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• • A consciência pode se alterar tanto por processos fisiológicos, normais, como por processos patológicos. A seguir, são apresentados os quadros patológicos de alteração da consciência. Alterações patológicas quantitativas da consciência: rebaixamento do nível de consciência Em diversos quadros neurológicos e psicopatológicos, o nível de consciência diminui de forma progressiva, desde o estado normal, vígil, desperto, até o estado de coma profundo, no qual não há qualquer resquício de atividade consciente. Os diversos graus de rebaixamento da consciência (Ramos Jr., 1986) são: 1) obnubilação, 2) torpor, 3) sopor e 4) coma. Examinemo-los com mais detalhes. 1º grau, obnubilação: turvação da consciência ou sonolência patológica leve. Trata-se do rebaixamento da consciência em grau leve a moderado. À inspeção inicial, o paciente pode já estar claramente sonolento ou parecer desperto, o que pode dificultar o diagnóstico desse estado. De qualquer forma, há sempre diminuição do grau de clareza do sensório, com lentidão da compreensão e dificuldade de concentração. Nota-se que o indivíduo tem dificuldade para integrar as informações sensoriais oriundas do ambiente. Assim, mesmo não se notando a sonolência do paciente de forma evidente, observa-se, nos quadros de obnubilação, que a pessoa se encontra um tanto perplexa, com a compreensão dificultada, podendo o pensamento que expressa revelar confusão mental. No geral, o indivíduo diminui a atenção para as solicitações externas, dirigindo-se para a sonolência. Já se pode observar alguma lentificação do traçado eletrencefalográfico. 2º grau, torpor: é um grau mais acentuado de rebaixamento da consciência. O paciente está evidentemente sonolento; responde ao ser chamado apenas de forma enérgica e, depois, volta ao estado de sonolência evidente. A resposta aos estímulos externos, quando solicitado energicamente, é mais curta do que nos estados de obnubilação, mas menos frustra que no estado de sopor. Na obnubilação e no torpor, o paciente pode ainda apresentar traços de crítica e pudor, tentando cobrir as partes íntimas de seu corpo com o cobertor, quando em uma enfermaria ou emergência de hospital. No sopor e no coma, tal pudor e crítica da situação não existe mais, estando o indivíduo totalmente indiferente à exposição de partes íntimas (o • • que deve ser evitado sempre que possível, em respeito à pessoa). 3º grau, sopor: é um estado de marcante e profunda turvação da consciência, de sonolência intensa, da qual o indivíduo pode ser despertado apenas por um tempo muito curto, por estímulos muito enérgicos, do nível de uma dor intensa. Nesse momento, o paciente pode revelar fácies de dor e ter alguma gesticulação de defesa. Retorna, então, muito rapidamente, em segundos, à quase ausência de atividade consciente. Portanto, aqui, ele sempre se mostra intensamente sonolento, quase em coma. Embora ainda possa apresentar reações de defesa muito esporádicas, é incapaz de qualquer ação espontânea. A psicomotricidade encontra-se mais inibida do que nos estados de obnubilação e de torpor. O traçado eletrencefalográfico acha-se global e marcadamente lentificado, podendo surgir as ondas mais lentas, do tipo delta e teta. 4º grau, coma: é a perda completa da consciência, o grau mais profundo de rebaixamento de seu nível. No estado de coma, não é possível qualquer atividade voluntária consciente. Além da ausência de qualquer indício de consciência, os seguintes sinais neurológicos podem ser verificados: movimentos oculares errantes com desvios lentos e aleatórios, nistagmo, transtornos do olhar conjugado, anormalidades dos reflexos oculocefálicos (cabeça de boneca) e oculovestibular (calórico) e ausência do reflexo de acomodação. Além disso, dependendo da topografia e da natureza da lesão cerebral, podem ser observadas rigidez de decorticação ou de decerebração, anormalidades difusas ou focais do EEG com lentificações importantes e presença de ondas patológicas. Os graus de intensidade de coma são classificados de I a IV: I, semicoma; II, coma superficial; III, coma profundo; e IV, coma dépassé. Perdas abruptas da consciência Vários fatores e condições médicas e/ou psicopatológicas podem produzir a perda abrupta da consciência. Tal perda pode ser causada por fatores emocionais, neurofuncionais ou orgânicos de diversas naturezas. Podem também ser rapidamente reversíveis ou irreversíveis, indicando quadros orgânicos mais graves. As perdas abruptas e transitórias (duram geralmente segundos a minutos) da consciência recebem várias denominações médicas e populares: lipotimia, síncope, desmaios e perdas da consciência de outra natureza (Ramos Jr., 1986; Bickley; Szilagyi, 2013.). A lipotimia se caracteriza por perda parcial e rápida da consciência (dura apenas segundos), geralmente com visão borrada, palidez da face, suor frio, vertigens e perda parcial e momentânea do tônus muscular dos membros, com ou sem queda do corpo ao chão. A pessoa tem a sensação desagradável de que vai desmaiar. A lipotimia é rápida e completamente reversível. Às vezes, utiliza- se o termo “lipotimia” para descrever a fase inicial da síncope. A síncope designa um colapso bem súbito, com perda abrupta e completa da consciência, perda total do tônus muscular, com queda completa ao chão. O mecanismo básico é a instalação rápida de irrigação cerebral insuficiente por causas diversas. A síncope pode ou não ser reversível, dependendo dos fatores causais envolvidos. O termo “desmaio” é uma designação não médica, da linguagem comum, que geralmente significa uma perda abrupta da consciência. Corresponde de forma genérica aos termos médicos “síncope” ou “lipotimia”. O Quadro 12.1 apresenta um resumo didático das condições que mais frequentemente produzem perdas abruptas da consciência. Quadro 12.1 | Perdas abruptas da consciência (síncopes, lipotimias, desmaios) TIPO POSIÇÃO FÍSICA DO PACIENTE MANIFESTAÇÕES PRODRÔMICAS PREDISPONENTES PRECIPITANTES RECUPERAÇÃO MECANISMO CAUSAL Hipotensão ortostática Ocorre de forma rápida, quando a pessoa se levanta (e a pressão arterial cai). Geralmente nenhuma. Costuma ocorrer em ambientes quentes e úmidos. Pressão baixa, uso de drogas vasodilatadoras, anti- hipertensivos, neuropatia, Parkinson. Levantar-se da posição deitada ou sentada de forma abrupta. Recuperação rápida quando a pessoa é colocada em posição deitada. Reflexo vasoconstritor inadequado, com congestão venosa e ↓ do fluxo cerebral. Hipoglicemia Ocorre com o paciente em qualquer posição. Tremores, sudorese, palpitações, fome, dor de cabeça, confusão mental. Uso de insulina, dieta com baixa caloria. Muito variável, mas frequente em períodos de jejum. Variável, depende da gravidade da hipoglicemia e de haver tratamento adequado. Nível baixo de glicose no sangue para manter o metabolismo cerebral. Síncope vasovagal Após súbita, inesperada e desagradável visão, som, cheiro ou dor Geralmente ocorre quando o paciente está em pé, mas pode ocorrer quando está sentado. Palidez notável, fraqueza, inquietação, náusea, salivação, sudorese. Cansaço, fome, ambiente quente e úmido. Emoções fortes, medo, susto ou dor. Mais comum após ver (ou ouvir, cheirar) algo intensamente desagradável ou assustador. Retorno rápido à consciência quando deitado, podendo persistir um pouco de palidez, fraqueza e náusea. Vasodilatação periférica abrupta, especialmente nos músculos, sem o cardíaco compensatório, havendo então ↓ do fluxo cerebral. Hipocapnia por hiperventilação *A consciência é