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Aula 01
PM-SE (Soldado) Conhecimentos Gerais
do Estado de Sergipe - 2022 (Pré-Edital)
Autor:
Rosy Freire (Equipe Sérgio
Henrique), Sergio Henrique
23 de Novembro de 2021
05419809559 - Gutemberg Veloso Duarte Pedrosa
 
 
 
 
História. 
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SUMÁRIO 
 
00. Bate Papo Inicial ....................................................................................................... 3 
1. Período Pré-Cabraliano .............................................................................................. 4 
2. A Colonização do Nordeste ......................................................................................... 5 
2.1. Sergipe no Período Colonial .................................................................................................... 7 
2.2. Povoamento de Sergipe........................................................................................................ 11 
2.3. Formação Territorial ............................................................................................................ 13 
3. Império do Brasil .......................................................................................................16 
3.1. Emancipação de Sergipe durante o Império ......................................................................... 17 
3.2. Revolta de Santo Amaro de 1836 ......................................................................................... 21 
3.3. A Nova Capital Sergipana ..................................................................................................... 23 
3.4. Sergipe nos anos finais do Império ....................................................................................... 24 
4. Período Republicano .................................................................................................26 
4.1. O Coronelismo em Sergipe ................................................................................................... 28 
4.1.1. A Oligarquia Olimpista e a Revolta de Fausto Cardoso ........................................................................................ 29 
4.2. Tenentismo no Sergipe e a Revolta de Augusto Maynard ..................................................... 31 
4.3. Era Vargas ............................................................................................................................ 32 
4.3.1. O fim do Cangaço em Sergipe............................................................................................................................... 35 
4.4. Populismo e Regime Militar .................................................................................................. 36 
4.5. A Nova República ................................................................................................................. 39 
5. Orientações de Estudos (Checklist) e Pontos a Destacar ..............................................41 
5.1. Período Pré-Cabraliano ........................................................................................................ 41 
5.1.1. A Colonização do Nordeste .................................................................................................................................. 42 
5.1.2. Sergipe no Período Colonial ................................................................................................................................. 43 
5.1.3. Povoamento de Sergipe........................................................................................................................................ 44 
5.1.4. Formação Territorial ............................................................................................................................................. 44 
5.2. Império do Brasil .................................................................................................................. 45 
5.2.1. Emancipação de Sergipe durante o Império ........................................................................................................ 45 
5.2.2. Revolta de Santo Amaro de 1836 ......................................................................................................................... 48 
5.2.3. A Nova Capital Sergipana...................................................................................................................................... 48 
5.2.4. Sergipe nos anos finais do Império ....................................................................................................................... 49 
5.3. Período Republicano ............................................................................................................ 49 
5.3.1. O Coronelismo em Sergipe ................................................................................................................................... 49 
Rosy Freire (Equipe Sérgio Henrique), Sergio Henrique
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5.3.2. A Oligarquia Olimpista e a Revolta de Fausto Cardoso ........................................................................................ 50 
5.3.3. Tenentismo no Sergipe e a Revolta de Augusto Maynard ................................................................................... 50 
5.3.4. Era Vargas ............................................................................................................................................................. 51 
5.3.5. Populismo e Regime Militar.................................................................................................................................. 52 
5.3.6. A Nova República .................................................................................................................................................. 52 
6. Questionário de revisão ............................................................................................54 
Questionário - Somente Perguntas .............................................................................................. 54 
Questionário – Perguntas e Respostas ........................................................................................ 54 
7. Exercícios ..................................................................................................................59 
8. Considerações Finais .................................................................................................77 
9. Referências Bibliográficas ..........................................................................................79 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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00. BATE PAPO INICIAL 
 Olá, querido amigo concurseiro que está tentando ingressar no serviço público, uma área que 
atrai por várias razões: Tanto pela estabilidade e possibilidades de progressão na carreira quanto 
pelo viés cidadão de ocupar uma vaga de um cargo importante para a sociedade. São várias as 
motivações pelas quais você está tentando. Um salário melhor, estabilidade para cuidar da família... 
Enfim. São muitas coisas, não é mesmo? E elas devem te acompanhar a todo o momento em sua 
preparação, onde você encontrará motivação nas horas mais difíceis, quando até mesmo podemos 
ter a ideia absurda de desistir. A motivação é o combustível necessário para a sua preparação. 
MotivaçãoSergio Henrique
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Em busca da retomada do poder, os olimpistas promovem uma reação, utilizando as tropas 
federais no Estado de Sergipe, devido à influência de Olímpio Campos. Houve uma Intervenção 
Federal em 28 de agosto de 1906, quando o governo federal enviou uma força interventora para 
Sergipe, que depôs os progressistas, retomou todas as sedes municipais e recompôs o governo 
olimpista de Guilherme Campos na presidência do Estado. 
Fausto Cardoso foi assassinado durante as ações militares em agosto de 1906 e, dois meses 
depois, os filhos de Fausto Cardoso assassinaram Olimpio Campos no Rio de Janeiro. 
 
 
Assassinato do Monsenhor Olímpio Campos 
gravura de Angelo Agostini 1906. Fonte: O Malho, Rio de Janeiro, n. 218 17 nov. 1906, p. 15 
 
4.2. TENENTISMO NO SERGIPE E A REVOLTA DE AUGUSTO MAYNARD 
Logo após o período olimpista, é estabelecido o governo de Graccho Cardoso, entre 1922 e 
1926. Esse governo foi composto pelo grupo que dominou politicamente Sergipe entre as décadas 
de 1910 e 1930. Tem como destaque o PRC (Partido Republicano 
Conservador) que visou modernizar a capital chegando a localidades 
no interior do Estado. Entre as medidas modernizadoras, estão a 
implementação de saneamento básico, o abastecimento de água, a 
urbanização, a construção de estradas, pontes e escolas nas cidades 
do interior. 
 Na data de 13 de julho de 1924, ocorreu uma revolta que 
esteve ligada a acontecimentos de nível nacional, quando militares 
ligados ao movimento tenentista promoveram ações que retiraram 
Graccho Cardoso do poder ao aderir à revolta movida em São Paulo, 
para retirar Artur Bernardes da presidência do país. 
Maurício Graccho Cardoso (1874 –1950) 
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Sendo evidente a circulação desse movimento por fatores políticos, ao depor o governo de 
Sergipe ocuparam também as cidades de Aracaju, Carmópolis, Rosário, Japaratuba, Itaporanga e São 
Cristóvão. 
Em reação, os militares tenentistas foram duramente combatidos e derrotados por tropas 
compostas de forças militares e das elites políticas (coronéis) sergipanas, recompondo, assim, o 
governo. Devido aos conflitos, a opinião pública ficou dividida e, com isso, o governo de Graccho 
Cardoso ficou desgastado, tendo esse que se submeter aos interesses e às vontades dos coronéis 
sergipanos e ao Governo Federal. 
 
 
O tenentismo foi um movimento político-militar, 
baseado em uma série de rebeliões iniciadas na década de 1920 por jovens oficiais de 
baixa e média patente do Exército Brasileiro (tenentes), a maioria de camadas médias 
urbanas, que estavam insatisfeitos com o governo republicano. O movimento defendia 
reformas como o fim do voto de cabresto, além de defenderem a instituição do voto 
secreto e a reforma na educação pública. Os movimentos tenentistas foram: a Revolta 
dos 18 do Forte de Copacabana em 1922, a Revolta Paulista de 1924, a Comuna de 
Manaus de 1924 e a Coluna Prestes entre os anos de 1925 e 1927. 
 
 Contudo, os desdobramentos da revolta de 13 de julho de 1924 promoveram novas 
articulações entre os militares, gerando mais uma revolta, a Revolta de Augusto Maynard datada 
em 19 de janeiro de 1926. Essa revolta teve como motivação a passagem da Coluna Prestes pelo 
Nordeste e a reação à repressão organizada pelo governo. O tenente Augusto Maynard comandou 
uma operação que, a partir do controle do 28° batalhão de combate, tinha o objetivo de ocupar o 
quartel da polícia e depor o governo. Como resposta, Graccho enviou as forças legais do governo, 
resultando na rendição das forças revoltosas. 
 
4.3. ERA VARGAS 
Em 1929, ocorre a maior crise da história do capitalismo: a quebra da bolsa de valores de 
Nova Yorke. A crise afetou diretamente o Brasil, que era o maior exportador mundial de café, e nossa 
balança comercial dependia do produto. O então presidente era o paulista Washington Luiz. Naquele 
ano ocorreriam eleições presidenciais, mas preocupado com a crise, com SP e com as exportações 
de café Washington Luiz rompe o pacto oligárquico e indica um paulista: Júlio Prestes. Minas Gerais, 
que indicaria o próximo presidente, reage fundando um novo partido. Busca apoio do Rio Grande 
do Sul e da Paraíba e lança a Aliança Liberal, com a candidatura do gaúcho Getúlio Vargas para 
presidente, e do Pernambucano João Pessoa para vice. A campanha e as eleições ocorreram 
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normalmente e a candidatura de Vargas fez muito sucesso, mas como poderíamos esperar, a eleição 
corrupta garantiu a vitória de Júlio Prestes. 
 
Os estados da Aliança Liberal não aceitaram o resultado das eleições. A situação política fica 
tensa, mas a Aliança Liberal recebe apoio de 10 estados brasileiros. Os exércitos estaduais 
marcharam até o Rio de Janeiro, capital do Brasil naquela época, depuseram Washington Luiz e 
impediram a posse de Júlio Prestes. Getúlio Vargas foi empossado presidente, às 15 horas do dia 1º 
de novembro de 1930, quando a junta militar passou-lhe o poder, no Palácio do Catete, encerrando 
a chamada República Velha. A esse episódio foi chamado pelos correligionários de Getúlio de 
“Revolução de 30”. Nos próximos 15 anos, Vargas governou sem constituição entre 30 e 34 e em 
1937 implanta a ditadura do “Estado Novo”, que o mantêm no poder até 1945. 
 
Denominamos de “Era Vargas” o período em que Getúlio esteve à frente da 
presidência do Brasil. Governou diretamente 15 anos, entre 1930 e 1945. Ficou 5 
anos afastado e voltou democraticamente em 1950, governando até 1954, 
quando seu governo tem um desfecho trágico. Comete suicídio com um tiro no 
peito. A maior parte do tempo em que Getúlio governou, entre 30 e 45, foi um governo 
autoritário (um período sem constituição e depois como ditador). Foi um período 
marcado por avanços sociais (como as leis trabalhistas), por discursos nacionalistas e 
avanços na economia através da construção de indústrias estatais (pertencentes ao 
Estado – pratica de nacionalismo econômico), principalmente no setor de base 
(metalurgia e siderurgia). 
 
 
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Para facilitar nosso entendimento do período podemos dividir a “Era Vargas” em partes: 
 
1. Governo Provisório (1930-1934); 
2. Governo Constitucional (1934-1937); 
3. A ditadura do “Estado Novo” (1937-1945); 
4. Período democrático (1950-1954). 
 
Com a Revolução de 1930, o Estado de Sergipe passou a ser governado por interventores 
Federais até o ano de 1935, momento em que o país passa a retomar sua normalidade política. 
Vale ressaltar que o Sergipe não se incorporou deforma imediata aos primeiros movimentos 
da revolução de 1930, sendo que em 16 de outubro de 1930, o manifesto de Juarez Távora e as 
tropas revolucionárias foram vistas com bons olhos por setores da sociedade sergipana, na qual 
Augusto Maynard foi indicado como Interventor Federal de Sergipe. 
 
  
1939 - Cartilha escolar no Estado Novo. Perceba a semelhança com a propaganda nazista.  
 
É fundamental contextualizarmos a Era Vargas à época da polarização política europeia entre 
nazifascismo e o comunismo. A década de vinte e trinta na Europa foi quando surgiram os 
movimentos de extrema direita, o fascismo italiano (Partido Fascista), liderado por Benito 
Mussolini e nazismo alemão (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães). 
Também devemos destacar as ditaduras em Portugal, O Estado Novo de Antônio Salazar e 
o Franquismo, na Espanha, duas ditaduras que sobreviveram ao esfacelamento do nazifascismo na 
Segunda Guerra e duraram até a década de setenta do século XX. 
 
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Após ataques de submarinos alemães à costa nordestina, 
Sergipe e Alagoas, Vargas que até então nutria simpatia pelo nazifascismo, declarou 
guerra à Alemanha, em 1942. 
 
Naquele ano de 1942 um fato ocorrido próximo à foz do rio Real (hoje 
Praia dos Náufragos) trouxe repercussão mundial para o Sergipe, onde o 
submarino alemão denominado U 507 afundou os navios mercantes 
brasileiros Baependy, Araraquara e Aníbal Benévolo. Seguindo sua patrulha 
em direção Sul, o submarino fez mais três vítimas, o Itagiba, o Arará e o veleiro 
Jacyra. 
No litoral sergipano foram constatados um número de cerca de 
quinhentos corpos, provocando protestos em Sergipe e em todo o país. 
Poucos dias depois dos naufrágios, o Brasil declarou guerra aos países do Eixo 
e sua participação na II Guerra Mundial. 
Propaganda brasileira anunciando a declaração de guerra 
as potências do Eixo em 10 de novembro de 1943. 
 
A participação do Brasil na Segunda Guerra foi o fator decisivo para a queda de Getúlio 
Vargas, que renunciou sob movimento militar liderado por Góes Monteiro. O retorno dos pracinhas 
(soldados da 2ª Guerra) evidenciou uma grande contradição, pois enquanto mantinha no Brasil uma 
ditadura inspirada no nazifascismo, enviou brasileiros para combater Alemanha e Itália ao lado dos 
EUA. Em 29 de outubro de 1945, Góes Monteiro pediu exoneração do cargo, e foi a liderança das 
três armas que impôs a renúncia à Vargas. 
 
4.3.1. O fim do Cangaço em Sergipe 
Durante duas décadas o Nordeste brasileiro viveu o clima do cangaço com o surgimento do 
bando chefiado por Virgolino Ferreira, o Lampião. O grupo percorreu Sergipe e mais alguns estados 
nordestinos até 1938, ano em que Lampião foi surpreendido pela volante e morto junto com Maria 
Bonita e mais alguns companheiros em seu esconderijo em Angico, no sertão de Sergipe. 
 
O cangaço teve como área de abrangência a região semiárida do nordeste brasileiro. Foi 
em Sergipe que Lampião caiu na emboscada que lhe foi armada na região de Grota do 
Angico, em 28 de julho de 1938. “Lampião” veio a ser assassinado aos 40 anos, com sua 
mulher Maria Bonita e um bando de nove homens, abatidos pelas forças volantes de 
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Alagoas, que invadiram Sergipe na pressa de cumprir a ordem de Getúlio Vargas de acabar 
com 20 anos das ações de Lampião e bando. 
 
 
Cruzes marcando o local da morte de Lampião e seu bando, em Poço Redondo, Sergipe. 
 
Não se sabe ao certo quem os traiu. Entretanto, naquele tido como o mais seguro, o bando 
foi pego totalmente desprevenido. Quando os policiais do Tenente João Bezerra e do Sargento 
Aniceto Rodrigues da Silva abriram fogo com metralhadoras portáteis, os cangaceiros não puderam 
empreender qualquer tentativa viável de defesa. 
O ataque durou cerca de vinte minutos e poucos conseguiram escapar ao cerco e à morte. 
Dos trinta e quatro cangaceiros presentes, onze morreram ali mesmo. Lampião foi um dos primeiros 
a morrer. Logo em seguida, Maria Bonita foi gravemente ferida. Alguns cangaceiros, transtornados 
pela morte inesperada do seu líder, conseguiram escapar. Bastante eufóricos com a vitória, os 
policiais apreenderam os bens e mutilaram os mortos. Apreenderam todo o dinheiro, o ouro e as 
joias. 
 
4.4. POPULISMO E REGIME MILITAR 
A República Populista compreende ao período que vai da deposição de Vargas, em 1945, até 
o Golpe Militar de 1964. Foi um período de breve redemocratização do Brasil, marcado pela 
Constituição de 1946. Também marcado por grande intensidade na política nacional, bem como no 
contexto internacional. Foi o período do início da Guerra Fria, o que vincou a presença dos EUA na 
política nacional, sobretudo na década de 1960, quando o Brasil recebeu vultosos recursos da 
Aliança para o Progresso, programa lançado na gestão do presidente John F. Kennedy. 
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Denominou-se de populismo por causa das 
investidas político-partidárias em afetar os eleitores através de discursos insuflados, 
promessas de modernização e progresso, trazendo pautas que miravam um futuro 
prospero para o Brasil. 
 
Durante o governo populista, nos momentos que antecederam o golpe civil-militar de 1964, 
Sergipe foi administrada pelo governo de Seixas Dória, que esteve à frente do governo sergipano 
entre 1959 e 1963. Ele acompanhou a proposta de João Goulart pelas reformas de bases, participou 
do comício de 13 de março de 1964, na Central do Brasil, e apoiou o “manifesto dos governadores 
democratas”, redigido pelo governador de São Paulo, Ademar de Barros, que teve por objetivo 
promover sugestões para o aprimoramento do regime democrático. 
 
 
João de Seixas Dória (1917—2012) 
Entre os feitos de Seixas Dória, ele criou a comissão de tombamento para a preservação do 
patrimônio artístico e cultural de Sergipe, conseguiu empréstimos para a construção de um presídio 
feminino e da Vila Militar de Aracajú e também inaugurou o Banco de Fomento Econômico do 
Estado. Contudo, o golpe militar de 1964, além de derrubar João Goulart, também derrubou o 
governo do Estado sergipano que estava sob a administração de Seixas Dória. 
A madrugada que separou os dias 31 de março e 1º de abril de 1964 foi marcada pela ruptura 
do Estado Democrático de Direito no Brasil, levando o país a 21 anos de um regime dominado pelos 
militares. O exército contou com apoio de vários setores sociais como o alto clero da Igreja Católica, 
ruralistas e grandes empresários urbanos. Devido a este apoio este período atualmente é chamado 
de Ditadura Civil-Militar (Ditadura militar com apoio civil). 
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O argumento para o golpe foi afastar o “risco comunista”. Entre 1946 e 1964 o Brasil viveu um 
período democrático e muito rico culturalmente. Neste momento os movimentos sociais e 
estudantis atuaram com bastante intensidade. Havia um movimento que lutava pela reforma agrária 
(como o MST) chamado de “ligas camponesas”, a UNE (união nacional de estudantes), teatros 
populares e sindicatos de várias categorias de trabalhadores. Muitas manifestações populares e 
greves estavam ocorrendo naquele momento, sobretudo no início da década de 60. 
Quando inicia o governo militar realizam uma grande perseguição política aos líderes de 
esquerda, que eram presos na calada da noite. Os deputados e políticos, em geral aqueles que 
tinham mandatos de partidos de esquerda, foram cassados (expulsos). Para tanto foi criado o SNI 
(serviço nacional de informação). Era o serviço secreto do Exército e havia agentes em todos os 
lugares como jornais, sindicatos, escolas... Bastava o agente do SNI apontar um suspeito para ele ser 
preso. Apesar das cassações de mandato o congresso nacional foi mantido. Os militares passaram a 
governar através de Atos institucionais. Mesmo após a Constituição de 1967, que institucionalizava 
o regime, os militares continuaram governando através de atos institucionais. 
 
AI-1: Ampliação dos poderes do presidente, eleição indireta e a cassação de 
parlamentares de esquerda e lideranças de oposição. (Instalação da Ditadura). 
AI-2: Instituiu bipartidarismo (ARENA e MDB). Consolida as eleições indiretas para 
presidente. Não havia mais oposição de fato. O congresso aprovava tudo dos militares. 
AI-3: Estabelecia eleições indiretas para governadores de estado. Votavam os deputados 
estaduais por voto aberto e declarado. 
AI-4: convocação urgente da assembleia para a aprovação da constituição de 1967. 
AI-5: Concede poder excepcional ao presidente: pode cassar mandatos e cargos, fechar o 
congresso, estabelecer estado de sítio. Eliminou as garantias individuais. Período mais 
duro. 
 
Os presidentes eram escolhidos pelos próprios militares em colégio eleitoral, assim como os 
governadores de estado e prefeitos de cidades com mais de 300 mil habitantes. O voto da população 
em nível federal limita-se aos deputados e senadores que eram ou da ARENA (partido do sim) ou do 
MDB (partido do sim senhor). Não havia oposição real e concreta no congresso. Somente a permitida 
pelos militares. 
 
 
 
Foram presidentes militares: 
✓ Castelo Branco (1964-1967). ✓ Costa e Silva (1967-1969). 
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✓ Garrastazu Médici (1969-1974). 
✓ Ernesto Geisel (1974-1979). 
✓ João Figueiredo (1979-1985). 
 
