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sustentada, que pode estar relativamente preservada até estágios intermediários da doença (Parasuraman; Greenwood, 2002). Os déficits de atenção e concentração nas demências também se associam com lentificação da velocidade de processamento, impactando também quase todas as outras áreas da cognição. Por exemplo, o déficit atencional afeta o desempenho da memória, das funções executivas e, eventualmente, até de funções locomotoras, implicando a quase totalidade de comportamentos do indivíduo (Kolanowski et al., 2012). Na demência frontotemporal, a atenção é consideravelmente prejudicada, podendo haver pronunciada distraibilidade, impulsividade e dificuldades com estímulos distraidores, como no Stroop test. As alterações atencionais nessa demência estão intricadamente associadas a funções executivas frontais, como memória de trabalho e planejamento. As habilidades visuoespaciais costumam estar preservadas (Caixeta, 2006). Na demência com corpos de Lewy e na demência associada à doença de Parkinson, as alterações da atenção costumam ser mais acentuadas que na DA. Na demência com corpos de Lewy, as alterações de atenção e função executivas, junto com as flutuações no nível de consciência, parecem estar implicadas na origem das alucinações visuais, encontradas em tal demência (Firbank et al., 2016). Nas demências em que há um componente subcortical mais marcante, como na demência na doença de Huntington, na demência associada a HIV/aids e, sobretudo, em demências vasculares com predomínio subcortical, verifica-se maior prejuízo da atenção, maior lentificação na velocidade de procedimento e prejuízo nas funções executivas frontais (Wallin et al., 2016). Cabe lembrar, por fim, que, nas demências, alterações de atenção também podem estar relacionadas a quadros episódicos de rebaixamento do nível de consciência (delirium que se sobrepõe ao quadro demencial). Transtornos mentais Sabe-se, desde os primórdios da semiologia psicopatológica, no século XIX, que a atenção quase sempre está alterada nos transtornos mentais graves. Um dos fundadores da psicopatologia moderna, o francês Jean-Étienne-Dominique Esquirol (1772-1840) afirmou que: “[...] a atenção é fugitiva no maníaco, concentrada no monomaníaco (melancólico, delirante) e vaga e difusa no demente” (Mattos, 1884, p. 31). As alterações mais frequentes da atenção são encontradas nas seguintes condições: transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), transtornos do humor (depressão e mania), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e esquizofrenia. No TDAH, transtorno bastante importante na infância e na adolescência, mas também significativamente presente em adultos, há dificuldade marcante de direcionar e manter a atenção a estímulos internos e externos, pois o paciente tem a capacidade prejudicada em organizar e completar tarefas, assim como graves dificuldades em controlar seus comportamentos e impulsos. Pacientes com TDAH revelam, em estudos de imagem cerebral, alterações no córtex frontal e em suas conexões. Tem sido dada ênfase a estruturas como o córtex pré-frontal dorsolateral, o córtex frontal medial superior, o córtex do cíngulo anterior e a regiões do lobo parietal, como o lobo parietal inferior e o sulco intraparietal. A área 10 de Brodmann, parte lateral (na parte anterior do córtex pré-frontal) e regiões anteriores da ínsula e do operculum frontal têm sido também implicadas nas disfunções atencionais e executivas do TDAH (Matthews; Nigg; Fair, 2014). Pode-se afirmar que o principal circuito neuronal relacionado com atenção que se revela hipofuncional no TDAH é o circuito atencional cíngulo-frontal-parietal. Um considerável número de estudos confirma disfunção em tal circuito (Bush, 2011). Os processos atencionais prejudicados, inibição falha e impulsividade são aspectos importantes dessa condição. A dificuldade é maior quando se faz necessário um estado de vigilância para detectar informação infrequente, sobretudo quando tal informação não é motivacionalmente saliente para o sujeito. Pessoas com TDAH têm, portanto, prejuízo relacionado à filtragem de estímulos irrelevantes à tarefa (embora seja questionável se a filtragem atencional é ou não o principal problema desses pacientes) (Cohen; Salloway; Zawacki, 2006; Matthews; Nigg ; Fair, 2014). Há também perturbação da inibição de respostas no TDAH, com déficits nas respostas inibitórias, que, por sua vez, envolve disfunção nas funções executivas frontais. As respostas de inibição implicam inibir ou suprimir respostas inapropriadas em determinado contexto, em favor de respostas alternativas mais apropriadas. Tal autocontrole, fundamental para a regulação emocional, é exercido pelos circuitos frontoestriatais e frontossubtalâmicos. A inibição de respostas, assim como a seleção de respostas, são fatores-chave para o comportamento dirigido a objetivos, sendo os déficits em tais funções fundamentais no TDAH. Por fim, cabe mencionar que estão também implicadas no TDAH a memória de trabalho, a mudança de tarefas e contexto (set shifting, atenção alternada) e a capacidade de manter-se na tarefa (atenção sustentada), ou seja, muitas das funções executivas frontais (Matthews; Nigg; Fair, 2014). Já os pacientes com transtornos do humor têm importantes dificuldades de concentração e atenção sustentada. Há, nos quadros maníacos, diminuição marcante da atenção voluntária e aumento da atenção espontânea, com hipervigilância e hipotenacidade. A atenção do indivíduo em fase maníaca salta rapidamente de um estímulo para outro, sem se fixar em algo. Nos quadros depressivos, com muita frequência há diminuição geral da atenção, ou seja, hipoprosexia. Em alguns casos graves, ocorre a fixação da atenção em certos temas depressivos (hipertenacidade), com rigidez e diminuição da capacidade de mudar o foco da atenção (hipovigilância). Isso acontece pelo fato de o indivíduo estar em um quadro depressivo grave, muitas vezes voltado totalmente para si, concentrado em conteúdos de fracasso, doença, culpa, pecado ou ruína. Em pacientes deprimidos, o desempenho prejudicado em tarefas de atenção sustentada é, de modo geral, proporcional à gravidade do estado depressivo. A atenção seletiva sensorial costuma ser menos afetada (Cohen; Salloway; Zawacki, 2006). Em pessoas com transtorno depressivo, mesmo fora dos episódios de depressão, pode