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Planejamento 
Ortodôntico 
Descomplicado
O planejamento ortodôntico é um processo fundamental 
para o sucesso do tratamento. Neste livro, você aprenderá 
o método "Planejamento Ortodôntico Descomplicado",
uma abordagem organizada e lógica para planejar casos
de forma estratégica.
Explore diferentes tipos de problemas e soluções, sempre 
analisando cuidadosamente as consequências de cada 
opção de tratamento. O objetivo é fornecer uma 
metodologia eficaz e prática para o planejamento 
ortodôntico, capacitando os profissionais a tomarem 
decisões assertivas.
Durante o livro, iremos discutir diversos tópicos 
essenciais, como identificação de problemas, seleção de 
soluções adequadas. Tudo isso de uma forma didática e 
de fácil aplicação no seu dia a dia clínico.
O "Planejamento Ortodôntico Descomplicado" é o 
resultado de anos de experiência e pesquisa na 
ortodontia. Nele, você encontrará uma abordagem 
inovadora e comprovada, que irá transformar a maneira 
como você planeja e executa seus tratamentos 
ortodônticos.
by Hélio VenâncioHA
2024 Hélio Venâncio
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro 
pode ser reproduzida, armazenada em um sistema de 
recuperação ou transmitida de qualquer forma ou por 
qualquer meio eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação, 
digitalização ou outro, exceto para breves citações em 
revisões críticas ou artigos, sem a prévia permissão por 
escrito da editora.
Índice
1Planejamento Ortodôntico 
Descomplicado
2 São 4 pilares fundamentais do 
Planejamento Ortodôntico 
Descomplicado
3Exemplo prático
4 Essa é a lista de problemas e 
soluções
5Analisando a inclinação dos 
incisivos, a face e os lábios
6 O efeito dos elásticos de 
classe II
7Vamos fazer um resumo dessa 
primeira parte
8 Veja este exemplo na prática
9Planejando Casos com 
Apinhamento - Analisando as 
opções de tratamento
10 Tratamento do Apinhamento 
com Slice - Será que eu 
posso?
11Tratamento do Apinhamento 
com exodontias de prés-
molares - Será que eu posso?
12 Tratamento do apinhamento 
com exodontia de 1 incisivo 
inferior - Será que eu posso?
13Tratamento do apinhamento 
com mini implantes - Será que 
eu posso?
14 Problemas Comuns na Clínica 
Ortodôntica
152) Classe II Dentária
16 3) Classe II Esquelética
174) Classe III Dentária
18 6) Mordida Cruzada
197) Tratamento da Mordida 
Aberta
20 8) Mordida Profunda
21Planejando para Treinar
22 Lista de Soluções - Correção 
da Mordida Aberta
23Lista de Soluções - Retração 
Gengival
24 Lista de Soluções - 
Biprotrusão
25Lista de Soluções – Incisivos 
Vestibularizados
26 Conclusão
#Os pilares fundamentais
São 4 pilares 
fundamentais do 
Planejamento 
Ortodôntico 
Descomplicado 
1 Identificar Problemas
O primeiro passo do método 
"Planejamento Ortodôntico 
Descomplicado" é fazer um levantamento 
detalhado de todos os problemas do 
paciente, sejam eles dentários ou 
esqueléticos. Isso envolve uma análise 
cuidadosa dos modelos de gesso, 
radiografias, fotografias e outras 
informações relevantes. 
2 Listar Soluções
Para cada problema identificado, é preciso 
listar as possíveis soluções, considerando 
as vantagens e desvantagens de cada 
opção. Isso pode envolver desde a 
utilização de aparelhos fixos ou 
removíveis, até a realização de extrações 
ou procedimentos cirúrgicos. O objetivo é 
criar um leque de alternativas que permita 
escolher a melhor estratégia de 
tratamento.
3 Analisar Opções
Através de perguntas essenciais ( que 
falaremos adiante ) , é possível avaliar 
cuidadosamente cada solução proposta, 
levando em consideração as áreas 
afetadas pela mecânica a ser escolhida, e 
assim, determinar a melhor alternativa de 
tratamento. 
4 Selecionar a Melhor Opção
Após a análise criteriosa de todas as 
soluções, o ortodontista pode então 
selecionar a melhor alternativa de 
tratamento, levando em conta os efeitos 
da mecânica e a sua dificuldade de 
execução, para que o tratamento se torne 
seguro, rápido e menos dificultoso, sem 
perder a qualidade dos resultados. 
Com essa metodologia organizada e lógica, o 
planejamento ortodôntico se torna uma etapa menos 
complexa e mais eficaz, garantindo melhores resultados .
#Exemplo prático
Exemplo prático do que foi dito anteriormente
Passo 1: Identificar os problemas
Lado direito
Anote todos os 
problemas que 
temos desse 
lado
Foto frontal
Anote todos os 
problemas que 
encontrar nessa 
foto
Lateral 
esquerdo
Anote todos os 
problemas 
detectados 
desse lado
Faremos então 
uma lista de 
problemas 
Para ficar 
didático, 
anotaremos 
apenas 2 
problemas aqui, 
mas no seu caso 
real, você deve 
anotar todos os 
problemas.
Passo 2: Listar Soluções Possíveis
Depois de identificar todos os problemas do paciente, o próximo passo é listar as 
soluções possíveis para cada um deles. Essa etapa é crucial para garantir que 
todas as alternativas de tratamento sejam consideradas cuidadosamente, vamos 
pegar como exemplo um único problema desse paciente acima, a classe II
1 Problema = Classe II: As soluções podem incluir o uso de elásticos de 
classe II ou um propulsor mandibular, ou até mesmo a realização de 
exodontias dos primeiros pré-molares superiores.