Durante o governo militar, ocorreu a busca por meios que levassem à retirada de Sergipe da 
condição de subdesenvolvimento (termo muito utilizado à época), por meio de investimentos na 
modificação da estrutura agroindustrial da cana-de-açúcar visando, então, à exploração do subsolo. 
Entre as iniciativas tem-se a exploração do petróleo na plataforma marítima nos campos de 
Carmópolis. Já em 1975, cerca de um terço do território de Sergipe (foz do Rio São Francisco até o 
Rio Real) ganha função de utilidade pública com o objetivo de desapropriação pela Petrobrás, fato 
concretizado com o intuito de evitar a especulação imobiliária que prejudicava o trabalho da 
empresa na prospecção de petróleo. 
 
 
Desde 1955 a Petrobras fazia pesquisas em Sergipe em busca de 
petróleo. As pesquisas foram recompensadas com a descoberta do Campo de Carmópolis, 
então o maior campo terrestre do país. Sergipe se tornaria um dos maiores produtores de 
petróleo do país, e a chegada da Petrobras inaugurou um novo tempo na economia do Estado. 
 
No final da Ditadura Militar é instalada também a Adutora do São Francisco, que entrou em 
operação em 1982 e levou água para Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, 
Atalaia Nova, Malhada dos Bois e Muribeca. Com ela, Aracaju passou a ser abastecida pelo Rio São 
Francisco, o maior, mais importante e mais seguro suprimento do Estado, com água de boa 
qualidade para o consumo humano. 
Com a Adutora do São Francisco, Aracaju passou a ser a primeira capital do Nordeste a ser 
abastecida pelo Rio São Francisco. A construção da Adutora afastou os tão constantes e sérios 
problemas de desabastecimento que remetia à capital sergipana desde sua origem, e assegurou a 
demanda de crescimento populacional nos dez anos seguintes. 
 
4.5. A NOVA REPÚBLICA 
Chamamos Nova República a organização do Estado Brasileiro a partir da eleição indireta de 
Tancredo Neves pelo Colégio eleitoral, após o movimento pelas diretas já, o qual foi um dos mais 
importantes líderes. No dia da posse foi hospitalizado e faleceu. Então a cadeira presidencial foi 
ocupada por seu vice José Sarney, entre 1985 e 1990. A Nova República vai de 1985 até hoje. 
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Em 1987, o Governo desenvolve o Projeto Canindé do São Francisco, denominado projeto 
Califórnia; e, em 1993, o Platô de Neópolis, na margem direita do Rio São Francisco, para o plantio 
de abacaxi, acerola e manga, com fins industriais, ambos para tornar o Estado autossuficiente na 
produção de alimentos, defendendo a agricultura das secas frequentes e prolongadas. 
Além disso, em 1990, a legislação tributária estadual foi alterada para atrair investidores 
nacionais e estrangeiros, e a inauguram a Hidrelétrica de Xingó, o Polo Cloroquímico do Nordeste 
e o Porto de Sergipe. 
Historicamente, a economia sergipana de fato está sustentada na pecuária e na agricultura, 
principalmente da cana-de-açúcar, algodão e tabaco. A economia sergipana, segundo o Censo 
Agropecuário 1995-1996, está amparada nas atividades agropecuárias. Incentivos governamentais 
buscaram desenvolver a indústria do petróleo, o setor têxtil, o da construção, o de bebidas e o da 
própria agroindústria açucareira. 
Outras reservas naturais, além da petrolífera, são exploradas, com destaque para as de sal-
gema, calcáreo, enxofre e fertilizantes potássicos. 
Na agropecuária, sobressai o cultivo do coco na faixa litorânea; do arroz nas várzeas alagadas 
do rio São Francisco; da cana-de-açúcar na Zona da Mata; o fumo; da laranja e da mandioca na Zona 
do Agreste, e do algodão na região sertaneja do rio São Francisco. Tanto a agroindústria canavieira 
como o cultivo do algodão, segundo o Censo de 1995-1996, vem tendo redução de sua importância. 
É após a Constituição de 1988 que a cultura regional e suas manifestações ganham destaque 
nas políticas públicas, conforme escrito no Art. 215: “O Estado protegerá as manifestações das 
culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo 
civilizatório nacional”. As manifestações culturais sergipanas refletem, em larga medida, 
influências portuguesas e africanas. Manifestações culturais como: 
✓ Lambe Sujo X Caboclinhos, 
✓ Reisado, 
✓ Taieira, 
✓ Barco de fogo, 
✓ Festa dos Caretas, 
✓ Parafusos. 
Esses são todos exemplos de expressões populares que remetem às raízes do povo sergipano, 
estando diluído um multiculturalismoque tem como pano de fundo principal as culturas europeias 
e africanas. 
Sergipe, que embora seja o menor estado do país, é dono de uma das maiores riquezas 
culturais presentes no Brasil. Todo dia 24 de outubro é celebrado no estado de Sergipe o Dia da 
Sergipanidade, data que já é comemorada há mais de 20 anos e remete ao dia em que a carta-régia 
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de emancipação chegou na província, comprovando a emancipação política de Sergipe do estado da 
Bahia. Nesse importante dia, os sergipanos celebram e enaltecem a cultura de seu povo. 
 
 
Sergipanidade 
Fotos: Igor Rocha. Fonte: . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. ORIENTAÇÕES DE ESTUDOS (CHECKLIST) E PONTOS A DESTACAR 
5.1. PERÍODO PRÉ-CABRALIANO 
✓ A história pré-cabraliana do Brasil é a etapa da História anterior à invasão dos portugueses, 
em 1500. 
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✓ Onde hoje é o estado de Sergipe era povoada por diversas tribos indígenas, tais como os 
Tupinambás, Caetés e mais cerca de 30 aldeias na extensão litorânea. Todas pertencentes 
ao grupo tupi. 
✓ Podemos citar os Xocós (única tribo sobrevivente, que vive na Ilha de São Pedro, no 
município de Porto da Folha), Aramurus e Kiriris, nas margens dos rios São Francisco e 
Jacaré; Aramaris, Abacatiaras e Ramaris, no interior, além dos Boimés, Karapatós e os Natus. 
 
5.1.1. A Colonização do Nordeste 
✓ A decisão de povoar o Brasil foi tomada em 1530. 
✓ Dois principais motivos: o comércio de especiarias com o oriente estava em decadência e a 
ameaça estrangeira cada vez maior. 
✓ No início da colonização foi criado o sistema de capitanias hereditárias. 
✓ Sergipe pertencia à Capitania da Baia de Todos os Santos, na região hoje compreendida 
entre a foz do Rio São Francisco à Ponta do Padrão na Bahia. 
✓ A opção por cultivar a cana de açúcar ocorreu por várias razões: alta demanda na Europa 
pelo açúcar e seus preços eram altos; a cana adaptou-se muito bem com o solo e o clima 
brasileiro; financiamento da produção, o transporte, o refino e a distribuição no mercado 
europeu do açúcar eram realizados por holandeses. 
✓ O modelo de produção adotado foi o Plantation: monocultura, escravidão, exportação e 
latifúndio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5.1.2. Sergipe no Período Colonial 
✓ No ano de 1534, a região onde está hoje o estado de Sergipe foi cedida a Francisco Pereira 
Coutinho, que se tornou donatário da Capitania da Baia de Todos os Santos. 
✓ Mas não chegou a ocupar as localidades territoriais sergipanas. 
✓ Isso favoreceu as ações dos piratas franceses no contrabando do pau-brasil, sendo auxiliados 
por acordos estabelecidos com os nativos Tupinambás. 
✓ A Coroa portuguesa comprou de seus herdeiros a capitania da Baía de Todos os Santos, no 
ano de 1549. 
✓ Durante a União Ibérica (1580-1640), o rei ordenou que Cristóvão de Barros construísse um 
arraial, nomeado de cidade de São Cristóvão, em 1590. 
✓ Resultou na Capitania Subalterna de Sergipe Del Rey (era uma capitania subalterna porque 
ficou sob a tutela da Bahia). 
✓ No ano de 1637, as invasões holandesas chegaram à capitania de Sergipe com o objetivo de 
instalar uma base militar que auxiliaria na conquista de Salvador. 
✓ Nesse período São Cristóvão foi incendiada e destruída, prejudicando o desenvolvimento 
produtivo da região, por causa das guerras e conflitos. 
✓ Até o ano de 1645, a região de Sergipe fica abandonada administrativamente pelas 
autoridades portuguesas e holandesas devido aos conflitos. 
✓ Com a expulsão dos holandeses, a Coroa portuguesa reestabelece seu domínio retomando 
Sergipe à sua normalidade cotidiana junto à reconstrução de São Cristóvão. 
✓ Ainda no século XVII, mais precisamente no ano de 1696, Sergipe adquire sua autonomia 
jurídica com a criação da Comarca de Sergipe. 
✓ Em 1698 foram instaladas as primeiras vilas: Itabaiana, Lagarto, Santa Luzia, e Santo Amaro 
das Brotas. 
✓ A economia do período colonial sergipano começa com a extração do pau-brasil e a criação 
de gado. No que se seguem as culturas destinadas à subsistência, tais como a farinha de 
mandioca, principalmente. 
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✓ Entre os séculos XVIII e XIX, os principais produtos de exportação da região eram também 
os principais produtos coloniais, tais como açúcar, algodão e tabaco. 
 
5.1.3. Povoamento de Sergipe 
✓ A colonização da região do atual estado de Sergipe teve início na segunda metade do século 
XVI, quando ali começaram a chegar navios franceses. 
✓ No início da colonização sergipana, Garcia d’Ávila (1528-1609), proprietário de terras na 
região, iniciou a conquista do território, contando com a ajuda dos jesuítas para catequizar 
os nativos. 
✓ Os padres jesuítas Gaspar Lourenço e João Salônio, a partir do ano de 1575 se deslocaram 
por aldeias indígenas e fundaram a missão junto à Igreja de São Tomé próximo do rio Piauí. 
✓ As terras onde hoje se encontra Aracaju originaram-se de sesmarias doadas a Pero 
Gonçalves por volta do ano de 1602. 
✓ Essas regiões estiveram sob a autoridade dos caciques tupinambás Surubi, Serigi e Aperipê, 
que dominava desde as margens do Rio Sergipe até o Rio Vaza-Barris. 
✓ Em 1590, com a chegada do militar português Cristóvão de Barros, as tribos do cacique 
Serigy e de seu irmão Siriri, foram atacadas e derrotadas. 
 
5.1.4. Formação Territorial 
✓ A conquista das terras onde hoje é Sergipe era uma necessidade estratégica, já que deveria 
garantir a posse das terras ainda “desocupadas” e solucionar o problema de comunicação 
entre as Capitanias da Bahia de Todos os Santos e a de Pernambuco. 
✓ O vazio ocupacional representava um perigo duplo para a coroa portuguesa, porque servia 
de abrigo para negros fugidos e índios ainda não catequisados, e local bastante explorado 
pelos franceses. 
✓ Ocorreu o estímulo da criação de gado antes mesmo do aparecimento da agricultura 
✓ Localizado entre as capitanias de Pernambuco e Bahia, o gado produzido e abatido no 
Sergipe servia para o abastecimento dos então centros produtores de cana-de-açúcar. 
✓ A produção de gado passa a dominar o território, fazendo surgir muitos currais de onde 
saem os bois para o abate na Bahia: a "Estrada da Boiada" e o baixo São Francisco, de "Rio 
dos Currais". 
 
 
 
 
 
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5.2. IMPÉRIO DO BRASIL 
✓ Por causa das Guerras Napoleônicas, a família real portuguesa pôs em prática um antigo 
projeto de evacuação do território, transferindo toda a Corte para o Brasil. Tem aí o início 
do nosso processo de independência. 
✓ 1808: A abertura dos portos às nações amigas: fim do pacto colonial 
✓ 1810: Tratados de comércio e navegação com as nações amigas. 
✓ 1815: D. João VI elevou o Brasil à categoria de Reino Unido (deixou de ser colônia). 
✓ 1821: D. João VI retorna a Portugal, como consequência direta da Revolução do Porto de 
1820. 
✓ Deixa seu filho como príncipe regente, que acaba proclamando a Independência do Brasil e 
se coroando como D. Pedro I, Imperador do Brasil. 
 
5.2.1. Emancipação de Sergipe durante o Império 
✓ Em 1763, as Capitanias da Bahia, Sergipe, Ilhéus e Porto Seguro foram reunidos em uma só. 
Então, a Capitania Subalterna de Sergipe del Rey, que foi criada em 1590, ficou subordinada 
pela segunda vez à Bahia de Todos os Santos. 
 
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✓ A Capitania de Sergipe esteve subordinada político-administrativamente à Bahia até 1820. 
✓ D. João VI decide alçar Sergipe a uma capitania independente, o que foi a maneira que o Rei 
encontrou para recompensar a participação dos sergipanos na vitória da Corte Portuguesa 
sobre a Revolução Pernambucana de 1817. 
✓ O movimento republicano de 1817 chegou a vencer tropas do governo e decretar um 
governo provisório. Montaram uma República com 3 poderes e o início da confecção de uma 
Constituição do Estado. 
✓ Foi em 8 de julho de 1820, por meio da carta-régia assinada por D. João VI, que Sergipe 
adquire sua emancipação política. 
✓ A posse do novo governador e a instalação do governo ocorreram em São Cristóvão, sete 
meses depois da emancipação política. O evento foi rodeado de confusões e tensões. 
✓ Mesmo com a oposição de setores políticos baianos, Carlos César toma posse em 1821. No 
entanto, no dia 18 de março daquele mesmo ano, o governador foi deposto do cargo por 
uma força armada a mando da Bahia. 
✓ A adesão à Independência do Brasil significou a aceitação da Emancipação de Sergipe, uma 
vez que o Imperador Pedro I reafirmou a carta-régia de seu pai D. João VI: “Sergipe fica 
politicamente separado da Bahia e torna-se uma província do Império” – agora como 
Província de Sergipe. 
✓ No século XIX, a economia da cana-de-açúcar ganha o espaço da criação de gado sergipana, 
que deixa de ser a principal fonte econômica da região. Paralelamente ao açúcar, produzia-
se gado, couro, algodão, arroz, mandioca e fumo, que eram comercializados com capitanias 
vizinhas. 
✓ A atividade algodoeira vai se consolidar somente na segunda metade do século XIX. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5.2.2. Revolta de Santo Amaro de 1836 
✓ Em 1831, D. Pedro I abdicou do trono em favor de seu filho, D. Pedro de Alcântara, que na 
época tinha 5 anos de idade. 
✓ Foi declarada então uma Regência (1831-1840): onde governantes estariam no poder 
enquanto o D. Pedro de Alcântara crescia. Foi o período de maior instabilidade política pelo 
Brasil e eclodiram várias revoltas. 
✓ Nesse período, em Sergipe, surgem dois partidos políticos: 
o Liberal, composto por proprietários de terras e gado que ganharam a simpatia de 
homens livres e mestiços, chamado Camundongo. 
o Conservador, foi composto por senhores de engenho e aliados portugueses que 
defendiam o controle externo em defesa dos interesses dos financiadores da 
agroindústria açucareira em Sergipe, chamado Corcunda, Legal e/ou Rapina. 
✓ As eleições eram marcadas por fraudes e corrupções. 
✓ Em 1836, o partido Liberal veio a promover o cerco e o assalto da cidade de Santo Amaro 
das Brotas, motivado pelas fraudes eleitorais para deputado. 
✓ Os desdobramentos dessa revolta consistiram no estabelecimento de novo domínio sob a 
marca da coerção, que impôs grandes constrangimentos políticos. 
✓ A crise foi tamanha que chegou ao ponto de Sergipe ficar sem representação na quarta 
legislatura da Câmara dos Deputados. 
✓ As agitações políticas vieram a se estabilizar com a ascensão de D. Pedro II ao poder central. 
✓ Decidiu-se, então, voltar os olhos para as reclamações de Sergipe, indicando para presidente 
da província Anselmo Francisco Pereti, tendo como finalidade a reabilitação da província. 
 
5.2.3. A Nova Capital Sergipana 
✓ Em 17 de março de 1855, a província de Sergipe ganha uma nova capital durante o governo 
local de Inácio Joaquim Barbosa, que transfere o comando político-administrativo para o 
povoado de Santo Antônio de Aracaju, na localidade da margem direita do rio Sergipe. 
✓ Aracajú foi uma das primeiras cidades planejadas do Brasil. 
✓ O responsável pelo desenho da cidade de Aracaju foi o engenheiro Sebastião José Basílio 
Pirro. 
✓ A construção da cidade apresentou algumas dificuldades de engenharia, pois a região 
continha muitos pântanos, pequenos lagos e mangues, o que necessitou de aterros e 
elevações, além de terem ocorrido desapropriações onerosas e desnecessárias. 
✓ A transferência da capital se deu por razões econômicas, já que a produção e a exportação 
do açúcar, principalmente no Vale do Cotinguiba, se faziam cada vez mais próspera, fato que 
gerou insatisfações em São Cristóvão. 
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5.2.4. Sergipe nos anos finais do Império 
✓ O fator externo provocado pela Guerra de Secessão nos EUA (1861-1865) promoveu 
incentivos à produção de algodão no Sergipe. 
✓ O algodão não chega a ser o principal produto da economia do Sergipe, mas auxilia no 
desenvolvimento de fábricas de tecidos nas cidades de Aracaju, Estância, Propriá, São 
Cristóvão, Vila Nova (Neópolis), Maruim e Riachuelo, tendo como destaque as fábricas de 
Sergipe industrial e a de Confiança. 
✓ No ano de 1860, D. Pedro II promove uma visita à província, onde a monarquia já vinha 
sendo vista como elemento de atraso para grupos republicanos. 
✓ A campanha abolicionista na Província de Sergipe teve início no período de 1870 tendo como 
marco a fundação da Sociedade Emancipadora 25 de Março. 
✓ Em 1882 tem-se a fundação da Sociedade Libertadora Cabana do Pai Thomaz fundada por 
Francisco José Alves, que também funda dois jornais abolicionistas O Descrido e O 
Libertador. 
✓ Além desses, eram simpatizantes da causa abolicionista os periódicos, Luz Matinal (Aracaju), 
O Horizonte, O Larangeirense (Laranjeiras). 
✓ No ano de 1883 tem-se a fundação no Rio de Janeiro da Sociedade Libertadora Sergipana. 
✓ Com o advento da República, Sergipe passa a ser um dos Estadosda Federação com a 
primeira Constituição promulgada em 1892, momento em que começa a ter destaque a nível 
nacional setores intelectuais do Estado. 
 
5.3. PERÍODO REPUBLICANO 
✓ A proclamação da República foi feita pelos alagoanos Deodoro da Fonseca e por Floriano 
Peixoto. Os dois eram veteranos da Guerra do Paraguai. 
✓ Em Sergipe, a Proclamação da República não encontrou resistência aberta que viesse 
comprometer a implantação do regime republicano. 
✓ Para presidir o Estado foi empossada, em 17 de novembro de 1889, uma Junta Governativa 
que constituiu o Governo Provisório, composto por Antônio José de Siqueira Meneses, 
Vicente Luís de Oliveira Ribeiro e Baltasar Góis. 
✓ Em 13 de dezembro de 1889, assume Felisbelo Firmo de Oliveira Freire, vindo a se tornar o 
primeiro presidente de Sergipe. 
 
5.3.1. O Coronelismo em Sergipe 
✓ A constituição de 1891 previa bastante autonomia aos estados. 
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✓ Na monarquia predominava uma organização do Estado centralista, e com a proclamação 
da República, as elites locais passaram a controlar a máquina pública de acordo com seus 
interesses. 
✓ Sergipe também foi palco de enfrentamentos políticos no período. 
 
5.3.2. A Oligarquia Olimpista e a Revolta de Fausto Cardoso 
✓ No início do século XX, a política sergipana registra dois partidos majoritários: 
o Partido Republicano de Sergipe (cabaús) 
o Partido Republicano Sergipense (pebas). 
✓ O Monsenhor Olímpio Campos era o líder dos cabaús, tendo conseguido impor-se sobre os 
velhos políticos advindos do Império. Período em que manteve a dominação política do 
Sergipe, sendo chamado de Oligarquia Olimpista. 
✓ A principal oposição aos olimpistas esteve sob a figura de Fausto Cardoso, que promoveu a 
política em prol dos funcionários públicos federais, comerciantes e poucos proprietários de 
terras, pertencente ao partido dos pebas. 
✓ No ano de 1906, ocorreu a chamada Revolta de Fausto Cardoso a qual teve como objetivo 
derrubar o governo de Olímpio. 
✓ A ação radical da oposição promovida por membros da Polícia Militar, no dia 10 de agosto 
de 1906, promoveu, de forma violenta, a tomada do Palácio do Governo que veio a depor o 
então presidente Guilherme Campos. 
✓ Então, formou-se um novo governo com membros do Partido Progressista (camadas médias 
urbanas). 
✓ Em busca da retomada do poder, os olimpistas promovem uma reação. Houve uma 
Intervenção Federal em 28 de agosto de 1906, quando o governo federal enviou uma força 
interventora para Sergipe, que depôs os progressistas. 
✓ Fausto Cardoso foi assassinado durante as ações militares em agosto de 1906 e, dois meses 
depois, os filhos de Fausto Cardoso assassinaram Olimpio Campos no Rio de Janeiro. 
 