haver prejuízo da atenção e das funções executivas. Tais prejuízos atencionais podem também ter implicações para a funcionalidade ocupacional dos pacientes (Woo et al., 2016). Já pessoas com TOC apresentam atenção e vigilância excessivas e desreguladas e alterações em funções executivas que geralmente se sobrepõem aos déficits atencionais. Foi identificado, no TOC, prejuízo na atenção alternada (set-shifting), no planejamento, na inibição de respostas, na memória de trabalho e na velocidade de processamento (Abramovitch et al., 2015). Na esquizofrenia, o déficit de atenção também é muito importante. A inadequada filtragem de informação irrelevante é uma dificuldade comum em pacientes com o transtorno. Tais indivíduos costumam ter dificuldade em anular adequadamente estímulos sensoriais irrelevantes enquanto realizam determinada tarefa e são muito suscetíveis a distrair-se com estímulos visuais e auditivos externos. Sob testagem neuropsicológica, revelam lentificação no tempo de reação em consequência da distraibilidade, não conseguem suprimir informações interferentes e têm grande dificuldade com a atenção sustentada, possivelmente devido a essa forte tendência à distraibilidade(Cohen; Salloway; Zawacki, 2006). Cabe mencionar que as dificuldades atencionais relacionadas a atenção alternada (set-shifting), inibição de resposta e atenção seletiva foram correlacionadas em pacientes com esquizofrenia com a presença de sintomas positivos, como alucinações e delírios (Morris et al., 2013). Além disso, verificou-se que modulação das emoções em relação à atenção também se revela anômala na esquizofrenia (Walsh-Messinger et al., 2014). SEMIOTÉCNICA DA ATENÇÃO: A AVALIAÇÃO DO PROCESSO ATENCIONAL (VER QUADRO 13.1) Testes de atenção Os continuous performance tests Os continuous performance tests (CPTs) (em português, testes de desempenho contínuo – TDCs) são constituídos por um grupo de paradigmas cognitivos (apresentados em forma de testes psicológicos) cujo objetivo central é a avaliação da atenção. Trata-se de uma das medidas mais utilizadas para avaliar a atenção sustentada e o nível de alerta. O paradigma do CPT inclui, além da atenção sustentada, a atenção seletiva e o nível de alerta na resposta a estímulos que oco rem de forma infrequente. Na prática, o CPT se caracteriza pela rápida apresentação de estímulos que continuamente mudam, havendo um estímulo-alvo (target stimulus) que deve ser corretamente identificado. A duração do teste é variada, mas deve ser suficiente para avaliar a atenção sustentada. Há várias modalidades de CPTs disponíveis. Atualmente, os mais utilizados incluem estímulos visuais e auditivos integrados. O mais utilizado na prática clínica é o Conners’ Continuous Performance Test (CPT III) (Conners, 2002). É comum que o CPT faça parte de uma bateria de testes neuropsicológicos com o intuito específico de avaliar a capacidade do indivíduo de lidar e manipular informações e utilizar a atenção e as funções executivas. O teste é um dos mais importantes na avaliação de pessoas (crianças e adultos) com TDAH. Na realização do CPT, é apresentada ao sujeito investigado uma tarefa em que ele deve manter o foco da atenção em uma sequência repetitiva de estímulos (que podem ser números, símbolos, letras ou sons) para responder apenas quando o estímulo-alvo aparece e para inibir a resposta quando estímulos confundidores aparecem. 1. 2. 3. 4. Os escores finais dos CPTs variam de teste para teste, havendo quatro escores principais: Detecções corretas: revela o número de vezes que o testando respondeu corretamente ao estímulo; quanto mais alto esse escore, melhor a atenção do sujeito. Tempo de reação: avalia a quantidade de tempo entre a apresentação do estímulo e a resposta do indivíduo. Erros por omissão: indica o número de vezes que o estímulo foi apresentado, mas o testando não respondeu (geralmente clicando um mouse). Muitos erros desse tipo indicam alta distraibilidade do sujeito. Erros por co-omissão: esses erros ocorrem quando o sujeito responde (clicando o mouse), mas o estímulo-alvo não foi apresentado (e sim um outro estímulo). Tempo de reação rápido e muitas respostas de co-omissão da parte do testando podem indicar impulsividade no processo atencional e nas capacidades de controle executivo. No Brasil, foi validado o K-CPT Conner’s para crianças (Miranda et al., 2008). Também uma versão para adolescentes foi estudada e validada no Brasil, em relação a idade e gênero (Miranda; Rivero; Amodeo Bueno, 2013). Quadro 13.1 | Semiotécnica clínica simplificada e rápida da atenção Fazer perguntas de triagem sobre dificuldades atencionais ao paciente e à pessoa que o acompanha (em especial a ele): Tem dificuldade para se concentrar? Distrai-se com facilidade? Não escuta quando lhe falam? Tem problemas para terminar tarefas? Não consegue organizar as tarefas? Perde seus pertences ou coisas necessárias para a realização de tarefas? Esquece com muita frequência seus pertences em lugares variados? Solicitar ao paciente que olhe os objetos que estão na sala da entrevista e logo em seguida cite o que viu. Outros testes de atenção Teste de Dígitos (Digit Span ou Extensão de dígitos) das baterias WISC-III e WAIS-III Esse é um teste bastante simples, prático e fácil de utilizar. Ele avalia a atenção geral e a focalizada, que mantém a informação na memória operacional. É um teste muito utilizado, pois tem a vantagem de ser rápido. Em contrapartida, devido a sua rapidez, de certa forma, impede a avaliação da atenção sustentada. O examinador lê uma sequência de números para o sujeito que está sendo testado, o qual deverá repeti-la. Primeiro, é feito o teste com a ordem direta dos números, depois com a ordem inversa (o sujeito deve repetir os números na ordem inversa ao que foi apresentado). Assim, o teste se inicia com a leitura pelo examinador da lista de números, respeitando-se o intervalo de um segundo entre cada número. Para a ordem direta, após a leitura, solicita-se ao paciente que tente repetir os números na mesma ordem que foram lidos pelo examinador. Após duas sequências repetidas de forma errada, o profissional deve passar outra lista de números. Na ordem direta, a mediana de números repetidos corretamente, para pessoas adultas até 40 anos, é sete, e, para pessoas com mais de 40 anos, seis números. Na ordem inversa, após a leitura dos números, pede-se ao paciente para repetir os