Ao elaborar essa lista de soluções, é importante considerar cuidadosamente as 
vantagens, desvantagens e quais são as áreas afetadas pelo planejamento 
escolhido. Veja a seguir várias opções de tratamento para essa classe II. 
#A Lista de problemas e soluções
Essa é a lista de problemas e soluções
É importante fazer uma lista com todas as possíveis soluções para esse problema , Que no caso é a 
classe II,. Quando fazemos essa lista com todas as soluções possíveis, temos a oportunidade de 
analisar várias opções e inclusive podemos mostrar essa análise detalhada para o nosso paciente que 
sentirá mais confiança no tratamento. 
Problema 1
Classe II 
Lista de Possíveis Soluções 
Elásticos de classe II
Propulsor mandibular
Distalização de molares
Exodontias dos dentes 14 e 24
Arco extra bucal
OBS: Vamos sempre fazer uma lista de prováveis soluções para cada problema 
encontrado na lista de problemas. Usamos como exemplo acima a “ Classe II “, 
mas se nosso paciente tem um apinhamento ou uma mordida profunda, teremos 
que fazer também a lista de soluções para esse apinhamento e para a mordida 
profunda, anotando todas as possibilidades de tratamento. 
Passo 3: Analisar as possíveis solução, 
uma a uma, fazendo para cada uma 
delas as perguntas essenciais.
O que eu quero fazer? 
"O que eu quero fazer?" 
É a mecânica ou dispositivo que 
gostaríamos de usar, por exemplo, 
elásticos de classe II ou um propulsor 
mandibular.
Eu posso fazer ? 
 "Eu posso fazer isso?"
Significa que algumas áreas serão 
afetadas pelo que eu pretendo fazer, 
por exemplo, pelo uso do elástico, 
insto é, ocorrerão efeitos nessa 
mecânica, como por exemplo, a 
vestibularização dos incisivos 
inferiores, sendo assim, será que eu 
posso mesmo usar esses elásticos? 
Em algumas situações essa 
vestibularização é bem vinda, em 
outras não.
Nessa lista de soluções para a classe II desse paciente, temos como possível 
solução os elásticos de classe II, então vem a primeira pergunta:
"O que eu quero fazer?"
A vontade inicial é usar os elásteicos 
"Será que eu posso?"
A resposta para a 
segunda pergunta 
é: NÃO
O principal efeito que o elástico de classe II vai 
provocar nesse caso é:
1- A mesialização dos dentes inferiores, com 
inclinação vestibular dos incisivos, sendo assim, 
ao observar que não temos overjet, chegamos a 
conclusão que não é interessante usar os 
elásticos de classe II, pelo menos nesse 
momento. 
Quando eu e os alunos estamos reunidos nos encontros do Grupo de Estudos e Discussão de Casos 
clínicos que promovo, essas perguntas essenciais trazem muita clareza, evitando erros no 
planejamento.
#Analisando a inclinação dos incisivos, 
a face e os lábios
Analisando a inclinação dos incisivos
Para descobrir se podemos ou não, vestibularizar os incisivos inferiores, 
precisamosanalisar cuidadosamente a sua inclinação inicial. Uma telerradiografia 
pode nos revelar o grau de inclinação vestibular que eles apresentam.
Esta análise é fundamental para determinar se a mecânica de elásticos de Classe 
II seria adequada ou se provocaria um efeito indesejado de protrusão excessiva 
dos incisivos. Precisamos verificar se os incisivos já estão muito vestibularizados 
ou não.
Caso os incisivos inferiores já estejam em uma posição vestibularizada, o uso de 
elásticos de Classe II irá acentuar ainda mais essa condição. Por outro lado, se os 
incisivos inferiores estiverem retro-inclinados, os elásticos de Classe II poderão 
ajudar a vestibularizá-los, o que pode ser benéfico para o tratamento.
É importante ter este diagnóstico preciso da inclinação dos incisivos para tomar a 
decisão correta sobre o uso ou não dos elásticos de Classe II. Esta análise 
cuidadosa irá nos guiar na escolha da melhor abordagem mecânica para alcançar 
os objetivos do tratamento.
Obs: Veja que nessa telerradiografia abaixo temos incisivos inferiores bem 
posicionados, com uma inclinação próxima de 90 graus, significa que se não 
pudermos alterar essa inclinação, correto é não usar uma mecânica que 
vestibularize os dentes inferiores, como os elásticos de classe II e o propulsor 
mandibular. Então tudo vai depender do que eu aceito não aceito como efeito da 
mecânica escolhida.
A face e o lábio
Outro local que será afetado pelo uso 
dos elásticos de classe II é a face, 
observe nessa foto, veja que os lábios 
já estão protruídos, e protruir os 
incisivos pode ser uma opção ruim. 
O sucesso do tratamento ortodôntico 
com elásticos depende muito da 
colaboração do paciente. É 
fundamental que o paciente entenda a 
importância do uso correto e 
constante dos elásticos, então quando 
perguntar a si mesmo "Será que eu 
posso usar os elásticos?", pergunte ao 
cliente se ele vai colaborar ou não.
O tamanho do 
problema
Importante lembrar que o tamanho do 
problema também vai influenciar no 
seu planejamento.
O tratamento da classe II completa ( 
onde a cúspide disto vestibular do 
molar superior está completamente 
encaixada no sulco principal do. molar 
inferior ), pode exigir mais colaboração 
do paciente, sendo assim, hoje temos 
como protocolo utilizar o elástico de 
classe II somente na ½ classe II.