mantida durante todo o episódio (pode haver apenas rápida turvação). Ocorre com o paciente em qualquer posição. Desconforto respiratório, dispneia, palpitações, formigamento das mãos e dos lábios. Ansiedade,geralmente intensa. Ansiedade, crises de pânico. Recuperação lenta após parar a hiperventilação. Constrição de vasos cerebrais provocada por queda de CO2 (hipocapnia) devido a hiperventilação. Síncopes por condições cardíacas Ocorrem com o paciente em qualquer posição. Nenhuma ou dor torácica, dispneia. Doenças cardíacas, doença coronariana, trombose venosa profunda (TVP). Variável. Podem ocorrer durante ou após atividade física intensa. Variável, depende da demora para o diagnóstico, da gravidade e de haver tratamento adequado. Arritmias, infarto do miocárdio, embolia pulmonar grave, etc. Crise dissociativa abrupta e curta Paciente pode cair ao chão, mas, geralmente, sem se machucar. Movimentos bizarros. Muito variável. A crise tende a ocorrer na presença de outras pessoas significativas para o paciente. Traços de personalidade histriônica, pessoa muito sugestionável, instabilidade emocional. Situações estressantes, brigas conjugais ou familiares, discussões, notícias ruins. Muito variável; pode durar minutos a horas, e a consciência pode flutuar nesse período. A crise pode ser a expressão simbólica de algo inaceitável por meio da linguagem corporal. Crises convulsivas* (epilepsia) Ocorrem com o paciente em qualquer posição. A pessoa pode urinar durante a crise. Pode haver rápida “aura epiléptica”, com automatismos e sensações estranhas. Muito variável. Período pré- menstrual, privação de sono, uso de bebida alcoólica, etc. Geralmente não se identificam. Pode haver febre, uso de drogas que baixam o limiar convulsivo. Recuperação lenta. Pode haver cefaleia, tontura, sonolência, confusão, fadiga, dor muscular. Despolarização de áreas do córtex cerebral produzem as crises epilépticas de vários tipos. Síncope por tosse intensa Ocorre com o paciente em qualquer posição. Nenhuma, exceto a tosse intensa. Bronquite crônica em uma pessoa musculosa. Tosse paroxística intensa. Recuperação rápida. Mediada por fatores neuronais, possivelmente estímulo vagal. Síncope por micção, defecação, deglutição ou dor visceral Na posição de urinar ou defecar. Nenhuma. Nictúria, geralmente em pessoa idosa ou homem adulto. Urinar ou defecar, após ter levantado da cama para isso. Recuperação rápida. Estímulo vagal intenso. Adaptado e modificado de Bickley e Szilagyi (2013). *As crises epilépticas são de muitos tipos diferentes; pensou-se aqui, principalmente, em crises convulsivas tônico-clônicas. Síndromes psicopatológicas associadas ao rebaixamento prolongado do nível de consciência Delirium (ver também o tema no capítulo “Transtornos neurocognitivos”) Delirium é o termo atual mais adequado para designar a maior parte das síndromes confusionais agudas (o termo “paciente confuso”, muito usado em serviços de emergência e enfermarias médicas, refere-se a tais síndromes confusionais, ou seja, ao delirium). Cabe ressaltar que esses termos (síndrome confusional e paciente confuso) dão ênfase ao aspecto confuso do pensamento e do discurso do paciente (fala incongruente, com conteúdos absurdos e sem articulação lógica), um dos traços do delirium, mas não necessariamente o mais importante ou mais frequente. Daí a opção preferencial de se utilizar o termo delirium em vez de síndrome confusional. O delirium é uma das síndromes mais frequentes na prática clínica diária, principalmente em pacientes com doenças somáticas (emergências e enfermarias médicas e geriátricas) e idade avançada (Trzepacz; Meagher; Wise, 2006). O delirium diz respeito, portanto, aos vários quadros com rebaixamento leve a moderado do nível de consciência, acompanhados de desorientação temporoespacial, dificuldade de concentração, perplexidade, ansiedade em graus variáveis, agitação ou lentificação psicomotora, discurso ilógico e confuso e ilusões e/ou alucinações, quase sempre visuais. Trata-se de um quadro que oscila muito ao longo do dia. Geralmente, o paciente está com o sensório claro pela manhã, e, no início da tarde, o nível de consciência “afunda”, piorando no fim da tarde e à noite. Podem surgir, então, ilusões e alucinações visuais, bem como intensificar-se a desorientação e a confusão do pensamento e do discurso, com a possibilidade de haver também agitação psicomotora e sudorese. Não se deve confundir delirium (quadro sindrômico causado por alteração do nível de consciência, em pacientes com distúrbios cerebrais agudos) com o termo “delírio” (ideia delirante; alteração do juízo de realidade encontrada principalmente em psicóticos esquizofrênicos ou em outras psicoses). Outras síndromes com rebaixamento prolongado do nível de consciência próximas ao delirium Estado onírico ou oniroide (état oniroide, dream-like state, oneiroider Zustand) é o termo da psicopatologia clássica (Mayer-Gross, 1924) para designar uma alteração da consciência na qual, paralelamente à turvação da consciência, o indivíduo entra em um estado semelhante a um sonho muito vívido (Peters, 1984). Em geral, predomina a atividade alucinatória visual intensa com caráter cênico e fantástico. A pessoa vê cenas complexas, ricas em detalhes, às vezes 1. terríficas, com lutas, matanças, fogo, assaltos, sangue, etc. Há carga emocional marcante na experiência onírica, com angústia, terror ou pavor. O doente manifesta esse estado onírico angustioso gritando, movimentando- se, debatendo-se na cama e apresentando, às vezes, sudorese profusa. Há geralmente amnésia consecutiva ao período em que o doente permaneceu nesse estado onírico. Tal estado ocorre com mais frequência devido a psicoses tóxicas, síndromes de abstinência de substâncias (com maior frequência no delirium tremens) e quadros febris tóxico-infecciosos. Alguns autores descrevem estados oníricos em pacientes com psicose (esquizofrenia, mania e depressão psicóticas), mas, nessa acepção, o termo não tem sido mais utilizado. Na prática, o estado onírico ou estado tipo-sonho tem sido cada vez mais absorvido pela categoria ampla do delirium. O termo amência era utilizado na psiquiatria clássica (Meynert, 1890) para designar quadros mais ou menos intensos de confusão mental por rebaixamento do nível de consciência, com excitação psicomotora, marcada incoerência do pensamento, perplexidade e sintomas alucinatórios com aspecto de sonho (oniroide) (Peters, 1984). Assim como para o estado onírico, atualmente se tende a designar a amência com o termo delirium. Alterações qualitativas da consciência Além dos diversos estados de redução global do nível de consciência, a observação psicopatológica registra uma série de estados alterados da consciência, nos quais se tem mudança parcial ou focal do campo da consciência. Uma parte do campo da consciência está preservada, normal, e outra, alterada. De modo geral, há quase sempre, nessas alterações qualitativas, algum grau de rebaixamento (mesmo que mínimo) do nível de consciência (Sims, 1995). Trata-se de uma área muito controversa da semiologia psiquiátrica e da psicopatologia. Os neurologistas tendem a denominar tais alterações de distúrbios focais ou do conteúdo da consciência, enquanto os psiquiatras as definem como alterações qualitativas da consciência. Têm-se, então, as seguintes alterações qualitativas da consciência: Estados crepusculares (état crepusculaire, twilight state, Dämmerzustand). Consistem em um estado patológico transitório no qual uma obnubilação leve da consciência (mais ou