números do fim para o começo da sequência que foi falada pelo examinador. Aqui, também, duas sequências respondidas de forma errada devem encerrar o teste. Na ordem inversa, a mediana de números repetidos corretamente, para pessoas adultas até 30 anos, é cinco, e, para pessoas com mais de 30 anos, quatro números. Valores abaixo da mediana indicam dificuldades atencionais, que serão mais graves quanto menor for o número de repetições corretas. O teste na ordem direta avalia a atenção geral e a concentração; já o teste na ordem inversa implica também a avaliação da memória de trabalho. O Quadro 13.2 apresenta alguns dos principais testes e subtestes de atenção disponíveis em nosso meio. Quadro 13.2 | Testes psicológicos padronizados para a avaliação da atenção desenvolvidos ou disponíveis no Brasil TESTE O QUE AVALIA COMENTÁRIOS BPA: Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção Avalia os vários tipos de atenção, como atenção sustentada, seletiva, dividida e alternada. Teste de uso internacional, validado no Brasil por Rueda e Monteiro (2013). CTT: Teste das Trilhas Coloridas e TMT: Teste de Trilhas A e B Avaliam principalmente atenção seletiva, mas também a atenção alternada, planejamento e sequenciamento. Não avaliam bem a atenção sustentada, pois são muito rápidos. O Trilhas B avalia mais memória de trabalho. O CTT é uma adaptação do Trail Making Test (TMT), ou, em português, Teste de Trilhas A e B, de uso internacional. Teste de Cancelamento dos Sinos Avalia atenção seletiva e atenção sustentada. É um teste com a exposição de muitos estímulos visuais, nos quais o testando deve achar os sinos. Teste FDT (Teste dos Cinco Dígitos): teste para avaliar funções Avalia o efeito de interferência atencional (efeito Stroop), ao utilizar informações conflitantes sobre números e quantidades. Como o controle inibitório é um aspecto importante das funções executivas, esse teste não é exclusivo para atenção. Teste usado internacionalmente com boas propriedades psicométricas e validado para a população brasileira. executivas e atenção Teste Stroop (Stroop Test) O mais utilizado é o The Stroop Color and Word Test (SCWT). Há várias versões desse teste. As duas mais famosas são a versão Victoria e a versão Golden. Avalia controle inibitório, atenção alternada e atenção seletiva. Avalia-se o número de erros e a velocidade em realizar as tarefas. Por avaliar controle inibitório, avalia também funçõesexecutivas frontais. O chamado “efeito stroop” é a habilidade de inibir inferências cognitivas que ocorrem quando o processamento de um estímulo específico se faz junto com a apresentação simultânea de um segundo estímulo confundidor (p. ex., expõe-se a palavra “vermelho” escrita em letras azuis e se pergunta o que está escrito aqui. A resposta correta é vermelho, o testando devendo ter inibido o estímulo da cor azul das letras). Teste n-Back Avalia atenção sustentada, mas trata-se de um teste sobretudo para memória de trabalho. O testando deve assinalar positivamente qualquer letra que aparecer em sequência, uma, duas ou três depois da letra-alvo. SUBTESTES DE ATENÇÃO DAS BATERIAS DE INTELIGÊNCIA DE WECHSLER WISC-III/IV E WAIS-III TESTE O QUE AVALIA COMENTÁRIOS Códigos Avalia atenção sustentada, atenção alternada e atenção seletiva. Entretanto, também são testadas velocidade de processamento, coordenação motora e percepção visual. A pessoa examinada no teste tem 2 minutos para realizá-lo. É um teste em que números de 1 a 9 são expostos na primeira linha, e, para cada número é apresentado, na linha justamente abaixo, um sinal ou código (- ou X ou = ou O, etc.). A pessoa deve preencher o mais rápido possível sete linhas em que estão os números, mas não os sinais-código. Aritmética Avalia atenção para cálculos mentais, mas também inclui memória de trabalho. Por exemplo, pedir que a pessoa subtraia de cem, sete e, depois, mais sete (até cinco vezes). Verificar o número de acertos e o tempo que o indivíduo usa para fazer os cálculos mentais. Também são subtestes Wechsler que avaliam, além de outras funções, a atenção: Procurar Símbolos, Completar Figuras, Sequência de Números e Letras, Cancelamento, Cubos. Fontes: Miller et al., 2009; Rueda; Monteiro, 2013; Campos et al., 2016. Na prática clínica, para a avaliação da atenção, é recomendável aplicar uma bateria de testes que avalie os vários tipos de atenção, como o BPA ou o conjunto de medidas de atenção dos testes Wechsler. Caso não se disponha desses recursos, uma avaliação mínima da atenção deveria incluir, por exemplo, o Teste de Dígitos (atenção geral e focalizada). e o Teste de Códigos (atenção sustentada, atenção alternada e atenção seletiva). 1 Para revisão detalhada, ver Langner; Eickhoff (2013). Capa Folha de Rosto Créditos Dedicatória Epígrafe Prefácio à 3ª edição Sumário PARTE I - Aspectos gerais da psicopatologia Capítulo 1 | Introdução geral à semiologia psiquiátrica O que é semiologia (em geral e semiologia médica e psicopatológica) Dimensão dupla do sintoma psicopatológico: indicador e elemento simbólico ao mesmo tempo Divisões da semiologia Síndromes e entidades nosológicas (transtornos específicos) Capítulo 2 | Definição de psicopatologia e ordenação dos seus fenômenos Forma e conteúdo dos sintomas: patogênese e patoplastia A ordenação dos fenômenos em psicopatologia Capítulo 3 | Os principais campos e tipos de psicopatologia Psicopatologia descritiva versus psicopatologia dinâmica Psicopatologia médica versus psicopatologia existencial Psicopatologia comportamental e cognitivista versus psicopatologia psicanalítica Psicopatologia categorial versus psicopatologia dimensional Psicopatologia biológica versus psicopatologia sociocultural Psicopatologia operacional-pragmática versus psicopatologia fundamental Contribuições da psicologia à psicopatologia Relações da psicopatologia com a psicologia geral Capítulo 4 | A questão da normalidade e da medicalização A questão da normalidade em psicopatologia Critérios de normalidade Medicalização, psiquiatrização, psicologização Capítulo 5 | Contribuições das neurociências à psicopatologia Visão geral dos sistemas neuronais Desenvolvimento do cérebro no ciclo vital Funções e áreas cerebrais Porção anterior (frontal) versus posterior do cérebro Hemisfério esquerdo versus direito Neuropsicologia e psicopatologia Limites da aplicação da neuropsicologia e dos testes neuropsicológicos em psiquiatria