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supranuclear	 progressiva)	 apresentam	 desempenho	 quase	 normal	 em	 testes	 de
memória	 episódica,	 mas	 revelam	 acentuada	 incapacidade	 de	 aprender	 novas
habilidades	motoras,	visuoespaciais	e	linguísticas.
Para	as	demências	vasculares,	 inclusive	a	demência	após	AVC,	os	 tipos	de
memória	 comprometidos	 (de	 trabalho,	 episódica,	 semântica	 ou	 de
procedimentos)	dependem	muito	de	fatores	como	tipo	de	AVC,	volume,	número
de	AVCs	e	localização	das	lesões	vasculares.	Portanto,	as	perdas	de	memória	nas
demências	vasculares	são	muito	heterogêneas	(Kalaria	et	al.,	2016).
De	modo	 geral,	 esse	 tipo	 de	memória	 não	 fica	 gravemente	 prejudicado	 na
demência	 de	 Alzheimer,	 apresentando-se	 mais	 deteriorado	 (sobretudo	 como
perda	da	capacidade	de	aprendizado	motor)	em	outras	doenças	degenerativas	que
envolvem	habilidades	psicomotoras.
ALTERAÇÕES	PATOLÓGICAS	DA	MEMÓRIA:
ALTERAÇÕES	QUANTITATIVAS
Hipermnésias
Em	 alguns	 pacientes	 em	 mania	 ou	 hipomania,	 representações	 (elementos
mnêmicos)	 afluem	 rapidamente,	 uma	 tempestade	 de	 informações	 ou	 imagens,
ganhando	em	número,	perdendo,	porém,	em	clareza	e	precisão.	A	hipermnésia,
nesses	casos,	traduz	mais	a	aceleração	geral	do	ritmo	psíquico	que	uma	alteração
propriamente	da	memória	(Nobre	de	Melo,	1979).
Há	 outro	 tipo	 de	 hipermnésia,	 chamada	 hipermnésia	 para	 memória
autobiográfica.	 Trata-se	 de	 um	 fenômeno	 raro,	 no	 qual	 o	 indivíduo	 tem	 uma
memória	autobiográfica	quase	perfeita	(Parker	et	al.,	2006).
Foi	estudado	detalhadamente	o	caso	de	HK,	um	rapaz	de	20	anos,	cego	de
nascença,	 que	 apresentava	 hipermnésia	 autobiográfica.	 Sua	 memória	 para
detalhes	de	vários	eventos	de	sua	vida	passada	era	profunda	e	minuciosa,	quase
perfeita.	Por	meio	de	várias	fontes,	a	memória	de	HK	foi	checada	em	relação	ao
diário	 de	 sua	 avó,	 entrevistas	 com	 vários	 familiares	 e	 registros	 de	 prontuários
médicos	do	hospital	onde	ele	era	tratado,	revelando-se	altamente	fidedigna	(Ally
et	al.,	2013).
HK	apresentava,	em	relação	a	controles,	hipertrofia	da	amígdala	direita	(de
cerca	de	20%)	e	conectividade	aumentada	entre	a	amígdala	e	o	hipocampo	(10
vezes	acima	do	desvio-padrão).	A	hipermnésia	autobiográfica	é	considerada	um
1.
2.
3.
4.
fenômeno	complexo,	dependente	de	intricada	interação	entre	memória	episódica,
memória	semântica,	habilidades	visuoespaciais,	memória	para	emoções,	viagem
mental	no	tempo,	teoria	da	mente	e	funções	executivas.	Embora	muito	rara,	ela
fornece	elementos	valiosos	para	a	compreensão	da	memória	autobiográfica.
Amnésias	(ou	hipomnésias)
Denomina-se	 amnésia,	 de	 forma	 genérica,	 a	 perda	 da	 memória,	 seja	 da
capacidade	 de	 fixar,	 seja	 da	 capacidade	 de	manter	 e	 evocar	 antigos	 conteúdos
mnêmicos.
Em	relação	às	amnésias	associadas	à	memória	episódica	autobiográfica,	cabe
citar	a	Lei	da	regressão	mnêmica,	de	Théodule	Ribot	(1839-1916),	formulada	em
seu	livro	Les	Maladies	de	la	Mémoire,	de	1881.	Apesar	de	ter	sido	formulada	há
mais	 de	 um	 século,	 ela	 pode	 ser	 ainda	 de	 utilidade	 (Harand	 et	 al.,	 2012).
Segundo	a	lei	de	Ribot	(atualmente	denominada	temporally	graded	amnesia),	no
indivíduo	 que	 sofre	 uma	 lesão	 ou	 doença	 cerebral,	 sempre	 que	 esse	 processo
patológico	atinja	seus	mecanismos	mnêmicos	de	codificação,	armazenamento	e
recordação,	 a	 perda	 dos	 elementos	 da	memória	 (esquecimento)	 segue	 algumas
regularidades:
O	 sujeito	 perde	 as	 lembranças	 e	 seus	 conteúdos	 na	 ordem	 e	 no	 sentido
inverso	que	os	adquiriu.
Consequência	 do	 item	 anterior,	 ele	 perde	 primeiro	 elementos	 recentemente
adquiridos	e,	depois,	os	mais	antigos.
Perde	primeiro	elementos	mais	complexos	e,	depois,	os	mais	simples.
Perde	 primeiro	 os	 elementos	 mais	 estranhos,	 menos	 habituais	 e,	 só
posteriormente,	os	mais	familiares.
Em	relação	aos	processos	fisiopatológicos,	as	amnésias	podem	ser	divididas
em	dois	grandes	grupos:	psicogênicas	ou	dissociativas	e	orgânicas.
Nas	 amnésias	 dissociativas,	 ou	 psicogênicas,	 há	 perda	 de	 elementos
mnêmicos	seletivos,	os	quais	podem	ter	valor	psicológico	específico	(simbólico,
afetivo).	O	indivíduo	esquece,	por	exemplo,	uma	fase	ou	um	evento	de	sua	vida
(que	teve	um	significado	especial	para	ele),	mas	consegue	lembrar	de	tudo	que
ocorreu	“ao	seu	redor”.	É	quase	sempre	uma	amnésia	retrógrada	(ver	adiante).
A	 amnésia	 dissociativa	 pode	 surgir	 em	 sequência	 a	 um	 episódio	 de	 trauma
emocional	e/ou	relacionada	a	fuga	dissociativa	(quando	o	indivíduo	foge	de	sua
casa,	em	estado	dissociativo).
1.
Já	 nas	 amnésias	 orgânicas,	 a	 perda	 de	 memória	 é	 geralmente	 menos
seletiva,	 em	 relação	 ao	 conteúdo	 emocional	 e/ou	 simbólico	 do	 material
esquecido,	do	que	na	amnésia	psicogênica.	Em	geral,	perde-se	primeiramente	a
capacidade	de	memorização	de	fatos	e	eventos	recentes,	e,	em	estados	avançados
da	 doença	 (geralmente	 demência),	 o	 indivíduo	 passa	 gradualmente	 a	 perder
conteúdos	mais	antigos.
Amnésia	anterógrada	e	retrógrada
Na	 amnésia	 anterógrada,	 o	 indivíduo	 não	 consegue	 mais	 fixar	 elementos
mnêmicos	a	partir	do	evento	que	 lhe	causou	o	dano	cerebral.	Por	exemplo,	ele
não	 lembra	 o	 que	 ocorreu	 nas	 semanas	 (ou	 meses)	 seguintes	 a	 um	 trauma
craniencefálico.	 A	 amnésia	 anterógrada	 é	 um	 distúrbio-chave	 e	 bastante
frequente	 na	 maior	 parte	 dos	 distúrbios	 neurocognitivos,	 transtornos	 de	 base
orgânica.
Já	na	amnésia	retrógrada	(verificável	na	amnésia	dissociativa),	o	indivíduo
perde	a	memória	para	fatos	ocorridos	antes	do	início	do	transtorno	(ou	trauma).
Sua	 ocorrência,	 sem	 amnésia	 anterógrada,	 é	 observada	 em	 quadros
dissociativos	(psicogênicos),	como	a	amnésia	dissociativa	e	a	fuga	dissociativa
(Othmer,	1994).
De	 modo	 geral,	 é	 comum,	 após	 trauma	 craniencefálico,	 a	 ocorrência	 de
amnésias	 retroanterógradas,	 ou	 seja,	 déficits	 de	 fixação	 para	 o	 que	 ocorreu
dias,	semanas	ou	meses	antes	e	depois	do	evento	patógeno.
Alterações	qualitativas	(paramnésias)
As	 alterações	 qualitativas	 da	 memória	 envolvem	 sobretudo	 a	 deformação	 do
processo	de	evocação	de	conteúdos	mnêmicos	previamente	fixados.	O	indivíduo
apresenta	lembrança	deformada	que	não	corresponde	à	sensopercepção	original.
Os	principais	tipos	de	paramnésias	são:
Ilusões	 mnêmicas.	 Nesse	 caso,	 há	 o	 acréscimo	 de	 elementos	 falsos	 a
elementos	 da	 memória	 de	 fatos	 que	 realmente	 aconteceram.	 Por	 isso,	 a
lembrança	 adquire	 caráter	 fictício.	 Muitos	 pacientes	 informam	 sobre	 seu
passado	 indicando	 claramente	 deformações	marcantes	 de	 lembranças	 reais:
“Tive	20	filhos	com	minha	mulher”	(teve,	de	fato,	4	filhos	com	ela,	mas	não
20).	 Se	 não	 for	 uma	 deformação	 marcante,	 é	 difícil	 diferenciar	 a	 ilusão
mnêmica	do	processo	normal	de	recordação	(pois	a	memória	é	um	processo
construtivo,	 que	 se	 refaz	 e	 modifica	 normalmente).	 As	 ilusões	 mnêmicas
podem	 ocorrer	 na	 esquizofrenia,	 no	 transtorno	 delirante	 e,	 menos
2.
1.
2.
3.
frequentemente,	 nos	 transtornos	 da	 personalidade	 (borderline,	 histriônica,
esquizotípica,	etc).
Alucinações	 mnêmicas.	 São	 criações	 imaginativas,	 dotadas	 de
sensorialidade,	 marcadamente	 com	 a	 aparência	 de	 lembranças	 ou
reminiscências	 que	 não	 correspondem	 a	 qualquer	 elemento	 mnêmico,	 a
qualquer	 lembrança	 verdadeira.	 Podem	 surgir	 de	 modo	 repentino,	 sem
corresponder	 a	 qualquer	 acontecimento.	 Ocorrem	 principalmente	 na
esquizofrenia	e	em	outras	psicoses.
As	 ilusões	e	as	alucinações	mnêmicas	constituem,	muitas	vezes,	o	material
básico	para	a	formação	e	a	elaboração	de	delírios	(delírio	imaginativo	ou	delírio
mnêmico).
Confabulações	(ou	fabulações)	(Dalla	Barba;	La	Corte,	2015)
Confabulações	 são	 produções	 de	 relatos,	 narrativas	 e	 ações	 que	 são
involuntariamente	 incongruentes	com	a	história	passada	do	 indivíduo,	com	sua
situação	presente	e	futura.	As	confabulações	são	caracterizadas	por	três	aspectos
básicos:
Elas	 são	 memórias	 ou	 recordações	 falsas;	 a	 falsidade	 repousa	 ou	 no	 seu
conteúdo,ou	no	seu	contexto.
