Prévia do material em texto
Planejamento Ortodôntico Descomplicado O planejamento ortodôntico é um processo fundamental para o sucesso do tratamento. Neste livro, você aprenderá o método "Planejamento Ortodôntico Descomplicado", uma abordagem organizada e lógica para planejar casos de forma estratégica. Explore diferentes tipos de problemas e soluções, sempre analisando cuidadosamente as consequências de cada opção de tratamento. O objetivo é fornecer uma metodologia eficaz e prática para o planejamento ortodôntico, capacitando os profissionais a tomarem decisões assertivas. Durante o livro, iremos discutir diversos tópicos essenciais, como identificação de problemas, seleção de soluções adequadas. Tudo isso de uma forma didática e de fácil aplicação no seu dia a dia clínico. O "Planejamento Ortodôntico Descomplicado" é o resultado de anos de experiência e pesquisa na ortodontia. Nele, você encontrará uma abordagem inovadora e comprovada, que irá transformar a maneira como você planeja e executa seus tratamentos ortodônticos. by Hélio VenâncioHA 2024 Hélio Venâncio Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida, armazenada em um sistema de recuperação ou transmitida de qualquer forma ou por qualquer meio eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação, digitalização ou outro, exceto para breves citações em revisões críticas ou artigos, sem a prévia permissão por escrito da editora. Índice 1Planejamento Ortodôntico Descomplicado 2 São 4 pilares fundamentais do Planejamento Ortodôntico Descomplicado 3Exemplo prático 4 Essa é a lista de problemas e soluções 5Analisando a inclinação dos incisivos, a face e os lábios 6 O efeito dos elásticos de classe II 7Vamos fazer um resumo dessa primeira parte 8 Veja este exemplo na prática 9Planejando Casos com Apinhamento - Analisando as opções de tratamento 10 Tratamento do Apinhamento com Slice - Será que eu posso? 11Tratamento do Apinhamento com exodontias de prés- molares - Será que eu posso? 12 Tratamento do apinhamento com exodontia de 1 incisivo inferior - Será que eu posso? 13Tratamento do apinhamento com mini implantes - Será que eu posso? 14 Problemas Comuns na Clínica Ortodôntica 152) Classe II Dentária 16 3) Classe II Esquelética 174) Classe III Dentária 18 6) Mordida Cruzada 197) Tratamento da Mordida Aberta 20 8) Mordida Profunda 21Planejando para Treinar 22 Lista de Soluções - Correção da Mordida Aberta 23Lista de Soluções - Retração Gengival 24 Lista de Soluções - Biprotrusão 25Lista de Soluções – Incisivos Vestibularizados 26 Conclusão #Os pilares fundamentais São 4 pilares fundamentais do Planejamento Ortodôntico Descomplicado 1 Identificar Problemas O primeiro passo do método "Planejamento Ortodôntico Descomplicado" é fazer um levantamento detalhado de todos os problemas do paciente, sejam eles dentários ou esqueléticos. Isso envolve uma análise cuidadosa dos modelos de gesso, radiografias, fotografias e outras informações relevantes. 2 Listar Soluções Para cada problema identificado, é preciso listar as possíveis soluções, considerando as vantagens e desvantagens de cada opção. Isso pode envolver desde a utilização de aparelhos fixos ou removíveis, até a realização de extrações ou procedimentos cirúrgicos. O objetivo é criar um leque de alternativas que permita escolher a melhor estratégia de tratamento. 3 Analisar Opções Através de perguntas essenciais ( que falaremos adiante ) , é possível avaliar cuidadosamente cada solução proposta, levando em consideração as áreas afetadas pela mecânica a ser escolhida, e assim, determinar a melhor alternativa de tratamento. 4 Selecionar a Melhor Opção Após a análise criteriosa de todas as soluções, o ortodontista pode então selecionar a melhor alternativa de tratamento, levando em conta os efeitos da mecânica e a sua dificuldade de execução, para que o tratamento se torne seguro, rápido e menos dificultoso, sem perder a qualidade dos resultados. Com essa metodologia organizada e lógica, o planejamento ortodôntico se torna uma etapa menos complexa e mais eficaz, garantindo melhores resultados . #Exemplo prático Exemplo prático do que foi dito anteriormente Passo 1: Identificar os problemas Lado direito Anote todos os problemas que temos desse lado Foto frontal Anote todos os problemas que encontrar nessa foto Lateral esquerdo Anote todos os problemas detectados desse lado Faremos então uma lista de problemas Para ficar didático, anotaremos apenas 2 problemas aqui, mas no seu caso real, você deve anotar todos os problemas. Passo 2: Listar Soluções Possíveis Depois de identificar todos os problemas do paciente, o próximo passo é listar as soluções possíveis para cada um deles. Essa etapa é crucial para garantir que todas as alternativas de tratamento sejam consideradas cuidadosamente, vamos pegar como exemplo um único problema desse paciente acima, a classe II 1 Problema = Classe II: As soluções podem incluir o uso de elásticos de classe II ou um propulsor mandibular, ou até mesmo a realização de exodontias dos