menos perceptível) é acompanhada de relativa conservação da atividade motora coordenada (Porot, 1967). Nos estados 2. crepusculares, há, portanto, estreitamento transitório do campo da consciência e afunilamento da consciência (que se restringe a um círculo de ideias, sentimentos ou representações de importância particularpara o sujeito acometido), com a conservação de uma atividade psicomotora global mais ou menos coordenada, permitindo a ocorrência dos chamados atos automáticos (Peters, 1984). O estado “crepuscular” caracteriza-se por surgir e desaparecer de forma abrupta e ter duração variável, de poucos minutos ou horas a algumas semanas (Sims, 1995). Durante esse estado, ocorrem, com certa frequência, atos explosivos violentos e episódios de descontrole emocional (podendo haver implicações legais de interesse à psicologia e à psiquiatria forense). Geralmente ocorre amnésia lacunar para o episódio inteiro, podendo o indivíduo se lembrar de alguns fragmentos isolados. Os estados crepusculares foram descritos classicamente como associados à epilepsia (relacionados à turvação da consciência após uma crise ou a alterações pré- ictais ou ictais), mas também podem ocorrer em intoxicações por álcool ou outras substâncias, após traumatismo craniano, em quadros dissociativos histéricos agudos e, eventualmente, após choques emocionais intensos (Peters, 1984). Estado segundo. Estado patológico transitório semelhante ao estado crepuscular, caracterizado por uma atividade psicomotora coordenada, a qual, entretanto, permanece estranha à personalidade do sujeito acometido e não se integra a ela. Com certa frequência, alguns autores utilizam os termos “estado segundo” e “estado crepuscular” de forma indistinta ou intercambiável. Em geral, atribui-se, ao estado segundo, uma natureza mais psicogenética, sendo produzido por fatores emocionais (choques emocionais intensos). Já ao estado crepuscular, são conferidas causas mais frequentemente orgânicas (confusão pós-ictal, intoxicações, traumatismo craniano, etc.). Os atos cometidos durante o estado segundo são geralmente incongruentes, extravagantes, em contradição com a educação, as opiniões ou a conduta habitual do sujeito acometido, mas quase nunca são realmente graves ou perigosos, como no caso dos estados crepusculares (Porot, 1967). Do ponto de vista do mecanismo produtor da alteração, o estado segundo se aproxima mais da dissociação da consciência do que do estado crepuscular. 3. 4. Dissociação da consciência. Tal expressão designa a fragmentação ou a divisão do campo da consciência, ocorrendo perda da unidade psíquica comum do ser humano. O termo “dissociação” pode cobrir não apenas a consciência como também a memória, a percepção, a identidade e o controle motor (Krause-Utz et al., 2017). Neste livro, entretanto, optamos por utilizar a noção de dissociação centrando nas alterações da consciência. A dissociação da consciência ocorre com mais frequência nos quadros anteriormente chamados histéricos (crises histéricas de tipo dissociativo). Nessas situações, observa-se dissociação da consciência, um estado semelhante ao sonho (ganhando o caráter de estado onírico), em geral desencadeada por acontecimentos psicologicamente significativos (conscientes ou inconscientes) que produzem grande ansiedade para o paciente. Essas crises duram de minutos a horas, raramente permanecendo por dias. Alguns pacientes têm crises ou estados dissociativos agudos que se iniciam com queda ao chão, abalos musculares e movimentação do corpo semelhante à crise convulsiva (da epilepsia). Nesses casos, designa-se tal crise como crise pseudoepiléptica (em relação à crise epiléptica verdadeira). A dissociação da consciência pode ocorrer também em quadros de ansiedade intensa, independentemente de se tratar de paciente com personalidade histriônica ou traços histéricos, sendo a dissociação, então, vista como uma estratégia defensiva inconsciente (i.e., sem a deliberação voluntária plena) para lidar com a ansiedade muito intensa; o indivíduo desliga da realidade para parar de sofrer. Quadros dissociativos são também frequentes em pessoas com o diagnóstico de transtorno da personalidade borderline. Transe. Estado de alteração qualitativa da consciência que se assemelha a sonhar acordado, diferindo disso, porém, pela presença em geral de atividade motora automática e estereotipada acompanhada de suspensão parcial dos movimentos voluntários. O estado de transe ocorre sobretudo em contextos religiosos e culturais (espiritismo kardecista, religiões afro-brasileiras e religiões evangélicas pentecostais e neopentecostais). O transe dito extático pode ser induzido por treinamento místico-religioso, ocorrendo geralmente a sensação de fusão do eu com o universo. Não se deve confundir o transe religioso, culturalmente contextualizado e sancionado, com o chamado transe histérico, que é um 5. estado dissociativo da consciência relacionado frequentemente a conflitos interpessoais e alterações psicopatológicas. Os estados de transe e possessão culturalmente contextualizados e sancionados são fenômenos muito difundidos nas várias culturas em todo o mundo, vistos, na atualidade, como um recurso religioso e sociocultural que permite às pessoas, sobretudo às mulheres, lidar com as dificuldades da vida por meio de estratégias religiosas socialmente legitimadas. Estado hipnótico. É um estado de consciência reduzida e estreitada e de atenção concentrada, que pode ser induzido por outra pessoa (hipnotizador). Trata-se de um estado de consciência semelhante ao transe, no qual a sugestionabilidade do indivíduo está aumentada, e sua atenção, concentrada no hipnotizador. Nesse estado, podem ser lembradas cenas e fatos esquecidos e podem ser induzidos fenômenos como anestesia, paralisias, rigidez muscular, alterações vasomotoras. Não há nada de místico ou paranormal na hipnose. É apenas uma técnica refinada de concentração da atenção e de alteração induzida do estado da consciência. Outras alterações da consciência Perplexidade patológica (perplexidade como experiência psicopatológica) A experiência mental de perplexidade difusa e intensa diante do ambiente, relatada por alguns psicopatólogos (p. ex., Carl Wernicke, Gustav E. Störring, Louis A. Sass, Josef Parnas), é com frequência observada em pacientes com quadros psicopatológicos agudos e graves, sobretudo em fases agudas das psicoses. É discutível se o sintoma perplexidade patológica deve ser apresentado neste capítulo de consciência ou se ficaria melhor nos capítulos de vivências do tempo e do espaço ou no de afetividade (Humpston; Broome, 2016). Perplexidade, no contexto psicopatológico, é definida como a perda de uma sensação de naturalidade na experiência comum e óbvia do dia a dia, perda de uma certa autoevidência do ambiente e seus objetos. Na experiência comum, normal, sento-me no sofá de minha casa, olho a mesa, os quadros, as janelas; tudo é natural, de uma realidade autoevidente. Na perplexidade como experiência psicopatológica, a pessoa sente uma estranheza inquietante, uma sensação de incapacidade de captar o significado comum das coisas, pessoas e acontecimentos. O psicopatólogo alemão Gustav E. Störring (1903-2000), por sua vez, define perplexidade (como experiência psicopatológica) como a consciência opressiva que o indivíduo sente relacionada a sua incapacidade para perceber e compreender sua situação, sua experiência presente, interna e externa (Störring, 1939). Tal consciência de estranhamento é difícil mesmo de ser comunicada pela pessoa