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Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esôfago e Estômago 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
Esôfago 
→ Porções 
> Porção Cervical 
⎯ Extensão: Inicia-se imediatamente após o 
músculo constritor inferior da faringe, na 
altura da margem inferior da cartilagem 
cricoide (nível de C6), e desce pelo pescoço 
até a abertura superior do tórax (nível de 
T1). 
⎯ Morfologia: É a porção inicial e mais 
estreita do órgão. 
⎯ Sintopia (Relações Anatômicas): 
• Anteriormente: Relaciona-se intimamente 
com a parede membranosa da traqueia. O 
nervo laríngeo recorrente esquerdo e 
direito ascendem no sulco 
traqueoesofágico. 
• Posteriormente: Está em contato com a 
fáscia pré-vertebral e os músculos longos 
do pescoço, que recobrem a coluna 
vertebral cervical. 
• Lateralmente: Relaciona-se com os lobos 
da glândula tireoide e com o feixe vásculo-
nervoso do pescoço, que inclui a artéria 
carótida comum, a veia jugular interna e o 
nervo vago. 
 
 
 
> Porção Torácica 
⎯ Extensão: É a porção mais longa do 
esôfago. Atravessa o mediastino superior e 
posterior, desde a abertura torácica superior 
até o hiato esofágico do diafragma (nível de 
T10). 
⎯ Morfologia: Realiza duas curvaturas suaves 
em seu trajeto: uma anteroposterior, 
acompanhando a curvatura da coluna 
torácica, e outra lateral, com um leve desvio 
para a direita e depois para a esquerda. 
⎯ Sintopia (Relações Anatômicas): Suas 
relações são complexas e mudam ao longo 
de seu trajeto descendente. 
• No Mediastino Superior: 
▪ Anteriormente: Traqueia (até sua 
bifurcação no nível de T4-T5). 
▪ Posteriormente: Coluna vertebral. 
▪ À direita: Pleura mediastinal do pulmão 
direito e veia ázigo. 
▪ À esquerda: Artéria subclávia esquerda, 
artéria carótida comum esquerda, ducto 
torácico e pleura mediastinal do pulmão 
esquerdo. O arco da aorta passa sobre 
seu lado esquerdo. 
 
• No Mediastino Posterior: 
▪ Anteriormente: Após a bifurcação da 
traqueia, relaciona-se com o brônquio 
principal esquerdo e, mais 
inferiormente, com o pericárdio fibroso 
que recobre o átrio esquerdo do coração 
(uma relação de grande importância 
clínica). 
▪ Posteriormente: Coluna vertebral, 
ducto torácico, veia ázigo e veia 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
hemiázigo. A aorta torácica descendente 
posiciona-se inicialmente à sua esquerda 
e depois gradualmente se posterioriza. 
▪ Lateralmente: É envolvido pelo plexo 
nervoso esofágico, formado por ramos 
dos nervos vagos direito e esquerdo, que 
se reorganizam para formar os troncos 
vagais anterior e posterior. 
 
> Porção Abdominal 
⎯ Extensão: É a porção mais curta (1 a 2.5 
cm). Inicia-se ao atravessar o hiato esofágico 
do diafragma (nível de T10) e termina na 
cárdia do estômago (nível de T11). 
⎯ Morfologia: Possui um formato de funil e 
está fixado ao diafragma pelo ligamento 
frenoesofágico. Esta porção é recoberta por 
peritônio (serosa) em sua face anterior e 
lateral esquerda. 
⎯ Sintopia (Relações Anatômicas): 
• Anteriormente: Relaciona-se com a face 
posterior do lobo esquerdo do fígado. O 
tronco vagal anterior (derivado 
principalmente do vago esquerdo) desce 
sobre sua superfície. 
• Posteriormente: Apoia-se no pilar 
esquerdo do diafragma. O tronco vagal 
posterior (derivado principalmente do vago 
direito) localiza-se em sua face posterior. 
• À direita: Relaciona-se com o lobo 
caudado do fígado. 
• À esquerda: Fundo gástrico e baço (mais 
distante). 
 
