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Tópico 01 Saneamento e Análise Ambiental Saneamento e Saúde Pública 1. Introdução Recurso natural é qualquer insumo de que os organismos, as populações e os ecossistemas necessitam para a sua manutenção (BRAGA,2005, pág. 4). Ainda conforme BRAGA (2005, pág. 5), os recursos naturais podem ser classificados em duas grandes categorias, os renováveis e os não renováveis. Os recursos renováveis são aqueles que, depois de serem utilizados, ficam disponíveis novamente graças aos ciclos naturais. A água, em seu ciclo hidrológico, é um exemplo de recurso renovável. As discussões ambientais geralmente giram em torno da sustentabilidade, um assunto instigante e muito debatido. Ela advém da percepção de que a atividade humana está consumindo os recursos naturais a uma velocidade que ultrapassa a capacidade de recuperação da natureza. A sustentabilidade implica a manutenção desses recursos para as futuras gerações (SPIRO, 2009, pág. 3). Quando o homem mudou o seu modo de viver e começaram a surgir as primeiras aglomerações humanas é que se observou a relação entre a água, os dejetos e a saúde. Depois veio a necessidade de se alimentar. Surgiu então a agricultura, que contribuiu com a derrubada de florestas e a proximidade com os animais. Todas essas mudanças contribuíram para o surgimento das diversas doenças e a partir de então, teve-se uma percepção de que a falta de higiene e de saneamento poderiam provocar o aparecimento de doenças. O surgimento de pandemias, como a da cólera, levou algumas civilizações a pensar em como resolver o problema da falta de saneamento e cidades como Roma, Paris, Londres, dentre outros, começaram a implantar sistemas de esgotamento sanitário. A preocupação maior girava em torno da transmissão de doenças pela falta de saneamento. Atualmente, há o entendimento de que para garantir uma melhoria na condição de vida da população é necessário que essa população tenha acesso a um saneamento básico de qualidade, que indiretamente também ajudará na melhoria do meio ambiente. 2. Conceito de Saneamento Saneamento nada mais é do que o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que influenciam de forma negativa no seu bem-estar físico mental e social, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), ou seja, um conjunto de medidas com o objetivo de preservar o meio ambiente e com isso prevenir doenças e promover saúde. Ter saneamento é uma característica de países desenvolvidos. A Lei nº. 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e cria o Comitê Interministerial de Saneamento Básico, define saneamento como o conjunto dos serviços, infraestrutura e instalações operacionais de: Abastecimento de água; Esgotamento sanitário; Limpeza urbana; Drenagem urbana; Manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais. No Brasil, a competência para prestar serviços de saneamento é dos municípios, mas eles podem terceirizar para órgãos estaduais ou privados. Investimentos no setor de saneamento impactam a economia e qualidade de vida de uma população. As obras de saneamento geram renda e empregos e contribuem para o desenvolvimento econômico de um país. Também podemos dizer que contribui para o desenvolvimento social por estar ligado ao IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. A falta de tratamento de esgotos pode contribuir para a degradação do meio ambiente, podendo reduzir o potencial turístico de uma região. Também pode impactar a segurança hídrica de uma região. Segundo o Instituto Trata Brasil, podemos citar os 5 principais benefícios do saneamento: Redução da incidência das doenças de veiculação hídrica; Melhores indicadores de educação; Valorização imobiliária; Valorização do turismo; Geração de emprego. Todos os municípios devem garantir que sua população tenha acesso ao saneamento básico (universalização), mas existem cidades no Brasil que ainda não têm acesso a esses serviços. Ainda faltam investimentos nessa área. A população deve buscar os seus direitos e exigir/cobrar dos seus governantes a implantação de serviços de tratamento de água e esgoto, além da coleta e destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos. Em 2019, o Sistema Nacional de Informações de Saneamento – SNIS – divulgou dados referentes a 2018, onde 47% dos brasileiros não tinham acesso ao sistema de esgotamento sanitário e 16 % não tinham acesso à água tratada. 