5.3.3. Tenentismo no Sergipe e a Revolta de Augusto Maynard 
✓ Logo após o período olimpista, é estabelecido o governo de Graccho Cardoso, entre 1922 e 
1926. 
✓ Em 13 de julho de 1924, ocorreu uma revolta que esteve ligada a acontecimentos de nível 
nacional, quando militares ligados ao movimento tenentista promoveram ações que 
retiraram Graccho Cardoso do poder ao aderir à revolta movida em São Paulo, para retirar 
Artur Bernardes da presidência do país. 
 
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✓ Ao depor o governo de Sergipe ocuparam também as cidades de Aracaju, Carmópolis, 
Rosário, Japaratuba, Itaporanga e São Cristóvão. 
✓ Os militares tenentistas foram duramente combatidos e derrotados por tropas compostas 
de forças militares e das elites políticas (coronéis) sergipanas, recompondo, assim, o 
governo. 
✓ Os desdobramentos da revolta de 13 de julho de 1924 promoveram novas articulações entre 
os militares, gerando mais uma revolta, a Revolta de Augusto Maynard datada em 19 de 
janeiro de 1926. 
✓ Essa revolta teve como motivação a passagem da Coluna Prestes pelo Nordeste e a reação 
à repressão organizada pelo governo. O tenente Augusto Maynard comandou uma operação 
que, a partir do controle do 28° batalhão de combate, tinha o objetivo de ocupar o quartel 
da polícia e depor o governo. 
✓ Como resposta, Graccho enviou as forças legais do governo, resultando na rendição das 
forças revoltosas. 
 
5.3.4. Era Vargas 
✓ Denominamos de “Era Vargas” o período em que Getúlio esteve à frente da presidência do 
Brasil: Governo Provisório (1930-1934); Governo Constitucional (1934-1937); A ditadura do 
“Estado Novo” (1937-1945); e 4. Período democrático (1950-1954). 
✓ A Era Vargas está inserida à época da polarização política europeia entre nazifascismo 
e o comunismo. Vargas flertava com os ideais fascistas. 
✓ Após ataques de submarinos alemães à costa nordestina, Sergipe e Alagoas, Vargas que até 
então nutria simpatia pelo nazifascismo, declarou guerra à Alemanha, em 1942. 
✓ Os ataques ocorreram próximos à foz do rio Real (hoje Praia dos Náufragos), onde o 
submarino alemão denominado U 507 afundou os navios mercantes brasileiros Baependy, 
Araraquara e Aníbal Benévolo. Seguindo sua patrulha em direção Sul, o submarino fez mais 
três vítimas, o Itagiba, o Arará e o veleiro Jacyra. 
✓ No litoral sergipano foram constatados um número de cerca de quinhentos corpos, 
provocando protestos em Sergipe e em todo o país. 
✓ Poucos dias depois dos naufrágios, o Brasil declarou guerra aos países do Eixo e sua 
participação na II Guerra Mundial. 
✓ A participação do Brasil na Segunda Guerra foi o fator decisivo para a queda de Getúlio 
Vargas, que renunciou sob movimento militar liderado por Góes Monteiro. 
✓ Em 29 de outubro de 1945, Góes Monteiro pediu exoneração do cargo, e foi a liderança das 
três armas que impôs a renúncia à Vargas. 
4.3.1. O fim do Cangaço em Sergipe 
✓ Durante duas décadas o Nordeste brasileiro viveu o clima do cangaço com o surgimento do 
bando chefiado por Virgolino Ferreira, o Lampião. 
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✓ O grupo percorreu Sergipe e mais alguns estados nordestinos até 1938, ano em que Lampião 
foi surpreendido pelas forças volantes de Alagoas e morto junto com Maria Bonita e mais 
alguns companheiros em seu esconderijo na região da Grota do Angico, no sertão de 
Sergipe. 
 
5.3.5. Populismo e Regime Militar 
✓ A República Populista compreende ao período que vai da deposição de Vargas, em 1945, até 
o Golpe Militar de 1964. 
✓ Durante o governo populista, nos momentos que antecederam o golpe civil-militar de 1964, 
Sergipe foi administrada pelo governo de Seixas Dória. 
✓ Ele acompanhou a proposta de João Goulart pelas reformas de bases, participou do comício 
de 13 de março de 1964, na Central do Brasil, e apoiou o “manifesto dos governadores 
democratas”. 
✓ O golpe militar de 1964, além de derrubar João Goulart, também derrubou o governo do 
Estado sergipano que estava sob a administração de Seixas Dória. 
✓ Entre 1946 e 1964 o Brasil viveu um período democrático e muito rico culturalmente. Neste 
momento os movimentos sociais e estudantis atuaram com bastante intensidade. 
✓ Quando inicia o governo militar realizam uma grande perseguição política aos líderes de 
esquerda,que eram presos na calada da noite. Os deputados e políticos, em geral aqueles 
que tinham mandatos de partidos de esquerda, foram cassados (expulsos). 
✓ Durante o governo militar, houveram investimentos na modificação da estrutura 
agroindustrial da cana-de-açúcar visando, então, à exploração do subsolo. 
✓ Entre as iniciativas tem-se a exploração do petróleo na plataforma marítima nos campos de 
Carmópolis. 
✓ Já em 1975, cerca de um terço do território de Sergipe (foz do Rio São Francisco até o Rio 
Real) ganha função de utilidade pública com o objetivo de desapropriação pela Petrobrás. 
✓ No final da Ditadura Militar é instalada também a Adutora do São Francisco, que entrou em 
operação em 1982 e levou água para Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos 
Coqueiros, Atalaia Nova, Malhada dos Bois e Muribeca. 
 
5.3.6. A Nova República 
✓ Chamamos Nova República a organização do Estado Brasileiro a partir da eleição indireta de 
Tancredo Neves pelo Colégio eleitoral, e vai até os dias de hoje. 
✓ Em 1987, o Governo desenvolve o Projeto Canindé do São Francisco, denominado projeto 
Califórnia. 
 
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✓ Em 1990, a legislação tributária estadual foi alterada para atrair investidores nacionais e 
estrangeiros, e a inauguram a Hidrelétrica de Xingó, o Polo Cloroquímico do Nordeste e o 
Porto de Sergipe. 
✓ Em 1993, o Platô de Neópolis, na margem direita do Rio São Francisco, para o plantio de 
abacaxi, acerola e manga, com fins industriais, ambos para tornar o Estado autossuficiente 
na produção de alimentos, defendendo a agricultura das secas frequentes e prolongadas. 
✓ Outras reservas naturais, além da petrolífera, são exploradas, com destaque para as de sal-
gema, calcáreo, enxofre e fertilizantes potássicos. 
✓ Na agropecuária, sobressai o cultivo do coco na faixa litorânea; do arroz nas várzeas alagadas 
do rio São Francisco; da cana-de-açúcar na Zona da Mata; o fumo; da laranja e da mandioca 
na Zona do Agreste, e do algodão na região sertaneja do rio São Francisco. 
✓ Com a Constituição de 1988 que a cultura regional e suas manifestações ganham destaque 
nas políticas públicas. 
✓ Todo dia 24 de outubro é celebrado no estado de Sergipe o Dia da Sergipanidade. 
 
 
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6. QUESTIONÁRIO DE REVISÃO 
 
QUESTIONÁRIO - SOMENTE PERGUNTAS 
1) Identifique quando os portugueses começaram oficialmente a colonização do Brasil, qual o 
modelo utilizado e qual foi a situação do atual estado de Sergipe. 
2) Quais eram as tribos indígenas que habitavam o atual estado de Sergipe no início da 
colonização? 
3) Esclareça quais foram os motivos da colonização da atual região de Sergipe. 
4) Quando a região sergipana se torna uma Capitania? 
5) Apresente quais os motivos da emancipação política de Sergipe. 
6) Descreva o que foi a Revolta de Santo Amaro. 
7) Qual o motivo da mudança da capital sergipana de São Cristóvão para Aracaju? 
8) Aponte o que foi o movimento escravocrata sergipano. 
9) Identifique qual o envolvimento da Coluna Prestes com o Sergipe. 
10) Apresente qual foi a importância de Sergipe durante a Segunda Guerra mundial. 
11) Descreva qual a importância das ações do IPHAN em Sergipe. 
 
QUESTIONÁRIO – PERGUNTAS E RESPOSTAS 
1) Identifique quando os portugueses começaram oficialmente a colonização do Brasil, qual 
o modelo utilizado e qual foi a situação do atual estado de Sergipe. 
A decisão de povoar o Brasil foi tomada em 1530, quando o rei de Portugal nomeou Martim 
Afonso de Souza como comandante da expedição que partiu para o Brasil naquele ano. No 
início da colonização foi criado o sistema de capitanias hereditárias. Quando esse sistema foi 
instalado, o território do atual estado de Sergipe pertencia à capitania da Bahia de Todos os 
Santos. 
A opção por cultivar a cana de açúcar ocorreu por várias razões: alta demanda na Europa pelo 
açúcar e seus preços eram altos; a cana adaptou-se muito bem com o solo e o clima brasileiro; 
financiamento da produção, o transporte, o refino e a distribuição no mercado europeu do 
açúcar eram realizados por holandeses. O modelo de produção adotado foi o Plantation: 
monocultura, escravidão, exportação e latifúndio. 
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Já na região de Sergipe, esse processo colonizador ocorreu sob o estímulo da criação de gado 
antes mesmo do aparecimento da agricultura. Localizado entre as capitanias de Pernambuco e 
Bahia, o gado produzido e abatido no Sergipe servia para o abastecimento dos então centros 
produtores de cana-de-açúcar. Essa estrutura produtiva era promovida predominantemente 
pela mão de obra branca e livre devido à pouca presença da escravidão, pois, para os 
proprietários de terras e gado, a utilização desse tipo de trabalho poderia se tornar um risco 
pelo fato de o escravo, ao trabalhar em áreas de pastagem, poderia vir a promover fugas. A 
produção de gado passa a dominar o território, fazendo surgir muitos currais de onde saem os 
bois para o abate na Bahia. 
2) Quais eram as tribos indígenas que habitavam o atual estado de Sergipe no início da 
colonização? 
Antes da colonização a região onde hoje é o estado de Sergipe era povoada por diversas tribos 
indígenas, tais como os Tupinambás, Caetés e mais cerca de 30 aldeias na extensão litorânea, 
sendo todas pertencentes ao grupo tupi, logo podemos citar os Xocós (única tribo 
sobrevivente, que vive na Ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha), Aramurus e 
Kiriris, nas margens dos rios São Francisco e Jacaré; Aramaris, Abacatiaras e Ramaris, no 
interior, além dos Boimés, Karapatós e os Natus. 
3) Esclareça quais foram os motivos da colonização da atual região de Sergipe. 
No ano de 1534, a região onde está hoje o estado de Sergipe foi cedida a Francisco Pereira 
Coutinho, que se tornou donatário da Capitania da Baia de Todos os Santos. Contudo, Francisco 
Pereira Coutinho não chegou a ocupar as localidades territoriais sergipanas, o que favoreceu 
as ações dos piratas franceses no contrabando do pau-brasil, sendo auxiliados por acordos 
estabelecidos com os nativos Tupinambás e o estímulo ao escambo, isto é, a troca comercial 
sem o envolvimento de moeda. 
A conquista das terras onde hoje é Sergipe era uma necessidade estratégica, já que deveria 
garantir a posse das terras ainda “desocupadas” e solucionar o problema de comunicação entre 
as Capitanias da Bahia de Todos os Santos e a de Pernambuco. Ademais, o vazio ocupacional 
representava um perigo duplo para a coroa portuguesa, porque servia de abrigo para negros 
fugidos e índios ainda não catequisados, e local bastante explorado pelos franceses para 
extração de madeira nobre que comercializavam com os índios da região. Diante destes 
problemas, a coroa portuguesa concluiu que era preciso conquistar e colonizar as terras 
sergipanas, quando em 1590 o território sergipano passa a pertencer aos domínios da coroa. 
Sergipe foi ocupado, o domínio colonial se impõe sobre os nativos que dominavam entre o rio 
Real e o rio São Francisco. Os territórios indígenassão retalhados em sesmarias com o passar 
dos anos, ocupadas pelas plantações de cana-de-açúcar e currais de gado. 
4) Quando a região sergipana se torna uma Capitania? 
Durante a União Ibérica (1580-1640), o rei Felipe II da Espanha, que até então governava 
Portugal e suas colônias, ordenou que Cristóvão de Barros construísse um arraial, nomeado de 
cidade de São Cristóvão, tornando-o, então, a sede do governo em 1590, o que veio a resultar 
na Capitania Subalterna de Sergipe Del Rey (era uma capitania subalterna porque ficou sob a 
tutela da Bahia). 
 
5) Apresente quais os motivos da emancipação política de Sergipe. 
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A Capitania de Sergipe esteve subordinada político-administrativamente à Bahia até 1820. Isso 
ocorreu porque ainda no século XVIII, mais especificamente no ano de 1763, as Capitanias da 
Bahia, Sergipe, Ilhéus e Porto Seguro foram reunidos em uma só. 
Em 1820, Sergipe já era responsável por um terço da produção açucareira baiana, com mais de 
duas centenas de engenhos. Mesmo assim, D. João VI decide alçar Sergipe a uma capitania 
independente, o que foi a maneira que o Rei encontrou para recompensar a participação dos 
sergipanos na vitória da Corte Portuguesa sobre a Revolução Pernambucana de 1817. 
6) Descreva o que foi a Revolta de Santo Amaro. 
A Revolta de Santo Amaro foi uma revolta que ocorreu em Sergipe no período Regencial (1831-
1840), quando os membros do Partido Liberal, chamado Camundongo, se revoltaram com as 
fraudes e manipulações nas eleições para deputado em 1836. O partido Liberal veio a 
promover o cerco e o assalto da cidade de Santo Amaro das Brotas. Os desdobramentos dessa 
revolta consistiram no estabelecimento de novo domínio sob a marca da coerção, que impôs 
grandes constrangimentos políticos e desorganizou as instituições nascentes, configurando 
uma fase de atraso e estagnação. A crise foi tamanha que chegou ao ponto de Sergipe ficar 
sem representação na quarta legislatura da Câmara dos Deputados. 
As agitações políticas vieram a se estabilizar com a ascensão de D. Pedro II ao poder central, 
com o Golpe da Maioridade de 1840. Decidiu-se, então, voltar os olhos para as reclamações de 
Sergipe, indicando para presidente da província Anselmo Francisco Pereti, tendo como 
finalidade a reabilitação da província. 
7) Qual o motivo da mudança da capital sergipana de São Cristóvão para Aracaju? 
A transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju se deu por razões econômicas, já que 
a produção e a exportação do açúcar, principalmente no Vale do Cotinguiba, se faziam cada 
vez mais prósperas, fato que gerou insatisfações em São Cristóvão. Em 1854, 25mil caixas de 
açúcar saíam pela foz do Cotinguiba, enquanto 10mil eram exportadas por todas as outras 
barras. 
Em 17 de março de 1855, a província de Sergipe ganha uma nova capital durante o governo 
local de Inácio Joaquim Barbosa, que transfere o comando político-administrativo para o 
povoado de Santo Antônio de Aracaju, na localidade da margem direita do rio Sergipe. 
8) Aponte o que foi o movimento escravocrata sergipano. 
A campanha abolicionista na Província de Sergipe teve início no período de 1870 tendo como 
marco a fundação da Sociedade Emancipadora 25 de Março. Mas é a partir da década de 1880 
que o movimento abolicionista ganha força na Província de Sergipe, tendo como centros 
principais Laranjeiras e, sobretudo Aracaju. 
Em 1882 tem-se a fundação da Sociedade Libertadora Cabana do Pai Thomaz fundada por 
Francisco José Alves, tido como principal abolicionista de Sergipe. Nesta eram promovidas 
conferências públicas, leilões dentre outros, que tinham como objetivo a arrecadação de 
recursos para a compra de alforrias. No ano de 1883 tem-se a fundação no Rio de Janeiro da 
Sociedade Libertadora Sergipana. Francisco José Alves também é o fundador de dois jornais 
abolicionistas O Descrido e O Libertador, além desses, eram simpatizantes da causa 
abolicionista os periódicos, Luz Matinal (Aracaju), O Horizonte, O Larangeirense (Laranjeiras). 
Com isso, seja através da fundação de sociedades libertadoras ou da publicação de periódicos, 
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os simpatizantes da causa abolicionista fizeram sua campanha, contribuindo não só para a 
denúncia das mazelas pelas quais passavam os escravos bem como para libertação de muitos 
cativos através das ações de liberdades. 
9) Identifique qual o envolvimento da Coluna Prestes com o Sergipe. 
Em de 13 de julho de 1924, ocorreu uma revolta que esteve ligada a acontecimentos de nível 
nacional, quando militares ligados ao movimento tenentista promoveram ações que retiraram 
o então governador Graccho Cardoso do poder ao aderir à revolta movida em São Paulo, para 
retirar Artur Bernardes da presidência do país. 
Em reação, os militares tenentistas foram duramente combatidos e derrotados por tropas 
compostas de forças militares e das elites políticas (coronéis) sergipanas, recompondo, assim, 
o governo. 
Contudo, os desdobramentos da revolta de 13 de julho de 1924 promoveram novas 
articulações entre os militares, gerando mais uma revolta, a Revolta de Augusto Maynard 
datada em 19 de janeiro de 1926. Essa revolta teve como motivação a passagem da Coluna 
Prestes pelo Nordeste e a reação à repressão organizada pelo governo. O tenente Augusto 
Maynard comandou uma operação que, a partir do controle do 28° batalhão de combate, tinha 
o objetivo de ocupar o quartel da polícia e depor o governo. Como resposta, Graccho enviou 
as forças legais do governo, resultando na rendição das forças revoltosas. 
10) Apresente qual foi a importância de Sergipe durante a Segunda Guerra mundial. 
No ano de 1942 um fato ocorrido próximo à foz do rio Real (hoje Praia dos Náufragos) trouxe 
repercussão mundial para o Sergipe, onde o submarino alemão denominado U 507 afundou os 
navios mercantes brasileiros Baependy, Araraquara e Aníbal Benévolo. Seguindo sua patrulha 
em direção Sul, o submarino fez mais três vítimas, o Itagiba, o Arará e o veleiro Jacyra. No litoral 
sergipano foram constatados um número de cerca de quinhentos corpos, provocando 
protestos em Sergipe e em todo o país. Poucos dias depois dos naufrágios, Vargas, que até 
então nutria simpatia pelo nazifascismo, declarou guerra aos países do Eixo e sua participação 
na II Guerra Mundial. 
11) Descreva qual a importância das ações do IPHAN em Sergipe. 
São Cristóvão, a primeira capital da Capitania de Sergipe, foi fundada por Cristóvão de Barros 
a 1 de janeiro de 1590, no contexto da Dinastia Filipina em Portugal, durante a União Ibérica. 
Seu conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico concentra o maior número de ações do 
IPHAN em Sergipe. Os primeiros tombamentos ocorreram na década de 1940 e o conjunto foi 
tombado em 1967. A cidade é considerada um registro único e autêntico de um fenômeno 
urbano singular no Brasil, a União Ibérica, período durante o qual Portugal e Espanha estiveram 
unidos sob uma única coroa, nos reinados de Felipe II e Felipe III, entre 1580 e 1640. Em São 
Cristóvão, houve a fusão das influências das legislações e práticas espanhola e portuguesa na 
formação de núcleos urbanos coloniais. Foi a primeira capital de Sergipe e quarta cidade mais 
antiga do Brasil. Está situada no alto de uma encosta e, portanto, dividida entre cidade baixa e 
alta, onde as construções religiosas determinamseu traçado. O chão de pedra, a arquitetura 
colonial, as igrejas e museus compõem o seu patrimônio histórico, artístico e cultural. A música 
faz parte desse cenário secular. 
Já o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Laranjeiras foi tombado pelo Iphan, 
em 1995, devido ao valor arquitetônico e histórico atribuído ao conjunto. O tombamento 
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ocorreu devido à sua importância no desenvolvimento da região, identificado pela presença 
do primeiro porto, além da expressividade e da força da arquitetura antiga, representada pelo 
casario do século XIX e pelo cenário monumental religioso do século XVIII. O município é um 
dos poucos onde ainda se pode ver a força da arquitetura colonial, onde se destacam ruas, 
igrejas e outras edificações. Na área tombada estão, aproximadamente, 500 edificações. 
 