primeiros pré-molares superiores. Ao elaborar essa lista de soluções, é importante considerar cuidadosamente as vantagens, desvantagens e quais são as áreas afetadas pelo planejamento escolhido. Veja a seguir várias opções de tratamento para essa classe II. #A Lista de problemas e soluções Essa é a lista de problemas e soluções É importante fazer uma lista com todas as possíveis soluções para esse problema , Que no caso é a classe II,. Quando fazemos essa lista com todas as soluções possíveis, temos a oportunidade de analisar várias opções e inclusive podemos mostrar essa análise detalhada para o nosso paciente que sentirá mais confiança no tratamento. Problema 1 Classe II Lista de Possíveis Soluções Elásticos de classe II Propulsor mandibular Distalização de molares Exodontias dos dentes 14 e 24 Arco extra bucal OBS: Vamos sempre fazer uma lista de prováveis soluções para cada problema encontrado na lista de problemas. Usamos como exemplo acima a “ Classe II “, mas se nosso paciente tem um apinhamento ou uma mordida profunda, teremos que fazer também a lista de soluções para esse apinhamento e para a mordida profunda, anotando todas as possibilidades de tratamento. Passo 3: Analisar as possíveis solução, uma a uma, fazendo para cada uma delas as perguntas essenciais. O que eu quero fazer? "O que eu quero fazer?" É a mecânica ou dispositivo que gostaríamos de usar, por exemplo, elásticos de classe II ou um propulsor mandibular. Eu posso fazer ? "Eu posso fazer isso?" Significa que algumas áreas serão afetadas pelo que eu pretendo fazer, por exemplo, pelo uso do elástico, insto é, ocorrerão efeitos nessa mecânica, como por exemplo, a vestibularização dos incisivos inferiores, sendo assim, será que eu posso mesmo usar esses elásticos? Em algumas situações essa vestibularização é bem vinda, em outras não. Nessa lista de soluções para a classe II desse paciente, temos como possível solução os elásticos de classe II, então vem a primeira pergunta: "O que eu quero fazer?" A vontade inicial é usar os elásteicos "Será que eu posso?" A resposta para a segunda pergunta é: NÃO O principal efeito que o elástico de classe II vai provocar nesse caso é: 1- A mesialização dos dentes inferiores, com inclinação vestibular dos incisivos, sendo assim, ao observar que não temos overjet, chegamos a conclusão que não é interessante usar os elásticos de classe II, pelo menos nesse momento. Quando eu e os alunos estamos reunidos nos encontros do Grupo de Estudos e Discussão de Casos clínicos que promovo, essas perguntas essenciais trazem muita clareza, evitando erros no planejamento. #Analisando a inclinação dos incisivos, a face e os lábios Analisando a inclinação dos incisivos Para descobrir se podemos ou não, vestibularizar os incisivos inferiores, precisamosanalisar cuidadosamente a sua inclinação inicial. Uma telerradiografia pode nos revelar o grau de inclinação vestibular que eles apresentam. Esta análise é fundamental para determinar se a mecânica de elásticos de Classe II seria adequada ou se provocaria um efeito indesejado de protrusão excessiva dos incisivos. Precisamos verificar se os incisivos já estão muito vestibularizados ou não. Caso os incisivos inferiores já estejam em uma posição vestibularizada, o uso de elásticos de Classe II irá acentuar ainda mais essa condição. Por outro lado, se os incisivos inferiores estiverem retro-inclinados, os elásticos de Classe II poderão ajudar a vestibularizá-los, o que pode ser benéfico para o tratamento. É importante ter este diagnóstico preciso da inclinação dos incisivos para tomar a decisão correta sobre o uso ou não dos elásticos de Classe II. Esta análise cuidadosa irá nos guiar na escolha da melhor abordagem mecânica para alcançar os objetivos do tratamento. Obs: Veja que nessa telerradiografia abaixo temos incisivos inferiores bem posicionados, com uma inclinação próxima de 90 graus, significa que se não pudermos alterar essa inclinação, correto é não usar uma mecânica que vestibularize os dentes inferiores, como os elásticos de classe II e o propulsor mandibular. Então tudo vai depender do que eu aceito não aceito como efeito da mecânica escolhida. A face e o lábio Outro local que será afetado pelo uso dos elásticos de classe II é a face, observe nessa foto, veja que os lábios já estão protruídos, e protruir os incisivos pode ser uma opção ruim. O sucesso do tratamento ortodôntico com elásticos depende muito da colaboração do paciente. É fundamental que o paciente entenda a importância do uso correto e constante dos elásticos, então quando perguntar a si mesmo "Será que eu posso usar os elásticos?", pergunte ao cliente se ele vai colaborar ou não. O tamanho do problema Importante lembrar que o tamanho do problema também vai influenciar no seu planejamento. O tratamento da classe II completa ( onde a cúspide disto vestibular do molar superior está completamente encaixada no sulco principal do. molar inferior ), pode exigir mais colaboração do paciente, sendo assim, hoje temos como protocolo