Obs: Só usaremos elásticos de classe II 
quando o problema for inferior.
#O efeito dos elásticos de classe II
O efeito dos elásticos de classe II
A seta verde representa a 
mesialização dos dentes inferiores 
que no uso do elástico de classe II 
é muito maior do que a distalização 
superior representada pela seta 
vermelha.
Com o uso dos elásticos de classe 
II, também vai acontecer a 
inclinação vestibular dos incisivos 
inferiores, representada pela seta 
rosa.
Mais alguns efeitos dos elásticos de 
classe II
Observe também que a seta 
amarela representa a extrusão dos 
incisivos superiores, essa extrusão 
é provocada pelo sentido do 
elástico, que nesse exemplo está 
inserido no primeiro molar e no 
gancho do canino, ficando com um 
componente de força vertical.
Essa extrusão anterior não é bem-
vinda quando temos um paciente 
com tendência a sorriso gengival, 
sendo assim, ao pensar em usar os 
elásticos de classe II, precisamos 
observar também a altura do 
sorriso do paciente e fazer a 
pergunta clássica:
"Eu posso usar os elásticos?"
E provavelmente em um paciente com 
tendência a sorriso gengival a resposta 
será "NÃO"
Vamos fazer um resumo dessa primeira 
parte:
11. O que eu quero fazer?
Esta é a pergunta-chave 
quando você identifica o 
problema, por exemplo, uma 
má oclusão Classe II e deseja 
tratá-la com elásticos. Porém 
se você já decidiu qual 
tratamento deseja executar, 
avance para a segunda 
questão.
2 2. Eu posso realizar esse 
tratamento dessa forma?
Retomando o exemplo da 
Classe II, e você decide tratá-
la com elásticos, então 
devemos analisar se podemos 
aceitar os efeitos que os 
elásticos provocam. 
Caso você tenha dúvidas sobre 
usar essa mecânica ou não, a 
resposta para essa pergunta 
estará na terceira questão.
33. A quem eu posso perguntar 
se posso?
Quando fazemos essa terceira 
pergunta estamos falando 
sobre perguntar para as áreas 
afetadas pela mecânica 
escolhida, sendo assim, você 
deve saber todos os efeitos 
que irão acontecer e avaliar se 
são aceitáveis ou não.
#Veja este exemplo na prática
Veja este exemplo na prática:
Vamos fazer o diagnóstico deste caso, lembrando que a fase de diagnóstico é 
fundamental para um bom planejamento, isso é discutido com frequência nos 
nossos Grupos de Estudos de Discussão de Casos Clínicos.
1
Foto frontal
Falta de 
selamento labial
2
Foto do sorriso
Boa altura do 
sorriso, sem 
tendência a 
sorriso gengival
3
Foto de perfil
Ângulo nasolabial 
levemente 
fechado
4
Telerradiografia
Inclinação 
vestibular 
excessiva dos 
incisivos 
superiores
1
Foto lateral direita
Classe II completa
2
Foto frontal
Mordida profunda
3
Foto lateral 
esquerda
Classe II completa
Baseado neste diagnóstico, criamos nossa lista de problemas
1
Problemas
Classe II completa
2
Soluções
Elásticos de classe II (não é ideal porque 
temos uma Classe II completa)
APM (não é ideal porque o problema está 
no arco superior)
Distalização de molares (não é ideal, 
porque temos uma Classe II completa e 
essa mecânica de distalização, além de 
complexa, demanda muito tempo)
Exodontias dos dentes 14 e 24 (essa sim 
será a melhor opção)
Na figura acima perceba o fechamento dos espaços das exodontias dos dentes 14 
e 24. 
Aqui os espaços foram completamente fechados. 
Nessa figura acima, observe que o tratamento foi finalizado a contento, mantendo 
os molares em classe II e os caninos em classe I. 
Observe o resultado no perfil e no sorriso.
#Planejando Casos com Apinhamento - 
Analisando as opções de tratamento
Planejando Casos com 
Apinhamento - Essas são as 
opções de tratamento 
1 Somente Alinhar e 
Nivelar
Uma opção simples para 
tratar o apinhamento é 
apenas alinhar e nivelar os 
dentes, sem extrações ou 
desgastes. 
Porém, é preciso analisar 
cuidadosamente as 
consequências dessa 
abordagem, como a 
protrusão dentária e labial. 
Essa técnica é indicada 
quando queremos ou 
podemos protruir os 
incisivos e lábios, como por 
exemplo nos pacientes 
braquifaciais com lábios 
finos. 
2 Slices
Os Slices são uma 
alternativa para corrigir o 
apinhamento, mas é 
necessário verificar se o 
paciente possui as 
condições ideais, como 
formato dentário triangular 
e ausência de discrepância 
de Bolton. 
Essa técnica consiste em 
realizar pequenos 
desgastes na face proximal 
dos dentes, o que permite 
um ganho de espaço sem a 
necessidade de extrações. 
Dá para conquistar um 
pouco de espaço com os 
slices, mas não se compara 
as exodontias, portanto só 
faremos isso se precisarmos 
de pouco espaço.
3 Exodontias
As exodontias de pré-
molares são uma opção 
eficaz para tratar o 
apinhamento, 
especialmente em casos 
mais severos. 
Porém, é essencial avaliar 
se sobrará espaços após 
dissolver o apinhamento e 
se poderemos ou não retrair 
os dentes anteriores para 
esses espaços, lembrando 
que provocaremos 
alterações no perfil do 
paciente. 