Plasticidade neuronal: o cérebro transforma-se positiva e negativamente com a experiência Experiências negativas, transtornos mentais e neuroplasticidade (aspectos da epigenética) Genética molecular, neurociências e psicopatologia Capítulo 6 | Contribuições da filosofia à psicopatologia A relação mente-cérebro Perspectivas dualistas Dualismo interacionista ou cartesiano Dualismo paralelista Dualismo epifenomenista Perspectivas monistas Monismo espiritualista Monismos materialistas ou fisicalismos Fisicalismo 1: Teoria da identidade mente-cérebro ou espírito-matéria Fisicalismo 2: Eliminacionismo Fisicalismo 3: Teorias do duplo aspecto ou monismo anômalo Fisicalismo 4: Teoria da mente como emergente Fisicalismo 5: Behaviorismo analítico Fisicalismo 6: Funcionalismo em filosofia da mente Argumentos contra o fisicalismo O problema da causalidade em psicopatologia O problema da verdade em psicopatologia A questão dos valores em psicopatologia e na prática clínica Capítulo 7 | Princípios gerais do diagnóstico psicopatológico PARTE II - Avaliação do paciente e funções psíquicas alteradas Capítulo 8 | A avaliação do paciente Avaliação psicopatológica Avaliação física Avaliação neurológica Avaliação psicológica: o psicodiagnóstico Exames complementares Capítulo 9 | A entrevista com o paciente A(s) primeira(s) entrevista(s) O profissional se apresenta ao paciente Transferência e contratransferência A avaliação psicopatológica como um todo: anamnese, exame psíquico, exames somáticos e exames complementares Alguns pontos adicionais sobre a anamnese em psicopatologia Entrevista e dados fornecidos por um “informante” Sobre a confiabilidade dos dados obtidos: simulação e dissimulação Crítica do paciente e insight em relação a sintomas e transtornos Perspectiva transversal versus longitudinal Relato do caso por escrito Avaliação inicial e perguntas introdutórias Entrevistas diagnósticas padronizadas em psicopatologia Capítulo 10 | Aspecto geral do paciente e comunicação não verbal Aspecto geral do paciente Psicopatologia e semiologia da comunicação não verbal Comunicação não verbal Comunicação não verbal e psicopatologia Comunicação não verbal nas principais síndromes e transtornos psicopatológicos Depressão Ansiedade Esquizofrenia Autismo Mania Semiotécnica do aspecto geral do paciente e da comunicação não verbal Funções psíquicas elementares e suas alterações no exame do estado mental Capítulo 11 | Introdução às funções psíquicas elementares Advertência: limitações de uma psicopatologia das funções psíquicas Capítulo 12 | A consciência e suas alterações Definições básicas Neuropsicologia da consciência As bases neuroanatômicas e neurofuncionais do nível de consciência Campo da consciência O inconsciente Características funcionais do inconsciente Caráter dinâmico do inconsciente Alterações normais da consciência Ritmos circadianos Sono O sono normal O sonho Alterações patológicas da consciência Alterações patológicas quantitativas da consciência: rebaixamento do nível de consciência Perdas abruptas da consciência Síndromes psicopatológicas associadas ao rebaixamento prolongado do nível de consciência Delirium (ver também o tema no capítulo “Transtornos neurocognitivos”) Outras síndromes com rebaixamento prolongado do nível de consciência próximas ao delirium Alterações qualitativas da consciência Outras alterações da consciência Perplexidade patológica (perplexidade como experiência psicopatológica) Experiência de quase-morte (near death experience – NDE) Capítulo 13 | A atenção e suas alterações Definições básicas Psicologia da atenção Conceitos da psicologia e da psicopatologia clássicas da atenção Hábito e sensibilização A neuropsicologia contemporânea da atenção Neuropsicologia da atenção Atenção e funções executivas frontais Atenção e memória de trabalho Neuroanatomia e redes neurais da atenção1 Psicopatologia daatenção Valor diagnóstico das alterações da atenção Distúrbios neuropsiquiátricos e neuropsicológicos Transtornos mentais Semiotécnica da atenção: a avaliação do processo atencional (Ver quadro 13.1) Testes de atenção Os continuous performance tests Outros testes de atenção Capítulo 14 | A orientação e suas alterações Definições básicas Orientação espacial Orientação temporal Neuropsicologia da orientação Neuropsicologia da orientação espacial ou topográfica Neuropsicologia da orientação temporal Psicopatologia da orientação (alterações segundo a alteração de base) Capítulo 15 | As vivências do tempo e do espaço e suas alterações Definições básicas Percepção do tempo e senso de realidade Qualidades da vivência de tempo Espaço e tempo profanos e sagrados Anormalidades da vivência do tempo e ritmo psíquico nas síndromes depressivas e maníacas Ilusão sobre a duração do tempo Atomização do tempo Inibição da sensação de fluir do tempo (inibição do devir subjetivo) Alterações da vivência do tempo na esquizofrenia Anormalidades da vivência do espaço Capítulo 16 | A sensopercepção e suas alterações (incluindo a representação e a imaginação) Definições básicas Delimitação dos conceitos de imagem, representação e imaginação Novas perspectivas sobre fenômenos perceptivos: estudos sobre visão cega e percepção cega de odores Alterações da sensopercepção Alterações quantitativas da sensopercepção (Biller; Gruener; Brazis, 2011; Fuller, 2013) Alterações qualitativas da sensopercepção Tipos de ilusão Alucinações Alucinose Possíveis causas e teorias etiológicas das alucinações Abordagem fenomenológica das alucinações Perspectivas psicanalíticas das alucinações Teoria irritativa ou disfuncional cortical Alucinações como fenômeno de deaferentação/liberação neuronal Teoria da desorganização global do funcionamento cerebral e mental Teorias neurobioquímicas das alucinações Teoria da alucinação como transtorno da linguagem interna (inner speech) Estudos de neurociências e neuroimagem funcional (RM Funcional, PET, SPECT) das alucinações Psicopatologia da imaginação e da representação Alterações da representação (imagens representativas) Alucinação e delírio Capítulo 17 | A memória e suas alterações Definições básicas Fases ou elementos básicos da memória Memória segundo o tempo de aquisição, armazenamento e evocação Bases neurobiológicas da memória Fatores associados ao processo de memorização (codificação e armazenamento) Tipos específicos de memória Tipos dependentes do caráter consciente ou não consciente