acometida. Notamos, ao examinar o paciente com perplexidade patológica, sua atitude de estranhar o ambiente de forma radical. O olhar e a face perplexa, com certa angústia e incerteza, transmitem para nós essa experiência de não captar com naturalidade o ambiente. A perplexidade psicopatológica é experimentada geralmente em quadros psicóticosagudos, sobretudo nos primeiros dias do episódio, podendo ocorrer em quadros psicóticos esquizofrênicos ou em transtornos do humor (depressão ou mania) com sintomas psicóticos. Nas psicoses breves (quadros psicóticos mais reativos e agudos), também se observa com considerável frequência tal experiência de perplexidade como experiência psicopatológica. Quadro 12.2 | Semiotécnica da consciência-I Lembrar que qualquer alteração do nível de consciência repercute no funcionamento global do psiquismo. O nível de consciência deve ser averiguado no início da avaliação do paciente. Observar a fácies e a atitude do paciente e, se possível, notar se ele está desperto, levemente sonolento ou claramente sonolento. Notar se o paciente está perplexo, com dificuldade de integrar coerentemente os estímulos ambientais, se a atenção está diminuída e a concentração prejudicada. Lembrar que é por meio da orientação (sobretudo temporoespacial) que, muitas vezes, se verifica a alteração no nível de consciência. Perguntar sobre dia da semana, do mês, em que mês e ano estamos e, aproximadamente, que horas são no momento. Teste da parede ou do papel branco: pedir ao paciente que olhe atenta e fixamente para uma parede branca (ou papel grande branco); o indivíduo com leve rebaixamento do nível de consciência pode, ao fazer isso, apresentar alucinações visuais simples ou complexas. Experiência de quase-morte (near death experience – NDE) Um estado especial de consciência é verificado em situações críticas de ameaça grave à vida, como parada cardíaca, hipoxia grave, isquemias, acidente automobilístico grave, afogamento, quedas com trauma craniano, entre outras, quando alguns sobreviventes afirmam ter vivenciado as chamadas experiências de quase-morte (EQMs). São experiências muito rápidas (de segundos a minutos) em que um estado de consciência particular é vivenciado e registrado por essas pessoas. O genial geólogo suíço Albert von St. Gallen Heim (1849-1937) teve uma marcante EQM ao sofrer grave queda quando escalava os Alpes suíços, em 1872. Ele passou, então, a coletar relatos de experiências semelhantes e as descreveu no Clube Alpino Suíço, em 1892. Em seu relato, afirmou a sensação de paz e tranquilidade imensa e deslocamento muito rápido ao longo de um túnel escuro que, ao fim, tinha uma luz particularmente brilhante. Disse, ainda, que tal “viagem” se acompanhara da passagem rapidíssima de um “retrospecto da vida” e da sensação da presença de um espírito pleno de amor (Vignat, 1996; Nahm, 2016). Estudos de revisão (Nelson et al., 2006) têm mostrado que as características mais frequentes desses estados (EQM) são as seguintes (em 55 casos revisados a partir da literatura científica internacional): sensação de paz (87%), de estar fora do próprio corpo (80%), de estar rodeado por uma luz intensa (78%), de estar em “outro mundo” (75%), sensações de “união cósmica” (67%), de ter atingido um “ponto de não retorno” (67%), de alegria intensa (64%), de “compreensão imediata” (60%) e de contato com uma “entidade mística” (55%). As EQMs parecem ocorrer em muitas culturas, com variações nos seus conteúdos. Nos Estados Unidos, aparentemente, ocorrem em 6 a 12% das pessoas que sobreviveram a uma parada cardíaca, e, na Europa, 6% de uma amostra de 14 mil pessoas da população em geral relatou já ter experienciado EQM. Em estudo recente, Nelson e colaboradores (2006) buscaram demonstrar que a EQM seria a consequência de uma invasão maciça de atividade cerebral do tipo sono REM nas pessoas enquanto passavam por tais experiências. Entretanto, há também consistentes hipóteses socioculturais e históricas para tal experiência (Kellehear, 1993). Capa Folha de Rosto Créditos Dedicatória Epígrafe Prefácio à 3ª edição Sumário PARTE I - Aspectos gerais da psicopatologia Capítulo 1 | Introdução geral à semiologia psiquiátrica O que é semiologia (em geral e semiologia médica e psicopatológica) Dimensão dupla do sintoma psicopatológico: indicador e elemento simbólico ao mesmo tempo Divisões da semiologia Síndromes e entidades nosológicas (transtornos específicos) Capítulo 2 | Definição de psicopatologia e ordenação dos seus fenômenos Forma e conteúdo dos sintomas: patogênese e patoplastia A ordenação dos fenômenos em psicopatologia Capítulo 3 | Os principais campos e tipos de psicopatologia Psicopatologia descritiva versus psicopatologia dinâmica Psicopatologia médica versus psicopatologia existencial Psicopatologia comportamental e cognitivista versus psicopatologia psicanalítica Psicopatologia categorial versus psicopatologia dimensional Psicopatologia biológica versus psicopatologia sociocultural Psicopatologia operacional-pragmática versus psicopatologia fundamental Contribuições da psicologia à psicopatologia Relações da psicopatologia com a psicologia geral Capítulo 4 | A questão da normalidade e da medicalização A questão da normalidade em psicopatologia Critérios de normalidade Medicalização, psiquiatrização, psicologização Capítulo 5 | Contribuições das neurociências à psicopatologia Visão geral dos sistemas neuronais Desenvolvimento do cérebro no ciclo vital Funções e áreas cerebrais Porção anterior (frontal) versus posterior do cérebro Hemisfério esquerdo versus direito Neuropsicologia e psicopatologia Limites da aplicação da neuropsicologia e dos testes neuropsicológicos em psiquiatria Plasticidade neuronal: o cérebro transforma-se positiva e negativamente com a experiência Experiências negativas, transtornos mentais e neuroplasticidade (aspectos da epigenética) Genética molecular, neurociências e psicopatologia Capítulo 6 | Contribuições da filosofia à psicopatologia A relação mente-cérebro Perspectivas dualistas Dualismo interacionista ou cartesiano Dualismo paralelista Dualismo epifenomenista Perspectivas monistas Monismo espiritualista Monismos materialistas ou fisicalismos Fisicalismo 1: Teoria da identidade mente-cérebro ou espírito-matéria Fisicalismo 2: Eliminacionismo Fisicalismo 3: Teorias do duplo aspecto ou monismo anômalo Fisicalismo 4: Teoria da mente como emergente Fisicalismo 5: Behaviorismo analítico Fisicalismo 6: Funcionalismo em filosofia da mente Argumentos contra o fisicalismo O problema da causalidade em psicopatologia O problema da verdade em psicopatologia A questão dos valores em psicopatologia e na prática clínica Capítulo 7 | Princípios gerais do diagnóstico psicopatológico PARTE II - Avaliação do paciente e funções psíquicas alteradas Capítulo 8 | A avaliação do paciente Avaliação psicopatológica Avaliação física Avaliação neurológica Avaliação psicológica: o psicodiagnóstico Exames complementares Capítulo 9 | A entrevista com o paciente A(s) primeira(s) entrevista(s) O profissional se apresenta ao paciente Transferência e contratransferência A avaliação psicopatológica como um todo: anamnese, exame psíquico, exames somáticos e exames complementares Alguns pontos adicionais sobre a anamnese em psicopatologia Entrevista e dados fornecidos por um “informante” Sobre a confiabilidade dos dados obtidos: simulação e dissimulação Crítica do paciente e insight em relação a sintomas e transtornos Perspectiva transversal versus longitudinal Relato do caso por escrito Avaliação inicial e