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Direito Internacional Público 
Aula 01 
Profa. Jamile 
 
 
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AULA 01 
DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 
Atos internacionais. Tratados. 
Professora Dra. Jamile Gonçalves Calissi 
 
 
 
 
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Aula 01 – Atos internacionais. Tratados. 
 
 
 
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Direito Internacional Público 
Aula 01 
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Aula Conteúdo Programático Data 
00 
Direito internacional público: conceito, fontes e 
fundamentos. 
08/01 
01 
Atos internacionais. Tratados: validade; efeitos; 
ratificação; promulgação; registro, publicidade; 
vigência contemporânea e diferida; incorporação ao 
direito interno; violação; conflito entre tratado e 
norma de direito interno; extinção. Convenções, 
acordos, ajustes e protocolos. 
12/01 
02 
Domínio público internacional: mar; águas interiores; 
mar territorial; zona contígua; zona econômica; 
plataforma continental; alto-mar; rios internacionais; 
espaço aéreo; normas convencionais; nacionalidade 
das aeronaves; espaço extra-atmosférico. 
15/01 
03 
Estado. Atos unilaterais do Estado. Normas 
imperativas (jus cogens). Obrigações erga omnes. 
Soft Law. Responsabilidade internacional. Soberania. 
Conceito de Huber na decisão arbitral no caso Holanda 
v. EUA de 1928. Intervenção e não intervenção. 
Decisão da Corte Internacional de Justiça no caso 
Nicarágua v. EUA de 1986. Limites para atuação do 
Estado. Caso Lotus, decidido pelo Tribunal Permanente 
de Justiça Internacional em 1927. 
22/01 
04 
Imunidade à jurisdição estatal. Jurisdição internacional 
e imunidade de jurisdição. Opiniões de Rezek e 
Guillaume separadas da decisão final no caso Arrest 
Warrant (Congo x Bélgica, 2000). Abdução de 
estrangeiros. Casos relevantes na jurisprudência 
internacional: Eichmann, Verdugo-Urquidez sobre 
busca e apreensão extraterritorial (EUA) e Alvarez-
Machain (EUA). 
29/01 
05 
Consulados e embaixadas. Diplomatas e cônsules: 
privilégios e imunidades. Organizações internacionais: 
conceito; natureza jurídica; elementos 
caracterizadores; espécies. 
05/02 
06 
População; nacionalidade; tratados multilaterais; 
estatuto da igualdade. Estrangeiros: vistos; 
deportação, expulsão e extradição: fundamentos 
jurídicos; reciprocidade e controle jurisdicional. Asilo 
09/02 
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político: conceito, natureza e disciplina. 
07 
Proteção internacional dos direitos humanos. 
Declaração Universal dos Direitos Humanos. Direitos 
civis, políticos, econômicos e culturais. Mecanismos de 
implementação. Direito Internacional dos Refugiados. 
Os dispositivos convencionais, legais e administrativos 
referentes ao refúgio. Tipos de perseguição. O papel 
dos órgãos internos e o controle judicial. 
12/02 
08 
Conflitos internacionais. Meios de solução: 
diplomáticos, políticos e jurisdicionais. Soluções 
pacíficas de controvérsias internacionais (Capítulo VI 
da Carta da ONU). Ação relativa a ameaças à paz, 
ruptura da paz e atos de agressão (Capítulo VII da 
Carta da ONU). Cortes internacionais 
19/02 
09 
Convenção das Nações Unidas contra o crime 
organizado transnacional (Convenção de Palermo). 
Decreto nº 5.015/2004 (Convenção das Nações Unidas 
contra o Crime Organizado Transnacional). Decreto nº 
5.017/2004 (protocolo adicional à convenção das 
Nações Unidas contra o crime organizado 
transnacional relativo à prevenção, repressão e 
punição do tráfico de pessoas, em especial mulheres e 
crianças). Decreto nº 5.687/2006 (Convenção das 
Nações Unidas contra a Corrupção; Convenção de 
Mérida). 
26/02 
10 
Convenções internacionais sobre terrorismo: 
Convenção Internacional sobre a Supressão de 
Atentados Terroristas com Bombas; Convenção 
Internacional para a Supressão do Financiamento do 
Terrorismo; Convenção Interamericana Contra o 
Terrorismo. Resolução nº 1.373/2001 do Conselho de 
Segurança das Nações Unidas. 
05/03 
 
 
 
 
 
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Sumário 
 
1. Fontes...........................................................................................................5 
2.Tratados Internacionais....................................................................................7 
2.1 Elementos essenciais.....................................................................................8 
2.2Terminologia e espécies..................................................................................9 
2.3 Classificação...............................................................................................11 
2.4 Condições de validade..................................................................................14 
3. Processo de elaboração dos Tratados...............................................................20 
4. Registro e Publicidade....................................................................................26 
5. Efeitos dos Tratados......................................................................................27 
6. Interpretação dos Tratados............................................................................29 
7. Adesão........................................................................................................31 
8. Alteração.....................................................................................................32 
9. Reservas......................................................................................................33 
10. Extinção.....................................................................................................35 
11. Suspensão.................................................................................................39 
12. Incorporação ao direito interno.....................................................................40 
13. Tramitação do Tratado no Brasil....................................................................42 
14. Conflito entre DIP e direito interno................................................................45 
15. Hierarquia dos Tratados...............................................................................46 
16. Questões...................................................................................................50 
17. Gabarito....................................................................................................59 
18. Questões comentadas..................................................................................59 
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1. FONTES 
As fontes são os motivos que levam ao aparecimento da norma jurídica e os 
modos pelos quais ela se manifesta. 
 
FONTES MATERIAIS FONTES FORMAIS 
Fatos que demonstram a 
necessidade e a importância da 
formulação de preceitos jurídicos, 
que regulem certas situações. 
Modo de revelação e 
exteriorização da norma jurídica e 
dos valores que esta pretende 
tutelar. 
 
FONTES PRIMÁRIAS FONTES SECUNDÁRIAS 
Tratados, costumes 
internacionais, princípios gerais 
do direito. 
São aquerlas que explictam e não 
criam regras de direito 
internacional, apenas auxiliando a 
aplicação das fontes primárias, 
como doutrinas e decisões 
judiciais. 
 
Fontes estatutárias: Estão consolidadas no art. 38 do Estatuto da Corte 
Internacional de Justiça (CIJ). Como o rol é EXEMPLIFICATIVO, também 
permite a existência de fontes extra-estatutárias. 
 
 
FONTES ESTATUTÁRIAS FONTES EXTRA-
ESTATUTÁRIAS 
Tratados Atos unilateraisdesde que a partir de seu 
consentimento unânime. 
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b) Extinção do tratado por impossibilidade do seu cumprimento: Deve-
se a COMPROVAR A IMPOSSIBILIDADE do seu cumprimento, por exemplo, por 
uma força maior ou caso fortuito. 
c) Extinção do tratado por mudança fundamental das circunstâncias 
pode levar a necessária extinção do Tratado (clausula rebus sic 
stantibus): A Convenção de Viena permite que a mudança fundamental de 
circunstâncias seja invocada como causa para extinguir um tratado ou para que 
a parte dele se desvincule, desde que atenda às condições: 
a) A alteração não deve ter sido prevista pelos signatários quando da conclusão 
do acordo; 
b) A modificação deve ser fundamental, ou seja, deve haver alteração 
significativa entre o contexto original e o atual; 
c) A existência dessas circunstâncias deve ter constituído uma condição 
essencial do consentimento das partes em obrigarem-se pelo tratado; 
d) A mudança não pode ser resultado de violação das disposições do acordo ou 
de qualquer outra norma internacional; 
e) A modificação deve alterar radicalmente o alcance das obrigações ainda a 
serem cumpridas. 
d) Jus cogens superveniente: O tratado nasce válido, mas nasce uma norma 
de jus cogens superveniente que o extingue. 
e) Casos de guerra: Mas cuidado: a guerra também pode gerar a suspensão 
do tratado. 
A guerra é uma hipótese de alteração fundamental das circunstâncias, podendo, 
portanto, extinguir os compromissos existentes entre os Estados em conflito. 
Entretanto, permanecem em vigor tratados voltados exatamente a 
gerar efeitos durante conflitos armados, como os referentes ao Direito 
de Guerra e ao Direito Humanitário, bem como outros que têm vigência 
estática, a exemplo daqueles que estabelecem fronteiras. As convenções 
multilaterais de DH também devem continuar a existir, porque suas normas 
devem ser aplicadas em qualquer circunstância. 
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Vejamos as últimas considerações a respeito da extinção dos tratados: 
 A retirada de uma das partes ou a impossibilidade de cumprimento do 
tratado também pode determinar sua extinção, mas apenas se essa 
impossibilidade resultar da destruição ou do desaparecimento definitivo de um 
objeto indispensável ao cumprimento do compromisso. No entanto, não pode 
fundamentar a extinção do tratado a retirada de um dos signatários nos 
tratados multilaterais, salvo disposição em contrário, ou a impossibilidade que 
resultar de uma violação, pela parte que invoca o fim do compromisso, quer de 
uma obrigação decorrente do acordo, quer de uma obrigação internacional 
diversa, referente a qualquer outra parte do ato. 
 A impossibilidade temporária de cumprir o tratado enseja apenas sua 
suspensão. 
 
 O rompimento de relações diplomáticas ou consulares entre partes de um 
tratado não enseja sua extinção, salvo na medida em que a existência dessas 
relações for indispensável à aplicação do ato. Tal norma parte do princípio de 
que NÃO EXISTE RELAÇÃO ENTRE A CELEBRAÇÃO DE TRATADOS E A 
MANUTENÇÃO DAS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS OU CONSULARES (“a 
conclusão de um tratado, por si, não produz efeitos sobre as relações 
diplomáticas ou consulares” – art. 63 da Convenção de Viena). 
 
11. SUSPENSÃO: 
O ato deixa de gerar efeitos jurídicos em caráter temporário. 
- A suspensão pode estar prevista e regulada dentro do próprio texto do 
acordo. Na falta de normas a respeito, pode também ser fruto de acerto entre 
as partes. 
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- Nos tratados multilaterais, a suspensão pode depender da concordância de um 
número mínimo de signatários, normalmente fixado no texto do próprio ato. 
- É possível que apenas alguma das partes de um tratado multilateral pretenda 
suspender entre si a validade das disposições do compromisso ao qual estão 
vinculados. Tal possibilidade deve estar expressamente prevista no tratado ou 
não deve estar proibida em seu texto, caso em que não deve ser incompatível 
com o objeto e a finalidade do acordo nem prejudicar o gozo, pelas outras 
partes, de direitos decorrentes do tratado, bem como o cumprimento de suas 
obrigações. 
- Um tratado posterior pode suspender um compromisso anterior, se 
isso se depreender do novo tratado ou se ficar estabelecido, de outra 
forma, que essa é a intenção das partes. 
- A mudança fundamental de circunstâncias pode também ser invocada 
como fundamento para pleitear a suspensão de um ato internacional. É 
o caso de um tratado que regule o transporte terrestre entre dois Estados que, 
temporariamente, não possa ser executado por motivo de força maior, como 
um desastre natural que impeça o trânsito entre os respectivos territórios. 
- O rompimento de relações diplomáticas ou consulares entre as partes 
de um ato internacional não enseja sua suspensão, salvo na medida em 
que a existência de relações diplomáticas ou consulares for 
indispensável à aplicação do tratado. 
 
12. INCORPORAÇÃO AO DIREITO INTERNO 
A execução das normas internacionais dentro dos Estados é facilitada a partir 
de sua incorporação ao direito interno (“internalização”). 
 
 
 
 
 
 
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MODELO TRADICIONAL MODELO MODERNO 
A incorporação depende de um 
processo que culmina na 
promulgação, ato de competência do 
Presidente da República, formalizado 
por meio de decreto, que ordena a 
execução do tratado no âmbito 
nacional e determina sua aplicação no 
Diário Oficial da União. 
Modelo adotado no Brasil. 
Introdução automática ou 
aplicabilidade imediata: o tratado 
tem força vinculante assim que entrar 
em vigor no universo das relações 
internacionais, sem necessidade de 
outras medidas. 
Modelo adotado na União Europeia no 
tocante aos tratados de Direito 
Comunitário. 
 
- O Poder Executivo é normalmente o órgão responsável pela 
administração da dinâmica das relações internacionais dos Estados. 
- Na prática, grande parte dos ordenamentos nacionais condiciona a ratificação 
de um tratado à anuência do Poder Legislativo. Essa sujeição é um freio no 
impulso de vincular o Estado internacionalmente, que passa a ser submetido a 
um controle de caráter mais democrático e capaz de legitimar o 
comprometimento internacional. 
- O art. 49, I, da CF, determina que compete ao Congresso Nacional 
resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais 
que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio 
nacional. Entretanto, isso não significa que caiba ao Congresso Nacional 
ratificar o tratado ou dar a decisão final sobre a celebração ou não de um 
tratado pelo Estado brasileiro. Tal decisão definitiva tem lugar apenas quando o 
Congresso Nacional rejeita o ato internacional. Tendo o tratado sido 
aprovado pelo Legislativo, a decisão final sobre a ratificação ou não do 
ato cabe ao Presidente da República. 
- É EXCLUSIVIDADE DO CONGRESSO NACIONAL A RESOLUÇÃO 
DEFINITIVA DE QUESTÕES CONTROVERTIDAS QUE TRATEM DE 
TRATADOS INTERNACIONAIS QUE ACARRETEM ENCARGOS OU 
COMPROMISSOS GRAVOSOS AO PATRIMÔNIO NACIONAL. 
 
 
 
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13. TRAMITAÇÃO DO TRATADO NO BRASIL 
Vejamos cada uma das fases: 
1ª FASE: Assinatura: Preparação de Exposição de Motivos, dirigida ao 
Presidente da República pelo Ministro das Relações Exteriores, dando ciência da 
assinatura do ato internacional, dissertando sobre sua relevânciae suas 
consequências e pedindo o encaminhamento do acordo ao Congresso Nacional, 
para fins de providenciar sua eventual ratificação  recebendo a Exposição de 
Motivos, com o tratado anexo, o Presidente pode encaminhar a Mensagem ao 
Congresso Nacional, solicitando o exame do ato assinado (o envio da 
Mensagem é ato discricionário, que pode deixar de se justificar à luz do 
interesse público). 
2ª FASE: Fase consensual ou decreto legislativo: No Congresso, o tratado 
será examinado na Câmara e no Senado. A discussão da matéria envolverá as 
comissões competentes das duas Casas e votação no plenário de cada uma 
delas. Aprovado o acordo no Congresso Nacional, o PRESIDENTE DO 
SENADO EMITIRÁ UM DECRETO LEGISLATIVO, que consiste em mero 
instrumento de encaminhamento do tratado ao Presidente da República. Caso o 
Congresso não aprove o ato, o Presidente fica impossibilitado de ratificá-lo. Se 
ratificar mesmo assim, comete crime de responsabilidade (atentado ao 
livre exercício do Poder Legislativo). 
 
 
 
 
3ª FASE: Ratificação: Caso o Congresso aprove o tratado, o Presidente 
poderá ratificá-lo, ato discricionário materializado por meio de instrumento de 
ratificação, dirigido aos demais signatários do acordo ou a seu depositário. 
 
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- Quando o tratado entrar em vigor no âmbito internacional, o Brasil já pode 
exigir seu cumprimento por parte dos demais signatários, bem como pode ser 
responsabilizado internacionalmente pela violação de suas normas. 
4ª FASE: Decreto Presidencial: Entretanto, no Brasil, o tratado ainda precisa 
ser incorporado ao ordenamento interno para poder ser invocado em território 
nacional. Aqui, cabe ao Presidente da República concluir o processo de 
incorporação por meio da PROMULGAÇÃO, por DECRETO PUBLICADO NO DOU, 
ato pelo qual ordena a publicação do acordo e sua execução em território 
nacional. 
 
 
 
- Os acordos executivos também são objeto de publicação no DOU, para o que 
requerem apenas a autorização do Ministro das Relações Exteriores, 
dispensando qualquer ato presidencial. 
 
- O TRATADO PROMULGADO INCORPORA-SE AO ORDENAMENTO 
JURÍDICO BRASILEIRO (CARÁTER VINCULANTE). O descumprimento 
das suas normas enseja a possibilidade de sanções previstas no próprio 
direito brasileiro. 
 
Ratificação Decreto Presidencial 
Gera efeitos internacionais Gera efeitos internos 
 
- a assinatura não é o ato pelo qual o Estado assume o compromisso de 
cumprir o tratado no plano internacional. O ato que vincula o Estado é a 
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ratificação, embora, na realidade, o Estado só seja obrigado a cumprir o 
tratado que ratifique quando este entra em vigor. 
 
- A EFICÁCIA INTERNA DO TRATADO DEPENDE DO DECRETO DE 
EXECUÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, por meio do qual o Presidente 
promulga o tratado e determina sua publicação, dando ordem de cumprimento 
do acordo internacional no âmbito nacional e incorporando-o ao ordenamento 
interno. Não confundir o decreto presidencial de promulgação com o 
decreto legislativo por meio do qual o Presidente do Senado aprova o 
tratado, autorizando sua ratificação. 
 
ATO OU DOCUMENTO ÓRGÃOS E 
AUTORIDADES 
ENVOLVIDOS 
OBJETIVO 
Exposição de Motivos Ministro das Relações 
Exteriores  Presidente 
da República 
Informar acerca da 
assinatura de um tratado 
e pedir sua ratificação 
Mensagem Presidente da República 
 Congresso Nacional 
Solicitar o exame de um 
tratado para fins de 
ratificação 
Exame do tratado no 
Congresso Nacional 
Câmara e Senado Autorizar ou não a 
ratificação 
Decreto legislativo Presidente do Senado Autoriza ou não a 
ratificação 
Decreto Presidente da República Promulgação e 
publicação 
 
- em geral, os tratados internacionais modernos relativos a Direitos Humanos 
são convenções celebradas sob os auspícios de organizações internacionais 
globais ou regionais, antecedidos por inúmeras sessões de trabalhos 
preparatórios, destinadas à apresentação, negociação e composição do texto-
base do instrumento convencional, tendo como objeto e fim a proteção dos 
direitos fundamentais do ser humano e não o intercâmbio recíproco de 
direitos para o benefício mútuo dos Estados contratantes, conforme 
ocorre nos tratados internacionais de tipo tradicional. 
 
