muito debatido. Ela
advém da percepção de que a atividade humana está
consumindo os recursos naturais a uma velocidade que
ultrapassa a capacidade de recuperação da natureza. A
sustentabilidade implica a manutenção desses recursos para as
futuras gerações (SPIRO, 2009, pág. 3).
Quando o homem mudou o seu modo de viver e começaram a
surgir as primeiras aglomerações humanas é que se observou a
relação entre a água, os dejetos e a saúde.
Depois veio a necessidade de se alimentar. Surgiu então a
agricultura, que contribuiu com a derrubada de florestas e a
proximidade com os animais.
Todas essas mudanças contribuíram para o surgimento das
diversas doenças e a partir de então, teve-se uma percepção de
que a falta de higiene e de saneamento poderiam provocar o
aparecimento de doenças.
O surgimento de pandemias, como a da cólera, levou algumas
civilizações a pensar em como resolver o problema da falta de
saneamento e cidades como Roma, Paris, Londres, dentre
outros, começaram a implantar sistemas de esgotamento
sanitário. A preocupação maior girava em torno da transmissão
de doenças pela falta de saneamento.
Atualmente, há o entendimento de que para garantir uma
melhoria na condição de vida da população é necessário que essa
população tenha acesso a um saneamento básico de qualidade,
que indiretamente também ajudará na melhoria do meio
ambiente.
2. Conceito de Saneamento
Saneamento nada mais é do que o controle de todos os fatores
do meio físico do homem, que influenciam de forma negativa no
seu bem-estar físico mental e social, de acordo com a OMS
(Organização Mundial da Saúde), ou seja, um conjunto de
medidas com o objetivo de preservar o meio ambiente e com isso
prevenir doenças e promover saúde. Ter saneamento é uma
característica de países desenvolvidos.
A Lei nº. 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais
para o saneamento básico e cria o Comitê Interministerial de
Saneamento Básico, define saneamento como o conjunto dos
serviços, infraestrutura e instalações operacionais de:
Abastecimento de água;
Esgotamento sanitário;
Limpeza urbana;
Drenagem urbana;
Manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.
No Brasil, a competência para prestar serviços de saneamento é
dos municípios, mas eles podem terceirizar para órgãos
estaduais ou privados.
Investimentos no setor de saneamento impactam a economia e
qualidade de vida de uma população. As obras de saneamento
geram renda e empregos e contribuem para o desenvolvimento
econômico de um país. Também podemos dizer que contribui
para o desenvolvimento social por estar ligado ao IDH – Índice
de Desenvolvimento Humano.
A falta de tratamento de esgotos pode contribuir para a
degradação do meio ambiente, podendo reduzir o potencial
turístico de uma região. Também pode impactar a segurança
hídrica de uma região.
Segundo o Instituto Trata Brasil, podemos citar os 5 principais
benefícios do saneamento:
Redução da incidência das doenças de veiculação hídrica;
Melhores indicadores de educação;
Valorização imobiliária;
Valorização do turismo;
Geração de emprego.
Todos os municípios devem garantir que sua população tenha
acesso ao saneamento básico (universalização), mas existem
cidades no Brasil que ainda não têm acesso a esses serviços.
Ainda faltam investimentos nessa área.
A população deve buscar os seus direitos e exigir/cobrar dos seus
governantes a implantação de serviços de tratamento de água e
esgoto, além da coleta e destinação adequada dos resíduos
sólidos urbanos.
Em 2019, o Sistema Nacional de Informações de Saneamento –
SNIS – divulgou dados referentes a 2018, onde 47% dos
brasileiros não tinham acesso ao sistema de esgotamento
sanitário e 16 % não tinham acesso à água tratada.
3. Saneamento e Saúde Pública
O controle de diversas doenças que podem prejudicar a saúde da
população torna o saneamento básico um item importante para
a vida humana. O aumento dessas doenças é proporcional à
ausência de saneamento básico. Investir em saneamento é
investir na saúde da população.