A	pessoa	que	confabula	não	sabe	da	falsidade	de	suas	recordações.
Confabulações	são	recordações	plausíveis,	ou	seja,	elas	se	parecem	com	o
que	poderia	ter	acontecido,	mas	que	não	aconteceu.
As	 chamadas	 confabulações	 de	 embaraço	 são	 produzidas	 e	 estimuladas
quando,	 na	 entrevista,	 se	 pergunta	 “se	 lembra	 de	 um	encontro	 que	 tivemos	há
dois	 anos,	 em	 uma	 festa,	 em	 seu	 bairro?”	 ou	 “o	 que	 você	 fez	 no	 domingo
anterior?”.	A	pessoa	premida	pela	pergunta,	 sem	perceber	 suas	dificuldades	de
memória,	passa	a	relatar	fatos	falsos	relacionados	às	perguntas;	plausíveis,	mas
falsos.
Tradicionalmente,	 a	 psicopatologia	 considerou	 por	 muitas	 décadas	 que	 as
confabulações	 eram	 formadas	 por	 elementos	 da	 imaginação	 do	 sujeito	 que
completariam	 artificialmente	 lacunas	 de	 memória.	 Essas	 lacunas	 ou	 falhas
seriam	produzidas	por	déficit	da	memória	de	fixação,	sobretudo	da	memória
episódica.	Além	do	déficit	de	 fixação,	 a	pessoa	não	 seria	capaz	de	 reconhecer
como	 falsas	 as	 imagens	 produzidas	 pela	 fantasia.	 As	 confabulações	 seriam,
portanto,	 invenções	 involuntárias,	 produtos	 da	 imaginação	 do	 paciente,	 que
preencheriam	um	vazio	da	memória.
Atualmente,	outras	 teorias	 têm	sido	propostas.	Não	cabe	aqui	apresentá-las
detalhadamente.	Algumas	enfatizam	a	deslocação	temporal	das	memórias,	outras
chamam	atenção	a	déficits	na	monitoração	das	fontes	de	memórias	(Dalla	Barba,
1993).	Outras,	ainda,	afirmam	que	as	confabulações,	sendo	memórias	falsas,	mas
plausíveis,	se	baseiam	em	lembranças	de	eventos	pessoais	que	se	repetiram,	mas
que	são	erroneamente	associadas	a	eventos	específicos	e	únicos	falsos	(Shakeel;
Docherty,	2015).
As	 confabulações	 ocorrem	 principalmente	 na	 síndrome	 de	 Wernicke-
Korsakoff,	frequentemente	secundária	ao	alcoolismo	crônico	associado	a	déficit
de	 tiamina	 (vitamina	 B1).	 Elas	 também	 podem	 ocorrer	 em	 traumatismo
craniencefálico,	encefalites	que	implicam	os	lobos	temporais	(como	a	encefalite
herpética),	 intoxicação	 por	 monóxido	 de	 carbono,	 aneurisma	 da	 artéria
comunicante	 anterior	 e	 doença	 de	Alzheimer.	No	 passado,	 pensava-se	 que	 ela
praticamente	só	ocorria	em	transtornos	psico-orgânicos;	entretanto,	constatou-se
que	 também	 pode	 ocorrer,	 não	muito	 raramente,	 na	 esquizofrenia	 (ver	 revisão
em	Shakeel;	Docherty,	2015).
As	 alterações	 anatômicas	 relacionadas	 às	 confabulações	 compreendem
lesões	nos	corpos	mamilares,	no	núcleo	dorsomedial	do	tálamo,	assim	como
no	córtex	orbitofrontal.	Entretanto,	 cerca	de	outras	20	 áreas	 lesadas	 já	 foram
associadas	 às	 confabulações,	 indicando	 a	 complexidade	 de	 sua	 fisiopatologia
(Dalla	Barba;	La	Corte,	2015).
Outras	alterações	qualitativas	da	memória
Alguns	 autores	 (Alonso-Fernández,	 1976;	 Sims,	 2001)	 classificam	 como
alteração	 qualitativa	 da	 memória	 (talvez	 por	 sua	 semelhança	 com	 as
confabulações)	 a	 pseudologia	 fantástica,	 ou	 mentira	 patológica	 (histórias	 e
construções	 fantasiosas,	 extensas	 e	 geralmente	 mescladas	 com	 a	 realidade,
experimentadas	com	tanta	intensidade	que	o	sujeito	quase	crê	nelas).	Embora	tal
fenômeno	 possa	 utilizar	 elementos	 do	 passado,	 este	 não	 é	 o	 capítulo	 mais
adequado	para	situá-lo.	Ele	será	abordado	no	Capítulo	21,	que	trata	do	juízo	de
realidade.
Criptomnésias
Trata-se	 de	 um	 falseamento	 da	 memória,	 em	 que	 as	 lembranças	 aparecem
como	fatos	novos	ao	paciente,	que	não	as	reconhece	como	lembranças,	vivendo-
as	como	uma	descoberta.	Por	exemplo,	um	 indivíduo	com	demência	 (como	do
tipo	Alzheimer)	conta	aos	amigos	uma	história	muito	conhecida	como	se	fosse
inteiramente	nova,	mas	que,	há	poucos	minutos,	foi	relatada	por	outra	pessoa	do
grupo.
Ecmnésia
Trata-se	da	recapitulação	e	da	revivescência	intensa,	abreviada	e	panorâmica	da
existência,	uma	recordação	condensada	de	muitos	eventos	passados,	que	ocorre
em	breve	período.	Na	ecmnésia,	o	indivíduo	tem	a	vivência	perceptiva	de	visão
de	 cenas	 passadas,	 como	 forma	 depresentificação	 do	 passado.	 Esse	 tipo	 de
ecmnésia	pode	ocorrer	em	alguns	pacientes	com	crises	epilépticas.
O	fenômeno	denominado	visão	panorâmica	da	vida,	associado	às	chamadas
experiências	de	quase-morte,	é,	de	certa	forma,	um	tipo	de	ecmnésia,	que	ocorre
geralmente	associado	à	iminência	da	morte	por	acidente	(sobretudo	afogamento,
sufocamento	 ou	 intoxicação).	 Quando	 a	 ecmnésia	 ocorre	 associada	 à
proximidade	da	morte,	alguns	indivíduos	que	sobreviveram	relatam	ter	visto	um
túnel,	 uma	 luz	 forte	 e	 uma	 névoa	 luminosa,	 associados	 a	 essa	 visão	 de	 “filme
condensado	da	própria	vida”.
Lembrança	obsessiva
A	 lembrança	 obsessiva,	 também	 denominada	 ideia	 fixa	 ou	 representação
prevalente,	manifesta-se	como	o	surgimento	espontâneo	de	imagens	da	memória
ou	conteúdos	ideativos	do	passado	que,	uma	vez	instalados	na	consciência,	não
podem	 ser	 repelidos	 voluntariamente	 pelo	 indivíduo.	 A	 imagem	 da	 memória,
embora	 reconhecida	 como	 indesejável,	 reaparece	 de	 forma	 constante	 e
permanece,	 como	 um	 incômodo,	 na	 consciência	 do	 paciente.	Manifesta-se	 em
indivíduos	com	transtornos	do	espectro	obsessivo-compulsivo.
ALTERAÇÕES	DO	RECONHECIMENTO
As	 alterações	 do	 reconhecimento	 dividem-se	 em	 dois	 grandes	 grupos:	 as
diferentes	 formas	 de	 agnosias,	 de	 origem	 essencialmente	 cerebral,	 e	 as
alterações	 de	 reconhecimento	 psicopatológicas,	 mais	 frequentemente
associadas	aos	transtornos	mentais,	sem	base	orgânica	definida.
Agnosias
As	 agnosias	 são	 fenômenos	 relativamente	 raros,	 definidos	 como	 déficits	 do
reconhecimento	de	estímulos	sensoriais	de	objetos	e	fenômenos,	que	não	podem
1.
1.1
1.2
ser	explicados	por	um	déficit	sensorial	elementar,	por	distúrbios	da	linguagem	e
da	atenção	ou	por	perdas	cognitivas	globais	(Heiman;	Valenstein,	1993).
As	agnosias	são	sempre	de	modalidades	sensoriais	específicas,	nas	quais	o
indivíduo	perde	 a	 capacidade	de	 reconhecimento	 (de	objetos,	 faces,	 sons,	 etc.)
por	determinada	via	sensorial	(visão,	audição	ou	tato),	mas	pode	reconhecer	os
objetos	por	outra	via	sensorial.	As	agnosias	mais	importantes	são	as	visuais	e	as
auditivas.
Um	longo	e	antigo	debate	científico	entre	os	neuropsicólogos	visa	determinar
se	as	agnosias	são	fundamentalmente	alterações	neuropsicológicas	da	percepção
ou	da	memória.	Uma	vez	que	são	transtornos	do	reconhecimento,	elas	podem	ser
descritas	 como	 transtornos	 do	 acoplamento	 da	 percepção	 à	memória	 (Heiman;
Valenstein,	1993).	Os	principais	tipos	de	agnosia	são:
As	 agnosias	 visuais	 são	 aquelas	 nas	 quais	 o	 paciente	 não	 consegue	 mais
reconhecer,	pela	visão,	determinados	objetos	(ou	faces,	cores,	etc.);	enxerga-
os,	pode	descrevê-los,	mas	não	sabe	o	que	realmente	são.	Se	puder	tocá-los,
palpá-los	ou	cheirá-los	 (outra	via	sensorial),	então	poderá	 reconhecê-los.	A
representação	 dos	 objetos	 nas	 áreas	 visuais	 associativas	 occipitais	 e
occipitotemporais	 é	 danificada	 (por	 tumor,	 lesão	 vascular,	 etc.).
Frequentemente,	em	associação	com	a	agnosia	visual,	há	alterações	(perdas)
do	campo	visual,	sobretudo	superior.
A	prosopagnosia	é	um	tipo	de	agnosia	visual	no	qual	o	reconhecimento
de	faces	humanas	está	prejudicado	ou	abolido.	Atualmente,	o	conceito	de
prosopagnosia	 inclui	 também	 a	 incapacidade	 de	 reconhecer	 membros
específicos	de	determinada	classe	semântica	(ou	grupo	de	objetos),	como
o	 caso	 real	 de	 um	 especialista/amante	 de	 aves	 (birdwatcher)	 que,	 após
lesão	cerebral,	não	mais	reconhecia	e	diferenciava	distintas	aves	entre	o
conjunto	 (habilidade	 que	 antes	 da	 prosopagnosia	 ele	 dominava
perfeitamente).	 Lesões	 que	 produzem	 prosopagnosia	 são	 geralmente
bilaterais	 e	 envolvem	 as	 áreas	 mesiais	 das	 regiões	 occipitotemporais,
inclusive	a	área	fusiforme.