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14. CONFLITO ENTRE O DIP E O DIREITO INTERNO 
 
- Se houver conflito entre uma norma internacional e uma norma interna, 
ocorre a derrogação da norma que, num determinado caso concreto, não deva 
prevalecer. Não há revogação da norma interna ou da norma internacional. 
- A Convenção de Viena consagrou a prevalência da norma 
internacional: uma parte não pode invocar as disposições de seu direito 
interno para justificar o inadimplemento de um tratado (art. 27). 
- Contudo, boa parte dos Estados ainda mantém regras que condicionam a 
aplicação do DIP à compatibilidade com o direito interno. Essa prática decorre 
do valor primordial de que a soberania ainda se reveste para parte 
significativa dos entes estatais. Cria-se uma situação em que as normas 
internacionais poderão ser derrogadas em caso de conflito com as leis 
nacionais. Assim, a eficácia das normas internacionais fica ameaçada, abrindo 
caminho para a fragilização do Direito Internacional enquanto fator de 
estabilidade da sociedade internacional. Ademais, o Estado pode ser 
responsabilizado internacionalmente. 
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- A relação entre o DIP e o direito interno é objeto de controvérsia no Brasil, 
pois o legislador não regulou expressamente a aplicação das normas 
internacionais no país. A definição é feita principalmente pela doutrina e 
jurisprudência. 
 
15. HIERARQUIA DOS TRATADOS: 
 
Em resumo, segundo a doutrina, há 04 hipóteses: 
 
Supraconstitucional
idade 
Constitucionali
dade 
Supralegalid
ade 
Infraconstitucional
idade 
Acima da CF Mesmo plano 
da CF 
Acima das 
leis e abaixo 
da CF 
No mesmo plano 
das leis comuns. 
 
- Geralmente, os tratados equivalem a LEI ORDINÁRIA, submetendo-se 
também aos CRITÉRIOS CRONOLÓGICO e da ESPECIALIDADE e ficando 
sujeitos a CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. 
- Consequentemente, OS TRATADOS NÃO PODEM REGULAR MATÉRIA 
RESERVADA À LEI COMPLEMENTAR. 
- O art. 5º, §2º da CF traz a cláusula de abertura dos direitos fundamentais 
(“os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros, 
decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados ou dos tratados 
internacionais em que a RFB seja parte”). O preceito abre espaço para que os 
tratados de DH contribuam para a ampliação do rol de direitos e garantias 
constitucionalmente protegidos. 
- A EC 45/04 introduziu o §3º no art. 5º da CF (“os tratados e convenções 
internacionais sobre DH que forem aprovados, em cada Casa do Congresso 
Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais”). Com isso, abriu-se a possibilidade 
de que as normas internacionais de DH adquiram status CONSTITUCIONAL, 
desde que sejam aprovados por um procedimento especial. 
 
 
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Até agora, isso só ocorreu com a Convenção Internacional sobre os 
Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo 
(promulgada em 2009) e Tratado de Marraquexe para Facilitar o Acesso a 
Obras Publicadas para Pessoas Cegas (2016). 
 
- Quanto aos tratadosde DH aprovados antes da EC 45 ou fora de seus 
parâmetros, terão caráter de SUPRALEGALIDADE. Assim, os tratados de DH 
sempre prevalecerão diante da legislação ordinária. 
- Em qualquer caso, as normas internacionais de DH continuam submetidas a 
controle de constitucionalidade, ora porque são supralegais, ora porque são 
constitucionais e não podem violar cláusula pétrea. 
a) HIERARQUIA DOS TRATADOS EM GERAL: Em regra, o STF entende que 
os tratados em geral possuem hierarquia de lei infraconstitucional. A conclusão 
do raciocínio tem por base três dispositivos constitucionais: 
(i) Art. 47, CF: Se espécie normativa não tiver quórum próprio expresso é 
maioria simples. O tratado é equiparado a LO federal. 
(ii) Art. 102, III, “b”, CF: Cabe recurso extraordinário em face da decisão 
que declarou inconstitucional lei ou tratado. Logo, o tratado está abaixo da 
constituição. 
(iii) Art. 105, III, “a”, CF: Compete ao STJ recurso especial quando a decisão 
impugnada tiver violado ou negado vigência a tratado. Logo, “o tratado é 
equiparado a lei ordinária federal”. 
- a antiga LICC, de 1942, atual LINDB, de 2010, prevalece sobre o Código de 
Bustamante (tratado internacional incorporado ao direito brasileiro em 1929), 
de acordo com o critério cronológico. 
- a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas não 
necessariamente se sobrepõe às leis brasileiras, podendo prevalecer se 
for mais nova ou especial. 
 
 
 
 
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b) HIERARQUIA DOS TRATADOS DE DIREITOS HUMANOS: 
 
 
 
*Segundo o STF, se o tratado sobre direitos humanos for aprovado nas duas 
Casas do Congresso Nacional em dois turnos de votação e 3/5 dos votos dos 
respectivos membros (ou seja, conforme o rito do art. 5º, §3º, da CF/88, 
acrescentado pela EC 45/04), terá status de EMENDA CONSTITUCIONAL. Ex: 
a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu 
Protocolo Facultativo (Decreto Presidencial 6.949/09) e Tratado de Marraquexe 
para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas para Pessoas Cegas (2016). 
 
No entanto, se o tratado sobre direitos humanos foi aprovado antes da EC 
45/04 ou por procedimento diverso do previsto no art. 5º, §3º, da CF/88, terá 
status SUPRALEGAL. Exemplo: Pacto de San Jose da Costa Rica (que trouxe a 
previsão da impossibilidade de prisão civil do depositário infiel). 
 
c) HIERARQUIA DOS TRATADOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO: 
- O art. 98 do CTN determina que “os tratados e as convenções internacionais 
revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela 
lei que lhes sobrevenha”. Com isso, o CTN adota a noção de 
SUPRALEGALIDADE DOS TRATADOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. 
- Por um tempo, a ideia da supralegalidade dos tratados em matéria tributária 
não subsistiu diante da visão de que os atos internacionais incorporados à 
ordem jurídica pátria equivaleriam à lei ordinária. Entretanto, a jurisprudência 
do STF e do STJ vem retomando a visão da supralegalidade dos acordos 
internacionais em matéria tributária. 
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No julgamento do RE 460.320/PR, o relator do processo, Ministro Gilmar 
Mendes, reiterou que a prevalência dos tratados em matéria tributária sobre a 
lei ordinária não vulnera a ordem constitucional e atende a diversos interesses, 
como as exigências da cooperação internacional na matéria, a dinamização do 
desenvolvimento econômico-comercial, o combate a ilícitos tributários, a 
proteção dos direitos fundamentais dos contribuintes e o respeito 
aos compromissos internacionais. 
Cabe destacar que, para os tribunais superiores, não há, 
propriamente, revogação ou derrogação da norma interna pelo regramento 
internacional, mas apenas SUSPENSÃO de eficácia que atinge tão só, as 
situações envolvendo os sujeitos e os elementos de estraneidade descritos na 
norma da convenção. (Resp 1161467/RS, 01.06.2012). 
O STJ, na mesma linha de entendimento, vem também pugnando pela 
prevalência das convenções em matéria tributária frente à legislação interna, 
inclusive a superveniente (RE 229.096) 
 
TRATADOS 
EM GERAL 
TRATADOS DE DIREITOS 
HUMANOS 
TRATADOS DE DIREITO 
TRIBUTÁRIO 
Equivalem a 
 LEI 
ORDINÁRIA 
e submetem-
se aos 
critérios 
cronológico e 
da 
especialidade. 
- Entendimento da doutrina após o 
art. 5º, §2º, da CF: 
constitucionalidade. 
- Num primeiro momento, o STF 
defendeu o status de lei ordinária. 
Tendência à 
SUPRALEGALIDADE. 
- Novos entendimentos do STF 
para os tratados anteriores à EC 
45: SUPRALEGALIDADE 
(majoritário) e constitucionalidade 
material (minoritário). 
- Abandono do entendimento de 
que os tratados de DH seriam 
equivalentes à lei ordinária. 
- Tratados aprovados nos termos 
do procedimento estabelecido no 
art. 5º, §3º da CF (EC 45): status 
de EMENDA CONSTITUCIONAL. 
 
 
 
 
 
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16. QUESTÕES 
QUESTÃO 01 – CESPE – JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO – TRF 5 REGIÃO - 
2017 
Acerca dos tratados internacionais, assinale a opção correta. 
 a) Admite-se que a entrada em vigor de um tratado ocorra a partir do 
implemento de uma condição, como, por exemplo, o depósito junto ao 
secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 
 b) Na hipótese de um tratado não ter entrado em vigor, um Estado signatário 
pode praticar atos que acarretem a inviabilidade prática de aplicação do ato 
internacional. 
 c) Admite-se que, por ocasião da aprovação do texto convencional de tratado, 
o Congresso Nacional do Estado efetue emendas a esse tratado, de modo que a 
ratificação seja realizada com reservas. 
 d) A expedição de decreto presidencial executório de tratado internacional, 
após sua ratificação, pelo presidente da República, junto ao depositário, é 
expressamente prevista na Constituição Federal de 1988. 
 e) Não se admite que se considere o preâmbulo do tratado para fins de 
interpretar o contexto desse mesmo tratado. 
 
QUESTÃO 02 – CESPE – DIPLOMATA – INSTITUTO RIO BRANCO - 2017 
A respeito das fontes do direito internacional público, julgue (C ou E) o item a 
seguir. 
Não há vedação, conforme a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, 
de 1969, para que dois ou mais Estados sejam depositários de um mesmo 
tratado. 
 
 
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QUESTÃO 03 – CESPE – DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO – PC/GO - 
2017 
Com relação aos tratados e convenções internacionais, assinale a opção correta 
à luz do direito constitucional brasileiro e da jurisprudência do Supremo 
Tribunal Federal (STF). 
 a) Segundo o entendimento do STF, respaldado na teoria da supralegalidade, 
a ratificação do Pacto de São José da Costa Rica revogou o inciso LXVII do art. 
5.º da CF, que prevê a prisão do depositário infiel. 
 b) O sistema constitucional brasileiro adotou, para efeito da executoriedade 
doméstica de um tratado internacional, a teoria dualista extremada, pois exige 
a edição de lei formal distinta para tal executoriedade. 
 c) O Pacto de São José da Costa Rica influenciou diretamente a edição da 
súmula vinculante proferida pelo STF, a qual veda a prisão do depositário infiel. 
 d) A Convenção de Palermo tem como objetivo a cooperação para a prevenção 
e o combate do crime de feminicídio no âmbito das nações participantes. 
 e) Elaborada pelas Nações Unidas, a Convenção de Mérida, que trata da 
cooperação internacional contra a corrupção, ainda não foi ratificada pelo Brasil. 
 
QUESTÃO 04 – CESPE – DIPLOMATA – INSTITUTO RIOBRANCO - 2016 
A respeito das disposições da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, 
de 1969, julgue (C ou E) o item seguinte. 
Reservas e declarações interpretativas somente podem ser apresentadas, se 
possível a sua formulação, no momento da assinatura, ratificação, aceitação ou 
aprovação de tratado ou de adesão a tratado. 
 
QUESTÃO 05 – CESPE – ADVOGADO DA UNIÃO – AGU - 2015 
Julgue o item a seguir, relativo às fontes do direito internacional. 
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Os tratados incorporados ao sistema jurídico brasileiro, dependendo da matéria 
a que se refiram e do rito observado no Congresso Nacional para a sua 
aprovação, podem ocupar três diferentes níveis hierárquicos: hierarquia 
equivalente à das leis ordinárias federais; hierarquia supralegal; ou hierarquia 
equivalente à das emendas constitucionais. 
 
QUESTÃO 06 – CESPE – DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL – DPU - 2015 
No que se refere ao direito internacional, julgue o item seguinte. 
De acordo com a jurisprudência do STF, os tratados de direitos humanos e os 
tratados sobre direito ambiental possuem estatura supralegal. 
 
QUESTÃO 07 – CESPE – ANALISTA LEGISLATIVO – CÂMARA DOS 
DEPUTADOS - 2014 
Acerca da teoria das fontes no direito internacional público, julgue o item a 
seguir. 
Os tratados são as fontes por excelência do direito internacional público e 
impõem-se hierarquicamente sobre todas as demais formas escritas e não 
escritas de expressão do direito internacional. 
 
QUESTÃO 08 – CESPE – DIPLOMATA – INSTITUTO RIO BRANCO - 2016 
A respeito das disposições da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, 
de 1969, julgue (C ou E) o item seguinte. 
A menos que o tratado ou os Estados contratantes disponham de forma diversa, 
é função do depositário examinar se a assinatura de instrumento está em boa 
forma e, se necessário, chamar a atenção do Estado em causa sobre a questão. 
 
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QUESTÃO 09 – CESPE – ANALISTA LEGISLATIVO – CÂMARA DOS 
DEPUTADOS - 2014 
A respeito da apreciação de atos internacionais pelo Congresso Nacional 
brasileiro, julgue o próximo item. 
A publicação do acordo executivo é a garantia da introdução, no ordenamento 
jurídico nacional, dos acordos celebrados no molde executivo, sem que haja a 
manifestação típica do Congresso Nacional. 
 
QUESTÃO 10 – CESPE – JUIZ FEDERAL – TRF 2º REGIÃO - 2013 
Acerca do direito dos tratados internacionais, como regido pela Convenção de 
Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969, assinale a opção correta. 
a) A necessidade de forma escrita está expressa na definição de tratado 
presente na Convenção de Viena. 
b) Na regra geral de interpretação dos tratados, está previsto o recurso aos 
trabalhos preparatórios. 
c) A mudança fundamental de circunstâncias é causa de nulidade de um 
tratado. 
d) O rompimento de relações diplomáticas gera, por si só, a suspensão da 
execução de um tratado. 
e) A adesão somente é possível quando expressamente disposta no tratado. 
 
QUESTÃO 11 – CESPE – JUIZ FEDERAL – TRF 1º REGIÃO - 2013 
No que concerne aos tratados internacionais, assinale a opção correta. 
a) É possível a aplicação de tratado internacional já denunciado, desde que 
mediante decreto legislativo que o revigore. 
b) Os tratados internacionais, ainda que devidamente internalizados, não se 
aplicam aos estados e municípios. 
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c) É exclusividade do Congresso Nacional a resolução definitiva de questões 
controvertidas que tratem de tratados internacionais que acarretem encargos 
ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. 
d) Lei posterior e contrária a tratado internacional devidamente internalizado 
tem como consequência a revogação formal e imediata do tratado. 
e) O postulado da aplicabilidade imediata vale no Brasil, para os tratados 
internacionais, a partir do momento da aposição da assinatura do presidente da 
República. 
 
QUESTÃO 12 – CESPE – DELEGDO – DPF - 2013 
Julgue o item, relativo às relações consulares, aos tratados internacionais, ao 
direito do mar e às cortes internacionais. 
A Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados estabelece que o Estado 
que tenha assinado um tratado, ainda que não o tenha ratificado, está obrigado 
a não frustrar seu objeto e finalidade antes de sua entrada em vigor. 
 
QUESTÃO 13 – CESPE – ANALISTA ADMINISTRATIVO – ANAC - 2013 
Julgue os itens que se seguem, relativos a tratados internacionais. 
De acordo com a Constituição Federal de 1988, os tratados internacionais sobre 
direitos humanos, aprovados em dois turnos e por três quintos dos votos dos 
respectivos membros de cada casa do Congresso Nacional, equivalem-se às leis 
ordinárias. 
 
QUESTÃO 14 – CESPE – JUIZ FEDERAL – TRF 3º REGIÃO - 2011 
A aplicação provisória de tratados 
a) somente termina com a anuência de todos os Estados-partes. 
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b) é disciplinada por artigo da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados, o 
qual é objeto de reserva por parte do Brasil. 
c) é possível, em alguns casos, consoante a Convenção de Viena sobre Direito 
dos Tratados, após a entrada em vigor do tratado. 
d) somente é permitida em relação a todo o texto do tratado. 
e) deve ser expressamente prevista no tratado. 
 
QUESTÃO 15 – CESPE – PROMOTOR DE JUSTIÇA – MPE/ES - 2010 
No ordenamento jurídico interno brasileiro, tratado internacional acerca de 
matéria tributária celebrado entre a República Federativa do Brasil e outro 
Estado da sociedade internacional passa a vigorar na data 
a) da rubrica do texto negociado pelos plenipotenciários. 
b) de início da vigência do decreto legislativo que aprovar o respectivo projeto 
de tratado. 
c) de assinatura do projeto desse tratado. 
d) da troca dos instrumentos de ratificação. 
e) de início da vigência do decreto que o promulgar. 
 
QUESTÃO 16 – CESPE – DIPLOMATA – INSTITUTO RIO BRANCO - 2015 
A jurisprudência tem constituído importante acervo de decisões que balizam o 
desenvolvimento progressivo do direito internacional, não apenas como 
previsão ideal, mas como efetivo aporte à prática da disciplina. Acerca da 
aplicação do art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça, de 
antecedentes judiciários, de tratados e de costumes, julgue (C ou E) o seguinte 
item. 
Extingue-se um tratado por ab-rogação sempre que a vontade de terminá-lo for 
comum às partes coobrigadas. 
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QUESTÃO 17 – CESPE – JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO – TRF 1º REGIÃO 
2015 
A respeito do direito dos tratados, assinale a opção correta. 
a) É vedado que mais de dois Estados sejam depositários de um mesmo 
tratado. 
b) Diferentemente da Convenção de Havana sobre Tratados, a Convenção de 
Viena sobre o Direito dos Tratados não traz qualquer definição do termo 
tratado. 
c) Um tratado somente pode criar obrigações para um terceiro Estado que dele 
não faça parte se este consentiu expressamente, por escrito, nesse sentido. 
d) É vedada a extinção de um tratado multilateral em virtude de violação 
substancial de suas disposições por uma das partes. 
e) Um ato relativo à conclusão de um tratado por pessoa que não possa ser 
considerada representante de um Estado gera nulidade insanável no 
instrumento. 
 