 
→ As Três Constrições Esofágicas 
> O esôfago não é um tubo de calibre uniforme; 
ele possui três estreitamentos fisiológicos que 
são de extrema relevância clínica. 
> São locais onde objetos engolidos podem ficar 
impactados e onde lesões por substâncias 
cáusticas são mais severas. 
> Além disso, são pontos de referência em 
procedimentos endoscópicos e radiológicos. 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
> Constrição faringoesofágica (Esfíncter 
Esofágico Superior): 
⎯ Localização: No início do esôfago, ao nível 
da cartilagem cricoide (C6), causada pela 
tonicidade do músculo cricofaríngeo. 
⎯ Importância Clínica: 
• É o ponto mais estreito de todo o trato 
gastrointestinal. 
• Local mais comum de impactação de 
corpos estranhos (espinhas de peixe, 
ossos, moedas em crianças). 
• A passagem de instrumentos, como 
endoscópios ou sondas nasogástricas, 
pode ser mais difícil neste ponto, 
exigindo cuidado para evitar 
perfurações. 
 
 
 
 
> Constrição Torácica (Broncoaórtica): 
⎯ Localização: No mediastino superior 
(aproximadamente em T4-T5), onde o 
esôfago é comprimido anteriormente pelo 
arco da aorta e pelo brônquio principal 
esquerdo. 
⎯ Importância Clínica: 
• Segundo local mais comum para 
impactação de corpos estranhos. 
• A compressão extrínseca por um arco 
aórtico anômalo (disfagia lusória) ou 
por linfonodos mediastinais 
aumentados (por exemplo, em casos de 
tuberculose ou câncer de pulmão) pode 
causar dificuldade para engolir 
(disfagia). 
• As pulsações da aorta podem ser 
observadas durante uma endoscopia. 
 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
 
 
 
> Constrição Esofagogástrica (Hiatal ou 
Esfíncter Esofágico Inferior): 
⎯ Localização: Onde o esôfago atravessa o 
hiato esofágico do músculo diafragma 
(T10). Este estreitamento funcional é 
crucial para a prevenção do refluxo 
gastroesofágico. 
⎯ Importância Clínica: 
• Atua como uma barreira fisiológica 
(esfíncter esofágico inferior) que, em 
conjunto com a pressão do diafragma, 
impede o retorno do conteúdo ácido do 
estômago para o esôfago. 
• A disfunção deste esfíncter é a 
principal causa da Doença do Refluxo 
Gastroesofágico (DRGE). 
• O alargamento do hiato diafragmático 
pode levar à Hérnia de Hiato, 
condição na qual parte do estômago 
desliza para dentro do tórax, 
exacerbando os sintomas de refluxo. A 
correção cirúrgica visa restaurar a 
anatomia e a função desta barreira 
antirrefluxo. 
• É um local comum para o 
desenvolvimento de estenoses 
(estreitamentos) secundárias a 
esofagite crônica causada pelo refluxo. 
 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
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→ Vascularização 
A vascularização do esôfago é segmentar, 
refletindo sua origem embrionária e seu longo 
trajeto através do pescoço, tórax e abdômen. Cada 
porção recebe suprimento arterial de fontes 
distintas, e sua drenagem venosa e linfática segue 
um padrão complexo e de grande relevância 
clínica. 
> Irrigação Arterial 
⎯ O suprimento arterial para o esôfago deriva 
de múltiplos vasos ao longo de seu percurso, 
formando uma rica rede anastomótica na 
parede do órgão. 
⎯ Porção Cervical: É irrigada principalmente 
por ramos da artéria tireóidea inferior, um 
ramo do tronco tireocervical (que por sua 
vez origina-se da artéria subclávia). A 
artéria tireóidea superior, ramo da 
carótida externa, também pode contribuir 
com pequenos ramos. 
 
 
⎯ Porção Torácica: O suprimento principal 
vem de ramos esofágicos que se originam 
diretamente da face anterior da aorta 
torácica descendente. Além disso, ramos 
das artérias brônquicas e, em sua parte 
mais inferior, ramos da artéria frênica 
superior (ramo da aorta torácica) podem 
contribuir para a vascularização desta 
porção. 
 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
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⎯ Porção Abdominal: É irrigada por ramos 
esofágicos provenientes da artéria gástrica 
esquerda (um dos três ramos do tronco 
celíaco) e da artéria frênica inferior 
esquerda (que se origina da aorta 
abdominal). 
 
> Drenagem Venosa e a Anastomose Porto-
Cava 
⎯ A drenagem venosa do esôfago é 
clinicamente significativa por ser um local 
de anastomose entre o sistema venoso portalhepático e o sistema venoso cava (sistêmico). 
⎯ Porção Cervical: O sangue venoso é 
drenado para as veias tireóideas inferiores, 
que por sua vez drenam para as veias 
braquiocefálicas. As veias tireóideas 
superiores e médias também podem 
participar, drenando para a veia jugular 
interna. 
 
