Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Pontos que não precisam estudar para o ETP2:
a) Transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de
substâncias psicoativas.
OBS: Estudar o Transtorno por uso de álcool.
b) Introdução histórica esquizofrenia.
Transtorno esquizotípico, Transtorno esquizoafetivo, Transtornos
psicóticos agudos e transitórios e Depressão pós esquizofrenica.
c) Transtorno misto de ansiedade e depressão, Outros transtornos mistos
de ansiedade
d) Transtorno Dismórfico Corporal
Diagnósticos Clínicos em Psicopatologia Descritiva:
Espectro da Esquizofrenia
Há várias direções que podem ser assumidas sempre que pensamos em
questões de saúde mental e são elas: psicodinâmica, fenomenológica e
psiquiatria clínica. No entendimento psicodinâmico há o entendimento de que a
perda ou distorção em relação a realidade resulta em perdas na percepção e
na relação com a realidade. Já para a abordagem fenomenológica as
alterações em questão provém das experiências fundamentais do ser humano
e que estão associadas a noções de espaço e tempo e por fim, a abordagem
clínica faz menção a noção de psicose, ou seja, as expressões provém de
manifestações ou sintomas psicóticos.
Nosologia: estuda e classifica as doenças.
Um desses sintomas psicóticos designam a patologia descrita como
esquizofrenia. A esquizofrenia é a principal forma de psicose ou síndrome
psicótica e é compreendida como relacionada, no aspecto da incidência, a
minorias raciais e étnicas. Em linhas gerais a esquizofrenia se caracteriza pelo
paciente apresentar uma distorção entre pensamento e percepção, além de
figurar como específico do esquizofrênico a expressão de afetos inadequados
ou embotados. O paciente pode apresentar consciência e as dificuldades
associadas ao pensamento podem se manifestar ao longo do desenvolvimento
da doença. No âmbito do pensamento, alguns fenômenos psicopatológicos
mais importantes incluem o eco do
pensamento, a imposição ou o roubo do pensamento, a divulgação do
pensamento, a percepção delirante, ideias delirantes de controle, de influência
ou de passividade, vozes alucinatórias que comentam ou discutem com o
paciente na terceira pessoa, transtornos do pensamento e sintomas negativos.
A esquizofrenia requer tratamentos farmacológicos, porém, a ênfase em tal
abordagem advém do fato de que os fármacos substituem o encarceramento
que antes era destinado para os casos em questão. Atualmente há quatro
tipos de esquizofrenia que são reconhecidos, sendo esses: forma paranoide,
forma catatônica, forma hebefrênica e subtipo dito “simples”. Porém, os
subtipos simples não são citados pelo CID e pelo DSM. O abandono dos
subtipos está associado a variedade dos mesmos assim como em relação as
possíveis mudanças processadas em bases neurológicas da esquizofrenia. Por
conta disso, a variedade apresentada ainda indica a dificuldade de utilização de
tais categorias para a delimitação e realização de pesquisas.
Na esquizofrenia paranoide apresenta alguns elementos que a caracterizam
como tal, e, dentre eles podem ser citados:
- alucinações e/ou os delírios devem ser proeminentes e
perturbações do afeto, da volição e da fala e os sintomas catatônicos
devem ser relativamente inconspícuos (que não se vê com facilidade);
- Alucinações: (b) delírios de controle, influência ou passividade
claramente referindo-se ao corpo ou movimentos
dos membros ou pensamentos específicos, ações ou sensações, percepção
delirante; (c) vozes alucinatórias comentando o comportamento do paciente ou
discutindo entre elas sobre o
paciente ou outros tipos de vozes alucinatórias vindos de alguma parte do
corpo;
- Os delírios podem ser de quase qualquer tipo, mas os de controle,
influência ou passividade e crenças persecutórias de vários tipos são
os mais característicos.
Já na esquizofrenia hebefrênica, os sintomas associados à patologia também
precisam estar presentes. No entanto, a hebefrênica irá se caracterizar por ser
apresentada por jovens ou adultos jovens. A personalidade pré-mórbida é
característica, mas não
necessariamente, tímida e solitária.
Para um diagnóstico confiável de hebefrenia, um período de 2 a 3
meses de contínua observação é usualmente necessário, no
sentido de se assegurar que os comportamentos característicos
descritos acima se mantêm.
A esquizofrenia catatônica, por outro lado, apresenta alguns elementos que
as definem, e, dentre eles, podemos citar:
(a) estupor (diminuição marcante da reatividade ao meio ambiente e de
movimentos e
atividades espontâneos) ou mutismo;
(b) excitação (atividade motora aparentemente sem sentido, não influenciada
por estímulos externos);
(c) postura inadequada (assunção voluntária e a manutenção de posturas
inapropriadas ou
bizarras);
(d) negativismo (uma resistência aparentemente imotivada a todas as
instruções ou tentativas
de ser movido ou movimento em direção oposta);
(e) rigidez (manutenção de uma postura rígida contra esforços de ser movido);
(f) flexibilidade cerácea (manutenção de membros e corpo em posições
externamente impostas);
(g) outros sintomas, tais como obediência automática (cumprimento automático
de instruções) e perseverarão de palavras e frases
Já a esquizofrenia indiferenciada é aquela que apresenta algumas
especificidades, e, dentre elas, podemos citar:
(a) satisfazem os critérios diagnósticos para esquizofrenia;
(b) não satisfazem os critérios para os subtipos paranoide, hebefrêníco ou
catatônico;
(c) não satisfazem os critérios para esquizofrenia residual ou depressão
pós-esquizofrênica.