QUESTÃO 18 – FCC – JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO – TRT 23º 
REGIÃO - 2015 
Considere um hipotético tratado internacional sobre direitos humanos ratificado 
pelo Brasil no anode 2001. Seu processo de aprovação nacional perante o 
Congresso Nacional e posterior envio de carta de ratificação, bem como 
promulgação mediante decreto presidencial, foram regularmente completados. 
O tratado está em vigor internacional desde 2001, imediatamente após a 
ratificação nacional. Com relação a sua aplicação no Brasil, de acordo com a 
posição mais recente do Supremo Tribunal Federal − STF, esse tratado equivale 
a uma 
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a) norma infraconstitucional mas supralegal, tendo sido aprovado, em cada 
Casa do Congresso Nacional, por maioria simples e turno único de votação. 
b) emenda constitucional, tendo sido aprovado, em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos. 
c) norma infraconstitucional mas supralegal, assim como todos os tratados já 
ratificados pelo Brasil que dispõem a respeito de direitos humanos possuem 
esse status. 
d) emenda constitucional, assim como todos os tratados já ratificados pelo 
Brasil que dispõem a respeito de direitos humanos possuem esse status. 
e) lei ordinária federal, tendo sido aprovado, em cada Casa do Congresso 
Nacional, por maioria simples, em turno único de votação. 
 
QUESTÃO 19 – ESAF – ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE AVIAÇÃO 
CIVIL – ANAC - 2016 
Considerando o regramento dos tratados internacionais na Convenção de Viena, 
assinale a opção correta. 
a) Reserva é um ato bilateral ou multilateral pelo qual se expressa a objeção 
em relação a certo dispositivo de um tratado internacional. 
b) Denúncia é a expressão de objeção de um Estado a certo dispositivo de um 
tratado internacional. 
c) Denúncia é a expressão de consentimento de um Estado a um tratado 
internacional. 
d) Reserva é a declaração unilateral do Estado para excluir ou modificar o efeito 
jurídico, em relação a esse mesmo Estado, de certas disposições de um tratado 
internacional. 
e) Denúncia é um dos tipos de vício do consentimento estatal capaz de gerar a 
anulação da expressão de sua vontade. 
 
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QUESTÃO 20 – ESAF – ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL – 
RECEITA FEDERAL - 2009 
Sobre as definições constantes da Convenção de Viena de 1969 (CVDT), pode-
se afirmar que: 
a) a CVDT determina expressa distinção entre “tratado” e “acordo 
internacional”. 
b) a definição de “organização internacional” abrange organizações não-
governamentais, desde que tenham sua personalidade jurídica criada em um 
dos Estados Membros da CVDT. 
c) “reserva” é uma declaração unilateral com o objetivo de excluir ou modifi car 
o efeito jurídico de certas disposições do tratado. 
d) “ratificação” significa um documento expedido pela autoridade competente 
de um Estado e pelo qual são designadas uma ou várias pessoas para 
representar o Estado na negociação. 
e) “plenos poderes” se refere à capacidade de o Estado negociador impor uma 
proposta de texto aos demais Estados participantes. 
 
QUESTÃO 21 – FAPEMS – DELEGADO DE POLÍCIA – PC/MS - 2017 
Com a promulgação da Emenda Constitucional n° 45/2004, os tratados 
internacionais sobre direitos humanos são equivalentes às emendas 
constitucionais quando 
a) aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por dois 
terços dos votos dos respectivos membros. 
b) aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em turno único, por três 
quintos dos votos dos respectivos membros. 
c) aprovados, na Câmara dos Deputados, em dois turnos, por dois terços dos 
votos dos respectivos membros. 
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d) aprovados, no Senado Federal, em dois turnos, por dois terços dos votos dos 
respectivos membros. 
e) aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três 
quintos dos votos dos respectivos membros. 
 
17. GABARITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18. QUESTÕES COMENTADAS 
 
QUESTÃO 01 – CESPE – JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO – TRF 5 REGIÃO - 
2017 
Acerca dos tratados internacionais, assinale a opção correta. 
1 2 3 4 5 
A CORRETA C ERRADA CORRETA 
6 7 8 9 10 
ERRADA ERRADA CORRETA CORRETA A 
11 12 13 14 15 
C CORRETA ERRADA B E 
16 17 18 19 20 
CORRETA C A D C 
21 
E 
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 a) Admite-se que a entrada em vigor de um tratado ocorra a partir do 
implemento de uma condição, como, por exemplo, o depósito junto ao 
secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 
 b) Na hipótese de um tratado não ter entrado em vigor, um Estado signatário 
pode praticar atos que acarretem a inviabilidade prática de aplicação do ato 
internacional. 
 c) Admite-se que, por ocasião da aprovação do texto convencional de tratado, 
o Congresso Nacional do Estado efetue emendas a esse tratado, de modo que a 
ratificação seja realizada com reservas. 
 d) A expedição de decreto presidencial executório de tratado internacional, 
após sua ratificação, pelo presidente da República, junto ao depositário, é 
expressamente prevista na Constituição Federal de 1988. 
 e) Não se admite que se considere o preâmbulo do tratado para fins de 
interpretar o contexto desse mesmo tratado. 
 
Gabarito letra A. 
DECRETO Nº 7.030, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2009. 
Promulga a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, concluída em 23 
de maio de 1969, com reserva aos Artigos 25 e 66. 
Artigo 24 
Entrada em vigor 
1. Um tratado entra em vigor na forma e na data previstas no tratado ou 
acordadas pelos Estados negociadores. 
Embora a Carta da ONU determine que todo tratado concluído por qualquer um 
de seus Estados-membros seja registrado e publicado pelo Secretário-Geral da 
Organização (art 102, da Carta da ONU) para valer nas Nações Unidas, trata-se 
este de procedimento posterior à entrada em vigor do ato internacional. Sua 
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vigência, logo, independe de qualquer registro na referida Organização 
Internacional, salvo se expressamente prevista tal condição. 
Todas as outras opções estão INCORRETAS. Senão, vejamos. 
Letra B. Assim dispõe o art. 18 da Convenção de Viena: 
Artigo 18 
Obrigação de Não Frustrar o Objeto e Finalidade de um Tratado antes de sua 
Entrada em Vigor 
Um Estado é obrigado a abster-se da prática de atos que frustrariam o objeto e 
a finalidade de um tratado, quando: 
a) tiver assinado ou trocado instrumentos constitutivos do tratado, sob reserva 
de ratificação, aceitação ou aprovação, enquanto não tiver manifestado sua 
intenção de não se tornar parte no tratado; ou 
b) tiver expressado seu consentimento em obrigar-se pelo tratado no período 
que precede a entrada em vigor do tratado e com a condição de esta não ser 
indevidamente retardada. 
Letra C. O Congresso somente pode aprovar ou rejeitar o texto do tratado em 
seu todo, não podendo os parlamentares intereferir, por falta de competência, 
na mudança de um ou outro dispositivo. Caso o Congresso recomende 
mudanças no texto, deverão ser abertas novas negociações com a contraparte 
na negociação. 
Letra D. A assertiva não tem previsão constitucional. Contudo, está previsto na 
Convenção de Viena: 
Artigo 76 
Depositários de Tratados 
1. A designação do depositário de um tratado pode ser feita pelos Estados 
negociadores no próprio tratado ou de alguma outra forma. O depositário pode 
ser um ou mais Estados, uma organização internacional ou o principal 
funcionário administrativo dessa organização. 
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2. As funções do depositário de um tratado têm caráter internacional e o 
depositário é obrigado a agir imparcialmente no seu desempenho. Em especial, 
não afetará essa obrigação o fato de um tratado não ter entrado em vigor entre 
algumas das partes ou de ter surgido uma divergência, entre um Estado e o 
depositário, relativa ao desempenho das funções deste último. 
Letra E. Todo tratado possui um preambulo. E todo preâmbulo tem por escopo 
auxiliar na interpretação do texto. 
 
QUESTÃO 02 – CESPE – DIPLOMATA – INSTITUTO RIO BRANCO - 2017 
A respeito das fontes do direito internacional público, julgue (C ou E) o item a 
seguir. 
Não há vedação, conforme a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, 
de 1969, para que dois ou mais Estados sejam depositários de um mesmo 
tratado. 
 
Gabarito: correta. 
DECRETO Nº 7.030, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2009 C/C O DIREITO DOS 
TRATADOS (ART. 27) 
Promulga a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, concluída em 23 
de maio de 1969, com reserva aos Artigos 25 e 66. 
PARTE VII 
Depositários, Notificações, Correções e Registro 
Artigo 76 
Depositários de Tratados 
1. A designação do depositário de um tratado pode ser feita pelos Estados 
negociadores no próprio tratado ou de alguma outra forma. O depositário pode 
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ser um ou mais Estados, uma organização internacional ou o principal 
funcionário administrativo dessa organização. 
2. As funções do depositário de um tratado têm caráter internacional e o 
depositário é obrigado a agir imparcialmente no seu desempenho. Em especial, 
não afetará essa obrigação o fato de um tratado não ter entrado em vigor entre 
algumas das partes ou de ter surgido uma divergência, entre um Estado e o 
depositário, relativa ao desempenho das funções deste último. 
 
QUESTÃO 03 – CESPE – DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO – PC/GO - 
2017 
Com relação aos tratados e convenções internacionais, assinale a opção correta 
à luz do direito constitucional brasileiro e da jurisprudência do Supremo 
Tribunal Federal (STF). 
 a) Segundo o entendimento do STF, respaldado na teoria da supralegalidade, 
a ratificação do Pacto de São José da Costa Rica revogou o inciso LXVII do art. 
5.º da CF, que prevê a prisão do depositário infiel. 
 b) O sistema constitucional brasileiro adotou, para efeito da executoriedade 
doméstica de um tratado internacional, a teoria dualista extremada, pois exige 
a edição de lei formal distinta para tal executoriedade. 
 c) O Pacto de São José da Costa Rica influenciou diretamente a edição da 
súmula vinculante proferida pelo STF, a qual veda a prisão do depositário infiel. 
 d) A Convenção de Palermo tem como objetivo a cooperação para a prevenção 
e o combate do crime de feminicídio no âmbito das nações participantes. 
 e) Elaborada pelas Nações Unidas, a Convenção de Mérida, que trata da 
cooperação internacional contra a corrupção, ainda não foi ratificada pelo Brasil. 
 
Gabarito letra C. 
Súmula 25, STF 
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É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de 
depósito. 
"Se não existem maiores controvérsias sobre a legitimidade constitucional da 
prisão civil do devedor de alimentos, assim não ocorre em relação à prisão do 
depositário infiel. As legislações mais avançadas em matérias de direitos 
humanos proíbem expressamente qualquer tipo de prisão civil decorrente do 
descumprimento de obrigações contratuais, excepcionando apenas o caso do 
alimentante inadimplente. O art. 7º (n.º 7) da Convenção Americana sobre 
Direitos Humanos 'Pacto de San José da Costa Rica, de 1969, dispõe desta 
forma: 'Ninguém deve ser detido por dívidas. Este princípio não limita os 
mandados de autoridade judiciária competente expedidos em virtude de 
inadimplemento de obrigação alimentar.' Com a adesão do Brasil a essa 
convenção, assim como ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, 
sem qualquer reserva, ambos no ano de 1992, iniciou-se um amplo debate 
sobre a possibilidade de revogação, por tais diplomas internacionais, da parte 
final do inciso LXVII do art. 5º da Constituição brasileira de 1988, 
especificamente, da expressão 'depositário infiel', e, por consequência, de toda 
a legislação infraconstitucional que nele possui fundamento direto ou indireto. 
(...) Portanto, diante do inequívoco caráter especial dos tratados internacionais 
que cuidam da proteção dos direitos humanos, não é difícil entender que a sua 
internalização no ordenamento jurídico, por meio do procedimento de 
ratificação previsto na Constituição, tem o condão de paralisar a eficácia jurídica 
de toda e qualquer disciplina normativa infraconstitucional com ela conflitante. 
Nesse sentido, é possível concluir que, diante da supremacia da Constituição 
sobre os atos normativos internacionais, a previsão constitucional da prisão civil 
do depositário infiel (...) deixou de ter aplicabilidade diante do efeito paralisante 
desses tratados em relação à legislação infraconstitucional que disciplina a 
matéria (...). Tendo em vista o caráter supralegal desses diplomas normativos 
internacionais, a legislação infraconstitucional posterior que com eles seja 
conflitante também tem sua eficácia paralisada. (...) Enfim, desde a adesão do 
Brasil, no ano de 1992, ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. 
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11) e à Convenção Americana sobre Direitos Humanos 'Pacto de San José da 
Costa Rica (art. 7º, 7), não há base legal par aplicação da parte final do art.5º, 
inciso LXVII, da Constituição, ou seja, para a prisão civil do depositário infiel." 
(RE 466343, Voto do Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgamento em 
3.12.2008, DJe de 5.6.2009) 
Letra A. O Pacto de São José da Costa Rica ou Convenção Americana sobre 
Direitos Humanos não alterou a Constituição. Ele promoveu uma alteração na 
forma de interpretação feita pelo STF, que passou a defender a impossibilidade 
da a prisão do depositário infiel. Além do mais, o STF considerou que o Pacto 
Internacional da Costa Rica estabelecia conflito com o Código Civil e não com a 
Constituição. Ainda, segundo o STF o Pacto de São José da Costa Rica é uma 
norma supralegal, ou seja, inferior ao texto constitucional. 
Portanto, por força dessa supralegalidade é que o Pacto de São José da Costa 
Rica (e o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos) ratificados pelo Brasil 
em 1992, tornaram inaplicável a legislação infraconstitucional sobre a prisão do 
depositário infiel com eles conflitante, seja ela anterior ou posterior ao ato de 
ratificação de tais normas internacionais, e, com isso, afastaram a possibilidade 
de prisão do depositário infiel, prevista no inciso LXVII do art. 5º da 
Constituição Federal. 
Letra B. O posicionamento brasileiro quanto a internalização dos tratados 
internacionais é o de dualismo moderado, ou seja, basta o referendo do 
Congresso aprovando-os para que eles possam ser vigentes (após ratificação 
presidencial). Após essa aprovação não há necessidade de criação de lei 
regulamentando-os. 
Letra D. A Convenção de Palermo trata sobre crime organizado transnacional. 
Letra E. A Convenção de Mérida é sobre corrupção, contudo, foi ratificada pelo 
Decreto n. 5.687/06. 
 
 
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QUESTÃO 04 – CESPE – DIPLOMATA – INSTITUTO RIO BRANCO - 2016 
A respeito das disposições da Convenção de Vienasobre o Direito dos Tratados, 
de 1969, julgue (C ou E) o item seguinte. 
Reservas e declarações interpretativas somente podem ser apresentadas, se 
possível a sua formulação, no momento da assinatura, ratificação, aceitação ou 
aprovação de tratado ou de adesão a tratado. 
 
Gabarito: errado. 
DECRETO Nº 7.030/09: 
Artigo 2 (...) 
(...) 
d) “reserva” significa uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua 
redação ou denominação, feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou 
aprovar um tratado, ou a ele aderir, com o objetivo de excluir ou modificar o 
efeito jurídico de certas disposições do tratado em sua aplicação a esse Estado; 
Existem dois tipos de reservas: 
As reservas exclusivas são aquelas que excluem para o Estado os efeitos de 
certas cláusulas do tratado. 
As reservas interpretativas são aquelas pelas quais um Estado, ao manter um 
compromisso com determinadas cláusulas de um tratado, estatui explicitamente 
como esses dispositivos devem aplicar-se a seu respeito. 
Artigo 19 
Formulação de Reservas 
Um Estado pode, ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um tratado, ou a ele 
aderir, formular uma reserva, a não ser que: 
a) a reserva seja proibida pelo tratado; 
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b) o tratado disponha que só possam ser formuladas determinadas reservas, 
entre as quais não figure a reserva em questão; ou 
c) nos casos não previstos nas alíneas a e b, a reserva seja incompatível com o 
objeto e a finalidade do tratado. 
Artigo 31 
Regra Geral de Interpretação 
1. Um tratado deve ser interpretado de boa fé segundo o sentido comum 
atribuível aos termos do tratado em seu contexto e à luz de seu objetivo e 
finalidade. 
2. Para os fins de interpretação de um tratado, o contexto compreenderá, além 
do texto, seu preâmbulo e anexos: 
a)qualquer acordo relativo ao tratado e feito entre todas as partes em conexão 
com a conclusão do tratado; 
b)qualquer instrumento estabelecido por uma ou várias partes em conexão com 
a conclusão do tratado e aceito pelas outras partes como instrumento relativo 
ao tratado. 
3. Serão levados em consideração, juntamente com o contexto: 
a)qualquer acordo posterior entre as partes relativo à interpretação do tratado 
ou à aplicação de suas disposições; 
b)qualquer prática seguida posteriormente na aplicação do tratado, pela qual se 
estabeleça o acordo das partes relativo à sua interpretação; 
c)quaisquer regras pertinentes de Direito Internacional aplicáveis às relações 
entre as partes. 
4. Um termo será entendido em sentido especial se estiver estabelecido que 
essa era a intenção das partes. 
O erro da questão está em afirmar que as declarações interpretativas somente 
poder ser apresentadas no momento da assinatura, ratificação, aceitação ou 
aprovação de tratado ou de adesão a tratado. 
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QUESTÃO 05 – CESPE – ADVOGADO DA UNIÃO – AGU - 2015 
Julgue o item a seguir, relativo às fontes do direito internacional. 
Os tratados incorporados ao sistema jurídico brasileiro, dependendo da matéria 
a que se refiram e do rito observado no Congresso Nacional para a sua 
aprovação, podem ocupar três diferentes níveis hierárquicos: hierarquia 
equivalente à das leis ordinárias federais; hierarquia supralegal; ou hierarquia 
equivalente à das emendas constitucionais. 
 