utilizar o elástico de classe II somente na ½ classe II. Obs: Só usaremos elásticos de classe II quando o problema for inferior. #O efeito dos elásticos de classe II O efeito dos elásticos de classe II A seta verde representa a mesialização dos dentes inferiores que no uso do elástico de classe II é muito maior do que a distalização superior representada pela seta vermelha. Com o uso dos elásticos de classe II, também vai acontecer a inclinação vestibular dos incisivos inferiores, representada pela seta rosa. Mais alguns efeitos dos elásticos de classe II Observe também que a seta amarela representa a extrusão dos incisivos superiores, essa extrusão é provocada pelo sentido do elástico, que nesse exemplo está inserido no primeiro molar e no gancho do canino, ficando com um componente de força vertical. Essa extrusão anterior não é bem- vinda quando temos um paciente com tendência a sorriso gengival, sendo assim, ao pensar em usar os elásticos de classe II, precisamos observar também a altura do sorriso do paciente e fazer a pergunta clássica: "Eu posso usar os elásticos?" E provavelmente em um paciente com tendência a sorriso gengival a resposta será "NÃO" Vamos fazer um resumo dessa primeira parte: 11. O que eu quero fazer? Esta é a pergunta-chave quando você identifica o problema, por exemplo, uma má oclusão Classe II e deseja tratá-la com elásticos. Porém se você já decidiu qual tratamento deseja executar, avance para a segunda questão. 2 2. Eu posso realizar esse tratamento dessa forma? Retomando o exemplo da Classe II, e você decide tratá- la com elásticos, então devemos analisar se podemos aceitar os efeitos que os elásticos provocam. Caso você tenha dúvidas sobre usar essa mecânica ou não, a resposta para essa pergunta estará na terceira questão. 33. A quem eu posso perguntar se posso? Quando fazemos essa terceira pergunta estamos falando sobre perguntar para as áreas afetadas pela mecânica escolhida, sendo assim, você deve saber todos os efeitos que irão acontecer e avaliar se são aceitáveis ou não. #Veja este exemplo na prática Veja este exemplo na prática: Vamos fazer o diagnóstico deste caso, lembrando que a fase de diagnóstico é fundamental para um bom planejamento, isso é discutido com frequência nos nossos Grupos de Estudos de Discussão de Casos Clínicos. 1 Foto frontal Falta de selamento labial 2 Foto do sorriso Boa altura do sorriso, sem tendência a sorriso gengival 3 Foto de perfil Ângulo nasolabial levemente fechado 4 Telerradiografia Inclinação vestibular excessiva dos incisivos superiores 1 Foto lateral direita Classe II completa 2 Foto frontal Mordida profunda 3 Foto lateral esquerda Classe II completa Baseado neste diagnóstico, criamos nossa lista de problemas 1 Problemas Classe II completa 2 Soluções Elásticos de classe II (não é ideal porque temos uma Classe II completa) APM (não é ideal porque o problema está no arco superior) Distalização de molares (não é ideal, porque temos uma Classe II completa e essa mecânica de distalização, além de complexa, demanda muito tempo) Exodontias dos dentes 14 e 24 (essa sim será a melhor opção) Na figura acima perceba o fechamento dos espaços das exodontias dos dentes 14 e 24. Aqui os espaços foram completamente fechados. Nessa figura acima, observe que o tratamento foi finalizado a contento, mantendo os molares em classe II e os caninos em classe I. Observe o resultado no perfil e no sorriso. #Planejando Casos com Apinhamento - Analisando as opções de tratamento Planejando Casos com Apinhamento - Essas são as opções de tratamento 1 Somente Alinhar e Nivelar Uma opção simples para tratar o apinhamento é apenas alinhar e nivelar os dentes, sem extrações ou desgastes. Porém, é preciso analisar cuidadosamente as consequências dessa abordagem, como a protrusão dentária e labial. Essa técnica é indicada quando queremos ou podemos protruir os incisivos e lábios, como por exemplo nos pacientes braquifaciais com lábios finos. 2 Slices Os Slices são uma alternativa para corrigir o apinhamento, mas é necessário verificar se o paciente possui as condições ideais, como formato dentário triangular e ausência de discrepância de Bolton. Essa técnica consiste em realizar pequenos desgastes na face proximal dos dentes, o que permite um ganho de espaço sem a necessidade de extrações. Dá para conquistar um pouco de espaço com os slices, mas não se compara as exodontias, portanto só faremos isso se precisarmos de pouco espaço. 3 Exodontias As exodontias de pré- molares são uma opção eficaz para tratar o apinhamento, especialmente em casos mais severos. Porém, é essencial avaliar se sobrará espaços após dissolver o apinhamento e se poderemos ou não retrair os dentes anteriores para esses espaços, lembrando que provocaremos alterações no perfil do paciente. 4 Distalização É um procedimento interessante para se conquistar espaços, porém é bem vindo quando essa distalização é menor que 3 a 4mm, distalizar mais que isso acaba tornando o tratamento complexo devido aos efeitos provocados pela mecânica #Tratamento do Apinhamento com Slice - Será que eu posso? Tratamento do Apinhamento com Slice - Será que eu posso? 