 
⎯ Porção Torácica: A drenagem é realizada 
por um plexo venoso na parede do esôfago 
que drena para as veias esofágicas. Estas, 
por sua vez, desembocam majoritariamente 
no sistema ázigo. 
• Lado direito: As veias esofágicas drenam 
para a veia ázigo. 
• Lado esquerdo: Drenam para a veia 
hemiázigo e hemiázigo acessória, que 
subsequentemente cruzam a linha média 
para desaguar na veia ázigo. A veia ázigo 
finalmente drena para a veia cava 
superior. 
 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
⎯ Porção Abdominal: O sangue desta porção 
é drenado principalmente por veias 
esofágicas que se anastomosam com os 
ramos esofágicos da veia gástrica 
esquerda. A veia gástrica esquerda é uma 
tributária direta da veia porta hepática. A 
veia frênica inferior também pode 
participar, drenando para a veia cava 
inferior. 
 
→ Anastomose Porto-Sistêmica e 
Varizes Esofágicas 
> Na porção distal do esôfago (transição 
toracoabdominal), as veias submucosas 
formam uma conexão crucial entre o sistema 
portal (via veia gástrica esquerda) e o sistema 
cava/sistêmico (via veias esofágicas que 
drenam para o sistema ázigo). 
> Em condições normais, o fluxo de sangue 
nesta região é de baixo volume. Contudo, em 
casos de hipertensão portal (aumento da 
pressão na veia porta), comumente causada 
por cirrose hepática, o sangue que não 
consegue atravessar o fígado busca rotas 
alternativas para retornar à circulação 
sistêmica. Esta anastomose esofágica torna-se 
uma via de desvio principal. O fluxo 
sanguíneo aumentado e a alta pressão causam 
a dilatação e tortuosidade dessas veias 
submucosas, formando as varizes esofágicas. 
> Essas varizes são frágeis, com paredes finas e 
localizadas superficialmente na mucosa, 
tornando-as extremamente susceptíveis à 
ruptura, o que pode levar a uma hemorragia 
digestiva alta (HDA) maciça e 
potencialmente fatal. 
 
 
 
 
→ Drenagem Linfática 
A drenagem linfática do esôfago é extensa e não 
segue estritamente os segmentos arteriais, o que 
tem implicações diretas na disseminação de 
células tumorais (metástases). Os vasos linfáticos 
formam uma rede intramural que permite o fluxo 
da linfa tanto no sentido ascendente quanto 
descendente. 
> Porção Cervical: Drena para os linfonodos 
cervicais profundos (ao longo da veia 
jugular interna) e para os linfonodos 
paratraqueais. 
> Porção Abdominal: Drena principalmente 
para os linfonodos gástricos esquerdos e 
linfonodos celíacos. 
> Foco na Drenagem da Porção Torácica 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
⎯ A drenagem linfática da porção torácica é a 
mais complexa e de maior importância para 
o estadiamento do câncer de esôfago. 
 
⎯ Terço Superior: Drena para os linfonodos 
paratraqueais e cervicais profundos 
inferiores. 
⎯ Terço Médio: Drena primariamente para os 
linfonodos mediastinais posteriores, 
incluindo os traqueobrônquicos 
(localizados na carina traqueal) e os 
paratraqueais. 
⎯ Terço Inferior: Drena tanto para cima, em 
direção aos linfonodos mediastinais, quanto 
para baixo, para os linfonodos celíacos e 
gástricos esquerdos no abdômen 
 
⎯ Essa extensa rede longitudinal explica por 
que tumores localizados no terço inferior do 
esôfago podem gerar metástases tanto nos 
linfonodos abdominais (celíacos) quanto nos 
mediastinais e até cervicais. 
⎯ O estadiamento preciso do envolvimento dos 
linfonodos do mediastino é fundamental 
para definir a estratégia de tratamento 
(cirurgia, quimioterapia, radioterapia) e o 
prognóstico do câncer de esôfago. 
 
 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
→ Inervação 
A inervação do esôfago é complexa, envolvendo 
componentes do sistema nervoso somático e 
autônomo (simpático e parassimpático), que 
variam de acordo com a porção do órgão. Essa 
inervação controla tanto a motilidade (peristalse) 
quanto a sensação. 
> Porção Cervical 
A porção superior do esôfago (aproximadamente 
o terço superior) é composta por músculo 
estriado esquelético, o que reflete seu controle 
voluntário inicial durante a deglutição. 
⎯ Fibras Eferentes Somáticas (Motoras): A 
inervação motora para esta musculatura 
origina-se no núcleo ambíguo no tronco 
encefálico. Essas fibras viajam com o nervo 
vago (X par craniano) e chegam ao esôfago 
cervical principalmente através de seus 
ramos, os nervos laríngeos recorrentes. 
⎯ Fibras Aferentes Somáticas (Sensitivas): 
Fibras que conduzem sensações como tato e 
temperatura (sensação de "bolo na 
garganta") também retornam ao sistema 
nervoso central através do nervo vago. 
 
