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Aula 04
Direito Processual
Civil Delegado PF
Autor
Prof.: Rodrigo Vaslin 21 de Maio de 2025
 
 
 
Sumário 
Formação, Suspensão e Extinção do Processo .................................................................................................. 4 
1 - Formação do Processo .............................................................................................................................. 4 
2 - Suspensão do Processo ............................................................................................................................. 6 
2.1 - Causas de Suspensão do Processo .......................................................................................................................... 6 
2.3 - Art. 314 .................................................................................................................................................................. 19 
2.4 - Art. 315 .................................................................................................................................................................. 19 
3 - Extinção do Processo .............................................................................................................................. 20 
3.1 – Introdução ............................................................................................................................................................. 20 
3.2 Extinção do Processo Sem Resolução do Mérito ...................................................................................................... 22 
3.3 Sentenças Definitivas – Com Resolução de Mérito (art. 487, CPC) .......................................................................... 31 
Petição Inicial ................................................................................................................................................... 33 
1 - Requisitos ................................................................................................................................................ 33 
1.1 - Forma escrita .......................................................................................................................................................... 33 
1.2 - Endereçamento ...................................................................................................................................................... 33 
1.3 - Qualificação das partes .......................................................................................................................................... 34 
1.4 - Causa de Pedir ........................................................................................................................................................ 34 
1.5 - Pedido ..................................................................................................................................................................... 34 
1.6 - Valor da Causa ........................................................................................................................................................ 35 
1.7 – Juntada de Documentos Indispensáveis e Indicação dos Meios de Prova que Pretende Utilizar ......................... 36 
1.8 - Indicação dos Meios de Prova ................................................................................................................................ 37 
1.9 - Informar se pretende realizar ou não a audiência de conciliação e mediação ...................................................... 38 
1.10 - Assinatura de quem tenha a capacidade postulatória ......................................................................................... 38 
2 - Pedido ...................................................................................................................................................... 38 
2.1 – Requisitos............................................................................................................................................................... 38 
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2.2 - Interpretação Conforme Boa-Fé ............................................................................................................................. 41 
2.3 - Cumulação de Pedidos ........................................................................................................................................... 41 
2.4 - Aditamento/Alteração do Pedido .......................................................................................................................... 43 
3 – Registro e Distribuição ........................................................................................................................... 45 
Atitudes Possíveis do Juiz ................................................................................................................................. 47 
1 - Emenda da Petição Inicial ....................................................................................................................... 47 
2 - Indeferimento da Petição Inicial ............................................................................................................. 48 
3 Improcedência Liminar do Pedido ............................................................................................................. 52 
Audiência de Conciliação e Mediação ............................................................................................................. 67 
1 - Hipóteses de Não Realização da Audiência ............................................................................................ 67 
2 - Dever de Comparecimento ...................................................................................................................... 70 
3 - Presença de Advogado ou Defensor Público ........................................................................................... 72 
4 - Homologação pelo Juízo ......................................................................................................................... 76 
Questões Comentadas ..................................................................................................................................... 85 
Lista de Questoes ........................................................................................................................................... 154 
Gabarito.......................................................................................................................................................... 174 
 
 
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FORMAÇÃO DO PROCESSO 
FORMAÇÃO, SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DO PROCESSO 
1 - FORMAÇÃO DO PROCESSO 
Tendo em vista que uma das características1 da jurisdição é a inércia (art. 2º, CPC), o processo começa por 
iniciativa da parte (ne procedat iudex ex officio) e se desenvolve por impulso oficial. 
Dentro da regra geral – inércia do Poder Judiciário, quando o processo se inicia? 
Com a propositura da demanda pela parte. 
E quando se considera proposta uma demanda? 
Segundo o CPC/15, com o protocolo da petição inicial. 
Art. 312. Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, todavia, a 
propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos mencionados no art. 240 depois que for 
validamente citado. 
Disso se extrai que o registro (quando houver só uma vara) ou a registro + distribuição (quando houver duas 
ou mais varas), que tornam o juízo prevento (art. 59, CPC2), são atos posteriores, não influentes para o 
momento exato da propositura da demanda (art. 312). 
Passo a Passo da Formação do Processo 
A ordem da formação do processo é a seguinte: 
 
 
1 Ao lado das outras três características:matérias enumeradas no art. 337, o juiz determinará a 
oitiva do autor no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe a produção de prova. 
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Após, o juiz resolverá a questão, determinando o recolhimento integral ou complementar das custas. 
Por sua vez, quanto ao controle de ofício pelo juiz, a doutrina e jurisprudência já admitiam na vigência do 
CPC/73 e passou a ser autorizado expressamente pelo art. 292, §3º, CPC. 
A decisão do juiz acerca da correção ou não do valor da causa é impugnável por qual recurso? 
Como tal decisão interlocutória não está no rol taxativo do art. 1.015, CPC, será impugnável em preliminar 
de apelação apelação (art. 1009, §§1º). 
Enunciado 81, FPPC: (art. 932, V) Por não haver prejuízo ao contraditório, é dispensável a oitiva 
do recorrido antes do provimento monocrático do recurso, quando a decisão recorrida: (a) 
indeferir a inicial; (b) indeferir liminarmente a justiça gratuita; ou (c) alterar liminarmente o valor 
da causa. 
Valor da Causa Estimativo 
Se não se enquadrar em nenhuma das situações do art. 292, CPC, mesmo assim a causa deve ter um valor. 
Nesses casos, cabe ao autor atribuir o valor da causa à sua maneira, o que torna mais difícil o controle sobre 
o montante atribuído à causa. 
De todo modo, Didier salienta que o controle de atribuição do valor da causa, nesses casos, deve se pautar 
no princípio da boa-fé (art. 5º, CPC), que veda o abuso do direito, e dos postulados da razoabilidade e da 
proporcionalidade (art. 8º, CPC). 
O autor poderá fornecer um valor da causa por estimativa, mas ele poderá ainda ser corrigido em sede de 
liquidação. 
1.7 – Juntada de Documentos Indispensáveis e Indicação dos Meios de Prova que Pretende 
Utilizar 
Art. 320. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da 
ação. 
Art. 434. Incumbe à parte instruir a petição inicial ou a contestação com os documentos 
destinados a provar suas alegações. 
Parágrafo único. Quando o documento consistir em reprodução cinematográfica ou fonográfica, 
a parte deverá trazê-lo nos termos do caput, mas sua exposição será realizada em audiência, 
intimando-se previamente as partes. 
A regra, como se observa, é a parte produzir a prova documental no momento da postulação. Segundo 
Didier, são duas as espécies de documentos indispensáveis à propositura da ação: 
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1ª caso: Aqueles documentos que a lei ou o negócio jurídico (art. 190, CPC) exigem. Ex: procuração (art. 287), 
título executivo na ação de execução (art. 783), a prova escrita na ação monitória (que pode ser prova oral 
documentada – art. 700). 
2º caso: Quando o autor fizer referência a ele na inicial, torna essencial a apresentação do documento. 
Pode o autor, na própria PI, solicitar a exibição de documento que, não obstante tenha sido alvo de sua 
referência na PI, porventura esteja em poder do réu ou de terceiros (art. 397ss, CPC). 
Atenção: mesmo que o documento já fosse acessível ao autor antes da propositura da PI, o STJ admite a 
juntada de documentos, desde que: 
a) Não se trate de documento indispensável à propositura da demanda; 
b) Seja observado o contraditório e abra vista à parte contrária; 
c) Não haja má-fé. 
1.8 - Indicação dos Meios de Prova 
Da mesma forma que ocorre com a prova documental, o momento correto para indicação dos meios de 
prova é essa fase inicial, consoante art. 319, VI, CPC. 
Art. 319, VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados; 
Entretanto, a praxe forense tem sido no sentido de o magistrado, após a réplica, abrir vista às partes, para 
especificarem as provas que pretendem produzir. Até porque, muitas vezes, não se sabe o que vai ser ponto 
controvertido e o que vai precisar provar ao longo do processo. 
Diante dessa dificuldade, é muito comum constar na petição inicial “o autor protesta pela produção de todos 
os meios de prova em direito admitidos”. 
Assumpção22 entende que, por mais que pensem que é inútil o art. 319, VI, se o autor não protestar pela 
produção de provas na inicial, será possível o juiz julgar antecipadamente o mérito, sem ser possível ao autor 
alegar qualquer cerceamento de defesa na esfera recursal. 
Atenção para o fato de que há demandas em que não é possível a produção de provas ao longo do feito, 
sendo exigível do autor a prova pré-constituída, a exemplo do mandado de segurança. 
 
 
22 NEVES, Daniel Assumpção. Op. Cit., p. 600. 
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Ainda, vale sublinhar que, ao longo do processo, o juiz, se quiser, pode determinar de ofício a produção de 
provas. 
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias 
ao julgamento do mérito. 
1.9 - Informar se pretende realizar ou não a audiência de conciliação e mediação 
Art. 319, VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de 
mediação. 
Essa manifestação do autor é necessária apenas para asseverar o desinteresse. 
Art. 334, § 5o O autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na autocomposição, e 
o réu deverá fazê-lo, por petição, apresentada com 10 (dez) dias de antecedência, contados da 
data da audiência. 
1.10 - Assinatura de quem tenha a capacidade postulatória 
Capacidade postulatória (ius postulandi) é a capacidade técnica sem a qual não é possível a postulação em 
juízo, abrangendo a possibilidade de pedir e de responder23. 
São detentores de capacidade postulatória os advogados regularmente inscritos na OAB, procuradores, 
defensores públicos e membros do Ministério Público. 
Já abordamos referido requisito de validade do processo, quando tratamos dos pressupostos processuais, 
tema ao qual remeto o aluno. 
2 - PEDIDO 
2.1 – Requisitos 
Segundo Didier, o pedido deve ser certo (art. 320, CPC), determinado (art. 324, CPC), claro (art. 330, §1º, II) 
e coerente (art. 330, §1º, IV). 
Pedido Certo 
 
 
23 Lembrando que há atos processuais que não exigem capacidade postulatória (capacidade técnica), a exemplo do ato de 
testemunhar, ato de indicar bens à penhora etc. 
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Art. 320. O pedido deve ser certo. 
§ 1º Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de 
sucumbência, inclusive os honorários advocatícios. 
§ 2º A interpretação do pedido considerará o conjunto da postulação e observará o princípio da 
boa-fé. 
Pedido certo é pedido expresso. Certeza é exigida tanto no aspecto processual quanto material. No pedido 
imediato, o autor deve indicar de forma expressa qual espécie de tutela jurisdicional pretendida, enquanto 
que, no pedido mediato, deve indicar também expressamente o gênero do bem da vida pleiteado. 
Existem exceções a essa certeza, isto é, há pedidos implícitos. 
Ex1: art. 322, § 1º: 
Art. 322, § 1o Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de 
sucumbência, inclusive os honorários advocatícios. 
Ex2: pedidos de prestação periódica (art. 323) 
Art. 323. Na ação que tiver por objeto cumprimento de obrigação em prestações sucessivas, 
essas serão consideradas incluídas no pedido, independentemente de declaração expressa do 
autor, e serão incluídas na condenação, enquanto durar a obrigação, se o devedor, no curso do 
processo, deixar de pagá-las ou de consigná-las. 
Enunciado 505, FPPC: (art. 323; Lei 8.245/1991) Na ação de despejo cumulada com cobrança, 
julgados procedentes ambos os pedidos, são passíveis de execução, além dasparcelas vencidas 
indicadas na petição inicial, as que se tornaram exigíveis entre a data de propositura da ação e a 
efetiva desocupação do imóvel locado. 
Ex3: Renato Montans elenca como pedido implícito as matérias de ordem pública, as quais o juiz deve 
reconhecer de ofício, respeitando sempre o contraditório (art. 10, CPC). Elas podem ser processuais 
(pressupostos processuais, condições da ação) ou materiais (função social do contrato, da propriedade, boa-
fé objetiva etc.). 
Pedido Determinado 
Determinado se refere é a quantidade e qualidade do pedido. O juiz não pode julgar em quantidade maior 
que estou pedindo. 
Há possibilidade, porém, de pedidos genéricos. É possível fazer pedido genérico (art. 286, parágrafo único, 
CPC/73 e art. 324, NCPC) se, no momento da propositura, seria impossível ou extremamente penoso de 
indicar valor. 
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Assim, teríamos um pedido determinado quanto ao gênero, mas podendo ser genérico em relação à 
quantidade. 
Por isso que Didier fala em pedido relativamente indeterminado e que Calmon de Passos e Pontes de 
Miranda afirmam que a indeterminação do pedido não pode ser absoluta. 
As três hipóteses de pedido genérico estão no art. 324, §1º. 
Art. 324. O pedido deve ser determinado. 
§ 1o É lícito, porém, formular pedido genérico: 
I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; 
São aquelas demandas que têm por objeto uma universalidade (de fato ou de direito). Como exemplo, 
teríamos uma demanda envolvendo rebanho, patrimônio24, biblioteca, situações nas quais o autor não tem 
condições de individualizar/especificar seu pedido. 
Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à 
mesma pessoa, tenham destinação unitária. 
Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas 
próprias. 
Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, 
dotadas de valor econômico. 
Art. 320, §1º, II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do 
fato; 
Aqui, enquadram-se as ações indenizatórias decorrentes de fato ou ato ilícito, quando as consequências são 
indeterminadas no momento da propositura da ação. 
Como exemplo, cita-se um pleito de indenização por uma lesão causada quando ainda não se sabe se ela 
será definitiva ou não; um pedido de danos materiais por perda da colheita, cujos lucros cessantes sejam 
representados pela perda do rendimento durante sua inatividade (veremos quantos meses ainda dará 
prejuízo). 
 
 
24 Petição de herança é um exemplo de ação universal envolvendo o patrimônio do espólio. 
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De toda forma, percebam que esses pedidos contêm um mínimo de especificação. 
Pedido Claro 
Art. 330, § 1o Considera-se inepta a petição inicial quando: III - da narração dos fatos não decorrer 
logicamente a conclusão; 
Pedido pouco claro enseja inépcia da petição inicial. 
Pedido Coerente 
Art. 330, § 1o Considera-se inepta a petição inicial quando: IV - contiver pedidos incompatíveis 
entre si. 
Pedido deve ser coerente. Se não decorrer da causa de pedir, acarretará também inépcia da petição inicial. 
Na falta de um desses requisitos, o magistrado deve, antes de indeferir a PI, intimar para emenda (art. 321). 
Enunciado 292, FPPC: (arts. 330 e 321; art. 4º) Antes de indeferir a petição inicial, o juiz deve 
aplicar o disposto no art. 321. 
Didier afirma que, como o pedido é um projeto de sentença, esses requisitos de certeza, determinação, 
clareza e coerência são também requisitos da sentença. 
2.2 - Interpretação Conforme Boa-Fé 
A redação do art. 320, §2º, CPC/15, por sua vez, leva a crer que o pedido não é mais interpretado 
restritivamente, mas sim considerando o conjunto da postulação e a boa-fé. 
Além disso, o artigo 489, §3º diz que a sentença tem de ser interpretada de acordo com o seu conjunto e 
princípio da boa-fé, o que significa que não posso olhar mais só para dispositivo, mas também para 
fundamentação e relatório. 
2.3 - Cumulação de Pedidos 
Há cumulação sempre que, em um mesmo processo, mais de um pedido for formulado. 
3.3.1 - Cumulação Própria 
Formulam-se vários pedidos para que todos sejam acolhidos. Tudo o que se pede se quer, e tudo pode ser 
acolhido ao mesmo tempo. É regida pela conjunção “e”. 
Art. 327. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, 
ainda que entre eles não haja conexão. 
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3.3.2 - Cumulação Imprópria 
É regida pela conjunção “ou”. Vários pedidos são formulados, mas apenas um pode ser acolhido. 
Art. 326. É lícito formular mais de um pedido em ordem subsidiária, a fim de que o juiz conheça 
do posterior, quando não acolher o anterior. 
Parágrafo único. É lícito formular mais de um pedido, alternativamente, para que o juiz acolha 
um deles. 
Sucumbência 
Nos casos de cumulação própria - faço mais de um pedido e quero todos eles -, se o juiz não me concede um 
dos pedidos, há sucumbência parcial. Nesse caso, os ônus de sucumbência serão atribuídos 
proporcionalmente, conforme o ganho das partes. 
Todavia, no tocante aos honorários, eles não serão mais compensados, conforme previa a súmula 306, STJ, 
pois seu enunciado foi superado pelo art. 85, § 14, CPC/15. 
Art. 85, § 14. Os honorários constituem direito do advogado e têm natureza alimentar, com os 
mesmos privilégios dos créditos oriundos da legislação do trabalho, sendo vedada a 
compensação em caso de sucumbência parcial. 
Já na cumulação imprópria, deve-se dividir: 
i- na cumulação eventual/subsidiária, o autor formula dois pedidos (um principal e outro subsidiário), mas 
só almeja um pedido. O autor será sucumbente totalmente apenas se seus dois pedidos forem rejeitados. 
Por outro lado, se o pedido principal for acolhido, o réu será totalmente sucumbente. 
Por fim, se o pedido subsidiário for acolhido, há divergência. 
 Corrente majoritária, STJ: Se apenas o pedido subsidiário é acolhido, o autor sucumbiu em parte, pois 
estabeleceu ordem de hierarquia, preferia o pedido A em detrimento do B. Assim, responderá parcialmente 
pelos ônus de sucumbência. 
Nada impede, porém, de o juiz, se verificar que houve sucumbência mínima do autor e atribuir 
exclusivamente os ônus de sucumbência ao réu. 
ii- havendo cumulação alternativa, o deferimento de qualquer um dos pedidos implica na sucumbência 
total do réu, pois aqui o autor não estabelece uma ordem hierárquica de pedidos. Para ele, tanto faz o pedido 
A ou o pedido B. 
Requisitos para Cumulação 
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Art. 327. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, 
ainda que entre eles não haja conexão. 
§ 1o São requisitos de admissibilidade da cumulação que: 
I - os pedidos sejam compatíveis entre si; 
II - seja competente para conhecer deles o mesmo juízo; 
III - seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento. 
§ 2o Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será admitida a 
cumulação se o autor empregar o procedimento comum, sem prejuízo do emprego das técnicas 
processuais diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se sujeitam um ou mais 
pedidos cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições sobre o procedimento 
comum. 
2.4 - Aditamento/Alteração do Pedido 
Art. 329. O autor poderá: 
I - até a citação, aditar ou alterar o pedidoou a causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu; 
II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com 
consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação 
deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar. 
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva causa de pedir. 
Em regra, após o saneamento do processo, não pode haver alteração objetiva do processo. 
Entretanto, há hipóteses excepcionais em que isso seria possível. 
Ex1: desconsideração da personalidade jurídica, que pode ser pedida a qualquer tempo, inclusive em sede 
recursal. 
Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de 
conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo 
extrajudicial. 
Ex2: O próprio CPC permite que a parte amplie objetivamente o processo para fazer acordos. 
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Art. 515, § 2o A autocomposição judicial pode envolver sujeito estranho ao processo e versar 
sobre relação jurídica que não tenha sido deduzida em juízo. 
Ex3: Didier defende que o autorregramento da vontade deve prevalecer sobre o art. 329, II, CPC. Segundo 
ele, nada impediria que, se o réu concordar, haja alteração ou aditamento do pedido ou causa de pedir 
depois do saneamento. Em reforço a tal entendimento, cita-se a cláusula geral de negociação processual 
(art. 190, CPC). 
Ex4: Fatos supervenientes podem ser causa para eventual acréscimo de causa de pedir. 
Art. 493. Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo 
do direito influir no julgamento do mérito, caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou 
a requerimento da parte, no momento de proferir a decisão. 
Parágrafo único. Se constatar de ofício o fato novo, o juiz ouvirá as partes sobre ele antes de 
decidir. 
De todo modo, fiquem, em provas objetivas, com a redação legal. 
Simples esclarecimentos prestados pelo autor não significa aditamento da petição inicial. 
Enunciado 428, FPPC: (art. 357, § 3º, 329) A integração e o esclarecimento das alegações nos 
termos do art. 357, § 3º, não se confundem com o aditamento do ato postulatório previsto no 
art. 329. 
Barbosa Moreira25 ainda menciona a hipótese de redução do pedido ou causa de pedir. Exemplos: 
desistência parcial; renúncia parcial; transação parcial; convenção de arbitragem relativa a parte do litígio; 
interposição de recurso parcial. 
 
 
 
25 MOREIRA, José Carlos Barbosa. O Novo Processo Civil Brasileiro, p. 12-13. 
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Proposta a demanda com todos os requisitos acima descritos, haverá o registro/distribuição e, 
posteriormente, o juiz pode tomar as seguintes atitudes: 
i- determinar a emenda da petição inicial (art. 321, CPC); 
ii- indeferir a petição inicial (art. 330 c/c art. 485, I, CPC); 
iii- julgar liminarmente improcedente o pedido (art. 332, CPC); 
iv- determinar a citação do demandado (art. 240, CPC), designando, de pronto, uma audiência de conciliação 
e mediação (art. 334, CPC e art. 27, Lei n. 13.140/15). 
3 – REGISTRO E DISTRIBUIÇÃO 
Consoante Mouzalas, Neto e Madruga26, o registro é ato de documentação de um processo. O servidor 
registra as principais características de uma relação processual, com suas partes, tipo de procedimento, valor 
da causa, número do processo, data do protocolo, entre outras. Trata-se de ato obrigatório, ainda que o 
processo tramite em segredo de justiça. 
Art. 284. Todos os processos estão sujeitos a registro, devendo ser distribuídos onde houver 
mais de um juiz. 
Como visto, o registro ocorre nas comarcas, seções ou subseções em que haja apenas uma vara com aquela 
competência, dispensando a distribuição por sorteio. 
Ainda, o registro é o momento em que o juízo se torna prevento. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
A distribuição, por sua vez, é ato processual por meio do qual se determina a competência para julgar 
determinada causa, naquelas comarcas, seções ou subseções em que haja mais de um juízo. 
Art. 284. Todos os processos estão sujeitos a registro, devendo ser distribuídos onde houver 
mais de um juiz. 
Ainda, a distribuição é o momento em que o juízo se torna prevento. 
 
 
26 MOUZALAS, Rinaldo; NETO, João Otávio; MADRUGA, Eduardo. Processo Civil: Volume Único, 9ª ed. Juspodivm: Salvador, 2016, 
p. 385. 
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Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
A distribuição dar-se-á por sorteio, podendo ser física ou eletrônica27, sempre observando a alternância e 
igualdade entre os juízos. 
Art. 285. A distribuição, que poderá ser eletrônica, será alternada e aleatória, obedecendo-se 
rigorosa igualdade. 
Parágrafo único. A lista de distribuição deverá ser publicada no Diário de Justiça. 
Há casos, porém, em que não se dá a distribuição por sorteio, mas sim por dependência a um juízo específico. 
Art. 286. Serão distribuídas por dependência as causas de qualquer natureza: I - quando se 
relacionarem, por conexão ou continência, com outra já ajuizada; 
Aqui, mesmo que a anterior demanda conexa já tenha sido julgada, a distribuição por dependência ocorrerá. 
A súmula 235, STJ e o art. 55, §1º, CPC afastam reunião de processos decorrente da conexão quando um 
deles já tiver sido julgado. 
Contudo, para fins do art. 286, I, CPC/15, esse entendimento não surte efeito. Isso porque a segunda 
demanda deverá sim ser distribuída por dependência à primeira, a fim de evitar prolação de decisões 
contraditórias. 
Art. 286, II - quando, tendo sido extinto o processo sem resolução de mérito, for reiterado o 
pedido, ainda que em litisconsórcio com outros autores ou que sejam parcialmente alterados os 
réus da demanda; 
Essa regra impede a tentativa fraudulenta de se escolher juízos, violando o juízo natural. Por exemplo, a 
parte entra com processo e é distribuído ao juízo X. A parte não gosta e desiste, sendo extinto o feito sem 
resolução do mérito. Incontinenti, a parte entra com a mesma demanda novamente, para cair com outro 
juízo. 
O art. 286, II, CPC/15 proíbe tal prática. Deverá a 2ª demanda cair com o mesmo juízo da 1ª demanda. Essa 
distribuição por dependência ocorrerá mesmo se houver alteração parcial dos réus. 
Art. 286, III - quando houver ajuizamento de ações nos termos do art. 55, § 3o, ao juízo prevento. 
 
 
27 Quando feita de forma automática, sem autuação de um auxiliar da justiça. 
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O art. 55, §3º, CPC consagra a teoria materialista da conexão, isto é, passa a ser possível haver conexão e 
reunião de duas ou mais ações, mesmo que o objeto (pedido) ou causa de pedir forem diferentes. Basta que 
a decisão de uma causa possa interferir na solução da outra. É a chamada conexão por prejudicialidade. 
Assim, uma segunda demanda que tenha conexão por prejudicialidade com uma ação já proposta deverá ser 
distribuída por dependência ao juízo desta. 
Art. 286, Parágrafo único. Havendo intervenção de terceiro, reconvenção ou outra hipótese de 
ampliação objetiva do processo, o juiz, de ofício, mandará proceder à respectiva anotação pelo 
distribuidor. 
ATITUDES POSSÍVEIS DO JUIZ 
1 - EMENDA DA PETIÇÃO INICIAL 
Se houver alguma irregularidade na PI, o juiz deve, com base no princípio da cooperação28 (dever do juiz de 
prevenção e esclarecimento), intimar o autor para corrigi-la,emendá-la. 
Desse modo, de um lado temos um dever do juiz e, doutro, um direito à emenda da parte autora. 
Art. 321 O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 
ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, 
determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com 
precisão o que deve ser corrigido ou completado. 
ENUNCIADO 95/CJF – O juiz, antes de rejeitar liminarmente a impugnação ao cumprimento de 
sentença (art. 525, § 5º, do CPC), deve intimar o impugnante para sanar eventual vício, em 
observância ao dever processual de cooperação (art. 6º do CPC). 
Enunciado 284, FPPC: (art. 321; 968, §3º) Aplica-se à ação rescisória o disposto no art. 321. 
Assim, o juiz não pode dizer “emende-se a petição inicial”, tendo que apontar qual o defeito. 
 
 
28 Vimos no curso que o modelo cooperativo do Processo Civil impõe 4 deveres ao juiz (dever de esclarecimento; dever de consulta; 
dever de adequação; dever de prevenção). 
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O dever de esclarecimento, em uma de suas facetas29, é justamente o dever de o juiz esclarecer seus 
posicionamentos. 
Essa decisão que determina a emenda é recorrível? 
Segundo Assumpção, o STJ já entendeu que a determinação de emenda é decisão: i) irrecorrível; ii) mero 
despacho, sendo recorrível por agravo de instrumento apenas se subverter a legislação processual em vigor 
causando gravame à parte; iii) ainda, há decisão do STJ que compreende o ato como decisão judicial. 
No CPC/15, mesmo que se atribua a natureza jurídica de decisão a tal ato, não será recorrível por agravo de 
instrumento, pois não prevista no rol do art. 1.015, CPC. 
2 - INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL 
Introdução 
O indeferimento da petição inicial, segundo Didier, é decisão liminar negativa, que obsta o prosseguimento 
da demanda. 
Em outras palavras, é uma decisão do juiz que não admite/rejeita a petição inicial antes mesmo de o réu ser 
citado, não havendo condenação do autor ao pagamento de honorários advocatícios. 
Trata-se de uma decisão liminar, no sentido de que é sempre uma decisão proferida “in limine”, no início do 
processo. 
Se o juiz não indefere a PI e o réu suscita argumentos que deveriam ser levadas em conta para esse 
indeferimento, o juiz poderá se valer dessa alegação do réu. 
Entretanto, nesse caso, não mais poderá indeferir a PI, uma vez que a petição inicial já foi admitida. O 
magistrado poderá extinguir o processo com base em outro dispositivo, mas não indeferi-la, eis que o 
indeferimento, segundo Didier, Barbosa Moreira e outros, só pode se dar antes da citação do réu. 
1- Inépcia 
 
 
29 A segunda dimensão do dever de esclarecimento é o dever de esclarecer-se quando o juiz tiver dúvida sobre aquilo que as partes 
pleiteiam. O juiz não pode indeferir um pedido sob o fundamento de que não o compreendeu, sem antes intimar a parte para que 
ela o esclareça. 
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Como se sabe, a PI é instrumento da demanda, cujos elementos são pedido, causa de pedir (elementos 
objetivos) e partes (elemento subjetivo). Segundo Didier, inépcia diz respeito a vícios na 
identificação/formulação dos elementos objetivos da demanda. 
O art. 330, §§, CPC traz algumas hipóteses de inépcia, em rol não taxativo. 
Art. 330, § 1o Considera-se inepta a petição inicial quando: 
I - lhe faltar pedido ou causa de pedir; 
II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido 
genérico; 
III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; 
IV - contiver pedidos incompatíveis entre si. 
§ 2o Nas ações que tenham por objeto a revisão de obrigação decorrente de empréstimo, de 
financiamento ou de alienação de bens, o autor terá de, sob pena de inépcia, discriminar na 
petição inicial, dentre as obrigações contratuais, aquelas que pretende controverter, além de 
quantificar o valor incontroverso do débito. 
§ 3o Na hipótese do § 2o, o valor incontroverso deverá continuar a ser pago no tempo e modo 
contratados. 
Enunciado 290, FPPC: (art. 330, §§ 2º e 3º) A enumeração das espécies de contrato previstas no 
§ 2º do art. 330 é exemplificativa. 
Vamos por partes! 
Art. 330, §1º, I - lhe faltar pedido ou causa de pedir; 
Sem o pedido ou causa de pedir, é impossível o juízo saber os limites da demanda e, por consequência, os 
limites de sua atuação. 
Art. 330, §1º, II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite 
o pedido genérico; 
O pedido tem de ser determinado (art. 324, CPC), salvo em algumas situações excepcionais (art. 324, §1º, I 
a III), já tratadas no curso. Se o pedido for indeterminado fora dessas hipóteses permitidas, o caso é de 
inépcia. 
2- Manifesta Ilegitimidade 
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Pode ser causa de indeferimento da petição inicial (art. 330, II c/c art. 485, I, CPC), se verificada antes da 
citação do réu. 
Nesse caso, a doutrina tem dito que o magistrado, quando reconhecer a ilegitimidade passiva do réu, deverá 
facultar ao autor a alteração da petição inicial a fim de substituir o réu, nos termos dos arts. 339 e 340, CPC, 
com vistas à primazia da decisão de mérito e efetividade processual. 
Enunciado 296, FPPC: (arts. 338 e 339) Quando conhecer liminarmente e de ofício a ilegitimidade 
passiva, o juiz facultará ao autor a alteração da petição inicial, para substituição do réu, nos 
termos dos arts. 339 e 340, sem ônus sucumbenciais. 
Se for acolhida posteriormente a citação do réu, será causa para extinção do processo sem resolução do 
mérito (art. 485, VI, CPC). 
E, se for reconhecida já em sentença, será causa de improcedência do pedido. 
3- Falta de Interesse Processual 
Pode ser causa de indeferimento da petição inicial, se verificada antes da citação do réu. 
Se for acolhida posteriormente a esse ato, será causa para extinção do processo sem resolução do mérito 
(art. 485, VI, CPC). 
E, se for reconhecida já em sentença, após instrução probatória, será causa de improcedência do pedido. 
Na vigência do CPC/73, era preciso propor uma ação declaratória incidental para que a questão incidental 
fosse decidida no dispositivo e fizesse coisa julgada material. 
CPC/73, Art. 5o Se, no curso do processo, se tornar litigiosa relação jurídica de cuja existência ou 
inexistência depender o julgamento da lide, qualquer das partes poderá requerer que o juiz a 
declare por sentença. (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1973) 
Art. 325. Contestando o réu o direito que constitui fundamento do pedido, o autor poderá 
requerer, no prazo de 10 (dez) dias, que sobre ele o juiz profira sentença incidente, se da 
declaração da existência ou da inexistência do direito depender, no todo ou em parte, o 
julgamento da lide (art. 5o). 
Uma das grandes inovações do CPC/15 foi a formação de coisa julgada material das questões incidentais, 
sem precisar daquela ação declaratória incidental. 
Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da 
questão principal expressamente decidida. 
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§ 1o O disposto no caput aplica-se à resolução de questão prejudicial, decidida expressa e 
incidentemente no processo, se: 
I - dessa resolução depender o julgamento do mérito; 
II - a seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, não se aplicando no caso de revelia; 
III - o juízo tiver competência em razão da matéria e da pessoa para resolvê-lacomo questão 
principal. 
Com essa criação, alguns passaram a entender pela falta de interesse de agir em propor aquela antiga ação 
declaratória incidental. 
Entretanto, a doutrina majoritária se firmou em sentido contrário, isto é, ainda persiste o interesse de agir. 
Enunciado 35, I JDPC do CJF– Considerando os princípios do acesso à justiça e da segurança 
jurídica, persiste o interesse de agir na propositura de ação declaratória a respeito da questão 
prejudicial incidental, a ser distribuída por dependência da ação preexistente, inexistindo 
litispendência entre ambas as demandas (arts. 329 e 503, § 1º, do CPC). 
Não atendimento dos arts. 106 e 321, CPC 
Art. 106. Quando postular em causa própria, incumbe ao advogado: 
I - declarar, na petição inicial ou na contestação, o endereço, seu número de inscrição na Ordem 
dos Advogados do Brasil e o nome da sociedade de advogados da qual participa, para o 
recebimento de intimações; 
II - comunicar ao juízo qualquer mudança de endereço. 
§ 1o Se o advogado descumprir o disposto no inciso I, o juiz ordenará que se supra a omissão, 
no prazo de 5 (cinco) dias, antes de determinar a citação do réu, sob pena de indeferimento da 
petição. 
§ 2o Se o advogado infringir o previsto no inciso II, serão consideradas válidas as intimações 
enviadas por carta registrada ou meio eletrônico ao endereço constante dos autos. 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 
320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, 
determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com 
precisão o que deve ser corrigido ou completado. 
Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art319
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art319
 
 
 
 
 
 
 
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Enunciado 425, FPPC: (arts. 321, 106, § 1°) Ocorrendo simultaneamente as hipóteses dos art. 
106, § 1°, e art. 321, caput, o prazo de emenda será único e de quinze dias. 
3 IMPROCEDÊNCIA LIMINAR DO PEDIDO 
Quais são os pressupostos para que o art. 332 seja aplicado? 
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do 
réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: 
i- a causa deve dispensar a fase instrutória 
ii- o pedido deve encaixar-se em uma das hipóteses previstas nos incisos I a IV do art. 332 ou no §1º do 
mesmo dispositivo. 
Como a improcedência liminar do pedido é técnica aplicável a qualquer processo, se for aplicada por juízo 
de 1º grau, será feita por sentença; se for por Tribunal (processo de competência originária do Tribunal), será 
prolatada por decisão monocrática de relator (art. 932, IV e V, CPC) ou acórdão. 
Nessa sentença, não há mais a exigência do antigo art. 285-A, CPC/73 de reprodução da decisão anterior do 
mesmo juízo sobre o tema. Agora, o magistrado terá de fundamentar a aplicação do art. 332 com base na 
ratio decidendi dos precedentes que embasaram sua decisão. 
Tal sentença será impugnável por apelação que, excepcionalmente, permite o juízo de retratação, em 5 dias, 
pelo juízo prolator da decisão. 
Art. 332, § 3o Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias. 
Enunciado 507, FPPC: (art. 332; Lei n.º 9.099/1995) O art. 332 aplica-se ao sistema de Juizados 
Especiais. 
Enunciado 508, FPPC: (art. 332, § 3º; Lei 9.099/1995; Lei 10.259/2001; Lei 12.153/2009) 
Interposto recurso inominado contra sentença que julga liminarmente improcedente o pedido, 
o juiz pode retratar-se em cinco dias. 
Se não houver retratação, o juiz determinará a citação do réu para, em 15 dias, contrarrazoar a apelação. 
§ 4o Se houver retratação, o juiz determinará o prosseguimento do processo, com a citação do 
réu, e, se não houver retratação, determinará a citação do réu para apresentar contrarrazões, no 
prazo de 15 (quinze) dias. 
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Enunciado 293, FPPC: (arts. 331, 332, § 3º, 1.010, § 3º) Se considerar intempestiva a apelação 
contra sentença que indefere a petição inicial ou julga liminarmente improcedente o pedido, não 
pode o juízo a quo retratar-se. 
Não interposta apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença pelo escrivão ou chefe de 
secretaria30. 
Art. 332, § 2o Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença, 
nos termos do art. 241. 
A apelação pode ser fundada em error in procedendo e error in iudicando. 
Se for error in procedendo (ex: juiz aplicou o art. 332 em causa que depende de produção de provas), haverá 
invalidação da sentença, com determinação para que o processo volte ao 1º grau e prossiga normalmente. 
O réu terá oportunidade de oferecer resposta ampla. 
Se for error in iudicando, a sentença é válida, mas a tese jurídica escolhida pelo juiz está equivocada (ex: 
distinção, superação do precedente). O tribunal poderá reformar a decisão, já prolatando outra decisão de 
mérito. 
Há violação do contraditório na aplicação do art. 332, CPC? 
Não há nenhuma violação ao contraditório, pois o julgamento é de improcedência. Assim, aquele 
que nem foi ouvido será integralmente beneficiado. 
É um dever ou uma faculdade a aplicação do art. 332, CPC? 
Segundo doutrina majoritária, é um dever, pois decorre da própria eficácia vinculante dos precedentes (art. 
927, CPC). 
É possível julgamento parcial de improcedência liminar, aplicando o art. 332, CPC apenas para 
parcela do pedido? 
 
 
30 Art. 241. Transitada em julgado a sentença de mérito proferida em favor do réu antes da citação, incumbe ao escrivão ou ao 
chefe de secretaria comunicar-lhe o resultado do julgamento. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art241
 
 
 
 
 
 
 
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1ª corrente: Assumpção entende que não, porquanto a utilidade de se aplicar o art. 332 é justamente 
extinguir o processo com resolução do mérito, não havendo sequer citação do réu. 
Na hipótese de julgamento parcial de improcedência liminar, resolve-se parte do pedido, mas o réu deverá 
ser citado para integrar a relação processual e defender-se do outro pedido. Não haverá, pois, utilidade. 
Uma vez citado e convocados à comparecer à audiência de conciliação e mediação, o réu ofertará sua 
contestação. Após esse momento, ai sim o juiz poderá jugar parcialmente o mérito, conforme art. 356, CPC. 
2ª corrente: Nelson Nery entende que sim. Não há nenhum impedimento para tal julgamento parcial. 
Inclusive, o CPC/15 reforçou a possibilidade de resolução parcial do mérito no art. 356, CPC, após a citação 
do réu. Nada impede que essa resolução aconteça antes, nos termos do art. 332, CPC. 
Nesses casos, resolve-se parcialmente o mérito por meio de decisão interlocutória, contra a qual é cabível 
agravo de instrumento (art. 1.015, II, CPC). 
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: 
II - mérito do processo; 
Hipóteses de Improcedência Liminar do Pedido 
De início, é importante frisar que o art. 332 é umbilicalmente ligado ao art. 927, CPC. 
ART. 332. NAS CAUSAS QUE DISPENSEM A FASE 
INSTRUTÓRIA, O JUIZ, INDEPENDENTEMENTE DA CITAÇÃO 
DO RÉU, JULGARÁ LIMINARMENTE IMPROCEDENTE O 
PEDIDO QUE CONTRARIAR: 
I - ENUNCIADO DE SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL 
FEDERAL OU DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA; 
II - ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPREMO TRIBUNAL 
FEDERAL OU PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM 
JULGAMENTO DE RECURSOS REPETITIVOS;III - ENTENDIMENTO FIRMADO EM INCIDENTE DE 
RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS OU DE ASSUNÇÃO 
DE COMPETÊNCIA; 
IV - ENUNCIADO DE SÚMULA DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA 
SOBRE DIREITO LOCAL. 
§ 1O O JUIZ TAMBÉM PODERÁ JULGAR LIMINARMENTE 
IMPROCEDENTE O PEDIDO SE VERIFICAR, DESDE LOGO, A 
OCORRÊNCIA DE DECADÊNCIA OU DE PRESCRIÇÃO. 
ART. 927. OS JUÍZES E OS TRIBUNAIS OBSERVARÃO: 
I - AS DECISÕES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM 
CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE; 
II - OS ENUNCIADOS DE SÚMULA VINCULANTE; 
III - OS ACÓRDÃOS EM INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE 
COMPETÊNCIA OU DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS 
REPETITIVAS E EM JULGAMENTO DE RECURSOS 
EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL REPETITIVOS; 
IV - OS ENUNCIADOS DAS SÚMULAS DO SUPREMO 
TRIBUNAL FEDERAL EM MATÉRIA CONSTITUCIONAL E DO 
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM MATÉRIA 
INFRACONSTITUCIONAL; 
V - A ORIENTAÇÃO DO PLENÁRIO OU DO ÓRGÃO ESPECIAL 
AOS QUAIS ESTIVEREM VINCULADOS. 
 
