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CURSINHO - QUÍMICA
Propriedades físicas: massa, temperatura, ponto de fusão e ebulição, densidade, cor, dureza (propriedade de um material de resistir à deformação permanente como riscos ou amassados).
Propriedades químicas: se manifestam durante uma reação química, ou seja, quando se transformam em outra substância. 
Estados físicos da matéria 
· Matéria: tudo aquilo que tem massa e volume e ocupa um lugar no espaço. 
· Sólido: partículas PRÓXIMAS umas das outras, de modo que não se movimentam, possuindo forma e volume fixos, e não podendo ser comprimido. 
· Líquido: partículas MAIS AFASTADAS do que no estado sólido, por isso possui forma variável, porém volume constante, mas não pode ser comprimido. 
· Gasoso: partículas BEM AFASTADAS umas das outras, podendo se movimentar bastante, por isso não possui volume nem forma fixa e pode ser comprimido. 
Diagrama de fases 
· Sólido para líquido: fusão
· Sólido para gasoso: sublimação
· Líquido pra sólido: solidificação
· Líquido para gasoso: vaporização
· Gasoso para sólido: resublimação
· Gasoso para líquido: liquefação
· Vaporização: EVAPORAÇÃO = vaporização bem lenta e sem agitação; EBULIÇÃO = vaporização mais rápida, com agitação; CALEFAÇÃO = passagem abrupta para o vapor – ex: gotas de água que caem em um ferro. 
Soluções
· Solvente: substância que dissolve a outra e se encontra em maior quantidade na solução. Ex: água. 
· Soluto: substância que é dissolvida no solvente e está presente em menor quantidade. 
· Anidro: substância sem água.
Misturas e Substâncias puras
· Substância pura simples: presente um ELEMENTO apenas na sua composição. Ex: O2; Fe; S8. 
· Substância pura composta: presente mais de um elemento na sua composição. Ex: H20; NaCl; CO2. 
· Mistura: presente mais de um COMPOSTO em sua composição. Ex: água mineral, que apresenta várias substâncias nela, como sódio, potássio, nitratos, cloretos...
· Mistura azeotrópica: durante a vaporização ou condensação, sua temperatura se mantém constante. 
· Mistura eutética: durante a fusão ou solidificação, sua temperatura se mantém constante. 
· Mistura homogênea: é constituída por apenas uma fase, tem aspecto uniforme. Ex: água mineral; álcool etílico; soro fisiológico. 
· Mistura heterogênea: é constituída por duas ou mais fases. Ex: água e gelo; água e café; água e óleo.
Fenômenos físicos e químicos 
· Físicos: a constituição do material NÃO muda. Ex: um papel que você amassou, mudou sua forma original, mas continua sendo um papel. 
· Químicos: a constituição do material MUDA. Ex: um papel que você queimou, ele virará cinzas por conta de uma reação química, portanto sua natureza se altera. 
· Reação química: materiais iniciais são chamados de reagentes e os finais de produtos. Ex: C2H50H + 3 O2 2CO2 + 3H20. 
Densidade: um material mais denso que o outro significa que o mais denso possui maior massa. 
Principais vidrarias de laboratório
· Balão de fundo chato: usado para conter soluções ou fazer reações com desprendimento de gases, além disso pode ser aquecido. 
· Balão de fundo redondo: usado principalmente em sistemas de refluxo e evaporação a gás. 
· Balão volumétrico: usado para preparos de soluções com precisão; dissolve substâncias sólidas, efetua reações de precipitação e aquece líquidos. 
· Becker: uso geral; faz reações entre soluções, dissolve substâncias sólidas, efetua reações de precipitação.
· Bureta: usada em análises volumétricas não tão precisas.
· Condensador: usado na destilação para condensar vapores gerados pelo aquecimento de líquidos. 
· Erlenmeyer: utilizado em titulações, aquecimento de líquidos e para dissolver substâncias. 
· Funil de separação: usado na separação de líquidos não miscíveis.