1 Correção do Apinhamento Continuando com o exemplo do apinhamento, considere que dessa vez você quer tratar por meio de pequenos Slices. É o que você quer fazer, mas será que você pode? A pergunta "eu posso?", está relacionada com o reflexo de se fazer Slices para tratar um apinhamento. 2 Reflexos da Utilização dos Slices A redução do perímetro do arco; 1.A discrepância de Bolton, devido a redução do tamanho mésio- distal dos dentes; 2. Compressão da papila interdental. 3. 3 Perguntas a se Fazer Baseado nos reflexos dos Slices, pergunte- se: você pode fazer esse tipo de tratamento? Você pode tratar esse apinhamento com Slice? Para saber, pergunte para as estruturas quem estão relacionados com os reflexos citados no itém 2. 4 Considerações Adicionais Neste caso, a pergunta deve ser feita para o tamanho mésio-distal dos dentes dentes que serão desgastados. Se o paciente já tem um incisivo lateral superior de tamanho reduzido, provavelmente ele já possui uma discrepância de Bolton, e, portanto, não faz mal reduzir um pouco os dentes inferiores para corrigir o apinhamento. Deve- se perguntar também para as papilas interdentais se elas permitem esse Slice ou se ficarão comprimidas. Quando temos incisivos inferiores com formato triangular, podemos fazer os slices, do contrário não, pois correremos o risco de comprimir a papila interdental. #Tratamento do Apinhamento com exodontias de prés-molares - Será que eu posso? Tratamento do Apinhamento com exodontias de prés-molares - Será que eu posso? 1 Tratamento do Apinhamento com exodontias de prés. Podemos pensar em tratar o paciente com apinhamento fazendo exodontias de prés. No entanto, é importante considerar que cada caso é único e requer uma avaliação individualizada. Antes de decidir pela realização das exodontias, é necessário analisar se ao alinhar e nivelar, sobrará espaços no local das exodontias, porque se isso acontecer, correremos o risco de retrair os dentes anteriores. 2 Reflexos das Exodontias 1- Se o apinhamento for severo, não teremos nenhuma alteração no perfil do paciente, justamente porque não faremos a retração anterior, isto é, os espaços das exodontias serão preenchidos pelo apinhamento. 2- Se o apinhamento for moderado ou leve, ao fazer as exodontias sobrará espaço para a retração dos dentes anteriores, que nesse caso pode alterar o perfil. 3 Perguntas a se Fazer Baseado nos reflexos das extrações no perfil do paciente, pergunte-se: você pode fazer esse tipo de tratamento? Você pode tratar esse apinhamento com exodontias e retração? ou exodontias sem retração? Para saber, pergunte para as estruturas que estão relacionado com os reflexos citados acima, nesse caso, a face. 4 Considerações Adicionais Neste caso, a pergunta deve ser feita para a face de perfil e para os lábios que podem ser alterados com essa retração ou não. Veja adiante o reflexo das exodontias com a retração anterior na face do paciente Nesse caso as exodontias de prés com a retração anterior, foram muito bem vindas, justamente porque o perfil e lábios, necessitavam uma certa retração. Veja na foto abaixo que o apinhamento não era severo, mas mesmo assim foi importante tratar com as exodontias de prés, outro tipo de tratamento não traria um resultado dentário e facial tão bom. #Tratamento do apinhamento com exodontia de 1 incisivo inferior - Será que eu posso? Tratamento do apinhamento com exodontia de 1 incisivo inferior - Será que eu posso? 1 Tratamento do Apinhamento com Exodontia de 1 Incisivo inferior Tratar um apinhamento severo com a extração de um incisivo inferior é uma opção, mas será que podemos fazer isso? Qual é o reflexo dessa exodontia? 2 Reflexos das Exodontias O reflexo é a diminuição do perímetro do arco inferior. É importante ressaltar que, quando você escolhe a exodontia do incisivo, é necessário ter um apinhamento grave. Pois, se o paciente possui um apinhamento leve, pode ocorrer algum tipo de retração inferior, e podemos terminar com um overjet acentuado, o que não é desejável. E mesmo tendo um apinhamento severo, quando é que se pode fazer a exodontia do incisivo? 3 Perguntas a se Fazer Mesmo tendo o apinhamento severo, é preciso perguntar para alguém (estruturas afetadas) se você pode fazer isso, e esse alguém é, principalmente, a posição dos incisivos. Pois, a única situação em que o indicado é optar pela exodontia do incisivo inferior é quando: 1- Os incisivos inferiores estejam tocando de topo a topo com os incisivos superiores. 2- Os incisivos superiores estejam bem posicionados. 3- Os incisivos inferiores estejam com apinhamento severo. 4- Exista uma relação de classe I entre os caninos. 5- O tamanho dos incisivos superiores, principalmente os laterais, seja normal. 