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Como salienta Elpídio Donizetti31, “com o advento do CPC/15, superada está a controvérsia sobre a admissão 
da jurisprudência como fonte do Direito”. 
Passou-se a adotar, portanto, um sistema de precedentes judiciais vinculantes, consoante se observa do art. 
927, CPC. 
Quais os exemplos desse reforço da Jurisprudência e dos Precedentes? 
ART. 332 
IMPROCEDÊNCIA LIMINAR QUANDO O PEDIDO 
CONTRARIAR PRECEDENTES OBRIGATÓRIOS 
Art. 496, § 4º Dispensa de remessa necessária 
Art. 521, IV Dispensa de caução 
Art. 932, IV, V 
Possibilidade de o relator negar ou dar 
provimento ao recurso monocraticamente 
Art. 966, § 5º 
Ação rescisória contra decisão baseada em 
enunciado de súmula ou acórdão proferido em 
julgamento de casos repetitivos que não tenha 
considerado a existência de distinção entre a 
questão discutida no processo e o padrão 
decisório que lhe deu fundamento. 
Art. 988, III e IV Reclamação – alargamento das hipóteses 
Art. 1.040, IV 
Comunicação às agências reguladoras para que 
elas cumpram o precedente obrigatório 
Art. 927, §§ 3º e 4º 
a possibilidade de modulação dos efeitos e a 
exigência de fundamentação adequada e 
específica quando da alteração de 
entendimentos jurisprudencial fixado em casos 
repetitivos 
Sobre o assunto, surgiram duas correntes a respeito da constitucionalidade ou não dessa criação pelo 
CPC/15: 
 
 
31 GONÇALVES, Marcus Vinicius. Curso Didático de Direito Processual Civil, 20ª Ed. São Paulo: Atlas, 2017, p. 6. 
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1ª corrente (Marcus Vinicius Gonçalves32): Há quem diga que a criação de precedentes vinculantes não 
previstos na CRFB (ex: súmula vinculante e decisão em controle concentrado de constitucionalidade – art. 
102, § 2º e 103-A, CRFB) seria inconstitucional. Somente a CRFB poderia atribuir eficácia vinculante. 
Por conta desse mesmo fundamento, Georges Abboud e José Carlos Van Cleef33 entendem que o art. 332, 
CPC seria inconstitucional. 
2ª corrente: A doutrina é majoritária no sentido de que não há qualquer inconstitucionalidade na criação de 
precedentes vinculantes pelo CPC/15. A doutrina34 vem construindo escalonamentos de vinculação dos 
precedentes. Assim, haveria em nosso sistema diversas formas de eficácia no que diz respeito à força dos 
precedentes: 
✓ Precedentes Vinculantes (binding precedent) – Precedente típico do common law. No Brasil, os 
vinculantes são apenas aqueles que se desrespeitados geram direito de ajuizamento de Reclamação 
Constitucional (art. 988), quais sejam: decisões do STF tomadas em controle de constitucionalidade, 
súmulas vinculantes, IRDR, IAC e Recursos Especiais e Extraordinários Repetitivos35. 
✓ Precedentes Obrigatórios – são os demais precedentes do próprio tribunal, como súmulas não 
vinculantes e jurisprudência dominante que deve ser convertida em súmula. Eles promovem a aceleração 
do julgamento, como decisões monocráticas e julgamento liminar de improcedência (súmula de tribunal 
local). 
✓ Precedentes Persuasivos (persuasive precedent) – são todos os demais precedentes, de órgãos 
fracionários do próprio tribunal ou de outros tribunais. Ex: TJAM – julgamento pode ser persuasivo para o 
juiz do TJDFT. 
Todavia, percebe-se que o art. 332 não alberga, textualmente, as hipóteses do art. 927, I e V. 
Veremos ao longo do capítulo essas diferenças. 
De todo modo, adianto que os incisos I, II e V do art. 927 não estão reproduzidos no art. 332, CPC. 
 
 
32 Op. Cit. p. 57. 
33 ABBOUD, Georges; CLEEF, José Carlos. Breves Comentários ao Novo Código de Processo Civil.... p. 857. 
34 Por todos, vejam artigo de Eduardo Talamini: http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI236392,31047-
O+que+sao+os+precedentes+vinculantes+no+CPC15 
35 Atenção: No dia 5/02/2020, a Corte Especial do STJ, na Rcl 36.476/SP, definiu que as partes NÃO PODEM se valer da reclamação 
para questionar a aplicação de uma tese fixada sob o rito dos recursos repetitivos pela segunda instância, em interpretação, 
segundo muitos, contra legem. Discutiremos isso mais à frente no curso. 
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http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI236392,31047-O+que+sao+os+precedentes+vinculantes+no+CPC15
http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI236392,31047-O+que+sao+os+precedentes+vinculantes+no+CPC15
 
 
 
 
 
 
 
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Art. 927. (...) 
I - as decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; 
II - os enunciados de súmula vinculante; 
V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados. 
Doutro lado, o inciso IV do art. 332 não consta no art. 927, CPC. 
Art. 332, IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. 
Vamos por partes! 
Inciso I 
Art. 332, I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça; 
O art. 332, I permite a improcedência liminar do pedido quando for contrário a súmula de Tribunal Superior. 
Doutro lado, o art. 927, IV, CPC diz ser vinculante as súmulas do STF em matéria constitucional e súmulas do 
STJ em matéria infraconstitucional. 
Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão: IV - os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal 
Federal em matéria constitucional e do Superior Tribunal de Justiça em matéria 
infraconstitucional; 
Assim, fazendo uma interpretação sistemática do CPC, a doutrina afirma que o art. 332 será possível quando 
a súmula do STF versar sobre matéria constitucional e a súmula do STJ versar sobre matéria 
infraconstitucional. 
Enunciado 314, FPPC: (arts. 926 e 927, I e V). As decisões judiciais devem respeitar os 
precedentes do Supremo Tribunal Federal, em matéria constitucional, e do Superior Tribunal de 
Justiça, em matéria infraconstitucional federal. 
Enunciado 146, FPPC: (art. 332, I; art. 927, IV) Na aplicação do inciso I do art. 332, o juiz observará 
o inciso IV do caput do art. 927. 
Enunciado 166, FPPC: (art. 926) A aplicação dos enunciados das súmulas deve ser realizada a 
partir dos precedentes que os formaram e dos que os aplicaram posteriormente. 
Incisos II e III 
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Art. 332, II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de 
Justiça em julgamento de recursos repetitivos; 
III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência; 
Iremos destrinçar em aula própria quais os casos de julgamento de recursos repetitivos, mas adianto que 
estão previstos no art. 928, CPC. 
Art. 928. Para os fins deste Código, considera-se julgamento de casos repetitivos a decisão 
proferidaem: 
I - incidente de resolução de demandas repetitivas; 
II - recursos especial e extraordinário repetitivos. 
Parágrafo único. O julgamento de casos repetitivos tem por objeto questão de direito material 
ou processual. 
Há exata correspondência entre os incisos II e III do art. 332 e o art. 927, III. 
Art. 927, III - os acórdãos em incidente de assunção de competência ou de resolução de 
demandas repetitivas e em julgamento de recursos extraordinário e especial repetitivos; 
Há vários enunciados doutrinários sobre esse tema36, dos quais iremos tratar mais à frente, quando 
abordarmos os precedentes. 
Inciso IV 
Art. 332, IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local 
Essa hipótese, contudo, sequer é mencionada no art. 927, CPC. 
Didier explica que na tramitação do projeto de lei na Câmara dos Deputados, havia no art. 927 um inciso 
dedicado aos enunciados de súmula de Tribunal de Justiça sobre direito local (seria o art. 927, VI, CPC). 
Contudo, na data da votação do substitutivo na Câmara dos Deputados (26.11.13), em razão de um acordo 
entre parlamentares, o texto foi suprimido. 
 
 
36 Enunciado 59, I Jornada CJF, Enunciados 19 e 20, Enfam; Enunciados do FPPC de números 162, 167, 169, 170, 171, 172, 173, 
175, 315, 316, 320, 321, 322, 323, 324, 325, 326, 327, 328, 453, 454, 455, 456, 457, 458, 459, 460, 461, 549, 591, 607. 608. 
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De todo modo, a previsão está no art. 332, IV e pode ser aplicado. A doutrina não tem visto problema em 
sua aplicação, na medida em que a última interpretação do direito local é feita justamente pelo Tribunal de 
Justiça. 
Enunciado 43, Enfam: O art. 332 do CPC/2015 se aplica ao sistema de juizados especiais e o inciso 
IV também abrange os enunciados e súmulas dos seus órgãos colegiados competentes. 
Enunciado 2, I Jornada CJF: As disposições do CPC aplicam-se supletiva e subsidiariamente às 
Leis n. 9.099/1995, 10.259/2001 e 12.153/2009, desde que não sejam incompatíveis com as 
regras e princípios dessas Leis. 
CESPE/MPAP – Promotor de Justiça Substituto/2021 - Segundo o Código de Processo Civil, nas causas 
que dispensem a fase instrutória, se o pedido formulado na petição inicial contrariar enunciado de 
súmula de tribunal de justiça sobre direito local, o juiz 
a) julgará liminarmente improcedente o pedido, independentemente da citação do réu. 
b) determinará a emenda da inicial, no prazo quinze dias, para alteração do pedido, sob pena de 
indeferimento. 
c) indeferirá, de plano, a petição inicial, cabendo ao autor, caso discorde da decisão, interpor recurso 
de apelação, com possibilidade de retratação pelo juiz. 
d) dará prosseguimento ao feito, uma vez que não se trata de hipótese de improcedência liminar 
prevista no atual sistema processual. 
e) poderá instaurar incidente de resolução de demandas repetitivas no tribunal competente. 
Comentários: A alternativa A está correta (art. 332, IV, CPC). 
Art. 332, §1º 
Art. 332, § 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, 
desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
Em relação à decadência, o juízo somente pode conhecer de ofício a decadência legal, uma vez que a 
decadência convencional depende da provocação da parte interessada (arts. 210 e 211, CC). 
Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei. 
Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer 
grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação. 
Quanto à prescrição, há uma discussão mais profunda, didaticamente exposta no Curso do Prof. Didier. 
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O art. 166, CC/16 permitia o conhecimento de ofício da prescrição de direitos patrimoniais. 
Art. 166. O juiz não pode conhecer da prescrição de direitos patrimoniais, se não foi invocada 
pelas partes. 
Quanto aos direitos não patrimoniais, que ou são potestativos (submetidos a prazo decadencial) ou são 
imprescritíveis (como os personalíssimos), não havia prazo prescricional. 
Com o CC/2002, que entrou em vigor em 11 de Janeiro de 2003, o art. 194 previu que a prescrição poderia 
ser decretada de ofício apenas se beneficiasse absolutamente incapaz. 
Art. 194. O juiz não pode suprir, de ofício, a alegação de prescrição, salvo se favorecer a 
absolutamente incapaz. (Revogado pela Lei nº 11.280, de 2006) 
Em 2004, a Lei n. 11.051 alterou a Lei de Execução fiscal, passando a permitir que o juiz conhecesse da 
prescrição de ofício do crédito fiscal, desde que ouvida previamente a Fazenda (art. 40, §4º, Lei n. 6.830/80). 
Art. 40, § 4o Se da decisão que ordenar o arquivamento tiver decorrido o prazo prescricional, o 
juiz, depois de ouvida a Fazenda Pública, poderá, de ofício, reconhecer a prescrição 
intercorrente e decretá-la de imediato. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) 
Por meio de Lei de 2006, o art. 219, §5º, CPC passou a prever que o juiz pronunciaria a prescrição de ofício. 
Art. 219, § 5º O juiz pronunciará, de ofício, a prescrição. (Redação dada pela Lei nº 11.280, de 
2006) 
A mesma lei, de forma coerente, revogou o art. 194, CC, que autorizava o reconhecimento de ofício da 
prescrição apenas quando beneficiasse absolutamente incapaz. 
O CPC/15 manteve tal redação, agora no art. 487, II, CPC/15. 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: II - decidir, de ofício ou a requerimento, 
sobre a ocorrência de decadência ou prescrição; 
Diante de tal evolução e da inexistência de qualquer restrição no ordenamento atual, conclui-se que o juiz 
pode conhecer de ofício de qualquer prescrição. 
É uma mudança gigantesca. Isso porque o instituto da prescrição é antiquíssimo e, no direito estrangeiro e 
brasileiro, sempre se proibiu o seu reconhecimento de ofício. 
Didier traça uma diferença entre prescrição no âmbito civil e nos âmbitos penal e tributário. 
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No direito penal, prescrição extingue o jus puniendi (art. 109, CP). No direito tributário, a prescrição é causa 
de extinção do crédito tributário (art. 156, CTN). Já no âmbito cível, a prescrição extingue a pretensão e não 
o direito subjetivo (art. 189, CC). 
Assim sendo, faz sentido o juiz poder reconhecer de ofício a prescrição penal e tributária, pois afeta o próprio 
direito material. 
Já a prescrição no âmbito civil não deveria ser reconhecida de ofício, já que ela é apenas um contradireito 
de livre disponibilidade do devedor. 
Corroborando esse pensamento, o CC prevê expressamente a possibilidade de renúncia expressa ou tácita 
da prescrição. 
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem 
prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume 
de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. 
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 
Exatamente por essa possibilidade de renúncia que o art. 194, CC permitia o reconhecimento de ofício da 
prescrição apenas para absolutamente incapazes, pois esses eram inaptos para renunciar. Para eles, a 
prescrição era irrenunciável. 
E agora, a prescrição é um contradireito indisponível? 
A doutrina majoritária diz que não. Permanece sendo disponível. Por isso se indica que, antes de julgar 
liminarmente improcedente o pedido por conta da prescrição, o juiz deveria: 
i- intimar o autor para se manifestar a respeito de eventual causa interruptiva ou suspensiva da prescrição 
(arts. 9º e 10, ambos do CPC/15). 
ii- intimar o réu para se manifestar sobre eventual renúncia à prescrição. 
Consoante Assumpção,o interesse do réu em renunciar à prescrição pode ser: a) moral, com intento de ter 
uma sentença de improcedência declarando que não é devedor do autor; b) econômico, pois o art. 940, CC 
prevê o direito de cobrar em dobro aquele que demanda judicialmente por dívida já paga ou dívida prescrita. 
De todo modo, segundo Assumpção, na vigência do CPC/73, o STJ dispensava a intimação do autor e réu 
para acolher a prescrição (art. 219, §5º, CPC). 
No que tange ao CPC/15, o art. 487, parágrafo único c/c 332, §1º dão a entender que a prescrição e 
decadência poderiam ser reconhecidas de ofício, sem precisar dar às partes oportunidade de se manifestar. 
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Art. 487, Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1o do art. 332, a prescrição e a decadência 
não serão reconhecidas sem que antes seja dada às partes oportunidade de manifestar-se. 
Art. 332, § 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, 
desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
Portanto, em provas objetivas, fiquem com a redação legal do dispositivo. 
Em provas discursivas, doutro lado, destaquem que, embora o dispositivo permita decisão sem dar 
oportunidade às partes para se manifestarem, a doutrina majoritária vem defendendo essa necessidade. 
Aguardemos para ver como o STJ vai se posicionar. 
MPDFT/MPDFT – Promotor de Justiça/2021 - Considere as opções e marque a única alternativa 
correta. 
I. Quando o juiz indeferir a petição inicial por inépcia e antes da citação, o escrivão ou o chefe de 
secretaria não precisa comunicar ao réu o resultado do processo. 
II. Transitada em julgado a sentença de mérito proferida em favor do réu antes da citação, não há 
necessidade pelo Código de Processo Civil de 2015 de comunicação do decisum ao réu. 
III. Antes da citação, o juiz profere decisum, de ofício, na qual entendeu pela ocorrência da prescrição, 
hipótese em que o autor deixa transcorrer o prazo recursal in albis e a lei processual civil determina 
nessa situação que o escrivão ou o chefe de secretaria deve comunicar ao réu o resultado do 
julgamento. 
a) As alternativas I e III são verdadeiras e a alternativa II é falsa. 
b) As alternativas I e II são verdadeiras e a alternativa III é falsa. 
c) As alternativas II e III são verdadeiras. 
d) Somente a alternativa II é verdadeira. 
e) Todas as alternativas são falsas. 
Comentários: o gabarito foi letra B, mas eu acredito que a questão não tem alternativa correta. 
O item I foi considerado correto. Todavia, entendo que está incorreto, pois o réu precisa sim ser 
comunicado do resultado do processo. CPC, Art. 330, § 3º Não interposta a apelação, o réu será 
intimado do trânsito em julgado da sentença. 
O item II está incorreto. Art. 332,§ 2º Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em 
julgado da sentença, nos termos do art. 241 . 
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Art. 241. Transitada em julgado a sentença de mérito proferida em favor do réu antes da citação, 
incumbe ao escrivão ou ao chefe de secretaria comunicar-lhe o resultado do julgamento. 
A alternativa III está correta se seguirmos letra da lei. A leitura do art. 487, parágrafo único c/c 332, 
§1º dá a entender que a prescrição e decadência podem ser reconhecidas de ofício, sem precisar dar 
às partes oportunidade de se manifestar. 
Art. 487, Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1o do art. 332, a prescrição e a decadência não 
serão reconhecidas sem que antes seja dada às partes oportunidade de manifestar-se. 
Art. 332, § 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde 
logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
Portanto, essa primeira parte da assertiva estaria correta. 
Quanto à segunda parte, o art. 332, §2º dispõe que, de fato, o réu tem que ser cientificado. 
Art. 332, § 2º Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença, nos 
termos do art. 241 . 
Art. 241. Transitada em julgado a sentença de mérito proferida em favor do réu antes da citação, 
incumbe ao escrivão ou ao chefe de secretaria comunicar-lhe o resultado do julgamento. 
Entretanto, olhando para as alternativas, inexiste uma que diga que os incisos I e II estão incorretos 
e o III esteja correto. A discordância com o examinador foi, portanto, no inciso I. 
Atenção: O art. 129-A, §2º, da Lei n. 8213/91 (Lei de Benefícios da Previdência Social), incluído pela Lei n. 
14.331/22, criou uma hipótese de improcedência liminar do pedido. Pleiteado o benefício, encaminha-se a 
parte à perícia judicial. E, segundo o dispositivo mencionado, “quando a conclusão do exame médico pericial 
realizado por perito designado pelo juízo mantiver o resultado da decisão proferida pela perícia realizada na 
via administrativa, poderá o juízo, após a oitiva da parte autora, julgar improcedente o pedido”, sem precisar 
de contestação do réu. 
Hipótese Atípica de Improcedência Liminar do Pedido 
A necessidade de construção dessa hipótese decorre do fato de que, com o CPC/15, não há mais previsão da 
possibilidade jurídica do pedido como condição da ação, que possibilitava interromper de pronto demandas 
absurdas e proibidas pelo ordenamento jurídico. 
No CPC/15, como a impossibilidade jurídica do pedido é questão de mérito, seria interessante que esse 
mérito pudesse ser decidido o quanto antes, para que uma demanda sem nenhum embasamento 
prosseguisse e gerasse tempo perdido do Poder Judiciário. 
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Ex1: pedido para usucapir bem público, hipótese constitucionalmente vedada (art. 183, §3º e art. 191, 
parágrafo único, ambos da CRFB). 
Ex2: pedido para que o Brasil declare guerra à Argentina. 
Todavia, não há previsão no art. 332, CPC/15 de improcedência liminar do pedido em casos de 
impossibilidade jurídica do pedido. 
Seria, então, possível falar em hipótese atípica de improcedência liminar do pedido? 
Segundo Didier, sim. Defende-se a aplicação desse art. 332, portanto, utilizando-se dos princípios da 
eficiência (art. 8º, CPC); boa-fé (art. 5º, CPC), duração razoável do processo (art. 4º, CPC), bem como da 
flexibilidade procedimental, que é o norte do CPC/15. 
Não faz qualquer sentido citar o réu e gastar o tempo do Poder Judiciário numa demanda totalmente 
teratológica. 
Em reforço, aponta que citar o réu numa situação como essa só vai deixar o processo mais caro. Ao revés, se 
julgar liminarmente improcedente tal pedido, o autor se beneficia, porque não será condenado em 
honorários. 
É o que previa o enunciado 36, FPPC37: 
Enunciado 36, FPPC: As hipóteses de impossibilidade jurídica do pedido ensejam a 
improcedência liminar do pedido. 
Nessa linha, o art. 6º, Lei do Mandado de Injunção permite o julgamento liminar em caso de manifesta 
improcedência do pedido. 
Art. 6o A petição inicial será desde logo indeferida quando a impetração for manifestamente 
incabível ou manifestamente improcedente. 
Parágrafo único. Da decisão de relator que indeferir a petição inicial, caberá agravo, em 5 (cinco) 
dias, para o órgão colegiado competente para o julgamento da impetração. 
Por fim, o STJ entende que da decisão que afasta a arguição de impossibilidade jurídica do pedido, cabe 
agravo de instrumento. 
 
 
37 O enunciado foi posteriormente cancelado, mas parcela doutrinária continua defendendo a aplicação de sua ideia. 
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Cabe agravo de instrumento contra a decisão interlocutória que acolhe ou afasta a arguição de 
impossibilidade jurídicado pedido. 
O enquadramento da possibilidade jurídica do pedido, na vigência do CPC/1973, na categoria das 
condições da ação, sempre foi objeto de severas críticas da doutrina brasileira, que reconhecia o 
fenômeno como um aspecto do mérito do processo, tendo sido esse o entendimento adotado 
pelo CPC/2015, conforme se depreende de sua exposição de motivos e dos dispositivos legais 
que atualmente versam sobre os requisitos de admissibilidade da ação. Anote-se que a nova 
legislação processual civil incorpora ao direito positivo, de modo expresso, a possibilidade de 
serem proferidas decisões parciais de mérito. Nesse sentido, é correto afirmar que algum dos 
pedidos cumulados ou parcela do pedido único suscetível de decomposição podem ser 
solucionados antecipadamente por intermédio de uma decisão parcial de mérito. Para o 
adequado exame do conteúdo do pedido, não basta apenas que se investigue a questão sob a 
ótica da relação jurídica de direito material subjacente e que ampara o bem da vida buscado em 
juízo, mas, ao revés, também é necessário o exame de outros aspectos relacionados ao mérito, 
como, por exemplo, os aspectos temporais que permitem identificar a ocorrência de prescrição 
ou decadência e, ainda, os termos inicial e final da relação jurídica de direito material. A 
possibilidade jurídica do pedido após o CPC/2015, pois, compõe uma parcela do mérito em 
discussão no processo, suscetível de decomposição e que pode ser examinada em separado dos 
demais fragmentos que o compõem, de modo que a decisão interlocutória que versar sobre essa 
matéria, seja para acolher a alegação, seja também para afastá-la, poderá ser objeto de 
impugnação imediata por agravo de instrumento com base no art. 1.015, II, CPC/201538. REsp 
1.757.123-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 
13/08/2019, DJe 15/08/2019 (info 654) 
A mesma ideia foi aplicada nesses dois outros casos. 
A decisão interlocutória que afasta (rejeita) a alegação de prescrição é recorrível, de imediato, 
por meio de agravo de instrumento com fundamento no art. 1.015, II, do CPC/2015. Isso porque 
se trata de decisão de mérito. STJ. 3ª Turma. REsp 1738756-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, d.j. 
19/02/2019 (Info 643). 
Ex2: Cabe agravo de instrumento, nos termos do art. 1.015, II, do CPC/2015, contra decisão 
interlocutória que fixa data da separação de fato do casal para efeitos da partilha dos bens. Trata-
se de decisão parcial de mérito, considerando que é uma decisão que resolve uma parcela do 
pedido de partilha de bens. STJ. 3ª Turma. REsp 1798975-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, d.j. 
02/04/2019 (Info 645). 
E aqueles incisos I, II e V do art. 927 que não estão reproduzidos no art. 332, CPC. 
 
 
38 Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: II - mérito do processo; 
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Art. 927. (...) 
I - as decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; 
II - os enunciados de súmula vinculante; 
V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados. 
Sobre os dois primeiros (incisos I e II), a doutrina tem dito que é possível sim a improcedência liminar do 
pedido com fulcro em decisões de controle concentrado de constitucionalidade, bem como em súmula 
vinculante. 
Enunciado 22, I JDPC do CJF: Em causas que dispensem a fase instrutória, é possível o 
julgamento de improcedência liminar do pedido que contrariar decisão do Supremo Tribunal 
Federal em controle concentrado de constitucionalidade ou enunciado de súmula vinculante. 
Ora, se a própria Constituição da República lhe confere um caráter vinculante (art. 102, § 2º e 103-A, CRFB), 
a obediência dos Tribunais e juízes é clarividente. 
Art. 102, § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas 
ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade 
produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder 
Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e 
municipal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão 
de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar 
súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos 
demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, 
estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida 
em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
No tocante ao inciso V, por ora, entende-se que é hipótese que não enseja improcedência liminar do pedido 
(art. 332), mas que faz a função de precedente persuasivo ou de vinculação fraca39, conforme destacado 
linhas acima. 
Veremos mais profundamente esse assunto quando abordarmos o tema precedentes. 
 
 
39 Conceito utilizado por Daniel Assumpção, no sentido de que a decisão que o desrespeita não enseja reclamação (art. 988, CPC). 
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AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO 
1 - HIPÓTESES DE NÃO REALIZAÇÃO DA AUDIÊNCIA 
1ª Hipótese: Não vai ocorrer apenas se ambas as partes manifestarem desinteresse. 
Enunciado 61, Enfam: Somente a recusa expressa de ambas as partes impedirá a realização da 
audiência de conciliação ou mediação prevista no art. 334 do CPC/2015, não sendo a 
manifestação de desinteresse externada por uma das partes justificativa para afastar a multa de 
que trata o art. 334, § 8º. 
Se houver litisconsórcio, todos eles devem manifestar o desinteresse para que a audiência não ocorra. 
A doutrina tem entendido que essa necessidade de todos concordarem no litisconsórcio ocorre apenas no 
litisconsórcio unitário, já que, como a solução judicial será uniforme a todos, se um discordar, o acordo não 
poderá ser pactuado. 
Doutro lado, no litisconsórcio simples, em que cada um dos litisconsortes pode obter solução diversa, até 
que é possível que apenas um resolva o litígio na audiência de conciliação e mediação, na parte que lhe cabe. 
Se o réu manifesta desinteresse, o prazo para sua contestação começa a correr da data do protocolo do 
pedido de cancelamento da audiência de conciliação e mediação. 
Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo 
termo inicial será a data: II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação 
ou de mediação apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4o, inciso I; 
2ª Hipótese: Quando não se admitir autocomposição 
Lembrem-se que há diferença entre processo que não admite autocomposição e processo que discuta direito 
indisponível. Essa hipótese do art. 334, §4º, II, não impede que haja autocomposição em processo que 
discute direito indisponível. 
Ex1: ação de alimentos discute direito indisponível. Contudo, é cabível autocomposição quanto ao valor e 
forma de pagamento. 
Ex2: em tutela coletiva, embora o direito coletivo seja indisponível, é possível celebrar termo de ajustamento 
de conduta. 
Enunciado 717, FPPC: A indisponibilidade do direito material, por si só, não impede a celebração de 
autocomposição. 
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Enunciado 253, FPPC: (art. 190; Resolução n. 118/CNMP) O Ministério Público pode celebrar 
negócio processual quando atua como parte. 
CESPE/MPAP – Promotor/2021 – c) somente é cabível audiência de conciliação ou de mediação se osdireitos envolvidos no litígio forem disponíveis. 
A alternativa C está incorreta. Pode haver audiência para acordo sobre direitos indisponíveis. 
A Fazenda pode promover autocomposição (arts. 32 a 40, Lei n. 13.140/15). 
Enunciado 256, FPPC: (art. 190) A Fazenda Pública pode celebrar negócio jurídico processual. 
De todo modo, para facilitar o processamento das demandas, tem-se entendido como recomendável que a 
Fazenda Pública dê publicidade às hipóteses em que é autorizada a autocomposição, a fim de que não se 
designe audiências de conciliação que já se sabe que serão infrutíferas. 
Enunciado 573, FPPC: (arts. 3º, §§2º e 3º; 334) As Fazendas Públicas devem dar publicidade às 
hipóteses em que seus órgãos de Advocacia Pública estão autorizados a aceitar autocomposição. 
Havendo essa publicidade, entende-se que o juiz pode dispensar a designação de audiências nesses casos. 
Enunciado 24, I JDPC do CJF: Havendo a Fazenda Pública publicizado ampla e previamente as 
hipóteses em que está autorizada a transigir, pode o juiz dispensar a realização da audiência de 
mediação e conciliação, com base no art. 334, § 4º, II, do CPC, quando o direito discutido na ação 
não se enquadrar em tais situações. 
Portanto, há três possibilidades: 
a) audiência é marcada e realizada; 
b) audiência é marcada e cancelada (quando há manifestação de desinteresse por ambas as partes); 
c) audiência não é sequer marcada (na hipótese do art. 334, §4º, II). 
Nesse último caso em que a ACM não é sequer marcada, o réu será citado para apresentar resposta no prazo 
legal. 
Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo 
termo inicial será a data: III - prevista no art. 231, de acordo com o modo como foi feita a citação, 
nos demais casos. 
FCC/DPE-AM – Defensor Público/2018 - A respeito da conciliação e da mediação, o atual Código de 
Processo Civil dispõe que 
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a) a audiência prévia de tentativa de autocomposição deve ser dispensada nos casos em que se 
discutam direitos indisponíveis, tais como as ações envolvendo investigação de paternidade, divórcio 
e alimentos. 
b) a audiência de tentativa de conciliação ou de mediação pode ser dispensada mediante prévia 
manifestação de desinteresse de qualquer das partes quanto à solução consensual. 
c) o conciliador pode servir como testemunha em relação às tratativas entre as partes litigantes 
presenciadas em sua atuação, desde que mantenha condição de imparcialidade. 
d) as diferenças entre as espécies autocompositivas (conciliação e mediação) decorrem da diferença 
do papel do conciliador e do mediador, e da inexistência ou existência de relação prévia entre as partes 
envolvidas no litígio. 
e) o não comparecimento injustificado do réu na audiência de tentativa de conciliação ou mediação 
acarretará na sua revelia e na sua condenação ao pagamento de multa. 
Comentários: A alternativa A está incorreta. Art. 334, § 4o A audiência não será realizada: I - se ambas 
as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual; II - quando não se 
admitir a autocomposição. 
Como já dito, não podemos confundir não admissão da autocomposição com direitos indisponíveis. 
A alternativa B está incorreta. Art. 334, § 4o A audiência não será realizada: I - se ambas as partes 
manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual; 
A alternativa C está incorreta. Art 166 § 2o Em razão do dever de sigilo, inerente às suas funções, o 
conciliador e o mediador, assim como os membros de suas equipes, não poderão divulgar ou depor 
acerca de fatos ou elementos oriundos da conciliação ou da mediação. 
A alternativa D está correta. Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual 
de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo 
desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. 
§ 2o O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre 
as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de 
constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. 
§ 3o O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as 
partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que 
eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais 
que gerem benefícios mútuos. 
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A alternativa E está incorreta. Não acarretará revelia. Art. 334 § 8o O não comparecimento 
injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade 
da justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da vantagem econômica pretendida ou 
do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado. 
CESPE/MPAP – Promotor/2021 – b) O não comparecimento injustificado do réu na audiência de 
conciliação ou mediação realizada em procedimento comum culminará na sua revelia. 
A alternativa B está incorreta. Não será revelia. 
2 - DEVER DE COMPARECIMENTO 
Uma vez designada, o comparecimento à audiência é um dever. Se não comparecer, a parte será sancionada 
por ato atentatório à dignidade da justiça, consubstanciado em multa de até 2% da vantagem econômica 
pretendida ou do valor da causa. 
Enunciado 61, Enfam: Somente a recusa expressa de ambas as partes impedirá a realização da 
audiência de conciliação ou mediação prevista no art. 334 do CPC/2015, não sendo a 
manifestação de desinteresse externada por uma das partes justificativa para afastar a multa de 
que trata o art. 334, § 8º. 
Enunciado 26, I JDPC do CJF: A multa do § 8º do art. 334 do CPC não incide no caso de não 
comparecimento do réu intimado por edital. 
Enunciado 121, II JDPC do CJF: Não cabe aplicar multa a quem, comparecendo à audiência do 
art. 334 do CPC, apenas manifesta desinteresse na realização de acordo, salvo se a sessão foi 
designada unicamente por requerimento seu e não houver justificativa para a alteração de 
posição. 
E tal multa se aplica também à Fazenda Pública. 
É aplicável ao INSS a multa prevista no art. 334, § 8°, do CPC/2015, quando a parte autora 
manifestar interesse na realização da audiência de conciliação e a autarquia não comparecer no 
feito, mesmo que tenha manifestando seu desinteresse previamente. REsp 1.769.949-SP, Rel. 
Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 08/09/2020, DJe 
02/10/2020 (info 680) 
Se a parte for sancionada com a multa, poderá recorrer imediatamente por agravo de 
instrumento? 
Não. Confiram o que o julgado do STJ veiculado no informativo 668. 
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Não cabe agravo de instrumento contra a decisão que aplica multa por ato atentatório à 
dignidade da justiça pelo não comparecimento à audiência de conciliação. O legislador de 2015, 
ao levar a efeito profunda reforma no regime processual e recursal, notadamente no agravo de 
instrumento, pretendeu incrementar a fluidez e celeridade do processo. Assim, ao se referir ao 
"mérito", no inciso II do art. 1.015 do CPC, o legislador tratou das questões de fundo, ligadas ao 
pedido formulado pelas partes e que seriam objeto de resolução quando da prolação da 
sentença, mas que acabam por ser analisadas antes, na via interlocutória, consubstanciando as 
conhecidas sentenças parciais ou julgamento antecipado parcial de mérito. No entanto, a decisão 
que aplica a multa do art. 334, § 8º, do CPC, à parte que deixa de comparecera) caráter substitutivo; b) lide; c) definitividade. Lembrando que a jurisdição possui vários 
princípios: a) investidura; b) territorialidade; c) indelegabilidade; d) inevitabilidade; e) inafastabilidade; f) juiz natural; g) promotor 
natural. Vimos tudo isso na aula 01. 
2 Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
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i- Protocolo (art. 312): considera-se proposta a ação; 
ii- Determinação da competência (art. 43) e prevenção (art. 59): momento do registro ou da distribuição; 
iii- Interrupção da prescrição (art. 240, §1º): despacho que ordena a citação; 
iv- Citação válida (art. 240, caput): induz litispendência, torna litigiosa a coisa, constitui em mora o devedor. 
Protocolo (art. 312): marco da propositura da demanda
Registro ou Distribuição (arts. 284 a 290) - torna prevento o
juízo (art. 59)
Registro: quando houver uma vara OU
Registro + Distribuição: quando houver dois juízos com
competência idêntica.
Autuação (pelo escrivão ou chefe de secretaria - art. 206):
colocação de capa, juntada de peças e documentos, numeração
e rubrica de folhas etc. No processo eletrônico, isso não existe.
Despacho do Juiz que ordena a citação (art. 240, §1º)
(interrupção da prescrição - que retroage à data da propositura
da demanda)
Citação (art. 240) (induz litispendência, torna litigiosa a coisa,
constitui em mora o devedor).
Obs: essa citação não é mais para contestar, mas sim para
comparecer a audiência de conciliação e mediação (art. 334,
CPC).
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2 - SUSPENSÃO DO PROCESSO 
2.1 - Causas de Suspensão do Processo 
Inciso I - Morte ou Perda da Capacidade Processual das Partes; do Representante Legal ou do seu 
Procurador 
Primeiro, vamos falar da morte da parte, seguida da perda da capacidade processual da parte; da morte ou 
perda da capacidade do representante; por fim, morte ou perda da capacidade do procurador. 
1ª hipótese: Ocorrendo a morte da parte, abrem-se duas possibilidades: 
a) se o direito discutido no processo for intransmissível, o processo deve ser extinto sem julgamento do 
mérito (art. 485, IX, CPC). 
Art. 485, IX - em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição 
legal; e 
b) se o direito for transferível, o juiz suspenderá o procedimento, nos termos do art. 313, I, c/c §§1º e 2º, 
CPC. 
Art. 313. Suspende-se o processo: I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de 
qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu procurador; 
§ 1o Na hipótese do inciso I, o juiz suspenderá o processo, nos termos do art. 689. 
Art. 689. Proceder-se-á à habilitação nos autos do processo principal, na instância em que 
estiver, suspendendo-se, a partir de então, o processo. 
Na segunda hipótese, os interessados na sucessão processual devem ajuizar a ação de habilitação, uma 
demanda incidental de procedimento especial. 
Art. 687. A habilitação ocorre quando, por falecimento de qualquer das partes, os interessados 
houverem de suceder-lhe no processo. 
Art. 688. A habilitação pode ser requerida: I - pela parte, em relação aos sucessores do falecido; 
II - pelos sucessores do falecido, em relação à parte. 
Art. 689. Proceder-se-á à habilitação nos autos do processo principal, na instância em que 
estiver, suspendendo-se, a partir de então, o processo. 
Art. 690. Recebida a petição, o juiz ordenará a citação dos requeridos para se pronunciarem no 
prazo de 5 (cinco) dias. 
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Parágrafo único. A citação será pessoal, se a parte não tiver procurador constituído nos autos. 
Art. 691. O juiz decidirá o pedido de habilitação imediatamente, salvo se este for impugnado e 
houver necessidade de dilação probatória diversa da documental, caso em que determinará que 
o pedido seja autuado em apartado e disporá sobre a instrução. 
Art. 692. Transitada em julgado a sentença de habilitação, o processo principal retomará o seu 
curso, e cópia da sentença será juntada aos autos respectivos. 
Como a decisão de suspensão tem efeitos ex tunc, o procedimento estará suspenso desde o momento em 
que a parte faleceu ou perdeu sua capacidade processual3. Se, porém, não houver suspensão, consoante o 
STJ4, haverá apenas nulidade relativa, sendo imprescindível a comprovação do prejuízo processual sofrido 
pela parte a quem a nulidade aproveitaria. 
E se a ação de habilitação não for ajuizada e o juiz tomar conhecimento de ofício da morte? 
O Juiz, de pronto, suspenderá o processo. 
Art. 313, § 2o Não ajuizada ação de habilitação, ao tomar conhecimento da morte, o juiz 
determinará a suspensão do processo e observará o seguinte: 
I - falecido o réu, ordenará a intimação do autor para que promova a citação do respectivo 
espólio, de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, no prazo que designar, de no 
mínimo 2 (dois) e no máximo 6 (seis) meses; 
Obs: se o autor não cumprir a diligência, o juiz julgará extinto o processo sem resolução do 
mérito, por abandono processual (art. 485, III, CPC). 
II - falecido o autor e sendo transmissível o direito em litígio, determinará a intimação de seu 
espólio, de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, pelos meios de divulgação que 
reputar mais adequados, para que manifestem interesse na sucessão processual e promovam a 
 
 
3 STJ, Corte Especial, EREsp. 270.191/SP, Rel. Ministro Francisco Peçanha Martins, d.j. 04/08/2004; STJ, REsp 725.456/PR, Rel. Min. 
Luis Felipe Salomão, d.j. 05/10/2010. 
4 STJ, 3ª T, REsp 2.033.239-SP, Rel. Min. Bellizze, d.j. 14/2/23, info 764. 
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respectiva habilitação no prazo designado5, sob pena de extinção do processo sem resolução 
de mérito. 
Obs: aqui seria extinto com base no art. 485, IV, CPC. 
Atenção: se o autor ajuiza demanda em face da pessoa física que, antes dessa data, já tinha falecido, 
o STJ autoriza a intimação do demandante, antes de a citação do réu, para emendar a inicial6. 
2ª hipótese: Por outro lado, ocorrendo a perda da capacidade processual, o juiz deve suspender o processo 
até que ingresse um representante judicial da parte. 
Quem tem capacidade processual? 
Quem tem capacidade de fato ou de exercício, no Direito Civil (arts. 3º a 5º, CC), tem capacidade processual. 
Esta é a regra! 
Para que determinada pessoa possa estar em juízo autonomamente, sem precisar de representação ou 
assistência, precisa estar no exercício de seus direitos (capacidade de fato ou de exercício). É o que preceitua 
o art. 70, CPC. 
Art. 70. Toda pessoa que se encontre no exercício de seus direitos tem capacidade para estar 
em juízo. 
Disse que essa era a regra. Agora, vamos ver as exceções. 
Exceções: 
 
 
5 O fato de o artigo prever a extinção sem resolução do mérito depois de transcorrido o prazo designado não pode levar à conclusão 
de que é possível prescrição intercorrente. O STJ tem entendimento de que “a morte de uma das partes tem, como consequência, 
a suspensão do processo, razão pela qual, na ausência de previsão legal impondo prazo para a habilitação dos sucessores da parte, 
não corre a prescrição, inclusive para a execução”. STJ, 2ª T, REsp 1830518 / PE, Rel. Min. Og Fernandes, d.j. 13/04/21. 
6 (...) Na verdade, a situação em que a ação judicial é ajuizada em face de réu preteritamente falecido revela a existência de 
ilegitimidade passiva do de cujus, devendo, pois, ser oportunizada ao autor da ação a possibilidade de emendar a petição inicial 
para regularizar o polo passivo, sobretudoà audiência de 
conciliação, sem apresentar justificativa adequada, não há de ser incluída no inciso II do art. 1.015 
do CPC e, se assim se entendesse, restaria esvaziada a intenção de celeridade do legislador, 
devolvendo-se de modo imediato questão que poderia ser revista oportunamente em sede de 
apelação. Ademais, a alegação de que haveria urgência no enfrentamento da decisão que fixa 
multa por ato atentatório à dignidade da justiça, tendo em vista a possibilidade de execução do 
valor a que condenada a parte não se sustenta, uma vez que o §3º do art. 77 do CPC é bastante 
claro ao prever que a multa somente será inscrita como dívida ativa da União ou do Estado após 
o trânsito em julgado da decisão que a fixou. (STJ, REsp 1.762.957-MG, Rel. Min. Paulo de Tarso 
Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 10/03/2020, DJe 18/03/2020, 
informativo 668). 
Mesmo que a parte saia vitoriosa na demanda, poderá interpor apelação para retirar a multa a 
ela aplicada pelo não comparecimento à ACM do art. 334? 
Sim. 
Enunciado 67, I JDPC do CJF: Há interesse recursal no pleito da parte para impugnar a multa do 
art. 334, § 8º, do CPC por meio de apelação, embora tenha sido vitoriosa na demanda. 
Ok, Professor. Há o dever de comparecimento. Mas e se a parte não puder naquele dia e quiser constituir 
um representante para aquela audiência. Pode isso? 
A parte pode sim constituir representante, por meio de procuração específica, com poderes para negociar e 
transigir (art. 334, §10). 
Art. 334, § 10. A parte poderá constituir representante, por meio de procuração específica, com 
poderes para negociar e transigir. 
Didier salienta que foi um grande benefício previsto pelo CPC/15. 
Isso porque o art. 331, do CPC/73 permitia que o preposto fizesse essa representação. 
Art. 331. Se não ocorrer qualquer das hipóteses previstas nas seções precedentes, e versar a 
causa sobre direitos que admitam transação, o juiz designará audiência preliminar, a realizar-se 
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no prazo de 30 (trinta) dias, para a qual serão as partes intimadas a comparecer, podendo fazer-
se representar por procurador ou preposto, com poderes para transigir. (Redação dada pela Lei 
nº 10.444, de 7.5.2002) 
Contudo, preposto servia apenas à representação de empresas. 
Agora, com o termo “representante”, pessoas jurídicas (empresárias ou não), pessoas físicas, condomínio, 
espólio, todos podem se fazer representar por outrem na audiência de conciliação e mediação. 
Nesse ponto, qualquer pessoa capaz pode ser constituída como esse representante negocial, inclusive o 
adolescente entre 16 e 18 anos (art. 666, CC). 
Art. 666. O maior de dezesseis e menor de dezoito anos não emancipado pode ser mandatário, 
mas o mandante não tem ação contra ele senão de conformidade com as regras gerais, aplicáveis 
às obrigações contraídas por menores. 
O representante de PJ ou firma individual não precisa ser empregado. (art. 9º, §4º, Lei n. 9.099/95). 
Art. 9º, § 4o O réu, sendo pessoa jurídica ou titular de firma individual, poderá ser representado 
por preposto credenciado, munido de carta de preposição com poderes para transigir, sem haver 
necessidade de vínculo empregatício. (Redação dada pela Lei nº 12.137, de 2009) 
Segundo Didier, o advogado possui proibição de atuar como preposto (art. 25, Código de Ética da OAB). 
Art. 23. É defeso ao advogado funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e 
preposto do empregador ou cliente. 
No entanto, essa proibição não se aplica à representação processual40. 
3 - PRESENÇA DE ADVOGADO OU DEFENSOR PÚBLICO 
Art. 334, § 9o As partes devem estar acompanhadas por seus advogados ou defensores públicos. 
 