Gabarito: correta. 
Os Tratados Internacionais comuns (que não se referem a direitos humanos, 
quando internalizados são considerados lei ordinária. 
Os Tratados Internacionais sobre direitos humanos, quando seguirem o rito do 
§ 3º do art. 5º, CF (ou seja, aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, 
em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão 
equivalentes às emendas constitucionais.) após internalizados têm status de 
norma constitucional (emenda constitucional). 
Os Tratados Internacionais sobre direitos humanos internalizados antes do 
advento da EC n. 45/04 que adicionou o § 3º do art. 5º, ou que, após a citada 
emenda, não sigam o rito de emenda constitucional têm caráter supralegal (HC 
n° 88240). 
Por fim, os Tratados Internacional sobre direito tributário tendem à 
supralegalidade. 
 
QUESTÃO 06 – CESPE – DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL – DPU - 2015 
No que se refere ao direito internacional, julgue o item seguinte. 
De acordo com a jurisprudência do STF, os tratados de direitos humanos e os 
tratados sobre direito ambiental possuem estatura supralegal. 
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Gabarito: errada. 
Vide explicação da questão 05 logo acima. 
 
QUESTÃO 07 – CESPE – ANALISTA LEGISLATIVO – CÂMARA DOS 
DEPUTADOS - 2014 
Acerca da teoria das fontes no direito internacional público, julgue o item a 
seguir. 
Os tratados são as fontes por excelência do direito internacional público e 
impõem-se hierarquicamente sobre todas as demais formas escritas e não 
escritas de expressão do direito internacional. 
 
Gabarito: errada. 
O art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça não pronuncia qualquer 
grau hierárquico entre as fontes. O que ocorre, na prática, é um uso maior dos 
Tratados face a segurança que sua forma escrita (em regra) proporciona. 
 
QUESTÃO 08 – CESPE – DIPLOMATA – INSTITUTO RIO BRANCO - 2016 
A respeito das disposições da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, 
de 1969, julgue (C ou E) o item seguinte. 
A menos que o tratado ou os Estados contratantes disponham de forma diversa, 
é função do depositário examinar se a assinatura de instrumento está em boa 
forma e, se necessário, chamar a atenção do Estado em causa sobre a questão. 
 
Gabarito: correta. 
A assertiva está em consonância com o Tratado de Viena (Decreto n. 
7.030/09), in verbis: 
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Artigo 77 
Funções dos Depositários 
1. As funções do depositário, a não ser que o tratado disponha ou os Estados 
contratantes acordem de outra forma, compreendem particularmente: 
a) guardar o texto original do tratado e quaisquer plenos poderes que lhe 
tenham sido entregues; 
b) preparar cópias autenticadas do texto original e quaisquer textos do tratado 
em outros idiomas que possam ser exigidos pelo tratado e remetê-los às partes 
e aos Estados que tenham direito a ser partes no tratado; 
c) receber quaisquer assinaturas ao tratado, receber e guardar quaisquer 
instrumentos, notificações e comunicações pertinentes ao mesmo; 
d) examinar se a assinatura ou qualquer instrumento, notificação ou 
comunicação relativa ao tratado, está em boa e devida forma e, se 
necessário, chamar a atenção do Estado em causa sobre a questão; 
e) informar as partes e os Estados que tenham direito a ser partes no tratado 
de quaisquer atos, notificações ou comunicações relativas ao tratado; 
f) informar os Estados que tenham direito a ser partes no tratado sobre quando 
tiver sido recebido ou depositado o número de assinaturas ou de instrumentos 
de ratificação, de aceitação, de aprovação ou de adesão exigidos para a entrada 
em vigor do tratado; 
g ) registrar o tratado junto ao Secretariado das Nações Unidas; 
h) exercer as funções previstas em outras disposições da presente Convenção. 
 
QUESTÃO 09 – CESPE – ANALISTA LEGISLATIVO – CÂMARA DOS 
DEPUTADOS - 2014 
A respeito da apreciação de atos internacionais pelo Congresso Nacional 
brasileiro, julgue o próximo item. 
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A publicação do acordo executivo é a garantiada introdução, no ordenamento 
jurídico nacional, dos acordos celebrados no molde executivo, sem que haja a 
manifestação típica do Congresso Nacional. 
 
Gabarito: correta. 
Alguns países possuem ordens constitucionais que outorgam ao Poder Executivo 
a autorização para celebrar e vincular-se a tratados sobre determinados 
assuntos sem necessidade de consulta ao Legislativo. Isso é chamado de acordo 
executivo. O acordo executivo é diferente de tratado em forma simplificada. O 
tratado em forma simplificado possui apenas uma fase para a sua vigência, a 
assinatura (diferentemente dos tratados em sentido estrito que possuem mais 
de uma fase para a sua vigência, entre a assinatura e a ratificação). 
A diferença entre um tratado em forma simplificada e um acordo executivo é 
que este último tem vigência sem a sua submissão a um Poder Legislativo; e 
aquele, via de regra, pede a participação do Poder Legislativa, embora de forma 
simplificada. 
 
QUESTÃO 10 – CESPE – JUIZ FEDERAL – TRF 2º REGIÃO - 2013 
Acerca do direito dos tratados internacionais, como regido pela Convenção de 
Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969, assinale a opção correta. 
a) A necessidade de forma escrita está expressa na definição de tratado 
presente na Convenção de Viena. 
b) Na regra geral de interpretação dos tratados, está previsto o recurso aos 
trabalhos preparatórios. 
c) A mudança fundamental de circunstâncias é causa de nulidade de um 
tratado. 
d) O rompimento de relações diplomáticas gera, por si só, a suspensão da 
execução de um tratado. 
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e) A adesão somente é possível quando expressamente disposta no tratado. 
 
Gabarito letra A. 
A Convenção de Viena prevê expressamente a forma escrita para os tratados 
internacionais: 
Artigo 2 
Expressões Empregadas 
1. Para os fins da presente Convenção: 
a) “tratado” significa um acordo internacional concluído por escrito entre 
Estados e regido pelo Direito Internacional, quer conste de um instrumento 
único, quer de dois ou mais instrumentos conexos, qualquer que seja sua 
denominação específica; 
Letra B. Os trabalhos preparatórios fazem parte dos meios suplementares de 
interpretação, in verbis: 
Artigo 32 
Meios Suplementares de Interpretação 
Pode-se recorrer a meios suplementares de interpretação, inclusive aos 
trabalhos preparatórios do tratado e às circunstâncias de sua conclusão, a fim 
de confirmar o sentido resultante da aplicação do artigo 31 ou de determinar o 
sentido quando a interpretação, de conformidade com o artigo 31: 
a) deixa o sentido ambíguo ou obscuro; ou 
b) conduz a um resultado que é manifestamente absurdo ou desarrazoado. 
Letra C. A mudança fundamental de circunstâncias não é causa de nulidade de 
um tratado. Vejamos: 
Artigo 62 
Mudança Fundamental de Circunstâncias 
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1. Uma mudança fundamental de circunstâncias, ocorrida em relação às 
existentes no momento da conclusão de um tratado, e não prevista pelas 
partes, não pode ser invocada como causa para extinguir um tratado ou dele 
retirar-se, salvo se: 
a) a existência dessas circunstâncias tiver constituído uma condição essencial 
do consentimento das partes em obrigarem-se pelo tratado; e 
b) essa mudança tiver por efeito a modificação radical do alcance das 
obrigações ainda pendentes de cumprimento em virtude do tratado. 
Letra D. O rompimento de relações diplomáticas não gera a suspensão da 
execução de um tratado. 
Artigo 63 
Rompimento de Relações Diplomáticas e Consulares 
O rompimento de relações diplomáticas ou consulares entre partes em um 
tratado não afetará as relações jurídicas estabelecidas entre elas pelo tratado, 
salvo na medida em que a existência de relações diplomáticas ou consulares for 
indispensável à aplicação do tratado. 
Letra E. A adesão é aberta a todo Estado que queira participar. 
Artigo 83 
Adesão 
A presente Convenção permanecerá aberta à adesão de todo Estado 
pertencente a qualquer das categorias mencionadas no artigo 81. Os 
instrumentos de adesão serão depositados junto ao Secretário-Geral das 
Nações Unidas. 
 
QUESTÃO 11 – CESPE – JUIZ FEDERAL – TRF 1º REGIÃO - 2013 
No que concerne aos tratados internacionais, assinale a opção correta. 
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a) É possível a aplicação de tratado internacional já denunciado, desde que 
mediante decreto legislativo que o revigore. 
b) Os tratados internacionais, ainda que devidamente internalizados, não se 
aplicam aos estados e municípios. 
c) É exclusividade do Congresso Nacional a resolução definitiva de questões 
controvertidas que tratem de tratados internacionais que acarretem encargos 
ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. 
d) Lei posterior e contrária a tratado internacional devidamente internalizado 
tem como consequência a revogação formal e imediata do tratado. 
e) O postulado da aplicabilidade imediata vale no Brasil, para os tratados 
internacionais, a partir do momento da aposição da assinatura do presidente da 
República. 
 
Gabarito letra C. 
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que 
acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; 
Letra A. A denúncia extingue o tratado bilateral e implica a retirada do Estado 
denunciante do tratado multilateral, cujos efeitos cessam para si. Portanto, em 
ambos os casos há o desaparecimento permanente do tratado do ordenamento 
jurídico para o Estado denunciante, não possuindo o Congresso competência 
para revigorá-lo. 
Letra B. Os tratados são firmados pela República Federativa do Brasil e não 
pela entidade política União, pelo que são aplicáveis em todo território nacional, 
inclusive aos Estados e Municípios. 
Letra D. A lei posterior e contrária nunca revoga um Tratado Internacional, 
mas somente o derroga (revogação parcial). Ademais, o critério da 
especialidade deve tem prevalência ao critério cronológico. Os tratados 
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internalizados possuem ainda hierarquias distintas a depender de sua natureza 
e forma de incorporação. 
Letra E. Não vigora no Brasil o postulado da aplicabilidade imediata dos 
tratados após a sua assinatura. Os efeitos da assinatura são: I) encerramento 
das negociações;II) concordância com o teor do ato internacional; III) 
fechamento e autenticação do texto; IV) encaminhamento para ratificação; V) a 
partir da assinatura as partes não podem praticar atos que prejudiquem o 
objeto do tratado. 
 
QUESTÃO 12 – CESPE – DELEGDO – DPF - 2013 
Julgue o item, relativo às relações consulares, aos tratados internacionais, ao 
direito do mar e às cortes internacionais. 
A Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados estabelece que o Estado 
que tenha assinado um tratado, ainda que não o tenha ratificado, está obrigado 
a não frustrar seu objeto e finalidade antes de sua entrada em vigor. 
 
Gabarito: correta. 
Artigo 18 
Obrigação de Não Frustrar o Objeto e Finalidade de um Tratado antes 
de sua Entrada em Vigor 
Um Estado é obrigado a abster-se da prática de atos que frustrariam o objeto e 
a finalidade de um tratado, quando: 
a) tiver assinado ou trocado instrumentos constitutivos do tratado, sob reserva 
de ratificação, aceitação ou aprovação, enquanto não tiver manifestado sua 
intenção de não se tornar parte no tratado; ou 
b) tiver expressado seu consentimento em obrigar-se pelo tratado no período 
que precede a entrada em vigordo tratado e com a condição de esta não ser 
indevidamente retardada. 
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QUESTÃO 13 – CESPE– ANALISTA ADMINISTRATIVO – ANAC - 2013 
Julgue os itens que se seguem, relativos a tratados internacionais. 
De acordo com a Constituição Federal de 1988, os tratados internacionais sobre 
direitos humanos, aprovados em dois turnos e por três quintos dos votos dos 
respectivos membros de cada casa do Congresso Nacional, equivalem-se às leis 
ordinárias. 
 
Gabarito: errada. 
Os tratados internacionais sobre direitos humanos, se aprovados segundo a 
sistemática do § 3º do art. 5º da Constituição Federal serão equiparados à 
emenda constitucional. Se não observarem essa formalidade, por causa de seu 
conteúdo, serão considerados normas supralegais. 
 
QUESTÃO 14 – CESPE – JUIZ FEDERAL – TRF 3º REGIÃO - 2011 
A aplicação provisória de tratados 
a) somente termina com a anuência de todos os Estados-partes. 
b) é disciplinada por artigo da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados, o 
qual é objeto de reserva por parte do Brasil. 
c) é possível, em alguns casos, consoante a Convenção de Viena sobre Direito 
dos Tratados, após a entrada em vigor do tratado. 
d) somente é permitida em relação a todo o texto do tratado. 
e) deve ser expressamente prevista no tratado. 
 
Gabarito letra B. 
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O Brasil, ao aprovar a Convenção de Viena de 1969 através do Decreto n. 
7.030/09, fez reservas aos arts. 25 e 66. O art. 25 dispunha sobre aplicação 
provisória, in verbis: 
Artigo 25 
Aplicação Provisória 
1. Um tratado ou uma parte do tratado aplica-se provisoriamente enquanto não 
entra em vigor, se: 
a) o próprio tratado assim dispuser; ou 
b) os Estados negociadores assim acordarem por outra forma. 
2. A não ser que o tratado disponha ou os Estados negociadores acordem de 
outra forma, a aplicação provisória de um tratado ou parte de um tratado, em 
relação a um Estado, termina se esse Estado notificar aos outros Estados, entre 
os quais o tratado é aplicado provisoriamente, sua intenção de não se tornar 
parte no tratado. 
Letra A. A aplicação provisória termina se um Estado notificar aos outros 
Estados, entre os quais o tratado é aplicado provisoriamente, sua intenção de 
não se tornar parte no tratado 
Artigo 25 
(...) 
2. A não ser que o tratado disponha ou os Estados negociadores acordem de 
outra forma, a aplicação provisória de um tratado ou parte de um tratado, em 
relação a um Estado, termina se esse Estado notificar aos outros Estados, entre 
os quais o tratado é aplicado provisoriamente, sua intenção de não se tornar 
parte no tratado. 
Letra C. Não é possível após a entrada em vigor. 
Artigo 25 
1. Um tratado ou uma parte do tratado aplica-se provisoriamente enquanto não 
entra em vigor. 
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Letra D. É possível em relação a todo tratado ou uma parte dele. 
Artigo 25 
1. Um tratado ou uma parte do tratado aplica-se provisoriamente enquanto não 
entra em vigor. 
Letra E. Outra forma. 
Artigo 25 
1. Um tratado ou uma parte do tratado aplica-se provisoriamente enquanto não 
entra em vigor, se: 
a) o próprio tratado assim dispuser; ou 
b) os Estados negociadores assim acordarem por outra forma. 
 
QUESTÃO 15 – CESPE – PROMOTOR DE JUSTIÇA – MPE/ES - 2010 
No ordenamento jurídico interno brasileiro, tratado internacional acerca de 
matéria tributária celebrado entre a República Federativa do Brasil e outro 
Estado da sociedade internacional passa a vigorar na data 
a) da rubrica do texto negociado pelos plenipotenciários. 
b) de início da vigência do decreto legislativo que aprovar o respectivo projeto 
de tratado. 
c) de assinatura do projeto desse tratado. 
d) da troca dos instrumentos de ratificação. 
e) de início da vigência do decreto que o promulgar. 
 
Gabarito letra E. 
O tratado passa a viger após o decreto presidencial que o promulgar. 
Resumo das fases: 
I. Aprovação pelo Congresso Nacional, mediante decreto legislativo; 
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II. Ratificação pelo Presidente, mediante depósito do respectivo instrumento; 
III. Promulgação pelo Presidente, mediante decreto presidencial, em ordem a 
viabilizar a produção dos seguintes efeitos básicos, essenciais à sua vigência 
interna: 
a) Publicação oficial do texto do tratado, e 
b) Executoriedade do ato de direito internacional público, que passa, então – e 
somente então – a vincular e a obrigar no plano do direito positivo interno. 
 
QUESTÃO 16 – CESPE – DIPLOMATA – INSTITUTO RIO BRANCO - 2015 
A jurisprudência tem constituído importante acervo de decisões que balizam o 
desenvolvimento progressivo do direito internacional, não apenas como 
previsão ideal, mas como efetivo aporte à prática da disciplina. Acerca da 
aplicação do art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça, de 
antecedentes judiciários, de tratados e de costumes, julgue (C ou E) o seguinte 
item. 
Extingue-se um tratado por ab-rogação sempre que a vontade de terminá-lo for 
comum às partes coobrigadas. 
 
Gabarito correta. 
Extingue-se um tratado por ab-rogação sempre que a vontade de terminá-lo for 
comum às partes coobrigadas. 
A ab-rogação superveniente fica caracterizada quando o tratado não tinha 
qualquer disposição relativa à sua extinção e as partes, por unanimidade, 
decidem extingui-lo. 
 
 
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QUESTÃO 17 – CESPE – JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO – TRF 1º REGIÃO 
2015 
A respeito do direito dos tratados, assinale a opção correta. 
a) É vedado que mais de dois Estados sejam depositários de um mesmo 
tratado. 
b) Diferentemente da Convenção de Havana sobre Tratados, a Convenção de 
Viena sobre o Direito dos Tratados não traz qualquer definição do termo 
tratado. 
c) Um tratado somente pode criar obrigações para um terceiro Estado que dele 
não faça parte se este consentiu expressamente, por escrito, nesse sentido. 
d) É vedada a extinção de um tratado multilateral em virtude de violação 
substancial de suas disposições por uma das partes. 
e) Um ato relativo à conclusão de um tratado por pessoa que não possa ser 
considerada representante de um Estado gera nulidade insanável no 
instrumento. 
 