do processo mnêmico (memória explícita/declarativa versus implícita/não declarativa) Memórias, devaneios e viagem mental no tempo Tipos de memória classificados segundo a estrutura cerebral envolvida (ver revisão em Matthews, 2015) Memória de trabalho Memória episódica (Pause et al., 2013) Memória semântica Memória de procedimentos Alterações patológicas da memória: alterações quantitativas Hipermnésias Amnésias (ou hipomnésias) Amnésia anterógrada e retrógrada Alterações qualitativas (paramnésias) Confabulações (ou fabulações) (Dalla Barba; La Corte, 2015) Outras alterações qualitativas da memória Alterações do reconhecimento Agnosias Outras alterações orgânicas do reconhecimento Alterações do reconhecimento associadas a transtornos mentais Alterações do reconhecimento/identificação de origem delirante (delusional misidentification syndrome) Alterações do reconhecimento não delirantes Capítulo 18 | A afetividade e suas alterações Definições básicas Humor ou estado de ânimo Emoções Sentimentos Afetos Paixões Emoção versus razão Reação afetiva Tipos e classificações das emoções Experiências afetivas negativas e positivas Polos ou valências da afetividade: domínios e construtos do Research Domain Criteria São as emoções das pessoas as mesmas em todo o mundo? Emoções universais, primárias ou básicas Emoções secundárias ou sociais (não universais) Emoções de fundo Emoções não conscientes (revisão em Lee et al., 2016) Teorias da afetividade e das emoções Teoria de James-Lange (1884) Teoria de Cannon-Bard (1927, 1929) Teoria de Schachter-Singer, ou teoria dos dois fatores (1962) Teoria de Lazarus (1966, 1977) Aspectos cerebrais e neuropsicológicos das emoções O sistema límbico e as emoções: contribuição de Papez-MacLean A amígdala Os lobos frontais e as emoções: córtex orbitofrontal e córtex frontal ventromedial (Franks, 2010; Lindquist et al., 2012) O lobo parietal direito O circuito septo-hipocampal Aspectos psicodinâmicos das emoções e vida afetiva Concepção freudiana Concepção de Melanie Klein Alterações psicopatológicas da afetividade Alterações do humor Catatimia Ansiedade, angústia e medo Alterações das emoções e dos sentimentos Medo Fobias Pânico: crises de pânico e transtorno de pânico Apatia Sentimento de falta de sentimento Anedonia Indiferença afetiva e “bela indiferença” Labilidade afetiva e incontinência afetiva Redução dos afetos nas psicoses Hipomodulação do afeto Distanciamento afetivo e pobreza de sentimentos Embotamento afetivo e devastação afetiva Afetos qualitativamente alterados nas psicoses Ambivalência afetiva Inadequação do afeto ou paratimia Neotimia Valor diagnóstico Transtorno depressivo Mania Esquizofrenia Transtornos da personalidade Demências e outras condições neuropsiquiátricas (revisões em Baquero; Martín, 2015; Kratz, 2017) Emoções não conscientes em pessoas com transtornos mentais (revisão em Lee et al., 2016) Instrumentos padronizados de avaliação da afetividade Capítulo 19 | A vontade, a psicomotricidade, o agir e suas alterações Definições básicas Ato volitivo ou ato de vontade Processo volitivo Comportamento moral, agressividade e funcionamento cerebral A ação do indivíduo sobre o mundo e os lobos frontais: funções executivas Atos volitivos, comportamentos morais e variabilidade cultural Alterações da vontade Hipobulia/abulia Atos impulsivos e atos compulsivos Atos impulsivos Atos compulsivos (ou compulsão) Bases neurobiológicas da impulsividade e da compulsividade (revisão em Fineberg et al., 2014) Tipos de impulsos e compulsões patológicas Impulsos e compulsões agressivas auto ou heterodestrutivas Impulsos e compulsões relacionados à ingestão de substâncias ou alimentos Atos e compulsões relacionados ao desejo e ao comportamento sexuais Outros impulsos e compulsões Outras alterações da vontade Alterações da psicomotricidade Estupor e catatonia Estupor Catatonia (revisão em Gazdag et al., 2017) Cascata de defesa, freezing e reações de imobilidade (revisão em Kozlowska et al., 2015) Desamparo aprendido (Maier; Seligman, 2016) Estereotipias motoras e maneirismos Tiques múltiplos, motores e/ou vocais Conversão Alterações da marcha Outras alterações psicopatológicas da psicomotricidade Apraxias (revisão em Park, 2017) Alterações motoras relacionadas ao uso de psicofármacos e a doenças neurológicas Alterações motoras decorrentes do uso de psicofármacos Alterações motoras e movimentos involuntários decorrentes de doenças e condições neurológicas Instrumentos padronizados de avaliação das alterações da volição Capítulo 20 | O pensamento e suas alterações Definições básicas Conceitos (ver Harky-Vallée, 2013) Juízos Raciocínio Pensamento lógico Pensamento indutivo e dedutivo Pensamento intuitivo Pensamento crítico Pensamentos errôneos e vieses de pensamento em pessoas sem alterações psicopatológicas O processo do pensar Psicopatologia do pensamento Alterações dos conceitos, dos juízos e do raciocínio Desintegração e transformação dos conceitos Condensação dos conceitos Alterações dos juízos Juízo deficiente ou prejudicado Juízos de realidade ou de existência Tipos alterados de pensamento (incluindo juízo e raciocínio) Pensamento mágico, pensamento dereístico e wishful thinking Pensamento inibido Pensamento vago Pensamento prolixo Pensamento concretoou concretismo Pensamento deficitário (relacionado à deficiência intelectual) Pensamento demencial Pensamento confusional Pensamento desagregado Pensamento obsessivo Ruminações ou pensamento ruminativo perseverativo Alterações do processo de pensar (do curso, forma ou conteúdo) Alterações do curso do pensamento Aceleração do pensamento Lentificação do pensamento Bloqueio ou interceptação do pensamento Roubo do pensamento Fuga de ideias Alterações formais do pensamento (ver Radanovic et al., 2013) Afrouxamento das associações Descarrilhamento do pensamento Dissociação e incoerência do pensamento Desagregação do pensamento Valor diagnóstico das alterações formais do pensamento Alterações do conteúdo do pensamento Semiotécnica do pensamento e instrumentos padronizados para avaliar alterações do pensamento Capítulo 21 | O juízo de realidade e suas alterações (o delírio) Definições psicológicas Distinção fundamental: erro simples versus delírio Preconceito Crenças culturais e superstições Alterações patológicas do juízo Ideias prevalentes ou sobrevaloradas (ideias errôneas por superestimação afetiva) O delírio