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Incorporação de tratados internacionais no Brasil 
Passos para a incorporação de um tratado internacional no Brasil
1. Assinatura pelo Executivo – garante a vinculação do Estado no plano internacional; compromete o país perante outros Estados.
2. Aprovação pelo Legislativo – o tratado passa pelo Congresso Nacional (Câmara e Senado); valida o acordo no plano interno/nacional.
3. Ratificação pelo Executivo – confirma internacionalmente a concordância definitiva do Brasil com o tratado.
4. Promulgação – o Executivo publica o tratado, garantindo sua eficácia interna como norma jurídica nacional.
Resumo da lógica:
· Plano internacional: 1 (assinatura) e 3 (ratificação)
· Plano nacional: 2 (aprovação) e 4 (promulgação)
Executivo (Presidente da República)
· Celebrar tratados, convenções e atos internacionais
· A expressão "celebrar" refere-se à assinatura do acordo, não à ratificação, que exige aprovação parlamentar;
· Preside a política externa e decide se um tratado será enviado ao Legislativo.
Legislativo (Congresso Nacional)
· Resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou ônus gravosos ao patrimônio nacional;
· Representa a vontade nacional, garantindo controle sobre os atos internacionais do Executivo.
 Incorporação de tratados ao ordenamento interno
Para que um tratado seja ratificado e promulgado no Brasil, é necessária a aprovação prévia do Congresso Nacional;
Justificativa: os tratados têm status de lei interna e devem ser respeitados como a legislação nacional;
O Congresso não pode alterar o conteúdo dos tratados, não cabendo emendas;
Sua função é aprovar ou rejeitar o texto do tratado, podendo, no máximo, apresentar reservas;
A aprovação pelo Congresso, por meio de decreto legislativo, dá ao Presidente da República a autorização para ratificar ou aderir ao tratado
A aprovação parlamentar (decreto legislativo) não transforma automaticamente o tratado em norma interna; ela apenas permite que o Presidente prossiga para a ratificação.
· Ratificação e promulgação pelo Presidente são indispensáveis para que o tratado:
1. Produza efeitos internacionais, vinculando o Estado;
2. Produza efeitos internos, integrando o ordenamento jurídico brasileiro.
Ordem lógica das etapas
1. Assinatura (celebração) – competência do Presidente;
2. Referendum (aprovação pelo Congresso) – competência do Legislativo
Ratificação é o ato definitivo que obriga o Estado no plano internacional
Natureza jurídica da ratificação: 
A publicidade é obrigatória, seguindo o princípio constitucional
Tratados aprovados pelo Congresso e ratificados pelo Presidente:
1. Já têm eficácia internacional;
2. Podem ser aplicados internamente pelos tribunais, mesmo sem promulgação ou publicação executiva;
3. A promulgação e publicação apenas formalizam e tornam público o texto do tratado, mas não são requisitos constitucionais para sua eficácia.

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