Se a população tiver acesso a água potável, podemos dizer que
ela terá fornecimento de alimento seguro. Se ela tem acesso a
coleta e tratamento de esgotos, há uma interrupção na
transmissão de doenças e contaminação de indivíduos. E se essa
mesma população também tem acesso a coleta e destinação
adequada dos seus resíduos sólidos, há uma interrupção na
proliferação de animais vetores de doenças.
Podemos citar aqui efeitos de ações de saneamento na saúde,
como:
Leia o artigo “Contaminação das Águas de
Abastecimento Público por Poluentes Emergentes e o
Direito à Saúde” dos autores Alexandra F. S Soares e
Luiz Paulo S e Souza.
https://www.revistas.usp.br/rdisan/article/view/16965
8

https://www.revistas.usp.br/rdisan/article/view/169658
https://www.revistas.usp.br/rdisan/article/view/169658
Coleta e tratamento de esgotos contribuem para a eliminação
de animais transmissores de: malária, diarréias, verminoses,
esquistossomose, cisticercose e teníase;
Água tratada e seu fornecimento contínuo asseguram a
redução e controle de doenças de veiculação hídrica como:
diarréias, cólera, dengue, febre amarela, tracoma, hepatites,
conjuntivites, poliomielite, escabioses, leptospirose, febre
tifóide, esquistossomose e malária;
Coleta e destinação adequadas dos resíduos sólidos reduzem
a proliferação de animais vetores de doenças como: peste,
febre amarela, dengue, toxoplasmose, leishmaniose,
cisticercose, salmonelose, teníase, leptospirose, cólera e febre
tifóide.
As figuras a seguir mostram a realidade brasileira em 2017 em
relação ao fornecimento de água tratada e coleta e tratamento de
esgotos. Elas evidenciam as diferentes realidades por região no
Brasil.
Disponibilidade da Rede de Àgua no Brasil em 2017.
Disponibilidade da Rede de Esgotamento Sanitário no Brasil
em 2017.
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da
Saúde que detém a mais antiga e contínua experiência em ações
de saneamento no País, coloca em seu site que trabalha para
reduzir tais riscos, atuando em ações de saneamento básico, a
partir de critérios epidemiológicos, socioeconômicos e
ambientais voltados para a promoção e proteção da saúde. Ainda
de acordo com informações do site, sua missão é promover a
saúde pública e a inclusão social por meio de ações de
saneamento e saúde ambiental. Sendo assim, fomenta soluções
de saneamento para prevenção e controle de doenças.
Para mais informações sobre a atuação da Fundação
Nacional de Saúde (Funasa) no saneamento para

Dados do Ministério da Saúde indicam que cada 1 real que se
investe no saneamento, gera uma economia de 4 reais na
medicina curativa.
Em 2017, o Ministério da Saúde publicou o DATASUS
(departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do
Brasil), informando que foram notificadas mais de 258 mil
internações por doenças de veiculação hídrica no país. Isso
reflete na economia com saúde, seja pelos afastamentos do
trabalho, seja pelas despesas com internação no SUS.
4. Evolução do Saneamento
Na Idade Antiga, o acúmulo de lixo e a poluição das águas (águas
sujas) foram motivos da disseminação de doenças e epidemias.
Os homens perceberam que era preciso fazer alguma coisa para
controlar as doenças e surgiram as primeiras ações de
saneamento.Foram em busca de técnicas para ter a água limpa e
destinar os resíduos de forma a causar menos impactos na
população.
Grandes nomes da época se engajaram e realmente se
preocuparam com a qualidade da água e as medidas sanitárias.
promoção da saúde, visite o endereço eletrônic0:
http://www.funasa.gov.br/.
Você sabia que uma água considerada potável pode estar
contaminada por substâncias não legisladas, mas que
podem ser potencialmente tóxicas à saúde humana?

http://www.funasa.gov.br/
Foi então que surgiu a palavra “SANEAR” que significa tornar
saudável, higienizar e limpar em latim.