 
 
 
 
 
> Porção Torácica 
Na transição para o terço médio e inferior, a 
musculatura do esôfago passa a ser 
predominantemente músculo liso, sob controle 
involuntário do sistema nervoso autônomo. 
Ambas as divisões, simpática e parassimpática, 
formam o plexo esofágico, uma rede nervosa que 
envolve o esôfago torácico. 
⎯ Fibras Eferentes Parassimpáticas: 
Originam-se no núcleo motor dorsal do 
vago no tronco encefálico. Essas fibras pré-
ganglionares viajam pelo nervo vago e 
Mariana M. Pantarotto T12 
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fazem sinapse em gânglios localizados na 
própria parede do esôfago (gânglios 
intramurais do plexo mioentérico de 
Auerbach e submucoso de Meissner). Sua 
função é estimular a peristalse e relaxar os 
esfíncteres, promovendo o trânsito do bolo 
alimentar. 
⎯ Fibras Eferentes Simpáticas: Originam-se 
nos segmentos T1 a T4/T5 da medula 
espinhal. As fibras pré-ganglionares saem da 
medula e fazem sinapse nos gânglios da 
cadeia simpática paravertebral. As fibras 
pós-ganglionares formam os nervos 
esplâncnicos cardiopulmonares que se 
juntam ao plexo esofágico. Sua função é, em 
geral, inibir a peristalse e contrair os 
esfíncteres, além de causar vasoconstrição. 
 
 
 
 
> Porção Abdominal 
A inervação da porção mais distal do esôfago, 
incluindo o esfíncter esofágico inferior, segue um 
padrão similar ao da porção torácica inferior, com 
contribuições dos troncos vagais e de nervos 
esplâncnicos maiores. 
⎯ Fibras Eferentes Parassimpáticas: 
Conforme os nervos vagos descem ao longo 
do esôfago, eles se reorganizam para formar 
os troncos vagais anterior e posterior. O 
tronco anterior (principalmente do vago 
esquerdo) e o posterior (principalmente do 
vago direito) fornecem as fibras 
parassimpáticas para a porção abdominal do 
esôfago e para o estômago, continuando a 
promover a peristalse. 
⎯ Fibras Eferentes Simpáticas: As fibras pré-
ganglionares originam-se nos segmentos 
torácicos da medula espinhal, 
aproximadamente de T5 a T9. Essas fibras 
formam o nervo esplâncnico torácico 
maior, que atravessa o diafragma e faz 
sinapse nos gânglios celíacos. As fibras 
pós-ganglionares seguem como um plexo 
periarterial ao longo das artérias que 
irrigam o esôfago abdominal, como a artéria 
gástrica esquerda e a artéria frênica 
inferior esquerda. 
⎯ Fibras Aferentes Viscerais (Dor): As 
fibras que conduzem estímulos de dor (como 
distensão, isquemia ou inflamação por 
refluxo) da porção torácica inferior e 
Mariana M. Pantarotto T12 
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abdominal do esôfago viajam no sentido 
inverso ao das fibras simpáticas. Elas 
acompanham os nervos esplâncnicos até os 
gânglios da cadeia simpática, entram na 
medula espinhal através das raízes dorsais 
nos níveis de T5 a T9 e fazem sinapse com 
neurônios de segunda ordem. 
 
 
> Relação com Dermátomos e Dor Referida 
⎯ A convergência das fibras aferentes viscerais 
(do esôfago) e das fibras aferentes somáticas 
(da pele)nos mesmos segmentos da medula 
espinhal (T5-T9) é a base para o fenômeno 
da dor referida. 
⎯ O cérebro tem dificuldade em localizar a 
origem exata do estímulo doloroso visceral e 
o interpreta como se viesse da área do corpo 
(dermátomo) inervada pelo mesmo nível 
medular. 
⎯ Por isso, a dor esofágica (esofagite, espasmo 
esofágico) é frequentemente sentida como: 
• Dor retroesternal ou no peito (angina-
símile): Correspondendo aos dermátomos 
de T5-T6, mimetizando a dor de um 
infarto do miocárdio. 
• Dor epigástrica: Na região superior do 
abdômen. 
• Dor interescapular: Irradiando para as 
costas, entre as escápulas. 
 