· Kitassato: usado em conjunto com o funil de buchner em filtrações e à vácuo. 
· Pipeta graduada: utilizada para medir pequenos volumes, não apresenta precisão na medição.
· Proveta: mede e transfere volumes variáveis de líquidos em grandes quantidades. 
· Bico de Bunsen: fonte de aquecimento muito usado. 
· Tubo de ensaio: faz reações em pequena escala. 
Processos de separação de misturas
· Sifonação: separação líquido com liquido ou sólido com líquido, por meio de um processo de sucção. 
· Flotação: separa as fases da mistura entre dois sólidos. A fase de menor densidade flutua na água e a de maior densidade sedimenta.
· Levigação ou tamisação: usado para separar as fases da mistura entre dois sólidos. Ex: separação de ouro do cascalho. 
· Filtração simples: separação de fases de uma mistura heterogênea (sólido-líquido ou sólido-gasoso) por meio de um filtro. 
· Filtração à vácuo: acelera o processo de filtração quando a mistura sólido-líquido é muito pastosa (água e farinha de trigo). 
· Dissolução fracionada: separa dois ou mais sólidos. Consiste em dissolver um componente da mistura, para depois filtrar, e então o solvente evapora e se recupera um componente sólido dissolvido. 
· Fusão fracionada: aquece a mistura até todos os componentes atingirem o próprio ponto de fusão, depois são retirados do sistema, e com o resfriamento, se solidificam. 
· Separação magnética: usado para separar misturas sólido-sólido, quando um dos componentes é atraído por imã.
· Decantação: separa fases de misturas HETEROGÊNEAS sólido-líquido, por líquidos não miscíveis ou sólido-gás. O sólido se DEPOSITA no fundo, enquanto o líquido escoa. Processo mais complexo
· Destilação: separa misturas HOMOGÊNEAS, sólido-líquido, gás-gás, líquido-líquido. 
1. Destilação simples = “” sólido-líquida apenas. Ex: água e sal. 
2. Destilação fracionada = “” dois ou mais líquidos. Quanto maior a diferença do ponto de EBULIÇÃO dos líquidos, mais fácil é a separação, através da coluna de fracionamento. 
3. Destilação fracionada do petróleo = apresenta várias substâncias em sua composição, que não se destilam de forma isolada e que entram em ebulição em determinada faixa e são chamados de FRAÇÃO DO PETRÓLEO
4. Destilação fracionada do ar = nitrogênio e oxigênio são obtidos em escala industrial por liquefação do ar. 
· Extração: separa componentes de uma mistura homogênea ou heterogênea. Ocorre em função da diferença de SOLUBILIDADE em um determinado líquido, dos componentes da mistura, separa substâncias oleosas. Ex: água + clorofórmio. Processo mais simples. 
· Centrifugação: separa misturas heterogêneas de sólidos com líquidos ou apenas líquidos. Ex: sangue, leite. 
· Catação: usa as mãos ou pinça para separar componentes de uma mistura. 
· Peneiração: agita-se a peneira e o componente de granulação menor atravessa e é recolhido.
· Ventilação: o sólido menos denso é arrastado por uma corrente de ar, separando-o do sólido menos denso
· Evaporação: a mistura fica em repouso ou é aquecida até que o líquido evapore. 
· Cristalização fracionada: ao evaporar lentamente a parte líquida (solvente), a substância menos solúvel se cristaliza antes das outras, separando-se da mistura. 
Adsorção: as moléculas ou ións de uma substância ficam retidos (FIXADOS) na superfície de sólidos por interações químicas e físicas. Um líquido ou um gás se acumula em uma superfície sólida.
Absorção: ASPIRAR, sugar, sorver. Refere-se à ação de recolher. Ex: uma esponja absorve água, mas o líquido sai facilmente quando ela é espremida, ao contrário da adsorção. 
Carvão ativado: material de origem natural, que é um poderoso adsorvente e é usado para filtração e purificação de vários materiais. Tem uma grande área interna formada por milhares de poros. Muito utilizado em processos de filtração, que se deseja remover impurezas e produtos químicos. 