4 Distalização
É um procedimento 
interessante para se 
conquistar espaços, porém 
é bem vindo quando essa 
distalização é menor que 3 
a 4mm, distalizar mais que 
isso acaba tornando o 
tratamento complexo 
devido aos efeitos 
provocados pela mecânica 
#Tratamento do Apinhamento com 
Slice - Será que eu posso?
Tratamento do Apinhamento com Slice 
- Será que eu posso?
1
Correção do 
Apinhamento
Continuando com o 
exemplo do 
apinhamento, 
considere que dessa 
vez você quer tratar 
por meio de 
pequenos Slices. É o 
que você quer fazer, 
mas será que você 
pode? A pergunta 
"eu posso?", está 
relacionada com o 
reflexo de se fazer 
Slices para tratar um 
apinhamento.
2
Reflexos da 
Utilização dos 
Slices
A redução do 
perímetro do 
arco;
1.A discrepância de 
Bolton, devido a 
redução do 
tamanho mésio-
distal dos dentes;
2.
Compressão da 
papila interdental.
3.
3
Perguntas a se 
Fazer
Baseado nos reflexos 
dos Slices, pergunte-
se: você pode fazer 
esse tipo de 
tratamento? Você 
pode tratar esse 
apinhamento com 
Slice? Para saber, 
pergunte para as 
estruturas quem 
estão relacionados 
com os reflexos 
citados no itém 2.
4
Considerações 
Adicionais
Neste caso, a 
pergunta deve ser 
feita para o tamanho 
mésio-distal dos 
dentes dentes que 
serão desgastados. 
Se o paciente já tem 
um incisivo lateral 
superior de tamanho 
reduzido, 
provavelmente ele já 
possui uma 
discrepância de 
Bolton, e, portanto, 
não faz mal reduzir 
um pouco os dentes 
inferiores para 
corrigir o 
apinhamento. Deve-
se perguntar 
também para as 
papilas interdentais 
se elas permitem 
esse Slice ou se 
ficarão comprimidas. 
Quando temos 
incisivos inferiores 
com formato 
triangular, podemos 
fazer os slices, do 
contrário não, pois 
correremos o risco 
de comprimir a 
papila interdental.
#Tratamento do Apinhamento com 
exodontias de prés-molares - Será que 
eu posso?
Tratamento do Apinhamento com 
exodontias de prés-molares - Será que 
eu posso?
1
Tratamento do 
Apinhamento 
com exodontias 
de prés.
Podemos pensar em 
tratar o paciente com 
apinhamento 
fazendo exodontias 
de prés.
No entanto, é 
importante 
considerar que cada 
caso é único e 
requer uma 
avaliação 
individualizada. 
Antes de decidir pela 
realização das 
exodontias, é 
necessário analisar 
se ao alinhar e 
nivelar, sobrará 
espaços no local das 
exodontias, porque 
se isso acontecer, 
correremos o risco 
de retrair os dentes 
anteriores.
2
Reflexos das 
Exodontias
1- Se o apinhamento 
for severo, não 
teremos nenhuma 
alteração no perfil do 
paciente, justamente 
porque não faremos 
a retração anterior, 
isto é, os espaços 
das exodontias serão 
preenchidos pelo 
apinhamento.
2- Se o apinhamento 
for moderado ou 
leve, ao fazer as 
exodontias sobrará 
espaço para a 
retração dos dentes 
anteriores, que nesse 
caso pode alterar o 
perfil.
3
Perguntas a se 
Fazer
Baseado nos reflexos 
das extrações no 
perfil do paciente, 
pergunte-se: você 
pode fazer esse tipo 
de tratamento? Você 
pode tratar esse 
apinhamento com 
exodontias e 
retração? ou 
exodontias sem 
retração? Para saber, 
pergunte para as 
estruturas que estão 
relacionado com os 
reflexos citados 
acima, nesse caso, a 
face.
4
Considerações 
Adicionais
Neste caso, a 
pergunta deve ser 
feita para a face de 
perfil e para os lábios 
que podem ser 
alterados com essa 
retração ou não.
Veja adiante o reflexo das exodontias com a retração anterior na face do paciente
Nesse caso as exodontias de prés com a retração anterior, foram muito bem 
vindas, justamente porque o perfil e lábios, necessitavam uma certa retração.
Veja na foto abaixo que o apinhamento não era severo, mas mesmo assim foi 
importante tratar com as exodontias de prés, outro tipo de tratamento não traria 
um resultado dentário e facial tão bom.
#Tratamento do apinhamento com 
exodontia de 1 incisivo inferior - Será 
que eu posso?
Tratamento do apinhamento com 
exodontia de 1 incisivo inferior - Será 
que eu posso?
1
Tratamento do 
Apinhamento 
com Exodontia 
de 1 Incisivo 
inferior
Tratar um 
apinhamento severo 
com a extração de 
um incisivo inferior é 
uma opção, mas será 
que podemos fazer 
isso? Qual é o reflexo 
dessa exodontia?
2
Reflexos das 
Exodontias
O reflexo é a 
diminuição do 
perímetro do arco 
inferior. É importante 
ressaltar que, 
quando você 
escolhe a exodontia 
do incisivo, é 
necessário ter um 
apinhamento grave. 
Pois, se o paciente 
possui um 
apinhamento leve, 
pode ocorrer algum 
tipo de retração 
inferior, e podemos 
terminar com um 
overjet acentuado, o 
que não é desejável.
E mesmo tendo um 
apinhamento severo, 
quando é que se 
pode fazer a 
exodontia do 
incisivo?