 
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7. EXERCÍCIOS 
 
 
1. (IBFC - CBM-SE - SOLDADO / 2018) 
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do texto abaixo. 
___________________, foi o Primeiro Período Republicano do Estado de Sergipe, que ocorreu 
entre os anos de 1900-1910. Teve como característica a presença do voto de cabresto, o 
clientelismo e as oligarquias políticas. Dois partidos políticos se destacaram nesse período: 
Partido Republicano Sergipense e o Partido Republicano de Sergipe, sendo que 
_______________ era líder deste último partido e governador do Estado entre os anos de 1899 
- 1902. 
 
A) Revolta de Fausto Cardoso - Fausto Cardoso 
B) Junta governativa sergipana - Felisbelo Firmo de Oliveira Freire 
C) Oligarquia Olimpista - Olímpio Campos 
D) Liga dos sergipanos - Manoel Bonfim 
Comentários 
No início do século XX, a política sergipana registra dois partidos majoritários: Partido Republicano 
de Sergipe (cabaús) e o Partido Republicano Sergipense (pebas). O Monsenhor Olímpio Campos era 
o líder dos cabaús, tendo conseguido impor-se sobre os velhos políticos advindos do Império. Ele foi 
presidente do Estado entre 1899 e 1902, indicou os seus sucessores no governo até 1910, influiu 
poderosamente na eleição de deputados e elegeu-se senador. Nos municípios também eram eleitas 
sempre pessoas ligadas ao Monsenhor Olímpio Campos e os empregos públicos eram distribuídos 
entre os seus correligionários. Manteve controladas as classes subalternas através do esquema de 
poder e repressão apoiado pelos coronéis. Procurou contentar as classes dominantes, 
principalmente aos senhores de engenho, com um plano de recuperação da economia açucareira. 
O período em que manteve a dominação política foi chamado de Oligarquia Olimpista, portanto a 
resposta correta é a letra C. 
A Revolta de Fausto Cardoso (1906) foi um golpe para derrubar o governo olimpista depois de uma 
longa permanência no poder. Houve a criação do Partido Progressista, que era oposição radical ao 
olimpismo. A Revolta ocorreu por causa da visita, pela primeira vez depois de eleito, do deputado 
federal Fausto Cardoso, no dia 10 de agosto de 1906. Foi quando um contingente da Polícia Militar 
tomava o Palácio do Governo e depunha o presidente (governador) Guilherme Campos. Então, 
formou-se um novo governo com membros (camadas médias urbanas) do Partido Progressista. O 
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movimento começou em Aracaju, mas espalhou-se por Maruim, Itabaiana, N. S. das Dores, 
Laranjeiras, Rosário, Itaporanga, Propriá, Divina Pastora, Capela, Riachuelo e Japaratuba. 
A Intervenção Federal, de 28 de agosto de 1906, ocorreu quando o governo federal enviou uma força 
interventora para Sergipe, que depôs os progressistas, retomou todas as sedes municipais e 
recompôs o governo olimpista de Guilherme Campos na presidência do Estado. 
Fausto Cardoso foi assassinado durante os embates militares da intervenção. 
Dois meses depois, os filhos de Fausto Cardoso assassinaram Olimpio Campos no Rio de Janeiro. 
Gabarito: C 
2. (IBFC - PM-SE - SOLDADO / 2018) 
O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) atua em Sergipe, desde 1937. 
O estado possui inúmeros patrimônios vinculados ao ciclo econômico da cana-de-açúcar, 
representado por antigas capelas de engenhos, igrejas e casarões, tanto na zona rural como 
nas áreas urbanas e importantes acervos de arte sacra dos séculos XVIII e XIX, presentes nas 
duas cidades históricas de São Cristóvão e Laranjeiras. 
 (IPHAN, 2018) 
Sobre as cidades de São Cristóvão e Laranjeiras, analise as afirmativas abaixo e assinale a 
alternativa correta. 
I. O tombamento do conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Laranjeiras ocorreu 
devido à sua importância no desenvolvimento da região, identificado pela presença do 
primeiro porto. 
II. No início do século XIX, Laranjeiras ainda era muito importante como um grande centro 
comercial e exportador, o que levou o governo a designá-la como a primeira Alfândega de 
Sergipe. 
III. A primeira capital do atual estado de Sergipe, Laranjeiras, é considerada a segunda cidade 
mais antiga do Brasil. Durante o período da União Ibérica (1641 – 1660), a cidade foi 
praticamente destruída. 
IV. A Igreja e Convento de São Francisco, as Igrejas de Nossa Senhora das Vitórias, a do Rosário 
dos Homens Pretos e de Nosso Senhor dos Passos, são exemplos de edifícios históricos 
tombados pelo IPHAN em São Cristóvão. 
Estão corretas as afirmativas: 
A) IV, apenas. 
B) I e IV, apenas. 
C) I, II e IV, apenas. 
D) I, III e IV, apenas. 
Comentários 
O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Laranjeiras foi tombado pelo Iphan, em 1995, 
devido ao valor arquitetônico e histórico atribuído ao conjunto. O tombamento ocorreu devido à 
sua importância no desenvolvimento da região, identificado pela presença do primeiro porto, além 
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da expressividade e da força da arquitetura antiga, representada pelo casario do século XIX e pelo 
cenário monumental religioso do século XVIII. O município é um dos poucos onde ainda se pode ver 
a força da arquitetura colonial, onde se destacam ruas, igrejas e outras edificações. Na área tombada 
estão, aproximadamente, 500 edificações. 
Já o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de São Cristóvão concentra o maior número 
de ações do Iphan em Sergipe. Os primeiros tombamentos ocorreram na década de 1940 e o 
conjunto foi tombado em 1967. A cidade é considerada um registro único e autêntico de um 
fenômeno urbano singular no Brasil, a União Ibérica, período durante o qual Portugal e Espanha 
estiveram unidos sob uma única coroa, nos reinados de Felipe II e Felipe III, entre 1580 e 1640. Em 
São Cristóvão, houve a fusão das influências das legislações e práticas espanhola e portuguesana 
formação de núcleos urbanos coloniais. Foi a primeira capital de Sergipe e quarta cidade mais antiga 
do Brasil. Está situada no alto de uma encosta e, portanto, dividida entre cidade baixa e alta, onde 
as construções religiosas determinam seu traçado. O chão de pedra, a arquitetura colonial, as igrejas 
e museus compõem o seu patrimônio histórico, artístico e cultural. A música faz parte desse cenário 
secular. 
A alternativa C é a resposta correta, pois apenas a proposição III está errada. 
Gabarito: C 
3. (IBFC - PM-SE - SOLDADO / 2018) 
A história da capital de Sergipe, Aracaju, antigo povoado Santo Antônio de Aracaju é uma das 
mais inusitadas. Sua fundação ocorreu inversamente ao convencional. Ou seja, não surgiu de 
forma espontânea como as demais cidades, foi planejada especialmente para ser a sede do 
Governo do Estado (IBGE, 2018). 
Sobre a cidade de Aracaju, assinale a alternativa incorreta: 
A) As terras onde hoje se encontra o município de Aracaju pertenciam ao cacique Serigy, que 
compreendia desde as margens do rio Sergipe até as margens do rio VazaBarris. Em 1590, 
Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, matando e 
derrotando os índios. 
B) Como cidade projetada, Aracaju nasceu em 1855 por necessidades econômicas, para 
substituir Laranjeiras, que era a antiga sede da Capitania de Sergipe Del Rey, mas que se situava 
longe do mar, atendendo à pressão de senhores de engenho. 
C) Para planejar a cidade em linhas retas, aterraram-se vales e elevou-se nos montes de areia; 
ocorrem desapropriações onerosas e desnecessárias. A única exceção foi que a Rua da Frente 
ganhasse uma curva, criando a bela avenida que margeia o rio Sergipe. 
D) As terras de Aracaju originaram-se das sesmarias, doadas a Pero Gonçalves por volta de 
1602. Compreendiam 160 quilômetros de costa, que iam da barra do Rio Real à barra do Rio 
São Francisco, onde em todas as margens do estuário não existia uma vila sequer. Apenas eram 
encontrados arraiais de pescadores. 
Comentários 
No início da colonização portuguesa, na região onde hoje se encontra Aracaju, estava sob a jurisdição 
da Capitania da Baía de Todos os Santos. As terras onde hoje se encontra Aracaju originaram-se de 
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sesmarias doadas a Pero Gonçalves por volta do ano de 1602. Eram compostas de 160 quilômetros 
de costa, mas, em todas as margens, não existia nenhuma vila, apenas povoados de pescadores. 
Essa região era território do cacique indígena Serigy, que dominava desde as margens do Rio Sergipe 
até o Rio Vaza-Barris. Em 1590, o militar português Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique 
Serigy e de seu irmão Siriri, derrotando-os. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão de Barros 
fundou a cidade de São Cristóvão junto à foz do Rio Sergipe, que passou a ser a capital da Capitania 
de Sergipe. Portanto, a alternativa B está incorreta, pois Sergipe surge para substituir São Cristóvão 
e não Laranjeiras, sendo a resposta da questão. 
Como Aracaju surgiu com o objetivo de sediar a capital da província de Sergipe del-Rei, que até este 
momento se localizava na cidade de São Cristóvão, o centro foi idealizado com planejamento urbano 
desde o início, pois as primeiras ruas estão organizadas de forma a lembrar um tabuleiro de xadrez. 
A única exceção foi que a Rua da Frente ganhasse uma curva, criando a bela avenida que margeia o 
rio Sergipe. O responsável pelo desenho da cidade de Aracaju foi o engenheiro Sebastião José Basílio 
Pirro. A construção da cidade apresentou algumas dificuldades de engenharia, pois a região continha 
muitos pântanos, pequenos lagos e mangues, o que necessitou de aterros e elevações, além de 
terem ocorrido desapropriações onerosas e desnecessárias 
Gabarito: B 
4. (IBFC - PM-SE - SOLDADO / 2018) 
Sobre o processo de ocupação e formação territorial do estado do Sergipe no início da 
colonização do Brasil, assinale a alternativa incorreta. 
A) A Capitania de Sergipe, localizada entre as prósperas capitanias de Pernambuco e Sergipe, 
foi doada para Francisco Pereira Coutinho em 1534, responsável pela fundação da cidade-forte 
de São Cristóvão. 
B) No litoral, Portugal procurou garantir a posse da terra pelo povoamento e ocupação, com a 
finalidade de eliminar a influência francesa, cuja aliança com os indígenas ameaçava os 
domínios portugueses. 
C) Inicialmente, a ocupação se deu com a investida dos jesuítas, sob o pretexto da catequização 
dos indígenas. Logo após, acontece a instalação definitiva dos portugueses nas terras 
sergipanas, pela necessidade de comunicação entre Salvador e Olinda. 
D) A colonização e o povoamento sergipano foram efetuados no sentido sul-norte, dando-se 
prioridade a ocupação das margens e das barras dos rios, tendo como ponto de partida o rio 
Real. 
Comentários 
São Cristóvão, a primeira capital da Capitania de Sergipe, foi fundada por Cristóvão de Barros a 1 de 
Janeiro de 1590, no contexto da Dinastia Filipina em Portugal, durante a União Ibérica. Portanto, a 
alternativa A está incorreta, sendo a resposta da questão. Francisco Pereira Coutinho recebeu de D. 
João III a Capitania da Baía de Todos os Santos em 1534, e não de Sergipe. 
O território sergipano já era ocupado pelos índios que, naquela época, exibia um pequeno painel da 
diversidade indígena nordestina, sendo ocupado por diferentes povos indígenas com costumes 
próprios de organização social, cultura, de modo de vida e línguas. Com a chegada dos portugueses, 
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novas territorialidades passam a ser formadas, pois era preciso as povoações em áreas estratégicas 
para garantir a consolidação do poder lusitano. A conquista das terras onde hoje é Sergipe era uma 
necessidade estratégica, já que deveria garantir a posse das terras ainda “desocupadas” e solucionar 
o problema de comunicação entre as Capitanias da Bahia de Todos os Santos e a de Pernambuco. 
Ademais, o vazio ocupacional representava um perigo duplo para a coroa portuguesa, porque servia 
de abrigo para negros fugidos e índios ainda não catequisados, e local bastante explorado pelos 
franceses para extração de madeira nobre que comercializavam com os índios da região. Diante 
destes problemas, a coroa portuguesa concluiu que era preciso conquistar e colonizar as terras 
sergipanas, quando em 1590 o território sergipano passa a pertencer aos domínios da coroa. Sergipe 
foi ocupado, o domínio colonial se impõe sobre os nativos que dominavam entre o rio Real e o rio 
São Francisco. Os territórios indígenas são retalhados em sesmarias com o passar dos anos, 
ocupadas pelas plantações de cana-de-açúcar e currais de gado. 
Gabarito: A 
5. (IBFC - PM-SE - SOLDADO / 2018) 
 “Em Sergipe, a Proclamação da República não encontrou resistência aberta que viesse 
comprometer a implantação do regime republicano entre os que detinham o comando político 
da então Província. A adesão foi imediata (...). Para presidir o Estado foi empossada, em 17 de 
novembro de 1889, uma Junta Governativa que constituiu o Governo Provisório, composto por 
Antônio José de Siqueira Meneses, Vicente Luís de Oliveira Ribeiro e Baltasar Góis. A Junta 
Governativa ficou no comando do Estado até 09 de dezembro de 1889 quando então foi 
empossado o primeiro Presidente de Sergipe”. 
(OLIVEIRA, 2008) 
Assinale a alternativa queassociada à disciplina de estudos é a chave do sucesso. Motivação, Disciplina e 
Estratégia: esse é o tripé do sucesso! Estou aqui, com a equipe Estratégia Concursos, para levá-lo 
até lá e fazer com que você alcance os seus mais sinceros objetivos. 
Vamos logo, pois não temos tempo a perder. Nosso tempo é valioso. Mas, fique tranquilo. O 
nosso conteúdo tem uma quantidade razoável de assuntos, que são bem distribuídos em tópicos 
pontuais e objetivos, portanto, conseguiremos estudar tudo, bem detalhadamente e de modo 
estratégico. Então pode conter sua ansiedade. Tudo vai correr bem! Trabalhamos para que você 
possa alcançar seu almejado sucesso. Leia e releia suas aulas. Faça e refaça seus exercícios. A 
repetição é a mãe do aprendizado. A memorização deve vir da repetição dos exercícios e do acúmulo 
das leituras. É a melhor forma de memorizar o conteúdo. Aos poucos e, por meio da repetição. Caso 
você já domine o conteúdo teórico, pode concentrar-se na resolução de exercícios. Para avaliações 
que demandam resultado, a prática de questões é imprescindível e, se tiver que priorizar alguma 
atividade, que seja a resolução e o estudo dos exercícios, mas lembre-se do seguinte: o ideal é um 
ciclo completo, leitura da teoria e prática dos exercícios. 
Então, vamos lá! 
 
 
 
 
 
 
 
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1. PERÍODO PRÉ-CABRALIANO 
A história pré-cabraliana do Brasil é a etapa da 
História anterior à invasão dos portugueses, em 1500, 
protagonizada pelo navegador Pedro Álvares Cabral, à 
época em que a região que hoje é o território brasileiro 
era ocupada por milhares dos chamados povos indígenas 
brasileiros. 
Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500 (datada de 1900, do artista brasileiro Oscar Pereira da Silva) 
Antes da colonização a região onde hoje é o estado de Sergipe era povoada por diversas tribos 
indígenas, tais como os Tupinambás, Caetés e mais cerca de 30 aldeias na extensão litorânea, sendo 
todas pertencentes ao grupo tupi, logo podemos citar os Xocós (única tribo sobrevivente, que vive 
na Ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha), Aramurus e Kiriris, nas margens dos rios São 
Francisco e Jacaré; Aramaris, Abacatiaras e Ramaris, no interior, além dos Boimés, Karapatós e os 
Natus. 
 
 
O termo história pré-cabraliana do Brasil não é o mesmo que pré-história do Brasil. 
A expressão pré-história do Brasil também era usada para se referir a este período, mas 
foi abolida por vários motivos. Principalmente devido ao fato de o termo "pré-história" 
ser combatido por alguns acadêmicos atualmente, pois partiria de uma visão 
eurocêntrica de mundo, na qual os povos sem escrita seriam povos sem história. No 
contexto da história do Brasil, essa nomenclatura não aceitaria que os indígenas tivessem 
uma história própria. Por essa razão, costuma-se, hoje, denominar esse período histórico 
como pré-cabraliano. 
 
Em todo caso, na região do atual Sergipe existem 
evidencias arqueológicas que remontam à pré-
história, desde esqueletos e adornos, a urnas 
funerárias, potes, tigelas e panelas, além de objetos 
líticos como facas e machados. Há também pinturas 
rupestres presentes no Baixo São Francisco (Canyon 
do Xingó). São evidencias das primeiras sociedades 
que surgiram nessa localidade. 
Detalhes das pinturas rupestres encontradas no Sítio Arqueológico da Pedra do Letreiro/SE (Foto: FPI/SE) 
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2. A COLONIZAÇÃO DO NORDESTE 
A decisão de povoar o Brasil foi tomada em 1530, quando o rei de Portugal nomeou Martim 
Afonso de Souza como comandante da expedição que partiu para o Brasil naquele ano. Ele 
percorreu e explorou o litoral, promovendo também incursões de reconhecimento pelo interior. 
Aqui permaneceu até 1533 e fundou a primeira cidade (a primeira oficialmente fundada) São 
Vicente e montou o primeiro engenho de açúcar do Brasil. 
Foram dois motivos, basicamente, que levaram a coroa portuguesa a colonizar o nosso 
território: 
✓ O comércio de especiarias com o oriente, que estava em decadência devido ao aumento 
da concorrência internacional e à diminuição do preço dos produtos devido à maior oferta; 
e 
✓ A ameaça estrangeira cada vez maior, o que, de fato, arrastou Portugal à colonização. 
Éramos uma colônia de exploração, ou seja, estávamos sujeitos a uma relação de exploração de 
nossos recursos e dependência legal expressos no pacto colonial (uma colônia não possui 
autonomia; é administrada pela metrópole). 
 
 
Pacto ou Exclusivo Colonial. 
 Contexto econômico: 
✓ Mercantilismo: lembre-se das características do mercantilismo: intervenção do Estado 
na economia, metalismo, busca de superávit (balança comercial favorável), 
colonialismo. 
 
Déficit: quando o total de importações supera o total de exportações. 
Superávit: quando o total de exportações supera o total de importações. 
 
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No início da colonização foi criado o sistema de 
capitanias hereditárias. É importante lembrarmos que quando 
esse sistema foi instalado, o território do atual estado de 
Sergipe pertencia à Capitania da Baia de Todos os Santos, na 
região hoje compreendida entre a foz do Rio São Francisco à 
Ponta do Padrão na Bahia. Veja no mapa ao lado: 
O território sergipano foi visitado inicialmente pela 
guarda-costeira portuguesa de Gaspar de Lemos, em 1501. Mas 
foram os franceses que travaram contatos pacíficos com os 
indígenas e começaram a realizar as primeiras atividades de 
escambo, importando da região pau-brasil, pimenta e algodão. 
Colonizar o Brasil foi missão das mais difíceis. A coroa 
portuguesa não tinha recursos para o projeto e o transferiu para 
a iniciativa privada: por meio do sistema de capitanias e da 
produção de cana de açúcar. 
A opção por cultivar a cana de açúcar ocorreu por várias razões, que vamos enumerar: 
1. Havia uma alta demanda na Europa pelo açúcar e seus preços eram altos. 
2. A cana é um vegetal asiático, da Índia, que possui clima quente e úmido. Adaptou-se 
muito bem ao clima do litoral nordestino (tropical úmido) e ao solo fértil da região (solo 
de massapé). 
3. O financiamento da produção, o transporte, o refino e a distribuição no mercado europeu 
do açúcar eram realizados por holandeses. 
 
Clima tropical úmido: É o clima da região do litoral nordestino, a zona da mata. É quente 
e úmido e sofre influência da umidade oceânica, e no inverno da massa polar atlântica, 
que provoca chuvas de inverno. 
Solo de Massapê: É o solo encontrado na zona da mata. Solos são rochas desagregadas, 
misturadas com material orgânico e microrganismos. Ele é o resultado da desagregação 
de duas rochas: a gnaisse e o calcário. É um solo profundo e fértil. 
 
