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Ortodontia Bem-vindos ao mundo da Profa. Roane Quintino Crescimento e desenvolvimento craniofacial 2025.2 Introdução ao Crescimento Craniofacial “Crescimento” pode ser definido, em termos gerais, como alteração em magnitude, ou seja, aumento da massa (mudança quantitativa). Introdução ao Crescimento Craniofacial Já o “desenvolvimento” pode ser conceituado como um progresso no sentido da maturidade das funções, englobando a diferenciação progressiva em níveis celulares e teciduais (mudança quantitativa e qualitativa) enfocando, assim, os verdadeiros mecanismos biológicos envolvidos no crescimento. Introdução ao Crescimento Craniofacial Processo contínuo de desenvolvimento e mudança nas estruturas ósseas e tecidos moles da cabeça e face ao longo da vida. Essas mudanças abrangem desde o período pré-natal até a idade adulta, influenciando diretamente a forma e função do crânio, maxila, mandíbula e outras estruturas faciais. Introdução ao Crescimento Craniofacial Distúrbios do crescimento craniofacial, como síndromes genéticas ou anomalias congênitas, podem afetar a função respiratória, mastigatória, auditiva e visual, além de influenciar a saúde geral do indivíduo. Introdução ao Crescimento Craniofacial Por que é importante estudar o crescimento craniofacial? Introdução ao Crescimento Craniofacial Por que é importante estudar o crescimento craniofacial? Variações na morfologia craniofacial são responsáveis pelas mais severas maloclusões. Mudanças clínicas no crescimento ósseo e na morfologia são base fundamental no tratamento ortodôntico. Capaz de indicar não só a melhor ortopedia/ortodontia, como também a melhor época para o início do tratamento e o tipo e o tempo de contenção necessários. Introdução ao Crescimento Craniofacial Introdução ao Crescimento Craniofacial Assimetria facial Fase de desenvolvimento Pré-Natal Período crítico que começa na concepção e se estende até o nascimento. Durante esse estágio, ocorrem processos complexos de formação e organização das estruturas craniofaciais do feto. Embriogênese Inicial (3ª a 8ª semana) Logo após a fertilização, ocorre a divisão celular rápida e a formação do blastocisto, que se implanta no útero. A ectoderme, uma das camadas germinativas, dá origem ao tecido neural que formará o tubo neural. Esse tubo será responsável pela formação do sistema nervoso central, incluindo o cérebro. Durante a terceira semana, uma estrutura chamada estribo faríngeo aparece na região da faringe. Esse estribo é precursor das estruturas da face. Formação dos Arcos Faríngeos (4ª a 5ª semana) Durante a quarta semana, cinco arcos faríngeos começam a se formar na região da faringe. Esses arcos darão origem a várias estruturas craniofaciais, incluindo ossos da face, músculos da mastigação, língua, cartilagens e nervos cranianos. Desenvolvimento da Face (5ª a 10ª semana) A partir da quinta semana, áreas específicas dos arcos faríngeos começam a se diferenciar e formar as protuberâncias faciais primordiais. Desenvolvimento da Face (5ª a 10ª semana) No final da sexta semana, cinco protuberâncias faciais se formam: frontonasal, dois processos maxilares e dois processos mandibulares. Desenvolvimento da Face (5ª a 10ª semana) O processo frontonasal dará origem à testa e à porção superior do nariz. Os processos maxilares formarão a maior parte das bochechas, lábios superiores e parte da mandíbula. Os processos mandibulares contribuirão para a formação do restante da mandíbula. Fechamento da Fenda Labial e Palatina (6ª a 12ª semana) Durante esse período, estruturas faciais como os lábios e o palato se desenvolvem e se unem para formar a cavidade oral. Falhas nesse