Gabarito letra C. 
Artigo 35 
Tratados que Criam Obrigações para Terceiros Estados 
Uma obrigação nasce para um terceiro Estado de uma disposição de um tratado 
se as partes no tratado tiverem a intenção de criar a obrigação por meio dessa 
disposição e o terceiro Estado aceitar expressamente, por escrito, essa 
obrigação. 
Letra A. 
Artigo 76 
Depositários de Tratados 
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1. A designação do depositário de um tratado pode ser feita pelos Estados 
negociadores no próprio tratado ou de alguma outra forma. O depositário pode 
ser um ou mais Estados, uma organização internacional ou o principal 
funcionário administrativo dessa organização. 
Letra B. 
Artigo 76 
Depositários de Tratados 
1. A designação do depositário de um tratado pode ser feita pelos Estados 
negociadores no próprio tratado ou de alguma outra forma. O depositário pode 
ser um ou mais Estados, uma organização internacional ou o principal 
funcionário administrativo dessa organização. 
Letra D. 
Artigo 60 
Extinção ou Suspensão da Execução de um Tratado em Consequência 
de sua Violação2. Uma violação substancial de um tratado multilateral por uma das partes 
autoriza: 
a) as outras partes, por consentimento unânime, a suspenderem a execução do 
tratado, no todo ou em parte, ou a extinguirem o tratado, quer: 
i) nas relações entre elas e o Estado faltoso; 
ii )entre todas as partes; 
b) uma parte especialmente prejudicada pela violação a invocá-la como causa 
para suspender a execução do tratado, no todo ou em parte, nas relações entre 
ela e o Estado faltoso; 
c) qualquer parte que não seja o Estado faltoso a invocar a violação como causa 
para suspender a execução do tratado, no todo ou em parte, no que lhe diga 
respeito, se o tratado for de tal natureza que uma violação substancial de suas 
disposições por parte modifique radicalmente a situação de cada uma das 
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partes quanto ao cumprimento posterior de suas obrigações decorrentes do 
tratado. 
Letra E. 
Artigo 8 
Confirmação Posterior de um Ato Praticado sem Autorização 
Um ato relativo à conclusão de um tratado praticado por uma pessoa que, nos 
termos do artigo 7, não pode ser considerada representante de um Estado para 
esse fim não produz efeitos jurídicos, a não ser que seja confirmado, 
posteriormente, por esse Estado. 
 
QUESTÃO 18 – FCC – JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO – TRT 23º 
REGIÃO - 2015 
Considere um hipotético tratado internacional sobre direitos humanos ratificado 
pelo Brasil no ano de 2001. Seu processo de aprovação nacional perante o 
Congresso Nacional e posterior envio de carta de ratificação, bem como 
promulgação mediante decreto presidencial, foram regularmente completados. 
O tratado está em vigor internacional desde 2001, imediatamente após a 
ratificação nacional. Com relação a sua aplicação no Brasil, de acordo com a 
posição mais recente do Supremo Tribunal Federal − STF, esse tratado equivale 
a uma 
a) norma infraconstitucional mas supralegal, tendo sido aprovado, em cada 
Casa do Congresso Nacional, por maioria simples e turno único de votação. 
b) emenda constitucional, tendo sido aprovado, em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos. 
c) norma infraconstitucional mas supralegal, assim como todos os tratados já 
ratificados pelo Brasil que dispõem a respeito de direitos humanos possuem 
esse status. 
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d) emenda constitucional, assim como todos os tratados já ratificados pelo 
Brasil que dispõem a respeito de direitos humanos possuem esse status. 
e) lei ordinária federal, tendo sido aprovado, em cada Casa do Congresso 
Nacional, por maioria simples, em turno único de votação. 
 
Gabarito letra A. 
O tratado, com conteúdo de direitos humanos, não seguiu o rito de emenda 
constitucional previsto no § 3º do art. 5º da Constituição Federal, pois, segundo 
o texto, foi aprovado em 2001. Assim, só resta a ele o status de norma 
supralegal, aprovado por maioria simples. 
 
QUESTÃO 19 – ESAF – ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE AVIAÇÃO 
CIVIL – ANAC - 2016 
Considerando o regramento dos tratados internacionais na Convenção de Viena, 
assinale a opção correta. 
a) Reserva é um ato bilateral ou multilateral pelo qual se expressa a objeção 
em relação a certo dispositivo de um tratado internacional. 
b) Denúncia é a expressão de objeção de um Estado a certo dispositivo de um 
tratado internacional. 
c) Denúncia é a expressão de consentimento de um Estado a um tratado 
internacional. 
d) Reserva é a declaração unilateral do Estado para excluir ou modificar o efeito 
jurídico, em relação a esse mesmo Estado, de certas disposições de um tratado 
internacional. 
e) Denúncia é um dos tipos de vício do consentimento estatal capaz de gerar a 
anulação da expressão de sua vontade. 
 
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Gabarito letra D. 
A reserva de um tratado é uma declaração unilateral de uma parte, expressa no 
momento do consentimento, com o objetivo de excluir ou modificar o efeito 
jurídico de uma ou mais disposições do mesmo, em relação à outra parte. 
 
A parte que realizar a reserva informará a outra parte que não se considera 
vinculada a uma ou mais disposições, e/ou considera que certas disposições lhe 
são aplicáveis de uma maneira específica, explicada no momento da reserva. 
Artigo 2 
Expressões Empregadas 
1. Para os fins da presente Convenção: 
d)“reserva” significa uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua 
redação ou denominação, feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou 
aprovar um tratado, ou a ele aderir, com o objetivo de excluir ou modificar o 
efeito jurídico de certas disposições do tratado em sua aplicação a esse Estado; 
A denúncia consiste em um ato unilateral pelo qual um Estado manifesta o seu 
desejo de não mais se submeter a determinado tratado, desobrigando-se de 
cumprir as obrigações estabelecidas em seu bojo sem que isso enseje a 
possibilidade de responsabilização internacional. 
Logicamente, a denúncia extingue o tratado bilateral. Nos atos multilaterais, a 
denúncia implica apenas a retirada da parte do acordo, cujos efeitos cessam 
para o denunciante, mas permanecem para os demais signatários. Cabe 
destacar que alguns autores como chamam a denúncia de compromissos 
multilaterais de “retirada”. 
 
 
 
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QUESTÃO 20 – ESAF – ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL – 
RECEITA FEDERAL - 2009 
Sobre as definições constantes da Convenção de Viena de 1969 (CVDT), pode-
se afirmar que: 
a) a CVDT determina expressa distinção entre “tratado” e “acordo 
internacional”. 
b) a definição de “organização internacional” abrange organizações não-
governamentais, desde que tenham sua personalidade jurídica criada em um 
dos Estados Membros da CVDT. 
c) “reserva” é uma declaração unilateral com o objetivo de excluir ou modifi car 
o efeito jurídico de certas disposições do tratado. 
d) “ratificação” significa um documento expedido pela autoridade competente 
de um Estado e pelo qual são designadas uma ou várias pessoas para 
representar o Estado na negociação. 
e) “plenos poderes” se refere à capacidade de o Estado negociador impor uma 
proposta de texto aos demais Estados participantes. 
 
Gabarito letra C. 
O artigo 2º da Convenção de Viena apresenta algumas definições: 
d)“reserva” significa uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua 
redação ou denominação, feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou 
aprovar um tratado, ou a ele aderir, com o objetivo de excluir ou modificar o 
efeito jurídico de certas disposições do tratado em sua aplicação a esse Estado; 
b)“ratificação”, “aceitação”, “aprovação” e “adesão” significam, conforme o 
caso, o ato internacional assim denominado pelo qual um Estado estabelece no 
plano internacional o seu consentimento em obrigar-se por um tratado; 
c)“plenos poderes” significa um documento expedido pela autoridade 
competente de um Estado e pelo qual são designadas uma ou várias pessoas 
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para representar o Estado na negociação, adoção ou autenticação do texto de 
um tratado, para manifestar o consentimento do Estado em obrigar-se por um 
tratado ou para praticar qualquer outro ato relativo a um tratado; 
Por fim, Em direito internacional, o termo organização internacional aplica-se 
apenas às organizações constituídas por Estados, e não às chamadas 
organizações não-governamentais, formadas pela sociedade civilde 
Estados 
Costume internacional Atos unilaterais e 
decisões de OIs 
Princípios gerais do direito e do DIP Soft Law 
Jurisprudência* (auxiliar) 
Doutrina* (auxiliar) 
 
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*São meios auxiliares para determinação das regras de direito. Não são 
propriamente “fontes” como os tratados, o costume internacional e os PGD. 
 
Não há hierarquia entre as fontes do art. 38. 
Ainda que o costume não seja positivado de forma objetiva, possui o mesmo 
status das demais fontes. Dessa constatação, surgem alguns questionamentos: 
(i) O que ocorre quando um tratado é celebrado contrariamente em relação ao 
costume? Mesmo não existindo hierarquia entre eles, o tratado pode revogar o 
costume?. E o costume pode revogar tratado? O costume pode revogar o 
tratado na prática, mas tecnicamente não, porque o tratado é uma norma 
escrita, que para ser revogado precisa de outra norma escrita. No caso 
específico, o tratado não será mais utilizado porque está em DESUSO. 
(ii) Por não haver hierarquia entre as fontes, podem ser aplicados os métodos 
tradicionais de solução de conflitos sobre a matéria (critério cronológico, da 
especialidade etc.)? Sim, tais critérios também podem ser utilizados em caso de 
conflitos entre costumes, os quais podem ocorrer entre dois costumes gerais, 
dois costumes regionais ou entre um costume geral e um costume regional. Nos 
dois primeiros casos o costume posterior (lex posterior) prevalece sobre o 
anterior e, no segundo, o costume regional (lex specialis) prevalece sobre o 
geral. 
Antes, a fonte mais empregada era o costume. Hoje, prevalecem os tratados (o 
que não significa dizer que há hierarquia entre as fontes). A importância dos 
tratados é prática e não necessariamente confere a estes uma hierarquia 
superior às outras fontes (mais democráticos e escritos). 
Também são importantes a analogia, a equidade e o jus cogens. 
Atenção: o CONTRATO INTERNACIONAL e a LEX MERCATORIA podem ser 
consideradas fontes de Direito Internacional PRIVADO, mas não de Direito 
Internacional Público. 
AS DECISÕES JUDICIAIS DOS ESTADOS CONSTITUEM FONTES DE DIP. 
O gentlemen’s agreement não é qualificado como uma forma de tratado, 
cuidando-se de meros entendimentos entre representantes de sujeitos de DIP. 
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FONTES CONVENCIONAIS FONTES NÃO CONVENCIONAIS 
Resultam do acordo de vontades 
dos sujeitos de DIP. 
Fruto da evolução da realidade 
internacional. 
TRATADOS 
Para alguns, o costume (polêmico). 
Todas as demais. 
 
 
2. TRATADOS INTERNACIONAIS. 
São acordos escritos (formais) firmados por ESTADOS e ORGANIZAÇOES 
INTERNACIONAIS com o objetivo de produzir efeitos jurídicos no tocante a 
temas de interesse comum. 
Também podem ser celebrados por outros entes de direito público externo, 
como a Santa Sé e os blocos regionais e, quando autorizados a tal, os 
beligerantes e os insurgentes. 
 
- O BRASIL É SIGNATÁRIO DA CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE DIREITO 
DOS TRATADOS DE 1969, QUE É CONHECIDA COMO “TRATADO DOS 
TRATADOS”. 
-Em relação à Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados o Brasil fez 
algumas reservas: Arts. 25 e 66. O art. 25 fala da aplicação provisória de 
tratados. E o art. 66 refere-se à solução pacífica de controvérsias a serem 
dirimidas pela Corte Internacional De Justiça. 
-O Brasil não ratificou a Convenção de Viena de 1986 sobre o Direito 
dos Tratados entre Estados e Organizações Internacionais ou entre 
Organizações Internacionais. Não obstante, essas normas se aplicam 
ao Brasil, pois se referem a normas costumeiras. 
- O Brasil é signatário da Convenção de Viena sobre Relações 
Diplomáticas (Decreto 56.435/65). 
 
Adotam a forma escrita. Exceção: a Comissão de Direito Internacional da 
ONU admite o acordo oral. 
O tratado pode constar de um ou mais instrumentos (ex.: anexos e protocolos). 
Tratado é um gênero que incorpora várias espécies (ex.: convenção, acordo, 
pacto, etc.). A denominação não influencia o caráter jurídico do instrumento. O 
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que importa é que seja escrito, concluído por Estados e OIs e regido 
pelo DIP. 
Têm CARÁTER OBRIGATÓRIO para as partes: vincula as partes não só no 
âmbito internacional, mas também no doméstico. 
 
O ENTE FEDERADO PODE CELEBRAR TRATADOS, DESDE QUE 
AUTORIZADOS PELO SEU ESTADO (É O QUE SE DENOMINA 
“PARADIPLOMACIA”). 
 
2.1 Elementos essenciais: 
a) Acordo internacional: O direito internacional tem por princípio o LIVRE 
CONSENTIMENTO DAS NAÇÕES. Sendo o tratado internacional sua fonte 
principal, não pode ele expressar senão aquilo que as partes soberanas 
acordam livremente. Sem a convergência de vontades dos Estados, por 
conseguinte, não há acordo internacionalmente válido. 
b) Celebrado por escrito. Os tratados internacionais são, diferentemente dos 
costumes, acordos essencialmente formais. E nisto repousa seu principal traço 
característico, o costume, sem embargo de ser resultante de um 
acordo entre sujeitos de direito internacional, com vistas a também 
produzir efeitos jurídicos, é desprovido da mesma formalidade com que se 
leva a efeito a produção do texto convencional. E tal formalidade, 
implica, por certo, na sua escritura, onde se deixe bem consignado o propósito 
a que as partes chegaram após a negociação. 
c) Concluído pelos Estados: Como ato jurídico internacional, os tratados 
podem ser concluídos por entes capazes de assumir direitos e obrigações no 
âmbito externo. Mas nem só os Estados detém, hoje, essa prerrogativa. As 
organizações internacionais (OI), a exemplo da ONU e da OEA, a partir de 
1986, com o advento da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados 
entre Estados e Organizações Internacionais ou entre Organizações 
Internacionais, passaram também a ter capacidade internacional para celebrar 
tratados. 
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d) Regido pelo direito internacional: Todo acordo externo que não for 
regido pelo direito internacional não será considerado como sendo 
tratado, mas sim simples contrato internacional. 
e) Celebrado em instrumento único ou em dois ou mais instrumentos 
conexos: Além do texto principal do tratado, podem existir outros que o 
acompanham, a exemplo dos protocolos adicionais e dos anexos que, via 
de regra são produzidos concomitantemente à produção do texto principal. 
f) Ausência de denominação particular: A Convenção de 1969 deixa bem 
claro que a palavra tratado se refere a um acordo regido pelo direito 
internacional, "qualquer que seja sua denominação particular.” 
2.2. Terminologia e espécies: 
TRATADO AJUSTE 
COMPLEMENTAR 
DECLARAÇÃO 
Convenção Carta Concordata 
Acordo Estatuto Acordo por troca de 
ntas 
Pacto Memorando de 
entendimento 
Modus vivendi 
Protocolo Convênio 
 
-O emprego das denominações dos tratados na prática internacional é 
indiscriminado e não influencia o caráter jurídico do instrumento. São 
vinculantes qualquer que seja sua denominação específica. 
 
 “Ato internacional” é sinônimo de tratado. O emprego das denominações dos tratados na 
prática internacional é indiscriminado, e não influencia o caráter jurídico do instrumento, nos 
termos da Convenção de Viena de 1969. Portanto, a denominação “ato internacional” pode ser 
reputada equivalente a “tratado internacional” em seu caráter genérico atribuído pela 
Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados de 1969. Neste sentido, convenção, acordo,e que podem, 
eventualmente, ter interesses e atuação internacionais. 
 
QUESTÃO 21 – FAPEMS – DELEGADO DE POLÍCIA – PC/MS - 2017 
Com a promulgação da Emenda Constitucional n° 45/2004, os tratados 
internacionais sobre direitos humanos são equivalentes às emendas 
constitucionais quando 
a) aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por dois 
terços dos votos dos respectivos membros. 
b) aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em turno único, por três 
quintos dos votos dos respectivos membros. 
c) aprovados, na Câmara dos Deputados, em dois turnos, por dois terços dos 
votos dos respectivos membros. 
d) aprovados, no Senado Federal, em dois turnos, por dois terços dos votos dos 
respectivos membros. 
e) aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três 
quintos dos votos dos respectivos membros. 
 
Gabarito letra E. 
Art. 5º (...), CF 
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem 
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três 
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quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas 
constitucionais. 
 
Nos vemos em breve. 
Abraços fraternos a todos!ajuste, protocolo, etc., seriam modalidades de tratados ou de atos internacionais. Porém, há 
que se ressaltar que parte da doutrina aponta tratado não somente como gênero, mas também 
como a espécie de ato internacional, aplicável a compromissos de caráter mais solene e de 
maior importância jurídica. 
 