 
 
 
 
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www.estrategiaconcursos.com.brindique o nome do primeiro Presidente de Sergipe, equivalente hoje 
ao cargo de Governador do Estado: 
A) Lourenço Freire de Mesquita Dantas. 
B) Augusto César da Silva. 
C) Vicente Luís de Oliveira Ribeiro. 
D) Felisbelo Firmo de Oliveira Freire. 
Comentários 
Com a Proclamação da República, em 1889, a Província de Sergipe passa a ser um dos Estados da 
Federação, tendo sua primeira Constituição promulgada em 1892. Neste período, a Junta 
Governativa ocupou o governo, de 17 de novembro até que no 13 de dezembro, quando assume 
Felisbelo Firmo de Oliveira Freire, vindo a se tornar o primeiro governador de Sergipe. Portanto, a 
resposta correta é a letra D. 
A República não trouxe para Sergipe mudanças estruturais na sociedade. Logo depois de consolidado 
o movimento, as oligarquias aderiram e legitimaram o novo regime, apesar de o novo ordenamento 
político ter trazido modificações institucionais significativas. 
Gabarito: D 
 
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6. (IBFC - CBM-SE - CADETE / 2018) 
Sobre a economia colonial e imperial do estado de Sergipe, atribua valores Verdadeiro (V) ou 
Falso (F): 
( ) Durante o período colonial, a economia sergipana era baseada na exportação de produtos 
primários tropicais, com destaque para o pau brasil. 
( ) No século XVI, por volta de 1590, inicia-se a criação de gado para abastecimento, 
principalmente, da Bahia. No século XVII, a pecuária torna-se a principal atividade econômica. 
( ) No século XVIII e XIX, a economia açucareira se consolida, há um aumento das exportações 
e cresce o número de engenhos. 
( ) Além da produção de cana-de-açúcar, o fumo e o algodão foram inseridos na economia 
sergipana no século XVIII. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
A) V, F, V, V. 
B) V, V, F, F. 
C) F, V, F, F. 
D) V, V, V, V. 
Comentários 
Os estudos acerca da história econômica do período colonial sergipano destacam sumariamente que 
após a conquista do território (1590) as culturas de subsistência e a criação de gado foram decisivas 
para a ocupação da capitania, através da concessão de sesmarias. Entre as primeiras atividades 
econômicas estão a extração do pau-brasil e a criação de gado para abastecimento, principalmente, 
da Bahia. Seguem-se as culturas destinadas à subsistência, tais como a farinha de mandioca, 
principalmente. Entre os séculos XVIII e XIX, os principais produtos de exportação da região eram 
também os principais produtos coloniais, tais como açúcar, algodão e tabaco. Neste período, Sergipe 
passava por uma transformação profunda, pois crescia ao ritmo da prosperidade da cana-de-açúcar. 
A resposta certa é a letra D, pois todas as proposições estão corretas. 
Gabarito: D 
7. (IBFC - PC-SE - 2014 - Escrivão) 
A palavra Sergipe vem de ‘Siri-i-pe’, palavra de origem tupi, que significa “curso do rio dos siris”, 
ou simplesmente “rio dos siris”. Na linguagem do colonizador, Siri-i-pe transformou-se em 
Sergipe. 
Sobre alguns pontos da história de Sergipe, leia as sentenças abaixo e assinale a alternativa 
correta: 
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I. Durante uma década o Nordeste brasileiro viveu o clima do cangaço com o surgimento do 
bando chefiado por Virgolino Ferreira, o Lampião. O grupo percorreu Sergipe e mais alguns 
estados nordestinos até 1938, ano em que Lampião foi surpreendido pela volante e morto 
junto com Maria Bonita e mais alguns companheiros em seu esconderijo em Angico, no sertão 
de Sergipe. 
II. Devido ao sucesso do sistema de capitanias hereditárias, a Coroa portuguesa comprou, em 
1549, a capitania da Baía de Todos os Santos, incluindo Sergipe - dos herdeiros do donatário, 
para sediar o governo-geral e nomeou Tomé de Souza como primeiro governador-geral da 
Colônia. 
 
Estão corretas as afirmativas: 
A) Apenas a afirmativa I está correta. 
B) Apenas a afirmativa II está correta. 
C) As afirmativas I e II estão corretas. 
D) As afirmativas I e II estão incorretas. 
Comentários 
Quando o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias, em 1534, o território de Sergipe fazia parte 
da capitania da Baía de Todos os Santos. O proprietário de terras na região, Garcia d’Ávila, foi quem 
iniciou a conquista do território. Ele contava com a ajuda dos jesuítas para catequizar os nativos. A 
conquista desse território e sua colonização facilitariam as comunicações entre Bahia e Pernambuco 
e impediriam também as invasões francesas. Contudo, o sistema de capitanias hereditárias 
fracassou no Brasil, diante da constatação de que apenas a Capitania de Pernambuco e a de São 
Vicente lograram alcançar êxito nas décadas seguintes. Portanto, a proposição II é falsa, por esse e 
outros motivos, a saber: Tomé de Souza foi enviado o primeiro governador-geral por causa da 
decisão da Coroa em centralizar o governo do Brasil , percebendo a dificuldade e os riscos ao projeto 
colonizador; além disso, a venda de uma capitania hereditária só poderia ser feita desde que o seu 
donatário obtivesse autorização do rei. 
Portanto, a resposta certa é a letra A, pois apenas a proposição I está correta. O cangaço teve como 
área de abrangência a região semiárida do nordeste brasileiro. Foi em Sergipe que Lampião caiu na 
emboscada que lhe foi armada na região de Grota do Angico, em 28 de julho de 1938. 
Gabarito: A 
8. (IBFC - PC-SE - 2014 - Escrivão) 
Leia as sentenças abaixo que contam um pouco da história do Estado de Sergipe, analise-as, 
atribua-lhes valores verdadeiro (V) e falso (F) e assinale a alternativa que representa a 
sequência correta: 
( ) Assim como em outros Estados nordestinos, Sergipe foi ocupado por colonizadores franceses 
interessados no escambo de pau-brasil e algodão com os índios. Entretanto, entre o fim do 
século XVI e as primeiras décadas do século XVII, os franceses colonizaram oficialmente o 
Estado e passaram a dominar definitivamente a região. 
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( ) O local onde hoje se encontra o município de Aracaju era a residência oficial do cacique 
Serigy, que dominava desde as margens do rio Sergipe até as margens do rio Vaza-Barris. Em 
1590, Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, matando e 
derrotando os índios. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão Barros fundou a cidade de 
São Cristóvão (mais tarde capital da província) junto à foz do Rio Sergipe e definiu a Capitania 
de Sergipe. 
 
A) V, F. 
B) F, V. 
C) V, V 
D) F, F. 
Comentários 
No primeiro século da colonização portuguesa, a região de Sergipe era local bastante explorado 
pelos franceses para extração de madeira nobre que comercializavam com os índios da região. Mas 
não o algodão, tal como afirma a primeira proposição. O algodão só se tornou um gênero de 
exportação na região no século XVIII. Portanto, essa proposição é falsa. Além disso, foram os 
holandeses que invadiram e dominaram a região e não os franceses – esses últimos eram corsários 
que contrabandeavam produtos de extração, como o pau-brasil. Foi em 1637 que acapitania de 
Sergipe Del Rey foi tomada pelas tropas holandesas que avançavam em direção ao Rio de São 
Francisco. Isso preocupou demasiadamente os portugueses, na medida em que no parecer do Conde 
de Odemira sobre a situação era mencionado que “as terras de Sergipe eram os pastos do gado da 
Baía e o sustento de seus habitantes”. 
A segunda proposição é verdadeira, pois de fato essa região era território do cacique indígena Serigy, 
que dominava desde as margens do Rio Sergipe até o Rio Vaza-Barris. Em 1590, o militar português 
Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, derrotando-os. 
Sendo assim, a resposta correta é a letra B, pois a primeira proposição é falsa e a segunda é 
verdadeira. 
Gabarito: B 
 
A ocupação do território onde se situa o estado de Sergipe ocorreu simultaneamente ao 
processo de colonização do Brasil. Iniciada ainda no século XVI, a ocupação também foi 
protagonista do esforço português de controlar suas terras americanas, o que implicou, entre 
outras ações, o combate a outros europeus que manifestavam interesse sobre a possessão 
lusitana na América. 
Relativamente à trajetória histórica de Sergipe, julgue os itens seguintes. 
 
9. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
O início da colonização sergipana contou com a participação de nomes como Garcia D’Ávila, 
grande proprietário de terras à época, e também de padres da Companhia de Jesus (jesuítas). 
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Comentários 
Garcia d’Ávila de fato era o proprietário de terras na região que iniciou a conquista do território, 
contando com a ajuda dos jesuítas para catequizar os nativos. Ele foi fundador do que se tornaria o 
maior latifúndio do mundo, que atingiu um total de 800 mil km² de área (em sua maior parte não 
cultivados), sediado na Casa da Torre, Praia do Forte, no atual município de Mata de São João-BA. 
Garcia foi o maior desbravador de terras no final do século XVI. A partir da Casa da Torre, administrou 
seus bens, o grande rebanho de gado criado à extensiva, enquanto arrendava sítios a terceiros. 
Possuía um considerável número de “guerreiros” – mestiços e índios cooptados – e armas, com o 
objetivo de defender suas propriedades e auxiliar no ataque de novas aldeias indígenas, adquirindo 
novas terras. A busca por terras de boas pastagens levaria Garcia a apoiar uma guerra contra os 
índios em 1590, liderada por Cristóvão de Barros, no Sergipe. A conquista desse território e sua 
colonização facilitariam as comunicações entre Bahia e Pernambuco e impediriam também as 
invasões francesas. Contudo, apesar de ter mantido relações positivas com os jesuítas, houve um 
tempo em que existiram muitos atritos entre Garcia d’Ávila e os jesuítas, por volta dos anos 1560 e 
1570, justamente por causa da guerra contra os índios, porque os jesuítas sustentavam que a 
escravização e dizimação dos gentios era imoral, desde que eles estivessem abertos à pregação da 
palavra bíblica. Era neste ponto, em todo caso, que Garcia d’Ávila e os jesuítas se aproximavam 
novamente, uma vez que ele se dizia um conquistador a serviço de Deus e do Rei, em nome da cruz 
e da espada, e utilizava um código religioso quase semelhante ao dos jesuítas. E quando os indígenas 
eram hostis à fé cristã, era instaurada a chamada guerra justa, permitindo o domínio das terras e a 
captura de índios como escravos, para que assim a civilização cristã se instalasse. 
Gabarito: Certo 
10. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
A presença dos holandeses em Sergipe, embora breve, foi vital para organizar a economia da 
região: os conflitos cessaram e a estabilidade permitiu o desenvolvimento econômico que 
perdurou por mais de dois séculos. 
Comentários 
A invasão holandesa se concretizaria em 1637, com o intuito de controlar a região situada entre a 
capitania da Bahia e Pernambuco. A terra era vantajosa para a defesa das fronteiras brasileiras, além 
de que abundava em gado. Sergipe era para os holandeses um degrau indispensável para a conquista 
da Bahia. Quando Sergipe é invadido pelos holandeses, é causada a estagnação temporária da sua 
expansão territorial e econômica. O enfrentamento entre a defesa portuguesa e o avanço holandês 
em direção à Bahia se dará no território sergipano. Sergipe tornou-se um campo de batalha: não 
houve efetiva colonização por parte dos holandeses, de tal maneira que a economia do açúcar e do 
gado declinou completamente. Portanto, a afirmativa da questão está errada. 
Gabarito: Errado 
11. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
Historicamente, a economia sergipana está sustentada na agricultura, na pecuária e na 
agroindústria; neste segmento, assentou-se, sobretudo, no café e na soja. 
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Comentários 
Historicamente, a economia sergipana de fato está sustentada na pecuária e na agricultura, 
principalmente da cana-de-açúcar, algodão e tabaco. Mas é falso afirmar que a agroindústria moveu 
historicamente a economia sergipana, especialmente em se tratando do café e da soja. Portanto, a 
afirmativa acima está errada. 
A economia sergipana, segundo o Censo Agropecuário 1995-1996, está amparada nas atividades 
agropecuárias. Incentivos governamentais buscaram desenvolver a indústria do petróleo, o setor 
têxtil, o da construção, o de bebidas e o da própria agroindústria açucareira. Outras reservas 
naturais, além da petrolífera, são exploradas, com destaque para as de sal-gema, calcáreo, enxofre 
e fertilizantes potássicos. Na agropecuária, sobressai o cultivo do coco na faixa litorânea; do arroz 
nas várzeas alagadas do rio São Francisco; da cana-de-açúcar na Zona da Mata; o fumo; da laranja e 
da mandioca na Zona do Agreste, e do algodão na região sertaneja do rio São Francisco. Tanto a 
agroindústria canavieira como o cultivo do algodão, segundo o Censo de 1995-1996, vem tendo 
redução de sua importância. 
Gabarito: Errado 
12. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
Entre os europeus que chegaram ao atual estado de Sergipe no primeiro século da colonização 
portuguesa, estavam os franceses, que tinham grande interesse no pau-brasil. 
Comentários 
A colonização do Estado de Sergipe teve início na segunda metade do século XVI, quando ali 
começaram a chegar navios franceses, cujos tripulantes trocavam objetos diversos por pau-brasil, 
algodão e pimenta-da-terra. A conquista e colonização do território pelos portugueses facilitaria as 
comunicações por terra entre a Bahia e Pernambuco e permitiria a sujeição das tribos indígenas, 
além de impedir novas incursões dos franceses. 
A afirmativa está certa. 
Gabarito: Certo 
 
A respeito da cultura sergipana e do município de São Cristóvão, julgue os itens que se seguem. 
 
13. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
São Cristóvão é cidade-símbolo de uma consciência histórica que preserva bens que 
testemunham a passagem do tempo e a ação humana que se perpetua. 
Comentários 
O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de São Cristóvão concentra o maior número de 
ações do Iphan em Sergipe. Os primeiros tombamentos ocorreram na década de 1940 e o conjunto 
foi tombado em 1967. A cidade é considerada um registro único e autêntico de um fenômeno urbano 
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singular no Brasil, período durante o qual Portugal e Espanha estiveram unidos sob uma única coroa, 
nos reinados de Felipe II e Felipe III, entre 1580 e 1640. 
Gabarito: Certo 
14. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
O Monastério de São Francisco e as igrejas da Misericórdia e do Senhor dos Passos são 
exemplos exponenciais da arte arquitetônica de São Cristóvão. 
Comentários 
A afirmativa está correta. Segundo os dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional 
(IPHAN), os monumentos e espaços públicos tombados de São Cristóvão são: Convento e Igreja de 
Santa Cruz; Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo; Museu Histórico do Estado de Sergipe; 
Conjunto Carmelita; igrejas da Matriz de Nossa Senhora das Vitórias, da Ordem Terceira do Carmo 
(Igreja de Nosso Senhor dos Passos), de Nossa Senhora do Amparo, de São Francisco e de Nossa 
Senhora do Rosário dos Homens Pretos; praças da Bandeira, de São Francisco, e do Senhor dos 
Passos (Largo do Carmo); ladeiras de Epaminondas (Beco da Poesia), do Porto da Banca, e do 
Açougue; Beco do Amparo; Largo do Rosário; e Engenho Poxim e Capela de Nossa Senhora da 
Conceição, entre outros. 
Gabarito: Certo 
15. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
As manifestações culturais sergipanas refletem, em larga medida, influências portuguesas e 
africanas. 
Comentários 
De fato, as manifestações culturais sergipanas refletem, em larga medida, influências portuguesas e 
africanas. Manifestações culturais como: Lambe Sujo X Caboclinhos, Reisado, Taieira, Barco de fogo, 
Festa dos Caretas, Parafusos, são todos exemplos de expressões populares que remetem às raízes 
do povo sergipano, estando diluído um multiculturalismo que tem como pano de fundo principal as 
culturas europeias e africanas. Sergipe, que embora seja o menor estado do país, é dono de uma das 
maiores riquezas culturais presentes no Brasil. Todo dia 24 de outubro é celebrado no estado de 
Sergipe o Dia da Sergipanidade, data que já é comemorada há mais de 20 anos e remete ao dia em 
que a carta régia chegou no estado, comprovando a emancipação política de Sergipe do estado da 
Bahia. Nesse importante dia, os sergipanos celebram e enaltecem a cultura de seu povo. 
Gabarito: Certo 
16. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
O local em que hoje está situada a Praça São Francisco, em São Cristóvão, foi o cenário da 
morte de Lampião, o mais célebre representante do cangaço. 
Comentários 
A afirmativa está errada, pois foi na Grota do Angico, em Sergipe, que o capitão Virgulino Ferreira 
da Silva, vulgo “Lampião”, veio a ser assassinado aos 40 anos, com sua mulher Maria Bonita e um 
bando de nove homens, abatidos pelas forças volantes de Alagoas, que invadiram Sergipe na pressa 
de cumprir a ordem de Getúlio Vargas de acabar com 20 anos das ações de Lampião e bando. 
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Já sobre a Praça de São Francisco, destaca-se entre o patrimônio tombado e apresenta um conjunto 
monumental excepcional e homogêneo, composto de edifícios públicos e privados. Construída entre 
os séculos XVI e XVII, demonstra de forma singular a fusão das influências das legislações e práticas 
espanhola e portuguesa na formação de núcleos urbanos coloniais. 
Gabarito: Errado 
17. (IBFC - PC-SE - 2014 - Escrivão) 
Sobre as obras de duplicação da Adutora do São Francisco, leia as sentenças abaixo e assinale 
a alternativa correta: 
I. A duplicação da Adutora do São Francisco dificultou o abastecimento de água para a região 
da Grande Aracaju. 
II. A Adutora do São Francisco entrou em operação em 1982 e levou água para Aracaju, Nossa 
Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, Atalaia Nova, Malhada dos Bois e Muribeca. Com 
ela, Aracaju passou a ser abastecida pelo Rio São Francisco, o maior, mais importante e mais 
seguro suprimento do Estado, com água de boa qualidade para o consumo humano. 
 
Estão corretas as afirmativas: 
A) Apenas a afirmativa I está correta. 
B) Apenas a afirmativa II está correta. 
C) As afirmativas I e II estão corretas. 
D) As afirmativas I e II estão incorretas. 
Comentários 
A Adutora do São Francisco entrou em operação em 1982 e levou água para Aracaju, Nossa Senhora 
do Socorro, Barra dos Coqueiros, Atalaia Nova, Malhada dos Bois e Muribeca. Com ela, Aracaju 
passou a ser a primeira capital do Nordeste a ser abastecida pelo Rio São Francisco, o maior, mais 
importante e mais seguro suprimento do Estado, com água de boa qualidade para o consumo 
humano. A construção da Adutora afastou os tão constantes e sérios problemas de 
desabastecimento que remetia à capital sergipana desde sua origem, e assegurou a demanda de 
crescimento populacional nos dez anos seguintes. Portanto, apenas a proposição II está correta e a 
resposta é a letra B. 
Gabarito: B 
 
 
 
 
 
 
 
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1. (IBFC - CBM-SE - SOLDADO / 2018) 
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do texto abaixo. 
___________________, foi o Primeiro Período Republicano do Estado de Sergipe, que ocorreu 
entre os anos de 1900-1910. Teve como característica a presença do voto de cabresto, o 
clientelismo e as oligarquias políticas. Dois partidos políticos se destacaram nesse período: 
Partido Republicano Sergipense e o Partido Republicano de Sergipe, sendo que 
_______________ era líder deste último partido e governador do Estado entre os anos de 1899 
- 1902. 
 
A) Revolta de Fausto Cardoso - Fausto Cardoso 
B) Junta governativa sergipana - Felisbelo Firmo de Oliveira Freire 
C) Oligarquia Olimpista - Olímpio Campos 
D) Liga dos sergipanos - Manoel Bonfim 
 
2. (IBFC - PM-SE - SOLDADO / 2018) 
O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) atua em Sergipe, desde 1937. 
O estado possui inúmeros patrimônios vinculados ao ciclo econômico da cana-de-açúcar, 
representado por antigas capelas de engenhos, igrejas e casarões, tanto na zona rural como 
nas áreas urbanas e importantes acervos de arte sacra dos séculos XVIII e XIX, presentes nas 
duas cidades históricas de São Cristóvão e Laranjeiras. 
 (IPHAN, 2018) 
Sobre as cidades de São Cristóvão e Laranjeiras, analise as afirmativas abaixo e assinale a 
alternativa correta. 
I. O tombamento do conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Laranjeiras ocorreu 
devido à sua importância no desenvolvimento da região, identificado pela presença do 
primeiro porto. 
II. No início do século XIX, Laranjeiras ainda era muito importante como um grande centro 
comercial e exportador, o que levou o governo a designá-la como a primeira Alfândega de 
Sergipe. 
III. A primeira capital do atual estado de Sergipe, Laranjeiras, é considerada a segunda cidade 
mais antiga do Brasil. Durante o período da União Ibérica (1641 – 1660), a cidade foi 
praticamente destruída. 
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IV. A Igreja e Convento de São Francisco, as Igrejas de Nossa Senhora das Vitórias, a do Rosário 
dos Homens Pretos e de Nosso Senhor dos Passos, são exemplos de edifícios históricos 
tombados pelo IPHAN em São Cristóvão. 
Estão corretas as afirmativas: 
A) IV, apenas. 
B) I e IV, apenas. 
C) I, II e IV, apenas. 
D) I, III e IV, apenas. 
 