4 Considerações Adicionais É muito raro fazer exodontias de 1 incisivo inferior, justamente porque temos que ter todos esses itens da coluna anterior em um mesmo paciente ao mesmo tempo. O paciente ideal para fazer exodontia de 1 incisivo inferior precisa ter incisivos inferiores e superiores de topo a topo, incisivos superiores bem posicionados, apinhamento inferior severo, relação de classe I de caninos e tamanho normal dos incisivos superiores, principalmente os incisivos laterais. #Tratamento do apinhamento com mini implantes - Será que eu posso? Tratamento do apinhamento com mini implantes - Será que eu posso? Existe também a opção de tratar o apinhamento com mini implantes, fazendo a distalização dos dentes posteriores para conquistar espaços para os dentes anteriores. Será que podemos fazer isso? Entram as perguntas essenciais que devem ser feitas para avaliar os seguintes pontos: 1Os terceiros molares permitem? Antes de considerar a distalização com mini implantes, é crucial verificar se o paciente já removeu os terceiros molares ou se eles estão presente. Pois na hora de distalizar, não pode haver terceiros molares na boca, uma vez que eles podem impedir o movimento dos dentes posteriores. 2 O local de instalação dos mini implantes é ideal? Outro ponto importante é avaliar se existe um local ideal para instalar os mini implantes, isto é, se podemos instalar esse mini implante compatível com a mecânica a ser realizada. 3A saúde geral do paciente permite? Além disso, é essencial verificar a saúde geral do paciente, pois o procedimento de instalação dos mini implantes é considerado uma pequena cirurgia. O paciente precisa estar saudável e disposto a seguir todas as orientações pós-operatórias para que o tratamento tenha sucesso. 4 A face do paciente permite Por fim, é crucial considerar o impacto que a retração dos incisivos causará na face do paciente. Essa movimentação pode afetar o perfil e a posição dos lábios, então é necessário avaliar cuidadosamente se essa abordagem é a mais indicada para cada caso. Agora que você já entendeu como funciona o método, falaremos dos problemas mais comuns na clínica ortodôntica e o que precisamos considerar para fazer um planejamento ortodôntico descomplicado e com a máxima porcentagem de acertos, lembrando que planejamento é treino e isso é o que fazemos em nossos grupos de estudos. #Problemas Comuns na Clínica Ortodôntica Problemas Comuns na Clínica Ortodôntica 1) Apinhamento: Antes de iniciar um tratamento ortodôntico, é essencial verificar alguns pontos-chave para garantir que o plano de tratamento seja adequado e eficaz. Confira o resumo abaixo dos principais problemas a serem considerados: Apinhamento Ao planejar o tratamento de casos com apinhamento, é crucial analisar a inclinação inicial dos incisivos, a posição do lábio e do perfil facial do paciente. Também pode ser necessário avaliar a condição da sínfise mandibular. Impacto na Face O alinhamento e nivelamento dos dentes irá alterar a inclinação dos incisivos. Portanto, é importante verificar se essa inclinação inicial não é excessiva, pois isso poderia causar um impacto indesejado no lábio e no perfil do paciente. Sínfise Mandibular Em pacientes dolicofaciais, que geralmente apresentam uma sínfise mandibular fina, o movimento excessivo dos incisivos inferiores deveser evitado. Classe II Dentária Quando a questão é uma Classe II Dentária, é importante avaliar as seguintes áreas afetadas: 1 Inclinação Inicial do Incisivo Analisar a inclinação inicial dos incisivos superiores e inferiores para entender o impacto no tratamento. 2 Lábio e Face do Paciente Considerar o perfil e a posição dos lábios do paciente para evitar alterações indesejadas. 3 Saúde Periodontal Verificar a condição dos tecidos periodontais para garantir que não haverá prejuízos. 4 Saúde Radicular Avaliar a integridade das raízes dentárias para um plano de tratamento adequado que não provoque reabsorções. Por exemplo, em uma Classe II Dentária superior que requer exodontia de dois pré-molares e retração, é crucial considerar a inclinação inicial dos incisivos. Isso evita que a retração incline excessivamente os incisivos, o que pode dificultar o tratamento, especialmente em casos de Classe II Divisão II. Além disso, é necessário avaliar se o lábio e o perfil facial do paciente permitem essa retração. Pode ser que o problema esteja na arcada inferior, e não na superior, ou que não haja envolvimento esquelético. A saúde periodontal e radicular também devem ser analisadas, pois grandes movimentações de retração requerem um periodonto saudável e uma estrutura de suporte dentário adequada. Classe II Esquelética 1Avalie a Face Verifique se a face do paciente é aceitável para um tratamento compensatório. Se a face for desagradável e o paciente tiver queixas, o tratamento ortodôntico não é indicado - deve-se optar pelo tratamento cirúrgico. 2 Inclinação Inicial dos Incisivos Analise a inclinação inicial dos incisivos superiores. Se eles já estiverem vestibularizados, o uso do propulsor mandibular ou de elásticos de classe II não será possível. O ideal é que estejam em posição normal ou retroinclinados. 