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a) Acordo: Atos internacionais com reduzido número de participantes e menor 
importância política. Às vezes é empregado como sinônimo de tratado. 
b) Acordo por troca de notas: Assuntos de natureza administrativa e para 
alterar ou interpretar cláusulas de tratados já concluídos. É formado por uma 
nota diplomática do proponente e por uma nota de resposta (tem mais de um 
instrumento). No Brasil, dispensa aprovação do Congresso se não 
acarretar compromissos gravosos para o patrimônio nacional. 
c) Ajuste complementar: Visa a detalhar ou a executar outro tratado de 
escopo mais amplo, geralmente do tipo acordo-quadro. Funciona de maneira 
semelhante a decreto, à portaria e a outros instrumentos infralegais de direito 
interno. 
d) Carta: Tipo de tratado que cria Organizações Internacionais (ex.: Carta 
da ONU). Entretanto, o ato constitutivo de um organismo também pode se 
chamar “Constituição” (ex.: Constituição da OIT). Carta também é empregada 
para designar documentos que fixam direitos e deveres dos indivíduos 
(ex.: Carta Social Europeia). 
d) Estatuto: Termo preferido para criar tribunais internacionais (ex.: 
Estatuto de Roma do TPI e Estatuto da CIJ). 
e) Concordata: Restringe-se a compromissos firmados pela Santa Sé 
em assuntos religiosos. 
f) Convenção: Acordos multilaterais que visam a estabelecer normas gerais de 
Direito Internacional em temas de grande interesse mundial, como no caso dos 
tratados de DH. 
g) Convênio: Destina-se a regular a cooperação bilateral ou multilateral de 
natureza econômica, comercial, cultural, jurídica, científica e técnica, 
normalmente em campos mais específicos. 
h) Declaração: Consagra princípios ou afirma a posição comum de alguns 
Estados acerca de certos fatos. Pode não vincular juridicamente quando, em 
análise feita no caso concreto, seja percebida como mera enunciação de 
preceitos gerais, o que a excluiria da lista de tipos de tratados. Em todo caso, 
os princípios não necessitam ser incluídos em declarações para serem 
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reconhecidos como tal, podendo se fazer presentes nos tratados ou ser 
identificados pela doutrina e pela jurisprudência. 
i) Memorando de entendimento: Voltada a registrar princípios gerais que 
orientarão as relações entre os signatários. 
j) Modus vivendi: Destinada a instrumentos de menor importância e de 
vigência temporária, normalmente servindo para definir a situação das partes 
enquanto estas não avançam em outros entendimentos. 
k) Pacto: Tratados que se revestem de importância política, mas que sejam 
mais específicos no tratamento da matéria que regulam. 
l) Pacto de contraindo: Acordo firmado pelo Estado com o compromisso de 
concluir um acordo final sobre determinada matéria. Funciona como um tratado 
preliminar. 
m) Protocolo: Meramente complementar ou interpretativa de tratados 
anteriores. Não se confunde com o protocolo de intenções, documento que 
tem o caráter de um pré-compromisso e que sinaliza a possibilidade de avançar 
em entendimentos relativos a um acerto posterior, estabelecendo as bases das 
futuras negociações a respeito. 
n) Acordo de cavalheiros (gentlemen’s agreement): Celebrados por 
autoridades de alto nível, em nome pessoal, regulada por normas morais. 
Emprego comum nos países anglo-saxões. Tecnicamente, não são 
considerados tratados. 
 
Umbrella convention é um termo utilizado no Direito Internacional para 
designar uma Convenção cujo objetivo é de apenas consolidar normas já 
existentes em outras Convenções, não constituindo nada novo. 
 
2.3. Classificação: 
a) Número de partes: Bilaterais (predominavam até o Congresso de Viena – 
1815) ou multilaterais. 
b) Procedimento de conclusão: Podem ser solenes ou simplificados. Cabe a cada 
Estado decidir. 
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b.1) Solenes: Há várias etapas de verificação da vontade do Estado. Ex.: 
negociação e assinatura  ratificação (anuência dos parlamentos)  atos 
adicionais (como a promulgação, no Brasil). O Brasil adota 
predominantemente a forma solene, permitindo o modo simplificado 
apenas quando o ato não trouxer compromissos gravosos para o Brasil. 
b.2) Simplificada: menos etapas de expressão do consentimento. São 
chamados de “acordos executivos” e normalmente requerem apenas a 
participação do Poder Executivo em seu processo de conclusão e prescindem da 
ratificação. 
c) Execução: Podem ser transitórios (criam situações que perduram no tempo, 
como acordos que estabelecem as fronteiras entre Estados) ou permanentes (a 
execução se consuma durante o período em que estão em vigor como os 
tratados de direitos humanos). 
d) Natureza das normas: Podem ser tratados-contrato (interesses divergentes 
entre as partes) e tratados-lei (vontades convergentes dos signatários de 
estabelecer um tratamento comum e uniforme de certo tema). 
 
De qualquer forma, todo tratado terá sempre efeito normativo. 
Além do tratado-contrato e tratado-lei, há doutrina que entende a existência de um 
“acordo quadro”. Ele estabelece princípios normativos e disposições programáticas de 
caráter geral. Porém, acompanhado de dispositivos que estabelecem a 
possibilidade de complementação por atos específicos futuros. Por isso é 
chamado de convenção quadro. 
Estabelece princípios gerais, normas programáticas, mas não é mero conselho. A 
convenção quadro vem acompanhada de dispositivos que vão dar densidade, vão 
adensar a juridicidade por meio de atos posteriores, em geral assumidos por um órgão 
interno da convenção quadro. O grande exemplo que temos é a Convenção quadro 
sobre mudança climática, cujos princípios foram especificados no chamado protocolo 
de Kyoto, ou seja, em tratados posteriores. 
 
e) Efeitos: Podem ser restritos às partes signatárias (regra) ou gerar 
consequências jurídicas a entes que não participaram de seu processo de 
conclusão (ex.: as normas de manutenção da paz e da segurança da 
Carta das Nações Unidas podem gerar ações contra Estados que 
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representem ameaça à estabilidade regional ou mundial, ainda que não 
sejam parte da Carta da ONU). 
f) Possibilidade de adesão: Podem ser abertos (permitem adesão posterior, 
podendo ser limitados ou ilimitados) ou fechados (ex.: Tratado de Cooperação 
Amazônica). 
 
Critérios 
formais 
Quanto ao 
número 
de partes 
contratant
es 
BILATERAIS Celebrado entre duas partes 
MULTILATER
AIS 
Celebrado entre partes numerosas. 
 
MULTILATERA
L RESTRITO 
Objetiva a vinculação apenas dos Estados 
mencionados num tratado cuja entrada em 
vigor depende de consentimento de todos os 
Estados que o negociaram 
 
Quanto à 
extensão 
do 
procedime
nto 
adotado 
TRATADOS 
EM SENTIDO 
ESTRITO 
Duas fases de expressão do consentimento 
das partes: prenunciativa é a assinatura e 
definitiva é a ratificação 
 
ACORDO EM 
FORMA 
SIMPLIFICAD
A 
O procedimento é unifásico, pois o 
consentimento definitivo se exprime à 
assinatura, desde logo criadas as condições de 
vigência do tratado. 
 
ACORDO 
EXECUTIVO 
O tratado que se conclui sob a autoridade do 
chefe do Poder Executivo, 
independentementedo parecer e 
consentimento do Congresso Nacional. 
 
ACORDO Depende da aprovação do Poder Legislativo. 
Critérios 
materiais 
Quanto à 
natureza 
jurídica 
do ato 
TRATADOS-
CONTRATOS 
Procuram regular interesses recíprocos dos 
Estados, podem ser bilaterais ou 
multilaterais, na maioria das vezes são 
bilaterais 
 
EXECUTADOS, 
TRANSITÓRIOS, 
DE EFEITOS 
LIMITADOS ou 
DE SITUAÇÃO 
JURÍDICA 
ESTÁTICA 
Devem ser logo 
executados, levados a 
efeito, dispõem sobre a 
matéria 
permanentemente, uma 
vez por todas, p. ex., 
tratado de cessão ou 
permuta de território 
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EXECUTÓRIOS, 
PERMANENTES, 
DE EFEITOS 
SUCESSIVOS ou 
DE SITUAÇÃO 
JURÍDICA 
DINÂMICA 
Preveem atos a serem 
executados regularmente, 
toda vez que se 
apresentarem as 
condições necessárias, p. 
ex., tratados de comércio 
e de extradição. 
TRATADOS-
LEIS ou 
TRATADOS-
NORMATIVO
S 
Geralmente são celebrados entre muitos 
Estados com o objetivo de fixar as normas 
do DIP, p. ex., Convenções multilaterais de 
Viena. 
 
Quanto à 
execução 
no 
espaço 
Vigência em 
parte do 
território 
A distinção será 
feita por um 
critério de lógica, 
de acordo com o 
objeto do 
tratado. Art. 29 
da Convenção: “A 
não ser que uma 
INTENÇÃO 
DIFERENTE 
resulte do 
tratado, ou outro 
modo se 
estabeleça, um 
tratado OBRIGA 
cada uma das 
partes em 
RELAÇÃO A TODO 
O SEU 
TERRITÓRIO.” 
Sua execução pode ser 
restrita a somente parte 
do território, p. ex., um 
tratado sobre cheques 
pode ser restringido à 
parte do território. Artigo 
17 da Convenção: “Sem 
prejuízo do disposto nos 
artigos 19 a 23, o 
consentimento de um 
Estado em obrigar-se POR 
PARTE DE UM 
TERRITÓRIO só produz 
efeito se o tratado o 
permitir ou se os outros 
Estados contratantes 
nisso acordarem.” 
Vigência na 
totalidade 
do 
Território 
Sua execução implica uma 
conduta centralizada, a 
cargo da administração do 
Estado, e voltada para o 
exterior, p. ex., pactos 
pertinentes ao alto mar ou 
à Antártica. 
 
2.4 Condições de validade: 
CAPACIDADE DAS PARTES + HABILITAÇÃO DE SEUS AGENTES + 
OBJETO LÍCITO E POSSÍVEL + CONSENTIMENTO REGULAR + 
CONDIÇÕES GERAIS DE VALIDADE DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS. 
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a) CAPACIDADE DAS PARTES: As empresas, os indivíduos e as ONGs 
(sujeitos fragmentários) não têm capacidade de celebrar tratados. 
 
PODEM CELEBRAR 
TRATADOS 
- Estados 
- Organizações 
Internacionais 
- Santa Sé 
- Beligerantes 
- Insurgentes 
- Blocos regionais 
- Cruz Vermelha 
 
a.1) Estado soberano: não basta a capacidade do Estado de criar tratados 
para tornar válido um ato internacional. É necessário que órgãos 
competentes para tal conduzam o processo de conclusão do ato 
internacional. Cabe ao ordenamento interno indicar esses órgãos, bastando 
que as partes envolvidas na preparação de um tratado tenham a devida 
ciência de quem são aqueles que têm poderes para formular os atos 
necessários à correta expressão do consentimento estatal. 
A CAPACIDADE PARA ENTABULAR RELAÇÕES INTERNACIONAIS 
(CAPACIDADE DE ENTRAR EM RELAÇÕES COM OS DEMAIS ESTADOS) É 
UM ELEMENTO LEGAL DO ESTADO, PREVISTO NA CONVENÇÃO DE 
MONTEVIDÉU. A Convenção foi internalizada no ordenamento pátrio pelo 
Decreto 1.570/1937, prevê que o Estado, como pessoa de Direito internacional, 
deve reunir os seguintes elementos: POVO + TERRITÓRIO + GOVERNO + 
CAPACIDADE DE ENTRAR EM RELAÇÕES COM OS DEMAIS ESTADOS. 
A regra é que o direito de convenção só pode ser exercido pelo Estado 
(soberania), contudo, os Estados podem permitir que unidades 
subnacionais (ex.: Estados, Municípios, Províncias) celebrem tratados 
(exceção). Ex.: Alemanha e Suíça admitem que suas unidades 
federadas celebrem tratados, contanto que o governo central autorize. 
No Brasil, compete à União manter relações com Estados estrangeiros e 
participar de OI e, portanto, concluir tratados no Brasil. 
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Os atos celebrados entre entidades internacionais de financiamento (como o 
BIRD) e Estados e Municípios brasileiros, pelos quais estes tomam 
empréstimos, são contratos, e não tratados. A celebração depende da União e 
do acompanhamento de vários órgãos federais. 
Nada impede que os entes subnacionais firmem, com entidades 
estrangeiras ou internacionais, instrumentos de caráter privado ou que 
não tenham caráter vinculante. 
a.2) Organização Internacional: A Convenção de Viena de 1969 não 
vislumbrou expressamente a capacidade dessas entidades de concluir 
tratados. Posteriormente, a prática internacional tornou evidente a 
possibilidade de que também os OI celebrem tratados, o que levou à 
negociação e assinatura da Convenção de Viena sobre o Direito dos 
Tratados entre Estados e OI ou entre OI, de 1986 (não entrou em vigor). 
As OI podem concluir tratados independentemente de seus membros e até 
contra a vontade de alguns dos Estados que dela façam parte. 
Podem ainda celebrar tratados com seus próprios membros, com terceiros 
Estados ou com OI. 
a.3) Santa Sé, beligerantes, insurgentes, blocos regionais e Comitê 
Internacional da Cruz Vermelha. 
- SANTA SÉ: É uma definição jurídica que não é muito precisa. Ela é um sujeito 
de direito internacional sui generis. Ela não é Estado e não é organização 
internacional, mas é um sujeito reconhecido pelo Brasil, que com ela celebra 
concordatas. O Brasil reconhece a personalidade jurídica da Santa Sé. 
- BELIGERANTES: Em contextos de guerra civil, se reconhecida a 
condição jurídica de beligerante pelo poder central, o beligerante então pode 
celebrar tratados de acordo com a sua característica de domínio. Então, se ele 
domina a parte norte de um Estado, por exemplo, ele pode celebrar tratados 
nessa parte. O beligerante depende inicialmente do reconhecimento dessa 
guerra civil e desse controle territorial sobre seu território. Por que o 
poder central Por que o poder central reconheceria o beligerante? 
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reconheceria o beligerante? Reconheceria por que não quer se responsabilizar 
pelo território transitoriamente ocupado na ocasião da guerra. 
b) HABILITAÇÃO DOS AGENTES: Não basta que a parte seja capaz, mas 
também que o agente encarregado de representá-la detenha o poder de 
celebrar tratados (treaty making power). 
- Os Estados, OI e outros entes com capacidade de celebrar tratados são 
competentes para definir quais os indivíduos habilitados para conduzir 
negociações internacionais e firmar compromissos em seu nome, 
interessando ao DIP apenas que as partes em uma negociação saibam 
claramente quem são esses funcionários. 
- A Convenção de Viena (art. 7º) fixa o rol dos agentes estatais capazes 
de celebrar tratados independentemente da comprovação de reunir 
poderes para tal: 
 
 
AGENTES HABILITADOS 
- Chefe de Estado 
- Chefe de Governo 
- Ministro das Relações Exteriores 
- Embaixadores: para tratados celebrados com o 
Estado junto ao qual estão acreditados 
- Representantes acreditados pelos Estados 
perante uma conferência ou OI ou um de seus 
órgãos: para tratados celebrados em tal 
conferência, organização ou órgão 
- Qualquer outro indivíduo, com a devida Carta 
de Plenos Poderes 
 
- OUTRAS PESSOAS PODERÃO CELEBRAR TRATADOS EM NOME DO 
ESTADO, DESDE QUE ESTEJAM INVESTIDAS DE PODERES PARA TAL (no 
Brasil, CARTA DE PLENOS PODERES, firmada pelo Presidente da 
República). Nesse sentido, o Governador de um Estado ou o Prefeitode uma 
cidade poderiam firmar tratados, desde que portem uma Carta de Plenos 
Poderes. 
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- Caberá a cada ente capaz de concluir tratados fixar quais autoridades poderão 
atuar em cada fase de preparação do ato internacional. 
 
O que se entende por “representantes plenipotenciários”? 
Sabe-se que há dois tipos de representantes: 
▪ Representantes por presunção absoluta NÃO precisam apresentar carta de 
plenos poderes: Chefes de Estado, Chefe de Governo, Min. das Relações 
Exteriores, e Chefes de Missão Diplomática (este somente para tratados 
bilaterais). 
▪ Qualquer pessoa pode representar um Estado, desde que apresente CARTA 
DE PLENO PODERES. É uma pessoa escolhida pelo Chefe de Estado e/ou 
Chefe de Governo com a chancela/ confirmação do Ministro das Relações 
Exteriores para negociar e assinar tratados. Esses são os chamados 
“representantes plenipotenciários”. Algumas vezes o tratado é tão 
técnico que uma pessoa especialista na área será nomeada para 
representar. A maioria dos tratados são assinados por eles, pois os Chefes de 
Estados e Chefes de Governos não podem se deslocar tanto para participar dos 
tratados. 
 
c) OBJETO LÍCITO E POSSÍVEL: Os tratados não devem violar normas 
internacionais já existentes e as jus cogens. 
d) CONSENTIMENTO REGULAR: Trata-se da base do voluntarismo. A vontade 
do ente deve ser livre, sem vícios de consentimento (erro, dolo, coação e 
corrupção do representante do Estado). 
Ocorrem nas seguintes hipóteses: 
1) Erro (art. 48) - há falta de informação sobre o objeto do tratado ou esse 
objeto não condiz com a verdade. Para que torne o tratado inválido, o erro deve 
atingir a essência do ato. Não se configura se o Estado contribuiu para o fato ou 
se, pelas circunstâncias, o Estado teve possibilidade de perceber o erro. 
2) Dolo (art. 49) - é a informação distorcida intencionalmente por meio ardil, 
manobra ou artifício (fraude). 
3) Corrupção do representante do Estado (art. 50) – ocorre se a 
manifestação do consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado foi 
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obtida por meio da corrupção de seu representante pela ação direta ou indireta 
de outro Estado negociador. 
4) Coerção exercida sobre o representante do Estado (art. 51) – “Não 
produzirá qualquer efeito jurídico a manifestação do consentimento de um 
Estado em obrigar-se por um tratado que tenha sido obtida pela coação de seu 
representante, por meio de atos ou ameaças dirigidas contra ele”. 
5) Coerção decorrente de ameaça ou emprego de força (art. 52) – “É 
nulo um tratado cuja conclusão foi obtida pela ameaça ou o emprego da força 
em violação dos princípios de Direito Internacional incorporados na Carta das 
Nações Unidas.” 
6) Adoção de tratado com desconhecimento do jus cogens (art. 53) – “É 
nulo um tratado que, no momento de sua conclusão, conflite com uma norma 
imperativa de Direito Internacional geral.” 
7) Disposições do Direito Interno sobre Competência para Concluir 
Tratados (art. 46) - Um Estado não pode alegar violação de uma disposição 
de seu direito interno sobre competência para concluir tratados, SALVO em caso 
de violação manifesta relativa a uma norma de seu direito interno de 
importância fundamental. 
8) Restrições Específicas ao Poder de Manifestar o Consentimento de 
um Estado (art. 47) – Caso o poder conferido a um representante do Estado 
tenha sido objeto de restrição específica, desde que a restrição tenha sido 
notificada aos outros Estados negociadores antes da manifestação do 
consentimento. 
Apesar de alguns autores afirmarem que os vícios de consentimento geram a 
anulabilidade do tratado, outros elencam causas de anulabilidade (efeitos ex 
nunc) e causas de nulidade do tratado (efeitos ex tunc). A Convenção de Viena 
de 1969 regula: 
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1) os vícios que podem influir no consentimento do Estado em obrigar-se pelo 
tratado, dividindo-os em anuláveis (artigos 46 a 50) e nulos (hipótese única do 
art. 51); 
2) os casos de nulidade do tratado propriamente dito (artigos. 52 e 53). Para o 
autor, seria mais apropriado intitular o tema “Vícios do Consentimento e 
Nulidade dos Tratados”. 
 