3. (IBFC - PM-SE - SOLDADO / 2018) 
A história da capital de Sergipe, Aracaju, antigo povoado Santo Antônio de Aracaju é uma das 
mais inusitadas. Sua fundação ocorreu inversamente ao convencional. Ou seja, não surgiu de 
forma espontânea como as demais cidades, foi planejada especialmente para ser a sede do 
Governo do Estado (IBGE, 2018). 
Sobre a cidade de Aracaju, assinale a alternativa incorreta: 
A) As terras onde hoje se encontra o município de Aracaju pertenciam ao cacique Serigy, que 
compreendia desde as margens do rio Sergipe até as margens do rio VazaBarris. Em 1590, 
Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, matando e 
derrotando os índios. 
B) Como cidade projetada, Aracaju nasceu em 1855 por necessidades econômicas, para 
substituir Laranjeiras, que era a antiga sede da Capitania de Sergipe Del Rey, mas que se situava 
longe do mar, atendendo à pressão de senhores de engenho. 
C) Para planejar a cidade em linhas retas, aterraram-se vales e elevou-se nos montes de areia; 
ocorrem desapropriações onerosas e desnecessárias. A única exceção foi que a Rua da Frente 
ganhasse uma curva, criando a bela avenida que margeia o rio Sergipe. 
D) As terras de Aracaju originaram-se das sesmarias, doadas a Pero Gonçalves por volta de 
1602. Compreendiam 160 quilômetros de costa, que iam da barra do Rio Real à barra do Rio 
São Francisco, onde em todas as margens do estuário não existia uma vila sequer. Apenas eram 
encontrados arraiais de pescadores. 
 
4. (IBFC - PM-SE - SOLDADO / 2018) 
Sobre o processo de ocupação e formação territorial do estado do Sergipe no início da 
colonização do Brasil, assinale a alternativa incorreta. 
A) A Capitania de Sergipe, localizada entre as prósperas capitanias de Pernambuco e Sergipe, 
foi doada para Francisco Pereira Coutinho em 1534, responsável pela fundação da cidade-forte 
de São Cristóvão. 
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B) No litoral, Portugal procurou garantir a posse da terra pelo povoamento e ocupação, com a 
finalidade de eliminar a influência francesa, cuja aliança com os indígenas ameaçava os 
domínios portugueses. 
C) Inicialmente, a ocupação se deu com a investida dos jesuítas, sob o pretexto da catequização 
dos indígenas. Logo após, acontece a instalação definitiva dos portugueses nas terras 
sergipanas, pela necessidade de comunicação entre Salvador e Olinda. 
D) A colonização e o povoamento sergipano foram efetuados no sentido sul-norte, dando-se 
prioridade a ocupação das margens e das barras dos rios, tendo como ponto de partida o rio 
Real. 
 
5. (IBFC - PM-SE - SOLDADO / 2018) 
 “Em Sergipe, a Proclamação da República não encontrou resistência aberta que viesse 
comprometer a implantação do regime republicano entre os que detinham o comando político 
da então Província. A adesão foi imediata (...). Para presidir o Estado foi empossada, em 17 de 
novembro de 1889, uma Junta Governativa que constituiu o Governo Provisório, composto por 
Antônio José de Siqueira Meneses, Vicente Luís de Oliveira Ribeiro e Baltasar Góis. A Junta 
Governativa ficou no comando do Estado até 09 de dezembro de 1889 quando então foi 
empossado o primeiro Presidente de Sergipe”. 
(OLIVEIRA, 2008) 
Assinale a alternativa que indique o nome do primeiro Presidente de Sergipe, equivalente hoje 
ao cargo de Governador do Estado: 
A) Lourenço Freire de Mesquita Dantas. 
B) Augusto César da Silva. 
C) Vicente Luís de Oliveira Ribeiro. 
D) Felisbelo Firmo de Oliveira Freire. 
 
6. (IBFC - CBM-SE - CADETE / 2018) 
Sobre a economia colonial e imperial do estado de Sergipe, atribua valores Verdadeiro (V) ou 
Falso (F): 
( ) Durante o período colonial, a economia sergipana era baseada na exportação de produtos 
primários tropicais, com destaque para o pau brasil. 
( ) No século XVI, por volta de 1590, inicia-se a criação de gado para abastecimento, 
principalmente, da Bahia. No século XVII, a pecuária torna-se a principal atividade econômica. 
( ) No século XVIII e XIX, a economia açucareira se consolida, há um aumento das exportações 
e cresce o número de engenhos. 
( ) Além da produção de cana-de-açúcar, o fumo e o algodão foram inseridos na economia 
sergipana no século XVIII. 
 
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Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
A) V, F, V, V. 
B) V, V, F, F. 
C) F, V, F, F. 
D) V, V, V, V. 
7. (IBFC - PC-SE - 2014 - Escrivão) 
A palavra Sergipe vem de ‘Siri-i-pe’, palavra de origem tupi, que significa “curso do rio dos siris”, 
ou simplesmente “rio dos siris”. Na linguagem do colonizador, Siri-i-pe transformou-se em 
Sergipe. 
Sobre alguns pontos da história de Sergipe, leia as sentenças abaixo e assinale a alternativa 
correta: 
I. Durante uma década o Nordeste brasileiro viveu o clima do cangaço com o surgimento do 
bando chefiado por Virgolino Ferreira, o Lampião. O grupo percorreu Sergipe e mais alguns 
estados nordestinos até 1938, ano em que Lampião foi surpreendido pela volante e morto 
junto com Maria Bonita e mais alguns companheiros em seu esconderijo em Angico, no sertão 
de Sergipe. 
II. Devido ao sucesso do sistema de capitanias hereditárias, a Coroa portuguesa comprou, em 
1549, a capitania da Baía de Todos os Santos, incluindo Sergipe - dos herdeiros do donatário, 
para sediar o governo-geral e nomeou Tomé de Souza como primeiro governador-geral da 
Colônia. 
Estão corretas as afirmativas: 
A) Apenas a afirmativa I está correta. 
B) Apenas a afirmativa II está correta. 
C) As afirmativas I e II estão corretas. 
D) As afirmativas I e II estão incorretas. 
 
8. (IBFC - PC-SE - 2014 - Escrivão) 
Leia as sentenças abaixo que contam um pouco da história do Estado de Sergipe, analise-as, 
atribua-lhes valores verdadeiro (V) e falso (F) e assinale a alternativa que representa a 
sequência correta: 
( ) Assim como em outros Estados nordestinos, Sergipe foi ocupado por colonizadores franceses 
interessados no escambo de pau-brasil e algodão com os índios. Entretanto, entre o fim do 
século XVI e as primeiras décadas do século XVII, os franceses colonizaram oficialmente o 
Estado e passaram a dominar definitivamente a região. 
( ) O local onde hoje se encontra o município de Aracaju era a residência oficial do cacique 
Serigy, que dominava desde as margens do rio Sergipe até as margens do rio Vaza-Barris. Em 
1590, Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, matando e 
derrotando os índios. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão Barros fundou a cidade de 
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São Cristóvão(mais tarde capital da província) junto à foz do Rio Sergipe e definiu a Capitania 
de Sergipe. 
A) V, F. 
B) F, V. 
C) V, V 
D) F, F. 
(CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
A ocupação do território onde se situa o estado de Sergipe ocorreu simultaneamente ao 
processo de colonização do Brasil. Iniciada ainda no século XVI, a ocupação também foi 
protagonista do esforço português de controlar suas terras americanas, o que implicou, entre 
outras ações, o combate a outros europeus que manifestavam interesse sobre a possessão 
lusitana na América. 
Relativamente à trajetória histórica de Sergipe, julgue os itens seguintes. 
 
9. 
O início da colonização sergipana contou com a participação de nomes como Garcia D’Ávila, 
grande proprietário de terras à época, e também de padres da Companhia de Jesus (jesuítas). 
 
10. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
A presença dos holandeses em Sergipe, embora breve, foi vital para organizar a economia da 
região: os conflitos cessaram e a estabilidade permitiu o desenvolvimento econômico que 
perdurou por mais de dois séculos. 
 
11. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
Historicamente, a economia sergipana está sustentada na agricultura, na pecuária e na 
agroindústria; neste segmento, assentou-se, sobretudo, no café e na soja. 
 
12. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
Entre os europeus que chegaram ao atual estado de Sergipe no primeiro século da colonização 
portuguesa, estavam os franceses, que tinham grande interesse no pau-brasil. 
 
(CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
A respeito da cultura sergipana e do município de São Cristóvão, julgue os itens que se seguem. 
 
13. 
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São Cristóvão é cidade-símbolo de uma consciência histórica que preserva bens que 
testemunham a passagem do tempo e a ação humana que se perpetua. 
 
14. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
O Monastério de São Francisco e as igrejas da Misericórdia e do Senhor dos Passos são 
exemplos exponenciais da arte arquitetônica de São Cristóvão. 
 
15. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
As manifestações culturais sergipanas refletem, em larga medida, influências portuguesas e 
africanas. 
 
16. (CEBRASPE – Pref. São Cristóvão-SE / 2019) 
O local em que hoje está situada a Praça São Francisco, em São Cristóvão, foi o cenário da 
morte de Lampião, o mais célebre representante do cangaço. 
 
17. (IBFC - PC-SE - 2014 - Escrivão) 
Sobre as obras de duplicação da Adutora do São Francisco, leia as sentenças abaixo e assinale 
a alternativa correta: 
I. A duplicação da Adutora do São Francisco dificultou o abastecimento de água para a região 
da Grande Aracaju. 
II. A Adutora do São Francisco entrou em operação em 1982 e levou água para Aracaju, Nossa 
Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, Atalaia Nova, Malhada dos Bois e Muribeca. Com 
ela, Aracaju passou a ser abastecida pelo Rio São Francisco, o maior, mais importante e mais 
seguro suprimento do Estado, com água de boa qualidade para o consumo humano. 
 
Estão corretas as afirmativas: 
A) Apenas a afirmativa I está correta. 
B) Apenas a afirmativa II está correta. 
C) As afirmativas I e II estão corretas. 
D) As afirmativas I e II estão incorretas. 
 
 
 
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1. Alternativa C 
2. Alternativa C 
3. Alternativa B 
4. Alternativa A 
5. Alternativa D 
6. Alternativa D 
7. Alternativa A 
8. Alternativa B 
9. Certo 
10. Errado 
11. Errado 
12. Certo 
13. Certo 
14. Certo 
15. Certo 
16. Errado 
17. Alternativa B 
 
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 É isso aí meu amigo concurseiro. Se fez tudo até aqui é mesmo um guerreiro dos estudos, 
como devemos ser na vida. Parabéns pelo seu esforço é um comportamento bem difícil até nos 
disciplinarmos, mas as conquistas fazem tudo valer a pena. Aristóteles dizia que o conhecimento 
tem raízes amargas, mas seus frutos são doces. 
 Leia e Releia a teoria. Faça e refaça os exercícios. A repetição é a mãe do aprendizado. Vai 
valer muito a pena. Nós da equipe Estratégia Concursos vamos guia-lo ao caminho da aprovação. 
 
Motivação, Disciplina e Estratégia. 
Um grande abraço... 
Bons estudos. 
Foco no Sucesso! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ANDRADE, Adailton. SERGIPE NA REPÚBLICA. 2012. Sociedade e Cultura Sergipana: Fontes da 
História de Sergipe. Disponível em: 
https://fontesdahistoriadesergipe.blogspot.com/2012/03/sergipe-na-republica.html?m=1. Acesso 
em: 08 jul. 2021. 
CRUZ, Fernanda dos Santos Lopes; OLIVEIRA, Paulo José de. A Formação do Território Sergipano sob 
a Ótica da Cartografia Histórica. In: 3º SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CARTOGRAFIA HISTÓRICA, 3., 
2016, Belo Horizonte. Anais […]. Belo Horizonte: [S.I.], 2016. p. 6-15. Disponível em: 
https://www.ufmg.br/rededemuseus/crch/simposio2016/pdf/1FernandaCruz-
PauloOliveira_3SBCH.pdf. Acesso em: 08 jul. 2021. 
GALDINA, Laisa. Obras estruturantes da Deso afastam o fantasma do racionamento de água em 
Aracaju. 2014. Disponível em: https://www.deso-
se.com.br/v2/index.php/component/k2/item/566-obras-estruturantes-da-deso-afastam-o-
fantasma-do-racionamento-de-agua-em-aracaju/566-obras-estruturantes-da-deso-afastam-o-
fantasma-do-racionamento-de-agua-em-aracaju. Acesso em: 09 jul. 2021. 
GIRON, Luís Antônio. O homem que matou Lampião. 2019. ISTOÉ. Disponível em: 
https://istoe.com.br/o-homem-que-matou-lampiao/. Acesso em: 09 jul. 2021. 
IBGE. Aracaju. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/se/aracaju/historico. Acesso em: 
08 jul. 2021. 
IPHAN. Laranjeiras (SE). 2014. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/357. 
Acesso em: 08 jul. 2021. 
IPHAN. São Cristóvão (SE). 2014. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/358/. 
Acesso em: 08 jul. 2021. 
LIMA, Yara. Sergipanidade. 2020. Negrê. Disponível em: https://negre.com.br/sergipanidade-
conheca-algumas-manifestacoes-culturais-de-sergipe/. Acesso em: 09 jul. 2021. 
MENEZES, Wanderlei de Oliveira. Produção econômica e comércio da capitania de Sergipe d'El Rei 
com a Bahia na segunda metade do século XVIII. In: IV CONGRESSO SERGIPANO DE HISTÓRIA & IV 
ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH/SE, 4., 2014, Aracaju. Anais […]. Aracaju: [S.I.], 
2014. p. 1-29. Disponível em: 
http://www.encontro2014.se.anpuh.org/resources/anais/37/1424133236_ARQUIVO_Wanderleide
OliveiraMenezes.pdf. Acesso em: 09 jul. 2021. 
SANTOS, Josimari Viturino. A CAMPANHA ABOLICIONISTA EM TERRAS SERGIPANAS. 2012. Simpósio 
Regional Vozes Alternativas. Disponível em: 
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https://simposioregionalvozesalternativas.files.wordpress.com/2012/11/texto_completo_josimari
_viturino_santos.pdf. Acesso em: 22 jul. 2021. 
SANTOS, Wilson Alvares dos (2018): “Cangaço: um movimento social”, Revista Caribeña de Ciencias 
Sociales (febrero 2018). En línea: //www.eumed.net/2/rev/caribe/2018/02/cangaco-movimento-
social.html. 
SEAD, Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados. AGROPECUÁRIA DO ESTADO DE SERGIPE. 
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf/agropec_se.pdf. Acesso em: 09 jul. 
2021. 
SERGIPE. Secretaria de Estado Geral de Governo de Sergipe. Secretaria de Estado Geral de Governo 
(ed.). Galeria de Governadores. 2021. Disponível em: 
https://www.se.gov.br/segg/segg_galeria_de_governadores. Acesso em: 09 jul. 2021. 
SOUSA, Antônio Lindvaldo. EM NOME DA CIVILIZAÇÃO CRISTÃ. Disponível em: 
https://cesad.ufs.br/ORBI/public/uploadCatalago/17300224022014Temas_de_HIstoria_de_Sergip
e_I_aula_16.pdf. Acesso em: 09 jul. 2021. 
 
 
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O modelo de produção adotado foi o Plantation, cujas características são: 
 
 
2.1. SERGIPE NO PERÍODO COLONIAL 
No ano de 1534, a região onde está hoje o estado de Sergipe foi cedida a Francisco Pereira 
Coutinho, que se tornou donatário da Capitania da Baia de Todos os Santos por meio da Carta de 
Doação – documento que dava a posse da terra ao donatário e a possibilidade de transmitir essa 
terra aos filhos, mas não a autorização de vendê-la. 
Contudo, Francisco Pereira Coutinho não chegou a ocupar as localidades territoriais 
sergipanas, o que favoreceu as ações dos piratas franceses no contrabando do pau-brasil, sendo 
auxiliados por acordos estabelecidos com os nativos Tupinambás e o estímulo ao escambo, isto é, a 
troca comercial sem o envolvimento de moeda. 
Devido à falta de êxito da administração de Francisco Pereira Coutinho, a Coroa portuguesa 
comprou de seus herdeiros a capitania da Baía de Todos os Santos, no ano de 1549, e posteriormente 
nomeou Tomé de Souza como o primeiro governador-geral da Colônia, por causa da decisão da 
Coroa em centralizar o governo do Brasil, percebendo a dificuldade e os riscos do projeto das 
Capitanias Hereditárias diante da constatação de que apenas a Capitania de Pernambuco e a de São 
Vicente lograram alcançar êxito. 
 
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Mapa da província da Bahia e de Sergipe. 
Fonte: . 
 
Durante a União Ibérica (1580-1640), o rei Felipe II da Espanha, que até então governava 
Portugal e suas colônias, ordenou que Cristóvão de Barros construísse um arraial, nomeado de 
cidade de São Cristóvão, tornando-o, então, a sede do governo em 1590, o que veio a resultar na 
Capitania Subalterna de Sergipe Del Rey (era uma capitania subalterna porque ficou sob a tutela da 
Bahia). 
 
 
“União Ibérica” foi quando Portugal e Espanha formaram um só governo e foram 
unificados entre 1580 e 1640. Tudo começou em decorrência da crise sucessória que se 
deu em 1578, quando morreu o rei de Portugal sem deixar herdeiros e apesar das 
tentativas de manter sua independência, o território do reino português foi anexado pelo 
reino espanhol que era a maior potência militar no contexto. Nesse período, os 
holandeses, que faziam o comércio marítimo do açúcar, se tornaram inimigos de Portugal, 
pois estavam em guerra contra a Espanha desde 1568. Então, os holandeses invadiram 
diversas partes do nordeste brasileiro (inclusive Sergipe), onde se concentravam a 
produção da cana-de-açúcar. Os holandeses só foram expulsos em 1645. 
 
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A partir de 1590, começou-se a construção da estrutura administrativa, que teve como 
elemento estruturante as doações de sesmarias que estimularam a colonização e o povoamento de 
Sergipe, sendo que, após a expulsão dos nativos, diversos locais foram doados para combatentes 
com o objetivo de ocupar essas terras. 
No decorrer do século XVII, Sergipe continuou sendo marcada pela colonização europeia que 
veio a se expandir nas localidades ao norte do Estado, mais precisamente pelas margens do Rio São 
Francisco. Vale ressaltar que os rios tiveram grande importância por serem utilizados como vias de 
acesso e deslocamento (navegação) e também por possibilitarem a fixação de pessoas em suas 
margens por meio de vilas e cidades. 
No ano de 1637, as invasões holandesas chegaram à capitania de Sergipe com o objetivo de 
instalar uma base militar que auxiliaria na conquista de Salvador. A presença holandesa em Sergipe 
(1637-1645) resultou em diversas alterações na sociedade e na economia, pois nesse período São 
Cristóvão foi incendiada e destruída, prejudicando o desenvolvimento produtivo da região, por 
causa das guerras e conflitos. Nesse período, as ações holandesas se limitaram a investidas na busca 
de gado, em metais preciosos e ao combate contra as tropas luso-brasileiras. Isso preocupou 
demasiadamente os portugueses, o que levou o Conde de Odemira escrever que “as terras de 
Sergipe eram os pastos do gado da Baía e o sustento de seus habitantes”. 
 
Até o ano de 1645, a região de Sergipe fica abandonada 
administrativamente pelas autoridades portuguesas e 
holandesas devido aos conflitos. 
Sergipe era para os holandeses um degrau indispensável 
para a conquista da Bahia. Quando Sergipe é invadido pelos holandeses, é causada a 
estagnação temporária da sua expansão territorial e econômica. O enfrentamento entre a 
defesa portuguesa e o avanço holandês em direção à Bahia se dará no território sergipano. 
Sergipe tornou-se um campo de batalha: não houve efetiva colonização por parte dos 
holandeses, de tal maneira que a economia do açúcar e do gado declinou completamente. 
 
A retomada definitiva iniciou-se em 1645, quando os portugueses conquistaram o forte 
holandês do rio Real e São Cristóvão foi sitiada, os holandeses se renderam. 
Com a expulsão dos holandeses, a Coroa portuguesa reestabelece seu domínio retomando 
Sergipe à sua normalidade cotidiana junto à reconstrução de São Cristóvão. Tem-se aqui o 
desenvolvimento da cultura de mantimentos e da pecuária, momento em que surge a lenda das 
minas de prata na Serra de Itabaiana: a notícia se espalha e migrantes e aventureiros se voltam para 
a região, no intuito de explorar as terras e construir uma vida por meio das riquezas encontradas. 
Porém, até os dias de hoje ainda não foram encontrados os grandes locais com os metais 
preciosos, já por outro lado, as notícias e lendas propagadas em relação à Serra estimulou o 
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aumento e a formação populacional, ao mesmo tempo em que promoveu a miscigenação do povo 
sergipano. Nesses locais, o poder político e econômico esteve presente nas mãos das pessoas que 
detinham a propriedade das terras. 
Ainda no século XVII, mais precisamente no ano de 1696, Sergipe adquire sua autonomia 
jurídica com a criação da Comarca de Sergipe, na qual Diogo Pacheco de Carvalho foi nomeado como 
primeiro ouvidor. Em 1698 foram instaladas as primeiras vilas: Itabaiana, Lagarto, Santa Luzia, e 
Santo Amaro das Brotas. 
 