3
Perguntas a se 
Fazer
Mesmo tendo o 
apinhamento severo, 
é preciso perguntar 
para alguém 
(estruturas afetadas) 
se você pode fazer 
isso, e esse alguém 
é, principalmente, a 
posição dos incisivos. 
Pois, a única situação 
em que o indicado é 
optar pela exodontia 
do incisivo inferior é 
quando:
1- Os incisivos 
inferiores estejam 
tocando de topo a 
topo com os 
incisivos superiores.
2- Os incisivos 
superiores estejam 
bem posicionados.
3- Os incisivos 
inferiores estejam 
com apinhamento 
severo.
4- Exista uma 
relação de classe I 
entre os caninos.
5- O tamanho dos 
incisivos superiores, 
principalmente os 
laterais, seja normal.
4
Considerações 
Adicionais
É muito raro fazer 
exodontias de 1 
incisivo inferior, 
justamente porque 
temos que ter todos 
esses itens da 
coluna anterior em 
um mesmo paciente 
ao mesmo tempo.
O paciente ideal para 
fazer exodontia de 1 
incisivo inferior 
precisa ter incisivos 
inferiores e 
superiores de topo a 
topo, incisivos 
superiores bem 
posicionados, 
apinhamento inferior 
severo, relação de 
classe I de caninos e 
tamanho normal dos 
incisivos superiores, 
principalmente os 
incisivos laterais.
#Tratamento do apinhamento com 
mini implantes - Será que eu posso?
Tratamento do apinhamento com mini 
implantes - Será que eu posso?
Existe também a opção de tratar o apinhamento com mini implantes, fazendo a distalização dos 
dentes posteriores para conquistar espaços para os dentes anteriores. Será que podemos fazer isso? 
Entram as perguntas essenciais que devem ser feitas para avaliar os seguintes pontos:
1Os terceiros molares 
permitem?
Antes de considerar a distalização com 
mini implantes, é crucial verificar se o 
paciente já removeu os terceiros 
molares ou se eles estão presente. Pois 
na hora de distalizar, não pode haver 
terceiros molares na boca, uma vez 
que eles podem impedir o movimento 
dos dentes posteriores.
2 O local de instalação dos mini 
implantes é ideal?
Outro ponto importante é avaliar se 
existe um local ideal para instalar os 
mini implantes, isto é, se podemos 
instalar esse mini implante compatível 
com a mecânica a ser realizada. 
3A saúde geral do paciente 
permite?
Além disso, é essencial verificar a 
saúde geral do paciente, pois o 
procedimento de instalação dos mini 
implantes é considerado uma pequena 
cirurgia. O paciente precisa estar 
saudável e disposto a seguir todas as 
orientações pós-operatórias para que o 
tratamento tenha sucesso.
4 A face do paciente permite
Por fim, é crucial considerar o impacto 
que a retração dos incisivos causará na 
face do paciente. Essa movimentação 
pode afetar o perfil e a posição dos 
lábios, então é necessário avaliar 
cuidadosamente se essa abordagem é 
a mais indicada para cada caso.
Agora que você já entendeu como funciona o método, falaremos dos problemas mais comuns na 
clínica ortodôntica e o que precisamos considerar para fazer um planejamento ortodôntico 
descomplicado e com a máxima porcentagem de acertos, lembrando que planejamento é treino e 
isso é o que fazemos em nossos grupos de estudos.
#Problemas Comuns na Clínica 
Ortodôntica
Problemas Comuns na Clínica 
Ortodôntica
1) Apinhamento:
Antes de iniciar um tratamento ortodôntico, é essencial verificar alguns pontos-chave para garantir que 
o plano de tratamento seja adequado e eficaz. Confira o resumo abaixo dos principais problemas a 
serem considerados:
Apinhamento
Ao planejar o tratamento de 
casos com apinhamento, é 
crucial analisar a inclinação 
inicial dos incisivos, a posição 
do lábio e do perfil facial do 
paciente. Também pode ser 
necessário avaliar a condição 
da sínfise mandibular.
Impacto na Face
O alinhamento e nivelamento 
dos dentes irá alterar a 
inclinação dos incisivos. 
Portanto, é importante verificar 
se essa inclinação inicial não é 
excessiva, pois isso poderia 
causar um impacto indesejado 
no lábio e no perfil do paciente.
Sínfise Mandibular
Em pacientes dolicofaciais, que 
geralmente apresentam uma 
sínfise mandibular fina, o 
movimento excessivo dos 
incisivos inferiores deveser 
evitado.
Classe II Dentária
Quando a questão é uma Classe II Dentária, é importante avaliar as seguintes 
áreas afetadas:
1
Inclinação Inicial do 
Incisivo
Analisar a inclinação inicial dos 
incisivos superiores e inferiores 
para entender o impacto no 
tratamento.
2
Lábio e Face do Paciente
Considerar o perfil e a posição dos 
lábios do paciente para evitar 
alterações indesejadas.
3
Saúde Periodontal
Verificar a condição dos tecidos 
periodontais para garantir que não 
haverá prejuízos.
4
Saúde Radicular
Avaliar a integridade das raízes 
dentárias para um plano de 
tratamento adequado que não 
provoque reabsorções.
Por exemplo, em uma Classe II Dentária superior que requer exodontia de dois 
pré-molares e retração, é crucial considerar a inclinação inicial dos incisivos. Isso 
evita que a retração incline excessivamente os incisivos, o que pode dificultar o 
tratamento, especialmente em casos de Classe II Divisão II.