- Para que o erro torne o acordo inválido, deve atingir a essência do 
assunto que o ato internacional pretende regular. 
- A violação da norma nacional referente ao poder para concluir 
tratados pode efetivamente viciar o consentimento estatal e levar à 
nulidade do acordo, desde que essa violação seja manifesta e se refira 
a preceito de importância fundamental. Violação manifesta é aquela 
objetivamente evidente para qualquer Estado que proceda, na matéria, de 
conformidade com a prática normal e de boa-fé. 
- A Convenção de Viena sobre direito dos tratados, de 1969, em seu artigo 26, 
prevê que “todo tratado em vigor obriga as partes e deve ser cumprido de boa-
fé”. Já o artigo 27, “uma parte não pode invocar as disposições de seu direito 
interno, para justificar o inadimplemento de um tratado”, sem prejuízo do 
disposto no artigo 46. 
 
3. PROCESSO DE ELABORAÇÃO DOS TRATADOS 
-Além do processo de elaboração, nos entes que incorporam os tratados ao 
direito interno criou-se também um rito de integração do tratado aos 
ordenamentos nacionais (etapas internacionais e internas). 
 
 
 
 
 
 
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ETAPA ÓRGÃOS E 
AUTORIDADES 
ENVOLVIDOS 
OBJETIVO 
NEGOCIAÇÃO Coordenação por parte do 
Poder Executivo (Brasil: 
União) 
Elaborar o texto do tratado 
ASSINATURA - Chefe do Estado 
- Chefe de Governo 
- Ministro das Relações 
Exteriores 
- Embaixadores, pra 
tratados ccom o Estado 
ou OI junto ao qual estão 
acreditados 
- Representantes 
acreditados pelos Estados 
perante uma conferência, 
OI ou um de seus órgãos, 
para tratados nesses 
foros 
- Encerramento ds negociações 
- Concordância dos negociadores 
com o texto 
- Adoção do texto 
- Encaminhamento para etapas 
posteriores 
- Efeitos jurídicos: condicionar 
mudanças no texto a novas 
negociações ou emendas e 
obrigar a não agir contrariamente 
ao objeto do ato. 
- De resto, ainda não obriga os 
signatários a observar suas 
normas. 
RATIFICAÇÃO Presidente da República, 
autorizado pelo 
Congresso Nacional 
Confirmar a vinculação a um 
tratado 
ENTRADA EM 
VIGOR 
- - Bilaterais: notificação da 
ratificação ou troca dos 
instrumentos de ratificação 
- Multilaterais: número mínimo de 
ratificações 
REGISTRO Poder Executivo central 
(no Brasil, União), junto à 
ONU 
- Dar publicidade ao ato 
- Multilaterais: número mínimo de 
ratificações 
 
a) NEGOCIAÇÃO: Têm início as “rodadas de negociação”. 
- A competência para a condução das negociações é das autoridades 
competentes para concluir os tratados, o que não necessariamente 
implica que Chefes de Estado ou de Governo participem diretamente na 
negociação. É comum que a negociação seja conduzida por funcionários que 
tenham plenos poderes para representar o Estado. 
- O caráter cada vez mais técnico de certos temas leva à crescente presença de 
outros agentes públicos e até privados nas delegações de negociadores ou nas 
reuniões prévias às rodadas. 
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- No Brasil, a competência para a negociação repousa na União, à qual cabe 
manter relações com Estados estrangeiros e participar de OI e, em termos de 
autoridade, ao Presidenteda República, a quem cabe “manter relações com 
Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos” e “celebrar 
tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso 
Nacional” (art. 84, VII e VIII). Como a competência é privativa, pode ser 
delegada, e é isso que normalmente acontece na prática. 
- Cabe ao Ministério das Relações Exteriores acompanhar todas as 
negociações internacionais de que participe o Brasil. 
 
O que se entende por diplomacia parlamentar? A negociação não tem 
forma (forma livre), pode existir a negociação diplomática tradicional, mas pode 
existir a negociação institucionalizada no seio das Organizações Internacionais, 
nasce o importante tema da chamada DIPLOMACIA PARLAMENTAR – 
expressão doutrinária que retrata a atividade de negociação de tratados 
realizada nos seios de organizações internacionais, tal qual é realizada nos 
parlamentos nacionais. 
O que se entende por paradiplomacia? Consiste em expressão doutrinária 
que retrata a participação na condução das relações internacionais de entes 
diferentes do Ministério das Relações Exteriores. A paradiplomacia, de acordo 
com seus críticos, fragmenta a diplomacia brasileira. Este conceito engloba as 
diferentes manifestações da atividade diplomática dos governos subnacionais 
(no caso brasileiro, por exemplo, Estados e Municípios). 
 
 
b) ASSINATURAS: Para os que adotam a forma solene, a assinatura NÃO 
GERA EFEITOS JURÍDICOS (É UMA “ANUÊNCIA PRELIMINAR”) e 
significa apenas o encerramento das negociações, a expressão da 
concordância, a adoção e autenticação do texto e o encaminhamento 
para ratificação. 
 
- AS PARTES SÓ ESTARÃO VINCULADAS COM A RATIFICAÇÃO E COM A 
ENTRADA EM VIGOR. 
- Com a assinatura, os signatários se comprometem a não atuar de modo a 
comprometer seu objeto. 
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- Por outro lado, há tratados que obrigam suas partes apenas com a assinatura, 
como os acordos executivos e atos internacionais que não implicam novos 
compromissos externos. 
- A assinatura impede que o texto do acordo seja alterado 
unilateralmente. Eventuais mudanças em suas disposições só podem ser 
feitas, antes da entrada em vigor do tratado, com a reabertura das 
negociações e, com o ato em vigor, por meio de emenda. 
- A ASSINATURA NÃO IMPEDE A PROPOSITURA DE RESERVAS. 
- Os agentes que podem assinar um tratado em nome de uma OI são 
estabelecidas pelos respectivos atos constitutivos. 
- Na falta da assinatura, a Convenção de Viena admite sua substituição pela 
rubrica dos negociadores, se acordado pelas partes, ou pela assinatura ad 
referendum do Chefe de Estado ou de outra autoridade competente. 
- Nos tratados multilaterais, a regra é que o texto do acordo determine as 
condições para sua adoção ou, nas reuniões internacionais, que o acordo seja 
firmado pela maioria de 2/3 dos signatários, salvo se as partes, pela 
mesma maioria, decidirem aplicar uma regra diversa. 
- Da assinatura, decorrem 04 efeitos: 
(i) Põe fim às negociações; 
(ii) Autenticação do texto; 
(iii) Manifestação de predisposição de celebrar o contrato no futuro; 
(iv) Abstenção de condutas que frustrem o objeto e a finalidade do tratado. O 
Estado não precisa cumprir o tratado com a mera assinatura, mas ele também 
pode frustrar o objeto e a finalidade. 
 
Existe a possibilidade de retirada de assinatura? Em virtude do efeito 
previsto no art. 18 da Convenção de Viena sobre o Direito dos 
tratados há um interesse jurídico na retirada da assinatura. Então, o 
Estado que assine e manifeste a predisposição em celebrar o tratado e depois 
se arrepende, deve retirar a assinatura. 
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NÃO se pode confundir adoção com adesão!!!! A adesão consiste na 
manifestação da vontade de celebrar contrato por aquele que não o 
negociou. O Brasil aderiu a convenção da OCDE (organização de cooperação e 
desenvolvimento econômico) sobre corrupção de funcionário público 
internacional. Essa convenção vai levar à alteração do CP brasileiro com a 
introdução de um tipo especial voltado a combater a corrupção de funcionário 
público internacional. O Brasil não ratificou essa convenção, ele aderiu a ela, 
pelo simples motivo de que ele não é parte na OCDE, ele não negociou esse 
tratado. Toda vez que o Brasil não negocia, recebe o tratado pronto, ele adere 
ao tratado. 
 
Adoção Adesão 
Trata-se da hipótese em que os Estados 
adotam o texto, colocando fim à 
negociação anterior, mas sem assinar. 
Trata-se da hipótese em que os 
Estados aderem texto sem prévia 
negociação. 
 
c) RATIFICAÇÃO: Estado, após reexaminar um tratado assinado, 
confirma seu interesse em concluí-lo e estabelece, no âmbito 
internacional, o seu consentimento em obrigar-se por suas normas. 
- No Brasil, a ratificação é ATO PRIVATIVO DO PRESIDENTE DA 
REPÚBLICA, COM AUTORIZAÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL (DECRETO 
LEGISLATIVO FIRMADO PELO PRESIDENTE DO SENADO). 
- Atenção: a ratificação é competência do Presidente da República, a qual 
depende, porém, da anuência do Congresso Nacional, por meio de decreto 
legislativo (art. 49, I, CF). A manifestação do Congresso Nacional ocorre 
depois da assinatura e antes da ratificação. 
- É ato discricionário: pode ocorrer no momento mais oportuno ou 
conveniente aos interesses nacionais, não estando em regra vinculada a 
qualquer prazo posterior à assinatura. 
- A autorização do Congresso não obriga o Presidente. 
 
 
 
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- A ratificação dada por um organismo internacional chama-se “ato de 
confirmação formal” e é feita de acordo com os procedimentos 
estabelecidos pelas próprias regras da organização. 
- Segundo Portela (2015), a ratificação é o ato pelo qual o Estado, após 
reexaminar um tratado assinado, confirma seu interesse em concluí-lo e 
estabelece, no âmbito internacional, o seu consentimento em obrigar-se por 
suas normas. É a aceitação definitiva do acordo. 
 
d) ENTRADA EM VIGOR EM ÂMBITO INTERNACIONAL: A ratificação é 
necessária para que o compromisso vincule o Estado. Entretanto, não gera 
consequências jurídicas a ratificação de um tratado bilateral que não 
foi ratificado pela outra parte ou de um acordo multilateral que não 
atingiu um número mínimo de ratificações. 
 
TRATADOS BILATERAIS 
(troca de 
ratificações/instrumentos) 
TRATADOS MULTILATERAIS 
(depósito de ratificações) 
As partes ratificam o e trocam 
informações a respeito entre si. 
Essa troca pode ser feita pela 
notificação da ratificação e pela a 
troca dos instrumentos de 
ratificação. 
Existe o depositário, que é um 
Estado ou OI que receberá e guardará 
os instrumentos de ratificação e que 
informará as partes que assinaram 
o tratado a respeito. 
 
 
- A prática internacional criou a exigência de que o acordo multilateral necessite 
apenas de um número mínimo de ratificações para entrar em vigor 
(número estabelecido na própria negociação). 
- Se ainda não foi atingido o número mínimo de ratificações exigido, o tratado 
ainda não gerará efeitos para as partes que já ratificaram. 
- Se o tratado já alcançou o número mínimo de ratificações, já estará em vigor 
para aqueles que o ratificaram. Para quem ainda não ratificou, só entrará em 
vigor quando ratificar. 
- A partir do momento em que o tratado entra em vigor no âmbito 
internacional, as partes já podem ser cobradas umas pelas outras quanto ao 
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seu cumprimento e podem serresponsabilizadas internacionalmente em caso 
de descumprimento do acordado. É a “vigência internacional”. 
- A exigibilidade no âmbito interno depende, ainda, de outros 
procedimentos adicionais (será estudado nos próximos subitens). 
 
Possibilidade 1 Possibilidade 2 Possibilidade 3 Possibilidade 4 
Se o Brasil não 
tiver ratificado o 
tratado e o 
número mínimo de 
ratificações não 
tiver sido atingido 
Se o Brasil tiver 
ratificado o 
tratado e o 
número mínimo 
de ratificações 
não tiver sido 
atingido 
Se o Brasil não 
tiver ratificado o 
tratado e o 
número mínimo de 
ratificações tiver 
sido atingido 
Se o Brasil tiver 
ratificado o 
tratado e o 
número mínimo 
de ratificações 
tiver sido atingido 
Não está em vigor 
para o Brasil 
Não está em 
vigor para o 
Brasil 
Não está em vigor 
para o Brasil 
Está em vigor 
para o Brasil 
 
4. REGISTRO E PUBLICIDADE: 
Todo tratado concluído por qualquer um de seus Estados-membros deverá ser 
REGISTRADO E PUBLICADO PELO SECRETARIADO-GERAL DA ONU (Carta 
da ONU) para que possa ser invocado perante os órgãos das Nações Unidas. 
Com isso, parte da doutrina entende que o registro na ONU e a 
publicação são condições para que o tratado entre em vigor. Na prática, 
contudo, os tratados entram no universo do DIP independentemente de 
registro. 
- A própria Convenção de Viena de 1969 dispõe que “após sua entrada em 
vigor, os tratados serão remetidos ao Secretariado das Nações Unidas para fins 
de registro ou de classificação e catalogação, conforme o caso, bem como de 
publicação”. 
- O texto evidencia que O REGISTRO É ATO POSTERIOR À ENTRADA EM 
VIGOR DO TRATADO (A VIGÊNCIA INDEPENDE DO REGISTRO NA ONU). 
- Os tratados tampouco requerem aprovação das Nações Unidas para entrarem 
em vigor. 
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- O PRINCIPAL EFEITO PRÁTICO DO REGISTRO É PERMITIR QUE O 
TRATADO POSSA SER INVOCADO PERANTE OS ÓRGÃOS DAS NAÇÕES 
UNIDAS. 
 
5. EFEITOS DOS TRATADOS: 
Um tratado entra em vigor na forma e na data previstas no tratado ou 
acordadas pelos Estados negociadores. Na ausência de uma disposição 
referente à entrada em vigor de um tratado, a vigência deste começa “tão logo 
o consentimento em obrigar-se pelo tratado seja manifestado por todos 
os Estados negociadores”. 
(i) Vigência contemporânea: O ato entra em vigor tão logo seja 
manifestado o consentimento definitivo das duas partes (bilaterais) ou 
de um mínimo de signatários (multilaterais). 
(ii) Vigência diferida: Os textos dos tratados estipulam um prazo para 
sua entrada em vigor após a expressão final da vontade dos 
signatários. Ex.: as convenções da OIT começam a gerar efeitos apenas a 
partir de 12 meses depois de atingido o número mínimo de ratificações ou para 
os Estados que as ratificarem posteriormente. Justifica-se pela necessidade de 
permitir a inserção do acordo nas ordens jurídicas dos Estados-partes. 
(iii) Também é possível que o tratado entre em vigor de maneira escalonada 
(momentos diferentes para alguns dos signatários). 
- Os atos internacionais que não fixam o tempo de sua duração têm 
prazo indeterminado. 
- Alguns tratados têm a duração condicionada a uma cláusula resolutória. 
- A duração do tratado pode ter a ver com a determinação do objeto. Ex.: um 
acordo que visa apenas a construir uma ponte na fronteira tem vigência 
determinada; um tratado para proteger direitos humanos tem vigência 
indeterminada. 
- O princípio do PACTA SUNT SERVANDA é a base de todo direito dos 
tratados: “TODO TRATADO EM VIGOR OBRIGA AS PARTES E DEVE SER 
CUMPRIDO POR ELAS DE BOA-FÉ”. 
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- AS NORMAS DOS TRATADOS NÃO RETROAGEM, SALVO DISPOSIÇÃO 
EM CONTRÁRIO (EFEITOS EX NUNC). Segundo Convenção de Viena, “sem 
prejuízo da aplicação de quaisquer regras enunciadas na presente Convenção a 
que os tratados estariam sujeitos em virtude do Direito Internacional, 
independentemente da Convenção, esta somente se aplicará aos tratados 
concluídos por Estados APÓS SUA ENTRADA EM VIGOR EM RELAÇÃO A 
ESSES ESTADOS”. 
- Em regra, os tratados só obrigam os entes que o celebraram. OS TRATADOS 
SÓ PODEM APLICAR-SE A TERCEIROS SE HOUVER CONSENTIMENTO. 
Em regra, os tratados produzem efeitos apenas entre as partes, aplicando-se o 
princípio da relatividade dos tratados. 
No entanto, excepcionalmente, é possível que se estabeleça efeitos para 
terceiros. Vejamos alguns deles: 
(i) Efeitos Difusos (constitutivo-negativo): O efeito difuso é aquele em que 
dois Estados definirem uma situação jurídica e terceiros terão que se adaptar. O 
melhor exemplo seria o acordo entre dois Estados definindo a fronteira entre 
ambos. Obviamente que isso afeta toda a Comunidade Internacional, ainda que 
os demais Estados não façam parte do tratado. O efeito é, aquele território ou é 
do Estado X ou é do Estado Y, e apenas destes países. Também é um efeito 
difuso a previsão convencional a favor de terceiros (estipulação em favor de 
terceiros). 
(ii) Efeito aparente ou cláusula da nação mais favorecida: Consiste em 
uma disposição que prevê que toda e qualquer vantagem em relação a uma das 
partes do tratado deve ser estendida aos demais (benefícios recíprocos). Assim, 
no segundo tratado, terceiro Estado (que não participou) será beneficiado em 
decorrência da disposição do primeiro tratado. O pacto ulterior não produz 
efeito sobre terceiro como norma jurídica, mas como simples FATO. 
(iii) Previsão convencional de direitos para terceiros: Prevista no artigo 
36 (depende de consentimento do terceiro, ainda que tácito), sendo uma 
abertura para o terceiro aderir ao tratado. 
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(iv) Previsão convencional de obrigações para terceiros: Prevista no 
artigo 35, depende de consentimento ESCRITO. 
 