História econômica do período colonial sergipano 
 
Os estudos acerca da história econômica do período colonial sergipano destacam 
sumariamente que após a conquista do território (1590) as culturas de subsistência e a 
criação de gado foram decisivas para a ocupação da capitania, através da concessão de 
sesmarias. Entre as primeiras atividades econômicas estão a extração do pau-brasil e a 
criação de gado para abastecimento, principalmente, da Bahia. Devido à escassez de 
metais preciosos, os colonos a se dedicaram aoutros setores da economia, no que se 
seguem as culturas destinadas à subsistência, tais como a farinha de mandioca, 
principalmente. Entre os séculos XVIII e XIX, os principais produtos de exportação da 
região eram também os principais produtos coloniais, tais como açúcar, algodão e tabaco. 
Neste período, Sergipe passava por uma transformação profunda, pois crescia ao ritmo 
da prosperidade da cana-de-açúcar. 
Em um segundo momento, ocorreu a migração da mão de obra para regiões do interior 
em busca de novas terras, novas condições de sobrevivência e novos mercados. Vale 
lembrar que, no primeiro momento, a cana-de-açúcar esteve presente em pequena 
escala e longe do gado, essas regiões eram chamadas de Vale do Cotinguiba, onde 
surgiram os primeiros engenhos sergipanos. É nessas localidades que se desenvolve o 
trabalho com mão de obra escrava de negros trazidos da África e se fundam vilas. 
A produção do açúcar estimulou o desenvolvimento do sistema de escravidão, o que fez 
com que aumentasse o número de escravos negros vindos da África para sua utilização 
como mão de obra em larga escala. Paralelamente, houve o crescimento da quantidade 
de engenhos que passou de 140 no século XVIII, para quase 700 no início do XX, período 
em que esse número começou a diminuir. 
 
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2.2. POVOAMENTO DE SERGIPE 
A colonização da região do atual estado de Sergipe teve início na segunda metade do século 
XVI, quando ali começaram a chegar navios franceses, cujos tripulantes trocavam objetos diversos 
por pau-brasil, algodão e pimenta-da-terra. 
O início da colonização sergipana contou 
com a participação de nomes como Garcia 
d’Ávila (1528-1609). Ele era proprietário de 
terras na região e iniciou a conquista do 
território, contando com a ajuda dos jesuítas 
para catequizar os nativos. A conquista e 
colonização do território pelos portugueses 
facilitaria as comunicações por terra entre a 
Bahia e Pernambuco e permitiria a sujeição das 
tribos indígenas, além de impedir novas 
incursões dos franceses. 
A Torre do Castelo Garcia d’Ávila (Casa da Torre) em ilustração no mapa de 1612. A Torre, usada para observação, defesa e sinalização, era uma 
importante referência para os navegadores da época. Fonte: . 
 
Os padres jesuítas Gaspar Lourenço e João Salônio também tiveram participação importante 
no início da colonização sergipana, a partir do ano de 1575, quando se deslocaram por aldeias 
indígenas e, assim, fundaram a missão junto à Igreja de São Tomé nas proximidades do rio Piauí, 
localizadas hoje nas proximidades do município de Santa Luzia do Itanhy e de Santo Inácio nas 
margens do rio Vaza-Barris (Itaporanga d´Ajuda) e também a de São Paulo, que, segundo 
historiadores, está localizada nas mediações do município de Aracaju. 
 
 
 
 
Em um segundo momento da colonização, ocorreu a nomeação de Luís de Brito e Almeida 
para governador de toda a Colônia em 1577, já que o processo de conquista promovido até então 
não agradava a coroa portuguesa. 
Com a chegada do novo governador e suas políticas administrativas, ocorreram diversas fugas 
de nativos da região, fato utilizado pelo governador para elaborar a argumentação de que essa fuga 
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seria a quebra das relações amistosas entre nativos e colonizadores. Sendo assim, o governo 
organizou diversos ataques aos nativos promovendo muitas mortes. 
Mas as estratégias tomadas por Luís de Brito não obtiveram os resultados esperados, sendo 
que não veio a promover a conquista de Sergipe. 
 
Como se sabe, no início da colonização portuguesa, na região onde hoje se encontra Sergipe, 
estava sob a jurisdição da Capitania da Baía de Todos os Santos. As terras onde hoje se encontra 
Aracaju originaram-se de sesmarias doadas a Pero Gonçalves por volta do ano de 1602. Eram 
compostas de 160 quilômetros de costa, mas, em todas as margens, não existia nenhuma vila, 
apenas povoados de pescadores. 
Essas regiões estiveram sob a autoridade dos caciques tupinambás Surubi, Serigi e Aperipê, 
que dominava desde as margens do Rio Sergipe até o Rio Vaza-Barris. Em 1590, com a chegada do 
militar português Cristóvão de Barros, as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, foram 
atacadas e derrotadas. Foi quando, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão de Barros fundou a cidade 
de São Cristóvão junto à foz do Rio Sergipe, que passou a ser a capital da Capitania de Sergipe. 
 
Logo, a conquista da região só veio a acontecer após forte ofensiva comandada por 
Cristóvão de Barros, ocorrida por considerável tempo contra os nativos que ali viviam. 
Nesse contexto, diversas tribos que se concentravam no litoral passaram a buscar outras 
regiões, agora no interior, para sua sobrevivência. 
 
 
Garcia d’Ávila foi fundador do que se tornaria o maior latifúndio do mundo, que atingiu 
um total de 800 mil km² de área (em sua maior parte não cultivados), sediado na Casa da Torre, 
Praia do Forte, no atual município de Mata de São João-BA. Garcia foi o maior desbravador de 
terras no final do século XVI. A partir da Casa da Torre, administrou seus bens, o grande 
rebanho de gado criado à extensiva, enquanto arrendava sítios a terceiros. Possuía um 
considerável número de “guerreiros” – mestiços e índios cooptados – e armas, com o objetivo 
de defender suas propriedades e auxiliar no ataque de novas aldeias indígenas, adquirindo 
novas terras. 
A busca por terras de boas pastagens levaria Garcia a apoiar uma guerra contra os índios 
em 1590, liderada por Cristóvão de Barros, no Sergipe. Contudo, apesar de ter mantido 
relações positivas com os jesuítas, houve um tempo em que existiram muitos atritos entre 
Garcia d’Ávila e os jesuítas, por volta dos anos 1560 e 1570, justamente por causa da guerra 
contra os índios, porque os jesuítas sustentavam que a escravização e dizimação dos gentios 
era imoral, desde que eles estivessem abertos à pregação da palavra bíblica. Era neste ponto, 
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em todo caso, que Garcia d’Ávila e os jesuítas se aproximavam novamente, uma vez que ele se 
dizia um conquistador a serviço de Deus e do Rei, em nome da cruz e da espada, e utilizava um 
código religioso quase semelhante ao dos jesuítas. E quando os indígenas eram hostis à fé 
cristã, era instaurada a chamada guerra justa, permitindo o domínio das terras e a captura de 
índios como escravos, para que assim a civilização cristã se instalasse. 
 
2.3. FORMAÇÃO TERRITORIAL 
O território sergipano já era ocupado pelos índios que, naquela época, exibia um pequeno 
painel da diversidade indígena nordestina, sendo ocupado por diferentes povos indígenas com 
costumes próprios de organização social, cultura, de modo de vida e línguas. Com a chegada dos 
portugueses, novas territorialidades passam a ser formadas, pois era precisoas povoações em áreas 
estratégicas para garantir a consolidação do poder lusitano. A conquista das terras onde hoje é 
Sergipe era uma necessidade estratégica, já que deveria garantir a posse das terras ainda 
“desocupadas” e solucionar o problema de comunicação entre as Capitanias da Bahia de Todos os 
Santos e a de Pernambuco. Ademais, o vazio ocupacional representava um perigo duplo para a 
coroa portuguesa, porque servia de abrigo para negros fugidos e índios ainda não catequisados, e 
local bastante explorado pelos franceses para extração de madeira nobre que comercializavam com 
os índios da região. Diante destes problemas, a coroa portuguesa concluiu que era preciso 
conquistar e colonizar as terras sergipanas, quando em 1590 o território sergipano passa a pertencer 
aos domínios da coroa. Sergipe foi ocupado, o domínio colonial se impõe sobre os nativos que 
dominavam entre o rio Real e o rio São Francisco. Os territórios indígenas são retalhados em 
sesmarias com o passar dos anos, ocupadas pelas plantações de cana-de-açúcar e currais de gado. 
Antes de prosseguir, vamos analisar o seguinte esquema: 
 
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As localidades dos Rios Reais e Piauí tem importância na história de Sergipe por terem 
presenciado, em suas margens, a organização dos primeiros povoados, tendo a continuidade da 
colonização na região norte pelas margens do Rio São Francisco. 
Durante esse processo colonizador, 
ocorreu o estímulo da criação de gado antes 
mesmo do aparecimento da agricultura, o que 
levou o historiador Felisbelo Freire a proferir a 
seguinte frase: 
 
“O SERGIPANO FOI PASTOR ANTES DE SER 
AGRICULTOR”. 
 
 
 
 
Imagem da exposição ‘O Couro e o Rio – Usos e Significados’, no Museu da Gente Sergipana (2013) Foto: Fabiana Costa/Secult 
Fonte: . 
Localizado entre as capitanias de Pernambuco e Bahia, o gado produzido e abatido no Sergipe 
servia para o abastecimento dos então centros produtores de cana-de-açúcar. Essa estrutura 
produtiva era promovida predominantemente pela mão de obra branca e livre devido à pouca 
presença da escravidão, pois, para os proprietários de terras e gado, a utilização desse tipo de 
trabalho poderia se tornar um risco pelo fato de o escravo, ao trabalhar em áreas de pastagem, 
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poderia vir a promover fugas. A produção de gado passa a dominar o território, fazendo surgir 
muitos currais de onde saem os bois para o abate na Bahia. 
O caminho que liga Sergipe à Bahia, e por onde passavam as boiadas ficou conhecido como a 
"Estrada da Boiada" e o baixo São Francisco, de "Rio dos Currais". Os ricos de Salvador compravam 
terras na nova Capitania de Sergipe Del Rey e para lá mandavam suas cabeças de gado. 
No período em que os holandeses 
estiveram no Brasil (1624-1645), Sergipe 
começou a ser mapeado. Foi através das mãos 
de um dos melhores cartógrafos holandeses, 
que o território da Capitania de Sergipe Del Rey 
foi retratado pela primeira vez. O primeiro mapa 
da Capitania, intitulado “Praefectura de Cirîlîet 
Sergipe del Rey cum Itâpuáma” foi produzido 
por Georg Marcgraf, possivelmente entre 1638-
1643, e organizado Joan Blaeu por em 1647. 
Veja-o na imagem ao lado: 
 
Praefectura de Ciriii, vel Seregippe del Rey, cum Itâpuáma. 
Fonte: . 
 
Com o fim da União Ibérica (1580-1640), inicia-se a retomada das terras pelos portugueses, 
em 1645, quando o forte holandês do rio Real foi conquistado e São Cristóvão foi sitiada. Também 
foi tomado o forte de Maurício, em Penedo-AL. A expulsão definitiva dos holandeses ocorreu em 
1646 na batalha do Urubu (atual município de Própria-SE), quando se conclui a retomada do 
território pela colonização portuguesa e a reinstalação do governo. 
Os dois pilares (gado e o fumo) da restauração econômica pós-invasão holandesa fez expandir 
os domínios sergipanos, estabelecer bases no interior e ampliar o conhecimento sobre o território. 
O algodão se torna um gênero de exportação da região no século XVIII, mas só se consolida na 
segunda metade do séc. XIX. 
 
 
 
 
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Patrimônio Histórico e Artístico das cidades coloniais sergipanas 
São Cristóvão, a primeira capital da Capitania de Sergipe, foi fundada por Cristóvão de 
Barros a 1 de janeiro de 1590, no contexto da Dinastia Filipina em Portugal, durante a 
União Ibérica. Seu conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico concentra o maior 
número de ações do Iphan em Sergipe. Os primeiros tombamentos ocorreram na década 
de 1940 e o conjunto foi tombado em 1967. A cidade é considerada um registro único e 
autêntico de um fenômeno urbano singular no Brasil, a União Ibérica, período durante o 
qual Portugal e Espanha estiveram unidos sob uma única coroa, nos reinados de Felipe II 
e Felipe III, entre 1580 e 1640. Em São Cristóvão, houve a fusão das influências das 
legislações e práticas espanhola e portuguesa na formação de núcleos urbanos coloniais. 
Foi a primeira capital de Sergipe e quarta cidade mais antiga do Brasil. Está situada no 
alto de uma encosta e, portanto, dividida entre cidade baixa e alta, onde as construções 
religiosas determinam seu traçado. O chão de pedra, a arquitetura colonial, as igrejas e 
museus compõem o seu patrimônio histórico, artístico e cultural. A música faz parte desse 
cenário secular. 
Já o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Laranjeiras foi tombado pelo 
Iphan, em 1995, devido ao valor arquitetônico e histórico atribuído ao conjunto. O 
tombamento ocorreu devido à sua importância no desenvolvimento da região, 
identificado pela presença do primeiro porto, além da expressividade e da força da 
arquitetura antiga, representada pelo casario do século XIX e pelo cenário monumental 
religioso do século XVIII. O município é um dos poucos onde ainda se pode ver a força da 
arquitetura colonial, onde se destacam ruas, igrejas e outras edificações. Na área 
tombada estão, aproximadamente, 500 edificações. 
 
Texto adaptado. 
Disponível em: . Acesso em: 08 jul. 2021. 
 
 
3. IMPÉRIO DO BRASIL 
No início do século XIX, a Europa passava pelas Guerras Napoleônicas. Ameaçados por 
Napoleão Bonaparte, que proibiu os portugueses de fazerem comércio com os ingleses, a família 
real portuguesa pôs em prática um antigo projeto de evacuação do território, transferindo toda a 
Corte para o Brasil. Os portugueses eram dependentes da Inglaterra desde 1703 quando foi assinado 
o Tratado de Methuen (panos e vinhos). Então, na transferência para o Brasil, os portugueses foram 
escoltados pelos britânicos. Tem-se aí o início do nosso processo de independência! 
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Ao desembarcarem no Brasil, foram assinados dois importantes tratados comerciais: 
✓ 1808: A abertura dos portos às nações amigas: punha fim ao pacto colonial; na prática, 
permitia realizar comércio com os ingleses. 
✓ 1810: Tratados de comércio e navegação com as nações amigas. Concedia tarifas 
alfandegárias especiais aos ingleses que pagavam 15% de impostos sobre o valor. As 
outras nações pagavam até 60%. Ocorreu uma grande enxurrada de produtos ingleses no 
nosso mercado, o que atrasou nossa industrialização por quase 100 anos. 
O período em que Dom João ficou no Brasil (1808-1821) ficou conhecido como Período Joanino. 
Dom João realizou importantes mudanças como: 
✓ Criação do Banco do Brasil. 
✓ Fundação da Casa da Moeda no Brasil. 
✓ Criação do Jardim botânico. 
✓ Várias obras públicas. 
✓ Escolas de estudos médicos e farmacêuticos no RJ e Salvador. 
✓ Invasão militar da Guiana Francesa (retaliação à Napoleão) e da província cisplatina (atual 
Uruguai). 
✓ Em 1815 elevou o Brasil à categoria de Reino 
Unido (deixou de ser colônia). 
Em 1821, D. João VI retorna a Portugal, como 
consequência direta da Revolução do Porto de 1820, 
que, entre outras coisas, exigia seu retorno e um 
governo constitucional. Deixa seu filho como príncipe 
regente, que acaba proclamando a Independência do 
Brasil e se coroando como D. Pedro I, Imperador do 
Brasil. 
Constantino de Fontes. Desembarque d'el rei dom João acompanhado por uma deputação das Cortes: em 4 de julho d'1821 regressando do Brasil. 
3.1. EMANCIPAÇÃO DE SERGIPE DURANTE O IMPÉRIO 
A Capitania de Sergipe esteve subordinada político-administrativamente à Bahia até 1820. 
Isso ocorreu porque ainda no século XVIII, mais especificamente no ano de 1763, as Capitanias da 
Bahia, Sergipe, Ilhéus e Porto Seguro foram reunidos em uma só. Então, a Capitania Subalterna de 
Sergipe del Rey, que foi criada em 1590, ficou subordinada pela segunda vez à Bahia de Todos os 
Santos: 
1. a primeira vez, quando foi fundada a Capitania da Bahia até a fundação da Capitania 
Subalterna do Sergipe, isto é, de 1535 a 1590; 
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2. e a segunda vez quando foram reunidas as quatro capitanias supracitadas até a 
emancipação definitiva de Sergipe, isto é, de 1763 a 1820. 
 Nessa época, Sergipe já era responsável por um terço da produção açucareira baiana, com 
mais de duas centenas de engenhos. Mesmo assim, D. João VI decide alçar Sergipe a uma capitania 
independente, o que foi a maneira que o Rei encontrou para recompensar a participação dos 
sergipanos na vitória da Corte Portuguesa sobre a Revolução Pernambucana de 1817. 
 
Para entender melhor a Revolução Pernambucana de 1817, 
fique ligado no seguinte mapa-mental: 
 
 
Quando o movimento republicano de 1817 eclodiu em Pernambuco, chegou a vencer tropas do 
governo e decretar um governo provisório, consideraram que todos os estrangeiros seriam 
“patriotas”, garantiram a liberdade de imprensa, religiosa (apesar de considerar a religião católica 
como oficial e com seu clero remunerado pelo Estado). Montaram uma República com 3 poderes e 
o início da confecção de uma Constituição do Estado por uma assembleia constituinte a ser 
convocada em um ano. Aboliram os impostos sobre os gêneros de primeira necessidade, mas a 
abolição da escravidão não foi levada em conta. Contudo, foi organizada uma forte repressão das 
tropas reais, sob direção de D. João VI e o movimento foi rapidamente reprimido. (Tempo de duração 
do movimento: 6/03/1817 – 20/05/1817). 
 
Foi em 8 de julho de 1820, por meio da carta-régia assinada por D. João VI, que Sergipe 
adquire sua emancipação política, sendo que a nova capitania passa a ter um novo governador, 
sendo nomeado o então Brigadeiro Carlos César Burlamaqui, em 25 de julho de 1820, mas ele 
somente tomou posse em 20 de fevereiro de 1821. 
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A posse e instalação ocorreu em São Cristóvão, sete meses depois da emancipação política. 
O evento foi rodeado de confusões e tensões devido à chegada de cartas vindas da Bahia com 
conteúdo contrário ao novo governador. Mesmo com a oposição de setores políticos baianos, 
Carlos César toma posse em 1821. No entanto, no dia 18 de março daquele mesmo ano, o 
governador foi deposto do cargo por uma força armada a mando da Bahia, reforçada pelo apoio da 
Legião de Santa Luzia, comandada pelo senhor de engenho Guilherme José Nabuco de Araújo. O 
Brigadeiro Carlos César Burlamaqui foi conduzido preso para Salvador. 
Com este episódio, frustrou-se, temporariamente, a emancipação política de Sergipe. Se por 
um lado os senhores de engenho não queriam a independência, por outro, líderes do agreste e do 
sertão, criadores de gado como Joaquim Martins Fontes e José Leite Sampaio, tomaram posição 
em defesa da Emancipação Política de Sergipe e, a partir de 05 de dezembro de 1822, pela 
Independência do Brasil. A adesão à Independência do Brasil significou a aceitação da Emancipação 
de Sergipe, uma vez que o Imperador Pedro I reafirmou a carta-régia de seu pai D. João VI: “Sergipe 
fica politicamente separado da Bahia e torna-se uma província do Império” – agora como Província 
de Sergipe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A Emancipação Política de Sergipe também influenciou a economia local. A partir da 
Independência, a elite econômica e política local, ainda que relativamente frágil e incipiente, 
começou a diminuir sua dependência em relação à praça comercial de Salvador. No século XIX, a 
economia da cana-de-açúcar ganha o espaço da criação de gado sergipana, que deixa de ser a 
principal fonte econômica da região. Paralelamente ao açúcar, produzia-se gado, couro, algodão, 
arroz, mandioca e fumo, que eram comercializados com capitanias vizinhas. 
 