3. Saneamento e Saúde Pública O controle de diversas doenças que podem prejudicar a saúde da população torna o saneamento básico um item importante para a vida humana. O aumento dessas doenças é proporcional à ausência de saneamento básico. Investir em saneamento é investir na saúde da população. Se a população tiver acesso a água potável, podemos dizer que ela terá fornecimento de alimento seguro. Se ela tem acesso a coleta e tratamento de esgotos, há uma interrupção na transmissão de doenças e contaminação de indivíduos. E se essa mesma população também tem acesso a coleta e destinação adequada dos seus resíduos sólidos, há uma interrupção na proliferação de animais vetores de doenças. Podemos citar aqui efeitos de ações de saneamento na saúde, como: Leia o artigo “Contaminação das Águas de Abastecimento Público por Poluentes Emergentes e o Direito à Saúde” dos autores Alexandra F. S Soares e Luiz Paulo S e Souza. https://www.revistas.usp.br/rdisan/article/view/16965 8 https://www.revistas.usp.br/rdisan/article/view/169658 https://www.revistas.usp.br/rdisan/article/view/169658 Coleta e tratamento de esgotos contribuem para a eliminação de animais transmissores de: malária, diarréias, verminoses, esquistossomose, cisticercose e teníase; Água tratada e seu fornecimento contínuo asseguram a redução e controle de doenças de veiculação hídrica como: diarréias, cólera, dengue, febre amarela, tracoma, hepatites, conjuntivites, poliomielite, escabioses, leptospirose, febre tifóide, esquistossomose e malária; Coleta e destinação adequadas dos resíduos sólidos reduzem a proliferação de animais vetores de doenças como: peste, febre amarela, dengue, toxoplasmose, leishmaniose, cisticercose, salmonelose, teníase, leptospirose, cólera e febre tifóide. As figuras a seguir mostram a realidade brasileira em 2017 em relação ao fornecimento de água tratada e coleta e tratamento de esgotos. Elas evidenciam as diferentes realidades por região no Brasil. Disponibilidade da Rede de Àgua no Brasil em 2017. Disponibilidade da Rede de Esgotamento Sanitário no Brasil em 2017. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde que detém a mais antiga e contínua experiência em ações de saneamento no País, coloca em seu site que trabalha para reduzir tais riscos, atuando em ações de saneamento básico, a partir de critérios epidemiológicos, socioeconômicos e ambientais voltados para a promoção e proteção da saúde. Ainda de acordo com informações do site, sua missão é promover a saúde pública e a inclusão social por meio de ações de saneamento e saúde ambiental. Sendo assim, fomenta soluções de saneamento para prevenção e controle de doenças. Para mais informações sobre a atuação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no saneamento para Dados do Ministério da Saúde indicam que cada 1 real que se investe no saneamento, gera uma economia de 4 reais na medicina curativa. Em 2017, o Ministério da Saúde publicou o DATASUS (departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil), informando que foram notificadas mais de 258 mil internações por doenças de veiculação hídrica no país. Isso reflete na economia com saúde, seja pelos afastamentos do trabalho, seja pelas despesas com internação no SUS. 4. Evolução do Saneamento Na Idade Antiga, o acúmulo de lixo e a poluição das águas (águas sujas) foram motivos da disseminação de doenças e epidemias. Os homens perceberam que era preciso fazer alguma coisa para controlar as doenças e surgiram as primeiras ações de saneamento.Foram em busca de técnicas para ter a água limpa e destinar os resíduos de forma a causar menos impactos na população. Grandes nomes da época se engajaram e realmente se preocuparam com a qualidade da água e as medidas sanitárias. promoção da saúde, visite o endereço eletrônic0: http://www.funasa.gov.br/. Você sabia que uma água considerada potável pode estar contaminada por substâncias não legisladas, mas que podem ser potencialmente tóxicas à saúde humana? http://www.funasa.gov.br/ Foi então que surgiu a palavra “SANEAR” que significa tornar saudável, higienizar e limpar em latim. Foi