3Requisitos do Tratamento Os movimentos compensatórios requerem um bom periodonto, sínfise adequada e tipo facial apropriado. Em pacientes dolicofaciais, pode-se terminar o tratamento com uma mordida aberta devido à vestibularização dos dentes pelo propulsor mandibular ou uso de elásticos de classe II, essa é uma discussão muito frequente nos nossos grupo de estudos de casos clínicos, onde vários alunos questionam o efeito do APM, que é notório não ser um aparelho que faz o avanço mandibular, mas sim a correção dento-alveolar. Classe III Dentária Outro problema recorrente na ortodontia é a Classe III Dentária. Nesse caso, deve-se consultar a inclinação dos incisivos, os lábios e a face do paciente. Isso se deve ao fato de que, se o paciente possui uma Classe III dentária e optarmos por lingualizar um pouco os incisivos inferiores, os lábios serão afetados. Na maioria das vezes, quando mudamos o lábio do paciente com uma Classe III, a face é melhorada, pois a Classe III, por vezes, tem o lábio inferior anteriorizado. Em algumas exceções, o paciente possui uma posição de molar e canino de Classe III, e um grande apinhamento inferior, onde os dentes ainda não projetaram à frente dos superiores. Neste caso, o lábio pode estar normal, mas tome cuidado pois ao alinhar e nivelar os dentes podem ser protruídos. Outros aspectos que devem ser consultados são a saúde do periodonto e radicular. Inclusive, em alguns tratamentos da Classe III, são realizadas exodontias dos primeiros pré-molares inferiores, ou pode-se utilizar um mini implante no buccal shelf e trazer todos os dentes para trás. Mas ainda existe o movimento de retração, e para esse movimento ser realizado sem problemas, o paciente precisa ter boa saúde periodontal, saúde radicular e, além disso, deve-se observar também a sínfise mentoniana, pois, quando muito fina, ela representa risco nos movimentos ântero-posteriores dos incisivos inferiores. 5) Classe III Esquelética (Compensação dentária) Quando for realizada a compensação dentária para corrigir uma Classe III que apresenta um fator esquelético, a Classe III que permite essa compensação é a do paciente que possui uma face aceitável. Por isso, o primeiro local a ser consultado se é possível fazer essa compensação é a face. Pergunte também para o paciente se o rosto, o lábio superior ou o tamanho da mandíbula o incomodam. Por vezes, o paciente vai afirmar que está tudo bem, mas ainda é necessário o bom senso do profissional em analisar se a face está aceitável ou não. Além disso, é preciso observar a inclinação dos incisivos inferiores, e descobrir se é possível compensar, pois, os incisivos inferiores podem já estar inclinados para a lingual, e neste caso, não é possível compensá-los mais ainda. A sínfise mentoniana também deve ser avaliada, para evitar iatrogenias. O periodonto e as raízes do paciente também precisam estar saudáveis, pois a compensação às vezes penaliza as estruturas de suporte periodontal do paciente. Mordida Cruzada Quando a mordida cruzada está presente, existem duas principais abordagens de tratamento: a compensação dentária e a disjunção maxilar. Cada uma delas apresenta suas próprias considerações e requisitos. Compensação Dentária: Nesta opção, inclina-se os dentes superiores para vestibular e os inferiores para lingual, visando corrigir a discrepância. No entanto, existem algumas restrições importantes a serem observadas: Os molares superiores precisam estar lingualizados, caso contrário a compensação não será eficaz. Os molares inferiores tem que estar vestibularizados, pois a movimentação destes será para lingual. Disjunção Maxilar: Quando a compensação dentária não é possível, a disjunção maxilar se torna a opção de tratamento mais viável. Esta abordagem requer algumas condições favoráveis, como: O paciente deve ter idade adequada para permitir a abertura da sutura palatina mediana ( discutimos isso com detalhes dentro dos nossos treinamentos ) Os molares superiores não podem estar completamente vestibularizados, pois isso dificultaria a disjunção. A gengiva ceratinizada deve estar presente na sua quantidade ideal para não causarmos nenhum tipo de iatrogenia. Tratamento da Mordida Aberta 1 Considere a altura do sorriso Se o paciente não mostra os dentes ao sorrir, os elásticos anteriores podem ser uma opção. 2 Avalie a inclinação dos incisivos Algumas mordidas abertas são causadas por inclinação vestibular excessiva dos incisivos. 3 Verifique o tipo facial Pacientes dolicofaciais com bases ósseas muito divergentes podem ser candidatos à cirurgia. 4 Analise o uso de mini-implantes A colocação dos mini implantes pode auxiliar tranquilamente na intrusão dos dentes posteriores para que seja possivel o fechamento da mordida anterior. 