 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
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Estômago 
 
→ Morfologia 
O estômago é um órgão muscular oco em formato 
de "J", a porção mais dilatada do trato 
gastrointestinal, localizado na região superior do 
abdômen, entre o esôfago e o duodeno. Ele atua 
como um reservatório de alimentos, inicia a 
digestão de proteínas e, através de seus 
movimentos e secreções, transforma o bolo 
alimentar em uma massa semilíquida chamada 
quimo. 
 
→ Porções ou Regiões 
Anatomicamente, o estômago é dividido em 
quatro regiões principais, possuindo duas 
margens (curvatura menor e maior) e dois 
orifícios (óstio cárdico e óstio pilórico). 
⎯ Cárdia: É a região que circunda o óstio 
cárdico, a abertura onde o esôfago 
abdominal se conecta ao estômago. Localiza-
se ao nível da vértebra T11. 
⎯ Fundo Gástrico: É a porção superior, em 
formato de cúpula, que se projeta acima e à 
esquerda do nível da cárdia. Geralmente, 
está preenchido por gás, o que é visível em 
radiografias ("bolha gástrica"). 
⎯ Corpo Gástrico: É a maior parte do 
estômago, estendendo-se do fundo até o 
antro pilórico. É o principal local de 
armazenamento de alimentos e produção de 
ácido clorídrico e pepsinogênio. 
⎯ Porção Pilórica: É a região de saída do 
estômago, dividida em: 
• Antro Pilórico: A porção mais larga e 
proximal. 
• Canal Pilórico: A porção mais estreita que 
leva ao piloro. 
• Piloro: A porção terminal que contém um 
anel de músculo liso espessado, o esfíncter 
pilórico, que regula a passagem do quimo 
para a primeira porção do duodeno. 
As margens do estômago são a curvatura menor, 
que é a borda côncava medial mais curta, e a 
curvatura maior, a borda convexa lateral mais 
longa. 
 
 
→ Sintopia (Relações Anatômicas) 
O estômago está em contato com diversas outras 
estruturas abdominais: 
> Anteriormente: O diafragma, o lobo 
esquerdo do fígado e a parede abdominal 
anterior. 
> Posteriormente: A bolsa omental (ou saco 
menor da cavidade peritoneal) separa o 
estômago das estruturas do retroperitônio, 
coletivamente chamadas de "leito do 
estômago". Estas incluem a parte superior do 
rim esquerdo, a glândula suprarrenal 
esquerda, o baço, a artéria esplênica e, 
principalmente, o pâncreas. 
> Superiormente e à Esquerda: O esôfago e o 
diafragma. 
> Inferiormente e Lateralmente: O cólon 
transverso. 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
 
 
→ Ligamentos Peritoneais (Omentos) 
O estômago é revestido por peritônio visceral, 
que se funde ao longo de suas curvaturas para 
formar dobras peritoneais de duas camadas, 
chamadas de omentos (ou mesogastros). 
> Omento Menor (originado do Mesogástrio 
Ventral) 
Estende-se da curvatura menor do estômago e 
dos 2 cm proximais do duodeno até a face visceral 
do fígado. É dividido em duas partes: 
⎯ Ligamento Hepatogástrico: A porção 
maior e mais medial, conectando a curvatura 
menor ao fígado. 
⎯ Ligamento Hepatoduodenal: A porção 
lateral, mais espessa, que conecta a primeira 
porção do duodeno ao fígado. É clinicamente 
importante por conter a tríade portal: a 
artéria hepática própria, o ducto colédoco 
(biliar) e a veia porta hepática. 
 
> Omento Maior (originado do Mesogástrio 
Dorsal) 
É uma grande prega peritoneal em formato de 
avental que se prende à curvatura maior do 
estômago e à porção proximal do duodeno, 
descendo sobre o cólon transverso e as alças do 
intestino delgado. É dividido em três ligamentos 
principais associados ao estômago: 
⎯ Ligamento Gastrofrênico: Conecta a 
porção superior da curvatura maior (fundo 
gástrico) à face inferior do diafragma. 
⎯ Ligamento Gastroesplênico (ou 
Gastrolienal): Conecta a porção média da 
curvatura maior ao hilo do baço. Contém os 
vasos gástricos curtos e os vasos 
gastromentais esquerdos. 
⎯ Ligamento Gastrocólico: A maior parte, 
que desce como um avental e depois se dobra 
para trás, fixando-se à face anterior do cólon 
transverso e seu mesocólon. 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
 