perguntas introdutórias Entrevistas diagnósticas padronizadas em psicopatologia Capítulo 10 | Aspecto geral do paciente e comunicação não verbal Aspecto geral do paciente Psicopatologia e semiologia da comunicação não verbal Comunicação não verbal Comunicação não verbal e psicopatologia Comunicação não verbal nas principais síndromes e transtornos psicopatológicos Depressão Ansiedade Esquizofrenia Autismo Mania Semiotécnica do aspecto geral do paciente e da comunicação não verbal Funções psíquicas elementares e suas alterações no exame do estado mental Capítulo 11 | Introdução àsfunções psíquicas elementares Advertência: limitações de uma psicopatologia das funções psíquicas Capítulo 12 | A consciência e suas alterações Definições básicas Neuropsicologia da consciência As bases neuroanatômicas e neurofuncionais do nível de consciência Campo da consciência O inconsciente Características funcionais do inconsciente Caráter dinâmico do inconsciente Alterações normais da consciência Ritmos circadianos Sono O sono normal O sonho Alterações patológicas da consciência Alterações patológicas quantitativas da consciência: rebaixamento do nível de consciência Perdas abruptas da consciência Síndromes psicopatológicas associadas ao rebaixamento prolongado do nível de consciência Delirium (ver também o tema no capítulo “Transtornos neurocognitivos”) Outras síndromes com rebaixamento prolongado do nível de consciência próximas ao delirium Alterações qualitativas da consciência Outras alterações da consciência Perplexidade patológica (perplexidade como experiência psicopatológica) Experiência de quase-morte (near death experience – NDE) Capítulo 13 | A atenção e suas alterações Definições básicas Psicologia da atenção Conceitos da psicologia e da psicopatologia clássicas da atenção Hábito e sensibilização A neuropsicologia contemporânea da atenção Neuropsicologia da atenção Atenção e funções executivas frontais Atenção e memória de trabalho Neuroanatomia e redes neurais da atenção1 Psicopatologia da atenção Valor diagnóstico das alterações da atenção Distúrbios neuropsiquiátricos e neuropsicológicos Transtornos mentais Semiotécnica da atenção: a avaliação do processo atencional (Ver quadro 13.1) Testes de atenção Os continuous performance tests Outros testes de atenção Capítulo 14 | A orientação e suas alterações Definições básicas Orientação espacial Orientação temporal Neuropsicologia da orientação Neuropsicologia da orientação espacial ou topográfica Neuropsicologia da orientação temporal Psicopatologia da orientação (alterações segundo a alteração de base) Capítulo 15 | As vivências do tempo e do espaço e suas alterações Definições básicas Percepção do tempo e senso de realidade Qualidades da vivência de tempo Espaço e tempo profanos e sagrados Anormalidades da vivência do tempo e ritmo psíquico nas síndromes depressivas e maníacas Ilusão sobre a duração do tempo Atomização do tempo Inibição da sensação de fluir do tempo (inibição do devir subjetivo) Alterações da vivência do tempo na esquizofrenia Anormalidades da vivência do espaço Capítulo 16 | A sensopercepção e suas alterações (incluindo a representação e a imaginação) Definições básicas Delimitação dos conceitos de imagem, representação e imaginação Novas perspectivas sobre fenômenos perceptivos: estudos sobre visão cega e percepção cega de odores Alterações da sensopercepção Alterações quantitativas da sensopercepção (Biller; Gruener; Brazis, 2011; Fuller, 2013) Alterações qualitativas da sensopercepção Tipos de ilusão Alucinações Alucinose Possíveis causas e teorias etiológicas das alucinações Abordagem fenomenológica das alucinações Perspectivas psicanalíticas das alucinações Teoria irritativa ou disfuncional cortical Alucinações como fenômeno de deaferentação/liberação neuronal Teoria da desorganização global do funcionamento cerebral e mental Teorias neurobioquímicas das alucinações Teoria da alucinação como transtorno da linguagem interna (inner speech) Estudos de neurociências e neuroimagem funcional (RM Funcional, PET, SPECT) das alucinações Psicopatologia da imaginação e da representação Alterações da representação (imagens representativas) Alucinação e delírio Capítulo 17 | A memória e suas alterações Definições básicas Fases ou elementos básicos da memória Memória segundo o tempo de aquisição, armazenamento e evocação Bases neurobiológicas da memória Fatores associados ao processo de memorização (codificação e armazenamento) Tipos específicos de memória Tipos dependentes do caráter consciente ou não consciente do processo mnêmico (memória explícita/declarativa versus implícita/não declarativa) Memórias, devaneios e viagem mental no tempo Tipos de memória classificados segundo a estrutura cerebral envolvida (ver revisão em Matthews, 2015) Memória de trabalho Memória episódica (Pause et al., 2013) Memória semântica Memória de procedimentos Alterações patológicas da memória: alterações quantitativas Hipermnésias Amnésias (ou hipomnésias) Amnésia anterógrada e retrógrada Alterações qualitativas (paramnésias) Confabulações (ou fabulações) (Dalla Barba; La Corte, 2015) Outras alterações qualitativas da memória Alterações do reconhecimento Agnosias Outras alterações orgânicas do reconhecimento Alterações do reconhecimento associadas a transtornos mentais Alterações do reconhecimento/identificação de origem delirante (delusional misidentification syndrome) Alterações do reconhecimento não delirantes Capítulo 18 | A afetividade e suas alterações Definições básicas Humor ou estado de ânimo Emoções Sentimentos Afetos Paixões Emoção versus razão Reação afetiva Tipos e classificações das emoções Experiências afetivas negativas e positivas Polos ou valências da afetividade: domínios e construtos do Research Domain Criteria São as emoções das pessoas as mesmas em todo o mundo? Emoções universais, primárias ou básicas Emoções secundárias ou sociais (não universais) Emoções de fundo Emoções não conscientes (revisão em Lee et al., 2016) Teorias da afetividade e das emoções Teoria de James-Lange (1884) Teoria de Cannon-Bard (1927, 1929) Teoria de Schachter-Singer, ou teoria dos dois fatores (1962) Teoria de Lazarus (1966, 1977) Aspectos cerebrais e neuropsicológicos das emoções O sistema límbico e as emoções: contribuição de Papez-MacLean A amígdala Os lobos frontais e as emoções: córtex orbitofrontal e córtex frontal ventromedial (Franks, 2010; Lindquist et al., 2012) O lobo parietal direito O circuito septo-hipocampal Aspectos psicodinâmicos das emoções e vida afetiva Concepção freudiana Concepção de Melanie Klein Alterações psicopatológicas da afetividade Alterações do humor Catatimia Ansiedade, angústia e medo Alterações das emoções e dos sentimentos Medo Fobias Pânico: crises de pânico e transtorno de pânico Apatia Sentimento de falta de sentimento Anedonia Indiferença afetiva e “bela indiferença” Labilidade afetiva e incontinência afetiva Redução dos afetos nas psicoses Hipomodulação do afeto Distanciamento afetivo e pobreza de sentimentos Embotamento afetivo e devastação afetiva Afetos qualitativamente alterados nas psicoses Ambivalência afetiva Inadequação do afeto ou paratimia Neotimia Valor diagnóstico Transtorno depressivo Mania Esquizofrenia Transtornos da personalidade Demências e outras condições neuropsiquiátricas (revisões em Baquero; Martín, 2015; Kratz, 2017) Emoções não conscientes em pessoas com transtornos mentais (revisão em Lee et al., 2016) Instrumentos padronizados de avaliação da afetividade Capítulo 19 | A vontade, a psicomotricidade, o