5 Considere a extrusão dos incisivos Dependendo do sorriso, extrusão dos incisivos pode ser mais apropriada que intrusão posterior pela facilidade, mas só podemos extruir incisivos se a altura do sorriso permitir. Perceba que nesse caso os incisivos estão vestibularizados e a retração desses dentes pode contribuir com o fechamento da mordida, podemos em alguns casos ter que fazer as exodontias de primeiros prés com esse objetivo Mordida Profunda 1 Considere a altura do sorriso Em um paciente, com mordida profunda, com a altura do sorriso boa, onde percebemos que o lábio superior está tangenciando a cervical dos incisivos, não devemos pensar em intrusão dos incisivos superiores, para não esconder o sorriso. 2 Verifique a inclinação dos incisivos Além disso, é importante verificar a inclinação dos incisivos, pois se eles estão retro-inclinado, gera-se uma mordida profunda, isto é, incisivos inclinados para lingual acabam extruindo e contribuem para aprofundar a mordida. Por isso, é preciso verificar a inclinação desses dentes para que no final do tratamento você obtenha uma inclinação ideal. 3 Analise do tipo facial E, por fim, deve ser analisado o tipo fácil do paciente, pois se ele for braquifacial severo, a dificuldade de corrigir a mordida profundaserá grande, podendo exigir um tratamento orto-cirúrgico. #Planejando para treinar Planejando para Treinar Mordida aberta, retração gengival, biprotrusão, incisivos vestibularizados, apinhamento e atresia superior Paciente com 12 anos de idade. É muito importante fazer uma análise do sorriso de maneira estática, dinâmica e durante a fala. Na análise estática, quando os lábios estão entreabertos, o incisivo superior deveria parecer cerca de 2mm. Durante o sorriso, ideal seria que o incisivo aparecesse completamente e o lábio superior tangenciasse a cervical desses dentes anteriores. Essa paciente, ao falar, mostra pouco o incisivo superior. Pela idade dela, no sorriso, em repouso e ao falar, ela mostra pouco os incisivos. Então podemos extruir um pouco o incisivo superiores, para que ela mostre um sorriso mais bonito, buscando a curva do sorriso, que é quando o incisivo acompanha o lábio inferior. Essa análise do sorriso também tem que fazer parte do diagnóstico. Na fotografia de perfil, é importante traçar a linha vertical subnasal, para observar qual a quantidade de lábio temos à frente dessa linha. Essa paciente possui uma protrusão do lábio superior. O lábio inferior toca a linha vertical, mas o lábio superior está muito à frente dessa linha, mostrando uma desproporção com o lábio inferior ( veja na telerradiografia ) A imagem abaixo mostra um parâmetro de posicionamento dos lábios e mento. É sempre necessário também uma analise da radiografia panorâmica, para saber se as estruturas estão saudáveis. para saber se a paciente pode fazer um tratamento ortodôntico, e, no caso em específico, não há nenhum problema prévio. Agora é preciso analisar as fotografias de boca. O importante agora é se perguntar: o que eu estou enxergando nessa foto? Qual é a lista de problemas? Neste caso, é possível notar uma mordida aberta, que poderia ser corrigida com a extrusão dos dentes anteriores superiores, esse é um dos tratamentos mais simples para o caso: apenas extruir os incisivos para que eles apareçam mais no sorriso e fechem a mordida. Mas é preciso saber se é possível fazer isso. Do lado direito e esquerdo, a paciente apresenta uma relação de Classe I com tendência a III, Além disso, temos uma retração gengival do incisivo lateral inferior. Lista de Problemas 1 - Mordida Aberta 2 - Retração Gengival 3 - Protrusão lábio superior - verificada através da fotografia de perfil 4 - Incisivos vestibularizados, confirmado na telerradiografia 5 - Leve apinhamento 6 - Atresia maxilar superior A seguir analisaremos todas as opções de tratamento 1- Lista de Soluções para a Correção da Mordida Aberta dessa Paciente 1Aparelhos inibidores de língua Não são necessariamente a melhor opção para esta paciente. Na fotografia frontal, é possível ver que a paciente não apresenta uma posição de língua baixa. Portanto, não é ideal utilizar um inibidor de língua sem a certeza de que a interposição lingual é a causa da mordida aberta. 2 Extrusão dos incisivos superiores Esse tratamento corrigiria apenas a altura do sorriso e a mordida aberta, sendo, portanto, um tratamento parcial. 3Intrusão dos dentes posteriores Por meio de miniparafusos ortodônticos na região posterior, também é uma opção. No entanto, para esta paciente, isso não seria vantajoso, pois manteria o sorriso pobre, com pouca exposição dos incisivos. 4 Exodontia de quatro pré- molares Pela protrusão labial da paciente, fica evidente que o perfil dela permite uma retração dos incisivos e lábio. As vantagens seriam: fechar a mordida anterior, ter uma maior estabilidade do caso em relação à recidiva da mordida aberta, durante a retração seria possível diminuir a projeção labial e melhorar a inclinação dos incisivos. A desvantagem seria a perda de quatro pré-molares, além de tornar-se um tratamento mais difícil e a paciente ficar mais tempo de aparelho. Considerando as vantagens e desvantagens, o melhor é optar pela exodontia de quatro pré-molares, pois existe a certeza de que o resultado do caso ficaria melhor, com a resolução da protrusão, maior estabilidade, 2- Lista de Soluções para a Retração Gengival 1Para corrigir uma retração gengival inferior, é preciso que o periodontista faça uma raspagem e talvez até um enxerto. Mas será que só isso resolve este caso? Tudo indica que apenas a raspagem e o enxerto não resolveriam, pois existe um exagero na inclinação dos incisivos, e se esses incisivos estão comprimindo a tábua óssea vestibular, existe uma fragilidade muito maior em relação à gengiva, e essa retração pode persistir. Isso significa que é preciso colocar a raiz do incisivo dentro da sínfise, e para isso, existe uma outra opção. 