 
→ Espaço de Traube 
O espaço semilunar de Traube é uma área na 
superfície da parede torácica anterior que 
corresponde à projeção do fundo gástrico. É uma 
região importante no exame físico do abdômen, 
especificamente na percussão. 
> Limites: 
⎯ Superior: Borda inferior do pulmão 
esquerdo. 
⎯ Direita: Lobo esquerdo do fígado. 
⎯ Esquerda: Baço. 
⎯ Inferior: Rebordo costal esquerdo. 
> Importância Clínica: Em condições normais, 
o fundo do estômago contém a bolha gástrica 
(ar), portanto, a percussão sobre o espaço de 
Traube produz um som característico 
timpânico. A ausência desse som (substituído 
por macicez) pode indicar: 
⎯ Esplenomegalia: Aumento do baço, que 
invade o espaço medialmente. 
⎯ Derrame pleural esquerdo: Líquido na 
cavidade pleural que desce e ocupa a 
região. 
⎯ Hepatomegalia do lobo esquerdo: 
Aumento do fígado. 
⎯ Estômago cheio de líquido ou alimento. 
⎯ Massa ou tumor na região (ex: câncer de 
estômago ou pâncreas). 
A percussão do espaço de Traube é uma manobra 
semiológica clássica para avaliar a suspeita de 
aumento do baço. 
 
→ Vascularização 
A vascularização do estômago é notavelmente 
rica e robusta, originando-se inteiramente do 
tronco celíaco, o primeiro grande ramo ventral 
da aorta abdominal. Essa rede vascular garante 
um suprimento sanguíneo abundante, essencial 
para as funções secretoras e motoras do órgão, 
mas também o torna um local comum de 
sangramentos significativos. 
 
> Irrigação Arterial 
A irrigação arterial do estômago é elegantemente 
organizada em dois arcos anastomóticos que 
percorrem suas curvaturas. 
⎯ Arco da Curvatura Menor: 
• Artéria Gástrica Esquerda: É o menor 
ramo do tronco celíaco. Ascende em 
direção à junção esofagogástrica, onde 
emite ramos para o esôfago abdominal, e 
depois desce ao longo da curvatura menor 
do estômago, anastomosando-se com a 
artéria gástrica direita. 
• Artéria Gástrica Direita: Geralmente se 
origina da artéria hepática própria (ramo 
da artéria hepática comum, que por sua vez 
vem do tronco celíaco). Percorre a 
curvatura menor da direita para a esquerda 
para encontrar e se anastomosar com a 
artéria gástrica esquerda. 
 
⎯ Arco da Curvatura Maior: 
• Artéria Gastromental (ou 
Gastroepiplóica) Esquerda: Origina-se 
da artéria esplênica (o maior ramo do 
tronco celíaco) perto do hilo do baço. Corre 
da esquerda para a direita ao longo da 
Mariana M. Pantarotto T12 
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curvatura maior, entre as camadas do 
omento maior. 
• Artéria Gastromental (ou 
Gastroepiplóica) Direita: Origina-se da 
artéria gastroduodenal (ramo da artéria 
hepática comum). Percorre da direita para 
a esquerda ao longo da curvatura maior 
para se anastomosar com a sua contraparte 
esquerda. 
 
> Além desses arcos principais, o fundo 
gástrico e a parte superior da curvatura 
maior são supridos pelas artérias gástricas 
curtas, que também são ramos da artéria 
esplênica. 
> A presença dessas extensas anastomoses 
(circulação colateral) garante que o 
estômago raramente sofra de isquemia. É 
possível ligar uma ou mais dessas artérias 
principais (como a gástrica esquerda) durante 
procedimentos cirúrgicos sem comprometer a 
viabilidade do órgão.→ Drenagem Venosa 
A drenagem venosa do estômago espelha o 
suprimento arterial e é de extrema importância, 
pois todo o sangue venoso gástrico drena, direta 
ou indiretamente, para a veia porta hepática. 
> Veias Gástricas Direita e Esquerda: 
Drenam a curvatura menor e desembocam 
diretamente na veia porta. A veia gástrica 
esquerda se anastomosa com as veias 
esofágicas, formando a crucial anastomose 
porto-sistêmica. 
> Veias Gastromentais Direita e Esquerda: 
Drenam a curvatura maior. 
⎯ A veia gastromental direita drena para a 
veia mesentérica superior. 
⎯ A veia gastromental esquerda drena para 
a veia esplênica. 
> Veias Gástricas Curtas: Drenam o fundo 
gástrico e também desembocam na veia 
esplênica. 
Mariana M. Pantarotto T12 
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> Tanto a veia mesentérica superior quanto a 
veia esplênica se unem para formar a veia 
porta hepática. Portanto, todo o sangue do 
estômago passa pelo fígado antes de retornar 
à circulação sistêmica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Drenagem Linfática 
> A drenagem linfática do estômago é extensa e 
complexa, seguindo de perto os vasos 
sanguíneos. 
> A linfa drena para múltiplos grupos de 
linfonodos localizados ao longo das 
curvaturas (gástricos e gastromentais) e ao 
redor das artérias principais (esplênicos, 
hepáticos e celíacos). 
> Importância Clínica (Câncer de 
Estômago): O padrão de drenagem linfática é 
fundamental para o estadiamento e 
Mariana M. Pantarotto T12 
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tratamento do câncer gástrico. As células 
tumorais podem se disseminar (metastatizar) 
seguindo essas vias linfáticas. Por isso, a 
cirurgia para câncer de estômago 
(gastrectomia) envolve não apenas a remoção 
de parte ou de todo o órgão, mas também a 
linfadenectomia, a remoção sistemática dos 
grupos de linfonodos regionais para erradicar 
metástases e estadiar a doença com precisão, o 
que define a necessidade de tratamentos 
adjuvantes como a quimioterapia. 
 