agir e suas alterações Definições básicas Ato volitivo ou ato de vontade Processo volitivo Comportamento moral, agressividade e funcionamento cerebral A ação do indivíduo sobre o mundo e os lobos frontais: funções executivas Atos volitivos, comportamentos morais e variabilidade cultural Alterações da vontade Hipobulia/abulia Atos impulsivos e atos compulsivos Atos impulsivos Atos compulsivos (ou compulsão) Bases neurobiológicas da impulsividade e da compulsividade (revisão em Fineberg et al., 2014) Tipos de impulsos e compulsões patológicas Impulsos e compulsões agressivas auto ou heterodestrutivas Impulsos e compulsões relacionados à ingestão de substâncias ou alimentos Atos e compulsões relacionados ao desejo e ao comportamento sexuais Outros impulsos e compulsões Outras alterações da vontade Alterações da psicomotricidade Estupore catatonia Estupor Catatonia (revisão em Gazdag et al., 2017) Cascata de defesa, freezing e reações de imobilidade (revisão em Kozlowska et al., 2015) Desamparo aprendido (Maier; Seligman, 2016) Estereotipias motoras e maneirismos Tiques múltiplos, motores e/ou vocais Conversão Alterações da marcha Outras alterações psicopatológicas da psicomotricidade Apraxias (revisão em Park, 2017) Alterações motoras relacionadas ao uso de psicofármacos e a doenças neurológicas Alterações motoras decorrentes do uso de psicofármacos Alterações motoras e movimentos involuntários decorrentes de doenças e condições neurológicas Instrumentos padronizados de avaliação das alterações da volição Capítulo 20 | O pensamento e suas alterações Definições básicas Conceitos (ver Harky-Vallée, 2013) Juízos Raciocínio Pensamento lógico Pensamento indutivo e dedutivo Pensamento intuitivo Pensamento crítico Pensamentos errôneos e vieses de pensamento em pessoas sem alterações psicopatológicas O processo do pensar Psicopatologia do pensamento Alterações dos conceitos, dos juízos e do raciocínio Desintegração e transformação dos conceitos Condensação dos conceitos Alterações dos juízos Juízo deficiente ou prejudicado Juízos de realidade ou de existência Tipos alterados de pensamento (incluindo juízo e raciocínio) Pensamento mágico, pensamento dereístico e wishful thinking Pensamento inibido Pensamento vago Pensamento prolixo Pensamento concreto ou concretismo Pensamento deficitário (relacionado à deficiência intelectual) Pensamento demencial Pensamento confusional Pensamento desagregado Pensamento obsessivo Ruminações ou pensamento ruminativo perseverativo Alterações do processo de pensar (do curso, forma ou conteúdo) Alterações do curso do pensamento Aceleração do pensamento Lentificação do pensamento Bloqueio ou interceptação do pensamento Roubo do pensamento Fuga de ideias Alterações formais do pensamento (ver Radanovic et al., 2013) Afrouxamento das associações Descarrilhamento do pensamento Dissociação e incoerência do pensamento Desagregação do pensamento Valor diagnóstico das alterações formais do pensamento Alterações do conteúdo do pensamento Semiotécnica do pensamento e instrumentos padronizados para avaliar alterações do pensamento Capítulo 21 | O juízo de realidade e suas alterações (o delírio) Definições psicológicas Distinção fundamental: erro simples versus delírio Preconceito Crenças culturais e superstições Alterações patológicas do juízo Ideias prevalentes ou sobrevaloradas (ideias errôneas por superestimação afetiva) O delírio Dimensões do delírio Delírio primário ou ideias delirantes verdadeiras Delírio secundário, ou ideias deliroides, e os delírios compartilhados Estrutura dos delírios Surgimento e evolução do delírio: estados pré-delirantes Os mecanismos constitutivos do delírio Interpretação: delírio interpretativo (ou interpretação delirante) Intuição: delírio intuitivo (ocorrência ou intuição delirante) Imaginação: delírio imaginativo Afetividade: delírios catatímicos da mania e da depressão (Keck et al., 2003) Memória: delírio mnêmico (recordação delirante) Alteração da consciência: delírio onírico Alterações sensoperceptivas: delírio alucinatório Relações entre delírio e alucinação Mecanismos de manutenção do delírio Os tipos de delírio segundo seus conteúdos ou temáticas delirantes (delusion content ou Wahnthemen) Delírios de perseguição Delírio de referência (de alusão ou autorreferência) Delírios de perseguição e o mecanismo de projeção Delírio de relação Delírio de influência ou controle (também denominado vivência de influência) Delírio de grandeza ou missão (ou de enormidade) Delírio religioso ou místico (revisão em Bhavsar; Bhugra, 2008; Cook, 2015) Delírio de ciúmes e de infidelidade Delírio erótico (erotomania, síndrome ou delírio de Clerambault) Delírios de falsa identificação (misidentification delusion) (revisão em Rodrigues; Banzato, 2006) Delírios de conteúdo depressivo Delírio de ruína (ou niilista) Delírio de culpa e de autoacusação Delírio de negação de órgãos Delírio hipocondríaco Delírio cenestopático Frequência dos delírios segundo seus conteúdos Fatores que determinam os conteúdos dos delírios Delírios, internet e mundo tecnológico contemporâneo Possíveis causas e teorias etiológicas dos delírios Hipóteses causais: modelos psicanalíticos e psicodinâmicos Hipóteses causais: modelos existenciais Hipóteses causais: afetividade, emoções negativas, estresse diário e delírio Hipóteses causais: psicologia cognitivista (processamento de informações) e delírio (Connors; Halligan, 2015) Hipóteses causais: modelos neurobiológicos e neuropsicológicos Diagnóstico diferencial do delírio Ideias prevalentes versus ideias delirantes Ideias obsessivas versus ideias delirantes Delírio versus alucinação Mitomania versus ideias delirantes Pseudologia fantástica versus ideias delirantes (Thom et al., 2017) Valor diagnóstico dos delírios Instrumentos padronizados para a avaliação do delírio Capítulo 22 | A linguagem e suas alterações Definições Funções da linguagem Alterações patológicas da linguagem (revisão em Thomas; Fraser, 1994; Elvevåg et al., 2016) Alterações da linguagem secundárias a disfunção ou lesão neuronal identificável Linguagem e cérebro (revisão em Cahana-Amitay; Albert, 2014) Afasias Agrafia Alexia Disartria Parafasias Alterações da linguagem associadas a estados, condições ou transtornos psicopatológicos Dislexia (revisões em Snowling; Melby-Lervåg, 2016) Alterações da fala Disfonia (revisão em Reiter et al., 2015) Afonia Distúrbios da fala em crianças (Terband et al., 2014) Dislalia e disglossia Transtornos da fluência da fala: a gagueira (ver revisão em Neumann et al., 2017) Alterações da linguagem em crianças (revisão em Norbury et al., 2017) Acelerações psicopatológicas da linguagem mais observadas em adultos: logorreia, taquifasia e loquacidade Lentificação patológica da linguagem: bradifasia Mutismo Mutismo eletivo (revisão em Hua; Major, 2016) Mutismos com bases neurobiológicas Mutismo acinético Mutismo cerebelar Perseveração verbal Ecolalia Palilalia e logoclonia Tiques verbais ou fonéticos e coprolalia Alogia, verbigeração e mussitação Glossolalia e pararrespostas Neologismos A linguagem na esquizofrenia A linguagem nas demências Demência de Alzheimer - DA (revisão em Szatloczki et al., 2015) Alterações da linguagem nas outras demências – não Alzheimer (revisão em Reilly et al., 2010) Demência frontotemporal (DFT) Demência vascular Demência com corpos de Lewy Demência na doença de Parkinson Linguagem nos transtornos do espectro autista Linguagem em outros transtornos mentais (revisão ampla em Fine, 2007) Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade Transtornos do humor: depressão Transtornos do humor: mania Transtornos da personalidade Funções psíquicas compostas e suas alterações Capítulo 23 | Introdução às funções psíquicas compostas Capítulo 24 | O eu, o self: psicopatologia Origem e desenvolvimento do Eu (ontogenia do Eu) A noção de self e suas vicissitudes Psicopatologia do eu e do self O Eu e a consciência do Eu, segundo Karl Jaspers (1979) Consciência de unidade do Eu Consciência de identidade do Eu no tempo Consciência da oposição do Eu em relação ao mundo Consciência de atividade do Eu Despersonalização e desrealização Valor semiológico Psicopatologia do Eu corporal Definições básicas Cenestesia e cenestopatia Somatognosia e suas alterações Alterações do esquema corporal em transtornos mentais A valoração do Eu: os conceitos de narcisismo e autoestima Definições básicas Diminuição da valoração do Eu O conceito de identidade psicossocial Os transtornos de identidade Crise de identidade Estados de possessão como experiência cultural relacionada ao Eu Alterações da experiência do self ou experiências anômalas do self Alterações do self anímico(self psíquico) Alterações do self corporal Alterações do self social (alterações das identidades psicossociais e socioculturais que ocorrem com mais frequência na esquizofrenia) Alterações do self total (podem estar presentes em diferentes psicoses, mas ocorrem com mais frequência na esquizofrenia) Alterações da autoconsciência e da presença (self-awareness e self-presence) Capítulo 25 | A personalidade e suas alterações Definições básicas Constituição corporal Temperamento Caráter Tipologias humanas ou padrões de personalidade A personalidade, seu desenvolvimento e seus tipos, segundo Sigmund Freud (1856-1939) Estudo da personalidade por meio de métodos empíricos e psicométricos: traços, hipótese léxica fundamental e análise fatorial O estudo dos traços de personalidade A hipótese léxica fundamental: da linguagem cotidiana à personalidade Abordagem fatorial dos traços: a análise fatorial Modelos atuais de personalidade baseados em estudos empíricos Os modelos de Raymond B. Cattel (1905-1998) e de Hans Jürgen Eysenck (1916-1997) Modelo dos cinco grandes fatores (CGF ou Big Five) Modelo dos cinco fatores e estrutura e funcionamento cerebral O modelo de personalidade de Robert Cloninger Transtornos da personalidade Conceito Transtornos da personalidade segundo as classificações atuais Grupo B: padrão instabilidade e/ou manipulação (ou “dramáticos”, “emotivos”) Grupo A: padrão “esquisitice e/ou desconfiança” (ou “estranhos”, “excêntricos”) Grupo C: padrão “ansiedade e/ou controle e/ou insegurança” (ou “ansiosos”, “medrosos”) Personalidade e condições médicas e neurológicas Outros transtornos da personalidade e padrões de personalidade (não inclusos na CID-11 e no DSM-5) Personalidade padrão passivo-agressiva Transtornos da personalidade e traços do modelo dos cinco grandes fatores (Big Five) Traços proeminentes de personalidade e modelo alternativo para avaliar a personalidade Nível de funcionamento da personalidade (modelo do DSM-5) Relação entre personalidade e os outros transtornos mentais Personalidade, doenças físicas e psicossomáticas A avaliação da personalidade e seus transtornos: semiotécnica da personalidade Rastreamento de possíveis transtornos da personalidade e identificação do perfil de personalidade: abordagem clínica Perguntas gerais para rastrear a personalidade e possível transtorno da personalidade Avaliação padronizada da personalidade por meio de testes psicométricos e testes projetivos Entrevistas psiquiátricas padronizadas para diagnóstico de transtornos da personalidade Capítulo 26 | Inteligência e cognição social Inteligência: definições Psicologia da inteligência e neuropsicologia Desenvolvimento da inteligência na criança e no adolescente Período sensório-motor Período pré-operatório Período operatório-concreto Período operatório-formal A perspectiva de Lev S. Vygotsky Os modelos de inteligências múltiplas Inteligência geral versus inteligências múltiplas Os testes de inteligência: QI Críticas ao construto inteligência e aos testes de QI Inteligência, genética e ambiente Inteligência e cérebro Transtornos do desenvolvimento intelectual (cid-11) ou deficiências intelectuais (DSM-5) Teste de QI e DI Epidemiologia das deficiências intelectuais Os diferentes níveis de gravidade: da inteligência limítrofe às DIs profundas Inteligência limítrofe Deficiência intelectual leve Deficiência intelectual moderada Deficiência intelectual grave Deficiência intelectual profunda Causas da deficiência intelectual Fenótipo físico e comportamental Deficiência intelectual e transtornos mentais (Munir, 2016) Semiotécnica da inteligência: avaliação simplificada da inteligência QI e testes de avaliação da inteligência Testes de avaliação da inteligência e cultura Avaliação médica da DI Cognição social: definições Desenvolvimento da cognição social na criança Cognição social e cérebro (Franks, 2010) Cognição social e psicopatologia Transtornos do espectro autista Esquizofrenia Síndrome de Williams O fenômeno savant, a inteligência e o autismo Testes de avaliação da cognição social PARTE III - Psicopatologia e as grandes síndromes e transtornos psicopatológicos Capítulo 27 | Do sintoma à síndrome Transfundo ou ancoragem das vivências psicopatológicas e sintomas emergentes Componentes do surgimento, constituição e manifestação dos sintomas e dos transtornos mentais Manifestação dos transtornos mentais: patogenia, patoplastia e psicoplastia A evolução temporal dos transtornos mentais Conceito de processo, desenvolvimento, surto, fase, reação, crise e episódio (Schneider, 1976; Vallejo Nagera, 1977; Jaspers, 1979) Contextualização do sintoma em relação a sua origem neurobiológica ou sociocultural Capítulo 28 | As síndromes da psicopatologia, os transtornos e os modos de proceder em relação aos diagnósticos Prevalência de transtornos mentais no mundo e no Brasil Capítulo 29 | Síndromes depressivas Perdas e depressão Subtipos de síndromes e transtornos depressivos Episódio de depressão e transtorno depressivo maior recorrente (CID-11 e DSM-5) Transtorno depressivo persistente e transtorno distímico (CID-11 e DSM-5) Depressão atípica ou depressão com características atípicas (DSM-5) Depressão tipo melancólica ou endógena (CID-11 e DSM-5) Depressão psicótica ou depressão com sintomas psicóticos (CID-11 e DSM-5) Estupor depressivo ou depressão com catatonia (DSM-5) Depressão ansiosa ou agitada ou com sintomas ansiosos proeminentes (CID-11 e DSM-5) e transtorno misto de depressão e ansiedade (CID-11) Depressão unipolar ou depressão bipolar Depressão como transtorno disfórico pré-menstrual (CID-11 e DSM-5) Depressão mista ou depressão com características mistas (DSM-5) Depressão secundária ou orgânica (transtorno depressivo devido a outra condição médica ou induzido por substância ou medicamento, CID-11 e DSM-5) Depressão como fator de risco para doenças físicas Depressão em crianças, adolescentes e idosos Depressão e personalidade Capítulo 30 | Síndromes maníacas e transtorno bipolar Histórico Sintomas da síndrome maníaca Subtipos de síndromes maníacas Mania franca ou grave Mania irritada ou disfórica Mania com sintomas psicóticos Mania mista ou mania com características mistas (revisão em Muneer, 2017) Hipomania (ou episódio hipomaníaco) Ciclotimia ou transtorno ciclotímico (CID-11 e DSM-5) Transtorno bipolar (Goodwin; Jamison, 2010) Transtorno bipolar tipo I e tipo II Transtorno bipolar, tipo