A	agnosia	para	cores	 se	caracteriza	pela	 incapacidade	do	 indivíduo	de
dizer	o	nome	da	cor	quando	esta	lhe	é	mostrada,	ou	de	apontar	para	a	cor
certa	 quando	 se	 lhe	 diz	 o	 nome	 dela.	 Entretanto,	 ele	 consegueter
desempenho	 normal	 em	 testes	 não	 verbais	 de	 percepção	 de	 cores.	 A
acromatopsia	central	é	a	perda	da	capacidade	de	ver	cores.	Ocorre	por
lesões	 na	 parte	 inferior	 ventromedial	 dos	 lobos	 occipitais	 (incluindo	 os
2.
2.1
2.2
2.3
giros	fusiforme	e	lingual).
A	agnosia	auditiva	é	a	incapacidade	de	reconhecer	sons	(sem	haver	déficit
auditivo),	 sejam	 não	 linguísticos	 (agnosia	 auditiva	 seletiva),	 sejam
linguísticos	(agnosia	verbal).	Os	principais	tipos	de	agnosia	auditiva	são:
A	 agnosia	 verbal,	 ou	 surdez	verbal	pura,	 ocorre	mais	 frequentemente
por	 lesão	 da	 área	 auditiva	 primária,	 bilateral	 (giro	 de	 Heschl).	 O
paciente	pode	falar,	ler	e	escrever	correta	e	fluentemente;	entretanto,	não
entende	as	palavras	faladas	que	ouve,	apenas	as	reconhece	como	ruídos.
Há	também	a	cegueira	verbal	pura,	na	qual	o	indivíduo	fala,	escreve	e
entende	 palavras	 faladas	 normalmente;	 porém,	 não	 pode	 ler	 de	 forma
compreensível	 um	 texto	 (alexia	 agnósticasem	 disgrafia,	 em	 geral
acompanhada	 de	 inabilidade	 em	 nomear	 cores,	 apesar	 de	 percebê-las
corretamente).
A	 amusia	 sensorial	 é	 uma	 forma	 de	 agnosia	 auditiva,	 relativamente
frequente,	 na	 qual	 a	 pessoa	 nasce	 sem	 a	 capacidade	 de	 reconhecer	 e
usufruir	 da	 audição	 de	 sons	 musicais	 (diferenciar	 notas,	 melodias,
harmonias,	 ritmo)	 ou	 a	 perde	 por	 lesões	 posteriores.	 As	 amusias	 se
dividem	 em	 congênita	 (2-4%	 das	 pessoas)	 e	 adquirida	 (35-69%	 nos
acidentes	vasculares	de	artéria	cerebral	média).
As	áreas	cerebrais	disfuncionais	na	amusia	estão	localizadas	principalmente
no	 hemisfério	 direito	 e	 envolvem	 estruturas	 como	 os	 giros	 temporais	 inferior,
médio	e	 superior,	os	giros	 frontais	 e	occipitais	médios,	 a	 ínsula,	 a	 amígdala,	o
hipocampo,	o	núcleo	caudado	e	o	putâmen	(Sihvonen	et	al.,	2017).
Outras	alterações	orgânicas	do	reconhecimento
A	anosognosia	é	a	incapacidade	do	indivíduo	em	reconhecer	um	déficit	ou	uma
doença	que	o	acomete.	Tipicamente,	o	paciente	não	reconhece,	por	exemplo,	que
tem	a	parte	esquerda	do	corpo	paralisada,	chegando	mesmo	a	não	 identificar	a
existência	de	um	membro,	como	a	perna	esquerda.
Já	a	simultanagnosia	é	a	incapacidade	de	reconhecer	mais	de	um	objeto	ao
mesmo	tempo.
Por	fim,	a	grafestesia	é	o	reconhecimento	da	escrita	pelo	tato.	Escrevem-se,
na	mão	do	paciente,	letras	ou	números	com	um	objeto	semelhante	a	uma	caneta
(mas	 sem	 a	 tinta)	 e	 pede-se	 que	 ele	 os	 reconheça	 com	 os	 olhos	 fechados.	 O
comprometimento	 da	 grafestesia	 é	 um	 indicativo	 de	 perturbação	 do
reconhecimento	 por	 déficit	 da	 integração	 sensório-motora	 no	 nível	 cortical
(Yudofsky;	Hales,	1996).
Alterações	do	reconhecimento	associadas	a
transtornos	mentais
Alterações	do	reconhecimento/identificação	de	origem	delirante	(delusional
misidentification	syndrome)
Essas	 alterações	 incluem	os	 falsos	desconhecimentos	 e	 falsos	 reconhecimentos
produzidos	 por	 processos	 delirantes.	 São	 quadros	 delirantes	 muito	 peculiares,
que	envolvem	desconhecimentos,	reconhecimentos	e	falsas	identificações.
Nos	 falsos	 desconhecimentos,	 o	 paciente	 não	 reconhece	 pessoas	 muito
familiares	(como	a	mãe,	a	esposa	ou	marido,	o	filho,	uma	irmã)	ou	próximas.	Ao
ser	visitado	pelos	pais,	outros	 familiares	ou	amigos,	o	 indivíduo	afirma	não	os
conhecer,	 diz	 nunca	 os	 ter	 vistos	 anteriormente.	 Com	 frequência,	 os	 falsos
desconhecimentos	 são	 fenômenos	 delirantes,	 associados	 a	 quadros	 psicóticos,
como	esquizofrenia,	mania	ou	depressão	psicóticas.
Os	 falsos	 reconhecimentos	 também	 ocorrem	 com	 certa	 frequência	 em
quadros	 psicóticos	 agudos	 (p.	 ex.,	 esquizofrenia,	 depressão	 psicótica,	 mania
psicótica),	 em	 que	 o	 paciente	 identifica	 alguém	 desconhecido	 previamente
(como	um	enfermeiro,	uma	médica	ou	um	psicólogo	da	equipe)	como	se	fosse
seu	 conhecido	 há	muito	 tempo;	 por	 exemplo,	 diz	 ao	 enfermeiro	 “você	 é	meu
avô”,	ou	à	médica,	“você	é	minha	vizinha”.	O	paciente	acredita	fortemente	em
tais	falsos	reconhecimentos.
Há	 falsos	 reconhecimentos,	 também	delirantes,	 que	 se	 inserem	em	um	dos
tipos	de	síndromes	delirantes	de	falsa	identificação	(delusional	misidentification
syndrome).	Tais	síndromes	são	apresentadas	a	seguir.
Na	 síndrome	 de	 Capgras,	 o	 indivíduo	 afirma	 que	 uma	 pessoa	 próxima	 e
familiar	que	o	visitou	dizendo	ser	 seu	pai	ou	 sua	mãe	é,	na	verdade,	um	sósia
quase	 idêntico,	 uma	 falsa	 cópia.	Aquele	 que	 afirma	 ser	 o	 pai	 é	 um	duplo,	 um
sósia	 impostor,	 uma	 falsificação	 quase	 perfeita	 que	 o	 substituiu	 e	 quer	 que	 o
paciente	acredite	tratar-se	do	seu	verdadeiro	pai.
Um	caso	descrito	por	nós	(Dalgalarrondo;	Fujisawa;	Banzato,	2002)	foi	o	de
uma	jovem	cega	com	a	síndrome	de	Capgras	que	reconhecia	seu	marido	(real)
como	 um	 sósia.	 Esse	 falso	 reconhecimento	 ocorria	 não	 pela	 aparência	 física
visual	(pois	a	paciente	era	completamente	cega),	mas	pelo	tato	e	pelo	odor.	Ela
dizia	que	a	pele	e	o	cheiro	deles	(marido	e	sósia)	eram	muito	parecidos,	mas,	de
fato,	 não	 era	 o	 verdadeiro	marido	 que	 a	 visitava;	 era	 um	 impostor,	 uma	 cópia
quase	 idêntica.	 Tal	 caso	 corrobora	 a	 ideia	 de	 que,	 na	 síndrome	 de	Capgras,	 o
ponto	 central	 não	 é	 a	 questão	 perceptiva	 (visual	 ou	 de	 outra	modalidade),	 ou
mesmo	de	memória,	mas	a	alteração	delirante	implicada	no	reconhecimento	de
alguém	significativo	para	o	paciente.
Na	 chamada	 síndrome	 de	 Capgras	 inversa	 (reverse	 Capgras),	 o	 sujeito
acredita	 que	 houve	 transformação	 radical	 em	 si	mesmo,	 que	 ele	 próprio	 é	 um
impostor,	e	esse	impostor	passou	a	habitar	seu	corpo,	não	reconhecendo	o	corpo
como	 o	 seu	 próprio	 e	 verdadeiro.	 O	 paciente	 afirma:	 “Este	 sujeito	 aqui	 é,	 na
verdade,	um	sósia,	uma	cópia	quase	idêntica	de	mim	mesmo”.
A	 síndrome	 do	 duplo	 subjetivo	 é	 um	 tanto	 semelhante	 (e	 mesmo
conceitualmente	 sobreposta)	 à	 de	 Capgras	 inversa.	 Nesse	 caso,	 o	 paciente
acredita	 que	 outra	 pessoa	 se	 transformou	 fisicamente	 a	 ponto	 de	 tornar-se
idêntica	 a	 ele,	 vindo	 a	 ser	 o	 seu	 próprio	 Eu,	 um	 duplo	 perfeito	 (Sims,	 1995).
Assim,	 essa	 psicopatologia	 é	 análoga	 à	 síndrome	 de	 Capgras,	 porém,	 o	 sósia,
nesse	caso,	é	o	próprio	Eu	do	indivíduo	(ver:	Rank,	1939).
A	 síndrome	 de	 Frégoli	 é	 um	 falso	 reconhecimento	 delirante,	 em	 que	 o
indivíduo	 identifica	 falsamente	 uma	 pessoa	 estranha	 como	 se	 fosse	 alguém	de
seu	círculo	pessoal.	Na	prática	clínica,	é	frequente	observar	pacientes	psicóticos
que	identificam	o	médico,	o	psicólogo	ou	o	enfermeiro	como	uma	pessoa	de	sua
família	ou	como	um	velho	conhecido,	a	quem	atribuem	o	mesmo	nome	e	com
quem	conversam	como	se	fossem	velhos	amigos.	Por	sua	vez,	na	síndrome	de
Frégoli	 inversa	(reverse	Frégoli),	 há	 a	 crença	delirante	de	que	houve	 (ou	 está
havendo)	uma	mudança	radical	da	própria	aparência	física,	sem	alteração	do	self
psicológico.	O	corpo	e	a	aparência	física	do	paciente	não	são	mais	os	mesmos,
mas	sua	identidade	psicológica	permanece	igual.
Na	síndrome	de	 intermetamorfose,	o	 indivíduo	relata	que	certa	pessoa	de
seu	 círculo	 familiar,	 geralmente	 percebida	 como	 perseguidora,	 e	 uma	 terceira,
estranha,	 também	 perseguidora,	 têm	 características	 físicas	 e	 psicológicas	 em
comum.