 
→ Implicações Clínicas 
> Vascularização Hemorragia Digestiva e o 
Ligamento de Treitz: A vascularização do 
esôfago abdominal (ramos da a. gástrica 
esquerda) e do estômago é uma fonte comum 
de sangramento gastrointestinal. 
Clinicamente, os sangramentos são 
classificados com base em sua localização em 
relação ao Ligamento de Treitz (ou 
ligamento suspensor do duodeno), uma faixa 
fibromuscular que fixa a junção 
duodenojejunal. 
⎯ Hemorragia Digestiva Alta (HDA): É 
qualquer sangramento que ocorre proximal 
(acima) ao Ligamento de Treitz. As causas 
mais comuns estão diretamente relacionadas 
à vascularização estudada: 
• Úlceras Pépticas (gástricas ou 
duodenais): A erosão de uma úlcera pode 
atingir uma artéria submucosa (como um 
ramo da gástrica esquerda ou da 
gastroduodenal), causando sangramento 
maciço. 
• Varizes Esofágicas: Ruptura das veias 
dilatadas na junção esofagogástrica, uma 
complicação da hipertensão portal. 
• Gastrites Erosivas e Esofagites: 
Inflamações que podem causar 
sangramento difuso da mucosa. 
⎯ Hemorragia Digestiva Baixa (HDB): 
Sangramento que ocorre distal (abaixo) ao 
Ligamento de Treitz, originado no intestino 
delgado, cólon ou reto. 
⎯ O Ligamento de Treitz é, portanto, o marco 
anatômico que divide o trato 
gastrointestinal superior do inferior para 
fins de diagnóstico e manejo de hemorragias. 
 
> Cirurgia Bariátrica e a Vascularização da 
Curvatura Maior: As técnicas de cirurgia 
bariátrica modificam a anatomia do estômago, 
e seu sucesso depende do profundo 
conhecimento da vascularização. 
⎯ Gastrectomia Vertical (Sleeve): Este 
procedimento envolve a remoção de 
aproximadamente 80% do estômago, 
especificamente ao longo da curvatura 
maior. Para isso, o cirurgião deve ligar e 
seccionar sequencialmente os vasos que 
compõem o arco da curvatura maior: as 
artérias gástricas curtas (do fundo) e os 
ramos da artéria gastromental esquerda e 
direita. O estômago remanescente, em 
formato de tubo, é nutrido pelo arco intacto 
da curvatura menor (artérias gástricas 
direita e esquerda). 
⎯ Bypass Gástrico em Y de Roux: Nesta 
técnica, uma pequena bolsa gástrica (pouch) 
é criada na parte superior do estômago, 
separando-a do restante do órgão. Essa 
pequena bolsa é irrigada principalmente por 
ramos da artéria gástrica esquerda. O 
restante do estômago ("estômago excluso") 
permanece vascularizado pelo arco da 
curvatura maior e pela gástrica direita, mas 
é desviado do trânsito alimentar. A 
inervação vagal também é seccionada para a 
porção excluída, o que contribui para a 
redução da fome e da produção de ácido. 
 
