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Igreja Local, Zango IIIA, actualmente reunindo no Zango I (casa do pai da irmã Vanda) – Fevereiro de 2022 1 Tema I: O Serviço na Igreja Local I. Introdução II. A igreja local (o que é ou em que consiste? Duas analogias; O exemplo da igreja primitiva) III. O mandamento de servirmos uns aos outros em amor (todo mandamento exige de nós: conhecimento / compreensão, concordância / comprometimento / confiança, e obediência) IV. A necessidade e a responsabilidade de servirmos uns aos outros V. A capacitação para servirmos uns aos outros e a doutrina da mordomia cristã (descoberta e desenvolvimento dos talentos e dons espirituais; uma lista inacabada dos serviços que podem ser realizados na igreja; somos todos administradores/mordomos privilegiados) VI. Meu compromisso e plano de trabalho com a igreja local VII. Uma palavra para os homens e uma palavra para as mulheres VIII. Considerações finais I. Introdução … II. A igreja local (o que é ou em que consiste? Duas analogias; O exemplo da igreja primitiva) 1. A igreja local consiste em um conjunto de seres humanos salvos, que professam a fé em Jesus Cristo e pertencem à uma mesma localidade, formando, assim, uma congregação que adora a Deus e vive para Ele, por meio de Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo. Todas as igrejas locais do mundo formam a igreja Universal/Católica visível de Cristo. Leia: Atos 2.44a,47b; Hebreus 12.22,23. 2. A Igreja de Cristo em geral (Universal ou Católica), bem como a igreja local em particular, podem ser ilustradas por meio de diversas analogias. Duas delas são: Uma árvore e o corpo humano. A árvore e o corpo humano são dois sistemas muito complexos, com uma parte central e muitos membros, sendo que os membros todos dependem, primeiro e acima de tudo, da parte da central, mas, também dependem uns dos outros. A operação e o trabalho conjunto de todos os membros resulta na produção de frutos ou resultados. Assim é a igreja, um sistema complexo, cujo Centro é Cristo, e cujos órgãos são cada um dos membros, os quais devem cooperar mutuamente para o bom funcionamento do sistema (corpo, conjunto, edifício, organização, igreja, etc.). Leia: João 15.1-8; 1Coríntios 12.12-27; Romanos 12.4,5. 3. A igreja primitiva é um exemplo claro de uma igreja local. Com ela nós podemos aprender sobre o que vem realmente a ser uma igreja local, e como ela funciona. Leia: Atos 2.41-47; 4.32-37; 6.1-7 III. O mandamento de servirmos uns aos outros em amor (todo mandamento exige de nós: conhecimento/compreensão, concordância/comprometimento/confiança, e obediência) 1. Ao olharmos para as grandes lições que a igreja primitiva nos dá, devemos sempre conectar isto ao mandamento de nos amarmos como Deus nos amou em Cristo, o maior de todos os mandamentos. Nada mais do que o amor moveu nossos irmãos a viverem como servos uns dos outros, e a partilharem todos os bens que possuíam. Nós devemos ter o mesmo entendimento, sentimento e obra. De facto, se realmente amamos a Deus, iremos fazer basicamente três coisas em relação aos Seus mandamentos: (1) conhecer eles profundamente; (2) comprometer-se com eles de todo o coração; e (3) executar eles alegremente, sem reserva nenhuma, com actos de obediência diários e contínuos. Leia: João 13.13-17; Marcos 10.35-45; Gálatas 5.13,14; Romanos 12.10,11; 2Coríntios 12.15. IV. A necessidade e a responsabilidade de servirmos uns aos outros 1. Desde que somos um corpo, precisamos uns dos outros, pois, nenhum órgão sozinho forma o corpo todo, mas, todos os membros juntos formam o corpo. Quer dizer que todos os membros dependem uns dos outros, por isso, é necessário que todos sirvamos uns aos outros e, consequentemente, o corpo. Imagina se a boca decidisse ficar fechada o tempo todo? Certamente que todo o corpo sofreria. Leia novamente Romanos 12.5; 1Coríntios 12.26. 