Liofilização de alimentos: conserva produtos biológicos por meio do processo de congelamento e desidratação. O produto deve ser congelado à – 30 graus celsius, e depois ser submetido à um vácuo, fazendo com que sua água seja retirada por sublimação (sólido-gasoso). Tendo como resultado o produto liofilizado. Ex: frutas, carnes, vacinas, leveduras, etc.
Tratamento da água 
· Captação: filtragem grosseira de folhas e galhos. 
· Coagulação e floculação: tiram parte da sujeira, pormeio da adição de sulfato de alumínio – AL(SO4)3 2Al +3SO + H2O H + OH, que forma hidróxido de alumínio AL(OH)3. Adição de óxido de cálcio Ca + H20 Ca (OH)2 que neutraliza o ph ácido da água. 
· Decantação: as partículas se depositam no fundo e são retiradas.
· Filtração: filtração mais refinada, e presença do carvão ativado para retirar o odor ruim da água.
· Desinfecção: adição de cloro (ação germicida) e de flúor. 
· Estágio final: as propriedades físico-químicas da água são analisadas, para verificar se estão de acordo com as normas e critérios exigidos pela OMS, para que seja então distribuída posteriormente para a população. 
Estrutura atômica: há cerca de 2500 anos, os filósofos Leucipo e Demócrito afirmaram que a água, elemento fundamental para tudo que existe, era composta de por partículas indivisíveis que receberam o nome de átomos. A palavra átomos significa indivisível. 
Principais modelos atômicos
· Teoria atômica de Dalton (1808) =dizia que algumas substâncias são formadas por outros elementos. Por ex: hidrogênio e oxigênio que se combinam para virar água. Na sua teoria, nas diversas combinações de átomos, estariam a origem das substâncias conhecidas. No seu modelo, os átomos seriam minúsculas esferas MACIÇAS, INDIVISÍVEIS, indestrutíveis e homogêneos, como uma bola de tênis;
· Modelo de Thomson (1887) = afirmou que o átomo seria uma esfera neutra, maciça e não-homogênea, composta por um fluído positivo onde estariam dispersos os elétrons – sendo ele DIVISÍVEL. Modelo conhecido como “pudim de passas”, sua massa seria de carga positiva, enquanto os elétrons, as passas, em sua volta positivos;
· Modelo de Rutherford (1911) = 
a. Primeira parte Colocou no interior de um bloco de chumbo uma substância emissora de partículas alfa, de forma que elas fossem orientadas, por meio de um orifício em uma placa de chumbo a colidir contra uma fina lâmina de ouro.
b. Segunda parte Ele verificou nesse experimento que a maioria das partículas alfa atravessavam a lâmina de ouro, algumas dessas partículas, ao atravessar, eram desviadas e uma pequena parte das partículas alfa não ultrapassava a lâmina e retornava; 
c. Terceira parte Portanto, Rutherford concluiu que o ÁTOMO não é uma esfera maciça, possuindo espaços VAZIOS nele e uma região central onde está concentrada sua massa (núcleo) – possui carga negativa, por isso repeliu a partícula alfa, que tem carga positiva;
d. Quarta parte com esses dados Rutherford construiu um modelo semelhante ao Sistema Solar, em que o átomo seria uma partícula pequena, dividida em duas regiões – uma interna, o núcleo, onde estariam concentradas toda a massa do átomo com carga elétrica positiva (PRÓTONS) e outra externa, de massa desprezível, onde estariam os ELÉTRONS, diminutas partículas negativas em movimento ao redor do núcleo;
e. Experimentos de Chadwick Em 1932, comprovou a hipótese de Rutherford sobre a existência de uma partícula desprovida de carga elétrica, e a chamou de nêutron. 