Com	o	termo	paramnésia	reduplicativa	se	descreve	um	grupo	de	alterações
delirantes	 do	 reconhecimento	 no	 qual	 a	 pessoa	 tem	 certeza	 subjetiva	 de	 que
lugares	familiares	(como	sua	casa	ou	o	hospital	em	que	está	internada),	pessoas,
partes	 do	 corpo	 ou	 objetos	 foram	 duplicados	 (ou	 triplicados,	 quadruplicados,
etc.)	 (Politis;	 Loane,	 2012).	 Em	 relação	 à	 duplicação	 de	 lugares,	 o	 paciente
acredita,	por	exemplo,	que	o	hospital	onde	está	internado	fora	duplicado	e	ele	foi
trazido	para	lá	(para	o	lugar	duplicado).	Sente	que	existem	cópias	(duas	ou	mais)
de	um	mesmo	lugar.	É	como	se	existissem	dois	mundos	paralelos.	A	paramnésia
reduplicativa	 pode	 ocorrer	 associada	 a	 outros	 quadros	 delirantesde	 falsos
reconhecimentos.
A	 paramnésia	 reduplicativa	 pode	 ser	 causada	 por	 afecções	 cerebrais	 como
encefalopatia	 pós-traumática,	 tumores	 do	 terceiro	 ventrículo,	 acidentes
vasculares,	 encefalopatias	 tóxicas	 ou	 metabólicas.	 Também	 pode	 ocorrer	 nas
demências,	 na	 esquizofrenia	 e	 em	 outros	 transtornos	 psicóticos	 (Hakim	 et	 al.,
1988).
Valor	diagnóstico
De	 modo	 geral,	 os	 falsos	 desconhecimentos	 delirantes	 e	 os	 falsos
reconhecimentos	 delirantes,	 assim	 como	 as	 demais	 síndromes	 delirantes	 dessa
natureza,	 ocorrem	com	mais	 frequência	 associados	 a	 esquizofrenia,	 depressões
graves	psicóticas	e	síndromes	psico-orgânicas	agudas	ou	crônicas,	com	sintomas
psicóticos,	incluindo	as	demências.	Entretanto,	também	podem	se	manifestar	de
forma	isolada,	sendo,	então,	classificados	como	transtorno	delirante.	O	Quadro
17.3	 apresenta	 um	 resumo	 das	 síndromes	 delirantes	 de	 falso	 reconhecimento	 e
identificação.
Quadro	17.3	|	Resumo	das	síndromes	delirantes	de	falso	reconhecimento	e	identificação
SÍNDROME DESCRIÇÃO
Falso	desconhecimento Não	reconhecimento,	durante	episódio	psicótico,	de	familiares	(mãe,	esposa,	filho,	etc.)	ou	de	pessoas
próximas.
Síndrome	de	Capgras Uma	pessoa	próxima	e	familiar	é	considerada	um	sósia	quase	idêntico,	uma	cópia	falsa.
Síndrome	de	Capgras
inversa
O	próprio	Eu	é	percebido	como	um	impostor,	uma	cópia	falsa	de	si	mesmo.
Síndrome	do	duplo
subjetivo
Outra	pessoa	transformou-se	fisicamente	a	ponto	de	tornar-se	idêntica	ao	próprio	paciente,	um	duplo	quase
perfeito	de	si	mesmo.
Falso	reconhecimento	ou
síndrome	de	Frégoli
Identificação	falsa	e	delirante	de	uma	pessoa	estranha	como	se	fosse	alguém	do	círculo	pessoal	do	paciente,
disfarçada	de	estranho,	enfermeiro	ou	médico.
Síndrome	de	Frégoli
inversa
O	próprio	Eu	físico	do	paciente	é	percebido	como	se	transformando	radicalmente;	sua	aparência	não	é	mais	a
mesma,	apenas	sua	identidade	psicológica	permanece	igual.
Síndrome	de
intermetamorfose
Pessoa	do	círculo	familiar	do	paciente,	tida	como	perseguidor,	e	um	estranho,	também	perseguidor,	são
percebidos	apresentando	características	físicas	e	psicológicas	em	comum.
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Para	 uma	 boa	 revisão	 e	 análise	 das	 síndromes	 delirantes	 de	 falso
reconhecimento	e	falsa	identificação,	ver	Rodrigues	e	Banzato	(2006).
Alterações	do	reconhecimento	não	delirantes
Os	 fenômenos	 apresentados	 a	 seguir	 não	 são,	 de	 modo	 geral,	 associados	 a
psicose	e	podem	estar	presentes	em	condições	neurológicas,	psicopatológicas	e
em	indivíduos	sadios.
Fenômenos	do	já	visto	(mais	raramente	do	já	ouvido,	já	vivido;	do	francês	déjà-vu,	déjà	entendu,	déjà	vécu)
São	também	chamados	de	fenômenos	déjà.	O	indivíduo	tem	a	nítida	impressão
de	que	o	que	está	vendo,	ouvindo	ou	vivenciando	no	momento	já	foi	visto,	já	foi
experimentado	no	passado.	As	experiências	do	tipo	déjà	(já	visto,	já	ouvido,	já
vivido)	 são	 mais	 frequentes	 em	 quadros	 de	 epilepsia,	 sobretudo	 do	 lobo
temporal,	 nas	 crises	 parciais	 simples.	 Tem	 sido	 proposto	 que	 disfunções	 nos
lobos	temporais,	sobretudo	nas	áreas	para-hipocampais,	estariam	relacionadas	à
base	orgânica	desses	fenômenos	(Illman	N.	A.	et	al,	2012).
Em	pessoas	sadias,	os	fenômenos	déjà	são	também	observados,	não	estando
claro	seu	significado	neuropsicológico	 (O’Connor;	Moulin,	2013).	Além	disso,
são	observados	em	pessoas	sadias	em	estado	de	fadiga	importante	ou	em	estados
de	ansiedade	(Wells	et	al.,	2014).
Fenômenos	do	jamais	visto
Mais	raramente,	descrevem-se	os	fenômenos	do	jamais	visto	(jamais-vu),	assim
como	 os	 do	 jamais	 ouvido	 e	 jamais	 vivido.	 Eles	 ocorrem	 quando	 o	 paciente,
apesar	 de	 já	 ter	 passado	 por	 determinada	 experiência,	 tem	 a	 forte	 sensação	 de
que	nunca	a	viu,	ouviu,	pensou	ou	viveu.	Seu	significado	ainda	não	é	claro.
Para	 semiotécnica	 da	 memória,	 ver	 Quadro	 17.4.	 Para	 instrumentos
neuropsicológicos	de	avaliação	da	memória,	ver	Quadro	17.5.
Quadro	17.4	|	Semiotécnica	da	memória
PERGUNTAS	RELATIVAS	À	MEMÓRIA	RECENTE	(APRESENTAR-SE	INICIALMENTE	AO	PACIENTE)
Há	quanto	tempo	está	nesta	enfermaria	(ou	neste	serviço	de	saúde,	consultório)?
Onde	dormiu	na	última	noite?
Onde	esteve	ontem?	E	há	uma	semana?	No	mês	passado?
O	que	comeu	ontem?	E	hoje?
A	que	horas	se	levantou	da	cama?
Trabalhou	ou	estudou	ontem?	E	hoje?
Há	quanto	tempo	estamos	conversando?
Quem	sou	eu	e	qual	é	meu	nome?
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PERGUNTAS	RELATIVAS	À	MEMÓRIA	REMOTA
Estado	civil?
Com	que	idade	casou?
Como	se	chama	seu	cônjuge?
Que	idade	tem	seu	cônjuge?
Em	que	cidade	casou?
Tem	filhos?	Como	se	chamam?	Que	idade	têm?
Como	se	chamam	seus	pais?	Vivem	ainda?	Que	idade	têm?
Onde	nasceu?
Foi	à	escola?	Qual	é	o	nome	da	escola/faculdade	que	cursou?
Lembra-se	do	nome	de	algum	professor?
De	algum	colega	de	escola?
Como	era	a	cidade	de	sua	infância	e	a	de	sua	juventude?
O	que	fez,	em	termos	de	trabalho	ou	atividade,	no	passado?
Como	aprendeu?
Em	que	eleições	você	votou?
Lembra-se	do	nome	dos	últimos	presidentes?
Se	for	viúvo/a,	qual	a	data	e	causa	da	morte	do	cônjuge?
Se	for	divorciado/a	(separado/a),	qual	a	data	e	motivo	do	divórcio	(separação)?
TESTES	SIMPLIFICADOS	DE	MEMÓRIA
Testes	de	memória	verbal	simples:	Pedir	ao	paciente	que	preste	atenção	em	quatro	palavras	aleatórias	que	serão	ditas	(p.	ex.,	rua,	cadeira,
paz	e	chapéu).	Solicitar	que	ele	as	repita	em	seguida,	assegurando	que	prestou	atenção	e	registrou	imediatamente	o	que	foi	dito.	Deixar	passar
5	a	10	minutos	(fazer	alguns	exames	de	força	muscular	e	reflexos	neurológicos	ou	solicitar	ao	paciente	que	conte	de	frente	para	trás,	a	partir
de	10).	Solicitar,	então,	que	ele	repita	as	palavras	(ele	deve	recordar	3	ou	4	palavras).
Teste	de	memória	visual:	Esconder	quatro	objetos	(p.	ex.,	caneta,	relógio,	chave	e	livro)	diante	do	paciente,	que	repete	imediatamente	o
nome	dos	objetos	e	diz	onde	eles	estão.	Continuar	a	testagem	(outros	testes	ou	perguntas)	e,	após	10	minutos,	solicitar	ao	indivíduo	que	diga
onde	estão	os	objetos	escondidos.	Pessoas	com	memória	visual	normal	(e	sem	afasias)	tendem	a	lembrar	de	3	a	4	locais.
Teste	de	memória	verbal	por	associação	de	palavras:	Dizer	ao	paciente	que	vai	ler	uma	lista	de	10	pares	de	palavras,	relacionadas
logicamente	entre	si	(p.	ex.,	alto-baixo).	Depois,	pronunciar	a	primeira	palavra	do	par	e	pedir	ao	indivíduo	que	diga	a	palavra	correspondente.
Por	exemplo,	“Quando	eu	disser	alto,	você	deve	dizer	baixo”.	Ler,	primeiramente,	todos	os	pares	devagar	e	de	forma	bem	pronunciada,
pedindo	ao	paciente	para	que	preste	atenção.	Em	seguida,	falar	a	primeira	palavra	do	par	e	solicitar	que	ele	diga	a	correspondente.
Exemplo	de	lista	de	palavras:	grande-pequeno/livro-caderno/cadeira-móvel/chuva-barro/criança-brinquedo/sol-verão/monstro-medo/rio-
água/dinheiro-luxo/professor-escola.	O	indivíduo	adulto,	sem	déficit	de	memória	verbal,	acerta,	pelo	menos,	cerca	de	seis	palavras.
Teste	de	memória	lógica	(repetição	imediata	de	uma	história):	Contar	ao	paciente	uma	história	simples	com	16	itens	distintos.	Por
exemplo:
(Pedro);
(de	23	anos);
(ajudante	de	mecânico);
(morador	de	Hortolândia);
(foi	ao	cinema);
(com	sua	namorada);
(na	saída	da	sessão);
(viu	um	assalto);
(dois	homens	fortes);
(com	revólveres	na	mão);
(disseram	a	uma	velha);
(que	entregasse	a	bolsa);
(ela	ficou	nervosa);
(caiu	no	chão);
(bateu	a	cabeça);	e
16. (foi	levada	para	o	hospital).