 
40 Didier diz: Há proibição de atuação do advogado como preposto. Parece-me, no entanto, que essa proibição não se aplica à 
representação processual, porquanto a participação do advogado, aqui, na qualidade de representante negocial, retringir-se-á à 
negociação e à assinatura do termo de acordo - atividades típicas do exercício da advocacia. A restrição do Código de Ética refere-
se à preposição em causas trabalhistas, nas quais a figura do preposto assume outras funções processuais - depor pela parte, por 
exemplo. 
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A presença de defesa técnica beneficia a parte e evita que faça parte de acordos inexequíveis ou temerários. 
Entretanto, a doutrina discute se essa presença é obrigatória ou facultativa. 
1ª corrente (Assumpção, Wambier): É facultativa, haja vista que para transigir sobre o direito material a 
parte não precisa de capacidade postulatória. 
2ª corrente (Amaral): É obrigatória, pela expressa previsão legal. 
Atenção: em 2023, o STF[1] decidiu ser constitucional o art. 11 da Res. nº 125/10 do CNJ, que permite (isto 
é, torna facultativa) a atuação de membros do MP, Defensores, Procuradores e Advogados nos Centros 
Judiciários de Solução de Conflito e Cidadania. Em primeiro lugar, não há inconstitucionalidade formal, pois 
o STF[2] reiteradamente decide que o controle da atuação administrativa dos tribunais (art. 103-B, § 4º, I, 
CF/88) deve ser interpretado ampliativamente, tendo o CNJ competência para regulamentar questões afetas 
ao aprimoramento da gestão do Judiciário, dentro do qual inclui a utilização da mediação ou da conciliação. 
Quanto à alegação de inconstitucionalidade material, decidiu-se que facultatividade da atuação do advogado 
ou do defensor, na fase pré-processual ou em procedimentos jurisdicionais específicos e simplificados, não 
viola o contraditório, a ampla defesa, o acesso à justiça ou a garantia da defesa técnica (arts. 133 e 134, 
CRFB/88). Ainda, promove uma atuação mais eficiente e menos burocratizada do Judiciário. 
Lendo o acórdão do STF, não ficou claro se essa facultatividade vige apenas para mediação/conciliação 
extrajudicial ou também judicial, já que não houve menção expressa nesse ponto, tampouco confronto com 
os arts. 10 e 26 da Lei n. 13.140/15 e art. 334, §10, CPC/15. 
Todavia, o próprio Min. Barroso (relator), salientou que o art. 11 da Res. 125/10 do CNJ não contraria a 
CRFB/88, o CPC/15, nem qualquer outra norma do ordenamento. Nesse sentido, a leitura mais adequada a 
se fazer é a seguinte: no âmbito extrajudicial, a presença do advogado/defensor é facultativa, nos termos do 
art. 11 da Res. 125/10 (apreciado pelo STF) e do art. 10[3] da Lei n. 13.140/15. Na esfera judicial, porém, o 
art. 26 da Lei n. 13.140/15[4] e o art. 334, §9º, CPC/15 expõem a obrigatoriedade da presença do advogado 
ou defensor. 
Em 2018, o próprio CNJ (processo n. 0004837-35.2017.2.00.0000) apreciou a pertinência desse art. 11 da 
Res. 125/10 do CNJ e salientou a sua consonância com o ordenamento jurídico. O voto vencedor trouxe 
exatamente essa diferença: 
No setor processual são realizadas as audiências de conciliação e mediação de processos em trâmite 
na justiça e no setor pré-processual são feitas as sessões antes da judicialização, sendo os conflitos 
resolvidos de modo informal. Não se discute quanto à indispensabilidade da presença de advogado 
nas atividades de conciliação e mediação de conflitos judiciais, excepcionada no caso dos Juizados 
Especiais, por expressa previsão legal, hipótese diversa com o que ocorre nos procedimentos 
extrajudiciais. 
 
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[1] STF, ADI 6.324/DF, Rel. Min. Barroso, d.j. 22/8/23, info 1104. 
[2] STF, ADI 4938, Rel. Min. Cármen Lúcia, d.j. 26/04/18. 
[3] Art. 10. As partes poderão ser assistidas por advogados ou defensores públicos. Parágrafo único. 
Comparecendo uma das partes acompanhada de advogado ou defensor público, o mediadorsuspenderá o 
procedimento, até que todas estejam devidamente assistidas. 
[4] Art. 26. As partes deverão ser assistidas por advogados ou defensores públicos, ressalvadas as hipóteses 
previstas nas Leis n º 9.099, de 26 de setembro de 1995 , e 10.259, de 12 de julho de 2001. 
 
DPE-SP – Defensor Público/2019 Uma ação de reconhecimento de união estável cumulada com pedido 
de fixação de guarda de filhos menores e fixação de alimentos em favor da companheira e dos filhos. 
(D) é passível de autocomposição por meio da mediação, conquanto coloque em discussão direitos 
indisponíveis de menores e incapazes, ainda que a parte não esteja acompanhada de advogado ou 
Defensor Público na audiência designada para este fim. 
Gabarito: Letra D. O início da alternativa D realmente está correta. 
Como as partes já possuem um vínculo anterior, é indicada a mediação, em que o mediador atua 
auxiliando as partes para que elas mesmas cheguem a um consenso. 
Art. 165, § 3o O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior 
entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de 
modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções 
consensuais que gerem benefícios mútuos. 
Entretanto, o final da alternativa, ao asseverar que as partes podem celebrar o acordo mesmo sem 
estarem acompanhadas por advogado ou Defensor, pode gerar discussões. 
De um lado, o STJ (REsp 1584503/SP, informativo 582) já considerou válida a transação envolvendo 
alimentos sem a presença de advogados, com fulcro nos arts. 6º e 9º, §1º, da Lei n. 5.478/68 e CPC/73: 
Art. 6º Na audiência de conciliação e julgamento deverão estar presentes autor e réu, 
independentemente de intimação e de comparecimento de seus representantes. 
Art. 9º, § 1º. Se houver acordo, lavrar-se-á o respectivo termo, que será assinado pelo juiz, escrivão, 
partes e representantes do Ministério Público. 
Por derradeiro, no Processo Civil, não haverá nulidade se não houver prejuízo. 
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Portanto, se houver acordo na audiência e ele não for extremamente danoso a uma das partes, 
eventual vício, se existente, irá ser convalidado. 
Doutro lado, pode-se alegar que não só o art. 334, §9º, mas também o art. 695, §4º, ambos do NCPC 
e art. 26, Lei da Mediação, dizem que, nas audiências judiciais de conciliação e mediação, as partes 
devem estar acompanhadas de advogados ou defensores. Ainda, o CNJ (processo n. 0004837-
35.2017.2.00.0000) apreciou a questão em 2018 (pertinência do art. 11, Res. 125/10) e pontuou que a 
presença do advogado/defensor é facultativa para mediação/conciliação extrajudicial. Para a 
mediação/conciliação judicial, a presença do advogado ou defensor é obrigatória. 
Por fim, o próprio TJSP, na apelação nº 1001397-93.2015.8.26.0344, definiu, em 2016, que é 
imprescindível que, na audiência de conciliação, o assistido seja representado por defensor ou 
advogado nomeado. 
APELAÇÃO – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – ASSISTENCIA JURÍDICA GRATUITA INTEGRAL – DEFENSORIA 
PÚBLICA – Ato praticado na vigência do antigo CPC – Aplicação do artigo 14 do novo CPC – Pretensão 
de determinação à Defensoria Pública para nomeação de defensor ou advogado para atuar na defesa 
dos hipossuficientes economicamente nas audiências de conciliação na Comarca de Marília – 
Cabimento – Dever do Estado de prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem 
insuficiência de recursos, cabendo essa missão à Defensoria Pública, seja por defensores públicos, seja 
por advogados nomeados por meio de convênios celebrados, nos termos dos artigos 5º, inc. LXXIV, e 
134, caput, da CF, e art. 4º, § 5º, da LC nº 80/94 – Para que haja efetiva possibilidade de solução 
consensual do conflito, é indispensável que o assistido seja orientado juridicamente, com o 
esclarecimento dos direitos e interesses em litígios e possível sugestão do melhor desfecho do 
conflito, razão pela qual se faz imprescindível que, na audiência de conciliação, o assistido seja 
representado por defensor ou advogado nomeado – A garantia constitucional de assistência jurídica 
integral aos necessitados somente se efetiva de forma integral com a participação do defensor ou 
advogado nomeado nas audiências de conciliação – – A autonomia institucional não confere à 
Defensoria isenção para praticar atos irregulares ou ilícitos ou deixar de cumprir a lei ou executar os 
serviços públicos de sua competência, devendo pautar sua atuação na concretização dos mandamentos 
constitucionais e legais – Inexistência de afronta à autonomia, por se tratar de descumprimento de 
comando legal – Argumentos como necessidade de suplementação orçamentária e deficiência 
estrutural não afastam a obrigação legal da instituição, pois, em razão das determinações 
constitucionais e legais, recursos públicos já deviam ter sido destinados ao atendimento do imperativo 
legal de assistência jurídica integral – Sentença de procedência mantida – Recursos improvidos. 
Portanto, a letra D pode ser contestada por conta da sua parte final. Todavia, a questão não foi 
anulada. 
Depois da questão, aplicada em 2019, o STF decidiu pela constitucionalidade do art. 11, da Res. 125/10, 
como já explicado acima, o que reforçaria a possibilidade de recurso, pois a questão tratou da 
mediação/conciliação judicial (presença obrigatória) e não extrajudicial (presença facultativa). 
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Válido asseverar, por fim, que as demais questões sobre o tema sempre cobram a presença obrigatória 
do advogado/defensor nas mediações/conciliações judiciais, nos termos do art. 334, §9º, CPC. 
Portanto, fiquem com essa conclusão para suas provas. 
 
4 - HOMOLOGAÇÃO PELO JUÍZO 
Havendo acordo e não havendo vício, o juiz homologará o acordo (art. 487, III, “b”, CPC). 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: III - homologar: b) a transação; 
Se não for concretizada a autocomposição, começará a correr o prazo para contestação a partir da data da 
audiência. 
Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo 
termo inicial será a data: I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de 
conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver 
autocomposição; 
Na hipótese de insucesso do acordo, a ata de audiência não descreverá toda a discussão, até porque o ato é 
regido pelo sigilo. 
Enunciado 56, Enfam: Nas atas das sessões de conciliação e mediação, somente serão registradas 
as informações expressamente autorizadas por todas as partes. 
 