Além disso, é necessário avaliar se o lábio e o perfil facial do paciente permitem 
essa retração. Pode ser que o problema esteja na arcada inferior, e não na 
superior, ou que não haja envolvimento esquelético. A saúde periodontal e 
radicular também devem ser analisadas, pois grandes movimentações de 
retração requerem um periodonto saudável e uma estrutura de suporte dentário 
adequada.
Classe II Esquelética
1Avalie a Face
Verifique se a face do paciente é 
aceitável para um tratamento 
compensatório. Se a face for 
desagradável e o paciente tiver 
queixas, o tratamento ortodôntico não 
é indicado - deve-se optar pelo 
tratamento cirúrgico.
2 Inclinação Inicial dos 
Incisivos
Analise a inclinação inicial dos incisivos 
superiores. Se eles já estiverem 
vestibularizados, o uso do propulsor 
mandibular ou de elásticos de classe II 
não será possível. O ideal é que 
estejam em posição normal ou 
retroinclinados.
3Requisitos do Tratamento
Os movimentos compensatórios 
requerem um bom periodonto, sínfise 
adequada e tipo facial apropriado. Em 
pacientes dolicofaciais, pode-se 
terminar o tratamento com uma 
mordida aberta devido à 
vestibularização dos dentes pelo 
propulsor mandibular ou uso de 
elásticos de classe II, essa é uma 
discussão muito frequente nos nossos 
grupo de estudos de casos clínicos, 
onde vários alunos questionam o efeito 
do APM, que é notório não ser um 
aparelho que faz o avanço mandibular, 
mas sim a correção dento-alveolar. 
Classe III Dentária
Outro problema recorrente na ortodontia é a Classe III Dentária.
Nesse caso, deve-se consultar a inclinação dos incisivos, os lábios e a face do paciente. Isso se deve 
ao fato de que, se o paciente possui uma Classe III dentária e optarmos por lingualizar um pouco os 
incisivos inferiores, os lábios serão afetados.
Na maioria das vezes, quando mudamos o lábio do paciente com uma Classe III, a face é melhorada, 
pois a Classe III, por vezes, tem o lábio inferior anteriorizado. Em algumas exceções, o paciente possui 
uma posição de molar e canino de Classe III, e um grande apinhamento inferior, onde os dentes ainda 
não projetaram à frente dos superiores. Neste caso, o lábio pode estar normal, mas tome cuidado pois 
ao alinhar e nivelar os dentes podem ser protruídos.
Outros aspectos que devem ser consultados são a saúde do periodonto e radicular. Inclusive, em 
alguns tratamentos da Classe III, são realizadas exodontias dos primeiros pré-molares inferiores, ou 
pode-se utilizar um mini implante no buccal shelf e trazer todos os dentes para trás.
Mas ainda existe o movimento de retração, e para esse movimento ser realizado sem problemas, o 
paciente precisa ter boa saúde periodontal, saúde radicular e, além disso, deve-se observar também a 
sínfise mentoniana, pois, quando muito fina, ela representa risco nos movimentos ântero-posteriores 
dos incisivos inferiores.
5) Classe III Esquelética (Compensação dentária)
Quando for realizada a compensação dentária para corrigir uma Classe III que apresenta um fator 
esquelético, a Classe III que permite essa compensação é a do paciente que possui uma face 
aceitável. 
Por isso, o primeiro local a ser consultado se é possível fazer essa compensação é a face. Pergunte 
também para o paciente se o rosto, o lábio superior ou o tamanho da mandíbula o incomodam. Por 
vezes, o paciente vai afirmar que está tudo bem, mas ainda é necessário o bom senso do profissional 
em analisar se a face está aceitável ou não. 
Além disso, é preciso observar a inclinação dos incisivos inferiores, e descobrir se é possível 
compensar, pois, os incisivos inferiores podem já estar inclinados para a lingual, e neste caso, não é 
possível compensá-los mais ainda. A sínfise mentoniana também deve ser avaliada, para evitar 
iatrogenias. O periodonto e as raízes do paciente também precisam estar saudáveis, pois a 
compensação às vezes penaliza as estruturas de suporte periodontal do paciente.
Mordida Cruzada
Quando a mordida cruzada está presente, existem duas principais 
abordagens de tratamento: a compensação dentária e a disjunção 
maxilar. Cada uma delas apresenta suas próprias considerações e 
requisitos.
Compensação Dentária: Nesta opção, inclina-se os dentes superiores 
para vestibular e os inferiores para lingual, visando corrigir a discrepância. 
No entanto, existem algumas restrições importantes a serem 
observadas:
Os molares superiores precisam estar lingualizados, caso contrário a 
compensação não será eficaz.
Os molares inferiores tem que estar vestibularizados, pois a 
movimentação destes será para lingual.
Disjunção Maxilar: Quando a compensação dentária não é possível, a 
disjunção maxilar se torna a opção de tratamento mais viável. Esta 
abordagem requer algumas condições favoráveis, como:
O paciente deve ter idade adequada para permitir a abertura da 
sutura palatina mediana ( discutimos isso com detalhes dentro dos 
nossos treinamentos )
Os molares superiores não podem estar completamente 
vestibularizados, pois isso dificultaria a disjunção.
A gengiva ceratinizada deve estar presente na sua quantidade ideal 
para não causarmos nenhum tipo de iatrogenia. 
 Tratamento da Mordida Aberta
1 Considere a altura 
do sorriso
Se o paciente não mostra 
os dentes ao sorrir, os 
elásticos anteriores 
podem ser uma opção.
2 Avalie a inclinação 
dos incisivos
Algumas mordidas 
abertas são causadas por 
inclinação vestibular 
excessiva dos incisivos.