→ Inervação 
A inervação do estômago é realizada pelo sistema 
nervoso autônomo, que regula suas funções 
motoras (motilidade, esvaziamento) e secretoras 
(produção de ácido e enzimas) de forma 
involuntária. As fibras nervosas chegam ao órgão 
através dos plexos que acompanham as artérias, 
principalmente o plexo celíaco. 
Mariana M. Pantarotto T12 
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> Inervação Parassimpática: A inervação 
parassimpática é o principal motor da função 
gástrica, sendo responsável pela fase cefálica e 
gástrica da digestão. 
⎯ Origem e Trajeto: As fibras 
parassimpáticas pré-ganglionares para o 
estômago vêm do nervo vago (X par 
craniano). Conforme descem pelo tórax, os 
nervos vagos esquerdo e direito formam o 
plexo esofágico e, ao entrar no abdômen, 
reorganizam-se nos troncos vagais 
anterior e posterior. 
• O tronco vagal anterior (derivado 
principalmente do vago esquerdo) percorre 
a face anterior do estômago. 
• O tronco vagal posterior (derivado 
principalmente do vago direito) percorre a 
face posterior. 
⎯ Sinapse: Essas fibras pré-ganglionares 
longas fazem sinapse em gânglios 
parassimpáticos (gânglios intramurais) 
localizados na parede do próprio estômago, 
principalmente nos plexos submucoso (de 
Meissner) and mioentérico (de Auerbach). 
⎯ Função (Vagal): 
• Estimula a motilidade gástrica: Promove 
as contrações peristálticas do corpo e do 
antro. 
• Estimula a secreção glandular: Aumenta 
a produção de ácido clorídrico (HCl) pelas 
células parietais e de pepsinogênio pelas 
células principais. 
• Promove o relaxamento do esfíncter 
pilórico: Facilita o esvaziamento gástrico 
para o duodeno. 
 
> Inervação Simpática: A inervação simpática 
tem, em geral, um efeito inibitório sobre a 
digestão, sendo ativada em situações de "luta 
ou fuga". 
⎯ Origem e Trajeto: As fibras simpáticas pré-
ganglionares originam-se nos segmentos T6 
a T9 (às vezes T10) da medula espinhal. 
Elas viajam através do nervo esplâncnico 
torácico maior, atravessam o diafragma e 
fazem sinapse no gânglio celíaco. As fibras 
pós-ganglionares seguem os plexos 
periarteriais ao longo das artérias (gástrica 
esquerda, esplênica etc.) até alcançarem a 
parede do estômago. 
⎯ Função: 
• Inibe a motilidade gástrica: Reduz a 
peristalse. 
• Contrai o esfíncter pilórico: Retarda ou 
impede o esvaziamento gástrico. 
• Causa vasoconstrição: Reduz o fluxo 
sanguíneo para a parede do estômago. 
• Modula a secreção glandular (efeito 
inibitório menor). 
 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
Mariana M. Pantarotto T12 
 
 
 
> Inervação Visceral Aferente (Dor 
Referida): As fibras aferentes viscerais 
conduzem sensações do estômago para o 
sistema nervoso central. É importante notar 
que as vias para a dor e para os reflexos 
fisiológicos são distintas. 
⎯ Fibras para reflexos (fome, saciedade, 
náusea): Viajam de volta ao tronco 
encefálico acompanhando as fibras 
parassimpáticas do nervo vago. 
⎯ Fibras para a dor (distensão excessiva, 
inflamação, isquemia): Essas fibras viajam 
no sentido inverso (retrogradamente) ao 
longo das vias simpáticas. Elas 
acompanham os nervos esplâncnicos, passam 
pelo gânglio celíaco (sem fazer sinapse), 
entram na cadeia simpática e chegam à 
medula espinhal através das raízes dorsais, 
nos mesmosníveis de origem das fibras 
simpáticas eferentes, ou seja, T6 a T9. 
 
 
 
 
Mariana M. Pantarotto T12 
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> Relação com Dermátomos e Dor Referida 
⎯ O cérebro interpreta a dor visceral gástrica 
como se ela viesse da superfície do corpo 
inervada pelos mesmos segmentos da 
medula espinhal (T6-T9). Os dermátomos 
correspondentes a esses níveis localizam-se 
na região do epigástrio (a "boca do 
estômago") e na parte inferior do tórax. 
⎯ Portanto, a dor proveniente de uma úlcera 
gástrica, gastrite severa ou câncer de 
estômago é tipicamente sentida como uma 
dor em queimação ou pontada na região 
epigástrica. Essa convergência de vias 
aferentes viscerais e somáticas no mesmo 
nível da medula espinhal é o mecanismo 
fisiológico por trás da dor referida gástrica.

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