2. Diante destas verdades espirituais, a saber: (1) o mandamento do Senhor de servimos os nossos irmãos, (2) a realidade de que dependemos deles porque somos membros uns dos outros, (3) e a necessidade de nos amarmos como Cristo, demonstrando isto em actos práticos de serviço incansável, diante de tudo isso, deve, cada um de nós, assumir a responsabilidade de cuidar de cada irmão e da igreja de um modo geral. Todos somos responsáveis uns dos outros, não apenas os líderes, mas, todos, ainda que os líderes tenham maior responsabilidade. Duas notas, então, devem ser feitas e gravadas no coração: (1) Devemos cuidar de nossos irmãos; (2) Devemos deixar que nossos irmãos cuidem de nós. E tudo isso, com um coração recto diante de Deus, fazendo, quer uma, quer outra, para a glória e o louvor de nosso Pai que está nos céus. Leia Filipenses 2.3,4 V. A capacitação para servirmos uns aos outros e a doutrina da mordomia cristã (descoberta e desenvolvimento dos talentos e dons espirituais; uma lista inacabada dos serviços que podem ser realizados na igreja; somos todos administradores/mordomos privilegiados) 1. Nós, os filhos de Deus, somos sobremaneira bem-aventurados, pois, o Senhor não apenas nos manda cuidar dos nossos irmãos, servindo a eles com amor não fingido, com tudo que temos e somos, mas, também, nos capacita para este serviço. Isto é maravilhoso, porque nenhum membro do corpo pode reclamar que não pode fazer nada porque não tem capacidade. Não, porque Deus dá. Aleluia! Glória a Deus! Leia: Tiago 1.5. 2. A palavra de Deus nos trás uma lista grande de dons e talentos que o Espírito Santo distribui na igreja, a saber: (1)profecia, (2)ministério, (3)ensino, (4)exortação, (5)repartir, (6) presidir, (7) misericórdia, (8) palavra da sabedoria, (9) palavra do conhecimento, (10)fé, (11)cura, (12)operação de maravilhas, (13)milagres, (14)discernimento dos espíritos, (15)variedade de línguas, (16)interpretação das línguas, (17)socorros, (18)governos, etc.. Todos estes dons e talentos ainda podem ser vistos tanto como gerais, como específicos, pois, em alguns podemos explorar um conjunto de outros não mencionados aqui (por exemplo: socorros (prontidão, diligência e proactividade; hospitalidade; visitas; etc.)). Com isto, deve ficar claro que a lista é maior, logo, teremos sempre algum da parte de Deus, para servimos os nossos irmãos. Leia Romanos 12.6-8; 1Coríntios 12.4-11,28. 3. Como cada igreja local é uma igreja local, embora hajam as mesmas necessidades básicas, como o ensino e a comunhão, outras necessidades gerais podem variar de igreja para igreja, podendo ter ou não. Por exemplo: uma igreja pode ter a necessidade contínua ou mensal de arrecadar alimentos para suprir alguns irmãos; mas, uma igreja mais nobre financeiramente, pode não ter esta necessidade, sendo este um serviço dispensável naquela congregação. Neste ponto, gostaríamos de desafiar os membros da igreja local a identificarem as mais variadas necessidades e serviços que a congregação carece, fazermos uma lista mais exaustiva possível, levarmos ao Senhor em oração, nos comprometermos com ela, fazermos um plano de actuação, e nos esforçarmos em trabalhar nelas zelosamente, para a glória e o louvor do Senhor. Leia Romanos 12.13 (Nota: a palavra “comunicar” é tradução de “koinoneo”, que quer dizer “estar ou entrar em comunhão; tornar-se um companheiro ou participante”). 4. Sendo verdade que Deus dá dons e talentos, a pergunta geralmente que se faz é: como identificar o ou os meus? A resposta é muito simples: Começa por averiguar em ti mesmo as coisas que mais inclinação e destreza tens de fazer, tais coisas poderão ser realmente os teus dons e talentos. Mas, precisas também averiguar as necessidades da tua igreja local, da tua própria casa (começa por ali na verdade) e de todo o ambiente que te rodeia. Conhecendo as tuas necessidades e as dos que te rodeiam, deverás trabalhar em Deus para que elas sejam supridas. É, então, no exercícioárduo dos diversos trabalhos e serviços em prol de todo ambiente ao teu redor que, com o tempo, certificar-te-ás sobre os dons e talentos que realmente tens da parte de Deus. Muitas vezes eles