A tabela abaixo representa, visualmente, algumas especificidades de cada uma
delas.
Tipos de
esquizofrenia
Características
Gerais da
Patologia
(satisfazer os
critérios da
esquizofrenia)
Alucinações
e/ou os
delírios
devem ser
proeminentes
Apresentada
por jovens ou
adultos jovens
Personalidade
pré-mórbida
Estupor,
excitação e
postura
inadequada,
negativismo,
flexibilidade,
obediência
automática
Não
satisfazem os
critérios para
os subtipos
paranoide,
hebefrênico,
catatônica,
residual ou
pós-
esquizofrênica
Paranoide X X Não se aplica Não se
aplica
Não se aplica
Hebefrênica X Não se aplica X Não se
aplica
Não se aplica
Catatônica X Não se aplica Não se aplica X Não se aplica
Indiferenciada X Não se aplica Não se aplica Não se
aplica
X
No que diz respeito a questão dos sintomas vemos que os mesmos
apresentam linhas gerais, independente do tipo de esquizofrenia. Por
conseguinte, podem ser apresentados os seguintes: Sintomas negativos,
Sintomas positivos, Sintomas de desorganização, Sintomas
psicomotores/catatonia, Sintomas/prejuízos cognitivos e Sintomas de humor. E
ainda são elencados os seguintes sintomas, apresentados como negativos:
1.Distanciamento e aplainamento afetivo ou afeto embotado (dificuldade de
expressão dos sentimentos).
2. Um conjunto de alterações que resultam em retração social ou
associalidade.
3. Alogia ou empobrecimento da linguagem e do pensamento.
4. Diminuição da vontade (avolição), que se expressa geralmente por
diminuição da iniciativa e por hipopragmatismo.
5.Anedonia, diminuição da capacidade de experimentar e sentir prazer.
Já os sintomas positivos apresentados são os seguintes:
1.Alucinações, mas também pode haver ilusões o pseudoalucinações.
Ideias delirantes (delírio), frequentemente de conteúdo persecutório,
autorreferentes ou de influência.
2. Outras formas de distorção da realidade ou dificuldades com o teste de
realidade, como a presença de ideias muito deturpadas, marcadamente
bizarras, sobre a realidade, sobre os fatos do mundo, sobre a história do
paciente
Há ainda os sintomas de desorganização (discurso, comportamentos
sexuais), assim apresentados:
1. Fragmentação da progressão lógica do discurso - afrouxamento,
descarrilamento, desagregação.
2. Discurso que revela tangencialidade e circunstancialidade em níveis não
totalmente desorganizados da linguagem/pensamento.
3. Comportamentos desorganizados e incompreensíveis, particularmente
comportamentossociais e sexuais bizarros e inadequados.
Afeto inadequado, marcadamente ambivalente, incongruente e em
descompasso franco entre as esferas afetivas, ideativas e volitivas.
E sintomas psicomotores ou catatonia, assim descritos:
1. Lentificação e empobrecimento psicomotor com restrição do
repertório da esfera gestual e motora.
2.Estereotipias de movimentos, maneirismos e posturas bizarras.
3. A síndrome catatônica ou catatonia é a manifestação psicomotora
mais marcante na esquizofrenia.
4. Flexibilidade cerácea, ou catalepsia (o paciente fica na posição que
o colocam, mesmo em posições dos membros contra a gravidade), a
ecolalia (repetir mecanicamente palavras do interlocutor) e/ou a
ecopraxia (repetir mecanicamente atos dos outros).
Há também os sintomas/prejuízos cognitivos, sendo esses:
1. Alterações cognitivas difusas na doença, que, na maior parte das
vezes, precedem mesmo o surgimento dos sintomas psicóticos.
2. Déficit em teoria da mente (sistema de inferências ligado à
compreensão de intenções, disposições e crenças dos outros e de si
mesmo).
3. Dificuldades na percepção e no gerenciamento de emoções e déficit
na percepção social;
3. Cognição social pode estar prejudicada em relação ao viés ou estilo de
atribuição, que é o modo como se inferem as causas dos
acontecimentos referentes às outras pessoas, a si mesmo ou a fatores
ambientais.
E há, também, os chamados sintomas de humor, assim dispostos:
- Redução da experiência e da expressão emocional em muitos pacientes.
- Indivíduos apresentam com frequência aumento da reatividade
emocional (tendência de reagir de forma intensa e rápida a estímulos
emocionais, muitas vezes de forma impulsiva e sem reflexão)
- Paradoxo emocional da esquizofrenia: Sintomas ansiosos e depressivos, bem
como depressão clínica;
Efeitos colaterais dos antipsicóticos, chamada de “disforia dos
neurolépticos” – sintomas depressivos e ansiedade bastante intensos.