· Modelo de Rutherford – Bohr (1913) =
a. Estudos de Rutherford baseando- se nisso, Bohr pensou em um modelo atômico que explicaria as propriedades da matéria seria que o átomo é composto de um pequeno núcleo positivo (prótons e nêutrons), onde está inserida quase toda a massa total do átomo, envolta de uma região denominada ELETROSFERA onde os elétrons ficam girando;
b. Erros do modelo de Rutherford o elétron possui carga negativa, portanto, ele não poderia girar ao redor do núcleo, que é positivo, já que ele iria perder energia na forma de radiação, e com isso suas órbitas diminuiriam de tamanho gradativamente e os elétrons se CHOCARIAM com o núcleo;
c. Modelo proposto por Bohr os elétrons não se movem aleatoriamente ao redor do núcleo, mas sim em órbitas circulares, sendo que cada órbita apresenta uma energia bem definida e constante (NÍVEL DE ENERGIA) para cada elétron de um átomo. Quanto mais próximo do núcleo, menor a energia do elétron e vice-versa; 
d. Níveis de energia são quantizados, ou seja, só são permitidas certas quantidades de energia para o elétron cujos valores são múltiplos inteiros do FÓTON (quantum de energia). Para passar de um nível de menor energia para um de maior energia, o elétron precisa absorver uma quantidade apropriada de energia. Quando isso ocorre, dizemos que o elétron realizou um SALTO QUÂNTICO e atingiu um estado excitado. Esse estado é instável e quando o elétron volta para o seu nível de energia original (estado fundamental), ele LIBERA a energia que havia absorvido na forma de onda eletromagnética;
e. Aquecimento de substâncias os elétrons dos elementos saltam de nível, mas quando voltam para o nível original, eles emitem a energia que foi absorvida na forma visível, ex: fogos de artifícios. Cada cor corresponde a uma quantidade de energia característica. Se usar um sal de cobre, resultará na cor azul, já o sal de bário, a cor emitida seria verde, etc. Os níveis de energia para os átomos de elementos conhecidos são no máximo 7 (K, L, M, N, O, P E Q). 
O interior de um átomo: no centro de um átomo está seu núcleo. Os prótons e nêutrons são partículas nele encontradas. O número de PRÓTONS estabelece o NÚMERO ATÔMICO do elemento químico e o número de prótons SOMADOS ao número de nêutrons é o número da MASSA ATÔMICA. Os elétrons ficam fora do núcleo. 
· Prótons = tem carga elétrica positiva e massa unitária;
· Nêutrons = não possui carga elétrica, mas tem massa unitária;
· Elétrons = tem carga elétrica negativa e quase não possuem massa.
Número atômico: número de prótons é a principal característica que diferenciam um átomo do outro, sendo chamado de número atômico, que é representado pelo Z. Ele indica qual elemento químico cada átomo PERTENCE. O conjunto dos átomos que possuem mesmo número atômico (Z) é denominado elemento químico. 
Número de massa: A = Z +N (nêutrons). Os átomos dos elementos químicos são representados por símbolos composto por uma, duas ou mais letras. Normalmente, o número de massa (A) – PRÓTONS + NEUTRÓNS é representado no canto superior esquerdo, e o número atômico (Z) – PRÓTONS no canto inferior esquerdo.
Semelhanças atômicas 
· Átomos isótopos = apresentam o MESMO número de PRÓTONS e diferente número de nêutrons e de massa. Obrigatoriamente, pertencem ao mesmo elemento químico; 
· Átomos isótonos = apresentam o MESMO número de NEUTRONS e diferente número de prótons e de massa. Obrigatoriamente, não podem pertencer o mesmo elemento; 
· Átomos isóbaros = apresentam o MESMO número de MASSA e diferente número de prótons e nêutrons. Obrigatoriamente, não podem pertencer ao mesmo elemento. 
Eletrosfera e níveis energéticos: Bohr afirmou que ao receber energia, o elétron poderia saltar da camada em que está para uma camada mais externa; quando cessa a fonte de energia, ele RETORNA para a camada de origem, liberando sob a forma de LUZ a energia antes recebida. 