precisam descobertos e despertados, para serem, então, desenvolvidos. Por isso, cada um de nós deve procurar envolver-se o máximo com a igreja local, a fim de Igreja Local, Zango IIIA, actualmente reunindo no Zango I (casa do pai da irmã Vanda) – Fevereiro de 2022 2 ver os seus dons e talentos revelados, úteis para os irmãos, e, especialmente, glorificando a Deus. Todo crente que não está comprometido com a sua igreja, além da dificuldade de conhecer e exercitar os seus dons, está no caminho do servo inútil, e poderá ser rejeitado totalmente pelo Senhor Jesus. Cada um de nós deve vigiar, e rejeitar ser um servo inútil. Leia 2Timóteo 1.6; Mateus 25.26-30. 5. Ainda, uma nota muito importante antes de deixarmos este tópico. Trata-se da doutrina da mordomia cristã. É aqui onde será fundamentada a nossa obrigação e zelo de servirmos os nossos irmãos. Esta doutrina nos revela a verdade bíblica de que todos nós somos mordomos de Deus, quer dizer, pessoas administrando as coisas e os bens do Senhor, pois, tudo o que há nos mundos, cada ser e cada coisa, tudo que existe, pertence a Deus, mas, Deus deu capacidades, responsabilidades e bens aos homens, para que eles fossem Seus cooperadores. Aqui nós temos uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, um muito grande privilégio. Seremos severamente punidos se fizermos mau uso das coisas que Deus nos deu para administramos aos outros, eis a grande responsabilidade; mas, seremos elevados, estimados e glorificados por Deus, seremos tidos realmente como cooperadores do Senhor Santíssimo e Sempiterno, se fizermos bom uso dos recursos que nos deu, e nisso está o sobreexcelente privilégio que temos da parte dEle. Aleluia! Isso quer dizer que, tudo que temos (a vida, o corpo, o tempo, as habilidades, os dons, os talentos, o dinheiro, etc., tudo) não nos pertence, e devemos usar de acordo a vontade do dono, Dono, o DONO, QUE É DEUS (Pai, Filho e Espírito Santo)! Diante desta verdade bíblica, não pode haver desculpas para a nossa falta de serviço, zelo e entrega notável na igreja local. Ainda que o teu talento seja pequeno, o uso dele para o benefício dos irmãos, ou mesmo só de um irmão, deve ser notório, visível, claro, e deve redundar em glória e louvar a Deus. Isso não quer dizer que devemos nos “mostrar”, não, isso quer dizer que devemos apenas trabalhar, para Deus, para o agradar, os resultados dependem dEle. Devemos, portanto, ser sábios e tementes a Deus, fazendo bom uso de tudo que Ele nos confiou. Leia: Romanos 11.36; 1Pedro 4.10,11; Mateus 25.14.30 VI. Meu compromisso e plano de trabalho com a igreja local 1. Cada membro da igreja local, se quer realmente honrar e glorificar a Deus, ele deve comprometer-se. O compromisso é com a igreja, e ao mesmo tempo com o Senhor da Igreja. Então, ciente de tudo que foi abordado até este ponto, e bem consciente de que somos todos mordomos, que iremos prestar contas sobre o modo como gerimos os recursos que o Senhor nos confiou, sabendo ainda quem é este Senhor, o quão Santo e digno Ele é, Bom e Severo ao mesmo tempo, torna-se necessário nos comprometermos de todo o nosso coração com a Sua causa, com a Sua Igreja, que foi incumbida de cumprir parte deste desiderato altíssimo. Neste compromisso, e neste caminho, está o sentido da vida. Sem nos comprometermos com a igreja do Senhor, a nossa vida simplesmente não terá sentido, e seremos, no final, totalmente desprezados por Cristo. Que cada crente assuma o compromisso de viver e morrer em prol da sua igreja local e de cada santo de Deus ao redor do mundo. Leia: Lucas 9.23-26. 2. Uma vez comprometido com a igreja, devemos ter um plano de actuação em prol dela. Este plano deve estar em harmonia com os propósitos, perspectivas, e toda a vida da igreja local. Não deve ser uma coisa paralela, totalmente particular, estranha, sem o consentimento dos líderes em particular, e da igreja de um modo geral. É necessário que a igreja ande junto em tudo, é necessário que os membros da igreja se conheçam o máximo possível. O trabalho e a actuação de cada um no corpo, deve ser visível e conhecido por todos de um modo geral. E tudo isso não é para vanglória, nem para criar contendas, antes, é para a glória de Deus, exemplo, edificação dos fiéis e avanço do Reino de Deus. Leia novamente Filipenses 2.3,4. 