6. INTERPRETAÇÃO DOS TRATADOS: 
A interpretação no DIP é regulada pela Convenção de Viena de 1969, mas nada 
impede que os métodos hermenêuticos empregados no Direito em geral sejam 
também utilizados. 
Artigo 31 
1. Um tratado deve ser interpretado de BOA-FÉ segundo o SENTIDO COMUM 
atribuível aos termos do tratado em seu contexto e à luz de seu objetivo e 
finalidade. 
2. Para os fins de interpretação de um tratado, o contexto compreenderá, além 
do texto, seu preâmbulo e anexos: 
a) Qualquer acordo relativo ao tratado e feito entre todas as partes em 
conexão com a conclusão do tratado; 
b) Qualquer instrumento estabelecido por uma ou várias partes em 
conexão com a conclusão do tratado e aceito pelas outras partes como 
instrumento relativo ao tratado. 
3. Serão levados em consideração, juntamente com o contexto: 
a) Qualquer acordo posterior entre as partes relativo à interpretação do 
tratado ou à aplicação de suas disposições; 
b) Qualquer prática seguida posteriormente na aplicação do tratado, 
pela qual se estabeleça o acordo das partes relativo à sua 
interpretação; 
c) Quaisquer regras pertinentes de Direito Internacional aplicáveis às 
relações entre as partes. 
4. Um termo será entendido em sentido especial se estiver estabelecido 
que essa era a intenção das partes. 
Artigo 32 - Pode-se recorrer a MEIOS SUPLEMENTARES DE 
INTERPRETAÇÃO, inclusive aos trabalhos preparatórios do tratado e às 
circunstâncias de sua conclusão, a fim de confirmar o sentido resultante da 
aplicação do artigo 31 ou de determinar o sentido quando a interpretação, de 
conformidade com o artigo 31: 
a) Deixa o sentido ambíguo ou obscuro; ou 
b) Conduz a um resultado que é manifestamente absurdo ou desarrazoado. 
Artigo 33 - Interpretação de Tratados Autenticados em Duas ou Mais Línguas. 
1. Quando um tratado foi autenticadoem duas ou mais línguas, seu texto faz 
igualmente fé em cada uma delas, a não ser que o tratado disponha ou as 
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partes concordem que, em caso de divergência, prevaleça um texto 
determinado. 
2. Uma versão do tratado em língua diversa daquelas em que o texto foi 
autenticado só será considerada texto autêntico se o tratado o previr ou as 
partes nisso concordarem. 
3. Presume-se que os termos do tratado têm o mesmo sentido nos 
diversos textos autênticos. 
4. Salvo o caso em que um determinado texto prevalece nos termos do 
parágrafo 1, quando a comparação dos textos autênticos revela uma diferença 
de sentido que a aplicação dos artigos 31 e 32 não elimina, adotar-se-á o 
sentido que, tendo em conta o objeto e a finalidade do tratado, melhor conciliar 
os textos. 
 
 
A respeito deste assunto, pode-se afirmar que incide a chamada “teoria do 
efeito útil”. Segundo ela, a interpretação de uma cláusula de um tratado deve 
fazer possível que a mesma cumpra a função prática ou realize a missão política 
para a que foi concebida, atingindo seu objetivo e seu fim. O interprete deve 
supor que os autores do tratado elaboraram a disposição para que se aplique, 
de forma que, entre as várias interpretações possíveis, deve recolher aquela 
que permita sua aplicação específica. Assim, quando se tem expressões 
ambíguas e obscuras, elas devem ser interpretadas conforme o sentido que 
lhes atribua a maior eficácia possível. 
 
Além do mais, cabe salientar a incidência do princípio da interpretação pro 
homine. Segundo ele, os tratados de direitos humanos deixam de ser 
interpretados restritivamente (para preservar a soberania dos Estados) para 
serem interpretados sempre no sentido da máxima proteção ao ser humano. 
 
 
 
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Esse princípio possui algumas diretrizes: 
1ª DIRETRIZ: Interpretação sistemática do conjunto de normas de direitos 
humanos, de modo a reconhecer direitos inerentes, mesmo que implícitos. 
2ª DIRETRIZ: Interpretação das eventuais limitações permitidas de direitos 
contidas nos tratados internacionais deve ser restritivas, a fim de evitar a 
diminuição da proteção dos direitos humanos. Exemplo: Reservas nos tratados 
devem ser interpretadas restritivamente. 
3ª DIRETRIZ: Uso da interpretação pro homine na análise das omissões e 
lacunas das normas de direitos humanos. Vejamos em um caso prático: A Corte 
Interamericana de Direitos Humanos considerou nula a denúncia do Peru ao 
reconhecimento de jurisdição obrigatória da Corte. Apesar da Convenção ser 
omissa na (im)possibilidade de denúncia na jurisdição obrigatória, há 
dispositivo expresso que veda o retrocesso ou qualquer diminuição já acordada 
ao indivíduo. Logo, não cabe denúncia neste aspecto, motivo pelo qual a Corte 
continuam apreciando os casos contra o Peru. 
 
Por fim, deve-se traçar algumas premissas a respeito da teoria da margem da 
apreciação (margin of appreciation). Ela é baseada na subsidiariedade da 
jurisdição internacional e prega que determinadas questões polêmicas 
relacionadas com as restrições estatais a direitos protegidos devem ser 
discutidas e dirimidas pelas comunidades nacionais, não podendo o juiz 
internacional interferir. Com base nessa teoria, caberia ao próprio Estado 
estabelecer os limites e as restrições ao gozo de direitos em face do interesse 
público. 
 
7. ADESÃO: 
Por meio da adesão, o Estado ou OI manifesta sua vontade de se tornar 
parte de um tratado já assinado ou em vigor. 
- A adesão é normalmente condicionada à observância dos critérios 
estabelecidos no próprio tratado. Entretanto, pode também ser objeto de outra 
forma de acordo entre as partes, podendo, portando, ser prevista em outros 
atos internacionais, como protocolos de adesão. 
- A adesão só é possível em tratados abertos. 
- O procedimento é o mesmo: negociações  assinatura de um 
instrumento de adesão  ratificação. 
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8. ALTERAÇÃO: 
A emenda é útil por promover a atualização mais rápida do marco legal 
internacional (acréscimo, alteração ou supressão). Estados e OIs que sejam 
parte podem propor emendas. 
- É geralmente regulada no próprio texto do tratado e deve ser objeto de 
acordo entre as duas partes de um ato bilateral ou de pelo menos um número 
mínimo de signatários de um compromisso multilateral. 
- No âmbito interno, deve mobilizar os órgãos e agentes competentes para 
concluir tratados em nome dos Estados e também envolve a assinatura de um 
instrumento de emenda e sua eventual ratificação. 
- No Brasil, a emenda que gere compromissos gravosos para o Brasil 
deve ser submetida ao Congresso antes de sua ratificação. Quando não 
implicar alteração substancial das obrigações que estabelece, a autorização 
pode ser dispensada. 
- Enquanto as emendas são mudanças de pouca amplitude, as revisões 
são modificações expressivas, envolvendo a matéria central do tratado. 
- A EMENDA SÓ OBRIGA AS PARTES QUE COM ELA CONCORDARAM (“o 
acordo de emenda não vincula os Estados que já são partes no tratado e que 
não se tornaram partes no acordo de emenda”). No entanto, OS ENTES QUE 
APROVARAM A EMENDA E OS QUE NÃO APROVARAM CONTINUAM 
VINCULADOS ENTRE SI PELO TRATADO ORIGINAL (“duplicidade de 
regimes jurídicos”). 
- O Estado que aderir a tratado já emendado, salvo disposição em contrário, 
obedecerá ao ato emendado em relação às partes que aceitaram a emenda e o 
ato original no tocante às partes que não aceitaram a emenda. 
- Nada impede que um tratado defina que uma emenda valha para todos os 
seus Estados-partes, independentemente de seu consentimento em aprová-las 
ou não, desde que determinado número mínimo de votos seja atingido. 
 
 
 
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O tratado emendado vale entre as partes que aprovaram a emenda. 
O tratado original vale entre as partes que não aprovaram a emenda. 
O Estado que aderir a tratado já emendado, salvo disposição em contrário, 
obedecerá ao ato emendado em relação às partes que aceitaram a emenda 
e ao ato original no tocante às partes que não aceitaram a emenda. 
Nada impede que um tratado defina que uma emenda valha para todos os seus 
Estados-partes, independentemente de seu consentimento em aprová-las ou 
não, desde que determinado número mínimo de votos seja atingido. 
 
9. RESERVAS: 
Trata-se de uma declaração unilateral, qualquer que seja a sua redação ou 
denominação, feita por um Estado ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar um 
tratado, ou a ele aderir, com o objetivo de excluir ou modificar o efeito 
jurídico de certas disposições do tratado em sua aplicação a esse 
Estado. O Estado conclui um tratado sem se comprometer com todas as suas 
normas. Em suma, por meio da reserva, um Estado pode concluir um tratado 
sem se comprometer com todas as suas normas 
- Só é aplicável aos tratados multilaterais, mas nada impede que haja 
reservas em tratados bilaterais, embora sua não aceitação por um dos Estados 
acarrete a não conclusão do compromisso. 
 
Alguns autores não aceitam as reservas em tratados bilaterais (a vontade dos 
dois Estados deve ser harmônica). 
A reserva tem que ser ESCRITA, EXPRESSA e deve ocorrer no momento 
da RATIFICAÇÃO. Não existe reserva tácita. 
 
- A RESERVA PODE SER FORMULADA EM QUALQUER MOMENTO DO 
PROCESSO DE ELABORAÇÃO DE UM TRATADO. Entretanto, dependendo da 
etapa em que esse ato é praticado, só poderá gerar efeitos dentro das 
condições que o próprio texto do acordo estabelecer a respeito,relativas tanto 
à possibilidade de haver reservas como ao procedimento cabível. Assim, nem 
sempre a reserva poderá ser formulada ou concretizada dentro das condições 
desejadas pelo Estado. 
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- A reserva não poderá ser feita se for proibida pelo tratado ou incompatível a 
finalidade e objeto do instrumento ou, ainda, relativamente a dispositivos sobre 
os quais o próprio tratado proíba reservas. 
- Em princípio, a reserva é unilateral, não exigindo consentimento das demais 
partes. Entretanto, a Convenção de Viena abre exceções (reserva com 
anuência). Às vezes a aplicação na íntegra entre todas as partes é 
condição essencial para o consentimento de cada uma delas em 
obrigar-se, situação em que uma reserva requer a aceitação de todos 
os signatários. Quando o tratado é um ato constitutivo de uma OI, a reserva 
exige a aceitação do órgão competente da OI, a não ser que o tratado disponha 
diversamente. 
- A reserva, a aceitação expressa de uma reserva e a objeção a uma reserva 
devem ser formuladas por escrito e comunicadas às partes contratantes e a 
terceiros sujeitos que tenham o direito de se tornar partes no tratado. 
- Uma reserva formulada quando da assinatura do tratado, condicionada a 
futura ratificação, aceitação ou aprovação, deve ser formalmente 
confirmada pelo Estado que a formulou no momento em que manifestar 
o seu consentimento definitivo em obrigar-se ao tratado. Nesse caso, a 
reserva considerar-se-á feita na data de sua confirmação. 
- QUANDO UM ESTADO PRETENDE RATIFICAR UM TRATADO, MAS, PARA 
FAZÊ-LO, ALMEJA ADAPTAR ALGUNS DE SEUS DISPOSITIVOS À 
INTERPRETAÇÃO QUE SEUS TRIBUNAIS INTERNOS DÃO A 
DETERMINADO DIREITO CONTIDO NO TRATADO, O INSTRUMENTO 
MAIS ADEQUADO A SER UTILIZADO POR ESSE ESTADO É A RESERVA, E 
NÃO O JUS COGENS. 
 
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 Quais são as consequências da rejeição? 
(i) Rejeição simples: É aquela na qual o Estado rejeita a alteração 
pretendida, então o tratado entra em vigor para o Estado reservante e para o 
Estado que rejeitou, sem aquela cláusula. 
(ii) Rejeição qualificada: O Estado interpreta que é tão importante a 
cláusula reservada que ele entende que o Tratado sem essa cláusula (ou com a 
cláusula modificada) não vai entrar em vigor. Vamos imaginar o Brasil 
celebrando um tratado multilateral com a Argentina, Moçambique, Alemanha. 
Então o Brasil modifica uma cláusula, digamos que a Argentina e 
Alemanha aceitem a reserva feita pelo Brasil, porém, Moçambique rejeita. 
Assim o Brasil estará vinculado a Alemanha e a Argentina, mas não estará a 
Moçambique. Moçambique está vinculado à Argentina e à Alemanha, mas não 
estará em relação ao Brasil. Então, é preciso verificar sempre se o Brasil está 
vinculado em relação a cada país. 
 Qual o regime jurídico da reserva? 
(i) Reserva proibida: É aquela que é proibida pelo próprio tratado. Exemplo: 
O Estatuto de Roma proíbe qualquer tipo de reserva. Além disso, é proibido 
qualquer reserva sobre o objeto e a finalidade do tratado. 
(ii) Reserva permitida: Se o tratado é omisso e não fala nada sobre reserva 
significa que ele aceita, desde que não seja a reserva sobre o objeto e a 
finalidade do tratado (regra geral). 
 
10. EXTINÇÃO: 
Os tratados extinguem-se pela VONTADE COMUM DAS PARTES, pela VONTADE 
DE UMA PARTE (BILATERAL) e pela ALTERAÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS 
QUE MOTIVARAM SUA CELEBRAÇÃO. 
- As hipóteses de término de um ato internacional normalmente regulam-se nos 
respectivos textos. Vejamos alguns casos: 
 
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1ª HIPÓTESE: Hipótese de COMUM ACORDO: Quando há comum acordo 
entre as partes para a extinção dos tratados, podemos ter as seguintes 
situações: 
a) Pré-determinação ab-rogatória: significa que o próprio tratado já prevê 
seu lapso de vigência. Ex: Brasil - Tratado de Itaipu – 50 anos de vigência (até 
2023). 
b) Revogação do tratado: Por meio de revogação expressa. Ex: o Protocolo 
de Olivos expressamente revogou o Protoloco de Brasília, no âmbito da solução 
de controvérsia do Mercosul. 
c) Revogação implícita ou tácita: tratado posterior regula totalmente a 
matéria do tratado anterior. 
d) A extinção do tratado pela vontade comum das partes pode ocorrer ainda 
que nada tenha sido estipulado a respeito em seu texto e a qualquer tempo. Se 
a vontade é um elemento basilar da formação do ato, também deve ser para a 
extinção. 
e) Admite-se a extinção de tratados, conforme estipulem suas normas, pela 
vontade da maioria de seus membros ou quando alguns dos contratantes se 
desvinculem do compromisso, fazendo com que o número de signatários do 
tratado seja menor do que o estabelecido para que o ato continue a existir. Se 
não houver essa norma, o tratado continua a existir. 
f) Ao cumprimento de determinada condição resolutiva, referente a evento 
futuro e incerto, ou ao cumprimento de determinado objetivo. 
g) O tratado pode extinguir-se pela conclusão, entre as mesmas partes, de 
acordo posterior, que regule de maneira diversa a matéria disciplinada no 
tratado anterior. 
2ª HIPÓTESE: Hipótese SEM comum acordo ou unilateral. Trata-se da 
chamada DENÚNCIA, que consiste em um ato unilateral pelo qual um Estado 
manifesta o seu desejo de não mais se submeter a determinado tratado, 
desobrigando-se de cumprir as obrigações estabelecidas em seu bojo sem que 
isso enseje a possibilidade de responsabilização internacional. 
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Logicamente, a denúncia extingue o tratado bilateral. Nos atos multilaterais, a 
denúncia implica apenas a retirada da parte do acordo, cujos efeitos cessam 
para o denunciante, mas permanecem para os demais signatários. 
A denúncia isenta o Estado signatário de cumprir as normas dos tratados. 
Entretanto, segundo Portela, é ato que produz efeitos ex nunc, não excluindo 
as obrigações estatais relativas a atos ou omissões ocorridos antes da data em 
que venha a produzir efeitos. 
3ª HIPÓTESE: Hipótese de extinção do contrato pelo descumprimento da 
outra parte. 
 
Em princípio, o descumprimento do tratado não é causa para sua extinção, 
ensejando apenas a possibilidade de sanções para o ente que violou suas 
normas, mas o fato pode motivar a parte prejudicada a negociar sua extinção 
ou suspensão ou denunciá-lo. 
 
a) Tratados sinalagmáticos/tradicionais: A violação do tratado pela outra 
parte justifica a sua extinção. O art. 60 da Convenção de Viena sobre direito 
dos tratados estabelece que uma parte não é obrigada a cumprir a sua 
prestação, se a contraprestação não for cumprida. E dispõe ainda que é possível 
a extinção do tratado por violação do seu conteúdo pela outra parte. 
 
A violação substancial do tratado por um signatário pode autorizar outra 
parte a pleitear a suspensão ou extinção do compromisso. Essa violação 
substancial consiste numa rejeição do ato internacional não sancionada pela 
Convenção de Viena de 1969 ou na desobediência a uma disposição essencial 
para a consecução do objeto ou da finalidade do tratado. Há duas 
possibilidades: 
(i) Violação substancial de um tratado bilateral por uma das partes 
autoriza a outra parte a invocar tal transgressão como causa de extinção ou de 
suspensão da execução de tratado, no todo ou em parte. 
(ii) Violação substancial de um tratado multilateral por uma parte 
autoriza as outras a suspenderem a execução do acordo, no todo ou 
parcialmente, ou a extinguirem o ato, quer na relação entre elas e o ente 
faltoso, quer entre todos os signatários,

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