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Relatório Dawson 
Relatório Dawson, publicado em 1920, foi a primeira 
descrição completa de uma rede regionalizada; 
→ Tinha a missão de buscar, pela primeira vez, 
formas de organizar a provisão de serviços de 
saúde para toda a população de uma dada 
região; 
→ O objetivo só poderia ser alcançado através de 
uma nova organização, com base na estreita 
coordenação entre medicina preventiva e 
curativa; 
Propõe, para cada território, a organização de serviços 
para atenção integral à população com base formada 
por serviços “domiciliares” apoiados por centros de 
saúde primários, laboratórios, radiologia e 
acomodação para internação; 
→ Porta de entrada do sistema (empregaria os 
médicos clínicos generalistas); 
Centros primários eram localizados em vilas; 
→ Estariam ligados a centros de saúde 
secundários, localizados nas cidades maiores, 
com ofertas de serviços especializados os 
casos que não pudessem ser resolvidos neste 
nível, seriam encaminhados a um hospital de 
referência; 
Profissionais trabalham de forma integrada; 
Sistema uniforme de histórias clínicas; 
→ No caso do paciente ser encaminhado de um 
centro a outro para fins de consulta ou 
tratamento, deve ser acompanhado de uma 
cópia de sua história clínica; 
Necessidade de uma comunicação completa e 
recíproca entre os hospitais, os centros de saúde 
secundários e primários e os serviços domiciliares; 
Considerava que a formação médica não deveria se dar 
apenas nos hospitais de ensino especializado, pois o 
médico generalista, deveria exercer funções junto ao 
indivíduo e à comunidade; 
O relatório Dawson introduziu a territorialização, 
apontou a necessidade de articulação entre a saúde 
pública e atenção individual e marcou a associação 
entre o modelo de organização de serviços e sua gestão 
(ao prescrever uma autoridade de saúde única no 
território); 
Organização em redes seria uma maneira de garantir 
acesso com equidade a toda uma população; 
O conjunto estaria sob um único comando, devendo 
operar de forma coordenada através de mecanismos 
de referência entre níveis (e/ou territórios), 
alimentados por sistema de informação e de 
transportes; 
Hierarquização: complexidade do conjunto de redes 
(não havia valorização maior ou menor entre os níveis); 
Flexibilidade: considerava as condições locais, a forma 
como a população ocupava o território.

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