Foi em Nippur, na Babilônia, que foram construídas as primeiras
galerias de esgoto.
Em 312 a.C, o Império Romano implantou um sistema de
abastecimento que foi o aqueduto Aqua Ápia, com
aproximadamente 17 km de extensão. Os romanos foram a
primeira grande civilização que implantou o saneamento,
construindo aquedutos, reservatórios, banheiros públicos e
chafarizes. Em Roma, as ruas com encanamentos serviam de
fonte pública e separavam a água para consumo da população.
Na Grécia antiga, as fezes eram enterradas em locais longe das
residências.O sistema de irrigação de terraços foi criado pelos
sumérios. No Egito, a água era retirada do rio Nilo e era levada
para o palácio do faraó Queóps através de sistema de diques e
utilização de tubos de cobre.
Com a queda do Império Romano na Idade Média, os
conhecimentos de saneamento ficaram arquivados nos
mosteiros e houve um retrocesso no aspecto sanitário do
abastecimento de água.
Os conhecimentos de saneamento e hidráulica foram esquecidos
durante toda a Idade Média. As pessoas usavam água
proveniente de entregadores ou de poços perfurados próximos
às suas casas onde também eram lançados os dejetos. Nesse
período ocorreram as grandes epidemias como a de cólera, lepra,
peste negra e tifo.
Só na Idade Moderna que a atenção se voltou novamente para a
importância do saneamento na vida e saúde das pessoas. Paris
adotou a distribuição de água em canalizações já no século XV.
Na Idade Contemporânea o saneamento foi implantado na
França, e Paris criou leis para ajudar no combate à poluição dos
rios.
A Revolução Industrial provocou a migração da população das
zonas rurais para as zonas urbanas, que ficaram maiores e com
menos condições de atender as necessidades da população. As
doenças aumentaram e a cólera matou em torno de 180 mil
pessoas.
Só em 1842 que foi iniciado um estudo por Edwin Chadwick, e
que iniciou a medicina preventiva com base nas relações entre
saneamento e saúde.
O conceito de medicina urbana surgiu na França no final do
século XIX, onde a localização de cemitérios e hospitais foram
definidos a partir do planejamento dos espaços da cidade, assim
como criando ruas arejadas.
No Brasil, o primeiro registro de saneamento foi a perfuração de
um poço para abastecer o Rio de Janeiro em 1561, a mando de
Estácio de Sá.
Mas o saneamento surgiu verdadeiramente a partir das obras do
Aqueduto do Rio Carioca no Rio de Janeiro (conhecido hoje
como os Arcos da Lapa), com 270 m de comprimento e 18 m de
altura, com o objetivo de abastecer a população local. Esse foi o
primeiro sistema de abastecimento do país, inaugurado em 1723.
Só a partir de 1940 é que surgiram as autarquias e
financiamentos para implantação dos sistemas de abastecimento
de água no Brasil. Foi criado o SESP (Serviço Especial de Saúde
Pública) que depois se transformou na FUNASA (Fundação
Nacional de Saúde). Em 1971 foi criado o PLANASA (Plano
Nacional de Saneamento).
A disputa pelo controle do gerenciamento das diretrizes entre os
governos federal, estadual e municipal atrasou a evolução do
saneamento no Brasil. Só em 2007 que os municípios
conseguiram a titularidade dos serviços de saneamento através
da Lei Nacional de Saneamento Básico.
5. Situação do Saneamento no
Brasil e no Mundo
A Secretaria Nacional de Saneamento (SNS) apresentou o
vigésimo quarto diagnóstico dos derviços de água e esgotos,
elaborado a partir das informações e indicadores dos
prestadores de serviços que participaram da coleta de dados do
ano de 2019, tendo como ano de referência 2018.