3 Verifique o tipo 
facial
Pacientes dolicofaciais 
com bases ósseas muito 
divergentes podem ser 
candidatos à cirurgia.
4 Analise o uso de mini-implantes
A colocação dos mini implantes pode 
auxiliar tranquilamente na intrusão dos 
dentes posteriores para que seja possivel o 
fechamento da mordida anterior. 
5 Considere a extrusão dos 
incisivos
Dependendo do sorriso, extrusão dos 
incisivos pode ser mais apropriada que 
intrusão posterior pela facilidade, mas só 
podemos extruir incisivos se a altura do 
sorriso permitir.
Perceba que nesse caso os incisivos estão vestibularizados e a retração desses dentes pode 
contribuir com o fechamento da mordida, podemos em alguns casos ter que fazer as exodontias de 
primeiros prés com esse objetivo
Mordida Profunda
1 Considere a altura do sorriso
Em um paciente, com mordida profunda, com a altura do 
sorriso boa, onde percebemos que o lábio superior está 
tangenciando a cervical dos incisivos, não devemos 
pensar em intrusão dos incisivos superiores, para não 
esconder o sorriso. 
2 Verifique a inclinação dos incisivos
Além disso, é importante verificar a inclinação dos 
incisivos, pois se eles estão retro-inclinado, gera-se uma 
mordida profunda, isto é, incisivos inclinados para lingual 
acabam extruindo e contribuem para aprofundar a 
mordida.
Por isso, é preciso verificar a inclinação desses dentes 
para que no final do tratamento você obtenha uma 
inclinação ideal.
3 Analise do tipo facial
E, por fim, deve ser analisado o tipo fácil do paciente, pois 
se ele for braquifacial severo, a dificuldade de corrigir a 
mordida profundaserá grande, podendo exigir um 
tratamento orto-cirúrgico.
#Planejando para treinar 
Planejando para Treinar
Mordida aberta, retração gengival, biprotrusão, incisivos 
vestibularizados, apinhamento e atresia superior
Paciente com 12 anos de idade. 
É muito importante fazer uma análise do sorriso de maneira estática, dinâmica e durante a fala. Na 
análise estática, quando os lábios estão entreabertos, o incisivo superior deveria parecer cerca de 
2mm. Durante o sorriso, ideal seria que o incisivo aparecesse completamente e o lábio superior 
tangenciasse a cervical desses dentes anteriores.
Essa paciente, ao falar, mostra pouco o incisivo superior. Pela idade dela, no sorriso, em repouso e ao 
falar, ela mostra pouco os incisivos. Então podemos extruir um pouco o incisivo superiores, para que 
ela mostre um sorriso mais bonito, buscando a curva do sorriso, que é quando o incisivo acompanha o 
lábio inferior. Essa análise do sorriso também tem que fazer parte do diagnóstico. Na fotografia de 
perfil, é importante traçar a linha vertical subnasal, para observar qual a quantidade de lábio temos à 
frente dessa linha.
Essa paciente possui uma protrusão do lábio superior. O lábio inferior toca a linha vertical, mas o lábio 
superior está muito à frente dessa linha, mostrando uma desproporção com o lábio inferior ( veja na 
telerradiografia )
A imagem abaixo mostra um parâmetro de posicionamento dos lábios e mento.
É sempre necessário também uma analise da radiografia panorâmica, para saber se as estruturas 
estão saudáveis. para saber se a paciente pode fazer um tratamento ortodôntico, e, no caso em 
específico, não há nenhum problema prévio. Agora é preciso analisar as fotografias de boca.
O importante agora é se perguntar: o que eu estou enxergando nessa foto? Qual é a lista de 
problemas? 
Neste caso, é possível notar uma mordida aberta, que poderia ser corrigida com a extrusão dos 
dentes anteriores superiores, esse é um dos tratamentos mais simples para o caso: apenas extruir os 
incisivos para que eles apareçam mais no sorriso e fechem a mordida. 
Mas é preciso saber se é possível fazer isso. Do lado direito e esquerdo, a paciente apresenta uma 
relação de Classe I com tendência a III, Além disso, temos uma retração gengival do incisivo lateral 
inferior.
Lista de Problemas
1 - Mordida Aberta
2 - Retração Gengival
3 - Protrusão lábio superior - verificada através da fotografia de perfil
4 - Incisivos vestibularizados, confirmado na telerradiografia
5 - Leve apinhamento
6 - Atresia maxilar superior
A seguir analisaremos todas as opções de tratamento
1- Lista de Soluções para a Correção da 
Mordida Aberta dessa Paciente
1Aparelhos inibidores de 
língua
Não são necessariamente a melhor 
opção para esta paciente. Na fotografia 
frontal, é possível ver que a paciente 
não apresenta uma posição de língua 
baixa. Portanto, não é ideal utilizar um 
inibidor de língua sem a certeza de que 
a interposição lingual é a causa da 
mordida aberta.
2 Extrusão dos incisivos 
superiores
Esse tratamento corrigiria apenas a 
altura do sorriso e a mordida aberta, 
sendo, portanto, um tratamento parcial.
3Intrusão dos dentes 
posteriores
Por meio de miniparafusos 
ortodônticos na região posterior, 
também é uma opção. No entanto, 
para esta paciente, isso não seria 
vantajoso, pois manteria o sorriso 
pobre, com pouca exposição dos 
incisivos.
4 Exodontia de quatro pré-
molares
Pela protrusão labial da paciente, fica 
evidente que o perfil dela permite uma 
retração dos incisivos e lábio. As 
vantagens seriam: fechar a mordida 
anterior, ter uma maior estabilidade do 
caso em relação à recidiva da mordida 
aberta, durante a retração seria 
possível diminuir a projeção labial e 
melhorar a inclinação dos incisivos. 