· Porque isso ocorre? = os elétrons dos elementos atingem camadas externas também diferentes ao GANHAR energia. A emissão da luz depende da diferença de energia entre a camada eletrônica em que se encontrava e a camada para a qual “saltou” ao receber ENERGIA. Uma onda em forma de luz é emitida quando o elétron retorna à sua camada eletrônica INICIAL, e a cor da luz dependerá de cada elemento químico;
· Energia como luz = como a luz visível é formada por ONDAS eletromagnéticas numa certa faixa de FREQUÊNCIA, e a frequência da onda corresponde a quantidade de energia que ela TRANSPORTA, então a energia emitida pelo elétron é percebida por nós como forma de luz com a cor determinada pela quantidade de energia liberada. 
Íons: se um átomo PERDER um elétron, o número de prótons fica maior que o numero de elétrons. Assim, o átomo assume uma carga positiva, virando íon + POSITIVO (cátion). Caso o processo seja inverso, ou seja, o átomo RECEBA um elétron, o número de elétrons se torna superior ao de prótons e o átomo assume carga negativa, virando um íon - NEGATIVO (ânion). A quantidade de carga de cátion ou ânion pode variar de acordo com o número deelétrons que o átomo de origem perdeu ou recebeu. 
Diagrama de Linnus Pauling: estudar a tabela 
Distribuição eletrônica de ións: é formado quando um átomo, ou um grupo de átomos, ganha elétrons (ânion) ou perde elétrons (cátion). Em ambos os casos, essa perda ou ganho sempre ocorre na CAMADA DE VALÊNCIA, isto é, na camada mais EXTERNA do átomo. Portanto, a distribuição eletrônica dos íons será diferenciada da distribuição eletrônica dos elétrons na última camada. 
Distribuição eletrônica dos ânions: ións negativos que ganharam elétrons. 
· 1º = Realizar a distribuição eletrônica do átomo do elemento, colocando a quantidade total de elétrons desse átomo no estado fundamental, nos níveis e subníveis do diagrama de Pauling;
· 2º = Adicionar os elementos que foram ganhos no nível e subnível mais externos (e não mais energéticos), que estiverem incompletos, do átomo no estado fundamental. 
Distribuição eletrônica de cátions: ións positivos que perderam elétrons. A única diferença da sua distribuição eletrônica para a dos ânions é que será feita a SUBTRAÇÃO dos elétrons que foram perdidos a partir do nível e subnível mais externos do átomo no estado fundamental. 
· Na perdeu um íon cátion, ou seja, perdeu um elétron, portanto tirou-se 1 esse cátion da última camada de valência. O 11 representa o número atômico do sódio, e é com ele que é feito a distribuição eletrônica
· Cl um ganhou um íon ânion, ou seja, ganhou um elétron, então esse ânion será adicionado no último átomo da camada de valência. O 17 é o número atômico do cloro.
	Valência (carga)
	Cátions (+)
	Ânions (–)
	Monovalentes (±1)
	
Na⁺ (sódio) 
K⁺ (potássio) 
H⁺ (hidrogênio/protão) 
Ag⁺ (prata)
	
Cl⁻ (cloreto) 
OH⁻ (hidróxido) 
NO₃⁻ (nitrato) 
Br⁻ (brometo)
	Bivalentes (±2)
	
Ca²⁺ (cálcio) 
Mg²⁺ (magnésio) 
Fe²⁺ (ferro II) 
Zn²⁺ (zinco)
	
O²⁻ (óxido) 
SO₄²⁻ (sulfato) 
CO₃²⁻ (carbonato) 
S²⁻ (sulfeto)
	Trivalentes (±3)
	
Al³⁺ (alumínio) 
Fe³⁺ (ferro III) 
Cr³⁺ (cromo III)
	
N³⁻ (nitreto) 
PO₄³⁻ (fosfato) 
BO₃³⁻ (borato)
	Tetravalentes (±4)
	
Sn⁴⁺ (estanho IV) 
Pb⁴⁺ (chumbo IV) 
Si⁴⁺ (silício)
	C⁴⁻ (carbeto) 
Si⁴⁻ (siliceto)
	Penta valentes (±5)
	
V⁵⁺ (vanádio V) 
P⁵⁺ (fósforo V, em compostos raros)
	
· Cátions quase sempre são metais (ou H⁺).