O quadro abaixo apresenta os valores médios dos índices de
atendimento com água e esgotos e dos índices de tratamento dos
esgotos, distribuídos segundo as macrorregiões geográficas e a
média do Brasil, calculados para o conjunto de municípios cujos
prestadores de serviços responderam ao SNIS em 2018.
Valores médios dos índices de atendimento com água e esgotos do
Brasil.
Observa-se que nacionalmente ainda há muito a ser investido,
principalmente nos sistemas de coleta e tratamento de esgotos.
Para o Espírito Santo, dados do SNIS 2017 demonstram que:
90,59% da população conta com abastecimento de água; 54,39%
da população conta com os serviços de coleta de esgoto. Do
esgoto gerado, 41,77% são devidamente tratados antes de seu
lançamento nos corpos hídricos. Destaque para os índices de
coleta de esgoto dos serviços municipais e de coleta e tratamento
de esgoto das empresas privadas. Em relação ao abastecimento
de água, o único município atendido por empresa privada já
atingiu a universalização deste serviço.
Em termos gerais, observa-se que em todo âmbito
administrativo, o sistema de abastecimento de água já
contempla a maior parte da população no Estado, entretanto,
ainda está bem defasado o sistema de coleta e tratamento de
esgotos, principalmente nos sistemas administrados pelas
empresas estaduais e municipais.
O Governo do Estado do Espírito Santo obteve
financiamento do Banco Mundial para investir nos
municípios que integram as microrregiões do Caparaó e
as Bacias Hidrográficas dos Rios Jucu e Santa Maria da
Vitória, cuja abrangência contempla as principais
cidades da Região Metropolitana da Grande Vitória. As
ordens de serviço foram assinadas e liberadas no início
de 2019. Ao todo, US $323 milhões serão aplicados no
Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem,
nos meios urbano e rural. Um dos objetivos é garantir
que o acesso à água seja assegurado, no sentido de estar
disponível em quantidade e qualidade adequada para os
respectivos usos, bem como salvaguardados para sua
utilização pelas futuras gerações. O programa também
visa ampliar a cobertura de coleta, tratamento e
destinação final de esgotos sanitários em municípios das

Em 2017, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicaram o
relatório “Progress on Drinking Water, Sanitation and
Hygiene” indicando que:
4,5 bilhões de pessoas no mundo (59% da população
mundial) não tem acesso ao tratamento de esgotos;
2,5 bilhões de pessoas (33% da população mundial) não tem
acesso à água potável.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3,5 milhões
de pessoas no mundo inteiro morrem por falta de abastecimento
adequado de água potável, sendo que mais de 1,5 milhão são
crianças abaixo de 5 anos. Ela também indica que 10% das
doenças em todo o mundo poderiam ser evitadas se a população
tivesse acesso ao saneamento básico e a medidas de higiene.
Todos os anos, em torno de 360 mil crianças morrem de diarreia
no mundo.
A Agenda 2030 lançada pela ONU em 2015 dentro das metas do
milênio estabelece 17 objetivos de desenvolvimento sustentável
– ODS, que devem ser cumpridas até 2030. Dentre eles estão o
objetivo 6 – Água Limpa e Saneamento.
Bacias do Jucu e Santa Maria da Vitória e, na
microrregião do Caparaó, em municípios de atuação da
CESAN.
17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS.
O novo marco do saneamento estabelece como principais
pontos:
Meta de 99% da população com água potável em casa até
dezembro de 2033;
Meta de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto
até dezembro de 2033;
Ações para diminuição do desperdício de água e
aproveitamento da água da chuva;
Estímulo de investimento privado através de licitação entre
empresas públicas e privadas;
Fim do direito depreferência a empresas estaduais;
Se as metas não forem cumpridas, empresas podem perder o
direito de executar o serviço.
Diante dos índices apresentados acima, qual sua opinião
sobre o Marco do Saneamento Ambiental?

6. Política de Saneamento
A Constituição Brasileira de 1988, no seu Art. 23, cita que é
competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios promover programas de construção de
moradias e a melhoria das condições habitacionais e de
saneamento básico.