FAURGS/TJRS – Juiz/2016 - Confrontando o sistema de audiências previsto pelo Código de Processo 
Civil de 1973 com aquele previsto pelo Novo Código de Processo Civil, instituído pela Lei nº 
13.105/2015, assinale a alternativa correta. 
a) A audiência de conciliação ou de mediação prevista pelo Novo Código é idêntica, em sua função e 
conteúdo, à audiência de conciliação do procedimento sumário disciplinado no Código de 1973, dado 
que ambas visam à realização da transação e, caso essa não seja obtida, à apresentação da defesa do 
demandado. 
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b) A audiência de conciliação ou de mediação prevista pelo Novo Código é idêntica, em sua função e 
conteúdo, à audiência preliminar disciplinada pelo Código de 1973, já que ambas se destinam apenas 
à tentativa de resolução consensual do conflito. 
c) Assim como o Código de 1973 dispunha em relação à audiência preliminar, o Novo Código permite 
ao juiz dispensar a realização da audiência de conciliação ou demediação quando as circunstâncias da 
causa evidenciarem ser improvável a obtenção da transação. 
d) De regra, no Novo CPC, o saneamento e a organização da causa, incluindo a delimitação consensual 
das questões de fato e de direito controvertidas, ocorrerão por meio de decisão judicial escrita, salvo 
quando a causa apresentar complexidade em matéria de fato ou de direito, quando deverá ser 
designada audiência. 
e) O comparecimento de ambas as partes à audiência de conciliação ou de mediação prevista pelo 
Novo CPC é obrigatório e, assim como ocorria com a audiência preliminar do CPC de 1973, existe a 
previsão de aplicação, à parte ausente, da pena de confissão. 
A alternativa A está incorreta. Não há, no procedimento comum, apresentação de defesa em 
audiência. 
Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo termo 
inicial será a data: I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, 
quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição; 
A alternativa B está incorreta. A audiência preliminar ocorria depois do oferecimento da contestação 
do réu, diferentemente do art. 334, NCPC. Ademais, na audiência preliminar, o juiz já saneava o 
processo. 
Art. 331. Se não ocorrer qualquer das hipóteses previstas nas seções precedentes, e versar a causa 
sobre direitos que admitam transação, o juiz designará audiência preliminar, a realizar-se no prazo de 
30 (trinta) dias, para a qual serão as partes intimadas a comparecer, podendo fazer-se representar por 
procurador ou preposto, com poderes para transigir. (Redação dada pela Lei nº 10.444, de 7.5.2002) 
§ 1o Obtida a conciliação, será reduzida a termo e homologada por sentença. (Incluído pela Lei nº 
8.952, de 13.12.1994) 
§ 2o Se, por qualquer motivo, não for obtida a conciliação, o juiz fixará os pontos controvertidos, 
decidirá as questões processuais pendentes e determinará as provas a serem produzidas, designando 
audiência de instrução e julgamento, se necessário. (Incluído pela Lei nº 8.952, de 13.12.1994) 
§ 3o Se o direito em litígio não admitir transação, ou se as circunstâncias da causa evidenciarem ser 
improvável sua obtenção, o juiz poderá, desde logo, sanear o processo e ordenar a produção da prova, 
nos termos do § 2o. (Incluído pela Lei nº 10.444, de 7.5.2002) 
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A alternativa C está incorreta. Só é cabível a dispensa nas hipóteses do art. 334, §4º. 
Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência 
liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência mínima 
de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência. § 4o A 
audiência não será realizada: I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na 
composição consensual; II - quando não se admitir a autocomposição. 
A alternativa D está correta. Art. 357, § 3o Se a causa apresentar complexidade em matéria de fato ou 
de direito, deverá o juiz designar audiência para que o saneamento seja feito em cooperação com as 
partes, oportunidade em que o juiz, se for o caso, convidará as partes a integrar ou esclarecer suas 
alegações. 
A alternativa E está incorreta. Não se aplica a pena de confissão, mas sim multa. Art. 334, §8º O não 
comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é considerado ato 
atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da vantagem 
econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado. 
FMP/PGE-AC – Procurador/2017 - Considere as seguintes afirmativas sobre o tema da audiência de 
conciliação ou de mediação no âmbito do Código de Processo Civil. Assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência liminar do 
pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência minima de 30 
(trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência. 
b) A audiência não será realizada quando não se admitir a autocomposição. 
c) A audiência de conciliação ou de mediação deve ser realizada sempre com a presença física dos 
interessados, vedando-se a sua realização por meio eletrônico. 
d) A pauta das audiências de conciliação ou de mediação será organizada de modo a respeitar o 
intervalo mínimo de 20 (vinte) minutos entre o início de uma e o início da seguinte. 
e) A parte poderá constituir representante, por meio de procuração específica, com poderes para 
negociar e transigir. 
A alternativa A está correta. Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for 
o caso de improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação 
com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias 
de antecedência. 
A alternativa B está correta. Art. 334, § 4º A audiência não será realizada: I - se ambas as partes 
manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual; II - quando não se admitir a 
autocomposição. 
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A alternativa C está incorreta. Art. 334, § 7º A audiência de conciliação ou de mediação pode realizar-
se por meio eletrônico, nos termos da lei. 
A alternativa D está correta. Art. 334, § 12. A pauta das audiências de conciliação ou de mediação será 
organizada de modo a respeitar o intervalo mínimo de 20 (vinte) minutos entre o início de uma e o 
início da seguinte. 
A alternativa E está correta. Art. 334, § 10º A parte poderá constituir representante, por meio de 
procuração específica, com poderes para negociar e transigir. 
Prazos envolvidos nas audiências de conciliação ou mediação: 
2 meses - entre a 1ª e a 2ª (se houver); 
30 dias - antecedência mínima para a designação; 
20 dias - antecedência mínima para a citação do réu; 
10 dias - antecedência mínima para o réu dizer que não quer; 
20 min - entre as audiências. 
Vejam outros enunciados interessantes sobre mediação e conciliação. 
Enunciado 510, FPPC: (art. 335; arts. 21 e 27 da Lei 9.099/1995) Frustrada a tentativa de 
autocomposição na audiência referida no art. 21 da Lei 9.099/1995, configura prejuízo para a 
defesa a realização imediata da instrução quando a citação não tenha ocorrido com a 
antecedência mínima de quinze dias. 
Enunciado 485, FPPC: (art. 3º, §§ 2º e 3º; art. 139, V; art. 509; art. 513) É cabível conciliação ou 
mediação no processo de execução, no cumprimento de sentença e na liquidação de sentença, 
em que será admissível a apresentação de plano de cumprimento da prestação. 
Enunciados da I Jornada de Prevenção e Solução Extrajudicial de Litígios: 
Enunciado 14 A mediação é método de tratamento adequado de controvérsias que deve ser 
incentivado pelo Estado, com ativa participação da sociedade, como forma de acesso à Justiça e 
à ordem jurídica justa. 
Enunciado 15: Recomenda-se aos órgãos do sistema de Justiça firmar acordos de cooperação 
técnica entre si e com Universidades, para incentivo às práticas dos métodos consensuais de 
solução de conflitos, bem assim com empresas geradoras de grande volume de demandas, para 
incentivo à prevenção e à solução extrajudicial de litígios. 
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Enunciado 16: O magistrado pode, a qualquer momento do processo judicial, convidar as partes 
para tentativa de composição da lide pela mediação extrajudicial, quando entender que o 
conflito será adequadamente solucionado poressa forma. 
Enunciado 17 Nos processos administrativo e judicial, é dever do Estado e dos operadores do 
Direito propagar e estimular a mediação como solução pacífica dos conflitos. 
Enunciado 18 Os conflitos entre a administração pública federal direta e indireta e/ou entes da 
federação poderão ser solucionados pela Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração 
Pública Federal – CCAF – órgão integrante da Advocacia-Geral da União, via provocação do 
interessado ou comunicação do Poder Judiciário. 
Enunciado 19 O acordo realizado perante a Câmara de Conciliação e Arbitragem da 
Administração Pública Federal - CCAF – órgão integrante da Advocacia-Geral da União – constitui 
título executivo extrajudicial e, caso homologado judicialmente, título executivo judicial. 
Enunciado 20 Enquanto não for instalado o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania 
(Cejusc), as sessões de mediação e conciliação processuais e pré-processuais poderão ser 
realizadas por meio audiovisual, em módulo itinerante do Poder Judiciário ou em entidades 
credenciadas pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos 
(Nupemec), no foro em que tramitar o processo ou no foro competente para o conhecimento da 
causa, no caso de mediação e conciliação pré-processuais. 
Enunciado 21 É facultado ao magistrado, em colaboração com as partes, suspender o processo 
judicial enquanto é realizada a mediação, conforme o art. 313, II, do Código de Processo Civil, 
salvo se houver previsão contratual de cláusula de mediação com termo ou condição, situação 
em que o processo deverá permanecer suspenso pelo prazo previamente acordado ou até o 
implemento da condição, nos termos do art. 23 da Lei n.13.140/2015. 
Enunciado 22 A expressão “sucesso ou insucesso” do art.167, § 3º, do Código de Processo Civil 
não deve ser interpretada como quantidade de acordos realizados, mas a partir de uma avaliação 
qualitativa da satisfação das partes com o resultado e com o procedimento, fomentando a 
escolha da câmara, do conciliador ou do mediador com base nas suas qualificações e não nos 
resultados meramente quantitativos. 
Enunciado 23 Recomenda-se que as faculdades de direito mantenham estágios supervisionados 
nos escritórios de prática jurídica para formação em mediação e conciliação e promovam 
parcerias com entidades formadoras de conciliadores e mediadores, inclusive tribunais, 
Ministério Público, OAB, defensoria e advocacia pública. 
Enunciado 24 Sugere-se que as faculdades de direito instituam disciplinas autônomas e 
obrigatórias e projetos de extensão destinados à mediação, à conciliação e à arbitragem, nos 
termos dos arts. 2º, § 1º, VIII, e 8º, ambos da Resolução CNE/CES n. 9, de 29 de setembro de 
2004. 
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Enunciado 25 A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios têm o dever de criar Câmaras 
de Prevenção e Resolução Administrativa de Conflitos com atribuição específica para 
autocomposição do litígio. 
Enunciado 26 É admissível, no procedimento de mediação, em casos de fundamentada 
necessidade, a participação de crianças, adolescentes e jovens – respeitado seu estágio de 
desenvolvimento e grau de compreensão – quando o conflito (ou parte dele) estiver relacionado 
aos seus interesses ou direitos. 
Enunciado 27 Recomenda-se o desenvolvimento de programas de fomento de habilidades para 
o diálogo e para a gestão de conflitos nas escolas, como elemento formativo-educativo, 
objetivando estimular a formação de pessoas com maior competência para o diálogo, a 
negociação de diferenças e a gestão de controvérsias. 28 Propõe-se a implementação da cultura 
de resolução de conflitos por meio da mediação, como política pública, nos diversos segmentos 
do sistema educacional, visando auxiliar na resolução extrajudicial de conflitos de qualquer 
natureza, utilizando mediadores externos ou capacitando alunos e professores para atuarem 
como facilitadores de diálogo na resolução e prevenção dos conflitos surgidos nesses ambientes. 
29 Caso qualquer das partes comprove a realização de mediação ou conciliação antecedente à 
propositura da demanda, o magistrado poderá dispensar a audiência inicial de mediação ou 
conciliação, desde que tenha tratado da questão objeto da ação e tenha sido conduzida por 
mediador ou conciliador capacitado. 30 Nas mediações realizadas gratuitamente em programas, 
câmaras e núcleos de prática jurídica de faculdades de direito, os professores, orientadores e 
coordenadores que não estejam atuando ou participando no caso concreto, não estão impedidos 
de assessorar ou representar as partes, em suas especialidades. 
Enunciado 31 É recomendável a existência de uma advocacia pública colaborativa entre os entes 
da federação e seus respectivos órgãos públicos, nos casos em que haja interesses públicos 
conflitantes/divergentes. Nessas hipóteses, União, Estados, Distrito Federal e Municípios 
poderão celebrar pacto de não propositura de demanda judicial e de solicitação de suspensão 
das que estiverem propostas com estes, integrando o polo passivo da demanda, para que sejam 
submetidos à oportunidade de diálogo produtivo e consenso sem interferência jurisdicional. 32 
A ausência da regulamentação prevista no art. 1º da Lei n. 9.469/1997 não obsta a 
autocomposição por parte de integrante da Advocacia-Geral da União e dirigentes máximos das 
empresas públicas federais nem, por si só, torna-a inadmissível para efeito do inc. II do § 4º do 
art. 334 do CPC/2015. 
Enunciado 33 É recomendável a criação de câmara de mediação a fim de possibilitar a abertura 
do diálogo, incentivando e promovendo, nos termos da lei, a regularização das atividades sujeitas 
ao licenciamento ambiental que estão funcionando de forma irregular, ou seja, incentivar e 
promover o chamado "licenciamento de regularização" ou "licenciamento corretivo". 
Enunciado 34 Se constatar a configuração de uma notória situação de desequilíbrio entre as 
partes, o mediador deve alertar sobre a importância de que ambas obtenham, organizem e 
analisem dados, estimulando-as a planejarem uma eficiente atuação na negociação. 
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Enunciado 35 Os pedidos de homologação de acordos extrajudiciais deverão ser feitos no Centro 
Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, onde houver. 
Enunciado 36 Para estimular soluções administrativas em ações previdenciárias, quando existir 
matéria de fato a ser comprovada, as partes poderão firmar acordo para a reabertura do 
processo administrativo com o objetivo de realizar, por servidor do INSS em conjunto com a 
Procuradoria, procedimento de justificação administrativa, pesquisa externa e/ou vistoria 
técnica, com possibilidade de revisão da decisão original. 
Enunciado 37 Recomenda-se a criação de câmaras previdenciárias de mediação ou implantação 
de procedimentos de mediação para solucionar conflitos advindos de indeferimentos, 
suspensões e cancelamentos de benefícios previdenciários, ampliando o acesso à justiça e 
permitindo à administração melhor gerenciamento de seu processo de trabalho. 
Enunciado 38 O Estado promoverá a cultura da mediação no sistema prisional, entre internos, 
como forma de possibilitar a ressocialização, a paz social e a dignidade da pessoa humana. 39 A 
previsão de suspensão do processo para que as partes se submetam à mediação extrajudicial 
deverá atender ao disposto no § 2º do art. 334 da Lei Processual, podendo o prazo ser prorrogado 
no caso de consenso das partes. 
Enunciado 40 Nas mediações de conflitos coletivos envolvendo políticas públicas, judicializados 
ou não, deverá ser permitida a participação de todos os potencialmente interessados, dentre 
eles: (i) entes públicos (Poder Executivo ou Legislativo) com competênciasrelativas à matéria 
envolvida no conflito; (ii) entes privados e grupos sociais diretamente afetados; (iii) Ministério 
Público; (iv) Defensoria Pública, quando houver interesse de vulneráveis; e (v) entidades do 
terceiro setor representativas que atuem na matéria afeta ao conflito. 
Enunciado 41 Além dos princípios já elencados no art. 2º da Lei 13.140/2015, a mediação 
também deverá ser orientada pelo Princípio da Decisão Informada. 
Enunciado 42 O membro do Ministério Público designado para exercer as funções junto aos 
centros, câmaras públicas de mediação e qualquer outro espaço em que se faça uso das técnicas 
de autocomposição, para o tratamento adequado de conflitos, deverá ser capacitado em técnicas 
de mediação e negociação, bem como de construção de consenso. 
Enunciado 43 O membro do Ministério Público com atribuição para o procedimento consensual, 
devidamente capacitado nos métodos negociais e autocompositivos, quando atuar como 
mediador, ficará impedido de exercer atribuições típicas de seu órgão de execução, cabendo tal 
intervenção, naquele feito, a seu substituto legal. 
Enunciado 44 Havendo processo judicial em curso, a escolha de mediador ou câmara privada ou 
pública de conciliação e mediação deve observar o peticionamento individual ou conjunto das 
partes, em qualquer tempo ou grau de jurisdição, respeitado o contraditório. 
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Enunciado 45 A mediação e conciliação são compatíveis com a recuperação judicial, a 
extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária, bem como em casos de 
superendividamento, observadas as restrições legais. 
Enunciado 46 Os mediadores e conciliadores devem respeitar os padrões éticos de 
confidencialidade na mediação e conciliação, não levando aos magistrados dos seus respectivos 
feitos o conteúdo das sessões, com exceção dos termos de acordo, adesão, desistência e 
solicitação de encaminhamentos, para fins de ofícios. 
Enunciado 47 A menção à capacitação do mediador extrajudicial, prevista no art. 9º da Lei n. 
13.140/2015, indica que ele deve ter experiência, vocação, confiança dos envolvidos e aptidão 
para mediar, bem como conhecimento dos fundamentos da mediação, não bastando formação 
em outras áreas do saber que guardem relação com o mérito do conflito. 
Enunciado 53 Estimula-se a transação como alternativa válida do ponto de vista jurídico para 
tornar efetiva a justiça tributária, no âmbito administrativo e judicial, aprimorando a sistemática 
de prevenção e solução consensual dos conflitos tributários entre Administração Pública e 
administrados, ampliando, assim, a recuperação de receitas com maior brevidade e eficiência. 
Enunciado 54 A Administração Pública deverá oportunizar a transação por adesão nas hipóteses 
em que houver precedente judicial de observância obrigatória. 
Enunciado 55 O Poder Judiciário e a sociedade civil deverão fomentar a adoção da advocacia 
colaborativa como prática pública de resolução de conflitos na área do direito de família, de 
modo a que os advogados das partes busquem sempre a atuação conjunta voltada para 
encontrar um ajuste viável, criativo e que beneficie a todos os envolvidos. 
Enunciado 56 As ouvidorias servem como um importante instrumento de solução extrajudicial 
de conflitos, devendo ser estimulada a sua implantação, tanto no âmbito das empresas, como da 
Administração Pública. 
Enunciado 57 As comunidades têm autonomia para escolher o modelo próprio de mediação 
comunitária, não devendo se submeter a padronizações ou modelos únicos. 
Enunciado 58 A conciliação/mediação, em meio eletrônico, poderá ser utilizada no procedimento 
comum e em outros ritos, em qualquer tempo e grau de jurisdição. 
Enunciado 59 A obrigação de estimular a adoção da conciliação, da mediação e de outros 
métodos consensuais de solução de conflitos prevista no § 3º do art. 3º do Código de Processo 
Civil aplica-se às entidades que promovem a autorregulação, inclusive no âmbito dos processos 
administrativos que tenham curso nas referidas entidades. 
Enunciado 60 As vias adequadas de solução de conflitos previstas em lei, como a conciliação, a 
arbitragem e a mediação, são plenamente aplicáveis à Administração Pública e não se 
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incompatibilizam com a indisponibilidade do interesse público, diante do Novo Código de 
Processo Civil e das autorizações legislativas pertinentes aos entes públicos. 
Enunciado 61 Os gestores, defensores e advogados públicos que, nesta qualidade, venham a 
celebrar transações judiciais ou extrajudiciais, no âmbito de procedimento de conciliação, 
mediação ou arbitragem, não responderão civil, administrativa ou criminalmente, exceto se 
agirem mediante dolo ou fraude. 
Enunciado 62 Os representantes judiciais da União, autarquias, fundações e empresas públicas 
federais têm autorização legal, decorrente da Lei n. 10.259, de 12 de julho de 2001 para, 
diretamente, conciliar, transigir ou desistir de recursos em quaisquer processos, judiciais ou 
extrajudiciais, cujo valor da causa esteja dentro da alçada equivalente à dos juizados especiais 
federais. 
Enunciado 63 A perspectiva da conciliação judicial, inclusive por adesão, em razão ou no bojo de 
Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas, é compatível com o Código de Processo Civil 
(Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015) e com a Lei da Mediação (Lei n. 13.140, de 26 de junho 
de 2015). 
Enunciado 64 Os dirigentes máximos de entes estatais que exploram atividade econômica podem 
delegar à sua área jurídica a capacidade de intervir na resolução de litígios extrajudiciais 
provocados por clientes, em virtude de falhas ocorridas na realização de negócios, emitindo 
manifestação de caráter mandatório às demais áreas da instituição com a finalidade de indenizar 
(patrimonial e/ou extrapatrimonialmente) ou solicitar providências que reparem o dano causado 
aos clientes, de acordo com a legislação e jurisprudência pertinentes. 
Enunciado 65 O emprego dos meios consensuais de solução de conflito deve ser estimulado 
nacionalmente como política pública, podendo ser utilizados nos Centros de Referência da 
Assistência Social (CRAS), cujos profissionais, predominantemente psicólogos e assistentes 
sociais, lotados em áreas de vulnerabilidade social, estão voltados à atenção básica e preventiva. 
Enunciado 66 É fundamental a atualização das matrizes curriculares dos cursos de direito, bem 
como a criação de programas de formação continuada aos docentes do ensino superior jurídico, 
com ênfase na temática da prevenção e solução extrajudicial de litígios e na busca pelo consenso. 
Enunciado 67 Nos colégios recursais, o relator poderá, monocraticamente, encaminhar os litígios 
aos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania. 
Enunciado 68 O atendimento interdisciplinar realizado por psicólogos e assistentes sociais, no 
âmbito da Defensoria Pública e do Ministério Público, promove a solução extrajudicial dos litígios, 
constituindo-se forma de composição e administração de conflitos complementar à mediação, 
conciliação e arbitragem. 
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Enunciado 69 A Administração Pública, sobretudo na área tributária e previdenciária, deve 
adotar, ex officio, a interpretação pacificada de normas legais e constitucionais, 
respectivamente, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, 
independentemente de julgamento em caso de recursos repetitivos ou repercussão geral ou de 
edição de súmula vinculante. 
Enunciado 70 Quando questionada a juridicidade das decisões tomadas por meio de novas 
tecnologias de resolução de controvérsias,deve-se atuar com parcimônia e postura receptiva, 
buscando valorizar e aceitar os acordos oriundos dos meios digitais. 
Enunciado 71 Tendo havido prévio e comprovado requerimento administrativo, incumbe à 
Administração Pública o dever de comprovar em juízo que adotou as providências legais e 
regulamentares para a aferição do direito da parte. 
Enunciado 72 As instituições privadas que lidarem com mediação, conciliação e arbitragem, bem 
como com demais métodos adequados de solução de conflitos, não deverão conter, tanto no 
título de estabelecimento, marca ou nome, dentre outros, nomenclaturas e figuras que se 
assimilem à ideia de Poder Judiciário. 
Enunciado 81 A conciliação, a arbitragem e a mediação, previstas em lei, não excluem outras 
formas de resolução de conflitos que decorram da autonomia privada, desde que o objeto seja 
lícito e as partes sejam capazes. 
QUESTÕES COMENTADAS 
Percebam, pessoal, como as questões se repetem. Ainda, a cobrança inicial dos certames está sendo pela lei 
seca. Então, foquem no estudo delas. 
Quando estudava, uma coisa que gostava de fazer é pegar alguns áudios de legislação e ouvir naquelas horas 
em que já estava cansado ou fazendo outras coisas (arrumando quarto, correndo, malhando, lavando 
louça...rs etc.). 
Vamos à resolução das questões?! 
Magistratura 
1. (FGV/ENAM II/Magistratura/2024) Tendo o autor de uma demanda formulada três pedidos, 
embora sem o requisito de concessão de tutela provisória em relação a qualquer deles, o juiz da causa, 
depois de encerrada a fase postulatória, concluiu que a sua sinceridade já estava formada acerca da 
procedência de pelo menos uma das três pretensões deduzidas na petição inicial. 
Desse modo, o magistrado acolheu de imediato essa parcela do pleito autoral, tendo condenado o réu ao 
pagamento de uma obrigação ainda ilíquida, restando consignado no ato decisório," ainda, que a apuração 
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do quantum debeatur ficaria reservada para posterior etapa de liquidação. Sem prejuízo, o magistrado 
determinou a condenação do feito, rumo à fase da instrução probatória, para fins de futuro julgamento dos 
outros dois pedidos veiculados na peça exordial 
A respeito do quadro apresentado, assinale a afirmativa correta 
a) O juiz agiu equivocadamente, uma vez que não há previsão na lei processual para a decisão do julgamento 
dos pedidos formulados na petição inicial, o qual deve ser simultâneo e pressuposto a conclusão da fase da 
instrução probatória 
b) O juiz agiu equivocadamente, uma vez que, embora a lei processual preveja o julgamento antecipado 
parcial do mérito, isso pressupõe, na hipótese de condenação ao cumprimento de obrigações pecuniárias, 
que esta seja líquida 
c) O juiz agiu equivocadamente, uma vez que, embora a lei processual preveja o julgamento antecipado 
parcial do mérito, isso pressupõe que tenha sido exigida, na petição inicial, a concessão de tutela provisória 
de natureza antecipada. 
d) o juiz agiu acertadamente, sendo a decisão de julgamento antecipado parcial do mérito impugnável por 
recurso de apelação, o qual viabiliza o juízo de representação pelo órgão a quo. 
e) O juiz agiu acertadamente, sendo a decisão de julgamento antecipado parcial do mérito impugnável por 
recurso de agravo de instrumento. 
Comentários 
A resposta correta é a letra E. 
A questão trata sobre julgamento antecipado parcial do mérito. 
A alternativa A está incorreta, ao contrário do que afirma a alternativa, o artigo 356 do CPC autoriza o 
julgamento parcial do mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles. 
O julgamento antecipado parcial do mérito possibilita que o juiz decida sobre um ou mais pedidos 
formulados, ou parcelas deles, antes da conclusão da fase de instrução probatória, nos termos do art. 356, 
CPC. 
A alternativa B está incorreta, ao contrariar o artigo 356, § 1º, do CPC. Vejamos: “§ 1º A decisão que julgar 
parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação líquida ou ilíquida.“ 
Como podemos verificar ante a análise do art. 356, §1º, do CPC, não exigido que a condenação ao 
cumprimento de obrigações pecuniárias seja líquida para ocorrer o julgamento antecipado parcial do mérito. 
Logo, a obrigação pode ser ilíquida, com a apuração do quantum debeatur reservada para uma etapa 
posterior de liquidação. 
A alternativa C está incorreta. O artigo 356 do CPC prevê o seguinte: “Art. 356. O juiz decidirá parcialmente 
o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles: I - mostrar-se incontroverso; II - 
estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355.” O juiz pode decidir de imediato sobre 
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pedidos que já estão maduros para julgamento, independentemente de qualquer pedido de tutela 
provisória. 
Consoante o art. 356 do CPC, a concessão de tutela provisória de natureza antecipada não é um requisito 
para o julgamento antecipado parcial do mérito. 
A alternativa D está incorreta, ao contrariar o artigo 356, §5º, do CPC: “§ 5º A decisão proferida com base 
neste artigo é impugnável por agravo de instrumento.” Ou seja, embora a decisão seja impugnável, o recurso 
cabível para o julgamento antecipado parcial do mérito é o agravo de instrumento 
A alternativa E está correta. O artigo 356, §5º, do CPC permite o julgamento antecipado parcial do mérito, 
que pode ser impugnado por agravo de instrumento, garantindo celeridade e efetividade processual. 
2. (FGV/ENAM II/Magistratura/2024) O valor da causa é requisito da petição inicial, indispensável 
para a definição de diversos aspectos econômicos do processo, como a competência e a fixação de 
honorários de sucumbência, entre outros. 
A respeito do tema, assine a afirmativa correta. 
O valor da causa, na ação de alimentos, corresponderá à soma de 24 (vinte e quatro) prestações mensais 
pedidas pelo autor. 
Na ação em que há acumulação de pedidos, o valor da causa corresponderá à quantidade correspondente 
ao maior pedido formulado pelo autor. X 
Na ação em que os pedidos são alternativos, o valor da causa corresponderá ao pedido de menor valor. 
O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de 
preclusão, e o juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a complementação das custas. 
O juiz corrigirá liminarmente o valor da causa quando verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial 
em discussão ou ao lucro econômico perseguido pelo autor, sendo admissível, a partir daí, a correção apenas 
por exigência do réu. 
Comentários 
A resposta correta é a letra D. 
A alternativa A está incorreta. É a soma das 12 prestações mensais, conforme o artigo 292, III, do CPC. 
Vejamos: “Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: III - na ação de 
alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas pelo autor;” 
A alternativa B está incorreta. É a soma de todos os pedidos, conforme artigo 292, VI, do CPC. Vejamos: “Art. 
292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: VI - na ação em que há cumulação 
de pedidos, a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles.” 
A alternativa C está incorreta. É o de maior valor, conforme artigo 292, VII, do CPC. Vejamos: “Art. 292. O 
valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: VII - na ação em que os pedidos são 
alternativos, o de maior valor;” 
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Segundo o art. 292, VII, do CPC, na ação em que os pedidos são alternativos, o valor da causa corresponderá 
ao pedido de maior valor, e não ao de menor valor. 
Aalternativa D está correta, Essa é a redação do artigo 293 do CPC. Vejamos: “Art. 293. O réu poderá 
impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de preclusão, e o 
juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a complementação das custas.” 
O réu pode impugnar o valor atribuído à causa pelo autor em preliminar da contestação, sob pena de 
preclusão, e o juiz decidirá a respeito, podendo impor a complementação das custas, se necessário. Portanto, 
é permitido ao réu impugnar o valor atribuído à causa pelo autor em preliminar da contestação, sob pena de 
preclusão, e determina que o juiz decida a respeito, podendo impor a complementação das custas, se for o 
caso. 
A alternativa E está incorreta, conforme dispõe o art. 292, §3º, do CPC. A saber: “§ 3º O juiz corrigirá, de 
ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial 
em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento 
das custas correspondentes.” 
O art. 292, §3º, do CPC dispõe que o juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando 
verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao lucro econômico perseguido pelo 
autor, independentemente da exigência do réu. 
3. (Banca FGV/TJ-MS - Juiz Substituto/2023) Determinado condomínio edilício, constatando que um 
apartamento se encontrava em débito no tocante às contribuições extraordinárias aprovadas em 
assembleia geral, documentalmente comprovadas, relativamente aos quatro últimos meses, ajuizou ação 
de cobrança em face do titular da unidade. 
Pleiteou o condomínio, em sua petição inicial, a condenação do réu a pagar o débito apurado, com os 
consectários da mora. 
Apreciando a peça exordial, o juiz da causa determinou a intimação da parte autora para que a emendasse, 
de modo a alterar a ação de conhecimento para de execução. 
Tendo o demandante ponderado que a sua inicial não padecia de nenhum defeito, o juiz, concluindo pela 
ausência de interesse de agir, indeferiu-a, extinguindo o feito sem resolução do mérito. Inconformado, o 
autor interpôs recurso de apelação. 
nesse cenário, é correto afirmar que o recurso manejado pela parte autora: 
a) comporta juízo de retratação, que, não sendo exercido, ensejará a remessa dos autos ao órgão ad quem, 
o qual deverá dar provimento ao apelo; 
b) não comporta juízo de retratação, o que ensejará a remessa dos autos ao órgão ad quem, o qual deverá 
dar provimento ao apelo; 
c) comporta juízo de retratação, que, não sendo exercido, ensejará a remessa dos autos ao órgão ad quem, 
o qual deverá negar provimento ao apelo; 
d) não comporta juízo de retratação, o que ensejará a remessa dos autos ao órgão ad quem, o qual deverá 
negar provimento ao apelo; 
e) comporta juízo de retratação, que, não sendo exercido, ensejará a remessa dos autos ao órgão ad quem, 
o qual não deverá conhecer do apelo, por incabível na espécie. 
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Comentários 
A resposta correta é a letra A. 
A questão tangencia assuntos relacionados ao procedimento do indeferimento da petição inicial, bem como 
à judicialização de litígio envolvendo título executivo extrajudicial. 
O indeferimento da petição inicial está prevista no art. 330 do Código de Processo Civil, tratando-se hipótese 
de não resolução do mérito do processo, nos termos do art. 485, inciso I, do diploma processual. Assim, os 
incisos do art. 330 dispõem que haverá indeferimento da petição inicial quando: I - for inepta; II - a parte for 
manifestamente ilegítima; III - o autor carecer de interesse processual; IV - não atendidas as prescrições dos 
arts. 106 e 321”. 
Leciona Fredie Didier Jr. que “[o] indeferimento da petição inicial é decisão judicial que obsta liminarmente 
o prosseguimento da causa, pois não se admite o processamento da demanda. O indeferimento da petição 
inicial somente ocorre no início do processo: só há indeferimento antes da ouvida do réu. Após a citação, o 
juiz não mais poderá indeferir a petição inicial, de resto já admitida, devendo, se vier a acolher alguma 
alegação do réu, extinguir o feito por outro motivo” (DIDIER JÚNIOR, Fredie. Curso de Direito Processual Civil. 
Vol. I. 17ª ed. Editora JusPodivm: Salvador, 2016. p. 558). 
Sob a perspectiva procedimental, um diferencial vinculado ao indeferimento da petição inicial diz respeito à 
previsão expressa de um juízo de retratação, em cinco dias, caso o autor venha a apelar, nos termos do art. 
331 do Código de Processo Civil. Assim, caso não haja retratação e, citado o réu para apresentar 
contrarrazões (art. 331, § 1º), remeter-se-á os autos para o juízo ad quem e, caso reformada a sentença, 
começará a correr o prazo para contestação da intimação do retorno dos autos para o juízo a quo (art. 331, 
§ 2º). 
Por fim, quanto à judicialização de litígio envolvendo título executivo extrajudicial, ressalta-se que o Código 
de Processo Civil prevê um procedimento específico, que diz respeito ao processo de execução, que, 
inclusive, possui um Livro próprio, Livro II, tendo sua regulação presente do art. 771 a 925. No entanto, 
referido procedimento não é obrigatório, de forma que o próprio art. 785 do CPC dispõe que “A existência 
de título executivo extrajudicial não impede a parte de optar pelo processo de conhecimento, a fim de obter 
título executivo judicial”. Assim, tendo em mãos um título executivo extrajudicial, pode o demandante optar 
por seguir mediante processo de conhecimento. 
Neste sentido, tem-se: 
A alternativa A está correta. Juízo de retratação previsto no art. 331 do CPC. Caso não haja retratação e, 
citado o réu para apresentar contrarrazões (art. 331, § 1º), remeter-se-á os autos para o juízo ad quem. Ao 
recurso será dado provimento, justamente por ser facultado o procedimento comum, mesmo com a 
existência de título executivo extrajudicial, nos termos do art. 785 do CPC. 
A alternativa B está incorreta. Comporta juízo de retratação, nos termos do art. 485, § 7º, do CPC. 
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A alternativa C está incorreta. O erro está em afirmar que não dará provimento ao recurso, vez que o art. 
785 do CPC permite a utilização do procedimento comum, mesmo com a existência de título executivo 
extrajudicial. 
A alternativa D está incorreta. Comporta juízo de retratação, nos termos do art. 485, § 7º, do CPC. 
A alternativa E está incorreta. Possível a interposição de apelação, nos termos do art. 485, § 7º, do CPC. 
4. (TRF4/TRF4 – Juiz Federal Substituto/2016) Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa 
correta. 
Considerando as regras do Código de Processo Civil de 2015: 
I. As condições da ação não estão previstas no Código, o que impede o indeferimento da petição inicial por 
ilegitimidade para a causa ou falta de interesse processual. 
II. Quando, além do autor, todos os réus manifestarem desinteresse na realização da audiência de 
conciliação, o prazo de contestação tem início, para todos os litisconsortes passivos, com o despacho judicial 
que acolhe as manifestações de desinteresse na realização da audiência de conciliação. 
III. O juiz pode, independentemente de citação, julgar improcedente o pedido que contrariar súmula, desde 
que seja vinculante. Se o pedido contrariar enunciado de súmula não vinculante ou julgado em recurso 
repetitivo, deve ordenar a citação, estando em condições a petição inicial, para só depois decidir a questão, 
em atenção ao princípio do contraditório. 
IV. Caso a decisão transitada em julgado seja omissa em relação aos honorários de sucumbência, eles não 
poderão ser cobrados nem em execução, nem em ação própria. 
a) Estão corretas apenas as assertivas I e III. 
b) Estãocorretas apenas as assertivas II e III. 
c) Estão corretas apenas as assertivas I, II e IV. 
d) Estão corretas todas as assertivas. 
e) Nenhuma assertiva está correta. 
Comentários 
A alternativa E está correta. 
O item I está incorreto. A doutrina tem entendido que elas ainda se fazem presentes. Apenas houve a 
supressão da possibilidade jurídica do pedido. 
Art. 17. Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual. 
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O item II está incorreto. 
Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo 
termo inicial será a data: 
§1º No caso de litisconsórcio passivo, ocorrendo a hipótese do art. 334, § 6, o termo inicial 
previsto no inciso II será, para cada um dos réus, a data de apresentação de seu respectivo pedido 
de cancelamento da audiência. 
O item III está incorreto. 
A súmula não precisa ser vinculante. 
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do 
réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: 
I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça; 
IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. 
Ainda, se o pedido contrariar enunciado de súmula não vinculante ou julgado em recurso repetitivo, não 
precisa ordenar a citação. Pode julgar liminarmente improcedente. 
Art. 332, II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de 
Justiça em julgamento de recursos repetitivos; 
O item IV está incorreto. 
Art. 85. § 18. Caso a decisão transitada em julgado seja omissa quanto ao direito aos honorários 
ou ao seu valor, é cabível ação autônoma para sua definição e cobrança. 
5. (CESPE/TJBA – Juiz de Direito Substituto/2019) O juiz proferirá sentença sem resolução de mérito 
quando 
A acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem. 
B homologar a transação. 
C homologar o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação. 
D homologar a renúncia à pretensão formulada na ação. 
E verificar a impossibilidade jurídica do pedido. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
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Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral 
reconhecer sua competência; 
Todas as demais são hipóteses de resolução do mérito. 
6. (CESPE/TJPR – Juiz de Direito Substituto/2017) Determinado indivíduo ajuizou ação de indenização 
por danos morais contra empresa de comunicação e apontou como causa de pedir a publicação de 
reportagem que alega ter violado sua dignidade. 
Com referência a essa situação hipotética e a aspectos processuais a ela pertinentes, assinale a opção 
correta. 
a) Havendo incorreção na atribuição do valor da causa pelo autor, poderá o réu impugnar tal valor por meio 
de petição autônoma a ser oferecida no mesmo prazo de contestação. 
b) Na petição inicial de ação indenizatória fundada em dano moral, o autor deve sempre apresentar pedido 
genérico, porque a iliquidez do pedido decorre da natureza do dano sofrido. 
c) Caberá ao magistrado corrigir de ofício o valor da causa se entender que o proveito econômico perseguido 
pelo autor está em desacordo com o valor atribuído na petição inicial. 
d) Em ação indenizatória fundada em dano moral, o autor terá sempre interesse recursal para majorar a 
indenização, seja qual for o valor fixado na sentença. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Art. 293, CPC: O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa 
pelo autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a 
complementação das custas. 
A alternativa B está incorreta. Consoante art. 292, V, o autor deve sim estipular de forma certa e 
determinada o valor de dano moral almejado. 
Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: 
V - na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o valor pretendido; 
A alternativa C está correta. 
Art. 292, § 3o O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que 
não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido 
pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento das custas correspondentes. 
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A alternativa D está incorreta. O autor da ação indenizatória por danos morais não terá sempre interesse 
recursal para majorar a indenização. 
Caso haja concessão integral do pedido, o autor não terá interesse recursal. 
Só haverá interesse recursal do autor, quando seu pedido não é plenamente atendido. 
7. (CESPE/TJPR – Juiz de Direito Substituto/2017) Em cada uma das próximas opções, é apresentada 
uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada. Assinale a opção que, de acordo com a 
legislação processual, apresenta a assertiva correta. 
a) Foi distribuída para determinado juiz ação em que é parte instituição de ensino na qual ele leciona. Nessa 
situação, o magistrado tem de se declarar suspeito, haja vista que a suspeição independe de arguição do 
interessado. 
b) Em determinada ação de cobrança, o magistrado julgou parcialmente procedente o pedido autoral, 
condenando o réu a pagar metade do valor pleiteado. Nessa situação, os honorários advocatícios deverão 
ser compensados em razão da sucumbência recíproca. 
c) O MP deixou de apresentar parecer após o prazo legal que possuía para se manifestar como fiscal da 
ordem jurídica. Nessa situação, o juiz deverá requisitar os autos e dar andamento ao processo mesmo sem 
a referida manifestação. 
d) Pedro ajuizou demanda contra Roberto e, na petição inicial, requereu a concessão de gratuidade de 
justiça. Nessa situação, caberá agravo de instrumento contra a decisão que denegar ou conceder o pedido 
de gratuidade. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. É hipótese de impedimento, e não suspeição. 
Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo: 
VII - em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou 
decorrente de contrato de prestação de serviços; 
A alternativa B está incorreta. 
Art 85, §14 Os honorários constituem direito do advogado e têm natureza alimentar, com os 
mesmos privilégios dos créditos oriundos da legislação do trabalho, sendo vedada a 
compensação em caso de sucumbência parcial. 
A alternativa C está correta. 
Art. 180, §1º Findo o prazo para manifestação do Ministério Público sem o oferecimento de 
parecer, o juiz requisitará os autos e dará andamento ao processo. 
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A alternativa D está incorreta. 
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: 
V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação. 
De acordo com a redação literal do art. 1.015, não caberia AI contra decisão que concede pedido de 
gratuidade. 
8. (CESPE/TJPR – Juiz de Direito Substituto/2017 0 Determinada sociedade empresária ajuizou 
demanda contra pequeno município localizado no interior do Paraná e, indicando como causa de pedir o 
inadimplemento contratual do município, apresentou dois pedidos de indenização: um por danos 
emergentes no valor de trezentos mil reais; outropor lucros cessantes no valor de duzentos mil reais. 
Apresentada a defesa pelo ente público e tomadas as providências preliminares, o magistrado julgou 
procedente o pedido referente aos danos emergentes em decisão interlocutória. Após a produção de 
outras provas, o juiz prolatou sentença em que julgou procedente também o pedido pertinente aos lucros 
cessantes, tendo ainda apreciado expressamente questão prejudicial de mérito relativa à validade do 
contrato. Nenhuma das decisões foi objeto de interposição de recurso pelo município. 
Nessa situação hipotética, 
a) o magistrado não poderia julgar o mérito em decisão interlocutória e, portanto, a decisão interlocutória 
deverá ser considerada nula quando o tribunal apreciar o processo em sede de remessa necessária. 
 b) a remessa necessária incidirá apenas em relação à sentença, não podendo recair sobre a decisão 
interlocutória, mesmo ante o fato de essa decisão ter resolvido o mérito de forma parcial. 
 c) a decisão interlocutória que versou sobre o mérito da demanda não faz coisa julgada material, porque 
essa é uma situação jurídica exclusiva das sentenças de mérito, quanto às decisões que são prolatadas em 
primeiro grau. 
 d) a coisa julgada sobre a questão prejudicial incidental dependerá de remessa necessária, observados ainda 
os demais pressupostos para a incidência do duplo grau obrigatório. 
Comentários 
A alternativa E está correta. 
Enunciado 439. FPPC: Nas causas contra a Fazenda Pública, além do preenchimento dos 
pressupostos previstos no art. 503, §§1o e 2o, a coisa julgada sobre a questão prejudicial 
incidental depende de remessa necessária, quando for o caso. 
9. (VUNESP/TJSP – Juiz de Direito Substituto/2017) Quanto à petição inicial, no procedimento 
comum, 
a) o autor, depois da citação, poderá aditar ou alterar o pedido ou causa de pedir, hipótese em que, desde 
que assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação no prazo mínimo de quinze (15) 
dias, não será exigido consentimento do demandado. 
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b) o autor tem o ônus de alegar eventual desinteresse na designação de audiência de conciliação ou 
mediação, sob pena de ser presumido seu interesse na tentativa de autocomposição. 
c) ela será inepta e, como tal, deverá ser indeferida se o juiz verificar desde logo a ocorrência de prescrição 
ou decadência. 
d) o autor poderá cumular pedidos, desde que haja conexão entre eles. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Será exigido sim consentimento do demandado. 
Art. 329. O autor poderá: 
I - Até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu; 
II - Até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com 
consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação 
deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar. 
A alternativa B está correta. 
Art. 319. A petição inicial indicará: VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de 
conciliação ou de mediação. 
Art. 334, § 5o O autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na autocomposição, e 
o réu deverá fazê-lo, por petição, apresentada com 10 (dez) dias de antecedência, contados da 
data da audiência. 
A alternativa C está incorreta. Não será inépcia (julgamento sem resolução do mérito – art. 485, I, CPC), mas 
sim improcedência liminar do pedido (art. 332, §1º, CPC) e, portanto, julgamento do mérito. 
Art. 332, § 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, 
desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: 
II – decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição; 
A alternativa D está incorreta. 
Art. 327. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, 
ainda que entre eles não haja conexão. 
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10. (CESPE/TJCE – Juiz de Direito Substituto/2018) Com base no CPC, é correto afirmar que o valor da 
causa 
a) não servirá de base de cálculo para a fixação de multa por ato atentatório à dignidade da justiça caso seja 
irrisório ou demasiado elevado. 
b) é um requisito legal da petição inicial, mas não da reconvenção. 
c) não poderá ser corrigido de ofício pelo juiz, mesmo se verificado que a monta indicada não corresponde 
ao conteúdo patrimonial em discussão. 
d) pode ser corrigido a qualquer tempo se comprovada alteração superveniente de fato ou de direito, 
oportunidade na qual será complementado o seu pagamento, se necessário. 
e) corresponderá, em causa relativa a obrigação por tempo indeterminado, à soma das parcelas vencidas 
mais o valor de uma prestação anual relativa às parcelas vincendas. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Parte inferior do formulário 
A alternativa A está errada porque no § 2º do art. 81 do CPC fala apenas em valor irrisório e não em valor 
"demasiado elevado" 
A alternativa B está incorreta. 
Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 292, § 3o O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que 
não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido 
pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento das custas correspondentes. 
A alternativa D está incorreta. 
Não pode ser corrigido a qualquer tempo. O réu impugna o valor da causa em preliminar da contestação, 
sob pena de preclusão. 
A alternativa E está correta. 
Art. 292, § 2o O valor das prestações vincendas será igual a uma prestação anual, se a obrigação 
for por tempo indeterminado ou por tempo superior a 01 ano, e, se por tempo inferior, será igual 
à soma das prestações. 
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11. (CESPE/TJDFT – Juiz de Direito Substituto/2016) (Anulada) Com relação à formação, suspensão e 
extinção do processo, assinale a opção correta, conforme legislação e jurisprudência dominante do STJ. 
a) Se o réu, em defesa, alegar e comprovar a existência de convenção de arbitragem sobre o mesmo tema 
discutido no processo, o juiz deverá julgar improcedentes os pedidos do autor, de modo a formar coisa 
julgada material e impedir a repropositura da demanda. 
b) Por se tratar de questão prejudicial de mérito, ao reconhecer a ocorrência de prescrição, o juiz não pode 
adentrar na questão de mérito propriamente dita, e a sentença que pronuncia a prescrição extingue o 
processo sem resolução de mérito. 
c) A suspensão do processo por convenção é faculdade legal atribuída às partes. A convenção para suspensão 
do processo, no entanto, não implica a suspensão do prazo já iniciado para contestação, réplica ou recurso, 
ainda que todas as partes estejam de acordo com a medida. 
d) O processo considera-se formado com a citação válida do réu, ainda que determinada por juiz 
incompetente. 
e) Suspende-se o processo quando for oposta impugnação ao benefício da gratuidade judiciária, exceção de 
incompetência do juízo, da câmara ou do tribunal, bem como de suspeição ou impedimento do juiz. 
Comentário 
A alternativa A está incorreta. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: VII - acolher a alegação de existência de 
convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; 
A alternativa B está incorreta. Extingue com resolução do mérito. O CPC/73 dizia: 
Art. 269. Haverá resolução de mérito: 
IV - quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição; 
Art. 295. A petiçãoinicial será indeferida: 
IV - quando o juiz verificar, desde logo, a decadência ou a prescrição (art. 219, § 5o); 
A alternativa C está correta. 
A alternativa D está incorreta. No CPC/73, o a citação válida gerava apenas dois efeitos. 
Art. 219. A citação válida torna prevento o juízo, induz litispendência e faz litigiosa a coisa; e, 
ainda quando ordenada por juiz incompetente, constitui em mora o devedor e interrompe a 
prescrição. 
Ainda, o processo se forma antes da citação, já com a propositura da demanda (art. 312, CPC/15). 
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A alternativa E está incorreta. Previsões antigas: 
L1060/50, Art. 4º. A parte gozará dos benefícios da assistência judiciária, mediante simples 
afirmação, na própria petição inicial, de que não está em condições de pagar as custas do 
processo e os honorários de advogado, sem prejuízo próprio ou de sua família. 
§ 2º. A impugnação do direito à assistência judiciária não suspende o curso do processo e será 
feita em autos apartados. 
CPC/73, Art. 265. Suspende-se o processo: 
III - quando for oposta exceção de incompetência do juízo, da câmara ou do tribunal, bem como 
de suspeição ou impedimento do juiz; 
Vejam a justificativa da Cespe para anulação: 
Conforme ensina a melhor doutrina, o processo se considera formado com a propositura da 
demanda em juízo, o que faz sentido, pois o indeferimento da petição inicial, por exemplo, 
acarreta a extinção do processo (já formado, portanto), mesmo antes da citação do réu. Convém 
lembrar que validade do processo não se confunde com sua própria existência, e os artigos 214 
e 263 do CPC tratam de realidades distintas. Nesse sentido: “Forma‐se o processo no momento 
da propositura da demanda em juízo, o que ocorre como despacho inicial do juiz ou quando esta 
seja distribuída a um dos juízos com competência concorrente. Tem‐ se entendido, no entanto, 
que basta a protocolização da petição inicial no cartório judicial para que se considere proposta 
a demanda. Uma vez formado o processo (e sua formação independe da citação do réu, tanto 
que o indeferimento da petição inicial acarreta sua extinção – CPC, arts, 267, I e 295), estará ele 
pendente” (Antonio Carlos Marcato, In CPC Interpretado, Ed. Atlas, 2004, p. 754). No mesmo 
sentido: “O processo civil começa por iniciativa da parte (art. 262, CPC), considerando‐se 
proposta a ação e iniciado o processo tanto que a petição inicial seja despachada pelo juiz ou 
simplesmente distribuída, onde houver mais de uma vara” (Marinoni e Mitidiero, CPC 
Comentado artigo por artigo, 2ª Ed., Ed. RT, SP, 2010, pág. 251). 
12. (VUNESP/TJ-RJ – Juiz de Direito Substituto/2016) Em ação declaratória, após a prolação da 
sentença, as partes, de comum acordo, requereram a suspensão do processo por 90 dias. Houve a 
homologação desse pedido em 11.09.2015, porém, em 02.10.2015 a sentença foi publicada. A parte 
sucumbente ofereceu sua apelação em 18.12.2015, sendo certo que todas essas datas correspondem a 
uma sexta-feira. 
Considerando os princípios da boa-fé do jurisdicionado, do devido processo legal e da segurança jurídica, 
assinale a alternativa correta. 
a) Ao homologar a suspensão do processo, o juízo criou nos jurisdicionados a legítima expectativa de que o 
processo só tramitaria ao final do prazo convencionado, devendo ser considerada tempestiva a apelação. 
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b) Exceto em caso de calamidade pública, poderia o juízo homologar a convenção das partes para a 
suspensão do prazo recursal, se disso se tratasse, assim, embora suspenso o processo, o prazo recursal 
permaneceria em curso, sendo intempestiva a apelação. 
c) A rigor, é nulo o ato judicial que homologou a convenção das partes para a suspensão dos processos, uma 
vez que a sentença estando prolatada, não permite ao juiz praticar nenhum outro ato, exceto os relativos ao 
recebimento dos recursos, de modo que é intempestiva a apelação. 
d) A apelação é tempestiva, pois o processo encontrava-se suspenso por decisão homologatória e 
inquestionável, uma vez que, embora se trate de prazo peremptório, a sentença ainda não estava publicada, 
dando poder aos juridiscionados de requerer a suspensão de prazos dessa natureza. 
e) Tratando-se de prazo peremptório, não se suspende o prazo, por ser defeso às partes transigir sobre 
prazos dessa natureza, sendo intempestiva a apelação, independentemente da homologação anterior. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
O STJ já entendeu como violadora da boa-fé objetiva a conduta do magistrado que, durante o prazo de 
suspensão deferido por ele, prolatou e determinou a publicação da sentença. E mais, considerou que a partir 
da publicação já deveria dar início ao prazo para recorrer. Ao agir dessa forma (suspender e no mesmo tempo 
prolatar sentença), o Estado-Juiz incidiu no venire contra factum proprium (STJ, Resp. 1.306.463/RS, Rel. Min. 
Herman Benjamin, d.j. 4/9/2012 (info 503). 
Ora, em havendo suspensão do processo, o art. 314 do CPC veda a prática de qualquer ato processual, com 
a ressalva dos urgentes a fim de evitar dano irreparável. 
Assim, não se pode cogitar, por conseguinte, do início da contagem do prazo recursal enquanto paralisada a 
marca do processo. 
A alternativa B está incorreta. 
Suspenso o processo, todos os prazos também ficam suspensos. Se já estava correndo, ao término da 
suspensão do processo, volta no ponto que parou; se não estava correndo, inicia-se. 
Art. 221. Suspende-se o curso do prazo por obstáculo criado em detrimento da parte ou 
ocorrendo qualquer das hipóteses do art. 313, devendo o prazo ser restituído por tempo igual 
ao que faltava para sua complementação. 
Parágrafo único. Suspendem-se os prazos durante a execução de programa instituído pelo Poder 
Judiciário para promover a autocomposição, incumbindo aos tribunais especificar, com 
antecedência, a duração dos trabalhos. 
A alternativa C está incorreta. 
Não é nulo o ato judicial, bem como não é intempestiva a apelação. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art313
 
 
 
 
 
 
 
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A alternativa D está incorreta. 
O motivo de o prazo da apelação não estar correndo é a suspensão do processo e não o fato de ainda não 
estar publicada a sentença, como afirma o enunciado. 
A alternativa E está incorreta. A apelação não foi intempestiva, pois o prazo para a sua interposição estava 
suspenso, haja vista ter havido a suspensão do processo. 
13. (FCC/TST-Juiz do Trabalho Substituto/2017) Sobre formação, suspensão e extinção do processo, a 
legislação processual civil estabelece: 
a) A ação é considerada proposta quando do protocolo da petição inicial, mas somente a citação válida induz 
litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui o devedor em mora, inclusive no caso de inadimplemento 
de obrigações decorrentes de ato ilícito. 
b) Havendo morte do autor, sendo transmissível o direito em litígio e não tendo sido ajuizada a ação de 
habilitação, o juiz determinará a suspensão do processo e a intimação de seu espólio, de quem for o sucessor 
ou, se for o caso, dos herdeiros, pelos meios de divulgação que reputar mais adequados, para que 
manifestem interesse na sucessão processual e promovam a respectiva habilitação no prazo designado, sob 
pena de extinção do processo sem resolução de mérito. 
c) Durante a suspensão do processo é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, mesmo no 
caso de arguição de impedimento e de suspeição, determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar 
dano irreparável. 
d) Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existênciaporque, evidentemente, ainda não terá havido ato citatório válido e, portanto, o 
aditamento à inicial é admissível independentemente de aquiescência do réu, conforme expressamente autorizam os arts. 264 e 
294 do CPC/1973, a fim de que o espólio seja o sujeito passivo da relação jurídico-processual em que deduzida a pretensão 
executiva, especialmente porque o espólio responderá pelas dívidas do falecido (art. 597 do CPC/1973). REsp 1.559.791-PB, Rel. 
Min. Nancy Andrighi, d.j. 28/08/2018. No mesmo sentido, STJ em 2023: se o réu falecer antes do ajuizamento da ação, não havendo 
citação válida, deve ser facultada ao autor a emenda à inicial, para incluir no polo passivo o espólio ou os herdeiros (art. 329, I, 
CPC). STJ, 4ª T, REsp 2.025.757-SE, Rel. Min. Antonio Carlos, d.j. 2/5/23, info 775. 
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i- É possível imaginar quem tenha capacidade civil, mas não tenha capacidade processual. 
Ex1: pessoa casada que, conquanto tenha capacidade civil, não tem capacidade processual em alguns casos 
(art. 73, CPC). Precisa do consentimento de outro para litigar em juízo. 
Ex2: réu preso revel, bem como ao réu revel citado por edital ou com hora certa, quando não for constituído 
advogado, devendo ser representado por curador especial (art. 72, II, CPC). 
ii- Também podemos identificar quem não tenha capacidade civil, mas tenha capacidade processual. 
Ex1: sujeito com 17 anos não tem capacidade de fato ou de exercício, mas sendo eleitor, pode propor ação 
popular (art. 1º, Lei n. 4.717/65). 
Ex2: o incapaz sem representante tem capacidade processual para pedir a designação de um curador especial 
que o represente (art. 72, I, CPC); 
Ex3: o interdito tem capacidade processual para pedir o levantamento da interdição (art. 756, §1º, CPC). 
Art. 756. Levantar-se-á a curatela quando cessar a causa que a determinou. § 1o O pedido de 
levantamento da curatela poderá ser feito pelo interdito, pelo curador ou pelo Ministério 
Público e será apensado aos autos da interdição. 
Conclui-se, portanto, que capacidade de fato ou de exercício e capacidade processual possuem sim alguma 
ligação, mas há exceções importantes. São conceitos que se relacionam, mas não são interdependentes. 
O que acontece se o sujeito não tiver capacidade processual? 
O juiz determina a regularização, dando prazo razoável. 
Art. 76. Verificada a incapacidade processual ou a irregularidade da representação da parte, o 
juiz suspenderá o processo e designará prazo razoável para que seja sanado o vício. 
Se não regularizar o defeito: 
a) se for o autor, o processo será extinto; se for litisconsorte, será excluído do processo; 
b) se for o réu que não tem capacidade processual, o processo segue à sua revelia; 
c) se for um terceiro que não tem capacidade processual, o terceiro é excluído do processo. 
Se estiver em fase recursal: 
a) não se conhecerá do recurso, se a correção couber ao recorrente; 
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b) determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido. 
É o que diz o art. 76, §1º, CPC: 
§ 1o Descumprida a determinação, caso o processo esteja na instância originária: 
I - o processo será extinto, se a providência couber ao autor; 
II - o réu será considerado revel, se a providência lhe couber; 
III - o terceiro será considerado revel ou excluído do processo, dependendo do polo em que se 
encontre. 
§ 2o Descumprida a determinação em fase recursal perante tribunal de justiça, tribunal regional 
federal ou tribunal superior, o relator: 
I - não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente; 
II - determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido. 
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Didier ressalta que não haverá necessidade de extinção do processo sem resolução do mérito se não houver 
prejuízo. Por exemplo, se o menor incapaz não regulariza sua representação, mas o caso é de acolhimento 
do seu pedido, o juiz deve julgar o mérito e determinar a correção do defeito de representação apenas para 
a instância recursal, pois a ausência de representação não causou prejuízo ao demandante. 
Capacidade processual também aparece nos livros como capacidade para estar em juízo OU como 
legitimação para o processo (legitimatio ad processum), não devendo confundir com legitimação para a 
causa (legitimatio ad causam), que é condição da ação. 
Ausência de capacidade processual -
Juiz suspende o processo e fixa 
prazo razoável para regularização
Cumprida a determinação, segue o 
processo
Não cumprida a determinação
Instância originária
se for o autor, extinguir o processo 
sem julgamento do mérito
se for o réu, será considerado revel
Terceiro, será excluído do processo 
(amicus curiae ou assistente) ou 
revista a decisão (chamamento e 
denunciação)
Instância recursal
se for o recorrente, o recurso não 
será conhecido
se for o recorrido, as contrarrazões 
serão desentranhadas
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3ª hipótese: Morte ou Perda da Capacidade do Representante 
Se o representante judicial morre ou perde sua capacidade, a parte não poderá atuar autonomamente, pois 
não tem capacidade processual. Assim, proceder-se-á conforme o art. 76, CPC, para que seja nomeado outro 
representante ou assistente. 
Se houver morte ou perda da capacidade processual do “presentante” da pessoa jurídica (ex: morte do 
Procurador do Estado, do Advogado da União), não há suspensão do processo, já que outro membro tomará 
o lugar do “presentante”. 
4ª hipótese: Morte ou Perda da Capacidade do Procurador (Advogado) 
Se houver morte ou perda da capacidade do advogado, o processo será suspenso, nos termos do art. 313, I, 
CPC e proceder-se-á conforme o §3º. 
Art. 313, § 3o No caso de morte do procurador de qualquer das partes, ainda que iniciada a 
audiência de instrução e julgamento, o juiz determinará que a parte constitua novo mandatário, 
no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual extinguirá o processo sem resolução de mérito, se 
o autor não nomear novo mandatário, ou ordenará o prosseguimento do processo à revelia do 
réu, se falecido o procurador deste. 
1ª hipótese: Se o autor não constituir novo advogado, o processo será extinto sem resolução do mérito (art. 
485, IV, CPC). 
2ª hipótese: Se o réu não constituir novo mandatário, o juiz ordenará o prosseguimento do processo à revelia 
do réu, ensejando o efeito material, qual seja, presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor, bem 
como os efeitos processuais, isto é, dispensa de intimações do réu, preclusão em desfavor do réu do poder 
de alegar algumas matérias de defesa (ressalvadas aquelas do art. 342, CPC) e, por fim, possibilidade de 
julgamento antecipado do mérito da causa, se o efeito material (presunção de veracidade) tiver ocorrido. 
Capacidade 
processual, 
capacidade de 
estar em juízo, 
legitimatio ad 
processum
Requisito de 
Validade do 
Processo
Legitimidade para 
a causa, 
legitimatio ad 
causam
Condição da 
ação
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Atenção, porém, para o fato de que, nas hipóteses do art. 345, CPC7, não ocorre o efeito material da revelia. 
Assim, se o réu já tiver ofertado a contestação quando da morte do seu advogado, não será gerado o efeito 
material da revelia, mas permanecerá vigente um efeito processual (dispensa de intimação do réu). 
Ainda, vale dizer que pode haver perda da capacidadede fato delituoso, o juiz deverá 
determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal, pelo prazo máximo de um ano, 
ao final do qual incumbirá ao juiz cível examinar incidentemente a questão prévia. 
e) Havendo falecimento de qualquer das partes, proceder-se-á à habilitação, na instância em que estiver, 
suspendendo-se, a partir de então, o processo para processamento da habilitação, com citação dos 
requeridos e, se necessário, dilação probatória, que, independentemente da espécie, será feita nos autos do 
processo principal. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, 
torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 
da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). 
Art. 398,CC. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde 
que o praticou. 
A alternativa B está correta. 
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Art. 313, § 2o Não ajuizada ação de habilitação, ao tomar conhecimento da morte, o juiz 
determinará a suspensão do processo e observará o seguinte: 
II - falecido o autor e sendo transmissível o direito em litígio, determinará a intimação de seu 
espólio, de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, pelos meios de divulgação que 
reputar mais adequados, para que manifestem interesse na sucessão processual e promovam a 
respectiva habilitação no prazo designado, sob pena de extinção do processo sem resolução de 
mérito. 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 314. Durante a suspensão é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, 
todavia, determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, salvo no caso 
de arguição de impedimento e de suspeição. 
A alternativa D está incorreta. 
Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, 
o juiz pode determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal. 
§ 1o Se a ação penal não for proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da intimação do ato 
de suspensão, cessará o efeito desse, incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a 
questão prévia. 
§ 2o Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo prazo máximo de 1 (um) ano, ao 
final do qual aplicar-se-á o disposto na parte final do § 1o. 
A alternativa E está incorreta. 
Art. 689. Proceder-se-á à habilitação nos autos do processo principal, na instância em que 
estiver, suspendendo-se, a partir de então, o processo. 
Art. 691. O juiz decidirá o pedido de habilitação imediatamente, salvo se este for impugnado e 
houver necessidade de dilação probatória diversa da documental, caso em que determinará que 
o pedido seja autuado em apartado e disporá sobre a instrução. 
Promotor 
14. (IBGP/MP-MG/Promotor/2024) A petição inicial deve indicar, EXCETO: 
a) O juízo a que é dirigida. 
b) Os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o CPF ou CNPJ, o 
endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu e o valor da causa. 
c) As provas com que o réu pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados. 
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102 
174 
 
d) A opção pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação. 
e) O fato e os fundamentos jurídicos do pedido. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra C. 
A questão trata sobre os requisitos da petição inicial, disposto no art. 319 do Código de Processo Civil, 
devendo o examinando indicar a exceção. 
A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 319, I, a petição inicial deverá indicar o juízo a que é 
dirigida. A saber: “Art. 319. A petição inicial indicará: I - o juízo a que é dirigida;” 
Isso é essencial para determinar a competência do juízo que analisará a demanda. 
A alternativa B está incorreta. Trata-se do requisito presente no art. 319, II do CPC. Vejamos: “os nomes, os 
prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de 
Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência 
do autor e do réu.” 
A alternativa C está correta. Ao contrário do que afirma a alternativa, deverá o AUTOR indicar as provas que 
pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados por ele, nos termos do art. 319, VI, CPC. 
Isto, ao ser o autor quem deve indicar as provas com que cogita demonstrar a verdade dos fatos alegados, 
conforme o Art. 319, VI do CPC. As provas a serem apresentadas pelo réu fazem parte da defesa 
(contestação) e não da petição inicial. Vejamos: “ na verdade, é o autor quem deve indicar as provas com 
que pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados, conforme o Art. 319, VI do CPC. As provas a serem 
apresentadas pelo réu fazem parte da defesa (contestação) e não da petição inicial.” 
A alternativa D está incorreta. Conforme o art. 319, VII, o autor deverá indicar se possui ou não interesse na 
audiência de conciliação, ou mediação: “VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de 
conciliação ou de mediação.” 
Essa escolha é importante para o andamento do processo e a tentativa de resolução consensual do conflito. 
A alternativa E está incorreta. O fato e os fundamentos jurídicos do pedido deverão ser indicados na petição 
inicial, consoante o art. 319, III, CPC: “III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;” 
15. (IBGP/MP-MG/Promotor/2024) Assinale a alternativa INCORRETA: 
a) O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao 
conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor. 
b) O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de 
preclusão. 
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c) O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será na ação indenizatória, inclusive a 
fundada em dano moral, o valor pretendido. 
d) Na petição inicial do procedimento da tutela antecipada requerida em caráter antecedente, o valor da 
causa deve levar em consideração o pedido de tutela final. 
e) A toda causa será atribuído valor certo, salvo se não tiver conteúdo econômico imediatamente aferível. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra E. 
A alternativa A está incorreta. Consoante o art. 292, §3º, do CPC, deverá o juiz corrigir, inclusive de ofício, o 
valor da causa, caso ela não seja correspondente ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito 
econômico perseguido pelo autor. 
“Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: §3º O juiz 
corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao 
conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor, caso em 
que se procederá ao recolhimento das custas correspondentes.” 
Portanto, caso o juiz verifique que o valor da causa não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão 
ou ao proveito econômico pretendido, ele poderá corrigir o valor, inclusive de ofício e por arbitramento. Isso 
é importante para assegurar a correta valoração das ações e a justa distribuição das custas processuais. 
A alternativa B está incorreta. Conforme prevê o art. 293 do CPC, o valor atribuído à causa pelo autor poderá 
ser impugnado em preliminar da contestação: “Art. 293. O réu poderá impugnar, em preliminar da 
contestação, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a respeito, 
impondo, se foro caso, a complementação das custas.” 
Assim sendo, caso o réu não o fizer, perde a oportunidade de contestar o valor posteriormente, 
caracterizando a preclusão. 
A alternativa C está incorreta. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção, conforme 
assim determina o art. 292, caput, CPC. 
A alternativa D está incorreta. Em caso de tutela antecipada requerida em caráter antecedente, o valor da 
causa deve considerar o pedido de tutela final, consoante o art. 303, §4º, do CPC. 
A alternativa E está correta. Ao contrário do que afirma a alternativa, ainda que não tenha conteúdo 
econômico imediatamente aferível, toda causa terá seu valor certo, conforme determina o art. 291, CPC. 
16. (PGR/PGR – Procurador da República/2017) NOS MOLDES DO ATUAL CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: 
a) Se a ação continente tiver sido ajuizada antes da ação contida, ambas as ações deverão ser reunidas para 
julgamento conjunto. 
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b) O juiz pode limitar o número de litisconsortes, em qualquer hipótese, na fase de conhecimento, liquidação 
de sentença ou execução. 
c) Presume-se verdadeira a alegação de hipossuficiência econômica, se for formulada exclusivamente por 
pessoa natural. 
d) O Ministério Público será intimado a intervir, como fiscal da ordem jurídica, nas causas em que for parte 
a Fazenda Pública. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no 
processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
Isso implica dizer que nem sempre a continência terá como efeito a reunião dos processos. 
Somente haverá reunião se a causa maior for ajuizada depois. 
i- Ação maior (continente) proposta antes enseja a extinção da ação menor sem resolução de mérito. 
ii- Ação menor (contida) proposta antes enseja a reunião das ações maior e menor. 
A alternativa B está incorreta. O juiz não pode limitar o litisconsórcio em qualquer hipótese. Apenas ocorre 
no litisconsórcio facultativo, e com base nos dois fundamentos constantes no art. 113, §1º, CPC. 
Art. 113 § 1o O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na 
fase de conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a 
rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença. 
A alternativa C está correta. 
Art. 99 § 3o Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida exclusivamente por 
pessoa natural. 
A alternativa D está incorreta. 
Art. 178, Parágrafo único. A participação da Fazenda Pública não configura, por si só, hipótese 
de intervenção do Ministério Público. 
17. (PGR/PGR – Procurador da República/2017) DE ACORDO COM O NOVO CPC: 
a) A alteração de tese jurídica, adotada em enunciado de súmula ou em julgamento de casos repetitivos, 
deverá ser precedida de audiências públicas. 
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105 
174 
 
b) Não será realizada audiência de conciliação ou mediação apenas se ambas as partes manifestarem, 
expressamente, desinteresse na composição consensual. 
c) O fiador, quando executado, tem o direito de exigir que primeiro sejam executados os bens do devedor, 
situados na mesma comarca, desde que livres e desembargados. 
d) Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando forem relativas a direito 
superveniente. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Art. 927, §2º. A alteração de tese jurídica adotada em enunciado de súmula ou em julgamento 
de casos repetitivos poderá ser precedida de audiências públicas e da participação de pessoas, 
órgãos ou entidades que possam contribuir para a rediscussão da tese. 
A alternativa B está incorreta. 
Art. 334, §4º. A audiência não será realizada: 
I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual; 
II - quando não se admitir a autocomposição. 
A alternativa C está correta. 
Art. 794. O fiador, quando executado, tem o direito de exigir que primeiro sejam executados os 
bens do devedor situados na mesma comarca, livres e desembargados, indicando-os 
pormenorizadamente à penhora. 
A alternativa D está incorreta. 
Art. 342. Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando: I - relativas a 
direito ou a fato superveniente; II - competir ao juiz conhecer delas de ofício; III - por expressa 
autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e grau de jurisdição. 
18. MPPR/MPPR – Promotor de Justiça Substituto/2019 
Sobre as hipóteses de indeferimento da petição inicial e de improcedência liminar do pedido, assinale a 
alternativa correta, de acordo com o Código de Processo Civil de 2015: 
a) A inépcia da petição inicial, a manifesta ilegitimidade da parte e a ausência de interesse processual são 
hipóteses de indeferimento da petição inicial. 
b) A apelação interposta contra sentença que indefere a petição inicial não admite juízo de reconsideração. 
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c) A apelação interposta contra sentença que indefere a petição inicial não será objeto de contraditório e 
será imediatamente remetida ao tribunal competente. 
d) A sentença que declara, liminarmente, prescrição ou decadência é decisão de indeferimento da petição 
inicial. 
e) Para que a improcedência liminar do pedido seja aplicada, basta que o magistrado verifique a incidência 
de precedente ao caso, não importando a natureza das alegações do autor na petição inicial. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando: 
I - for inepta; 
II - a parte for manifestamente ilegítima; 
III - o autor carecer de interesse processual; 
IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321. 
A alternativa B está incorreta. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
I - indeferir a petição inicial; 
§ 7o Interposta a apelação em qualquer dos casos de que tratam os incisos deste artigo, o juiz 
terá 5 (cinco) dias para retratar-se. 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 
(cinco) dias, retratar-se. 
§ 1o Se não houver retratação, o juiz mandará citar o réu para responder ao recurso. 
A alternativa D está incorreta. É decisão de improcedência liminar do pedido (decisão de mérito). 
Art. 332, § 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, 
desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
A alternativa E está incorreta. Tem que analisar sim a natureza da argumentação exposta pelas partes. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art106
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art321
 