Solicitar,	em	seguida,	que	o	paciente	repita	a	história	completa.	De	modo	geral,	o	indivíduo	sadio	consegue	lembrar	pelo	menos	5	a	6
segmentos	narrativos.
Quadro	17.5	|	Instrumentos	neuropsicológicos	padronizados	para	a	avaliação	da	memória
TESTE DESCRIÇÃO
Subtestes	Dígitos	e
Vocabulário	do
WISC-IV	e	do	WAIS-
III
Avaliam	memória	imediata	e	memória	semântica.	As	escalas	de	inteligência	e	esses	subtestes	foram	validados
no	Brasil.	São	de	uso	exclusivo	por	psicólogos.
Subteste	de	Memória
Lógica	da	Wechsler
Memory	Scale
(WMS)1
A	WMS	é	o	instrumento	padronizado	mais	utilizado	nomundo	para	avaliar	a	memória.	Ele	não	foi	integralmente
traduzido	e	validado	no	Brasil.	Entretanto,	os	subtestes	para	avaliar	memória	episódica	recente	e	de	longo	prazo
já	foram	traduzidos	e	validados.
Teste	de
Aprendizagem
Auditivo-Verbal	de
Rey	(RAVLT)2
Um	dos	testes	mais	utilizados,	avalia	memória	episódica	recente	e	processo	de	evocação.	Padronizado	e
validado	por	vários	estudos	internacionais	e	também	no	Brasil.	Seu	uso	não	é	restrito	ao	psicólogo.
Figuras	Complexas
de	Rey
Teste	de	memória	visuoespacial	que	avalia	memória	recente	visual	e	processo	de	evocação.	Uso	restrito	por
psicólogos	(disponível	Editora	Pearson).
Teste	de	Aprendizado
Verbal	da	Califórnia3
Teste	equivalente	ao	RAVLT.	Um	rival	de	peso	que	tem	sido	utilizado	no	mundo	todo.	No	Brasil,	está	em	fase	de
validação.
Subtestes	de
Memória	das	baterias
CERAD4	e
CAMCOG5
Avaliam	memória	auditiva,	visual,	recente,	de	longo	prazo,	evocação	e	semântica.	São	subtestes	análogos	aos
citados	anteriormente.	Foram	padronizados	no	Brasil	e	não	são	restritos	ao	psicólogo.	Devem	ser	usados,	no
entanto,	apenas	para	triagem,	e	não	para	substituir	a	avaliação	neuropsicológica	mais	ampla.
Teste	de	Retenção
Visual	de	Benton
Teste,	validado	no	Brasil,	que	avalia	memória	visual.
Teste
Comportamental	de
Memória	de
Rivermead
Um	dos	testes	mais	completos,	com	melhor	validade	ecológica	e	valorizado	pelos	neuropsicólogos	que	atuam
com	idosos.	Está	em	fase	de	estudos	no	Brasil.
Memória	Visual	de
Rostos	e	Teste	de
Memória	de
Reconhecimento
Testes	brasileiros,	recentemente	criados,	para	avaliar	memória	visual	e	episódica.
WISC-III,	Escala	de	Inteligência	Wechsler	para	Crianças;	WAIS-III,	Escala	de	Inteligência	Wechsler	para
Adultos;	 CERAD,	 Consortium	 to	 Establish	 a	 Registry	 for	 Alzheimer’s	 Disease;	 CAMCOG,	 Cambridge
Cognitive	Examination.
1	Martins	et	al.,	2015;	2	Malloy-Diniz	et	al.,	2007;	3	Selaimen	et	al.,	2007;	4	Ribeiro	et	al.,	2010;	5	Paradela
et	al.,	2009.
1.
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18.	A	afetividade	e	suas	alterações
Súbita,	uma	angústia...
Ah,	que	angústia,	que	náusea	do	estômago	à	alma!
Fernando	Pessoa
DEFINIÇÕES	BÁSICAS
A	 vida	 afetiva	 é	 a	 dimensão	 psíquica	 que	 dá	 cor,	 brilho	 e	 calor	 a	 todas	 as
vivências	 humanas.	 Sem	 afetividade,	 a	 vida	mental	 torna-se	 vazia,	 sem	 sabor.
“Afetividade”	 é	 um	 termo	 genérico,	 que	 compreende	 várias	 modalidades	 de
vivências	afetivas,	como	o	humor,	as	emoções	e	os	sentimentos.
Segundo	o	psicopatólogo	hispano-cubano	Emílio	Mira	y	López	(1896-1964),
quanto	 mais	 os	 estímulos	 e	 os	 fatos	 ambientais	 afetam	 o	 indivíduo	 (até	 a
intimidade	 do	 ser),	 mais	 nele	 aumenta	 a	 alteração	 e	 diminui	 a	 objetividade.
Quanto	 menor	 a	 distância	 (real	 ou	 virtual)	 entre	 quem	 percebe	 e	 o	 que	 é
percebido,	mais	o	objeto	se	confunde	com	quem	o	percebe	(Mira	y	López,1974).
Assim,	vai	desaparecendo	a	possibilidade	de	configurar	ou	 formar	 imagens
delimitadas,	 e	 surge	 uma	 nova	modalidade	 de	 experiência	 íntima,	 que	 afeta	 a
totalidade	 individual	 e	 que,	 por	 isso	mesmo,	 recebe	o	qualificativo	de	afetiva.
Nesse	 sentido,	 para	 Mira	 y	 López	 (1974),	 “a	 fronteira	 entre	 a	 percepção	 e	 a
afeição,	 entre	 a	 sensação	 e	 o	 sentimento,	 entre	 o	 saber	 e	 o	 sentir	 é	 a	 mesma
fronteira	entre	o	Eu	e	o	não	Eu”.
Embora	 seja	 controversa	 a	 ordenação	 das	 experiências	 da	 vida	 afetiva,	 na
tradição	 psicopatológica	 distinguem-se	 cinco	 tipos	 básicos	 de	 vivências
afetivas:
Humor	ou	estado	de	ânimo
Emoções
Sentimentos
Afetos
Paixões
	Capa
	Folha de Rosto
	Créditos
	Dedicatória
	Epígrafe
	Prefácio à 3ª edição
	Sumário
	PARTE I - Aspectos gerais da psicopatologia
	Capítulo 1 | Introdução geral à semiologia psiquiátrica
	O que é semiologia (em geral e semiologia médica e psicopatológica)
	Dimensão dupla do sintoma psicopatológico: indicador e elemento simbólico ao mesmo tempo
	Divisões da semiologia
	Síndromes e entidades nosológicas (transtornos específicos)
	Capítulo 2 | Definição de psicopatologia e ordenação dos seus fenômenos
	Forma e conteúdo dos sintomas: patogênese e patoplastia
	A ordenação dos fenômenos em psicopatologia
	Capítulo 3 | Os principais campos e tipos de psicopatologia
	Psicopatologia descritiva versus psicopatologia dinâmica
	Psicopatologia médica versus psicopatologia existencial
	Psicopatologia comportamental e cognitivista versus psicopatologia psicanalítica
	Psicopatologia categorial versus psicopatologia dimensional
	Psicopatologia biológica versus psicopatologia sociocultural
	Psicopatologia operacional-pragmática versus psicopatologia fundamental
	Contribuições da psicologia à psicopatologia
	Relações da psicopatologia com a psicologia geral
	Capítulo 4 | A questão da normalidade e da medicalização
	A questão da normalidade em psicopatologia
	Critérios de normalidade
	Medicalização, psiquiatrização, psicologização
	Capítulo 5 | Contribuições das neurociências à psicopatologia
	Visão geral dos sistemas neuronais
	Desenvolvimento do cérebro no ciclo vital
	Funções e áreas cerebrais
	Porção anterior (frontal) versus posterior do cérebro
	Hemisfério esquerdo versus direito
	Neuropsicologia e psicopatologia
	Limites da aplicação da neuropsicologia e dos testes neuropsicológicos em psiquiatria
	Plasticidade neuronal: o cérebro transforma-se positiva e negativamente com a experiência
	Experiências negativas, transtornos mentais e neuroplasticidade (aspectos da epigenética)
	Genética molecular, neurociências e psicopatologia
	Capítulo 6 | Contribuições da filosofia à psicopatologia
	A relação mente-cérebro
	Perspectivas dualistas
	Dualismo interacionista ou cartesiano
	Dualismo paralelista
	Dualismo epifenomenista
	Perspectivas monistas
	Monismo espiritualista
	Monismos materialistas ou fisicalismos
	Fisicalismo 1: Teoria da identidade mente-cérebro ou espírito-matéria
	Fisicalismo 2: Eliminacionismo
	Fisicalismo 3: Teorias do duplo aspecto ou monismo anômalo
	Fisicalismo 4: Teoria da mente como emergente
	Fisicalismo 5: Behaviorismo analítico
	Fisicalismo 6: Funcionalismo em filosofia da mente
	Argumentos contra o fisicalismo
	O problema da causalidade em psicopatologia
	O problema da verdade em psicopatologia
	A questão dos valores em psicopatologia e na prática clínica
	Capítulo 7 | Princípios gerais do diagnóstico psicopatológico
	PARTE II - Avaliação do paciente e funções psíquicas alteradas
	Capítulo 8 | A avaliação do paciente
	Avaliação psicopatológica
	Avaliação física
	Avaliação neurológica
	Avaliação psicológica: o psicodiagnóstico
	Exames complementares
	Capítulo 9 | A entrevista com o paciente
	A(s) primeira(s) entrevista(s)
	O profissional se apresenta ao paciente
	Transferência e contratransferência
	A avaliação psicopatológica como um todo: anamnese, exame psíquico, exames somáticos e exames complementares
	Alguns pontos adicionais sobre a anamnese em psicopatologia
	Entrevista e dados fornecidos por um “informante”
	Sobre a confiabilidade dos dados obtidos: simulação e dissimulação
	Crítica do paciente e insight em relação a sintomas e transtornos
	Perspectiva transversal versus longitudinal
	Relato do caso por escrito
	Avaliação inicial e perguntas introdutórias
	Entrevistas diagnósticas padronizadas em psicopatologia
	Capítulo 10 | Aspecto geral do paciente e comunicação não verbal
	Aspecto geral do paciente
	Psicopatologia e semiologia da comunicação não verbal
	Comunicação não verbal
	Comunicação não verbal e psicopatologia
	Comunicação não verbal nas principais síndromes e transtornos psicopatológicos
	Depressão
	Ansiedade
	Esquizofrenia
	Autismo
	Mania
	Semiotécnica do aspecto geral do paciente e da comunicação não verbal
	Funções psíquicas elementares e suas alterações no exame do estado mental
	Capítulo 11 | Introdução às funções psíquicas elementares
	Advertência: limitações de uma psicopatologia das funções psíquicas
	Capítulo 12 | A consciência e suas alterações
	Definições básicas
	Neuropsicologia da consciência
	As bases neuroanatômicas e neurofuncionais do nível de consciênciaCampo da consciência
	O inconsciente
	Características funcionais do inconsciente
	Caráter dinâmico do inconsciente
	Alterações normais da consciência
	Ritmos circadianos
	Sono
	O sono normal
	O sonho
	Alterações patológicas da consciência
	Alterações patológicas quantitativas da consciência: rebaixamento do nível de consciência
	Perdas abruptas da consciência
	Síndromes psicopatológicas associadas ao rebaixamento prolongado do nível de consciência
	Delirium (ver também o tema no capítulo “Transtornos neurocognitivos”)
	Outras síndromes com rebaixamento prolongado do nível de consciência próximas ao delirium
	Alterações qualitativas da consciência
	Outras alterações da consciência
	Perplexidade patológica (perplexidade como experiência psicopatológica)
	Experiência de quase-morte (near death experience – NDE)
	Capítulo 13 | A atenção e suas alterações
	Definições básicas
	Psicologia da atenção
	Conceitos da psicologia e da psicopatologia clássicas da atenção
	Hábito e sensibilização
	A neuropsicologia contemporânea da atenção