ciclagem rápida Bases genéticas e neurobiológicas do transtorno bipolar Transtorno bipolar em crianças e adolescentes (Goodwin; Jamison, 2010; Serra et al., 2017) Semiotécnica da mania Capítulo 31 | Síndromes ansiosas e síndromes com importante componente de ansiedade Síndromes ansiosas Transtorno de ansiedade generalizada Crises de ansiedade, crises de pânico Transtorno de pânico Transtorno de ansiedade de separação (CID-11 e DSM-5) Síndromes ansiosas de base orgânica Síndromes com importante componente de ansiedade (fobias e ansiedade social, dissociações, conversões, somatizações, transtorno de estresse pós--traumático e transtornos obsessivo-compulsivos) Transtornos fóbicos Transtornos dissociativos e transtornos conversivos: histeria Conversão e dissociação Transtorno de estresse pós-traumático (CID-11 e DSM-5) Transtorno obsessivo-compulsivo Condições psicopatológicas vivenciadas sobretudo no corpo Sintomas médicos inexplicados Fibromialgia e síndrome da fadiga crônica Hipocondria ou transtorno hipocondríaco Capítulo 32 | Síndromes psicóticas (quadros do espectro da esquizofrenia e outras psicoses) Esquizofrenia O conceito de esquizofrenia Sintomas negativos (síndrome negativa ou deficitária) (Dantas; Banzato, 2007) Sintomas positivos (síndrome positiva ou de sintomas produtivos) Sintomas de desorganização (síndrome de desorganização) Sintomas psicomotores e catatonia (síndrome psicomotora) Sintomas/prejuízos cognitivos Sintomasde humor Outras características e sintomas associados à esquizofrenia Transtorno delirante (paranoia) e esquizofrenia tardia (parafrenia) (APA, 2014; CID-11, 2018; Opjordsmoen, 2014) Transtornos psicóticos agudos, breves e transitórios (psicoses reativas e/ou psicoses psicogênicas) (Nugent et al., 2011; APA, 2014; CID-11, 2018) Diagnóstico diferencial Transtorno esquizoafetivo (Heckers et al., 2009; Jager et al., 2011) Capítulo 33 | Síndromes psicomotoras Síndromes de agitação psicomotora Agitação maníaca Agitação paranoide Agitação catatônica Agitação psico-orgânica (no delirium) Agitação nas demências Agitação nos quadros de deficiência intelectual com transtornos mentais e de comportamento Agitação explosiva associada a transtornos da personalidade Agitação histriônica Agitação ansiosa Alterações da volição e homicídio Síndromes de estupor e/ou catatonia Estupor/catatonia depressiva Estupor catatônico na esquizofrenia Estupor/catatonia psicogênica (traumático, de choque psicológico ou estupor histérico) Estupor/catatonia orgânica Síndromes de comportamentos disruptivos e agressivos na infância e na adolescência Transtorno disruptivo da desregulação do humor (DSM-5) Transtorno de oposição desafiante (DSM-5 e CID-11) Transtorno da conduta (DSM-5 e CID-11) Transtorno explosivo intermitente (DSM-5 e CID-11) Capítulo 34 | Síndromes relacionadas ao comportamento alimentar O comportamento alimentar Transtornos alimentares Anorexia nervosa (DSM-5 e CID-11) Bulimia nervosa (DSM-5 e CID-11) Outros transtornos do comportamento alimentar Obesidade Capítulo 35 | Transtornos devidos ou relacionados a substâncias e comportamentos aditivos Transtornos por uso de substâncias (DSM-5) Transtornos induzidos por substâncias (DSM-5) Início e desenvolvimento de transtornos por uso de substâncias Álcool: transtornos por uso e transtornos induzidos (DSM-5 e CID-11) Síndromes associadas aos transtornos devidos ao álcool Maconha: transtornos por uso e transtornos induzidos (dsm-5 e cid-11) Transtornos induzidos pela maconha e consequências do uso crônico Cocaína/crack: transtornos por uso e transtornos induzidos (DSM-5 e CID-11) Semiotécnica de avaliação em pessoas com problemas ou transtornos relacionados a álcool e outras substâncias Dependências comportamentais ou transtornos aditivos não relacionados a substâncias (CID-11 e DSM-5) Transtorno do jogo e de apostas (CID-11 e DSM-5) e transtorno de dependência da internet Capítulo 36 | Síndromes relacionadas ao sono Transtorno de insônia (DSM-5) Transtorno de hipersonolência (DSM-5) Síndrome das pernas inquietas (DSM-5) Transtornos do sono relacionados à respiração (apneias do sono) Apneia e hipopneia obstrutivas do sono Apneia central do sono Transtornos do sono-vigília do ritmo circadiano Tipo fase do sono atrasada e tipo fase do sono avançada (DSM-5) Narcolepsia (DSM-5) Parassonias Capítulo 37 | Sexualidade e psicopatologia A sexualidade humana Diferenças entre homens e mulheres Fases do ciclo ou ato sexual Sobre os chamados “transtornos ou disfunções sexuais” Transtornos ou disfunções sexuais (APA, 2014) Transtornos ou disfunções do desejo e da resposta sexual Desejo sexual inibido: transtorno do interesse/excitação sexual feminino e transtorno do desejo sexual masculino hipoativo Transtorno da dor gênito-pélvica/penetração Transtorno do orgasmo feminino Transtorno erétil Transtornos da ejaculação Transtornos parafílicos e parafilias (CID-11 e DSM-5) Alguns dos principais transtornos parafílicos Transtornos do desenvolvimento sexual Hipersexualidade Variabilidades da sexualidade humana Incongruência de gênero (CID-11) ou disforia de gênero (DSM-5) Homossexualidade e bissexualidade Homofobia e transfobia (Charda et al., 2015; Costa et al., 2017) Outros problemas relacionados à sexualidade Capítulo 38 | Transtornos neurocognitivos (síndromes mentais orgânicas) Delirium Características principais do delirium (Trzepacz; Meagher; Wise, 2006; APA, 2014) Quadro clínico do delirium Evolução temporal do delirium Subtipos de delirium: hiperativo, hipoativo e misto (Camus; Burtin; Simeone et al., 2000; Trzepacz; Meagher; Wise, 2006) Classificação de subtipos de delirium de acordo com os fatores causais (etiologia) Pesquisa da etiologia e manejo dos quadros de delirium Diagnóstico diferencial do delirium Instrumentos de avaliação Capítulo 39 | Demências e outros transtornos neurocognitivos de longa duração Demências ou transtorno neurocognitivo maior Diagnóstico diferencial da síndrome demencial Transtornos neurocognitivos leves (CID-11 e DSM-5) ou comprometimento cogntivo leve (Langa; Levine, 2014; Sachs-Ericsson; Blazer, 2015) Etiologias mais frequentes dos TNCs maiores (demências) e leves Doença de Alzheimer (DSM-5 – transtorno neurocognitivo maior ou leve devido à doença de Alzheimer) (Cummings, 2004; Jack Jr. et al., 2011; Scheltens; Blennow; Breteler et al., 2016) Doença cerebrovascular (DSM-5 – transtorno neurocognitivo vascular maior ou leve) (Engelhardt et al., 2006; Battistin; Cagnin, 2010) Degeneração lobar frontotemporal ou demência frontotemporal (DSM-5 – transtorno neurocognitivo frontotemporal maior ou leve) (Askin-Edgar; White; Cummings, 2006; Warrem et al., 2013) Doença com corpos de Lewy (DSM-5 – transtorno neurocognitivo maior ou leve com corpos de lewy) (Walker; Possin; Boeve et al. 2015; Hogan; Fiest; Roberts et al., 2016) Outras formas de demência Perguntas de rastreamento aos familiares, acompanhantes ou cuidadores sobre possível TNC maior (demência) Outros transtornos neurocogntivos crônicos, de longa duração (previamente denominados síndromes mentais orgânicas focais ou localizadas) Transtorno amnéstico (síndrome amnéstica) (Spiers; Maguire; Burgess, 2001; Szabo, 2014; Small; Butler; Zabar; Barash, 2016) Outras síndromes mentais orgânicas Síndromes mentais e comportamentais associadas a outras doenças, transtornos ou condições (biomédicas) classificados em outro lugar Capítulo 40 | Síndromes relacionadas à cultura Psicopatologia e cultura Finais Referências Materiais complementares online Conheça Também Grupo A Contracapa