processo podem resultar em fendas labiais e palatinas. Desenvolvimento Dental Inicial (5ª a 6ª semana) Durante essa fase, as lâminas dentárias começam a se formar a partir do epitélio oral. As lâminas dentárias darão origem aos germes dentários, que serão responsáveis pelo desenvolvimento dos dentes. Fase Final e Nascimento do Bebê No final do período pré-natal, as principais estruturas craniofaciais estão presentes, embora ainda estejam em um estágio rudimentar. O bebê está pronto para nascer, e o processo de parto permite que o crânio se molde para passar pelo canal de parto. DISMORFISMO SEXUAL TIPOS DE OSSIFICAÇÃO Processo fundamental no desenvolvimento ósseo, responsável pela formação de ossos importantes do crânio, face e clavículas, caracterizado pela formação direta de osso a partir de tecido conjuntivo embrionário. Ocorre a partir de uma condensação do tecido conjuntivo membranoso, na qual as células mesenquimatosas diferenciam-se em osteoblastos que produzem a substância óssea extracelular, denominada matriz osteoide. Essa matriz sofre calcificação, tendo como resultado o tecido ósseo. 01. Intramembranosa TIPOS DE OSSIFICAÇÃO Inicialmente, forma-se uma cartilagem, um esboço para a peça óssea, que posteriormente será destruída e substituída pelo osso. Mais comum nos ossos longos, mas pode estar presente na mandíbula, em região de côndilo. 02. Endocondral MECANISMOS DE CRESCIMENTO ÓSSEO 01) Remodelação óssea Aposição óssea em um lado da superfície cortical (onde há a direção do crescimento) e de reabsorção óssea na superfície oposta, MECANISMOS DE CRESCIMENTO ÓSSEO 02) Movimento de deslizamento Movimento gradual da área de crescimento ósseo provocado pela combinação dos processos de aposição e reabsorção óssea MECANISMOS DE CRESCIMENTO ÓSSEO 03) Movimento de deslocamento Movimento de todo o osso como um todo MECANISMOS DE CRESCIMENTO ÓSSEO 3.1 Deslocamento primário Conforme o osso cresce por deposição óssea em uma determinada direção, ele se desloca no sentido contrário, afastando-se do osso vizinho. Deslocamento primário – o deslocamento acontece em conjunto com o aumento do próprio osso. O complexo nasomaxilar cresce para trás e para cima, mas simultaneamente é deslocado para baixo e para a frente. MECANISMOS DE CRESCIMENTO ÓSSEO 3.2 Deslocamento secundário Se dá não pelo crescimento do próprio osso, mas pelo crescimento de outros ossos relacionados a ele direta ou indiretamente. Deslocamento secundário – a direção anterior de crescimento da fossa craniana média desloca de maneira secundária todo o complexo nasomaxilar para a frente e para baixo. TEORIA DO CRESCIMENTO CRANIOFACIAL Teoria da matriz funcional (Moss, 1962) “O crescimento ósseo não é só influenciado por questões genéticas, como também por componentes funcionais, como mastigação, respiração, fala, etc.” TEORIA DO CRESCIMENTO CRANIOFACIAL Teoria da matriz funcional (Moss, 1962) TEORIA DO CRESCIMENTO CRANIOFACIAL Teoria da matriz funcional (Moss, 1962) CRESCIMENTO DA MAXILA Origem exclusivamente intramembranosa Aposição e reabsorção óssea Proliferação de tecido conjuntivo nas suturas Presença de músculos que influenciam na forma final do osso Máximo de velocidade de crescimento na segunda infância CRESCIMENTO DA MANDÍBULA Ossificação mista Endocondral Intramembranosa Maior potencial de crescimento no período puberal CRESCIMENTO DOS ARCOS DENTÁRIOS Arco dentário/Perímetro do arco CRESCIMENTO DOS ARCOS DENTÁRIOS Comprimento dos arcos dentários CRESCIMENTO DOS ARCOS DENTÁRIOS Largura dos arcos dentários APLICABILIDADE CLÍNICA DO CRESCIMENTO DOS ARCOS DENTÁRIOS ORTODONTIA E O AUMENTO DO PERÍMETRO DO ARCO DENTÁRIO ORTODONTIA E O AUMENTO DO PERÍMETRO DO ARCO DENTÁRIO