	Neuropsicologia da atenção
	Atenção e funções executivas frontais
	Atenção e memória de trabalho
	Neuroanatomia e redes neurais da atenção1
	Psicopatologia da atenção
	Valor diagnóstico das alterações da atenção
	Distúrbios neuropsiquiátricos e neuropsicológicos
	Transtornos mentais
	Semiotécnica da atenção: a avaliação do processo atencional (Ver quadro 13.1)
	Testes de atenção
	Os continuous performance tests
	Outros testes de atenção
	Capítulo 14 | A orientação e suas alterações
	Definições básicas
	Orientação espacial
	Orientação temporal
	Neuropsicologia da orientação
	Neuropsicologia da orientação espacial ou topográfica
	Neuropsicologia da orientação temporal
	Psicopatologia da orientação (alterações segundo a alteração de base)
	Capítulo 15 | As vivências do tempo e do espaço e suas alterações
	Definições básicas
	Percepção do tempo e senso de realidade
	Qualidades da vivência de tempo
	Espaço e tempo profanos e sagrados
	Anormalidades da vivência do tempo e ritmo psíquico nas síndromes depressivas e maníacas
	Ilusão sobre a duração do tempo
	Atomização do tempo
	Inibição da sensação de fluir do tempo (inibição do devir subjetivo)
	Alterações da vivência do tempo na esquizofrenia
	Anormalidades da vivência do espaço
	Capítulo 16 | A sensopercepção e suas alterações (incluindo a representação e a imaginação)
	Definições básicas
	Delimitação dos conceitos de imagem, representação e imaginação
	Novas perspectivas sobre fenômenos perceptivos: estudos sobre visão cega e percepção cega de odores
	Alterações da sensopercepção
	Alterações quantitativas da sensopercepção (Biller; Gruener; Brazis, 2011; Fuller, 2013)
	Alterações qualitativas da sensopercepção
	Tipos de ilusão
	Alucinações
	Alucinose
	Possíveis causas e teorias etiológicas das alucinações
	Abordagem fenomenológica das alucinações
	Perspectivas psicanalíticas das alucinações
	Teoria irritativa ou disfuncional cortical
	Alucinações como fenômeno de deaferentação/liberação neuronal
	Teoria da desorganização global do funcionamento cerebral e mental
	Teorias neurobioquímicas das alucinações
	Teoria da alucinação como transtorno da linguagem interna (inner speech)
	Estudos de neurociências e neuroimagem funcional (RM Funcional, PET, SPECT) das alucinações
	Psicopatologia da imaginação e da representação
	Alterações da representação (imagens representativas)
	Alucinação e delírio
	Capítulo 17 | A memória e suas alterações
	Definições básicas
	Fases ou elementos básicos da memória
	Memória segundo o tempo de aquisição, armazenamento e evocação
	Bases neurobiológicas da memória
	Fatores associados ao processo de memorização (codificação e armazenamento)
	Tipos específicos de memória
	Tipos dependentes do caráter consciente ou não consciente do processo mnêmico (memória explícita/declarativa versus implícita/não declarativa)
	Memórias, devaneios e viagem mental no tempo
	Tipos de memória classificados segundo a estrutura cerebral envolvida (ver revisão em Matthews, 2015)
	Memória de trabalho
	Memória episódica (Pause et al., 2013)
	Memória semântica
	Memória de procedimentos
	Alterações patológicas da memória: alterações quantitativas
	Hipermnésias
	Amnésias (ou hipomnésias)
	Amnésia anterógrada e retrógrada
	Alterações qualitativas (paramnésias)
	Confabulações (ou fabulações) (Dalla Barba; La Corte, 2015)
	Outras alterações qualitativas da memória
	Alterações do reconhecimento
	Agnosias
	Outras alterações orgânicas do reconhecimento
	Alterações do reconhecimento associadas a transtornos mentais
	Alterações do reconhecimento/identificação de origem delirante (delusional misidentification syndrome)
	Alterações do reconhecimento não delirantes
	Capítulo 18 | A afetividade e suas alterações
	Definições básicas
	Humor ou estado de ânimo
	Emoções
	Sentimentos
	Afetos
	Paixões
	Emoção versus razão
	Reação afetiva
	Tipos e classificações das emoções
	Experiências afetivas negativas e positivas
	Polos ou valências da afetividade: domínios e construtos do Research Domain Criteria
	São as emoções das pessoas as mesmas em todo o mundo?
	Emoções universais, primárias ou básicas
	Emoções secundárias ou sociais (não universais)
	Emoções de fundo
	Emoções não conscientes (revisão em Lee et al., 2016)
	Teorias da afetividade e das emoções
	Teoria de James-Lange (1884)
	Teoria de Cannon-Bard (1927, 1929)
	Teoria de Schachter-Singer, ou teoria dos dois fatores (1962)
	Teoria de Lazarus (1966, 1977)
	Aspectos cerebrais e neuropsicológicos das emoções
	O sistema límbico e as emoções: contribuição de Papez-MacLean
	A amígdala
	Os lobos frontais e as emoções: córtex orbitofrontal e córtex frontal ventromedial (Franks, 2010; Lindquist et al., 2012)
	O lobo parietal direito
	O circuito septo-hipocampal
	Aspectos psicodinâmicos das emoções e vida afetiva
	Concepção freudiana
	Concepção de Melanie Klein
	Alterações psicopatológicas da afetividade
	Alterações do humor
	Catatimia
	Ansiedade, angústia e medo
	Alterações das emoções e dos sentimentos
	Medo
	Fobias
	Pânico: crises de pânico e transtorno de pânico
	Apatia
	Sentimento de falta de sentimento
	Anedonia
	Indiferença afetiva e “bela indiferença”
	Labilidade afetiva e incontinência afetiva
	Redução dos afetos nas psicoses
	Hipomodulação do afeto
	Distanciamento afetivo e pobreza de sentimentos
	Embotamento afetivo e devastação afetiva
	Afetos qualitativamente alterados nas psicoses
	Ambivalência afetiva
	Inadequação do afeto ou paratimia
	Neotimia
	Valor diagnóstico
	Transtorno depressivo
	Mania
	Esquizofrenia
	Transtornos da personalidade
	Demências e outras condições neuropsiquiátricas (revisões em Baquero; Martín, 2015; Kratz, 2017)
	Emoções não conscientes em pessoas com transtornos mentais (revisão em Lee et al., 2016)
	Instrumentos padronizados de avaliação da afetividade
	Capítulo 19 | A vontade, a psicomotricidade, o agir e suas alterações
	Definições básicas
	Ato volitivo ou ato de vontade
	Processo volitivo
	Comportamento moral, agressividade e funcionamento cerebral
	A ação do indivíduo sobre o mundo e os lobos frontais: funções executivas
	Atos volitivos, comportamentos morais e variabilidade cultural
	Alterações da vontade
	Hipobulia/abulia
	Atos impulsivos e atos compulsivos
	Atos impulsivos
	Atos compulsivos (ou compulsão)
	Bases neurobiológicas da impulsividade e da compulsividade (revisão em Fineberg et al., 2014)
	Tipos de impulsos e compulsões patológicas
	Impulsos e compulsões agressivas auto ou heterodestrutivas
	Impulsos e compulsões relacionados à ingestão de substâncias ou alimentos
	Atos e compulsões relacionados ao desejo e ao comportamento sexuais
	Outros impulsos e compulsões
	Outras alterações da vontade
	Alterações da psicomotricidade
	Estupor e catatonia
	Estupor
	Catatonia (revisão em Gazdag et al., 2017)
	Cascata de defesa, freezing e reações de imobilidade (revisão em Kozlowska et al., 2015)
	Desamparo aprendido (Maier; Seligman, 2016)
	Estereotipias motoras e maneirismos
	Tiques múltiplos, motores e/ouvocais
	Conversão
	Alterações da marcha
	Outras alterações psicopatológicas da psicomotricidade
	Apraxias (revisão em Park, 2017)
	Alterações motoras relacionadas ao uso de psicofármacos e a doenças neurológicas
	Alterações motoras decorrentes do uso de psicofármacos
	Alterações motoras e movimentos involuntários decorrentes de doenças e condições neurológicas
	Instrumentos padronizados de avaliação das alterações da volição
	Capítulo 20 | O pensamento e suas alterações
	Definições básicas
	Conceitos (ver Harky-Vallée, 2013)
	Juízos
	Raciocínio
	Pensamento lógico
	Pensamento indutivo e dedutivo
	Pensamento intuitivo
	Pensamento crítico
	Pensamentos errôneos e vieses de pensamento em pessoas sem alterações psicopatológicas
	O processo do pensar
	Psicopatologia do pensamento
	Alterações dos conceitos, dos juízos e do raciocínio
	Desintegração e transformação dos conceitos
	Condensação dos conceitos
	Alterações dos juízos
	Juízo deficiente ou prejudicado
	Juízos de realidade ou de existência
	Tipos alterados de pensamento (incluindo juízo e raciocínio)
	Pensamento mágico, pensamento dereístico e wishful thinking
	Pensamento inibido
	Pensamento vago
	Pensamento prolixo
	Pensamento concreto ou concretismo
	Pensamento deficitário (relacionado à deficiência intelectual)
	Pensamento demencial
	Pensamento confusional
	Pensamento desagregado
	Pensamento obsessivo
	Ruminações ou pensamento ruminativo perseverativo
	Alterações do processo de pensar (do curso, forma ou conteúdo)
	Alterações do curso do pensamento
	Aceleração do pensamento
	Lentificação do pensamento
	Bloqueio ou interceptação do pensamento
	Roubo do pensamento
	Fuga de ideias
	Alterações formais do pensamento (ver Radanovic et al., 2013)
	Afrouxamento das associações
	Descarrilhamento do pensamento
	Dissociação e incoerência do pensamento
	Desagregação do pensamento
	Valor diagnóstico das alterações formais do pensamento
	Alterações do conteúdo do pensamento
	Semiotécnica do pensamento e instrumentos padronizados para avaliar alterações do pensamento
	Capítulo 21 | O juízo de realidade e suas alterações (o delírio)
	Definições psicológicas
	Distinção fundamental: erro simples versus delírio
	Preconceito
	Crenças culturais e superstições
	Alterações patológicas do juízo
	Ideias prevalentes ou sobrevaloradas (ideias errôneas por superestimação afetiva)
	O delírio
	Dimensões do delírio
	Delírio primário ou ideias delirantes verdadeiras
	Delírio secundário, ou ideias deliroides, e os delírios compartilhados
	Estrutura dos delírios
	Surgimento e evolução do delírio: estados pré-delirantes
	Os mecanismos constitutivos do delírio
	Interpretação: delírio interpretativo (ou interpretação delirante)