O marco do saneamento do Brasil foi a Lei Federal nº 11.445 de
05/01/2007, conhecida como a Lei do Saneamento Básico. Ela
estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera
as Leis no 6.766, de 19 de dezembro de 1979 (dispõe sobre
parcelamento do solo urbano) , 8.036, de 11 de maio de 1990
(dispõe sobre o FGTS), 8.666, de 21 de junho de 1993 (institui
normas para licitações), 8.987, de 13 de fevereiro de 1995
(dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de
serviços públicos); revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978
(dispunha sobre tarifa de serviço público de saneamento básico);
e dá outras providências. Nela foram estabelecidos princípios
fundamentais para a prestação dos serviços de saneamento, que
são:
Universalização do acesso;
Integralidade;
Serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário,
limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos realizados de
formas adequadas;
Disponibilidade de serviços de drenagem e manejo das águas
pluviais nas áreas urbanas;
Os métodos, técnicas e processos devem considerar
particularidades locais e regionais;
Articulação com outras políticas voltadas para o combate à
pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de
promoção da saúde e outras de relevante interesse social
voltadas para a melhoria da qualidade de vida;
Ter eficiência e sustentabilidade econômica;
Utilizar tecnologias apropriadas, com soluções graduais e
progressivas sem deixar de levar em consideração a
capacidade de pagamento dos usuários;
Ter transparência nas ações;
Ter controle social;
Ter segurança, qualidade e regularidade;
Integrar com a infraestrutura e com a gestão eficiente dos
recursos hídricos.
Em 2013, a Lei nº 12.862 incluiu mais uma diretriz, a XIII, com
o objetivo de fomentar a redução do consumo de água.
Na Lei do Saneamento foi estabelecido que os municípios
deveriam formular suas políticas e desenvolver seus planos de
Lei 11.445/2007, Art. 19
§4° Os Planos serão revistos periodicamente em prazo não
superior a 4 anos, anteriormente a elaboração do Plano
Plurianual.
(BRASIL, 2007)
Decreto 7.217/2010, Art. 25 §3°
O Plano, ou o eventual plano específico, poderá ser
elaborado mediante apoio técnico ou financeiro prestado
por outros entes da Federação, pelo prestador dos serviços
ou por instituições universitárias ou de pesquisa científica,
garantida a participação das comunidades, movimentos e
entidades da sociedade civil.
BRASIL, 2010)
saneamento. A figura abaixo apresenta um esquema das
diretrizes desta lei. Confira:
Esquema das diretrizes da Lei do Saneamento.
Os Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB) são de
caráter obrigatório para a contratação ou concessão de serviços,
bem como para o recebimento de recursos financeiros da União.
A Política de Saneamento Básico define o modelo jurídico
institucional e as funções de gestão dos serviços públicos de
saneamento.
O Plano de Saneamento apresenta estudos que possuem o
objetivo de conhecer a situação atual do município e planejar as
ações e alternativas para a universalização dos serviços públicos
de saneamento básico.
Em julho de 2020, o senado federal aprovou a Lei N° 14.026 que
atualizou o marco Legal do Saneamento no Brasil. Segundo o
Ministério da Economia, ele vai gerar por volta de 700 mil
empregos e mais de 700 bilhões de reais em investimentos nos
próximos 14 anos.
Essa Lei acaba com a preferência das companhias de
saneamento estaduais e dá abertura para que os serviços sejam
licitados com a participação de empresas públicas e privadas.
7. Conclusão
Foi apresentada, neste tópico, a importância do saneamento
básico para a saúde pública e meio ambiente. O saneamento
básico é uma das ferramentas para quebrar o elo das cadeias de
transmissão de doenças.
Toda política pública deve ter como meta a implantação dos
sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento dos
esgotos de modo a dar maiores condições de acesso,
principalmente à população mais carente que é a menos
atendida por esses serviços.