2 Essa outra opção é o torque lingual de raiz, mas será que o caso permite esse procedimento? Ao que tudo indica, isso não é indicado, pois, se for realizado um torque lingual de raiz, a coroa vai para vestibular, inclinando mais o dente mesmo que se conjugue todos os incisivos para não deixar a coroa ir para vestibular. Esse torque vai colocar a raiz dentro da sínfise, mas vai piorar ainda mais a inclinação vestibular dos incisivos. 3A terceira opção para solucionar esse problema é uma já vista antes: a exodontia dos primeiros prés . Seria interessante para conseguirmos fazer uma retração, pois, durante a retração, o dente é levado de corpo para o leito ósseo da sínfise, para dentro da sínfise, e isso pode melhorar na retração gengival. Isso, claro, sem dispensar o tratamento periodontal. Ainda será necessária uma raspagem e quem sabe até um enxerto de gengiva ceratinizada. Mas, o principal é que essa raiz, fique dentro do osso. De fato, é possível fazer as extrações, , pois o perfil e a telerradiografia permitem e, principalmente, é necessário para que se coloque o incisivo dentro da sínfise. 3- Lista de Soluções - Biprotrusão 1Exodontia dos 4 pré-molares A biprotrusão dessa paciente poderia ser solucionada com a exodontia dos 4 pré-molares. Essa abordagem permite a retração da região anterior, diminuindo a protrusão dos incisivos e consequentemente melhorando o perfil do paciente. 2 Mini parafuso ortodôntico Outra opção é a utilização de mini parafusos ortodônticos, que podem ser posicionados em uma região como o bucal shelf. Essa abordagem permite fazer uma tração da bateria anterior total, o que pode ser eficaz em casos de protrusões menos acentuadas. No entanto, neste caso específico, a protrusão é bastante significativa, então o uso de mini parafusos pode não ser suficiente para alcançar a correção desejada. 3Exodontia dos prés-molares A exodontia dos primeiros prés- molares é um tratamento que pode ser mais efetivo neste caso, pois é necessário diminuir bastante a inclinação dos incisivos. Essa abordagem permite uma retração mais ampla da região anterior, o que é fundamental para melhorar o posicionamento dos incisivos. 4- Lista de Soluções – Incisivos Vestibularizados - Os incisivos vestibularizados também podem ser corrigidos com a extração dos pré-molares. Nesse caso, os mini parafusos ortodônticos não seriam suficientes para diminuir tanto essa inclinação. 5- Lista de Soluções – Apinhamento - Se existe a tendência a fazer o planejamento para essa paciente por meio da exodontia dos pré- molares, o apinhamento também pode ser solucionado por meio dessa extrações. 6- Lista de Soluções – Atresia Superior - Como é uma atresia pequena, não é necessário um quadrihélice, um disjuntor, nem nada que cause muito desconforto na paciente pois, uma atresia pequena como a dela, é possível ser modificada apenas com o formato do arco. É feito um diagrama para a paciente, um pouco mais largo, de modo que o diagrama superior seja compatível com o inferior, gerando a mudança no formato do arco. O diagnóstico deve ser feito observando a inclinação da tábua óssea vestibular dos dentes posteriores. Conclusão 1Conclusão A conclusãoé que o planejamento ideal para essa paciente é fazer a exodontia de quatro pré-molares, pois a mordida aberta vai fechar durante a retração, 2 Controle Vertical No caso dessa paciente, a extrusão é bem-vinda, mas ela tem que ser controlada. deve-se ficar de olho no controle vertical dos incisivos, para que essa mordida não se aprofunde. 3Benefícios desse Planejamento Além disso, o planejamento das extrações vai melhorar a retração gengival, vai colocar a raiz do incisivo dentro do osso, vai diminuir a protrusão, o apinhamento e a inclinação dos incisivos. O segredo Agora, após essa explosão informações, quero deixar as coisas mais claras para você... Este é o seu próximo passo após terminar a leitura desse livro. Eu Preparei uma reunião secreta sobre planejamento, onde conto com detalhes a criação dos 3 pilares para um planejamento com 100% de acerto e como você pode se beneficiar disso. ACESSE AGORA O LINK: http://prof.heliovenancio.com.br/ebook-rmkt Espero ter contribuído para sua jornada e que você tenha gostado, assim como gostei de compartilhar tudo isso com você. Esse é só o começo da nossa jornada juntos. Grato por ter me dado a chance de participar da sua história. Nos vemos em breve. http://prof.heliovenancio.com.br/ebook-rmkt