	Intuição: delírio intuitivo (ocorrência ou intuição delirante)
	Imaginação: delírio imaginativo
	Afetividade: delírios catatímicos da mania e da depressão (Keck et al., 2003)
	Memória: delírio mnêmico (recordação delirante)
	Alteração da consciência: delírio onírico
	Alterações sensoperceptivas: delírio alucinatório
	Relações entre delírio e alucinação
	Mecanismos de manutenção do delírio
	Os tipos de delírio segundo seus conteúdos ou temáticas delirantes (delusion content ou Wahnthemen)
	Delírios de perseguição
	Delírio de referência (de alusão ou autorreferência)
	Delírios de perseguição e o mecanismo de projeção
	Delírio de relação
	Delírio de influência ou controle (também denominado vivência de influência)
	Delírio de grandeza ou missão (ou de enormidade)
	Delírio religioso ou místico (revisão em Bhavsar; Bhugra, 2008; Cook, 2015)
	Delírio de ciúmes e de infidelidade
	Delírio erótico (erotomania, síndrome ou delírio de Clerambault)
	Delírios de falsa identificação (misidentification delusion) (revisão em Rodrigues; Banzato, 2006)
	Delírios de conteúdo depressivo
	Delírio de ruína (ou niilista)
	Delírio de culpa e de autoacusação
	Delírio de negação de órgãos
	Delírio hipocondríaco
	Delírio cenestopático
	Frequência dos delírios segundo seus conteúdos
	Fatores que determinam os conteúdos dos delírios
	Delírios, internet e mundo tecnológico contemporâneo
	Possíveis causas e teorias etiológicas dos delírios
	Hipóteses causais: modelos psicanalíticos e psicodinâmicos
	Hipóteses causais: modelos existenciais
	Hipóteses causais: afetividade, emoções negativas, estresse diário e delírio
	Hipóteses causais: psicologia cognitivista (processamento de informações) e delírio (Connors; Halligan, 2015)
	Hipóteses causais: modelos neurobiológicos e neuropsicológicos
	Diagnóstico diferencial do delírio
	Ideias prevalentes versus ideias delirantes
	Ideias obsessivas versus ideias delirantes
	Delírio versus alucinação
	Mitomania versus ideias delirantes
	Pseudologia fantástica versus ideias delirantes (Thom et al., 2017)
	Valor diagnóstico dos delírios
	Instrumentos padronizados para a avaliação do delírio
	Capítulo 22 | A linguagem e suas alterações
	Definições
	Funções da linguagem
	Alterações patológicas da linguagem (revisão em Thomas; Fraser, 1994; Elvevåg et al., 2016)
	Alterações da linguagem secundárias a disfunção ou lesão neuronal identificável
	Linguagem e cérebro (revisão em Cahana-Amitay; Albert, 2014)
	Afasias
	Agrafia
	Alexia
	Disartria
	Parafasias
	Alterações da linguagem associadas a estados, condições ou transtornos psicopatológicos
	Dislexia (revisões em Snowling; Melby-Lervåg, 2016)
	Alterações da fala
	Disfonia (revisão em Reiter et al., 2015)
	Afonia
	Distúrbios da fala em crianças (Terband et al., 2014)
	Dislalia e disglossia
	Transtornos da fluência da fala: a gagueira (ver revisão em Neumann et al., 2017)
	Alterações da linguagem em crianças (revisão em Norbury et al., 2017)
	Acelerações psicopatológicas da linguagem mais observadas em adultos: logorreia, taquifasia e loquacidade
	Lentificação patológica da linguagem: bradifasia
	Mutismo
	Mutismo eletivo (revisão em Hua; Major, 2016)
	Mutismos com bases neurobiológicas
	Mutismo acinético
	Mutismo cerebelar
	Perseveração verbal
	Ecolalia
	Palilalia e logoclonia
	Tiques verbais ou fonéticos e coprolalia
	Alogia, verbigeração e mussitação
	Glossolalia e pararrespostas
	Neologismos
	A linguagem na esquizofrenia
	A linguagem nas demências
	Demência de Alzheimer - DA (revisão em Szatloczki et al., 2015)
	Alterações da linguagem nas outras demências – não Alzheimer (revisão em Reilly et al., 2010)
	Demência frontotemporal (DFT)
	Demência vascular
	Demência com corpos de Lewy
	Demência na doença de Parkinson
	Linguagem nos transtornos do espectro autista
	Linguagem em outros transtornos mentais (revisão ampla em Fine, 2007)
	Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade
	Transtornos do humor: depressão
	Transtornos do humor: mania
	Transtornos da personalidade
	Funções psíquicas compostas e suas alterações
	Capítulo 23 | Introdução às funções psíquicas compostas
	Capítulo 24 | O eu, o self: psicopatologia
	Origem e desenvolvimento do Eu (ontogenia do Eu)
	A noção de self e suas vicissitudes
	Psicopatologia do eu e do self
	O Eu e a consciência do Eu, segundo Karl Jaspers (1979)
	Consciência de unidade do Eu
	Consciência de identidade do Eu no tempo
	Consciência da oposição do Eu em relação ao mundo
	Consciência de atividade do Eu
	Despersonalização e desrealização
	Valor semiológico
	Psicopatologia do Eu corporal
	Definições básicas
	Cenestesia e cenestopatia
	Somatognosia e suas alterações
	Alterações do esquema corporal em transtornos mentais
	A valoração do Eu: os conceitos de narcisismo e autoestima
	Definições básicas
	Diminuição da valoração do Eu
	O conceito de identidade psicossocial
	Os transtornos de identidade
	Crise de identidade
	Estados de possessão como experiência cultural relacionada ao Eu
	Alterações da experiência do self ou experiências anômalas do self
	Alterações do self anímico (self psíquico)
	Alterações do self corporal
	Alterações do self social (alterações das identidades psicossociais e socioculturais que ocorrem com mais frequência na esquizofrenia)
	Alterações do self total (podem estar presentes em diferentes psicoses, mas ocorremcom mais frequência na esquizofrenia)
	Alterações da autoconsciência e da presença (self-awareness e self-presence)
	Capítulo 25 | A personalidade e suas alterações
	Definições básicas
	Constituição corporal
	Temperamento
	Caráter
	Tipologias humanas ou padrões de personalidade
	A personalidade, seu desenvolvimento e seus tipos, segundo Sigmund Freud (1856-1939)
	Estudo da personalidade por meio de métodos empíricos e psicométricos: traços, hipótese léxica fundamental e análise fatorial
	O estudo dos traços de personalidade
	A hipótese léxica fundamental: da linguagem cotidiana à personalidade
	Abordagem fatorial dos traços: a análise fatorial
	Modelos atuais de personalidade baseados em estudos empíricos
	Os modelos de Raymond B. Cattel (1905-1998) e de Hans Jürgen Eysenck (1916-1997)
	Modelo dos cinco grandes fatores (CGF ou Big Five)
	Modelo dos cinco fatores e estrutura e funcionamento cerebral
	O modelo de personalidade de Robert Cloninger
	Transtornos da personalidade
	Conceito
	Transtornos da personalidade segundo as classificações atuais
	Grupo B: padrão instabilidade e/ou manipulação (ou “dramáticos”, “emotivos”)
	Grupo A: padrão “esquisitice e/ou desconfiança” (ou “estranhos”, “excêntricos”)
	Grupo C: padrão “ansiedade e/ou controle e/ou insegurança” (ou “ansiosos”, “medrosos”)
	Personalidade e condições médicas e neurológicas
	Outros transtornos da personalidade e padrões de personalidade (não inclusos na CID-11 e no DSM-5)
	Personalidade padrão passivo-agressiva
	Transtornos da personalidade e traços do modelo dos cinco grandes fatores (Big Five)
	Traços proeminentes de personalidade e modelo alternativo para avaliar a personalidade
	Nível de funcionamento da personalidade (modelo do DSM-5)
	Relação entre personalidade e os outros transtornos mentais
	Personalidade, doenças físicas e psicossomáticas
	A avaliação da personalidade e seus transtornos: semiotécnica da personalidade
	Rastreamento de possíveis transtornos da personalidade e identificação do perfil de personalidade: abordagem clínica
	Perguntas gerais para rastrear a personalidade e possível transtorno da personalidade
	Avaliação padronizada da personalidade por meio de testes psicométricos e testes projetivos
	Entrevistas psiquiátricas padronizadas para diagnóstico de transtornos da personalidade
	Capítulo 26 | Inteligência e cognição social
	Inteligência: definições
	Psicologia da inteligência e neuropsicologia
	Desenvolvimento da inteligência na criança e no adolescente
	Período sensório-motor
	Período pré-operatório
	Período operatório-concreto
	Período operatório-formal
	A perspectiva de Lev S. Vygotsky
	Os modelos de inteligências múltiplas
	Inteligência geral versus inteligências múltiplas
	Os testes de inteligência: QI
	Críticas ao construto inteligência e aos testes de QI
	Inteligência, genética e ambiente
	Inteligência e cérebro
	Transtornos do desenvolvimento intelectual (cid-11) ou deficiências intelectuais (DSM-5)
	Teste de QI e DI
	Epidemiologia das deficiências intelectuais
	Os diferentes níveis de gravidade: da inteligência limítrofe às DIs profundas
	Inteligência limítrofe
	Deficiência intelectual leve
	Deficiência intelectual moderada
	Deficiência intelectual grave
	Deficiência intelectual profunda
	Causas da deficiência intelectual
	Fenótipo físico e comportamental
	Deficiência intelectual e transtornos mentais (Munir, 2016)
	Semiotécnica da inteligência: avaliação simplificada da inteligência
	QI e testes de avaliação da inteligência
	Testes de avaliação da inteligência e cultura
	Avaliação médica da DI
	Cognição social: definições
	Desenvolvimento da cognição social na criança
	Cognição social e cérebro (Franks, 2010)
	Cognição social e psicopatologia
	Transtornos do espectro autista
	Esquizofrenia
	Síndrome de Williams
	O fenômeno savant, a inteligência e o autismo
	Testes de avaliação da cognição social
	PARTE III - Psicopatologia e as grandes síndromes e transtornos psicopatológicos
	Capítulo 27 | Do sintoma à síndrome
	Transfundo ou ancoragem das vivências psicopatológicas e sintomas emergentes
	Componentes do surgimento, constituição e manifestação dos sintomas e dos transtornos mentais
	Manifestação dos transtornos mentais: patogenia, patoplastia e psicoplastia
	A evolução temporal dos transtornos mentais