em Nippur, na Babilônia, que foram construídas as primeiras galerias de esgoto. Em 312 a.C, o Império Romano implantou um sistema de abastecimento que foi o aqueduto Aqua Ápia, com aproximadamente 17 km de extensão. Os romanos foram a primeira grande civilização que implantou o saneamento, construindo aquedutos, reservatórios, banheiros públicos e chafarizes. Em Roma, as ruas com encanamentos serviam de fonte pública e separavam a água para consumo da população. Na Grécia antiga, as fezes eram enterradas em locais longe das residências.O sistema de irrigação de terraços foi criado pelos sumérios. No Egito, a água era retirada do rio Nilo e era levada para o palácio do faraó Queóps através de sistema de diques e utilização de tubos de cobre. Com a queda do Império Romano na Idade Média, os conhecimentos de saneamento ficaram arquivados nos mosteiros e houve um retrocesso no aspecto sanitário do abastecimento de água. Os conhecimentos de saneamento e hidráulica foram esquecidos durante toda a Idade Média. As pessoas usavam água proveniente de entregadores ou de poços perfurados próximos às suas casas onde também eram lançados os dejetos. Nesse período ocorreram as grandes epidemias como a de cólera, lepra, peste negra e tifo. Só na Idade Moderna que a atenção se voltou novamente para a importância do saneamento na vida e saúde das pessoas. Paris adotou a distribuição de água em canalizações já no século XV. Na Idade Contemporânea o saneamento foi implantado na França, e Paris criou leis para ajudar no combate à poluição dos rios. A Revolução Industrial provocou a migração da população das zonas rurais para as zonas urbanas, que ficaram maiores e com menos condições de atender as necessidades da população. As doenças aumentaram e a cólera matou em torno de 180 mil pessoas. Só em 1842 que foi iniciado um estudo por Edwin Chadwick, e que iniciou a medicina preventiva com base nas relações entre saneamento e saúde. O conceito de medicina urbana surgiu na França no final do século XIX, onde a localização de cemitérios e hospitais foram definidos a partir do planejamento dos espaços da cidade, assim como criando ruas arejadas. No Brasil, o primeiro registro de saneamento foi a perfuração de um poço para abastecer o Rio de Janeiro em 1561, a mando de Estácio de Sá. Mas o saneamento surgiu verdadeiramente a partir das obras do Aqueduto do Rio Carioca no Rio de Janeiro (conhecido hoje como os Arcos da Lapa), com 270 m de comprimento e 18 m de altura, com o objetivo de abastecer a população local. Esse foi o primeiro sistema de abastecimento do país, inaugurado em 1723. Só a partir de 1940 é que surgiram as autarquias e financiamentos para implantação dos sistemas de abastecimento de água no Brasil. Foi criado o SESP (Serviço Especial de Saúde Pública) que depois se transformou na FUNASA (Fundação Nacional de Saúde). Em 1971 foi criado o PLANASA (Plano Nacional de Saneamento). A disputa pelo controle do gerenciamento das diretrizes entre os governos federal, estadual e municipal atrasou a evolução do saneamento no Brasil. Só em 2007 que os municípios conseguiram a titularidade dos serviços de saneamento através da Lei Nacional de Saneamento Básico. 5. Situação do Saneamento no Brasil e no Mundo A Secretaria Nacional de Saneamento (SNS) apresentou o vigésimo quarto diagnóstico dos derviços de água e esgotos, elaborado a partir das informações e indicadores dos prestadores de serviços que participaram da coleta de dados do ano de 2019, tendo como ano de referência 2018. O quadro abaixo apresenta os valores médios dos índices de atendimento com água e esgotos e dos índices de tratamento dos esgotos, distribuídos segundo as macrorregiões geográficas e a média do Brasil, calculados para o conjunto de municípios cujos prestadores de serviços responderam ao SNIS em 2018. Valores médios dos índices de atendimento com água e esgotos do Brasil. Observa-se que nacionalmente ainda há muito a ser investido, principalmente nos sistemas de coleta e tratamento de esgotos. Para o Espírito Santo, dados do SNIS 2017 demonstram que: 90,59% da população conta com abastecimento de água; 54,39% da população conta com os serviços de coleta de esgoto. Do esgoto gerado, 41,77% são devidamente tratados antes de seu lançamento