Dimensões do delírio Delírio primário ou ideias delirantes verdadeiras Delírio secundário, ou ideias deliroides, e os delírios compartilhados Estrutura dos delírios Surgimento e evolução do delírio: estados pré-delirantes Os mecanismos constitutivos do delírio Interpretação: delírio interpretativo (ou interpretação delirante) Intuição: delírio intuitivo (ocorrência ou intuição delirante) Imaginação: delírio imaginativo Afetividade: delírios catatímicos da mania e da depressão (Keck et al., 2003) Memória: delírio mnêmico (recordação delirante) Alteração da consciência: delírio onírico Alterações sensoperceptivas: delírio alucinatório Relações entre delírio e alucinação Mecanismos de manutenção do delírio Os tipos de delírio segundo seus conteúdos ou temáticas delirantes (delusion content ou Wahnthemen) Delírios de perseguição Delírio de referência (de alusão ou autorreferência) Delírios de perseguição e o mecanismo de projeção Delírio de relação Delírio de influência ou controle (também denominado vivência de influência) Delírio de grandeza ou missão (ou de enormidade) Delírio religioso ou místico (revisão em Bhavsar; Bhugra, 2008; Cook, 2015) Delírio de ciúmes e de infidelidade Delírio erótico (erotomania, síndrome ou delírio de Clerambault) Delírios de falsa identificação (misidentification delusion) (revisão em Rodrigues; Banzato, 2006) Delírios de conteúdo depressivo Delírio de ruína (ou niilista) Delírio de culpa e de autoacusação Delírio de negação de órgãos Delírio hipocondríaco Delírio cenestopático Frequência dos delírios segundo seus conteúdos Fatores que determinam os conteúdos dos delírios Delírios, internet e mundo tecnológico contemporâneo Possíveis causas e teorias etiológicas dos delírios Hipóteses causais: modelos psicanalíticos e psicodinâmicos Hipóteses causais: modelos existenciais Hipóteses causais: afetividade, emoções negativas, estresse diário e delírio Hipóteses causais: psicologia cognitivista (processamento de informações) e delírio (Connors; Halligan, 2015) Hipóteses causais: modelos neurobiológicos e neuropsicológicos Diagnóstico diferencial do delírio Ideias prevalentes versus ideias delirantes Ideias obsessivas versus ideias delirantes Delírio versus alucinação Mitomania versus ideias delirantes Pseudologia fantástica versus ideias delirantes (Thom et al., 2017) Valor diagnóstico dos delírios Instrumentos padronizados para a avaliação do delírio Capítulo 22 | A linguagem e suas alterações Definições Funções da linguagem Alterações patológicas da linguagem (revisão em Thomas; Fraser, 1994; Elvevåg et al., 2016) Alterações da linguagem secundárias a disfunção ou lesão neuronal identificável Linguagem e cérebro (revisão em Cahana-Amitay; Albert, 2014) Afasias Agrafia Alexia Disartria Parafasias Alterações da linguagem associadas a estados, condições ou transtornos psicopatológicos Dislexia (revisões em Snowling; Melby-Lervåg, 2016) Alterações da fala Disfonia (revisão em Reiter et al., 2015) Afonia Distúrbios da fala em crianças (Terband et al., 2014) Dislalia e disglossia Transtornos da fluência da fala: a gagueira (ver revisão em Neumann et al., 2017) Alterações da linguagem em crianças (revisão em Norbury et al., 2017) Acelerações psicopatológicas da linguagem mais observadas em adultos: logorreia, taquifasia e loquacidade Lentificação patológica da linguagem: bradifasia Mutismo Mutismo eletivo (revisão em Hua; Major, 2016) Mutismos com bases neurobiológicas Mutismo acinético Mutismo cerebelar Perseveração verbal Ecolalia Palilalia e logoclonia Tiques verbais ou fonéticos e coprolalia Alogia, verbigeração e mussitação Glossolalia e pararrespostas Neologismos A linguagem na esquizofrenia A linguagem nas demências Demência de Alzheimer - DA (revisão em Szatloczki et al., 2015) Alterações da linguagem nas outras demências – não Alzheimer (revisão em Reilly et al., 2010) Demência frontotemporal (DFT) Demência vascular Demência com corpos de Lewy Demência na doença de Parkinson Linguagem nos transtornos do espectro autista Linguagem em outros transtornos mentais (revisão ampla em Fine, 2007) Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade Transtornos do humor: depressão Transtornos do humor: mania Transtornos da personalidade Funções psíquicas compostas e suas alterações Capítulo 23 | Introdução às funções psíquicas compostas Capítulo 24 | O eu, o self: psicopatologia Origem e desenvolvimento do Eu (ontogenia do Eu) A noção de self e suas vicissitudes Psicopatologia do eu e do self O Eu e a consciência do Eu, segundo Karl Jaspers (1979) Consciência de unidade do Eu Consciência de identidade do Eu no tempo Consciência da oposição do Eu em relação ao mundo Consciência de atividade do Eu Despersonalização e desrealização Valor semiológico Psicopatologia do Eu corporal Definições básicas Cenestesia e cenestopatia Somatognosia e suas alterações Alterações do esquema corporal em transtornos mentais A valoração do Eu: os conceitos de narcisismo e autoestima Definições básicas Diminuição da valoração do Eu O conceito de identidade psicossocial Os transtornos de identidade Crise de identidade Estados de possessão como experiência cultural relacionada ao Eu Alterações da experiência do self ou experiências anômalas do self Alterações do self anímico (self psíquico) Alterações do self corporal Alterações do self social (alterações das identidades psicossociais e socioculturais que ocorrem com mais frequência na esquizofrenia) Alterações do self total (podem estar presentes em diferentes psicoses, mas ocorrem com mais frequência na esquizofrenia) Alterações da autoconsciência e da presença (self-awareness e self-presence) Capítulo 25 | A personalidade e suas alterações Definições básicas Constituição corporal Temperamento Caráter Tipologias humanas ou padrões de personalidade A personalidade, seu desenvolvimento e seus tipos, segundo Sigmund Freud (1856-1939) Estudo da personalidade por meio de métodos empíricos e psicométricos: traços, hipótese léxica fundamental e análise fatorial O estudo dos traços de personalidade A hipótese léxica fundamental: da linguagem cotidiana à personalidade Abordagem fatorial dos traços: a análise fatorial Modelos atuais de personalidade baseados em estudos empíricos Os modelos de Raymond B. Cattel (1905-1998) e de Hans Jürgen Eysenck (1916-1997) Modelo dos cinco grandes fatores (CGF ou Big Five) Modelo dos cinco fatores e estrutura e