	Conceito de processo, desenvolvimento, surto, fase, reação, crise e episódio (Schneider, 1976; Vallejo Nagera, 1977; Jaspers, 1979)
	Contextualização do sintoma em relação a sua origem neurobiológica ou sociocultural
	Capítulo 28 | As síndromes da psicopatologia, os transtornos e os modos de proceder em relação aos diagnósticos
	Prevalência de transtornos mentais no mundo e no Brasil
	Capítulo 29 | Síndromes depressivas
	Perdas e depressão
	Subtipos de síndromes e transtornos depressivos
	Episódio de depressão e transtorno depressivo maior recorrente (CID-11 e DSM-5)
	Transtorno depressivo persistente e transtorno distímico (CID-11 e DSM-5)
	Depressão atípica ou depressão com características atípicas (DSM-5)
	Depressão tipo melancólica ou endógena (CID-11 e DSM-5)
	Depressão psicótica ou depressão com sintomas psicóticos (CID-11 e DSM-5)
	Estupor depressivo ou depressão com catatonia (DSM-5)
	Depressão ansiosa ou agitada ou com sintomas ansiosos proeminentes (CID-11 e DSM-5) e transtorno misto de depressão e ansiedade (CID-11)
	Depressão unipolar ou depressão bipolar
	Depressão como transtorno disfórico pré-menstrual (CID-11 e DSM-5)
	Depressão mista ou depressão com características mistas (DSM-5)
	Depressão secundária ou orgânica (transtorno depressivo devido a outra condição médica ou induzido por substância ou medicamento, CID-11 e DSM-5)
	Depressão como fator de risco para doenças físicas
	Depressão em crianças, adolescentes e idosos
	Depressão e personalidade
	Capítulo 30 | Síndromes maníacas e transtorno bipolar
	Histórico
	Sintomas da síndrome maníaca
	Subtipos de síndromes maníacas
	Mania franca ou grave
	Mania irritada ou disfórica
	Mania com sintomas psicóticos
	Mania mista ou mania com características mistas (revisão em Muneer, 2017)
	Hipomania (ou episódio hipomaníaco)
	Ciclotimia ou transtorno ciclotímico (CID-11 e DSM-5)
	Transtorno bipolar (Goodwin; Jamison, 2010)
	Transtorno bipolar tipo I e tipo II
	Transtorno bipolar, tipo ciclagem rápida
	Bases genéticas e neurobiológicas do transtorno bipolar
	Transtorno bipolar em crianças e adolescentes (Goodwin; Jamison, 2010; Serra et al., 2017)
	Semiotécnica da mania
	Capítulo 31 | Síndromes ansiosas e síndromes com importante componente de ansiedade
	Síndromes ansiosas
	Transtorno de ansiedade generalizada
	Crises de ansiedade, crises de pânico
	Transtorno de pânico
	Transtorno de ansiedade de separação (CID-11 e DSM-5)
	Síndromes ansiosas de base orgânica
	Síndromes com importante componente de ansiedade (fobias e ansiedade social, dissociações, conversões, somatizações, transtorno de estresse pós--traumático e transtornos obsessivo-compulsivos)
	Transtornos fóbicos
	Transtornos dissociativos e transtornos conversivos: histeria
	Conversão e dissociação
	Transtorno de estresse pós-traumático (CID-11 e DSM-5)
	Transtorno obsessivo-compulsivo
	Condições psicopatológicas vivenciadas sobretudo no corpo
	Sintomas médicos inexplicados
	Fibromialgia e síndrome da fadiga crônica
	Hipocondria ou transtorno hipocondríaco
	Capítulo 32 | Síndromes psicóticas (quadros do espectro da esquizofrenia e outras psicoses)
	Esquizofrenia
	O conceito de esquizofrenia
	Sintomas negativos (síndrome negativa ou deficitária) (Dantas; Banzato, 2007)
	Sintomas positivos (síndrome positiva ou de sintomas produtivos)
	Sintomas de desorganização (síndrome de desorganização)
	Sintomas psicomotores e catatonia (síndrome psicomotora)
	Sintomas/prejuízos cognitivos
	Sintomas de humor
	Outras características e sintomas associados à esquizofrenia
	Transtorno delirante (paranoia) e esquizofrenia tardia (parafrenia) (APA, 2014; CID-11, 2018; Opjordsmoen, 2014)
	Transtornos psicóticos agudos, breves e transitórios (psicoses reativas e/oupsicoses psicogênicas) (Nugent et al., 2011; APA, 2014; CID-11, 2018)
	Diagnóstico diferencial
	Transtorno esquizoafetivo (Heckers et al., 2009; Jager et al., 2011)
	Capítulo 33 | Síndromes psicomotoras
	Síndromes de agitação psicomotora
	Agitação maníaca
	Agitação paranoide
	Agitação catatônica
	Agitação psico-orgânica (no delirium)
	Agitação nas demências
	Agitação nos quadros de deficiência intelectual com transtornos mentais e de comportamento
	Agitação explosiva associada a transtornos da personalidade
	Agitação histriônica
	Agitação ansiosa
	Alterações da volição e homicídio
	Síndromes de estupor e/ou catatonia
	Estupor/catatonia depressiva
	Estupor catatônico na esquizofrenia
	Estupor/catatonia psicogênica (traumático, de choque psicológico ou estupor histérico)
	Estupor/catatonia orgânica
	Síndromes de comportamentos disruptivos e agressivos na infância e na adolescência
	Transtorno disruptivo da desregulação do humor (DSM-5)
	Transtorno de oposição desafiante (DSM-5 e CID-11)
	Transtorno da conduta (DSM-5 e CID-11)
	Transtorno explosivo intermitente (DSM-5 e CID-11)
	Capítulo 34 | Síndromes relacionadas ao comportamento alimentar
	O comportamento alimentar
	Transtornos alimentares
	Anorexia nervosa (DSM-5 e CID-11)
	Bulimia nervosa (DSM-5 e CID-11)
	Outros transtornos do comportamento alimentar
	Obesidade
	Capítulo 35 | Transtornos devidos ou relacionados a substâncias e comportamentos aditivos
	Transtornos por uso de substâncias (DSM-5)
	Transtornos induzidos por substâncias (DSM-5)
	Início e desenvolvimento de transtornos por uso de substâncias
	Álcool: transtornos por uso e transtornos induzidos (DSM-5 e CID-11)
	Síndromes associadas aos transtornos devidos ao álcool
	Maconha: transtornos por uso e transtornos induzidos (dsm-5 e cid-11)
	Transtornos induzidos pela maconha e consequências do uso crônico
	Cocaína/crack: transtornos por uso e transtornos induzidos (DSM-5 e CID-11)
	Semiotécnica de avaliação em pessoas com problemas ou transtornos relacionados a álcool e outras substâncias
	Dependências comportamentais ou transtornos aditivos não relacionados a substâncias (CID-11 e DSM-5)
	Transtorno do jogo e de apostas (CID-11 e DSM-5) e transtorno de dependência da internet
	Capítulo 36 | Síndromes relacionadas ao sono
	Transtorno de insônia (DSM-5)
	Transtorno de hipersonolência (DSM-5)
	Síndrome das pernas inquietas (DSM-5)
	Transtornos do sono relacionados à respiração (apneias do sono)
	Apneia e hipopneia obstrutivas do sono
	Apneia central do sono
	Transtornos do sono-vigília do ritmo circadiano
	Tipo fase do sono atrasada e tipo fase do sono avançada (DSM-5)
	Narcolepsia (DSM-5)
	Parassonias
	Capítulo 37 | Sexualidade e psicopatologia
	A sexualidade humana
	Diferenças entre homens e mulheres
	Fases do ciclo ou ato sexual
	Sobre os chamados “transtornos ou disfunções sexuais”
	Transtornos ou disfunções sexuais (APA, 2014)
	Transtornos ou disfunções do desejo e da resposta sexual
	Desejo sexual inibido: transtorno do interesse/excitação sexual feminino e transtorno do desejo sexual masculino hipoativo
	Transtorno da dor gênito-pélvica/penetração
	Transtorno do orgasmo feminino
	Transtorno erétil
	Transtornos da ejaculação
	Transtornos parafílicos e parafilias (CID-11 e DSM-5)
	Alguns dos principais transtornos parafílicos
	Transtornos do desenvolvimento sexual
	Hipersexualidade
	Variabilidades da sexualidade humana
	Incongruência de gênero (CID-11) ou disforia de gênero (DSM-5)
	Homossexualidade e bissexualidade
	Homofobia e transfobia (Charda et al., 2015; Costa et al., 2017)
	Outros problemas relacionados à sexualidade
	Capítulo 38 | Transtornos neurocognitivos (síndromes mentais orgânicas)
	Delirium
	Características principais do delirium (Trzepacz; Meagher; Wise, 2006; APA, 2014)
	Quadro clínico do delirium
	Evolução temporal do delirium
	Subtipos de delirium: hiperativo, hipoativo e misto (Camus; Burtin; Simeone et al., 2000; Trzepacz; Meagher; Wise, 2006)
	Classificação de subtipos de delirium de acordo com os fatores causais (etiologia)
	Pesquisa da etiologia e manejo dos quadros de delirium
	Diagnóstico diferencial do delirium
	Instrumentos de avaliação
	Capítulo 39 | Demências e outros transtornos neurocognitivos de longa duração
	Demências ou transtorno neurocognitivo maior
	Diagnóstico diferencial da síndrome demencial
	Transtornos neurocognitivos leves (CID-11 e DSM-5) ou comprometimento cogntivo leve (Langa; Levine, 2014; Sachs-Ericsson; Blazer, 2015)
	Etiologias mais frequentes dos TNCs maiores (demências) e leves
	Doença de Alzheimer (DSM-5 – transtorno neurocognitivo maior ou leve devido à doença de Alzheimer) (Cummings, 2004; Jack Jr. et al., 2011; Scheltens; Blennow; Breteler et al., 2016)
	Doença cerebrovascular (DSM-5 – transtorno neurocognitivo vascular maior ou leve) (Engelhardt et al., 2006; Battistin; Cagnin, 2010)
	Degeneração lobar frontotemporal ou demência frontotemporal (DSM-5 – transtorno neurocognitivo frontotemporal maior ou leve) (Askin-Edgar; White; Cummings, 2006; Warrem et al., 2013)
	Doença com corpos de Lewy (DSM-5 – transtorno neurocognitivo maior ou leve com corpos de lewy) (Walker; Possin; Boeve et al. 2015; Hogan; Fiest; Roberts et al., 2016)
	Outras formas de demência
	Perguntas de rastreamento aos familiares, acompanhantes ou cuidadores sobre possível TNC maior (demência)
	Outros transtornos neurocogntivos crônicos, de longa duração (previamente denominados síndromes mentais orgânicas focais ou localizadas)
	Transtorno amnéstico (síndrome amnéstica) (Spiers; Maguire; Burgess, 2001; Szabo, 2014; Small; Butler; Zabar; Barash, 2016)
	Outras síndromes mentais orgânicas
	Síndromes mentais e comportamentais associadas a outras doenças, transtornos ou condições (biomédicas) classificados em outro lugar
	Capítulo 40 | Síndromes relacionadas à cultura
	Psicopatologia e cultura
	Finais
	Referências
	Materiais complementares online
	Conheça Também
	Grupo A
	Contracapa

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