“As principais lideranças políticas e econômicas eram vinculadas à atividade açucareira. Mas a 
pecuária ocupava uma ampla extensão do território sergipano nas áreas mais interioranas. Em 
torno da atividade principal, formou-se um complexo econômico distintivo, com o surgimento de 
casas de exportação e importação, fundamentais para o financiamento da atividade açucareira e 
os núcleos urbanos se adensaram e se multiplicaram na zona canavieira” 
Ricardo Lacerda, economista 
 
A atividade algodoeira vai se consolidar somente na segunda metade do século XIX, 
impulsionada pela revolução industrial inglesa e pela oportunidade surgida com o vazio de 
suprimento de algodão causado pela guerra civil norte-americana. A industrialização de Sergipe se 
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dará com a expansão da indústria têxtil nas últimas décadas do século XIX. Essas duas atividades vão 
dominar a economia sergipana por um longo período. Somente na segunda metade do século XX, 
Sergipe vai conhecer uma transformação industrial de maior vulto com a implantação da fábrica de 
cimento, a exploração de petróleo pela Petrobrás e mais adiante a produção de fertilizantes. 
 
Duas datas: 
Dois feriados da emancipação? 
“Pelo fato da Emancipação Política de Sergipe, em 8 de julho de 1820, ter sido bastante 
conturbada e contestada pelos líderes baianos e pelos senhores de engenho, a memória 
popular não registrou a data para festejar. Segundo Terezinha Oliva, a primeira 
comemoração que se tem notícia se deu no dia 24 de outubro de 1836. 
‘Nesta data, a festa cívico-religiosa foi marcada pelo canto do Hino de Sergipe, com letra 
de Manoel Joaquim de Oliveira Campos e música de Frei José de Santa Cecília. Em 1839 o 
dia 24 de outubro foi decretado como feriado da Emancipação’, conta. 
As duas datas permaneceram como feriado: 8 de julho, data da elevação de Sergipe a 
Capitania Independente; 24 de outubro, data da recuperação da Independência de 
Sergipe consagrada pelo povo. 
No fim da década de 1990, a Assembleia Legislativa de Sergipe cancelou o feriado de 24 
de outubro, pois a festa popular havia deixado de acontecer, e instituiu o Dia da 
Sergipanidade, preservando uma antiga memória ligada à Independência de Sergipe”. 
 
Disponível em: . 
Acesso em: 19 de julho de 2021 
 
3.2. REVOLTA DE SANTO AMARO DE 1836 
O desdobramento político da emancipação promoveu eventos como a Revolta de Santo 
Amaro no ano de 1836, durante o Período Regencial (1831-1840). A Revolta de Santo Amaro se 
espalhou para outras vilas promovendo novas agitações na vida sergipana. 
 
 
 
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O Período Regencial foi o espaço de tempo entre 
a abdicação de D. Pedro I, em 1831, e o Golpe da 
Maioridade de D. Pedro II, que assumiu o trono do Império do Brasil com 14 anos em 
1840. No modelo regencial governantes eleitos de forma indireta assumiam o poder 
enquanto o D. Pedro de Alcântara crescia. Foi o período de maior instabilidade política 
pelo Brasil e eclodiram várias revoltas populares e revoltas separatistas ao redor do país. 
Foi o momento da história brasileira, que a unidade nacional esteve mais ameaçada. 
 
 
 
Abdicação de Pedro I do Brasil, pintura de 
Aurélio de Figueiredo 
 
 
 
D. Pedro I entrega a carta de abdicação 
enquanto um cortesão beija a mão do 
agora D. Pedro II, seu filho e herdeiro, 
representando o fim de um reinado e o 
início de outro. Mas é apenas uma 
representação artística esta pintura, pois 
o imperador estava vestido com roupas 
comuns e não com trajes de corte; e seu 
filho estava dormindo e não acordou 
durante a provação. 
 
Nesse momento, em Sergipe, assim como em todo o Brasil, surgem dois partidos políticos: 
1. o Liberal, composto por proprietários de terras e gado que ganharam a simpatia 
de homens livres e mestiços, partido esse que, posteriormente, veio a ser 
chamado Camundongo. 
2. Já o outro partido, conhecido como Conservador, foi composto por senhores de 
engenho e aliados portugueses que defendiam o controle externo em defesa 
dos interesses dos financiadores da agroindústria açucareira em Sergipe, esse 
partido, em um segundo momento, foi chamado Corcunda, Legal e/ou Rapina. 
 Durante o período eleitoral em que os dois partidos buscavam a dominação do poder político, 
surgiram diversos movimentos caracterizados pela violência, sendo que as disputas se davam entre 
grupos pertencentes à classe dominante, onde estiveram imbuídas pelo desejo de controlar o poder 
e de demonstrar força sobre sua clientela. As eleições eram marcadas por fraudes e corrupções. 
Devido a isso, nas eleições de 1836, aumentaram as cisões entre os grupos da elite, sendo que, entre 
novembro e dezembro do mesmo na, o partido Liberal, motivado pelas fraudes (falsificação das atas 
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da eleição geral) nas eleições da província para deputado, na assembleia legislativa, veio a promover 
o cerco e o assalto da cidade de Santo Amaro das Brotas. 
 Os desdobramentos dessa revolta consistiram no estabelecimento de novo domínio sob a 
marca da coerção, que impôs grandes constrangimentos políticos e desorganizou as instituições 
nascentes, configurando uma fase de atraso e estagnação. 
 
A crise foi tamanha que chegou ao ponto de Sergipe ficar sem representação na 
quarta legislatura da Câmara dos Deputados. 
 
Nesse tempo, Sebastião Gaspar de Almeida Boto era a figura de maior destaque pela 
dominação forte de governante despótico, exercendo grande controle sobre praticamente toda a 
província. Estabeleceu aliança com Bento de Melo Pereira, o Barão de Cotinguaba, e com o influente 
José Pinto de Carvalho, na qual organizou um grupo forte e passou a dirigir a política sergipana com 
apoio dos regentes nacionais. 
As agitações políticas vieram a se estabilizar com a ascensão de D. Pedro II ao poder central, 
com o Golpe da Maioridade de 1840. Decidiu-se, então, voltar os olhos para as reclamações de 
Sergipe, indicando para presidente da província Anselmo Francisco Pereti, tendo como finalidade a 
reabilitação da província. 
 
3.3. A NOVA CAPITAL SERGIPANA 
Em 17 de março de 1855, a província de Sergipe ganha uma nova capital durante o governo 
local de Inácio Joaquim Barbosa, que transfere o comando político-administrativo para o povoado 
de Santo Antônio de Aracaju, na localidade da margem direita do rio Sergipe. 
 
Aracajú foi uma das primeiras cidades planejadas do Brasil que promoveu 
contribuições para o desenvolvimento de Sergipe devido à presença de melhores 
condições portuárias, onde sua posição geográfica facilitou a vida econômica da região 
de Cotinguiba graças à presença de portos para a exportação de açúcar para a Europa. 
Esta mudança estimulou o povoamento nesta parte do litoral, promovendo o 
surgimento de novas estradas e a integração entre Estados próximos. 
 
Como Aracaju surgiu com o objetivo de sediar a capital da província de Sergipe del-Rei, que 
até este momento se localizava na cidade de São Cristóvão, o centro foi idealizado com 
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planejamento urbano desde o início, pois as primeiras ruas estão organizadas de forma a lembrar 
um tabuleiro de xadrez. A única exceção foi que a Rua da Frenteganhasse uma curva, criando a bela 
avenida que margeia o rio Sergipe. O responsável pelo desenho da cidade de Aracaju foi o 
engenheiro Sebastião José Basílio Pirro. 
A construção da cidade apresentou algumas 
dificuldades de engenharia, pois a região continha 
muitos pântanos, pequenos lagos e mangues, o que 
necessitou de aterros e elevações, além de terem 
ocorrido desapropriações onerosas e desnecessárias 
A transferência da capital se deu por razões 
econômicas, já que a produção e a exportação do 
açúcar, principalmente no Vale do Cotinguiba, se 
faziam cada vez mais prósperas, fato que gerou 
insatisfações em São Cristóvão. Em 1854, 25mil caixas 
de açúcar saíam pela foz do Cotinguiba, enquanto 10mil eram exportadas por todas as outras barras. 
 
3.4. SERGIPE NOS ANOS FINAIS DO IMPÉRIO 
Nesse cenário, o fator externo provocado pela Guerra de Secessão nos EUA (1861-1865) 
promoveu incentivos à produção de algodão no Sergipe, pois a partir de 1860 o desenvolvimento 
da cultura do algodão no entorno dos engenhos de açúcar, principalmente em Itabaiana, passa a ter 
considerável importância na economia da Província. Os desdobramentos da Guerra norte-americana 
geram demanda de mercado, fato que leva cidades sergipanas a produzirem o produto em maior 
escala, tendo como destaque além da cidade já citada, a de Frei Paulo e a região do agreste. 
Contudo, o algodão não chega a ser o principal produto da economia do Sergipe, mas auxilia 
no desenvolvimento de fábricas de tecidos nas cidades de Aracaju, Estância, Propriá, São Cristóvão, 
Vila Nova (Neópolis), Maruim e Riachuelo, tendo como destaque as fábricas de Sergipe industrial e 
a de Confiança. Essas regiões passaram a concentrar a classe proletarizada urbana de diferentes 
cidades de Sergipe, dando a essas localidades uma nova dinâmica social e cultural. 
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Fábrica Sergipe Industrial, criada em 15 de fevereiro de 1882. (Foto Arquivo) 
No ano de 1860, D. Pedro II promove uma visita à província, onde a monarquia já vinha sendo 
vista como elemento de atraso para grupos republicanos, o que promoveu o surgimento de grupos 
e, consequentemente, do Partido Republicano, com destaque para as cidades de Estância, 
Laranjeiras, Itaporanga e Maroim. 
A campanha abolicionista na Província de Sergipe teve início no período de 1870 tendo como 
marco a fundação da Sociedade Emancipadora 25 de Março. Mas é a partir da década de 1880 que 
o movimento abolicionista ganha força na Província de Sergipe, tendo como centros principais 
Laranjeiras e, sobretudo Aracaju. 
Em 1882 tem-se a fundação da Sociedade Libertadora Cabana do Pai Thomaz fundada por 
Francisco José Alves, tido como principal abolicionista de Sergipe. Nesta eram promovidas 
conferências públicas, leilões dentre outros, que tinham como objetivo a arrecadação de recursos 
para a compra de alforrias. No ano de 1883 tem-se a fundação no Rio de Janeiro da Sociedade 
Libertadora Sergipana. Francisco José Alves também é o fundador de dois jornais abolicionistas O 
Descrido e O Libertador, além desses, eram simpatizantes da causa abolicionista os periódicos, Luz 
Matinal (Aracaju), O Horizonte, O Larangeirense (Laranjeiras). Com isso, seja através da fundação de 
sociedades libertadoras ou da publicação de periódicos, os simpatizantes da causa abolicionista 
fizeram sua campanha, contribuindo não só para a denúncia das mazelas pelas quais passavam os 
escravos bem como para libertação de muitos cativos através das ações de liberdades. 
No período imperial muitos filhos de sergipanas se deslocavam para a Bahia, onde estudavam 
medicina ou para Recife para a formação em direito, tendo como destaque os nomes de Tobias 
Barreto, Manoel Bonfim, Silvio Romero, Gumercindo Bessa, Fausto Cardoso, Felisbelo Freire, João 
Ribeiro, entre outros. 
 Com o advento da República, Sergipe passa a ser um dos Estados da Federação com a primeira 
Constituição promulgada em 1892, momento em que começa a ter destaque a nível nacional setores 
intelectuais do Estado. 
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4. PERÍODO REPUBLICANO 
A República foi proclamada pelo exército no dia 15 de novembro de 1889, mas sem a 
participação popular. Nas palavras do jornalista Aristides lobo: “o povo assistiu bestializado a 
proclamação da república”. Ou como diria Lima Barreto: “O Brasil não tem povo, tem público”. 
Ambos se referem ao fato de a proclamação da República ter sido um golpe militar sem participação 
popular. Nossos dois primeiros presidentes foram militares: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. 
Esta fase é chamada de República da Espada e teve fortes tendências autoritárias. Deodoro e 
Floriano impuseram a república a ferro e fogo. Ao final do mandato de Floriano Peixoto, é Prudente 
de Morais quem ganha as eleições pelo PRP (Partido Republicano Paulista), sendo o primeiro 
presidente civil brasileiro. É um momento de diminuição da popularidade do exército e 
fortalecimento dos cafeicultores paulistas. 
 
 
"Proclamação da República", óleo sobre tela de Benedito Calixto (1853-1927). Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. 
 
 
A primeira Constituição republicana foi promulgada em 1891 e teve como 
características: 
• o Brasil é uma República presidencialista; 
• a separação do Estado e da Igreja (Estado Laico); 
• a criação do cartório de registro civil; 
• federalismo (autonomia relativa dos estados (ex-províncias)); 
• o voto era proibido para mulheres, analfabetos, padres, soldados e menores de 
21 anos. 
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“Em Sergipe, a Proclamação da República não encontrou resistência aberta que viesse comprometer 
a implantação do regime republicano entre os que detinham o comando político da então Província. 
A adesão foi imediata (...). Para presidir o Estado foi empossada, em 17 de novembro de 1889, 
uma Junta Governativa que constituiu o Governo Provisório, composto por Antônio José de 
Siqueira Meneses, Vicente Luís de Oliveira Ribeiro e Baltasar Góis. A Junta Governativa ficou no 
comando do Estado até 09 de dezembro de 1889 quando então foi empossado o primeiro Presidente 
de Sergipe”. 
(adaptado - OLIVEIRA, 2008). 
Com a Proclamação da República, a Província de Sergipe passa a ser um dos Estados da 
Federação. O Partido Republicano de Sergipe elege seus primeiros representantes para o Congresso 
Federal, com destaque para o escritor e filósofo João Ribeiro, tendo sua primeira Constituição 
promulgada em 1892 
Em 1889, uma Junta Governativa ocupou o governo, de 17 de novembro até 13 de dezembro, 
quando assume Felisbelo Firmo de Oliveira Freire, vindo a se tornar o primeiro presidente de 
Sergipe. 
No início da República, Sergipe sedia movimentos rebeldes, os quais disputam a hegemonia 
política local. Esses revoltosos eram motivados pela interferência dos governos centrais que 
nomeiam para sucessivas chefiasdo Estado intelectuais sergipanos de projeção nacional, mas que 
não possuem raízes partidárias na região. 
O fato é que a República não trouxe para Sergipe mudanças estruturais na sociedade. Logo 
depois de consolidado o movimento, as oligarquias aderiram e legitimaram o novo regime, apesar 
do novo ordenamento político ter trazido modificações institucionais significativas. 
 
 
A consolidação da república ocorreu sob o poder dos grandes proprietários rurais, por 
isso a Primeira República é conhecida como República Velha, ou melhor, a República que 
já nasceu velha, pois manteve o poder nas mãos dos mesmos proprietários de terra, até 
a revolução de 30 (fim da república do café com leite e o início da Era Vargas). É conhecida 
como República Oligárquica (oligos = poucos; os grandes proprietários rurais). Nesta 
época é que ocorre o Coronelismo, em que os grandes fazendeiros impunham seu poder 
através de seus exércitos particulares de jagunços. 
O voto era aberto e os eleitores que moravam nas grandes fazendas eram forçados a 
votar no candidato do coronel. Isso era chamado voto de cabresto, e a área de influência 
do coronel era chamada de curral eleitoral. As eleições eram manipuladas e 
notoriamente corruptas e o poder presidencial era marcado pela alternância política 
entre MG e SP, por isso esse momento também ficou conhecido como a República do 
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Café (SP) com Leite (MG). A república do café com leite era fundamentada em um “Pacto 
Oligárquico”, ou como chamado por seu articulador Campos Sales, “pacto federativo”, 
também conhecido como política dos governadores. É uma política de troca de favores. 
Enquanto os estados garantiam as eleições de MG e SP, os dois maiores poderes 
econômicos do país, ganhavam em troca a liberdade de fazer o que bem entendessem 
sem uma fiscalização regular. 
 
4.1. O CORONELISMO EM SERGIPE 
  
STORNI, 1927. In: LEMOS, Renato. Uma história do Brasil através da caricatura  
A constituição de 1891 previa bastante autonomia aos estados. Na monarquia predominava 
uma organização do Estado centralista, e com a proclamação da República, as elites locais passaram 
a controlar a máquina pública de acordo com seus interesses. Isso ocorreu porque no federalismo 
há maior autonomia administrativa dos estados e municípios. As vantagens propostas pelo novo 
regime, que dava autonomia aos coronéis de cuidar do orçamento público e controlar a polícia em 
suas regiões, é uma das razões para que o golpe republicano desse certo. Outra razão foi a censura 
e a perseguição dos inimigos políticos. Desse sistema surgiu o coronelismo. 
 
 
O coronelismo é um fenômeno social que não somente envolve o uso da força, com 
bandos de jagunços vigiando a votação e fazendo emboscadas para os inimigos políticos, 
mas também existia uma relação carismática: é o coronel quem dá as ordens, manda dar 
sovas, oferece trabalho na roça e cargos públicos “no governo”. O coronel também dá 
presentes como dentaduras, dá caronas para a cidade e é só com a ajuda do coronel que 
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se conseguia algum tipo de atendimento médico ou remédios. É um homem muito 
respeitado, influente e poderoso, e como no início da República a maioria da população 
vivia na zona rural, a população pobre era submetida ao silêncio. Ofertar o trabalho na 
lavoura, era entendido pelos fazendeiros como uma caridade e como uma oferta de 
oportunidade, apesar das durezas das atividades. Esta situação social é fecunda para as 
práticas clientelistas. O espaço pertence à poucos, predominam os grandes latifúndios e 
a maioria não tinha condições dignas ou cidadania. As relações de convivência eram 
baseadas da dependência do coronel. Não havia direitos sociais e era criada uma rede de 
dependência dos presentes e favores do coronel, e as pessoas pobres eram clientes 
destes favores, por isso era uma prática clientelista. 
 
4.1.1. A Oligarquia Olimpista e a Revolta de Fausto Cardoso 
No início do século XX, a política sergipana registra dois partidos majoritários: 
1. Partido Republicano de Sergipe (cabaús) 
2. Partido Republicano Sergipense (pebas). 
No decorrer da primeira República (1889-1930), politicamente prevaleceram os interesses 
das elites proprietárias de terras, momento em que foi estruturado o sistema republicano, pautado 
nos interesses das oligarquias e no coronelismo. 
 
 
Monsenhor Olímpio de Sousa Campos (1853-1906). 
 
O Monsenhor Olímpio Campos era o líder dos cabaús, tendo conseguido impor-se sobre os 
velhos políticos advindos do Império. Período em que manteve a dominação política do Sergipe, 
sendo chamado de Oligarquia Olimpista. Ele foi presidente do Estado entre 1899 e 1902, indicou os 
seus sucessores no governo até 1910, influiu poderosamente na eleição de deputados e elegeu-se 
senador. Nos municípios também eram eleitas sempre pessoas ligadas ao Monsenhor Olímpio 
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Campos e os empregos públicos eram distribuídos entre os seus correligionários, ou seja, por meio 
da popular política do “cabide de emprego”. 
Suas tendências políticas visavam defender os interesses dos senhores de engenho nos 
momentos em que ocupou os cargos de governador e senador por Sergipe. Assim, controlou as 
classes pobres por meio das estruturas de poder e repressão com a ajuda dos coronéis regionais, 
além de beneficiar as classes dominantes com políticas econômicas que estiveram atreladas à 
produção e ao comércio da cana de açúcar. 
A principal oposição aos olimpistas esteve sob a figura de Fausto Cardoso, que promoveu a 
política em prol dos funcionários públicos federais, comerciantes e poucos proprietários de terras, 
pertencente ao partido dos pebas. No ano de 1906, ocorreu a chamada Revolta de Fausto Cardoso 
a qual teve como objetivo derrubar o governo de Olímpio. Dentre os motivos que levaram à eclosão 
dessa revolta, está: 
✓ Primeiro, a longa permanência do grupo olimpista no poder; 
✓ Segundo, o surgimento do Partido Progressista, que tinha como pauta política a 
oposição radical ao governo e a movimentação de Fausto Cardoso, logo após ser eleito 
deputado federal, em que estimulou o movimento oposicionista. 
 
Fausto de Aguiar Cardoso (1864 - 1906) 
 
A Revolta ocorreu por causa da visita, pela primeira vez depois de eleito, do deputado federal 
Fausto Cardoso, no dia 10 de agosto de 1906. A ação radical da oposição promovida por membros 
da Polícia Militar, no dia 10 de agosto de 1906, promoveu, de forma violenta, a tomada do Palácio 
do Governo que veio a depor o então presidente Guilherme Campos. 
Então, formou-se um novo governo com membros do Partido Progressista (camadas médias 
urbanas). O movimento começou em Aracaju, mas espalhou-se por Maruim, Itabaiana, N. S. das 
Dores, Laranjeiras, Rosário, Itaporanga, Propriá, Divina Pastora, Capela, Riachuelo e Japaratuba. 
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