 
 
 
 
 
 
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174 
 
Art. 489, § 1o Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, 
sentença ou acórdão, que: 
V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos 
determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; 
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, 
sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do 
entendimento. 
19. (MPE-SP/MPE-SP – Promotor de Justiça Substituto/2017) Com relação à extinção do processo, é 
correto afirmar que 
a) não há resolução de méritoquando o juiz homologar transação ou renúncia à pretensão formulada na 
ação ou na reconvenção. 
b) não há resolução de mérito quando o juiz extinguir o processo em razão de decadência ou prescrição. 
c) há resolução de mérito quando o juiz extinguir o processo por ausência de legitimidade ou de interesse 
processual. 
d) interposta apelação contra o ato jurisdicional que extinguir o processo sem resolução de mérito, o juiz 
poderá, em 5 (cinco) dias, retratar-se. 
e) o juiz poderá extinguir o processo por abandono da causa pelo autor em qualquer momento, 
independentemente de requerimento do réu. 
Comentários 
A alternativa D está correta. 
Art. 485, § 7o Interposta a apelação em qualquer dos casos de que tratam os incisos deste artigo, 
o juiz terá 5 (cinco) dias para retratar-se. 
As alternativas A, B e C (incorretas) estão no art. 487, CPC. 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: 
I - acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção; 
II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição; 
III - homologar: 
a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na reconvenção; 
b) a transação; 
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c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção. 
A alternativa E está incorreta. 
Art. 485, § 6o Oferecida a contestação, a extinção do processo por abandono da causa pelo autor 
depende de requerimento do réu. 
20. (FUNDEP/MPE-MG – Promotor de Justiça Substituto/2018) Analise as seguintes assertivas: 
I. Para a validade do processo, é indispensável a citação do réu ou do executado, mesmo se tratando de 
indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do pedido. 
II. O comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a 
partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de embargos à execução. 
III. O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao 
conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor, caso em que se 
procederá ao recolhimento das custas correspondentes. 
IV. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se 
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, sem a necessidade de 
exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do 
processo. 
Somente está CORRETO o que se afirma em: 
a) I, II, III, IV. 
b) I, II. 
c) II, III. 
Comentários 
A alternativa C está correta. 
O item I está incorreto. 
Art. 239. Para a validade do processo é indispensável a citação do réu ou do executado, 
ressalvadas as hipóteses de indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do 
pedido. 
O item II está correto. 
Art. 239, § 1o O comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade 
da citação, fluindo a partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de embargos 
à execução. 
O item III está correto. 
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Art. 292, § 3o O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que 
não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido 
pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento das custas correspondentes. 
O item IV está incorreto. 
Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial 
pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, 
com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao 
resultado útil do processo. 
21. (MPE-GO/MPE-GO – Promotor de Justiça/2016) Assinale a alternativa incorreta: 
a) O Ministério Público, quando autor da ação, deverá, na petição inicial, expor todos os fatos e fundamentos 
jurídicos de seu pedido, demonstrando como os fatos narrados autorizam a produção do efeito jurídico 
pretendido, bem como formulando pedido ou pedidos, certos, determinados, claros, coerentes e com suas 
especificações completas. 
b) A cumulação de pedidos será lícita, desde que os pedidos sejam compatíveis entre si; seja competente 
para deles conhecer o mesmo juízo; seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento. 
c) Encerrada a fase do saneamento do processo, não será permitido ao autor, ainda que haja concordância 
do réu, alterar o pedido e a causa de pedir constantes da petição inicial. 
d) Oferecida a contestação, o autor somente pode desistir do processo, com o consentimento do réu. Na 
desistência do recurso, a concordância da parte adversa é, de igual forma, exigida, se já ofertadas as 
contrarrazões. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
A alternativa B está correta. 
Art. 327, §1º. São requisitos de admissibilidade da cumulação que: I - os pedidos sejam 
compatíveis entre si; II- seja competente para deles conhecer o mesmo juízo; III - seja adequado 
para todos os pedidos o tipo de procedimento. 
A alternativa C está correta. 
Art. 329. O autor poderá: II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e causa 
de pedir, com o consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de 
manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova 
suplementar. Logo, após o saneamento do processo não é possível alteração objetiva, ainda que 
com o consentimento do réu, pois o processo se estabiliza. 
Obs1: Em regra, após o saneamento do processo, não pode haver alteração objetiva do processo. 
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Entretanto, há hipóteses excepcionais em que isso seria possível. 
Ex1: desconsideração da personalidade jurídica, que pode ser pedida a qualquer tempo, inclusive em sede 
recursal. 
Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de 
conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo 
extrajudicial. 
Ex2: O próprio CPC permite que a parte amplie objetivamente o processo para fazer acordos. 
Art. 515, § 2o A autocomposição judicial pode envolver sujeito estranho ao processo e versar 
sobre relação jurídica que não tenha sido deduzida em juízo. 
Ex3: Nesse passo, Didier defende que o autorregramento da vontade deve prevalecer sobre o art. 329, II, 
CPC. Segundo ele, nada impediria que, se o réu concordar, haja alteração ou aditamento do pedido ou causa 
de pedir depois do saneamento. Em reforço a tal entendimento, cita-se a cláusula geral de negociação 
processual (art. 190, CPC). 
Ex4: Fatos supervenientes podem ser causa para eventual acréscimo de causa de pedir. 
Art. 493. Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo 
do direito influir no julgamento do mérito, caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou 
a requerimento da parte, no momento de proferir a decisão. 
Parágrafo único. Se constatar de ofício o fato novo, o juiz ouvirá as partes sobre ele antes de 
decidir. 
De todo modo, fiquem, em provas objetivas, com a redação legal. 
A alternativa D está incorreta. 
art. 485, §4º: Oferecida a contestação, o autor não poderá, sem o consentimento do réu, desistir 
da ação. 
Art. 998: O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos 
litisconsortes, desistir do recurso. 
22. (MPE-GO/MPE-GO – Promotor de Justiça Substituto/2016) Em relação a formação e a suspensão 
do processo, é incorreto afirmar: 
a) O protocolo da petição inicial é pressupostode existência do processo, independentemente da citação 
válida do réu. 
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b) A morte ou a perda da capacidade processual de qualquer das partes acarreta a suspensão imediata do 
processo, mesmo que a causa da suspensão seja comunicada ao juízo posteriormente. 
c) A arguição de impedimento ou de suspeição, interrompe os prazos processuais, e, com o restabelecimento 
posterior da marcha processual, são restituídos integralmente os prazos para a prática dos atos do processo. 
d) A suspensão do processo por convenção das partes só poderá perdurar por no máximo seis meses e o juiz 
determinará o prosseguimento do processo assim que esgotar o referido prazo. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
Art. 312. Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, todavia, a 
propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos mencionados no art. 240 depois que for 
validamente citado. 
A alternativa B está correta. 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu 
representante legal ou de seu procurador 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
III - pela arguição de impedimento ou de suspeição 
A alternativa D está correta. 
313, § 4o O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do 
inciso V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. 
Obs1: As hipóteses de interrupção são raras. 
Ex1: Quando o réu requerer o desmembramento do processo, em virtude do litisconsórcio multitudinário; 
Art. 113, § 1o O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na 
fase de conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a 
rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença. 
§ 2o O requerimento de limitação interrompe o prazo para manifestação ou resposta, que 
recomeçará da intimação da decisão que o solucionar. 
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Art. 1.026. Os embargos de declaração não possuem efeito suspensivo e interrompem o prazo 
para a interposição de recurso. 
23. (MPE-PR/MPE-PR – Promotor de Justiça Substituto/2017) Sobre os atos do juiz ao receber a petição 
inicial, nos termos em que disciplinada pelo Código de Processo Civil de 2015, assinale a alternativa 
correta: 
a) A carência de ação é fundamento para o indeferimento da petição inicial. 
b) Indeferida a petição inicial ou julgado liminarmente improcedente o pedido, pode o juiz se retratar se 
interposta apelação contra a sentença. 
c) A improcedência liminar do pedido só ocorre para as causas em que a fase instrutória é dispensada, não 
havendo hipótese que independa desse requisito. 
d) Recebida a petição inicial pelo juiz, não sendo o caso de indeferimento da petição inicial ou de 
improcedência liminar do pedido, o réu será citado para contestar o pedido de imediato. 
e) Nos termos do Código de Processo Civil de 2015, pode o juiz converter a ação individual em coletiva, 
remetendo o feito ao juízo competente. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O art. 330 não diz condições da ação. 
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando: 
I - for inepta; 
II - a parte for manifestamente ilegítima; 
III - o autor carecer de interesse processual; 
IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321. 
De todo modo, é uma alternativa muito controversa. Isso porque a doutrina majoritária entende que as 
condições da ação ainda existem no NCPC, cujas espécies são legitimidade ad causam e interesse de agir, 
justamente as hipóteses previstas nos incisos II e III. 
A única hipótese que me ocorre é que o examinador tenha adotado doutrina minoritária (ex: Didier), ao 
considerar que o NCPC aboliu a categoria condições da ação, deslocando o interesse e a legitimidade para 
os “pressupostos processuais”. 
A alternativa B está correta. 
Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 
(cinco) dias, retratar-se. 
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Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do 
réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: 
I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça; 
II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; 
III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência; 
IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. 
§ 3o Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias. 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 332. § 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, 
desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
A alternativa D está incorreta 
Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência 
liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência 
mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de 
antecedência. 
A alternativa E está incorreta. O artigo que permitia a conversão foi vetado. 
DA CONVERSÃO DA AÇÃO INDIVIDUAL EM AÇÃO COLETIVA 
Art. 333. (VETADO). 
24. (MPE-GO/Promotor de Justiça Substituto/2016) Em relação a formação e a suspensão do processo, 
é incorreto afirmar: 
a) O protocolo da petição inicial é pressuposto de existência do processo, independentemente da citação 
válida do réu. 
b) A morte ou a perda da capacidade processual de qualquer das partes acarreta a suspensão imediata do 
processo, mesmo que a causa da suspensão seja comunicada ao juízo posteriormente. 
c) A arguição de impedimento ou de suspeição, interrompe os prazos processuais, e, com o restabelecimento 
posterior da marcha processual, são restituídos integralmente os prazos para a prática dos atos do processo. 
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d) A suspensão do processo por convenção das partes só poderá perdurar por no máximo seis meses e o juiz 
determinará o prosseguimento do processo assim que esgotar o referido prazo. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
Art. 312. Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, todavia, a 
propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos mencionados no art. 240 depois que for 
validamente citado. 
Daniel Assumpção diz que o processo já existe mesmo antes da citação do réu, inclusive sendo possível ao 
juiz proferir sentença nesse momento, tanto terminativa (art. 330 do Novo CPC) como definitiva (art. 332 
do Novo CPC), extinguindo processo sem ou com a resolução do mérito. 
Só é possível extinguir algo que já exista. Assim, a citação do réu não faz surgir a relação processual. 
Fala-se corretamente em formação gradual do processo. 
A alternativa B está correta. 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu 
representante legal ou de seu procurador 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
III - pela arguição de impedimento ou de suspeição 
As hipóteses de interrupção são raras, podendo citar, a exemplo, a) quando o réu requerer o 
desmembramento do processo, em virtude do litisconsórcio multitudinário; b) quando as partes opõem 
embargosde declaração. 
A alternativa D está correta. 
313, § 4o O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do 
inciso V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. 
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Defensor 
25. (DPE-ES/DPE-ES – Defensor Público/2016) Sobre conciliação e mediação, diante dos conceitos e 
regras do novo Código de Processo Civil: 
a) No procedimento comum, o não comparecimento injustificado do réu à audiência de conciliação ou 
mediação gera a sua revelia e impõe o pagamento de multa. 
b) A audiência prévia de conciliação ou mediação somente não será realizada se o autor ou o réu 
manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual. 
c) A conciliação seria o método mais adequado para a solução consensual para uma ação ajuizada como 
divórcio litigioso. 
d) Na sua atuação, o mediador deverá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer 
tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. 
e) O conciliador e o mediador, assim como os membros de suas equipes, não poderão depor acerca de fatos 
ou elementos oriundos da conciliação ou da mediação. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Não é correto afirmar que tal ausência irá implicar em sua revelia. Enseja apenas o pagamento da multa por 
ato atentatório à dignidade da justiça. 
Art. 334. § 8o O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação 
é considerado ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois 
por cento da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União 
ou do Estado. 
Caso não compareça na data marcada para a audiência de conciliação/mediação, o réu terá, a partir desta, 
um prazo de 15 dias para oferecer contestação. 
Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo 
termo inicial será a data: 
I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, quando 
qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição; 
Apenas se não a apresentar, será considerado revel. 
Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as 
alegações de fato formuladas pelo autor. 
A alternativa B está incorreta. 
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Faz-se necessário que ambas o manifestem. Além disso, também existe a hipótese de a audiência não ser 
realizada quando não for admitida a autocomposição. 
Art. 334. § 4o A audiência não será realizada: I - se ambas as partes manifestarem, 
expressamente, desinteresse na composição consensual; II - quando não se admitir a 
autocomposição. 
A alternativa C está incorreta. 
O conciliador atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes. 
No caso em tela (divórcio litigioso), a melhor opção é a realização de uma mediação. 
Art. 165. § 3o O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo 
anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses 
em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por 
si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. 
A alternativa D está incorreta. 
Art. 165. § 2o O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo 
anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de 
qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. 
A alternativa E está correta. 
Art. 166. § 2o Em razão do dever de sigilo, inerente às suas funções, o conciliador e o mediador, 
assim como os membros de suas equipes, não poderão divulgar ou depor acerca de fatos ou 
elementos oriundos da conciliação ou da mediação. 
26. (VUNESP/DPE-RO – Defensor Público/2017) O valor da causa poderá ser impugnado 
a) como preliminar de contestação. 
b) por meio de exceção. 
c) por meio de incidente processual. 
d) com recurso. 
e) a qualquer tempo, por se tratar de requisito essencial da petição inicial. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
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Art. 293. O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo 
autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a 
complementação das custas. 
27. (FCC/DPE-SC – Defensor Público/2017) O autor de uma ação deixou de comparecer à audiência de 
tentativa de conciliação, razão pela qual o juiz impôs-lhe multa. Diante desta decisão, 
a) há previsão expressa de cabimento de apelação contra tal decisão, de modo que cabe ao interessado o 
ônus de recorrer no prazo de quinze dias a partir da intimação da decisão que impôs a multa, sob pena de 
preclusão. 
b) não há previsão expressa de recurso imediato, mas não haverá preclusão imediatamente, de modo que a 
questão poderá ser suscitada em preliminar de apelação contra a decisão final, ou nas contrarrazões. 
c) é irrecorrível e, assim, também não se submete a preclusão e pode ser revista em qualquer momento do 
processo, inclusive em recursos ordinários, por meio de simples petição. 
d) há previsão expressa de cabimento de agravo de instrumento, de modo que cabe ao interessado o ônus 
de recorrer no prazo de quinze dias a partir da intimação desta decisão, sob pena de preclusão. 
e) não há previsão expressa de recurso imediato, mas não haverá preclusão, de modo que a decisão poderá 
ser suscitada em preliminar de apelação contra a decisão final e desde que esta seja desfavorável ao autor. 
Comentários 
A alternativa B está correta. 
Enunciado 67 do CJF: Há interesse recursal no pleito da parte para impugnar a multa do art. 334, 
§ 8º, do CPC por meio de apelação, embora tenha sido vitoriosa na demanda. 
 
28. (CESPE/DPE-AL – Defensor Público/2017) No processo de conhecimento, o réu devidamente citado 
que, injustificadamente, não comparecer à audiência de conciliação 
a) será considerado revel e seu ato será considerado atentatório à dignidade da justiça. 
b) será sancionado com multa, cujo valor deve ser revertido em favor da União ou do estado. 
c) será considerado revel e sancionado com multa, cujo valor deve ser revertido em favor da União ou do 
estado. 
d) será sancionado com multa, cujo valor deve ser revertido em favor do autor. 
e) terá o prazo de dez dias para manifestar seu interesse na autocomposição. 
Comentários 
A alternativa B está correta. 
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Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência 
liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência 
mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de 
antecedência. 
§ 8o O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é 
considerado ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois por 
cento da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou 
do Estado. 
MULTAS REVERTIDAS À PARTE MULTAS REVERTIDAS AO ESTADO 
Art. 80 e 81, CPC: Multa superior a 1% inferior a 
10% (ou até 10 salários mínimos se o valor da 
causa for irrisório ou inestimável). 
Art. 77, IV e VI, CPC. 
No novo CPC, ampliou-se as hipóteses: 
descumprimento ou embaraço a decisões não 
só mandamentais, bem como acrescentou-se a 
hipótese do atentado.Reverte para o fundo do art. 97, CPC. Caso não 
criado, reverte para União ou Estado. 
Art. 202. É vedado lançar nos autos cotas 
marginais ou interlineares, as quais o juiz 
mandará riscar, impondo a quem as escrever 
multa correspondente à metade do salário-
mínimo. 
Praticado o ato por terceiro ou servidor 
(art. 96, CPC). 
Art. 96. O valor das sanções impostas ao 
litigante de má-fé reverterá em benefício da 
parte contrária, e o valor das sanções impostas 
aos serventuários pertencerá ao Estado ou à 
União. 
Art. 234, § 2o Se, intimado, o advogado não 
devolver os autos no prazo de 3 (três) dias, 
perderá o direito à vista fora de cartório e 
incorrerá em multa correspondente à metade 
do salário-mínimo. 
Alguns entendem que essa multa deveria ser 
aplicada exclusivamente pela OAB, cabendo ao 
Juiz apenas informá-la. 
Art. 100, parágrafo único: Revogado o benefício 
(gratuidade de justiça), a parte arcará com as 
despesas processuais que tiver deixado de 
adiantar e pagará, em caso de má-fé, até o 
décuplo de seu valor a título de multa, que será 
revertida em benefício da Fazenda Pública 
estadual ou federal e poderá ser inscrita em 
dívida ativa. 
Art. 258. A parte que requerer a citação por 
edital, alegando dolosamente a ocorrência das 
circunstâncias autorizadoras para sua 
realização, incorrerá em multa de 5 (cinco) 
vezes o salário-mínimo. 
Art. 334, § 8º: Ausência à audiência de 
mediação e conciliação. Multa de até 2% para 
União ou Estado. 
 
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Parágrafo único. A multa reverterá em 
benefício do citando. 
Art. 380. Incumbe ao terceiro, em relação a 
qualquer causa: 
I - informar ao juiz os fatos e as circunstâncias 
de que tenha conhecimento; 
II - exibir coisa ou documento que esteja em seu 
poder. 
Parágrafo único. Poderá o juiz, em caso de 
descumprimento, determinar, além da 
imposição de multa, outras medidas indutivas, 
coercitivas, mandamentais ou sub-rogatórias. 
Art. 403. Se o terceiro, sem justo motivo, se 
recusar a efetuar a exibição, o juiz ordenar-lhe-
á que proceda ao respectivo depósito em 
cartório ou em outro lugar designado, no prazo 
de 5 (cinco) dias, impondo ao requerente que o 
ressarça pelas despesas que tiver. 
Parágrafo único. Se o terceiro descumprir a 
ordem, o juiz expedirá mandado de apreensão, 
requisitando, se necessário, força policial, sem 
prejuízo da responsabilidade por crime de 
desobediência, pagamento de multa e outras 
medidas indutivas, coercitivas, mandamentais 
ou sub-rogatórias necessárias para assegurar a 
efetivação da decisão. 
 
Art. 468. O perito pode ser substituído quando: 
I - faltar-lhe conhecimento técnico ou científico; 
II - sem motivo legítimo, deixar de cumprir o 
encargo no prazo que lhe foi assinado. 
§ 1o No caso previsto no inciso II, o juiz 
comunicará a ocorrência à corporação 
profissional respectiva, podendo, ainda, impor 
multa ao perito, fixada tendo em vista o valor 
da causa e o possível prejuízo decorrente do 
atraso no processo. 
 
Art. 625. O inventariante removido entregará 
imediatamente ao substituto os bens do espólio 
 
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e, caso deixe de fazê-lo, será compelido 
mediante mandado de busca e apreensão ou de 
imissão na posse, conforme se tratar de bem 
móvel ou imóvel, sem prejuízo da multa a ser 
fixada pelo juiz em montante não superior a 
três por cento do valor dos bens inventariados. 
Art. 702, §§ 10 e 11, CPC: 
§ 10. O juiz condenará o autor de ação 
monitória proposta indevidamente e de má-fé 
ao pagamento, em favor do réu, de multa de até 
dez por cento sobre o valor da causa. 
§ 11. O juiz condenará o réu que de má-fé 
opuser embargos à ação monitória ao 
pagamento de multa de até dez por cento sobre 
o valor atribuído à causa, em favor do autor. 
 
Art. 1.021, par. 4º: agravo interno 
manifestamente inadmissível ou improcedente. 
Multa entre 1% e 5%; 
Art. 1.026, par. 2º e 3º, CPC: ED protelatórios. 
Multa, na primeira vez até 2%, reiteração até 
10%. 
 
Art. 523, par. 1º: Não pagamento em 15 dias no 
cumprimento de sentença acarreta multa de 
10%. 
 
Art. 896, par. 2º: Arrependimento da 
arrematação de bem de incapaz. Multa de 20% 
sobre o valor da avaliação para o incapaz. 
 