Além da relação direta do saneamento básico com a saúde
pública, devemos ter o claro entendimento que este é um sistema
sustentável para manutenção de um recurso que está cada vez
mais escasso diante da exploração desenfreada pelo crescimento
populacional.
Para se aprofundar mais sobre a Lei Nº 14.026, veja o
vídeo e entenda a importância do novo marco legal do
saneamento básico, disponível no link abaixo:
https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2020/08
/entenda-a-importancia-do-novo-marco-legal-do-
saneamento-basico

https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2020/08/entenda-a-importancia-do-novo-marco-legal-do-saneamento-basico
https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2020/08/entenda-a-importancia-do-novo-marco-legal-do-saneamento-basico
https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2020/08/entenda-a-importancia-do-novo-marco-legal-do-saneamento-basico
O novo marco do saneamento vem com a finalidade de dar
condições aos pequenos municípios de implementarem as
políticas públicas de desenvolvimento do saneamento básico a
fim de reduzir a utilização dos serviços públicos de saúde.
8. Referências
AGÊNCIA IBGE NOTÍCIAS. Norte e Nordeste convivem com
restrições no acesso a saneamento básico. Disponível
em:https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-
noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/20979-norte-e-
nordeste-convivem-com-restricoes-no-acesso-a-saneamento-
basico
BRAGA, Benedito et al. Introdução à engenharia ambiental: o
desafio do desenvolvimento sustentável. 2.ed. São Paulo, SP:
Pearson Prentice Hall, 2009
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [2016]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao
.htm.
BRASIL. Lei Nº 11.445, de 5 de Janeirode 2007. Estabelece as
diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política
federal de saneamento básico. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11445.htm.
BRASIL. DecretoNº 7.217, de21de Junhode 2010. Regulamenta a
Lei no 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que estabelece diretrizes
nacionais para o saneamento básico, e dá outras providências.
Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/decreto/d7217.htm.
BRASIL. Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020. Atualiza o marco
legal do saneamento básico e altera a Lei nº 9.984, de 17 de julho
de 2000. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-
2022/2020/lei/L14026.htm.
BRK AMBIENTAL. Saneamento em Pauta. Disponível
em:https://blog.brkambiental.com.br/relacao-entre-saude-e-
saneamento/
BRASIL. Funasa – Fundação Nacional de Saúde. Disponível em:
CESAN. Programa de gestão integrada das águas e da paisagem.
Disponível em:
https://www.cesan.com.br/investimentos/programa-de-gestao-
integrada-das-aguas-e-da-paisagem-do-estado-do-espirito-
santo/.
FIOCRUZ. Coleção Saúde, Meio Ambiente e Sustentabilidade,
2018. Saneamento e Saúde. Disponível
em:https://portal.fiocruz.br/sites/portal.fiocruz.br/files/docum
entos/06_saneamento.pdf
FUNASA. Fundação Nacional da Saúde, 2020. Saneamento para
Promoção da Saúde. Disponível
em:http://www.funasa.gov.br/saneamento-para-promocao-da-
saude.
INSTITUTO ÁGUA SUSTENTÁVEL. Disponível em:
https://www.aguasustentavel.org.br/conteudo/blog/62-senado-
aprova-novo-marco-legal-do-saneamento-basico-confira-os-principais-pontos
OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
Indicadores Brasileiros para os Objetivos de Desenvolvimento
http://www.funasa.gov.br/
Sustentável. Disponível
em:https://odsbrasil.gov.br/Home/Noticia?id=71
SNIS. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento,
2020.Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos – 2018.
Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-
br/assuntos/saneamento/snis/diagnosticos-anteriores-do-
snis/agua-e-esgotos-1/2018
SPIRO, Thomas G, STIGLIANI, William M. Química Ambiental.
[recurso eletrônico]. 2.ed. São Paulo: Person, 2008.
TRATA BRASIL. Trata Brasil: Saneamento é Saúde, 2020. O que
é Saneamento. Disponível em: http://www.tratabrasil.org.br/
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