· Ânions geralmente são não-metais ou radicais poliatômicos (como SO₄²⁻, NO₃⁻, PO₄³⁻).
Tabela periódica: organizada em linhas horizontais em ordem DECRESCENTE de número atômico. Tanto que o primeiro elemento químico que aparece da esquerda para direita na parte superior é o hidrogênio, que é o elemento de menor número atômico, 1. Logo à sua direita vem o hélio, He, com número atômico, 2, depois vem o lítio, com número atômico igual a 3, seguido do berílio, Be, número atômico igual a 4, e assim por diante. 
Grupos ou famílias: as colunas são chamadas de grupos ou famílias. Esses nomes são bem apropriados, pois os membros de uma família possuem características semelhantes, como os elementos da tabela periódica, que possuem aspectos físicos e químicos SEMELHANTES. Isso ocorre poque os elementos químicos que estão numa mesma família possuem a mesma quantidade de elétrons na camada de valência. 
· Família 1 = possuem todos na última camada eletrônica 1 elétron;
· Família 2 = “” 2 elétrons;
· Família 13 = “” 3 elétrons;
· Família 14 = “” 4 elétrons;
· Família 15 = “” 5 elétrons;
· Família 16 = “” 6 elétrons;
· Família 17 = “” 7 elétrons;
· Família 18 = “” 8 elétrons.
Segundo IUPAC (União internacional da Química pura e aplicada): Atualmente as famílias da tabela periódica devem ser ordenadas de 1 a 18. Algumas delas possuem nomes especiais, que são muito usados. 
· Família 1= metais alcalinos, geralmente querem doar elétrons;
· Família 2 = metais alcalinos terrosos, geralmente querem doar elétrons; 
· Família 2 = calcôgenios (não-metais), recebem elétrons;
· Família 2 = halogênios (não-metais), recebem elétrons;
· Família 2 = gases nobres, possuem baixa reatividade;
· Hidrogênio = não se parece com nenhum outro elemento da tabela.
Elementos representativos: antes, todos os membros da família tinham o número acompanhado da letra “A” (1A, 2A, 3A, 4A, 5A, 6A, 7A, 8A). Hoje eles estão nas famílias 1, 2, 13 e 18. São os elementos mais IMPORTANTES da Tabela periódica. Todos os elementos representativos possuem o seu elétron mais energético situado nos subníveis “s” ou “p”. 
Elementos de transição: antes, todos os membros da família tinham o número acompanhado da letra “B” (1B, 2B, 3B, 4B, 5B, 6B, 7B, 8B), mas hoje são elementos das famílias 3 a 12. São representados na região central da Tabela. Todos os elementos de transição possuem seu elétron mais energético nos subníveis “d” ou “f”. 
· Externo = aqueles que são expostos como os demais elementos na Tabela Periódica. Eles estão representados na região central e seus eletrons mais energéticos ficam no subnível “d”;
· Interno = ficam abaixo do corpo principal da Tabela e são duas séries lantanídeos e actinídeos. Seus eletrons mais energéticos ficam no subnível “f”.
Períodos – linhas: as sete linhas horizontais que aparecem na Tabela periódica são os períodos e indicam a quantidade de camadas eletrônicas que os átomos de tais elementos possuem. Por exemplo, todos os elementos do primeiro período (primeira linha) da Tabela possuem apenas uma camada eletrônica, a camada K; enquanto isso todos os elementos do segundo período têm duas camadas eletrônicas, as camadas K e L, e assim por diante. 