29. (DPE-MT/DPE-MT – Defensor Público/2016) Acerca dos precedentes no Código de Processo Civil 
(CPC/2015), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 
( ) Autorizam o julgamento de improcedência liminar do pedido: os enunciados de súmula do Supremo 
Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, acórdãos proferidos pelo Superior Tribunal de Justiça e 
Supremo Tribunal Federal em julgamento de recursos repetitivos, entendimento firmado em incidente de 
resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência e enunciado de súmula de Tribunal de 
Justiça sobre direito local. 
( ) Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para garantir a observância de enunciado 
de súmula vinculante, de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de 
constitucionalidade, de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas 
ou de incidente de assunção de competência. 
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( ) Nos Tribunais, poderá o relator negar provimento a recurso que for contrário à súmula do Supremo 
Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal, acórdão proferido pelo Supremo 
Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos e entendimento 
firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência. 
( ) Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário ou ao órgão especial a arguição de 
inconstitucionalidade quando já houver pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal 
de Justiça, do próprio tribunal ou acórdão proferido em incidente de resolução de demandas repetitivas ou 
de assunção de competência. 
( ) A reclamação poderá ter como objeto sentença, quando for destinada a garantir a observância de acórdão 
proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos. 
Assinale a sequência correta. 
a) F, V, F, V, F 
b) F, F, V, F, F 
c) V, F, V, V, V 
d) V, F, F, V, V 
e) V, V, V, F, F 
Comentários 
A alternativa E está correta. 
O item I está correto. 
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do 
réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: 
I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça; 
II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; 
III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência; 
IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. 
O item II está correto. 
Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: 
I - preservar a competência do tribunal; 
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II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; 
III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal 
Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei nº 
13.256, de 2016) (Vigência) 
IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de 
demandas repetitivasou de incidente de assunção de competência; 
O item III está correto. 
Art. 932 - Incumbe ao Relator: 
IV - negar provimento a recurso que for contrário a: 
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; 
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; 
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; 
O item IV está incorreto. 
Art. 949, Parágrafo único. Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário ou 
ao órgão especial a arguição de inconstitucionalidade quando já houver pronunciamento destes 
ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão. 
O item V está incorreto. 
Art. 988, §5º É inadmissível a reclamação: (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) 
I – proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; (Incluído pela Lei nº 13.256, de 
2016) 
II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão 
geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial 
repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. (Incluído pela Lei nº 13.256, de 
2016) 
Informativo 845, STF 
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O art. 988, §5º, II do CPC faz a previsão de que só cabe reclamação ao STF por violação de tese 
fixada em repercussão geral após terem se esgotado todos os recursos cabíveis nas instâncias 
antecedentes. O STF diz que essa hipótese de cabimento deve ser interpretada restritivamente, 
sob pena de o STF assumir, pela via da reclamação, a competência de pelo menos três tribunais 
superiores (TST, STJ e TSE) para julgamento de recursos contra decisões de tribunais de 2º grau. 
Assim, a parte só poderá apresentar reclamação ao STF por violação a tese fixada em repercussão 
geral depois deter apresentado todos os recursos cabíveis não apenas nos tribunais de 2º grau, 
mas também nos tribunais superiores. 
Procurador 
30. Fundação Vunesp/PGM - Mugi das Cruzes/Procurador/2024) Juliana propôs ação de alimentos em 
face de seu ex-marido, Ronaldo, requerendo o pagamento mensal no valor de mil reais. Ao final, 
estabeleceu como valor da causa o valor de dez mil reais. Diante da situação hipotética, assinale a 
alternativa correta. 
a) O valor da causa está correto e a ação deverá prosseguir normalmente. 
b) Ronaldo poderá impugnar o valor atribuído à causa a qualquer momento e o juiz decidirá a respeito. 
c) Ronaldo deverá impugnar o valor atribuído à causa em preliminar da contestação, sob pena de preclusão, 
e o juiz decidirá a respeito, julgando, se for o caso, a extinção da ação sem resolução do mérito. 
d) O juiz poderá corrigir de ofício, determinando o recolhimento das custas correspondentes, além do 
pagamento de multa por litigância de má-fé. 
e) O juiz corrigirá de ofício e por arbitramento, caso em que Juliana procederá ao recolhimento das custas 
correspondentes. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra E, sendo que a questão exigiu o conhecimento sobre o tema “valor da causa”. 
O valor da causa, conforme o art. 319, V, do CPC, é um requisito da petição inicial: “Art. 319. A petição inicial 
indicará: [...] V - o valor da causa”. 
Trata-se de requisito imprescindível, devendo ser fixado em valor certo e em moeda corrente nacional. Não 
se admite valor da causa em moeda estrangeira, “valor da causa inestimável”, “valor da causa ínfimo”, “o 
valor de X para fins meramente fiscais” etc., conforme se depreende do art. 291 do CPC: 
“Art. 291. A toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha conteúdo econômico imediatamente 
aferível”. 
E qual é a utilidade da indicação do valor da causa? 
1ª) Servir de base de cálculo das custas judiciais (taxa). Inclusive, é vedado o cálculo da taxa judiciária sem 
qualquer limite e sem parametrização com o valor da causa. (Súmula n.º 667 do STF: Viola a garantia 
constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária calculada sem limite sobre o valor da causa). 
2ª) Servir para definição da competência do órgão jurisdicional e do procedimento. A depender do valor, é 
caso de procedimento comum ou sumaríssimo – juizados; 
3ª) Servir de base de cálculo de multas processuais. 
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4ª) Critério de cabimento de recursos (art. 34 da Lei n.º 6.830/1980): “Art. 34 - Das sentenças de primeira 
instância proferidas em execuções de valor igual ou inferior a 50 Obrigações Reajustáveis do Tesouro 
Nacional - ORTN, só se admitirão embargos infringentes e de declaração”. 
5ª) Critério de cabimento do arrolamento sumário em vez de inventário (art. 664 do CPC): “Art. 664. Quando 
o valor dos bens do espólio for igual ou inferior a 1.000 (mil) salários-mínimos, o inventário processar-se-á 
na forma de arrolamento, cabendo ao inventariante nomeado, independentemente de assinatura de termo 
de compromisso, apresentar, com suas declarações, a atribuição de valor aos bens do espólio e o plano da 
partilha”. 
6ª) Servir base de cálculo dos honorários advocatícios quando não há condenação, não há proveito 
econômico (ou não é possível mensurá-lo). 
7ª) Servir de base para se verificar a necessidade ou não de advogado, nos termos do art. 9º da Lei n.º 
9.099/1995: “Art. 9º Nas causas de valor até vinte salários-mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, 
podendo ser assistidas por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória”. 
8ª) Servir de base para a fixação do montante de depósito prévio na ação rescisória no importe 
correspondente a 5% do valor da causa do processo originário (art. 968, II, do CPC): “Art. 968. A petição inicial 
será elaborada com observância dos requisitos essenciais do art. 319, devendo o autor: [...] II - depositar a 
importância de cinco por cento sobre o valor da causa, que se converterá em multa caso a ação seja, por 
unanimidade de votos, declarada inadmissível ou improcedente”. 
A alternativa E está correta conforme art. 292, § 3º, do CPC: “Art. 292 [...] § 3º O juiz corrigirá, de ofício e por 
arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão 
ou ao proveito econômico perseguido pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento das custas 
correspondentes”. 
A alternativa A está incorreta, pois o valor da causa está incorreto, eis que deve corresponder à soma a soma 
de 12 (doze) prestações mensais pedidas pelo autor, logo, R$ 12 mil, nos termos do art. 292, III, do CPC: “Art. 
292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: [...] III - na ação de alimentos, a 
soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas pelo autor”. 
A alternativa B está incorreta, pois o réu deve alegar a incorreção do valor da causa em momento oportuno, 
isto é, na contestação, antes de discutir o mérito, na forma do art. 293 e art. 337, III, do CPC, sob pena de 
preclusão: “Art. 293. O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo 
autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a complementação das 
custas”. “Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: [...] III - incorreção do valor da causa”. 
A alternativa C está incorreta, pois na hipótese, o juiz corrigirá de ofício e por arbitramento, mandando 
recolher as custas residuais, nos termos do já mencionado art. 292, § 3º, do CPC. 
A alternativa D está incorreta, pois a hipótese não se amolda a ato que enseje a penalidade da multa por 
litigância de má-fé, mas mera irregularidade formal, sem maiores implicações no processo, já que o juiz 
poderá corrigir de ofício. 
31. (CESBRASPE/AGU - Procurador Federal/2023)De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), 
julgue os seguintes itens, acerca do julgamento conforme o estado do processo. 
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I O juiz poderá decidir parcialmente o mérito unicamente quando um ou mais dos pedidos formulados 
mostrar-se incontroverso. 
II caberá agravo de instrumento contra a decisão parcial de mérito. 
III Quando um ou mais dos pedidos formulados, ou parte deles, mostra-se incontroverso e (ou) estiver em 
condições de imediato julgamento, haverá o pronunciamento judicial antecipado parcial do mérito da causa. 
IV A questão parcialmente resolvida poderá ser suscitada em preliminar de apelação eventualmente 
interposta contra a decisão final de mérito. 
Assinale a opção correta. 
a) apenas o item i está certo. 
b) apenas o item iv está certo. 
c)apenas os itens i ii estão certos. 
d) apenas os itens ii e iii estão certos. 
e) apenas os itens iii e iv estão certos. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra D. 
A assertiva I está incorreta, porque, na forma do art. 356, II, do CPC, o juiz também pode decidir o mérito 
quando, mesmo sendo controvertida a questão, esta não demandar dilação probatória, ou seja, estiver 
madura para decisão. Veja-se o texto legal: "art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou 
mais dos pedidos formulados ou parcela deles: I - mostrar-se incontroverso;II - estiver em condições de 
imediato julgamento, nos termos do art. 355." E prevê o art. 355, caput, e inciso I: "Art. 355. O juiz julgará 
antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando:I - não houver 
necessidade de produção de outras provas". 
Nesse sentido, a doutrina de Luiz Guilherme Marinoni, Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero: "1. 
Julgamento imediato parcial do mérito. Como é injusto - do ponto de vista da tempestividade da tutela 
jurisdicional - obrigar a parte a esperar pela resolução de determinada parcela do litígio que não depende 
qualquer ato processual posterior para ser elucidada, o art. 356, CPC, permite o julgamento imediato da 
parcela do mérito que já se encontra madura. Vale dizer: que é incontroversa - e por isso independe de prova 
(art. 374, III, CPC) - ou que não depende de prova outra para sua elucidação do que aquelas já constantes 
dos autos. [...].". (MARINONI, Luiz Guilherme et all. Novo Código de Processo Civil Comentado. São Paulo: 
Revista dos Tribunais, 2015, p. 379-380). 
A assertiva II está correta, porque reproduz a literalidade do texto do art. 1.015, II, do CPC: "Cabe agravo de 
instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: [...] II - mérito do processo.". E, também 
no mesmo sentido o texto do art. 356, §5º, do CPC: "A decisão proferida com base neste artigo é impugnável 
por agravo de instrumento.". 
A assertiva III está correta, porque reproduz a literalidade do art. 356, I e II, do CPC, acima citados. 
A assertiva IV está incorreta, porque, em sendo cabível o agravo de instrumento por se tratar de decisão de 
mérito (art. 1015, II, do CPC), a falta de sua interposição em momento oportuno importa em preclusão 
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temporal, não podendo o tema ser impugnado em preliminar da apelação, conforme expressa previsão do 
art. 1.009, §1º, do CPC: "As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não 
comportar agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em preliminar de 
apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões". 
Nesse sentido: "O CPC/2015 mantém a regra segundo a qual sentença desafia apelação. O § 1º, art. 1009, 
por sua vez, traz regra inédita, considerada uma das maiores inovações do sistema recursal, ao afastar o 
fenômeno da preclusão de grande parcela das decisões interlocutórias proferidas no processo de 
conhecimento. Neste sentido, a novel legislação passa a adotar o sistema irrecorribilidade em separado das 
decisões interlocutórias, deixando para a apelação a oportunidade de insurgência dos provimentos 
interlocutórios, salvo as decisões que deverão ser alvejadas pelo recurso de agravo de instrumento, 
consoantes aquelas com previsão no art. 1015, CPC/2015. Segundo o novo código, as decisões deverão ser 
suscitadas ao final da etapa cognitiva, em preliminar da apelação eventualmente interposta contra a 
sentença, ou das contrarrazões; caso contrário, serão alcançadas pelo fenômeno da preclusão. [...]." (FLEXA, 
Alexandre; MACEDO, Daniel; BASTOS, Fabrício. Novo Código de Processo Civil: Temas inéditos, mudanças e 
supressões. Salvador: JusPodivm, 2015, p. 662-663). 
Logo, são corretas as assertivas II e III. 
32. (CESBRASPE/AGU - Procurador Federal/2023) Conforme a legislação processual civil e a 
jurisprudência do STJ no que se refere ao pedido de desistência de ação ajuizada contra pessoa jurídica de 
direito público, da administração pública federal, assinale a opção correta. 
a) o requerimento de desistência deve ser inferido de ofício pelo juiz, porque a presença de ente público 
torna a demanda indisponível. 
b) somente até o momento do saneamento do processo, quando ocorre a estabilização da demanda, será 
possível a apresentação de pedido de desistência. 
c) o requerimento de desistência, seja qual for o momento processual de sua apresentação pelo autor, 
depende sempre do consentimento prévio da fazenda pública. 
d) caso a desistência seja apresentada após o oferecimento de contestação, será legítima a exigência de 
renúncia expressa do autor ao direito sobre o qual se funda a ação, para que a fazenda pública concorde 
com o requerimento. 
e) o cpc proíbe o requerimento de desistência da ação caso tenha sido oferecida reconvenção pelo ente 
público. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra D. 
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A alternativa A é incorreta, pois o simples fato de haver participação de ente público não torna a demanda 
indisponível, visto que, pode a ação versar sobre interesse público secundário. Dá-se como exemplo, uma 
ação revisional de aluguel movida pelo particular em face do Estado locatário, ação na qual, inclusive, cabe 
autocomposição. 
Veja-se sobre o conceito de interesse público primário e secundário, o que discorre a doutrina: “Enquanto 
os interesses públicos primários são aqueles que a Administração deve perseguir no desempenho genuíno 
da função administrativa, uma vez que abarcam os interesses da coletividade como um todo (o bem-estar 
geral ou comum); os interesses públicos secundários são interesses imediatos do aparato administrativo, 
independentemente dos interesses da coletividade; geralmente, são interesses fazendários, relacionados 
com o incremento do erário.”. (NOHARA, Patrícia. Direito Administrativo. Disponível em: VitalSource 
Bookshelf, (9th edição). Grupo GEN, 2019.). 
A alternativa B é incorreta, pois o pedido de desistência pode ser apresentado até o momento da prolatação 
da sentença, a teor do previsto no art. 485, §5º, do CPC: "A desistência da ação pode ser apresentada até a 
sentença.". 
Nesse sentido, a doutrina de Luiz Guilherme Marinoni, Sergio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero: “A desistência 
da ação processual extingue o processo sem resolução do mérito (art. 485, VIII, CPC). Depois de oferecida a 
contestação, o autor não poderá, sem o consentimento do réu, desistir da ação (art. 485, § 4.º, CPC), na 
medida em que aí, já integrado ao processo, tem o réu igualmente direito à tutela jurisdicional. A desistência 
da ação pode ser apresentada até a sentença (art. 485, § 5.º, CPC). Posteriormente, em sendo o caso, pode-
se pensar na desistência do recurso (art. 998, CPC),mas aí persiste o regramento constante da decisão 
anterior à sua interposição, seja ele de mérito ou não.”. (MARINONI, Luiz Guilherme et al. Novo Código de 
Processo Civil Comentado. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015, p. 486-487). 
A alternativa C é incorreta, pois, antes da contestação, pode a parte desistir do processo de forma unilateral, 
conforme o previsto no art. 485, §4º, do CPC: "Oferecida a contestação, o autor não poderá, sem o 
consentimento do réu, desistir da ação.". 
A alternativa D é correta, pois, apresentada a contestação, pode a fazenda pública exigir do autor, para 
acatar seu pedido de desistência, que este renuncie ao direito que se funda a ação, conforme o previsto no 
art. 3º, da Lei 9.469/1997: "As autoridades indicadas no caput do art. 1º poderão concordar com pedido de 
desistência da ação, nas causas de quaisquer valores desde que o autor renuncie expressamente ao direito 
sobre que se funda a ação (art. 269, inciso V, do Código de Processo Civil)." Aqui, o dispositivo refere-se ao 
CPC/1973. Essa foi a interpretação dada pelo STJ no precedente qualificado do REsp Repetitivo 1.267.995, 
contido no Tema 524: "Após o oferecimento da contestação, não pode o autor desistir da ação, sem o 
consentimento do réu (art. 267, § 4º, do CPC), sendo que é legítima a oposição à desistência com fundamento 
no art. 3º da Lei 9.469/97, razão pela qual, nesse caso, a desistência é condicionada à renúncia expressa ao 
direito sobre o qual se funda a ação.". 
O que se destacou no acórdão é que a resistência injustificada ao pedido de desistência importa em abuso 
do direito (art. 187, do CC), mas que é justificativa plausível para discordar do pedido de desistência a 
exigência do pedido de renúncia, visto que há previsão legal neste sentido. 
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Interessante destacar a diferença entre desistência e renúncia, sendo que a primeira é apenas abrir mão do 
processo, sendo este extinto sem resolução do mérito, conforme art. 485, VIII, do CPC: "O juiz não resolverá 
o mérito quando: [...] VIII homologar a desistência da ação.". Ela depende da concordância do réu após a 
contestação, justamente porque o requerido pode ter interesse no julgamento do mérito, visando a 
formação da coisa julgada. 
Já a renúncia, é ato unilateral do autor sempre, por importar em situação de autocomposição. Assim, ao 
renunciar, abre mão de seu direito, o que importa em solução do mérito e, consequentemente, de formação 
de coisa julgada a favor do réu, conforme art. 487, III, "c", do CPC: "Haverá resolução de mérito quando o 
juiz: [...] III - homologar: [...] c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção. E vale lembrar 
o texto do art. 508 do CPC: "Transitada em julgado a decisão de mérito, considerar-se-ão deduzidas e 
repelidas todas as alegações e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à rejeição 
do pedido.". 
Nesse sentido, a doutrina de Fredie Didier Júnior: “Desistência da ação é ato distinto da renúncia ao direito 
sobre o que se funda a demanda. Ambos são atos processuais dispositivos, que exigem do advogado poder 
especial para agir (art. 105), mas a desistência não se refere ao direito litigioso, mas apenas ao 
prosseguimento do processo (daí implicar decisão que não resolve o mérito). A renúncia, ao contrário, diz 
respeito ao próprio direito em que se pauta a demanda – gera, pois, extinção do processo com resolução do 
mérito.”. (DIDIER JÚNIOR, Fredie. Curso de Direito Processual Civil. V. 1. 18. ed. Salvador: JusPodivm, 2016, 
p. 733). 
A alternativa E é incorreta, pois a presença de reconvenção, por si só, não obsta a desistência da ação, já que 
aquela tem autonomia em relação a esta, conforme art. 343, §2º, do CPC: "A desistência da ação ou a 
ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito não obsta ao prosseguimento do processo 
quanto à reconvenção.". Nesse sentido, a mais abalizada posição doutrinária de Nelson Nery Júnior e Rosa 
Maria de Andrade Nery: “Existe plena autonomia da reconvenção em relação à ação principal. Se na 
demanda principal houver desistência, ou mesmo extinção do processo sem resolução do mérito, estas 
circunstâncias não obstam o prosseguimento da reconvenção, que deverá prosseguir e receber resolução de 
mérito, caso estejam preenchidas as condições da ação e pressupostos processuais pertinentes ao seu 
ajuizamento. A recíproca é verdadeira: se o réu-reconvinte desiste da reconvenção, prossegue a ação 
principal.”. (NERY JÚNIOR, Nelson; NERY, Rosa Maria de Andrade. Comentários ao Código de Processo Civil. 
São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015, p. 952). 
33. (FMP/PGE-AC – Procurador do Estado/2017) Considere as seguintes afirmativas sobre os temas da 
suspensão e da extinção do processo no âmbito do Código de Processo Civil. Assinale a alternativa 
INCORRETA. 
a) Suspende-se o processo quando o advogado responsável por ele constituir o único patrono da causa e 
tomar-se pai. 
b) Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, o juiz pode 
determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal. 
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c) Durante a suspensão, é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, todavia, determinar a 
realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, inclusive no caso de arguição de impedimento 
e de suspeição. 
d) A extinção do processo dar-se-á por sentença. 
e) Antes de proferir decisão sem resolução de mérito, o juiz deverá conceder à parte oportunidade para, se 
possível, corrigir o vício. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
Art. 313. Supende-se o processo: 
X - quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e tornar-
se pai. (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
A alternativa B está correta. 
Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, 
o juiz pode determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal. 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 314. Durante a suspensão é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, 
todavia, determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, salvo no caso 
de arguição de impedimento e de suspeição. 
A alternativa D está correta. 
Art. 316. A extinção do processo dar-se-á por sentença. 
Obs1: A questão cobrou a redação literal. Apenas observe que é possível extinção parcial do processo por 
decisão interlocutória, aquela do art. 356, que julga antecipadamento o mérito, de modo parcial. 
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou 
parcela deles: 
I - mostrar-se incontroverso; 
II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355. 
A alternativa E está correta. 
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Art. 317. Antes de proferir decisão sem resolução de mérito, o juiz deverá conceder à parte 
oportunidade para, se possível, corrigir o vício. 
34. (VUNESP/Prefeitura de Bauru-SP/2018) Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, 
decisões interlocutórias e despachos. No que concerne à sentença, assinale a alternativa correta. 
a) O juiz resolverá o mérito quando verificar a impossibilidade jurídica do pedido do autor e a ausência de 
interesse de agir. 
b) O juiz resolverá o mérito da lide, quando em caso de morte do autor, a ação for considerada 
intransmissível por disposição legal. 
c) A extinção do processo por perempção pode ser reconhecida de ofício pelo juiz da causa, na audiência de 
instrução designada para realização de oitivade testemunha arrolada em contestação. 
d) Se o autor der causa, por 3 (três) vezes, a sentença fundada em abandono da causa, não poderá propor 
nova ação contra o réu com o mesmo objeto, nem tampouco, se demandado, alegar em defesa o seu direito. 
e) Desde que possível, o juiz resolverá o mérito sempre que a decisão for favorável à parte a quem 
aproveitaria eventual pronunciamento proferido em sentença terminativa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: VI - verificar ausência de legitimidade ou de 
interesse processual; 
A alternativa B está incorreta. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: IX - em caso de morte da parte, a ação for 
considerada intransmissível por disposição legal 
A alternativa C está incorreta, segundo o gabarito. 
Contudo, entendo que o examinador possa ter confundido perempção com abandon da causa. 
Perempção, como vimos, visa evitar o abuso no exercício do direito de demandar. Assim, se uma mesma 
ação é proposta pela 4ª vez, tendo sido extintos os três processos anteriores por abandono bilateral (inciso 
II) ou unilateral do autor (inciso III), essa 4ª demanda será extinta sem resolução do mérito com fundamento 
no art. 485, V, CPC. 
Art. 486, § 3o Se o autor der causa, por 3 (três) vezes, a sentença fundada em abandono da causa, 
não poderá propor nova ação contra o réu com o mesmo objeto, ficando-lhe ressalvada, 
entretanto, a possibilidade de alegar em defesa o seu direito. 
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Obs: ele não poderá propor a demanda. Contudo, poderá alegar aquele direito em sua defesa, caso seja 
demandado. 
Ademais, a perempção pode ser reconhecida de ofício pelo magistrado, a qualquer momento, enquanto não 
ocorrer o trânsito em julgado. 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: V - perempção; § 5o Excetuadas a 
convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das matérias 
enumeradas neste artigo. 
Art. 485, V - reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; 
§ 3o O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em qualquer tempo 
e grau de jurisdição, enquanto não ocorrer o trânsito em julgado. 
Por outro lado, o abandono da causa não pode ser reconhecido de ofício pelo juiz. Ademais, se já tiver sido 
oferecida a contestação, a extinção por abandono da causa pelo autor depende de requerimento do réu. 
Art. 485, § 6o Oferecida a contestação, a extinção do processo por abandono da causa pelo autor 
depende de requerimento do réu. 
De todo modo, vamos seguir. 
A alternativa D está incorreta. 
Não poderá propor ação por conta da perempção, mas pode alegar em defesa. 
A alternativa E está correta. 
Art. 488. Desde que possível, o juiz resolverá o mérito sempre que a decisão for favorável à parte 
a quem aproveitaria eventual pronunciamento nos termos do art. 485. 
35. (VUNESP/Prefeitura de Marília-SP/2017) O juiz resolverá o mérito quando 
a) a petição inicial for indeferida. 
b) verificar a ausência de pressupostos de constituição do processo. 
c) reconhecer a existência de coisa julgada. 
d) homologar a desistência da ação. 
e) homologar a transação. 
Comentários 
A alternativa E está correta. 
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Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
I - indeferir a petição inicial; (letra “a”) 
II - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes; 
III - por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por 
mais de 30 (trinta) dias; 
IV - verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular 
do processo; (letra “b”) 
V - reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; (letra “c”) 
VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; 
VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral 
reconhecer sua competência; 
VIII - homologar a desistência da ação; (letra “d”) 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: 
III - homologar: b) a transação; (letra “e”) 
36. (VUNESP/Prefeitura de Andradina-SP/2017) Miranda é réu numa ação que lhe moveu Jair. 
Apresentou sua defesa contra a tese do autor, sendo que esta foi acolhida pelo primeiro grau, entendendo 
ter Miranda razão em seus argumentos. Jair fez apelação contra a decisão, recurso este que ainda não foi 
julgado. Além disso, propôs outra ação para tentar receber os mesmos valores que fomentaram a primeira 
demanda. 
Diante dessa situação hipotética, é correto afirmar que 
a) a segunda ação não pode prosperar, por já ter se vislumbrado a formação de coisa julgada material na 
primeira demanda, devendo ser julgada extinta sem conhecimento do mérito. 
b) estando ainda em curso a primeira ação, a segunda demanda deve ser considerada como litispendente e, 
portanto, julgada extinta com resolução de mérito. 
c) a primeira ação apenas formou coisa julgada formal, por isso é possível a rediscussão do mesmo assunto 
em outra demanda, mesmo estando ela em curso. 
d) a segunda ação deve ser julgada extinta sem resolução de mérito, por listipendência com a primeira ação, 
que ainda não formou coisa julgada material ou formal, tendo em vista que pende o julgamento do recurso. 
e) a primeira e a segunda ação têm pedidos distintos, e mesmo havendo coincidência de causa de pedir, os 
pedidos são diversos, pois requeridos em momentos diferentes, sendo possível que ambas tramitem em 
conjunto. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Não houve a formação da coisa julgada material na primeira demanda, pois ainda há pendência do 
julgamento de recurso. 
Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a 
decisão de mérito não mais sujeita a recurso. 
A alternativa B está incorreta. 
A primeira parte da alternativa está correta, mas a ação deve ser julgada extinta sem resolução de mérito. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
V - reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; 
A alternativa C está incorreta. 
 A primeira ação não formou coisa julgada formal, visto que ainda pende o julgamento de recurso. 
Art. 337, § 4o Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada 
em julgado. 
Não havendo trânsito em julgado da 1ª demanda, não há nem coisa julgada formal, tampouco material. 
A alternativa D está correta. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
V - reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; 
A alternativa E está incorreta. Os pedidos não são diversos. Há os mesmos pedidos, causa de pedir e partes. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
V - reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; 
§ 1o No caso de extinção em razão de litispendência e nos casos dos incisos I, IV, VI e VII do art. 
485, a propositura da nova ação depende da correção do vício que levou à sentença sem 
resolução do mérito. 
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§ 3o O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em qualquer tempo 
e grau de jurisdição, enquanto não ocorrer o trânsito em julgado. 
337, § 1o Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação 
anteriormente ajuizada. 
37. (VUNESP/Procurador do Municípiocivil do procurador (ex: advogado é interditado) ou 
perda da sua capacidade postulatória (ex: OAB suspende seu registro), procedendo-se do mesmo modo 
acima alinhavado. 
Por fim, destaca-se que a suspensão só existirá se o advogado é o único patrono cadastrado nos autos. Se 
houver outros, o processo segue normalmente. 
Inciso II – Convenção das Partes 
É possível que as partes entrem num acordo para suspensão do processo, desde que não exceda o prazo de 
6 (seis) meses. 
Art. 313. Suspende-se o processo: II - pela convenção das partes; 
§ 4o O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso 
V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. 
Trata-se de uma previsão específica que encontra amparo no art. 190, CPC e no princípio do 
autorregramento da vontade. 
Inciso III – Arguição de Impedimento e Suspeição 
Art. 313. Suspende-se o processo: III - pela arguição de impedimento ou de suspeição; 
A única arguição capaz de suspender o processo é a alegação de impedimento e suspeição do juiz. Se a 
suspeição e impedimento for em relação a outros atores do processo, o feito prosseguirá normalmente, sem 
suspensão (art. 148). 
Inciso IV - Admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) 
 
 
7 Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas 
pelo autor. 
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se: I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; 
II - o litígio versar sobre direitos indisponíveis; III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere 
indispensável à prova do ato; IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em contradição 
com prova constante dos autos. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art344
 
 
 
 
 
 
 
14 
174 
 
Art. 313. Suspende-se o processo: IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas 
repetitivas. 
Além do art. 313, IV, CPC, o art. 982, I, prevê a mesma regra, isto é, a suspensão dos processos que tratam 
do mesmo tema. 
Art. 982. Admitido o incidente, o relator: I - suspenderá os processos pendentes, individuais ou 
coletivos, que tramitam no Estado ou na região, conforme o caso. 
Art. 980. O incidente será julgado no prazo de 1 (um) ano e terá preferência sobre os demais 
feitos, ressalvados os que envolvam réu preso e os pedidos de habeas corpus. 
Parágrafo único. Superado o prazo previsto no caput, cessa a suspensão dos processos prevista 
no art. 982, salvo decisão fundamentada do relator em sentido contrário. 
Inciso V - Prejudicialidade 
Inciso V, “a” 
Art. 313. Suspende-se o processo: V - quando a sentença de mérito: 
a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de 
relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente; 
§ 4o O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso 
V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. 
§ 5o O juiz determinará o prosseguimento do processo assim que esgotados os prazos previstos 
no § 4o. 
Segundo Assumpção8, prejudiciais são aquelas que, além de constituírem premissas lógicas da sentença, 
reúnem condições suficientes para ser objeto de ação autônoma. 
Ex1: para decidir a obrigação alimentícia, tem-se a questão prejudicial da paternidade. 
Ex2: inconstitucionalidade da lei (a ser declarada incidentalmente), a fim de ter o pedido final de repetição 
de indébito tributário acolhido. 
 
 
8 NEVES, Daniel Assumpção. Op. Cit., p. 587. 
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174 
 
Elas podem ser internas (endógenas), se surgem dentro do mesmo processo; ou externas (exógenas), se são 
objeto de outros processos. 
A prejudicial interna não gera a suspensão. O art. 313, V, “a” diz que a prejudicialidade irá suspender o 
processo desde que constitua objeto principal de outro processo pendente. 
Ainda, as prejudiciais externas podem ser homogêneas (objeto de outro processo da jurisdição civil) ou 
heterogênea (objeto de outro processo da jurisdição criminal). 
 
Assumpção afirma que o art. 313, V, “a” versa apenas sobre questão prejudicial externa homogênea (outro 
processo versando sobre a matéria cível), pois a prejudicialidade heterogênea (outro processo criminal) está 
no art. 315, CPC9. 
Leonardo Greco ainda afirma que a suspensão só se justifica se não for possível a reunião de processos 
perante o juízo prevento para julgamento conjunto dos processos, até porque o art. 55, §3º, CPC incorporou 
a teoria materialista da conexão, que aduz existir conexão entre duas ou mais demandas mesmo que o 
objeto (pedido) ou causa de pedir fossem diferentes, bastando que a decisão de uma causa pudesse 
interferir na solução da outra. 
Art. 55, § 3º Serão reunidas para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididas separadamente, mesmo sem 
conexão entre eles. 
 
 
9 Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, o juiz pode determinar a 
suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal. 
§ 1o Se a ação penal não for proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da intimação do ato de suspensão, cessará o efeito 
desse, incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a questão prévia. 
§ 2o Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo prazo máximo de 1 (um) ano, ao final do qual aplicar-se-á o disposto 
na parte final do § 1o. 
Prejudicialidade
Prejudicial 
interna
Prejudicial 
externa
homogênea 
(jurisdição civil)
heterogênea 
(jurisdição 
criminal)
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16 
174 
 
Ex1: investigação de paternidade e alimentos (pedidos distintos, causas de pedir distintas, mas há 
inegavelmente conexão); 
Ex2: ação de despejo por falta de pagamento e consignação em pagamento dos aluguéis (não detêm pedidos 
iguais, tampouco causas de pedir iguais). 
Inciso V, “b” 
Art. 313, V, b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a 
produção de certa prova, requisitada a outro juízo; 
§ 4o O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso 
V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. 
§ 5o O juiz determinará o prosseguimento do processo assim que esgotados os prazos previstos 
no § 4o. 
Esse dispositivo versa sobre questão preliminar ao julgamento do mérito e não questão prejudicial. 
Há necessidade de verificação de determinado fato ou a produção de certa prova, requisitada para outro 
juízo. A produção de prova requerida por outro juízo se dá por meio de expedição de carta precatória, 
rogatória ou de ordem. 
Atenção1: a suspensão não é obrigatória, devendo o juiz verificar a sua plausibilidade10. 
Atenção2: a suspensão não pode exceder 1 ano (art. 313, §4º), sendo dispensável aguardar o trânsito em 
julgado da questão prejudicial. Por exemplo, STJ decidiu ser dispensável o trânsito em julgado em processo 
de anulação de registro civil para julgamento de mérito de ação de investigação de paternidade11. 
Atenção3: o art. 377 prevê que a suspensão do processo pela expedição da carta só suspenderá o processo 
se tiver sido requerida antes da decisão de saneamento E quando a prova for imprescindível. 
Art. 377. A carta precatória, a carta rogatória e o auxílio direto suspenderão o julgamento da 
causa no caso previsto no art. 313, inciso V, alínea “b”, quando, tendo sido requeridos antes da 
decisão de saneamento, a prova neles solicitada– Rosana-SP/2016) Assinale a alternativa correta com relação à 
formação, suspensão e extinção do processo. 
a) Nos embargos de terceiro, quando seu objeto não abranger todos os bens, o processo principal não ficará 
suspenso em relação aos bens não embargados 
b) É facultado ao autor a modificação do pedido até a realização da audiência preliminar, quando houver, ou 
início da fase instrutória. 
c) O reconhecimento da incompetência absoluta acarreta na extinção do processo sem resolução do mérito. 
d) É vedada a suspensão do processo de execução com fundamento na inexistência de bens penhoráveis do 
devedor. 
e) O autor pode desistir da ação em qualquer fase processual, independentemente do consentimento do 
réu, levando à extinção do processo sem resolução do mérito. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
A alternativa B está incorreta. 
Art. 329, NCPC. O autor poderá: 
I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu; 
II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com 
consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação 
deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar. 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
§ 3o Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
A alternativa D está incorreta. 
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Art. 921, Suspende-se a execução: 
III - quando o executado não possuir bens penhoráveis; 
A alternativa E está incorreta. A desistência da ação pode ser apresentada até a sentença. Ademais, se já 
tiver sido oferecida a contestação, ela precisará do consentimento do réu. 
Art. 485, NCPC O juiz não resolverá o mérito quando: 
VIII - homologar a desistência da ação; 
§ 4o Oferecida a contestação, o autor não poderá, sem o consentimento do réu, desistir da ação. 
§ 5o A desistência da ação pode ser apresentada até a sentença. 
38. (CESPE/PGM-Manaus/2018) À luz das disposições do CPC relativas aos atos processuais, julgue o 
item subsequente. 
É vedado ao juiz julgar pedido realizado em petição inicial sem antes citar o réu, em atenção aos princípios 
do contraditório e da ampla defesa. 
Comentários 
A alternativa está incorreta. 
Há algumas hipóteses de julgamento do pedido antes de citar o réu: 
i- Será julgado improcedente (Art. 332 CPC) o pedido que contrariar: 
 I - enunciado de súmula do STF ou do STJ; 
II - acórdão proferido pelo STF ou pelo STJ em julgamento de recursos repetitivos; 
III - entendimento firmado em IRDR ou de assunção de competência; 
IV - enunciado de súmula de TJ sobre direito local. 
§ 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, 
a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
Art. 487, Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1o do art. 332, a prescrição e a decadência 
não serão reconhecidas sem que antes seja dada às partes oportunidade de manifestar-se. 
ii- Será concedida tutela de evidência, sem ouvir previamente a parte contrária quando (art. 311, II e III): 
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Art. 9o Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. 
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica: 
I - à tutela provisória de urgência; 
II - às hipóteses de tutela da evidência previstas no art. 311, incisos II e III; 
III - à decisão prevista no art. 701. 
Art. 311, II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas 
documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula 
vinculante; 
Art. 311, III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do 
contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob 
cominação de multa; 
39. (CESPE/PGM – Manaus/2018) À luz das disposições do CPC relativas aos atos processuais, julgue o 
item subsequente. 
O réu que não comparecer injustificadamente a audiência de conciliação ou mediação designada pelo juiz 
será considerado revel. 
Comentários 
A alternativa está incorreta. 
Art. 334, §8º O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação 
é considerado ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois 
por cento da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União 
ou do Estado. 
Não confundir o valor da porcentagem com o do art. 77 que trata dos deveres das partes. 
Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus procuradores e 
de todos aqueles que de qualquer forma participem do processo: 
IV - cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e não criar 
embaraços à sua efetivação; 
VI - não praticar inovação ilegal no estado de fato de bem ou direito litigioso 
§ 1o Nas hipóteses dos incisos IV e VI, o juiz advertirá qualquer das pessoas mencionadas 
no caput de que sua conduta poderá ser punida como ato atentatório à dignidade da justiça. 
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§ 2o A violação ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato atentatório à dignidade da justiça, 
devendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao 
responsável multa de até vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da 
conduta. 
40. (FUNDATEC/PGM – POA – Procurador/2016) Em relação ao procedimento comum tratado no 
Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/15), analise as assertivas a seguir: 
I. A audiência de conciliação ou mediação não será realizada somente se ambas as partes expressamente 
manifestarem o desinteresse ou quando a causa não admitir autocomposição. 
II. Na fase de saneamento e organização do processo, se a causa apresentar complexidade em matéria de 
fato ou de direito, deverá o juiz designar audiência para que o saneamento seja feito em cooperação com as 
partes, oportunidade em que o juiz, se for o caso, convidará as partes a esclarecer suas alegações. 
III. Iniciada a audiência de instrução e julgamento, o juiz tentará conciliar as partes, independentemente do 
emprego anterior de outros métodos de solução consensual de conflitos, como a mediação e a arbitragem. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas II. 
b) Apenas III. 
c) Apenas I e II. 
d) Apenas II e III. 
e) I, II e III. 
Comentários 
A alternativa está correta. 
O item I está correto. 
Art. 334. § 4o A audiência não será realizada: 
I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual; 
II - quando não se admitir a autocomposição. 
O item II está correto. 
Art. 357. § 3o Se a causa apresentar complexidade em matéria de fato ou de direito, deverá o 
juiz designar audiência para que o saneamento seja feito em cooperação com as partes, 
oportunidade em que o juiz, se for o caso, convidará as partes a integrar ou esclarecer suas 
alegações. 
O item III está correto. 
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Art. 359. Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as partes, independentemente do 
emprego anterior de outros métodos de solução consensual de conflitos, como a mediação e a 
arbitragem. 
41. (FMP Concursos/PGE-AC – Procurador/2017) Considere as seguintes afirmativas sobre o tema da 
petição inicial no âmbito do Código de Processo Civil.Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive 
os honorários advocatícios. 
b) É licita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, desde que entre eles 
haja necessária conexão. 
c) Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será admitida a cumulação se o 
autor empregar o procedimento comum, sendo absolutamente vedado o emprego das técnicas processuais 
diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se sujeitariam um ou mais pedidos cumulados. 
d) Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 15 (quinze) dias, retratar-
se. 
e) Na obrigação indivisível com pluralidade de credores, somente aquele que participou do processo 
receberá sua parte, deduzidas as despesas na proporção de seu crédito. 
Comentários 
A alternativa A está correta. 
Art. 322, § 1o Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de 
sucumbência, inclusive os honorários advocatícios. 
A alternativa B está incorreta. 
Art. 327. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, 
ainda que entre eles não haja conexão. 
A alternativa C está incorreta. 
Ar. 327, § 2o Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será 
admitida a cumulação se o autor empregar o procedimento comum, sem prejuízo do emprego 
das técnicas processuais diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se sujeitam 
um ou mais pedidos cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições sobre o 
procedimento comum. 
A alternativa D está incorreta. 
Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 
(cinco) dias, retratar-se. 
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A alternativa E está incorreta. 
 Art. 328. Na obrigação indivisível com pluralidade de credores, aquele que não participou do 
processo receberá sua parte, deduzidas as despesas na proporção de seu crédito. 
42. (CESPE/PGE-SE – Procurador do Estado/2017) Um indivíduo ajuizou demanda com pedido de 
natureza patrimonial que versa sobre questão jurídica referente à aplicação da legislação estadual. Ao 
receber a petição inicial, o juiz percebeu que o único pedido apresentado contraria enunciado de súmula 
do tribunal de justiça local sobre interpretação da legislação estadual. 
Nessa situação hipotética, presentes os requisitos de admissibilidade da demanda, e se a causa dispensar 
fase instrutória, o magistrado 
a) deverá citar o réu para audiência de conciliação, que, nesse caso, deve ser obrigatoriamente realizada. 
b) somente poderá decidir liminarmente o mérito caso já tenha proferido sentença de total improcedência 
em outros casos idênticos, devendo o juiz reproduzir o teor de decisão prolatada anteriormente. 
c) poderá dispensar a citação do réu e julgar liminarmente improcedente o pedido, desde que demonstre 
que a súmula reflete entendimento decorrente de julgamento de incidente de resolução de demandas 
repetitivas. 
d) deverá, obrigatoriamente, antes de tomar decisão, dar ao réu a oportunidade de se manifestar, porque é 
necessário observar o contraditório ainda que o juiz trate de matéria que possa conhecer de ofício. 
e) deverá julgar liminarmente improcedente o pedido, e o autor poderá apelar, sendo admissível a retratação 
do magistrado após a interposição do referido recurso. 
Comentários 
A alternativa E está correta. 
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do 
réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: 
IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. 
§ 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, 
a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
§ 2o Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença, nos 
termos do art. 241. 
§ 3o Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias. 
§ 4o Se houver retratação, o juiz determinará o prosseguimento do processo, com a citação do 
réu, e, se não houver retratação, determinará a citação do réu para apresentar contrarrazões, no 
prazo de 15 (quinze) dias. 
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43. (FCC/PGE-TO – Procurador do Estado/2018) Em relação à petição inicial e ao pedido, está correto 
afirmar: 
a) O pedido poderá ser alterado pelo autor até a citação, bem como a causa de pedir, desde que haja a 
anuência do réu. 
b) Se o juiz verificar que a petição inicial não preenche os requisitos legais ou que apresenta defeitos e 
irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de quinze 
dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou complementado. 
c) O pedido deve ser certo, mas são compreendidos no principal os juros legais, a multa contratual, a correção 
monetária e as verbas de sucumbência, inclusive honorários advocatícios. 
d) O pedido deve ser determinado, inexistindo na atual sistemática processual civil a possibilidade de 
formulação de pedidos genéricos, salvo somente nas ações universais, se o autor não puder individuar os 
bens demandados. 
e) É lícita a cumulação, em um único processo, de vários pedidos contra o mesmo réu, ainda que entre eles 
não haja conexão, somente se os pedidos forem compatíveis entre si e se o tipo de procedimento for o 
mesmo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Art. 329. O autor poderá: 
I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu; 
A alternativa B está correta. 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 
320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, 
determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com 
precisão o que deve ser corrigido ou completado. 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 322. O pedido deve ser certo. 
§ 1o Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de 
sucumbência, inclusive os honorários advocatícios. 
Acredito que o erro da alternativa seja a inclusão da multa contratual, que não está prevista no artigo. 
A alternativa D está incorreta. 
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Art. 324. O pedido deve ser determinado. 
§ 1o É lícito, porém, formular pedido genérico: 
I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; 
II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato; 
III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva ser 
praticado pelo réu. 
A alternativa E está incorreta. 
Art. 327. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, 
ainda que entre eles não haja conexão. 
§ 1o São requisitos de admissibilidade da cumulação que: 
I - os pedidos sejam compatíveis entre si; 
II - seja competente para conhecer deles o mesmo juízo; 
III - seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento. 
Há ainda a necessidade de que o mesmo juízo seja competente para conhecer dos pedidos. 
Enunciado n.º 289. (art. 327, § 1º, II) Se houver conexão entre pedidos cumulados, a 
incompetência relativa não impedirá a cumulação, em razão da modificação legal da 
competência. (Grupo: Petição inicial, resposta do réu e saneamento). 
44. (VUNESP/PGM – Marília – Procurador/2017) Sobreos requisitos da petição inicial, assinale a 
alternativa correta. 
a) Em caso de determinação de emenda, o juiz deve indicar os defeitos existentes de forma genérica, sob 
pena de perda da sua imparcialidade. 
b) O pedido deve ser certo e determinado, podendo ser genérico nas ações universais se o autor não puder 
individuar os bens demandados. 
c) Se o autor não cumprir a diligência para emenda da petição inicial, cabe ao réu, em preliminar de 
contestação, requerer a extinção do feito. 
d) É lícita a cumulação de vários pedidos contra o mesmo réu em um único processo, desde que entre eles 
haja conexão. 
e) A petição inicial será indeferida se, a despeito da falta de informação quanto ao nome, prenome, estado 
civil, profissão, for possível a citação do réu. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Parte inferior do formulário 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 
320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, 
determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com 
precisão o que deve ser corrigido ou completado. 
A alternativa B está correta. 
Art. 322. O pedido deve ser certo. 
Art. 324. O pedido deve ser determinado. § 1o É lícito, porém, formular pedido genérico: I - nas 
ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 321. Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial. 
Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões 
de fato e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende 
produzir. 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: IV - inépcia da petição inicial; 
 A alternativa D está incorreta. 
Art. 327. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, 
ainda que entre eles não haja conexão. 
A alternativa E está incorreta. 
Art. 319. A petição inicial indicará: II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de 
união estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro 
Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu; 
§ 2o A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de informações a que se refere 
o inciso II, for possível a citação do réu. 
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Outros 
45. (FUNDEP/TCE-MG - Auditor - Conselheiro Substituto/2018) Sobre a formação, suspensão e extinção 
do processo civil, analise as assertivas a seguir. 
I. Suspende-se o processo pela convenção das partes pelo prazo nunca excedente a 1 (um) ano. 
II. Suspende-se o processo quando a sentença de mérito tiver de ser proferida somente após a verificação 
de determinado fato ou a produção de certa prova, requisitada a outro juízo, nunca excedendo o prazo de 6 
(seis) meses de suspensão. 
III. No caso de morte do procurador de qualquer das partes, ainda que iniciada a audiência de instrução e 
julgamento, o juiz determinará que a parte constitua novo mandatário, no prazo de 10 (dez) dias, ao final do 
qual extinguirá o processo sem resolução do mérito, se o autor não nomear novo mandatário, ou ordenar o 
prosseguimento do processo à revelia do réu, se falecendo o procurador deste. 
IV. Suspende-se o processo pelo período de 60 (sessenta) dias, contado a partir da data do parto ou da 
concessão da adoção, mediante apresentação de certidão de nascimento ou documento similar que 
comprove a realização do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a adoção, desde que haja 
notificação do cliente, pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada responsável pelo 
processo constituir a única patrona da causa. 
Estão incorretas as assertivas: 
a) I, II e III, apenas. 
b) I, II e IV, apenas. 
c) I, III e IV, apenas. 
d) II, III e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
Comentários 
A alternativa E está correta. 
O item I está incorreto. 
Art 313, II - pela convenção das partes; 
§ 4o O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso 
V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. 
O item II está incorreto. 
Art 313, V, a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de 
inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente; 
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§4o O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso 
V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. 
O item III está incorreto. 
§ 3o No caso de morte do procurador de qualquer das partes, ainda que iniciada a audiência de 
instrução e julgamento, o juiz determinará que a parte constitua novo mandatário, no prazo de 
15 (quinze) dias, ao final do qual extinguirá o processo sem resolução de mérito, se o autor não 
nomear novo mandatário, ou ordenará o prosseguimento do processo à revelia do réu, se 
falecido o procurador deste. 
O item IV está incorreto. 
Art. 313, § 6o No caso do inciso IX, o período de suspensão será de 30 (trinta) dias, contado a 
partir da data do parto ou da concessão da adoção, mediante apresentação de certidão de 
nascimento ou documento similar que comprove a realização do parto, ou de termo judicial que 
tenha concedido a adoção, desde que haja notificação ao cliente. 
46. (FGV/TJ-AL – Oficial de Justiça Avaliador/2018) Em uma audiência de instrução e julgamento, os 
procuradores do autor e do réu perceberam a possibilidade de se obter uma composição extrajudicial do 
feito, uma vez que esta não era possível naquele momento. Assim, convencionaram, em conjunto, pelo 
sobrestamento dos atos do processo pelo prazo de um ano, por considerarem que esse seria o tempo 
máximo necessário para que obtivessem junto aos seus clientes a solução amigável do conflito. 
Nesse quadro, deverá o julgador: 
a) admitir a suspensão do feito pelo prazo de um ano, pois há que se fomentar a atividade de composição 
dos conflitos; 
b) inadmitir a suspensão do feito pelo prazo pretendido, uma vez que o prazo máximo, nessa hipótese, seria 
de seis meses; 
c) inadmitir a suspensão do feito e designar nova data para a audiência, intimando todos os presentes desta 
decisão; 
d) extinguir o feito, uma vez que a hipótese em tela seria equivalente à paralisação do feito por negligência 
das partes; 
e) extinguir o feito, uma vez que a hipótese em tela é tratada como abandono da causa por parte do autor. 
Comentários 
A alternativa B está correta. 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
II - pela convenção das partes; 
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§ 4o O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso 
V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. 
47. (IESES/TJ-AM - Titular de Serviços de Notas e de Registros/2018) Em relação ao procedimento 
comum é correto afirmar que: 
a) A prescrição e decadência são causas de indeferimento da petição inicial, com base na segurança jurídica. 
b) Na atual sistemática processual, a formulação pelo autor de pedido indeterminado, independentemente 
da natureza jurídica da causa, acarretará a inépcia da petição inicial. 
c) Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar na contestação a incompetência absoluta e relativa, já 
a indevida concessão do benefíciode gratuidade da justiça deverá ser impugnada via peça processual 
apartada, sob pena de nulidade. 
d) Caso não disponha o autor dos dados completos do réu, poderá o mesmo na petição inicial, requerer ao 
juiz as diligências necessárias à sua obtenção, não sendo motivo para seu indeferimento. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Não é causa de indeferimento da inicial (art. 330, CPC), mas sim julgamento 
improcedente do pedido. 
Art, 332, § 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, 
desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
A alternativa B está incorreta. 
Art. 324. O pedido deve ser determinado. 
§ 1o É lícito, porém, formular pedido genérico: 
I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; 
II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato; 
III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva ser 
praticado pelo réu. 
A alternativa C está incorreta. 
O NCPC, com o objetivo n. 3 (exposição de motivos) de simplificação, passou a prever que tanto a 
incompetência (relativa ou absoluta), quanto a impugnação à justiça gratuita deve ser feita em preliminar de 
contestação. 
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Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões 
de fato e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende 
produzir. 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: 
II - incompetência absoluta e relativa; 
(...) 
XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça. 
A alternativa D está correta. 
Art. 319, II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o 
número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, 
o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu; 
Art. 319, § 1o Caso não disponha das informações previstas no inciso II, poderá o autor, na 
petição inicial, requerer ao juiz diligências necessárias a sua obtenção. 
48. (IESES/TJ-RO - Titular de Serviços de Notas e de Registros/2017) Suspende-se o processo, entre 
outras possibilidades, pela: 
I. Arguição de impedimento ou de suspeição. 
II. Morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de 
seu procurador. 
III. Admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas. 
IV. Convenção das partes. 
A sequência correta é: 
a) Apenas as assertivas I, II, III estão corretas. 
b) As assertivas I, II, III e IV estão corretas. 
c) Apenas as assertivas I e III estão corretas. 
d) Apenas a assertiva II está correta. 
Comentários 
A alternativa B está correta. 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
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I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu 
representante legal ou de seu procurador; 
II - pela convenção das partes; 
III - pela arguição de impedimento ou de suspeição; 
IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas; 
V - quando a sentença de mérito: 
a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de 
relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente; 
b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de certa 
prova, requisitada a outro juízo; 
VI - por motivo de força maior; 
VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da navegação de 
competência do Tribunal Marítimo; 
VIII - nos demais casos que este Código regula. 
IX - pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada responsável pelo processo 
constituir a única patrona da causa; (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
X - quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e tornar-
se pai. (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
49. (PUC-PR/TJ-MS – Analista Judiciário/2017) O Código de Processo Civil, para a fase cognitiva, não 
mais prevê os procedimentos ordinário e sumário, mas apenas o procedimento comum e os 
procedimentos especiais. Sobre o procedimento comum da fase cognitiva, é CORRETO afirmar: 
a) O juiz deverá indeferir a petição inicial quando verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de 
prescrição. 
b) Como regra, se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência 
liminar do pedido, o juiz citará o réu para contestar, no prazo de quinze dias, contados da juntada aos autos 
da prova da citação, sob pena de revelia. 
c) Considera-se inepta a petição inicial quando o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais 
em que se permite o pedido genérico. 
d) O réu não pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação. 
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e) Ao réu revel descabe a produção de provas, contrapostas às alegações do autor, ainda que se faça 
representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais indispensáveis a essa produção. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Art. 332, § 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, 
desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. 
A alternativa B está incorreta. 
Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência 
liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência 
mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de 
antecedência. 
A alternativa C está correta. 
Art. 330, § 1o Considera-se inepta a petição inicial quando: 
(...) 
II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido 
genérico; 
A alternativa D está incorreta. 
Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, 
conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. 
§ 6o O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação. 
A alternativa E está incorreta. 
Art. 349. Ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações do autor, 
desde que se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais indispensáveis 
a essa produção. 
50. (QUADRIX/Advogado – CRTR/2017) Com relação à formação, suspensão e extinção do processo, 
assinale a alternativa correta. 
a) Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for despachada pelo Juiz, com determinação de 
citação do Réu. 
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b) Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a extinção do processo, por abandono da causa 
pelo autor, depende de requerimento do réu. 
c) Durante a suspensão do processo o Juiz pode determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar 
dano irreparável, mesmo nos casos de arguição de impedimento e de suspeição. 
d) O atual Código de Processo Civil admite suspensão do processo pela convenção das partes, desde que 
observe o prazo máximo de 1 (um) ano. 
e) O processo será extinto sem resolução de mérito quando o juiz decidir, de ofício ou a requerimento, sobre 
a ocorrência de decadência ou prescrição. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. 
Art. 312, CPC: Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, todavia, 
a propositura da ação só produz quanto ao réu osefeitos mencionados no art. 240 depois que 
for validamente citado. 
Art. 240, CPC A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz 
litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto 
nos arts. 397 e 398 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). 
A alternativa B está correta. 
Súmula 240, STJ: A extinção do processo, por abandono da causa pelo autor, depende de 
requerimento do réu. 
Art. 485, § 6o, CPC: Oferecida a contestação, a extinção do processo por abandono da causa 
pelo autor depende de requerimento do réu. 
A alternativa C está incorreta. 
Art. 314, CPC: Durante a suspensão é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, 
todavia, determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, salvo no caso 
de arguição de impedimento e de suspeição. 
A alternativa D está incorreta. 
Art. 313, CPC: Suspende-se o processo: II - pela convenção das partes. 
§ 4o O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso 
V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. 
A alternativa E está incorreta. 
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Art. 487, CPC: Haverá resolução de mérito quando o juiz: II - decidir, de ofício ou a requerimento, 
sobre a ocorrência de decadência ou prescrição; 
51. (IBFC/EBSERH – Advogado/2016) Considere as disposições do código de processo civil e assinale a 
alternativa correta sobre a formação, a suspensão e a extinção do processo. 
a) A morte ou perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu 
procurador deve causar a extinção do processo. 
b) Suspende-se o processo apenas quando for oposta exceção de incompetência do juízo, da câmara ou do 
tribunal, bem como de suspeição ou impedimento do juiz. 
c) Extingue-se o processo, sem resolução de mérito quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. 
d) Suspende-se o processo quando a sentença de mérito depender do julgamento de outra causa, ou da 
declaração da existência ou inexistência da relação jurídica, que constitua o objeto principal de outro 
processo pendente. 
e) Extingue-se o processo, com resolução de mérito quando se verificar a ausência de pressupostos de 
constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Não causa extinção, mas sim suspensão. 
A alternativa B está incorreta. Não é “apenas”. 
A alternativa C está incorreta. É sentença com resolução do mérito (art. 487, II, CPC). 
A alternativa D está correta. 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
V - quando a sentença de mérito: 
a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de 
relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente; 
A alternativa E está incorreta. Extingue-se o processo sem resolução do mérito (art. 485, IV, CPC). 
52. CESPE/TRF1- Oficial de Justiça Avaliador/2017 
A respeito da formação do processo, da penhora e do cumprimento de sentença, julgue o item que se segue. 
De acordo com o Novo Código de Processo Civil, considera-se proposta a ação quando a petição inicial for 
protocolada, sendo que o efeito da prevenção está vinculado à distribuição ou ao registro da petição inicial. 
Comentários 
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A alternativa está correta. 
 