3. Para sermos auxiliados a criar um plano pessoal de trabalho para com a igreja local, um plano que se alinha com a vida da igreja, temos o seguinte exemplo: PLANOS DO IRMÃO GASPARITO PARA COM A SUA IGREJA LOCAL I. Plano de Visitas Segunda - Família Miguel (15h-18h); Terça - irmão Gabi, irmã Antónia e irmão Cardoso (14h-19h); Quarta - irmão João, irmã Silvania, e irmãos não especificados (14h-20h); Quinta - Dia especialmente para se dedicar à leitura, estudos, etc., sem previsões ordinárias de sair de casa; disponibilidade de ser visitado principalmente neste dia; Sexta - Irmãos não especificados (15h-17h45); Sábado - Dia especialmente para estudos e organização para o culto de domingo e o resto da semana, possível visita ao pastor (pelo menos uma vez ao mês) – tudo isso nas primeiras horas do dia – , e participação da actividade da igreja (18h00-20h00); Domingo - preparação para o culto, participação do culto, e jantar na casa de uma das famílias da igreja, com quem passarei o tempo depois do culto (uma ou duas vezes por mês). Obs: Sempre que eu estiver a sair para visitas, vou informar no grupo, para que, caso alguém disponível para me acompanhar, irmos juntos. Também vou procurar fazer conhecido o meu plano de trabalho mensal aos irmãos, para facilitar um pouco processo e não só. II. Plano de Oração Segunda – Sexta-feira: Alvos gerais, menção particular das famílias e irmãos irei visitar, meu crescimento espiritual (na teoria e na prática) para ser cada vez mais útil na igreja; Sábado e domingo: Alvos gerais, menção particular alguns irmãos indeterminados e do crescimento (numérico e espiritual) da igreja, liderança da igreja, avanço do reino de Deus no mundo (missões e evangelismo), etc. Horários principais: » Dentro dos devocionais (05h-07h) » À Noite (21h30-22h30) III. Acções gerais a) Escrever pelo menos uma exortação para os irmãos ao longo da semana. Imprimir para dar aos irmãos que não podem ler no formato digital; b) 2. Ligar ou enviar mensagem aos irmãos que faltarem no culto, ou procurar activamente, informações sobre eles aos pastores e outros irmãos; c) Fazer sempre um resumo da pregação, e guardar bem, para posteriores consultas e partilhas. Mas, procurando sempre fazer um esforço de ler no mesmo dia, antes de dormir; d) Guardar bem os áudios das pregações, e ouvir sempre que possível, estando também pronto para partilhar com quem pedir; e) Participar activamente das campanhas da igreja, quer de limpeza, de evangelização, de visitas congregacionais, vigílias, etc.; f) Agendar um ou dois dias no mês, para sair para evangelização, convidando pelo menos mais um irmão, para sermos dois, se for possível; g) Etc.. VII. Uma palavra para os homens e uma palavra para as mulheres 1. Para os homens: Sejam homens, e liderem a igreja de Deus, pois, para isto sois chamados. Sejam proactivos, não esperem apenas ser indicados e chamados. Façam tudo que estiver ao vosso alcance para o reino de Deus. Lembrem-se que, nos lugares onde as mulheres estão ocupando posições de liderança existem homens, porém, homens frouxos, portanto, não sejam vós assim, antes, sejais homens de facto e sirvam na igreja em que estão. Leia: 1Reis 2.2. 2. Para as mulheres: Sejam virtuosas, mansas, humildes e submissas. Sensíveise não dadas a ira e contendas, nem a fofocas. Sejam discretas, mestras do bem. Não queiram estar na posição de liderança, o Senhor não vos chamou para isso. Deixem ser lideradas e cuidadas pelos varões, pois, Deus lhes deu graça para isso. Contudo, sirvam ao Senhor com todos os vossos bens (não apenas os materiais), como as mulheres que seguiam o nosso Senhor Jesus Cristo, no tempo da Sua peregrinação nesta terra. Leia: Lucas 8.1-3. VIII. Considerações finais …