Propriedades periódicas: 
· Raio atômico = basicamente metade da distância (d) entre dois núcleos de átomos vizinhos, considerando-se os átomos como esferas. O raio atômico é uma propriedade periódica que aumenta de cima para baixo e da direita para esquerda na tabela periódica. O raio do átomo é sempre maior que o raio do respectivo cátion e sempre menor do que o raio do respetivo ânion;
· Raio iônico = se o átomo do elemento no estado fundamental perder um ou mais elétrons, ele ficará com uma carga positiva (porque os elétrons são negativos) e será chamado de cátion. Caso contrário, se o átomo ganhar um ou mais elétrons, ele ficará com a carga negativa e será chamado de ânion. Quando se compara ións isoeletrônicos, terá maior raio o íon que tiver menor número atômico; 
Potencial de ionização = é medido em elétron-volt (eV) e Kcal/mol. Na tabela periódica, à medida que acompanhamos um período da esquerda para a direita, a carga do núcleo aumenta e o raio atômico diminui. Acompanhando um grupo de baixo para cima, o raio atômico (e, portanto, o tamanho dos átomos) diminui, e os elétrons vão ficando cada vez mais próximos do núcleo, aumentando a força de atração entre eles e o núcleo. Ao longo dos períodos, o potencial de ionização aumenta da esquerda para a direita; ao longo dos grupos, ele aumenta de baixo para cima, em variação contrária à dos raios atômicos. Para retirar os elétrons mais externos de um átomo, é necessária uma certa quantidade de energia. Essa energia precisará ser grande se os elétrons estiverem fortemente atraídos pelo núcleo do átomo, mas poderá ser pequena se eles estiverem fracamente atraídos. Essa maior ou menor atração que o núcleo exerce sobre os elétrons depende de dois fatores (a e b): 
a. Carga nuclear que é positiva e corresponde ao número de prótons. Quanto maior a carga positiva do núcleo, maior a atração sobre os elétrons.
b. Tamanho do átomo que pode ser expresso através do raio atômico. Quanto menor o tamanho do átomo, mais próximos os elétrons estão do núcleo e maior será a força de atração. 
c. Primeiro potencial de ionização corresponde à energia mínima necessária para retirar completamente um elétron da camada mais externa, estando esse átomo rio estado fundamental e era estado gasoso (esse estado é tomado como referência porque nele os átomos ficam isolados uns dos outros, sem interferências mútuas. Desse modo, a energia necessária para retirar o elétron é exatamente igual à energia com que o elétron é atraído pelo núcleo). 
d. Segundo potencial de ionização corresponde à retirada do segundo elétron.O mesmo ocorre com o terceiro e os demais potenciais. Quando não for especificada a ordem do potencial, entendemos tratar-se do primeiro. 
Eletronegatividade: capacidade que um átomo tem, de ATRAIR elétrons de outro átomo quando os dois formam uma ligação química. Assim, um átomo que, quando isolado possui grande potencial de ionização e grande afinidade eletrônica também apresentará, quando ligado a outro átomo, grande atração por elétrons, ou seja, terá uma alta eletronegatividade. Átomos com maior número de elétrons na última camada exercem maior atração sobre os elétrons de outros átomos. É o balanço entre esses fatores que determina qual, dentre dois átomos, é o mais eletronegativo. Por ex, o cloro tem sete elétrons na última camada e o oxigênio, seis. Se fosse considerado apenas esse fator, o cloro seria mais eletronegativo que o oxigênio por precisar de apenas um elétron para completar o octeto. Entretanto, o átomo de oxigênio é tão menor que o de cloro que essa característica acaba por superar o outro fator. Como resultado, o oxigênio se revela mais eletronegativo que o cloro. Isso nos permite dizer que, de modo geral. Podemos dizer que a eletronegatividade depende de dois fatores: 
· Tamanho do átomo = quanto MENOR é o átomo, maior sua capacidade de atrair elétrons, já que a distancia destes ao núcleo é menor, então maior será sua eletronegatividade; 
· Número de elétrons na última camada = se deve à tendencia que os átomos possuem de se tornarem mais estáveis quando completam 8 elétrons na camada de valência. Quanto MAIOR número de elétrons um átomo possuir, mais será sua eletronegatividade
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