i- Protocolo (art. 312): considera-se proposta a ação; 
ii- Determinação da competência (art. 43) e prevenção (art. 59): momento do registro ou da 
distribuição; 
iii- Interrupção da prescrição (art. 240, §1º): despacho que ordena a citação; 
iv- Citação válida (art. 240, caput): induz litispendência, torna litigiosa a coisa, constitui em mora 
o devedor; 
Não confunda essas quatro hipóteses do NCPC: 
Art. 312. Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, todavia, a 
propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos mencionados no art. 240depois que for 
validamente citado. 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, 
torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nosarts. 397 e 398 
da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). 
§ 1o A interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, ainda que 
proferido por juízo incompetente, retroagirá à data de propositura da ação 
53. (CESPE/TCE-PA - Auditor de Controle Externo – Procuradoria/2016) Acerca da formação, da 
suspensão e da extinção do processo, julgue o item a seguir. 
O juiz deverá conceder à parte oportunidade para corrigir vício que possa resultar na extinção do processo 
sem resolução do mérito. 
Comentários 
A alternativa está correta. 
Art. 317. Antes de proferir decisão sem resolução de mérito, o juiz deverá conceder à parte 
oportunidade para, se possível, corrigir o vício. 
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54. (CESGRANRIO/Advogado da Transpetro/2018) X, após solicitar, de forma insistente, que seu 
vizinho Y não deixasse seu cachorro solto nas áreas comuns do condomínio e não ser atendido, resolve 
mover ação judicial para ter seu pleito atendido. Na sala de mediação, em busca de alcançar um acordo 
com rapidez, o mediador R, pretendendo exercer uma postura colaborativa, utiliza técnicas de negociação, 
define em conjunto com as partes as regras procedimentais da audiência, sugere soluções para o litígio e 
estimula a cooperação entre todos. 
Considerando-se o caso descrito e o Código de Processo Civil em vigor, o(a) 
a) mediador e as partes não têm autonomia para estabelecer normas procedimentais relativas à mediação. 
b) mediador deve auxiliar na compreensão das questões em conflito, mas a sugestão para a solução do litígio 
cabe ao conciliador. 
c) mediador, assim como os membros de sua equipe, poderá depor acerca de fatos ou elementos oriundos 
da conciliação ou da mediação. 
d) aplicação de técnicas negociais é vedada, pois desrespeita a autonomia da vontade das partes. 
e) conciliação é informada pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade 
e da publicidade. 
Comentários 
A alternativa B está correta. 
Art. 165, § 2o O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo 
anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de 
qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. 
§ 3o O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre 
as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de 
modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si 
próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. 
55. (PUCPR/TJPR – Analista Judiciário/2017) Sobre os conceitos gerais de Conciliação, de Mediação de 
Conflitos e de Justiça Restaurativa, assinale a alternativa CORRETA. 
a) A Mediação somente pode ser utilizada em processos cíveis e, invariavelmente, deve ocorrer em audiência 
designada para este fim. 
b) A Conciliação deve ser feita necessariamente pelo juiz responsável pelo processo, o qual tem o dever de 
alcançar a composição entre os litigantes. 
c) A JustiçaRestaurativa visa a obter a punição mais severa ao ofensor porque se baseia justamente na 
necessidade de restaurar a dignidade do ofendido. 
d) A Mediação é uma forma de solução de conflitos na qual uma terceira pessoa, neutra e imparcial, facilita 
o diálogo entre as partes, para que elas construam, com autonomia e solidariedade, a melhor solução para 
o problema. 
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e) A Justiça Restaurativa somente pode ser aplicada em delitos considerados leves. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Não é somente em processos cíveis. 
Ademais, ela pode ocorrer a qualquer momento e não somente em audiência designada para este fim. 
A alternativa B está incorreta. Em regra, a conciliação é feita por conciliadores. Quando não houver, o juiz 
pode realiza-la. 
De todo modo, incumbe a todos promover a conciliação, mediação e outros métodos de solução consensual 
de conflitos. 
Art. 3º, § 3o A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos 
deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério 
Público, inclusive no curso do processo judicial. 
A alternativa C está incorreta. 
Vejam a argumentação da letra E. 
A alternativa D está correta. 
Art. 165, § 3o O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo 
anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses 
em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por 
si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. 
A alternativa E está incorreta. Não só para delitos leves. Vejam seu conceito exposto no site do CNJ. 
O que significa Justiça Restaurativa41? 
Costumo dizer que Justiça Restaurativa é uma prática que está buscando um conceito. Em linhas 
gerais poderíamos dizer que se trata de um processo colaborativo voltado para resolução de um 
conflito caracterizado como crime, que envolve a participação maior do infrator e da vítima. 
Surgiu no exterior, na cultura anglo-saxã. As primeiras experiências vieram do Canadá e da Nova 
Zelândia e ganharam relevância em várias partes do mundo. Aqui no Brasil ainda estamos em 
caráter experimental, mas já está em prática há dez anos. Na prática existem algumas 
 
 
41 http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/62272-justica-restaurativa-o-que-e-e-como-funciona 
 
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http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/62272-justica-restaurativa-o-que-e-e-como-funciona
 
 
 
 
 
 
 
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metodologias voltadas para esse processo. A mediação vítima-ofensor consiste basicamente em 
colocá-los em um mesmo ambiente guardado de segurança jurídica e física, com o objetivo de 
que se busque ali acordo que implique a resolução de outras dimensões do problema que não 
apenas a punição, como, por exemplo, a reparação de danos emocionais. 
Quem realiza a Justiça Restaurativa? 
Não é o juiz que realiza a prática, e sim o mediador que faz o encontro entre vítima e ofensor e 
eventualmente as pessoas que as apoiam. Apoiar o ofensor não significa apoiar o crime, e sim 
apoiá-lo no plano de reparação de danos. Nesse ambiente se faz a busca de uma solução que 
seja aceitável. Não necessariamente o mediador precisa ter formação jurídica, pode ser por 
exemplo uma assistente social. 
 
A Justiça Restaurativa só pode ser aplicada em crimes considerados mais leves? 
Não, pode também ser aplicada aos mais graves. No Brasil temos trabalhado ainda, na maioria 
das vezes, com os crimes mais leves, porque ainda não temos estrutura apropriada para os crimes 
mais graves. Em outros países até preferem os crimes mais graves, porque os resultados são mais 
bem percebidos. A diversidade de crimes e de possibilidades a serem encontradas para sua 
resolução é muito grande. Vamos supor que, após um sequestro relâmpago, a vítima costuma 
desenvolver um temor a partir daquele episódio, associando seu agressor a todos que se 
pareçam com ele, criando um “fantasma” em sua vida, um estereótipo. Independentemente do 
processo judicial contra o criminoso, como se retoma a segurança emocional dessa pessoa que 
foi vítima? Provavelmente se o ofensor tiver a oportunidade de dizer, por exemplo, porque a 
vítima foi escolhida, isso pode resolver essa insegurança que ela vai carregar para o resto da vida. 
 LISTA DE QUESTOES 
Percebam, pessoal, como as questões se repetem. Ainda, a cobrança inicial dos certames está sendo pela lei 
seca. Então, foquem no estudo delas. 
Quando estudava, uma coisa que gostava de fazer é pegar alguns áudios de legislação e ouvir naquelas horas 
em que já estava cansado ou fazendo outras coisas (arrumando quarto, correndo, malhando, lavando 
louça...rs etc.). 
Vamos à resolução das questões?! 
Magistratura 
1. (FGV/ENAM II/Magistratura/2024) Tendo o autor de uma demanda formulada três pedidos, 
embora sem o requisito de concessão de tutela provisória em relação a qualquer deles, o juiz da causa, 
depois de encerrada a fase postulatória, concluiu que a sua sinceridade já estava formada acerca da 
procedência de pelo menos uma das três pretensões deduzidas na petição inicial. 
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Desse modo, o magistrado acolheu de imediato essa parcela do pleito autoral, tendo condenado o réu ao 
pagamento de uma obrigação ainda ilíquida, restando consignado no ato decisório," ainda, que a apuração 
do quantum debeatur ficaria reservada para posterior etapa de liquidação. Sem prejuízo, o magistrado 
determinou a condenação do feito, rumo à fase da instrução probatória, para fins de futuro julgamento dos 
outros dois pedidos veiculados na peça exordial 
A respeito do quadro apresentado, assinale a afirmativa correta 
a) O juiz agiu equivocadamente, uma vez que não há previsão na lei processual para a decisão do julgamento 
dos pedidos formulados na petição inicial, o qual deve ser simultâneo e pressuposto a conclusão da fase da 
instrução probatória 
b) O juiz agiu equivocadamente, uma vez que, embora a lei processual preveja o julgamento antecipado 
parcial do mérito, isso pressupõe, na hipótese de condenação ao cumprimento de obrigações pecuniárias, 
que esta seja líquida 
c) O juiz agiu equivocadamente, uma vez que, embora a lei processual preveja o julgamento antecipado 
parcial do mérito, isso pressupõe que tenha sido exigida, na petição inicial, a concessão de tutela provisória 
de natureza antecipada. 
d) o juiz agiu acertadamente, sendo a decisão de julgamento antecipado parcial do mérito impugnável por 
recurso de apelação, o qual viabiliza o juízo de representação pelo órgão a quo. 
e) O juiz agiu acertadamente, sendo a decisão de julgamento antecipado parcial do mérito impugnável por 
recurso de agravo de instrumento. 
2. (FGV/ENAM II/Magistratura/2024) O valor da causa é requisito da petição inicial, indispensável 
para a definição de diversos aspectos econômicos do processo, como a competência e a fixação de 
honorários de sucumbência, entre outros. 
A respeito do tema, assine a afirmativa correta. 
O valor da causa, na ação de alimentos, corresponderá à soma de 24 (vinte e quatro) prestações mensais 
pedidas pelo autor. 
Na ação em que há acumulação de pedidos, o valor da causa corresponderá à quantidade correspondente 
ao maior pedido formulado pelo autor. X 
Na ação em que os pedidos são alternativos, o valor da causa corresponderá ao pedido de menor valor. 
O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de 
preclusão, e o juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a complementação das custas. 
O juiz corrigirá liminarmente o valor da causa quandoverificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial 
em discussão ou ao lucro econômico perseguido pelo autor, sendo admissível, a partir daí, a correção apenas 
por exigência do réu. 
3. (Banca FGV/TJ-MS - Juiz Substituto/2023) Determinado condomínio edilício, constatando que um 
apartamento se encontrava em débito no tocante às contribuições extraordinárias aprovadas em 
assembleia geral, documentalmente comprovadas, relativamente aos quatro últimos meses, ajuizou ação 
de cobrança em face do titular da unidade. 
Pleiteou o condomínio, em sua petição inicial, a condenação do réu a pagar o débito apurado, com os 
consectários da mora. 
Apreciando a peça exordial, o juiz da causa determinou a intimação da parte autora para que a emendasse, 
de modo a alterar a ação de conhecimento para de execução. 
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Tendo o demandante ponderado que a sua inicial não padecia de nenhum defeito, o juiz, concluindo pela 
ausência de interesse de agir, indeferiu-a, extinguindo o feito sem resolução do mérito. Inconformado, o 
autor interpôs recurso de apelação. 
nesse cenário, é correto afirmar que o recurso manejado pela parte autora: 
a) comporta juízo de retratação, que, não sendo exercido, ensejará a remessa dos autos ao órgão ad quem, 
o qual deverá dar provimento ao apelo; 
b) não comporta juízo de retratação, o que ensejará a remessa dos autos ao órgão ad quem, o qual deverá 
dar provimento ao apelo; 
c) comporta juízo de retratação, que, não sendo exercido, ensejará a remessa dos autos ao órgão ad quem, 
o qual deverá negar provimento ao apelo; 
d) não comporta juízo de retratação, o que ensejará a remessa dos autos ao órgão ad quem, o qual deverá 
negar provimento ao apelo; 
e) comporta juízo de retratação, que, não sendo exercido, ensejará a remessa dos autos ao órgão ad quem, 
o qual não deverá conhecer do apelo, por incabível na espécie. 
4. (TRF4/TRF4 – Juiz Federal Substituto/2016) Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa 
correta. 
Considerando as regras do Código de Processo Civil de 2015: 
I. As condições da ação não estão previstas no Código, o que impede o indeferimento da petição inicial por 
ilegitimidade para a causa ou falta de interesse processual. 
II. Quando, além do autor, todos os réus manifestarem desinteresse na realização da audiência de 
conciliação, o prazo de contestação tem início, para todos os litisconsortes passivos, com o despacho judicial 
que acolhe as manifestações de desinteresse na realização da audiência de conciliação. 
III. O juiz pode, independentemente de citação, julgar improcedente o pedido que contrariar súmula, desde 
que seja vinculante. Se o pedido contrariar enunciado de súmula não vinculante ou julgado em recurso 
repetitivo, deve ordenar a citação, estando em condições a petição inicial, para só depois decidir a questão, 
em atenção ao princípio do contraditório. 
IV. Caso a decisão transitada em julgado seja omissa em relação aos honorários de sucumbência, eles não 
poderão ser cobrados nem em execução, nem em ação própria. 
a) Estão corretas apenas as assertivas I e III. 
b) Estão corretas apenas as assertivas II e III. 
c) Estão corretas apenas as assertivas I, II e IV. 
d) Estão corretas todas as assertivas. 
e) Nenhuma assertiva está correta. 
5. (CESPE/TJBA – Juiz de Direito Substituto/2019) O juiz proferirá sentença sem resolução de mérito 
quando 
A acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem. 
B homologar a transação. 
C homologar o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação. 
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D homologar a renúncia à pretensão formulada na ação. 
E verificar a impossibilidade jurídica do pedido. 
6. (CESPE/TJPR – Juiz de Direito Substituto/2017) Determinado indivíduo ajuizou ação de indenização 
por danos morais contra empresa de comunicação e apontou como causa de pedir a publicação de 
reportagem que alega ter violado sua dignidade. 
Com referência a essa situação hipotética e a aspectos processuais a ela pertinentes, assinale a opção 
correta. 
a) Havendo incorreção na atribuição do valor da causa pelo autor, poderá o réu impugnar tal valor por meio 
de petição autônoma a ser oferecida no mesmo prazo de contestação. 
b) Na petição inicial de ação indenizatória fundada em dano moral, o autor deve sempre apresentar pedido 
genérico, porque a iliquidez do pedido decorre da natureza do dano sofrido. 
c) Caberá ao magistrado corrigir de ofício o valor da causa se entender que o proveito econômico perseguido 
pelo autor está em desacordo com o valor atribuído na petição inicial. 
d) Em ação indenizatória fundada em dano moral, o autor terá sempre interesse recursal para majorar a 
indenização, seja qual for o valor fixado na sentença. 
7. (CESPE/TJPR – Juiz de Direito Substituto/2017) Em cada uma das próximas opções, é apresentada 
uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada. Assinale a opção que, de acordo com a 
legislação processual, apresenta a assertiva correta. 
a) Foi distribuída para determinado juiz ação em que é parte instituição de ensino na qual ele leciona. Nessa 
situação, o magistrado tem de se declarar suspeito, haja vista que a suspeição independe de arguição do 
interessado. 
b) Em determinada ação de cobrança, o magistrado julgou parcialmente procedente o pedido autoral, 
condenando o réu a pagar metade do valor pleiteado. Nessa situação, os honorários advocatícios deverão 
ser compensados em razão da sucumbência recíproca. 
c) O MP deixou de apresentar parecer após o prazo legal que possuía para se manifestar como fiscal da 
ordem jurídica. Nessa situação, o juiz deverá requisitar os autos e dar andamento ao processo mesmo sem 
a referida manifestação. 
d) Pedro ajuizou demanda contra Roberto e, na petição inicial, requereu a concessão de gratuidade de 
justiça. Nessa situação, caberá agravo de instrumento contra a decisão que denegar ou conceder o pedido 
de gratuidade. 
8. (CESPE/TJPR – Juiz de Direito Substituto/2017 0 Determinada sociedade empresária ajuizou 
demanda contra pequeno município localizado no interior do Paraná e, indicando como causa de pedir o 
inadimplemento contratual do município, apresentou dois pedidos de indenização: um por danos 
emergentes no valor de trezentos mil reais; outro por lucros cessantes no valor de duzentos mil reais. 
Apresentada a defesa pelo ente público e tomadas as providências preliminares, o magistrado julgou 
procedente o pedido referente aos danos emergentes em decisão interlocutória. Após a produção de 
outras provas, o juiz prolatou sentença em que julgou procedente também o pedido pertinente aos lucros 
cessantes, tendo ainda apreciado expressamente questão prejudicial de mérito relativa à validade do 
contrato. Nenhuma das decisões foi objeto de interposição de recurso pelo município. 
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Nessa situação hipotética, 
a) o magistrado não poderia julgar o mérito em decisão interlocutória e, portanto, a decisão interlocutória 
deverá ser considerada nula quando o tribunal apreciar o processo em sede de remessa necessária. 
 b) a remessa necessária incidirá apenas em relação à sentença, não podendo recair sobre a decisão 
interlocutória, mesmo ante o fato de essa decisão ter resolvido o mérito de forma parcial. 
 c) a decisão interlocutória que versou sobre o mérito da demanda não faz coisa julgada material, porque 
essa é uma situação jurídica exclusiva das sentenças de mérito, quanto às decisões que são prolatadas em 
primeiro grau. 
 d) a coisa julgada sobre a questão prejudicial incidental dependerá de remessa necessária,observados ainda 
os demais pressupostos para a incidência do duplo grau obrigatório. 
9. (VUNESP/TJSP – Juiz de Direito Substituto/2017) Quanto à petição inicial, no procedimento 
comum, 
a) o autor, depois da citação, poderá aditar ou alterar o pedido ou causa de pedir, hipótese em que, desde 
que assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação no prazo mínimo de quinze (15) 
dias, não será exigido consentimento do demandado. 
b) o autor tem o ônus de alegar eventual desinteresse na designação de audiência de conciliação ou 
mediação, sob pena de ser presumido seu interesse na tentativa de autocomposição. 
c) ela será inepta e, como tal, deverá ser indeferida se o juiz verificar desde logo a ocorrência de prescrição 
ou decadência. 
d) o autor poderá cumular pedidos, desde que haja conexão entre eles. 
10. (CESPE/TJCE – Juiz de Direito Substituto/2018) Com base no CPC, é correto afirmar que o valor da 
causa 
a) não servirá de base de cálculo para a fixação de multa por ato atentatório à dignidade da justiça caso seja 
irrisório ou demasiado elevado. 
b) é um requisito legal da petição inicial, mas não da reconvenção. 
c) não poderá ser corrigido de ofício pelo juiz, mesmo se verificado que a monta indicada não corresponde 
ao conteúdo patrimonial em discussão. 
d) pode ser corrigido a qualquer tempo se comprovada alteração superveniente de fato ou de direito, 
oportunidade na qual será complementado o seu pagamento, se necessário. 
e) corresponderá, em causa relativa a obrigação por tempo indeterminado, à soma das parcelas vencidas 
mais o valor de uma prestação anual relativa às parcelas vincendas. 
11. (CESPE/TJDFT – Juiz de Direito Substituto/2016) (Anulada) Com relação à formação, suspensão e 
extinção do processo, assinale a opção correta, conforme legislação e jurisprudência dominante do STJ. 
a) Se o réu, em defesa, alegar e comprovar a existência de convenção de arbitragem sobre o mesmo tema 
discutido no processo, o juiz deverá julgar improcedentes os pedidos do autor, de modo a formar coisa 
julgada material e impedir a repropositura da demanda. 
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b) Por se tratar de questão prejudicial de mérito, ao reconhecer a ocorrência de prescrição, o juiz não pode 
adentrar na questão de mérito propriamente dita, e a sentença que pronuncia a prescrição extingue o 
processo sem resolução de mérito. 
c) A suspensão do processo por convenção é faculdade legal atribuída às partes. A convenção para suspensão 
do processo, no entanto, não implica a suspensão do prazo já iniciado para contestação, réplica ou recurso, 
ainda que todas as partes estejam de acordo com a medida. 
d) O processo considera-se formado com a citação válida do réu, ainda que determinada por juiz 
incompetente. 
e) Suspende-se o processo quando for oposta impugnação ao benefício da gratuidade judiciária, exceção de 
incompetência do juízo, da câmara ou do tribunal, bem como de suspeição ou impedimento do juiz. 
12. (VUNESP/TJ-RJ – Juiz de Direito Substituto/2016) Em ação declaratória, após a prolação da 
sentença, as partes, de comum acordo, requereram a suspensão do processo por 90 dias. Houve a 
homologação desse pedido em 11.09.2015, porém, em 02.10.2015 a sentença foi publicada. A parte 
sucumbente ofereceu sua apelação em 18.12.2015, sendo certo que todas essas datas correspondem a 
uma sexta-feira. 
Considerando os princípios da boa-fé do jurisdicionado, do devido processo legal e da segurança jurídica, 
assinale a alternativa correta. 
a) Ao homologar a suspensão do processo, o juízo criou nos jurisdicionados a legítima expectativa de que o 
processo só tramitaria ao final do prazo convencionado, devendo ser considerada tempestiva a apelação. 
b) Exceto em caso de calamidade pública, poderia o juízo homologar a convenção das partes para a 
suspensão do prazo recursal, se disso se tratasse, assim, embora suspenso o processo, o prazo recursal 
permaneceria em curso, sendo intempestiva a apelação. 
c) A rigor, é nulo o ato judicial que homologou a convenção das partes para a suspensão dos processos, uma 
vez que a sentença estando prolatada, não permite ao juiz praticar nenhum outro ato, exceto os relativos ao 
recebimento dos recursos, de modo que é intempestiva a apelação. 
d) A apelação é tempestiva, pois o processo encontrava-se suspenso por decisão homologatória e 
inquestionável, uma vez que, embora se trate de prazo peremptório, a sentença ainda não estava publicada, 
dando poder aos juridiscionados de requerer a suspensão de prazos dessa natureza. 
e) Tratando-se de prazo peremptório, não se suspende o prazo, por ser defeso às partes transigir sobre 
prazos dessa natureza, sendo intempestiva a apelação, independentemente da homologação anterior. 
13. (FCC/TST-Juiz do Trabalho Substituto/2017) Sobre formação, suspensão e extinção do processo, a 
legislação processual civil estabelece: 
a) A ação é considerada proposta quando do protocolo da petição inicial, mas somente a citação válida induz 
litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui o devedor em mora, inclusive no caso de inadimplemento 
de obrigações decorrentes de ato ilícito. 
b) Havendo morte do autor, sendo transmissível o direito em litígio e não tendo sido ajuizada a ação de 
habilitação, o juiz determinará a suspensão do processo e a intimação de seu espólio, de quem for o sucessor 
ou, se for o caso, dos herdeiros, pelos meios de divulgação que reputar mais adequados, para que 
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manifestem interesse na sucessão processual e promovam a respectiva habilitação no prazo designado, sob 
pena de extinção do processo sem resolução de mérito. 
c) Durante a suspensão do processo é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, mesmo no 
caso de arguição de impedimento e de suspeição, determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar 
dano irreparável. 
d) Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, o juiz deverá 
determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal, pelo prazo máximo de um ano, 
ao final do qual incumbirá ao juiz cível examinar incidentemente a questão prévia. 
e) Havendo falecimento de qualquer das partes, proceder-se-á à habilitação, na instância em que estiver, 
suspendendo-se, a partir de então, o processo para processamento da habilitação, com citação dos 
requeridos e, se necessário, dilação probatória, que, independentemente da espécie, será feita nos autos do 
processo principal. 
Promotor 
14. (IBGP/MP-MG/Promotor/2024) A petição inicial deve indicar, EXCETO: 
a) O juízo a que é dirigida. 
b) Os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o CPF ou CNPJ, o 
endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu e o valor da causa. 
c) As provas com que o réu pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados. 
d) A opção pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação. 
e) O fato e os fundamentos jurídicos do pedido. 
15. (IBGP/MP-MG/Promotor/2024) Assinale a alternativa INCORRETA: 
a) O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao 
conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor. 
b) O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de 
preclusão. 
c) O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será na ação indenizatória, inclusive a 
fundada em dano moral, o valor pretendido. 
d) Na petição inicial do procedimento da tutela antecipada requerida em caráter antecedente, o valor da 
causa deve levar em consideração o pedido de tutela final. 
e)A toda causa será atribuído valor certo, salvo se não tiver conteúdo econômico imediatamente aferível. 
16. (PGR/PGR – Procurador da República/2017) NOS MOLDES DO ATUAL CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: 
a) Se a ação continente tiver sido ajuizada antes da ação contida, ambas as ações deverão ser reunidas para 
julgamento conjunto. 
b) O juiz pode limitar o número de litisconsortes, em qualquer hipótese, na fase de conhecimento, liquidação 
de sentença ou execução. 
c) Presume-se verdadeira a alegação de hipossuficiência econômica, se for formulada exclusivamente por 
pessoa natural. 
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d) O Ministério Público será intimado a intervir, como fiscal da ordem jurídica, nas causas em que for parte 
a Fazenda Pública. 
17. (PGR/PGR – Procurador da República/2017) DE ACORDO COM O NOVO CPC: 
a) A alteração de tese jurídica, adotada em enunciado de súmula ou em julgamento de casos repetitivos, 
deverá ser precedida de audiências públicas. 
b) Não será realizada audiência de conciliação ou mediação apenas se ambas as partes manifestarem, 
expressamente, desinteresse na composição consensual. 
c) O fiador, quando executado, tem o direito de exigir que primeiro sejam executados os bens do devedor, 
situados na mesma comarca, desde que livres e desembargados. 
d) Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando forem relativas a direito 
superveniente. 
18. MPPR/MPPR – Promotor de Justiça Substituto/2019 
Sobre as hipóteses de indeferimento da petição inicial e de improcedência liminar do pedido, assinale a 
alternativa correta, de acordo com o Código de Processo Civil de 2015: 
a) A inépcia da petição inicial, a manifesta ilegitimidade da parte e a ausência de interesse processual são 
hipóteses de indeferimento da petição inicial. 
b) A apelação interposta contra sentença que indefere a petição inicial não admite juízo de reconsideração. 
c) A apelação interposta contra sentença que indefere a petição inicial não será objeto de contraditório e 
será imediatamente remetida ao tribunal competente. 
d) A sentença que declara, liminarmente, prescrição ou decadência é decisão de indeferimento da petição 
inicial. 
e) Para que a improcedência liminar do pedido seja aplicada, basta que o magistrado verifique a incidência 
de precedente ao caso, não importando a natureza das alegações do autor na petição inicial. 
Comentários 
19. (MPE-SP/MPE-SP – Promotor de Justiça Substituto/2017) Com relação à extinção do processo, é 
correto afirmar que 
a) não há resolução de mérito quando o juiz homologar transação ou renúncia à pretensão formulada na 
ação ou na reconvenção. 
b) não há resolução de mérito quando o juiz extinguir o processo em razão de decadência ou prescrição. 
c) há resolução de mérito quando o juiz extinguir o processo por ausência de legitimidade ou de interesse 
processual. 
d) interposta apelação contra o ato jurisdicional que extinguir o processo sem resolução de mérito, o juiz 
poderá, em 5 (cinco) dias, retratar-se. 
e) o juiz poderá extinguir o processo por abandono da causa pelo autor em qualquer momento, 
independentemente de requerimento do réu. 
20. (FUNDEP/MPE-MG – Promotor de Justiça Substituto/2018) Analise as seguintes assertivas: 
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I. Para a validade do processo, é indispensável a citação do réu ou do executado, mesmo se tratando de 
indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do pedido. 
II. O comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a 
partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de embargos à execução. 
III. O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao 
conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor, caso em que se 
procederá ao recolhimento das custas correspondentes. 
IV. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se 
ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, sem a necessidade de 
exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do 
processo. 
Somente está CORRETO o que se afirma em: 
a) I, II, III, IV. 
b) I, II. 
c) II, III. 
21. (MPE-GO/MPE-GO – Promotor de Justiça/2016) Assinale a alternativa incorreta: 
a) O Ministério Público, quando autor da ação, deverá, na petição inicial, expor todos os fatos e fundamentos 
jurídicos de seu pedido, demonstrando como os fatos narrados autorizam a produção do efeito jurídico 
pretendido, bem como formulando pedido ou pedidos, certos, determinados, claros, coerentes e com suas 
especificações completas. 
b) A cumulação de pedidos será lícita, desde que os pedidos sejam compatíveis entre si; seja competente 
para deles conhecer o mesmo juízo; seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento. 
c) Encerrada a fase do saneamento do processo, não será permitido ao autor, ainda que haja concordância 
do réu, alterar o pedido e a causa de pedir constantes da petição inicial. 
d) Oferecida a contestação, o autor somente pode desistir do processo, com o consentimento do réu. Na 
desistência do recurso, a concordância da parte adversa é, de igual forma, exigida, se já ofertadas as 
contrarrazões. 
22. (MPE-GO/MPE-GO – Promotor de Justiça Substituto/2016) Em relação a formação e a suspensão 
do processo, é incorreto afirmar: 
a) O protocolo da petição inicial é pressuposto de existência do processo, independentemente da citação 
válida do réu. 
b) A morte ou a perda da capacidade processual de qualquer das partes acarreta a suspensão imediata do 
processo, mesmo que a causa da suspensão seja comunicada ao juízo posteriormente. 
c) A arguição de impedimento ou de suspeição, interrompe os prazos processuais, e, com o restabelecimento 
posterior da marcha processual, são restituídos integralmente os prazos para a prática dos atos do processo. 
d) A suspensão do processo por convenção das partes só poderá perdurar por no máximo seis meses e o juiz 
determinará o prosseguimento do processo assim que esgotar o referido prazo. 
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23. (MPE-PR/MPE-PR – Promotor de Justiça Substituto/2017) Sobre os atos do juiz ao receber a petição 
inicial, nos termos em que disciplinada pelo Código de Processo Civil de 2015, assinale a alternativa 
correta: 
a) A carência de ação é fundamento para o indeferimento da petição inicial. 
b) Indeferida a petição inicial ou julgado liminarmente improcedente o pedido, pode o juiz se retratar se 
interposta apelação contra a sentença. 
c) A improcedência liminar do pedido só ocorre para as causas em que a fase instrutória é dispensada, não 
havendo hipótese que independa desse requisito. 
d) Recebida a petição inicial pelo juiz, não sendo o caso de indeferimento da petição inicial ou de 
improcedência liminar do pedido, o réu será citado para contestar o pedido de imediato. 
e) Nos termos do Código de Processo Civil de 2015, pode o juiz converter a ação individual em coletiva, 
remetendo o feito ao juízo competente. 
24. (MPE-GO/Promotor de Justiça Substituto/2016) Em relação a formação e a suspensão do processo, 
é incorreto afirmar: 
a) O protocolo da petição inicial é pressuposto de existência do processo, independentemente da citação 
válida do réu. 
b) A morte ou a perda da capacidade processual de qualquer das partes acarreta a suspensão imediata do 
processo, mesmo que a causa da suspensão seja comunicada ao juízo posteriormente. 
c) A arguiçãode impedimento ou de suspeição, interrompe os prazos processuais, e, com o restabelecimento 
posterior da marcha processual, são restituídos integralmente os prazos para a prática dos atos do processo. 
d) A suspensão do processo por convenção das partes só poderá perdurar por no máximo seis meses e o juiz 
determinará o prosseguimento do processo assim que esgotar o referido prazo. 
Defensor 
25. (DPE-ES/DPE-ES – Defensor Público/2016) Sobre conciliação e mediação, diante dos conceitos e 
regras do novo Código de Processo Civil: 
a) No procedimento comum, o não comparecimento injustificado do réu à audiência de conciliação ou 
mediação gera a sua revelia e impõe o pagamento de multa. 
b) A audiência prévia de conciliação ou mediação somente não será realizada se o autor ou o réu 
manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual. 
c) A conciliação seria o método mais adequado para a solução consensual para uma ação ajuizada como 
divórcio litigioso. 
d) Na sua atuação, o mediador deverá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer 
tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. 
e) O conciliador e o mediador, assim como os membros de suas equipes, não poderão depor acerca de fatos 
ou elementos oriundos da conciliação ou da mediação. 
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26. (VUNESP/DPE-RO – Defensor Público/2017) O valor da causa poderá ser impugnado 
a) como preliminar de contestação. 
b) por meio de exceção. 
c) por meio de incidente processual. 
d) com recurso. 
e) a qualquer tempo, por se tratar de requisito essencial da petição inicial. 
27. (FCC/DPE-SC – Defensor Público/2017) O autor de uma ação deixou de comparecer à audiência de 
tentativa de conciliação, razão pela qual o juiz impôs-lhe multa. Diante desta decisão, 
a) há previsão expressa de cabimento de apelação contra tal decisão, de modo que cabe ao interessado o 
ônus de recorrer no prazo de quinze dias a partir da intimação da decisão que impôs a multa, sob pena de 
preclusão. 
b) não há previsão expressa de recurso imediato, mas não haverá preclusão imediatamente, de modo que a 
questão poderá ser suscitada em preliminar de apelação contra a decisão final, ou nas contrarrazões. 
c) é irrecorrível e, assim, também não se submete a preclusão e pode ser revista em qualquer momento do 
processo, inclusive em recursos ordinários, por meio de simples petição. 
d) há previsão expressa de cabimento de agravo de instrumento, de modo que cabe ao interessado o ônus 
de recorrer no prazo de quinze dias a partir da intimação desta decisão, sob pena de preclusão. 
e) não há previsão expressa de recurso imediato, mas não haverá preclusão, de modo que a decisão poderá 
ser suscitada em preliminar de apelação contra a decisão final e desde que esta seja desfavorável ao autor. 
28. (CESPE/DPE-AL – Defensor Público/2017) No processo de conhecimento, o réu devidamente citado 
que, injustificadamente, não comparecer à audiência de conciliação 
a) será considerado revel e seu ato será considerado atentatório à dignidade da justiça. 
b) será sancionado com multa, cujo valor deve ser revertido em favor da União ou do estado. 
c) será considerado revel e sancionado com multa, cujo valor deve ser revertido em favor da União ou do 
estado. 
d) será sancionado com multa, cujo valor deve ser revertido em favor do autor. 
e) terá o prazo de dez dias para manifestar seu interesse na autocomposição. 
29. (DPE-MT/DPE-MT – Defensor Público/2016) Acerca dos precedentes no Código de Processo Civil 
(CPC/2015), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 
( ) Autorizam o julgamento de improcedência liminar do pedido: os enunciados de súmula do Supremo 
Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, acórdãos proferidos pelo Superior Tribunal de Justiça e 
Supremo Tribunal Federal em julgamento de recursos repetitivos, entendimento firmado em incidente de 
resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência e enunciado de súmula de Tribunal de 
Justiça sobre direito local. 
( ) Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para garantir a observância de enunciado 
de súmula vinculante, de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de 
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constitucionalidade, de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas 
ou de incidente de assunção de competência. 
( ) Nos Tribunais, poderá o relator negar provimento a recurso que for contrário à súmula do Supremo 
Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal, acórdão proferido pelo Supremo 
Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos e entendimento 
firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência. 
( ) Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário ou ao órgão especial a arguição de 
inconstitucionalidade quando já houver pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal 
de Justiça, do próprio tribunal ou acórdão proferido em incidente de resolução de demandas repetitivas ou 
de assunção de competência. 
( ) A reclamação poderá ter como objeto sentença, quando for destinada a garantir a observância de acórdão 
proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos. 
Assinale a sequência correta. 
a) F, V, F, V, F 
b) F, F, V, F, F 
c) V, F, V, V, V 
d) V, F, F, V, V 
e) V, V, V, F, F 
Procurador 
30. Fundação Vunesp/PGM - Mugi das Cruzes/Procurador/2024) Juliana propôs ação de alimentos em 
face de seu ex-marido, Ronaldo, requerendo o pagamento mensal no valor de mil reais. Ao final, 
estabeleceu como valor da causa o valor de dez mil reais. Diante da situação hipotética, assinale a 
alternativa correta. 
a) O valor da causa está correto e a ação deverá prosseguir normalmente. 
b) Ronaldo poderá impugnar o valor atribuído à causa a qualquer momento e o juiz decidirá a respeito. 
c) Ronaldo deverá impugnar o valor atribuído à causa em preliminar da contestação, sob pena de preclusão, 
e o juiz decidirá a respeito, julgando, se for o caso, a extinção da ação sem resolução do mérito. 
d) O juiz poderá corrigir de ofício, determinando o recolhimento das custas correspondentes, além do 
pagamento de multa por litigância de má-fé. 
e) O juiz corrigirá de ofício e por arbitramento, caso em que Juliana procederá ao recolhimento das custas 
correspondentes. 
31. (CESBRASPE/AGU - Procurador Federal/2023) De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), 
julgue os seguintes itens, acerca do julgamento conforme o estado do processo. 
I O juiz poderá decidir parcialmente o mérito unicamente quando um ou mais dos pedidos formulados 
mostrar-se incontroverso. 
II caberá agravo de instrumento contra a decisão parcial de mérito. 
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III Quando um ou mais dos pedidos formulados, ou parte deles, mostra-se incontroverso e (ou) estiver em 
condições de imediato julgamento, haverá o pronunciamento judicial antecipado parcial do mérito da causa. 
IV A questão parcialmente resolvida poderá ser suscitada em preliminar de apelação eventualmente 
interposta contra a decisão final de mérito. 
Assinale a opção correta. 
a) apenas o item i está certo. 
b) apenas o item iv está certo. 
c)apenas os itens i ii estão certos. 
d) apenas os itens ii e iii estão certos. 
e) apenas os itens iii e iv estão certos. 
32. (CESBRASPE/AGU - Procurador Federal/2023) Conforme a legislação processual civil e a 
jurisprudência do STJ no que se refere aofor imprescindível. 
Parágrafo único. A carta precatória e a carta rogatória não devolvidas no prazo ou concedidas 
sem efeito suspensivo poderão ser juntadas aos autos a qualquer momento. 
 