nos corpos hídricos. Destaque para os índices de coleta de esgoto dos serviços municipais e de coleta e tratamento de esgoto das empresas privadas. Em relação ao abastecimento de água, o único município atendido por empresa privada já atingiu a universalização deste serviço. Em termos gerais, observa-se que em todo âmbito administrativo, o sistema de abastecimento de água já contempla a maior parte da população no Estado, entretanto, ainda está bem defasado o sistema de coleta e tratamento de esgotos, principalmente nos sistemas administrados pelas empresas estaduais e municipais. O Governo do Estado do Espírito Santo obteve financiamento do Banco Mundial para investir nos municípios que integram as microrregiões do Caparaó e as Bacias Hidrográficas dos Rios Jucu e Santa Maria da Vitória, cuja abrangência contempla as principais cidades da Região Metropolitana da Grande Vitória. As ordens de serviço foram assinadas e liberadas no início de 2019. Ao todo, US $323 milhões serão aplicados no Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem, nos meios urbano e rural. Um dos objetivos é garantir que o acesso à água seja assegurado, no sentido de estar disponível em quantidade e qualidade adequada para os respectivos usos, bem como salvaguardados para sua utilização pelas futuras gerações. O programa também visa ampliar a cobertura de coleta, tratamento e destinação final de esgotos sanitários em municípios das Em 2017, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicaram o relatório “Progress on Drinking Water, Sanitation and Hygiene” indicando que: 4,5 bilhões de pessoas no mundo (59% da população mundial) não tem acesso ao tratamento de esgotos; 2,5 bilhões de pessoas (33% da população mundial) não tem acesso à água potável. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3,5 milhões de pessoas no mundo inteiro morrem por falta de abastecimento adequado de água potável, sendo que mais de 1,5 milhão são crianças abaixo de 5 anos. Ela também indica que 10% das doenças em todo o mundo poderiam ser evitadas se a população tivesse acesso ao saneamento básico e a medidas de higiene. Todos os anos, em torno de 360 mil crianças morrem de diarreia no mundo. A Agenda 2030 lançada pela ONU em 2015 dentro das metas do milênio estabelece 17 objetivos de desenvolvimento sustentável – ODS, que devem ser cumpridas até 2030. Dentre eles estão o objetivo 6 – Água Limpa e Saneamento. Bacias do Jucu e Santa Maria da Vitória e, na microrregião do Caparaó, em municípios de atuação da CESAN. 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS. O novo marco do saneamento estabelece como principais pontos: Meta de 99% da população com água potável em casa até dezembro de 2033; Meta de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até dezembro de 2033; Ações para diminuição do desperdício de água e aproveitamento da água da chuva; Estímulo de investimento privado através de licitação entre empresas públicas e privadas; Fim do direito depreferência a empresas estaduais; Se as metas não forem cumpridas, empresas podem perder o direito de executar o serviço. Diante dos índices apresentados acima, qual sua opinião sobre o Marco do Saneamento Ambiental? 6. Política de Saneamento A Constituição Brasileira de 1988, no seu Art. 23, cita que é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico. O marco do saneamento do Brasil foi a Lei Federal nº 11.445 de 05/01/2007, conhecida como a Lei do Saneamento Básico. Ela estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis no 6.766, de 19 de dezembro de 1979 (dispõe sobre parcelamento do solo urbano) , 8.036, de 11 de maio de 1990 (dispõe sobre o FGTS), 8.666, de 21 de junho de 1993 (institui normas para licitações), 8.987, de 13 de fevereiro de 1995 (dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos); revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978 (dispunha sobre tarifa de serviço público de saneamento básico); e dá outras providências. Nela foram estabelecidos princípios fundamentais para a prestação dos serviços de saneamento, que são: Universalização do acesso; Integralidade; Serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos realizados de formas adequadas; Disponibilidade de serviços de drenagem e manejo das águas