funcionamento cerebral O modelo de personalidade de Robert Cloninger Transtornos da personalidade Conceito Transtornos da personalidade segundo as classificações atuais Grupo B: padrão instabilidade e/ou manipulação (ou “dramáticos”, “emotivos”) Grupo A: padrão “esquisitice e/ou desconfiança” (ou “estranhos”, “excêntricos”)Grupo C: padrão “ansiedade e/ou controle e/ou insegurança” (ou “ansiosos”, “medrosos”) Personalidade e condições médicas e neurológicas Outros transtornos da personalidade e padrões de personalidade (não inclusos na CID-11 e no DSM-5) Personalidade padrão passivo-agressiva Transtornos da personalidade e traços do modelo dos cinco grandes fatores (Big Five) Traços proeminentes de personalidade e modelo alternativo para avaliar a personalidade Nível de funcionamento da personalidade (modelo do DSM-5) Relação entre personalidade e os outros transtornos mentais Personalidade, doenças físicas e psicossomáticas A avaliação da personalidade e seus transtornos: semiotécnica da personalidade Rastreamento de possíveis transtornos da personalidade e identificação do perfil de personalidade: abordagem clínica Perguntas gerais para rastrear a personalidade e possível transtorno da personalidade Avaliação padronizada da personalidade por meio de testes psicométricos e testes projetivos Entrevistas psiquiátricas padronizadas para diagnóstico de transtornos da personalidade Capítulo 26 | Inteligência e cognição social Inteligência: definições Psicologia da inteligência e neuropsicologia Desenvolvimento da inteligência na criança e no adolescente Período sensório-motor Período pré-operatório Período operatório-concreto Período operatório-formal A perspectiva de Lev S. Vygotsky Os modelos de inteligências múltiplas Inteligência geral versus inteligências múltiplas Os testes de inteligência: QI Críticas ao construto inteligência e aos testes de QI Inteligência, genética e ambiente Inteligência e cérebro Transtornos do desenvolvimento intelectual (cid-11) ou deficiências intelectuais (DSM-5) Teste de QI e DI Epidemiologia das deficiências intelectuais Os diferentes níveis de gravidade: da inteligência limítrofe às DIs profundas Inteligência limítrofe Deficiência intelectual leve Deficiência intelectual moderada Deficiência intelectual grave Deficiência intelectual profunda Causas da deficiência intelectual Fenótipo físico e comportamental Deficiência intelectual e transtornos mentais (Munir, 2016) Semiotécnica da inteligência: avaliação simplificada da inteligência QI e testes de avaliação da inteligência Testes de avaliação da inteligência e cultura Avaliação médica da DI Cognição social: definições Desenvolvimento da cognição social na criança Cognição social e cérebro (Franks, 2010) Cognição social e psicopatologia Transtornos do espectro autista Esquizofrenia Síndrome de Williams O fenômeno savant, a inteligência e o autismo Testes de avaliação da cognição social PARTE III - Psicopatologia e as grandes síndromes e transtornos psicopatológicos Capítulo 27 | Do sintoma à síndrome Transfundo ou ancoragem das vivências psicopatológicas e sintomas emergentes Componentes do surgimento, constituição e manifestação dos sintomas e dos transtornos mentais Manifestação dos transtornos mentais: patogenia, patoplastia e psicoplastia A evolução temporal dos transtornos mentais Conceito de processo, desenvolvimento, surto, fase, reação, crise e episódio (Schneider, 1976; Vallejo Nagera, 1977; Jaspers, 1979) Contextualização do sintoma em relação a sua origem neurobiológica ou sociocultural Capítulo 28 | As síndromes da psicopatologia, os transtornos e os modos de proceder em relação aos diagnósticos Prevalência de transtornos mentais no mundo e no Brasil Capítulo 29 | Síndromes depressivas Perdas e depressão Subtipos de síndromes e transtornos depressivos Episódio de depressão e transtorno depressivo maior recorrente (CID-11 e DSM-5) Transtorno depressivo persistente e transtorno distímico (CID-11 e DSM-5) Depressão atípica ou depressão com características atípicas (DSM-5) Depressão tipo melancólica ou endógena (CID-11 e DSM-5) Depressão psicótica ou depressão com sintomas psicóticos (CID-11 e DSM-5) Estupor depressivo ou depressão com catatonia (DSM-5) Depressão ansiosa ou agitada ou com sintomas ansiosos proeminentes (CID-11 e DSM-5) e transtorno misto de depressão e ansiedade (CID-11) Depressão unipolar ou depressão bipolar Depressão como transtorno disfórico pré-menstrual (CID-11 e DSM-5) Depressão mista ou depressão com características mistas (DSM-5) Depressão secundária ou orgânica (transtorno depressivo devido a outra condição médica ou induzido por substância ou medicamento, CID-11 e DSM-5) Depressão como fator de risco para doenças físicas Depressão em crianças, adolescentes e idosos Depressão e personalidade Capítulo 30 | Síndromes maníacas e transtorno bipolar Histórico Sintomas da síndrome maníaca Subtipos de síndromes maníacas Mania franca ou grave Mania irritada ou disfórica Mania com sintomas psicóticos Mania mista ou mania com características mistas (revisão em Muneer, 2017) Hipomania (ou episódio hipomaníaco) Ciclotimia ou transtorno ciclotímico (CID-11 e DSM-5) Transtorno bipolar (Goodwin; Jamison, 2010) Transtorno bipolar tipo I e tipo II Transtorno bipolar, tipo ciclagem rápida Bases genéticas e neurobiológicas do transtorno bipolar Transtorno bipolar em crianças e adolescentes (Goodwin; Jamison, 2010; Serra et al., 2017) Semiotécnica da mania Capítulo 31 | Síndromes ansiosas e síndromes com importante componente de ansiedade Síndromes ansiosas Transtorno de ansiedade generalizada Crises de ansiedade, crises de pânico Transtorno de pânico Transtorno de ansiedade de separação (CID-11 e DSM-5) Síndromes ansiosas de base orgânica Síndromes com importante componente de ansiedade (fobias e ansiedade social, dissociações, conversões, somatizações, transtorno de estresse pós--traumático e transtornos obsessivo-compulsivos) Transtornos fóbicos Transtornos dissociativos e transtornos conversivos: histeria Conversão e dissociação Transtorno de estresse pós-traumático (CID-11 e DSM-5) Transtorno obsessivo-compulsivo Condições psicopatológicas vivenciadas sobretudo no corpo Sintomas médicos inexplicados Fibromialgia e síndrome da fadiga crônica Hipocondria ou transtorno hipocondríaco Capítulo 32 | Síndromes psicóticas (quadros do espectro da esquizofrenia e outras psicoses) Esquizofrenia