Álcool a canabis
Transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de
substâncias psicoativas
De acordo com a fundamentação encaminhada há transtornos mentais ou de
comportamento que podem advir do uso de substâncias psicoativas incluindo,
nesse rol, álcool e outras drogas.
Para compreender sobre os possíveis transtornos é necessário ainda pensar a
respeito dos tipos de uso que são reconhecidos sendo esses: experimental,
recreativo, frequente e o abusivo. Dentre os elementos apresentados podemos
citar que o uso experimental se dá sempre que a curiosidade pelo consumo
induz na utilização do mesmo, ao passo que o uso recreativo se caracteriza
pela utilização de determinadas substâncias em contextos específicos como
dispositivo de lazer. O uso frequente, por outro lado e como o nome sugere se
dá pela utilização regular ao passo que o uso abusivo se caracteriza pelo
consumo em excesso de determinadas substâncias.
No sentido dos possíveis danos que podem ser causados e associados ao
consumo das substâncias em questão vemos que o uso experimental, o uso
recreativo e também o uso frequente não apresentam danos mais significativos
aos consumidores. Já o abuso traz prejuízo, como problemas legais, físicos ou
mentais para quem consome. O uso de álcool em situação de abuso pode
resultar em dependência ou síndrome da dependência química.
Há ainda a indicação, quando falamos sobre uso de álcool, e que está
associada ao entendimento sobre abstinência, tolerância e dependência. A
abstinência faz menção a ausência do uso de álcool por certos períodos
frequentes mas que durante a suspensão a apresentação de sintomas físicos e
psíquicos. Já a tolerância é relacionada a questão do consumo ou seja, cada
vez mais, índices mais elevados são necessários para ter o entorpecimento. A
dependência, por sua vez está relacionada a utilização que se mostra contínua.
A dependência pode ser leve, moderada ou grave. A dependência leve se
caracteriza como aquela em que o “usuário” apresenta de dois ou três itens
associados ao uso no período de um ano, já a dependência moderada se
caracteriza pela apresentação de quatro a cinco itens e a dependência grave é
aquele em que temos a menção a seis dos onze critérios listados.
Transtorno por Uso de Álcool - F.10
Faz menção a uma utilização que acontece com frequência, porém, em
períodos escalonados, do uso de álcool. Pode haver algumas suspensões no
uso, acompanhadas de crise de abstinência, porém, com várias e inúmeras
recaídas. Após a crise de abstinência o consumo é retomado e isso se dá por
meio do aporte a doses mais elevadas. No entanto, esse tipo de dependência
pode ser tratada, diferente do que se acredita.
No caso do uso de álcool se aplica a análise conforme a referência, visando
então delimitar o grau da dependência precisa ser observada a frequência dos
sintomas, por, pelo menos doze meses, sendo esses:
1. aumenta o consumo de álcool em um curto período de tempo;
2. busca pela diminuição do consumo que não se mostram exitosos;
3. tempo em excesso é gasto na utilização do álcool, em sua obtenção e na
recuperação dos efeitos vivenciados pela droga;
4. forte desejo de uso do álcool;
5. uso recorrente comprometendo o desempenho de outras funções sociais;
6. uso contínuo ainda que os efeitos negativos estejam presentes;
7. uso de álcool mesmo em condições que o seu consumo possam trazer
prejuízos a vida;
8. ainda que tenha consciência de sua dependência, o uso do álcool é mantido;
9. tolerância em relação a utilização de bebida alcoólica e a abstinência.
(consultar os Critérios A e B do conjunto de critérios para abstinência de álcool,
p. 499-500)
Transtorno por Uso de Cannabis - F.12
O uso de cannabis acontece, na maioria dos casos, a partir da adolescência. O
consumo aumenta gradualmente. E, em casos mais graves, o consumo
acontece de forma solitária e ao longo do dia. Nesses casos o consumo chega
a interferir e comprometer atividades sociais nas quais o usuário participa
ativamente.
No caso da cannabis também é necessário, para ser diagnóstica enquanto
patológica, a apresentação de pelos menos dois critérios, dentre os elencados
abaixo, no período de 12 meses, sendo esses similares ao caso da
dependência do álcool:
1. aumenta o consumo de cannabis em um curto período de tempo;
2. busca pela diminuição do consumo que não se mostram exitosos;
3. tempo em excesso é gasto na utilização da cannabis, em sua obtenção e na
recuperação dos efeitos vivenciados pela droga;
4. forte desejo de uso de cannabis;
5. uso recorrente comprometendo o desempenho de outras funções sociais;
6. uso contínuo ainda que os efeitos negativos estejam presentes;
7. uso de álcool mesmo em condições que o seu consumo possam trazer
prejuízos a vida;
8. ainda que tenha consciência de sua dependência, o uso é mantido;
9. tolerância em relação a utilização de cannabis e a abstinência.
(consultar os Critérios A e B do conjunto de critérios para abstinência de álcool,
p. 517-518)

Mais conteúdos dessa disciplina