pluviais nas áreas urbanas; Os métodos, técnicas e processos devem considerar particularidades locais e regionais; Articulação com outras políticas voltadas para o combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para a melhoria da qualidade de vida; Ter eficiência e sustentabilidade econômica; Utilizar tecnologias apropriadas, com soluções graduais e progressivas sem deixar de levar em consideração a capacidade de pagamento dos usuários; Ter transparência nas ações; Ter controle social; Ter segurança, qualidade e regularidade; Integrar com a infraestrutura e com a gestão eficiente dos recursos hídricos. Em 2013, a Lei nº 12.862 incluiu mais uma diretriz, a XIII, com o objetivo de fomentar a redução do consumo de água. Na Lei do Saneamento foi estabelecido que os municípios deveriam formular suas políticas e desenvolver seus planos de Lei 11.445/2007, Art. 19 §4° Os Planos serão revistos periodicamente em prazo não superior a 4 anos, anteriormente a elaboração do Plano Plurianual. (BRASIL, 2007) Decreto 7.217/2010, Art. 25 §3° O Plano, ou o eventual plano específico, poderá ser elaborado mediante apoio técnico ou financeiro prestado por outros entes da Federação, pelo prestador dos serviços ou por instituições universitárias ou de pesquisa científica, garantida a participação das comunidades, movimentos e entidades da sociedade civil. BRASIL, 2010) saneamento. A figura abaixo apresenta um esquema das diretrizes desta lei. Confira: Esquema das diretrizes da Lei do Saneamento. Os Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB) são de caráter obrigatório para a contratação ou concessão de serviços, bem como para o recebimento de recursos financeiros da União. A Política de Saneamento Básico define o modelo jurídico institucional e as funções de gestão dos serviços públicos de saneamento. O Plano de Saneamento apresenta estudos que possuem o objetivo de conhecer a situação atual do município e planejar as ações e alternativas para a universalização dos serviços públicos de saneamento básico. Em julho de 2020, o senado federal aprovou a Lei N° 14.026 que atualizou o marco Legal do Saneamento no Brasil. Segundo o Ministério da Economia, ele vai gerar por volta de 700 mil empregos e mais de 700 bilhões de reais em investimentos nos próximos 14 anos. Essa Lei acaba com a preferência das companhias de saneamento estaduais e dá abertura para que os serviços sejam licitados com a participação de empresas públicas e privadas. 7. Conclusão Foi apresentada, neste tópico, a importância do saneamento básico para a saúde pública e meio ambiente. O saneamento básico é uma das ferramentas para quebrar o elo das cadeias de transmissão de doenças. Toda política pública deve ter como meta a implantação dos sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento dos esgotos de modo a dar maiores condições de acesso, principalmente à população mais carente que é a menos atendida por esses serviços. Além da relação direta do saneamento básico com a saúde pública, devemos ter o claro entendimento que este é um sistema sustentável para manutenção de um recurso que está cada vez mais escasso diante da exploração desenfreada pelo crescimento populacional. Para se aprofundar mais sobre a Lei Nº 14.026, veja o vídeo e entenda a importância do novo marco legal do saneamento básico, disponível no link abaixo: https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2020/08 /entenda-a-importancia-do-novo-marco-legal-do- saneamento-basico https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2020/08/entenda-a-importancia-do-novo-marco-legal-do-saneamento-basico https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2020/08/entenda-a-importancia-do-novo-marco-legal-do-saneamento-basico https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2020/08/entenda-a-importancia-do-novo-marco-legal-do-saneamento-basico O novo marco do saneamento vem com a finalidade de dar condições aos pequenos municípios de implementarem as políticas públicas de desenvolvimento do saneamento básico a fim de reduzir a utilização dos serviços públicos de saúde. 8. Referências AGÊNCIA IBGE NOTÍCIAS. Norte e Nordeste convivem com restrições no acesso a saneamento básico. 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