O conceito de esquizofrenia Sintomas negativos (síndrome negativa ou deficitária) (Dantas; Banzato, 2007) Sintomas positivos (síndrome positiva ou de sintomas produtivos) Sintomas de desorganização (síndrome de desorganização) Sintomas psicomotores e catatonia (síndrome psicomotora) Sintomas/prejuízos cognitivos Sintomas de humor Outras características e sintomas associados à esquizofrenia Transtorno delirante (paranoia) e esquizofrenia tardia (parafrenia) (APA, 2014; CID-11, 2018; Opjordsmoen, 2014) Transtornos psicóticos agudos, breves e transitórios (psicoses reativas e/ou psicoses psicogênicas) (Nugent et al., 2011; APA, 2014; CID-11, 2018) Diagnóstico diferencial Transtorno esquizoafetivo (Heckers et al., 2009; Jager et al., 2011) Capítulo 33 | Síndromes psicomotoras Síndromes de agitação psicomotora Agitação maníaca Agitação paranoide Agitação catatônica Agitação psico-orgânica (no delirium) Agitação nas demências Agitação nos quadros de deficiência intelectual com transtornos mentais e de comportamento Agitação explosiva associada a transtornos da personalidade Agitação histriônica Agitação ansiosa Alterações da volição e homicídio Síndromes de estupor e/ou catatonia Estupor/catatonia depressiva Estupor catatônico na esquizofrenia Estupor/catatonia psicogênica (traumático, de choque psicológico ou estupor histérico) Estupor/catatonia orgânica Síndromes de comportamentos disruptivos e agressivos na infância e na adolescência Transtorno disruptivo da desregulação do humor (DSM-5) Transtorno de oposição desafiante (DSM-5 e CID-11) Transtorno da conduta (DSM-5 e CID-11) Transtorno explosivo intermitente (DSM-5 e CID-11) Capítulo 34 | Síndromes relacionadas ao comportamento alimentar O comportamento alimentar Transtornos alimentares Anorexia nervosa(DSM-5 e CID-11) Bulimia nervosa (DSM-5 e CID-11) Outros transtornos do comportamento alimentar Obesidade Capítulo 35 | Transtornos devidos ou relacionados a substâncias e comportamentos aditivos Transtornos por uso de substâncias (DSM-5) Transtornos induzidos por substâncias (DSM-5) Início e desenvolvimento de transtornos por uso de substâncias Álcool: transtornos por uso e transtornos induzidos (DSM-5 e CID-11) Síndromes associadas aos transtornos devidos ao álcool Maconha: transtornos por uso e transtornos induzidos (dsm-5 e cid-11) Transtornos induzidos pela maconha e consequências do uso crônico Cocaína/crack: transtornos por uso e transtornos induzidos (DSM-5 e CID-11) Semiotécnica de avaliação em pessoas com problemas ou transtornos relacionados a álcool e outras substâncias Dependências comportamentais ou transtornos aditivos não relacionados a substâncias (CID-11 e DSM-5) Transtorno do jogo e de apostas (CID-11 e DSM-5) e transtorno de dependência da internet Capítulo 36 | Síndromes relacionadas ao sono Transtorno de insônia (DSM-5) Transtorno de hipersonolência (DSM-5) Síndrome das pernas inquietas (DSM-5) Transtornos do sono relacionados à respiração (apneias do sono) Apneia e hipopneia obstrutivas do sono Apneia central do sono Transtornos do sono-vigília do ritmo circadiano Tipo fase do sono atrasada e tipo fase do sono avançada (DSM-5) Narcolepsia (DSM-5) Parassonias Capítulo 37 | Sexualidade e psicopatologia A sexualidade humana Diferenças entre homens e mulheres Fases do ciclo ou ato sexual Sobre os chamados “transtornos ou disfunções sexuais” Transtornos ou disfunções sexuais (APA, 2014) Transtornos ou disfunções do desejo e da resposta sexual Desejo sexual inibido: transtorno do interesse/excitação sexual feminino e transtorno do desejo sexual masculino hipoativo Transtorno da dor gênito-pélvica/penetração Transtorno do orgasmo feminino Transtorno erétil Transtornos da ejaculação Transtornos parafílicos e parafilias (CID-11 e DSM-5) Alguns dos principais transtornos parafílicos Transtornos do desenvolvimento sexual Hipersexualidade Variabilidades da sexualidade humana Incongruência de gênero (CID-11) ou disforia de gênero (DSM-5) Homossexualidade e bissexualidade Homofobia e transfobia (Charda et al., 2015; Costa et al., 2017) Outros problemas relacionados à sexualidade Capítulo 38 | Transtornos neurocognitivos (síndromes mentais orgânicas) Delirium Características principais do delirium (Trzepacz; Meagher; Wise, 2006; APA, 2014) Quadro clínico do delirium Evolução temporal do delirium Subtipos de delirium: hiperativo, hipoativo e misto (Camus; Burtin; Simeone et al., 2000; Trzepacz; Meagher; Wise, 2006) Classificação de subtipos de delirium de acordo com os fatores causais (etiologia) Pesquisa da etiologia e manejo dos quadros de delirium Diagnóstico diferencial do delirium Instrumentos de avaliação Capítulo 39 | Demências e outros transtornos neurocognitivos de longa duração Demências ou transtorno neurocognitivo maior Diagnóstico diferencial da síndrome demencial Transtornos neurocognitivos leves (CID-11 e DSM-5) ou comprometimento cogntivo leve (Langa; Levine, 2014; Sachs-Ericsson; Blazer, 2015) Etiologias mais frequentes dos TNCs maiores (demências) e leves Doença de Alzheimer (DSM-5 – transtorno neurocognitivo maior ou leve devido à doença de Alzheimer) (Cummings, 2004; Jack Jr. et al., 2011; Scheltens; Blennow; Breteler et al., 2016) Doença cerebrovascular (DSM-5 – transtorno neurocognitivo vascular maior ou leve) (Engelhardt et al., 2006; Battistin; Cagnin, 2010) Degeneração lobar frontotemporal ou demência frontotemporal (DSM-5 – transtorno neurocognitivo frontotemporal maior ou leve) (Askin-Edgar; White; Cummings, 2006; Warrem et al., 2013) Doença com corpos de Lewy (DSM-5 – transtorno neurocognitivo maior ou leve com corpos de lewy) (Walker; Possin; Boeve et al. 2015; Hogan; Fiest; Roberts et al., 2016) Outras formas de demência Perguntas de rastreamento aos familiares, acompanhantes ou cuidadores sobre possível TNC maior (demência) Outros transtornos neurocogntivos crônicos, de longa duração (previamente denominados síndromes mentais orgânicas focais ou localizadas) Transtorno amnéstico (síndrome amnéstica) (Spiers; Maguire; Burgess, 2001; Szabo, 2014; Small; Butler; Zabar; Barash, 2016) Outras síndromes mentais orgânicas Síndromes mentais e comportamentais associadas a outras doenças, transtornos ou condições (biomédicas) classificados em outro lugar Capítulo 40 | Síndromes relacionadas à cultura Psicopatologia e cultura Finais Referências Materiais complementares online Conheça Também Grupo A Contracapa