A desvantagem seria a perda de quatro 
pré-molares, além de tornar-se um 
tratamento mais difícil e a paciente 
ficar mais tempo de aparelho. 
Considerando as vantagens e 
desvantagens, o melhor é optar pela 
exodontia de quatro pré-molares, pois 
existe a certeza de que o resultado do 
caso ficaria melhor, com a resolução da 
protrusão, maior estabilidade, 
2- Lista de Soluções para a Retração 
Gengival
1Para corrigir uma retração 
gengival inferior, é preciso que 
o periodontista faça uma
raspagem e talvez até um enxerto. Mas 
será que só isso resolve este caso?
Tudo indica que apenas a raspagem e 
o enxerto não resolveriam, pois existe 
um exagero na inclinação dos incisivos, 
e se esses incisivos estão comprimindo 
a tábua óssea vestibular, existe uma 
fragilidade muito maior em relação à 
gengiva, e essa retração pode persistir. 
Isso significa que é preciso colocar a 
raiz do incisivo dentro da sínfise, e para 
isso, existe uma outra opção.
2 Essa outra opção é o torque 
lingual de raiz, mas será que o 
caso permite esse
procedimento? Ao que tudo indica, isso 
não é indicado, pois, se for realizado 
um torque lingual de raiz, a coroa vai 
para vestibular, inclinando mais o dente 
mesmo que se conjugue todos os 
incisivos para não deixar a coroa ir para 
vestibular. Esse torque vai colocar a raiz 
dentro da sínfise, mas vai piorar ainda 
mais a inclinação vestibular dos 
incisivos.
3A terceira opção para 
solucionar esse problema é 
uma já vista antes: a exodontia 
dos primeiros prés .
Seria interessante para conseguirmos 
fazer uma retração, pois, durante a 
retração, o dente é levado de corpo 
para o leito ósseo da sínfise, para 
dentro da sínfise, e isso pode melhorar 
na retração gengival. Isso, claro, sem 
dispensar o tratamento periodontal. 
Ainda será necessária uma raspagem e 
quem sabe até um enxerto de gengiva 
ceratinizada. Mas, o principal é que 
essa raiz, fique dentro do osso. 
De fato, é possível fazer as extrações, , 
pois o perfil e a telerradiografia 
permitem e, principalmente, é 
necessário para que se coloque o 
incisivo dentro da sínfise.
3- Lista de Soluções - Biprotrusão
1Exodontia dos 4 pré-molares
A biprotrusão dessa paciente poderia 
ser solucionada com a exodontia dos 4 
pré-molares. Essa abordagem permite 
a retração da região anterior, 
diminuindo a protrusão dos incisivos e 
consequentemente melhorando o 
perfil do paciente. 
2 Mini parafuso ortodôntico
Outra opção é a utilização de mini 
parafusos ortodônticos, que podem ser 
posicionados em uma região como o 
bucal shelf. Essa abordagem permite 
fazer uma tração da bateria anterior 
total, o que pode ser eficaz em casos 
de protrusões menos acentuadas. No 
entanto, neste caso específico, a 
protrusão é bastante significativa, 
então o uso de mini parafusos pode 
não ser suficiente para alcançar a 
correção desejada.
3Exodontia dos prés-molares
A exodontia dos primeiros prés-
molares é um tratamento que pode ser 
mais efetivo neste caso, pois é 
necessário diminuir bastante a 
inclinação dos incisivos. Essa 
abordagem permite uma retração mais 
ampla da região anterior, o que é 
fundamental para melhorar o 
posicionamento dos incisivos.
4- Lista de Soluções – Incisivos 
Vestibularizados
- Os incisivos vestibularizados também podem ser corrigidos com a extração dos pré-molares. Nesse 
caso, os mini parafusos ortodônticos não seriam suficientes para diminuir tanto essa inclinação.
5- Lista de Soluções – Apinhamento
- Se existe a tendência a fazer o planejamento para essa paciente por meio da exodontia dos pré-
molares, o apinhamento também pode ser solucionado por meio dessa extrações.
6- Lista de Soluções – Atresia Superior
- Como é uma atresia pequena, não é necessário um quadrihélice, um disjuntor, nem nada que cause 
muito desconforto na paciente pois, uma atresia pequena como a dela, é possível ser modificada 
apenas com o formato do arco. 
É feito um diagrama para a paciente, um pouco mais largo, de modo que o diagrama superior seja 
compatível com o inferior, gerando a mudança no formato do arco. O diagnóstico deve ser feito 
observando a inclinação da tábua óssea vestibular dos dentes posteriores.
Conclusão
1Conclusão
A conclusãoé que o planejamento 
ideal para essa paciente é fazer a 
exodontia de quatro pré-molares, pois 
a mordida aberta vai fechar durante a 
retração,
2 Controle Vertical
No caso dessa paciente, a extrusão é 
bem-vinda, mas ela tem que ser 
controlada. deve-se ficar de olho no 
controle vertical dos incisivos, para que 
essa mordida não se aprofunde.
3Benefícios desse 
Planejamento
Além disso, o planejamento das 
extrações vai melhorar a retração 
gengival, vai colocar a raiz do incisivo 
dentro do osso, vai diminuir a 
protrusão, o apinhamento e a 
inclinação dos incisivos.
O segredo
Agora, após essa explosão informações, quero deixar as coisas mais claras para você...
Este é o seu próximo passo após terminar a leitura desse livro.
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