 
10 STJ, 3ª T, AgInt no AREsp 846717/RS, Rel. Min. Moura Ribeiro, d.j. 30/11/17. 
11 STJ, 3ª Turma, processo sob segredo de justiça, Rel. Min. Moura Ribeiro, d.j. 21/06/22. 
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Enunciado 695, FPPC: A suspensão do julgamento da causa de que trata o art. 377 é aplicável ao 
requerimento de produção de prova ou de verificação de determinado fato veiculado por 
qualquer meio de cooperação judiciária. 
 
Inciso VI – Força Maior 
Art. 313. Suspende-se o processo: VI - por motivo de força maior; 
Nesses casos, o processo deve ser considerado suspenso desde o momento em que ocorreu a força maior 
ou caso fortuito. 
Exemplo: O maior exemplo é da suspensão dos processos pela pandemia da Covid-19 (Resolução n. 
313/2020, CNJ). 
Inciso VII – Tribunal Marítimo 
Art. 313. Suspende-se o processo: VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de 
acidentes e fatos da navegação de competência do Tribunal Marítimo; 
Inciso VIII – Demais Casos 
Art. 313. Suspende-se o processo: VIII - nos demais casos que este Código regula. 
Tal previsão retrata que o rol do art. 313 é meramente exemplificativo. 
Ex: instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica (art. 134, §3º, CPC), se não for 
requerido na petição inicial. 
a) Feito na petição inicial: não suspende o processo 
b) Feito incidentalmente: suspende o processo 
Art. 134, § 2o Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade 
jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica. 
§ 3o A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2º. 
Inciso IX e X 
A Lei n. 13.363/16 alterou não só o CPC, mas também o estatuto da OAB para dispor sobre alguns direitos 
dos advogados. 
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Art. 313. Suspende-se o processo: IX - pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a 
advogada responsável pelo processo constituir a única patrona da causa; (Incluído pela Lei nº 
13.363, de 2016) 
X - quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e tornar-
se pai. (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
§ 6o No caso do inciso IX, o período de suspensão será de 30 (trinta) dias, contado a partir da 
data do parto ou da concessão da adoção, mediante apresentação de certidão de nascimento ou 
documento similar que comprove a realização do parto, ou de termo judicial que tenha 
concedido a adoção, desde que haja notificação ao cliente. (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
§ 7o No caso do inciso X, o período de suspensão será de 8 (oito) dias, contado a partir da data 
do parto ou da concessão da adoção, mediante apresentação de certidão de nascimento ou 
documento similar que comprove a realização do parto, ou de termo judicial que tenha 
concedido a adoção, desde que haja notificação ao cliente. (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
A Lei n. 13.363/16 também acrescentou o art. 7º-A no Estatuto da OAB para prever o seguinte: 
Art. 7o-A. São direitos da advogada: (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
I - gestante: (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
a) entrada em tribunais sem ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X; 
(Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
b) reserva de vaga em garagens dos fóruns dos tribunais; (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
II - lactante, adotante ou que der à luz, acesso a creche, onde houver, ou a local adequado ao 
atendimento das necessidades do bebê; (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
III - gestante, lactante, adotante ou que der à luz, preferência na ordem das sustentações orais e 
das audiências a serem realizadas a cada dia, mediante comprovação de sua condição; (Incluído 
pela Lei nº 13.363, de 2016) 
IV - adotante ou que der à luz, suspensão de prazos processuais quando for a única patrona da 
causa, desde que haja notificação por escrito ao cliente. (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
§ 1o Os direitos previstos à advogada gestante ou lactante aplicam-se enquanto perdurar, 
respectivamente, o estado gravídico ou o período de amamentação. (Incluído pela Lei nº 13.363, 
de 2016) 
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§ 2o Os direitos assegurados nos incisos II e III deste artigo à advogada adotante ou que der à luz 
serão concedidos pelo prazo previsto no art. 392 do Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943 
(Consolidação das Leis do Trabalho) (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
§ 3o O direito assegurado no inciso IV deste artigo à advogada adotante ou que der à luz será 
concedido pelo prazo previsto no § 6o do art. 313 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 
(Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016) 
2.3 - Art. 314 
Art. 314. Durante a suspensão é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, 
todavia, determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, salvo no caso 
de arguição de impedimento e de suspeição. 
Durante a suspensão, o juiz poderá determinar a realização de atos urgentes para prevenir danos 
irreparáveis. Todavia, nos casos de impedimento e suspeição, em que o processo está suspenso, o juiz nem 
mesmo poderá decidir nos casos urgentes. Nesse caso, a tutela de urgência é apreciada pelo substituto legal 
do juiz impedido ou suspeito. 
Art. 146, § 3o Enquanto não for declarado o efeito em que é recebido o incidente ou quando este 
for recebido com efeito suspensivo, a tutela de urgência será requerida ao substituto legal. 
Se o relator não receber o incidente no efeito suspensivo, o processo corre perante o juiz acusado de 
impedimento ou suspeição, que poderá proferir decisões, inclusive as de urgência. 
2.4 - Art. 315 
Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, 
o juiz pode determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal. 
§ 1o Se a ação penal não for proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da intimação do ato 
de suspensão, cessará o efeito desse, incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a 
questão prévia. 
§ 2o Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo prazo máximo de 1 (um) ano, ao final 
do qual aplicar-se-á o disposto na parte final do § 1o. 
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Lembrem-se de que as instâncias são independentes. Contudo, o juízo cível ficará vinculado à conclusão do 
juízo criminal se este decidir pela inexistência do fato OU negativa de autoria)12. 
Proposta a ação penal, qual o prazo máximo de suspensão? 
Art. 315, § 2o Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo prazo máximo de 1 (um) 
ano, ao final do qual aplicar-se-á o disposto na parte final do § 1o. 
 
Suspensão do Processo: Prazos 
i- Quando advogado único da causa se torna pai: até 8 dias 
ii- morte de procurador da parte ré ou da parte autora: 15 dias 
iii- parto/adoção de advogada única: 30 dias 
iv- Prazo de espera para ajuizamento da ação penal: 3 meses 
v- morte da parte ré: juiz intima parte autora para que busque citar o espólio/herdeiros num 
prazo razoável, mínimo de 2 e máximo de 6 meses. 
vi- convenção das partes: até 6 meses. 
vii- espera de julgamento de outra causa ou declaração de existência de relação jurídica: até 1 
ano 
viii- espera para julgamento da ação penal: 1 ano 
ix- Caso de incapacidade/irregularidadepedido de desistência de ação ajuizada contra pessoa jurídica de 
direito público, da administração pública federal, assinale a opção correta. 
a) o requerimento de desistência deve ser inferido de ofício pelo juiz, porque a presença de ente público 
torna a demanda indisponível. 
b) somente até o momento do saneamento do processo, quando ocorre a estabilização da demanda, será 
possível a apresentação de pedido de desistência. 
c) o requerimento de desistência, seja qual for o momento processual de sua apresentação pelo autor, 
depende sempre do consentimento prévio da fazenda pública. 
d) caso a desistência seja apresentada após o oferecimento de contestação, será legítima a exigência de 
renúncia expressa do autor ao direito sobre o qual se funda a ação, para que a fazenda pública concorde 
com o requerimento. 
e) o cpc proíbe o requerimento de desistência da ação caso tenha sido oferecida reconvenção pelo ente 
público. 
33. (FMP/PGE-AC – Procurador do Estado/2017) Considere as seguintes afirmativas sobre os temas da 
suspensão e da extinção do processo no âmbito do Código de Processo Civil. Assinale a alternativa 
INCORRETA. 
a) Suspende-se o processo quando o advogado responsável por ele constituir o único patrono da causa e 
tomar-se pai. 
b) Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, o juiz pode 
determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal. 
c) Durante a suspensão, é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, todavia, determinar a 
realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, inclusive no caso de arguição de impedimento 
e de suspeição. 
d) A extinção do processo dar-se-á por sentença. 
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e) Antes de proferir decisão sem resolução de mérito, o juiz deverá conceder à parte oportunidade para, se 
possível, corrigir o vício. 
34. (VUNESP/Prefeitura de Bauru-SP/2018) Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, 
decisões interlocutórias e despachos. No que concerne à sentença, assinale a alternativa correta. 
a) O juiz resolverá o mérito quando verificar a impossibilidade jurídica do pedido do autor e a ausência de 
interesse de agir. 
b) O juiz resolverá o mérito da lide, quando em caso de morte do autor, a ação for considerada 
intransmissível por disposição legal. 
c) A extinção do processo por perempção pode ser reconhecida de ofício pelo juiz da causa, na audiência de 
instrução designada para realização de oitiva de testemunha arrolada em contestação. 
d) Se o autor der causa, por 3 (três) vezes, a sentença fundada em abandono da causa, não poderá propor 
nova ação contra o réu com o mesmo objeto, nem tampouco, se demandado, alegar em defesa o seu direito. 
e) Desde que possível, o juiz resolverá o mérito sempre que a decisão for favorável à parte a quem 
aproveitaria eventual pronunciamento proferido em sentença terminativa. 
35. (VUNESP/Prefeitura de Marília-SP/2017) O juiz resolverá o mérito quando 
a) a petição inicial for indeferida. 
b) verificar a ausência de pressupostos de constituição do processo. 
c) reconhecer a existência de coisa julgada. 
d) homologar a desistência da ação. 
e) homologar a transação. 
36. (VUNESP/Prefeitura de Andradina-SP/2017) Miranda é réu numa ação que lhe moveu Jair. 
Apresentou sua defesa contra a tese do autor, sendo que esta foi acolhida pelo primeiro grau, entendendo 
ter Miranda razão em seus argumentos. Jair fez apelação contra a decisão, recurso este que ainda não foi 
julgado. Além disso, propôs outra ação para tentar receber os mesmos valores que fomentaram a primeira 
demanda. 
Diante dessa situação hipotética, é correto afirmar que 
a) a segunda ação não pode prosperar, por já ter se vislumbrado a formação de coisa julgada material na 
primeira demanda, devendo ser julgada extinta sem conhecimento do mérito. 
b) estando ainda em curso a primeira ação, a segunda demanda deve ser considerada como litispendente e, 
portanto, julgada extinta com resolução de mérito. 
c) a primeira ação apenas formou coisa julgada formal, por isso é possível a rediscussão do mesmo assunto 
em outra demanda, mesmo estando ela em curso. 
d) a segunda ação deve ser julgada extinta sem resolução de mérito, por listipendência com a primeira ação, 
que ainda não formou coisa julgada material ou formal, tendo em vista que pende o julgamento do recurso. 
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e) a primeira e a segunda ação têm pedidos distintos, e mesmo havendo coincidência de causa de pedir, os 
pedidos são diversos, pois requeridos em momentos diferentes, sendo possível que ambas tramitem em 
conjunto. 
37. (VUNESP/Procurador do Município – Rosana-SP/2016) Assinale a alternativa correta com relação à 
formação, suspensão e extinção do processo. 
a) Nos embargos de terceiro, quando seu objeto não abranger todos os bens, o processo principal não ficará 
suspenso em relação aos bens não embargados 
b) É facultado ao autor a modificação do pedido até a realização da audiência preliminar, quando houver, ou 
início da fase instrutória. 
c) O reconhecimento da incompetência absoluta acarreta na extinção do processo sem resolução do mérito. 
d) É vedada a suspensão do processo de execução com fundamento na inexistência de bens penhoráveis do 
devedor. 
e) O autor pode desistir da ação em qualquer fase processual, independentemente do consentimento do 
réu, levando à extinção do processo sem resolução do mérito. 
38. (CESPE/PGM-Manaus/2018) À luz das disposições do CPC relativas aos atos processuais, julgue o 
item subsequente. 
É vedado ao juiz julgar pedido realizado em petição inicial sem antes citar o réu, em atenção aos princípios 
do contraditório e da ampla defesa. 
39. (CESPE/PGM – Manaus/2018) À luz das disposições do CPC relativas aos atos processuais, julgue o 
item subsequente. 
O réu que não comparecer injustificadamente a audiência de conciliação ou mediação designada pelo juiz 
será considerado revel. 
40. (FUNDATEC/PGM – POA – Procurador/2016) Em relação ao procedimento comum tratado no 
Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/15), analise as assertivas a seguir: 
I. A audiência de conciliação ou mediação não será realizada somente se ambas as partes expressamente 
manifestarem o desinteresse ou quando a causa não admitir autocomposição. 
II. Na fase de saneamento e organização do processo, se a causa apresentar complexidade em matéria de 
fato ou de direito, deverá o juiz designar audiência para que o saneamento seja feito em cooperação com as 
partes, oportunidade em que o juiz, se for o caso, convidará as partes a esclarecer suas alegações. 
III. Iniciada a audiência de instrução e julgamento, o juiz tentará conciliar as partes, independentemente do 
emprego anterior de outros métodos de solução consensual de conflitos, como a mediação e a arbitragem. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas II. 
b) Apenas III. 
c) Apenas I e II. 
d) Apenas II e III. 
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e) I, II e III. 
41. (FMP Concursos/PGE-AC – Procurador/2017) Considere as seguintes afirmativas sobre o tema da 
petição inicial no âmbito do Código de Processo Civil. Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive 
os honorários advocatícios. 
b) É licita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, desde que entre eles 
haja necessária conexão. 
c) Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será admitida a cumulação se o 
autor empregar o procedimento comum, sendo absolutamenteda representação: juiz determinará prazo razoável para 
sanar o vício 
x- IRDR: até o julgamento da matéria idêntica 
3 - EXTINÇÃO DO PROCESSO 
3.1 – Introdução 
Art. 316 
 
 
12 Atenção: A decretação da prescrição da pretensão punitiva do Estado na ação penal não fulmina o interesse processual no 
exercício da pretensão indenizatória a ser deduzida no juízo cível pelo mesmo fato. STJ. 3ª T. REsp 1.802.170-SP, Rel. Min. Nancy 
Andrighi, d.j. 20/02/20 (info 666). 
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Art. 316. A extinção do processo dar-se-á por sentença. 
Art. 203, § 1o Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é o 
pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487 (conteúdo), põe 
fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução (efeito, finalidade). 
Em quais ocasiões o juiz pode extinguir o processo (art. 316)? 
As mais comuns e cobradas em prova são: 
i- antes da citação do réu, o juiz já pode extinguir o processo ou colocar fim à fase cognitiva do procedimento 
comum pelo indeferimento da inicial (art. 330 c/c art. 485, I, CPC) ou pela improcedência liminar do pedido 
(art. 332, CPC); 
ii- depois da citação do réu, no procedimento ordinário, o juiz pode extinguir o processo se houver acordo 
na audiência de conciliação e mediação (art. 487, III, “b”); 
iii- se não houver acordo, o juiz pode julgar o processo conforme o estado em que se encontra (arts. 354 e 
355); 
iv- se não for o caso de julgamento do processo nessa etapa, o juiz extinguirá o processo ou colocará fim à 
fase cognitiva do procedimento comum na audiência de instrução e julgamento, momento no qual prolatará 
a sentença. Ou, se a causa for complexa, no prazo de 30 dias depois de apresentadas as razões finais escritas; 
v- Na fase executiva, o juiz extinguirá o processo também por meio de sentença. 
Art. 317 
Art. 317. Antes de proferir decisão sem resolução de mérito, o juiz deverá conceder à parte 
oportunidade para, se possível, corrigir o vício. 
Esse art. 317 é uma concretização do princípio da primazia da decisão de mérito. 
Art. 4o As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída 
a atividade satisfativa. 
Isso significa que a extinção sem resolução de mérito (art. 485, CPC) é um fim anômalo do processo. Diante 
disso, cabe ao juiz, exercendo o seu dever de cooperação (art. 6º, CPC) envidar esforços para que os vícios 
sejam corrigidos e haja uma apreciação do mérito do processo. 
Feita essa introdução, vejamos os casos de extinção do processo sem e com resolução do mérito. 
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3.2 Extinção do Processo Sem Resolução do Mérito 
No Processo Civil Brasileiro, para o juiz analisar o mérito, terá de passar por duas etapas prévias. 
1ª etapa: verificação dos pressupostos processuais; 
2ª etapa: verificação das condições da ação. 
i- legitimidade ad causam; 
ii- interesse de agir. 
Art. 17. Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: VI - verificar ausência de legitimidade ou de 
interesse processual; 
3ª etapa: análise do mérito. 
Se o processo é interrompido nas duas etapas anteriores, teremos um julgamento sem resolução do mérito. 
Assim, como o Estado não cumpriu sua finalidade de resolver o conflito (o mérito), haverá coisa julgada 
formal, isto é, apenas dentro do processo em que foi produzida. A parte poderá, em regra, repropor 
demanda similar, pois não há coisa julgada material. 
Art. 486. O pronunciamento judicial que não resolve o mérito não obsta a que a parte proponha 
de novo a ação. 
Excepcionalmente, nos casos do art. 486, §1º, CPC, não será possível a repropositura da demanda, salvo se 
se corrigir o vício que gerou a extinção. 
Art. 486. § 1o No caso de extinção em razão de litispendência e nos casos dos incisos I, IV, VI e 
VII do art. 485, a propositura da nova ação depende da correção do vício que levou à sentença 
sem resolução do mérito. 
3.2.1 Inciso I 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: I - indeferir a petição inicial; 
As hipóteses de indeferimento da petição inicial estão no art. 330, CPC. 
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando: I - for inepta; II - a parte for manifestamente 
ilegítima; III - o autor carecer de interesse processual; IV - não atendidas as prescrições dos arts. 
106 e 321. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art485i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art485i
 
 
 
 
 
 
 
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§ 1o Considera-se inepta a petição inicial quando: I - lhe faltar pedido ou causa de pedir; II - o 
pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico; 
III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; IV - contiver pedidos 
incompatíveis13 entre si. 
§ 2o 14Nas ações que tenham por objeto a revisão de obrigação decorrente de empréstimo, de 
financiamento ou de alienação de bens, o autor terá de, sob pena de inépcia, discriminar na 
petição inicial, dentre as obrigações contratuais, aquelas que pretende controverter, além de 
quantificar o valor incontroverso do débito. 
§ 3o Na hipótese do § 2o, o valor incontroverso deverá continuar a ser pago no tempo e modo 
contratados. 
Só haverá indeferimento da petição inicial antes da citação do réu. Depois, terá de aplicar o art. 485, CPC. 
3.2.2 Inciso II 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: II - o processo ficar parado durante mais de 1 
(um) ano por negligência das partes; 
A paralisação por mais de um ano deve derivar da negligência das partes e não da pendência de algum ato 
judicial determinado pelo juízo. 
Aplica-se o mesmo raciocínio da súmula 106, STJ. 
Súmula 106, STJ: Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por 
motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, não justifica o acolhimento da argüição de 
prescrição ou decadência. 
O art. 485, §1º, CPC diz que a parte deve ser intimada pessoalmente para dar andamento no prazo de 5 dias. 
§ 1o Nas hipóteses descritas nos incisos II e III, a parte será intimada pessoalmente para suprir a 
falta no prazo de 5 (cinco) dias. 
 
 
13Os pedidos incompatíveis só geram indeferimento da PI na cumulação própria (simples e sucessiva). Na cumulação imprópria, é 
possível pedidos incompatíveis, pois o juiz irá acolher apenas um deles. 
14 Assumpção diz que os parágrafos 2º e 3º do art. 330 devem ser lidos no seguinte sentido. Se ocorrerem essas hipóteses, deve o 
juiz, primeiro, intimar para o autor emendar a PI. E, apenas se não o fizer, indeferir a petição inicial. 
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§ 2o No caso do § 1o, quanto ao inciso II, as partes pagarão proporcionalmente as custas, e, 
quanto ao inciso III, o autor será condenado ao pagamento das despesas e dos honorários de 
advogado. 
3.2.3 Inciso III 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: III - por não promover os atos e as diligências 
que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias; 
A doutrina (Nelson Nery, Leonardo Greco) entende que a análise não deve ser objetiva, isto é, o juiz deve 
considerar o real intuito do autor em abandonar o processo. Por isso, se tiver passado os 30 dias, mas o juiz 
não tiver extinto ainda o feito e o autor se manifesta, é tranquilo o entendimento de que o juiz pode aceitar 
tal manifestação. 
§ 1o Nas hipóteses descritas nos incisosII e III, a parte será intimada pessoalmente para suprir a 
falta no prazo de 5 (cinco) dias. 
§ 2o No caso do § 1o, quanto ao inciso II, as partes pagarão proporcionalmente as custas, e, 
quanto ao inciso III, o autor será condenado ao pagamento das despesas e dos honorários de 
advogado. 
 
Art. 485, § 6o Oferecida a contestação, a extinção do processo por abandono da causa pelo autor 
depende de requerimento do réu. 
Súmula 240, STJ: A extinção do processo, por abandono da causa pelo autor, depende de 
requerimento do réu. 
Assim, o marco temporal é “oferecida a contestação”. Antes de oferecida a contestação, a extinção do 
processo pode ser feita de ofício, sem necessidade de requerimento do réu. 
A regra do art. 485, §6o é excepcionada no caso de abandono da fazenda nas execuções fiscais não 
embargadas, permitindo-se que o juízo extinga o processo de ofício, sem precisar do requerimento do réu 
(AgRg no REsp 1.450.799-RN, Rel. Min. Assusete Magalhães, julgado em 21/8/2014 (informativo 549). 
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http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1450799
 
 
 
 
 
 
 
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Essa intimação, como disse nos incisos II e III, deve ser pessoal15. Na emenda da petição inicial (art. 321), 
porém, a intimação pessoal não é necessária. 
Em algumas situações, o abandono não gera extinção do processo sem resolução do mérito. 
Ex1: no cumprimento de sentença, o “abandono pelo exequente” apenas dá início ao prazo da prescrição 
intercorrente (art. 921, par. 4o). 
Art. 921. Suspende-se a execução: III - quando o executado não possuir bens penhoráveis; 
§ 1o Na hipótese do inciso III, o juiz suspenderá a execução pelo prazo de 1 (um) ano, durante o 
qual se suspenderá a prescrição. 
§ 4o Decorrido o prazo de que trata o § 1o sem manifestação do exequente, começa a correr o 
prazo de prescrição intercorrente. 
A extinção por 3 vezes pelos motivos dos incisos I e II ocasionadas pelo autor geram a perempção (art. 486, 
par. 3o), isto é, o autor não poderá repropor pela 4ª vez aquela mesma demanda. 
Art. 486, § 3o Se o autor der causa, por 3 (três) vezes, a sentença fundada em abandono da causa, 
não poderá propor nova ação contra o réu com o mesmo objeto, ficando-lhe ressalvada, 
entretanto, a possibilidade de alegar em defesa o seu direito. 
O autor não poderá repropor a demanda com aquele objeto, mas poderá suscitar seu direito em sua defesa, 
caso seja demandado. 
3.2.4 Inciso IV 
Art. 485, IV - verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e 
regular do processo; 
Como vimos, dentro dos pressupostos processuais, temos: 
i- pressupostos processuais de existência: 
a) juiz; 
b) partes (capacidade de ser parte); 
 
 
15 Para emendar a petição inicial, porém, não precisa de intimação pessoal. 
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c) demanda. 
ii- requisitos processuais de validade: 
a) competência e imparcialidade do juiz; 
b) capacidade processual da parte e capacidade postulatória; 
c) requisitos objetivos intrínsecos (regularidade formal) e extrínsecos – negativos (inexistência de 
perempção, litispendência, coisa julgada e convenção de arbitragem) 
Percebe-se, pois, que nem sempre a ausência é que gera a extinção do processo sem resolução do mérito. 
No caso dos requisitos extrínsecos negativos, a ausência é o que se deseja para resolver o mérito, isto é, é 
preciso que não haja perempção, litispendência, coisa julgada e convenção de arbitragem. 
O juiz não deve declarar a nulidade se o juiz estiver em condições de julgar o mérito em favor da parte a 
quem aproveite a nulidade (art. 282, §2º, CPC). 
Art. 282, § 2o Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação 
da nulidade, o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. 
O juiz deve analisar de ofício a existência ou não dos pressupostos processuais (art. 337, §5º). 
Agora, se constatar de ofício algum vício, não poderá decidir sem antes dar oportunidade às partes para se 
manifestarem sobre. 
Art. 10. O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a 
respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate 
de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. 
3.2.5 Inciso V 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: V - reconhecer a existência de perempção, de 
litispendência ou de coisa julgada; 
Perempção visa a evitar o abuso no exercício do direito de demandar. Assim, se uma mesma ação é proposta 
pela 4ª vez, tendo sido extintos os três processos anteriores por abandono bilateral (inciso II) ou unilateral 
do autor (inciso III), essa 4ª demanda será extinta sem resolução do mérito com fundamento no art. 485, 
V. 
Art. 486, § 3o Se o autor der causa, por 3 (três) vezes, a sentença fundada em abandono da causa, 
não poderá propor nova ação contra o réu com o mesmo objeto, ficando-lhe ressalvada, 
entretanto, a possibilidade de alegar em defesa o seu direito. 
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Atenção: não poderá propor a demanda, mas poderá alegar aquele direito em sua defesa, caso seja 
demandado. 
Litispendência, neste dispositivo, quer dizer a existência de dois ou mais processos em trâmite com os 
mesmos elementos da ação (mesmas partes, pedido e causa de pedir). É a famosa teoria da tríplice 
identidade. 
Art. 337, § 1o Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação 
anteriormente ajuizada. 
§ 2o Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o 
mesmo pedido. 
§ 3o Há litispendência quando se repete ação que está em curso. 
O STJ já entendeu existir litispendência entre ação ordinária e mandado de segurança, ainda que diversas as 
partes. 
Ocorre coisa julgada, por sua vez, quando for repetida a ação que já foi julgada no mérito por decisão 
transitada em julgado em processo anteriormente proposto. O fenômeno aqui é da coisa julgada material, 
que impede a rediscussão não só no mesmo processo (coisa julgada formal), mas também para além dele, 
em qualquer outra demanda (coisa julgada material). 
Art. 337, § 4o Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada 
em julgado. 
O juiz deve analisar de ofício a existência ou não perempção, de litispendência ou de coisa julgada (art. 337, 
V, VI e VII c/c §5º; art. 485, V c/c §3º, todos do CPC/15). 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: V - perempção; VI - litispendência; 
VII - coisa julgada; 
§ 5o Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de 
ofício das matérias enumeradas neste artigo. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: V - reconhecer a existência de perempção, de 
litispendência ou de coisa julgada; 
Art. 485, § 3o O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em 
qualquer tempo e grau de jurisdição, enquanto não ocorrer o trânsito em julgado. 
3.2.6 Inciso VI 
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Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: VI - verificar ausência de legitimidade ou de 
interesse processual; 
O juiz deve analisar de ofício a existência ou não das condições da ação. 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: XI - ausência de legitimidade ou de 
interesse processual; 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: VI - verificar ausência de legitimidade ou de 
interesse processual; 
§ 5o Excetuadas aconvenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de 
ofício das matérias enumeradas neste artigo. 
Art. 485, § 3o O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em 
qualquer tempo e grau de jurisdição, enquanto não ocorrer o trânsito em julgado. 
Agora, se constatar de ofício algum vício, não poderá decidir sem antes dar oportunidade às partes para se 
manifestarem sobre. 
Art. 10. O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a 
respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate 
de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. 
3.2.7 Inciso VII 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: VII - acolher a alegação de existência de 
convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência. 
O juiz não pode reconhecer de ofício a convenção de arbitragem (art. 337, §5º, CPC). 
Se as partes não alegarem, presume-se que querem a intervenção do Poder Judiciário para solucionar sua 
lide. 
Sobre a natureza jurídica da arbitragem e demais aspectos, já discorremos no curso. 
DESISTÊNCIA RENÚNCIA 
É um ato do autor em abrir mão do processo 
sem abrir mão do direito. 
Assim, permite que o autor reproponha aquela 
demanda posteriormente. 
É um ato de abrir mão do próprio direito 
material. 
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3.2.8 Inciso VIII 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: VIII - homologar a desistência da ação; 
§ 4o Oferecida a contestação, o autor não poderá, sem o consentimento do réu, desistir da ação. 
§ 5o A desistência da ação pode ser apresentada até a sentença. 
Art. 200. Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial. 
Infere-se, pois, que, após o oferecimento da contestação, o juiz só poderá acolher o pedido de desistência e 
prolatar a sentença nos termos do art. 485, VIII, CPC, se o réu concordar. 
Se o réu não contestar, ou ficar em silêncio, porém, o juiz está autorizado a acolher o pleito de desistência. 
Ainda, segundo o STJ, a recusa do réu deve ser fundamentada. De todo modo, para o mesmo STJ, basta o 
réu dizer o óbvio, isto é, de que quer que haja decisão de mérito (é preferível sentença definitiva a 
terminativa, pois fará coisa julgada). 
Nos casos em que a Fazenda Pública federal for ré, o art. 3º, da Lei n. 9.469/97 dispõe que ela poderá anuir 
com a desistência pleiteada pelo autor desde que este renuncie expressamente o direito sobre o qual se 
funda a ação, gerando, portanto, uma sentença de mérito e apta à coisa julgada material. 
 Assim, não autoriza a repropositura da 
demanda com objeto (direito material) que já 
foi renunciado. 
Não é uma forma de submissão do autor 
perante o réu. 
É uma forma de submissão do autor frente ao 
réu. Lembrem-se que quando é feita em juízo, a 
submissão do autor se chama renúncia (art. 
487, III, “c”, CPC); a do réu se chama 
reconhecimento da procedência do pedido (art. 
487, III, “a”, CPC). 
Ocasionará sentença terminativa (art. 485, VIII, 
CPC) 
Ocasionará sentença de mérito (art. 487, III, “c”, 
CPC) 
Após o oferecimento da contestação, o juiz só 
poderá acolher o pedido de desistência e 
prolatar a sentença nos termos do art. 485, VIII, 
CPC, se o réu concordar. 
Não precisa de consentimento do réu para o juiz 
prolatar a sentença nos termos do art. 487, III, 
“c”, CPC. 
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Art. 3º As autoridades indicadas no caput do art. 1º poderão concordar com pedido de 
desistência da ação, nas causas de quaisquer valores desde que o autor renuncie expressamente 
ao direito sobre que se funda a ação (art. 269, inciso V, do Código de Processo Civil). 
Parágrafo único. Quando a desistência de que trata este artigo decorrer de prévio requerimento 
do autor dirigido à administração pública federal para apreciação de pedido administrativo com 
o mesmo objeto da ação, esta não poderá negar o seu deferimento exclusivamente em razão da 
renúncia prevista no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) 
O STJ tem considerado legítima essa exigência. 
Mas atenção, pois a exigência vale para a fase de conhecimento, não se aplicando, segundo o STJ16, para a 
execução de título judicial, pois o exequente não pode mais renunciar ao direito material, já que foi 
reconhecido na decisão judicial. 
Doutro lado, não é preciso aceitação na desistência do MS e na hipótese do art. 1.040, §2º17. 
Por fim, lembrem-se que desistência da ação é diferente de desistência do recurso. 
DESISTÊNCIA DA AÇÃO DESISTÊNCIA DO RECURSO 
Após o oferecimento da contestação, o juiz só 
poderá acolher o pedido de desistência e 
prolatar a sentença nos termos do art. 485, VIII, 
CPC, se o réu concordar. 
Não precisa de consentimento do da parte 
contrária (art. 998, CPC18). 
Depende de homologação judicial (art. 200, 
parágrafo único) 
Independe de homologação 
3.2.9 Inciso IX 
 
 
16 STJ, 1ª T, REsp 1769643/PE, Rel. Min. Kukina, d.j. 07/06/22, info 742. 
17 Art. 1.040, § 1o A parte poderá desistir da ação em curso no primeiro grau de jurisdição, antes de proferida a sentença, se a 
questão nela discutida for idêntica à resolvida pelo recurso representativo da controvérsia. § 2o Se a desistência ocorrer antes de 
oferecida contestação, a parte ficará isenta do pagamento de custas e de honorários de sucumbência. § 3o A desistência 
apresentada nos termos do § 1o independe de consentimento do réu, ainda que apresentada contestação. 
18 Art. 998. O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, desistir do recurso. 
Parágrafo único. A desistência do recurso não impede a análise de questão cuja repercussão geral já tenha sido reconhecida e 
daquela objeto de julgamento de recursos extraordinários ou especiais repetitivos. 
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Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: IX - em caso de morte da parte, a ação for 
considerada intransmissível por disposição legal; 
Por exemplo, demanda de divórcio, com falecimento posterior de um dos cônjuges, sendo inviável a 
sucessão processual pelos herdeiros ou sucessores. 
A demanda por danos morais se enquadra ou não nesse dispositivo? 
O STJ entende que não, pois a ação que pleiteia danos morais tem natureza patrimonial, que se transmite 
aos herdeiros. A ofensa ao direito de personalidade é apenas daquela vítima, mas o direito à reparação pelo 
ato ilícito tem natureza patrimonial e transmissível. 
3.3 Sentenças Definitivas – Com Resolução de Mérito (art. 487, CPC) 
Assumpção assevera que as cinco espécies de sentença previstas no art. 487 se unem pela definitividade de 
sua decisão, gerando coisa julgada material. 
Art. 487, I 
Apenas uma das cinco espécies do art. 487 efetivamente analisa o direito material alegado (art. 487, I, CPC), 
sendo chamada por alguns de verdadeira ou genuína sentença de mérito. 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: I - acolher ou rejeitar o pedido formulado 
na ação ou na reconvenção; 
Enunciado 160, FPPC: (art. 487, I) A sentença que reconhece a extinção da obrigação pela 
confusão é de mérito. 
Outras três espécies são sentenças homologatórias de mérito (art. 487, III, CPC), que se ligam às hipóteses 
de autocomposição já tratadas no curso. 
Art. 487, III 
Deve-se ter em mente que autocomposição é um gênero, do qual são espécies: 
1 – Transação 
Os conflitantes fazem concessões mútuas e solucionam o conflito. Será prolatada uma sentença 
homologatória de mérito (art. 487, III, “b”, CPC). 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: III - homologar: b) a transação;2 - Submissão 
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Um dos conflitantes se submete à pretensão do outro voluntariamente, abdicando dos seus interesses. 
Quando é feita em juízo, a submissão do autor se chama renúncia (art. 487, III, “c”, CPC); a do réu se chama 
reconhecimento da procedência do pedido (art. 487, III, “a”, CPC). 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: III - homologar: a) o reconhecimento da 
procedência do pedido formulado na ação ou na reconvenção; c) a renúncia à pretensão 
formulada na ação ou na reconvenção. 
Nesses casos, a autocomposição será homologada pelo juiz, prolatando uma sentença de mérito (art. 487, 
III, CPC), com formação de coisa julgada material. 
A autocomposição pode ser alcançada por meio de um diálogo travado apenas pelas partes (negociação 
direta), mas também pode ser alcançada com a ajuda de um terceiro, que é chamado para ajudar as partes 
a chegar à autocomposição (mediação e conciliação). 
Art. 487, II 
Como última espécie de sentença do art. 487, há aquelas que reconhecem a decadência ou prescrição. 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: II - decidir, de ofício ou a requerimento, 
sobre a ocorrência de decadência ou prescrição; 
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1o do art. 33219, a prescrição e a decadência não 
serão reconhecidas sem que antes seja dada às partes oportunidade de manifestar-se. 
Enunciado 161, FPPC: (art. 487, II) É de mérito a decisão que rejeita a alegação de prescrição ou 
de decadência. 
 
Se o juiz perceber que a nulidade aproveita a parte X, mas que a decisão de mérito também lhe será 
favorável, é melhor o juiz julgar o mérito de forma definitiva, produzindo coisa julgada material. 
 
 
19 Art. 332, § 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a ocorrência de 
decadência ou de prescrição. 
Para prova, gravem essa redação legal. Contudo, saibam que a doutrina questiona esse dispositivo, já que o art. 9º (vedação às 
decisões surpresas) deveria incidir também para prescrição e decadência, impondo que o juiz intimasse a parte para tentar 
argumentar a não incidência de prescrição ou decadência no caso. 
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Art. 488. Desde que possível, o juiz resolverá o mérito sempre que a decisão for favorável à 
parte a quem aproveitaria eventual pronunciamento nos termos do art. 485. 
Será melhor para a parte obter o provimento de mérito favorável a ser reconhecida a falta de interesse de 
agir da outra parte, por exemplo. 
PETIÇÃO INICIAL 
1 - REQUISITOS 
1.1 - Forma escrita 
A petição inicial é, em regra, apresentada por escrito. Todavia, há exceções nas quais a demanda pode ser 
oral (ex: juizado especial). 
1.2 - Endereçamento 
Art. 319, I - o juízo a que é dirigida; 
A parte deve endereçar a petição inicial ao órgão jurisdicional que apreciará sua demanda. 
A competência é do juízo da Vara Cível X, da Vara Criminal Y etc. Por isso, não se diz mais “Excelentíssimo Sr. 
Dr. Juiz de Direito da Comarca X”. Deve-se dizer “Ao Juízo Estadual da Comarca X”; “Ao Juízo Federal da Seção 
Judiciária do Amazonas” etc20. 
Qual a importância dessa primeira frase? 
É de suma importância. É neste momento que se demonstra o conhecimento da competência. 
De toda forma, se houver propositura no juízo incompetente, a petição não será indeferida. Caberá ao juízo 
absolutamente incompetente remeter o feito ao juízo competente. Nos casos de incompetência relativa, 
isso dependerá da provocação do réu. 
Ainda, ocorrerá o fenômeno da translatio iudicii, segundo o qual, ao se reconhecer a incompetência, 
preservam-se os efeitos materiais e processuais dos atos (decisórios ou não) já prolatados. 
 
 
20 Egrégio (Colendo) Tribunal de Justiça; Excelso Supremo Tribunal Federal, entre outras. 
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O juízo competente irá receber o processo com a presunção de existência, validade e eficácia dos atos já 
praticados, até que seja proferida outra decisão pelo juízo competente. 
Art. 64, § 3o Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. § 4o Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de 
decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
1.3 - Qualificação das partes 
Art. 319, II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o 
número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, 
o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu; 
Nos casos de pessoa física, o autor deve colocar o nome, prenome, a nacionalidade, o estado civil (inclusive 
se há união estável), profissão, CPF (era exigência do CNJ21 e da Lei n. 11.419/06 e passou a ser incluída no 
CPC/15), domicílio/residência e endereço eletrônico. 
Se for pessoa jurídica, é preciso dizer o tipo (direito público, privado, autarquia, sociedade simples etc.), 
colocar o CNPJ (era exigência do CNJ e passou a ser incluída no CPC/15), e o local da sua sede ou filial, bem 
1.4 - Causa de Pedir 
A petição inicial é instrumento da demanda. Consequentemente, a petição inicial tem de conter os 3 
elementos da demanda: partes, pedido e causa de pedir. 
A causa de pedir, como se sabe, é formada pela exposição dos fatos e fundamentos jurídicos do pedido, já 
que o sistema brasileiro adota a teoria da substanciação da causa de pedir. 
Para aprofundamento na causa de pedir, remeto o leitor ao capítulo sobre elementos da demanda. 
1.5 - Pedido 
Toda petição inicial deve conter, ao menos, um pedido (art. 319, IV), sob pena de ser uma petição inepta. 
Iremos aprofundar esse ponto logo mais. 
 
 
21 Resolução n. 46, CNJ. 
Estratégia Carreira Jurídica
Direito Processual Civil Delegado PF - Prof.: Rodrigo Vaslin
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1.6 - Valor da Causa 
Art. 319. A petição inicial indicará: V - o valor da causa; 
É requisito imprescindível (art. 319, V, CPC), devendo ser fixado em valor certo e em moeda corrente 
nacional. 
Não se admite valor da causa em moeda estrangeira, “valor da causa inestimável”, “valor da causa ínfimo”, 
“o valor de X para fins meramente fiscais” etc. 
Art. 291. A toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha conteúdo econômico 
imediatamente aferível. 
Valor da Causa Legal 
Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: 
I - na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente corrigida do principal, dos juros de 
mora vencidos e de outras penalidades, se houver, até a data de propositura da ação; 
VI - na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia correspondente à soma dos valores de 
todos eles; 
VII - na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior valor; 
VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do pedido principal. 
Como se exerce o controle do valor da causa? 
A atribuição de valor à causa pode ser controlada por provocação do réu OU de ofício. No controle pelo réu, 
conforme CPC/73, ele teria que instaurar um incidente de impugnação ao valor da causa, em autos 
apartados. Conforme o CPC/15, com o intuito de simplificação procedimental (objetivo n. 3, exposição de 
motivos), quase todas as defesas foram concentradas na contestação, inexigindo a formação de autos em 
apartado. 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: III - incorreção do valor da causa; 
Impugnado o valor da causa em contestação, o autor será ouvido em 15 dias. 
Art. 351. Se o réu alegar qualquer das

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